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P A R T E VI CAPÍTULOS 17.18.19 adultez emergente Até muito recentemente, três papéis tradicionalmente significavam a idade adulta: empregado, cônjuge e pai/mãe. Esses papéis eram cobiçados, uma vez que a puberdade tinha acabado. Mas, nas últimas décadas, milhões de jovens se encontraram na fronteira entre a adolescência e a idade adulta. Seus corpos estavam totalmente formados, com cerca de 18 anos de idade, mas eles não queriam mergulhar na vida adulta. Adiar os papéis da fase adulta foi evidente pela primeira vez entre os estudantes universitários em países ricos. Essa etapa de vida foi rotulada de "juventude" ou "adolescência tardia" ou "início da idade adulta". Hoje em dia, milhões de jovens pairam antes da idade adulta plena. A taxa de natalidade entre adolescentes no mundo caiu, a idade de casamento aumentou, e mais de um bilhão de pessoas esperam cursar a faculdade ou já estão lá, esperando trabalhar em sua ocupação preferida, algum dia mas nem tão cedo. Consequentemente, uma grande mudança ocorreu no estudo do desenvolvimento ao longo do ciclo vital. Um novo estágio surgiu, digno de um novo nome, adultez emergente.adultez emergente O período da vida compreendido entre os 18 e 25 anos. A adultez emergente é amplamente reconhecida hoje como uma fase do desenvolvimento distinta.17 CAPITULO Adultez Emergente: Desenvolvimento Biossocial Crescimento e Força Corpos Fortes e Ativos UMA VISÃO DA CIÊNCIA: Idades e Estágios Corpos em Equilíbrio Mantendo-se Saudável Atividade Sexual Antes e Agora Opiniões e Problemas Psicopatologia Múltiplos Estresses dos Adultos Emergentes Transtornos do Humor Transtornos de Ansiedade e Relacionados Esquizofrenia Assumindo Riscos Abuso de Drogas PERSPECTIVAS OPOSTAS: Corajoso ou Tolo? Normas Sociais Implicações de Riscos e Normas O QUE VOCÊ VAI SABER? 1. Por que os adultos emergentes querem sexo, mas não querem casamento? 2. Por que os adultos emergentes têm menor probabilidade de ir ao médico para exames de rotina?3. Por que alguém arrisca a própria vida desnecessariamente? 4. Como o abuso de drogas entre os estudantes universitários pode ser reduzido? "Qual é a sensação de ter a sua idade?", perguntou-me Elissa em meu jantar de aniversário. "Eu não me sinto velha", eu disse, "mas o número faz pensar que sou." "Vinte e cinco é velho também", disse Sarah. (Ela tinha feito 25, duas semanas antes.) Nós rimos, mas compreendemos. Embora aos 18 ou 21 anos já tenha sido considerado o início da idade adulta, 25 anos de idade tornou-se o novo ponto de mudança. Por volta dos 18 anos, as mudanças biológicas da adolescência estão completas: uma pessoa está literalmente "crescida". Mas muitas pessoas não se consideram adultas (é o que Sarah quis dizer sobre estar velha) até os 25 anos ou mais tarde. Como explicado neste capítulo, adultos emergentes compartilham determinadas características biossociais. Seus corpos estão prontos para o trabalho duro e para a reprodução. No entanto, o crescimento físico permite riscos perigosos, e a maturação sexual poderia significar bebê após bebê. Com a maturação dos organismos e a melhora da saúde, novas vulnerabilidades aparecem, todas descritas neste capítulo. >> Crescimento e Força Biologicamente, as idades de 18 a 25 são o horário nobre para o trabalho físico duro e para a reprodução segura. No entanto, como você vai ver, o fato de a capacidade de um adulto emergente de mover pedras, arar o campo ou um curso d'água ser melhor que a dos adultos mais velhos não é mais algo tão admirado, e se um jovem casal contemporâneo tiver um bebê a cada ano, seus vizinhos ficarão mais chocados do que aprovarão a escolha. Corpos Fortes e Ativos A altura máxima é geralmente atingida aos 16 anos para as meninas e aos 18 anos para os meninos, com exceção de alguns meninos com maturação tardia, que ganham de 2 a 5 centímetros mais até os 21anos. A força máxima vem em seguida. Durante a adultez emergente, os músculos crescem, os ossos se fortalecem e a forma muda; os homens ganham mais músculos no braço e as mulheres mais gordura (Whitbourne & Whitbourne, 2011). Aos 22 anos, as mulheres já desenvolveram seios e quadris adultos, e os homens chegaram à largura completa dos ombros e força dos membros superiores. Especialmente para um Jovem Competitivo Tendo em conta as variações dos músculos no processo de envelhecimento, como um jovem de 20 anos deve responder se perder na queda de braço para o próprio pai?Para ambos os sexos, os músculos podem ser poderosos. Em comparação com as pessoas de qualquer outra idade, adultos emergentes são mais capazes de subir correndo um lance de escadas, levantar uma carga pesada, ou apertar um objeto com força máxima. A força diminui gradualmente ao longo das décadas da vida adulta, com alguns músculos enfraquecendo mais rapidamente do que outros. Por exemplo, os músculos das costas e das pernas encolhem mais rapidamente do que os músculos do braço (McCarter, 2006). Isto é evidente em jogadores de beisebol mais velhos, que ainda conseguem home-runs, mas não roubar as bases. Todo sistema do corpo incluindo o digestivo, o respiratório, o circulatório e os sistemas sexuais de reprodução funciona otimamente no início da idade adulta. Doenças graves ainda não são aparentes, e algumas doenças infantis são superadas. Em uma grande pesquisa, constatou-se que 96,1 por cento dos adultos jovens (com idades entre 18 e 24 anos) nos Estados Unidos avaliaram seu estado de saúde como bom, muito bom ou excelente, enquanto apenas 3,9 por cento classificaram seu estado de saúde como regular ou ruim (National Center for Health Statistics, 2012). De forma similar, 95,3 por cento dos jovens de 18 a 24 anos não relataram nenhuma limitação em suas atividades devido a condições crônicas de saúde, uma taxa muito melhor do que a de qualquer outra faixa etária (veja a Figura 17.1). No entanto, alguns adultos emergentes têm problemas de saúde que eles podem ignorar. Médicos disseram que 15 por cento dos jovens entre 18 e 29 anos têm alguma doença crônica - mais frequentemente asma, artrite, diabetes ou pressão arterial elevada (National Center for Health Statistics, 2010). Essas doenças geralmente não são graves até a meia-idade ou mais tarde, mas a sua prevalência sugere que a saúde de muitos adultos emergentes não é tão boa quanto poderia ser. Ao longo da vida, muitas doenças graves podem ser evitadas ou amenizadas com medicina preventiva. Se esta fosse a única maneira de ser saudável, então a maioria dos adultos emergentes estaria doente, porque eles evitam os médicos, a menos que estejam feridos ou as mulheres estejam grávidas. Nos Estados Unidos, 30 por cento das pessoas nessa faixa etária não têm nenhuma fonte habitual de cuidados médicos (National Center for Health Statistics, 2012). Talvez como resultado, o adulto emergente vê, em média, um profissional de saúde uma vez por ano, enquanto um adulto com 75 anos ou mais realiza, em média, 10 consultas médicas anuais. Na verdade, um quinto de todos os homens jovens não vai ao médico ou a outro profissional de saúde nem ao menos uma vez (National Center for Health Statistics, 2012). Uma situação emblemática do descuido dos adultos emergentes em relação à saúde ocorreu em Ontário, no Canadá, envolvendo o hábito de lavar as mãos. Em uma faculdade, uma epidemia viral levou a administração da instituição a defender - usando sinais em banheiros, anúncios públicos e outros recursos - o hábito de lavar as mãos com frequência, de forma cuidadosa e demorada. A maioria dos alunos (85 por cento) afirmou que fazia a higiene adequada das mãos, mas os observadores descobriram que apenas 17 por cento realmente faziam isso (Surgeoner et al., 2009). De forma similar, nos Estados Unidos, enquanto os Centers for Disease Control (Centros de Controle de Doenças) recomendam a vacina contra a gripe a cada ano para todos a partir dos 6meses de idade, apenas cerca de um quarto dos adultos se vacinou no ano de 2011 (National Center for Health Statistics, 2012). Os adultos jovens, em especial, evitam a vacina contra a gripe, a menos que seja uma exigência da faculdade. Suas razões? Não é um recurso garantido e demanda tempo (o que ignora o tempo economizado prevenindo a gripe, exatamente o que a vacina faz com os adultos jovens que se beneficiam dela). Pessoas que Responderam que se Sentem Incapacitadas Devido a uma Doença Crônica Porcentagem 35 30 25 20 15 10 5 0 5-17 18-24 25-44 45-54 55-64 65+ Faixa etária (em anos) Fonte: National Center for Health Statistics, 2010. FIGURA 17.1 Forte e Independente Olhando para este gráfico, você se pergunta por que o número de pessoas de 5 a 17 anos que apresentam limitações em atividades cotidianas é o dobro do número de pessoas de 18 a 24 anos? A resposta tem a ver com quem relata as limitações. Os pais respondem pelos filhos; os adultos respondem por si mesmos. Os pais tendem a ser mais protetores, relatando que condições crônicas (em especial TDAH e asma) limitam o que seus filhos podem fazer. Adultos emergentes são fortes e capazes - e eles dizem que são assim, mesmo quando não são. UMA VISÃO DA CIÊNCIA Idades e Estágios Em muitos aspectos, uma pessoa com idade entre 18 e 25 anos não é diferente de uma pessoa alguns anos mais jovem ou mais velha. Os parâmetros da adultez emergente são um tanto arbitrários, ao contrário do que ocorre mais cedo na vida, quando a maturação física está intimamente ligada à idade cronológica e ao estágio de desenvolvimento. Inicialmente a idade significa crescimento e habilidades. Ninguém confundiria um bebêde 3 meses com uma criança de 3 anos, ou esperaria que uma criança de 6 anos aprendesse da mesma forma que outra de 11, muito menos como outra de 16. No caso dos adultos, no entanto, a idade cronológica é um guia imperfeito. Uma pessoa de 40 anos pode ter um corpo que funciona como o de uma pessoa comum uma década mais velha ou mais nova. O mesmo é verdadeiro para o intelecto. Considera-se que os estudantes universitários possuem os mesmos padrões acadêmicos, tenham eles 18 ou 80 anos de idade. Os papéis sociais dos adultos também não seguem parâmetros rigorosos de idade. Praticamente todas as crianças vivem com seus pais e vão para a escola, mas um corte transversal de pessoas com 40 anos iria incluir muitos estilos de vida e padrões domésticos. Algumas esperam nunca se casar, algumas já se divorciaram várias vezes, algumas esperam seu primeiro filho, algumas são avós, algumas estão empregadas, outras não, algumas vivem sozinhas, algumas com uma dezena de parentes. Então, por que os cientistas desenvolvimentistas reúnem adultos em grupos de idade cronológica, relatando as diferenças entre um e outro grupo? Todo pesquisador em psicologia do desenvolvimento faz isso, assim como fazem os livros-texto como este. Uma indicação da fluidez das fronteiras da idade adulta é que os livros didáticos usam várias idades para indicar o início da idade adulta ou da idade adulta tardia. No entanto, idades cronológicas são sempre utilizadas. Por quê? Há três razões. A primeira é que, conforme os adultos vivem suas vidas, a idade importa para eles. As pessoas ficam atentas aos aniversários, especialmente os que terminam em 5 ou 0, e dizem "Eu estou velho demais para..." ou "Já está na hora de A segunda razão é que a coorte importa. Por exemplo, como a internet, telefones celulares e redes sociais são relativamente novos, a geração adulta emergente tem um padrão de vida diferente dos adultos mais velhos. De fato, quase todas as pessoas jovens estabelecem namoros e muitas conhecem futuros cônjuges online. Isso mudou os padrões de flerte, mudanças essas que são refletidas em qualquer discussão desta geração. Finalmente, a maturação e a experiência se acumulam. É claro que algumas pessoas envelhecem mais rapidamente do que outras, mas todos os aspectos do corpo e do cérebro são afetados pelo tempo. Apesar da variabilidade, muitas características (visão, audição, tempo de reação) de adultos jovens diferem das de pessoas na idade adulta intermediária ou tardia. O estudo do desenvolvimento humano deve delinear o impacto da maturação. O objetivo do estudo do desenvolvimento continua sendo entender a mudança ao longo do tempo, a fim de ajudar todas as pessoas a atingir seus potenciais. Como as pessoas seguem padrões que variam de acordo com aniversários, coortes e maturação, precisamos saber quais são esses padrões. Limites cronológicos ajudam nisso. (Veja, mais adiante, Visualizando o Desenvolvimento, para a média de idade dos eventos de vida importantes para a coorte atual de adultos emergentes.) Corpos em EquilíbrioFelizmente, os corpos são naturalmente saudáveis durante a adultez emergente. O sistema imunológico é forte, lutando contra tudo, desde um resfriado até um câncer e respondendo bem às vacinas (Grubeck-Loebenstein, 2010). Normalmente, a pressão arterial é normal, os dentes não têm novas cáries, a frequência cardíaca é constante, o cérebro funciona bem, e a capacidade pulmonar é suficiente. As taxas de doenças são tão baixas que muitos exames de diagnóstico, tais como PSA (para o câncer de próstata), mamografias (para o câncer de mama) e colonoscopia (para o câncer de cólon), não são recomendados até a meia-idade ou mais tarde, a menos que o histórico familiar ou sinais de alerta sugiram o contrário. Esses exames podem ser mais prejudiciais para os adultos jovens por causa de falsos positivos do que beneficiá-los por causa da detecção precoce. Doenças fatais são raras em todo o mundo durante a adultez emergente, como detalha a Tabela 17.1 para os Estados Unidos. Isso não significa que os adultos emergentes não sejam afetados pela passagem dos anos. O processo de envelhecimento, chamado de senescência, começa no final da adolescência. [Link: A senescência é discutida mais detalhadamente no Capítulo 20.] No entanto, devido a três processos biológicos descritos a seguir reserva de órgão, homeostase e alostase poucos adultos emergentes estão conscientes de que seus órgãos e células estão envelhecendo. Reserva de Órgão reserva de órgão A capacidade dos órgãos de possibilitar que o corpo lide com o estresse por meio de habilidades extras de funcionamento, pouco usadas. A reserva de órgão se refere à energia extra que cada órgão é capaz de produzir, quando necessário. Essa energia reserva diminui a cada ano, mas isso geralmente não tem importância, porque as pessoas raramente precisam usá-la. Os corpos funcionam bem, a menos que passem por grande estresse, fraqueza genética ou envelhecimento, o que pode criar a demanda do uso dessa força extra. Os corpos também têm uma reserva muscular, diretamente relacionada à força física. O potencial de força máxima começa a declinar a partir dos 25 anos. No entanto, poucos adultos desenvolvem toda a sua força possível e, mesmo que desenvolvessem, pessoas de 50 anos retêm 90 por cento dos músculos que tinham aos 20 anos (Rice & Cunningham, 2002). De fato, se uma pessoa sedentária de 50 anos começar a levantar pesos, ela poderá se tornar mais forte do que já foi em qualquer outra fase da vida. O músculo mais importante de todos, o coração, mostra um padrão semelhante. O coração é incrivelmente forte durante a adultez emergente. Em cada 50.000 adultos jovens norte- americanos, apenas um morre de doença cardíaca por ano. A média máxima da frequência cardíaca número de vezes que o coração pode bater por minuto sob estresse extremo - éreduzida com a diminuição da reserva de órgãos, começando por volta dos 25 anos. Mas a frequência cardíaca em repouso continua a ser muito estável. Homeostase homeostase O ajuste de todos os sistemas do corpo para manter as funções fisiológicas em um estado de equilíbrio. À medida que o corpo envelhece, esses ajustes homeostáticos demoram mais para ocorrer, de modo que os corpos mais idosos têm mais dificuldades de se adaptar ao estresse. Todas as partes do corpo trabalham em harmonia. A homeostase um equilíbrio entre as várias partes do sistema do corpo - mantém cada função física em sincronia com todas as outras. Por exemplo, se a temperatura do ar aumenta, se as pessoas suam, movem-se lentamente e têm sede de bebidas geladas - três aspectos do funcionamento do corpo que permitem que ele resfrie. Se o clima esfriar, os poros se contraem, e as pessoas automaticamente andam mais rápido e tremem para aumentar o calor no corpo. Se elas estiverem com muito frio, seus dentes também começam a bater, uma forma mais intensa de tremer.Destaques na Jornada para a Vida Adulta Americano de origem 54% GRADUAR-SE 18 DO ENSINO Latino 23% IDADE PARA VOTAR MÉDIO Brasil France Afro-americano 15% e 8% 16 17 18 20 2011 COMECAR 18 A VOTAR Austria México IDADE LEGAL PARA COMPRAR ALCOOL China Nos Unidos MATRICU- 18-19 LAR-SE NA Homens 16 17 19 20 FACULDADE 64,7 . IDADE LEGAL 21 PARA % de entre 18 e 24 anos moram BEBER de forma independente das universidades com 60 SAIR DA 40 20 of 22 CASADOS PAIS Estados Unidos 21. 