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Banco de Provas Comentadas 2022 
Estratégia Carreira Jurídica 
 
 
 
 
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Letra B. A proposta de lei de regulamentação de garimpo e exploração mineral, por parte do 
Governador, é inconstitucional por vício de competência, tendo em vista que compete 
privativamente à União legislar sobre jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia, 
conforme artigo 22, XII, da CF. 
CF/88 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
... 
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 
Letra C. Licenciamento Ambiental é procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental 
competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e 
atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras 
ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as 
disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso, conforme artigo 1º, 
I, da Resolução CONAMA 237/97. 
A inconstitucionalidade da proposta estadual deriva não do fato de que a ativada de garimpo deva 
ser precedida da licença prévia, licença de instalação, licença de operação e licença de controle 
ambiental (esta última nem sequer é prevista pela legislação correlata), e sim do vício de 
competência, tendo em vista que compete privativamente à União legislar sobre jazidas, minas, 
outros recursos minerais e metalurgia, conforme artigo 22, XII, da CF. 
Letra D. A garimpagem é uma atividade extrativa mineral, que usa de técnicas rudimentares. A 
maioria dos garimpos que existem na região buscam, especialmente, ouro e diamante. O garimpo 
não gera somente riqueza, pelo contrário, ocasiona uma série de problemas, muitos deles de 
caráter social. Isso em virtude da baixa qualidade de vida dos trabalhadores do garimpo, que 
vivem em pequenos povoados sem qualquer tipo de infraestrutura (água tratada, esgoto, saúde, 
escolas, entre outros). Eles também desestabilizam a paz, pois invadem terras indevidas, como 
reservas do Estado e indígenas, muitas vezes, na base de confrontos violentos. Os garimpeiros 
produzem também enormes impactos ambientais. O principal causador dos inúmeros impactos 
produzidos, sem dúvida, é o mercúrio, substância usada para retirar as impurezas do ouro. O 
mercúrio é tóxico, contamina o trabalhador, os rios, os peixes, os animais silvestres e as pessoas 
que utilizam as águas da região. Por isso é que deve haver um rígido controle sobre essa atividade. 
Mas não existe qualquer vedação genérica para novas atividades garimpeiras de exploração 
mineral no Brasil. Portanto, o enunciado não tem qualquer fundamento razoável. 
Letra E. Não há a restrição de que apenas são permitidas atividades garimpeiras e de exploração 
mineral em território indígena, com prévia aprovação da Funai. O garimpo e a atividade de 
exploração mineral podem ser exercidos dentro ou fora de terras indígenas. A Constituição, em 
seu artigo 49, XVI, aduz que é da competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar, em 
 
 
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terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de 
riquezas minerais. 
CF 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
... 
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a 
pesquisa e lavra de riquezas minerais; 
Questão 12. A sociedade Alfa Ltda., após obter licença ambiental para construção de 
estacionamento em área inserida em Estação Ecológica, é processada em ação civil pública, em 
razão do dano ambiental causado. O autor da ação comprova erro na concessão da licença, tendo 
em vista que é vedada a construção dentro da referida Unidade de Conservação. 
Em defesa, a sociedade Alfa Ltda. alega que realizou a construção amparada em licença ambiental 
presumidamente válida. 
Sobre o caso, é correto afirmar que a ação deve ser: 
(A) rejeitada e a licença ambiental mantida, em respeito ao princípio da segurança jurídica e da 
proteção da confiança; 
(B) rejeitada e a licença ambiental mantida, com a imputação de responsabilidade integral à 
autoridade que concedeu a licença indevidamente; 
(C) acolhida em parte, para que a licença seja concedida, mas limitada temporalmente, até que o 
réu possa ser ressarcido dos investimentos efetivamente realizados; 
(D) acolhida para a anulação da licença ambiental, mas não para a reparação da lesão ambiental, 
tendo em vista que o dano foi causado por fato de terceiro, no caso, a concessão da licença de 
forma errada; 
(E) acolhida, tendo em vista que os danos ambientais são regidos pelo modelo da responsabilidade 
objetiva e pela teoria do risco integral. 
Comentário curto: 
Gabarito: E 
Letra A. A ação civil pública deverá ser acolhida, e não rejeitada, pois a responsabilidade civil 
ambiental (de reparar o dano ambiental causado), que tem fundamento no artigo 225, §3º, da 
CF/88 c/c artigo 14, §1º, da Lei 6.938/81, é objetiva, ou seja, independe da comprovação de culpa 
ou dolo, e pode decorrer de um ato lícito, inclusive. Portanto, os princípios da segurança jurídica 
e da proteção da confiança não devem prevalecer sobre o direito fundamental a um meio 
ambiente ecologicamente equilibrado. 
 
