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Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC
SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
FOCO NO DP / RH
Desejo todo o sucesso para ti!
Prof. André Azevedo
󰱦
Direitos reservados. Versão 02.00
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Sumário
ATUALIZAÇÃO DAS NORMAS E DISPENSAS DE DOCUMENTOS 4
CARGA INICIAL DOS EVENTOS NO ESOCIAL 6
FLUXOGRAMA DAS INFORMAÇÕES DE SST E O DP 7
LAUDO TÉCNICO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO 8
GRO X PGR x PPRA 9
NR-6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) 10
S-2240 - CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO 11
NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 12
NR 16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS 14
S-2210 - COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO (CAT) 15
S-2220 - MONITORAMENTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR E OS ASOS 16
APOSENTADORIA ESPECIAL E O RAT DE AGENTES NOCIVOS 18
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ATUALIZAÇÃO DAS NORMAS E DISPENSAS DE DOCUMENTOS
Até o momento da edição desse material, a última atualização das normas regulamentadoras se deu
através da publicação das Portarias SEPRT nº 6.734/20 e nº 8.873/21, com vigência das alterações a partir
de 03/01/2022. Principais alterações: NR-01, NR-07, NR-09, NR-18 e NR-37
MEI - MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
🔹 DISPENSA DO PGR - PROGRAMA GERADOR DE RISCOS
1.8.1. O Microempreendedor Individual - MEI está dispensado de elaborar o PGR.
1.8.1.1. A dispensa da obrigação de elaborar o PGR não alcança a organização contratante do MEI, que
deverá incluí-lo nas suas ações de prevenção e no seu PGR, quando este atuar em suas dependências ou
local previamente convencionado em contrato.
⚠ Deverá adotar as medidas contidas nas FICHAS DE ORIENTAÇÕES MEI.
🔹 DISPENSA DO PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DA SAÚDE OCUPACIONAL
Caso esses empregadores estejam enquadrados nos graus de riscos 1 e 2 previstos na NR 04, bem como
não identificarem exposições a agentes físicos, químicos, biológicos ou ergonômicos, ficam dispensados
de elaborar o PCMSO.
⚠ A dispensa do PCMSO não desobriga as empresas de realizarem os ASOs.
MICROEMPRESA (ME) E EMPRESA DE PEQUENO PORTE (EPP)
🔹 DISPENSA DO PGR - PROGRAMA GERADOR DE RISCOS GRAU DE RISCO 1 e 2
Esses empregadores precisam, inicialmente, fazer o levantamento dos riscos e se não identificarem
exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos ou biológicos, conforme a NR 09, podem declarar de
forma digital e ficam dispensados da elaboração do PGR.
🔹 DISPENSA DO PGR - PROGRAMA GERADOR DE RISCOS GRAU DE RISCO 3 e 4 COM ATÉ 49
EMPREGADOS
As empresas enquadradas nos graus de risco 3 e 4 podem utilizar as ferramentas de avaliação de risco a
serem disponibilizadas pela Secretaria do Trabalho (SEPRT), a fim de declarar em formato digital e assim
ficarem dispensadas da elaboração do PGR.
🔹 DISPENSA DO PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DA SAÚDE OCUPACIONAL
Caso esses empregadores estejam enquadrados nos graus de riscos 1 e 2 previstos na NR 04, bem como
não identificarem exposições a agentes físicos, químicos, biológicos ou ergonômicos, ficam dispensados
de elaborar o PCMSO.
⚠ A dispensa do PCMSO não desobriga as empresas de realizarem os ASOs.
SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 4
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AUTODECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE RISCOS
O sistema que será utilizado para elaboração e envio da auto declaração ainda não foi disponibilizado.
🔹 AUTODECLARAÇÃO X ESOCIAL
A inexistência de riscos que levaram a não obrigatoriedade de elaboração do PCMSO e PGR, por
exemplo, não afasta a obrigatoriedade de envio dos eventos de SST ao eSocial.
