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Os escravos e metecos gozam em Atenas de uma total liberdade de ação: aí é proibido castigá-los, e um escravo não prima pela polidez. Eu vos direi por que normalmente é assim. Se a lei quisesse que o homem livre emendasse o escravo, ou o meteco, ou ainda o liberto, ocorreria frequentemente que se castigaria um ateniense no lugar de um escravo. Realmente, em termos de roupa, o povo aí não tem nada melhor para vestir que os escravos ou metecos: eles não têm aparência melhor. Se se estranha ver lá os escravos levando uma boa vida e alguns mesmo conhecendo uma existência suntuosa, pode-se observar que existe um propósito deliberado em permitir que isto aconteça. PINSKY, 1980, p. 19.
A análise do texto e os conhecimentos sobre a Grécia Antiga permitem afirmar:
Os escravos eram livres para escolher seus senhores e as atividades que queriam exercer.
A sociedade ateniense era caracterizada pela igualdade entre senhores e escravos.
O cidadão ateniense tinha um nível mais alto de educação, mas tinha os mesmos direitos políticos e gozava da mesma qualidade de vida dos metecos e dos escravos.
No período democrático ateniense, a escravatura era absolutamente inaceitável.
O sistema escravista era uma das bases da sociedade ateniense, sendo os escravos obtidos na guerra ou pela escravidão por dívidas.

Em 2015, o noticiário internacional deu grande destaque à Grécia, país europeu que vivia uma grave crise econômica e convocou a população para decidir, via referendo, as medidas que deveriam ser adotadas pelo governo para gerir a crise. Parte da imprensa destacou o caráter democrático de tal medida e, em muitos textos, lembrou que os gregos foram os criadores da democracia.
Assinale a alternativa que indica corretamente quais são as principais diferenças entre as concepções de democracia na Antiguidade grega e no mundo contemporâneo.
Nas democracias contemporâneas, o direito à participação política se estende a todos os grupos sociais; na Grécia antiga, apenas os homens livres nascidos na pólis eram considerados cidadãos.
Nas democracias contemporâneas, a participação política é vinculada à renda, com o voto censitário; na Grécia Antiga, apenas os proprietários de terras, homens e mulheres, tinham direito à participação política.
Na Antiguidade grega, política e religião eram esferas sociais separadas; nas democracias contemporâneas, a noção de cidadania vincula-se estreitamente às concepções religiosas.
Na Antiguidade grega, a democracia surgiu da necessidade de administrar países cada vez maiores; nas democracias contemporâneas, a política ajuda a administrar unidades menores, como as cidades.
Na Antiguidade grega, o espaço reservado à atividade política eram os templos religiosos ou as residências das pessoas mais importantes; nas democracias contemporâneas, a atividade política se realiza no espaço público.

No tempo de Péricles (461-429 a.C), o comparecimento à assembleia soberana era aberto a todo o cidadão. A assembleia era um comício ao ar livre que reunia centenas de atenienses do sexo masculino, com idade superior a 18 anos. Todos os que compareciam tinham direito de fazer uso da palavra. As decisões da assembleia representavam a palavra final na guerra e na paz, nos tratados, nas finanças, nas legislações, nas obras públicas, no julgamento dos casos mais importantes, na eleição de administradores, enfim na totalidade das atividades governamentais. BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho. História: Das cavernas ao terceiro milênio, 2ª Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2010. p. 102.
Com base nesta informação, conclui-se que, em Atenas, no período de Péricles
a cidadania ateniense fundamentava-se na igualdade de gênero, garantindo aos cidadãos o pleno direito à palavra independente de sexo, impondo como limite a idade de dezoito anos.
a concentração da autoridade na assembleia possibilitou a criação de um regime de governo baseado no poder pessoal, institucionalizando a oratória como competência mais importante para o exercício da política nos tempos de Péricles.
a relação de poder entre funcionários do Estado e a elite política ateniense assegurava a manutenção de um regime de governo aristocrático no qual somente os homens exerciam o direito de cidadania.
a democracia se consolidou e atingiu sua plenitude por meio de princípios como o da isonomia, isocracia e isegoria, que se definiu como a igualdade de direito ao acesso à palavra na assembleia soberana.
os cidadãos atenienses eram guiados por uma burocracia estatal que impediu o rodízio dos cargos administrativos, de modo que a liderança direta e pessoal era exercida por uma minoria de homens jovens.

