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Contabilidade Pública
Plano de Contas Aplicado 
ao Setor Público
Desenvolvimento do material
Tatiane Antonovoz
1ª Edição
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mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia 
autorização, por escrito, da Afya.
Sumário
Plano de Contas Aplicado ao Setor Público
Para início de conversa... ................................................................................ 3
Objetivos ......................................................................................................... 3
1. Relação das Contas de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido ........ 4
2. Relação das Contas de Variação Patrimonial Diminutiva 
e Aumentativa ............................................................................................... 10
3. Relação das Contas de Controle de Aprovação e Execução do 
Planejamento Financeiro ........................................................................... 11
Referências ......................................................................................................... 15
Para início de conversa...
Para que seja possível compreender o Plano de Contas Aplicado a 
Contabilidade Pública (PCASP), veremos como ocorrem as mutações 
patrimoniais e como estas são registradas nas contas do Ativo, Passivo e 
Patrimônio Líquido. Na sequência, veremos a relação entre as variações 
patrimoniais aumentativas e diminutivas e como estas variações alteram 
o patrimônio de forma quantitativa, já que elas aumentam e diminuem 
o resultado, como o próprio nome indica. Veremos, ainda, as contas de 
controle e aprovação, e também de execução e planejamento financeiro, 
que mostram como ocorre o ciclo orçamentário e como este pode ser 
entendido por meio das contas utilizadas no PCASP. 
Objetivos
 ▪ Estudar a relação entre as contas do ativo, passivo e patrimônio 
líquido;
 ▪ Entender as variações patrimoniais aumentativas e diminutivas;
 ▪ Explorar a relação das contas de controle, aprovação e execução do 
planejamento financeiro.
Contabilidade Pública 3
1. Relação das Contas de Ativo, Passivo e 
Patrimônio Líquido 
O patrimônio público, assim como o privado, é alterado por meio de 
mutações ou variações patrimoniais, que irão modificar o seu valor 
de forma positiva e negativa. Entretanto, de forma inicial, dentro do 
patrimônio público, existe uma diferença em relação à contabilidade 
financeira, que é o reconhecimento dos atos administrativos, que só 
ocorre na contabilidade pública. 
Conforme descrito por Lima e Castro (2016), os atos administrativos são 
aqueles que podem, de alguma forma, produzir modificações futuras 
no patrimônio das entidades. Eles também são conhecidos como atos 
potenciais, e deverão ser registrados pela CASP, como ocorre no caso 
dos convênios e contratos dentro da Administração Pública. Para isso, 
existem registros específicos dentro da CASP, que serão explorados 
na sequência e que estão vinculados às contas de controle, já que 
em alguns casos, estas ações estão relacionadas ao planejamento e 
execução orçamentária do período. 
Para Kohama (2014), uma variação patrimonial pode ser entendida como 
uma alteração de valor, relacionada a qualquer elemento do patrimônio 
público, seja por alienação, aquisição, dívida contraída ou liquidada, 
depreciação ou qualquer outra alteração do patrimônio público. 
Já os fatos administrativos ou ainda contábeis – como também são 
conhecidos – alteram o patrimônio de forma qualitativa ou ainda 
quantitativa. Eles podem ser classificados de três formas e, atualmente, 
alteram a CASP da mesma forma que a contabilidade financeira. São eles:
a. Fatos permutativos: São aqueles que promovem mutações entre os 
elementos do Ativo ou Passivo, sem alterar o Patrimônio Líquido ou 
ainda o resultado. Os fatos permutativos também são chamados de 
qualitativos e não produzem alterações de valor, visto que somente 
ocorrem mudanças de elementos do patrimônio. Como exemplos, 
podemos citar uma compra de um bem à vista, uma reclassificação 
de um elemento do Não Circulante para o Circulante, ou ainda, um 
pagamento de dívida, quando o recurso sairá do caixa ou banco e a 
obrigação deixará de existir. 
b. Fatos modificativos: De acordo com o próprio nome, os fatos 
modificativos são aqueles que podem alterar de maneira positiva ou 
negativa o resultado das entidades, por meio do patrimônio líquido. 
