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HAM Resumo E OSCE 2 - Osce
Habilidades Medicas (Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
HAM Resumo E OSCE 2 - Osce
Habilidades Medicas (Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba)
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Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com)
lOMoARcPSD|39967319
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Resumo de HAM N2 e roteiro para o OSCE
Luíza Maria Grangeiro de Sousa
● Orientações gerais para o OSCE:
1. Apresentar-se e perguntar o nome do paciente
2. Reafirmar as características do caso como se você estivesse lendo o
prontuário (Ex.: “Vejo na sua ficha que a senhora deu entrada aqui na
unidade com queixa de irritabilidade, insônia, estresse e perda de peso. Irei
então realizar o exame de sua tireóide para verificar isso, certo?”)
3. Higienizar as mãos antes de tocar o pct
4. Pedir ao paciente para tirar a blusa, caso necessário
5. Aquecer as mãos antes de tocar no paciente e pedir licença
6. Fazer o exame físico
7. Dar um feedback simples ao paciente
8. Ao final, dizer: “nada a declarar, encerro aqui essa seção do OSCE”
● Situações que caíram nos semestres anteriores
-RCP em adulto e lactente
-Exame físico das mamas
-Exame físico da tireoide (lembrar de especificar o nome da fácies típica da
patologia, podendo ser mixedematosa ou basedowiana)
-Teste dos reflexos
-Testes de sinais meníngeos
-Testes de locomotor de MMII e MMSS
-Tendinite do tenista
-Exame ginecológico
-Exame de próstata
-Sondagem vesical
Suporte Básico de Vida
● Reconhecimento de PCR = inconsciência, ausência de pulso carotídeo e/ou
presença de gasping (respiração ineficaz)
● Protocolo extra-hospitalar de parada cardiorrespiratória em adulto
1. Verificar a segurança do local
2. Checar a responsividade do pct, de joelhos, chamando-o e balançando seus
ombros
3. Chamar ajuda = acionar o 192/193 e pedir o DEA
4. Checar a respiração e o pulso carotídeo (por no mín 5s e no máx.10s)
5. Ressuscitação
a) Se o pct não respira e o pulso é ausente, deve-se iniciar o seguinte
protocolo:
e
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*Compressões em 5 ciclos de 30 compressões por 2 ventilações. Se houver
2 socorristas, ao final dos 5 ciclos, eles devem alternar de posição (um fica a
cargo das ventilações e o outro executa as compressões)
*Compressões com a região hipotenar de uma mão sobre a metade inferior do
esterno e a outra mão sobre a 1ª, entrelaçando-a
*Profundidade da compressão entre 5 e 6 cm
b) Se o pct não respira e o pulso é presente, deve-se iniciar o seguinte
protocolo:
*1 ventilação a cada 5-6 s, checando o pulso a cada 2 min
6. Utilizar o DEA assim que ele chegar
● Protocolo de parada cardiorrespiratória em bebê/lactente ( 1 ano)
1. Verificar a segurança do local
2. Checar a responsividade da criança chamando-a e tocando em seu ombro 3x
3. Chamar ajuda = acionar o 192/193 e pedir o DEA
4. Checar a respiração e o pulso carotídeo (por no mín 5s e no máx.10s)
5. Ressuscitação
e) Se o pct não respira e o pulso é ausente, deve-se iniciar o seguinte
protocolo:
*1 socorrista: 30 compressões x 2 ventilações
*2 socorristas: 15 compressões x 2 ventilações
*Compressões com 1 ou 2 mãos no terço inferior do esterno
*Profundidade da compressão cerca de 5 cm
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f) Se o pct não respira e o pulso é presente, deve-se iniciar o seguinte
protocolo:
*1 ventilação a cada 3-5 s, checando o pulso a cada 2 min
6. Utilizar o DEA assim que ele chegar
● Obstrução das vias aéreas em adultos e em crianças (>1 ano)
1. Se o pct responde ou tosse, deve-se incentivá-lo a continuar tossindo. Caso o
contrário deve-se:
2. Posicionar-se atrás do pct
3. Realizar a manobra de Heimlich (eleva o diafragma e aumenta a pressão na
via aérea, forçando a saída de ar dos pulmões):
a) Colocar a mão fechada com o polegar voltado para o abdome, entre o
apêndice xifóide a cicatriz umbilical, colocar a outra mão por cima e
realizar compressões no abdome em um movimento para dentro e para
cima
*Caso o pct for um obeso ou uma grávida, deve-se realizar compressões
torácicas
*Se o pct for menor que o socorrista, o mesmo deve posicionar-se de
joelhos atrás da vítima e realizar a manobra
4. A manobra deve ser repetida até a desobstrução das vias do pct
5. Se ele ficar inconsciente, deve-se realizar o protocolo de PCR. E cada vez
que o socorrista abrir as vias aéreas para realizar as ventilações, o mesmo
deverá olhar para o interior da cavidade oral; se o corpo estranho estiver
visível, deverá ser removido, evitando varredura digital às cegas e não
retardando as manobras de RCP
● Obstrução das vias aéreas em bebês (Escala de coma de Glasgow
● Escala de coma de Glasgow (pontuação mín. = 1 e máx. = 15)
➔ Abertura ocular, de acordo com a resposta (1 a 4): OLHO
4: espontânea
3: ao comando verbal
2: à pressão (porção ungueal do dedo, trapézio e região supraorbital)
1: nenhuma
NT: não testável
➔ Resposta verbal (1 a 5): VERBO
5: pct lúcido e orientado em tempo e espaço
4: desorientado
3: emite palavras soltas
2: emite sons
1: nenhuma
NT
➔ Resposta motora (1 a 6): MOTORA
6: obedece aos comandos
5: localiza a pressão
4: realiza movimento de retirada (flexão normal rápida do membro superior ao
nível do cotovelo)
3: realiza flexão anormal do membro superior (decorticação)
2: realiza extensão do membro superior (descerebração)
1: nenhuma
NT
➔ Resposta fotomotora (-2 a 0)
-2: quando os dois olhos não se contraem ao estímulo luminoso
-1: quando um dos olhos não se contrai ao estímulo luminoso
0: quando os dois olhos se contraem ao estímulo luminoso
● Grau de lesão de acordo com a pontuação:
➔ Leve (13-15)
➔ Moderada (9-12)
➔ Grave (3-8)
➔ Coma (3)
*Pontuação menor ou igual a 8 é indicativo de intubação orotraqueal
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Pares cranianos e exame neurológico
1. Nervo olfatório:
-O pct deve estar de olhos fechados e tapando uma das narinas, então
deve-se apresentar odores (como café, pimenta, cravo, canela..) a fim de que
ele identifique as fragrâncias
-Possíveis resultados = euosmia, hiposmia, hiperosmia, anosmia, cacosmia,
agnosia olfatória, parosmia, fantosmia
2. Nervo óptico:
a) Teste de campo visual (campimetria) = o exame é feito em cada
olho separadamente, de forma que o avaliador deve comparar seu
campo visual com o do pct e perguntá-lo se está vendo seu dedo, se
ele está parado ou em movimento ao deslocá-lo em seu campo visual.
(p. ex.: “Quantos dedos você vê?” “Está parado ou mexendo?”)
*Resultados possíveis = normal, amaurose/cegueira monocular (lesão
no nervo óptico), hemianopsia heterônima (lesão no quiasma),
hemianopsia homônima (lesão no trato óptico), quadrantanopsia
homônima (lesão nas radiações ópticas)
b) Teste de Snellen = o pct deve estar a uma distância de 6 metros da
tabela e testar um olho de cada vez a fim de avaliar sua acuidade
visual por meio da identificação das letras
*Possíveis resultados = ideal (o pct enxerga 20/20), ambliopia
(diminuição da acuidade), amaurose (cegueira)
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c) Fundoscopia = o avaliador deve posicionar o oftalmoscópio em cada
um dos olhos do pct e identificar o nervo óptico, vasos e a mácula
(fóvea)
d) Reflexo fotomotor = o avaliador deve incidir um feixe de luz sobre
cada olho do pct. Espera-se que as pupilas se contraiam (miose)
3. Nervo oculomotor, troclear e abducente:
-Oculomotor = inerva os músculos RM, RS, RI, OI, levantador da pálpebra,
esfíncter da pupila e músc. ciliar
-Troclear = OS
-Abducente = RL
-Teste da motilidade extrínseca (ocular) = o exame é feito em cada olho
separadamente, de forma que o avaliador deve deslocar seu dedo nas 9
posições do olhar e realizar movimentos de convergência, a fim de avaliar se
o olho do pct o acompanha
-Teste da motilidade intrínseca (pupilar) = o exame é feito em cada olho
separadamente e em um ambiente escuro, de forma que o avaliador incide
um feixe luminoso em seu olho e avalia sua resposta. Ela pode ser: isocoria,
discoria (apresenta alguma irregularidade do contorno pupilar), anisocoria
(desigualdade de diâmetro entre as pupilas), midríase e miose
4. Nervo trigêmio:
-É um nervo misto, portanto, avaliam-se respostas sensitivas e motoras
-Sensibilidade da face = o avaliador deve encostar algum objeto (algodão,
alfinete…) no rosto do pct a fim de avaliar se ele sentiu esses estímulos
-Reflexo córneo-palpebral = o avaliador deve encostar uma mecha de
algodão entre a esclerótica e córnea do olho do pct, de forma que ele esteja
com os olhos virados para o lado oposto. O resultado esperado é a contração
orbicular das pálpebras
-Motricidade da mastigação = pedir para o pct realizar alguns movimentos
como: abrir e fechar a boca, mover mandíbula, trincar os dentes, morder um
palito
5. Nervo facial:
-É um nervo misto, portanto, avaliam-se respostas sensitivas e motoras
-O avaliador deve testar a gustação do pct dando-o soluções de sabor doce,
salgado, ácido e amargo
-O avaliador deve pedir ao pct realizar alguns mov. como: enrugar a testa,
franzir os supercílios, fechar as pálpebras, mostrar os dentes, abrir a boca,
assobiar, inflar a boca e contrair o platisma ou músculo cuticular do pescoço,
a fim de avaliar se há alguma assimetria facial
*Tem importância prática a distinção entre a paralisia por lesão do nervo
facial (paralisia infranuclear ou periférica) e aquela por lesão da via
corticonuclear (piramidal) ou feixe geniculado (paralisia central ou
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supranuclear). No tipo periférico, toda a hemiface homolateral é
comprometida, enquanto, na central, somente a metade inferior da face
contralateral se mostra alterada. Este último tipo ocorre com frequência nos
acidentes vasculares e nas neoplasias cerebrais
6. Nervo vestibulococlear:
a) Prova de Romberg (equilíbrio estático) e avaliação da marcha (equilíbrio
dinâmico)
b) Teste de Weber = o avaliador percutir o diapasão e o colocar sobre o
ponto médio do neurocrânio, nas testa ou na glabela do pct e pergunta
como é a distribuição do som ouvido (igualmente nas duas orelhas,
apenas na orelha direita ou apenas na esquerda), a fim de verificar se há
diferença do som percebido entre os ouvidos
c) Teste de Rinne = trata-se de um comparativo entre a via de condução
óssea e aérea. Deve-se percutir o diapasão, colocar sobre a apófise da
mastóide (atrás da orelha) do pct até o desaparecimento do som via
condução óssea, em seguida deve-se aproximar o diapasão, ainda
vibrando, perto do pavilhão auricular e perguntar como é o som ouvido
em relação à posição anterior
*Possíveis resultados em relação à percepção sonora:
1. Condição normal: via aérea > óssea
2. Rinne positivo na perda neurossensorial = ambas vias estão
igualmente diminuídas
3. Rinne negativo na perda condutiva = via óssea > aérea
*Tipos de perda auditiva:
-Perda neurossensorial = há algum alteração no nervo coclear, assim a
percepção do som é rebaixada tanto na via óssea quanto na área
-Perda condutiva = há algum obstáculo que impede a condução do som à
orelha interna, por isso a percepção óssea é melhor que a aérea
7. Nervo glossofaríngeo e vago:
-O avaliador deve pedir ao paciente dizer “ah” para verificar o elevação do
palato e tocar no fundo de sua garganta com um palito para testar o reflexo
nauseoso
8. Nervo acessório:
-O avaliador deve pedir ao pct realizar a rotação de sua cabeça (Mm.
esternocleidomastóideo) e elevar seu ombro (porção superior do M. trapézio)
9. Nervo hipoglosso:
-O avaliador deve pedir ao pct realizar movimentos com sua língua
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● Equilíbrio dinâmico:
Deve-se avaliar a marcha do pct e verificar se há algum distúrbio (disbasia)
*Pedir ao pct andar normalmente, depois em tandem (pé-antepé), passada
calcânea, de ponta dos pés, pés invertidos (borda lateral), indo e voltando
1. Ceifante, helicópode ou hemiplégica
-Típico de pcts com AVC, apresenta a postura de Wernicke Mann:
-O movimento parece um foice
-Uma das pernas arrasta, há abdução e circundução dela
-O joelho não flexiona ao andar
-Possui a rotação anormal do quadril
-O movimento do braço (do mesmo lado da perna) fica comprometido, ele
fica levemente fletido em 90° no cotovelo e em adução com a mão fechada
2. Em tesoura ou diplégica
-Típico de pcts com paralisiacerebral
-As duas pernas estão espásticas
-Há abdução e circundução de ambas as pernas
-O pct precisa andar com o andador
3. Parkinsoniana, festinante ou propulsiva
-Os braços estão rígidos e flexionados (sem o balanço natural)
-Aceleração involuntária
-Corpo inclinado para frente
4. Escarvante, parética, equina ou cadenciada
-Toque no chão com a ponta do pé (como se estivesse cavando)
-Joelhos flexionados
-Rotação centrífuga do quadril
5. Atáxica, cerebelar ou marcha do ébrio
-Típica de pcts com alterações no cerebelo
-Parece o andar de uma pessoa alcoolizada
-É uma marcha instável e oscilante
-De base alargada
-Passada calcânea
-Dificuldade para fazer curvas
-Não consegue andar com os olhos fechados
-Não consegue ficar com os pés juntos
6. Anserina ou de pato
-Característica de grávidas
-Os músculos do quadril estão fracos, por isso o pct não tira as mãos da
cintura
-Quando ele dá um passo o quadril oposto cai
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● Equilíbrio estático:
➔ Teste de Romberg
-Ficar atrás do pct e com a maca na frente dele
-O avaliador deve pedir ao pct ficar em posição ortostática, com as mãos
coladas ao corpo, e em seguida verifica seu equilíbrio em posição de pés
juntos por alguns segundos de olhos abertos e, em seguida, pede-se que
ele fique de olhos fechados
*Pode-se sensibilizar o teste pedindo o pct para ficar de pés
semi-calcanhar-dedo e de pés calcanhar-dedo e pedir para o pct fechar os
olhos e juntar os pés, depois dar pequenos empurrões para testar sua
capacidade de equilíbrio.
*O teste é positivo quando o pct apresenta oscilações do corpo, com
desequilíbrio e forte tendência à queda, que pode ser para qualquer lado e
imediatamente após interromper a visão, indicando lesão das vias de
sensibilidade proprioceptiva consciente, ou sempre para o mesmo lado, o
que pode ser uma lesão do aparelho vestibular. Quando o pct não consegue
se manter de pé, o teste é negativo, indicando uma lesão cerebelar
● Motricidade espontânea
-O avaliador pede ao pct realizar alguns movimentos como: abrir e fechar a mão,
estender e fletir o antebraço, abduzir e elevar o braço, fletir a coxa, fletir e
estender a perna e o pé, movimentos repetitivos dos dedos (como aproximar e
afastar o indicador e o polegar). Durante a execução desses movimentos,
deve-se avaliar o grau de dificuldade de realizá-lo, sua a amplitude e velocidade
● Força muscular
-O pct deve realizar os mesmos movimentos mencionados no exame da
motricidade espontânea, só que, desta vez, com oposição aplicada pelo
examinador (manobras contra-resistência)
-Sinal do rechaço/rebote/Stewart-Holmes = “tapa na cara”
*Nos casos de discreta ou duvidosa deficiência motora dos membros, realizam-se
as denominadas provas deficitárias, representadas pelas provas de Barré,
Mingazzini e dos braços estendidos:
a) Barré
O pct em decúbito ventral deve fletir as pernas sobre
as coxas, em ângulo reto. Esta posição, deve ser
mantida por alguns minutos sem maior esforço, caso
contrário, é sinal de déficit dos músculos flexores
das pernas
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b) Mingazzini
O pct em decúbito dorsal deve dispor suas coxas verticalmente e
fletí-las sobre a bacia em ângulo reto, as pernas também devem
ser fletidas sobre as coxas em ângulo reto. Em casos de lesão da
via motora pode-se observar: queda isolada da perna, ou queda
isolada da coxa, ou queda simultânea da perna e da coxa
c) Braços estendidos
O pct fica com os membros superiores estendidos para frente, em
ângulo de 90º com o tronco, com as mãos supinadas e os dedos
abduzidos e estendidos, devendo manter-se nessa posição por
um minuto
*Outra maneira de nomear os déficits de movimento é com o grau de força:
■ Grau V: força normal
■ Grau IV: movimento completo contra a força da gravidade e contra certa
resistência aplicada pelo examinador
■ Grau III: movimento contra a força da gravidade
■ Grau II: movimento completo sem a força da gravidade
■ Grau I: discreta contração muscular
■ Grau 0: nenhum movimento.
● Tônus muscular
-Estado de tensão dos músculos, tanto em repouso (tônus de postura), como em
movimento (tônus de ação)
-O exame do tônus é realizado com o paciente deitado e em completo relaxamento
muscular, obedecendo-se à seguinte técnica:
➔ Inspeção = verifica-se a existência ou não de achatamento das massas musculares de
encontro ao plano do leito. É mais evidente nas coxas e só tem valor significativo na
acentuada diminuição do tônus
➔Palpação das massas musculares = averigua-se o grau de consistência muscular,
a qual se mostra aumentada nas lesões motoras centrais e diminuída nas periféricas
➔Movimentos passivos = imprimem-se movimentos naturais de flexão e extensão nos
membros. Durante a execução desses movimentos, deve-se avaliar a passividade/
resistência (tônus aumentado ou diminuído) e a extensibilidade da fibra muscular
➔Balanço passivo = O examinador, com as suas duas mãos, segura e balança o
antebraço do paciente, observando se a mão movimenta-se de forma normal, exagerada
(na hipotonia) ou diminuída (na hipertonia). O mesmo pode ser observado, aplicando-se
a manobra nos membros inferiores, segurando a perna e observando o balanço dos pés
*Hipotonia = músculos flácidos = muita amplitude de movimento
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*Hipertonia = pouca amplitude de movimento
*Hipertonia plástica/rigidez = interrupções excessivas do movimento (sinal da
roda denteada) (Síndromes extrapiramidais, como Parkinson)
*Hipertonia elástica/espástica = retorno do músculo à posição inicial, o qual
interrompeu o mov. passivo de extensão (sinal do canivete) (Síndromes
piramidais) (Determina a típica postura de Wernicke Mann)
● Coordenação
Avalia-se a direção, a velocidade, a precisão e a harmonia dos movimentos
➔ Coordenação dos membro superiores:
-Prova índex-índex (de olhos abertos e fechados)
-Prova índex-nariz
-Prova índex-nariz-índex
-Diadococinesia (mov. alternados e rápidos, como: supinação e pronação das
palmas da mão)
-Movimentos de precisão da mão = movimento de pinça com o indicador e o
quirodáctilo
➔ Coordenação dos membros inferiores
-Prova calcanhar-joelho = pedir para o pct deitado tocar seu joelho com seu
calcanhar
-Prova calcanhar-joelho sensibilizado = depois pedir para ele deslizar o
calcanhar na perna, tocar na maca e repetir o processo
-Prova Hálux-índex do examinador
● Reflexos
➔ Reflexos superficiais ou exteroceptivos
a) Cutâneo-plantar
-Resposta normal = flexão dos dedos
-Respostas anormais =
*Abolição do reflexo (interrupção do arco ou lesão da via piramidal)
*Sinal de Babinski: extensão do hálux, seguida de um possível movimento
que lembra a abertura de um leque pelos demais dedos (lesão da via piramidal
ou corticospinal)
b) Cutâneo-abdominal
➔ Reflexos profundos, proprioceptivos, musculares ou miotáticos
a) Aquileu (L5-S1) = o pct de joelhos sob uma
cadeira e com os pés para fora OU o pct
sentado e as pernas pendentes e a mão do
avaliador apoiando seu pé, esse deve percutir
o tendão do calcâneo e observar a contração
do tríceps sural com flexão do pé
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b) Patelar (L2-L4) = com o pct sentado com a perna pendente, sem encostar no chão,
o avaliador deve bater com o martelo abaixo da patela, no tendão da patela e na
articulação do joelho
c) Flexor dos dedos (C7-C8-T1)
d) Pronador (processo estilóide da ulna) (C6-C7-C8-T1)
e) Braquiorradial/Supinador (C5-C6) = o pct deve
colocar seu braço no meio do braço oposto do
avaliador, em seguida deve-se bater no tendão
do braquiorradial, sob a apófise estilóide do rádio
Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com)
lOMoARcPSD|39967319f) Bicipital (C5-C6) = o pct deve colocar o braço no meio do seu braço oposto do
avaliador com o seu polegar no tendão do bíceps, em seguida deve-se bater sobre
o polegar com a extremidade estreita do martelo
g) Tricipital (C6-C7-C8) = o pct deve estar com o braço flexionado posicionado no
meio do braço oposto do avaliador, em seguida deve-se bater no tendão do tríceps,
que está na fossa do olécrano (acima do cotovelo) com o martelo
● Graduação dos reflexos
-Hiporreflexia = - -Hiperreflexia = +++
-Arreflexia = 0 -Reflexo vivo = ++
-Normorreflexia = +
● Sensibilidade:
-Avalia os receptores, dermátomos, vias aferentes e regiões do córtex
ligadas às sensações
*O avaliador deve evitar sugestões quanto à sede e à natureza do estímulo aplicado
*Ao aplicar o estímulo, indague: “Está sentindo alguma coisa? O quê?
Em que parte do corpo?”
-Em seguida, compare os estímulos em áreas homólogas e também em vários
locais do mesmo segmento
-Há dois tipos de sensibilidade:
a) Superficial = Tátil (tato protopático), térmica e dolorosa
-Tátil = roçar um pedaço de algodão em várias partes do corpo
-Térmica = passar dois tubos de ensaio, um com água gelada e outro com
água quente, alternando-se os tubos
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-Dolorosa = com o estilete rombo
-Possíveis resultados: hipoestesia, anestesia e hiperestesia
b) Profunda = Vibratória, pressórica, cinético-postural e dolorosa
*Tato epicrítico
-Palestesia (vibratória) = percutir o diapasão em saliências ósseas
-Cinéticopostural/artrocinética/batiestesia/proprioceptivas = realizar movimentos
passivos de flexão e extensão do hálux, polegar, mão e pé do pct
-Grafestesia = escrever na mão ou no pé do pct e pedí-lo para identificar
-Estereognosia = pedir para o pct reconhecer um objeto sem visualizá-lo
-Barestesia = realizar compressão digital em massas musculares
-Dolorosa = comprimir as massas musculares e os tendões do pct, o normal é
que ele não sinta dor
-Caso o pct refira dor, é sinal de que há neurites ou miosites
● Avaliação de irritação meníngea:
-Pode ser causada por uma infecção (meningite) ou por uma hemorragia
-A meninge inflamada encolhe, o pus provoca sua agregação (como se fosse
uma cola). Isso provoca dor e rigidez da nuca
-Provas: rigidez de nuca, Brudzinski e Kerning
1. Rigidez da nuca
Com o pct em decúbito dorsal, realiza-se uma flexão forçada de seu pescoço, o
teste é positivo se o pct relatar dor na cervical
2. Prova de Brudzinski
Com o pct em decúbito dorsal e membros estendidos, o examinador repousa
uma das mãos sobre o tórax do paciente e, com a outra colocada na região
occipital, executa uma flexão forçada da cabeça. A prova é positiva quando o
paciente flete os membros inferiores e/ou relata dor
3. Prova de Kerning
Com o pct em decúbito dorsal e membros estendidos,
faz-se uma extensão de UMA DAS perna, estando a
coxa fletida em ângulo reto sobre a bacia e a perna
sobre a coxa. Considera-se a prova positiva quando o
paciente sente dor ao longo do trajeto do nervo ciático
e tenta impedir o movimento
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● Avaliação de irritação radicular
-Provas = Lasegue, Bragard e Wassermann (Lasegue invertido)
1. Prova de Lasegue
Com o paciente em decúbito dorsal e os membros inferiores estendidos, o
examinador levanta um dos membros inferiores estendidos. A prova é positiva
quando o paciente relata dor na face posterior do membro examinado (que pode
irradiar para a região lombossacral), logo no início da prova (cerca de 30° de
elevação)
2. Prova de Bragard
É igual a prova de Lasegue, só que o examinador faz uma dorsiflexão do pé do
pct
3. Prova de Wassermann (Lasegue invertido)
Com o pct em decúbito ventral, faz-se uma extensão e abdução do quadril
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Exame físico da tireóide
● Anamnese
-Sexo (é mais comum em mulheres)
-Idade > 40 anos
-Profissão = profissionais que utilizam iodo e radiação
-Procedência = áreas pobres em iodo (bócio endêmico)
-Uso de medicamentos = substâncias iodadas (xaropes, contrastes, colutórios),
carbonato de lítio, que é absorvível pela pele, medicamentos cardiológicos
(amiodarona - rico em iodo - e propranolol - beta bloqueador não seletivo, diminui a
conversão de T4 em T3)
-Fatores autoimunes
● Alterações locais: dor, edema (nódulo, bócio), rouquidão, dispneia, disfagia
● Manifestações de hiperfunção: Hipersensibilidade ao calor; aumento da
sudorese; perda de peso; taquicardia; tremor; irritabilidade; insônia; astenia;
diarreia; exoftalmia; mixedema pré-tibial
● Manifestações de hipofunção: Hipersensibilidade ao frio; diminuição da
sudorese; aumento do peso; obstipação intestinal; cansaço facial; apatia;
sonolência; alterações menstruais; ginecomastia; unhas quebradiças; pele seca;
rouquidão; macroglossia; bradicardia
● Características da tireóide a serem avaliadas no exame físico:
Volume, dimensões, limites, consistência, textura da superfície, sensibilidade,
frêmito, temperatura, presença de nódulos
1. Inspeção
-Geral e local
-Vista frontal e lateral
2. Palpação
*Apalpar os linfonodos regionais
-Realizar uma hiperextensão na cervical do pct
-Localizar na linha média:
1. Mento
2. Cartilagem tireóidea
3. Depressão (membrana cricotiroidea)
4. Glândula tireoide (mais especificamente o istmo)
a) Abordagem posterior
Com o pct sentado, o examinador deve-se posicionar atrás dele, colocar os
polegares fixos na nuca e as pontas dos indicadores e médios quase a se
tocarem na linha mediana. O lobo direito é palpado pelos dedos da mão
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direita (e o lobo esquerdo vice-versa), enquanto os dedos da outra mão
afastam o esternocleidomastóideo
b) Abordagem anterior
Com o pct sentado ou de pé, o examinador sentado ou de pé deve se
posicionar de frente para ele. Os polegares apalpam a glândula, enquanto os
outros dedos apoiam-se nas regiões supraclaviculares. Após isso, deve-se
realizar a palpação com uma das mãos, que percorre toda a área
correspondente à tireoide.
*A flexão do pescoço, ou a rotação discreta do pescoço para um lado ou para
o outro, provoca relaxamento do músculo esternocleidomastóideo, facilitando
a palpação da tireóide
-Com os dedos sob a tireoide, deve-se pedir ao paciente fazer o estímulo de
deglutição, a fim de avaliar seu contorno e mobilidade
*A tireóide normal é palpável (cada lobo tendo 1 polegar de comprimento), e
o lobo direito, com frequência, é um pouco maior do que o esquerdo.
● Ausculta
-Teste de detecção de possíveis sopros, por conta de um hiperfluxo tireoidiano (que
ocorre, por exemplo, no hipertireoidismo)
-Pedir que o pct segure a respiração e auscultar ambos os lobos
-A tireóide normal costuma não ter sopros auscultados
● Percussão
-Percutir o esterno a fim de detectar um possível bócio mergulhante
-O som normal é o timpânico. Se houver sons submaciços ou maciços, é sinal de
bócio mergulhante
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● Feedback
Ao final deve-se dar um feedback ao pct. Seria interessante, por exemplo, solicitar
os exames de TSH, T3, T4 e T4 livre e/ou encaminhá-lo a um endocrinologista
para avaliação mais específica
Exame físico em paciente obeso
● Parâmetros do IMC
IMCdeve utilizar apenas o IMC, tendo em vista que
esse índice não avalia a composição e a distribuição corporal, mas, tão somente, os
quilogramas por metro quadrado. Dependendo do grupo populacional, o IMC pode
gerar falsos positivos (magros diagnosticados como obesos) ou falso negativos
(obesos diagnosticados como magros), devido ao percentual de gordura corporal.
Daí a importância de outras medidas antropométricas
➔ Antropometria
a) Circunferência abdominal = Reflete o conteúdo de gordura visceral. É medida
pelo comprimento ao nível da linha mediana entre a borda inferior da costela
e a crista ilíaca (na altura na cicatriz umbilical)
*Risco aumentado para morbidades cardiovasculares para adultos, OMS:
-Homens = 94 - 102 cm
-Mulheres = 80 - 88 cm
b) Prega cutânea
● Sinais, sintomas e principais complicações
-Acantose nigricans (alteração na pele caracterizada por manchas de textura aveludada
e tom escuro, localizada em dobras e vincos, além de axilas, pescoço e virilha)
-Lipodistrofia cervical (giba de búfalo)
-Xantelasma (pequenas bolsas lipídicas, ligeiramente protuberantes localizadas
nas pálpebras. São típicas em pcts com dislipidemia)
-Doenças cardiovasculares (como hipertensão)
-Diabetes = perda de peso, polifagia, poliúria, polidipsia
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● Exame de glicemia capilar
➔ Glicemia baixa
-Hipoglicemiaisso, deposite o
material, ao lado do anterior, rolando as cerdas pelo resto da lâmina
7. Após essas duas coletas, deve-se colocar a lâmina imediatamente no frasco
com o fixador
8. Por último, deve-se retirar cuidadosamente o espéculo
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*Caso haja sangramento na hora da coleta, deve-se relatar o ocorrido
*Esse exame detecta a presença de câncer de colo uterino, também chamado de
câncer cervical
*A principal alteração que causa o câncer cervical é o HPV
*A realização do exame deve ser periódica: a cada três anos após dois exames
anuais consecutivos negativos em mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram
relações sexuais
*Realizar aos 25 anos, 26, 29, 32, 35 anos… e assim de 3 em 3 anos
*O HPV provoca o câncer do colo de útero e o HIV acelera o desenvolvimento do
câncer
a) Toque vaginal
-Realizado apenas nas pct que não possuem mais o hímen íntegro
-Pode ser unidigital, bidigital ou combinado
-Unidigital = expressão da uretra, palpação das glândulas vestibulares e palpação
das paredes uterinas (verificar sua superfície, elasticidade, sensibilidade e
temperatura)
-Bidigital = avalia-se a o colo do útero e os fundos de sacos vaginais/fórnix (entre o
colo e a vagina). No colo, verifica-se sua orientação, forma, volume, superfície,
consistência, comprimento, sensibilidade, mobilidade, seu orifício externo e
lacerações. Nos fundos de saco, analisa-se sua distensibilidade, profundidade e
sensibilidade
-Toque combinado = palpação da região do hipogástrio e das fossas ilíacas
concomitante ao toque vaginal, retal ou retovaginal
b) Toque retal
Sistema genital masculino
● Anamnese
-Idade:
a) Recém-nascidos = os problemas de ambiguidade sexual, a hidrocele, o edema
escrotal (hérnias), as criptorquias e as dismorfias penianas
b) Crianças = balanopostite (associada à fimose), afecções que interferem com o
fluxo sanguíneo testicular (p. ex., torção do cordão espermático)
c) Adolescentes e jovens adultos = IST’s e tumores testiculares.
d) Meia idade (acima de 40 anos) = câncer testicular, priapismo, hidrocele
secundária, prostatovesiculite, câncer peniano e doença de Peyronie
e) Idosos (acima de 60 anos) = obstruções urinárias de origem prostática,
principalmente a hiperplasia nodular benigna, carcinoma de próstata e de
bexiga
-Início da atividade sexual
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-Profissão = carcinoma escrotal (“câncer dos limpadores de chaminés”, profissionais
que utilizam piche e alcatrão), distúrbios espermatogênicos (expostos a altas
temperaturas - forneiros e padeiros e radiações ionizantes - radiologistas)
● Sinais e sintomas
-Dor (dor testicular, sacral, perianal, peniana, lombossacra…)
-Disúria = dor ao urinar
-Sensação de ardência e queimação ao urinar
-Hematúria
-Retenção urinária (não consegue expelir a urina)
-Priapismo (ereção persistente, prolongada, dolorosa e sem desejo sexual)
-Hemospermia
-Corrimento uretral (leucorreia)
-Ejaculação precoce
-Ausência de ejaculação
-Impotência sexual
-Esterilidade
-Anorgasmia (ausência de orgasmo)
-Libido diminuída ou ausente
-Dispareunia (dor durante o sexo)
● Exame físico geral:
-O pct ficar em decúbito dorsal ou de pé
-Os órgãos genitais internos são examinados pelo toque retal
-É dividido em exame do pênis, da bolsa escrotal, dos testículos, dos epidídimos,
dos canais deferentes, dos cordões espermáticos e o exame do toque retal
1. Inspeção:
-Geral = avaliar a presença de afecções sistêmicas, principalmente
endócrinas, pois essas podem repercutir localmente no sis. genital
2. Palpação:
-Linfonodos da região inguinal
● Exame físico do pênis
-Anomalias congênitas = agenesia, micropênis, macropênis, hipospadia, epispadia,
fimose
1. Inspeção:
-Deve-se retrair completamente o prepúcio, a fim de obter uma boa
visualização da glande e do sulco balanoprepucial
-Afecções = lesões ulceradas, neoplasias, balanopostites, condilomas
-Avaliar o diâmetro (8 mm), o aspecto, a posição do meato uretral externo e o
calibre do meato (para isso o avaliador deve realizar uma manobra de
compressão anteroposterior da glande, tomando-a entre os dedos indicador e
polegar
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2. Palpação:
-Avaliar presença de placas fibrosas endurecidas no trajeto dos corpos
cavernosos, áreas de endurecimento ao longo do corpo esponjoso, reflexo de
processo inflamatório periuretral
-Palpação das artérias dorsais:
a) Artéria dorsal esquerda = coloca-se o dedo indicador esquerdo na base
do pênis e, com o dedo polegar na base do corpo cavernoso esquerdo, e
depois pressiona-se para cima, o que põe a artéria dorsal esquerda em
contato com o dedo indicador
b) Artéria dorsal direita = segue-se a mesma técnica, utilizando a mão
direita
● Exame físico da bolsa escrotal
1. Inspeção:
-Afecções: processos inflamatórios, varicocele, neoplasias, hidrocele (água na
bolsa escrotal), fístulas, úlceras
-Sinais: espessamento da pele do escroto, edemaciação, formações bolhosas,
sinais flogísticos, flacidez, atrofia, perda dos movimentos de contração,
apagamento das pregas horizontais do escroto, pigmentação acentuada da
rafe mediana (septo que subdivide a bolsa em 2 compartimentos)
*A pele escrotal em adultos é enrugada
-Avalia o formato, o tamanho (o normal é ter 4-5cm de comprimento e 2cm de
largura), as características da pele, os aspectos vasculares e a consistência
(duras ou moles)
● Exame físico dos testículos:
1. Inspeção:
-Afecções = volume aumentado, atrofiado, irregularidades na superfície,
presença de lesões, endurecimento, sinais flogísticos
-Em condições normais, o testículo esquerdo situa-se mais baixo que o direito
-Avaliar se há aderência do testículo à parede anterior ou à parede posterior da
bolsa escrotal
2. Palpação:
-Deve ser feita de forma bastante delicada (risco de disseminação venosa de
neoplasias)
-Deve-se palpar um testículo de cada vez, a fim de compará-los em seus
aspectos de: tamanho, formato, contornos
-Aspectos normais = superfície lisa, ovóide, consistência elástica
-Reflexo cremastérico
● Exame físico dos epidídimos
-Estão localizados na borda posterossuperior do testículo e constituem 3 partes:
cabeça, corpo e causa
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1. Palpação:
-O avaliador deve deslizar, de baixo para cima, com os dedos indicador e
polegar entre o epidídimo
● Exame físico dos canais deferentes
-Estão localizados posteriormente aos epidídimos e se delimitam do ponto de
fusão ao epidídimo até o orifício externo do anel inguinal
-Realizar a palpação
● Exame físico dos cordões espermáticos
-São estruturas formadas por veias, artérias, linfáticos, músculos, T.C o e pelo
canal deferente, servindo de suspensão para o testículo na bolsa escrotal e
possibilitando movimentos involuntários protetores
-Realizar a palpação
● Exame anorretal ou toque retal:
-É necessário uma lubrificação abundante e uma introdução digital suave
-Solicita-se ao pct urinar, esvaziando a bexiga o máximo que puder. Se possível, o
médico observa o jato urinário. Logo em seguida, palpa-se e percute-se a bexiga
para verificar se existe urina residual aumentada
-Avalia-se a região anoperineal, examinando-se a pele em volta do ânus em busca
de sinais inflamatórios, alterações provocadas pelo ato de coçar, fissuras, pertuitos
(furos) fistulosos, condilomas e abscessos
-O pct deve estar em uma das 3 posições:
a) Posição de Sims ou lateral esquerda = um dos MMII fica semiestendido e o
outro flexionado
b) Posição genupeitoral = é a mais adequada e preferida pelos examinadores
c) Posição de decúbito supino = o pct fica semissentado com as pernas
flexionadas. O examinador passa o antebraçopor baixo da coxa do paciente
(esta posição é indicada em especial nos enfermos em condições gerais
precárias)
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-Expõe-se o ânus com o dedo indicador e polegar da mão esquerda, coloca-se
a polpa do indicador direito sobre a margem anal e faz-se uma compressão
continuada e firme para baixo, com o intuito de relaxar o esfíncter externo. Em
seguida, introduz-se o dedo, lenta e suavemente, por meio de movimentos
rotatórios. A introdução digital tem que ser feita com delicadeza e suavidade para
que não haja dor. Quando não se consegue introduzir o dedo devido a dor intensa
ou espasticidade esfincteriana, é necessário considerar a possibilidade de criptite ou
fissura anal
-Observa-se o tônus esfincteriano anal. Um esfíncter anal relaxado, principalmente
quando associado a redundância e relaxamento retal, é encontrado nas
enfermidades do SNC com disfunção neurológica da bexiga
-As estruturas a serem examinadas durante o toque retal são:
a) Parede anterior, pela qual se avaliam a próstata, as vesículas seminais e o
fundo de saco vesicorretal
b) Parede lateral esquerda
c) Parede lateral direita
d) Parede posterior (sacro e cóccix)
e) Para cima (até onde alcançar o dedo)
*Na entrada do ânus, as 10-12 glândulas anais
● Exame físico da próstata:
-Está a 8cm da abertura retal
*A próstata é um órgão musculoglandular acessório responsável pela produção de
um líquido que constitui uma parcela do volume do líquido seminal
*Fase pré-puberal = tamanho de uma polpa do dedo mínimo
*Fase pós-puberal = pesa de 20 a 30 g
*Situa- se abaixo da bexiga (em torno do colo vesical) e da vesícula seminal,
adiante do reto e atrás da sínfise pubiana
-É dividida em 6 lobos contíguos = anterior, posterior, lateral direito, lateral
esquerdo, mediano comissural e mediano cervical
*Mede em torno de 4 cm no sentido transversal, tem 3 cm de diâmetro vertical e
mais ou menos 2 cm de diâmetro anteroposterior
-Avaliar o tamanho, a consistência, a superfície, os contornos, simetria, o sulco
mediano (que separa os lobos laterais), mobilidade da próstata, presença de
nódulos, sensibilidade à dor
-Condições normais = ela é palpável na parede anterior do reto, possui formato de
coração, com a base voltada para cima e o vértice para baixo, seus lobos laterais
são separados por um sulco mediano (é palpável) e tem o tamanho de uma noz
grande, é regular, simétrica, depressível, apresenta superfície lisa, consistência
elástica, lembrando borracha, contornos precisos e é discretamente móvel
*O polo superior tem mais incidência de tumoração
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Sistema Urinário
● Sinais e sintomas
-Alterações da micção e do volume -Vômitos
-Alterações da cor da urina -Anorexia
-Edema -Anemia
-Febre -Irritabilidade neuromuscular
-Calafrios (infecções) -Náuseas
-Astenia -Poliúria (hiperglicemia)
-Dor (situa-se no flanco ou região lombar, entre a 12ª costela e a crista ilíaca)
(sensação profunda, pesada, de intensidade variável, fixa, persistente, que piora em
posição ereta e ao final do dia)
*O parênquima renal é insensível, a distensão da cápsula renal que promove a dor
-Estrangúria/tenesmo vesical = dor ao urinar
-Dor vesical = é percebida na região hipogástrica, suprapúbica
➔ Alterações do volume
*Volume de urina excretada/dia = 700 a 2.000 ml
*Capacidade da bexiga = 400 a 600 ml
-Oligúria = diurese 2.500 ml/dia
➔ Alterações da micção
-Disúria = diurese com algum desconforto, como dor e ardor
-Urgência = necessidade súbita e imperiosa de urinar
-Polaciúria = aumento da frequência de urinar (intervalo menor que 2h)
-Hesitação
-Nictúria/noctúria
-Retenção urinária
-Incontinência urinária
➔ Alterações da cor e aspecto da urina
-Hematúria
-Hemoglobinúria = hemoglobina livre
-Mioglobinúria = resquícios células musculares
-Porfirinúria = porfirina (grupo heme), confere cor vermelho-visonha à urina
-Urina turva
-Cristalúria
-Piúria = quantidade anormal de leucócitos, confere aspecto turvo
-Proteinúria
-Urina com aumento de espuma
-Odor desagradável
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● Exame dos rins
*Quando os rins estão aumentados, eles podem ser facilmente palpados e/ou ainda
ser vistos
1. Inspeção
-Com o pct sentado, deve-se avaliar o abdome, os flancos e o dorso
2. Palpação
-Avaliar sensibilidade à dor, tamanho, formato e superfície
-Com o pct em decúbito dorsal, deve-se realizar a Manobra de Guyon,
bimanual: uma das mãos palpa os quadrantes abdominais superiores, enquanto
a outra mão fica espalmada empurrando, nas costas, o flanco correspondente
de baixo para cima, na tentativa de evidenciar mais o rim na posição anterior
-Em pessoas magras, o polo inferior do rim direito pode ser palpado na
inspiração
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-Com o pct em decúbito lateral, deve-se realizar a Manobra de Israel:
3. Percussão
-Avaliar sensibilidade à dor
-Manobra de Giordano (punho percussão lombar) = com o pct sentado,
realiza-se a percussão, com a face interna da mão fechada, no ângulo
costovertebral (entre a borda da última costela e os processos transversos das
vértebras lombares superiores)
4. Ausculta
-Deve-se auscultar a região do mesogástrio e dos flancos a fim de verificar
algum sopro na artéria renal
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● Exame dos ureteres
1. Palpação
-Com o pct em decúbito dorsal, deve-se palpar os “pontos uretrais” = o superior
fica no meio dos quadrantes superior direito e esquerdo; e o inferior fica no meio
dos hipocôndrios direito e esquerdo, próximo à região suprapúbica
-Avaliar sensibilidade à dor
● Exame da bexiga
1. Inspeção
-Avaliar se há distensão vesical pelo aumento da região suprapúbica
2. Palpação
-Está localizada na região suprapúbica, é uma massa lisa e firme na linha média
(globo vesical)
-A bexiga quando vazia não é palpável
-Avaliar sensibilidade à dor e a presença de abaulamento no hipogástrio
● Sondagem vesical
-2 tipos = de alívio e de demora
-É a introdução de uma sonda até a bexiga, através da uretra, com a finalidade de
facilitar a drenagem da urina ou instalar medicação ou líquido com tempo de
permanência determinada pelo médico
-Objetivo = possibilita a drenagem de urina em pacientes com problema de retenção
e de micção, além disso promove controle rigoroso do débito urinário
1. Lavar as mãos e organizar material na bandeja
2. Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado
3. Proteger o/a paciente com biombo ou cortinas
4. Verificar as condições de higiene do períneo, se necessário, proceder à
higienização com água e sabão
5. Posicionar o paciente:
a) Masculino = em decúbito dorsal horizontal, com os membros inferiores
afastados;
b) Feminino = posição litotômica (em decúbito dorsal, com as pernas afastadas,
os joelhos fletidos e os pés apoiados sobre a cama) e coberta com um lençol;
6. Retirar as luvas de procedimento
7. Higienizar as mãos
8. Organizar o material sobre uma mesa ou local disponível
9. Abrir o pacote de sondagem, acrescentando: quantidade suficiente de
antisséptico na cuba redonda, pacotes de gaze sobre o campo estéril, a sonda
(testar o balonete)
10.Acrescentar aproximadamente 10 ml de xilocaína gel na seringa, tendo-se o
cuidado de descartar o primeiro jato e de não contaminar a seringa(pode-se
segurá-la com o próprio invólucro e retirar o êmbolo com uma gaze, (apoiando-
o no campo). Após, dispor a seringa com a xilocaína sobre o campo
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11. Calçar as luvas estéreis
12.Dobrar as gazes e colocar na cuba com o antisséptico
13.Conectar o cateter de Foley ao coletor em sistema fechado
14.Lubrificar a sonda por cerca de 10 cm
15.Proceder à antissepsia do meato uretral
➔ Cateterismo vesical feminino:
1. Utilizar os dedos indicador e polegar da mão não dominante para separar
os pequenos lábios e visualizar o meato uretral
2. Realizar a antissepsia no sentido púbis-ânus e, na sequência, grandes
lábios, pequenos lábios, meato uretral até períneo, com as gazes que
foram embebidas no antisséptico. Usar a gaze uma vez e descartá-la
3. Remover o antisséptico degermante da região com soro fisiológico,
obedecendo aos mesmos princípios de assepsia descritos
4. Retirar as luvas de procedimento
5. Higienizar as mãos
6. Calçar as luvas estéreis
7. Colocar o campo fenestrado de maneira a permitir a visualização do
meato uretral
8. Colocar a cuba rim sobre o campo fenestrado, em frente à fenestra do
campo
9. Inserir o cateter lubrificado através do orifício uretral da paciente
10. Introduzir o cateter mais 3 a 4 cm, após a urina começar a fluir, a fim de
assegurar que o balão não se encontra na uretra
➔ Cateterismo vesical masculino:
1. Afastar o prepúcio
2. Segurar o pênis com uma gaze com a mão não dominante, mantendo-o
perpendicular ao abdome
3. Realizar antissepsia com as gazes embebidas com solução antisséptica
degermante, do meato uretral para a periferia. Usar a gaze uma vez e
descarta-la
4. Remover o antisséptico degermante da região com soro fisiológico,
obedecendo aos mesmos princípios de assepsia descritos anteriormente
5. Retirar as luvas de procedimento
6. Higienizar as mãos
7. Calçar as luvas estéreis
8. Manter o pênis perpendicular ao corpo, retraindo o prepúcio
9. Aplicar o lubrificante/anestésico, lentamente, através do meato uretral
com auxílio da seringa luer slip de 20 ml
10.Aguardar alguns segundos para o início da ação do
lubrificante/anestésico
11. Introduzir o cateter vesical até encontrar resistência
12. Inclinar o pênis em um ângulo de 45° em direção ao abdome e continuar
introduzindo o cateter, o que facilita a passagem na uretra bulbar
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13. Introduzir o cateter até a bifurcação em “Y”, 15 a 20 cm, até o refluxo de
urina
➔ Para ambos os sexos:
1. Insuflar o balonete com 15-20 ml de água destilada e tracionar o cateter
delicadamente para verificar se está fixo na bexiga
2. Retirar o campo fenestrado
3. Fixar o corpo da sonda na região da face medial da coxa (sexo feminino)
/ região hipogástrica (sexo masculino)
4. Fixar o saco coletor na lateral do leito, do mesmo lado em que foi fixada a
sonda vesical, abaixo do nível da bexiga
5. Posicionar o paciente confortavelmente
6. Recolher o material, providenciando o descarte e armazenamento
adequado
7. Higienizar as mãos novamente, retornar e identificar o saco coletor com
nome do paciente, data, turno e nome do profissional responsável
Exame físico do Sistema Locomotor
● Anamnese:
-Aparecimento da queixa (quando começou)
-Tipo de dor
-Duração da dor
-Fatores de melhora e piora
-Locais de irradiação
-Peso
-Profissão (movimentos repetitivos e postura)
-Histórico familiar patológico
-Rotina de exercícios físicos e/ou de esportes
● Exame físico
-É necessário pesquisar os movimentos ativo e passivo, comparando articulações
homólogas
-O médico deve estar atento às reações do paciente, em especial à demonstração
de dor
-Ao realizar algum teste, deve-se perguntar ao pct: “O que você está sentindo com
esse movimento?” Ao invés de induzi-lo a resposta como em: “Esse movimento é
doloroso?”
-Utilizando-se a inspeção e a palpação de modo conjugado, são estudadas as
seguintes estruturas: pele e anexos, tecido celular subcutâneo, musculatura,
tendões e ligamentos, rede vascular, sistema nervoso, estruturas osteoarticulares,
formato e tamanho dos vários segmentos ósseos e pontos dolorosos
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1. Inspeção
-Observar e comparar articulações homólogas, procurando reconhecer aumento
de volume, rubor, atrofia, desalinhamento articular, deformidades, nódulos e
fístulas
-Análise da pele e das unhas
-Presença de varizes e hipodesenvolvimento muscular
-Analisar da postura (com o paciente em posição ortostática), é possível
reconhecer genu varum, genu valgum, pé plano ou cavo, cifose, escoliose e
cifoescoliose
2. Palpação
-Localização das articulações (desalinhamento articular - genu valgum ou
comprometimento articular)
-Volume e formato articular (irregularidades do contorno e modificações do
tamanho das juntas. Medir a circunferência da articulação com fita métrica ou
com o artrocitômetro)
-Tônus das massas musculares
-Presença de pontos hipersensíveis no nível da linha interarticular e em outras
áreas
-Tumorações (nódulos, ossificações, neoplasias)
-Aumento da temperatura local (indicativo de inflamação)
-Nódulos subcutâneos, únicos ou múltiplos, indolores
-Nódulos eritematosos ou eritematocianóticos, hipersensíveis
-Depósitos de uratos, constituindo os tofos da gota úrica
-Realizar testes de tônus muscular
-Crepitação articular indica processo articular degenerativo, no qual há
comprometimento da cartilagem hialina
-Crepitação óssea denuncia a presença de fratura
3. Testes dos movimentos articulares
-Sempre que possível, a amplitude dos movimentos precisa ser medida em
graus, partindo-se de uma posição neutra que seria o ponto zero
-Não sendo possível medir em graus, pode-se falar em limitação total, quando a
articulação está impossibilitada de fazer a mínima movimentação, ou em
limitação parcial, que pode ser mínima, moderada ou intensa (quase total)
-É necessário pesquisar os movimentos ativo e passivo, comparando
articulações homólogas. Movimentos como: abdução, adução, flexão, extensão,
rotação lateral/externa, rotação medial/interna, circundução, pronação
supinação
-O avaliador deve estar atento às reações do paciente, em especial à
demonstração de dor
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➔ Avaliação do ombro e braço:
a) Teste de Jobe = avalia lesões no M. supraespinhal.
Com o pct em pé ou sentado, com os ombros
abduzidos no plano escapular, com extensão de
cotovelos e rotação medial (interna) de ombros, o
avaliador deverá aplicar uma resistência inferior na
região do punho. O teste é positivo caso o paciente
apresente dor ou incapacidade de realizar o teste
b) Teste de Neer = avalia lesões no músc. supraespinhal e em seu tendão.
Com o pct em pé ou sentado, o avaliador deve segurar o punho do paciente e
mover passivamente o ombro em flexão, caso ele sinta dor, provavelmente
há uma lesão no M. supraespinhal ou no tendão do M. bicipital
c) Teste de Yergason = avalia lesões no músc. bíceps. Com o cotovelo
flexionado em 90° e o braço em pronação, o pct deve realizar uma supinação
ativa e extensão do antebraço contra resistência do avaliador, que deve
palpar o tendão do bíceps do pct com uma das mãos e com a outra mão
segurar seu punho e fazê-lo rodar externamente o ombro e supinar o
antebraço contra a sua resistência, caso ele sinta dor, provavelmente há uma
lesão do músc. bíceps ou uma inflamação em seu tendão
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d) Teste de Yokum = avalia lesões no músc. supraespinhalou na articulação
acromioclavicular. O pct deve colocar a sua mão no ombro oposto, caso ele
sinta dor, o teste é positivo
e) Teste de Gerber = avalia lesões no subescapular. O
pct deve realizar uma adução e rotação interna do
braço e colocar sua mão na região lombar, em
seguida o avaliador solicita que ele a afaste do
dorso, caso o pct sinta dor, o teste é positivo
➔ Avaliação do cotovelo:
a) Teste de Cozen = avalia a presença de
*epicondilite lateral (do tenista). Com o
cotovelo do pct flexionado em 90° e seu
antebraço em pronação, o avaliador deve
fazer um movimento de resistência contra a
extensão de punho (com desvio radial)
realizada ativamente pelo pct
b) Teste de Mill = avalia a presença de
*epicondilite lateral (do tenista). Com o
cotovelo do pct flexionado em 90°, seu
antebraço em pronação e seu punho
flexionado, o avaliador deve fazer um
movimento resistência contra a extensão e
supinação do punho realizada ativamente
pelo pct
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c) Teste do cotovelo do golfista = avalia a presença de epicondilite medial (do
golfista). Com o cotovelo estendido e a mão supinada, o pct deve flexionar o
punho contra a resistência do avaliador
➔ Avaliação do punho:
a) Teste de Phallen = o pct deve flexionar uma mão contra a outra, caso ele
sinta dor, o teste é positivo para síndrome do túnel do carpo
b) Teste de Tinel = com o antebraço do pct supinado, o avaliador deve percutir
a região do túnel do carpo do punho do pct, caso ele relate sensação de
choque, o teste é positivo para síndrome do túnel do carpo
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c) Teste de Finkelstein = o pct deve fechar a mão com o polegar flexionado
na superfície palmar da mão e forçar o punho ou desvio ulnar medialmente,
caso ele sinta dor, o teste é positivo para tenossinovite estenosante (doença
de de Quervain ou de Hoffman)
● Lesão no nervo ulnar: Sinal da mão em
garra
-Causa = paralisia de todos os músc.
intermédios das falanges IV e V e perda da
abdução das falanges II e III
-Resultado = em repouso, há a
hiperextensão das articulações
metacarpofalângicas e das articulações
interfalangeanas nas falanges IV e V
● Lesão do nervo mediano:
a) Mão de macaco
-Causa = paralisia dos músc. da região tenar
-Resultado = em repouso, a I falange é
hiperestendida até a linha dorsal
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b) Mão em benção, na altura do cotovelo
-Causa = paralisia dos flexores superficiais
dos dedos, dos flexores longos e curtos, do
½ radial do flexor profundo dos dedos
-Resultado = em posição ativa de fechar as
mãos, há flexão parcial dos dedos IV e V,
enquanto os dedos I, II e III permanecem
estendidos
● Síndrome do túnel do carpo:
-Compressão do nervo mediano ao longo do seu percurso túnel do carpo,
sob o retináculo dos flexores do punho
-Sintomas = dormência, formigamento no I, II, III e ½ radial do IV dedo; dor
em choque no punho à percussão (Sinal de Tinel positivo) e dor ao flexionar
uma mão contra a outra (Sinal de Phallen positivo)
➔ Avaliação da coluna:
a) Teste de Spurling = extensão, lateralização e pressão sobre a cabeça do
pct. O teste é positivo quando há dor, ou seja, o pct está com uma
radiculopatia na cervical
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b) Teste de Schober = avalia a mobilidade/flexibilidade da coluna lombar. Com
o pct em posição ortostática, o avaliador deve marcar a partir da espinha
ilíaca pósterossuperior 10 cm na coluna lombar, espera-se que quando o pct
fletir a coluna, esse marco aumente 5 cm
➔ Avaliação do quadril:
a) Teste de Lewis = avalia a articulação entre o íleo e o sacro. Com o pct em
decúbito lateral, o avaliador deve comprimir a articulação sobre a crista
ilíaca
b) Teste de Mennel = avalia a articulação entre o íleo e o sacro. Com o pct em
decúbito lateral, com o joelho contralateral à dor fletido (segurado por ele) e
a perna ipsilateral estendida, o avaliador deve realizar uma extensão da
perna ipsilateral, caso o pct sinta dor na região das nádegas, o teste é
positivo para sacroileíte
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c) Teste de Trendelenburg = avalia a mobilidade do quadril, mais
especificamente a integridade dos músculos abdutores. Com o pct em
posição ortostática, ele deve fletir a coxa sobre o quadril, o avaliador deve
ficar atrás do mesmo observando o movimento e protegendo-o de uma
possível queda. Caso o pct apresente fraqueza nesses músculos, haverá
queda da pelve pelve que está suspensa
*Quando o pct flexiona o joelho direito, os músculos abdutores esquerdos
estão sendo testados e vice-versa
d) Teste de Patrick ou Fabere = avalia o quadril. O pct em decúbito dorsal,
deve-se fletir uma perna sobre a outra na altura do joelho
➔ Avaliação dos MMII:
a) Sinal da tecla = com o pct em decúbito dorsal, o avaliador deve realizar uma
contração da patela e avaliar se há derrame articular de líquido
inflamatório/infeccioso da patela, caso haja flutuação da mesma
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b) Teste de Lachman = avalia a estabilidade do joelho por meio do ligamento
cruzado anterior. Com o pct em decúbito dorsal e o joelho fletido em torno de
20° o avaliador deve realizar uma anteriorização da tíbia, caso haja uma
instabilidade do joelho, o teste é positivo
c) Teste da gaveta anterior = avalia a estabilidade do joelho por meio do
ligamento cruzado anterior. Com o pct em decúbito dorsal e o joelho fletido
em torno de 70°, o avaliador sentado em cima do pé do pct (para estabilizar)
deve realizar uma anteriorização
d) Teste do ligamento cruzado posterior = avalia a estabilidade do joelho por
meio do ligamento cruzado posterir. Com o pct em decúbito dorsal e o joelho
fletido em torno de 70°, o avaliador deve realizar uma posteriorização
e) Teste de Apley = avalia o menisco.
Com o pct em decúbito ventral, o
avaliador realiza uma flexão do joelho,
uma contração no pé, uma rotação
externa (para avaliação do menisco
medial) e uma rotação interna
(menisco lateral)
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● Alterações na coluna
a) Escoliose = a coluna é desviada da linha mediana (lateralização) para direita
ou para esquerda
b) Cifose = proeminência extrínseca
c) Espondilite anquilosante = mobilidade limitada, retificação da lordose
lombar, acentuação da cifose torácica, retificação da lordose cervical com
projeção da cabeça para frente causada por alterações intervertebrais
d) Hérnia discal
● Alterações das articulações dos MMII
1. Artrite reumatoide = nodulações nas articulações do pé provocadas por
inflamações
2. Artrose = desgaste das articulações entre o tarso e a falange
3. Gota = deposição de cristais de ácido úrico
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