Leia o texto a seguir. A democracia política triunfou ao mesmo tempo que a liberdade econômica e o comércio livre. No tempo de Péricles, Tucídides descrevia a democracia como um regime tendente a assegurar o equilíbrio harmonioso entre o interesse do indivíduo e o do Estado. De todas as partes, os partidos democráticos se voltaram para Atenas, que se apresentava como sua protetora. PIRENNE, J. H. Panorama da História Universal.Trad. de Octavio Mendes Cajado. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1973. p.58.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a democracia ateniense, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Diferentemente do que ocorreu na escravidão moderna, na democracia ateniense, os escravos eram detentores de direitos políticos semelhantes aos dos cidadãos.
( ) A democracia ateniense baseou-se em fundamentos, estruturas e organizações constituídas ao longo de períodos anteriores da história da Grécia; um exemplo é a formação das cidades-Estados, consolidadas já no final do período Arcaico.
( ) A autonomia da pólis é considerada fundamental para a organização política e social dos atenienses, que culminou na gênese daquilo que é chamado de democracia.
( ) Entre os fundamentos da democracia ateniense estão a igualdade diante da lei, o direito de receber honrarias por mérito pessoal, de apelar aos tribunais e às assembleias, de votar e de participar do governo.
( ) No seu efetivo desenvolvimento, a democracia ateniense era exercida pelos cidadãos, pelos libertos, pelas mulheres, pelos metecos e pelos escravos.
F, F, V, V, V.
V, F, F, V, F.
F, V, F, F, V.
F, V, V, V, F.
V, F, V, F, V.

Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação que surge desde o nascimento da cidade na Grécia antiga: a redação das leis. Ao escrevê-las, não se faz mais que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam-se bem comum, regra geral, suscetível de ser aplicada a todos da mesma maneira. (VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992 - adaptado).
Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia antiga, ainda vigente no mundo contemporâneo, buscava garantir o seguinte princípio:
Equiparação - igualdade de gênero na participação política.
Elegibilidade - permissão para candidatura aos cargos públicos.
Isonomia - igualdade de tratamento aos cidadãos.
Tripartição - separação entre os poderes políticos estatais.
Transparência - acesso às informações governamentais.

Sobre a democracia na Grécia durante a Antiguidade, assinale a afirmativa CORRETA.
Foi um regime que garantia, em nome da democracia social, a abolição da escravidão em Atenas, ainda que os libertos não pudessem participar da vida política.
Teve lugar inicialmente em Esparta, cuja tradição anti-hierárquica e desmilitarizada, tornou propício seu advento nessa cidade-Estado.
Apesar de estender o direito de participação política a todos os cidadãos, dele se viam excluídos estrangeiros, escravos e mulheres.
As reformas políticas ocorridas durante os governos de Clístenes e Péricles, ainda que em nome da democracia, implicaram na limitação do exercício político entre os cidadãos.
As principais instituições da democracia ateniense eram a Eclesia, Boulê e Paideia.

Sócrates experimentara o filosofar como pólemos, isto é, o embate e combate pela evidência e verdade (aletheia), contra o perigo da aparência e da opinião (doxa). E pautara esse filosofar “polêmico” (no sentido acima) no exercício do diálogo. Do diálogo socrático fazia parte a ironia. “No uso comum, a palavra ironia tem uma gama infinita de sentidos. Mas em todos eles perpassa uma atitude mental que considera o conhecimento uma névoa que embacia e deforma a realidade. Nossa existência-no-mundo, formada a partir dessa névoa, torna-se terrivelmente mesquinha. O pensador irônico percebe a mesquinhez de tal existência. Sócrates foi mestre da ironia porque, na discussão das palavras, conduzia a todos à evidência e à convicção do ‘sei que nada sei’”. Arcângelo R. Buzzi. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo. Petrópolis: Vozes, p. 82, 9.ª ed., 1998, p. 82 (com adaptações).
De acordo com as ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.
Toda opinião é necessariamente falsa, pois é baseada na aparência, e não na essência das coisas.
A ironia em Sócrates tinha um sentido meramente depreciativo e, nesse sentido, era idêntica ao sarcasmo puro e simples.
Para Sócrates, como educador, o importante era que o homem se tornasse capaz de ter opiniões sobre a realidade.
Na concepção socrática, o não saber é mera ignorância, portanto é o maior impedimento ao pensamento filosófico.
A ironia socrática era o modo de interrogar por meio do qual Sócrates levava o seu interlocutor ao reconhecimento de sua própria ignorância, fazendo a crítica das opiniões baseadas nas aparências assumidas pelos homens no cotidiano.

