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Conteudista: Prof.ª Me. Rossana Soares de Almeida
Revisão Textual: Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin
˨ Material Teórico
˨ Aula Prática
˨ Orientações para Leitura Obrigatória
˨ Referências
Sistemas Circulatório, Respiratório e Digestório
A Anatomia
No seu conceito mais amplo, a Anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres
organizados. 
De acordo com Dângelo e Fattini (1984, p. 184), o conceito de Anatomia foi proposto em 1981, pela American Association of Anatomists:
A palavra Anatomia é derivada do grego anatome (ana = através de; tome = corte) e dissecação deriva do latim (dis = separar; secare = cortar) e é
equivalente etimologicamente à anatomia. 
Contudo, atualmente, Anatomia é a Ciência, enquanto dissecar é um dos métodos dessa Ciência. Seu estudo tem uma longa e interessante
história, desde os primórdios da civilização humana. 
Inicialmente limitada ao observável a olho nu e pela manipulação dos corpos, expandiu-se, ao longo do tempo, graças à aquisição de tecnologias
inovadoras. 
Atualmente, a Anatomia pode ser subdividida em três grandes grupos: Anatomia macroscópica, Anatomia microscópica e Anatomia do
desenvolvimento.
A Anatomia Macroscópica é o estudo das estruturas observáveis a olho nu, utilizando ou não recursos tecnológicos os mais variáveis possíveis. 
Apresenta duas grandes divisões, a Anatomia Regional, na qual os dados anatômicos macroscópicos humanos são descritos segundo as grandes
divisões naturais do corpo (membro inferior, membro superior, cabeça e pescoço, tórax, abdome e pelve) e a Anatomia Sistêmica, na qual a
abordagem é feita segundo os vários sistemas (conjunto de órgãos com a mesma função básica). 
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˨ Material Teórico
“Anatomia é a análise da estrutura biológica, sua correlação com a função e com as modulações de estrutura em resposta a
fatores temporais, genéticos e ambientais. Tem como metas principais a compreensão dos princípios arquitetônicos da
construção dos organismos vivos, a descoberta da base estrutural do funcionamento das várias partes e a compreensão dos
mecanismos formativos envolvidos no desenvolvimento destas. A amplitude da anatomia compreende, em termos
temporais, desde o estudo das mudanças a longo prazo da estrutura, no curso de evolução, passando pelas das mudanças de
duração intermediária em desenvolvimento, crescimento e envelhecimento; até as mudanças de curto prazo, associadas
com fases diferentes de atividade funcional normal. Em termos do tamanho da estrutura estudada vai desde todo um sistema
biológico, passando por organismos inteiros e/ou seus órgãos até as organelas celulares e macromoléculas.”
A Anatomia Microscópica é aquela relacionada às estruturas corporais invisíveis a olho nu e requer o uso de instrumental para ampliação, como
lupas, microscópios ópticos e eletrônicos. 
Esse grupo é dividido em Citologia (estudo da célula) e Histologia (estudo dos tecidos e de como eles se organizam para a formação de órgãos).
A Anatomia do desenvolvimento estuda o desenvolvimento do indivíduo a partir do ovo fertilizado até a forma adulta. 
Ela engloba a Embriologia, que é o estudo do desenvolvimento até o nascimento. 
Embora não sejam estanques, a complexidade desses grupos torna necessária a existência de estudos específicos.
Divisão da Anatomia Humana pelo Método de Estudo
O método de estudo leva em conta a maneira como o corpo humano é estudado. 
Em relação a esse método, a Anatomia pode ser dividida em:
Variação Normal e Variação Anatômica
Normal, para o anatomista, é o estatisticamente mais comum, ou seja, o que é encontrado na maioria dos casos e variação anatômica é qualquer
fuga do padrão sem prejuízo da função. 
Assim, a artéria braquial, mais comumente, divide-se na fossa cubital. Esse é o padrão. Entretanto, em alguns indivíduos, essa divisão ocorre no
nível da axila. Como não existe perda funcional, essa é uma variação.
Quando ocorre prejuízo funcional, trata-se de uma anomalia e não de uma variação. 
Se a anomalia for tão acentuada que deforme profundamente a construção do corpo, sendo, em geral, incompatível com a vida, é uma
monstruosidade.
Nomenclatura Anatômica
Como toda Ciência, a Anatomia tem sua linguagem própria. Ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas
partes, dá-se o nome de Nomenclatura Anatômica. 
Sistêmica (ou descritiva): divide o corpo em sistemas orgânicos;
Topográfica (ou regional): divide o corpo em segmentos ou regiões;
Radiológica: estuda o corpo humano com base no uso de imagens;
De superfície: foca o estudo nos relevos e nas depressões existentes na superfície do corpo;
Seccional: analisa os cortes seriados;
Comparada: como o nome sugere, compara o organismo humano com o de outros animais.
Com o extraordinário acúmulo de conhecimentos no final do século passado, graças aos trabalhos de importantes “escolas anatômicas”
(sobretudo na Itália, na França, na Inglaterra e na Alemanha), as mesmas estruturas do corpo humano recebiam denominações diferentes
nesses centros de estudos e pesquisas. 
Em razão dessa falta de metodologia e de inevitáveis arbitrariedades, mais de 20.000 termos anatômicos chegaram a ser consignados (hoje,
reduzidos a pouco mais de 5.000). 
A primeira tentativa de uniformizar e criar uma nomenclatura anatômica internacional ocorreu em 1895. 
Em sucessivos Congressos de Anatomia, em 1933, 1936 e 1950, foram feitas revisões e, finalmente, em 1955, em Paris, foi aprovada oficialmente
a Nomenclatura Anatômica, conhecida sob a sigla de P.N.A. (Paris Nomina Anatomica). 
Revisões têm sido feitas, ao longo do tempo, já que a nomenclatura anatômica tem caráter dinâmico, podendo ser sempre criticada e modificada,
desde que haja razões suficientes para as modificações, e que elas sejam aprovadas em Congressos Internacionais de Anatomia.  
A última revisão criou a Terminologia Anatômica, que está atualmente em vigor. 
As línguas oficialmente adotadas são o Latim (por ser “língua morta”) e o Inglês (que se tornou a linguagem internacional das Ciências), porém,
cada país pode traduzi-la para seu próprio vernáculo. 
Ao designar uma estrutura do organismo, a nomenclatura procura utilizar termos que não sejam apenas sinais para a memória, mas tragam
também alguma informação ou descrição sobre a referida estrutura. 
Dentro desse princípio, foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os termos indicam: a forma (músculo trapézio), a
sua posição ou situação (nervo mediano), o seu trajeto (artéria circunflexa da escápula), as suas conexões ou inter-relações (ligamento
sacroilíaco), a sua relação com o esqueleto (artéria radial), sua função (m. levantador da escápula), critério misto (m. flexor superficial dos dedos
– função e situação). 
