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Exercícios do Módulo 1 ➔ Com base no cladograma a seguir, responda a que tipo de agrupamento, monofilético, parafilético ou polifilético, corresponde o gênero Ta. O gênero Ta é um táxon parafilético. Segundo a análise (acima), o ancestral comum mais próximo às espécies do gênero Ta (T. bom, T. legal, T. ruim e T. cru) é o ancestral “X”. Como “X” não é um ancestral exclusivo das espécies do gênero Ta, isto é, ele é ancestral também da espécie Oba nada; um táxon formado somente pelas espécies do gênero Ta corresponde a um táxon parafilético. O gênero Ta só será considerado monofilético se for incluída a espécie Oba nada. ➔ Com base nos caracteres apresentados na matriz a seguir, proponha agrupamentos taxonômicos. Se não for utilizada nenhuma metodologia específica, para a matriz dada podem ser formados os seguintes agrupamentos taxonômicos: Em todas as hipóteses o agrupamento de todas as espécies é sustentado pelo estado “1”do caráter 1. - O agrupamento (A. ouros, A. espadas, A. paus) é sustentado pelo estado “0” dos caracteres 7 e 8. - O agrupamento (A. espadas, A. paus) é sustentado pelo estado “0” dos caracteres 5 e 6. - O agrupamento (A. copas, A. ouros) é sustentado pelo estado “1” dos caracteres 5 e 6. - O agrupamento (A. espadas, A. paus) é sustentado pelo estado “0” dos caracteres 5 e 6. A. copas A. ouros A. espadas A. paus 7 (0), 8 (0) 5 (0), 6 (0) 1 (1) A. copas A. ouros A. espadas A. paus 5 (0), 6(0) 5 (1), 6 (1) 1 (1) Oba oba Ta bom Ta legal Oba nada Ta ruim Ta cru - O agrupamento (A. paus, A. copas, A. ouros) é sustentado pelo estado “1” do caráter 4. - O agrupamento (A. copas, A. ouros) é sustentado pelo estado “1” dos caracteres 5 e 6. - O agrupamento (A. espadas, A. copas, A. ouros) é sustentado pelo estado “1” dos caracteres 2 e 3. - O agrupamento (A. espadas, A. paus) é sustentado pelo estado “1” dos caracteres 5 e 6. ➔ Construa uma nova matriz, adicionando à matriz anterior o táxon Coringa preto e considerando que tal táxon apresenta o estado plesiomórfico (0) para todos os caracteres. Táxons\Caracteres 1 2 3 4 5 6 7 8 Asde copas 1 1 1 1 1 1 1 1 Asde ouros 1 1 1 1 1 1 0 0 Asde espadas 1 1 1 0 0 0 0 0 Asde paus 1 0 0 1 0 0 0 0 Coringa perto 0 0 0 0 0 0 0 0 ➔ Realize uma análise cladística com base na nova matriz: Cladograma mais parcimonioso: A. paus A. espadas A. copas A. ouros A. espadas A. paus A. copas A. ouros 5 (1), 6 (1) 4 (1) 1 (1) 1 (1) 5 (1), 6 (1) 2 (1), 3 (1) Coringa As de paus As de espadas As de ouros As de copas ➔ Explique a incongruência entre os caracteres 2, 3 e 4. Esses caracteres contam histórias evolutivas diferentes. Os caracteres 2 e 3 indicam o parentesco entre os táxons Asde copas, Asde ouros, Asde espadas, enquanto o caráter 4 indica os parentesco entre os táxons Asde copas, Asde ouros, Asde paus. Segundo o princípio da parcimônia, deve-se aceitar a hipótese mais curta, isto é, a que necessite de menos passos para explicá-la. Dessa forma, devemos aceitar a hipótese que apresenta apenas uma homoplasia em detrimento da hipótese que apresenta duas homoplasias. ➔ O que é Centro de Origem e Dispersão de espécies? É o local onde as espécies se originam e a partir do qual se dispersam. ➔ Como podemos explicar a distribuição atual de um determinado organismo? A distribuição atual dos organismos pode ser explicada por causas históricas, tais como: surgimento de barreiras, junção, especiação e relações filogenéticas; e causas ecológicas, tais como: dispersão, condições físico-químicas do meio e suas interações bióticas (tolerância e adequação ao meio) e interações intra e inter-específicas. ➔ Através da análise cladística, verificou-se que as espécies Tal pessoa, que encontra-se distribuída pela região Neotropical, e Qual criatura, que ocorre na África, formam um grupo monofilético. Analisando a distribuição geográfica das duas espécies, como você pode explicar tal distribuição. É possível explicar tal distribuição através da vicariância. Uma vez que as espécies Tal pessoa e Qual criatura descendem de um único ancestral, a distribuição atual delas deve corresponder à distribuição de sua espécie ancestral. Como a América do Sul e a África foram formadas a partir da separação da