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ECOLOGIA BÁSICA E CONSERVACIONISMO 
Histórico 
Os primeiros passos da ecologia na história têm base em relatos gregos, a partir de Teofrasto, 
discípulo de Aristóteles, que iniciou as primeiras descrições sobre as relações dos organismos 
vivos entre si e com o ambiente. 
As bases fundamentais da ecologia moderna foram iniciadas a partir dos primeiros trabalhos 
descritos por fisiologistas sobre a estrutura de plantas e animais. 
Vamos agora fazer um passeio pela história para conhecermos um pouco mais do processo 
histórico do estudo da ecologia? 
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Introdução 
Para contar a história, fizemos o recorte de dois grandes períodos: 
• século XIX (acontecimentos de 1 a 3); 
• século XX (acontecimentos de 4 a 8) 
Acontecimento 1 
Século XIX 
No início do século XIX, Thomas Malthus (1766-1834) chamou a atenção da comunidade 
científica para o conflito entre as populações em expansão e a capacidade da Terra de fornecer 
alimento a elas. 
Malthus verificou que o crescimento populacional entre 1785 e 1790 havia dobrado em função 
do aumento da produção de alimentos, de melhores condições sanitárias e do aperfeiçoamento 
no combate às doenças causadas pela Revolução Industrial. 
 
Em 1798, ele publicou a obra "An Essay on the Principle of Population", na qual alertava que a 
população contemporânea à época crescia em escala geométrica, ao passo que a produção de 
alimentos crescia em escala aritmética, podendo causar escassez e fome. Assim, ele propunha 
que o crescimento populacional humano deveria ser controlado. 
 
Acontecimento 2 
Século XIX 
Raymond Pearl (1879-1940), Alfred James Lotka (1880-1949) e Vito Volterra (1860-1940) 
desenvolveram as bases matemáticas a serem utilizadas no estudo das populações, que 
auxiliaram na compreensão das interações entre predadores e presas, das relações competitivas 
entre as diferentes espécies e do controle populacional feito pela natureza. 
Acontecimento 3 
Século XIX 
O estudo da influência do comportamento instintivo e agressivo sobre a dinâmica das 
populações foi incentivado pelo reconhecimento da existência e a aceitação da territorialidade 
pelos pássaros em 1920. 
 
Konrad Lorenz (1903-1989) e Nikolaas Tinbergen (1907-1988) criaram os conceitos de 
comportamento instintivo e agressivo através do estudo de pássaros, ao passo que Vero Copner 
Wynne-Edwards (1906-1977) estudou o papel do comportamento social no controle das 
populações em seu livro "Animal Dispersion in Relation to Social Behavior", de 1962. 
Acontecimento 4 
Século XX 
Durante o início e meados do século XX, dois grupos botânicos – um europeu e outro americano 
– estudaram comunidades vegetais. 
 
Os cientistas europeus estudaram a composição, a estrutura e a distribuição das comunidades 
vegetais, ao passo que os americanos estudaram o desenvolvimento e a sucessão de 
determinadas comunidades vegetais. 
Acontecimento 5 
Século XX 
Em 1920, o biólogo August Thienemann (1882-1960) introduziu o conceito de níveis tróficos, no 
qual a energia dos alimentos é transferida a partir dos produtores (plantas verdes) aos diferentes 
tipos e níveis de consumidores (animais). 
Acontecimento 6 
Século XX 
Em 1927, Charles Sutherland Elton (1900-1991) publicou os conceitos de nichos ecológicos e 
pirâmides de números no livro "Animal Ecology". 
Acontecimento 7 
Século XX 
Na década de 1930, Edward Asahel Birge (1851-1950) e Chancey Juday (1871-1944) 
desenvolveram o conceito da produção primária ou proporção, na qual a energia é gerada por 
meio da fotossíntese. 
Acontecimento 8 
Século XX 
Em 1942, Raymond Laurel Lindeman (1915-1942) criou o conceito trófico-dinâmico de ecologia, 
que detalha como é distribuído o fluxo da energia por meio do ecossistema. Assim, a ecologia 
moderna passou a se concentrar no conceito de ecossistema, composto por organismos 
integrados (biótico) e que envolve todos os aspectos do ambiente (abiótico) em qualquer área 
específica. 
 