Entretanto, há nomes impróprios ou não muito lógicos que foram conservados, porque estão consagrados pelo uso.
Posição Anatômica
Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição
padrão, denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica). 
Desse modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como se estivesse
sempre na posição padronizada.
Nela, o indivíduo está em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para a frente, o olhar dirigido para o horizonte,
membros superiores estendidos, aplicados ao tronco, e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés
dirigidas para frente.
O corpo pode ser dividido levando-se em consideração as seguintes direções:
Superior: parte superior do corpo;
Inferior: parte inferior do corpo;
Além das direções, não podemos deixar de citar os planos anatômicos, usados para dividir o corpo. 
Esses planos são:
Figura 1 – Corpo em posições e planos anatômicos
Anterior: frente do corpo;
Posterior: parte
de trás do corpo;
Cefálica: região mais próxima à cabeça;
Medial: região mais perto da linha mediana do corpo;
Lateral: região mais próxima da lateral do corpo e mais afastada da linha mediana;
Proximal: região próxima da raiz do membro;
Distal: região mais distante da raiz do membro.
Sagital mediano: divide o corpo em metades: direita e esquerda;
Sagital: qualquer plano paralelo ao sagital mediano que divide o corpo em porções direita e esquerda;
Horizontal ou transversal: divide o corpo em porção superior e inferior;
Frontal ou coronal: divide o corpo em porções anterior e posterior.
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Nota-se na imagem a presença da descrição dos planos e das posições anatômicos. Os planos estão
simbolizados em azul e as posições em vermelho. O corpo humano está representado em bege e vermelho. Fim da
descrição.
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ACESSE
Divisão do Corpo Humano
O corpo humano divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça corresponde à extremidade superior do corpo, estando unida ao
tronco por uma porção estreitada, o pescoço. O tronco compreende o tórax e o abdome com as respectivas cavidades torácica e abdominal. A
cavidade abdominal prolonga-se inferiormente na cavidade pélvica. Dos membros, dois são superiores ou torácicos e dois inferiores ou pélvicos.
Cada membro apresenta uma raiz, pela qual está ligada ao tronco, e uma parte livre.
Planos de Delimitação e Secção do Corpo Humano
Na posição anatômica, o corpo humano pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, os quais, com suas intersecções, determinam
a formação de um sólido geométrico, um paralelepípedo.
Tem-se, assim, para as faces desse sólido, os seguintes planos correspondentes: dois planos verticais, um tangente ao ventre – plano ventral ou
anterior – e outro ao dorso – plano dorsal ou posterior. 
Esses e outros a eles paralelos são também designados como planos frontais, por serem paralelos à “fronte”, dois planos verticais tangentes aos
lados do corpo – planos laterais direito e esquerdo e, finalmente, dois planos horizontais, um tangente à cabeça – plano cranial ou superior – e
outro à planta dos pés – plano podálico – (de podos = pé) ou inferior.
O tronco isolado é limitado, inferiormente, pelo plano horizontal que tangencia o vértice do cóccix, ou seja, o osso que no homem é o vestígio da
cauda de outros animais. Por essa razão, esse plano é denominado caudal.
Os planos descritos são de delimitação. É possível traçar também planos de secção: o plano que divide o corpo humano em metades direita e
esquerda é denominado mediano. 
Toda secção do corpo feita por planos paralelos ao mediano é uma secção sagital (corte sagital) e os planos de secção são também chamados
sagitais.
Leitura 
Corpo Humano
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
Os planos de secção que são paralelos aos planos ventral e dorsal são ditos frontais e a secção é também denominada frontal (corte frontal).  Os
planos de secção que são paralelos aos planos cranial, podálico e caudal são horizontais. A secção é denominada transversal.
Termos de Posição e Direção
A situação e a posição das estruturas anatômicas são indicadas em função dos planos de delimitação e secção. Portanto, duas estruturas
dispostas em um plano frontal serão chamadas de medial e lateral conforme estejam, respectivamente, mais próximas ou mais distantes do
plano mediano do corpo. 
Duas estruturas localizadas em um plano sagital serão chamadas de anterior (ou ventral) e posterior (ou dorsal) conforme estejam,
respectivamente, mais próximas ou mais distantes do plano anterior.
Para estruturas dispostas longitudinalmente, os termos são: superior (ou cranial) para a mais próxima ao plano cranial e inferior (ou caudal)
para a mais distante desse plano.
Para estruturas dispostas longitudinalmente nos membros, emprega-se, comumente, os termos proximal e distal referindo-se às estruturas
respectivamente mais próximas e mais distantes da raiz do membro. 
Para o tubo digestivo, empregam-se os termos oral e aboral, referindo-se às estruturas respectivamente mais próxima e mais distante da boca. 
Uma terceira estrutura situada entre uma lateral e outra medial é chamada de intermédia. Nos outros casos (terceira estrutura situada entre uma
anterior e outra posterior, ou entre uma superior e outra inferior, ou entre uma proximal e outra distal ou ainda uma oral e outra aboral), é
denominada de média.
Estruturas situadas ao longo do plano mediano são denominadas medianas, sendo esse um conceito absoluto, ou seja, uma estrutura mediana
será sempre mediana, enquanto os outros termos de posição e direção são relativos, pois se baseiam na comparação da posição de uma estrutura
em relação à posição de outra.
Níveis de Organização do Corpo Humano
Da menor até a maior dimensão de seus componentes, seis níveis de organização são relevantes para a compreensão da anatomia e da fisiologia:
os níveis químico, celular, tecidual, orgânico, sistêmico e organismo:
Nível químico: inclui todas as substâncias químicas necessárias para manter a vida. As substâncias químicas são constituídas
de átomos, a menor unidade de matéria, e alguns deles, como o carbono (C), o hidrogênio (H), o oxigênio (O), o nitrogênio
(N), o cálcio (Ca), o potássio (K) e o sódio (Na) são essenciais para a manutenção da vida. Os átomos combinam-se para formar
moléculas. Exemplos familiares de moléculas são as proteínas, os carboidratos, as gorduras e as vitaminas. As moléculas, por
sua vez, combinam-se para formar o próximo nível de organização: o nível celular; 
Nível celular: qualquer organismo vivo é composto de células. As células são unidades estruturais e funcionais básicas de um
organismo. É nelas que se executam as atividades metabólicas. Entre os muitos tipos de células existentes em seu corpo, estão
as células musculares, nervosas e sanguíneas. Cada uma tem estruturas diferentes e cada uma desenvolve uma função
diferente; 
Nível tecidual: os tecidos são grupos de células semelhantes na aparência, na função e na origem embrionária que, juntas,
realizam uma função particular. Os tipos básicos de tecido são: tecido epitelial, tecido de sustentação, tecido sanguíneo, tecido
muscular e tecido nervoso; 
Nível orgânico: quando diferentes tipos de tecidos estão unidos, formam o nível orgânico. Os órgãos são compostos de dois ou
mais tecidos diferentes, têm funções específicas e, geralmente, apresentam uma forma reconhecível. Exemplos de órgãos:
coração, pulmões, cérebro etc.; 
Relação entre os Sistemas
À medida que os sistemas do corpo forem estudados com mais profundidade, você verá como eles funcionam para manter a saúde, protegê-lo
contra doenças e permitir a reprodução da espécie. 