23.5 COABITAR PELA Média nos Estados Unidos > Womens 22 PRIMEIRA VEZ ADULTOS COMIDADE ENTRE 25 OUR NÃO AC ESTUDANTES 100 possuem TER UM 60 22 TRABALHO 20 empregados Graduados no Ensino Graduados OF COLAR 24 GRAU NA Nos Estados Unides FACULDADE 33% 60% 40% 23% 15% 40 PRIMEIRO 25 FILKO DOS dos Latinos HOMENS de de Unidos Média Americano de Americano PRIMEIRO Estados origem europeia nativo 26 FILHO DAS Unidos Americano Latino MULHERES ame ricano origem as NATIONAL PRIMEIRO CASAMENTO 27 DAS MULHERES PRIMEIRO CASAMENTO 29 DOS HOMENS de de >> Resposta para um Jovem Competitivo: Ele poderá propor que disputem quem sobe escadas mais rápido e ganhar, uma vez que a força das pernas diminui mais depressa do que a força dos braços. Mas é claro que uma competição entre gerações têm desdobramentos psicológicos; talvez o filho devesse simplesmente dizer "parabéns" e deixar para A homeostase funciona com mais rapidez e eficiência durante a adultez emergente. Assim, contanto que tenha bom sono e alimentação correta, o adulto emergente é menos propenso a ficar doente, cansado ou obeso em comparação com o adulto mais velho. Quando pega um resfriado, o adulto emergente se sente mal por um ou dois dias; o adulto mais velho muitas vezes se queixa de que não consegue "se livrar" de uma virose.Os sistemas homeostáticos de cada pessoa são afetados pela idade e pelas experiências anteriores, assim como pelos genes. Por exemplo, a reação ao clima depende, em parte, do clima experimentado na infância (um africano pode sentir frio quando seu colega de quarto, do norte da Europa, sente calor), e as pessoas mais jovens geralmente têm temperaturas mais altas do que as mais velhas. Se duas pessoas compartilham uma cama, uma pode querer mais cobertores do que a outra, razão pela qual os cobertores elétricos de hoje em dia têm controle duplo de temperatura. Sua mãe pode dizer a você para colocar um casaco, porque ela está com frio. Alostase alostase Um ajuste dinâmico do corpo, relacionado à homeostase, que afeta a fisiologia de modo geral com o passar do tempo. A principal diferença é que a homeostase requer uma resposta imediata, enquanto a alostase requer ajustes a longo prazo. Relacionada à homeostase está a alostase, um ajuste dinâmico do corpo que afeta a fisiologia em geral. A principal diferença entre a homeostase e a alostase é o tempo. A homeostase requer uma resposta imediata dos sistemas do corpo, ao passo que a alostase se refere ao ajuste de longo prazo. Por exemplo, a quantidade de alimentos que uma pessoa consome diariamente é afetada por muitos fatores relacionados ao apetite que é o "ponto de referência" homeostático. Um estômago vazio desencadeia hormônios, dores de estômago, digestão, e assim por diante; tudo isso leva uma pessoa a comer novamente. Se uma pessoa com sobrepeso começa uma dieta séria, a perda rápida de peso desencadeia reações homeostáticas de curto prazo, que tornam mais difícil a perda de peso (Tremblay & Chaput, 2012). A alimentação está relacionada a um conjunto mais amplo de necessidades humanas: o quão emocionalmente satisfeita ou angustiada uma pessoa está. Muitas pessoas comem demais quando estão chateadas e comem menos logo após se exercitarem - essas respostas podem também ser consideradas parte da homeostase. Nosso corpo é projetado para se sentir confortável, com muitos mecanismos para aliviar o sofrimento causado por fome, baixa de oxigênio, sede, e assim por diante. Essas reações são de curto prazo - o que as torna parte da homeostase. A longo prazo, a alostase se ajusta a tudo o que a pessoa come, respira, exercita etc. Se uma pessoa passa fome durante várias semanas, o corpo se ajusta. Esse ajustamento alostático é a razão por que uma refeição pesada consumida por uma pessoa que está morrendo de fome pode resultar em vômitos ou diarreia. A alostase para uma pessoa faminta exige reajuste gradual (refeições pequenas, digeríveis) quando o alimento é abundante. Da mesma forma, se um vegetariano de longa data comer uma porção grande de carne, poderá sofrer uma indigestão. TABELA 17.1 Mortes nos Estados Unidos Provocadas pelas Três Causas Principais (Doenças Cardíacas, Acidente Vascular Câncer)Faixa Etária Taxa Anual por 100.000 6 17 59 205 515 1.157 2.662 851 7.009 Fonte: National Center for Health Statistics, 2013. Ao longo dos anos, a alostase se torna mais importante. Se uma pessoa come demais ou passa fome dia após dia, o corpo se ajusta, mas isso tem um preço sobre a saúde. Na terminologia médica, aquela pessoa tem uma carga alostática aumentada, pois os ajustes do corpo resultam em uma sobrecarga que pode prejudicar a saúde a longo prazo. A obesidade é uma das causas de diabetes, de doenças cardíacas, de pressão arterial elevada e outras doenças, tudo sendo resultado do ajuste fisiológico (alostase) de comer demais diariamente (Sterling, 2012). Assim, comer demais e se exercitar pouco exige não apenas o ajuste para cada momento (homeostase), mas também o ajuste ao longo de décadas. Uma refeição pesada reduz o apetite pelas próximas horas (homeostase); anos de obesidade colocam uma pressão crescente sobre o sistema alostático; com isso um novo estresse (como subir três lances de escadas) pode causar um problema grave (como um ataque cardíaco). Todos Três Juntos Unindo a reserva de órgão com a homeostase e a alostase, fica claro por que hábitos de saúde na adultez emergente afetam a vitalidade na idade adulta avançada. Devido à reserva de órgão, é pouco provável um ataque cardíaco antes da meia-idade, mas anos de tensões físicas afetam o funcionamento geral do corpo. Assim, uma pessoa pode ter um ataque cardíaco aos 50 anos por causa da obesidade e do tabagismo que começaram aos 20 anos. Adultos jovens raramente experimentam doenças graves, porque todos os três aspectos do funcionamento do corpo reserva de órgão, homeostase e alostase trabalham em harmonia. O envelhecimento reduz gradualmente a capacidade de cada órgão e retarda a homeostase, que acaba aumentando a carga alostática. O aumento da sobrecarga fisiológica é geralmente imperceptível (exceto em análise laboratorial) e raramente afeta a vida cotidiana até a idade adulta avançada. Mesmo nas menores alterações causadas pelo envelhecimento, tais como o desgaste dos dentes ou a perda de cartilagem nos joelhos, reduções mais sérias não são evidentes normalmenteaté mais tarde na vida. Por exemplo, a escovação e o uso do fio dental reduzem a quantidade de bactérias da boca, mas todos os três aspectos do funcionamento do organismo previnem doenças na gengiva na adultez emergente, mesmo com má higiene bucal e nenhuma visita a um dentista. As consequências aparecem muito mais tarde, quando a perda dos dentes reflete décadas achando que os dentes eram para sempre. Para todos, o sistema imunológico é uma parte forte e vital da homeostase, razão por que os adultos emergentes são tão saudáveis. Mas não cometa o erro de pensar que uma eventual doença é simplesmente o resultado da idade e do destino. A vida cotidiana faz a diferença, como comprovado pelos astronautas. Os escolhidos para voar no espaço são relativamente jovens e têm excelente saúde, com um forte sistema imunológico. No entanto, depois de um espacial, o sistema imunológico mostra uma perda temporária, mas grave. Isso prova que o corpo é afetado por muito mais do que genes e envelhecimento (Crucian et al., 2013). Aparência Em parte por causa de sua saúde, força e atividade em geral, a maioria dos adultos emergentes aparenta vitalidade e são atraentes. Os cabelos oleosos, os rostos com espinhas e os membros desajeitados da adolescência já se foram, e as rugas e a perda de cabelo da adultez intermediária ainda não apareceram. A obesidade é menos comum durante a adultez emergente do que na idade adulta propriamente. A pele - o órgão que protege as pessoas dos elementos externos é uniforme e firme, características que "podem mudar drasticamente" com o tempo (Whitbourne & Whitbourne, 2011, p. 66). A atratividade da juventude é uma das razões por que os modelos proeminentes da moda, cantores populares e estrelas de cinema tendem a estar em seus 20 e poucos anos, com vigor e beleza. A vaidade em relação à aparência pessoal não é admirada, por isso poucos são os adultos emergentes que admitem grande preocupação em relação à aparência. Essa foi uma conclusão de um estudo com pessoas entre 19 e 26 anos nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na Índia e na China (Durvasula et al., 2001). No entanto, esta faixa etária gasta mais dinheiro com roupas e sapatos do que os adultos de qualquer outra idade. Quando se exercitam, o principal motivo é manter ou alcançar a condição física, mostrar-se esbeltos, com corpos atraentes, ao contrário dos adultos mais velhos, cuja principal motivação para se exercitar é manter ou alcançar uma boa saúde. Alunos novos em faculdades, não importa de qual etnia, geralmente se preocupam bastante em ter uma boa aparência (Gillen & Lefkowitz, 2012). A preocupação com a aparência pode estar ligada a impulsos sexuais, uma vez que a aparência atrai o interesse sexual, e adultos jovens esperam ser atraentes. Além disso, nestes anos, muitas pessoas procuram emprego. Atratividade (em roupas, corpo e rosto) se correlaciona com melhores empregos e salários mais elevados (Fletcher, 2009). Mulheres particularmente focam na aparência, com destaque para o peso, porque sua aparência é importante tanto para o namoro quanto para o emprego (Fikkan & Rothblum, 2012; Morgan et al., 2012).Não é de admirar que os adultos emergentes procurem estar em sua melhor aparência. Geralmente, eles conseguem. Mantendo-se Saudável Adultos emergentes experimentam e fazem escolhas a partir de muitas opções. Vamos nos concentrar agora em duas escolhas vitais que ajudam os adultos emergentes a permanecer saudáveis: exercício e alimentação. Exercício O exercício em todas as etapas da vida age protegendo de doenças graves, mesmo que uma pessoa fume e coma demais. exercício reduz a pressão sanguínea, fortalece o coração e os pulmões, e faz com que a depressão, a osteoporose, as doenças cardíacas, a artrite e até mesmo alguns tipos de câncer sejam menos prováveis. Os benefícios do exercício para a saúde são substanciais para homens e mulheres, velhos e jovens, antigas estrelas do esporte e aqueles que nunca se juntaram a uma equipe esportiva. Em contrapartida, sentar-se por longas horas tem correlação com quase todas as doenças crônicas, especialmente doenças cardíacas e diabetes; as duas últimas representam riscos adicionais para a saúde. Mesmo pouco movimento jardinagem, trabalhos domésticos leves, subir escadas ou andar para pegar o ônibus ajuda. Andar rapidamente por 30 minutos por dia, cinco dias por semana, é bom; praticar exercícios mais intensos (natação, corrida, ciclismo e similares) é melhor; acrescentar exercícios de fortalecimento muscular é ainda melhor. As consequências da inatividade para a saúde no início da idade adulta foram encontradas em dezenas de estudos. Um dos melhores é o CARDIA (Desenvolvimento de Risco da Artéria Coronária na Idade Adulta, em inglês Coronary Artery Risk Development in Adulthood), que começou com mais de quatro mil pessoas saudáveis entre 18 e 30 anos de idade. A maioria (3154) foi reexaminada 7 e 20 anos mais tarde. Aqueles que estavam menos em forma na primeira avaliação eram quatro vezes mais propensos a ter diabetes e pressão arterial elevada na meia-idade. Os problemas começaram sem ser notados e continuaram a se agravar, a menos que a pessoa fora de forma mudasse de hábitos, o que raramente ocorreu (Camhi et al., 2013). Felizmente, a maioria dos adultos emergentes é bastante ativa, fazendo a parte de exercício aeróbico na subida de escadas, corrida até uma loja, juntando-se a equipes esportivas na universidade e na empresa, jogando em parques locais, fazendo ciclismo, trilhas, natação, entre outras atividades esportivas. Nos Estados Unidos, os adultos emergentes andam mais e dirigem menos do que os adultos mais velhos, e 61 por cento deles alcançam o padrão de exercício de 30 minutos por dia, cinco dias por semana. Esse percentual é maior do que a porcentagem de qualquer outra faixa etária, e maior do que a porcentagem de adultos jovens que alcançaram esse padrão há uma década (52 por cento). As gerações passadas largavam o exercício quando o casamento, a parentalidade e a carreirase tornavam mais exigentes. Os adultos jovens de hoje, conscientes dessa tendência, podem escolher amigos e comunidades que apoiam a manutenção da atividade, em vez de se opor a ela. Dois fatores podem estimular a atividade: Especialmente para os Adultos Emergentes em Busca de um Novo Lugar para Viver As pessoas se mudam com mais frequência entre 18 e 25 anos do que em qualquer tempo mais Atualmente, os corretores de imobiliárias descrevem a luz do Sol, o estacionamento e a privacidade como prioridades de seus clientes jovens. O que mais os adultos emergentes podem perguntar quando estão em busca de uma nova casa? 1. Amizade. As pessoas se exercitam mais se seus amigos se exercitam também. Como os círculos sociais normalmente diminuem com a idade, os adultos precisam manter, ou começar, amizades que incluem movimento, tais como encontrar um amigo para uma corrida em vez de uma cerveja, ou jogar tênis em vez de ao cinema. 