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Questões resolvidas

Os escravos e metecos gozam em Atenas de uma total liberdade de ação: aí é proibido castigá-los, e um escravo não prima pela polidez. Eu vos direi por que normalmente é assim. Se a lei quisesse que o homem livre emendasse o escravo, ou o meteco, ou ainda o liberto, ocorreria frequentemente que se castigaria um ateniense no lugar de um escravo. Realmente, em termos de roupa, o povo aí não tem nada melhor para vestir que os escravos ou metecos: eles não têm aparência melhor. Se se estranha ver lá os escravos levando uma boa vida e alguns mesmo conhecendo uma existência suntuosa, pode-se observar que existe um propósito deliberado em permitir que isto aconteça. PINSKY, 1980, p. 19.
A análise do texto e os conhecimentos sobre a Grécia Antiga permitem afirmar:
Os escravos eram livres para escolher seus senhores e as atividades que queriam exercer.
A sociedade ateniense era caracterizada pela igualdade entre senhores e escravos.
O cidadão ateniense tinha um nível mais alto de educação, mas tinha os mesmos direitos políticos e gozava da mesma qualidade de vida dos metecos e dos escravos.
No período democrático ateniense, a escravatura era absolutamente inaceitável.
O sistema escravista era uma das bases da sociedade ateniense, sendo os escravos obtidos na guerra ou pela escravidão por dívidas.

Em 2015, o noticiário internacional deu grande destaque à Grécia, país europeu que vivia uma grave crise econômica e convocou a população para decidir, via referendo, as medidas que deveriam ser adotadas pelo governo para gerir a crise. Parte da imprensa destacou o caráter democrático de tal medida e, em muitos textos, lembrou que os gregos foram os criadores da democracia.
Assinale a alternativa que indica corretamente quais são as principais diferenças entre as concepções de democracia na Antiguidade grega e no mundo contemporâneo.
Nas democracias contemporâneas, o direito à participação política se estende a todos os grupos sociais; na Grécia antiga, apenas os homens livres nascidos na pólis eram considerados cidadãos.
Nas democracias contemporâneas, a participação política é vinculada à renda, com o voto censitário; na Grécia Antiga, apenas os proprietários de terras, homens e mulheres, tinham direito à participação política.
Na Antiguidade grega, política e religião eram esferas sociais separadas; nas democracias contemporâneas, a noção de cidadania vincula-se estreitamente às concepções religiosas.
Na Antiguidade grega, a democracia surgiu da necessidade de administrar países cada vez maiores; nas democracias contemporâneas, a política ajuda a administrar unidades menores, como as cidades.
Na Antiguidade grega, o espaço reservado à atividade política eram os templos religiosos ou as residências das pessoas mais importantes; nas democracias contemporâneas, a atividade política se realiza no espaço público.

No tempo de Péricles (461-429 a.C), o comparecimento à assembleia soberana era aberto a todo o cidadão. A assembleia era um comício ao ar livre que reunia centenas de atenienses do sexo masculino, com idade superior a 18 anos. Todos os que compareciam tinham direito de fazer uso da palavra. As decisões da assembleia representavam a palavra final na guerra e na paz, nos tratados, nas finanças, nas legislações, nas obras públicas, no julgamento dos casos mais importantes, na eleição de administradores, enfim na totalidade das atividades governamentais. BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho. História: Das cavernas ao terceiro milênio, 2ª Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2010. p. 102.
Com base nesta informação, conclui-se que, em Atenas, no período de Péricles
a cidadania ateniense fundamentava-se na igualdade de gênero, garantindo aos cidadãos o pleno direito à palavra independente de sexo, impondo como limite a idade de dezoito anos.
a concentração da autoridade na assembleia possibilitou a criação de um regime de governo baseado no poder pessoal, institucionalizando a oratória como competência mais importante para o exercício da política nos tempos de Péricles.
a relação de poder entre funcionários do Estado e a elite política ateniense assegurava a manutenção de um regime de governo aristocrático no qual somente os homens exerciam o direito de cidadania.
a democracia se consolidou e atingiu sua plenitude por meio de princípios como o da isonomia, isocracia e isegoria, que se definiu como a igualdade de direito ao acesso à palavra na assembleia soberana.
os cidadãos atenienses eram guiados por uma burocracia estatal que impediu o rodízio dos cargos administrativos, de modo que a liderança direta e pessoal era exercida por uma minoria de homens jovens.

