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CÂNCER DE MAMA
Professora: Tamires
DEFINIÇÃO
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos.
Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresentam bom prognóstico e possibilitam melhores resultados estéticos.
O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.
CUIDADOS APÓS ESVAZIAMENTO AXILAR
Informe a equipe de saúde: Evite que procedimentos sejam realizados no braço operado, como medir pressão ou tirar sangue.
Proteção da pele: Use luvas em atividades que possam causar cortes, mantenha a pele hidratada.
Evite esforço excessivo: Não carregue peso nem faça movimentos repetitivos prolongados com o braço afetado.
Atenção à temperatura: Evite calor ou frio extremo no braço operado.
Roupas confortáveis: Não use roupas ou acessórios apertados que possam comprimir o braço.
Pratique hábitos saudáveis: Mantenha uma dieta equilibrada, hidrate-se bem e faça exercícios leves.
Monitoramento: Esteja atenta a sinais de infecção ou inchaço e avise o médico se notar algo incomum.
INTRODUÇÃO
É considerado um câncer de relativo bom prognóstico, quando diagnosticado e tratado precocemente. No entanto, quando diagnosticado em estágios avançados, com metástases sistêmicas, a cura não é possível;
A sobrevida média após cinco anos do diagnóstico, na população de países desenvolvidos, tem aumentado, ficando em cerca de 85 %; 
Os melhores resultados em sobrevida em países desenvolvidos estão relacionados principalmente ao diagnóstico precoce por mamografia (MMG), sendo este exame um método eficaz de rastreamento populacional, quando indicado nas faixa etária e periodicidade adequadas, e à evolução dos tratamentos adjuvantes.
INTRODUÇÃO
O câncer da mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres em todo o mundo, seja em países em desenvolvimento ou em países desenvolvidos. 
Para 2016 e 2017, estimou-se que o Brasil terá 57.960 casos novos de câncer da mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. 
55 ANOS
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A idade é o principal fator de risco para o câncer de mama feminino. Outros fatores de risco:
O câncer de mama é altamente influenciado por hormônios, especialmente o estrogênio. Quanto maior for a exposição da mulher ao estrogênio ao longo da vida, maior o risco de desenvolver a doença. Por exemplo:
Menarca precoce (antes dos 12 anos): mulheres que menstruam cedo ficam expostas ao estrogênio por mais tempo, aumentando o risco.
Gestação tardia (após os 30 anos): o efeito protetor da gravidez surge mais cedo naquelas que engravidam em idade jovem.
Nuliparidade: mulheres que não têm filhos não experimentam os períodos de redução hormonal que ocorrem durante a gravidez.
Menopausa tardia: mulheres que entram na menopausa mais tarde continuam a produzir estrogênio por mais anos. 
Terapia de reposição hormonal (TRH): a TRH pode aumentar os níveis de estrogênio artificialmente, contribuindo para o risco.
A densidade mamária é uma característica observada em mamografias. Mamas densas possuem mais tecido glandular e menos tecido adiposo. Esse tipo de tecido pode:
Ser mais difícil de visualizar alterações em exames.
Estar associado a maior risco de desenvolver células cancerígenas.
Urbanização e status socioeconômico elevado: podem estar relacionados a maior consumo de alimentos industrializados, menor atividade física e maior exposição a poluentes.
Obesidade: especialmente após a menopausa, as células adiposas produzem estrogênio, aumentando o risco.
O aleitamento e sua ação protetora contra o câncer de mama
Como explicado anteriormente, o estímulo do estrogênio é um dos fatores de risco para o surgimento do câncer de mama. E é justamente nisso que a amamentação interfere: ela é capaz de reduzir as taxas não só desse, mas de outros hormônios que favorecem o desenvolvimento deste tipo de tumor.
A ginecologista explica que, tendo como base estudos do tema, estima-se que o risco de desenvolver câncer de mama diminua de 4,3% a 6% a cada 12 meses de duração da amamentação. 