Exemplo de interação entre os sistemas: consideramos como dois sistemas do corpo – os sistemas tegumentar e esquelético – cooperam entre
si. 
O sistema tegumentar (pele, pêlos e unhas) protege todos os sistemas do corpo, incluído o sistema ósseo, por meio da função de barreira entre o
ambiente externo e os tecidos e os órgãos internos. 
A pele (cútis) também está envolvida na produção de vitamina D, da qual o corpo necessita para a utilização apropriada de cálcio (mineral
necessário para o crescimento e desenvolvimento dos ossos). 
Nível sistêmico: um sistema consiste de órgãos relacionados que desempenham uma função comum. Exemplo: o sistema
digestório que funciona na digestão e na absorção dos alimentos é composto pelos seguintes órgãos: boca, glândulas salivares,
faringe (garganta), esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, fígado, vesícula biliar e pâncreas. O sistema é a
base para o plano estrutural geral de um corpo;
Organismo: o mais alto nível de organização é o organismo. Todos os sistemas do corpo, funcionando como um todo,
compõem o organismo = um ser vivo.
Vídeo 
Estrutura do Corpo Humano: Células – Tecidos – Órgãos – Sistemas – O corpo
Estrutura do corpo
humano: células - tecidos - órgãos - sistemas - o corpo
https://www.youtube.com/watch?v=Qite1chTX2s
O sistema esquelético, por sua vez, fornece sustentação para o sistema tegumentar. 
A essas interações entre os sistemas dá-se o nome de Aparelho. 
Processos Vitais
Todos os organismos vivos apresentam certas características que os diferenciam das coisas não vivas. 
Os processos vitais importantes no ser humano são: 
A manutenção de condições estáveis para suas células é uma função essencial para o corpo humano, a qual os fisiologistas chamam de
homeostase. A homeostase (homeo = igual; stasis = ficar parado) é uma condição na qual o meio interno do corpo permanece dentro de certos
limites fisiológicos. O meio interno refere-se ao fluido entre as células, chamado de líquido intersticial (intercelular). Um organismo é dito em
homeostase quando seu meio contém a concentração apropriada de substâncias químicas, mantém a temperatura e a pressão adequadas.
Quando a homeostase é perturbada, pode resultar na doença. Se os fluidos corporais não forem trazidos de volta à homeostase, pode ocorrer a
morte.
Introdução à Anatomia: Posição Anatômica e Termos de Relação
O metabolismo (metábole=mudança): é a soma de todos os processos químicos que ocorrem no corpo. Uma fase do
metabolismo, chamada de catabolismo (cata = para baixo), envolve o desdobramento de moléculas complexas em moléculas
menores e mais simples. Um exemplo é a quebra de proteínas alimentares em seus constituintes, os aminoácidos. A outra fase
do metabolismo, chamada de anabolismo (ana = para cima), utiliza energia gerada pelo catabolismo para a construção dos
componentes estruturais e funcionais do corpo. Um exemplo de anabolismo é a síntese protética que forma músculo e ossos; 
A responsabilidade é a capacidade de detectar e responder às mudanças no meio externo (ambiente fora do corpo). Células
diferentes detectam diferentes alterações e respondem de maneira característica. Por exemplo, os neurônios (células
nervosas) respondem por meio da geração de sinais elétricos, conhecidos como impulsos nervosos e, algumas vezes,
transportam-nos por longas distâncias, como entre o seu grande dedo do pé e o seu encéfalo; 
O movimento inclui o movimento do corpo inteiro, de órgãos individuais, de células individuais ou mesmo de estruturas
intracelulares. Por exemplo, a contração coordenada de diversos músculos da perna move o seu corpo todo de um lugar a outro
quando você caminha ou corre. Durante a digestão, a comida move-se para fora do estômago em direção ao intestino delgado; 
O crescimento refere-se ao aumento em tamanho. Ele pode ser devido a um aumento do tamanho das células existentes, do
número de células ou da quantidade de substância intercelulares; 
A diferenciação é o processo pelo qual as células não especializadas tornam-se células especializadas. As células diferenciadas
diferem estrutural e funcionalmente de suas originárias. Por exemplo: após a união do espermatozoide com o óvulo, o ovo
fecundado sofre várias diferenciações e progride, por meio de vários estágios, a um indivíduo único, que é similar a seus pais,
porém bastante diferentes deles; 
A reprodução refere-se à formação de novas células para reparo ou reposição, ou à produção de um novo indivíduo.
Vídeos
Planos Anatômicos e Eixos de Movimento: Introdução à Anatomia parte 2
Introdução à Anatomia: posição anatômica e termos de relação | Anatomia etc
Planos Anatômicos e Eixos de Movimento: Introdução à Anatomia parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=5c3Pp-b7uwc
https://www.youtube.com/watch?v=yIzz0iq3ZqA
O Respeito ao Cadáver
"Prof. Dr. Renato Locchi"
A utilização do cadáver é uma tríplice lição educativa. Instrutiva ou normativa, como meio de conhecimento da organização do corpo humano,
precedendo o estudo no indivíduo vivo. Normativa, disciplinadora do estudo, pelo seu caráter metodológico e de precisão de linguagem. Estético e
moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver humano, e pelo método primeiro de aprendizado, a dissecação, que é a experiência e fuga
reportante na contemplação da beleza e harmonia de construção do organismo humano. 
Essencialmente, porém, lição de ética e humildade, porque: é o cadáver do indigente homem, mulher, criança, velho, marginal da vida, da família
e da sociedade: cadáver, que como o indigente, não é fato isolado da comunidade, mas seu reflexo, dela provindo. Cadáver, que é o meio para o
vivo, como o doente é para a sociedade. Cadáver, cujos despojos miseráveis no “abandono da morte, parecem ainda sofrer e pedir piedade”,
partes que serão vivificadas pelo calor da juventude estudiosa e de seu sentimento de gratidão. 
Cadáver de pessoa sem lar, abandonada, esquecida ou ignorada pela família e pela sociedade, em parte, ao menos, culpada, de pessoa que mal
viveu, do seu nascimento à agonia solitária, sem amparo e sem conforto amigo, vida que de humana só recebe apelido. 