2. Comunidades. Alguns bairros possuem trilhas para caminhada e ciclovias, amplos campos e parques, ginásios e piscinas. A maioria das faculdades tem essas comodidades, o que proporciona incentivo para a atividade física dos alunos. Especialistas em saúde citam extensas pesquisas mostrando que o projeto da comunidade pode ter um efeito positivo sobre os níveis de obesidade, hipertensão e depressão (Bors et al., 2009). Comer Bem A alimentação é outro hábito de vida enraizado na cultura. Em todas as fases da vida, a dieta afeta o desenvolvimento futuro. Por exemplo, um programa na Guatemala, que forneceu alimentação adequada para mulheres grávidas e crianças com menos de 3 anos, teve benefícios para os adultos emergentes 20 anos depois os filhos dessas mulheres tinham mais educação e melhores empregos do que um grupo de comparação de adultos emergentes que não tinham sido tais bebês afortunados (Martorell et al., 2010). ponto de referência Um determinado peso corporal que os processos homeostáticos de um indivíduo lutam para manter. Para o peso corporal, há um ponto de referência homeostático, ou ponto de fixação, que faz com que as pessoas comam quando estão com fome e parem de comer quando estão satisfeitas. Obviamente, uma dieta extrema pode alterar o ponto de referência. Os transtornos alimentares, como anorexia e bulimia nervosa, podem piorar no início da idade adulta, e a morte por taistranstornos é mais provável aos 20 e poucos anos do que entre adolescentes; ou as pessoas podem rotineiramente comer demais, novamente encurtando seu tempo de vida. [Link: Os transtornos alimentares foram discutidos, em detalhes, no Capítulo 14.] índice de massa corporal (IMC) Razão entre o peso da pessoa, em quilogramas, dividido por sua altura em metros elevada ao quadrado. O índice de massa corporal (IMC) - a relação entre o peso e a altura (veja a Tabela 17.2) - é usado para determinar se uma pessoa está abaixo, dentro ou acima do peso normal. Um IMC menor que 18 é um sintoma da anorexia, entre 20 e 25 indica um peso normal, superior a 25 é considerado excesso de peso, e 30 ou mais é considerado obesidade. A adultez emergente se correlaciona com peso saudável. TABELA 17.2 Índice de Massa Corporal (IMC) Para encontrar seu IMC, localize sua altura na primeira coluna; em seguida olhe toda a linha. Seu IMC aparece no topo da coluna que contém seu peso. IMC 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 35 40 Altura (em pés e polegadas) Peso (em libras) 4'10" 91 96 100 105 110 115 119 124 129 134 138 143 167 191 4'11" 94 99 104 109 114 119 124 128 133 138 143 148 173 198 5'0" 97 102 107 112 118 123 128 133 138 143 148 153 179 204 5'1" 100 106 111 116 122 127 132 137 143 148 153 158 185 211 5'2" 104 109 115 120 126 131 136 142 147 153 158 164 191 218 5'3" 107 113 118 124 130 135 141 146 152 158 163 169 197 225 5'4" 110 116 122 128 134 140 145 151 157 163 169 174 204 232 5'5" 114 120 126 132 138 144 150 156 162 168 174 180 210 240 5'6" 118 124 130 136 142 148 155 161 167 173 179 186 216 247 5'7" 121 127 134 140 146 153 159 166 172 178 185 191 223 255 5'8" 125 131 138 144 151 158 164 171 177 183 190 197 230 262 5'9" 128 135 142 149 155 162 169 176 182 189 196 203 236 270 5'10" 132 139 146 153 160 167 174 181 188 195 202 207 243 278 5'11" 136 143 150 157 165 172 179 186 193 200 208 215 250 286 6'0" 140 147 154 162 169 177 184 191 199 206 213 221 258 294 6'1" 144 151 159 166 174 182 189 197 204 212 219 227 265 3026'2" 148 155 163 171 179 186 194 202 210 218 225 233 272 311 6'3" 152 160 168 176 184 192 200 208 216 224 232 240 279 319 6'4" 156 164 172 180 189 197 205 213 221 230 238 246 287 328 Normal Sobrepeso Obeso Fonte: National Heart, Lung, and Blood Institute. 1 Para converter as medidas para o sistema decimal, deve-se multiplicar a altura em pés por 0,305 e em polegadas por 0,025 (obtendo a altura em metros) e o peso em libras por 0,45 (obtendo o peso em quilogramas). Assim, 4'10" correspondem aproximadamente a 1,47 m, e 91 lb a 41,3 kg. A fórmula do IMC é massa/altura² no sistema decimal ou 703 em polegadas e libras. (N.E.) Cerca de metade de todos os adultos emergentes dos Estados Unidos está dentro da faixa de IMC normal, ao passo que menos de um terço dos adultos entre 25 e 65 anos estão. A adultez emergente é o momento em que a menor parte da dieta diária vem da gordura: menos gordura é outro sinal de uma boa alimentação (National Center for Health Statistics, 2012). Uma vez que se tornam independentes, os adultos emergentes podem mudar os padrões alimentares da infância. Às vezes eles mudam. Em termos de geração, os adultos jovens dos Estados Unidos, comparados com os adultos mais velhos, consomem mais água engarrafada, alimentos orgânicos, fazem dietas sem carne, e muitos estão mais em forma do que seus pais quando tinham a mesma idade. Um grande estudo britânico descobriu que, em cerca de metade dos casos de obesidade infantil, a pessoa se torna um adulto jovem com peso normal, com padrões alimentares e sociais mais saudáveis (Viner & Cole, 2005). Um estudo feito nos Estados Unidos descobriu que adultos emergentes que viviam nos dormitórios das universidades tinham uma dieta mais equilibrada e mais saudável do que aqueles que viviam com os pais (Laska et al., 2010). O efeito dos hábitos de alimentação aprendidos em casa continua, no entanto, não importando onde a pessoa vive. A influência mais forte sobre o consumo de frutas e vegetais na adultez emergente vem dos padrões familiares da casa durante a infância (Larson et al., 2012). Obviamente, melhor alimentação não é uma coisa automática. Embora alguns adultos emergentes percam o excesso de peso, outros ganham. De acordo com o estudo britânico já referido, 12 por cento dos adolescentes com peso normal se tornam obesos quando chegam aos 30 anos (Viner & Cole, 2005). Além disso, muitos nutricionistas notam que o consumo de frutas e hortaliças de adultos jovens é cerca de metade do que deveria ser (Larson et al., 2012). Quase todo mundo poderia melhorar. Assim como a saúde na adultez emergente é afetada pelo consumo de frutas e hortaliças de 20 anos antes, a saúde na meia-idade também é afetada por esse consumo durante o início da idade adulta. Riscos nutricionais específicos esperam pelos adultos jovens que são imigrantes ou filhos de imigrantes. Se eles decidirem "comer da forma americana", podem deixar de comer curry, comidas apimentadas, ou wasabi que oferecem alguns benefícios para a saúde e se saciar com fast food, que tende a ser rica em gordura, açúcar e sal. Embora imigrantes mais velhos, em geral, sejam mais saudáveis do que os americanos nativos, sua prole de adultos jovens tem taxassignificativamente mais elevadas de obesidade e diabetes do que seus pais, especialmente se sua origem nacional é africana ou do sul da Ásia (Oza-Frank & Narayan, 2010). >> Resposta para os Adultos Emergentes em Busca de um Novo Lugar para Viver: Uma vez que as vizinhanças têm um grande impacto sobre a saúde, a pessoa pode pedir para ver o parque mais próximo, conhecer um vizinho que vai a pé para o trabalho, ou entrar em contato com uma equipe de esportes do bairro. Não importa qual a adultos emergentes de hoje em dia são mais gordos do que os do passado, e, à medida que envelhecem, ganham peso cerca de meio quilo por ano, de acordo com o estudo CARDIA. As especificidades da dieta importam. O CARDIA descobriu que fast food, dietas ricas em gordura e refrigerantes diet têm efeitos independentes; o resultado global afeta não só o peso corporal, mas também outros fatores de saúde indicados por exames de laboratório (Duffey et al., 2012). [Link: A obesidade adulta é discutida no Capítulo 20.] RESUMINDO A adultez emergente é um período distinto da vida, definida, muitas vezes, como o período entre 18 e 25 anos, quando a maioria das pessoas é forte, saudável e atraente. Os adultos emergentes têm bom funcionamento dos sistemas de órgãos, protegidos pela homeostase, pela alostase e pela reserva de órgão. Hábitos de exercício e alimentação saudável estabelecidos na adultez emergente afetam a saúde no resto da vida adulta. Os adultos jovens tendem a se movimentar mais e comer menos gordura do que os adultos mais velhos, mas ainda há espaço para melhorias substanciais em suas Atividade Sexual Como foi mencionado, o sistema sexual reprodutivo tem sua fase mais eficiente durante a adultez emergente. A concepção é mais rápida; o aborto espontâneo é menos comum; complicações graves no parto são incomuns; orgasmos são mais frequentes; e a testosterona (o hormônio associado ao desejo sexual) é mais elevada para ambos os sexos aos 20 anos do que aos 40. Se isto é uma bênção ou uma maldição, depende do contexto. Antes e Agora Historicamente, a maioria dos bebês nascia de mulheres com menos de 25 anos de idade, e o pico da sobrevivência dos recém-nascidos ocorria quando as mães tinham entre 18 e 25 anos. As mulheres se casavam no final da adolescência, em parte para que os casais pudessem orgulhosamente ter muitos filhos. No entanto, esses recursos fisiológicos são responsabilidades para os adultos emergentes dehoje porque seus hormônios querem sexo, mas suas mentes sabem que não estão prontos para a parentalidade. Para muitos, a solução é o controle de natalidade confiável. Graças às melhorias ocorridas nos últimos vinte anos, os métodos contraceptivos de ação prolongada (implantes, DIU, Depo-Provera) quase nunca falham (cerca de 1 falha em 400 mulheres por ano), ao passo que medidas de duração mais curta (pílula, adesivo ou anel) falham na razão de 1 para 20 (Winner et al., 2012). Os preservativos, usados corretamente, são bons uma taxa de 1 falha em 50 -, mas muitas vezes são usados de forma incorreta, o que resulta em uma taxa de falha maior. Vamos comparar essas taxas para adultos emergentes que têm relações sexuais desprotegidas. Para eles, a gravidez ocorre a cada três meses, em média. Isso significaria 4 gravidezes por mulher por ano, mas, obviamente, uma vez que uma mulher está grávida, ela não ovula até depois do nascimento. Nos séculos passados, alguns casais ficavam felizes de ter um bebê a cada ano ou a cada dois. Não mais. Agora a maternidade precoce e as famílias numerosas são consideradas mais fardos do que bênçãos; isso reduziu drasticamente o tamanho das famílias. Entre 1960 e 2010, a taxa de natalidade caiu de 4,9 para 2,45 em todo o mundo (Nações Unidas, 2011). Nos Estados Unidos, a taxa de natalidade em 2010 para todos os principais grupos étnicos foi apenas a metade do que era na década de 1960. Os adultos emergentes são a razão para essa mudança. Nos Estados Unidos, bem como em todo o mundo, as mulheres acima de 30 anos estão tendo mais filhos do que há 20 anos, enquanto os adultos emergentes estão tendo muito menos (Nações Unidas, 2012). A maioria das nações não mantém registros precisos sobre abortos induzidos, mas nos Estados Unidos as mulheres com idade entre 20 e 24 anos têm a maior taxa de abortos induzidos em comparação com qualquer outra faixa etária. Em todo o mundo, têm nascido menos bebês de adolescentes e mais bebês nascem de mulheres com cerca de 30 anos ou mais velhas do que há uma década, inclusive nos dois países mais populosos, China e Índia. Outro conjunto de estatísticas mostra mais uma vez que os adultos emergentes estão adiando a sequência tradicional de casamento seguido de parentalidade. A maioria das novas mães com menos de 30 anos, nos Estados Unidos, não é casada (National Center for Health Statistics, 2013). Opiniões e Problemas Atitudes estão mudando, em relação ao sexo antes do casamento e às mães solteiras; a maioria dos adultos com mais de 65 anos acredita ser errado praticar sexo antes do casamento e ter filhos sem estar casado (em 2007, a taxa de reprovação foi de 60 por cento e 75 por cento, respectivamente). Apenas cerca de um quarto dos adultos emergentes desaprovou o sexo antes do casamento (Pew Research Center, 2007). Doenças Sexualmente TransmissíveisNão há controvérsia, no entanto, sobre outra consequência da liberdade sexual: o surgimento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Metade dos novos casos no mundo ocorre em pessoas com menos de 26 anos (Gewirtzman et al., 2011). A melhor maneira de prevenir as DSTs é a monogamia permanente, porque a maioria das DSTs, incluindo HIV/AIDS, é transmitida principalmente por meio de relações sexuais com mais de um parceiro. As DSTs também seriam limitadas se as pessoas sexualmente ativas, após o fim de um relacionamento monogâmico, ficassem em abstinência por seis meses e, em seguida, fossem examinadas, tratadas e curadas de qualquer DST antes de ter um novo parceiro (Mah & Halperin, 2010). No entanto, a prática corrente está muito longe do ideal. A maioria dos adultos emergentes pratica a monogamia em série, começando um novo relacionamento logo após o término de outro. Às vezes, uma nova relação sexual se sobrepõe a uma já existente e, às vezes, um relacionamento estável é intercalado com um caso com outra pessoa. A transmissão de DSTs ocorre rapidamente. Especialmente para os Enfermeiros Quando você deve suspeitar que um paciente tem uma DST não tratada? Além disso, a globalização acelera a propagação de todas as doenças contagiosas (Herring & Swedlund, 2010). Com as viagens internacionais, uma DST contraída de um(a) profissional do sexo, em certo lugar, logo chega a outra nação. HIV, por exemplo, tem diversas variantes, cada uma prevalente em uma parte específica do mundo, mas todas são encontradas em todas as nações. Devido, principalmente, às atividades sexuais dos adultos jovens, a AIDS tornou-se uma epidemia mundial. O número de mulheres heterossexuais que apresentam resultado positivo para HIV é maior do que o número de homens gays (Davis & Squire, 2010). Adultos emergentes são os principais vetores (aqueles que espalham a doença) das DSTs; também são as vítimas mais comuns. Estresse Emocional Outro possível problema causado pelos padrões sexuais entre adultos emergentes é o aumento da ansiedade e da depressão. Novas relações tendem a fazer as pessoas felizes, mas rompimentos de relacionamentos deprimem. Lembre-se de que os adultos emergentes contemporâneos têm mais parceiros sexuais do que os adultos um pouco mais velhos. Respostas fisiológicas humanas afetam os padrões neurológicos, e vice-versa, o que significa que as relações sexuais acionam o sistema cerebral para o apego (bem como para o amor romântico), levando a um "emaranhado emocional complexo e inesperado" (H. E. Fisher, 2006, p. 12). O "emaranhado emocional inesperado" produz estresse inesperado, porque as pessoas discordam sobre sexo e reprodução. De modo geral, as atitudes sobre o propósito do sexo caemem uma das três categorias (Laumann & Michael, 2001): 1. Reprodução. Cerca de um quarto de todas as pessoas nos Estados Unidos (mais mulheres do que homens; mais adultos mais velhos do que jovens) acredita que o objetivo principal do sexo é a reprodução. Adultos emergentes com esta perspectiva são propensos a se casarem jovens, pressionados não só por seus pais, mas também por seus valores e desejos sexuais. 