Prévia do material em texto
Modelos e Maquetes Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Me. Vanderlei Rotelli Revisão Textual: Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos Maquetes Urbanas • Maquetes Urbanas. • Aplicação das técnicas de corte e montagem de maquetes; • Implantação de volumetrias em vários tipos de terreno. OBJETIVO DE APRENDIZADO Maquetes Urbanas Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como seu “momento do estudo”; Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo; No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam- bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados; Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus- são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e de se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Maquetes Urbanas Maquetes Urbanas Nesta nossa última Unidade, vamos estudar as maquetes de urbanismo. Como você já sabe, o urbanismo é uma parte muito importante da nossa formação; os projetos urbanos ocupam uma grande parte da nossa vida acadêmica. Como urbanistas, podemos trabalhar com a criação de Planos Diretores para as cidades, que irão planejar e direcionar o crescimento urbano, além da criação de bairros e condomínios, passando por urbanização de favelas e comunidades, prevendo toda a infraestrutura urbana necessária para este tipo de projeto, como quadras, lotes, malha viária, parques, etc. Como você sabe, para este tipo de projeto precisamos estudar vários aspectos pertinentes a cada área, como as características topográficas, hidrográficas e as necessidades e carências tanto dos lugares, quanto da população a ser atendida pelo projeto. A figura 1, por exemplo, é a maquete relativa a um estudo para a execução de um parque linear, recompondo a mata ciliar de um rio no centro de uma cidade no interior do estado de São Paulo. Figura 1 – Maquete urbanística Fonte: Acervo do Conteudista Nesta maquete é possível estudar a topografia existente, bem como sugerir al- gumas alterações; também é possível entender todo o arruamento da cidade, com as pontes de acesso e o desenho urbano do parque. É claro que a escala na qual foi construída esta maquete não permite um detalhamento muito grande, mas as maquetes urbanas não têm esta finalidade, isto é, como as escalas trabalhadas são muito pequenas, este tipo de modelo tem uma função mais próxima a uma ferra- menta de estudo. Nós veremos, nesta nossa última unidade, dois tipos de maquetes urbanas: uma maquete plana e uma maquete com um pequeno desnível. As maquetes têm o mes- mo traçado urbano, mas apresentam desafios diferentes e serão feitas com técnicas diferentes. Vamos considerar uma escala usual para maquetes urbanas pequenas, em áreas reduzidas, ou seja, não faremos um bairro ou mesmo uma gleba muito grande, vamos considerar que nossos terrenos têm um limite um pouco maior 8 9 do que duas quadras. Para limitar o tamanho da maquete, vamos utilizar a escala 1:500, e assim trabalharemos no formato A4, que nos permite entender as técni- cas, que podem ser aplicadas em formatos maiores de forma semelhante. Vamos começar com a maquete plana? O que você acha? Vamos lá! Vamos executar nossa primeira maquete em um sítio considerado praticamente plano, o que quer dizer que não trabalharemos com desníveis. A figura 2 mostra como é esta implantação. Figura 2 – Implantação plana Fonte: Acervo do Conteudista Como é possível ver, esta é uma implantação simples, um recorte de um mapa urbanístico maior, como se estivéssemos fazendo uma intervenção pontual em uma área maior. Como esta maquete é plana, isto quer dizer que teremos apenas base de papel Paraná. Uma única placa de papel Paraná como base pode envergar ou entortar quando começarmos a colar as partes, e isto pode se transformar em um proble- ma, pois pode ser muito difícil trabalhar sobre uma superfície que não é plana, além de visualmente ficar muito ruim. Para evitar que isto aconteça, vamos come- çar montando uma base para a nossa maquete. Como já foi dito, o tamanho da base será o formato A4, por isso o primeiro pas- so é cortar uma placa de papel Paraná com este tamanho, de 21 cm por 29,7 cm. Para garantir que esta base não empene, vamos fazer uma estrutura nesta base. Além disto, esta estrutura vai