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5 ( Sistema de Ensino Presencial Conectado GEOGRAFIA LICENCIATURA ) ( FABIOLA DOS SANTOS MARCIO MARTINS GUSMÃO ROSILANDIA GONÇALVES DE JESUS ) ( Bacia hidrografica do vale do Jequitinhonha. ) ( Medina-MG 2017 ) ( FABIOLA DOS SANTOS MARCIO MARTINS GUSMÃO ROSILANDIA GONÇALVES DE JESUS ) ( bacia hidrografica do vale do jequitinhonha. ) ( Trabalho do Curso de Geografia 4 º Semestre, apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na s disciplina s de Educação à Distância ;. Fundamentos de geologia;Geomorfologia; Hidrogeografia ;Metodologia científica e Seminário da Prática IV. Prof s Jamile Ruthes Bernardes; Thais Cristina Berbet ; Tatiana Fernanda Mendes; Sérgio Aparecido Nabarro e Heloisa Gomes Bezerra. ) ( Medina-MG 201 7 ) SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .3 2 LOCALIZAÇÃO........................................................................................................5 3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS............................................................................7 4 PROBLEMAS AMBIENTAIS....................................................................................8 5 CONCLUSÃO ..........................................................................................................9 6 REFERENCIAS.......................................................................................................11 INTRODUÇÃO A presente pesquisa nos leva a pensar as menções da bacia do vale do rio Jequitinhonha,nascendo na região da cidade se serro, atravessa o nordeste do estado de minas gerais e deságua no oceano atlântico em Belmonte no estado da Bahia, percorrendo umas das regiões que foi considerada uma das mais pobres do Brasil e do mundo o vale do Jequitinhonha. Visando como o rio abrange grande parte do nordeste do estado de minas gerais e pequeno setor no sudeste da Bahia, está entre os paralelos 16ºe18°S e os meridianos 39ºe 44ºW,assim totalizando uma área de 70.315 quilômetros quadrados,destacando 66.319 quilômetros quadrados situados em minas gerais e 3.996 quilômetros quadrados pertencentes a Bahia, a bacia abrange 11,3% da área de minas Gerais e apenas 8% da Bahia equivalente 6,1% da área dos dois estados. Para que se tenha uma base no estudo do rio Jequitinhonha, situam-se nas mesorregiões do vale do Jequitinhonha e norte de minas, contendo informações onde a qualidade das águas na bacia foi considerada bom, tendo resultados do ano 2005 os melhores de toda a história de monitoramento do rio. O comitê da bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha encontra-se em processo de formação, vários diagnósticos convergem ao apontar as restrições hídricas e as secas periódicas levando para o baixo desempenho da agropecuária na Bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha. Seus principais afluentes pela margem direita são os rios Araçuaí, Piauí e São Miguel, pela esquerda os rios Itacambiruçu, Salinas e São Pedro, a Bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha abrange grande parte do nordeste e pequena parte do sudeste do estado da Bahia, De sua área total, cerca de 94% estão em Minas e apenas 6% estão na Bahia. O rio Jequitinhonha é o recurso natural mais importante da região, mas com atividades humanas de desmatamento, drenagem para mineração ou plantações seu alto curso a bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha está cada vez mudando. Em busca de conhecimento sobre a bacia do vale do Jequitinhonha seu nome foi dado pelos índios que na língua indígena quer dizer no ‘jequi’ que significa armadilha para pegar peixe, e no período colonial era chamado de rio das virgens, apesar do vale do Jequitinhonha ser considerado uma das regiões mais pobres, ela também tem tido muita esperança em reaver essa situação com artesanatos de barro, culturas peculiares ligadas a natureza como navegações e músicas folclóricas e lendas da história do rio. A gestão das águas de Minas Gerais é regida pela política estadual de recursos hídricos, essa política visa assegurar o controle, pelos usuários atuais e futuros, Para apoiar e direcionar o trabalho do Sistema de gerenciamento de recursos hídricos existem instrumentos e ferramentas de gestão, entre elas estão o plano estadual de recursos hídricos,informações sobre recursos Hídricos(InfoHidro), enquadrando corpos de água em classes, segundo seus usos, o cadastro de usos de usuários,monitorando a qualidade da água, e dos direitos de uso e recursos hídricos. LOcalização. O rio