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Aluna: Ludimila Rodrigues R. Reis – Turma A
GUIA DE ESTUDO HIPÓFISE 
1) Localização Anatômica da Hipófise e Outra Denominação:
 A hipófise, também conhecida como pituitária, está localizada na base do cérebro, dentro de uma estrutura óssea chamada sela túrcica, que faz parte do osso esfenoide. Ela é recoberta pela diaphragma sellae, uma pequena dobra circular de dura-máter que deixa um pequeno orifício para a passagem do infundíbulo. 
2) Divisão Anatômica da Hipófise:
 Anatomicamente, a hipófise é dividida em duas partes principais: 
- Adeno-hipófise (anterior): Inclui a pars distalis, pars intermedia e pars tuberalis. 
A adenohipófise: de origem ectodérmica a partir de uma projeção da boca primitiva (estomodeu), que desenvolve em direção superior, formando a bolsa de Rathke.
A adeno-hipófise é altamente vascularizada. Ela consiste em células epiteliais de tamanho e formato variados, organizadas em cordões ou agregados irregulares, entre os quais se encontram capilares fenestrados de paredes delgadas. A maioria dos hormônios sintetizados pela adeno-hipófise são tróficos (relacionados à ela). 
São seis hormônios no total: 
· Prolactina (Prl) = estimula o crescimento do tecido da mama e a produção do leite.
· Hormônio do crescimento (GH) = envolvido no controle do crescimento do corpo.
· Hormônio tireoestimulante (TSH – tireotrofina) = como o próprio nome diz, estimula a glândula tireóide a produzir os hormônios T3 e T4 .
· Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH – corticotrofina) = controla a secreção de certos hormônios do córtex da glândula suprarrenal. A pró-opiomelanocortina (POMC) é o precursor da adrenocorticotrofina (ACTH), ambos são hormônios glicoproteicos.
· Hormônio luteinizante (LH) = induz a secreção de progesterona pelo corpo lúteo e a síntese de testosterona pelas células de Leydig no testículo.
· E hormônio folículo estimulante (FSH) = estimula o crescimento de folículos ovarianos e a secreção de estrógenos pelo ovário, e a espermatogênese (atuando sobre as células testiculares de Sertoli).
Os dois últimos denominados de gonadotrofinas.
A secreção dos hormônios da adeno-hipófise é regulada por ações hormonais provenientes do hipotálamo, via sistema porta-hipofisário.
- Neuro-hipófise (posterior): Inclui a pars nervosa e o infundíbulo. 
· A neuro-hipófise: que se origina do sistema nervoso (no diencéfalo), que tem seu crescimento em direção inferior. 
A neuro-hipófise secreta dois hormônios produzidos pelos núcleos hipotalâmicos (supra-óptico e paraventricular):
Ocitocina e hormônio antidiurético (ADH ou vasopressina).
A vasopressina (ou hormônio antidiurético, ADH), que controla a reabsorção de água pelos rins (por inserção de canais de aquaporina no túbulo contorcido distal e ducto coletor);
E a ocitocina, que promove a contração da musculatura lisa uterina (durante o parto) e a ejeção do leite pela mama (durante a lactação).
3) Neuroestruturas do Hipotálamo e Relação com a Hipófise 
Funções
O hipotálamo é um centro de integração sensitiva e motora e é um regulador primário do sistema endócrino e do sistema nervoso autónomo. O hipotálamo desempenha um papel importante:
· Regulação e secreção hormonal
· Efeitos autonómicos (e.g., FC, pressão arterial, secreções e motilidade GI, etc.)
· Termorregulação
· Ingestão de alimentos e água
· Sono e ritmo circadiano
· Memória
· Comportamento emocional
Nível pré-ótico
A área pré-ótica contém:
· Área pré-ótica lateral: uma continuação dos núcleos hipotalâmicos laterais
· Área pré-ótica medial:
· Associada à excitação sexual e dismorfismo sexual
· Produz/secreta GnRH → libertado no sistema porta hipotálamo-hipofisário
· Envolvida na termorregulação
· As lesões nesta região estão associadas a:
· Perda do controlo do comportamento sexual
· Amenorreia
· Impotência
Nível supra-ótico
O nível supra-óptico contém vários núcleos importantes, incluindo (de superior para inferior):
· Núcleo paraventricular:
· Divisão medial: sintetiza e secreta uma série de hormonas que regulam a glândula pituitária
· CRH
· TRH
· GHRH
· Somatostatina (inibe a libertação da hormona do crescimento e da hormona estimulante da tiroide (TSH, pela sigla em inglês))
· Dopamina (inibe a secreção de prolactina)
· Divisão intermediária: sintetiza hormonas que são libertadas pela hipófise posterior
· Oxitocina (secreção primária)
· ADH produzida em pequenas quantidades
· Divisão lateral: tem algumas projeções diretas no nervo vago
· Núcleo anterior:
· Uma continuação caudal da área pré-ótica medial
· Envolvido na termorregulação (arrefecimento) e sono
· Lesões nesta região podem levar à hipertermia.