elevar um pouco nossa base, deixando-a mais desta- cada e esteticamente mais agradável. Para isso, vamos cortar, em papel Paraná, 9 UNIDADE Maquetes Urbanas algumas tiras com 2 cm de espessura. Vamos ajustar estas peças para fazer uma moldura na parte inferior da placa base, conforme a figura 3. Figura 3 – Moldura para a base Fonte: Acervo do Conteudista Não esqueça que algumas peças vão por dentro de outras e que você precisa descontar a espessura do papel; de forma semelhante ao que foi feito na maquete detalhada, o ideal é que você faça esta marcação a partir do próprio papel, já que podem acontecer diferenças na espessura do material, ou seja, mesmo que você compre o papel com uma espessura de 2 mm, em alguns casos, a espessura de fa- bricação do material pode variar. Na figura 4 é mostrada uma forma de marcar esta diferença. Com as duas peças de papel Paraná juntas, fica fácil fazer a marcação da diferença a ser descontada. Figura 4 – Marcação da diferença Fonte: Acervo do Conteudista 10 11 Vamos agora montar estas peças sobre a base. Com cola branca, vamos fixar as peças. Como se fosse uma estrutura, vamos sempre tentar colocar as peças me- nores por dentro das maiores, pois isso ajuda a segurar melhor as laterais. Depois que estas laterais estiverem coladas, uma outra coisa que ajuda a reforçar a estru- tura são duas travas que colocamos ligando os cantos da base, em forma de “X”. A figura 5 mostra como fica esta base. Figura 5 – Estrutura da base Fonte: Acervo do Conteudista Esta estrutura trava a base, evitando que ela tenha algum movimento e que solte as edificações que vamos fixar na base. Com a base pronta, vamos trabalhar na colocação das quadras e desenho das ruas. Começaremos passando o desenho das quadras para o papel Triplex; po- deríamos apenas desenhar as quadras na base, mas como iremos trabalhar com pintura, a marcação iria desaparecer. De qualquer forma, vamos passar o desenho desta base em uma placa de papel Triplex no tamanho A4. Como faremos esta transferência do desenho? Exatamen- te! Com a técnica de decalque que usamos anteriormente, ou seja, você vai passar o grafite na parte posterior da impressão e fixar o desenho na placa de papel Triplex. A partir daí você vai redesenhar a implantação com a régua e o compasso para a execução dascurvas. Depois de desenhar a base, vamos seguir para o corte destas peças. Este corte é muito delicado, pois temos curvas bem pequenas, relativas às esquinas das quadras. A figura 6 mostra como ficam as peças cortadas. 11 UNIDADE Maquetes Urbanas Figura 6 – Quadras cortadas Fonte: Acervo do Conteudista Depois do corte, devemos desenhar algumas guias na base, que servirão para a colagem das peças. Como as peças já estão cortadas, poucas linhas guias serão suficientes para nos ajudar a fixar as peças. Depois de cortadas, as peças devem ser fixadas na base. Como trabalharemos com pintura, devemos passar uma quantidade de cola um pouco maior em toda a peça, sem excesso, para que esta cola não se espalhe demais. Caso a peça toda não esteja com cola, existe a possibilidade de que ela descole no momento da pin- tura. A figura 7 mostra a quantidade de cola. Figura 7 – Peça com cola Fonte: Acervo do Conteudista Depois de colocar esta quantidade de cola, ela deve ser espalhada com uma espátula, garantindo-se uma quantidade homogênea de cola em toda a superfície. Esta é uma etapa que tem de ser feita rapidamente, pois o papel Triplex começará a empenar por causa da cola. Depois de colocar a peça no lugar, também é bastan- te útil colocar um peso sobre o papel enquanto a cola seca, mantendo a peça toda 12 13 em contato com o papel Paraná. A figura 8 mostra algumas quadras coladas, bem como a marcação das linhas guias, que auxiliam na colagem das peças. Figura 8 – Colagem das quadras Fonte: Acervo do Conteudista Quando todas as quadras estiverem fixas, vamos marcar as edificações que exis- tem no projeto, de acordo com a figura 2. A forma mais simples de transferir estes desenhos, novamente, é o método de passar o grafite na parte posterior da im- pressão e decalcar as linhas nas quadras. Este é um passo que poderia ter sido feito quando transferimos o desenho das quadras, ou seja, estas edificações poderiam ter sido marcadas junto com as quadras; a ordem