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Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO FOCO NO DP / RH Desejo todo o sucesso para ti! Prof. André Azevedo Direitos reservados. Versão 02.00 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC Sumário ATUALIZAÇÃO DAS NORMAS E DISPENSAS DE DOCUMENTOS 4 CARGA INICIAL DOS EVENTOS NO ESOCIAL 6 FLUXOGRAMA DAS INFORMAÇÕES DE SST E O DP 7 LAUDO TÉCNICO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO 8 GRO X PGR x PPRA 9 NR-6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) 10 S-2240 - CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO 11 NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 12 NR 16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS 14 S-2210 - COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO (CAT) 15 S-2220 - MONITORAMENTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR E OS ASOS 16 APOSENTADORIA ESPECIAL E O RAT DE AGENTES NOCIVOS 18 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC ATUALIZAÇÃO DAS NORMAS E DISPENSAS DE DOCUMENTOS Até o momento da edição desse material, a última atualização das normas regulamentadoras se deu através da publicação das Portarias SEPRT nº 6.734/20 e nº 8.873/21, com vigência das alterações a partir de 03/01/2022. Principais alterações: NR-01, NR-07, NR-09, NR-18 e NR-37 MEI - MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL 🔹 DISPENSA DO PGR - PROGRAMA GERADOR DE RISCOS 1.8.1. O Microempreendedor Individual - MEI está dispensado de elaborar o PGR. 1.8.1.1. A dispensa da obrigação de elaborar o PGR não alcança a organização contratante do MEI, que deverá incluí-lo nas suas ações de prevenção e no seu PGR, quando este atuar em suas dependências ou local previamente convencionado em contrato. ⚠ Deverá adotar as medidas contidas nas FICHAS DE ORIENTAÇÕES MEI. 🔹 DISPENSA DO PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DA SAÚDE OCUPACIONAL Caso esses empregadores estejam enquadrados nos graus de riscos 1 e 2 previstos na NR 04, bem como não identificarem exposições a agentes físicos, químicos, biológicos ou ergonômicos, ficam dispensados de elaborar o PCMSO. ⚠ A dispensa do PCMSO não desobriga as empresas de realizarem os ASOs. MICROEMPRESA (ME) E EMPRESA DE PEQUENO PORTE (EPP) 🔹 DISPENSA DO PGR - PROGRAMA GERADOR DE RISCOS GRAU DE RISCO 1 e 2 Esses empregadores precisam, inicialmente, fazer o levantamento dos riscos e se não identificarem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos ou biológicos, conforme a NR 09, podem declarar de forma digital e ficam dispensados da elaboração do PGR. 🔹 DISPENSA DO PGR - PROGRAMA GERADOR DE RISCOS GRAU DE RISCO 3 e 4 COM ATÉ 49 EMPREGADOS As empresas enquadradas nos graus de risco 3 e 4 podem utilizar as ferramentas de avaliação de risco a serem disponibilizadas pela Secretaria do Trabalho (SEPRT), a fim de declarar em formato digital e assim ficarem dispensadas da elaboração do PGR. 🔹 DISPENSA DO PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DA SAÚDE OCUPACIONAL Caso esses empregadores estejam enquadrados nos graus de riscos 1 e 2 previstos na NR 04, bem como não identificarem exposições a agentes físicos, químicos, biológicos ou ergonômicos, ficam dispensados de elaborar o PCMSO. ⚠ A dispensa do PCMSO não desobriga as empresas de realizarem os ASOs. SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 4 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC AUTODECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE RISCOS O sistema que será utilizado para elaboração e envio da auto declaração ainda não foi disponibilizado. 🔹 AUTODECLARAÇÃO X ESOCIAL A inexistência de riscos que levaram a não obrigatoriedade de elaboração do PCMSO e PGR, por exemplo, não afasta a obrigatoriedade de envio dos eventos de SST ao eSocial. 🔹 AUTODECLARAÇÃO X RISCOS OCUPACIONAIS A autodeclaração não será a “prova” de que a empresa realmente está desobrigada a elaborar o PGR e o PCMSO, mas sim a inexistência dos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 5 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC CARGA INICIAL DOS EVENTOS NO ESOCIAL Por enquanto, os eventos de SST para o eSocial não foram prorrogados, apenas o PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário. Veja algumas dúvidas recorrentes sobre a carga inicial. Essa “carga” são as informações que as empresas deverão enviar para o eSocial no início da vigência conforme o cronograma oficial do eSocial. Empresas que possuem apenas pro labore (sócio) e não tem empregados precisam enviar os eventos de SST? Não. Somente se a empresa tiver empregados. As empresas enviarão através do próprio sistema de folha de pagamento? Como são informações muito técnicas, como exemplo as contidas no LTCAT, o correto é as empresas contratarem clínicas de SST para fazer os laudos, programas, exames e também enviar os dados para o eSocial através de procuração eletrônica. As microempresas, empresas de pequeno porte e os MEIs estão desobrigados a enviar as informações de SST ao eSocial? Não, apenas foram dispensas de alguns laudos. CARGA INICIAL DAS INFORMAÇÕES NO ESOCIAL As informações de Saúde e Segurança do Trabalho no eSocial foram divididas em três eventos, tais como: 🔹 S-2240 - Condições Ambientais do Trabalho Ao iniciar a obrigatoriedade dos envios conforme o cronograma oficial do eSocial, as empresas deverão enviar um evento S-2240 para cada empregado na carga inicial, a fim de declarar as informações de riscos ocupacionais que serão demonstrados nas próximas aulas. 