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SISTEMA 
NERVOSO
✓ Disciplina: Fisiologia
✓ Professora: Dra Karina Elisa
✓ E-mail: karymachado@hotmail.com
karinaelisa@univali.br
 Percebe e identifica as 
condições ambientais 
externas e as condições 
internas do organismo.
Sistema Nervoso
 Principal Característica 
COINDUZIR IMPULSO 
NERVOSO
Sistema Nervoso
Organização do Sistema Nervoso
 O sistema nervoso pode 
ser dividido em duas 
partes:
 O Sistema Nervoso 
Central (SNC), que 
consiste no encéfalo e 
na medula espinhal;
 O Sistema Nervoso 
Periférico (SNP) 
consiste nos neurônios 
aferentes (ou 
sensoriais) e nos 
neurônios eferentes.
 A informação flui pelo 
Sistema Nervoso
Células do Sistema Nervoso
Neurônio
Neurônios são as 
células responsáveis 
pela transmissão dos 
impulsos nervosos e 
constituem cerca de 
10% do tecido 
nervoso.
Células do Sistema Nervoso
As células da glia são células com as diversas funções, entre elas 
estão proteger e nutrir neurônios
Células da Glia
Células do Sistema Nervoso
Tipos de Neurônios
 Neurônios sensitivos 
ou aferentes conduzem 
impulsos de receptores 
sensitivos para SNC
 Neurônios motores 
ou efetores conduzem 
impulsos do SNC para 
os órgãos efetores 
(músculos e glândulas)
 Interneurônios estão 
totalmente localizados 
no SNC e servem às 
funções associativas ou 
integradoras.
Tipos de Neurônios
 A função primária de um axônio é transmitir sinais elétricos do 
centro integrador do neurônio para a extremidade do axônio.
 Na extremidade distal do axônio, o sinal elétrico usualmente é 
traduzido em uma mensagem química, pela secreção de um 
neurotransmissor, neuromoduladores ou neurohomônios.
Neurônios - Axônio
• Os neurônios que 
secretam 
neurotransmissores e 
neuromoduladores
terminam perto da 
célula-alvo, as quais 
geralmente são outros 
neurônios, músculos ou 
glândulas.
 A região onde o terminal axônico se encontra com sua célula-alvo é 
denominada sinapse.
 O neurônio que libera o sinal na sinapse é conhecido como célula 
pré-sináptica, e a célula que recebe o sinal é denominada célula 
pós-sináptica.
Neurônios - Axônio
O estreito espaço 
entre as duas células é 
denominado fenda 
sináptica.
Neurônios – Pré e Pós Sináptico
Neurônios - Axônio
Neurônios – Transporte Axonal
Célula da Glia
Célula da Glia
 Sistema Nervoso tem 
característica de ser um 
tecido excitável
PROPAGA SINAIS 
ELÉTRICOS
 Movimento dos ÍONS
gera sinais elétricos
Sistema Nervoso
O Movimento dos íons gera sinais elétricos
 O potencial de membrana em repouso de células 
vivas é determinado primariamente pelo gradiente 
de concentração K + e pela permeabilidade da célula 
em repouso ao Na + , ao K + e ao Cl- .
 Uma mudança tanto no gradiente de concentração do 
K + quanto nas permeabilidades iônicas altera o 
potencial de membrana.
 Por exemplo, em repouso, a membrana celular de um 
neurônio é bem pouco permeável ao Na + .
 Entretanto, se a membrana subitamente aumenta sua 
permeabilidade ao Na +, este entra na célula a favor do seu 
gradiente eletroquímico.
O Movimento dos íons gera sinais elétricos
 A adição do Na+ positivo ao líquido intracelular 
despolariza a membrana celular e gera um sinal 
elétrico.
 O movimento de íons através da membrana também pode 
hiperpolarizar uma célula.
 Se a membrana celular subitamente se tronar 
permeável ao K +, sua carga positiva é perdida de dentro 
da célula e esta se torna mais negativa (Hiperpolariza).
 Uma célula também pode hiperpolarizar se íons com 
carga negativa, como Cl- , entrarem na célula a partir 
do líquido extracelular.
 Como uma célula muda sua permeabilidade 
iônica?
 Abertura dos canais iônicos existentes na 
membrana plasmática dependentes das condições 
intra e extracelular
Impulso Nervoso
 Mecanicamente – neurônios 
sensoriais
 Ligantes – neurotransmissores; 
neuromoduladores ou moléculas 
sinalizadoras intracelulares
 Voltagem – mudanças no potencial 
de ação
Impulso Nervoso
Abertura ( ATIVAÇÃO) dos canais iônicos são 
controlados:
 A permeabilidade da membrana axônica ao Na+ e K+
é regulada por portas, que abrem em resposta à 
estimulação. 