Estes fatos são também denominados quantitativos, e como exemplo, 
Kohama (2014) cita a baixa de materiais de consumo que já não 
podem ser utilizados porque estão danificados. Por outro lado, existem 
os fatos modificativos aumentativos, que são aqueles que alteram, de 
forma positiva, o patrimônio líquido e podem ser entendidos pelo 
recebimento, por exemplo, de uma doação de um terreno. 
Contabilidade Pública 4
c. Fatos mistos: Neste tipo de fato, há a ocorrência, ao mesmo tempo, 
de um fato permutativo e de um fato modificativo. Aqui, o exemplo 
mais comum é o pagamento de dívida com juros, que afeta o ativo e 
passivo ao mesmo tempo, mas também afeta uma conta de resultado 
(despesa), ou ainda, o pagamento de uma duplicata com desconto, o 
que afeta o caixa, porém, o desconto recebido irá gerar uma receita, 
afetando de maneira positiva o resultado. 
Tais fatos serão estudados posteriormente, com mais detalhes, 
quando forem vistas as contas de resultado que integram as variações 
patrimoniais diminutivas no setor público. A necessidade do registro de 
tais eventos está prevista na Lei 4.320/64, nos seguintes artigos: 
Art. 83. A contabilidade evidenciará perante a Fazenda Pública a situação de todos 
quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou 
guardem bens a ela pertencentes ou confiados.
[...] Art. 85. Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem 
o acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição 
patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos 
balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros.
[...]
Art. 87. Haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes ou 
contratos em que a administração pública for parte.
Art. 88. Os débitos e créditos serão escriturados com individuação do devedor ou 
do credor e especificação da natureza, importância e data do vencimento, quando 
fixada.
Art. 89. A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária, 
financeira patrimonial e industrial.
Art. 90 A contabilidade deverá evidenciar, em seus registros, o montante dos créditos 
orçamentários vigentes, a despesa empenhada e a despesa realizada, à conta dos 
mesmos créditos, e as dotações disponíveis.
Art. 91. O registro contábil da receita e da despesa far-se-á de acordo com as 
especificações constantes da Lei de Orçamento e dos créditos adicionais.
[...]
Art. 93. Todas as operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira, 
não compreendidas na execução orçamentária, serão também objeto de registro, 
individuação e controle contábil. (BRASIL, 1964)
Porém, para avançar no entendimento de como estes fatos ocorrem, é 
essencial estudar o conceito de conta e suas relações na CASP. Para Lima 
e Castro (2016), a conta contábil é uma representação de cada uma das 
classes de valor, seja de maior ou menor extensão do patrimônio. 
Os autores afirmam que todos os acontecimentos que afetam a gestão 
das entidades, independentemente da sua forma de atuação, pública ou 
privada, são registrados em contas próprias. 
Dentro da estrutura da Administração Pública, é utilizada uma relação 
de contas para a escrituração contábil denominada Plano de Contas 
Aplicado ao Setor Público (PCASP). 
O PCASP deverá conter todas as contas que o órgão público precisa e, ao 
mesmo tempo, ser adequado em sua estrutura, além de observar rotinas 
Contabilidade Pública 5e características estabelecidas. O MCASP (STN, 2017, p.340-341) coloca 
como objetivos do PCASP:
a. Padronizar os registros contábeis das entidades do setor público;
b. Distinguir os registros de natureza patrimonial, orçamentária e de controle; c. 