🔹 S-2210 - Comunicação de Acidente de Trabalho As empresas não precisarão enviar as CATs - Comunicações de Acidente de Trabalho ocorridas antes do início da vigência dos eventos de SST. Assim, não tem carga inicial. 🔹 S-2220 - Monitoramento da Saúde do Trabalhador O evento objetiva informar ao eSocial os ASOs - Atestados de Saúde Ocupacionais emitidos após a vigência dos eventos de SST no eSocial, não tendo carga inicial. SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 6 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC FLUXOGRAMA DAS INFORMAÇÕES DE SST E O DP Os profissionais do DP já estão habituados com os envios das informações ao eSocial através dos eventos (arquivos .xml), mas além disso é preciso elaborar ou revisar o fluxograma das informações de SST com base nos laudos, programas e demais documentos. Análise A área de SST é interna ou externa? Caso a área seja externa, será outorgada procuração eletrônica para o envio dos dados? O sistema de folha de pagamento atual está preparado ou possui o módulo de SST? Foi elaborado um fluxograma dos envios dos dados da área de SST? Foi realizado orçamento com as empresas prestadoras de serviços de SST sobre os eventos e informações do eSocial? Os laudos e documentos estão no prazo? SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 7 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC LAUDO TÉCNICO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO O Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho retrata as condições do ambiente de trabalho de acordo com as avaliações de riscos, concluindo sobre a caracterização da atividade como especial. Realizado por Engenheiro ou Médico do Trabalho (art. 58 da Lei 8.213/91). É OBRIGATÓRIO? A obrigatoriedade do LTCAT está prevista no art. 58 da Lei 8.213/1991, na qual cita o art. 133 da mesma lei como penalidade caso a empresa não tenha o documento. Multa: R$ 636,17 a R$ 63.617,35 – Decreto 3.048/99, art. 283. Registra a exposição do ambiente de trabalho a agentes físicos, químicos e biológicos, inclusiveas informações de EPI e EPC. Porém, o art. 258, inciso IV da IN INSS/PRES nº 77/2015, dispõe que o documento que comprova o período de atividade especial para períodos laborados a partir de 1º de janeiro de 2004 é o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário A mesma instrução normativa cita que poderão ser aceitos em substituição ao LTCAT: PPRA, PGR, PCMAT e PCMSO. LTCAT E O EVENTO S-2240 DO ESOCIAL Com base nas informações técnicas que são levantadas através do LTCAT - Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho, será possível que as informações do evento S-2240 sejam preenchidas. Veja uma parte do layout do evento que consta na documentação técnica do eSocial: SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 8 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC GRO X PGR x PPRA O GRO - Gerenciamento de Riscos Ocupacionais faz parte do PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos. Possui um método próprio para a identificação e gestão de todos os possíveis riscos e perigos que podem existir dentro da empresa, tornando o processo mais simples e menos burocrático. O PGR substituirá de fato o PPRA? Sim, a partir do momento da vigência do PGR, mesmo que a empresa tenha o PPRA com informações dentro da validade, devem migrar para o PGR. Se uma empresa tem um PPRA elaborado em Julho de 2021, qual o prazo deste PPRA e a partir de quando a empresa deverá gerar o PGR? Este PPRA terá validade somente até o dia 02 de janeiro de 2022, pois o PGR entra em vigor a partir do dia 03/01/2022. O PGR substitui o LTCAT ou o PPP? Não, pois são documentos com finalidades distintas. SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 9 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC NR-6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) Através do evento S-2240, as empresas enviarão os dados exigidos pela legislação relacionadas aos EPIs - Equipamentos de Proteção Individual ao eSocial. Inclusive, é preciso ter um controle cada vez mais assertivo em relação aos EPIs e seus respectivos CA - Certificado de Aprovação. (NR-6) - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI 6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. 6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. 6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, este texto não substitui o publicado no DOU 2 c) para atender a situações de emergência. SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 10 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC S-2240 - CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO Esse evento faz parte da carga inicial de informações de saúde e segurança do trabalho no eSocial. O seu objetivo é registrar as condições ambientais de trabalho pelo declarante, indicando as condições de prestação de serviços pelo trabalhador. 🔹 PRAZO DE ENVIO Início da obrigatoriedade do eSocial e, após essa carga inicial, até o dia 15 (quinze do mês seguinte). 