Cadáver de um “Irmão em Humanidade” que não teve ilusões, descrente e sofrido, de pessoas que, quanto mais atingidas pela desventura, mais
se aproxima da mesa de dissecação, como prêmio à sua desgraça. 
Cadáver de alguém, que foi inútil, oneroso ou mesmo nocivo à sociedade paga, por meio do conhecimento que proporciona aos futuros Biólogos,
Médicos, Farmacêuticos, Odontólogos, Psicólogos, Educadores Físicos e outros profissionais, com alto juro, o mal que lhe atribui, do qual é mais
vítima que culpado, que é de alguém e não de um de nós, apenas pelo capricho do jogo do acaso ou do destino genético. 
Cadáver de um anônimo que adquire valor de um símbolo – cadáver desconhecido – e, assim, ultrapassa o limite estreito do nome e,
despersonalizado, distribui elementos para o bem coletivo sem ter conhecimento do antes, durante ou depois de sua imolação, do seu destino a
um trágico tempo de redenção. 
Despojos de alguém que, pelo seu sacrifício, tudo oferece sem nada haver recebido, que dá sem saber que dá e, por isso, sem conhecer a
recompensa da gratidão e sem sentimento de valor de sua dádiva generosa, na mais nobre expressão de caridade universal, caridade humilde e
indigentes para humildes e poderosos. 
O cadáver que dissecado, desmembrado, simboliza outra forma de crucificação para o bem e marca o sentido fundamental humano da Medicina. 
O material de estudo da Anatomia Humana transcende, pois, ao simples valor do meio ou objeto de aprendizado, que nos fala em linguagem
universal e nos educa na humildade da limitação humana. 
Eis porque, na austeridade do ambiente do Laboratório de Dissecação, exige-se elevada compostura, manuseando as peças anatômicas como o
mais profundo cuidado, respeito e carinho.
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˨ Aula Prática
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ACESSE
A Importância do Estudo da Anatomia Utilizando Cadáveres para a Formação do Profissional de Saúde
A anatomia “deve ser realmente considerada o firme alicerce de toda a arte da medicina e sua preliminar essencial” (VERSALIUS, 1958, p. 517). 
Ademais, o estudo da Anatomia apresenta, ao futuro PROFISSIONAL de Saúde, o conhecimento de grande parte da terminologia médica
(GARDNER, 1998). 
O aprendizado por meio de cadáveres e de sua dissecação, explorando as estruturas anatômicas, faz parte de uma etapa primordial no que se
refere à formação do profissional da Área da Saúde. 
A relação do discente com o cadáver não está restrita apenas ao processo técnico do estudo, pois aquele corpo se configura no primeiro paciente
desse estudante e futuro profissional.
Essa convivência o faz refletir a respeito das limitações do ser humano e da terminalidade da vida, agregando à sua formação dignidade ética e
humanística. 
Costa et al. enfatiza ser indiscutível a relevância da familiarização dos futuros profissionais com as peças anatômicas, pois essa vivência
possibilitará maior segurança para manuseio do corpo vivo.
Aspectos Ético-legais do Uso de Cadáveres
O uso de corpos como instrumento de ensino acadêmico é alvo de discussões por envolver
questões ético-legais. 
A dissecação e o estudo da Anatomia, por vários anos, estiveram proibidos, já que o corpo era tido como algo sacro. A necessidade e o desejo de se
descobrir a causa mortis, contudo, motivou vários anatomistas a continuarem praticando o método clandestinamente enquanto não se legalizava
o ato (DA SILVA, 2016). 
Em 1992, o presidente da República em exercício sancionou a Lei 8.501, de 30 de novembro, que disciplina o uso de cadáver não reclamado para
fins de estudos ou pesquisas científicas. 
Antes desse decreto, o país não detinha nenhuma Lei que regulamentasse o manuseio, a dissecação e o destino do corpo sem vida para estudos:
tudo funcionava de forma verbal, predominando o costume de utilizar corpos de indigentes e de mortos não reclamados.
Leitura 
O Cadáver no Ensino da Anatomia Humana: uma Visão Metodológica e Bioética
https://www.scielo.br/j/rbem/a/QNkM9sNRKDQJcMgTHDCf96r/?format=pdf&lang=pt
Dificuldade de Obtenção de Cadáveres e Novas Metodologias de Ensino
No que tange às formas de obtenção de cadáveres, constata-se que, de acordo Lei 8.501/92, os cadáveres encaminhados para ensino e pesquisa,
de morte natural, são: os não reclamados com declaração de óbito expedida pela Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), os não reclamados com
declaração de óbito emitida pelo hospital da Rede Pública onde ocorreu o óbito, o cadáver doado pela família, o cadáver doado em vida (MELO,
2010). 
A fim de ilustrar a forma de procedência das peças anatômicas, foram incluídos ao trabalho protocolos regularizados tomando como base o
Código Civil e o Provimento 28/2008 adotados pelo Estado de Pernambuco, que regem a distribuição dos corpos para as Escolas de Medicina do
estado.
A dificuldade de obtenção de cadáveres para estudo obrigou a busca por novas Metodologias de Ensino.
Silva et al. (2013), citando Timerman, comentam que as novas tecnologias podem substituir o estudo em cadáveres, pois a dificuldade por
obtenção de cadáveres faz com que os estudantes tenham de utilizar peças danificadas pelos vários anos no formol, limitando a vivência
necessária para o aprendizado, já que as peças se encontram degradadas, diferindo bastante do vivo. 
Algumas das alternativas para tentar amenizar tal problema é o uso de peças tridimensionais e a dissecação virtual disponíveis on-line, que
permitem o acesso a vários modelos que servem como base de estudo para diversos alunos.
Lei 8.501/1982 
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ACESSE
Lei 9.434/1997 
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ACESSE
Regras Gerais de Segurança em Laboratórios: Uso de Químicos e Material
Pontiagudo e Cortante
Segurança no Ambiente do Laboratório de Anatomia Humana
Leitura
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8501.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9434.htm
As regras e os conselhos gerais para o desenvolvimento de um trabalho experimental seguro, estão principalmente relacionadas à organização.
Isso significa que o tempo dedicado à organização racional das atividades desenvolvidas no Laboratório irá contribuir com a prevenção de riscos
químicos, biológicos e de acidentes com a manipulação de aparelhos. 
