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ERGONOMIA
a) Definições
Ergonomia vem do grego: "ergos" que significa trabalho, "nomos", que significa estudo das normas e 
regras.
Virtualmente todos os fatores de um ambiente de trabalho são considerados na ciência da ergonomia, 
incluindo:
• ambiente físico (temperatura, luminosidade, ruído, equipamentos e móveis)
• organização do trabalho e tarefas
• ambiente psico-social (demandas de trabalho, relações interpessoais, relações do trabalho)
Algumas definições de Ergonomia de alguns autores:
• "É o estudo das relações entre o trabalhador e o seu ambiente de trabalho, adaptando este ambiente 
às condições do trabalhador." [BORGES, Roberto C.M. 1988].
• "Campo de conhecimento que ajusta o lugar de trabalho à pessoa" [KAPLAN, Robert 1982].
• "Arte ou ciência de projetar sistemas de tal maneira que as dores físicas e mentais, causadas pela 
operação de sistemas automatizados, são reduzidas" [KOFFLER, Richard 1982]
• "Ergonômicos dizem respeito à tentativa de otimizar as relações interativas entre um trabalhador 
individual e o ambiente de trabalho que o circunda" [DAINOFF, M.J. 1982].
• "O princípio básico da Ergonomia é projetar o ambiente de trabalho que satisfaça as necessidades 
do trabalhador" [ARNDT, Robert 1997].
De forma ideal, o ambiente de trabalho deve ser flexível o bastante para se adaptar às necessidades 
de cada indivíduo particularmente. Se o ambiente não é convenientemente projetado, o trabalhador 
acaba se adaptando ao ambiente, o que muitas vezes além de causar fadiga e desconforto, ainda 
reduz a produtividade.
Os estudos sobre Ergonomia compreendem diversas áreas de conhecimento que associadas, auxiliam 
no projeto de ergonomia de um equipamento ou ambiente. Entre elas as mais importantes são:
• antropometria; • biomecânica; • fisiologia; • psicologia ; • bom senso e criatividade
1
b) Aspectos Importantes sobre o Hardware
As pesquisas sobre as condições de trabalho em informática, vêm tomando dimensões de maior 
importância à medida que cresce a cada dia o número de usuários de computadores no mundo todo.
O objetivo maior do estudo sobre o hardware, do ponto de vista ergonômico, é diminuir ao máximo, 
qualquer tipo de esforço ou esgotamento, cansaço ou tensão, provocados por jornadas de trabalho 
com o computador, cada vez maiores e com maior freqüência.
Sintomas típicos desses usuários são:
• irritação dos olhos (54,8%) ; • dores nas costas (43,7%)
• dor de cabeça (30,3%) ; • dores nos ombros. (25,1%); • dor nos pulsos (18,8%)
Os fabricantes têm dedicado muitos esforços para adequar os equipamentos que fabricam, às 
características ideais para o ser humano. Entretanto na hora da aquisição de um equipamento ou 
acessório, o usuário não se detém a examinar estas características de ergonomia.
Além das condições ideais dos equipamentos, deve observar também os móveis e sua disposição, 
bem como o ambiente de trabalho onde estão inseridos móveis e computadores.
Os itens de hardware mais importantes são:
• teclado/mouse e monitor de vídeo.
Com relação ao ambiente de trabalho as características mais relevantes são:
• iluminação; • cadeira; • mesa; • som ambiental; • cores do ambiente
c) Vídeo
Dos fatores de desconforto levantados pelos especialistas, certamente a maioria deles é 
causado pelo monitor de vídeo. O monitor possui várias características que quando variam, 
determinam maior ou menor conforto e outras sensações, especialmente aquelas que atingem os olhos 
e respectivo sistema nervoso.
As diferenças podem começar pelo tipo de tecnologia empregada na fabricação do monitor:
• CRT (Cinescópio de TV)
• LCD (Cristal Líquido)
• Plasma a Gás
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O tipo mais popular é o monitor com tubo de raios catódicos de TV (CRT - Cathod Ray 
Tube), cujo maior problema é o seu tamanho, ainda é o que apresenta a melhor qualidade de imagem, 
aliada a um custo razoável. Já o monitor de cristal líquido (LCD - Liquid Cristal Display), apesar de ter 
um custo menor, tem uma qualidade de imagem sofrível, e ainda dependente de fonte de iluminação 
disponível para boa visualização. Os monitores de plasma a gás, apesar de estarem no mercado há 
muitos anos, serem compactos e com qualidade de imagem excelente, ainda têm um alto custo.