🔹 AUTODECLARAÇÃO X RISCOS OCUPACIONAIS
A autodeclaração não será a “prova” de que a empresa realmente está desobrigada a elaborar o PGR e o
PCMSO, mas sim a inexistência dos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.
SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 5
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CARGA INICIAL DOS EVENTOS NO ESOCIAL
Por enquanto, os eventos de SST para o eSocial não foram prorrogados, apenas o PPP - Perfil
Profissiográfico Previdenciário. Veja algumas dúvidas recorrentes sobre a carga inicial. Essa “carga” são as
informações que as empresas deverão enviar para o eSocial no início da vigência conforme o cronograma
oficial do eSocial.
Empresas que possuem apenas pro labore (sócio) e não tem empregados precisam enviar os
eventos de SST?
Não. Somente se a empresa tiver empregados.
As empresas enviarão através do próprio sistema de folha de pagamento?
Como são informações muito técnicas, como exemplo as contidas no LTCAT, o correto é as empresas
contratarem clínicas de SST para fazer os laudos, programas, exames e também enviar os dados para o
eSocial através de procuração eletrônica.
As microempresas, empresas de pequeno porte e os MEIs estão desobrigados a enviar as
informações de SST ao eSocial?
Não, apenas foram dispensas de alguns laudos.
CARGA INICIAL DAS INFORMAÇÕES NO ESOCIAL
As informações de Saúde e Segurança do Trabalho no eSocial foram divididas em três eventos, tais como:
🔹 S-2240 - Condições Ambientais do Trabalho
Ao iniciar a obrigatoriedade dos envios conforme o cronograma oficial do eSocial, as empresas deverão
enviar um evento S-2240 para cada empregado na carga inicial, a fim de declarar as informações de riscos
ocupacionais que serão demonstrados nas próximas aulas.
🔹 S-2210 - Comunicação de Acidente de Trabalho
As empresas não precisarão enviar as CATs - Comunicações de Acidente de Trabalho ocorridas antes do
início da vigência dos eventos de SST. Assim, não tem carga inicial.
🔹 S-2220 - Monitoramento da Saúde do Trabalhador
O evento objetiva informar ao eSocial os ASOs - Atestados de Saúde Ocupacionais emitidos após a
vigência dos eventos de SST no eSocial, não tendo carga inicial.
SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 6
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FLUXOGRAMA DAS INFORMAÇÕES DE SST E O DP
Os profissionais do DP já estão habituados com os envios das informações ao eSocial através dos eventos
(arquivos .xml), mas além disso é preciso elaborar ou revisar o fluxograma das informações de SST com
base nos laudos, programas e demais documentos.
Análise
A área de SST é interna ou externa?
Caso a área seja externa, será outorgada procuração eletrônica para o envio dos dados?
O sistema de folha de pagamento atual está preparado ou possui o módulo de SST?
Foi elaborado um fluxograma dos envios dos dados da área de SST?
Foi realizado orçamento com as empresas prestadoras de serviços de SST sobre os eventos e
informações do eSocial?
Os laudos e documentos estão no prazo?
SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 7
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LAUDO TÉCNICO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO
O Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho retrata as condições do ambiente de trabalho de
acordo com as avaliações de riscos, concluindo sobre a caracterização da atividade como especial.
Realizado por Engenheiro ou Médico do Trabalho (art. 58 da Lei 8.213/91).
É OBRIGATÓRIO?
A obrigatoriedade do LTCAT está prevista no art. 58 da Lei 8.213/1991, na qual cita o art. 133 da mesma
lei como penalidade caso a empresa não tenha o documento.
Multa: R$ 636,17 a R$ 63.617,35 – Decreto 3.048/99, art. 283.
Registra a exposição do ambiente de trabalho a agentes físicos, químicos e biológicos, inclusiveas
informações de EPI e EPC.
Porém, o art. 258, inciso IV da IN INSS/PRES nº 77/2015, dispõe que o documento que comprova o
período de atividade especial para períodos laborados a partir de 1º de janeiro de 2004 é o PPP (Perfil
Profissiográfico Previdenciário A mesma instrução normativa cita que poderão ser aceitos em substituição
ao LTCAT: PPRA, PGR, PCMAT e PCMSO.