Jequitinhonha nasce nas serras do espinhaço, a sul da cidade de Diamantina, localizado nos arredores de Capivari, sopé do morro redondo, a uma altitude aproximada de 1.200m, sua bacia confina a norte com a bacia do rio pardo, a sul limita com a bacia do rio doce; a sudeste situam-se divisores do mucuri e de várias pequenas bacias independentes,a oeste, o maciço do espinhaço é divisor da bacia São Francisco, e a leste situa-se o oceano Atlântico. Os principais afluentes do rio Jequitinhonha são os rios itacambiruçu, Salinas, São Pedro e São Francisco pela margem esquerda, Araçuaí, Piauí e São Miguel, pela margem Direita. Nascente do rio Jequitinhonha. Bacia hidrográfica do Médio e baixo rio Jequitinhonha situa-se nas mesorregiões do vale do Jequitinhonha e norte de minas, onde estão os municípios como Salinas Araçuaí, Pedra Azul e Almenara, abrangendo um total de 29 municípios, apresenta uma área de drenagem de 29.774 quilômetros quadrados e com total de 392.539 habitantes. O clima dessa Bacia é considerado Semi-árido com período de seca por 6 meses por ano,com exceção da parte leste da bacia,onde o clima é semi-úmido durante de 4 a 5 meses por ano. A disponibilidade da Bacia do Jequitinhonha é de 2 a 10 litros por segundo por quilômetros quadrados, com exceção no vale do Jequitinhonha com 2 litros por segundo por quilômetro quadrado. O rio é habitado por várias espécies de peixes que são utilizados na pesca, assim a CEMIG no âmbito de um programa peixe vivo, desenvolve trabalhos e pesquisas na produção de alevinos de espécies dos rios prado e Jequitinhonha em um laboratório para a reprodução destes peixes e assim serem soltos no rio junto com a população. A CEMIG realiza um trabalho no médio Jequitinhonha, onde está localizada a usina de Irapé, buscando monitorar a população de peixes no reservatório da hidrelétrica, identificando as áreas que os peixes possam se reproduzir antes e após a barragem. Na divisão político administrativo a bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha estende por quatro regiões mineiras, Jequitinhonha metropolitana de Belo Horizonte, Norte de Minas e Vale do Mucuri, assim Almenara, Araçuaí,Capelinha,Diamantina,Pedra Azul,Conceição de mato Dentro,Bocaiúva,Gão Mogol,Janaúba,Salinas e Teófilo otoni, estão as regiões que são abrangidas por esta área. Já na Bahia as regiões pertencem ao centro- sul Baiano são Itapetinga,Ilhéus-Itabuna e Porto Seguro.Dentre os municípios estão aqueles que possuem área integrada incluída na bacia do rio Jequitinhonha, os municípios de ,Porteirinha, Rio Pardo de Minas, Rio Vermelho,Eunápolis, Macani, e Santa Cruz Cabrália, constam como integrantes da bacia do rio, sendo de pouca representação do espaço físico da bacia do Jequitinhonha. atividades desenvolvidas. No rio Jequitinhonha abriga duas usinas hidrelétricas a de Irapé, Murta e Itapebi, sendo Irapé a maior delas tendo capacidade de os municípios de Berilo e Grão Mogol, com potência estimada de 390 MW. É a barragem mais alta do Brasil medindo 208 metros de altura, ocupando o segundo lugar na America latina e o terceiro lugar no mundo. A usina é muito importante para o país, embora os impactos ambientais ainda existam por aquelas pessoas que ocupam a sua área. A usina inundou vários municípios e assim várias famílias tiveram que desocupar a área, deixando para trás seus hábitos e costumes antigos de cultivo as margensdo rio. Uma marcante característica da bacia do rio Jequitinhonha, vem sofrendo com alto grau de pobreza e o êxodo rural, além de outras características muito fortes como o baixo grau de escolaridade e baixa renda per capita. Assim as principais rendas da região são programas do governo como o bolsa família, caracterizando como uma região sem renda, assim que por sua vez essa região depende desse programa gerado pelo governo.E também tem outro fator que por sua vez vem deixando a região a mercê de muita ajuda, como a seca, e a falta de recursos para a produção do vale do Jequitinhonha, assim obrigando as pessoas a irem buscar emprego e moradia em outras cidades.Assim com esses fatores de problemas ambientais sociais e econômicos o vale é visto como um ponto de oportunidades, visando o possível desenvolvimento econômico sem necessidade de sair do vale. Problemas ambientais. O rio Jequitinhonha está sofrendo grandes problemas ambientais com redução de oferta de água para consumo, queda de geração elétrica é o resultado de anos de degradação das bacias hidrográficas e das nascentes. Onde no Serro acontecem problemas ambientais bem comuns em cidades que