As seguintes regras devem ser respeitadas:
O local de trabalho deve ser mantido sempre em ordem; 
A presença nos Laboratórios só é permitida com a utilização do EPIs (Equipamento de Proteção Individual) próprio: jaleco de
mangas compridas (avental), calça, calçado fechado, luvas, óculos de proteção, máscara);
Equipamentos eventualmente necessários serão informados;
Para sua segurança, procure conhecer os perigos oferecidos pelos produtos químicos utilizados no seu trabalho; 
Ao perceber algo fora do lugar, coloque-o no devido lugar; 
Não saia da área de trabalho, mesmo que temporariamente, usando luvas (mesmo que tenha certeza de que não estejam
contaminadas);
Não é permitido comer, beber, fumar ou aplicar cosméticos dentro dos Laboratórios;
Para evitar dispersão e erros, não utilize aparelho celular nos Laboratórios; 
Realizar o agendamento do Laboratório com 72 horas de antecedência na Coordenação dos Cursos ou com os TNS (Técnicos
dos Laboratórios de Saúde); 
Em caso de acidente, mantenha a calma, isole a área e comunique imediatamente aos colegas e ao professor; 
Na dúvida, pergunte; 
Não trabalhe sob tensão; 
Não será permitida a frequência nos Laboratórios trajando shorts, minissaias, camiseta tipo regata, chinelos e bonés; 
Tomar os devidos cuidados com os cabelos, mantendo-os presos e as unhas cortadas, rente aos dedos; 
Ler sempre o procedimento experimental com a certeza de ter entendido todas as instruções; 
Para utilização de produtos químicos ou qualquer equipamento, é necessário auxílio e autorização dos técnicos, professores ou
monitores; 
Manter sempre limpo o local de trabalho, evitando obstáculos que possam dificultar as análises; 
Não trabalhar com vidros que tenham bordas cortantes; 
Não deixar sobre a bancada vidros quentes e frascos abertos; 
Caso você tenha alguma ferida exposta, ela deve estar devidamente protegida; 
Quando houver quebra ou dano de materiais ou aparelhos, comunique imediatamente aos professores ou ao monitor
responsável; 
Produtos e Reagentes Químicos
Misturas contendo: glicerina, formaldeído, peróxido de hidrogênio, ácidos, álcool ou outros químicos deverão ser descartados nos próprios
Laboratórios em frascos apropriados e a Comissão Interna de Biossegurança deverá ser avisada. 
Os frascos deverão ser retornados aos Laboratórios, lavados com etanol e água corrente antes de serem descartados ou serem reutilizados como
desprezadores de solventes.
Material Pontiagudo ou Cortante
Todo material pontiagudo ou cortante como, por exemplo, lâminas de bisturi, agulhas, estiletes, alfinetes etc. deverão ser desprezados em caixas
de perfurocortantes específicas e devidamente identificadas. 
Esse frasco deverá ser identificado, mantido fechado e descartado no lixo específico, com a devida identificação, somente quando estiver
completamente cheio.
Considerações Gerais sobre a Segurança para os Riscos Biológicos
Regras Gerais para Utilização do Laboratório
O ambiente do Laboratório de Anatomia requer o máximo de respeito, disciplina e serenidade de atitudes, condizentes com a natureza do
material de estudo: cadáveres humanos. 
O estudante deve utilizar as peças anatômicas e os ossos com cuidado, respeito e dignidade. 
Indumentária Apropriada
Não faça uso de materiais ou equipamentos que não fazem parte da aula prática; 
O material disponível no Laboratório é de uso exclusivo para as aulas práticas. Por isso, não realize brincadeiras com ele.
Conhecimento da Legislação Brasileira de Biossegurança, especialmente, das Normas de Biossegurança emitidas pela
Comissão Técnica Nacional de Biossegurança;
Conhecimento dos riscos pelo manipulador;
Formação e informação das pessoas envolvidas, principalmente, no que se refere à maneira como essa contaminação pode
ocorrer, o que implica o conhecimento amplo do microrganismo ou vetor com o qual se trabalha;
Respeito das Regras Gerais de Segurança e, ainda, realização das medidas de proteção individual; 
Uso de avental; 
Uso de luvas descartáveis (e/ou lavagem das mãos antes e após a manipulação); 
Máscara e óculos de proteção (para evitar aerossóis ou projeções nos olhos).
Hábitos Individuais
Especificidades do uso do Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa
Avental (jaleco) branco de mangas compridas, longos até os joelhos; 
Calça comprida; 
Sapato fechado; 
Óculos de segurança (quando necessário); 
Luvas (quando necessário). 
Lavar as mãos antes e depois de procedimentos e estudos; 
Lavar as mãos antes de sair do Laboratório; 
Conhecer a localização e os tipos de extintores de incêndio no Laboratório; 
Conhecer a localização das saídas de emergências; 
Manter a organização e a limpeza durante todo o tempo em que permanecer no local; 
Permanecer em silêncio para o bom andamento da aula. Evitar conversas desnecessárias; 
Não
fumar; 
Não comer; 
Não correr;
Não beber; 
Não se sentar ou se debruçar na bancada; 
Não sentar no chão ou na bancada; 
Não usar cabelo comprido solto; 
Cooperar com a organização e limpeza do Laboratório. Cada grupo de alunos de uma mesa é responsável pela limpeza e pela
conservação de seu material (pia, instrumental, mesa, bancadas e outros); 
Usuários não deverão deixar o Laboratório sem antes se certificar de que os equipamentos, bancadas, ferramentas e utensílios
estejam em perfeita ordem, realizando a limpeza e a desinfecção da bancada e utensílios utilizados e a esterilização de materiais
quando recomendado, guardando-os em seus devidos lugares, de forma organizada.
É expressamente proibido no Laboratório de Anatomia tirar fotografias e permitir a entrada de pessoas estranhas no recinto; 
Manutenção do Laboratório e Uso dos Recursos
A limpeza do Laboratório (estrutura física – pisos, paredes, janelas) é realizada pela Equipe de Limpeza do Campus (equipe terceirizada), sendo a
limpeza dos equipamentos e utensílios utilizados nas aulas práticas e atividades de pesquisa e extensão de responsabilidade dos alunos e
Técnicos de Laboratório, com supervisão e orientação dos docentes. 
É permitido utilizar as peças anatômicas em qualquer outro recinto da Universidade que não seja o Laboratório de Anatomia,
muito menos fora dela;
Somente será permitida a entrada no Laboratório de Anatomia de alunos devidamente trajados; 
É proibido o uso de celulares, smartphones, rádio, iPod, mp3, tablet, iPad, gravadores e similares no recinto do Laboratório,
principalmente, em dias de avaliação; 
Devido às características do Laboratório de Anatomia, procure falar baixo, em sinal de respeito; 
Não grite, assobie ou cantarole; 
O respeito é indispensável.
Vídeo 
Biossegurança em Laboratórios | Auxiliar e Técnico de Necropsia
BIOSSEGURANÇA em Laboratórios | Auxiliar e Técnico de NECROPSIA
https://www.youtube.com/watch?v=vCghzZ5DB1I
É vetado o transporte de equipamentos, utensílios e material anatômico do Laboratório sem a autorização dos responsáveis e a conservação deles
é de fundamental importância para o estudo dos demais alunos. 