Há também variações nos efeitos provocados pela cor sobre os olhos dos usuários. Via de 
regra, o uso de monitores monocromáticos para textos, causam menos fadiga visual do que os 
monitores em cores. 
Quando se fala em monitores monocromáticos, não necessariamente se deve pensar em 
preto e branco, mas da possibilidade de combinar uma cor com preto, ou uma cor com branco (branco 
e preto não são cores!).
Das combinações possíveis, foram testados em várias partes do mundo, combinações de 
cores com contrastes diferenciados.
Alguns estudos foram realizados em papel, placas e outros objetos de variadas cores de 
fundo, sobre os quais se aplicam diferentes cores de escrita ou imagens. Outras experiências foram 
feitas sobre cor do texto ou imagens sobre um fundo também cromático, entretanto o experimento se 
refere a um terminal de vídeo, onde diferentemente do papel ou placas o tubo de imagem produz 
luminosidade.
Inicialmente se pensou que o fundo preto com texto branco, aos moldes do "quadro-negro", 
ou o fundo branco com o texto em preto, seria a combinação de melhor contraste e preferência do ser 
humano. Em se tratando de papel branco, com texto manuscrito ou impresso sobre o mesmo, a 
afirmação é verdadeira. Porém, quando se trata de um quadro-negro com o qual, se vai escrever com 
um giz branco, foi provado que não é uma boa combinação, pelo efeito prolongado de exposição deste 
contraste extremo de preto e branco aos olhos dos alunos. 
Por este motivo o "quadro-negro" passou a ser verde, pois para um bom contraste e 
descanso visual adequado, esta combinação é mais satisfatória.
3
Em 1958, Heison, avaliou a qualidade da visibilidade das cores, a uma distância de 180 
metros, numa escala de 0 a 100. Os resultados foram os seguintes:
• amarelo âmbar 95
• amarelo fluorescente 73
• laranja fluorescente 69
• laranja 54
• vermelho fluorescente 51
• vermelho 35
• azul 26
• verde 24
Experiências realizadas na Alemanha, a uma distância inferior a 2 metros, revelaram que o 
amarelo âmbar também liderou a pesquisa, sendo cerca de 4 vezes melhor do que o preto e branco. 
Na seqüência ao amarelo âmbar, seguiu-se o verde e o azul.
Em monitores monocromáticos foram testadas combinações alternadas de fundos e cores 
de textos com preto, branco, verde, azul e amarelo âmbar. Pela ordem, as combinações que mais 
agradaram aos usuários, bem como aquelas que melhor conforto visual apresentaram, foram:
• fundo: amarelo âmbar texto: preto
• fundo: preto texto: amarelo âmbar
• fundo: preto texto: verde
• fundo: azul texto: preto
• fundo: verde texto: preto
• fundo: branco texto: preto
• fundo: preto texto: azul
• fundo: azul texto: branco
Inicialmente acreditava-se que o melhor era o fundo preto com os tipos brancos, pois 
obtinha-se o maior contraste. A conclusão é que este efeito prolongado "queima" os olhos.
4
Pensou-se então em um fundo preto, com os tipos verdes. De imediato as reações dos 
usuários passaram a ser de um alívio, em relação à situação anterior.
Outras conclusões tiradas de estudos liderados pelos austríacos e alemães:
• há diferenças de sensibilidade entre olhos adaptados ao escuro e olhos adaptados ao claro;
• a maior sensibilidade ao brilho, fica em torno de 555 nm (verde-amarelo);
• o brilho entre o contraste dos símbolos digitados é mais importante do que as próprias cores, 
quando estão dentro da área desejada do espectro.
d g
LF
h
h
a s c e n d e n t e s
d e s c e n d e n t e s
e s p e s s u r a : 1 2 - 1 7 % h
e s p aØ o e n t r e
l i n h a s : 1 0 0 % h
e s p aW o e n t r e c a r a c t e r e s
2 0 - 5 0 % h
L a r g u r a d o
c a ra c t e r e : 7 0 - 8 0 % h
Figura 1 - Relações recomendadas para caracteres
Independente das cores dos caracteres usados numa tela, um quesito importante é o 
desenho dos caracteres na tela. O tipo de fonte usado, não depende apenas de estilo e encanto visual, 
mas depende também das relações usadas na confecção dos caracteres e as medidas utilizadas entre 
suas partes e entre linhas.