Atender à administração direta e à administração indireta das três esferas de 
governo, inclusive quanto às peculiaridades das empresas estatais dependentes e 
dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS);
d. Permitir o detalhamento das contas contábeis, a partir do nível mínimo estabelecido 
pela STN, de modo que possa ser adequado às peculiaridades de cada ente;
e. Permitir a consolidação nacional das contas públicas;
f. Permitir a elaboração das Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público 
(DCASP) e dos demonstrativos do Relatório Resumido de Execução Orçamentária 
(RREO) e do Relatório de Gestão Fiscal (RGF);
g. Permitir a adequada prestação de contas, o levantamento das estatísticas de 
finanças públicas, a elaboração de relatórios nos padrões adotados por organismos 
internacionais – a exemplo do Government Finance Statistics Manual (GFSM) do 
Fundo Monetário Internacional (FMI), bem como o levantamento de outros relatórios 
úteis à gestão;
h. Contribuir para a adequada tomada de decisão e para a racionalização de custos 
no setor público; e i. Contribuir para a transparência da gestão fiscal e para o 
controle social.
Assim, ainda segundo o MCASP (STN, 2017), observa-se que o PCASP, de 
forma inicial, tem como finalidade o registro contábil e a extração de 
informações desta natureza para os usuários contábeis. 
Outra questão relativa ao PCASP, ressaltada por Lima e Castro (2016) 
e pelo MCASP (STN, 2017), está relacionada à evolução que o plano de 
contas sofreu alinhada à internacionalização de normas que já vinham 
sendo utilizadas fora do Brasil, bem como a adoção das melhores 
práticas, não só em relação à contabilidade, mas também, em diversas 
áreas em que foram inseridas dentro da Administração pública. Segundo 
o MCASP (STN, 2017) o PCASP é uma das maiores conquistas da CASP. 
Compreende-se, então, que o processo de internacionalização, de adoção 
das normas internacionais e adequação das estruturas, como a do PCASP, 
por exemplo, originou-se da necessidade de um novo modelo de gestão 
pública, pautado na institucionalização de conceitos e procedimentos que 
já eram usados em outros países, com foco na contabilidade patrimonial. 
A contabilidade, que antes era descentralizada, com cada um dos estados 
ou municípios realizando a sua contabilidade de modo independente, 
passou a ser centralizada, com a adoção das novas regras, que tinham 
a intenção de migrar para um modelo único para a melhoria e 
padronização da informação contábil. 
Com o processo de implantação do PCASP, pretendeu-se, além da 
padronização dos lançamentos, que facilitava a inserção dos dados, a 
análise e fiscalização de todas as informações referentes aos recursos 
públicos. Tais ações visam a promoção de uma maior eficiência e eficácia 
do uso do dinheiro dos contribuintes. Segundo o MCASP (STN, 2017, p.22): 
Contabilidade Pública 6
A segregação das informações orçamentárias e patrimoniais: no PCASP as 
contas contábeis são classificadas segundo a natureza das informações 
que evidenciam – orçamentária, patrimonial e de controle, de modo 
que os registros orçamentários não influenciem ou alterem os registros 
patrimoniais, e vice-versa.
O PCASP está relacionado com o ponto de vista da afetação do patrimônio, 
segundo o regime de competência. Isso ocorre com o reconhecimento 
das variações patrimoniais aumentativas (VPA) e as diminutivas (VPD), 
sendo reconhecidas no período em que se referem, ou ainda, de acordo 
com o seu fato gerador, independentemente da execução orçamentária. 
O regime de caixa é imposto para as receitas na PCASP, e o de 
competência para as despesas, porém tal conceito é utilizado do ponto 
de vista orçamentário. Tal regime também é conhecido como misto.
O PCASP também é entendido como inovador no sentido de que os 
registros contábeis observam as normas internacionais, englobando 
entre os lançamentos, as provisões, créditos de origem tributária, não 
tributária e estoques. Também passaram a ser utilizados procedimentos 
da contabilidade financeira, como é o caso do valor recuperável, entre 
outros que foram incorporados à CASP. 
Para Silva (2014), o PCASP pode ser compreendido como uma estrutura 
básica de escrituração contábil, que apresenta um conjunto de contas 
previamente estabelecidas, e que permite a obtenção de informações 
tanto de demonstrações contábeis quanto de relatórios contábeis. O 
autor ainda relata que o PCASP está dividido, desde o ano de 2013, da 
seguinte forma, de acordo com os níveis das contas:
Níveis Codificação
1º Nível é chamado de classe
2º Nível é o grupo
3º Nível é o subgrupo
4º Nível é o título
5º Nível é o subtítulo
6º Nível é o item
7º Nível é o subitem
……………X
……………X
……………X
……………X
……………X
…………..XX
…………..XX
Quadro 1: Níveis das contas do PCASP. Fonte: Adaptado de Silva (2014).