Os usuários dos Laboratórios deverão conferir todas as especificações sobre os equipamentos utilizados antes do uso. 
Informações Importantes
Os acidentes de trabalho ocorridos com funcionários nas dependências dos Laboratórios devem ser obrigatoriamente comunicados ao Setor
encarregado e preenchida a ficha CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). 
Em caso de acidente grave, não remover a vítima. Essas normas (gerais e específicas) devem ter ampla divulgação junto à comunidade acadêmica
e devem estar afixadas para consulta nas dependências dos respectivos Laboratórios – Bombeiros (193). SAMU (132). 
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Roteiro da Aula Prática
Leitura  
Sala de Aula Prática de Anatomia Humana 
Uma breve descrição sobre a estrutura de uma sala de aula prática de anatomia.
https://slidetodoc.com/sala-de-aula-prtica-de-anatomia-humana-universidade/
Figura 2 – Conjunto de ícones de órgãos internos humanos
Fonte: Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Na imagem, nota-se a presença de sistemas que fazem parte do grupo de órgãos que compõem o
corpo humano, as imagens estão em tons neutros de bege, com alguns pontos mais escuros para evidenciar a estrutura.
Fim da descrição.
Sistema 1
Sistema Circulatório
Figura 3 – Coração Humano com anatomia do sistema circulatório
Fonte: Getty Images
 
#ParaTodosVerem: A imagem descreve o sistema circulatório do corpo humano. A descrição se divide entre os vasos que
transportam sangue venoso, em azul, e os que transportam sangue arterial, em vermelho. A estrutura corporal externa
aparece em branco, para evidenciar os vasos e o sistema circulatório. Fim da descrição.
Sistema Circulatório 01 - Introdução e Anatomia - Parte 1
Sistema Cardiovascular / Sistema Circulatório
Vídeos
Sistema Circulatório 01 - Introdução e Anatomia - Parte 1 (Vídeo Aula)
SISTEMA CARDIOVASCULAR / SISTEMA CIRCULATÓRIO
https://www.youtube.com/watch?v=qFcEcxrpmA8
https://www.youtube.com/watch?v=R1mOEbfhzGk
  Aula 1   
Coração e Pericárdio
Figura 4 – Coração humano – Projeto detalhado
Fonte: Getty Images
 
#ParaTodosVerem: A imagem descreve o principal órgão do sistema circulatório, o coração, em tons de rosa e vermelho.
Em amarelo, aparecem os ramos que conectam o sistema circulatório ao sistema nervoso e, em cinza, as artérias que
desembocam no coração, com sangue venoso. Fim da descrição.
Em uma peça artificial ou cadáver, observe:
No cadáver, observe, in situ, o coração e o pericárdio, identificando os componentes deste último. 
Numa peça de coração, observe: 
Externamente:
 Ápice e base;
Vasos da base – Tronco pulmonar, a. aorta, veias cavas superior e inferior, veias
pulmonares; 
Faces esternocostal, diafragmática e pulmonar (ou esquerda); 
Átrio direito – Aurícula direita; 
Átrio esquerdo – Aurícula esquerda; 
Ventrículo direito; 
Ventrículo esquerdo;
Sulco coronário;
Sulco interventricular anterior, na face esternocostal; 
Sulco interventricular posterior, na face diafragmática.
Internamente:
Septo interatrial;
Músculos pectíneos (presentes no interior das aurículas); 
Óstio pulmonar e valva pulmonar; 
Óstio aórtico e valva aórtica; 
Óstio atrioventricular direito e valva tricúspide; 
Óstio atrioventricular esquerdo e valva bicúspide; 
Trabéculas cárneas (músculos papilares) e cordas tendíneas (presentes nos ventrículos)
Septo interventricular.
Irrigação e drenagem venosa: 
Artéria coronária esquerda; 
Artéria coronária direita; 
Deio coronário, no sulco coronário – É a principal veia do coração, para onde drenam: 
Veia cardíaca magna, no sulco interventicular anterior; 
Veia cardíaca media, no sulco interventricular posterior; 
Veias cardíacas pequenas, na margem direita do coração. 
  Aula 2   
Baço
Figura 5 – Coração humano – Projeto detalhado
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Descrição interna das partes internas do coração em diversos tons de vermelho. A imagem define as
separações internas, átrio e ventrículo e as ramificações do sistema circulatório com sangue arterial, em vermelho mais
claro, e sangue venoso, em azul. Fim da descrição.
Em uma peça artificial ou cadáver, observe:
Órgão linfoide, situado no lado esquerdo do abdome, junto ao diafragma, ao nível da nona, décima e décima primeira costelas. Observe sua
localização no cadáver. 
Face diafragmática; 
Face visceral:
Hilo; 
  Aula 3   
Vasos Sanguíneos
Figura 6 – Artérias e Veias – Projeto detalhado
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: A imagem descreve todo o sistema circulatório humano. Os vasos em vermelho demonstram os
caminhos percorridos pelo sangue arterial e os em azul os caminhos do sangue venoso. Fim da descrição
Impressão gástrica, impressão cólica e impressão renal.
No cadáver, observe os seguintes vasos:
Artérias
Artéria aorta – Porção ascendente:
Artéria coronária direita; 
Artéria coronária esquerda.
Arco aórtico: 
Tronco braquiocefálico (origina a. carótida comum direita e subclávia direita); 
Artéria carótida comum direita:
Artéria carótida interna;
Artéria carótida externa. 
Artéria subclávia direita: 
Artéria axilar (continuação da a. subclávia); 
Artéria braquial (continuação da a. axilar): 
Artéria radial; 
Artéria ulnar.
Artéria carótida comum esquerda (idem à direita);
Artéria subclávia esquerda (idem à direita); 
Artéria aorta – Porção descendente torácica;
Artéria aorta – Porção descendente abdominal:
Tronco celíaco: 
Artéria esplênica; 
Artéria gástrica esquerda;
Artéria hepática comum.
Artéria mesentérica superior; 
Artérias renais; 
Artéria mesentérica inferior; 
Artéria ilíaca comum direita: 
Artéria ilíaca interna; 
  Aula 4   
Veias
Em uma peça artificial, observe:
As veias profundas acompanham as artérias e, na maioria dos casos, apresentam a mesma nomenclatura.
Observe, no cadáver, as seguintes
veias da parte superior do corpo:
Observe, no cadáver, as seguintes veias da parte inferior do corpo: 
Artéria ilíaca externa;
Artéria femoral (continuação da a. ilíaca externa); 
Artéria femoral profunda; 
Artéria poplítea (continuação da a. femoral); 
Artéria ilíaca comum esquerda (idem à direita).