em que isto é feito, no entanto, não vai alterar o resultado final. A figura 9 mostra esta marcação. Figura 9 – Marcação das edifi cações Fonte: Acervo do Conteudista Com estas marcações feitas, vamos passar a primeira demão de tinta na base. Como você já sabe, usaremos a tinta látex PVA para a pintura. Como vamos cobrir 13 UNIDADE Maquetes Urbanas a marcação que acabamos de fazer, é preciso que ela esteja bem decalcada na base. Não é aconselhável fazer a marcação das edificações depois da pintura, pois existe uma grande chance de manchar a tinta. A figura 10 mostra a base pintada e pronta para receber as edificações. Figura 10 – Base com pintura Fonte: Acervo do Conteudista Com a base pintada, podemos perceber como o efeito do papel Triplex colado sobre o papel Paraná passa uma impressão bem próxima à realidade, da diferença de nível entre a calçada e a rua, certo? Isso ajuda a entender melhor seu projeto urbano e as alterações e ajustes que forem feitos por suas intervenções. Vamos começar a fazer os volumes? Lembre-se de que na escala na qual esta- mos trabalhando (1:500), as construções aparecem apenas como volumes, sem nenhum tipo de detalhe; além disto, esta é uma maquete de urbanismo, e a volume- tria funciona como uma maneira de entender as relações urbanas entre os cheios e os vazios da cidade. Como esta é uma maquete de estudo, vamos considerar que todas as volume- trias tenham a altura de 20 m. Com este dado, já podemos começar a pensar em como construí-las. Já conhecemos algumas técnicas para isto, certo? Vamos rever algumas opções e aprender uma nova técnica. A primeira técnica que vamos rever é a do corte e vinco, com o papel Triplex. Para utilizar esta técnica, precisamos das medidas do volume que vamos executar e que podem ser retiradas do projeto. A partir destas medidas, cortamos as duas lajes, que serão a parte superior e a parte inferior do volume. Em uma das lajes, como você se lembra, vamos marcar o perímetro, o número das paredes, da mes- ma forma que fizemos com a edificação em “H”. Nosso próximo passo é cortar uma tira de papel Triplex na altura da edificação, para fazer a marcação das medidas a partir das lajes. Depois disto, vem a fase de 14 15 vincar a peça e fazer a colagem. A figura 11 mostra a construção da edificação segundo esta técnica. Figura 11 – Método de corte e vinco Fonte: Acervo do Conteudista Outro material que já estudamos e vamos rever é o isopor, com acabamento em massa corrida e pintura. Desta vez, como temos várias dimensões diferentes, vamos utilizar várias espes- suras de isopor e, também, vamos utilizá-lo em diferentes formatos. Para começar, vamos fazer uma peça em isopor com as mesmas medidas da peça que acabamos de fazer em papel Triplex, com o método de corte e vinco. Com a altura que escolhemos para trabalhar, será necessário que utilizemos duas camadas de isopor de 20 mm. Depois de cortar as peças na medida correta, deve- mos colar uma na outra e, como você se lembra, a espera para que a cola seque é bastante longa. Depois desta secagem, no entanto, ainda temos uma série de passos a serem dados, antes da finalização da peça. O primeiro deles é lixar o volume, para deixá- -lo mais regular. A figura 12 mostra esta etapa. Figura 12 – Regularização da volumetria Fonte: Acervo do Conteudista 15 UNIDADE Maquetes Urbanas Depois desta primeira regularização, devemos passar uma camada de massa corrida, para cobrir os vãos e alisar a peça. Esta primeira demão de massa deve ser grossa, já que a massa corrida encolhe quando seca. A figura 13 mostra a quanti- dade de massa que deve ser usada nesta primeira demão. Figura 13 – Aplicação de massa Fonte: Acervo do Conteudista Em seguida, é necessário esperar pela secagem da massa. Depois disso, vamos lixar o excesso de massa, regularizando a superfície de massas. Como você já sabe, geralmente é preciso mais de uma demão de massa para a regularização da peça. A figura 14 mostra a volumetria sendo lixada. Figura 14 – Acabamento na volumetria Fonte: Acervo do Conteudista Depois das demãos de lixa, devemos entrar com a última fase do acabamento, a pintura. Esta pintura deve ser feita com a tinta Látex PVA sem diluição, ou seja, 16 17 da maneira como a tinta está quando você abre a lata. Este passo vai finalizar a