Leia o texto a seguir. A democracia política triunfou ao mesmo tempo que a liberdade econômica e o comércio livre. No tempo de Péricles, Tucídides descrevia a democracia como um regime tendente a assegurar o equilíbrio harmonioso entre o interesse do indivíduo e o do Estado. De todas as partes, os partidos democráticos se voltaram para Atenas, que se apresentava como sua protetora. PIRENNE, J. H. Panorama da História Universal.Trad. de Octavio Mendes Cajado. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1973. p.58.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a democracia ateniense, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Diferentemente do que ocorreu na escravidão moderna, na democracia ateniense, os escravos eram detentores de direitos políticos semelhantes aos dos cidadãos.
( ) A democracia ateniense baseou-se em fundamentos, estruturas e organizações constituídas ao longo de períodos anteriores da história da Grécia; um exemplo é a formação das cidades-Estados, consolidadas já no final do período Arcaico.
( ) A autonomia da pólis é considerada fundamental para a organização política e social dos atenienses, que culminou na gênese daquilo que é chamado de democracia.
( ) Entre os fundamentos da democracia ateniense estão a igualdade diante da lei, o direito de receber honrarias por mérito pessoal, de apelar aos tribunais e às assembleias, de votar e de participar do governo.
( ) No seu efetivo desenvolvimento, a democracia ateniense era exercida pelos cidadãos, pelos libertos, pelas mulheres, pelos metecos e pelos escravos.
F, F, V, V, V.
V, F, F, V, F.
F, V, F, F, V.
F, V, V, V, F.
V, F, V, F, V.

Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação que surge desde o nascimento da cidade na Grécia antiga: a redação das leis. Ao escrevê-las, não se faz mais que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam-se bem comum, regra geral, suscetível de ser aplicada a todos da mesma maneira. (VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992 - adaptado).
Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia antiga, ainda vigente no mundo contemporâneo, buscava garantir o seguinte princípio:
Equiparação - igualdade de gênero na participação política.
Elegibilidade - permissão para candidatura aos cargos públicos.
Isonomia - igualdade de tratamento aos cidadãos.
Tripartição - separação entre os poderes políticos estatais.
Transparência - acesso às informações governamentais.

Sobre a democracia na Grécia durante a Antiguidade, assinale a afirmativa CORRETA.
Foi um regime que garantia, em nome da democracia social, a abolição da escravidão em Atenas, ainda que os libertos não pudessem participar da vida política.
Teve lugar inicialmente em Esparta, cuja tradição anti-hierárquica e desmilitarizada, tornou propício seu advento nessa cidade-Estado.
Apesar de estender o direito de participação política a todos os cidadãos, dele se viam excluídos estrangeiros, escravos e mulheres.
As reformas políticas ocorridas durante os governos de Clístenes e Péricles, ainda que em nome da democracia, implicaram na limitação do exercício político entre os cidadãos.
As principais instituições da democracia ateniense eram a Eclesia, Boulê e Paideia.