LTCAT E O EVENTO S-2240 DO ESOCIAL
Com base nas informações técnicas que são levantadas através do LTCAT - Laudo Técnico das Condições
Ambientais do Trabalho, será possível que as informações do evento S-2240 sejam preenchidas. Veja uma
parte do layout do evento que consta na documentação técnica do eSocial:
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GRO X PGR x PPRA
O GRO - Gerenciamento de Riscos Ocupacionais faz parte do PGR - Programa de Gerenciamento de
Riscos. Possui um método próprio para a identificação e gestão de todos os possíveis riscos e perigos que
podem existir dentro da empresa, tornando o processo mais simples e menos burocrático.
O PGR substituirá de fato o PPRA?
Sim, a partir do momento da vigência do PGR, mesmo que a empresa tenha o PPRA com informações
dentro da validade, devem migrar para o PGR.
Se uma empresa tem um PPRA elaborado em Julho de 2021, qual o prazo deste PPRA e a partir de
quando a empresa deverá gerar o PGR?
Este PPRA terá validade somente até o dia 02 de janeiro de 2022, pois o PGR entra em vigor a partir do
dia 03/01/2022.
O PGR substitui o LTCAT ou o PPP?
Não, pois são documentos com finalidades distintas.
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NR-6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
Através do evento S-2240, as empresas enviarão os dados exigidos pela legislação relacionadas aos EPIs
- Equipamentos de Proteção Individual ao eSocial. Inclusive, é preciso ter um controle cada vez mais
assertivo em relação aos EPIs e seus respectivos CA - Certificado de Aprovação.
(NR-6) - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI
6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de Proteção
Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção
de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários
dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente
e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda
ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito
estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do
trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, este texto não substitui o
publicado no DOU 2 c) para atender a situações de emergência.
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S-2240 - CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO
Esse evento faz parte da carga inicial de informações de saúde e segurança do trabalho no eSocial. O seu
objetivo é registrar as condições ambientais de trabalho pelo declarante, indicando as condições de
prestação de serviços pelo trabalhador.
🔹 PRAZO DE ENVIO
Início da obrigatoriedade do eSocial e, após essa carga inicial, até o dia 15 (quinze do mês seguinte).
🔹 PRÉ REQUISITOS
Envio dos eventos S-2190 (registro preliminar) ou S-2200 (admissão).
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NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
A avaliação se o empregado terá direito ou não ao recebimento do adicional de insalubridade deve ser feita
com base nos laudos específicos. Nessa aula, vamos entender a legislação sobre as atividades insalubres.
15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem:
15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e 12;
15.1.2 (Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990)
15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14;
15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos n.º 7, 8,
9 e 10.
15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade
máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará
dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.
15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os subitens do item anterior,
assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região,
equivalente a:
15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;
15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;
15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau
mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa.
15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do
adicional respectivo.
PERCENTUAL
Conforme os termos do art. 192 da CLT, o exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos
limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional
respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do
salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.
BASE DE CÁLCULO
SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 12
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A base de cálculo do adicional de insalubridade, de acordo com a CLT, é o salário-mínimo. Verifica-se,
porém, que o art. 7º, XXIII, da CF usou o termo “remuneração” para qualificar o adicional, havendo a
intenção de aumentar a base sobre a qual incide o trabalho realizado em condições adversas. No entanto,
deve-se verificar também se há cláusula na convenção coletiva sobre tal pagamento. De modo geral, a
base de cálculo é o salário mínimo nacional. O adicional de insalubridade dos técnicos em radiologia
deve incidir no percentual de 40% sobre dois salários mínimos. Isso é o que dispõem os artigos 16 da Lei
7.394/85 e 31 do Decreto nº 72-790/86.
OJ-SDI1T-33. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO, NA VIGÊNCIA DO
DECRETO-LEI Nº 2.351/1987: PISO NACIONAL DE SALÁRIOS (conversão da Orientação
Jurisprudencial nº 3 da SBDI-I) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005.