· Núcleo supra-ótico:
· Tem projeções diretas para a hipófise posterior
· Produz:
· ADH (principalmente)
· Oxitocina (quantidades menores)
· Núcleo supraquiasmático:
· Localizado logo acima do quiasma ótico
· Obtém informação diretamente da retina
· Um “relógio biológico mestre”
Nível tuberal
O nível tuberal contém:
· Núcleos hipotalâmicos laterais:
· Envolvidos:
· Regulação do apetite e da saciedade
· Função digestiva
· Sono
· Perceção da dor
· Tensão arterial
· Lesões aqui podem levar a:
· Narcolepsia
· Distúrbios gastrointestinais da motilidade ou funcionais
· Distúrbios alimentares (devido a ↓↓ desejo de comer)
· Núcleo dorsomedial:
· Envolvido:
· Ritmos circadianos fisiológicos (e.g., comer e beber, consumo de energia)
· Comportamento de ingestão alimentar
· Resposta cardiovascular ao stress
· As lesões aqui podem levar a: ingestão alimentar excessiva (hiperfagia), obesidade
· Núcleo Ventromedial:
· Envolvido:
· Regulação do apetite, saciedade e energia
· Resposta ao medo via aferentes da amígdala
· As lesões aqui podem levar a: hiperfagia, obesidade
· Núcleo arqueado:
· Um regulador primário da glândula pituitária anterior através do sistema portal hipotálamo-hipofisário
· Secreta:
· GnRH
· Dopamina → regula a secreção de prolactina
· Neuropeptídeo Y → regula o apetite e o peso corporal
· As lesões aqui podem levar a: galactorreia, hiperfagia
Nível mamilar
O nível mamilar inclui:
· Núcleo posterior:
· Envolvido na termorregulação (aquecimento do corpo)
· A lesão aqui pode levar a: hipotermia
· Corpos mamilares:
· Envolvidos na regulação das emoções e da memória de recordações
· Uma lesão aqui pode levar a:
· Défices de memória
· Patogénese da encefalopatia de Wernicke
4) Diferença entre Hormônios da Hipófise e do Hipotálamo 
- Hipófise: Produz hormônios como o GH (hormônio do crescimento), PRL (prolactina), ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), TSH (hormônio estimulante da tireoide), FSH (hormônio folículo estimulante) e o LH (hormônio luteinizante)
- Hipotálamo: Produz hormônios como a oxitocina e a vasopressina, que são armazenados e liberados pela neuro-hipófise.
Os hormônios do hipotálamo são secretados na corrente sanguínea de acordo com a presença de hormônios liberadores (releasing) ou inibidores. 
São eles: 
GHRH (hormônio liberador de hormônio do crescimento); 
GHIH (Hormônio inibidor do GH);
TRH (hormônio liberador de tireotrofina);
CRH (hormônio liberador de corticotrofina);
GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina); 
PRH (Hormônio estimulador da prolactina);
PIH (Hormônio inibidor da prolactina).
Esses hormônios são liberados pelos neurônios parvicelulares do hipotálamo (principalmente provenientes do núcleo arqueado). 
A liberação desses hormônios é feita no plexo capilar primário, formado pela artéria hipofisária superior (na região superior do infundíbulo).
Na corrente sanguínea, esses hormônios são transportados pelas veias porta-hipofisárias até o plexo capilar secundário, localizado na região da adeno-hipófise, desta forma, atuando sobre as células cromófilas basófilas (corticotrofos, tireotrofos, gonadotrofos) ou acidófilas (somatotrofos e lactotrofos).
5) Circulação Porta-Hipofisária 
O sistema porta-hipofisário é uma rede de vasos sanguíneos que conecta o hipotálamo à adeno-hipófise, permitindo que os hormônios hipotalâmicos sejam diretamente transportados para a hipófise anterior.
O sistemaporta hipofisário é formado por:
· Plexo capilar primário 
Localizado no infundíbulo e na eminência mediana, é formado por capilares fenestrados que recebem os hormônios hipotalâmicos 
· Veias porta-hipofisárias 
Formadas pela união dos capilares do plexo primário, transportam os hormônios até a adenohipófise 
· Plexo capilar secundário 
Localizado na adenohipófise, é formado pela divisão das veias porta e está em estreita relação com as células da adenohipófise.