2. Relacionamento. Metade das pessoas nos Estados Unidos (mais mulheres do que homens) acredita que o principal propósito do sexo é fortalecer a relação entre o par. Esta é a crença dominante entre os adultos emergentes. Sua sequência preferida é namorar, apaixonar-se, tomar a decisão de ser fiel, ter relações sexuais, talvez viver junto, e, finalmente (se ambos estiverem "prontos"), casar-se e exercer a parentalidade. 3. Diversão. Cerca de um quarto de todos os adultos (mais homens do que mulheres, especialmente homens jovens) acredita que o sexo é "um impulso humano fundamental e uma experiência física e mental altamente prazerosa" (Cockerham, 2006, p. 25), procurado principalmente para o prazer. Idealmente, os dois parceiros atingem o orgasmo, sem compromisso. Como já explicado, esta atitude é difícil de sustentar porque o sexo geralmente leva ao apego. Os pressupostos a respeito do propósito do sexo são mais frequentemente compartilhados quando os parceiros são da mesma cultura e possuem a mesma religião. Nesse caso, ambos partilham atitudes sobre fidelidade, gravidez, amor e aborto, e não é necessário nenhum debate. Atualmente, no entanto, muitos adultos emergentes deixam sua comunidade de infância e "têm diferentes parceiros amorosos no final da adolescência e início dos vinte anos antes de escolher alguém para casar" (Arnett, 2004, p. 73). Cada parceiro pode ter uma visão de mundo que o outro não entende. Os parceiros podem se sentir usados e enganados, porque "as escolhas sobre a relação sexual não são dissociadas, hedonistas e sensíveis como em um mundo de fantasias; pois elas estão ligadas e, na verdade, fortemente ligadas por seu enraizamento social, a outros domínios de nossas vidas" (Laumann & Michael, 2001, p. 22). Uma gravidez não planejada pode fazer com que um parceiro assuma o casamento como a solução, e o outro parceiro prefira o aborto. Cada um pode ficar chocado com a reação de seu Além disso, sempre que uma relação firme termina, pelo menos um dos parceiros se sente rejeitado. Especialmente para Conselheiros de Casais O sexo não é mais o principal motivo para o divórcio - o dinheiro é. Se você está aconselhando um casal que mora junto e quer se casar, você ainda precisa perguntar a eles sobre sexo?Uma complicação adicional é a identidade de gênero (que foi discutida no Capítulo 16). Considerando que gerações anteriores se identificavam como masculino ou feminino, heterossexual ou homossexual, alguns adultos emergentes se recusam a se classificar, dizendo que fazem parte de todas essas categorias ou de nenhuma delas (Savin-Williams, 2005). Obviamente, isso complica o vínculo. Se os parceiros defendem pressupostos diferentes sobre o propósito do sexo ou a natureza do gênero, é provável que ocorram frustrações e sofrimentos emocionais. Um pode acusar o outro de traição, uma acusação que, evidentemente, o outro considera injusta. Rompimentos românticos muitas vezes resultam de tais desacordos e podem levar à depressão, especialmente entre adolescentes e adultos emergentes (Davila, 2008). Quanto mais parceiros uma pessoa tem, com idade entre os 18 e os 25 anos, mais separações ocorrem cada uma de forma estressante. Isso pode contribuir para o aumento de psicopatologias na adultez emergente, nosso próximo tópico. RESUMINDO Apesar de evitar o casamento e a parentalidade, adultos emergentes geralmente satisfazem seus fortes desejos sexuais com uma série de relacionamentos que podem durar meses ou anos. Eles são muito mais propensos a ter relações sexuais antes do casamento e a usar métodos contraceptivos do que os adultos mais velhos. Dois perigos desse novo padrão, nem sempre previstos, são o sofrimento emocional e as doenças sexualmente transmissíveis; em todo o mundo, algumas DSTs, incluindo HIV/AIDS, tornaram-se uma epidemia. Os indivíduos, as religiões e as culturas discordam sobre o propósito do sexo e da parentalidade, o que pode levar a um estresse adicional a casais cujos parceiros tiveram criações diferentes. Psicopatologia A maioria dos adultos emergentes desfruta da liberdade que a vida moderna tem proporcionado a eles. No entanto, nem todos são assim. Embora o pico da saúde física seja durante esses anos, com quase nenhuma doença nova ou grave, o mesmo não é verdade para a saúde psicológica. O bem-estar médio sobe, e o mesmo acontece com a incidência de psicopatologias. Múltiplos Estresses dos Adultos Emergentes Excetuando a demência, adultos emergentes sofrem mais com todos os transtornos psicológicos diagnosticáveis (às vezes chamados de doenças mentais) do que qualquer grupo mais velho. Sua taxa de transtornos mentais graves é quase o dobro da dos adultos com mais de 25 anos de idade (SAMHSA, 2009). Grande parte dos transtornos mais graves começa na adolescência e na adultez emergente, e a maioria é comórbida e não tratada. Isso significa, por exemplo, que um adulto jovem extremamente ansioso também provavelmente está deprimido (comórbida) e não tem nenhuma ajuda profissional para qualquer transtorno (não tratada) (Wittchen, 2012).Os primeiros sinais da doença futura muitas vezes aparecem na infância, e os sintomas geralmente pioram na adolescência. No entanto, o transtorno completo muitas vezes se torna evidente e, portanto, diagnosticado pela primeira vez durante a idade adulta. Esta foi uma das conclusões da pesquisa sobre transtornos psicológicos em pessoas em 14 nações (Kessler et al., 2012). O ônus recai não só sobre os indivíduos e suas famílias, mas sobre também as sociedades. Embora "transtornos mentais causem menos mortes do que doenças infecciosas, eles causam tanto ou mais incapacidades, pois começam mais cedo e podem durar um longo tempo" (G. Miller, janeiro de 2006, p. 459). >> Resposta para os Enfermeiros: Sempre. Neste contexto, "suspeitar" se refere a um ceticismo saudável, não a preconceito ou desaprovação. Sua atitude deverá ser profissional em vez de julgadora, mas esteja alerta de que educação, gênero, autoconfiança e renda não necessariamente significam que um determinado paciente está livre de uma DST. Por que ocorre um aumento na adultez emergente? Um motivo pode ser a liberdade sexual que acabamos de descrever, o que, por vezes, pode causar ansiedade, depressão e doenças. Além disso, os pais estão menos envolvidos no dia a dia de seus filhos adultos do que antes, o que significa que os adultos jovens com problemas estão em uma corda bamba sem a rede de proteção dos pais. Além disso, especialmente na economia de hoje, adultos emergentes são o grupo com maior probabilidade de ficar desempregado. Eles não têm a estabilidade de emprego; pelo contrário, experimentam rejeição após rejeição - obviamente uma condição difícil para alguém que ainda está no processo de formação da identidade. A maioria das pessoas pode suportar a incerteza em um domínio da própria vida, mas muitos adultos emergentes são atingidos em vários aspectos simultaneamente. Várias crises de identidade aumentam as chances de depressão e ansiedade (Crocetti et al., 2012). Estresses interpessoais, profissionais, financeiros e educacionais podem se combinar durante esses anos, porque, pela primeira vez em suas vidas, os adultos jovens são confrontados com a independência e seus direitos e responsabilidades inerentes. Dada a novidade desses desafios, os adultos jovens podem não ter as habilidades necessárias para lidar com as situações de maneira eficaz e, posteriormente, experimentam desfechos negativos em saúde mental, incluindo depressão e ansiedade. [Cronce & Corbin, 2010, p. 92] modelo estresse-diátese A visão de que os transtornos psicológicos, como esquizofrenia, sãoproduzidos pela interação entre uma vulnerabilidade genética (a diátese) e fatores ambientais e acontecimentos estressantes. A maioria dos psicólogos e psiquiatras aceita o modelo estresse-diátese, que "vê a psicopatologia como consequência da interação do estresse com uma predisposição subjacente (biológica, psicossocial, ou sociocultural) para produzir uma doença específica" (Hooley, 2004, p. 204). Você vai reconhecer que esse modelo se relaciona com o modelo de sistemas dinâmicos descrito no Capítulo em que todos os sistemas do corpo, mente e contexto social interagem e se influenciam mutuamente com o passar do tempo. Conselheiros universitários relatam um número crescente de alunos com problemas psicológicos graves (Sander, 2013). Isto é particularmente verdadeiro para os estudantes de pequenas faculdades privadas que duram quatro anos, onde cerca de 18 por cento dos alunos se consultam com terapeutas da faculdade pelo menos uma vez durante seu período de estudo. Apenas metade desse número de alunos procura o centro de aconselhamento em grandes universidades públicas. A razão para essa diferença é desconhecida. Pode ter a ver com o próprio centro de aconselhamento ou com o incentivo da faculdade para a procura desses centros, ou com as atitudes dos alunos. Ou poderia ser o cenário ecológico, em que os estudantes em pequenas faculdades particulares estão longe de casa, vivendo no campus, são solteiros, com grandes dívidas e emprego futuro incerto. Essa combinação pode ser esmagadora. Força em qualquer domínio da vida de um adulto emergente age como uma proteção; a combinação de estressores provoca os surtos. Certamente o contexto familiar tem um efeito, para melhor ou pior. Ter um emprego pode ser importante, pelo menos de acordo com os resultados de um programa para garantir o emprego para adolescentes, adultos jovens e idosos com transtornos mentais graves. Os benefícios foram especialmente visíveis para os adultos emergentes (Burke-Miller et al., 2011). Assim, as exigências da vida adulta emergente podem causar psicopatologias quando adicionadas a vulnerabilidades preexistentes. Como resultado, muitos transtornos podem aparecer. Alguns (por exemplo, anorexia e bulimia) já foram analisados, e outros (envolver-se em situações de exposição a risco e abuso de drogas) serão discutidos em breve. Primeiramente, destacamos três categorias tradicionais de psicopatologia: transtornos do humor, transtornos de ansiedade e esquizofrenia. Transtornos do Humor >> Resposta para os Conselheiros de Casais: Sim. Especificidades do sexo frequência, posições, preferências - não são mais um tabu para a maioria dos casais, mas o casal ainda precisa discutir exatamente o que o sexo significa para cada um deles. Questões como contracepção, fidelidade e aborto podem separar os parceiros, cada um acreditando que estácerto e que o outro é rígido, leniente, imoral, inflexível, irresponsável, ou sem amor etc. Antes de atingir 30 anos de idade, 8 por cento dos residentes nos Estados Unidos sofrem de algum transtorno do humor: mania, transtorno bipolar ou depressão grave. Os transtornos do humor muitas vezes aparecem, desaparecem e reaparecem, o que significa que o indivíduo, a família e a sociedade sofrem repetidamente. Estima-se que o custo social dos transtornos do humor seja maior do que o custo da maioria das doenças físicas, incluindo câncer e doenças cardíacas, uma vez que os transtornos do humor podem começar no início da idade adulta (ou antes) e podem impedir que a pessoa tenha pleno funcionamento durante décadas (Wittchen, 2012). O transtorno do humor mais comum é o transtorno depressivo maior, sinalizado por uma perda de interesse ou falta de prazer em quase todas as atividades, por duas semanas ou Outras dificuldades para dormir, concentrar-se, comer, manter amizades e ter esperança também estão presentes (American Psychiatric Association, 2013). Cerca de um quarto dos transtornos do humor começa na adolescência, e um quarto aparece pela primeira vez na idade adulta jovem. A depressão maior pode estar enraizada na bioquímica, especificamente em neurotransmissores e hormônios. No entanto, como o modelo estresse-diátese explica, problemas que são mais prevalentes no final da adolescência e na adultez emergente (por exemplo, términos de relacionamentos, prisões) podem desencadear uma depressão latente que não surgiria se a vida fosse menos estressante. Mulheres de todas as idades estão mais frequentemente deprimidas que os homens, mas, de acordo com pesquisas com milhares de adultos jovens em 15 países, os homens são particularmente vulneráveis à depressão pelo término de um relacionamento. casamento geralmente alivia a depressão masculina, mas o divórcio pode deixar os homens em desespero (Scott et al., 2009; Seedat et al., 2009). No entanto, a interação do dia a dia no relacionamento é particularmente importante para as mulheres, as quais têm probabilidades de ficar deprimidas, mesmo estando em um relacionamento (Whitton & Kuryluk, 2012). A depressão pode ser debilitante na adultez emergente porque prejudica realizações conclusão do ensino superior, escolhas vocacionais, compromissos românticos que normalmente ocorrem aos 25 anos de idade. Assim, nessa fase, a depressão faz com que o resto da vida adulta se torne mais difícil (Howard et al., 2010; Zarate, 2010). Fracassos em obter tratamento para a depressão são comuns entre os adultos emergentes (Zarate, 2010). Eles se distanciam de qualquer pessoa que possa conhecê-los bem o suficiente para perceber que a ajuda profissional é necessária. Além disso, as pessoas deprimidas de todas as idades acreditam que nada vai poder ajudá-las. Por essa razão, embora o tratamento eficaz melhore grande parte dos quadros de depressão, é improvável que quem sofre procure ajuda por conta própria.Transtornos de Ansiedade e Relacionados Outro grande conjunto de doenças, evidente em um quarto de todos os residentes nos Estados Unidos com idade inferior a 25 anos, são os transtornos de ansiedade e relacionados, que incluem ataques de pânico, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Os transtornos de ansiedade são ainda mais frequentes do que a depressão. Isto é verdade em todo o mundo, de acordo com levantamentos mundiais de saúde mental (World Mental Health) da Organização Mundial da Saúde (Kessler et al., 2009). As estatísticas de incidência variam de estudo para estudo, dependendo parcialmente da definição e do ponto de corte, mas todas as investigações descobriram que muitos adultos emergentes estão ansiosos com eles mesmos, com seus relacionamentos e com seu futuro. A idade e a vulnerabilidade genética moldam os sintomas dos transtornos de ansiedade e relacionados. Por exemplo, todas as pessoas com TEPT tiveram uma experiência assustadora tal como um encontro de quase morte em uma guerra ou um estupro violento. Porém, a maioria das pessoas que tiveram experiências assustadoras não desenvolveu TEPT. Os adultos jovens, especialmente se eles não têm o apoio de amigos próximos ou parentes, são mais propensos a desenvolver o transtorno do que as pessoas de outras idades (Grant & Potenza, 2010). Isto não é surpreendente, porque os adultos jovens enfrentam uma taxa maior de traumas (combate militar, estupro, acidentes graves) e são menos protegidos pelos pais ou cônjuges (Odlaug et al., 2010). Da mesma forma, todo transtorno de ansiedade é afetado pela cultura e pelo contexto. Nos Estados Unidos, a fobia social medo de falar com outras pessoas - é um transtorno de ansiedade comum, que mantém os jovens longe da faculdade, incapazes de fazer novos amigos, e os faz hesitar na busca de empregos. Em algumas culturas latino-americanas, a ansiedade toma a forma de uma doença física, como dores de cabeça ou problemas de estômago (Bravo & Roca, 2013). hikikomori Palavra japonesa que literalmente significa "isolar-se"; é o nome de um transtorno de ansiedade comum entre adultos jovens no Japão. Os afetados se isolam do mundo exterior ficando dentro de suas casas durante meses ou até anos. No Japão, uma grave fobia social surgiu e pode estar afetando mais de 100.000 adultos jovens. É chamada de hikikomori, ou "isolar-se" (Teo, 2010). O doente de hikikomori (ou, com menos frequência, a doente) permanece em seu quarto quase todo o tempo, por seis meses ou mais, uma reação à ansiedade extrema sobre as pressões sociais e acadêmicas do ensino médio e da universidade. A forte conexão entre as mães japonesas e seus filhos e o fato de que casais japoneses costumam ter só um ou dois filhos torna esta fobia social específica mais comum nessa cultura. Complicações com apego, juntamente com a timidez, são consideradas causas do problema (Krieg & Dickie, 2013).