Segue algumas relações recomendadas para caracteres, mostradas na figura 1:
• Altura mínima do caractere: 3,1 a 4,2 mm
• Altura máxima do caractere para modo texto dos PC’s: 4,5 mm
5
• Largura em relação à altura: 3x4; 3x5; 4x5; 4x4
• Espessura em relação à altura: 1/8; 1/6
• Espaço entre caracteres: 20 a 50% da altura do maiúsculo (h)
• Espaço entre linhas: 100% h
• Espessura do caractere: 12-17% h
• Destaque de ascendentes e descendentes em minúsculas
Outro quesito importante das fontes usados em textos é a sua característica de espessura 
do contorno, sendo classificados em Serifados (Serif) e não Serifados (Sans Serif). 
As fontes serifadas têm detalhes nas extremidades e no meio das letras, dando-lhes um 
aspecto que lembra os velhos estilos, tais como gótico e outros. 
Já as não serifadas tem todo o desenho da letra com a mesma espessura, sem detalhes nas 
extremidades ou meio.
Fontes Serifados
Um das primeiras fontes serifadas surgiu em 1931, quando o New York Times encomendou 
a Monotype Corporation, uma fonte cujo desenho tivesse certa classe e boa legibilidade em tipos de 
jornal. Em 1932, Victor Lardent desenhou uma fonte, que começou a ser usado no jornal, e que 
receberia o nome de Times Roman, que em versão recente, para computadores denomina-se Times 
New Roman.
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Fontes Não Serifados
Dentre as fontes não serifadas mais utilizados está o Arial. Isto se deve ao fato do mesmo ser um dos 
mais antigos e estar instalado em praticamente todas as plataformas e sistemas operacionais.
Em 1996 a Microsoft lançou 2 fontes não serifadas: Verdana e Georgia. Entretanto a disseminação do 
Verdana só se deu mais recentemente em todas as plataformas, mas o Georgia ainda é escasso na 
maioria das plataformas e ambientes.
Alguns exemplos de fontes serifados e não serifados com seus respectivos nomes na 
legenda.
a a a a a a a a
Arial, Verdana, Times New Roman, Bookman Old Style, Verdana, Haettenschweiler, Lucida 
Handwriting, Monotype Corsiva no 20
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Fontes são especificados por unidades de medida próprias:
• Pontos
• Picas (1 Pica = 12 pontos)
• Polegadas (1 Polegada = 6 Picas = 72 Pontos)
Na figura abaixo a relação entre as 3 medidas.
Exemplos de Fonte com tamanhos de 6 a 72 pontos:
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Considerações visuais em estações de trabalho
O Olho Humano
As figuras a seguir mostram detalhes do olho humano, com a denominação de suas partes.
 
A parte central (íris) se contrai quando recebe muita luz e se abre quando a luz é insuficiente.
Entretanto um dos principais aspectos do olho humano de interesse da ergonomia é a constituição dos 
sensores que captam as imagens que vemos.
O olho é composto de sensores que captam de forma diferente, detalhes e formas aproximadas, cores 
e imagens preto-e-branco. tais sensores são chamados de Bastonetes (Rods) e Cones (Cones). As 
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denominações se devem ao formato dos sensores que muito se aproximam de cilindros (bastonetes) e 
cones.
Os bastonetes são responsáveis pelas imagens preto-e-branco e pelos tons de cinza que vemos. Já os 
cones captam as cores. 
Os cones têm boa percepção dos objetos que estão no centro e imediações do que está sendo focado, 
enquanto que os bastonetes captam a perfiferia e juntamente com os cones são responsáveis pelas 
imagens de detalhes muito pequenos e concentrados no ponto central do foco.
Na figura a seguir um detalhe das células que compõem estes sensores.