execução dos volumes em isopor. Vamos agora conhecer uma outra forma de fazer volumes simples como este que acabamos de ver, com as técnicas de corte e vinco no papel Triplex, ou com a técnica de massa e pintura em isopor. Para esta nova técnica, vamos utilizar o papel Triplex e vamos planificar o volume. Você se lembra que fizemos um cubo de papel Triplex na Unidade 1, certo? Como você se lembra, naquele cubo tínhamos apenas os vincos, isto é, as peças que seriam as lajes superior e inferior estavam fixas em uma única peça, certo? Pois é, vamos repetir esta técnica novamente, trabalhando com a planificação do volume, para a execução do volume desta implantação. Vamos lá? Vamos começar desenhando o que seria a laje inferior da peça, que no caso deste volume tem 15 m x 15 m em escala 1:500. Depois de desenharmos esta laje, vamos desenhar, em um dos lados desta laje, uma das laterais do volume, que tem a altura de 10 m, na mesma escala. Sobre essa lateral, vamos desenhar a laje superior, que obviamente tem as mesmas medidas da laje inferior. Depois deste conjunto desenhado, com os esquadros, escalímetro e todos os seus instrumentos de desenho técnico, vamos terminar de desenhar as laterais do volume, a partir da lateral que já está desenhada. A figura 15 mostra o desenho desta peça no papel Triplex. Figura 15 – Volume planifi cado Fonte: Acervo do Conteudista Depois do desenho, basta cortar a peça e fazer os vincos nas linhas que unem as peças, de forma semelhante ao que fizemos no cubo, na Unidade 1, e conforme a figura 16 indica. 17 UNIDADE Maquetes Urbanas Figura 16 – Montagem da planificação do volume Fonte: Acervo do ConteudistaO próximo passo é a colagem desta peça. Em princípio, este modo de trabalhar pode parecer mais simples, mas exige uma precisão muito grande no desenho, pois as medidas devem ser desenhadas de maneira precisa, e o corte também deve ser feito de forma a fazer com que todas as laterais coincidam. Importante! Para que este modo de construção funcione bem, o desenho deve ser feito de maneira muito precisa. Utilize seus instrumentos de desenho técnico e confira as medidas mais de uma vez! Importante! A figura 17 mostra a base plana pronta. Neste caso, foram misturadas várias técnicas para a construção dos volumes. O ideal é que você opte por apenas um modo de trabalho e siga com isto até o final. Figura 17 – Maquete finalizada Fonte: Acervo do Conteudista 18 19 Vamos agora fazer esta mesma intervenção urbana em um terreno com um pequeno desní- vel, para entender quais as diferenças entre os dois tipos de maquete. A figura 18 mostra como o traçado viário e a implantação dos volumes é igual nas duas maquetes; a diferença é o desní- vel de seis metros. A base deste trabalho é a mesma que vimos na Unidade 2, lembra-se? Começaremos execu- tando uma maquete de topografia, ou seja, você vai cortar sete placas de papel Paraná, com 2 mm de espessura, que equivale a 1 m em escala 1:500. Depois de cortar as sete placas, vamos come- çar a passar o desenho das curvas de nível para cada uma das placas. Como você se lembra, a primeira placa, que representa o nível zero, deve ser deixada inteira, e cortamos cada uma das curvas seguintes em uma placa, começando com o nível um até o nível seis; a forma de passar o desenho continua sendo o decalque a partir do grafite na parte posterior da impressão; e cada uma das placas que é colada deve ser colocada embaixo de um peso, para evitar que empene ou entorte. Neste caso, como devemos ter várias placas coladas, não é necessário que faça- mos estrutura na parte inferior, já que as placas coladas se sustentam. A figura 19 mostra como as placas ficarão depois de montadas. Figura 19 – Base com desnível Fonte: Acervo do Conteudista Figura 18 – Implantação com desnível Fonte: Acervo do Conteudista 19 UNIDADE Maquetes Urbanas Depois das placas coladas, vamos novamente transferir o desenho do arruamen- to para uma outra placa de papel Triplex, de forma semelhante ao que foi feito antes. Desta vez, porém, vamos ter cuidado com o corte do arruamento, e não das quadras, pois o que usaremos para a definição do arruamento são as próprias ruas. A figura 20 ilustra esta ideia. Figura 20 – Implantação com desnível Fonte: Acervo do Conteudista Também de maneira