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Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 221 ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. • Ação civil pública: só pode ser ajuizada por legitimados (como o Ministério Público, a Defensoria Pública, etc.). Protege direitos difusos e coletivos, quais sejam, patrimônio público e social, do meio ambiente, consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; por infração da ordem econômica e da economia popular; ordem urbanística. • Mandado de injunção: conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. • Habeas data: impetrado para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; ou anotação da existência de processo judicial. 2. Controle legislativo ou parlamentar É realizado em duas frentes. O controle político é realizado em situações excepcionais, expressamente previstas na Constituição federal, recaindo sobre a conveniência e oportunidade de um determinado ato. Ex: sustação de atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar; autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas. Já o controle contábil, financeiro, orçamentário, operacional e patrimonial é realizado pelo Congresso Nacional com auxílio do Tribunal de Contas, e recai sobre a legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas. Esta espécie de controle alcança a União e entidades da Administração direta e indireta e qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. O Tribunal de Contas consiste em um órgão auxiliar do poder legislativo e não exerce função jurisdicional, pois suas decisões não produzem coisa julgada e podem ser revistas pelo Poder Judiciário. As decisões do Tribunal de Contas que resultem em imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. Alguns exemplos da atuação do Tribunal de Contas e do Congresso Nacional Tribunal de Contas Congresso Nacional • Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República mediante parecer prévio; • Julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; • Julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; • Assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei se verificada ilegali dade; • Fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; • Sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. • Sustar a eficácia de contratos quando presentes indícios de irregularidade solicitando ao Poder Executivo as medidas cabíveis; • Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 222 limites da delegação legislativa. O art. 31, §4º da CF vedou a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais nos Municípios além daqueles que já existiam à época da entrada em vigor da Constituição Federal, razão pela qual o controle dos Municípios é feito pela Câmara dos Vereadores com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 3. Questões do exame da OAB QUESTÃO 62 (XVI Exame de Ordem Unificado) O Estado X está ampliando a sua rede de – esgotamento sanitário. Para tanto, celebrou contrato de obra com a empresa “Enge Sane”, -X- no valor de R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais). A fim de permitir a conclusão das obras, com a extensão da rede de esgotamento a quatro comunidades carentes, o Estado celebrou termo aditivo com a referida empresa, no valor de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), custeados com recursos transferidos pela União, mediante convênio, elevando, assim, o valor total do contrato para R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais). Considerando que foram formuladas denúncias de sobrepreço ao Tribunal de Contas da União, assinale a afirmativa correta A) O Tribunal de Contas da União não tem competência para apurar eventual irregularidade, uma vez que se trata de obra pública estadual, devendo o interessado formular denúncia ao Tribunal de Contas do Estado. Incorreto O Tribunal de Contas – da União tem competência para apurara eventual irregularidade eis que parte dos recursos que custearam a obra foram transferidos pela União. B) O Tribunal de Contas da União não tem competência para apurar eventual irregularidade, mas pode, de ofício, remeter os elementos da denúncia para o Tribunal de Contas do Estado. Incorreto O Tribunal de Contas – da União tem competência para apurar eventual irregularidade eis que parte dos recursos que custearam a obra foram transferidos pela União. C) O Tribunal de Contas da União é competente para fiscalizar a obra e pode determinar, diante de irregularidades, a imediata sustação da execução do contrato impugnado. Incorreto A sustação de – contratos incumbe ao Congresso Nacional. D) O Tribunal de Contas da União é competente para fiscalizar a obra e pode indicar prazo para que o órgão ou a entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade. ALTERNATIVA CORRETA QUESTÃO 63 (XIX Exame de Ordem Unificado) A pretexto de regulamentar a Lei nº – 8.987/1995, que dispõe sobre a concessão e a permissão de serviços públicos, o Presidente da República editou o Decreto XYZ, que estabelece diversas hipóteses de gratuidade para os serviços de transporte de passageiros. A respeito da possibilidade de controle do Decreto XYZ, expedido pelo chefe do Poder Executivo, assinale a afirmativa correta. A) Como ato de natureza essencialmente política, o Decreto XYZ não está sujeito a qualquer forma de controle. Incorreto O ato está sujeito