Gondwana, então, a espécie ancestral deveria se distribuir pela Gondwana. Com fragmentação da Gondwana, uma parte da espécie ancestral ficou na placa da América do Sul, formando a espécies- filha Tal pessoa, e a outra parte ficou na placa da África, originando a espécie-filha Qual criatura. ➔ Realize uma análise cladística para as espécies de besouros aquáticos dos gêneros Acilius e Thermonectus, com base na matriz apresentada a seguir, considerando Dytiscus marginalis como grupo-externo: Táxons\Caracteres 1 2 3 4 5 6 7 8 Dytiscus marginalis 0 0 0 0 0 0 0 0 Acilius sulcatus 1 1 1 0 0 0 0 0 Thermonectus circunscriptus 1 1 1 1 1 1 1 1 Thermonectus duponti 1 1 1 1 1 1 0 0 Thermonectus margineguttatus 1 0 0 1 0 0 0 0 O cladograma mais parcimonioso é: D. marginalis T. margineguttatus A. sulcatus T. duponti T. circunscriptus ➔ Explique a incongruência encontradas na matriz apresentada anteriormente entre os caracteres 2, 3 e 4. Pode-se perceber que os caracteres 2 e 3 e o caráter 4 contam histórias evolutivas diferentes. Os caracteres 2 e 3 indicam o parentesco entre A. sulcatus, T. duponti e T. circunscriptus, enquanto o caráter 4 indica o parentesco entre as espécies do gênero Thermonectus. A partir da análise cladística, verifica-se que na hipótese mais parcimoniosa os caracteres 2 e 3 surgiram uma única vez e que ocorre a reversão no caráter 4 em Acilius sulcatus. Se for considerado o surgimento único para este caráter, sustentando o agrupamento das espécies de Thermonectus, verificar-se-á, nessa hipótese, que os caracteres 2 e 3 tornam-se homoplásticos. 1, 4 2,3 5,6 7,8 4 ➔ Com o resultado obtido com a análise cladística, realize uma revisão taxonômica e nomenclatória para as espécies dos gêneros Acilius e Thermonectus. Como foi possível observar, o gênero Thermonectus não é monofilético. Como só se deve aceitar grupos estritamente monofiléticos em uma classificação, deve-se sinonimizar os gêneros Acilius e Thermonectus. Desta forma, as quatro espécies passam a integrar um único gênero que deverá ser o sinônimo sênior, pelo princípio da prioridade. Outra possibilidade é manter o gênero Thermonectus somente com as espécies T. duponti e T. circunscriptus, manter Acilius sulcatus e descrever um novo gênero para T. marginegutattus. Esta última espécie deverá sofrer uma nova para compor seu novo nome, isto é, o nome do gênero novo acompanhado do epíteto marginegutattus. ➔ As espécies de besouros aquáticos analisadas anteriormente estão distribuídas geograficamente da seguinte maneira: T. margineguttatus ocorre na Europa (Região Paleártica), Acilius sulcatus ocorre na Austrália (Região Australiana) e T. circunscriptus e T. duponti ocorrem na América do Sul (Região Neotropical). Analisando a distribuição geográfica dessas espécies, como você pode explicar tal distribuição. É possível explicar tal distribuição através da vicariância. Uma vez que as espécies de Acilius e de Thermonectus representam um grupo monofilético, a distribuição atual dessas espécies pode ser resultado da fragmentação da área ocupada pela sua espécie ancestral. A Europa, a Austrália e a América do Sul, entre outras áreas, foram formadas a partir da separação da Pangea. Assim, uma parte da espécie ancestral ficou restrita à Europa, formando a espécie-filha T. marginegutattus, outra parte ficou restrita à Austrália, originando a espécie-filha A. sulcatus, e outra parteficou na placa que formou a América do Sul, originando a espécie ancestral que, posteriormente, deu origem às espécies-filhas T. circunscriptus e T. duponti. ➔ Realize uma análise cladística com base na matriz abaixo e proponha a hipótese mais parcimoniosa, considerando o táxon Cruz credo como grupo externo. Táxons\Caracteres 1 2 3 4 5 6 7 8 Cruz credo 0 0 0 0 0 0 0 0 Coisa atoa 1 1 1 0 1 0 0 1 Coisa boa 0 1 0 0 1 0 1 1 Coisa ruim 0 0 0 1 0 0 0 1 Essa foi boa 1 1 0 0 1 1 0 1 Coisa ruim Coisa boa Coisa atoa Essa foiboa 3 6 7 1 4 2, 5 8 ➔ Realize uma revisão nomenclatória e proponha uma classificação para o resultado da análise cladística realizada a partir da matriz anterior, considerando apenas táxons monofiléticos. Segundo a análise acima, o gênero Coisa não forma um táxon monofilético. Dessa forma, para que sejam considerados apenas táxons monofiléticos