Na vigência do Decreto-Lei nº 2.351/1987, o piso nacional de salários é a base de cálculo
para o adicional de insalubridade.
PAGAMENTOS RECORRENTES
Nos termos da Súmula nº 139 do TST o adicional de insalubridade, quando percebido pelo trabalhador
em caráter permanente, irá integrar sua remuneração para todos os efeitos do contrato de trabalho.
INSALUBRIDADE E HORASEXTRAS
A reforma trabalhista alterou o art. 60 da CLT em relação às horas extras em locais ou atividades
insalubres, impondo a execução de exames locais e autorização prévia. Veja:
Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros
mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham
a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer
prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades
competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão
aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho, quer
diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais,
com quem entrarão em entendimento para tal fim.
Parágrafo único. Excetuam-se da exigência de licença prévia as jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis
horas ininterruptas de descanso.
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http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11762572/artigo-16-da-lei-n-7394-de-29-de-outubro-de-1985
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/110494/lei-7394-85
NR 16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS
A avaliação se o empregado terá direito ou não ao recebimento do adicional de periculosidade deve ser
feita com base nos laudos específicos. Nessa aula, vamos entender a legislação sobre as atividades
perigosas.
16.1 São consideradas atividades e operações perigosas as constantes dos Anexos desta Norma
Regulamentadora
NR. 16.2 O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção
de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de
gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa.
16.2.1 O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.
CLT E JURISPRUDÊNCIA
Artigo 7º XXIII - Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na
forma da lei;
Art. 193 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada
pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato
permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.
§ 1º - O trabalho em condições de Periculosidade assegura ao empregado um Adicional de 30% (trinta
por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos
lucros da empresa.
§ 2º - O empregado poderá optar pelo Adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.
SÚMULA 364 DO TST
Súmula nº 364. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. EXPOSIÇÃO EVENTUAL, PERMANENTE E
INTERMITENTE (inserido o item II) - Res. 209/2016, DEJT divulgado em 01, 02 e 03.06.2016.
I - Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que, de forma
intermitente, sujeita-se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato se dá de forma
eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, dá-se por tempo extremamente
reduzido. (ex-Ojs da SBDI-1 nºs 05 - inserida em 14.03.1994 - e 280 - DJ 11.08.2003).
II - Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho fixando o adicional de
periculosidade em percentual inferior ao estabelecido em lei e proporcional ao tempo de exposição ao
risco, pois tal parcela constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantida por norma
de ordem pública (arts. 7º, XXII e XXIII, da CF e 193, §1º, da CLT).
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S-2210 - COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO (CAT)
Esse evento não faz parte da carga inicial de eventos de SST, ou seja, somente se ocorrer acidentes de
trabalho após o início da obrigatoriedade conforme o cronograma oficial do eSocial.
🔹 PRAZO DE ENVIO
A comunicação do acidente de trabalho deve ser registrada até o primeiro dia útil seguinte ao da
ocorrência e, em caso de morte, de imediato.
🔹 PRÉ REQUISITOS
Envio dos eventos S-2190 (registro preliminar) ou S-2200 (admissão).
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S-2220 - MONITORAMENTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR E OS ASOS
Esse evento não faz parte da carga inicial, ou seja, apenas serão enviados os ASOs que forem emitidos
após o início da obrigatoriedade do eSocial conforme cronograma oficial. O objetivo é registrar todos os
ASOs que foram emitidos durante o período de contrato de trabalho, inclusive o demissional.
🔹 PRAZO DE ENVIO
A elaboração do ASO deve seguir as regras da legislação, ou seja, o admissional deve ser feito antes do
registro e o demissional em até 10 (dez) dias. No entanto, no eSocial poderá ser registrado através do
evento S-2220 até o dia 15 do mês seguinte ao da realização.
🔹 PRÉ REQUISITOS
Envio dos eventos S-2190 (registro preliminar) ou S-2200 (admissão).