Os capilares no sistema portal são fenestrados(possuem muitos canais pequenos com alta permeabilidade vascular), o que permite uma troca rápida entre o hipotálamo e a hipófise. 
A circulação porta hipofisária é importante porque permite que o hipotálamo controle a secreção hormonal da hipófise, garantindo que os hormônios hipotalâmicos cheguem à hipófise sem se diluir no organismo.
6) Relações Anatômicas da Hipófise 
A hipófise está anatomicamente relacionada com: - Quiasma óptico (localizado anteriormente) - Seios cavernosos (localizados lateralmente) - Seio esfenoidal (localizado inferiormente) - Artérias carótidas internas (localizadas lateralmente) 
GUIA DE ESTUDO TIREÓIDE
1. Divisão do Pescoço em Trígonos
TRÍGONO CERVICAL POSTERIOR
É a região do pescoço localizada entre o músculo esternocleidomastóideo, anteriormente; e o músculo trapézio, posteriormente. O limite inferior é a clavícula (terço médio). O assoalho do trígono é formado pela fáscia pré-vertebral sobrejacente aos músculos esplênio da cabeça, levantador da escápula e escalenos. O ventre inferior do músculo omo-hióideo cruza obliquamente esse trígono, dividindo-o em trígono occipital (superior) e trígono supraclavicular (inferior).
Trígono Occipital: Constitui a parte maior e superior do trígono posterior, com o qual partilha as mesmas margens; exceto que inferiormente é limitado pelo margem superior do ventre inferior do músculo omo-hióideo. Seu assoalho, de cranial para caudal, é formado pelo esplênio da cabeça, pelo levantador da escápula e pelos escalenos médio e posterior. O trígono é coberto pela pele, pelas fáscias superficial e profunda e inferiormente pelo platisma.
· Conteúdo: abrange parte da veia jugular externa; ramos posteriores do plexo cervical; nervo acessório (XI par);  troncos do plexo braquial; artéria cervical transversa e linfonodos cervicais. Os linfonodos situam-se ao longo da margem posterior do esternocleidomastóideo a partir do processo mastoide até a raiz do pescoço.
Trígono Supraclavicular: É a divisão inferior e menor do trígono posterior, com o qual partilha os mesmos limites; exceto que superiormente é limitado pela margem inferior do ventre inferior do músculo omo-hióideo. O trígono é coberto pela pele, pelas fáscias superficial e profunda, pelo platisma e é cruzado pelos nervos supraclaviculares.
· Conteúdo: compreende a artéria subclávia (terceira parte); parte da veia subclávia (em algumas vezes); a. supraescapular; linfonodos supraclaviculares. Outras estruturas no interior do trígono incluem o nervo para o músculo subclávio, que atravessa o trígono, e os linfonodos.
TRÍGONO CERVICAL ANTERIOR
É a região do pescoço delimitada anteriormente pela linha média do pescoço e posteriormente pela margem anterior do esternocleidomastóideo; superiormente, estende-se da borda inferior da mandíbula até o processo mastoide e cujo ápice se encontra no manúbrio esternal . É subdividido pelos músculos digástrico e omo-hióideo em trígonos submandibular, submentual, carotídeo e muscular.
Trígono Submandibular:  É limitado pela margem inferior da mandíbula e pelos ventres anterior e posterior do músculo digástrico. Está coberto pela pele, fáscia superficial, platisma e fáscia profunda, que contêm ramos dos nervos facial e cervical transverso. Seu assoalho é formado pelos músculos milo-hióideo e hioglosso.
· Conteúdo: inclui a glândula submandibular; a artéria facial, localizada profundamente na glândula; a veia facial e linfonodos submandibulares localizados superficialmente na glândula. O nervo hipoglosso (XII par) e o nervo milo-hióideo (V par) cruzam profundamente o trígono.
Trígono Submentual: É o único trígono ímpar, limitado inferiormente pelo corpo do osso hioide e lateralmente pelos ventres anteriores dos músculos digástricos.
· Conteúdo: O trígono possui linfonodos submentuais e pequenas veias que se unem neste trígono para formar a veia jugular anterior.