Tal estrutura de níveis segue o mesmo raciocínio utilizado dentro da 
contabilidade financeira. Segundo Lima e Castro (2016), o código 
completo é apresentado por 7 níveis no formato X.X.X.X.X.XX.XX, que no 
final, formarão 9 dígitos numéricos. 
Contabilidade Pública 7
Código Classificação
1 Classe Ativo
2 Grupo Ativo não circulante
3 Subgrupo Imobilizado
1 Título Bens móveis
1 Subtítulo Bens móveis – consolidação 
05 Item Máquinas e equipamentos
01 Subitem Máquinas e equipamentos em geral 
Quadro 2: Código completo – exemplo. Fonte: Adaptado de Silva (2014).
Lima e Castro (2016) ainda completam essa informação, dizendo que 
algumas estruturas podem trazer um código variável denominado 
“conta corrente”, que irá permitir o tratamento de informações de forma 
individualizada, mostrando o objeto da conta. Tal detalhe serve, por 
exemplo, para a implantação do centro de custos e auxilia os gestores 
da área no controle de recursos consumidos na área de gestão. 
Existem algumas entidades que, de maneira facultativa, deverão utilizar, 
o PCASP facultativo, e este, conforme o próprio nome indica, possui um 
maior nível de detalhamento.
 ▪ Título da conta – Pode ser compreendido como uma palavra, 
designação que irá identificar o porquê, ou ainda, a classe de valores, 
que indica o que será registrado na conta;
 ▪ Explicação da função da conta – Se, para aumentar ou diminuir a 
conta, ela deverá ser debitada ou creditada;
 ▪ Natureza da conta contábil, ou seja, seu saldo – Se o saldo da conta 
será devedor ou credor;
 ▪ Código da conta – Conjunto ordenado de números que permitirá 
ordenar as contas e cada unidade do PCASP da entidade;
 ▪ Se a conta integra o PCASP da federação;
 ▪ Seu status (ativa ou inativa);
 ▪ Nível de detalhamento (conta superior) ou detalhada do PCASP 
estendido;
 ▪ O indicador financeiro da conta, se é um ativo financeiro ou 
permanente (contas de ativo ou passivo exigível). Essas contas 
aparecerão com a letra “F” ou com a letra “P” (ativos ou passivos 
permanentes) ou “X” (de uso de todos os entes da federação); 
 ▪ Classificação da conta: “U” uso exclusivo da União; “E” uso exclusivo 
do Estado; “M” uso dos municípios e “X” todos os entes da federação;
 ▪ Encerramento – Indica a condição de permanência ou não de 
encerramento de uma conta, conforme sua natureza;
 ▪ A fundamentação para a criação da conta;
 ▪ Se a conta faz parte do Regime de Próprio de Previdência Social 
(RPPS).
Contabilidade Pública 8
Segundo a Constituição (BRASIL, 1988), o RPPS pode ser entendido da 
seguinte forma:
Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado 
regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição 
do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, 
observados critérios que preservem oequilíbrio financeiro e atuarial e o disposto 
neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
Assim, compreende-se que o Regime de Próprio de Previdência Social 
(RPPS) faz parte de um sistema que garante aos servidores, seja de 
qualquer esfera da união, previdência cujos benefícios são pagos pelo 
ente estatal. 
O PCASP utilizado na versão estendida, segundo o MCASP (STN, 2017) 
ocorre por causa das questões ligadas ao desenvolvimento de rotinas, 
ou ainda, a sistemas específicos. 
Outras contas que aparecem nesse PCASP estendido são utilizadas como 
base para o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público 
Brasileiro (SICONFI) o que requer, em alguns casos, algumas adaptações. 
