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03
UNIDADE
PROF. CÉLIA GODOY
O contexto da sala de aula, 
seu funcionamento e suas 
formas de organização
GESTÃO DA SALA DE AULA
FICHA LIVRO
Disciplina: Gestão da sala de aula
Professora Autora: Célia Godoy 
Ementa: Estudo dos conhecimentos teóricos e práticos necessários para orientar a 
ação didática do processo de ensino e aprendizagem. Gestão à luz do pensamento 
pedagógico de autores clássicos e contemporâneos.
O contexto de sala de aula, seu funcionamento e suas formas de organização.  
FICHA CATALOGRÁFICA
Presidente: 
Renato Casagrande 
Diretor Executivo: 
Ronaldo Casagrande
Diretora Pedagógica: 
Josemary Morastoni
Coordenador de EaD: 
Everaldo Moreira de Andrade
Designer Instrucional: 
Iara Aparecida Pereira Penkal
Revisora: 
Eryka Kalana Torisco da Silva
Designer Gráfico: 
Bruna Aparecida de Andrade
Diagramadora: 
Bruna Aparecida de Andrade
Foto de capa: © Freepik 
Ícones: © Flaticon
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SUMÁRIO 3
APRESENTAÇÃO 4
3. O CONTEXTO DA SALA DE AULA 5
3.1 FUNCIONAMENTO E FORMAS DE ORGANIZAÇÃO NO 
CONTEXTO DE SALA DE AULA 6
REFERÊNCIAS 17
4Gestão da sala de aula • UA03
 “Mas eu sei que há professores que amam o 
vôo de seus alunos. Há esperança...”.
Rubem Alves (2001)
Temos inúmeros desafios reais presentes no cotidiano escolar e que precisam ser pensados 
e harmonizados de forma participativa, para que a gestão da sala de aula seja eficaz e 
coerente com o PPP da escola. É esse entendimento por parte da escola que aviva e 
concretiza sua função social, que é a de formar seres humanos comprometidos com o seu 
projeto de vida e com a melhoria da sua comunidade, visando o aprofundamento para 
que esses aspectos sejam atendidos.
Nesta unidade, abordaremos o contexto da sala de aula, seu funcionamento e suas formas 
de organização. Preparados? A partir deste momento, mergulharemos no universo da sala 
de aula, visando uma gestão de qualidade.
5Gestão da sala de aula • UA03
03 O contexto da sala 
de aula
Especificamente em relação ao ensino e aprendizagem, que vise para além dos conteúdos, 
é fundamental considerar o relacionamento social, o movimento, a linguagem, o letra-
mento, a ludicidade, a produção, a história de vida, com os espaços presentes, com a mate-
mática cotidiana etc. Esses aspectos são pertinentes à escolha da abordagem de ensino 
e o estudo dos conhecimentos teóricos, portanto, são escolhas necessárias para orientar 
a ação didática do processo de ensino e aprendizagem.
Assim, a escola precisa promover uma ampla discussão na formação continuada (via cons-
trução do PPP) dos professores para revisitar novas teorias da educação e da mediação 
da aprendizagem, com a finalidade de abrir possibilidades ao cultivo de novas formas de 
abordagem pedagógica, de avaliação e de mediação, com o objetivo de torná-los mais 
eficazes em sua ação pedagógica no ato de mediar o processo de construção do conheci-
mento junto aos alunos, bem como para gerir o progresso desses alunos diante da capa-
cidade de aprender a aprender. 
Entendemos que para o educando, além de possuir conhecimentos e saber aplicá-los, é 
necessário basear-se em valores, sentimentos e competências, que deem continuidade 
ao processo de educação familiar: respeito, empatia, autonomia, solidariedade, sensibili-
dade, criatividade, cooperação, senso crítico, participação, responsabilidade e satisfação 
pessoal, o que consideramos competências socioemocionais presentes na BNCC e que 
precisam ser e estar integradas à gestão da sala de aula.
Por meio do processo de explicitação da proposta pedagógica, constroem-se critérios 
comuns e integrados entre os participantes da prática educativa, legitimando todas as 
ações praticadas na escola com foco na visão de mundo e de homem que desejamos 
formar. 