Sócrates experimentara o filosofar como pólemos, isto é, o embate e combate pela evidência e verdade (aletheia), contra o perigo da aparência e da opinião (doxa). E pautara esse filosofar “polêmico” (no sentido acima) no exercício do diálogo. Do diálogo socrático fazia parte a ironia. “No uso comum, a palavra ironia tem uma gama infinita de sentidos. Mas em todos eles perpassa uma atitude mental que considera o conhecimento uma névoa que embacia e deforma a realidade. Nossa existência-no-mundo, formada a partir dessa névoa, torna-se terrivelmente mesquinha. O pensador irônico percebe a mesquinhez de tal existência. Sócrates foi mestre da ironia porque, na discussão das palavras, conduzia a todos à evidência e à convicção do ‘sei que nada sei’”. Arcângelo R. Buzzi. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo. Petrópolis: Vozes, p. 82, 9.ª ed., 1998, p. 82 (com adaptações).
De acordo com as ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.
Toda opinião é necessariamente falsa, pois é baseada na aparência, e não na essência das coisas.
A ironia em Sócrates tinha um sentido meramente depreciativo e, nesse sentido, era idêntica ao sarcasmo puro e simples.
Para Sócrates, como educador, o importante era que o homem se tornasse capaz de ter opiniões sobre a realidade.
Na concepção socrática, o não saber é mera ignorância, portanto é o maior impedimento ao pensamento filosófico.
A ironia socrática era o modo de interrogar por meio do qual Sócrates levava o seu interlocutor ao reconhecimento de sua própria ignorância, fazendo a crítica das opiniões baseadas nas aparências assumidas pelos homens no cotidiano.