O SICONFI serve, entre outras funções, para o recebimento de informações 
contábeis, financeiras, e também, de estatísticas fiscais, que por sua vez, 
possuem vínculo com todos os entes da federação, municípios, estados, 
Distrito Federal e União. 
Outro sistema que é utilizado para o acompanhamento das mutações 
patrimoniais e orçamentárias é o Sistema Integrado de Administração 
Financeira do Governo Federal (SIAFI). O SIAFI é um sistema 
informatizado utilizado pelo governo, e que foi implementado em 1987, 
com o objetivo maior de contabilizar e controlar as finanças brasileiras. 
O programa também apresenta uma ligação íntima com o orçamento 
e com a programação financeira da União. O SIAFI possui o seu 
funcionamento pautado na ideia do reconhecimento, tanto dos atos 
quanto dos fatos praticados nos mais diversos níveis dos órgãos públicos, 
e que alteram o patrimônio das entidades públicas. 
O SIAFI é um sistema que comporta diversas funcionalidades, entre elas 
o PCASP, sendo inseridas as informações que afetam o patrimônio das 
entidades que devem utilizar a CASP para o reconhecimento de suas 
operações. 
Castro (2018) afirma que o SIAFI também tem um papel muito importante 
dentro da CASP, mudando a lógica de como eram registrados os atos 
e fatos após o seu pagamento, assim como acontece na contabilidade 
financeira. 
No SIAFI ocorre um registro prévio à emissão do documento de pagamento, 
com a implantação da Conta Única, permitindo uma maior consistência aos 
números utilizados pelo Governo Federal, e também, que a contabilidade 
seja uma fonte primária de dados financeiros e orçamentários. 
Contabilidade Pública 9
Voltando ao PCASP, Lima e Castro (2016) 
apontam que este instrumento traz, 
atualmente, oito classes de contas, sendo 
que duas são patrimoniais, duas de 
resultado, duas de controle orçamentário, 
e duas de controles de atos potenciais. 
Baseado neste raciocínio, veja um modelo 
desta estrutura, com o elenco das contas 
iniciais que fazem parte do PCASP. Tais contas são 
as patrimoniais, ou seja, aquelas que representam 
os bens, direitos e obrigações dentro da CASP.
1 Ativo 2 Passivo e Patrimônio Líquido
Ativo circulante
Ativo não circulante
2.1 Passivo circulante
2.2 Passivo não circulante
2.5 Patrimônio líquido
Quadro 3: Contas patrimoniais – grupos 1 e 2. Fonte: Adaptado de MCASP (STN, 2013, p. 6). 
Dentro do PCASP, as contas de grupos 1 e 2 são aquelas ligadas ao Ativo 
e Passivo. Tais contas, juntamente com as contas dos grupos 3 e 4, que 
serão vistas na sequência, são responsáveis por apresentar as variações 
qualitativas e quantitativas do patrimônio. 
2. Relação das Contas de Variação Patrimonial 
Diminutiva e Aumentativa
As variações patrimoniais diminutivas, ou ainda, variações patrimoniais 
aumentativas estão ligadas com as contas de Resultado e são 
representadas pelas contas de natureza 3 e 4 dentro do PCASP, conforme 
pode ser visto no Quadro 4.
3 Variação Patrimonial Diminutiva – VPD 4 Variação Patrimonial Aumentativa – VPA
3.1 Pessoal e encargos
3.2 Benefícios previdenciários
3.3 Uso de bens, serviços e consumo de 
capital fixo
3.4 Variações patrimoniais diminutivas 
financeiras
3.5 Transferências concedidas
3.6 Desvalorização e perda de ativos
3.7 Tributárias
3.9 Outras variações patrimoniais 
diminutivas
4.1 Impostos, taxas e contribuições de 
melhoria
4.2 Contribuições
4.3 Exploração e venda de bens, serviços e 
direitos
4.4 Variações patrimoniais aumentativas 
financeiras
4.5 Transferências recebidas
4.6 Valorização e ganhos com ativos
4.9 Outras variações patrimoniais 
aumentativas
Quadro 4: Contas patrimoniais – grupos 3 e 4. Fonte: Adaptado de MCASP (STN, 2013, p.26). 