É mais fácil ver como uma cultura em um país distante (Japão) possibilita um transtorno de ansiedade específico (hikikomori) do que reconhecer como a própria cultura aumenta a ansiedade em adultos emergentes. No entanto, a grave ansiedade relacionada a comida e peso que está por trás de transtornos alimentares parece ser mais comum nos Estados Unidos do que em outros lugares. A ansiedade parece aumentar na adultez emergente em toda parte. Os sintomas variam, mas a emoção é universal. Esquizofrenia Cerca de 1 por cento de todos os adultos tem esquizofrenia, tornando-se dominados por pensamentos desorganizados e bizarros, delírios, alucinações e emoções (Associação Americana de Psiquiatria, 2013). A esquizofrenia é encontrada em todos os países, mas algumas culturas e contextos têm taxas muito mais elevadas do que outros (Anjum et al., 2010). Sem dúvida, a causa da esquizofrenia é parcialmente genética, embora a maioria das pessoas com esse transtorno não tenha membros imediatos da família diagnosticados com a condição. Além da genética, vários outros fatores de risco são conhecidos (McGrath & Murray, 2011). Um deles é a desnutrição quando o cérebro está se desenvolvendo. As mulheres que estão gravemente desnutridas nos primeiros meses de gravidez têm probabilidade duas vezes maior de terem um filho com esquizofrenia. Especialmente para os Imigrantes No país em que você vive, o que você pode fazer para evitar ou aliviar o estresse psicológico da imigração? Outro fator é a elevada pressão social. A esquizofrenia é maior entre os imigrantes do que entre seus parentes que ficaram no país de origem, e a taxa triplica quando adultos jovens imigrantes não têm apoio dos familiares (Bourque et al., 2011). O uso de drogas também aumenta o risco, o que é outra razão pela qual a incidência tem seu pico na adultez emergente, já que durante esses anos muitas pessoas experimentam drogas psicoativas. Os primeiros sintomas de esquizofrenia geralmente começam na adolescência. diagnóstico é mais comum entre 18 e 24 anos, sendo os homens particularmente mais vulneráveis. Homens que não apresentam sintomas até 35 anos de idade quase nunca desenvolvem esquizofrenia. Mulheres que desenvolvem esquizofrenia também são geralmente adultas jovens, mas algumas mulheres mais velhas também são diagnosticadas (Anjum et al., 2010). Isso levanta a questão: será que algo no corpo, na mente ou no ambiente social desencadeia a esquizofrenia em adultos emergentes? O modelo estresse-diátese da doença mental sugere que a resposta é sim para todas as três condições. RESUMINDO A maioria dos adultos emergentes desfruta de sua independência. No entanto, aqueles comvulnerabilidade inata e com fardos emocionais e cognitivos podem enfrentar um transtorno grave durante a adultez emergente. Transtornos do humor, de ansiedade e esquizofrenia são diagnosticados com mais frequência antes dos 25 anos do que mais tarde, em parte porque os estresses desse período ocorrem quando o apoio familiar está menos disponível. Assumindo Riscos Muitos adultos emergentes bravamente, ou tolamente, arriscam suas vidas. Assumir riscos extremos não é geralmente considerado algo patológico, mas acidentes, homicídios e suicídios são as três principais causas de morte entre as pessoas com idades entre 15 e 25 anos matando mais do que todas as doenças combinadas. Isso é verdade, mesmo em países onde as doenças infecciosas e a má nutrição são extremas. Também é verdade historicamente: jovens do sexo masculino sempre experimentaram o que os demógrafos chamam de accident hump (literalmente, pico dos acidentes) por volta dos 20 anos (Goldstein, 2011). Riscos destrutivos são numerosos, incluindo ter relações sexuais sem preservativo, dirigir sem o cinto de segurança, portar uma arma carregada e abusar de drogas. A atração pela adrenalina é uma das razões por que as pessoas cometem crimes ou se arriscam (Cosgrave, 2010). Os piores resultados de colocar-se em riscos são as lesões graves ou a morte, mas a prisão também é comum. Cerca de um terço dos adultos emergentes nos Estados Unidos foi detido pelo menos uma vez, em geral por crimes relacionados a drogas e, na maioria das vezes, entre 18 e 21 anos (Brame et al., 2012). As razões para assumir tais riscos são tanto sociais como biológicas. Embora a estatística sobre detenção mencionada anteriormente inclua ambos os sexos, a taxa de pessoas que assumem grande risco é muito maior nos homens do que nas mulheres, de novo pelas razões sociais e biológicas. A razão social é que os homens jovens disputam status com outros do sexo masculino e disputam a atenção do sexo feminino, exibindo-se e destruindo outros homens jovens de forma figurativa e, às vezes, literalmente. Parece difícil para eles reagir a um insulto de outro homem, ou até mesmo a um empurrão acidental, apenas se afastando. Essa é uma explicação para as estatísticas sobre homicídios, já que tanto a vítima quanto o agressor geralmente são adultos emergentes do sexo masculino (veja a Figura 17.2). O aumento da concorrência por companheiras pode ser a razão por que a taxa de morte violenta entre os adultos emergentes na China parece estar aumentando, uma consequência inesperada da política do filho único que produziu mais jovens homens do que jovens mulheres. esportes radicais Formas de recreação que incluem risco aparente de lesão ou morte e, como resultado, são atraentes e emocionantes. Motocross é um exemplo.A razão biológica é que os hormônios, a energia e o desenvolvimento do cérebro dos homens jovens, que no passado funcionaram para que eles realizassem trabalhos físicos extenuantes, agora precisam de outra válvula de escape. As saídas mais populares são esportes como futebol, luta, e os novos esportes radicais. Um exemplo de um esporte radical é o motocross estilo livre que consiste em pilotar uma motocicleta em direção a uma rampa, dando um grande salto no ar, realizando manobras e torcendo para aterrissar corretamente em posição vertical. Muitos adultos jovens são ou participantes de esportes radicais; acham golfe, boliche e esportes afins muito chatos (Breivik, 2010). Como os autores de um estudo de dirt-bikers (motociclistas de off-roads) explicam, particularmente de 18 a 24 anos há uma "defasagem desenvolvimental entre o controle de impulsos e a avaliação cognitiva de risco" (Dwane, 2012, p. 62). A emoção domina a razão. Vítimas de e Agressores, por Idade, 1980-2008 Vítimas Agressores Menos de 14 anos Menos de 14 anos 50-64 65+ 14-17 35-49 18-24 25-34 Fonte U.S. of Bureau of Justice 2011 Citação U.S. Department ice Justice Programs Bureau Justice Rates n the United 1. FIGURA 17.2 Sete Anos Perigosos Pode parecer que dois grupos de adultos incluem quase a mesma quantidade de agressores e vítimas que o grupo verde dos adultos emergentes, mas observe as faixas etárias. Os grupos de adultos têm faixas etárias de dez e quinze anos. Uma pessoa tem duas vezes mais chances de ser estuprada, morta ou gravemente ferida (frequentemente por um adulto emergente) aos 20 anos do que aos 40 anos de idade. >> Resposta para os Imigrantes: Manter seus apoios sociais. Idealmente, emigrar com membros próximos de sua família e participar de uma comunidade religiosa ou cultural, onde você vai encontrar compreensão emocional. A conclusão de que assumir riscos é biológico, relacionado ao macho da espécie, é sugerida por pesquisas com outro primata, o orangotango. Como saltam de galho em galho, osorangotangos machos são mais propensos a agarrar galhos frágeis que podem quebrar do que as fêmeas mesmo sendo muito mais pesados, o que significa que o risco de queda é muito maior (Myatt & Thorpe, 2011). Pense sobre este exemplo. Um rapaz de 22 anos chamado Travis Pastrana ganhou o evento do X Games MotoX Freestyle de 2006 com um salto mortal duplo para trás porque, como ele explicou, "As duas coisas principais foram que eu estava saudável e pude treinar o máximo, e muitos caras tiveram acidentes graves neste ano" (Higgins, 2006, D7). "Os acidentes graves" são parte de todos os esportes de que Pastrana gosta. Quatro anos depois, em 2010, ele estabeleceu um novo recorde ao saltar, na costa da Califórnia, em um automóvel, acelerando sobre uma rampa e sobre o oceano até uma balsa a quase 80 metros de distância. Ele colidiu com uma barreira montada no barco, saindo do feito eufórico e ileso, sob os aplausos estrondosos de milhares de outros adultos jovens (Roberts, 2010). Em 2011, um tornozelo quebrado o parou temporariamente, mas logo ele estava de volta arriscando sua vida para a aclamação de seus pares, vencendo corridas frequentemente com piruetas e outros riscos. Em 2013, depois de algumas lesões mais graves, ele disse que ainda estava "a algumas cirurgias" de voltar a competir em uma motocicleta, mas decidiu correr na NASCAR. Um pouco depois, nasceu seu primeiro filho e, dois meses depois, ele declarou que o seu resultado como piloto era decepcionante. Com 30 anos, ele abandonou a corrida, declarando no Facebook que ia se dedicar à sua mulher e família. Isto é maturidade, paternidade ou fracasso? Pastrana está longe de ser o único atraído por esportes radicais. Esses eventos atraem milhares de adultos, que viajam longas distâncias e gastam grandes quantias de dinheiro para saltar de pontes famosas (base jumping, com paraquedas), escalar as faces íngremes ou congeladas de montanhas, surfar ondas perigosas (em uma prancha de surfe ou body board), e assim por diante. Tais aventuras tornaram-se um nicho significativo do turismo (Allman et al., 2009). Abuso de Drogas Embora correr riscos tenha muitos benefícios, o impulso de assumir esses riscos, às vezes, dá errado. O exemplo mais estudado é o abuso de substâncias, reconhecido no DSM-5 como um transtorno psicológico. abuso de drogas A ingestão de uma droga até o ponto em que ela compromete o bem-estar biológico ou psicológico do usuário. O abuso de drogas ocorre sempre que uma pessoa usa uma droga que é prejudicial para o bem-estar físico, cognitivo ou psicossocial. Dado o que se sabe sobre saúde e tabaco, mesmo o ato de fumar ocasionalmente pode ser abuso. O uso restrito de certas drogas legais ou não - éinofensivo e, portanto, não é um abuso. No entanto, muitos dos que abusam de drogas acham que são apenas usuários, de modo que essa distinção é complicada. A negação é comum e prejudicial entre os que abusam. dependência em drogas Uma condição em que a ausência de determinada droga no organismo de um indivíduo produz um impulso fisiológico, psicológico ou ambos para ingerir mais dessa droga. O abuso de drogas pode levar à dependência em drogas, uma condição de dependência em que a ausência de uma droga causa intensos desejos para satisfazer uma necessidade. A necessidade pode ser física (por exemplo, para parar os tremores, acalmar o estômago ou o sono) ou psicológica (por exemplo, para acalmar a ansiedade ou reduzir a depressão). Os sintomas de abstinência são os sinais reveladores da dependência. PERSPECTIVAS OPOSTAS Corajoso ou Tolo? Como você pode imaginar, eu não sou de esportes radicais. Eu os considero não apenas perigosos, mas também irracionais. Muitos adultos, especialmente mulheres como eu, acham que o risco que os adultos jovens assumem é uma insensatez, talvez patológica. No entanto, há uma perspectiva oposta. Sociedades, bem como indivíduos, se beneficiam do fato de os adultos emergentes se arriscarem. Matricular-se na faculdade, mudando-se para um novo estado ou país, casar-se, ter um bebê todos essas empreitadas são arriscadas. Assim como começar um negócio, filmar um documentário, entrar em uma competição esportiva, alistar-se no exército e juntar- se à Cruz Vermelha. Adultos emergentes assumem esses riscos, e o restante da sociedade é grato por isso. Muitas profissões são compostas por pessoas que assumem riscos - policiais, militares, operadores financeiros, bombeiros, trabalhadores da construção civil e guardas florestais estão entre elas. Esses trabalhos podem exigir certa coragem, e é bom que alguns homens jovens queiram esse tipo de profissão. (Algumas mulheres e homens mais velhos também se envolvem nesses postos de trabalho, e o fazem bem, mas, em geral, jovens do sexo masculino são mais atraídos pelos riscos.) Se um jovem não consegue encontrar um trabalho que satisfaça sua necessidade de perigo, ele pode escalar montanhas, velejar pelos oceanos, saltar de paraquedas, e assim por diante, atividades que celebram o risco, mas não aestupidez. Esportes radicais podem parecer irracionais, se olhados de longe, mas não para o praticante. Um estudo descobriu que enfrentar o medo é uma experiência emocionante e transformadora, melhorando a autoestima do indivíduo, sem prejudicar ninguém. Os pesquisadores sugerem que "esportes radicais fazem bem