Os ecossistemas possuem inter-relações estruturadas entre solo, água, nutrientes, produtores, 
consumidores e decomponentes. Eles funcionam graças à manutenção do fluxo de energia e 
ciclagem de materiais em processos e relações energéticas, chamada cadeia alimentar. 
 
Com o passar do tempo, os ecossistemas tendem à estabilidade, passando de um estado menos 
complexo para um mais complexo, chamado de sucessão. A principal unidade funcional do 
ecossistema é sua população, que ocupa um determinado nicho funcional, associada a um 
determinado papel no fluxo de energia e ciclagem de nutrientes. 
 
Ecologia 
A palavra ecologia vem do prefixo grego oikos, que significa “casa”, e do sufixo logos, que 
significa “estudo”. Assim, a ecologia corresponde ao estudo da casa ou do ambiente e das inter-
relações dos organismos vivos no meio físico. 
A ecologia é considerada uma das ciências mais complexas e amplas, pois, ao compreender o 
funcionamento da natureza, ela estuda diferentes campos da ciência, como evolução, genética, 
citologia, anatomia e fisiologia. 
A ecologia é uma ciência voltada para a natureza, com a função de investigar as relações entre 
os seres vivos e o ambiente, abordando onde e como estes seres vivem e o que os faz viver em 
um determinado local. 
 
A ecologia possibilita compreender como certas espécies são capazes de influenciar uma 
determinada população e os impactos desta sobre o ambiente. 
Em função de seu nível de organização, a ecologia pode ser subdividida em autoecologia e 
sinecologia. 
Autoecologia: Corresponde ao estudo de uma determinada espécie, seu comportamento e os 
mecanismos adaptativos que garantem a sobrevivência dela em determinado ambiente. 
Sinecologia: Realiza-se, na sinecologia, a análise dos diferentes grupos de organismos que 
interagem entre si e também com o ambiente em que se encontram e vivem. 
Unidade 3 
Áreas de estudo da ecologia 
A ecologia é uma ciência que se preocupa em estudar biologias vegetal e animal, taxonomia, 
fisiologia, genética, comportamento animal, meteorologia, pedologia, geologia, sociologia, 
antropologia, física, química e matemática. 
Esta ciência se desenvolveu ao longo do estudo das plantas e dos animais, sendo que a ecologia 
vegetal se preocupa em estudar as relações entre as plantas e o seu ambiente. Já a ecologia 
animal foca a dinâmica, a distribuição e o comportamento das populações animais e suas inter-
relações com o ambiente. 
Tanto a ecologia vegetal quanto a animal podem ser avaliadas a partir do estudo das inter-
relações entre um animal ou vegetal e seu ambiente (autoecologia) ou pelo estudo de 
comunidades (sinecologia). 
 
Autoecologia 
A autoecologia, ou estudo clássico da ecologia, é experimental e indutiva, uma vez que está 
interessada no relacionamento de um animal ou vegetal com uma ou mais variáveis. Além disso, 
a autoecologia contribui com dois importantes conceitos. O primeiro consiste na constância da 
interação entre um animal ou vegetal e seu ambiente; o segundo, na adaptabilidade genética 
das populações animais ou vegetais às condições ambientais em que vivem. 
 