Contabilidade Pública 10
As Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) são aquelas que 
aumentam a situação patrimonial do órgão em questão. As VPAs podem 
ocorrer de duas formas, já que existem aquelas que são arrecadadas de 
forma efetiva, ou seja, são de propriedade do ente, como, por exemplo, 
aquelas provenientes de receitas de tributos em geral. 
Outra possibilidade são as VPAs independentes da execução 
orçamentária. Isto ocorre por meio de incorporação, ou ainda, agregação 
de aquisição, valorização de algum bem, pagamento de dívida ou outras 
situações (KOHAMA, 2014).
As Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) assim como as positivas se 
dividem em duas categorias: aquelas ligadas à questões orçamentárias, 
ou ainda, consideradas como do próprio ente, como o caso do pagamento 
de material de consumo; além disso, elas também podem ocorrer 
de forma independente da execução orçamentária, como no caso da 
depreciação, amortização e exaustão.
Lima e Castro (2016) afirmam que este grupo, em especial, teve a 
nomenclatura alterada, já que não se utiliza mais “despesas e receitas”, e 
sim, “variações patrimoniais”, sejam elas aumentativas ou diminutivas. Tal 
questão foi utilizada para evitar confusões com os termos orçamentários, 
sendo que as despesas e receitas não efetivas passaram a integrar os 
grupos 5 e 6, que serão abordados na sequência. 
3. Relação das Contas de Controle de Aprovação 
e Execução do Planejamento Financeiro
Os grupos 5 e 6, dentro do PCASP, representam a Contabilidade 
Orçamentária conforme preconizado por Silva (2014). Nestas 
contas, é utilizado o regime misto, pois, para as contas de despesa, o 
reconhecimento é feito como base no regime de competência, com base 
no fato gerador, que é denominado empenho. 
Para as despesas, é utilizado o regime de caixa, ou ainda, o recebimento 
de forma efetivo, somente reconhecendo estas quando efetivamente já 
fizerem parte da conta única do Tesouro. A seguir, é possível compreender 
como estas estão apresentadas no PCASP: 
5 Controles da Aprovação do 
Planejamento e Orçamento
6 Controles da Execução do 
Planejamento e Orçamento
5.1 Planejamento Aprovado
5.2 Orçamento Aprovado
5.3 Inscrição de Restos a pagar
6.1 Execução do Planejamento
6.2 Execução do Orçamento
6.3 Execução de Restos a pagar
Quadro 5: Contas de controle – grupos 5 e 6. Fonte: Adaptado de MCASP (STN, 2013, p.26). 
Segundo Castro (2018), este grupo teve uma mudança significativa em 
sua estrutura, em relação ao que era observado no passado nas contas 
de classes 5 e 6. Estas ficaram organizadas de forma que retratam 
Contabilidade Pública 11
a situação, tanto do ponto de vista estático, quanto do ponto de vista 
dinâmico em relação ao planejamento e ao orçamento, o que reflete 
uma melhor organização desta parte do ciclo orçamentário. 
Na sequência, as Contas de Controle dos Atos Potenciais representadas 
pelos grupos 7 e 8 são aquelas em que ocorrem os registros das 
informações de controle (KOHAMA, 2014). Segundo o autor, nestes 
grupos estão os lançamentos que podem modificar a situação 
patrimonial e também aquelas que são consideradas como informações 
adicionais, como é o caso do grupo de custos dentro da CASP que ainda 
não é tão explorado, mas que pode ser utilizado de forma adicional para 
o gerenciamento dos custos na área pública. 
Para Castro (2018), o grupo das contas 7 e 8 está dividido em três 
grupos com finalidades bastante distintas: contas de controles de atos 
potenciais (subsistema de compensação), contas de custos (subsistema 
de custos) e contas ligadas aos controlesadministrativos e financeiros. 