TIPOS DE EXAMES
EXAME ADMISSIONAL
7.5.8 O exame clínico deve obedecer aos prazos e à seguinte periodicidade: I - no exame admissional: ser
realizado antes que o empregado assuma suas atividades;
EXAMES PERIÓDICOS
7.5.8 O exame clínico deve obedecer aos prazos e à seguinte periodicidade:
II - no exame periódico: ser realizado de acordo com os seguintes intervalos:
a) para empregados expostos a riscos ocupacionais identificados e classificados no PGR e para
portadores de doenças crônicas que aumentem a susceptibilidade a tais riscos:
1. a cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico responsável;
2. de acordo com a periodicidade especificada no Anexo IV desta Norma, relativo a empregados
expostos a condições hiperbáricas;
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b) para os demais empregados, o exame clínico deve ser realizado a cada dois anos.
EXAMES DE RETORNO AO TRABALHO
7.5.9 No exame de retorno ao trabalho, o exame clínico deve ser realizado antes que o empregado
reassuma suas funções, quando ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de
doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não. (Retiraram do texto as gestantes!)
7.5.9.1 No exame de retorno ao trabalho, a avaliação médica deve definir a necessidade de retorno
gradativo ao trabalho.
EXAME DE MUDANÇA DE FUNÇÃO
7.5.10 O exame de mudança de risco ocupacional deve, obrigatoriamente, ser realizado antes da data da
mudança, adequando-se o controle médico aos novos riscos.
EXAME MÉDICO DEMISSIONAL
7.5.11 No exame demissional, o exame clínico deve ser realizado em até 10 (dez) dias contados do
término do contrato, podendo ser dispensado caso o exame clínico ocupacional mais recente tenha sido
realizado há menos de 135 (cento e trinta e cinco) dias, para as organizações graus de risco 1 e 2, e há
menos de 90 (noventa) dias, para as organizações graus de risco 3 e 4.
EXAMES COMPLEMENTARES LABORATORIAIS
7.5.12 Os exames complementares laboratoriais previstos nesta NR devem ser executados por laboratório
que atenda ao disposto na RDC/Anvisa n.º 302/2005, no que se refere aos procedimentos de coleta,
acondicionamento, transporte e análise, e interpretados com base nos critérios constantes nos Anexos
desta Norma e são obrigatórios quando:
a) o levantamento preliminar do PGR indicar a necessidade de medidas de prevenção imediatas;
b) houver exposições ocupacionais acima dos níveis de ação determinados na NR-09 ou se a
classificação de riscos do PGR indicar.
SST para DP / RH –versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 17
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APOSENTADORIA ESPECIAL E O RAT DE AGENTES NOCIVOS
Nos casos de aposentadorias especiais, na qual será preciso consultar a tabela de classificação de
agentes nocivos (Anexo IV do regulamento da previdência social, aprovado pelo Decreto 3.048/99 e
alterações posteriores), as empresas deverão contribuir com mais 6%, 9% ou 12% de RAT de agentes
nocivos. Para a comprovação de que o trabalhador está exposto a agentes nocivos é necessário que a
empresa mantenha perfil profissiográfico previdenciário, conforme disposto no art. 58, § 1º, da Lei
8.213/91.
01 - Não exposição a agente nocivo - 0%
02 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial com 15 anos de trabalho) - 12%
03 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial com 20 anos de trabalho) - 09%
04 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial com 25 anos de trabalho) - 06%
EXEMPLO DE CÁLCULO
Base de INSS da folha inteira (todos os empregados): R$ 50.000,00
Base de cálculo do INSS do João que terá direito a aposentadoria especial: R$ 2.300,00
*Empresa não enquadrada no Simples Nacional e as alíquotas são apenas exemplos.
20% de INSS Patronal R$ 50.000 * 20% R$ 10.000,00
RAT (3% x FAP 1,22) = 3,66% R$ 50.000 * 3,66% R$ 1.830,00
RAT de agentes nocivos
*No exemplo, o João terá direito a aposentadoria especial
com 25 anos de trabalho (6%).
R$ 2.300,00 * 6% R$ 138,00
SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 18
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ENQUADRAMENTO SINDICAL
SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 19
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