deve-se: sinonimizar o gênero Essa com o gênero Coisa e, conseqüentemente, realizar uma nova combinação para a espécie Essa foiboa. Então, passa-se a ter o gênero Coisa composto pelas espécies C. ruim, C. boa, C. atoa e C. foiboa; ou manter o gênero Essa com a espécie E. foiboa, o gênero Coisa com uma única espécie (a descrita primeiro) e criar dois novos gêneros, um para cada uma das espécies alocadas anteriormente no gênero Coisa. É necessário, também, promover uma nova combinação para essas duas espécies. Em termos nomenclatórios, é mais coerente adotar-se a primeira opção, uma vez que, embora correta, a segunda formará vários gêneros monotípicos (gêneros formados por uma única espécie). ➔ Por que o antigo táxon “Vermes”, criado por Linneus, não é considerado válido atualmente. Justifique sua resposta. O táxon Vermes reunia animais de aspecto vermiforme ou hábito parasita, sendo estas as únicas características utilizadas para sustentá-los. Atualmente, é sabido que o aspecto vermiforme e que o hábito parasita surgiram, inúmeras vezes e em linhagens distintas, a partir de ancestrais de vida livre. Desta forma, representam homoplasias e não devem ser utilizadas para a formação de um táxon. Se forem utilizadas, formarão táxons polifiléticos. ➔ Por que o táxon Invertebrata, criado por Lamarck, não é considerado válido atualmente. Justifique sua resposta. O táxon Invertebrata foi criado para agrupar os filos de animais que não possuem coluna vertebral, sendo esta a única característica utilizada para sustentá-lo. A ausência de coluna vertebral corresponde a uma plesiomorfia e, portanto, não deve ser utilizada para a formação de um táxon. ➔ Ao avaliar o trabalho de um aluno, um professor reclamou que as esponjas (filo Porifera) estavam enquadradas dentro de Metazórios. Ele sugeriu que o aluno as enquadrassem em um grupo à parte. Com base em que argumento o professor fez tal sugestão e que grupo à parte seria esse? A proposta de tratar as esponjas em um grupo à parte, o Parazoa, se deve ao fato do professor considerar como metazoários verdadeiros aqueles organismos que apresentam tecidos verdadeiros e não aglomerado de células diferenciadas. ➔ Procure exemplos de estruturas possivelmente homólogas mesmo que diferentes entre si, baseando-se nas suas posições e/ou formas, para os mamíferos, as aves, os peixes e os insetos. Use estruturas diferentes das citadas no livro. Os pêlos de todos os mamíferos, as penas das aves a nadadeira caudal e as asas representam estruturas homólogas entre os membros de cada um desses grupos. Existem inúmeras outras estruturas homólogas entre os mamíferos, entre as aves etc. ➔ Considerando ainda mamíferos, aves, peixes e insetos, cite estruturas homólogas entre esses grupos. A coluna vertebral dos peixes, a das aves e a dos mamíferos representam estruturam homólogas. A cavidade amniótica de mamífero e a das aves também são homólogas. O mesoderma de insetos, o de peixes, o de aves e o de mamíferos são estruturas homólogas. Existem outras estruturas homólogas entre esses grupos. ➔ Agora cite estruturas homólogas e diferentes entre si para os grupos citados. Os membros anteriores do morcego são homólogos aos do cavalo, o bico de um tucano é homólogo ao de um beija-flor, a nadadeira dorsal de uma garoupa é homóloga a de um cavalo-marinho, a antena de uma borboleta é homóloga a de uma mosca, etc. ➔ No cladograma abaixo, são mostradas as transformações, ao longo da filogenia, de dois caracteres (círculo e quadradinho). Observe que, na primeira hipótese, a espécie A apresenta o mesmo estado apomórfico do caráter “quadradinho” que a espécie D (quadrados escuros) sendo que ambos têm seu ancestral comum com o estado de quadrado claro. Na segunda hipótese, a espécie A compartilha o mesmo estado do caráter círculo (círculo claro) com a espécie D, embora o ancestral de B com C e D apresente o estado círculo escuro. Explique que tipo de compartilhamento de caracteres foi descrito acima. A B C D A B C D E No primeiro caso, o estado escuro é uma homoplastia, tendo surgido independentemente duas vezes, uma em A e outra em D. No segundo caso, o estado claro encontrado em E representa uma reversão, pois o ancestral de C + D + E apresenta bolinha escura, a qual