A mamografia é um exame radiológico especializado que utiliza raios X de baixa dose para obter imagens detalhadas das mamas2. É um procedimento não invasivo e amplamente utilizado para detectar precocemente possíveis lesões suspeitas, como nódulos e microcalcificações2
A ecografia de mama é um exame de imagem que utiliza ultrassons para avaliar as características da mama. É útil para identificar a presença de nódulos e cistos mamários, diferenciar os tipos de nódulos, investigar a causa de dor na mama e investigar alterações inflamatórias na mama. O procedimento é indolor, não invasivo e complementa outros métodos de imagem, como a mamografia
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CLASSIFICAÇÃO BI-RADS
DIAGNÓSTICO
Quando há suspeita de câncer por métodos detecção precoce ou do exame físico (nódulo mamário geralmente único, isolado, endurecido e, frequentemente, aderido ao tecido adjacente, podendo apresentar assimetria ou retração), a lesão deverá ser biopsiada.
São considerados sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama e de referência urgente para a confirmação diagnóstica:
Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.
Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual. 
Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.
Descarga papilar sanguinolenta unilateral. Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos.
Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral.
Presença de linfadenopatia axilar.
Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.
Retração na pele da mama.
Mudança no formato do mamilo.
DIAGNÓSTICO
Após o diagnóstico ser confirmado por exame histopatológico, nova anamnese deve focar principalmente a história familiar, comorbidades e fatores de risco e a evolução cronológica da doença. Deve-se voltar a realizar exame físico completo à procura de outros potenciais sítios de doença, o exame das axilas, da região cervical e das fossas supraclaviculares. O objetivo da biopsia inicial é a obtenção de material suficiente para o diagnóstico, sempre utilizando a conduta menos invasiva, para evitar a desnecessária excisão cirúrgica de lesões benignas.
CRITÉRIOS DE RISCO PARA CA DE MAMA
Mulheres com mutação ou familiares de 1° grau com mutação comprovada nos genes BRCA1/BRCA2 (HBOC) ou com síndromes de predisposição hereditária ao câncer como Li-Fraumeni, Cowden e outras.
Mulheres com história de:
Familiar de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama em idadeInspeção dinâmica: Solicite que a paciente coloque as mãos no quadril e após eleve os braços, contraindo uma mão contra a outra, atrás da nuca imagens C e D). Verifique se há aparecimento de retrações e ou abaulamentos
Palpação: Realizada com a paciente sentada com os braços atrás da nuca e, após, deitada com os braços elevados. Com a paciente sentada, palpe as cadeias linfáticas supraclaviculares e axilares (o braço homolateral relaxado e o antebraço repousando sobre o antebraço homolateral do examinador). Com a paciente deitada, examine cada área aplicando três níveis de pressão: leve, média e profunda. Realizar movimentos circulares com as polpas digitais do 2º, 3º e 4º dedos da mão.
Se mulher for mastectomizada, deve-se palpar a parede do tórax, a pele e a cicatriz cirúrgica. 
 
Avaliação da descarga papilar: A saída da secreção pode ser provocada pela compressão digital de um nódulo ou área de espessamento. Aplique compressão unidigital suave sobre a região areolar, em sentido radial, contornando a papila. Na descrição informar se é uni ou bilateral, uni ou multiductal, espontânea ou provocada pela compressão de algum ponto específico, coloração e relação com algum nódulo ou espessamento palpável
Sinais e sintomas mamários altamente sugestivos de câncer de mama:
Nódulo palpável endurecido, imóvel, fixo ao tecido subjacente, sem margens definidas
Linfonodos axilares aumentados, densos e confluentes
Descarga papilar abassuspeita: Sanguínea, serossanguínea ou cristalina “água de rocha”; espontânea; em mulher com idade superior a 50 anos
Alteração unilateral recente do mamilo, como retração ou distorção
Alteração unilateral na pele da mama, como edema cutâneo semelhante à “casca de laranja”, retração cutânea ou eczema que não responde a tratamentos tópicos
ESTADIAMENTO
O objetivo do estadiamento é classificar a doença de acordo com sua extensão locorregional e a distância, estabelecendo padrões que orientam o tratamento e o prognóstico dos casos. 
Classificação de Tumores Malignos, que utiliza as categorias T (tumor), N (acometimento linfonodal) e M (metástase a distância).
TRATAMENTOS
As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em:
Tratamento local: cirurgia (incluindo a reconstrução mamária imediata) e radioterapia
Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapias alvo (trastuzumabe, pertuzumabe). 
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