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CONTEXTO HISTÓRICO
Prof.ª Isabelle Rêgo
Terapeuta Ocupacional
Especialista em Atenção Psicossocial e Saúde Mental
Especialista em Saúde da Família
Mestranda em Saúde Pública
SÃO LUÍS, MA- 2025
HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL
1500 ATÉ PRIMEIRO REINADO 
A atenção à saúde limitava-se aos próprios recursos da terra (plantas, ervas) e, àqueles que, por conhecimentos empíricos (curandeiros), desenvolviam as suas habilidades na arte de curar
A vinda da família real ao Brasil criou a necessidade da organização de uma estrutura sanitária mínima, capaz de dar suporte ao poder que se instalava na cidade do Rio de Janeiro.
 
1500 ATÉ PRIMEIRO REINADO 
Até 1850 as atividades de saúde pública estavam limitadas ao seguinte:
1- Delegação das atribuições ,sanitárias as juntas municipais;
2- Controle de navios e saúde dos portos
Em 1808, Dom João VI fundou na Bahia o Colégio Médico
 
Cirúrgico no Real Hospital Militar da Cidade de Salvador.
Oswaldo Cruz, foi nomeado como Diretor do Departamento Federal de Saúde Pública, que se propôs a erradicar a epidemia de febre-amarela na cidade do Rio de Janeiro. Este inseriu um modelo intervencionista .
INÍCIO DA REPÚBLICA 1889 ATÉ 1930
A onda de insatisfação se agrava com outra medida de Oswaldo Cruz, a Lei Federal nº 1261, de 31 de outubro de 1904, que instituiu a vacinação anti-varíola obrigatória para todo o território nacional.
Surge, então, um grande movimento popular de revolta que ficou conhecido na história como a revolta da vacina.
INÍCIO DA REPÚBLICA 1889 ATÉ 1930 
Na reforma promovida por Oswaldo Cruz foram incorporados como elementos das ações de saúde.
O registro demográfico, possibilitando conhecer a composição e os fatos vitais de importância da população;
 A introdução do laboratório como auxiliar do diagnóstico etiológico;
A fabricação organizada de produtos profiláticos para uso em massa.
INÍCIO DA REPÚBLICA 1889 ATÉ 1930
Em 1920, Carlos Chagas, sucessor de Oswaldo Cruz, reestruturou o Departamento Nacional de Saúde e introduziu a propaganda e a educação sanitária na técnica rotineira de ação, inovando o modelo companhista de Oswaldo Cruz.
Enquanto a sociedade brasileira esteve dominada por uma economia agroexportadora, focada na monocultura cafeeira, o que se exigia do sistema de saúde era, sobretudo, uma política de saneamento destinado aos espaços de circulação das mercadorias exportáveis e a erradicação ou controle das doenças que poderiam prejudicar a exportação.
Por esta razão, desde o final do século passado até o início dos anos 60, predominou o MODELO DO SANITARISMO CAMPANHISTA.
O NASCIMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
Em função das péssimas condições de trabalho existentes e da falta de garantias de direitos trabalhistas, o movimento operário organizou e realizou duas greves gerais no país ,uma em 1917 e outra em 1919.
Assim que, em 24 de janeiro de 1923, foi aprovado pelo Congresso 7 Nacional a Lei Eloi Chaves, marco inicial da previdência social no Brasil. 
Através desta lei foram instituídas as Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAP’s).
SURGIMENTO DAS CAPS
O Estado não participava propriamente do custeio das Caixas, que de acordo com o determinado pelo artigo 3o da lei Eloy Chaves, eram mantidas por : empregados das empresas ( 3% dos respectivos vencimentos); empresas ( 1% da renda bruta); e consumidores dos serviços das mesmas.
A CRISE DOS ANOS 30
Em 1930, comandada por Getúlio Vargas é instalada a revolução e fora criados diversos ministérios, dentre eles o “Ministério da Educação e Saúde”
No que tange a previdência social, a política do estado pretendeu estender a todas as categorias do operariado urbano organizado os benefícios da previdência
A PREVIDÊNCIA SOCIAL NO ESTADO NOVO
Desta forma, as antigas CAP’s são substituídas pelos INSTITUTOS DE APOSENTADORIA E PENSÕES (IAP).
Em 1953 foi criado o Ministério da Saúde
O PROCESSO DE UNIFICAÇÃO DOS IAPS
Em 1960 foi promulgada a lei 3.807, denominada Lei Orgânica da Previdência Social, que veio estabelecer a unificação do regime geral da previdência social, destinado a abranger todos os trabalhadores sujeitos ao regime da CLT.
A lei previa uma contribuição tríplice com a participação do empregado , empregador e a União.
AÇÕES DO REGIME MILITAR NA SAÚDE
O regime militar incentivou a expansão da assistência médica privada, por meio de: 
Universalização do atendimento de emergência 
Facilidades para que as camadas médias usassem os hospitais particulares 
Veto à ampliação da rede hospitalar pública 
A privatização dos serviços de saúde foi uma das mudanças mais significativas no setor sanitário. 
Houve aumento no consumo de medicamentos e de equipamentos médico-hospitalares, formando um complexo sistema médico-industrial.
Este sistema foi se tornando cada vez mais complexo tanto do ponto de vista administrativo quanto financeiro dentro da estrutura do INPS, que acabou levando a criação de uma estrutura própria administrativa, o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) em 1978.
AÇÕES DE SAÚDE PÚBLICA NO REGIME MILITAR
Promulgação do Decreto Lei 200 (1967) , estabelecendo as competências do Ministério da Saúde;
Em 1970 criou-se a SUCAM (Superintendência de Campanhas da Saúde Pública) com a atribuição de executar as atividades de erradicação e controle de endemias.
1975 - A CRISE
Por ter priorizado a medicina curativa, o modelo proposto foi incapaz de solucionar os principais problemas de saúde coletiva, como as endemias, as epidemias, e os indicadores de saúde ( mortalidade infantil, por exemplo) diminuição do crescimento econômico com a respectiva repercussão na arrecadação do sistema previdenciário reduzindo as suas receitas.
O FIM DO REGIME MILITAR
O movimento das DIRETAS JÁ (1985) e a eleição de Tancredo Neves marcaram o fim do regime militar, gerando diversos movimentos , sociais inclusive na área de saúde, que culminaram com a criação das associações dos secretários de saúde estaduais (CONASS) ou municipais (CONASEMS),e com a grande mobilização nacional por ocasião da realização da VIII Conferência Nacional de Saúde 
(Congresso Nacional,1986), a qual lançou as bases da reforma sanitária e do SUDS (Sistema Único Descentralizado de Saúde).
A partir do momento em que o setor público entrou em crise, foi concebido um subsistema de ATENÇÃO MÉDICO SUPLETIVA
Este sistema baseia-se num universalismo excludente, beneficiando e fornecendo atenção médica somente para aquela parcela da população que tem condições financeiras de arcar com o sistema, não beneficiando a população como um todo e sem a preocupação de investir em saúde preventiva e na mudança de indicadores de saúde.
Em 1990 o Governo edita as Leis 8.080 e 8.142, conhecidas como Leis Orgânicas da Saúde, regulamentando o SUS, criado pela Constituição de 1988.
A constituinte de 1988 no capítulo VIII da Ordem social e na secção II referente à Saúde define no artigo 196 que :
 
“A saúde é direito de todos e dever do estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.
OBRIGADA!
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