para a saúde" (Brymer & Schweitzer, 2013, p. 477). Considere novamente a necessidade desenvolvimental de experimentar e explorar. Todos nós iríamos sofrer se adultos jovens fossem sempre tímidos, tradicionais e com medo de inovação. Eles precisam fazer amizade com estranhos, experimentar novos alimentos, explorar ideias, viajar para fora do país e, às vezes, arriscar suas vidas. Sempre que eu me pego criticando algo que milhões de outras pessoas admiram, eu me pergunto se minha perspectiva é muito restrita, muito limitada pela cultura. Sei que muitos adultos jovens se ferem gravemente porque não são cautelosos e cuidadosos. E sei que algumas coisas de que as pessoas gostam desde comer batatas fritas até usar heroína são prejudiciais para o desenvolvimento saudável. Mas, só porque não quero saltar de uma rampa, ou até mesmo assistir a um jogo em que homens com capacetes se enfrentam em uma partida de futebol americano, não significa que eu deveria criticar aqueles que o fazem. O Super Bowl de domingo atrai mais telespectadores nos Estados Unidos do que qualquer outro espetáculo, e os anunciantes gastam 4 milhões de dólares por um comercial de 30 segundos. Aparentemente, minha perspectiva não é a única. Não obstante o cigarro e o álcool poderem ser tão destrutivos e capazes de gerar dependência como as drogas ilícitas, parte da atração pelas drogas ilegais, do ponto de vista do adulto emergente, é que elas são contra a lei. Há uma emoção envolvida no risco de comprar, transportar e usar, sabendo que há os perigos da detenção e da prisão. Não é de admirar que os picos de consumo de drogas ilegais ocorram entre 18 e 25 anos e, em seguida, esse consumo decline de forma mais acentuada do que o uso de cigarros e álcool (veja a Figura 17.3). Pode ser surpreendente, no entanto, que o abuso de drogas particularmente de álcool e maconha, não cocaína e heroína seja mais comum entre os estudantes universitários do que entre seus pares que não estão na faculdade. A taxa de consumo excessivo de bebidas alcoólicas entre os estudantes universitários dos Estados Unidos em 2010 foi de 37 por cento, em comparação com 28 por cento daqueles com a mesma idade que não estavam na faculdade (Johnston et al., 2011). Essa alta taxa de consumo excessivo surge dos mesmos impulsos que levam à vontade de praticar esportes radicais ou correr outros riscos com a mesma possível consequência (morte). Estar com os pares, especialmente para homens universitários, parece encorajar muitos tipos de abuso de drogas. O oposto também é verdadeiro. De fato, os adultos emergentes com menor probabilidade de abuso de drogas são as mulheres que não estão na faculdade e que vivem com os pais. Os padrões de uso, abuso e vício também são afetados pelas tendências históricas; elesvariam de tempos em tempos e de nação para nação. No entanto, a tendência geral é curvilínea em todos os lugares, subindo durante a adultez emergente e, em seguida, declinando com a maturidade. Com as drogas e também com muitos outros riscos, os benefícios imediatos obscurecem os eventuais custos. A maioria dos adultos jovens faz uso do álcool para reduzir a ansiedade social um problema para muitos adultos emergentes quando eles entram na faculdade, quando iniciam um novo trabalho, quando falam com estranhos, ou começam um romance. Não lhes ocorre que podem se tornar alcoolistas. De forma similar, mais da metade de todos os estudantes universitários e mais da metade de todos os soldados americanos no Afeganistão fazem uso de "bebidas energéticas", com altas doses de cafeína, para ficarem acordados. Eles não sabem que essas bebidas se correlacionam com a violência sexual e direção perigosa, e que altas doses de cafeína podem ser letais (Sepkowitz, 2013). De fato, não importa a droga, cruzar a linha entre o uso e o abuso nem sempre é perceptível ao usuário. Isso ficou visível em um estudo sobre a utilização da cetamina entre adultos jovens na Inglaterra, que justificavam sua utilização "uma barganha" mesmo após sinais de dependência estarem aparentes (Moore & Measham, 2008). (A cetamina tem usos médicos, mas muitas vezes é utilizada como droga recreativa.) Uma complicação com a cetamina e muitas outras drogas é que elas são potentes modificadores de humor: muitos adultos emergentes deprimidos ou ansiosos se automedicam, tratando um problema psicológico criando outro (Duman & Aghajanian, 2012). Abuso de em Idades Porcentagem 50 40 30 20 Excesso de 15 ou mas 10 em uma ca do cigarro 16-17 18-20 21-25 30-34 35-65 65+ no passado Faixa etária / onte: FIGURA 17.3 Muito Velhos para Isso Como você pode ver, adultos emergentes são os que mais abusam de substâncias, mas o uso de drogas ilegais cai mais rápido do que fumar cigarro ou beber em excesso. Este gráfico ilustra o uso de drogas em um dado momento em uma determinada nação (os Estados Unidos em 2008), mas essas tendências são universais. Embora os membros da família muitas vezes tentem ajudar o indivíduo a parar o abuso de drogas, a intervenção é menos provável durante a adultez emergente. Durante esses anos, os pais se mantêm distantes e os usuários de drogas provavelmente não se casam; assim, o abuso podecontinuar sem controle por anos. Especialmente para os Conselheiros de Dependentes Químicos Você pode pensar em três explicações possíveis para o fato de a queda no uso de drogas ilegais ser mais acentuada do que a das legais? No entanto, dados longitudinais mostram que o abuso de drogas precoce prejudica a vida mais à frente de muitas maneiras. Aqueles que usam drogas de maneira pesada durante o ensino médio são menos propensos a irem para a faculdade, e aqueles que iniciam o uso de drogas pesadas na faculdade são menos propensos a se formar, encontrar um bom trabalho ou manter um relacionamento amoroso (Johnston et al., 2009). O abuso de drogas durante o início da vida adulta pode levar a graves doenças físicas e mentais mais tarde. Pesquisas longitudinais chegam a essa conclusão em todos os países. Por exemplo, um estudo de 21 anos, na Escócia, descobriu que os adultos jovens do sexo masculino que bebiam muito tinham duas vezes mais risco de morte na meia-idade (Hart et al., 1999). Normas Sociais Uma descoberta a partir do estudo do desenvolvimento humano que pode ajudar a saúde dos adultos emergentes se refere ao poder das normas sociais, que são costumes para o comportamento normal dentro de uma determinada sociedade. As normas sociais exercem uma influência particularmente forte em estudantes universitários. Eles querem a aprovação de seus novos pares; as normas sociais importam. Algumas normas sociais funcionam bem para adultos emergentes. Isto é evidente nas taxas de obesidade, dado que adultos jovens se importam com seu peso, a fim de ficar atraentes para os outros, e nas taxas de exercício, uma vez que adultos jovens se juntam a equipes esportivas e academias, em parte porque as normas os incentivam. No entanto, algumas normas empurram os adultos emergentes em direções destrutivas. Negligência da Taxa Base No Capítulo 15 você leu sobre o erro lógico que os seres humanos cometem frequentemente chamado negligência da taxa base a tendência de negligenciar ou ignorar a frequência de um fator específico ao fazer um julgamento ou tomar uma decisão, mesmo em face de todas as adversidades. Para agravar esta falácia, há o que é chamado de viés de disponibilidade, que ocorre quando as pessoas se lembram mais facilmente dos eventos ou pessoas que têm um impacto dramático, e não das pessoas caladas ou eventos diários que podem ter um impacto mais suave (Kahneman, 2011). Um exemplo envolvendo estudantes universitários é que eles percebem o colega de classechamativo, barulhento, diferente, e podem supor erroneamente que tal comportamento é muito mais típico do que realmente é. Você já deve ter notado tal preconceito em outras pessoas, que julgam todos de uma determinada origem étnica ou país por algo que um membro desse grupo fez. Da mesma forma, a negligência da taxa base e o viés de disponibilidade podem levar a escolhas de riscos. Os adultos emergentes estão imersos em contextos sociais (faculdades, festas, shows, eventos esportivos) em que pessoas que se arriscam são admiradas. Eles observam os que se arriscam como o colega que se gaba de que esperou até o último minuto e escreveu o trabalho do semestre em uma noite, ou o astro do esporte que fez algo perigoso e inesperado. Devido à negligência da taxa base, eles podem concluir que essas pessoas não são incomuns. E isso pode fazer com que superestimem a prevalência do uso de drogas e, em seguida, sigam esse padrão. >> Resposta para os Conselheiros de Dependentes Químicos: Drogas legais podem causar mais dependência, ou a excitação da ilegalidade pode diminuir com a idade, ou o medo de ser preso pode aumentar. Em qualquer caso, o tratamento dos adultos jovens dependentes em drogas pode precisar ser diferente do tratamento dos mais velhos. Por exemplo, em um experimento, foi oferecido a vários pequenos grupos de estudantes universitários tanto álcool quanto quisessem, enquanto eles se socializavam. Em alguns grupos, um estudante foi secretamente recrutado com antecedência para beber muito; em outros, um estudante foi designado a beber muito pouco; em uma terceira condição, não houve aluno selecionado para ter um comportamento diferente. Nos grupos com um estudante designado para beber mais, os participantes seguiram a norma estabelecida por ele, aumentando a quantidade média de álcool consumida, mas a presença do estudante designado para beber pouco não afetou o consumo de seus respectivos grupos (relatado em W. R. Miller & Carroll, 2006). O poder das normas sociais, assim como a "coragem líquida" do álcool, é evidente em shows e eventos desportivos, quando uma multidão de pessoas de repente se move tão rapidamente que algumas são esmagadas e pisoteadas, ou quando um novo esporte radical se torna popular. Por exemplo, um pequeno grupo de adultos jovens britânicos do sexo masculino formou um Dangerous Sports Club (Clube dos Esportes Perigosos). Em 1979, eles disseram à imprensa que fariam bungee jumping no dia primeiro de abril. No dia marcado, todos recuaram, dizendo à imprensa que não passava de uma brincadeira de de abril. Porém, mais tarde, depois de beber, um deles foi filmado fazendo bungee jumping. Milhares viram o vídeo; e, em seguida, bungee jumping se tornou uma mania. Uma história semelhante vale para outros esportes radicais voar de asa-delta, escalar montanhas geladas, patinar em lagos congelados, saltar de paraquedas que nunca poderiam ser imaginados até que um jovem adulto audacioso inspirou milhares de outros a fazer o mesmo. A cobertura da mídia (especialmente fotos e vídeos) e redes sociais criam um ímpeto e as pessoasseguem a tendência sem pensar sobre os perigos. Normas e Drogas abordagem das normas sociais Um método de reduzir o comportamento de risco que usa o desejo dos adultos emergentes de seguir as normas sociais tornando-os conscientes, por meio do uso de pesquisas de levantamento, da prevalência de vários comportamentos dentro do grupo de seus pares. Uma compreensão das percepções e necessidades dos adultos emergentes, bem como a percepção de que os estudantes universitários abusam mais das drogas do que os outros de sua idade, levou a um esforço promissor para reduzir o abuso de álcool nos campi universitários. Esta é a abordagem das normas sociais, que usa pesquisas de levantamento para conscientizar os estudantes sobre a verdadeira prevalência de vários comportamentos. Cerca de metade das faculdades nos Estados Unidos pesquisou sobre o uso de álcool em suas instalações e relatou os resultados. Quase sempre, os estudantes não só superestimam o quanto o estudante bebe em média, mas também subestimam como seus colegas se sentem em relação a falar alto tarde da noite e outros comportamentos de estudantes alcoolizados (C. M. Lee et al., 2010). Ironicamente, os que exageram na bebida são muitas vezes aqueles que são relativamente isolados e deprimidos. Eles então bebem para ser como todo mundo, e só se tornam mais deprimidos. Em geral, quando os resultados de pesquisas de levantamento são relatados e estudantes universitários percebem que a maioria de seus colegas de turma estuda muito, evita o consumo excessivo de álcool, recusa drogas e é sexualmente abstinente, fiel ou se protege, eles se tornam mais propensos a seguir essas normas sociais. Isto é especialmente verdadeiro se a pesquisa for conduzida e relatada via internet (não em questionários de papel com respostas escritas) e se os estudantes não estiverem vivendo com muitos colegas que bebem muito (Ward & Gryczynski, 2009). Neste último caso, a norma social de sua residência imediata pode ser mais poderosa do que as informações sobre os estudantes em geral. Pesquisas recentes continuam a demonstrar que os adultos emergentes são influenciados pelas normas percebidas, incluindo não só o quanto as pessoas bebem, mas também que consequências negativas podem advir. A relação nem sempre é simples algumas pessoas e algumas ideias são muito mais influentes do que outras mas o efeito geral das normas sociais foi encontrado repetidamente (Wardell & Read, 2013). Uma ressalva interessante é que, quando as pessoas estão bebendo e usando drogas com outras pessoas que estão bebendo e usando drogas, elas tendem a perceber mais os efeitos positivos do que os negativos (Brie et al., 2011). Não percebem que estão mantendo as outras acordadas; não sabem que alguém que está desmaiado pode precisar de cuidados médicos;pensam que podem dirigir, ou pensar ou andar quando, na verdade, não podem. Isso pode explicar por que as pessoas que estão tentando abandonar um hábito precisam evitar pessoas e contextos que poderiam encorajar tal hábito. [Link: Os desafios de largar um hábito são discutidos em Uma Visão da Ciência, Capítulo 20.] Implicações de Riscos e Normas Um de meus alunos mais velhos, John, contou à turma sobre sua experiência como adulto emergente. No início, ele falou com orgulho. Mas, no final de sua narrativa, ele estava preocupado, em parte porque agora era pai de um menino que ele adorava, e percebeu que seu filho poderia se tornar um jovem igualmente imprudente. John nos disse que, durante umas férias em seu primeiro ano de faculdade, ele e dois de seus amigos estavam sentados, entediados, em uma praia. Um amigo propôs nadar até uma ilha, que era pouco visível no horizonte. Eles imediatamente se lançaram. Depois de nadar por um longo tempo, John percebeu que tinha nadado apenas um terço do caminho, que estava cansado, que a ilha era apenas um espeto vazio de areia, e que ele teria que nadar de volta. Ele se virou e nadou até a costa. O amigo que fez a proposta, eventualmente, chegou à ilha. O terceiro rapaz ficou exausto e quase se afogou (um barco que passava o salvou). O que esse episódio significa sobre o desenvolvimento biossocial dos adultos emergentes? É fácil entender por que John começou a nadar. O ego masculino, a camaradagem, o tédio e o contexto geral fizeram desta uma aventura atraente. Os homens jovens gostam de ser ativos, sentindo seus braços, pernas e pulmões fortes. Como John, muitos adultos têm boas lembranças dos riscos que correram no passado. Esquecem-se dos(as) amigos(as) que pegaram DSTs, que tiveram abortos ou filhos indesejados, que se tornaram dependentes ou alcoolistas, dos que morreram jovens; ignoram o fato de que seus irmãos mais novos e seus filhos podem fazer o mesmo. A adultez emergente é uma idade forte e saudável, mas não sem sérios riscos. Por que nadar para uma ilha distante? É necessário ponderar mais, como será descrito no próximo capítulo. RESUMINDO Assumir riscos é comum durante a adultez jovem. Alguns riscos são benéficos, outros não. Deixar a casa da infância, começar em um novo emprego e desenvolver um novo relacionamento implicam algum risco, mas são tarefas importantes para o desenvolvimento dos adultos emergentes. No entanto, alguns riscos são mais problemáticos praticar esportes radicais, violar a lei e usar drogas. Em geral, os homens assumem mais riscos do que as mulheres; a admiração dos pares de ambos os sexos pode ser parte da motivação. Adultos emergentes especialmente aqueles na faculdade têm altas taxas de abuso de drogas e álcool, o que pode comprometer suas realizações dentro da faculdade. As normas sociais são poderosas influências, especialmente para estudantes universitários. Conhecer o comportamento e as atitudes dos outros pode ajudara reduzir o abuso de álcool e outros problemas. RESUMO Crescimento e Força 1. A adultez emergente, dos 18 aos 25 anos, é um período de desenvolvimento reconhecido há pouco tempo, caracterizado pelo adiamento da parentalidade, do casamento e do comprometimento com a carreira, enquanto se investe em educação com uma formação adicional. 