Alguns dados sobre o Olho humano:
• 120 milhões de bastonetes (em cada olho)
• 6 milhões de cones (por olho)
• 2 mil cones em cada fóvea na região de densidade uniforme máxima
• 1 milhão de fibras nervosas no nervo óptico
• 250 milhões de células receptoras nos dois olhos
• Porção visível do espectro: 394 a 760 nm (Fv=394.463.815.789.473 Hz, Fv=394 THz)
• Comprimento-de-onda de sensibilidade máxima nos cones: 560 nm (laranja)
• Faixa de intensidade: 1016 (ou 160 decibéis)
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Sobre a cor
Em se tratando de cor-pigmento, uma cor é considerada pura se a concentração da substância-
pigmento no meio que a contém for de 100%. Ao se misturar com outro pigmento, se produzirá uma cor 
que não será mais reconhecida como a primeira, a menos que seja o branco a cor adicionada.
 Assim, é possível construir uma escala de tons para uma mesma cor, que vai da chamada cor 
saturada ao branco, correspondendo a concentrações da substância-pigmento de 100% até 0% à 
medida que se introduz mais branco à mistura. 
Os valores desta escala são chamados croma ou saturação, enquanto que a matiz é a qualidade que 
se reconhece na cor independentemente da saturação, que é a qualidade de ser vermelho, laranja, 
amarelo, verde, etc. 
Em termos de cor-luz a matiz é a percepção do comprimento de onda, ao passo que o croma é a 
percepção da razão entre a intensidade da luz no comprimento de onda em questão e o nível de 
branco do espectro. 
Em 1898 Albert J. Munsell, pintor americano, criou um sistema de cores juntando um certo número de 
cromas que foram dispostos numa seqüência de modo que parecessem igualmente espaçados. Em 
seguida escureceu cada um deles com uma pequena quantidade de preto, resultando um novo 
conjunto de tons muito próximos dos anteriores, mas dando a impressão de terem menos luz. Na 
seqüência, acrescentou sempre uma mesma quantidade de preto, até atingir o escuro total. Com isto, 
cada matiz tornou-se mensurável através, de uma escala matricial de x cromas por y valores de 
luminância. Um elemento desta escala de luminância, uma escala na qual a energia luminosa é 
corrigida para compensar a variação da sensibilidade do olho com o comprimento de onda, que foi 
chamado por Munsell de valor (Value). Os atlas modernos de cores baseados no sistema de Munsell, 
bastante difundidos entre pintores, trazem cerca de 60 matizes igualmente espaçados na gama visível, 
cada qual com 10 valores de croma por 9 valores de luminância, perfazendo um total de 5400 tons. 
Seguem algumas definições de termos ligados aos mecanismos de funcionamento do olho e suas 
conseqüências nos processos de visibilidade de textos e telas, de particular interesse para a 
Ergonomia.
• Sistema visual
– capta informações de luz e envia para o cérebro; quanto maior a qualidade da informação, maior a 
percepção e habilidade
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• Acomodação visual
– é o processo pelo qual o olho se adapta para manter foco nítido à medida que os alvos se 
aproximam; quando se observa objetos próximos um pequeno músculo, chamado ciliar, muda a forma 
e a inclinação das lentes, para que a imagem formada na retina esteja focada e nítida.
• Ponto de descanso da acomodação visual
– os olhos têm um ponto de descanso da acomodação visual, quando não se está focando nada 
em especial; este ponto difere de pessoa para pessoa, e varia conforme a idade;
– a média é cerca de 80 cm; com a idade este valor aumenta
• Distância mínima de foco
– a distância mínima de foco varia drasticamente conforme a idade
Idade Distância
16 7,6
32 12
44 25
50 50
60 100
Tabela 1 - Distância mínima de foco conforme a idade
• Convergência
– quando se observa objetos próximos, os olhos convergem para dentro e para fora; com isto a 
imagem do objeto se forma no mesmo lugar relativo em cada retina; quando não há convergência 
precisa, pode-se ver imagens duplas
• Profundidade de campo
– quando a distância de visão muda, os olhos devem ajustar o foco para manter a imagem nítida; 
quando se observa alternadamente um documento com letraspequenas, e depois a tela com letras 
maiores, ou vice-versa, ocorre o problema de ajuste de foco; quando maior a luminosidade menor é o 
problema do foco, porque aumenta a profundidade de campo.
• “Trio da proximidade”
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– Acomodação, convergência e profundidade de campo, conhecidos como “trio da proximidade” 
atuam todos juntos; quando um necessita de ajustes os outros procuram se adaptar de forma 
complementar.