7 Controles Devedores 8 Controles Credores
7.1 Atos Potenciais
7.2 Administração Financeira
7.3 Dívida Ativa
7.4 Riscos Fiscais
7.8 Custos
7.9 Outros Controles
8.1 Execução dos Atos Potenciais
8.2 Execução da Administração Financeira
8.3 Execução da Dívida Ativa
8.4 Execução dos Riscos Fiscais
8.8 Controle de Custos
8.9 Outros Controles
Quadro 6: Contas de controle – grupos 5 e 6. Fonte: Adaptado de MCASP (STN, 2013, p. 26). 
Kohama (2014) também relembra que os atos potenciais são aqueles 
que possuem a capacidade de identificar compromissos futuros, riscos 
assumidos e alimentar o sistema público sobre questões relacionadas 
à programação financeira, bem como outras possibilidades que têm 
relação com a administração do caixa. 
Castro (2018) ainda destaca que, nesta estrutura, fica fácil de acompanhar 
a divisão dos atos potenciais dos demais controles administrativos que 
não afetam os balanços. Além disso, destaca-se, também, a segregação 
dos atos potenciais ativos e passivos; outro ponto é o controle de custos, 
para uma melhor gestão do setor público. 
“Os lançamentos contábeis deverão ocorrer dentro da mesma classe da 
mesma natureza de informação contábil” (KOHAMA, 2014, p.84). Assim, 
observa-se que, contabilmente, os débitos e créditos devem-se fechar 
dentro de cada um dos subsistemas existentes na CASP. 
De acordo com o MCASP (STN, 2014), os lançamentos que são efetuados 
no PCASP seguem uma ordem, utilizam o método das partidas dobradas 
e utilizam sempre as contas da mesma natureza contábil. Isso significa 
dizer que deve-se utilizar o seguinte raciocínio:
Contabilidade Pública 12
 ▪ Natureza patrimonial – contas 1, 2, 3 e 4.
 ▪ Natureza orçamentária – contas 5 e 6.
 ▪ Natureza de controle – contas 7 e 8. 
Com base nesse raciocínio, veja um resumo que auxilia no entendimento 
deste tema. O Quadro 7, extraído do MCASP (STN, 2013), ajuda a 
identificar os padrões de lançamentos de 1ª fórmula, ou ainda, 1 débito 
e 1 crédito, e que estão de acordo com os códigos e classes dos PCASPs, 
permitindo facilitar o registro dos lançamentos contábeis. Nas classes 1, 
2, 3 e 4 estão os lançamentos de natureza patrimonial:
CLASSES
ATIVO
1 2 3 4
PASSIVO VPD VPA
1 ATIVO 11
Permutação 
entre 
elementos do 
Ativo
12
Permutação 
entre Ativo e 
Passivo com 
aumento de 
ambos
13
Cancelamento 
de VPD 
correspondente 
ao aumento de 
ativo
14
Criação ou 
aumento de Ativo 
por VPA
2 PASSIVO 21
Permutação 
entre Ativo e 
Passivo com 
redução de 
ambos
22
Permutação 
entre 
elementos do 
Passivo
23
Cancelamento 
de VPD 
correspondente 
à baixa de 
passivo
24
Baixa de Passivo 
por VPA
3 VPD 31
VPD em 
contas de 
Ativo – registro 
em conta 
retificadora 
de Ativo ou 
pagamento à 
vista
32
VPD 
correspondente 
à assunção de 
obrigação
33
Reclassificação 
de VPD
34
- 
4 VPA 41
Cancelamento 
de VPA 
concomitante 
à redução de 
Ativo
42
Cancelamento 
de VPA 
concomitante 
ao aumento de 
Passivo
43
- 
44
Reclassificação 
de VPA
Quadro 7: Resumo dos lançamentos contábeis – contas patrimoniais. 
Fonte: Adaptado de MCASP (STN, 2013, p.55). 