2. A maioria dos adultos emergentes é forte e saudável. Todos os sistemas do corpo funcionam de forma ideal durante esses anos; a imunidade é forte; a morte por doença é rara. 3. A reserva de órgão, a homeostase e a alostase ajudam a garantir que os adultos emergentes se recuperem rapidamente de infecções e lesões. As desacelerações graduais do envelhecimento começam logo que a puberdade está completa, mas ainda não são notadas. 4. Em geral, os adultos emergentes são física e sexualmente atraentes, mais preocupados com a aparência do que serão mais tarde na vida. Tais preocupações podem ser concernentes aos impulsos sexuais, bem como à necessidade de emprego, pois uma aparência atraente está relacionada a melhores empregos e salários mais elevados. 5. Os adultos emergentes tendem a comer bem e se exercitar frequentemente, mas os maus hábitos alimentares ou o sedentarismo podem permanecer. Os hábitos estabelecidos na adultez emergente afetam a saúde pelo resto da vida adulta. 6. Os adultos emergentes têm um índice de massa corporal (IMC) mais saudável do que os adultos com mais de 25 anos, mas alguns têm distúrbios alimentares graves. Atividade Sexual 7. A reprodução é mais bem-sucedida durante a adultez emergente porque o corpo masculino e o feminino estão no seu momento mais fértil. No entanto, a maioria dos adultos emergentes quer adiar a parentalidade. 8. A maioria dos adultos jovens acredita que as relações sexuais antes do casamento são aceitáveis, mas a atividade sexual pode despertar emoções e debates inesperados sobre a finalidade do sexo reprodução, relacionamento ou diversão. 9. As doenças sexualmente transmissíveis são agora muito mais comuns entre os adultos emergentes do que em gerações anteriores, e também mais comuns do que entre os adultos mais velhos que são sexualmente ativos. Psicopatologia10. Em geral, o bem-estar aumenta durante a adultez emergente, e o mesmo acontece com a incidência de transtornos psicológicos. Embora as raízes de tais problemas comecem mais cedo, as tensões desta fase se tornam insuportáveis para algumas pessoas. 11. Os transtornos do humor e da ansiedade (e relacionados) são perceptíveis em todos os períodos da vida, mas alguns dos contextos sociais que são mais prevalentes na adultez emergente tendem a agravar esses problemas. A terapia pode ajudar, mas muitos adultos jovens não a procuram. 12. A esquizofrenia é um exemplo do modelo estresse-diátese. Os genes estão por trás da vulnerabilidade, e a boa nutrição pré-natal é protetiva, mas a expressão desse transtorno ocorre mais frequentemente durante a adultez emergente. Assumindo Riscos 13. comportamento para assumir riscos se intensifica durante a adultez emergente, particularmente entre homens jovens. Alguns riscos valem a pena, mas muitos - que incluem o abuso de drogas e a dependência química, o sexo desprotegido e os esportes radicais podem ser fatais. 14. O contexto é importante para se assumir riscos, com as normas sociais particularmente influentes durante esses anos. Riscos perigosos podem ser reduzidos quando os adultos jovens estão cientes das atitudes e normas sociais. TERMOS-CHAVE abordagem das normas sociais abuso de drogas adultez emergente alostase dependência em drogas esportes radicais hikikomori homeostase índice de massa corporal (IMC) modelo estresse-diátese ponto de referência reserva de órgão QUE VOCÊ APRENDEU? 1. Por que a força física máxima é geralmente atingida na adultez emergente?2. Como a homeostase e a alostase são perceptíveis na necessidade humana de nutrição? 3. Como a reserva de órgão protege contra ataques cardíacos? 4. Quais as vantagens que os adultos emergentes têm em sua aparência física? 5. Por que a alimentação de adultos emergentes é muitas vezes melhor do que a de outros adultos? 6. Como o exercício no início da idade adulta afeta a saúde de uma pessoa mais tarde na vida? 7. Que diferenças entre gerações são evidentes nas atitudes das pessoas em relação ao sexo antes do casamento? 8. Por que tão poucos homens e mulheres de 20 anos de idade querem se casar? 9. Biologicamente, qual é a melhor idade para se ter um bebê? 10. Por que as DSTs são mais comuns hoje do que eram há 50 anos? 11. Qual é o padrão habitual de bem-estar durante a adultez emergente? 12. Por que as pessoas deprimidas tendem a não procurar ajuda? 13. Qual é um dos transtornos de ansiedade mais comuns nos Estados Unidos? 14. Quais evidências sugerem que a esquizofrenia não se baseia unicamente nos genes? 15. Quais são os benefícios sociais de assumir riscos? 16. Por que os esportes de risco são mais atrativos para adultos emergentes do que para outros adultos? 17. Por que os acidentes graves são mais comuns durante a adultez emergente do que mais tarde na vida adulta? 18. Que grupo tem mais chances de abusar de drogas: os estudantes universitários ou adultos emergentes que não estão na faculdade? 19. Qual a diferença entre à dependência e o abuso de drogas? 20. Por que as normas sociais são particularmente poderosas na adultez emergente? APLICAÇÕES 1. Descreva um incidente durante a sua adultez emergente em que o fato de você ter assumido um risco poderia ter levado a um desastre. Quais foram seus sentimentos na época? O que você faria se soubesse que seu filho está prestes a fazer a mesma coisa? 2. Descreva os padrões diários de alguém que você sabe que tem hábitos não saudáveis em relação a exercício, alimentação, abuso de drogas, assumir riscos ou algum outro aspecto doestilo de vida. O que seria necessário para a pessoa mudar seus hábitos? Considere o impacto do tempo, da experiência, do aconselhamento médico e do medo. 3. Use a biblioteca ou a Internet para investigar mudanças ao longo dos últimos 50 anos na vida dos adultos jovens em um país em particular ou grupo étnico. O que causou essas mudanças? Elas são semelhantes às mudanças relatadas neste texto?18 CAPITULO Adultez Emergente: Desenvolvimento Cognitivo Pensamento Pós-Formal O Prático e o Pessoal: Um Quinto Estágio? Combinando Pensamento Subjetivo e Objetivo Flexibilidade Cognitiva Combatendo Estereótipos Pensamento Dialético Moral e Religião Que Época? Que Lugar? Dilemas para Adultos Emergentes Estágios da Fé Crescimento Cognitivo e Educação Superior Os Efeitos da Universidade UM CASO PARA ESTUDO: Pensamento Universitário Avançado Mudanças no Contexto da Universidade Avaliando as Mudanças O QUE VOCÊ VAI SABER? 1. Como é o pensamento dos adultos sobre problemas diferentes daqueles da adolescência? 2. Existem evidências de que os adultos têm mais moral do que os adolescentes? 3. Qual país tem a maior taxa de adultos jovens que se graduam na universidade? 4. Como a universidade afeta os processos do pensamento de uma pessoa? O que você aprendeu hoje?Quando eu fazia esta pergunta para minhas filhas pequenas, algumas vezes eu percebia a excitação delas sobre novas descobertas (que o sol na verdade não se movimenta no céu), mas também sobre coisas que não me interessavam (como de que maneira o coelho come uma cenoura). Quando eu fazia a mesma pergunta para elas na adolescência, algumas vezes escutava verdades emocionais (você sabia que os escravos não eram considerados pessoas na Constituição?), mas em geral eu obtinha um silêncio. As crianças dão detalhes; os adolescentes podem dizer "Nada". Como você responderia se alguém lhe perguntasse agora? Você poderia responder com ideias ou informações, alguma coisa séria, nova para mim e para você. Na idade adulta a cognição muda em qualidade, eficiência e profundidade, refletindo valores, interesses, habilidades e uma consciência do que outras pessoas sabem. Quando e como essas mudanças acontecem está explicado em cada um dos três capítulos deste livro sobre a cognição na idade adulta, Capítulos 18, 21 e 24. O desenvolvimento cognitivo tem sido estudado com base em muitas abordagens: A abordagem dos estágios descreve alterações na natureza do pensamento, como no estágio pós-formal que segue o estágio formal discutido no Capítulo 15. A abordagem psicométrica analisa a inteligência através de testes de QI e outras medidas. A abordagem do processamento da informação estuda como o cérebro codifica, armazena e recupera informações. Todas as três abordagens fornecem importantes percepções sobre padrões complexos da cognição adulta. Contudo, como enfatizado no Capítulo 17, a idade cronológica é uma fronteira imperfeita na idade adulta. Este capítulo enfatiza o pensamento pós-formal; o Capítulo 21, a psicometria; e o Capítulo 24, o processamento da informação. Para todos os três, alguns exemplos se prolongam além das fronteiras da idade cronológica. Cada capítulo cognitivo também inclui tópicos relacionados à idade: educação universitária aqui, especialização no Capítulo 21, e demência no Capítulo 24. Mas as fronteiras são fluidas, como pode ser percebido em muitos estudantes da faculdade que são adultos emergentes há muito tempo. Pensamento Pós-Formal O pensamento na idade adulta difere do pensamento anterior por possuir três características principais: é mais prático, mais flexível e mais dialético (ou seja, é capaz de considerar e integrar ideias opostas ou conflitantes). No conjunto, essas características podem constituir um quinto estágio do desenvolvimento cognitivo, que combina uma nova "ordenação das operações formais" com uma "subjetividade necessária" (Sinnott, 1998, p. 24). Se o pensamento pós-formal ocorre, sua evidência é gradativa e não está associada a nenhumano ou década particular. A adultez emergente é comum, mas não é o único momento em que as pessoas desenvolvem a capacidade de pensar como adultos. O Prático e Pessoal: Um Quinto Estágio? pensamento pós-formal Estágio de desenvolvimento cognitivo do adulto que segue os quatro estágios de Piaget e que vai além do pensamento da adolescência por ser mais prático, mais flexível e mais dialético (isto é, mais capaz de combinar elementos contraditórios em um todo abrangente). O termo pensamento pós-formal se originou porque vários desenvolvimentistas concordaram que o quarto estágio de Piaget, pensamento operacional formal, é inadequado para descrever o pensamento do adulto. Eles propuseram um quinto estágio. Conforme um grupo de pesquisadores explicou, no pensamento pós-formal "a pessoa pode conceber múltiplas lógicas, escolhas, ou percepções a fim de melhor compreender as complexidades e os desvios inerentes à (Griffin et al., 2009, p. 173). Pensadores pós-formais não esperam que as pessoas apresentem problemas. Eles apreendem uma abordagem flexível e compreensível, e consideram vários aspectos da situação de antemão, antecipando problemas, lidando com as dificuldades de uma maneira oportuna em vez de negar, evitar ou adiar. Como resultado, o pensamento pós-formal é mais prático, mais criativo e imaginativo do que é o pensamento primitivo (Kallio, 2011; Su, 2011). Como você deve estar lembrado, os adolescentes usam dois modos de pensar, mas combiná- los é difícil. Alunos do ensino médio podem usar a análise formal para destilar verdades universais, desenvolver argumentos e resolver problemas do mundo, ou podem pensar espontânea e emocionalmente, mas eles com raridade combinam os dois. Eles podem analisar, mas não podem antecipar as consequências de suas ações. [Link: O processamento dual que caracteriza o pensamento dos adolescentes é discutido no Capítulo 15.] Gerenciamento do Tempo Uma maneira de diferenciar o pensamento formal do pós-formal é compreender como adolescentes e adultos pensam a respeito do tempo. Na idade adulta, habilidades intelectuais são utilizadas em situações reais educacionais, ocupacionais e interpessoais. Conclusões e consequências importam; estabelecer prioridades inclui adiar algumas tarefas a fim de realizar outras. De maneira interessante, o bom gerenciamento do tempo é mais característica dos estudantes conscientes, bem-sucedidos e de meio período da faculdade do que dos de tempo integral, provavelmente porque os alunos de meio período devem equilibrar melhor as demandasconflitantes sobre seu tempo (McCann et al., 2012). Usar a lógica para equilibrar as prioridades pessoais e as demandas externas (neste caso, família, emprego e academia) é característica do pensamento pós-formal. Outro exemplo de prioridades é evidente na primeira semana de aulas da faculdade: a maioria dos professores (ao contrário dos professores do ensino médio) comunica as tarefas e as devidas datas para o semestre inteiro e esperam que os alunos "decidam por eles mesmos quando fazer [o trabalho], invocando aquela temida frase gerenciamento do tempo" (Howard, 2005, p. 15). Os adultos emergentes lutam contra o adiamento; o gerenciamento do tempo é um desafio que os adultos dominam gradativamente, à medida que a cognição deles amadurece (Berg, 2008). Geralmente, no processo de desenvolvimento do pensamento pós-formal, os adultos aceitam e se adaptam a muitas contradições e das experiências do dia a dia e se tornam menos brincalhões e mais práticos. Eles