Muitas discussões têm sido geradas nas escolas em relação ao currículo, fato explicitado 
por educadores como Torres (2003), Zabala (1999), Sacristán (1998), Coll (1995), dentre outros, 
que, no intuito de fundamentar as concepções e enfoques teóricos pertinentes, apontam 
6Gestão da sala de aula • UA03
os caminhos históricos até então percorridos, seu imbricamento com a cultura, a teori-
zação, a ideologia, a política, dentre outras questões. 
3.1 Funcionamento e formas de organização 
no contexto de sala de aula
Você já parou para pensar como acontece a organização da sala de aula em sua insti-
tuição? Existem orientações para isso? Os professores seguem algum documento? Reflita 
um pouco a respeito para entender o que precisa ser ajustado.
Se a escola organiza o currículo tendo como pressuposto uma pedagogia ativa e coope-
rativa em sala de aula, centrada no indivíduo, onde o conhecimento dá-se por meio de 
sua interação com o meio, construiráuma metodologia em que o papel do aluno seja 
implicar-se, participar da construção do seu conhecimento e do conhecimento do outro, 
desenvolvendo habilidades e competências. 
Sendo assim, para que a aprendizagem aconteça, a gestão da sala de aula se torna lugar 
de reaprendizagem, de desafios, de cooperação, de valorização das diferenças e de levan-
tamento de hipóteses para uma aprendizagem significativa. Não devendo, desta forma, 
apresentar incoerências, como, por exemplo: alunos encaminhados cotidianamente para 
o coordenador pedagógico, professores autoritários, avaliações vinculadas ao produto e 
não ao processo, alunos descomprometidos, conteúdo pelo conteúdo, dentre outros. 
As ações desenvolvidas em sala de aula devem ser concebidas como um processo em 
ação, que conta com o próprio trabalho do aluno e pela vivência em grupo, devendo fazer 
com que os conhecimentos sejam mobilizados para a resolução de problemas. 
O educador, ao mediar a construção do conhecimento, atua em consonância com o Projeto 
Político Pedagógico, enquanto o coordenador pedagógico articula esse processo por meio 
da formação continuada da equipe docente.
Na perspectiva da construção coletiva de um projeto pedagógico baseado em pressu-
postos interacionistas, por exemplo, todas as áreas de conhecimento buscam trabalhar 
segundo os princípios da interdisciplinaridade, o que possibilita ao educando a organi-
zação do saber de modo não fragmentado e a compreensão do conhecimento numa 
dimensão integrada, o que nem sempre acontece, dado o apego excessivo aos conteúdos 
conceituais que estão contidos nos programas.
7Gestão da sala de aula • UA03
O planejamento das aulas é fundamental para uma gestão da sala de aula de excelência, 
se entendido não como uma atividade técnica ou mecânica, mas como um momento 
precioso que requer conhecimento, envolvimento e competência do professor. Deve-se 
identificar os fatores que incidem no crescimento dos alunos, as intervenções e media-
ções necessárias para a efetivação desse crescimento e analisar se as escolhas e decisões 
tomadas estarão efetivamente acordadas com o PPP e com a função social da escola, 
nunca esquecendo que a escolha do tipo de planejamento sempre deverá estar contida 
no PPP (discutido e decidido) via formação continuada e sempre aliada à visão de ser 
humano e à concepção teórica. Para essa edificação, se faz importante considerar outros 
fatores (discutidos no coletivo) que integrarão o currículo e tomarão forma na gestão da 
sala de aula. 