 
Sinecologia 
A sinecologia tem caráter filosófico, dedutivo e descritivo, sendo constituída por conceitos que 
estão ligados ao ciclo dos nutrientes, das reservas energéticas e da formação e do 
desenvolvimento de ecossistemas. A sinecologia pode ser subdividida de acordo com o tipo de 
ambiente, ou seja, como terrestre ou aquático. 
Ecologia terrestre 
A ecologia terrestre pode ser subdividida de acordo com o foco da análise dentro do estudo de 
florestas e desertos, abrangendo aspectos como microclimas, ciclos hidrológicos, química e 
fauna dos solos, ecogenética e produtividade. Vale destacar que os ecossistemas terrestres são 
influenciados por animais e vegetais e estão sujeitos a flutuações ambientais, enquanto os 
ecossistemas aquáticos são mais afetados pelas condições da água, de correntes e da 
composição química. 
Ecologia aquática 
A ecologia aquática, ou limnologia, propõe-sea estudar a ecologia de cursos d'água, águas 
correntes e lagos. Já a ecologia marinha foca o estudo da vida em mar aberto e estuários. 
Geografia ecológica animal e vegetal 
A geografia ecológica animal e vegetal é o estudo da distribuição geográfica das plantas e dos 
animais. 
Ecologia populacional 
A ecologia populacional se preocupa em estudar o crescimento populacional, a mortalidade, a 
natalidade, a competição e a relação predador-presa. 
Ecologia genética 
A ecologia genética tem como foco o estudo de genética, ecologia das raças e espécies. 
Ecologia comportamental 
A ecologia comportamental aborda as relações comportamentais entre os animais e o ambiente, 
e as interações que afetam a dinâmica das populações animais. 
Ecoclimatologia 
A ecoclimatologia tem como foco as interações entre o ambiente físico e os animais e vegetais. 
Ecologia dos sistemas e ecologia aplicada 
A ecologia dos sistemas analisa a estrutura e a função dos ecossistemas, utilizando a matemática 
aplicada e os seus modelos. A análise de dados e resultados incentivou o desenvolvimento da 
ecologia aplicada, que estuda a aplicação dos princípios ecológicos no manejo dos recursos 
naturais, na produção agrícola e na poluição ambiental. 
 
 
Unidade 4 
Níveis de organização na ecologia 
A ecologia tem como base níveis hierárquicos de organização que vão desde os sistemas mais 
simples até os mais complexos. Essa hierarquia de organização é definida a partir dos conceitos 
de população, comunidade, ecossistema e biosfera. 
Ecossistema 
O ecossistema corresponde ao conjunto formado pela comunidade e os fatores abióticos. 
Comunidade 
A comunidade corresponde ao conjunto de populações de uma determinada região ou área 
geográfica. 
População 
A população corresponde ao conjunto de organismos de uma mesma espécie que vivem juntos 
em uma determinada área e que apresentam maiores probabilidades de se reproduzirem entre 
si, em vez de se reproduzirem com indivíduos de outras populações. 
 uma determinada área e que apresentam maiores probabilidades de se reproduzirem entre si, 
em vez de se reproduzirem com indivíduos de outras populações. 
 
 
Importante! 
Outro fator importante na ecologia é o estudo do habitat e o papel de certa espécie em 
determinada comunidade, e de como os indivíduos de uma população específica se comportam 
em comunidade. 
Ambiente abiótico x ambiente biótico 
O ambiente onde os organismos vivem é constituído por um ambiente abiótico e um ambiente 
biótico. Veja a diferença entre esses componentes! 
O ambiente abiótico ou físico é formado por fatores estáveis (como geomorfologia, geologia, 
pedologia, topografia) que levam à formação dos mais distintos relevos e paisagens e fatores 
variáveis, como o clima e a disponibilidade de nutrientes; ou seja, é formado pelo ambiente físico 
propriamente dito e o clima, que são estudados pela geomorfologia e pela climatologia. 
 
O ambiente biótico é aquele que envolve as interações entre os organismos, em que são 
incluídos aspectos de competição, predação, herbivoria, reprodução e dispersão, também 
denominadas interações intraespecíficas e interespecíficas, que levam à formação do padrão de 
distribuição das diferentes espécies, sua abundância ou paucidade. A espécie humana, embora 
não seja a mais abundante, é a que mais interfere na manutenção dos ambientes biótico e 
abiótico. 
 
Em outras palavras, o ambiente biótico envolve as interações entre os organismos em que estão 
incluídas as ações antrópicas (alterações provocadas pelo homem no ambiente) causadas pelas 
modificações na biodiversidade animal, vegetal e mineral. 
A geomorfologia foca os fatores que compõem a formação das diferentes formas de relevo e 
paisagens em suas resistências e fragilidades. Assim, a geologia oferece as características dos 
diversos tipos de rochas; a pedologia, as características dos diversos tipos de solos; e a 
topografia, as diversas altitudes de cada paisagem. 
A climatologia estuda o que é relacionado aos diferentes tipos de micro, meso e macroclimas 
existentes no planeta Terra. 
 