 A difusão líquida desses íons ocorre em dois estágios: 
1. O Sódio (Na+)se move para o interior do axônio 
2. Em seguida o potássio (K+) se move para fora. 
Esse fluxo de íons e as consequentes alterações do 
potencial de membrana constituem um evento 
denominado POTENCIAL de AÇÃO
Atividade ELÉTRICA DOS AXONIOS
 O potencial de membrana em repouso de 
células vivas é determinado primariamente pelo 
gradiente de concentração do K+ e pela 
permeabilidade da célula em repouso ao 
Na+, ao K+ e ao Cl-. 
 Uma mudança tanto no gradiente de 
concentração do K+ quanto nas permeabilidades 
iônicas altera o potencial de Membrana.
Sinais elétricos
Impulso Nervoso
 Potencial Graduado são alterações que acontecem 
num ponto da membrana do neurônio, que não tem 
força suficiente para despolarizar toda membrana e 
transferir o impulso para o neurônio pós-sináptico, 
havendo a geração de um potencial de ação.
 Potencial de ação é uma despolarização que ocorre 
de maneira muito rápida, fenômeno eletro-químico, 
ocorre na membrana do neurônio, pode ser medido em 
um osciloscópio. Pode também ser definido como uma 
alteração rápida no potencial de membrana de 
repouso ( -70mv) para um valor positivo (+40mv), 
seguido pelo retorno ao potencial de repouso, 
invertendo as cargas da membrana temporariamente, 
deixando-a positiva por dentro e negativa por fora.
Impulso Nervoso
 Potenciais Graduados: Alterações que 
acontecem num ponto da membrana do neurônio, 
que não tem força suficiente para despolarizar 
toda membrana e transferir o impulso para o 
neurônio pós-sináptico, não havendo a geração de 
um potencial de ação. 
 Potencial de ação: É uma despolarização que 
ocorre de maneira muito rápida, fenômeno 
eletroquímico, ocorre na membrana do neurônio, 
pode ser medido em um osciloscópio.
Sinal Elétrico
Potencial
Graduado
Percorre
Distâncias
Curtas
Potencial de 
Ação
Grandes
Despolarização
– Grandes
Distâncias
Impulso Nervoso
 Por que os potenciais graduados perdem força à 
medida que se move através do citoplasma?
1. Vazamento de corrente: Alguns íons positivos vazam
de volta através da membrana, à medida que a onda
de despolarização se move pela célula. A membrana do 
corpo da célula do neurônio não é um bom isolante e tem 
canais de vazamento abertos que permitem que as cargas 
positivas saiam para o líquido extracelular
2. Resistencia citoplasmática: O próprio citoplasma gera
resistência ao fluxo da eletricidade, assim como a água causa
a resistência que diminui as ondas geradas a partir da 
pedra. A combinação do vazamento de corrente e da 
resistência citoplasmática indica que a força do sinal
dentro da célula diminui com a distância.
Impulso Nervoso
 Por que os potenciais graduados 
perdem força à medida que se move 
através do citoplasma?
✓ Potenciais graduados, que são fortes o 
suficiente, finalmente atingem a região do 
neurônio conhecida como zona de 
disparo.
✓ Em neurônios eferentes e interneurônios, 
a zona de disparo é o cone axônio e a 
primeira parte do axônio, uma região
conhecida como segmento inicial.
✓ Em neurônios sensoriais, a zona de 
disparo é imediatamente adjacente ao
receptor, onde os dendritos se unem no 
axônio.
Impulso Nervoso
Impulso Nervoso
Impulso Nervoso
+
+
+
+
+
+
✓ Sempre no sentido: dendrito corpo 
celular axônio.
Potencial de Ação
 Em repouso: membrana polarizada = -70mV
Potencial de Repouso
✓ Desigualdade de íons em ambos os 
lados da membrana plasmática (MP).
✓ A MP é mais permeável ao 
Potássio (K), do que para Sódio 
(Na).
✓ Em repouso:
✓ O nível de K é maior 
internamente
✓ O nível de Na é maior 
externamente.