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Pincel Atômico - 02/04/2025 15:36:42 1/4
SELMA LÚCIA DE
ARAUJO
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (18826)
Atividade finalizada em 25/08/2024 22:46:31 (2395049 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FILOSOFIA, POLÍTICA E EDUCAÇÃO [1166595] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de
1,67 pontos [capítulos - 1]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Filosofia - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A260624 [130847]
Aluno(a):
91636972 - SELMA LÚCIA DE ARAUJO - Respondeu 6 questões corretas, obtendo um total de 1,25 pontos como nota
[358495_1112
55]
Questão
001
(UNICENTRO – Adaptada) Os escravos e metecos gozam em Atenas de uma total
liberdade de ação: aí é proibido castigá-los, e um escravo não prima pela polidez. Eu
vos direi por que normalmente é assim. Se a lei quisesse que o homem livre
emendasse o escravo, ou o meteco, ou ainda o liberto, ocorreria frequentemente que
se castigaria um ateniense no lugar de um escravo. Realmente, em termos de roupa, o
povo aí não tem nada melhor para vestir que os escravos ou metecos: eles não têm
aparência melhor. Se se estranha ver lá os escravos levando uma boa vida e alguns
mesmo conhecendo uma existência suntuosa, pode-se observar que existe um
propósito deliberado em permitir que isto aconteça.
PINSKY, 1980, p. 19.
A análise do texto e os conhecimentos sobre a Grécia Antiga permitem afirmar:
Os escravos eram livres para escolher seus senhores e as atividades que queriam
exercer.
A sociedade ateniense era caracterizada pela igualdade entre senhores e escravos.
O cidadão ateniense tinha um nível mais alto de educação, mas tinha os mesmos
direitos políticos e gozava da mesma qualidade de vida dos metecos e dos escravos.
No período democrático ateniense, a escravatura era absolutamente inaceitável.
X
O sistema escravista era uma das bases da sociedade ateniense, sendo os escravos
obtidos na guerra ou pela escravidão por dívidas.
[358493_1126
56]
Questão
002
(FATEC – 2016) Em 2015, o noticiário internacional deu grande destaque à Grécia,
país europeu que vivia uma grave crise econômica e convocou a população para
decidir, via referendo, as medidas que deveriam ser adotadas pelo governo para gerir
a crise. Parte da imprensa destacou o caráter democrático de tal medida e, em muitos
textos, lembrou que os gregos foram os criadores da democracia.
Assinale a alternativa que indica corretamente quais são as principais diferenças entre
as concepções de democracia na Antiguidade grega e no mundo contemporâneo.
X
Nas democracias contemporâneas, o direito à participação política se estende a todos
os grupos sociais; na Grécia antiga, apenas os homens livres nascidos na pólis eram
considerados cidadãos.
Nas democracias contemporâneas, a participação política é vinculada à renda, com o
voto censitário; na Grécia Antiga, apenas os proprietários de terras, homens e
mulheres, tinham direito à participação política.
Na Antiguidade grega, política e religião eram esferas sociais separadas; nas
democracias contemporâneas, a noção de cidadania vincula-se estreitamente às
concepções religiosas.
Na Antiguidade grega, a democracia surgiu da necessidade de administrar países
cada vez maiores; nas democracias contemporâneas, a política ajuda a administrar
unidades menores, como as cidades.
Pincel Atômico - 02/04/2025 15:36:42 2/4
Na Antiguidade grega, o espaço reservado à atividade política eram os templos
religiosos ou as residências das pessoas mais importantes; nas democracias
contemporâneas, a atividade política se realiza no espaço público.
[358494_1112
54]
Questão
003
(UNICENTRO – Adaptada) Os escravos e metecos gozam em Atenas de uma total
liberdade de ação: aí é proibido castigá-los, e um escravo não prima pela polidez. Eu
vos direi por que normalmente é assim. Se a lei quisesse que o homem livre
emendasse o escravo, ou o meteco, ou ainda o liberto, ocorreria frequentemente que
se castigaria um ateniense no lugar de um escravo. Realmente, em termos de roupa, o
povo aí não tem nada melhor para vestir que os escravos ou metecos: eles não têm
aparência melhor. Se se estranha ver lá os escravos levando uma boa vida e alguns
mesmo conhecendo uma existência suntuosa, pode-se observar que existe um
propósito deliberado em permitir que isto aconteça.
PINSKY, 1980, p. 19.
A civilização grega produziu uma das mais sofisticadas culturas da Antiguidade e
contribuiu para as bases da sociedade ocidental com um importante legado, que foi
a instauração da monarquia.
a instituição da escravidão.
a religião monoteísta.
X o princípio da democracia.
as concepções do Direito.
[358493_1126
61]
Questão
004
(UEPA – 2014) “No tempo de Péricles (461-429 a.C), o comparecimento à assembleia
soberana era aberto a todo o cidadão. A assembleia era um comício ao ar livre que
reunia centenas de atenienses do sexo masculino, com idade superior a 18 anos.
Todos os que compareciam tinham direito de fazer uso da palavra. As decisões da
assembleia representavam a palavra final na guerra e na paz, nos tratados, nas
finanças, nas legislações, nas obras públicas, no julgamento dos casos mais
importantes, na eleição de administradores, enfim na totalidade das atividades
governamentais”.
BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho. História: Das cavernas ao terceiro
milênio, 2ª Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2010. p. 102.
Com base nesta informação, conclui-se que, em Atenas, no período de Péricles
X
a cidadania ateniense fundamentava-se na igualdade de gênero, garantindo aos
cidadãos o pleno direito à palavra independente de sexo, impondo como limite a idade
de dezoito anos.
a concentração da autoridade na assembleia possibilitou a criação de um regime de
governo baseado no poder pessoal, institucionalizando a oratória como competência