De acordo com o MCASP (STN, 2013), as classes de lançamentos 5 e 6 
apresentam os lançamentos nas contas de natureza orçamentária, que se 
referem ao Controle da Aprovação do Planejamento e Orçamento (CAPO) 
e ao Controle de Execução do Planejamento e Orçamento (CEPO), sendo 
que as combinações possíveis são as seguintes:
Classes
CAPO
5 6
CEPO
Contabilidade Pública 13
5 CAPO 55
Controles Orçamentários 
Específicos
56
Aprovação ou Fixação do 
Planejamento ou Orçamento
6 CEPO 65
Cancelamento da Aprovação 
ou Fixação do Planejamento 
ou Orçamento
66
Execução Orçamentária
Quadro 8: Resumo dos lançamentos contábeis – contas orçamentárias. 
Fonte: Adaptado de MCASP (STN, 2013, p.55). 
Na sequência, as classes 7 e 8 irão apresentar os lançamentos das contas 
de controle – Controles Credores (CC) e os Controles Devedores (CD) –, 
sendo possíveis as seguintes combinações:
CLASSES
Controles 
Devedores (CD)
7 8
Controles Credores (CC)
7 CD 77
- 
78
Registro de Controles ou Encerramento
8 CC 87
Cancelamento dos controles 
ou encerramento do 
exercício
88
Execução de Controles Credores
Quadro 9: Resumo dos lançamentos contábeis – contas controles. 
Fonte: Adaptado de MCASP (STN, 2013, p.56). 
Segundo o próprio MCASP (STN, 2013), este quadro é um instrumento 
que engloba os lançamentos e também facilita para que estes ocorram 
de uma forma mais simples. 
É claro que, no dia a dia, operações mais complexas, até pelo dinamismo 
do orçamento brasileiro e do tamanho da peça orçamentária do país, 
irão exigir mais operações e outros raciocínios, para que ocorram as 
alterações dentro do sistema. 
Compreende-se que o PCASP tem como principais objetivos atender 
necessidades informacionais do setor público em geral, observar as 
legislações pertinentes e relacionadas tanto com o setor público, como 
a lei 4.320/64 (BRASIL, 1964), e outras relacionadas com o setor aberto, 
como a lei das sociedades anônimas 6.404/76 (BRASIL, 1976) e buscar 
as melhores práticas de contabilidade internacional. 
Adicionalmente, busca-se uma lógica de lançamentos e padronização, 
melhorando a racionalização dos lançamentos e da informação, que é 
repassada aos usuários e a sociedade de forma geral. 
Neste capítulo, estudamos o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público 
(PCASP) e como este é importante dentro da Contabilidade Aplicada 
ao Setor Público (CASP). Exploramos as características do PCASP, seus 
elementos, sua abrangência e relações de contas de como estas estão 
integradas dentro do setor público. A evolução do PCASP, em virtude 
da internacionalização da própria CASP, também foi outro ponto que 
Contabilidade Pública 14
abordamos, trazendo uma visão de como o próprio elenco de contas 
mudou, por exemplo, com a inserção das contas de custos, para 
modernizar a contabilidade brasileira, melhorando a gestão dentro do 
sistema público do país. 
Outro ponto importante foi o Administração Financeira do Governo 
Federal (SIAFI). Este sistema faz parte da Administração pública e é nele 
que são inseridos os eventos e reconhecidas as movimentações que têm 
impacto no patrimônio das entidades públicas. Logo, é preciso analisar 
como tais conceitos estão conectados dentro da disciplina e como são 
essenciais para a transparência e para uma melhor racionalização dos 
fenômenos orçamentários, financeiros e contábeis como um todo. 
Referências
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Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
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Contabilidade Pública 15
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Contabilidade Pública 16
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/-/plano-de-contas-aplicado-ao-setor-publico-pcasp-
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/-/plano-de-contas-aplicado-ao-setor-publico-pcasp-
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	Plano de Contas Aplicado 
ao Setor Público
	Para início de conversa...
	Objetivos
	1. Relação das Contas de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido 
	2. Relação das Contas de Variação Patrimonial Diminutiva e Aumentativa
	3. Relação das Contas de Controle de Aprovação e Execução do Planejamento Financeiro
	Referências

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