sofre uma reversão, retornando a sua condição plesiomórfica. ➔ Observando a transformação dos caracteres na filogenia apresentada a seguir, descreva quais tipos de compartilhamento de caracteres são encontrados e em que caracteres eles ocorrem. Caráter retângulo: se considerarmos o conjunto de todas as espécies, ele representa uma sinapomorfia; se forem consideradas as espécies A, B, H e I em conjunto ou cada uma delas isoladamente, ele representa uma simplesiomorfia; se for considerada apenas a espécie G, ele representa uma reversão. Caráter triângulo: representa uma sinapomorfia de C e também uma sinapomorfia de J, isoladamente; se considerarmos as espécies C e J é uma homoplastia. Caráter estrela: representa uma sinapomorfia para o conjunto das espécies D, E, F, e G, mesmo tendo se modificado na espécie G; se forem consideradas somente as espécies D, E e F ou cada uma delas isoladamente, ele representa uma simplesiomorfia. ➔ O pesquisador Abdel resolveu fazer uma análise cladística e obteve o cladograma a seguir. Diante do resultado de sua análise, Abdel propôs que Aves fosse incluída no grupo Reptilia, junto com Tartarugas, Cobras e Crocodilos. Ao tomar conhecimento dos resultados de Abdel, o pesquisador Bratim discordou ferrenhamente e resolveu tirar Aves de Repilia. Considerando que as classificações biológicas devem conter apenas agrupamentos monofiléticos, qual dos dois pesquisadores tem razão. Justifique sua resposta. (1,0 ponto) |----------------------- Reptilia ------------------------| Tartaruga Cobra Crocodilo Aves O pesquisador Abdel está correto em considerar Aves como um agrupamentos dentro de Reptilia. O antigo agrupamento Reptilia (sem Aves) representa um agrupamento parafilético, uma vez que não inclui todos os descendentes de um mesmo ancestral. ➔ Ao analisar o resultado dos dois cladogramas abaixo, foi observado que os táxons A e A1 são encontrados apenas na Austrália. Os táxons B e B1 apenas na África e os táxons C e C1 apenas na América do Sul. Proponha uma explicação para esse padrão de distribuição. (1,0) Comparando os dois cladogramas com a distribuição geográfica de seus táxons verificamos existir congruência entre eles. O ancestral dos táxons A, B e C ocupava uma área comum, a qual correspondia às áreas da Austrália, da África e da América do Sul justas. O mesmo ocorre com os táxonsA1+B1+C1. Esses continentes estavam reunidos em um só no passado, o supercontinente conhecido com Gondwana. Esse supercontinente se fragmentou em dois, um que formou a Austrália e outro que posteriormente se fragmentaria e formaria a África e a América do Sul. Os descendentes do ancestral A+B+C e do ancestral A1+B1+C1 que ocupava a Austrália se diferenciaram e formaram os táxons A e A1, respectivamente. Os descendentes que ocupavam o outro fragmento (África+América do Sul) se diferenciaram e formaram os ancestrais exclusivos dos táxons B e C e B1 e C1. Posteriormente, esse fragmento se fragmentou, formando os atuais continentes África e América do Sul. Os descendentes do ancestral B+C que ocupavam a África formaram o táxon B e os descendentes que ocupavam a América do Sul formaram o táxon C. O mesmo acontecendo com os descendentes do ancestral B1+C1. A B C A. A1 B1 C1 B. ➔ Ao estudas um lote de quatro indivíduos das raríssimas lulas gigantes do gênero Architeuthis, o malacólogo Ariel Sinval descobriu se tratarem de moluscos ainda não conhecidos para a ciência. Empolgado com a descoberta, Ariel Sinval preparou um manuscrito descrevendo essa espécie nova e o enviou para a uma conceituada revista científica. Ao examinar tal manuscrito, o revisor da revista verificou que o manuscrito não poderia ser aceito para publicação por não haver qualquer designação de tipos, ferindo o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica - CINZ. Que medidas Sinval deve tomar para que seu manuscrito não fira o CINZ e seja aceito para publicação? O malacólogo Ariel Sinval deve designar um dos indivíduos do lote estudado como holótipo (exemplar tipo da espécie) e indicar no manuscrito. Os demais indivíduos examinados podem ser designados como parátipos. É recomendável que o holótipo e os demais exemplares examinados pelo malacólogo sejam depositados em alguma coleção científica.