 
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Letra B. A ação civil pública deverá ser acolhida, e não rejeitada, e a licença ambiental deve ser 
anulada, pois a responsabilidade civil ambiental (de reparar o dano ambiental causado), que tem 
fundamento no artigo 225, §3º, da CF/88 c/c artigo 14, §1º, da Lei 6.938/81, é objetiva, ou seja, 
independe da comprovação de culpa ou dolo, e pode decorrer de um ato lícito, inclusive. Além 
do mais, é solidária, ou seja, todos os envolvidos na degradação ambiental poderão ser chamados 
a reparar integralmente o dano ambiental. 
Letra C. Não existe a possibilidade de permissão da continuidade da atividade degradante até 
que haja o ressarcimento dos prejuízos verificados. Não se aplica a teoria do fato consumado em 
direito ambiental, e o dano ambiental é imprescritível. 
A ação civil pública deverá ser acolhida, e não rejeitada, e a licença ambiental deve ser anulada, 
pois a responsabilidade civil ambiental (de reparar o dano ambiental causado), que tem 
fundamento no artigo 225, §3º, da CF/88 c/c artigo 14, §1º, da Lei 6.938/81, é objetiva, ou seja, 
independe da comprovação de culpa ou dolo, e pode decorrer de um ato lícito, inclusive. Além 
do mais, é solidária, ou seja, todos os envolvidos na degradação ambiental poderão ser chamados 
a reparar integralmente o dano ambiental. 
Letra D. A ação civil pública deverá ser acolhida, e não rejeitada, e a licença ambiental deve ser 
anulada, pois a responsabilidade civil ambiental (de reparar o dano ambiental causado), que tem 
fundamento no artigo 225, §3º, da CF/88 c/c artigo 14, §1º, da Lei 6.938/81, é objetiva, ou seja, 
independe da comprovação de culpa ou dolo, e pode decorrer de um ato lícito, inclusive. Além 
do mais, é solidária, ou seja, todos os envolvidos na degradação ambiental poderão ser chamados 
a reparar integralmente o dano ambiental. 
A teoria do risco integral, que fundamenta a responsabilidade civil ambiental, afasta algumas 
excludentes de responsabilidade, como culpa de terceiro ou força maior. 
Letra E. A ação civil pública deverá ser acolhida, e não rejeitada, e a licença ambiental deve ser 
anulada, pois a responsabilidade civil ambiental (de reparar o dano ambiental causado), que tem 
fundamento no artigo 225, §3º, da CF/88 c/c artigo 14, §1º, da Lei 6.938/81, é objetiva, ou seja, 
independe da comprovação de culpa ou dolo, e pode decorrer de um ato lícito, inclusive. Além 
do mais, é solidária, ou seja, todos os envolvidos na degradação ambiental poderão serchamados 
a reparar integralmente o dano ambiental. Por último, é fundada da teoria do risco integral, que 
fortalece o nexo de causalidade, afastando excludentes de responsabilidade, como culpa de 
terceiro e força maior. 
Comentário longo: 
Letra A. A ação civil pública deverá ser acolhida, e não rejeitada, pois a responsabilidade civil 
ambiental (de reparar o dano ambiental causado), que tem fundamento no artigo 225, §3º, da 
CF/88 c/c artigo 14, §1º, da Lei 6.938/81, é objetiva, ou seja, independe da comprovação de culpa 
ou dolo, e pode decorrer de um ato lícito, inclusive. Portanto, os princípios da segurança jurídica 
e da proteção da confiança não devem prevalecer sobre o direito fundamental a um meio 
ambiente ecologicamente equilibrado.

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