semelhante ao que foi feito com a base plana, vamos mar- car a localização das edificações, colocando o desenho impresso sobre a base e decalcando os locais onde os volumes estão implantados. A figura 21 mostra como estas edificações ficarão depois de marcadas. Figura 21 – Locação das volumetrias Fonte: Acervo do Conteudista Como você pode ver na figura, e como é possível perceber na implantação da figura 18, a maioria dos volumes se localiza em níveis diferentes. Será necessá- rio, antes de implantar os volumes, que façamos os cortes e aterros necessários 20 21 para a implantação destas edificações. De forma similar ao que fizemos em nossas maquetes topográficas, vamos alterar o terreno para a criação de platôs, onde as edificações serão locadas. Quando você tiver um projeto urbanístico, você usará es- tes níveis de acordo com seu plano, mas como estamos executando uma maquete acadêmica, vamos implantar a edificação no nível no qual ela está mais locada, isto quer dizer que vamos deixar a construção na curva onde ela possui a maior área. A figura 22, por exemplo, mostra uma edificação que tem a maior área na curva 4, e apenas um pequeno pedaço na curva 5. Vamos, portanto, cortar o pequeno pedaço que está na curva 5 e locar a edificação na curva 4. Na figura 22 é possível ver que a implantação mais simples de ser pensada é colocar a construção no nível 4, pois o movimento de terra neste caso é o menor e o mais simples de ser executado. Figura 22 – Platô criado no nível 4 Fonte: Acervo do Conteudista Em outros casos, porém, vamos fazer o aterro de algum pedaço de curva, já que a maior área da edificação está em uma curva mais alta. Na figura 23 é possível observar isto; neste caso, a maior parte da edificação está localizada na curva 6, e temos uma área pequena na curva 5. A solução mais simples é completar a área da construção, para implantá-la totalmente na curva 6. Figura 23 – Platô criado no nível 6 Fonte: Acervo do Conteudista 21 UNIDADE Maquetes Urbanas Depois de criar todos os platôs necessários para que as edificações fiquem em um plano, vamos pintar a base, deixando-a com uma aparência mais homogênea e mais simples de ser estudada. Lembre-se de que a maior parte das nossas maquetes são monocromáticas. A figura 24 mostra como a nossa base ficará depois da pintura. Note, também, que não foi dado acabamento nem nos cortes e nem nos aterros que foram criados. Por quê? Exatamente! As volumetrias que iremos colar na base irão cobrir todos os cortes e todas as emendas que foram feitas, disfarçando qual- quer defeito que possa aparecer. Figura 24 – Base com pintura Fonte: Acervo do Conteudista Finalmente, vamos colar as volumetrias que foram feitas, de maneira semelhan- te ao que foi feito na base plana. Neste caso, porém, esta implantação fica mais interessante, pois mesmo que todos os volumes tenham a mesma altura, devido ao desnível existente na base, acabamos por ter um certo movimento neste gabarito de altura. A figura 25 mostra a base finalizada. Figura 25 – Maquete finalizada Fonte: Acervo do Conteudista 22 23 Finalizamos a nossa disciplina de Modelos e maquetes. Treine as técnicas que vimos, tente novos materiais e maneiras de trabalhar, pois o uso de maquete na área de arquitetura e urbanismo vai lhe acompanhar durante toda a sua vida, não apenas durante seu período na Universidade, mas também em sua vida profissional. Com constância e com prática, tenha certeza de que suas maquetes ficarão cada vez melhores e o(a) ajudarão em várias fases de seus muitos projetos! 23 UNIDADE Maquetes Urbanas Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Maquete de urbanismo escala 1:1000 Vídeo de uma maquete urbana https://youtu.be/l4Ctnkfk9vo Montagem maquete urbanística Montagem de maquete urbana acadêmica https://youtu.be/52pCATnki5w Leitura Cartografia e cidadania: um exercício de reflexão da realidade geográfica e da comunidade local Uso de maquetes urbanas por geógrafos https://goo.gl/wWmnBf 24 25 Referências CONSALEZ, Lorenzo; BERTAZZONI, Luigi. Maquetes: a representação do espa- ço no projeto arquitetônico. Barcelona: Gustavo Gili do Brasil, 2014. MILLS, C. B. Projetando com maquetes. 2ª ed. Porto Alegre: Ed. Bookman, 2007. ROTELLI, V. Maquetes: o estado da arte. 1ª ed. Berlim: Ed. NEA, 2017. 25