Interações entre os ambientes abiótico e biótico 
Tanto os fatores bióticos quanto os abióticos afetam a distribuição e a sobrevivência dos seres 
vivos; em dado momento, favorecem uma determinada espécie e, em outro, podem 
desfavorecê-la. As interações abióticas também interferem no componente biótico, em virtude 
da alteração de fatores como geologia, topografia, disposição e estrutura dos solos e clima, 
conforme você pode observar na figura a seguir: 
 
Os componentes abióticos (geologia, topografia, solos e clima) e os componentes bióticos 
(outros organismos vivos e predadores) apresentam influência sobre a sobrevivência dos 
organismos vivos. 
Fonte: Adaptada de http://ecologia.ib.usp.br/lepac/bie426/Fundamentos.pdf 
 
Unidade 5 
Contribuição da geologia e da pedologia para os seres vivos 
Os compostos inorgânicos do solo são formados a partir do intemperismo das 
rochas (decomposição por processos físicos sem alteração das propriedades químicas) . As 
grandes variações das temperaturas proporcionam a quebra das rochas em pedaços menores, 
o que facilita a ação da água. 
As rochas também podem sofrer ação do intemperismo químico. Isso acontece quando o 
dióxido de carbono, ao ser dissolvido pelas águas da chuva, forma um meio ácido que reage com 
as rochas – como o calcário, resultando em carbonato de cálcio, ou com o feldspato de rochas 
http://ecologia.ib.usp.br/lepac/bie426/Fundamentos.pdf
ígneas, formando argila e carbonato de potássio. O carbonato de potássio, ao se acumular na 
matéria orgânica, pode ser utilizado pelas plantas. 
 
Vamos conhecer um pouco mais sobre o processo de formação de rochas e solos 
 
Rochas ígneas. 
 
As rochas ígneas são formadas a partir do resfriamento do magma derretido ou parcialmente 
derretido, com ou sem cristalização, abaixo ou próximo à superfície. O magma é produzido a 
partir do derretimento parcial de rochas existentes na crosta terrestre. 
Outros minerais também podem ser produzidos através do intemperismo físico, como ferro, 
magnésio e alumínio. 
Também contribuem para a formação dos solos o processo de erosão (desgaste, transporte e 
sedimentação do solo, substratos e rochas pela ação da água, ventos e seres vivos) e o processo 
de sedimentação (desgaste das rochas e do solo a partir de agentes externos, que levam à 
formação das rochas sedimentares). 
 
Rochas esculpidas pela ação do vento. 
 
 
 
 
Unidade 6 
Contribuição da topografia para os seres vivos 
A altitude e a forma do relevo têm papel muito importante na distribuição e na abundância dos 
organismos, uma vez que a temperatura diminui com o aumento da altitude, selecionando as 
espécies capazes de sobreviver nesse ambiente. 
 
A presença de escarpas (forma de relevo em transição entre diferentes províncias geográficas, 
que envolve uma elevação aguda superior a 49º que forma um penhasco ou encosta íngreme) 
requer, das espécies animais e vegetais, habilidades específicas para viver nesse ambiente, além 
da disponibilidade de água local. 
 
A topografia dos oceanos, mares, rios e lagos é importante para os organismos aquáticos, pois 
a luz solar vermelha pode ser absorvida por até 30 metros, ao passo que a luz verde e a luz azul 
penetram por até 140 metros, onde se encontram algas verdes. 
Nos oceanos e mares, a camada superficial da coluna de água (zona fótica) é iluminada pela luz 
solar, que pode atingir até 100 metros de profundidade e, em águas tropicais, pode chegar a até 
600 metros. 
A zona fótica é fundamental, pois lá ocorre a produção primária através da fotossíntese realizada 
pelo fitoplâncton ou por vegetais bentônicos (vivem no substrato dos fundos dos cursos de água, 
lagos, rios, mares e oceanos) em áreas nas quais a luz atinge o fundo do ecossistema aquático. 
Na zona fótica, há uma alta concentração da quantidade de vida nos oceanos e mares; tal zona 
pode ser subdividida em camadas eufótica e disfótica.Unidade 7 
Contribuição da latitude para os seres vivos 
O Sol é a principal fonte de luz e de calor para a Terra, e o comprimento dos dias e a intensidade 
luminosa diária são fatores decisivos para a sobrevivência dos seres vivos em determinados 
locais. 
A rotação da Terra em torno do seu eixo cria o dia e a noite. Já a inclinação do seu eixo, 
juntamente com a translação, faz parte do fato de o nosso planeta se voltar para o Sol ao longo 
do ano, criando as estações. 
 