Veias radiais se unem às:
Veias ulnares para formar as:
Veias braquiais que se unem à: 
Veia basílica (v. superficial), para formar a: 
Veia axilar, que recebe a veia cefálica (v. superficial) e continua como:
Veia subclávia direita, que se une à: 
Veia jugular interna direita para formar a Veia braquiocefálica direita, a qual se une à Veia
braquiocefálica esquerda, para formar a:
Veia cava superior, que desemboca no átrio direito.
Veias tibiais anteriores se unem às: 
Veias tibiais posteriores e às:
Veias fibulares para formar a: 
Veia poplítea, que recebe a veia safena parva e continua como: 
Veia femoral, que recebe a veia safena magna e a veia femoral profunda e continua como:
Veia ilíaca externa, que se une à: 
Veias mais usadas na coleta sanguínea: 
Sistema 2 – Sistema Respiratório
Nariz e Seios Paranasais
  Aula 5   
Nariz
Veia ilíaca interna para formar a:
Veia ilíaca comum direita, a qual se une à: 
Veia ilíaca comum esquerda, para formar a: 
Veia cava inferior, que desemboca no átrio direito. 
Veia intermédia do cotovelo; 
Veia basílica na porção do antebraço; 
Veia cefálica na porção do antebraço;
Veias metacarpais; 
Veia safena magna (na altura do maléolo medial).
Figura 7 – Nariz humano
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Descrição de um dos órgãos do sistema respiratório. A imagem identifica, em tons de vermelho,
variações em cada um dos componentes do nariz humano. Fim da descrição.
Em uma peça artificial ou cadáver, observe: 
O nariz é dividido em nariz externo e cavidade nasal. 
Cavidade nasal (em uma hemicabeça observe):
Observe, no atlas, a concha nasal superior e suprema (variação anatômica)
Limites
Narina (anterior);
Coana (posterior);
Septo nasal (medial);
Palato duro e mole (assoalho).
Parede lateral
Conchas nasais média e inferior.
  Aula 6   
Seio Paranasais
Figura 8 – Cavidade nasal
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Descrição da cavidade nasal, órgão pertencente ao sistema respiratório. A imagem identifica, em
tons de vermelho, com variações, cada um dos componentes da cavidade nasal humana. Fim da descrição.
Em uma peça artificial ou cadáver, observe:
Seio esfenoidal: drena para o recesso esfeno-etmoidal;
Seio frontal: drena para o meato médio;
Seio etmoidal (observe no atlas):
Células anteriores e médias – Drenam para o meato nasal médio;
Células posteriores – Drenam para o meato nasal superior).
  Aula 7   
Faringe
Em uma peça artificial ou cadáver, observe:
Nasofaringe
Numa hemicabeça, observe:
Orofaringe
Numa hemicabeça, observe: 
Numa peça com a faringe aberta, posteriormente, observe:
Seio maxilar (observe em um crânio seco): drena para o meato nasal médio.
Nasofaringe;
Orofaringe;
Laringofaringe.
Istmo nasofaríngico; 
Óstio faríngico da tuba auditiva; 
Tórus tubal.
Istmo das fauces (transição da cavidade oral para a faringe) – Limites: superiormente pela úvula, lateralmente pelos arcos
palatoglossos e inferiormente pelo dorso da língua; 
Arco palatoglosso; 
Arco palatofaríngico; 
Fossa tonsilar: observe, no atlas, a tonsila palatina, localizada na fossa tonsilar. 
Prega glossoepiglótica mediana; 
Pregas glossoepiglóticas laterais; 
Valéculas epiglóticas. 
Laringofaringe
Numa peça com a faringe aberta, posteriormente, observe:
Laringe
Numa peça artificial, observe:
Observe, no atlas, os tubérculos cuneiformes, onde estão as cartilagens cuneiformes.
Numa peça natural, observe:
Numa laringe aberta, observe:
A cavidade da laringe é dividida em três porções:
Traqueia
Ádito da laringe; 
Recesso piriforme.
Epiglote;
Cartilagem tireoide;
Cartilagem cricoide;
Cartilagens aritenoides;
Cartilagens corniculadas.
Proeminência laríngica;
Ádito da laringe (abertura da laringe).
Vestíbulo: estende-se do ádito da laringe às pregas vestibulares;
Ventrículo: região entre as pregas vestibulares e as pregas vocais:
Pregas vestibulares e rima do vestíbulo (é o espaço entre as pregas vestibulares);
Pregas vocais e rima glótica (é o espaço entre as pregas vocais); 
Glote: aparelho vocal (prega vocal mais rima glótica).
Cavidade infraglótica: entre as pregas vocais superiormente e o início da traqueia. 6.4.
Numa peça natural, observe:
Brônquios
Numa peça natural, observe: 
Pulmões
Numa peça natural, observe: 
Pulmão Direito 
Pulmão Esquerdo 
Anéis traqueais; 
Ligamentos anulares; 
Parede membranácea da traqueia (formada pelo músculo traqueal); 
Carina, observada na traqueia aberta, na bifurcação em brônquios principais. 
Brônquio principal direito; 
Brônquio principal esquerdo; 
Brônquios lobares; 
Brônquios segmentares. 
Ápice e base; 
Faces costal, diafragmática e medial; 
Hilo pulmonar. 
Lobos superior, médio e inferior; 
 Fissuras horizontal e oblíqua. 
Lobos superior e inferior; 
Fissura oblíqua; 
Língula.
Diafragma
No cadáver, observe:
Sistema 3 – Sistema Digestório
Figura 9 – Sistema Digestivo
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
Centro tendíneo; 
Forame da veia cava inferior; 
Porção muscular; 
Hiato aórtico; 
Hiato esofágico.
#ParaTodosVerem: Descrição de vários órgãos e sistemas que compõem o sistema digestivo. A imagem identifica, em
tons de vermelho, com variações, em amarelo e em azul claro, os diversos componentes desse sistema. Fim da descrição.
Cavidade Bucal
A cavidade bucal divide-se em: vestíbulo e cavidade oral propriamente dita. 
  Aula 8   
Língua
Figura 10 – Anatomia da língua
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Descrição de um dos órgãos do sistema digestivo. A imagem identifica, em tons de vermelho claro,
cada um dos componentes da língua humana. Fim da descrição.
Tem 4 partes: ápice, dorso, face inferior e raiz (parte faríngea da língua). Com o auxílio do atlas e do livro-texto, identifique essas partes e
reconheça:
No Dorso
Observe que os 2/3 anteriores da língua estão na cavidade oral propriamente dita e o 1/3 posterior na orofaringe, onde você deverá identificar:
Na Face Inferior
Outras Estruturas que Você Deve Identificar
Dente
Num dente artificial, observe:
Sulco terminal;
Forame cego;
Papilas linguais;
Papilas valadas;
Tonsilas linguais.