mais importante para o exercício da política nos tempos de Péricles.
a relação de poder entre funcionários do Estado e a elite política ateniense assegurava
a manutenção de um regime de governo aristocrático no qual somente os homens
exerciam o direito de cidadania.
a democracia se consolidou e atingiu sua plenitude por meio de princípios como o da
isonomia, isocracia e isegoria, que se definiu como a igualdade de direito ao acesso à
palavra na assembleia soberana.
os cidadãos atenienses eram guiados por uma burocracia estatal que impediu o rodízio
dos cargos administrativos, de modo que a liderança direta e pessoal era exercida por
uma minoria de homens jovens.
Pincel Atômico - 02/04/2025 15:36:42 3/4
[358493_1112
52]
Questão
005
(UNICENTRO – Adaptada) Leia o texto a seguir.
A democracia política triunfou ao mesmo tempo que a liberdade econômica e o
comércio livre. No tempo de Péricles, Tucídides descrevia a democracia como um
regime tendente a assegurar o equilíbrio harmonioso entre o interesse do indivíduo e o
do Estado. De todas as partes, os partidos democráticos se voltaram para Atenas, que
se apresentava como sua protetora.
PIRENNE, J. H. Panorama da História Universal.Trad. de Octavio Mendes Cajado. São
Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1973. p.58.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a democracia ateniense, atribua V
(verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Diferentemente do que ocorreu na escravidão moderna, na democracia ateniense,
os escravos eram detentores de direitos políticos semelhantes aos dos cidadãos.
( ) A democracia ateniense baseou-se em fundamentos, estruturas e organizações
constituídas ao longo de períodos anteriores da história da Grécia; um exemplo é a
formação das cidades-Estados, consolidadas já no final do período Arcaico.
( ) A autonomia da pólis é considerada fundamental para a organização política e
social dos atenienses, que culminou na gênese daquilo que é chamado de
democracia.
( ) Entre os fundamentos da democracia ateniense estão a igualdade diante da lei, o
direito de receber honrarias por mérito pessoal, de apelar aostribunais e às
assembleias, de votar e de participar do governo.
( ) No seu efetivo desenvolvimento, a democracia ateniense era exercida pelos
cidadãos, pelos libertos, pelas mulheres, pelos metecos e pelos escravos.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência CORRETA.
F, F, V, V, V.
V, F, F, V, F.
F, V, F, F, V.
X F, V, V, V, F.
V, F, V, F, V.
[358493_1126
51]
Questão
006
(ENEM – 2014) Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação que surge
desde o nascimento da cidade na Grécia antiga: a redação das leis. Ao escrevê-las,
não se faz mais que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam-se bem
comum, regra geral, suscetível de ser aplicada a todos da mesma maneira.
(VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
1992 - adaptado).
Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia antiga, ainda vigente no mundo
contemporâneo, buscava garantir o seguinte princıpio:
Equiparação - igualdade de gênero na participação política.
Elegibilidade - permissão para candidatura aos cargos públicos.
X Isonomia - igualdade de tratamento aos cidadãos.
Tripartição - separação entre os poderes políticos estatais.
Transparência - acesso às informações governamentais.
[358493_1112
50]
Questão
007
(UFV – Adaptada) Sobre a democracia na Grécia durante a Antiguidade, assinale a
afirmativa CORRETA.
Foi um regime que garantia, em nome da democracia social, a abolição da escravidão
em Atenas, ainda que os libertos não pudessem participar da vida política.
Pincel Atômico - 02/04/2025 15:36:42 4/4
As reformas políticas ocorridas durante os governos de Clístenes e Péricles, ainda que
em nome da democracia, implicaram na limitação do exercício político entre os
cidadãos.
Teve lugar inicialmente em Esparta, cuja tradição anti-hierárquica e desmilitarizada,
tornou propício seu advento nessa cidade-Estado.
X
Apesar de estender o direito de participação política a todos os cidadãos, dele se viam
excluídos estrangeiros, escravos e mulheres.
As principais instituições da democracia ateniense eram a Eclesia, Boulê e Paideia.
[358493_1126
71]
Questão
008
(CESPE – 2013 – SEDUC-CE) Sócrates experimentara o filosofar como pólemos, isto
é, o embate e combate pela evidência e verdade (aletheia), contra o perigo da
aparência e da opinião (doxa). E pautara esse filosofar “polêmico” (no sentido acima)
no exercício do diálogo. Do diálogo socrático fazia parte a ironia. “No uso comum, a
palavra ironia tem uma gama infinita de sentidos. Mas em todos eles perpassa uma
atitude mental que considera o conhecimento uma névoa que embacia e deforma a
realidade. Nossa existência-no-mundo, formada a partir dessa névoa, torna-se
terrivelmente mesquinha. O pensador irônico percebe a mesquinhez de tal existência.
Sócrates foi mestre da ironia porque, na discussão das palavras, conduzia a todos à
evidência e à convicção do ‘sei que nada sei’”.
Arcângelo R. Buzzi. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo.
Petrópolis: Vozes, p. 82, 9.ª ed., 1998, p. 82 (com adaptações).
De acordo com as ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.
X
Toda opinião é necessariamente falsa, pois é baseada na aparência, e não na
essência das coisas.
A ironia em Sócrates tinha um sentido meramente depreciativo e, nesse sentido, era
idêntica ao sarcasmo puro e simples.
Para Sócrates, como educador, o importante era que o homem se tornasse capaz de
ter opiniões sobre a realidade.
Na concepção socrática, o não saber é mera ignorância, portanto é o maior
impedimento ao pensamento filosófico.
A ironia socrática era o modo de interrogar por meio do qual Sócrates levava o seu
interlocutor ao reconhecimento de sua própria ignorância, fazendo a crítica das
opiniões baseadas nas aparências assumidas pelos homens no cotidiano.