O modelo que segue a seguir demonstra o planejamento antes da aula e o que se consi-
dera imprescindível para que a aula faça sentido e alcance resultados extraordinários. A 
dialética dos movimentos gerados e considerados pelos profissionais da escola para a 
eficácia da gestão em sala de aula precisa também considerar alguns aspectos relevantes: 
• A maneira que compartilha os objetivos de aprendizagem dos alunos para os alunos;
• A organização do espaço (carteiras enfileiradas ou de outras formas);
• A seleção dos materiais curriculares que serãoutilizados;
• Como oportuniza situações desafiadoras, comunicativas, de resolução de problemas, 
de produção e criatividade;
• De que forma concebe a estrutura e a dinâmica da aula;
• A didática empregada;
• Como os relacionamentos interpessoais e a organização social da classe são concebi-
dos ou acordados;
• O sentido atribuído à avaliação etc.;
Professor planejando
©
P
ix
ab
ay
8Gestão da sala de aula • UA03
Para tanto, sugere-se que a aula seja planejada por meio da tríade: antes, durante 
e depois. 
Iniciaremos abordando os elementos que precisam ser considerados previamente, 
para que o planejamento seja efetivo.
A reflexão crítica sobre o planejamento da aula revela a maneira como realiza-
remos a gestão da sala de aula e consequentemente como se dará o processo 
de ensino e de aprendizagem. 
3 MOMENTOS
GESTÃO DA SALA DE AULA
ANTES DURANTE DEPOIS
ANTES
1 2 3 4
Adaptado pela autora
Adaptado pela autora
10 Competências 
Gerais: Habilidades 
BNCC
Agrupamento 
e Recursos de 
Comunicação
Conteúdos: 
Conceitual; 
Procedimental; 
Atitudinal
Tipo de 
Atividades 
Sabemos que fazer a gestão da sala de aula incide em saber o que é preciso 
fazer, saber e ter para que a aula tenha sucesso. E o que consideramos sucesso? 
A efetivação da aprendizagem!
Deve-se levar em conta que o antigo objetivo do professor, e que muitas vezes 
o aluno não conseguia saber qual era, deu lugar aos objetivos de aprendizagem 
do estudante, que envolvem as 10 Competências Gerais da BNCC, as Habilidades 
das áreas, dos Componentes Curriculares e dos Campos de Experiências, além de 
levar em conta que o aluno, ao se apropriar, terá consciência da existência deles 
e da meta de formação que envolve o seu protagonismo e o seu papel como 
estudante.
Para ampliar seus 
conhecimentos 
a respeito das 
competências 
na obra:
Como aprender 
e Ensinar 
Competências
Autores: ZABALA, 
A. ARNAU, L.
Editora Penso
SAIBA +
A
m
az
on
9Gestão da sala de aula • UA03
Cabe ao professor dar foco às habilidades. Sendo elas:
 
Para o planejamento, os professores precisarão estar atentos para as inúmeras possibili-
dades que envolvem diferentes oportunidades para ensinar e fazer aprender o mesmo 
conteúdo. 
1- HABILIDADES
Identificar 
Variáveis
Compreender 
Fenômenos 
Relacionar 
Informações 
Analisar 
Situações-
problemas 
Selecionar Correlacionar Julgar Sintetizar
2- ATIVIDADES DIVERSIFICADAS
Observação
Pesquisa
Leitura
Pesquisa 
Bibliográfica
Resumo
Pesquisa
Observação 
Exploração
Tomar 
notas 
Exercício
Exposição 
Dança
Música
Som
Gesto 
Mímica 
Leitura 
Escrita 
Registro 
Analisar 
Situação-
problema 
Brincadeira 
Jogos 
Pintura 
Recorte 
Colagem 
Medida 
Classificação 
Dramatização 
Expressão
Adaptado pela autora
Adaptado pela autora
https://www.youtube.com/watch?v=GTu_bycoEEw
https://www.youtube.com/watch?v=GTu_bycoEEw
10Gestão da sala de aula • UA03
Se considerarmos atividades, por exemplo: uma exposição, um debate, uma oficina, uma 
leitura, uma pesquisa bibliográfica, a construção de cartazes, a criação de games, tomar 
notas, uma ação motivadora, uma observação, uma aplicação, dentre outros, podemos 
definir as atividades ou tarefas como uma unidade. Utilizando como exemplo um professor 
de História que trabalhará o conteúdo “Guerra Fria” com seus alunos: ele poderá fazer uso 
de um jogo, orientando o aluno para tomar notas, fazer um resumo sobre o que foi apren-
dido no dia, utilizar a música para sensibilizar os alunos sobre a importância da paz, enfim, 
possibilitar de várias maneiras o contato desse estudante com o conteúdo. 