🔹 PRÉ REQUISITOS Envio dos eventos S-2190 (registro preliminar) ou S-2200 (admissão). SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 11 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES A avaliação se o empregado terá direito ou não ao recebimento do adicional de insalubridade deve ser feita com base nos laudos específicos. Nessa aula, vamos entender a legislação sobre as atividades insalubres. 15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: 15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e 12; 15.1.2 (Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990) 15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14; 15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos n.º 7, 8, 9 e 10. 15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. 15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a: 15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo; 15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio; 15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo; 15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa. 15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo. PERCENTUAL Conforme os termos do art. 192 da CLT, o exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo. BASE DE CÁLCULO SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 12 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC A base de cálculo do adicional de insalubridade, de acordo com a CLT, é o salário-mínimo. Verifica-se, porém, que o art. 7º, XXIII, da CF usou o termo “remuneração” para qualificar o adicional, havendo a intenção de aumentar a base sobre a qual incide o trabalho realizado em condições adversas. No entanto, deve-se verificar também se há cláusula na convenção coletiva sobre tal pagamento. De modo geral, a base de cálculo é o salário mínimo nacional. O adicional de insalubridade dos técnicos em radiologia deve incidir no percentual de 40% sobre dois salários mínimos. Isso é o que dispõem os artigos 16 da Lei 7.394/85 e 31 do Decreto nº 72-790/86. OJ-SDI1T-33. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO, NA VIGÊNCIA DO DECRETO-LEI Nº 2.351/1987: PISO NACIONAL DE SALÁRIOS (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 3 da SBDI-I) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005. Na vigência do Decreto-Lei nº 2.351/1987, o piso nacional de salários é a base de cálculo para o adicional de insalubridade. PAGAMENTOS RECORRENTES Nos termos da Súmula nº 139 do TST o adicional de insalubridade, quando percebido pelo trabalhador em caráter permanente, irá integrar sua remuneração para todos os efeitos do contrato de trabalho. INSALUBRIDADE E HORASEXTRAS A reforma trabalhista alterou o art. 60 da CLT em relação às horas extras em locais ou atividades insalubres, impondo a execução de exames locais e autorização prévia. Veja: Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim. Parágrafo único. Excetuam-se da exigência de licença prévia as jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 13 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11762572/artigo-16-da-lei-n-7394-de-29-de-outubro-de-1985 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/110494/lei-7394-85 NR 16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS A avaliação se o empregado terá direito ou não ao recebimento do adicional de periculosidade deve ser feita com base nos laudos específicos. Nessa aula, vamos entender a legislação sobre as atividades perigosas. 16.1 São consideradas atividades e operações perigosas as constantes dos Anexos desta Norma Regulamentadora NR. 16.2 O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. 16.2.1 O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. CLT E JURISPRUDÊNCIA Artigo 7º XXIII - Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; Art. 193 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. § 1º - O trabalho em condições de Periculosidade assegura ao empregado um Adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. § 2º - O empregado poderá optar pelo Adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. SÚMULA 364 DO TST Súmula nº 364. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. EXPOSIÇÃO EVENTUAL, PERMANENTE E INTERMITENTE (inserido o item II) - Res. 209/2016, DEJT divulgado em 01, 02 e 03.06.2016. I - Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, sujeita-se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato se dá de forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, dá-se por tempo extremamente reduzido. (ex-Ojs da SBDI-1 nºs 05 - inserida em 14.03.1994 - e 280 - DJ 11.08.2003). II - Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho fixando o adicional de periculosidade em percentual inferior ao estabelecido em lei e proporcional ao tempo de exposição ao risco, pois tal parcela constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantida por norma de ordem pública (arts. 7º, XXII e XXIII, da CF e 193, §1º, da CLT). SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 14 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC S-2210 - COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO (CAT) Esse evento não faz parte da carga inicial de eventos de SST, ou seja, somente se ocorrer acidentes de trabalho após o início da obrigatoriedade conforme o cronograma oficial do eSocial. 🔹 PRAZO DE ENVIO A comunicação do acidente de trabalho deve ser registrada até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato. 