ao – controle de legalidade pelo Poder Judiciário e ao controle político realizado pelo Poder Legislativo. B) Como ato discricionário, o Decreto XYZ não está sujeito a qualquer forma de controle. Incorreto Mesmo os atos – discricionários sujeitam-se ao controle de legalidade pelo poder Judiciário C) Como ato normativo infralegal, o Decreto XYZ está sujeito apenasao controle pelo Poder Judiciário. Incorreto O ato está sujeito ao – controle de legalidade pelo Poder Judiciário e ao controle político realizado pelo Poder Legislativo. D) Como ato normativo infralegal, o Decreto XYZ sujeita-se ao controle judicial e ao controle legislativo. ALTERNATIVA CORRETA Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 223 QUESTÃO 64 (X Exame de Ordem Unificado) Cristina, cidadã brasileira comprometida com – a boa administração, descobre que determinada obra pública em sua cidade foi realizada em desacordo com as normas que regem as licitações públicas, com vistas a beneficiar um particular amigo do prefeito. De posse de cópias do processo administrativo que comprovam a situação, pretende ingressar com medida judicial para a proteção do patrimônio público. Para combater tal situação, Cristina deverá A) ingressar com ação civil pública, que é o meio apto a sanar a lesividade ao patrimônio público. Incorreto Cristina não detém – legitimidade para ajuizar ação civil pública. B) propor ação penal privada subsidiária da pública para condenar o prefeito e o particular beneficiado e reparar os prejuízos causados aos cofres públicos. Incorreto A ação penal não é o – meio hábil para buscar o ressarcimento de danos causados ao erário. C) impetrar mandado de segurança coletivo para amparar direito líquido e certo seu e de todos os cidadãos aos princípios da legalidade e moralidade. Incorreto Cristina não detém – legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo. D) ingressar com ação popular apta a proteger o patrimônio público indevidamente lesado. ALTERNATIVA CORRETA Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 224 DIREITO CONSTITUCIONAL CONSTITUCIONALISMO (é a teoria que busca explicar a formação e organização dos Estados, limitando o poder dos governantes e criando uma estrutura político-social de uma comunidade. Veio para garantir, no papel, que os poderes viessem a ser limitados e divididos como forma de impedir o seu uso arbitrário e que assegurassem os chamados direitos fundamentais, anteriormente a essa fase não existia constituição formal, apenas normas intuitivas desenvolvidas com base nas correntes jusnaturalistas. • Hierarquia entre normas • Limitação do poder NEOCONSTITUCIONALISMO (é uma evolução natural do constitucionalismo, onde procura não apenas garantir os direitos fundamentais do homem, mas também a forma que deve ser concretizadas esses direitos.) • Hierarquia não apenas formal, (axiológico - valor) • Concentração dos direitos fundamentais Fonte: http://direitonafacul.blogspot.com.br A finalidade do ADCT é estabelecer regras de transição entre o antigo ordenamento jurídico e o novo, instituído pela manifestação do poder constituinte originário, providenciando a acomodação e a transição do antigo e do novo direito edificado. Segundo Barroso, “destinam-se as normas dessa natureza a auxiliar na transição de uma ordem jurídica para outra, procurando neutralizar os efeitos nocivos desse confronto, no tempo, entre regras de igual hierarquia Constituição nova versus Constituição velha e de hierarquia diversa Constituição nova — — — versus ordem ordinária preexistente”, interligando-se, portanto, nesse sentido, com o instituto da CONSTITUCIONALISMO E NEOCONSTITUCIONALISMO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 225 recepção (Luís Roberto Barroso, Disposições constitucionais transitórias..., p. 491, in: CLÈVE, C. M.; BARROSO, L. R. (Org.). Doutrinas essenciais direito constitucional, RT, 2011. v. 1, p. 489-505). Fonte: http://slideplayer.com.br/slide Classificação das Constituições: Fonte: http://www.direitonafacul.blogspot.com Constituição Federal de 1988: CONSTITUIÇÃO Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 226 Fonte: http://www. direitonafacul.blogspot.com Estrutura da Constituição Federal de 1988: Fonte: http://www. slideplayer.com.br FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA: Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, – constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. PODERES: Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. – OBJETIVOS DA REPÚBLICA: Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: – I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. PRINCÍPIOS NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: – I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III - autodeterminação dos povos; IV - -intervenção; não V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz; PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 227 VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de asilo político. Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. Poder Constituinte pode ser conceituado como o poder de elaborar ou de atualizar uma Constituição mediante a supressão, modificação ou acréscimo de normas constitucionais ao texto preexistente. Na primeira hipótese, temos o Poder Constituinte Originário; na segunda, temos o Poder Constituinte Derivado. A titularidade do Poder Constituinte (Originário e Derivado) pertence ao povo. Esta noção foi introduzida no pensamento constitucional por Joseph Sieyes através do panfleto “Que é o terceiro Estado?”, escrito na França no final do século XVIII. No Brasil, a teoria está explícita no parágrafo único do artigo 1°: Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...) Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Titularidade ≠ agente: o titular é sempre o povo. Contudo, o agente através do qual o Poder Constituinte foi exercido depende do modo através do quala Constituição surgiu. Se foi uma Constituição promulgada, o agente foi uma Assembleia Nacional Constituinte; se foi uma Constituição outorgada, o agente foi a autoridade que, em nome do povo, criou uma Constituição. Fonte: http:// http://www.entendeudireito.com.br PODER CONSTITUINTE Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 228 Poder Constituinte Originário é aquele que cria uma nova Constituição e, por conseguinte, uma nova ordem jurídica e, um novo Estado. O Poder Constituinte Originário é aquele que cria um novo Estado. Por isso, por inaugurar uma nova ordem jurídica, é também chamado de inicial ou de inaugural. O STF e a doutrina majoritária afirmam que as características do Poder Constituinte Originário são: a) Inicial: pois cria uma nova Constituição e, por conseguinte, instaura uma nova ordem jurídica e um novo Estado, rompendo, com isso, com a ordem jurídica anterior. b) Autônomo: pois somente a ele compete decidir se, como e quando deve se manifestar novamente. c) Ilimitado juridicamente: por ser inicial, o Poder Constituinte Originário não tem de respeitar os limites postos pelo direito anterior. Apesar disso, é possível encontrarmos numa doutrina um pouco mais contemporânea uma relativização dessa ausência de limites. d) Incondicionado e soberano na tomada de suas decisões: o Poder Constituinte Originário não tem que se submeter a qualquer forma prefixada de manifestação. Ou seja, quando se reúne, o Poder Constituinte Originário através de seus agentes criam as suas próprias regras de funcionamento, que – – geralmente são os regimentos internos das Assembleias Nacionais Constituintes. e) Poder de fato: por todas essas características, diz-se que o Poder Constituinte Originário é um poder de fato, e não um poder de direito, pois ele está legitimado não por um diploma normativo, por uma lei ou por uma Constituição, mas sim por uma decisão do povo. Na perspectiva do STF, não há a possibilidade de controle de constitucionalidade das normas constitucionais originárias. Contudo, há autores filiados a corrente jusnaturalista que entendem ser possível a declaração de inconstitucionalidade de normas constitucionais originárias, tendo, neste caso, como parâmetro, o direito natural. Não é a teoria aceita pelo STF. Titular e agente: povo e Assembleia Nacional Constituinte (no caso brasileiro), respectivamente. Ainda, a titularidade do Poder Constituinte não pode ser alterada via emenda (limite material implícito). Fonte: http://www. http://slideplayer.com.br O Poder Constituinte Derivado também chamado de instituído, constituído, secundário ou de segundo – grau é aquele responsável pela atualização da Constituição, suprimindo, alternado ou acrescentando – normas constitucionais. Como o próprio nome sugere, o Poder Constituinte Derivado é criado pelo Poder Constituinte Originário e, por isso, deve lhe guardar obediência. A sua manifestação é feita através de Emenda Constitucional, e não através de uma Assembleia Nacional Constituinte, por exemplo. A titularidade do poder Constituinte Originário é sempre do povo. No caso brasileiro, contudo, o Poder Constituinte Derivado é exercido pelo Congresso Nacional, pois é ele quem detém a competência para alterar a Constituição. Poder Constituinte Derivado divide-se em algumas espécies: Poder Constituinte Derivado Revisor e Poder Constituinte Derivado Reformador. Basicamente ambos têm a mesma lógica: atualizam o texto constitucional, removendo, alterando ou acrescentando novos dispositivos no texto constitucional para fins de adequá-lo à realidade. No entanto, há algumas particularidades que os distinguem. Poder Constituinte Revisor: PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO (INICIAL OU INAUGURAL) PODER CONSTITUINTE DERIVADO (INSTITUIDO, CONSTITUIDO, SECUNDÁRIO) Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 229 é exercido numa data determinada pelo Poder Constituinte Originário com o intuito de corrigir eventuais lacunas ou falhas do texto originário, adequando-o à realidade. No Brasil nós tivemos 6 Emendas Constitucionais de Revisão, como determinava o artigo 3° do ADCT, segundo o qual: Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral. Atualmente não é mais possível o exercício deste Poder no Brasil, uma vez que o STF já entendeu ser o artigo 3° uma norma constitucional de eficácia exaurida. Poder Constituinte Reformador: é o veículo ordinário de atualização do texto constitucional. Através dele, a Constituição é alterada quando surge a necessidade de tal alteração. No Brasil, o veículo por meio do qual o Poder Constituinte Reformador se manifesta é a Emenda Constitucional, prevista no artigo 59 inciso I. Diferenças entre o Poder Constituinte Derivado Revisor e o Poder Constituinte Derivado Reformador: (i) Limitação temporal, (ii) número de votações, (iii) quórum