• Olhos secos
– a fina camada que cobre os olhos, seca quando exposta ao ar; o mecanismo de piscar os olhos 
se encarrega de lubrificá-los novamente; quando se fixa o olhar por muito tempo, sem piscar, ocorre o 
ressecamento, e aparecem as irritações e os olhos vermelhos
• Ângulo para olhar fixo 
– pesquisas mostram que o ângulo que se observa uma tela ou documento, em relação à 
horizontal, pode variar de pessoa a pessoa;
– ângulo para tela : -9o
– ângulo para documento : -38o
• Visão e postura
– visão e postura interagem; a localização do alvo visual determina a faixa de variação da postura 
que se pode assumir confortavelmente
– movimentos da cabeça combinados com o dos olhos não deve exceder 6 a 8 graus, para evitar 
problemas no pescoço.
• Quantidade de luz necessária para boa acuidade visual por idade 
- A Philips realizou na Holanda, estudos quanto às condições de iluminação que uma pessoa 
necessita para ter boa acuidade visual, especialmente para leitura. Na pesquisa observou-se que à 
medida que a idade avança a quantidade de luz necessária aumenta de forma exponencial. Tomando 
como base uma criança de 10 anos, como sendo um fator 1 (uma lâmpada de 10 W, por exemplo), 
tem-se aos 30 anos um fator de 3, ou seja, usando uma lâmpada de 30 W. Conforme mostra a tabela 
abaixo, aos 40 anos o fator é 6 (60 W), enquanto aos 60 anos o fator pula para 15 (150 W).
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1 0 a n o s 1
2 0 a n o s 1 , 5
3 0 a n o s 3
4 0 a n o s 6
5 0 a n o s 9
6 0 a n o s 1 5
Tabela 2 - Tabela de fatores de iluminação necessários para acuidade visual, conforme a 
idade
• Efeitos visuais de textos em telas 
• Piscar
– excelente capacidade de se obter atenção
– reduz legibilidade
– distrai
– limitar a situações onde se deve responder rapidamente
– desligar ao receber resposta
• Negrito 
– boa capacidade de obter atenção
– características menos incômodas
– usar para chamar atenção para erros ou diferenciar componentes da tela
• Video Reverso
– boa capacidade de obter atenção
– pode reduzir legibilidade
– usar para chamar atenção para erros ou diferenciar componentes da tela
• Letra Minúscula
– moderada capacidade de obter atenção
– usar para informação de textos
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• Letra Maiúscula
– moderada capacidade de obter atenção
– usar para títulos
• Sublinhado
– fraca capacidade de obter atenção
– reduz legibilidade
• Fontes Grandes
– moderada capacidade de obter atenção
– usar para títulos ou cabeçalhos
• Itálico ou texto entre “aspas”
– moderada capacidade de chamar a atenção
– usar para destacar palavras no meio do texto, ou para grafar palavras de outra língua 
ou jargões, gírias
d) Teclado
O segundo maior elemento causador de desconforto é o teclado.
Diversos fatores são responsáveis por esses problemas. Entre eles:
• padrão - disposição das teclas
• inclinação do teclado
• bloco numérico
• teclado em português x teclado português
• sensibilidade das teclas
• cor das teclas / cor das inscrições
• tipo de teclado - tecnologia de contato
• altura sobre a mesa em relação ao operador
• destacável ou acoplado a outras partes do 
computador
 
15
Padrão - disposição das teclas
Os teclados de computadores herdaram a disposição das teclas das máquinas de escrever, 
assim como a bitola de trens herdou a bitola das carruagens romanas.
A disposição mais popular e hoje considerada padrão (ISO 9995) a partir de 1971, é a 
disposição chamada de QWERTY. Esta disposição foi inventada por Christopher Latham. Sholes, 
Glidden e Soule, em 1878, e usada em uma máquina de escrever da Remington. Na figura abaixo 
aparece a disposição das teclas, onde se observa na primeira linha à esquerda, as 6 primeiras letras 
são Q, W, E, R, T e Y, de onde se originou o nome para o teclado. 
Figura 2 - Teclado QWERTY de um computador
Figura 3 - Teclado QWERTY da máquina de escrever de Sholes
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Figura 4 - A máquina de escrever de Sholes (1874)
A disposição e posição das letras, no teclado QWERTY, causa algum tipo de desconforto, 
em especial dores no túnel carpal, pela posição angular com que as mãos trabalham sobre o teclado. 
Na figura abaixo, observa-se uma linha com um ângulo para fora, enquanto o ideal seria uma linha 
reta.
Figura 5 - ângulo do túnel carpal, que causa desconforto
Em 1930 o Prof. August Dvorak propôs uma nova disposição das teclas, onde as vogais 
ficariam todas juntas na linha central (linha de descanso) à esquerda. Entretanto a iniciativa não obteve 
muito sucesso, e embora hoje exista lugares onde este lay-out é preferido, esta não é a situação da 
maioria dos países e comunidades.
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Figura 6 - teclado tipo DVORAK (1932)
Outras disposições vêm sendo tentadas e testadas recentemente. Entre elas o chamado 
teclado ajustável para um dedo (One-Finger).
Figura 7 - teclado ajustável para um dedo (One-Finger).
A Microsoft propôs um teclado dito ergonômico, conhecido como teclado natural Microsoft, 
mostrado na figura abaixo.
Figura 8 - Microsoft Natural Keyboard
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Em 1977 foi apresentado um outro lay-out, por Lilian G. Malt , denominado de MALTRON. A 
Idéia era criar um ângulo das mãos sobre o teclado, não somente de frente para o teclado, mas 
também uma pequena inclinação para as laterais.
Figura 9 - Foto do teclado Maltron
Recentemente apareceram algumas versões de teclado, com a disposição qwerty, mas com 
a inclinação similar ao Maltron, sendo chamados de dobráveis.
Figura 10 - Teclado dobrável
ii) inclinação
Desde os primeiros teclados das máquinas de escrever, se entendeu ser importante que as 
várias linhas de teclas estejam inclinadas em relação ao plano horizontal. Hoje a quase totalidade dos 
teclados possui pés ajustáveis para a regulagem da inclinação do teclado. O efeito positivo é a 
diminuição das dores nos pulsos, pois o ângulo que as mãos trabalham sobre o teclado fica mais 
adequado, quando o teclado está inclinado.
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iii) bloco numérico
Quando se digita grande quantidade de números, ganha-se bastante em velocidade, quando 
junto ao teclado de letras e símbolos se tem o chamado bloco numéuzido. É um conjunto de teclas, 
dispostas de forma retangular (quase quadrada), com os 10 algarismos e geralmente o ponto decimal e 
um Enter/Return, entre outras adicionais.
Duas disposições têm sido usadas para este teclado. A mais freqüente é a disposição tipo 
máquina de calcular.
7
0
4
1 2
.
3
5 6
8 9
 
1
0
4
7 8
.
9
5 6
2 3
Figura 11 - teclado numérico tipo máquina de calcular x teclado numérico tipo telefone
iv) teclado em português x teclado português
A disposição das letras e dos números é relativamente constante em todos os teclados do 
padrão QWERTY. Porém os caracteres de pontuação e acentuação, têm diferentes posições 
dependendo do tipo de teclado. O teclado "em português", comercializado no Brasil, em geral, segue o 
lay-out desses caracteres, igual ao padrão ASCII americano, com poucas diferenças. Já o teclado 
"português", desenvolvido para ser comercializado em Portugal, contém praticamente os mesmos 
símbolos, só que em posições diferentes. Isto faz com que um usuário que esteja acostumado com o 
teclado "em português", se atrapalhe, toda vez que encontra em algum lugar um teclado com o teclado 
"português".
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v) cor das teclas - cor das inscrições
Como a maioria dos usuários não teve algum tipo de treinamento em datilografia, estes não 
possuem a destreza de digitar sem olhar para o teclado. Assim sendo,a visibilidade das inscrições nas 
teclas, passa a ser um ponto importante.
Abaixo seguem algumas combinações (pela ordem de legibilidade e conforto de leitura), de 
cores para a tecla (fundo) e inscrição dos símbolos:
• tecla cinza (claro) inscrição preta
• tecla creme inscrição preta
• tecla branca inscrição preta
• tecla preta inscrição branca
• tecla cinza (escuro) inscrição branca
• tecla cinza (escuro) inscrição preta
• tecla preta inscrição cinza.
vi) tipo de tecnologia de contato do teclado
Inicialmente todos os teclados eram mecânicos, ou seja, ao acionar uma tecla, um contato é 
fechado, como se fosse um interruptor de campainha. O inconveniente desta tecnologia, é que com o 
tempo, os contatos ficam oxidados, dificultando o fechamento do contato elétrico.
Outras tecnologias apareceram, tentando resolver o problema, com maiores custos, e outras 
apareceram para diminuir os custos. 
O teclado de membrana consiste em duas espirais entrelaçadas, mas que não se tocam. A 
tecla possui uma chapa metálica que quando pressionada faz um curto-circuito em algum ponto entre 
as duas espirais.
Dentre as tecnologias de maior custo e melhor confiabilidade estão
• teclado por efeito "hall", que usa o princípio da física que leva o nome.
• teclado capacitivo
21
• teclado "HP", usado nas calculadoras e outros equipamentos da HP, com dispositivo 
peculiar, que fornece feedback sensitivo de efetivação do contato elétrico.
• teclado com "reed relé", que utiliza um relé miniatura, acionado por campo magnético 
deslizante.
vii) sensibilidade das teclas
A sensibilidade das teclas tem muito a ver com a tecnologia do teclado. Existem teclados 
que fornecem o feedback de que a tecla foi efetivamente acionada (contato elétrico) por meio táctil, que 
é o mais indicado e eficiente para produtividade elevada. Outros fornecem este retorno através de 
ruído típico, causado pelo impacto dos dedos sobre a tecla. Outros ainda fornecem um bip sonoro, 
gerado eletronicamente, que na maioria dos casos prejudica a produtividade, pois o incômodo auditivo 
constante, causa sérios danos de irritabilidade ao usuário. Há ainda aqueles que nada fornecem, 
obrigando o usuário a conferir na tela, se a tecla foi efetivamente acionada ou não.
viii) altura sobre a mesa
O teclado deve ficar numa altura tal que os braços do usuário operem sobre o teclado, 
mantendo um ângulo de cerca de 90 graus entre braço e antebraço.
ix) destacável ou fixo
A maioria dos teclados é ligada ao computador através de um cabo flexível, permitindo que o 
usuário desloque o teclado para qualquer posição fora da mesa, ou lateralmente sobre a mesa. Há 
casos em que o teclado é incorporado ao computador, ou é fixado sobre a mesa (em laboratórios 
coletivos), para evitar que se remova (ou seja furtado) o mesmo. Nesses casos, na maioria das vezes, 
a postura adotada pelo usuário, não é ergonomicamente correta, causando desconforto principalmente 
nos pulsos, ombros e braços.
e) Cadeira
A cadeira é um dos elementos mais importantes da estação de trabalho, pois se inadequada, 
ou incretamente ajustada, pode ser a causadora de muitos desconfortos e doenças de postura.
A princípio qualquer tipo de cadeira, com rodas ou sem elas, estofada ou não, regulável ou 
não, poderia ser adequada, desde que satisfeitas algumas exigências.
22
Se possuir rodízios, deverá ser uma quantidade ímpar, pois sempre que a quantidade for 
par, haverá pares de rodas alinhadas segundo um mesmo eixo, e isso faz com que a cadeira possa 
capotar, no caso de encontrar algum obstáculo no chão, quando deslizar. 
Três rodas tem a melhor estabilidade quando parada, mas quando em movimento, pode 
pender para os lados ao menor desequilíbrio. Assim, a melhor alternativa é 5, 7, 9,... rodas, que por 
uma questão de custo, opta-se pela de 5 rodas.
A cadeira deve ter um encosto, regulável (preferencial) ou não, mas que tenha uma abertura 
entre ele e o assento (de pelo menos 10 cm), para que se acomode a região glútea quando sentado
A altura do assento, se for fixa, deve ficar entre 40 a 48 cm (média 43 cm), e se possível 
deveria ter uma regulagem de altura. A postura do usuário sentado, deve ser tal que, as pernas não 
fiquem "penduradas", ou flexionadas formando ângulo menor que 90 graus, principalmente se os 
joelhos encostarem na mesa.
As bordas do assento, devem ser arredondadas. O assento preferivelmente deve ser 
estofado, de material que não provoque suor no verão. Caso o encosto seja reclinável, esta inclinação 
não deve ser maior do que 15 graus. O mesmo ângulo vale para o assento, se este for reclinável.
Figura 12 - Cadeira típica
As cadeiras podem ter também descanso para os braços, de tal maneira que os braços se 
apoiem na posição horizontal.