Desta forma, é possível elaborar uma sequência didática que seja capaz de encorajar, esti-
mular e envolver os alunos na busca do conhecimento, porque a escolha das atividades vai 
além do livro ou do sistema de ensino, tornando-se verdadeiramente aliada do processo 
de aprendizagem.
Os recursos de comunicação, como lousa, aplicativos, sites, blogs, filmes, computadores, 
games, entre outros, facilitam e mobilizam os educandos, gerando maior compreensão 
dos conteúdos procedimentais, pois os coloca em ação, ou seja, no exercício do saber fazer: 
pesquisar, criar, desenvolver, manipular etc. Quanto mais possibilidades forem criadas, mais 
incidirá sobre a aprendizagem, a conquista dos objetivos de aprendizagem e a avaliação. 
Em relação aos agrupamentos, em consonância com Zabala (2001), a forma de estru-
turar os estudantes e a dinâmica grupal que se estabelece configuram uma determinada 
organização social da aula, em que os estudantes convivem, trabalham e se relacionam, 
segundo modelos nos quais o grande grupo ou os grupos fixos e variáveis permitem e 
contribuem, de uma forma determinada, para o trabalho coletivo e pessoal e sua formação.
A gestão da sala de aula tem como aliada a BNCC que apresenta as 10 Competências 
Gerais e também as específicas para as diversas áreas e Componentes Curriculares do 
3 - RECURSOS DE COMUNICAÇÃO
Trabalho 
individual 
Classe em 
equipes 
móveis 
Grupos/ 
Classe fixo 
Grupo/
Classe 
móveis 
Escola como 
grande 
grupo 
Classe como 
grande 
grupo 
Classe em 
equipe fixas
Adaptado pela autora
11Gestão da sala de aula • UA03
Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais e Ensino Médio e propõe os 6 Direitos de Apren-
dizagem e os 5 Campos de Experiência para Educação Infantil. 
Competência na BNCC é definida como a “mobilização de conhecimentos (conceitos e 
procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais, atitudes e valores 
para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e 
do mundo do trabalho” (BNCC, 2017).
Os conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA), contemplados na BNCC, estão relacio-
nados ao “saber”, “saber fazer” e “querer fazer”, presentes nos objetos de conhecimento: 
conteúdos, conceitos e processos. 
Saber é conhecer, saber-fazer para aplicar o conhecimento (relacionadas às habilidades 
práticas, cognitivas e socioemocionais). Já o querer fazer está relacionado à atitude diante 
do aprendizado.
CONHECIMENTO HABILIDADE ATITUDE
SABER SABER FAZER QUERER FAZER
C H A
Desenvolver competências é um processo de construção e reconstrução da prática refle-
xiva e crítica resultante das discussões e reflexões realizadas pelos profissionais da escola, 
inclusive com a participação dos pais. Pressupõe assumir uma pedagogia ativa e coope-
rativa em sala de aula, trabalhar por resolução de problemas e por projetos, propor tarefas 
complexas e desafios que incitem os alunos a mobilizar seus conhecimentos. 
O projeto educacional expresso na BNCC demanda uma reflexão sobre a seleção de 
conteúdos, como também exige uma ressignificação, em que a noção de conteúdo 
escolar se amplia para além de fatos e conceitos, passando a incluir procedimentos, valores, 
normas e atitudes.