Prega glossoepiglótica mediana;
Pregas glossoepiglóticas laterais;
Valécula epiglótica.
Frênulo da língua;
Papila sublingual.
Palato duro (formado pelos processos palatinos das maxilas e lâmina horizontal do osso palatino);
Palato mole e úvula, que dele se projeta medialmente;
Arco palataglosso;
Arco palatofaríngico;
Istmo orofaríngico ou das fauces;
Fossa tonsilar;
Tonsila palatina.
Faringe
Dentre as suas porções, a orofaringe e a laringofaringe fazem parte tanto do canal alimentar quanto da porção condutora do sistema respiratório.
Esôfago
Identifique o esôfago. No Material Didático, estude suas porções e sua constituição muscular.
Estômago
Numa peça natural, observe:
Coroa;
Raiz;
Colo;
Cavidade pulpar, com a polpa;
Dentina;
Esmalte, recobre a dentina na coroa;
Cemento, recobre a dentina na raiz.
Figura 11 – Anatomia do estômago
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Descrição de um dos órgãos do sistema digestivo. A imagem identifica, em tons de vermelho, claro e
escuro, cada um dos componentes do estômago. Fim da descrição.
Parte cárdica e ostio cárdico;
Fundo;
Corpo;
Parte pilórica (antro piloro e canal pilórico);
Esfíncter pilórico;
Curvatura maior;
Curvatura menor;
Pregas gástricas, observadas no estômago aberto.
Intestino Delgado
Figura 12 – Anatomia do intestino. Sistema digestivo do corpo humano infográfico
intestinal com duodeno, cólon e jejunum. Estrutura vetorial interna do órgão abdominal
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: Descrição de um dos órgãos
do sistema digestivo. A imagem identifica em tons de vermelho e
laranja, a anatomia do intestino grosso e delgado. Fim da descrição.
Duodeno
Numa peça natural, observe:
Porção superior ou bulbo duodenal;
Porção descendente – Papila duodenal maior;
Porção horizontal (inferior);
Porção ascendente;
Pregas circulares, observadas no duodeno aberto.
Jejuno e Ílio
No cadáver, observe:
Intestino Grosso
No cadáver, observe:
Pâncreas
Identifique o pâncreas. Estude suas porções (cabeça, colo, corpo e cauda) no livro texto.
Fígado e Vias Biliares
Identifique o pâncreas. Estude suas porções (cabeça, colo, corpo e cauda) no livro texto.
Flexura duodenojejunal;
Jejuno (localizado à esquerda e superiormente);
Ílio (localizado a direita e inferiormente);
Junção iliocólica;
Mesentério.
Tênias cólicas, háustros e apêndices epiploicos;
Cécum ou ceco e apêndice vermiforme;
Cólon ascendente;
Cólon transverso;
Cólon descendente;
Cólon sigmoide;
Flexuras cólicas direita e esquerda;
Reto e canal anal.
Fígado:
Face diafragmática e ligamento falciforme;
Face visceral:
Lobos direito, esquerdo, quadrado e caudado;
Fissura para o ligamento redondo e ligamento redondo do fígado;
Fissura para o ligamento venoso;
Fossa para a vesícula biliar;
Sulco para veia cava inferior e veia cava inferior;
Porta hepática (ou hilo hepático) – Da passagem à v. porta, ducto hepático comum e
hepática própria.
Vias biliares:
Vesícula biliar, com fundo, corpo e colo;
Ducto cístico;
Ducto hepático comum;
Ducto colédoco (formado pela união do ducto cístico e hepático comum).
As indicações a seguir serão utilizadas como base para as Aulas Práticas em Sala de Aula e Laboratórios.
Anatomia Facial com Fundamentos de Anatomia Geral 
RIZOLLO, R. C.; MADEIRA, M.C. Anatomia Facial com Fundamentos de Anatomia Geral. São Paulo: Savier, 2010.
Atlas de Anatomia Humana Sobotta 
PUTZ, R.; PABST, R. Atlas de Anatomia Humana Sobotta. Rio de Janeiro: Gen, 2008.
Anatomia Orientada para a Prática Clínica 
MOORE, Keith L. Anatomia Orientada para a Prática Clínica. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
A Lição de Anatomia de Andreas Vesalius e a Ciência Moderna
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ACESSE
3 / 4
˨ Orientações para Leitura Obrigatória
Livros
Leitura
https://www.researchgate.net/publication/238445808_A_licao_de_anatomia_de_Andreas_Vesalius_e_a_ciencia_moderna
DA SILVA, C. D. D. O cadáver humano como instrumento pedagógico para a alfabetização científica no ensino superior. 2016. Disponível em:
. Acesso em: 25/10/2022.
DA SILVA, E. P. D. et al. Utilização de cadáveres no ensino de anatomia humana: refletindo nossas práticas e buscando soluções. 2013. Disponível
em: . Acesso em: 25/10/2022.
DANGELO, J. G; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. Anatomia humana básica. São Paulo: Atheneu,1984. p. 184. 
FREITAS, V de. Anatomia – Conceitos e Fundamentos. São Paulo: Artmed, 2004..
GARDNER, E. Anatomia: Estudo Regional do Corpo Humano. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
GOSS, C. M. Gray Anatomia. 29. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1988.
GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. São Paulo: Elsevier Brasil, 2006. 
HERLIHY, B.; MAEBIUS, N. K. Anatomia e Fisiologia do Corpo Humano Saudável e Enfermo. São Paulo: Manole, 2002.
MARTINI, F. H.; TIMMONS, M. J.; TALLITSCH, R. B. Anatomia Humana: Coleção Martini. Porto Alegre: Artmed, 2009.
MELO, E. M.; PINHEIRO, J. T. Procedimentos legais e protocolos para utilização de cadáveres no ensino de anatomia em Pernambuco. Bras. Educ.
Med.  Rio de Janeiro,  v. 34, n. 2, p. 315-323,  jun. 2010.
NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 21. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
TERRA, N. L. Envelhecimento e suas múltiplas áreas do conhecimento. Porto Alegre: Edipucrs, 2016. 
TORTORA, G. J. Princípios de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
VESALIUS, A. "The Preface of Andreas Vesalius to his own books on the anatomy of the human body addressed to The Most Great and Invincible
Emperor The Divine Charles V". Trad. de B. Farrington. In: SCHWARTZ, G. & BISHOP, P. W. (eds.). The development of modern science. Vol. 2. Nova
Iorque, Basic Books, 1958, p. 517-32.
WEIR, J. Atlas de Anatomia Humana em Imagem. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.
4 / 4
˨ Referências

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