Trígono Carotídeo: É uma área assim denominada por conter a artéria carótida comum e seus ramos. É limitado pelo ventre superior do omo-hióideo, ventre posterior do digástrico e pela margem anterior do m. esternocleidomastóideo. O trígono carotídeo é coberto pela pele, pela fáscia superficial, pelo platisma e pela fáscia profunda, contendo o ramo cervical do nervo facial (profundamente) e ramos do nervo cervical transverso (superficialmente).  Partes dos músculos tireo-hióideo, hioglosso e constritores inferior e médio da faringe formam seu assoalho.
· Conteúdo: Apresenta como conteúdo estruturas nobres do pescoço, tais como: aa. carótidas comum, externa e interna; alguns ramos da carótida externa; v. jugular interna; partes dos nervos vago (X par), n. acessório (XI par) e n. hipoglosso (XII par). A laringe e a faringe e os nn. laríngeos interno e externo estão localizados profundamente nesse trígono.
Trígono Muscular: Recebe tal nome porque nele se situam os músculos infra-hióideos, assim denominados por estarem abaixo do osso hioide. É limitado pelo ventre superior do omo-hióideo, margem anterior do músculo esternocleidomastóideo e linha mediana anterior do pescoço a partir do osso hioide até o esterno.
· Conteúdo: músculos infra-hióideos e as vísceras do pescoço, a saber: parte cervical do esôfago e traqueia, laringe, glândulas tireoide, paratireóides e timo.
2. Localização Anatômica da Glândula Tireoide
 A glândula tireoide está localizada na parte anterior do pescoço, inferior à laringe e anterior à traqueia. Ela possui dois lobos, direito e esquerdo, conectados por um istmo que cruza a traqueia.
A tireoide fica posicionada em volta da traquéia, como se estivesse abraçando-a. A traquéia é o cano que leva o ar que vem do nariz e da boca até os pulmões. Atrás da traquéia, fica o esôfago, que é por onde os alimentos descem da boca para o estômago.
Acima da traquéia, fica a laringe, também conhecida como caixa da voz. A laringe é formada por uma estrutura rígida, composta por ossos e cartilagens, que faz a sua sustentação. Dentro dela, ficam as duas cordas vocais, que se movimentam e vibram, formando a voz; além disso, elas são uma proteção para que não entre alimentos ou líquidos nos pulmões quando a pessoa vai engolir.
Na frente da tireoide, ficam alguns músculos que têm o formato mais alongado e fino. Na frente dos músculos, tem uma camada de gordura, antes de chegar na pele.
Nas laterais da tireoide, da traquéia e da laringe, passam os grandes vasos do pescoço, dos dois lados. As artérias carótidas são as responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio para os órgãos da cabeça e do pescoço. Já as veias jugulares recebem o sangue rico em gás carbônico vindo dessas regiões, levando-o de volta para o coração.
3. Sintomas de Volumosos Aumentos Tireóideos 
Pacientes com aumentos volumosos da glândula tireoide podem apresentar sintomas devido à compressão de estruturas adjacentes:
 - Disfagia: Dificuldade para engolir, causada pela compressão do esôfago.
 - Dispneia: Dificuldade para respirar, causada pela compressão da traqueia. 
- Rouquidão: Compressão do nervo laríngeo recorrente. 
- Dor e desconforto: Pode ocorrer devido à compressão de estruturas vasculares e nervosas.
4. Divisões Anatômicas da Glândula Tireoide e Lobo Piramidal 
A glândula tireoide é dividida em:
 - Lobo Direito
 - Lobo Esquerdo
 - Istmo: Conecta os dois lobos.
 O lobo piramidal é uma extensão superior do istmo ou de um dos lobos, presente em algumas pessoas, que se estende em direção ao osso hióide.
5. Rouquidão Pós-Operatória durante uma cirurgia da tireoide, o nervo laríngeo recorrente,que inerva as cordas vocais, pode ser lesionado. Isso resulta em rouquidão devido à paralisia de uma das cordas vocais.
6. Voz Monotonal e Asfixia Pós-Operatória
 - Voz Monotonal: A lesão do nervo laríngeo superior, que afeta a tensão das cordas vocais, pode resultar em uma voz monotonal. 
- Asfixia Pós-Operatória Imediata: Pode ocorrer devido a hematoma ou edema na região cirúrgica, que comprime a traqueia, resultando em dificuldade respiratória imediata.
7. Diferenciação entre tipos de Tireoidectomia
 - Tireoidectomia Total: Remoção completa da glândula tireoide. 
- Tireoidectomia Subtotal: Remoção de uma grande parte da glândula, mas deixando parte do tecido tireoidiano.
 - Lobectomia/Istmectomia Parcial: Remoção de um lobo (lobectomia) ou do istmo (istmectomia), deixando o restante da glândula intacto. 
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