🔹 PRÉ REQUISITOS Envio dos eventos S-2190 (registro preliminar) ou S-2200 (admissão). SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 15 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC S-2220 - MONITORAMENTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR E OS ASOS Esse evento não faz parte da carga inicial, ou seja, apenas serão enviados os ASOs que forem emitidos após o início da obrigatoriedade do eSocial conforme cronograma oficial. O objetivo é registrar todos os ASOs que foram emitidos durante o período de contrato de trabalho, inclusive o demissional. 🔹 PRAZO DE ENVIO A elaboração do ASO deve seguir as regras da legislação, ou seja, o admissional deve ser feito antes do registro e o demissional em até 10 (dez) dias. No entanto, no eSocial poderá ser registrado através do evento S-2220 até o dia 15 do mês seguinte ao da realização. 🔹 PRÉ REQUISITOS Envio dos eventos S-2190 (registro preliminar) ou S-2200 (admissão). TIPOS DE EXAMES EXAME ADMISSIONAL 7.5.8 O exame clínico deve obedecer aos prazos e à seguinte periodicidade: I - no exame admissional: ser realizado antes que o empregado assuma suas atividades; EXAMES PERIÓDICOS 7.5.8 O exame clínico deve obedecer aos prazos e à seguinte periodicidade: II - no exame periódico: ser realizado de acordo com os seguintes intervalos: a) para empregados expostos a riscos ocupacionais identificados e classificados no PGR e para portadores de doenças crônicas que aumentem a susceptibilidade a tais riscos: 1. a cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico responsável; 2. de acordo com a periodicidade especificada no Anexo IV desta Norma, relativo a empregados expostos a condições hiperbáricas; SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 16 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC b) para os demais empregados, o exame clínico deve ser realizado a cada dois anos. EXAMES DE RETORNO AO TRABALHO 7.5.9 No exame de retorno ao trabalho, o exame clínico deve ser realizado antes que o empregado reassuma suas funções, quando ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não. (Retiraram do texto as gestantes!) 7.5.9.1 No exame de retorno ao trabalho, a avaliação médica deve definir a necessidade de retorno gradativo ao trabalho. EXAME DE MUDANÇA DE FUNÇÃO 7.5.10 O exame de mudança de risco ocupacional deve, obrigatoriamente, ser realizado antes da data da mudança, adequando-se o controle médico aos novos riscos. EXAME MÉDICO DEMISSIONAL 7.5.11 No exame demissional, o exame clínico deve ser realizado em até 10 (dez) dias contados do término do contrato, podendo ser dispensado caso o exame clínico ocupacional mais recente tenha sido realizado há menos de 135 (cento e trinta e cinco) dias, para as organizações graus de risco 1 e 2, e há menos de 90 (noventa) dias, para as organizações graus de risco 3 e 4. EXAMES COMPLEMENTARES LABORATORIAIS 7.5.12 Os exames complementares laboratoriais previstos nesta NR devem ser executados por laboratório que atenda ao disposto na RDC/Anvisa n.º 302/2005, no que se refere aos procedimentos de coleta, acondicionamento, transporte e análise, e interpretados com base nos critérios constantes nos Anexos desta Norma e são obrigatórios quando: a) o levantamento preliminar do PGR indicar a necessidade de medidas de prevenção imediatas; b) houver exposições ocupacionais acima dos níveis de ação determinados na NR-09 ou se a classificação de riscos do PGR indicar. SST para DP / RH –versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 17 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC APOSENTADORIA ESPECIAL E O RAT DE AGENTES NOCIVOS Nos casos de aposentadorias especiais, na qual será preciso consultar a tabela de classificação de agentes nocivos (Anexo IV do regulamento da previdência social, aprovado pelo Decreto 3.048/99 e alterações posteriores), as empresas deverão contribuir com mais 6%, 9% ou 12% de RAT de agentes nocivos. Para a comprovação de que o trabalhador está exposto a agentes nocivos é necessário que a empresa mantenha perfil profissiográfico previdenciário, conforme disposto no art. 58, § 1º, da Lei 8.213/91. 01 - Não exposição a agente nocivo - 0% 02 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial com 15 anos de trabalho) - 12% 03 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial com 20 anos de trabalho) - 09% 04 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial com 25 anos de trabalho) - 06% EXEMPLO DE CÁLCULO Base de INSS da folha inteira (todos os empregados): R$ 50.000,00 Base de cálculo do INSS do João que terá direito a aposentadoria especial: R$ 2.300,00 *Empresa não enquadrada no Simples Nacional e as alíquotas são apenas exemplos. 20% de INSS Patronal R$ 50.000 * 20% R$ 10.000,00 RAT (3% x FAP 1,22) = 3,66% R$ 50.000 * 3,66% R$ 1.830,00 RAT de agentes nocivos *No exemplo, o João terá direito a aposentadoria especial com 25 anos de trabalho (6%). R$ 2.300,00 * 6% R$ 138,00 SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 18 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC ENQUADRAMENTO SINDICAL SST para DP / RH – versão 02.00 - Prof. André Azevedo Página 19 Licenciado para: Frederico Alves Steger de Oliveira | fredastegero@hotmail.com | 83543759191 | Protegido por AlpaClass.com #05mba0fOcC