Na linha do Equador, em função da rotação e da translação da Terra em seu eixo, os 
comprimentos do dia e da noite são praticamente idênticos. 
Contudo, nas altas latitudes e nos polos da Terra, isso pode levar ao surgimento de dias e de 
noites com 24 horas no verão e inverno, respectivamente. 
Nas latitudes médias, localizadas próximas aos trópicos, os dias se tornam mais longos no verão 
e mais curtos no inverno. 
 
Unidade 8 
Contribuição do clima e das condições atmosféricas para os seres vivos 
Em diferentes condições topográficas, de relevo e de latitude, são encontrados climas com 
variações anuais (estações do ano) que influenciam os ciclos abióticos e bióticos, como a 
fenologia (estudo dos fenômenos periódicos dos seres vivos e suas relações com as condições 
ambientais, tais como migração das aves, floração e frutificação) e ritmos circadianos (período 
de 24 horas no qual se baseia o ciclo biológico dos seres vivos, influenciado pela quantidade de 
luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite). 
As variações nas estações do ano são observadas, com maior facilidade, nos seguintes casos: 
 
• 1 – Nas plantas que apresentam características fonológicas (senescências, floração e 
brotamento). 
• 2 - Nos animais, que apresentam mudanças do comportamento (hibernação e 
migração). 
 
Distribuição das precipitações pluviométricas 
A distribuição do regime de chuvas é importante não apenas para a existência de determinados 
tipos taxonômicos, constituindo a formação de territórios similares e territórios antagônicos, 
mas também para a distribuição de alguns grupos de seres vivos que necessitam de grande 
quantidade de água para sobreviver. 
A distribuição das precipitações pluviométricas é um condicionante climático em que as 
atividades pluviométricas são determinadas através do ambiente climático. 
Vamos então conhecer melhor a distribuição das precipitações de acordo com o ambiente? 
 
•Na zona equatorial, as precipitações pluviométricas podem ser abundantes e apresentar 
quantidades moderadas, médias e altas. 
 
•As zonas subtropicais e áreas circunvizinhas aos polos são relativamente secas. 
 
•As zonas litorâneas ocidentais nos subtrópicos tendem a ser secas; já as litorâneas orientais, 
úmidas. 
 
•Nas altas latitudes, as costas ocidentais são mais úmidas que as orientais. 
 
•Nas vertentes a barlavento (lado em que sopra o vento) das montanhas, as atividades 
pluviométricas são abundantes, mas nos lados do solavento (lado oposto de onde sopra o 
vento) são esparsas. 
 
•As áreas próximas dos grandes corpos hídricos recebem mais precipitação que o interior dos 
continentes, que se localizam distantes das fontes oceânicas e do suprimento de umidade. 
 
Unidade 9 
Contribuição das catástrofes para os seres vivos 
Existem diversos fenômenos naturais gerados pela movimentação da terra, do ar ou da água e 
que são capazes de interferir na estrutura essencial para a vida. Eles são chamados de desastres 
naturais, como incêndios, deslizamentos, erupções vulcânicas, terremotos e furacões, e são 
capazes de modificar os ambientes biótico e abiótico, alterando a capacidade de adaptação das 
espécies animais e vegetais em determinados locais. 
Os desastres naturais são classificados em tempestades, terremotos, maremotos, furações, 
ciclones e tufões, secas, erupções vulcânicas e inundações. 
 
Confira, a seguir, a definição de cada um desses fenômenos. 
 
Tempestades são constituídas por chuvas intensas de granizo, neve, areia ou raios e podem ser 
destrutivas conforme a quantidade precipitada e a força, podendo levar a deslizamento de 
terras e de gelo e a quedas de árvores. 
Terremotos são chamados de abalos sísmicos e representam fenômenos de vibração brusca e 
passageira da superfície da Terra. São provocados pela movimentação das placas tectônicas, 
pela atividade vulcânica e pelos deslocamentos de gases no interior da Terra. 
Maremotos são os terremotos que acontecem no interior dos mares, provocando grandes 
deslocamentos de água 
Furacões, ciclones e tufões são fenômenos causados pelo deslocamento abrupto de grandes 
massas de ar, que, dependendo da força, podem destruir um ecossistema. 
Erupções vulcânicas levam à expulsão de lava pelos vulcões e têm a capacidade de destruir as 
comunidades, a flora e a fauna. 
Inundações e enchentes são fenômenos da natureza que podem ser intensificados pela ação 
humana. São causadas pelo aumento de quantidade das chuvas e provocam desabamentos que 
podem alterar determinado ecossistema. 
 
A seca intensa das últimas décadas é uma consequência do aquecimento global, gerando a 
expansão do processo de desertificação de diversas áreas. 
Tempestades são constituídas por chuvas intensas de granizo, neve, areia ou raios e podem ser 
destrutivas conforme a quantidade precipitada e a força, podendo levar a deslizamento de 
terras e de gelo e a quedas de árvores. 
 
O Brasil, por sua localização e pela distância que se encontra das divisões das placas tectônicas, 
não é alvo de muitas ocorrências naturais, porém sua topografia faz com que sejam comuns 
problemas causados por situações extremas de chuvas e de secas. 
 
Unidade 10 
Contribuição da ação antrópica para os seres vivos e o ambiente 
Os fatores antrópicos são decorrentes da ação do homem sobre o ambiente, podendo ser 
causados por construções de cidades, barragens e diques; assoreamento de corpos d’água; 
mudança do curso de rios; exploração do subsolo; e alteração dos componentes do solo, da água 
e da atmosfera. 
 
Barragem hidrelétrica, um dos fatores atrópicos. 
Ao formar novos ambientes urbanos, o homem modifica a biodiversidade local; a cobertura 
vegetal natural; a composição química do solo e subsolo; os cursos e a composição da água; 
além de promover a introdução de espécies exóticas. 
 
Os fatores antrópicos são decorrentes da ação do homem sobre o ambiente, podendo ser 
causados por construções de cidades, barragens e diques; assoreamento de corpos d’água; 
mudança do curso de rios; exploração do subsolo; e alteração dos componentes do solo, da água 
e da atmosfera. 
 
Ao formar novos ambientes urbanos, o homem modifica a biodiversidade local; a cobertura 
vegetal natural; a composição química do solo e subsolo; os cursos e a composição da água; 
além de promover a introdução de espécies exóticas. 
 
Importante! 
O homem, ao realizar esses feitos por onde passa, deixa marcas conhecidas como pegadas 
ecológicas, modificações na natureza ou impactos ambientais. 
 
Conforme o tamanho do aglomerado urbano, os efeitos podem ser individuais (microescala) ou 
regionais (macroescala). Em ambientes urbanos com menos de 20 mil habitantes, os efeitos 
ambientais são locais. Naqueles com milhões de habitantes, são regionais. 
 
Contudo existem casos de ações individuais com capacidade de causar danos regionais, como 
a poluição marinha derivada do derramamento de óleo no mar em função do vazamento de 
petróleo de navios ou plataformas e do lançamento no mar de água utilizada na lavagem de 
tanques (reservatórios) de petróleo dos navios petroleiros. 
 
O petróleo pode atingir diretamente as aves e os animais marinhos, causando a morte dessas 
espécies, e pode ficar na superfície da água marinha, impossibilitando a penetração dos raios 
solares e a fotossíntese por várias espécies de algas. Quando atinge os mangues, o petróleo polui 
e contamina o ambiente, provocando a morte de várias espécies vegetais e animais. 
Vazamento de petróleo, exemplo de fator atrópico. 
 
Contudo existem casos de açõesindividuais com capacidade de causar danos regionais, como 
a poluição marinha derivada do derramamento de óleo no mar em função do vazamento de 
petróleo de navios ou plataformas e do lançamento no mar de água utilizada na lavagem de 
tanques (reservatórios) de petróleo dos navios petroleiros. 
O petróleo pode atingir diretamente as aves e os animais marinhos, causando a morte dessas 
espécies, e pode ficar na superfície da água marinha, impossibilitando a penetração dos raios 
solares e a fotossíntese por várias espécies de algas. Quando atinge os mangues, o petróleo polui 
e contamina o ambiente, provocando a morte de várias espécies vegetais e animais. 
 