Ao tomar como objeto de aprendizagem escolar conteúdos de diferentes naturezas, reafir-
ma-se a responsabilidade da escola com a formação ampla do aluno e a necessidade de 
intervenções conscientes e planejadas nessa direção. A escola passa a ser um lugar onde 
o aluno tem direito a ensaios e erros, onde expõe suas dúvidas, explicita seus raciocí-
nios e toma consciência de como se aprende, permitindo tornar visíveis os processos, os 
ritmos e os modos de pensar e de agir. Tendo como eixo norteador as nossas Interações/
Adaptado pela autora
12Gestão da sala de aula • UA03
Educativas (o aluno que queremos formar) e os princípios pedagógicos, dimensionamos 
os conteúdos escolares:
CONTEÚDOS: CONCEITUAL, 
PROCEDIMENTAL E ATITUDINAL
CONCEITUAL PROCEDIMENTAL ATITUDINAL
Parafraseando Zabala (1998), devemos nos desprender da leitura restrita do termo 
“conteúdo” (aquilo que se deve aprender: conhecimentos das “matérias” ou disciplinas 
clássicas) e entendê-lo como tudo quanto se tem que aprender para alcançar determi-
nados objetivos, que não apenas abrangem as capacidades cognitivas, comotambém 
incluem as capacidades motoras, afetivas e socioemocionais.
Um dos aspectos para essa significação e análise dos conteúdos trabalhados, leva em 
conta três categorias: Conceitual, Procedimental e Atitudinal. Categorias que precisam ser 
discutidas, trabalhadas, planejadas e avaliadas à luz de uma teoria que embasa a prática 
pedagógica. São seis alternativas para promover a aprendizagem e que, independente 
da ordem, geram possibilidades diferenciadas para ministrar as aulas, por exemplo: CPA 
- O professor inicia o processo de aprendizagem a partir de um conteúdo conceitual, em 
seguida coloca os alunos em oficinas e jogos (procedimentos) e o ciclo termina com a 
atitude e assim sucessivamente como exposto na imagem a seguir.
Adaptado pela autora
Adaptado pela autora
4- TIPOS DE CONTEÚDO
13Gestão da sala de aula • UA03
As metodologias de trabalho precisam ser resultados das discussões entre os educadores 
nos momentos de trabalho coletivo, junto ao coordenador pedagógico e condizentes com 
às especificidades da diversidade presente no grupo-classe, principalmente no que diz 
respeito aos níveis de compreensão dos alunos quanto aos conteúdos socializados nas 
salas (conteúdos conceituais).
A proximidade do processo de ensino e de aprendizagem com as propostas de atividades 
pode fazer com que o aluno seja o agente ativo do processo de construção do conheci-
mento e de transformação das relações entre os seres humanos e entre o homem e a 
natureza (conteúdos procedimentais).
Mas, a mágica acontece de fato no solo sagrado da sala de aula, durante a aula, na relação 
e na interação com os alunos. É na sala de aula, entendida como um lugar real e privi-
legiado que contém muitas realidades, o espaço social onde se processam o ensino e a 
aprendizagem, um lugar de gente e de vida, não aquele espaço físico inerte da instituição 
escolar, mas, fundamentalmente, um lugar dinamizado pela relação pedagógica. 
Focamos agora o nosso olhar para os três tempos que podem acontecer: introdução, 
desenvolvimento e conclusão da aula, seguindo os princípios de uma narrativa:
INTRODUÇÃO DA AULA: atividades lúdicas, reflexivas e acolhedoras. Por exemplo: uma 
palavra, uma notícia, música, poesia, relaxamento, oração, entre tantas outras.
DESENVOLVIMENTO DA AULA: Se olharmos atentamente, sugerimos ainda que o desen-
volvimento da aula aconteça tendo como referência 4 focos: comunicação, memória, 
resolução de problemas e a criatividade, em outras palavras, o professor, ao ministrar a 
aula, estará atento ao que ele deve sempre se questionar: por que estou fazendo isso que 
estou fazendo? Qual é a aprendizagem que o aluno irá explicitar? Eu, professor, quero que 
DURANTE
1 2 3
INTRODUÇÃO 
SENSIBILIZAÇÃO
CONCLUSÃO 
ATIVIDADES 
AVALIATIVAS
DESENVOLVIMENTO 
COMUNICAÇÃO 
MEMÓRIA RESO-
LUÇÃO DE 
PROBLEMAS
Adaptado pela autora
14Gestão da sala de aula • UA03
o meu aluno comunique o que aprendeu? Quero que ele memorize os conteúdos essen-
ciais? Ou quero que meu aluno extrapole o conhecimento e crie algo com o conhecimento 
adquirido? Ainda quero que o meu aluno resolva problemas? Quero que ele desenvolva 
habilidades e que saiba interpretar, justificar, analisar?