para a votação: O Poder Constituinte Derivado Revisor, portanto, tem uma limitação temporal, pois somente pode ser exercido após o lapso de um período de tempo, no caso brasileiro, após 5 anos. É diferente, portanto, do que ocorre com o Poder Constituinte Derivado Reformador, que pode ser exercido logo após a promulgação da Constituição. Da mesma forma, o Poder Constituinte Derivado Revisor tem a diferença de ser exercido em um único turno de votação, diferentemente do que ocorre com as Emendas Constitucionais, que apenas podem ser aprovadas após um duplo processo de votação. Como deve obedecer ao Poder Constituinte Originário, o Poder Constituinte Derivado tem características que de certa forma se contrapõem às características daquele. Nesse sentido, o Poder Constituinte Derivado é: a) Derivado, ou Secundário: isto é, não inaugura uma nova Constituição e, por conseguinte, uma nova ordem jurídica e um novo Estado, como o Poder Constituinte Originário, mas somente atualiza essa nova Constituição. b) Subordinado/limitado: a ideia aqui é que o Poder Constituinte Derivado está limitado pelo Poder Constituinte Originário. c) Condicionado: só pode agir de acordo com os limites impostos pelo Poder Constituinte Originário. Dessa forma, a elaboração de uma Emenda Constitucional depende de um quorum específico (3/5 dos membros de cada Casa do Congresso, em dois turnos de votação). d) Poder de Direito: diferentemente do que ocorre com o Poder Constituinte Originário, o Poder Constituinte Derivado é um Poder de Direito, pois também está legitimado pelo Direito, no caso, por uma manifestação do Poder Constituinte Originário. Limitações ao Poder Constituinte Derivado: dentre as características, a que mais se sobressai é a da possibilidade de limitação do Poder Constituinte Derivado, realidade esta não ocorrente no Poder Constituinte Originário. Além de ser limitado pelas próprias normas constitucionais originárias de modo que se admitem normas constitucionais – inconstitucionais , há no caso brasileiro limitações materiais, circunstanciais e temporais. Vejamos cada – uma delas: Limites materiais expressos (art. 60, § 4º): impedem a modificação de algumas matérias - Forma federativa. - Voto direto, secreto universal e periódico. - Separação de poderes. - Direitos e deveres individuais. Limites circunstanciais (art. 60, § 1º): impedem a modificação em algumas circunstâncias, ligadas a regime de exceção - Estado de Defesa. - Estado de Sítio. - Intervenção Federal. Limites formais - Inexistência de sanção:as Emendas Constitucionais são promulgadas pelas Mesas do Senado e da Câmara. - Impossibilidade de nova proposta na mesma sessão legislativa: caso sejam rejeitadas ou tidas por prejudicadas. Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:01 230 - Quórum qualificado: 3/5 em dois turnos de votação em cada Casa. O STF tem entendimento segundo o qual mudança não substancial da PEC pela Casa Revisora não implica na devolução do projeto para a Casa Inicial. - Iniciativa restrita: 1/3, no mínimo, dos membros da CD (171) ou do SF (27); Presidente da República ou mais da metade das Assembléias Legislativas Estaduais, manifestando-se cada uma delas pela maioria simples dos seus membros (14). Limites materiais implícitos Forma Republicana. Artigo 60 como um todo. Sistema Presidencialista. Titularidade do Poder. Direitos coletivos. É perfeitamente possível o controle de constitucionalidade de emendas constitucionais, desde que elas violem as normas constitucionais originárias limitadoras do poder constituinte derivado (cláusulas pétreas). É o Poder conferido aos Estados-Membros para que eles possam elaborar as suas Constituições. Além dos dois mencionados anteriormente, há uma terceira modalidade de Poder Constituinte chamado de Decorrente, que é o Poder que os Estados têm de elaborar as suas Constituições. A sua previsão vem no artigo 11 do ADCT. Poder não conferido aos Municípios: É importante mencionar que o Distrito Federal não se rege por Constituição Estadual, mas sim por Lei Orgânica, como os Municípios. Princípio da simetria: significa que os padrões de organização e os princípios adotados pela Constituição Federal sejam repetidos nas Constituições Estaduais. Assim, se a Constituição Federal prevê um sistema de governo presidencialista, não podem os Estados-Membros se organizarem como se parlamentaristas fossem. Mutação Constitucional: é a modificação informal na Constituição, de modo que se altera a interpretação de um texto sem a alteração deste. Quando o STF entendeu que os direitos fundamentais pertencem aos brasileiros e aos estrangeiros, sejam eles residentes ou não no país, modificou a norma que se extrai do texto do artigo 5°, segundo o qual “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à brasileiros e aos estrangeiros residentes no País igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”. Conceito: Características: a) Historicidade: surgem lentamente com o passar do tempo. Direitos do homem Direitos humanos Direitos fundamentais - Inatos - Jusnaturalismo/direito natural - Substancialmente idênticos aos direitos do homem - Previstos em tratados ou convenções internacionais - Aqueles que o Direito vigente num determinado país qualifica como tal - Proteção no Direito Nacional (Constituição) PODER CONSTITUINTE DECORRENTE DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS