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CAPÍTULO 1 E 2 M. MASSAMI1 
 
DAIMON PSIQUE 
No período pré-socrático, o termo "Damon" era frequentemente utilizado para se referir 
a divindades ou forças espirituais. Já a psique era vista como a alma ou essência imaterial 
do ser humano, muitas vezes associada à vida após a morte. 
 
No período socrático,2 o Damon era interpretado como uma espécie de voz interior ou 
consciência moral, que guiava e influenciava as decisões e ações de uma pessoa. Já a 
psique continuava sendo vista como a parte mais profunda e essencial do ser humano, 
mas agora também era associada ao conceito de consciência e racionalidade, enfatizando 
a importância do autoconhecimento e da reflexão para o desenvolvimento pessoal. 
 
Diferença e semelhança entre Sócrates e Heráclito Daimon e Psique 
 
Para Sócrates, o Daimon era uma espécie de voz interior que o guiava e aconselhava em 
suas ações. Ele acreditava que o Daimon era um mensageiro divino, que o alertava sobre 
o que era certo e errado. Sócrates atribuía grande importância ao diálogo com o Daimon 
para alcançar a sabedoria e a virtude. 
 
Por outro lado, Heráclito não tratava explicitamente do conceito de Daimon, mas suas 
ideias sobre psique eram bastante influentes. Para Heráclito, a psique era a essência 
imaterial e eterna que anima todos os seres vivos. Ele acreditava que a psique era regida 
pelo logos, um princípio universal de ordem e razão que permeia o universo. 
 
A principal analogia entre Sócrates e Heráclito em relação ao Daimon e psique está na 
busca pela sabedoria e na importância do autoconhecimento. Ambos os filósofos 
valorizavam a introspecção e a reflexão como caminhos para compreender a natureza 
humana e o mundo à sua volta. Embora abordassem o tema de maneiras diferentes, 
Sócrates e Heráclito compartilhavam a crença na importância de ouvir a voz interior e em 
buscar a harmonia entre mente, corpo e alma para alcançar a sabedoria e a felicidade. 
 
PERIODIZAÇÃO E REGIME HISTORICIDADE DA IDADE MÉDIA3 
 
✓ Período Homérico (c. 800 a.C. - 500 a.C.) 
✓ Síntese: Este período é caracterizado pela oralidade e pela formação das primeiras 
narrativas épicas, como as obras de Homero, "Ilíada" e "Odisseia". A sociedade grega estava 
organizada em cidades-estados (polis) e a religião era politeísta. 
✓ Filósofo Importante: Não há filósofos no sentido estrito, mas figuras como Homero são 
fundamentais neste período, influenciando a cultura grega. 
✓ Período Arcaico (c. 800 a.C. - 500 a.C.) 
✓ Síntese: É o período de transição da oralidade para a escrita, com a formação das 
primeiras cidades-estados e o surgimento de formas de governo como a tirania e a oligarquia. A 
arte e a literatura começam a florescer. 
✓ Filósofo Importante: Tales de Mileto (c. 624 a.C. - 546 a.C.), considerado o primeiro 
filósofo ocidental, que buscou explicações racionais para a natureza. 
✓ Período Clássico (c. 500 a.C. - 323 a.C.) 
 
1 Livro História dos Saberes Psicológicos, Massimi, capitulo 1 
2 Livro História dos Saberes Psicológicos, Massimi, págs. 23 a 40 
3 Livro História dos Saberes Psicológicos, Massimi, capitulo 2 
✓ Síntese: Este é o auge da civilização grega, marcado por um desenvolvimento 
significativo em arte, filosofia, teatro e democracia, especialmente em Atenas. As Guerras Persas 
e a Guerra do Peloponeso são eventos importantes. 
✓ Filósofo Importante: Sócrates (c. 470 a.C. - 399 a.C.), que introduziu a ética e a dialética 
na filosofia, seguido por seus discípulos Platão e Aristóteles. 
✓ Período Helenístico (c. 323 a.C. - 30 a.C.) 
✓ Síntese: Iniciado com a morte de Alexandre, o Grande, este período é marcado pela 
difusão da cultura grega pelo Mediterrâneo e Oriente Médio. A filosofia se diversifica e se torna 
mais acessível, surgindo novas escolas de pensamento. 
✓ Filósofo Importante: Epicuro (341 a.C. - 270 a.C.), que fundou o epicurismo, uma 
filosofia que busca a felicidade através da busca de prazer moderado e da amizade. 
▪ Linha História da Psicologia 
▪ A psicologia, enquanto campo de estudo, começou a se desenvolver formalmente no 
final do século XIX, embora suas raízes possam ser traçadas até os filósofos da Grécia Antiga. 
Filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles discutiram temas relacionados à mente humana, 
comportamento e moralidade. 
✓ Sócrates: Focado no autoconhecimento e na ética. Método maiêutica 
✓ Platão: Introduziu a teoria das ideias e a dualidade corpo-alma. 
✓ Aristóteles: Considerado um precursor da psicologia, descreveu processos de 
percepção, memória e aprendizado. 
✓ A psicologia moderna emergiu com os trabalhos de Wilhelm Wundt, que estabeleceu o 
primeiro laboratório de psicologia experimental em 1879, e Sigmund Freud, que 
desenvolveu a psicanálise no início do século XX. 
 
CORPO SOCIAL4 
A definição de "corpo social" na linha da história da psicologia na Idade Média envolve a 
compreensão de como as relações sociais, as instituições e as crenças da época 
influenciaram a formação da identidade individual e coletiva. 
 
Na Idade Média, o corpo social era frequentemente entendido em termos de hierarquias 
e relações de poder, com a Igreja Católica exercendo uma influência predominante sobre 
a vida cotidiana e a psicologia das pessoas. A visão de mundo medieval era marcada por 
uma cosmovisão teocêntrica, onde a espiritualidade e a moralidade eram profundamente 
entrelaçadas com as interações sociais. A identidade do indivíduo era muitas vezes 
definida por seu papel dentro da comunidade, seja como membro de uma família, de uma 
guilda ou de uma congregação religiosa. 
 
Além disso, questões como a doença, a loucura e o comportamento desviado eram 
frequentemente interpretadas através de uma lente moral e religiosa, levando a uma 
compreensão da psicologia que enfatizava a relação entre o corpo e a alma. O corpo era 
visto não apenas como uma entidade física, mas também como um espaço espiritual, e 
qualquer perturbação na saúde mental era muitas vezes atribuída a fatores sobrenaturais 
ou a um afastamento da ordem divina. 
 
Portanto, a noção de corpo social na Idade Média traz à tona a interconexão entre a 
psicologia individual e as dinâmicas sociais, refletindo como as concepções de identidade, 
 
4 Livro História dos Saberes Psicológicos, Massimi, capitulo 6 
moralidade e saúde mental eram moldadas por contextos sociais e culturais específicos. 
Essa perspectiva histórica é fundamental para entender a evolução do pensamento 
psicológico e social nas épocas subsequentes. 
 
 
CAPÍTULO 25 
 
IDADE MÉDIA E O "EU" 
Na Idade Média, a questão do "Eu" era frequentemente entendida dentro de um contexto 
teológico e filosófico cristão. O ser humano era visto como uma criação de Deus, dotado 
de uma alma imortal e destinado à salvação ou condenação após a morte. A noção de 
"Eu" estava interligada com a ideia de pecado original, livre-arbítrio e redenção através da 
fé e das boas obras. Além disso, o conceito de identidade pessoal muitas vezes se 
fundamentava nas relações hierárquicas estabelecidas pela sociedade feudal da época, 
onde cada indivíduo tinha um lugar determinado de acordo com seu estatuto social e 
profissional. 
 
O teocentrismo6 era uma ideologia dominante na Idade Média que colocava Deus no 
centro de toda a vida e pensamento humano. Nesse contexto, a sociedade era organizada 
em torno da crença em um Deus todo-poderoso e supremo, que controlava todas as 
coisas. Todas as atividades e questões eram vistas a partir de uma perspectiva religiosa, 
e o poder político, social e cultural estava intimamente ligado à autoridade da Igreja 
Católica. O teocentrismo influenciava não apenas a vida espiritual, mas também as 
relações sociais, o sistema de governo e as artes, moldando assim toda a sociedade 
medieval. 
 
EXPRESSÕES HUMANAS ARTES = MUSICA, LITERATURA, PINTURA 
Durante a Idade Média, as expressões humanas na música, literatura e artes, incluindo a 
pintura, eram predominantemente influenciadas pela religião e pela visão de mundo 
teocêntricada época. Na música, predominavam os cantos gregorianos e as composições 
religiosas, que eram utilizadas nas cerimônias da Igreja. Na literatura, os temas 
frequentemente abordavam questões religiosas, morais e éticas, e as obras eram 
predominantemente escritas em latim, língua da Igreja. 
 
Na pintura, as obras eram também fortemente religiosas, com temas como cenas bíblicas 
e imagens de santos e anjos. As representações eram muitas vezes simbólicas e 
idealizadas, buscando transmitir mensagens religiosas e moralizadoras. As cores eram 
geralmente vibrantes e ricas, e as figuras humanas muitas vezes estilizadas e hieráticas. 
 
Em resumo, as expressões humanas na Idade Média eram profundamente marcadas pela 
influência da Igreja e pela visão teocêntrica do mundo, refletindo a importância da religião 
e da fé na vida e na cultura dessa época. 
 
CAPÍTULO 3 
O HUMANISMO NO RENASCIMENTO7 (SÉC XV é XVII) 
- diminuição do poder da igreja 
- crise do sistema feudal 
 
5 A construção do eu na Modernidade - Da Renascença ao século XIX, Autor: Pedro Luiz Ribeiro de Santi 
6 teocentrismo ideologia dominante na Idade Média. visão de mundo Deus no centro de tudo, como a fonte de poder e autoridade. 
7 def. O humanismo renascentista foi um movimento intelectual e filosófico que valorizava o ser humano e suas capacidades 
- liberdade e o mundo 
- nascimento das cidades 
- rotas de comércio 
- expansão marítima 
- O Humanismo no Renascimento foi um movimento cultural, intelectual e artístico nos 
séculos XV e XVI. 
- Caracterizou-se pela diminuição do poder da Igreja, crise do sistema feudal e busca pela 
liberdade e conhecimento do mundo. 
- Surgimento das cidades e desenvolvimento das rotas de comércio e expansão marítima 
promoveram o contato entre culturas. 
- Estímulo ao pensamento crítico, surgimento de novas formas de arte, literatura e música. 
- Ênfase no individualismo e valorização do ser humano como fonte de conhecimento e 
criatividade. 
- Influenciou as artes, ciência, filosofia, política e sociedade, marcando uma época de 
renovação e expansão do conhecimento. 
O Humanismo é um movimento cultural e intelectual que valoriza o ser humano em sua 
totalidade, colocando-o no centro das preocupações e reflexões. Essencialmente, o 
Humanismo defende a dignidade e a liberdade do indivíduo, promovendo o 
desenvolvimento da razão e da capacidade humana de pensar e agir de forma autônoma 
e consciente. Esse movimento se contrapõe ao teocentrismo da Idade Média, onde Deus 
era o centro de todas as coisas. Abaixo, alguns tópicos que abordam questões centrais 
do Humanismo: 
- Valorização do homem: O Humanismo enfatiza a importância e o valor do ser humano 
como indivíduo capaz de pensar, criar e contribuir para o progresso e o bem-estar coletivo. 
- Teocentrismo cede lugar para antropocentrismo: Com o Humanismo, a visão de um 
mundo centrado em Deus foi substituída por uma visão centrada no ser humano, que 
passa a ser o foco de atenção e preocupação. 
- Valores das ações humanas e responsabilidade do humano na criação: O Humanismo 
valoriza as ações humanas como fonte de conhecimento, desenvolvimento e 
transformação da sociedade. Nesse contexto, o ser humano é visto como responsável por 
suas escolhas e ações, assumindo a responsabilidade pelo seu próprio destino e pelo 
impacto de suas decisões. 
- Aspectos morais e valores não ligados diretamente a Deus: O Humanismo propaga 
valores éticos e morais baseados na razão, na empatia e no respeito à diversidade, sem 
depender de preceitos religiosos para fundamentar a conduta humana. Dessa forma, a 
moralidade é concebida a partir dos princípios universais da dignidade humana, da 
liberdade de pensamento e da igualdade entre os indivíduos. 
 
O HOMEM SENTE SE LIVRE, MAS ESTÁ PERDIDO 
- Na Idade Média: o homem se via inserido em uma sociedade fortemente teocêntrica, 
onde a vida estava centrada na religião e na obediência à vontade divina. 
- No Humanismo: o homem se sente livre para tomar suas próprias decisões e moldar 
seu destino, período antropocêntrico8, porém muitas vezes se sente perdido diante da 
multiplicidade de escolhas e da falta de um referencial 
absoluto, como era a religião na Idade Média. 
 
O HOMEM ENTRA EM CRISE 
Durante a transição da Idade Média para a Idade Moderna, o surgimento do humanismo 
e a valorização do homem levaram a uma crise de valores e de identidade. O homem 
passou a questionar as crenças e autoridades estabelecidas, sentindo-se livre, mas 
 
8 Antropocentrismo é uma visão de mundo que coloca o ser humano como o centro do universo e o principal referencial de valores 
também perdido, diante de um novo paradigma antropocêntrico que colocava o ser 
humano no centro do universo, substituindo o teocentrismo. Essa crise refletiu as 
mudanças profundas e os 9conflitos morais e filosóficos da época. 
 
CAPÍTULO 4 
O ENCONTRO COM A MULTIPLICIDADE 
Durante o Renascimento, a abertura do mundo propiciou o encontro com uma 
multiplicidade de culturas, costumes e perspectivas. Isso desafiou os indivíduos a 
reavaliarem suas crenças e conceitos, bem como a atribuírem valor a objetos e ideias 
provenientes de contextos diferentes. As feiras tornaram-se espaços de diversidade 
cultural, gerando questionamentos sobre a autenticidade dos produtos e a confiabilidade 
dos relatos sobre novos mundos e povos. Esse encontro com a multiplicidade no 
Renascimento provocou uma profunda na forma como o homem via e compreendia o 
mundo ao seu redor. 
 
O AUTO QUESTIONAMENTO 
- Afinal: quem sou eu? (o “eu” descobre o “outro”) 
- O que é certo? O que é errado? 
- Vivo da melhor forma? 
 Isto se agrava ainda mais quando o homem se depara com novas crenças e religiões! 
 
No período do Renascimento, o encontro com a multiplicidade cultural levou a duas 
posturas distintas: a primeira, que considerava o diferente como um erro a ser corrigido 
através da catequização e imposição da própria verdade; a segunda, que adotava uma 
atitude autocrítica diante das outras crenças, questionando a própria verdade e 
reconhecendo a validade das diferentes perspectivas. Todorov destaca a dificuldade de 
comunicação entre espanhóis e nativos, que se viam de forma distorcida e autorreferente. 
A vitória dos espanhóis foi atribuída à sua capacidade de compreender o do outro e de 
manipular a situação em proveito próprio. 
 
EXPRESSÕES ARTÍSTICAS RENACENTISTA 
- Música Polifonia: muitas vozes cantando melodias diferentes 
- Pintura Bosch e Arcimboldo: retratam a diversidade e os efeitos da fragmentação 
- Leonardo da Vinci: destaque para a individualização e os retratos 
- Literatura François Rabelais: valorização do riso, prazer corporal e cultura greco-romana 
 
 
 
CAPÍTULO 5: OS PROCEDIMENTOS DE CONTENÇÃO DO EU 
Auto controle: É necessário CONTER O EU. O mundo está disperso e fragmentado sem 
referências seguras. 
 A necessidade de autocontrole e contenção do eu em um mundo disperso e 
fragmentado, onde o indivíduo é responsável por construir seus valores. Surgirão 
mecanismos para dominar e formar o eu, sendo esse processo fundamental para o 
desenvolvimento da Psicologia, que se baseia nas experiências subjetivas resultantes da 
diversidade e tentativas de ordenação. O indivíduo surge da dispersão com uma cisão 
interior entre liberdade e submissão. 
 
Durante o Renascimento, SANTO INÁCIO DE LOYOLA10 teve um papel importante ao 
fundar a Companhia de Jesus, uma ordem religiosa. Ele desenvolveu os "Exercícios 
Espirituais11", um método de meditação e reflexão espiritual para fortalecer a fé e a 
devoção dos fiéis. 
 
Os Exercícios Espirituais enfatizam a importância da liberdade humana na busca pela 
salvação, reconhecendo que a liberdade pode levar à perdição se não for guiada pela fé 
e pelo discernimento espiritual. Santo Inácio acreditava que a liberdade era uma dádiva 
divina, mas também uma responsabilidade que podia levar as pessoas a escolher entre o 
caminho da salvação ou o da perdição. Seus ensinamentos visavam orientaras pessoas 
a fazer escolhas que as aproximem de Deus e da 
salvação. 
 
Santo Inácio de Loyola, durante o Renascimento, desenvolveu os Exercícios 
Espirituais, que consistem em práticas de meditação e reflexão para alcançar a salvação. 
Ele acreditava que, ao final dos 28 dias de exercícios, se o praticante não atingisse a 
iluminação, isso se devia à falta de fé e fraqueza da vontade, não a uma falha nos 
métodos. A relação estreita de Santo Inácio com a psicologia de autoajuda reside na 
crença de que a busca espiritual é um caminho para o desenvolvimento pessoal e 
superação de obstáculos internos. Também a crença na liberdade humana absoluta que 
diz que podemos atingir qualquer objetivo, envolve um forte sentimento de culpa. "Somos 
o que fazemos de nós assim a infelicidade que encontramos foi produzida por nós, 
nós a mereceremos". E só é gordo quem quer! 
 
- Nicolau Maquiavel seguiu o procedimento de afirmação do sujeito, mas de forma mais 
cruel e foi considerado imoral e desumano. 
- Contexto de crise da fé em um poder transcendente e medo da dissolução influenciaram 
seu discurso. 
- Em "O Príncipe", Maquiavel acreditava que o mundo era volúvel, egoísta e mau, com a 
preocupação da fragmentação da Itália e invasões por bárbaros. 
- Defendeu a necessidade de homens fortes e corajosos para evitar a dispersão, com 
centralização do poder e uso de métodos extremos, como matar ameaças ao poder. 
- Seu princípio era a exaltação do poder e a afirmação do mesmo, como descrito em sua 
obra "O Príncipe". 
 
Maquiavel e Santo Inácio acreditavam na necessidade de afirmar o sujeito através de 
procedimentos radicais. Enquanto Santo Inácio buscava o retorno a Deus de forma 
 
10 Santo Inácio de Loyola viveu entre 1491 e 1556. Foi beatificado em 1609 e canonizado em 1622. 
11 Exercícios Espirituais, no século XVI, são um conjunto de práticas e meditações a aprofundar a relação com Deus 
acessível a todos, Maquiavel12 enfocava a afirmação de um único sujeito em detrimento 
dos demais em sua obra "O Príncipe". Maquiavel”13 elogiava o homem em um mundo sem 
ideal, valorizando a força e coragem para evitar a dispersão do poder. 
 
CAPÍTULO 6: A POSIÇÃO DE CRÍTICA A APARÊNCIA 
 
- Montaigne14: Filósofo francês do século 
XVI conhecido por sua abordagem cética em relação à natureza humana e pela 
introspecção presente em seus "Ensaios", que refletem a busca pela autenticidade e 
diversidade do ser particular. 
- Shakespeare: Renomado dramaturgo inglês do século XVI, autor da obra "Hamlet", que 
explora a interioridade do protagonista e sua luta para definir sua identidade em meio às 
pressões sociais, refletindo a crítica e construção do homem moderno. 
 
- Tendência à Glorificação do Eu: 
 - Não é absoluta; inclui construção e desconstrução do eu. 
 - Relação complexa com o humanismo: pode afirmar e destruir. 
- Montaigne e o Ceticismo15: 
 - Diante da instabilidade, surge o ceticismo. 
 - Isolamento e escrita dos "Ensaios" como forma de interiorização. 
 - Obra expressa formação do sujeito Montaigne. 
 - Busca autenticidade e diversidade. 
 - Surgimento do mundo interno e privacidade através de introspecção. 
- Shakespeare e a Interioridade: 
 - "Hamlet" exemplifica interioridade na Modernidade. 
 - Monólogos refletem consciência de si e vaidade humana. 
 - Hamlet busca ser autor de si mesmo, distanciando-se das expectativas sociais. 
 - Crítica e construção do homem moderno. 
- Erasmo de Rotterdam e O Elogio da Loucura: 
 - Apelo por reformas na Igreja e crítica à hipocrisia. 
 - Desconstrução de ideais sobre a bondade humana. 
 - Uso do humor para questionar valores estabelecidos. 
 - Manual de boas maneiras e reflexão sobre normas sociais e exclusão social. 
Montaigne, Shakespeare e Erasmo de Rotterdam diferem em suas abordagens e 
perspectivas no estudo da psicologia. Montaigne, por exemplo, enfatiza a importância da 
subjetividade e da autoconsciência na compreensão do comportamento humano, 
enquanto Shakespeare se concentra nas complexidades emocionais e psicológicas dos 
personagens em suas peças teatrais. Por outro lado, Erasmo de Rotterdam destaca a 
importância do pensamento crítico e da liberdade de pensamento na formação do 
indivíduo, defendendo a ideia de que a educação e a reflexão são fundamentais para o 
desenvolvimento intelectual e emocional. Assim, apesar de compartilharem o interesse 
pela natureza humana, esses pensadores divergem em suas abordagens e ênfases na 
psicologia. 
 
CAPÍTULO 7: O DISCURSO DO MÉTODO DESCARTES (SÉC.XVII) 
 
12 Niccolò Machiavelli foi um filósofo do Renascimento, período entre o final do século XV e o início do século XVI. 
13 "O Príncipe", escrito em 1513, por Maquiavel onde ele apresenta suas ideias sobre a política e a natureza do poder. 
14 Michel de Montaigne (1533–1592) 
15 Ceticismo, uma corrente filosófica que questiona a possibilidade do conhecimento absoluto sugere que as certezas absolutas são 
difíceis, se não impossíveis, de alcançar, e propõe que devemos adotar uma atitude de dúvida e questionamento em relação às 
nossas crenças e percepções. 
 
I. Introdução 
No século XVII, período marcado pelo Iluminismo, René Descartes16 escreveu sua obra 
mais famosa, O Discurso do Método. Neste texto, o filósofo francês propõe um método 
baseado na dúvida metódica como forma de alcançar o conhecimento verdadeiro. Suas 
ideias influenciaram não apenas a filosofia, 
mas também a psicologia, ao destacar a importância da razão e do pensamento crítico. 
 
II. Quem foi Descartes e seu pensamento René Descartes foi um filósofo, matemático e 
cientista francês do século XVII, considerado um dos fundadores da filosofia moderna. 
Suas principais obras incluem "Meditações sobre a Filosofia Primeira" e "Discurso do 
Método". Descartes defendia a primazia da razão e a separação entre mente e corpo, 
influenciando a forma como entendemos a relação entre o pensamento e a experiência 
humana. 
 
III. O processo de dúvida metódica 
No Discurso do Método, Descartes propõe a dúvida como ponto de partida 
para a busca do conhecimento verdadeiro. Ao questionar as crenças e opiniões pré-
estabelecidas, o filósofo busca encontrar certezas indubitáveis que sirvam de base sólida 
para a construção do conhecimento. Esse método influenciou a epistemologia e a 
psicologia, ao estimular a reflexão crítica e a investigação racional. 
 
IV. A valorização da razão e do pensamento crítico 
A separação mente-corpo proposta por Descartes enfatiza a importância da razão e do 
pensamento crítico na busca pelo conhecimento. Essa dualidade influenciou o surgimento 
da psicologia como disciplina independente, ao destacar a centralidade da mente na 
compreensão do comportamento humano. A valorização da racionalidade e da 
capacidade cognitiva do ser humano é um legado do pensamento cartesiano que ressoa 
na psicologia contemporânea. 
 
V. O homem como centro do pensamento 
Descartes defendia a centralidade do homem como ser racional e capaz de conhecer. Sua 
visão antropocêntrica influenciou a valorização da subjetividade e da experiência 
individual na psicologia, contribuindo para o desenvolvimento de abordagens mais 
humanistas e centradas na pessoa. A ideia do homem como sujeito conhecedor e reflexivo 
é um elemento fundamental na história da psicologia, que busca compreender a 
complexidade do ser humano em suas dimensões cognitivas, emocionais e 
comportamentais. 
 
VI. Conclusão 
O Discurso do Método de Descartes17 marcou um ponto alto do Iluminismo, destacando a 
importância da razão, do pensamento crítico e da dúvida como ferramentas essenciais na 
busca pelo conhecimento verdadeiro. Sua influência na história da psicologia se reflete na 
valorização da mente, da racionalidade e da subjetividade humana como objetos de 
estudo e reflexão. Ao compreender e analisar as ideias de Descartes, podemos refletir 
sobre a relevância do pensamento cartesiano na construção do conhecimento psicológico 
e na compreensão da naturezahumana. 
 
 
16 René Descartes (1596–1650) 
17 método de Descartes ou Método Cartesiano, abordagem filosófica e científica da dúvida, análise, síntese e enumeração 
CAPÍTULO 8: O EU E O NÃO EU 
1. Surgimento da Loucura 
 
Século XVII: nova relação com a loucura. 
Mudança na compreensão e percepção do louco. 
2. Antes do Século XVII 
 
Loucura não era vista como doença. 
Loucos vistos como visionários ou possuídos. 
Medo da loucura era mínimo. 
3. Mudanças Após Descartes 
 
Introdução do "eu pensante". 
Loucura como ameaça à estabilidade do eu. 
Isolamento do louco da sociedade. 
4. Tratamento da Loucura 
 
Loucos tratados como animais. 
Perda do eu e da racionalidade. 
Inexistência de um "eu louco". 
5. Thomas Hobbes e a Natureza Humana 
 
Visão de Hobbes sobre o homem na sociedade. 
Egoísmo e busca pelo prazer. 
Guerra de todos contra todos. 
6. Motivação para o Convívio Social 
 
Busca por interesse próprio. 
Medo recíproco entre os homens. 
7. Contrato Social 
 
Transferência de direitos para a paz. 
Necessidade de um Estado Civil para garantir a paz. 
8. Comparação: Hobbes x Descartes 
 
Ambos acreditam no autodomínio pela razão. 
Hobbes reconhece a animalidade do homem. 
 
Revisão de Hobbes18 
O texto analisa a evolução da percepção sobre a loucura desde o século XVII, quando a 
sociedade começou a temer o louco, considerando-o uma ameaça à ordem e à 
racionalidade. Antes desse período, a loucura era interpretada de maneiras diversas, 
como uma forma de visão ou possessão demoníaca, sem o medo que se instaurou 
posteriormente. 
 
Com Descartes, surgiu a ideia do "eu pensante", que enfatizou a importância da razão e 
da identidade do sujeito. Isso resultou no afastamento dos loucos, que passaram a ser 
tratados como seres inferiores ou animais, sem a capacidade de racionalidade. 
 
 
18 Thomas Hobbes, um filósofo inglês do século XVII vivió entre 1588 y 1679 
Paralelamente, Thomas Hobbes, em suas obras, apresenta uma visão sombria da 
natureza humana, onde o homem é egoísta e movido pela busca de prazer, levando a 
conflitos e guerras. Para Hobbes, a sociabilidade não é inerente ao ser humano, sendo 
motivada por interesses pessoais e medo mútuo. 
 
Hobbes propõe a ideia do contrato social, onde os indivíduos transferem seus direitos 
naturais a um soberano ou assembleia, a fim de garantir a paz. Este Estado Civil é 
necessário para regular as relações sociais e evitar a anarquia. Apesar das semelhanças 
entre Hobbes e Descartes, Hobbes destaca a animalidade do homem, reconhecendo 
que a razão, embora importante, não é suficiente para garantir a harmonia social. 
 
Vai cair na prova np1 
Thomas Hobbes e René Descartes são dois filósofos importantes cujas ideias se 
destacam por abordarem aspectos diferentes da natureza humana e da 
epistemologia. Hobbes, em "Leviatã", enfatiza o egoísmo e a competição dos seres 
humanos, defendendo a necessidade de um contrato social para manter a ordem. 
Por outro lado, Descartes é conhecido por seu racionalismo, enfatizando a razão e 
a dúvida metódica como fundamentos para o conhecimento. Enquanto Hobbes está 
mais focado na política e na natureza humana, Descartes se destaca em sua 
investigação sobre a mente, o conhecimento e a verdade. Ambos os filósofos 
deixaram um legado duradouro e influenciaram significativamente o pensamento 
ocidental. 
 
Vai cair na prova 
- Epistemologia é a área da filosofia que estuda a natureza, origem, validade e limites do 
conhecimento. 
- A epistemologia é central para o entendimento da ciência e da filosofia, explorando 
questões como a possibilidade do conhecimento, a relação entre sujeito e objeto do 
conhecimento, e os critérios de verdade. 
- Filósofos como Platão, Aristóteles, Descartes, Kant e Popper contribuíram 
para a estruturação e desenvolvimento da epistemologia. 
 
CAPÍTULO 12: A AUTO-CRÍTICA DA RAZÃO - KANT 
 
 Immanuel Kant19 para a epistemologia: 
 
- Crítica à razão: Kant questionou as capacidades da razão de alcançar a verdade absoluta 
e propôs uma investigação sobre os limites do conhecimento humano. 
- Estrutura da razão: Em sua obra "Crítica da Razão Pura", Kant argumentou que a razão 
é organizada por categorias a priori, como causalidade e tempo, que moldam nossa 
percepção e compreensão do mundo. 
- Limitações do conhecimento: Kant 
afirmou que, embora não possamos acessar a realidade em si (númenos), apenas 
podemos conhecer os fenômenos, ou seja, o mundo como aparece para nós. 
- Domínio da razão: Ele defendeu que a razão deve restringir-se aos limites dos 
fenômenos e evitar especulações sobre questões transcendentais, como a existência de 
Deus ou da alma. 
 
19 Immanuel Kant oi um filósofo alemão, nascido em 22 de abril de 1724 
- Função da razão: Em vez de buscar a verdade absoluta, a razão deve produzir conceitos 
e hipóteses que permitam organizar e interpretar de forma coerente os fenômenos 
observados. 
- Relatividade dos princípios: Kant argumentou que os princípios formados pela razão são 
relativos e provisórios, podendo ser substituídas por teorias mais abrangentes e 
avançadas. - Visão crítica da razão: Ele ressaltou a importância de reconhecer os limites 
do conhecimento humano e adotar uma postura mais modesta em relação à capacidade 
da razão de atingir a verdade absoluta. 
 
Este resumo mais detalhado aborda as principais contribuições de Immanuel Kant para a 
epistemologia, enfatizando sua abordagem crítica à razão e suas propostas sobre os 
limites do conhecimento humano. 
 
ACORDA!!!!! VAI CAIR NA PROVA.... DEPOIS DIZ QUE EU NÃO AVISEI .... 
 
Hobbes, Descartes e Kant são importantes filósofos modernos que contribuíram 
significativamente para a filosofia em suas respectivas épocas. Vamos destacar alguns 
pontos de 
alinhamento e desalinhamento entre esses pensadores: 
 
Alinhamentos: 
 
1. Empirismo: Hobbes, Descartes e Kant compartilham a noção de que o conhecimento é 
adquirido através da experiência sensorial. Embora Descartes tenha defendido o 
racionalismo na busca pelo conhecimento, todos reconhecem a importância da 
experiência empírica. 
 
2. Importância da razão: Apesar das diferenças em relação ao papel da razão, todos os 
três filósofos reconhecem a importância da razão na busca pela verdade e no 
desenvolvimento do conhecimento humano. 
 
Desalinhamentos: 
 
1. Natureza humana: Hobbes e Descartes têm visões semelhantes sobre a natureza 
humana, destacando o egoísmo e a racionalidade. Já Kant, apesar de reconhecer a 
racionalidade humana, defende uma visão mais otimista sobre a natureza humana, 
enfatizando a capacidade de agir moralmente. 
 
2. Moralidade e Política: Hobbes defende um contrato social para garantir a ordem e a 
segurança, enquanto Descartes não se aprofunda muito nessa questão. Kant, por sua 
vez, desenvolve uma ética baseada na moralidade e no imperativo categórico, separando 
moralidade e política de 
forma mais clara. 
 
3. Conhecimento: Descartes defende um método de dúvida radical como caminho para o 
conhecimento, enquanto Kant propõe um projeto crítico para investigar os limites e 
possibilidades da razão. Ambos diferem da abordagem mais prática de Hobbes, que 
enfatiza a importância do conhecimento para a evolução da sociedade. 
 
Estes são alguns pontos de alinhamento e desalinhamento entre Hobbes, Descartes e 
Kant, destacando suas diferentes visões sobre a natureza humana, moralidade, política e 
conhecimento. Cada um desses filósofos contribuiu de forma única para o 
desenvolvimento da filosofia moderna. 
 
Fique ligado: 
O empirismo é uma corrente filosófica que defende que o conhecimento é adquirido 
principalmente através da experiência sensorial e observação, priorizando a sensação 
sobre a razão e a introspecção. É baseado na ideia de que a percepção do mundo ao 
redor e a acumulação de experiências empíricas são essenciais para a formação do 
entendimento humano. 
 
(De volta ao Capítulo 9 seguido a sequência das aulas) 
CAPÍTULO 9: OS MORALISTAS DO SÉCULO XVII 
La Fontainee La Rochefoucauld apresentam abordagens diferentes em relação à 
moralidade e ao comportamento humano. Enquanto La 
Fontaine utiliza fábulas para transmitir lições morais de forma mais suave e exemplar, La 
Rochefoucauld, por outro lado, utiliza suas máximas para denunciar a vaidade humana e 
a ilusão do eu. 
 
Ambos os autores, porém, contribuem para a reflexão sobre a moralidade e o 
comportamento humano, cada um à sua maneira. Enquanto La Fontaine busca ensinar 
através de histórias moralizantes, La Rochefoucauld utiliza o humor e a ironia para criticar 
as pretensões do eu humano. 
 
Em suma, os moralistas do século XVII desempenharam um papel importante ao observar 
e refletir sobre os costumes e comportamentos da sociedade da época, contribuindo para 
a formação 
moral dos indivíduos e para a crítica social. Suas obras continuam a ser estudadas e 
apreciadas até os dias de hoje, mostrando a relevância e a atemporalidade de seus 
ensinamentos. 
 
CAPÍTULO 10: O PÚBLICO E O PRIVADO 
 
Século XVII: Início da Modernidade 
I.- "Eu" como centro do mundo. 
II. Século XVIII: Relação entre Esferas Pública e Privada 
- Mudança de Perspectiva: 
 - O "eu" se torna uma apresentação social, uma autoimagem cultivada. 
 - A privacidade emerge com a perda da crença em um Deus onipresente. 
 
- Esfera Privada: 
 - Refere-se a desejos e pensamentos antissociais. 
 - Ocultação necessária por meio de boas maneiras e etiqueta. 
 - Importância de manter a intimidade a todo custo. 
 
- Esfera Pública: 
 - Respeito esperado entre os homens. 
 - Manutenção da imagem social é fundamental. 
 - Exemplo de "Asouade": festa de execração pública para quem vaza sua privacidade. 
 
III. Marquês de Sade: Reflexões sobre Moral e Desejo 
- Visão de Sade: 
 - Questão da moral desvinculada de Deus. 
 - "A Filosofia na Alcova" e "Os infortúnios da virtude". 
 - A felicidade reside na imaginação, sem limites impostos. 
 
- Conceitos Fundamentais: 
 - Distinção entre fantasia (imaginário) e objeto. 
 - Fantasia é central para a obtenção de prazer. 
 - Moralidade universal é considerada uma "bobagem". 
 
- Revolução dos Costumes: 
 - Sade não propõe uma revolução moral, mas um pensamento amoral. 
 - Moral fundamentada na convivência humana, não em indivíduos. 
 
IV. Monzani e o Individualismo Moderno 
- O homem moderno dominado pelo desejo. 
- Busca do "bem" evolui de valores religiosos para busca do prazer. 
- Valorização do "eu" e individualismo. 
 
V. Oposição entre Público e Privado na Música 
- Mozart: 
 - Obras leves para a corte (público). 
 - Momentos de profundidade introspectiva (privado). 
 
- Hipocrisia Social: 
 - Necessidade de manter aparências em público. 
 - Liberdade de expressão na vida privada. 
 
Resumo 
 
No século XVIII, a relação entre as esferas pública e privada se torna mais complexa, com 
o "eu" sendo apresentado como uma imagem social. A privacidade abriga desejos ocultos 
que a sociedade espera que sejam reprimidos. O Marquês de Sade emerge como um 
pensador que desafia as bases morais ligadas à religião, propondo que a felicidade deve 
ser buscada na imaginação. Sua visão amoral questiona a moralidade universal e sugere 
um foco na convivência humana. Essa mudança de perspectiva também é refletida na 
música, onde obras de compositores como Mozart revelam a tensão entre a vida pública 
e privada, destacando a hipocrisia social necessária para manter as aparências. 
 
Iluminismo: Movimento intelectual do século XVIII que valorizava a razão, a ciência, a 
liberdade individual, a igualdade e a separação entre Estado e 
Igreja. Defendia a ideia de que a razão humana era capaz de resolver problemas sociais, 
políticos e econômicos. Valorizava o conhecimento científico, o progresso e a educação. 
 
Romantismo: Movimento cultural do século XIX que valorizava a emoção, a fantasia, a 
natureza e a individualidade. Buscava uma conexão mais profunda com as emoções e a 
espiritualidade, valorizando a expressão livre dos sentimentos e a subjetividade. 
Enfatizava a natureza, a sensibilidade e a originalidade artística. 
 
Diferenças sob aspecto da história da psicologia: Enquanto o Iluminismo valorizava a 
razão e a objetividade, o romantismo enfatizava a emoção e a 
subjetividade. Na história da psicologia, o Iluminismo contribuiu para o desenvolvimento 
de teorias mais baseadas na razão e na observação científica, como o behaviorismo e o 
cognitivismo, enquanto o romantismo influenciou a valorização da experiência emocional 
e do inconsciente, contribuindo para o surgimento da psicanálise e da psicologia 
humanista. 
 
O liberalismo, corrente filosófica que defende a liberdade individual e limitação do poder 
do Estado, influenciou a história da psicologia ao promover a autonomia e valorizar a 
liberdade de escolha do indivíduo. Psicólogos como Wundt e James adotaram esses 
princípios em suas pesquisas, e terapias como a psicoterapia centrada no cliente de 
Rogers refletem a importância da autodeterminação. Em resumo, o liberalismo contribuiu 
para uma abordagem individualista na psicologia, enfatizando a liberdade e a diversidade 
das experiências humanas. 
 
LIBERALISMO X ILUMINISMO 
O liberalismo tem conexões com o Iluminismo devido à ênfase na liberdade individual, 
razão e igualdade de direitos. Ambos os movimentos compartilham ideais de autonomia e 
liberdade de pensamento, influenciando o desenvolvimento da psicologia através da 
promoção da racionalidade, liberdade de escolha e potencial humano. A relação entre 
liberalismo e Iluminismo ressalta a importância da liberdade e moralidade na busca pelo 
conhecimento e entendimento do ser 
humano. 
 
REGIME DISPLINAR 
O regime disciplinar na história da psicologia tem suas raízes no pensamento iluminista 
do século XVIII, que enfatizava a importância da razão, da liberdade e da igualdade. 
Filósofos como Locke, Rousseau e Kant contribuíram para a formação das bases do 
regime disciplinar, que valorizava a educação como forma de moldar o indivíduo e 
controlar seu comportamento. Essa abordagem influenciou o surgimento da psicologia 
como disciplina científica, com a ênfase em métodos de estudo e intervenção para 
entender e modificar o comportamento humano. 
 
ROMANTISMO X MORALISMO 
O romantismo e o moralismo são correntes filosóficas que influenciaram a psicologia. 
Enquanto o romantismo enfatiza a emoção, individualidade e liberdade, o moralismo 
prioriza a moral, ética e dever. Ambas buscam compreender o comportamento humano, 
mas o romantismo valoriza a expressão emocional e a intuição, enquanto o moralismo 
destaca normas morais universais. 
 
 
SÍNTESE DIRETA ILUMINISMO/LIBERALISMO ROMANTISMO/MORALISMO 
O Iluminismo e o Liberalismo eram movimentos intelectuais e políticos do século XVIII que 
defendiam a razão, a liberdade e a igualdade como valores fundamentais. O Iluminismo 
pregava a 
importância da razão, da ciência e da liberdade individual como meios para alcançar o 
progresso e a felicidade da sociedade. Já o Liberalismo enfatizava a liberdade individual, 
a propriedade privada e a igualdade perante a lei como princípios essenciais para garantir 
a harmonia e o desenvolvimento da sociedade. 
 
Por outro lado, o Romantismo e o Moralismo eram movimentos culturais e filosóficos do 
século XIX que enfatizavam os sentimentos, a intuição e a espiritualidade como aspectos 
fundamentais da existência humana. O Romantismo celebrava a individualidade, a 
emoção e a natureza como fontes de inspiração artística e existencial. Já o Moralismo 
defendia a importância dos valores morais, da ética e da virtude como bases para a 
conduta humana e o bem-estar coletivo. 
 
Apesar de divergirem em alguns aspectos, como a ênfase na razão versus nos 
sentimentos, e na liberdade individual versus nos valores morais, Iluminismo/Liberalismo 
e Romantismo/Moralismo compartilhavam o objetivo de promover o desenvolvimento 
humano, a busca da verdade e a melhoria da sociedade, cada um à sua maneira e com 
suas própriasabordagens.

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