acabam com o rio, com despejos de esgoto doméstico, comercial e dentre outros que prejudicam a manancial desse rio, produzindo uma devastação que aumenta o prejuízo ambiental. Começando a degradação de culturas de povos, na bacia do rio em que vivem uns dos maiores problemas e está relacionado ao índice maior de pobreza do país. A devastação do rio Jequitinhonha, lugar onde se encontra artesanato, música, e formas diferentes de cultivo, avançam em direção a nascente, que começa a ser castigada pouco mais de um quilômetro, onde o rio começa a brotar suas águas e assim também começa sua saga no chapadão do cerrado mineiro, sofrendo problemas ambientais até chegar à Bahia e desaguar no mar. Onde esse rio recebe grandes resíduos, como combustíveis, óleos que vazam pelas canaletas, resíduos de empresas, animais mortos, lixo, e assim acabando com as mananciais por causa desses poluentes. A derrubada de mata que levam as nascentes do rio a seca, afetando o meio de vida das pessoas que moram e necessitam do rio para sua sobrevivência. conclusão. O rio Jequitinhonha com cerca de 70.315 quilômetros quadrados, tem mais de 90,2% de sua área situada em uma das regiões mais secas do Estado de minas Gerais,com precipitações médias anuais da ordem de 600mm,com faixa litorânea mais úmida no sudeste da Bahia.Assim com 920 km de curso o rio atravessa rochas do espinhaço, onde posicionam suas nascentes do grupo Macaúbas e substrato cristalino, e no baixo curso adapta a sedimentos terciário-quaternários antes de se desembocar no oceano Atlântico. Com dados na pesquisa técnicos concluem dados que a bacia do Jequitinhonha apresenta dois períodos distintos de altas e baixas vazões, em razão da convergência do período chuvoso de cinco meses nas porções altos e médios da bacia. Suas águas no ponto hidroquímico apresentam baixo teor de salinidade, atendendo o padrão de potatabilidade, variando a qualidade de média para boa tendo como uso doméstico, irrigação para plantio e dentre outras utilizações de sua água. Assim no alto e médio Jequitinhonha as atividades mineradoras estão causando grande impacto nas margens como erosão no leito e nas margens do rio, deixando sedimentos que poluem as águas, e além deste fator tem outros como o descarte de esgotos sanitários, o uso de agrotóxicos e resíduos descartados no leito do rio. Existem águas subterrâneas a alimentação deste sistema é realizada quase que unicamente através de filtração direta das drenagens superficiais, os aqüíferos nos vales do rio Jequitinhonha e Araçuaí destacam pela utilização ribeirinha. Na alta bacia do Jequitinhonha predominam campos de altitude com formações herbáceo-arbustivas, onde a ocupação humana preocupou em princípio instalar ao longo dos rios preservarem as florestas e as matas das chapadas. A bacia do rio Jequitinhonha é considerada uma das áreas que registram o índice de pobreza mais alto do país, assim visando melhor este grau de pobreza não é tão elevada como se pensa assim no ponto de vista a área tem um grande potencial de riqueza, pois seus solos são ricos em minerais, os recursos hídricos são excelentes, existindo carência na área de saúde e saneamento básico, assim como toda área existe problemas e carências em todos os setores. Esses aspectos, porém devem ser colocados numa perspectiva correta e realista para que sejam resolvidas essas propostas. Na realidade a preocupação deve recair sobre as atividades mineradoras, os problemas de erosão que ocasionam no alto curso do rio Jequitinhonha são conhecidos e ocasionam um problema em todo o vale. Assim com reflorestamentos que ocupam grandes partes de topos e planos das chapadas no alto e no médio da bacia de vegetação de cerrado, limitar o uso agrícola, e assim poderiam ser corrigidos. Entretanto visar e cuidar das nascentes do rio Jequitinhonha, com sugestões de melhorar o desenvolvimento das atividades artesanais praticadas nos municípios e ver também os recursos naturais das áreas montanhosas. Ter como lucro o turismo ecológico definindo o roteiro de rios e cachoeiras, fazer caminhadas por trilhas etc. Assim com todas essas ocasiões poderiam gerar novos empregos e novas oportunidades de crescimento, sem prejudicar os rios e nascentes do Jequitinhonha. REFERÊNCIAS artepopular/valedojequitinhonha/valejequitinhonha.htm. Acesso em: 15 de outubro de 2008. CODEVALE. Vale do Jequitinhonha: informações básicas. Belo Horizonte: CODEVALE, 1986, 168 p. DIAS, Fernando Correia. A imagem de Minas: ensaios de sociologia regional. 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