CONCLUSÃO DA AULA:
Sugerimos, como exemplo, que todos os dias os alunos realizem uma atividade conclu-
siva ao final da aula, elaborando um resumo do que aprendeu, fazendo um desenho que 
represente o que foi mais significativo, entre outros, poderíamos dizer que desta forma 
nos encaminhamos para uma avaliação processual e humana.
CONCLUSÃO DA AULA
DOMINGO 
EU ESPERO... 
EU PRECISO
QUINTA 
RESUMO
SEGUNDA 
TRÊS PALAVRAS
SEXTA 
DESENHO
TERÇA 
ELABORE 
TRÊS QUESTÕES
SÁBADO 
QUARTA 
SE FOSSE 
UMA COR
REFLEXÃO
SÍNTESE
RESUMO
QUADRO SÍNTESE
Adaptado pela autora
Adaptado pela autora
GESTÃO DA SALA DE AULA
DURANTE
1. INTRODUÇÃO TOMADA DE 
DECISÃO
DIAGNÓSTICO
REAVALIAÇÃO
REGULAÇÃO
COMUNICAÇÃO
MEMÓRIA
RESOLUÇÃO DE 
PROBLEMAS
CRIATIVIDADE
3. CONCLUSÃO
DEPOISANTES
1. HABILIDADES A 
SEREM ALCANÇADAS
2. TIPOS DE ATIVIDADES
3. AGRUPAMENTOS E RECURSOS 
DE COMUNICAÇÃO
4. CONTEÚDOS: CONCEITUAL, 
PROCEDIMENTAL E ATITUDINAL
2. DESENVOLVIMENTO
15Gestão da sala de aula • UA03
DEPOIS DA AULA: Neste ciclo de processos e fazeres, é importante verificar se as aulas 
precisam ser revistas, se há necessidade de retomar, propor novos desafios, diagnosticar o 
que os meninos aprenderam porque é nesse caminhar que aprendemos a cada dia. Repla-
nejar, fazer a regulação e decidir novos caminhos ou possibilidades para seguir adiante.
Célia por Célia - Breves considerações
Célia Godoy
A organização escolar: novos tempos e espaços de libertação
Acreditamos que para a escola se tornar um espaço libertador nesse processo de orga-
nização escolar que vem sendo construído há mais de um século em forma de classes 
(séries, ciclos e anos), grade horária, matriz curricular, avaliações bi ou trimestrais, situadas 
e desenvolvidas em salas de aula, carteiras enfileiradas, ela precisa revisar as estruturas, 
as disciplinas rígidas, os tempos e espaços para que haja apropriação e vivência real desse 
espaço e das práticas ali desenvolvidas de modo a transformá-lo em um lugar de sentido, 
que desperte o gosto pelo saber. 
Para a escola quebrar esses paradigmas, será necessário repensar o projeto pedagógico, 
o papel do professor, a organização do tempo e do espaço, considerando a necessidade 
de compreender quanto e de que forma o tempo é utilizado, valorizado, despendido em 
atividades significativas para o desenvolvimento dos conteúdos, quais espaços são utili-
zados e com qual intenção. 
A princípio, sugerimos a atualização e revitalização dos espaços escolares como medida 
urgente, incluindo a reavaliação dos seus objetivos, os modos de planejar, ensinar, avaliar, 
o tempo de aula, de estudo e construção. Faz-se até necessário repensar as teorias que 
fundamentam a ação educacional, como as concepções de homem, de escola e de estudo 
que nutrem as práticas; os princípios que orientam e organizam a ação educativa; e as 
relações que permeiam o espaço escolar.
A sala social de aula de gente: tempos e espaços em construção
Madalena Freire (1999) ressalta que o espaço é retrato da relação pedagógica. Nele é 
que o nosso conviver vai se registrando, marcando nossas descobertas, nosso cresci-
mento, nossas dúvidas. Enfatiza que o espaço enquanto retrato da relação pedagógica 
vai deixando marcas e registra concretamente, por meio da arrumação dos móveis, da 
organização dos materiais a maneira que conseguimos viver essa relação. 