✓ Impulso nervoso ou potencial de ação: causado peladespolarização da membrana = +30mV
✓ Abertura de canais de Na
Potencial de Ação
Na vai entrar
Impulso Nervoso
Membrana Polarizada
 Potencial de membrana em repouso:-70mV/ (- dentro K /+ fora 
Na)
Membrana Despolarizada
 Potencia de membrana em ação: +30mV/ (+dentro Na/ - fora K)
 Restauração do potencial da membrana em repouso:
 Torna-se mais permeável a K 
 Meio interno negativo
 Meio externo positivo
Repolarização
 Sentido: dendrito corpo celular axônio
 Estado de repouso: neurônio polarizado
 Alta [ ] de Na+ e baixa [ ] de K+ no meio extracelular
 Baixa [ ] de Na+ e alta [ ] de K+ dentro do axônio
Condução do Impulso Nervoso
 Na presença de estímulo – despolarização da 
membrana, aumento de permeabilidade da 
membrana pelo Na+ e entrada deste no axônio 
Condução do Impulso Nervoso
 Repolarização da membrana: aumento de 
permeabilidade da membrana pelo K+ e saída deste no 
axônio 
Hiperpolarização
Condução do Impulso Nervoso
 Bomba de Na+ e K+: restabelece as concentrações de 
Na+ e K+ dentro e fora do axônio após a passagem do 
impulso –transporte ativo
 Alta [ ] de Na+ e baixa [ ] de K+ no meio extracelular
 Baixa [ ] de Na+ e alta [ ] de K+ dentro do axônio
Condução do Impulso Nervoso
A bomba usa energia do ATP para trocar 
o Na+, que entra na célula, pelo K+ , 
que sai da célula.
 Entretanto, esta troca não precisa 
acontecer antes que o próximo potencial 
de ação dispare, porque o gradiente de 
concentração iônica não foi significativamente 
alterado por um potencial de ação.
 Um neurônio sem bomba de Na+-K+ funcional 
pode disparar mil ou mais potenciais de ação 
antes que ocorra uma mudança significativa nos 
gradientes iônicos,
Condução do Impulso Nervoso
o Geralmente, os íons que se movem para dentro e para fora da 
célula durante os potenciais de ação são rapidamente 
devolvidos aos seus compartimentos originais pela Na+-K+ -
ATPase (também conhecida como bomba de Na e K).
Canais de Sódio
Canais de Sódio
Impulso Nervoso
 A quantidade do neurotransmissor liberado no terminal 
axônico está diretamente relacionada ao número total de 
potenciais de ação que chegam ao terminal por unidade de 
tempo.
 Muitas vezes, uma salva de potenciais de ação que chega ao 
terminal resulta em um aumento na liberação do 
neurotransmissor.
o Entretanto, em 
alguns casos de 
atividade contínua, 
a liberação do 
neurtransmissor
pode diminuir 
porque o axônio 
não cconsegue
repor seu estoque 
de neutransmissor 
suficientemente 
rápido
 Contínua: o 
impulso passa por 
toda extensão do 
axônio. Ocorre em 
neurônios sem 
bainha de mielina e 
é mais lenta.
 Saltatória: ocorre 
há despolarização da 
membrana apenas 
nos Nós de Ranvier. 
Em neurônios com 
bainha de mielina, é 
mais rápida
Tipos de Condução
Condução Saltatória
 Os neurônios mielínicos conduzem os impulsos 
mais rapidamente que os amielínicos
POTENCIAL DE AÇÃO -
CARACTERÍSTICAS
 Interneuronais: 
neurônio –neurônio
 Neuromusculares: 
neurônio –músculo
 Neuroglandulares: 
neurônio –célula 
glandular
Sinapses
Neurotransmissores 
estão presentes em 
vesículas na 
terminação do axônio.
Chegada do impulso na 
terminação resulta na 
liberação dos 
neurotransmissores na 
fenda sináptica
Os neurotransmissores 
atingem o outro 
neurônio 
desencadeando impulso 
nervoso
 A terminação axonal possui ramificações e 
cada ramificação forma uma sinapse com outros 
dendritos ou corpos celulares.
O TERMINAL AXONAL E AS SINAPSES
 Os neurônios comunicam-se com 
outros neurônios, fibras musculares e 
glândulas.
 Apresenta dois lados: 
 Neurôniopré-sináptico: que envia a 
mensagem
 Neurônio pós-sináptico: que recebe 
a mensagem.
(suas membranas não se tocam, estão 
separados pela Fenda Sináptica)
Na fenda sináptica é liberado 
substâncias químicas –
Neurotransmissores ou mediadores 
químicos
Sinapses
A comunicação entre neurônios não é 
sempre um evento um-para-um.