consideram a maioria das respostas da vida como provisórias e não necessariamente permanentes; eles levam em consideração os fatores irracionais e emocionais. Para dar um exemplo do gerenciamento do tempo, planejar quando trabalhar em um prazo que está no papel (de conclusão do curso), que deve acontecer dentro de um mês, pode incluir emoções e peculiaridades pessoais (por exemplo, ansiedade, perfeccionismo), outras obrigações (em casa e no trabalho) e considerações práticas (reescrever, fazer reservas na biblioteca, desenvolver habilidades no computador e na impressora, formatação). Os adolescentes podem ignorar tudo isso até o último momento; é de se esperar que os adultos emergentes conheçam melhor. desvalorização pelo atraso Tendência para subvalorizar, ou francamente ignorar, futuras consequências e recompensas em favor de gratificação mais imediata. No entanto, ninguém sempre planeja bem o futuro. Um erro lógico comum é a desvalorização pelo atraso a tendência de subvalorizar (desvalorizar) futuros eventos. Se são oferecidos 100 dólares agora ou 110 mais tarde, as pessoas normalmente dispensam a recompensa atrasada e escolhem a imediata. A desvalorização pelo atraso ocorre em qualquer idade. Por exemplo, ganhadores da loteria normalmente escolhem pegar a metade de seus ganhos imediatamente, perdendo o direito à outra metade, em vez de pegar tudo em prestações. A desvalorização pelo atraso é, com efeito, um exemplo da dificuldade de adiar a gratificação imediata. Gradativamente, à medida que o córtex pré-frontal amadurece, as pessoas se tornam mais capazes de planejar o futuro. A desvalorização pelo atraso é reduzida com a idade (Löckenhoff et al., 2011), mas os adolescentes estão particularmente propensos a subestimar as consequências dos atrasos. Essa tendência explica um paradoxo descrito no capítulo anterior. Como resultado das turmasda escola e das mensagens da mídia, quase todos os jovens de dezoito anos de idade conhecem os riscos desafiadores da vida com abuso de drogas e sexo desprotegido. E muitos ainda consomem drogas que causam dependência e fazem sexo com parceiros cuja história eles desconhecem. Por quê? A resposta é a desvalorização pelo atraso. Ironicamente, o uso de drogas psicoativas (especialmente álcool e maconha) distorce o sentido de tempo e torna a desvalorização pelo atraso mais provável, mesmo muito tempo depois de os efeitos imediatos da droga terem se desgastado. Objetivamente, os adultos mais velhos podem ser mais propensos a escolher gratificação imediata, uma vez que eles têm menos anos futuros para adiar qualquer prazer. Porém, na maioria das vezes, é o oposto que ocorre, porque o pensamento pós-formal lhes permite melhor planejamento (Löckenhoff et al., 2011). pensamento pós-formal é mais prático, criativo e imaginativo do que o pensamento nos estágios anteriores (Wu & Chiou, 2008). Banqueiros de investimentos, chefes de corporações, cirurgiões e detetives de polícia necessitam combinar muitos modos de pensamento, que é um motivo pelo qual mesmo a pessoa jovem mais esperta não é escolhida para esses papéis (Kahneman, 2011). Realmente um Estágio? Como você leu, alguns desenvolvimentistas duvidam da teoria de estágios de Piaget a respeito da cognição da infância. Muitos mais questionam esse quinto estágio. Como dois pesquisadores que escrevem sobre a adultez emergente colocaram, "No final das contas, quem precisa de estágios?" (Kloep & Hendry, 2011). O próprio Piaget nunca rotulou ou descreveu a cognição pós-formal. Certamente, se estágio cognitivo significa atingir um novo conjunto de habilidades intelectuais (como o uso simbólico da linguagem que distingue o motor sensorial do pensamento pré-operacional), então a adultez não tem estágios. Entretanto, como descrito no Capítulo 15, o córtex pré-frontal não está totalmente amadurecido até o início dos vinte anos, e novos dendritos se conectam durante a vida toda. Quanto mais se compreende a respeito do desenvolvimento e amadurecimento do cérebro depois da adolescência, mais evidentes são as características do pensamento pós-formal (prático, flexível, dialético) (Lemieux, 2012). Além disso, o córtex pré-frontal parece particularmente conectado à compreensão social (Barbey et al., 2009). Diversos estudos descobriram que os adultos tendem a pensar de modos que os adolescentes não pensam, em parte porque eles se beneficiam de uma compreensão mais ampla e maior experiência do mundo social. Por exemplo, um estudo com pessoas de 13 a 45 anos de idade descobriu que as habilidades lógicas melhoraram da adolescência para a adultez emergente e depois permaneceram estáveis, como poderia ser esperado, pois o pensamento operacional se tornou estável. Entretanto, a compreensão social continuou a avançar (Demetriou & Bakracevic, 2009). (A compreensão social inclui o conhecimento de como melhor interagir com outras pessoas fazer e manter bonsamigos, responder as diferenças sociais, ajudar os outros com eficiência, e assim por diante.) Naturalmente, contexto e cultura são importantes. Uma pessoa de 30 anos em determinado lugar e época pode pensar de maneira muito diferente de alguém da mesma idade, de outro lugar ou em uma época diferente. Mas as culturas ocidentais e não ocidentais descrevem o pensamento adulto qualitativamente diferente do pensamento do adolescente. Em um estudo dos Estados Unidos, os pesquisadores pediram a adolescentes e adultos que descrevessem a si mesmos (Labouvie-Vief, 2006). Depois intérpretes leram as autodescrições e, sem saber as idades dos participantes, categorizaram-nas como protetoras (altas em autoenvolvimento, baixas em dúvidas sobre si mesmos), desreguladas (fragmentadas, sobrecarregadas por emoções e problemas), complexas (valorizando abertura e independência acima de tudo), ou integradas (capazes de regular emoções e lógica). Como experiências de vida acumuladas, os adultos expressam a si mesmos diferentemente. Ninguém com menos de 20 anos estava em um estágio "integrado" avançado (veja a Figura 18.1). O maior desvio ocorreu entre a adolescência e a adultez emergente. Como o coordenador da pesquisa escreveu, o pensamento do adulto "pode ser ordenado em níveis crescentes de complexidade e integração" (Labouvie-Vief et al., 2009, p. 182). Desse modo, muitos estudiosos acham que o pensamento muda qualitativa e quantitativamente durante a idade adulta (Bosworth & Hertzog, 2009, Lemieux, 2012; Kallio, 2011). termo quinto estágio pode ser um nome errado, e pós-formal pode implicar um aprofundamento do pensamento intelectual que poucas pessoas atingem, mas os adultos podem alcançar, e muitas vezes alcançam, um novo nível cognitivo, quando seus cérebros e circunstâncias de vida suscitam. Combinando Pensamento Subjetivo e Objetivo pensamento subjetivo Pensamento que é firmemente influenciado pelas qualidades pessoais do pensador individual, tais como experiências do passado, suposições culturais e objetivos para o futuro. pensamento objetivo Pensamento que não é influenciado pelas qualidades pessoais do pensador, mas, em vez disso, envolve fatos e números que são universalmente considerados verdadeiros e válidos. Uma das habilidades práticas do pensamento pós-formal é a capacidade de combinar os pensamentos subjetivos e objetivos. pensamento subjetivo surge das experiências e percepções pessoais; o pensamento objetivo segue a lógica abstrata, impessoal. Os modelos tradicionais de pensamento operacional formal valorizam a lógica impessoal (tal como, na escalade equilíbrio de Piaget, a relação matemática entre o peso e a distância) e desvalorizam os sentimentos subjetivos, a fé pessoal e a experiência emocional. dos Participantes, por Categoria e por Faixa Etária Percentual 75 70 Complexa 50 35 30 20 15 11-15 15-20 20-30 30-45 45-60 70-85 Faixa anos) 2008 FIGURA 18.1 Fale Sobre Si Mesmo As pessoas gradativamente se tornam menos autocentradas e menos confusas quando se descrevem ao longo dos anos da idade adulta. Muitos adultos alcançaram um nível de autoaceitação em que emoções e razão foram integradas. Puramente objetivo, o pensamento lógico pode ser inadequado quando se vivenciam as complexidades e os compromissos da vida diária, especialmente aqueles relacionados à família, ao trabalho e à vizinhança. Os pensamentos subjetivos e as experiências individuais devem ser levados em consideração porque o raciocínio objetivo é muito limitado, rígido e pouco prático. Contudo, o pensamento subjetivo também é limitado. O pensamento verdadeiramente maduro envolve uma interação entre as formas abstratas e objetivas de processamento, e formas expressivas e subjetivas, o processamento dual que foi descrito no Capítulo 15. pensamento adulto não abandona a objetividade; em vez disso, "a lógica pós-formal combina subjetividade e objetividade" (Sinnott, 1998, p. 55) para se tornar pessoal e prático. Solucionar o problema complexo de combinar emoção e lógica é o desafio crucial para os adultos: "A adultez emergente realmente surge como um período um tanto importante da vida útil [porque] o pensamento complexo, crítico e que relativiza emerge somente na faixa dos 20 anos" (Labouvie-Vief, 2006, p. 78). Sem essa consolidação de intelecto e emoção, é comuns ocorrerem comportamentos extremos (tais como aqueles que levam à bulimia, anorexia, vícios e violência) e extremos cognitivos (tais como acreditar que alguém é a melhor ou a pior pessoa do mundo). Esses são elementos típicos do egocentrismo da adolescência e de alguns adultos emergentes também. Contrariamente, os pensadores pós-formais são mais capazes de equilibrar experiência pessoal com conhecimento. Como um exemplo de tal equilíbrio, uma das minhas alunas, na fase adulta emergente,Infelizmente, o alcoolismo corre livremente na minha família. Eu já o vi destruir não só meu tio, mas a família toda. Eu adoeci porque bebi, e foi a noite mais horrível da minha vida. Eu sabia que não devia me envenenar com álcool ou qualquer outra coisa, mas bebi muito rápido e fiquei doente. Várias imagens inundaram minha cabeça me alertando que eu não queria terminar como meu tio. Desse dia em diante, toda vez que toquei em álcool foi com extrema precaução. Quando eu estiver idosa e de cabelo branco, a última coisa que eu quero pensar é de onde virá minha próxima cerveja ou se eu you precisar de um transplante de fígado. [Laura, comunicação pessoal] O pensamento de Laura sobre álcool é pós-formal, pelo fato de que combina conhecimento (por exemplo, do veneno do álcool) com emoções (imagens inundando a cabeça dela). Observe que ela disse cautelosa, não abstinente; ela pode combinar a consciência objetiva de seu potencial genético com a experiência subjetiva de querer fazer parte da multidão. Ela pode combinar os dois modos de pensar para alcançar uma conclusão que funcione para ela, sem desprezar as experiências pessoais (tornando-se alcoolista ativa e chegando ao desespero) ou seguir para o outro extremo lógico (evitando até um gole, como deve ser a recuperação de alcoolistas). Especialmente para Alguém que Tem que Tomar uma Decisão Importante O que é melhor: seguir suas reações instintivas ou considerar prós e contras da melhor maneira possível? Esse desenvolvimento do pensamento pós-formal sobre o consumo de álcool pode ser observado na maioria dos adultos nos Estados Unidos, com o passar do tempo. Como explicado no capítulo anterior, aqueles que estão no início de seus 20 anos são mais propensos a abusar de álcool e de outras drogas do que pessoas de qualquer outra idade. Com a experiência pessoal e o aprendizado com os outros (normas sociais), entretanto, a maturidade cognitiva leva a maioria dos adultos a beber ocasionalmente e moderadamente a partir daí (Schulenberg et al., 2005). Examinando todas as pesquisas feitas, é evidente que os adolescentes tendem a usar o raciocínio objetivo ou o subjetivo, mas os adultos combinam os dois. Flexibilidade Cognitiva A capacidade de ser prático para prever, planejar e combinar processos mentais objetivos e subjetivos é valiosa; é uma sorte que os adultos possam alcançar este nível pós-formal. No entanto, os planos podem dar errado. Por exemplo, a reestruturação de um local de trabalho pode levar à demissão; uma falha nocontrole da natalidade pode significar uma gravidez não desejada; uma doença de um dos pais pode exigir mudança nos planos para a faculdade; um colapso econômico torna impossível sustentar uma hipoteca. Quase todos os adultos experimentam eventos inesperados como esses. A flexibilidade cognitiva permite ao adulto evitar retroceder no uso das emoções ou do intelecto. A pesquisa sobre soluções práticas de problemas descobriu que adultos, diante de um problema complexo e sem solução prática (tal como o que fazer se seu senhorio não paga reparos dispendiosos?), refletem sobre suas opções, combinam emoções e razão, e depois selecionam o melhor curso de ação (Berg, 2008). Desse modo, uma marca da cognição pós-formal é a flexibilidade intelectual, uma característica que é muito mais típica de adultos emergentes do que de pessoas mais jovens. O "fluxo fundamental da adultez emergente" (Tanner et al., 2009, p. 34) vem da compreensão de que cada perspectiva é apenas uma entre muitas, que cada problema tem diversas soluções, e que o conhecimento é dinâmico, não estático. Adultos emergentes começam a entender que "existem muitas visões do mesmo fenômeno" (Baltes et al., 1998, p. 1093). Ouvir os outros e considerar diversas opiniões é sinal de flexibilidade. Trabalhando Juntos Considere este problema: Cada cartão em uma urna tem uma letra de um lado e um número do outro. Imagine que são apresentados a você os quatro cartões a seguir, cada um tendo alguma coisa no verso. Vire somente aqueles cartões que vão confirmar ou não esta afirmação: Se um cartão tem uma vogal de um lado, então ele sempre tem um número par no outro E 7 K 4 Quais são os cartões que devem ser virados? A dificuldade deste quebra-cabeça é "notória na literatura do raciocínio humano" (Moshman, 2011, p. 50). Menos de 10 por cento dos alunos universitários o solucionam quando trabalham individualmente. Quase todos querem virar o E e o 4 - e quase todos estão errados. Entretanto, quando alunos universitários que fizeram suposições erradas sozinhos têm uma chance de discutir juntos os problemas, 70 por cento acertam. Eles evitam o cartão 4 (mesmo se tivesse uma consoante do outro lado, a escolha poderia ainda ser verdadeira) e selecionam os cartões E e 7 (se o 7 tivesse uma vogal do outro lado, a proposição seria falsa). Como neste exemplo, os adultos podem pensar sobre coisas e mudar de ideia depois de escutar (Moshman, 2011). Pense em um tempo em que seu pensamento sobre uma coisa era o oposto do que é agora. Provavelmente, uma combinação de lógica e experiência social fez você desenvolver sua nova visão. Isto é flexibilidade cognitiva.

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