O espaço identifica e desvela os fazeres e saberes vivenciados, é vivo, dinâmico, tem cor, 
sabor, movimento, identidade. Ele concretiza a história construída, os tempos de planeja-
16Gestão da sala de aula • UA03
mento, troca, descobertas e encontros. Podemos dizer que o espaço da sala de aula é a 
marca, o registro das transformações, descobertas e conquistas de cada um de todos. 
Autonomia concedida ou conquistada: os educadores, tempos e espaços em ação e trans-
formação
Ao entendermos que nossa práxis enquanto educadores não é somente um lugar de 
aplicação de saberes produzidos externamente, mas um espaço de produção, de transfor-
mação e de mobilização de saberes, precisaremos repensar criticamente nosso planeja-
mento que, além de prever as situações de aprendizagem, antevê também o tempo desti-
nado a priori para sua realização e reflexão, certas atividades e tarefas, como, por exemplo, 
exercícios, formação de grupos, registros, pesquisas etc.Muitas vezes, são executadas em 
minutos, em meia hora etc., fracionadas principalmente pela existência de um horário 
semanal e das trágicas horas-aula. Sendo a observação, o diálogo, a pesquisa, a identi-
ficação de semelhanças e diferenças, as representações não linguísticas, a experimen-
tação etc. atividades imprescindíveis para a apropriação do conhecimento doseducandos, 
entendemos que para a realização dessas e de outras atividades será preciso dispor de 
espaços que as acolham.
Tempo e espaço como nosso aliado é ou será resultado e consequência das decisões 
tomadas em relação às outras decisões: a sequência didática, as técnicas de ensino (aula 
expositiva, estudo dirigido, estudo do meio), o tipo de atividade, a organização de conteúdos, 
etc. Essa configuração de proposta pedagógica é um espaço que construímos em comu-
nhão, em aliança...num tempo cedido, autorizado ou conquistado!
Tempos e espaços escolares: um lugar de gente
Dar espaço às relações humanas, privilegiar a alegria cultivada a cada encontro, a cele-
bração da vida, a valorização das diferenças, o tempo de cada um, a esperança compar-
tilhada, o diálogo com o diferente, o cultivo de valores, a calma pra fazer e a pressa de 
querer, a alma para perceber o tempo e o espaço possível, o planejamento envolvente, a 
formação continuada dos educadores; a avaliação qualitativa, a aprendizagem compe-
tente e procurar fazer do “Ambiente pedagógico um lugar de fascinação e inventividade” 
(Assmann, 2000, p. 29).
17Gestão da sala de aula • UA03
REFERÊNCIAS
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gicos e psicológicos. São Paulo: GEDH, 1999. 
PERROTTI, Edmir. Confinamento cultural, infância e leitura. São Paulo: Summus, 1990. 
(Novas buscas em educação; v.39)
PETITAT, André. Produção da escola/produção da sociedade: análise sócio-histórica 
de alguns momentos decisivos da evolução escolar no ocidente. Porto Alegre: Artes 
Médicas, 1994. Trad. Eunice Gruman.
SALES, Luís Carlos. O valor simbólico do prédio escolar. Teresina: EDUFPI, 2000. 
SOUZA, V. L. T. Escola e construção de valores: desafios à formação do aluno e do professor. 
São Paulo, Loyola, 2005.
18Gestão da sala de aula • UA03
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Tomaz Tadeu da. (org.) Trabalho, educação e prática social: por uma teoria da formação 
humana. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. 
ZABALA, Antoni. A prática educativa – Como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
ZABALA, Antoni (Org). Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Porto 
Alegre: Artmed,1999.
http://institutocasagrande.com/pos-ead/
	SUMÁRIO
	apresentação
	O contexto da sala 
de aula
	3.1 Funcionamento e formas de organização no contexto de sala de aula
	REFERÊNCIAS
	 : 
	v 3: 
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	 3: 
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	Botão 6: 
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