 Algumas vezes, um único neurônio pré-
sináptico se ramifica, e seus colaterais 
fazem sinapse com vários neurônios-alvo. 
Esse padrão é conhecido como 
divergência.
 Se um número maior de neurônios pré-
sinápticos fornece informação para um 
número menor de neurônios pós-
sinapticos, o padrão é conhecido como 
convergência
Integração da Transferência da Informação 
Neural
Todos os exemplos de modulação já discutidos ocorrem 
no lado pós-sináptico de uma sinapse, mas a 
atividade das células pré-sinapticas também pode ser 
alterada.
 Quando um neurônio modulador (inibitório ou excitatório) 
termina no terminal axônico de uma célula pré-sináptica ou 
próximo dele, seus PEPSs ou PIPSs podem alterar e o 
potencial de ação que alcança o terminal e geram uma 
modulação pré-sináptica.
 Se a atividade no neurônio modulador diminui a 
liberação do neutransmissor, a modulação é 
chamada de inibição pré-sináptica.
 A inibição pré-sináptica permite a modulação seletiva dos 
colaterais e seus alvos.
A atividade sináptica pode ser modulada
 Um colateral pode ser inibido ao passo que outros não são 
afetados. 
 Na facilitação pré-sináptica, a entrada modulatória aumenta a 
liberação de neurotransmissor pela célula pré sináptica
 A modulação pré-sináptica fornece um meio mais preciso de 
controle do que a modulação pós-sináptica. 
 Na modulação pós-sináptica, se um neurônio modulatório faz 
sinapse nos detritos ou no corpo celular de um neurônio, a 
responsividade de todo o neurônio pós-sináptico é alterada.
 Nesse caso, todas as células-alvo do neurônio pós-sináptico são 
afetadas igualmente.
 A atividade sináptica também pode ser alterada mudando-se a 
responsividade da célula-alvo ao neurotransmissor. 
A atividade sináptica pode ser modulada
 Isso pode ser efeito alterando-se a identidade, a afinidade 
ou o número de receptores do neurotransmissor
 Os moduladores podem alterar todos esses parâmetros 
influenciando a síntese de enzimas, de transportadores de 
membrana e de receptores.
 A maior parte dos neurotransmissores atua usando 
sistemas de segundo mensageiro que alteram proteínas 
existentes, e seus efeitos duram muito mais do que os dos 
neutransmissores.
Uma molécula sinalizadora pode atuar como 
neutransmissor ou como neuromodulador
dependendo do seu receptor.
A atividade sináptica pode ser modulada
A atividade sináptica pode ser modulada
Sistema Nervoso Central
Função: processamento e integração das 
informações.
Formado pelo encéfalo (alojado 
no crânio) e pela medula espinhal 
(interior das vértebras –coluna 
vertebral).
Sistema Nervoso Periférico
Função: conectar o SNC as diversas partes 
corpo do animal.
Constituído de nervos e 
gânglios
✓Nervos: feixes de fibras 
nervosas envoltas por tecido 
conjuntivo
✓Gânglios: aglomerados de 
corpos de neurônios fora do SNC
 SISTEMA NERVOSO 
SOMÁTICO 
 SISTEMA NERVOSO 
AUTÔNOMO 
Sistema Nervoso Periférico
 Tem como efetores os 
músculos esqueléticos.
 Produzem movimentos 
voluntários conscientes.
 Liberam como 
neurotransmissor 
acetilcolina. 
Sistema Nervoso Somático
 Controla o Músculo Liso, Músculo Cardíaco e Glândulas
 Impulsos provenientes do Hipotálamo e do Tronco 
Encefálico
 A maioria dos órgão recebe inervação dupla
 Geralmente um causa inibição e outra, excitação.
 Liberam como neurotransmissor:
 Acetilcolina (Ach)
 Noradrenalina (NA) ou norepinefrina(NE)
Sistema Nervoso Autônomo
Sistema Nervoso Simpático
Sistema Nervoso Parassimpático
Na maioria das vezes o que o SNA Simpático 
estimula o SNA Parassimpático inibe.
 OBS.: mas não considera-se uma regra, e sim um 
exemplo.
 Conforme os neurotransmissores liberados, em algumas 
situações o Simpático libera Noradrenalina e o 
Parasimpático libera Acetilcolina.
 Simpático: Noradrenalina
 Parassimpático: Acetilcolina
Sistema Nervoso Autônomo
Origina-se tronco encefálicoe no segmentos sacrais.
Cadeia de gânglios que se estende 
ao longo da coluna vertebral T1 a 
L2
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