23
Figura 13 - descanso para os braços
f) Mesa
A mesa da estação de trabalho deve acomodar o teclado e o monitor. A caixa da UCP, pode 
ou não estar sobre a mesa. A mesa não deve ter partes inferiores, tais como gavetas e prateleiras, que 
impeçam o usuário de sentar em uma posição confortável.
A medida mais importante é a altura em que vai ficar o teclado, que varia conforme a 
estatura da pessoa, bem como da altura da cadeira. O plano sobre o qual estará o tecldado deve ficar 
a uma distância de 60 a 75 cm do chão. Para se saber a altura correta para cada pessoa, esta deve 
ficar sentada com os braços, na posição de digitação, de modo que se forme um ângulo de cerca de 90 
graus, entre braço e antebraço.
Existe no mercado muitas mesas, em que o plano sobre o qual ficará o teclado, é separado 
e fica mais baixo do que plano do resto da mesa. Este tipo de mesa só é adequado se este plano do 
teclado for suficientemente grande, em largura e comprimento, para acomodar, além do teclado, 
espaço para o mouse, bem como lugar para acomodar o documento, ou suporte para tanto. A mesa 
deve ter também um espaço comodamente acessível para que o usuário possa escrever, fazer 
anotações, enquanto usa o terminal. A grande maioria das mesas, desse tipo que conheço, não 
atendem a estes requisitos. Assim sendo, é preferível ter uma mesa plana, com uma altura média entre 
a altura ideal do teclado( 68 a 72 cm) e a altura ideal para escrita (71 a 74 cm), ficando sua altura em 
torno de 70 cm do chão.
g) Ambiente
Diversos estudos já comprovaram que a produtividade e conforto no trabalho, são 
diretamente influenciados pelos componentes do ambiente de trabalho.
Fatores como a temperatura e umidade relativa do ar, se estiverem dentro de uma faixa 
confortável, podem significar um aumento de produtividade de até 20%. A unidade relativa do ar ideal é 
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exatamente 50%. A temperatura ideal, pode variar conforme a região. Para o Sul e Sudeste a 
temperatura ideal se situa entre 18 e 22 graus Celsius.
A altura do teto (pé direito) também tem influência no desempenho do trabalho. Um pé 
direito muito alto causa em algumas pessoas a sensação e vastidão, de imensidão, implicando em 
dispersão no trabalho. Por outro lado o pé direito muito baixo causa uma sensação de compressão, de 
sufocamento, que se reflete em ansiedade. O pé direito ideal se situa entre 2,50 m e 3,50 m.
As paredes próximas devem ter cores suaves e que tenham um coeficiente de refletância 
entre 0,7 e 0,9, ou seja, próximos do branco (1,0). O teto deve ter coeficiente de refletância entre 0,8 e 
1,0, para maior reflexão e aproveitamento da luz. O chão, contrariamente, deve ter coeficiente de 
refletância entre 0,2 e 0,4, tendendo para uma cor escura.
A iluminação geral da sala deve ser tal que não gere reflexos sobre a tela, ou que ofusque 
os olhos do usuário. Também não deve ser escura, para não dificultar a adaptação do olho, ao cambiar 
os olhos da tela para o documento, e vice-versa. Como a iluminação geral não deve ser ofuscante 
(forte demais), às vezes é necessário uma iluminação extraajustável, tipo um spot ou abajour, sobre a 
mesa, nunca direcionado para tela, mas sim para o documento.
Com relação aos ruídos sonoros, sugere-se a adoção de um som ambiental, que consiste de um fundo 
musical suave, em volume bastante baixo, com a finalidade de abafar pequenos ruídos e penetrar no 
subconsciente como um elemento de descanso. Impressoras, copiadoras e outras máquinas que 
produzem ruídos, ainda que toleráveis, prejudicam o rendimento no trabalho.
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	ERGONOMIA
	a) Definições
	b) Aspectos Importantes sobre o Hardware
	c) Vídeo
	Considerações visuais em estações de trabalho
	d) Teclado
	ii) inclinação
	iii) bloco numérico
	iv) teclado em português x teclado português
	v) cor das teclas - cor das inscrições
	vi) tipo de tecnologia de contato do teclado
	vii) sensibilidade das teclas
	viii) altura sobre a mesa
	ix) destacável ou fixo
	e) Cadeira
	f) Mesa
	g) Ambiente

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