Unidade 11 
Sequência de organização dos seres vivos 
A organização dos seres vivos se dá em sequência: organismo, população, comunidade, 
ecossistema e bioma. 
Vamos conferir a definição de cada um deles 
 
 
 
 
 
O Brasil apresenta seis tipos de biomas: 
• 1 - A Amazônia ocupa cerca de 50% do país (região Noroeste). 
• 2 - O cerrado representa 24% do país (região Centro-Oeste). 
• 3 - A Mata Atlântica abrange 13% do país (regiões Sul e Sudeste). 
• 4 - A caatinga representa 10% do país (região Nordeste). 
• 5 - Os pampas ocupam 2% do país (região Sul). 
• 6 - O Pantanal possui a extensão de 2% do país (região Centro-Oeste). 
Curiosidade 
 
O bioma Amazônia ocupa 50% do território nacional brasileiro, estendendo-se através dos 
estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Maranhão, Tocantins, Mato 
Grosso. Engloba também outros países, como Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e 
Bolívia. A Floresta Amazônica abriga a maior biodiversidade do mundo, sendo encontradas 
milhares de espécies animais, vegetais e microrganismos. Além disso, a região dispõe de muitos 
rios, que formam a maior reserva de água doce de superfície do mundo. 
 
Listamos aqui alguns conceitos fundamentais para o entendimento da ecologia. 
 
Biodiversidade ou diversidade biológica 
Conjunto de espécies de seres vivos (animais e vegetais) que compõem a vida na Terra ou que 
estão presentes em determinada região, compondo a diversidade genética e a variedade dos 
ecossistemas em determinada área ou bioma do planeta. 
Biosfera 
Toda vida animal ou vegetal. Inclui a vida na superfície da Terra, em rios, lagos, mares, oceanos 
e parte da atmosfera. 
Biótopo 
Área física na qual determinada comunidade vive. 
Ciclo biogeoquímico 
Processo que envolve a energia e a matéria, que se movimentam pelo ambiente de forma cíclica, 
fazendo a ciclagem dos nutrientes essenciais à manutenção da vida. 
Comunidade ou biocenese 
Conjunto de populações de diversas espécies animais e/ou vegetais que habitam uma mesma 
região em um determinado período. 
Consumidores 
Seres vivos que se alimentam dos seres vivos produtores (consumidores primários) ou de outros 
consumidores (consumidores secundários ou terciários). Aqui estão inclusos os detritívoros ou 
seres vivos que se alimentam de restos orgânicos. 
Decompositores 
Seres vivos que reciclam a matéria orgânica, decompondo-a e degradando-a até a formação da 
matéria inorgânica, que é reaproveitada pelos produtores, continuando o ciclo. 
Ecossistema ou sistema ecológico 
Conjunto formado pelo ambiente físico e pela comunidade que se relaciona com ele. 
Ecótono 
Região de transição entre duas comunidades ou dois ecossistemas. Na área de transição ou 
ecótono, encontra-se um grande número de espécies animais e vegetais e, portanto, um grande 
número de nichos ecológicos. 
Equilíbrio ecológico 
Interações entre os seres vivos; é mantido através da cadeia alimentar. 
Espécie 
Conjunto de seres vivos semelhantes estrutural, funcional e bioquimicamente, que se 
reproduzem de forma natural e originam descendentes férteis. 
Habitat 
Lugar específico em que uma espécie animal ou vegetal pode ser encontrada dentro do 
ecossistema. 
Nicho ecológico 
Papel que o organismo animal ou vegetal desempenha no ecossistema. 
População 
Conjunto de seres vivos de uma mesma espécie que vivem em uma mesma área, em um 
determinado período. 
Produtores 
Todos os seres vivos autotróficos clorofilados; estão presentes em todas as cadeias alimentares. 
Os produtores transformam a energia luminosa em energia química, o único processo de 
entrada de energia em um ecossistema. 
Relações ecológicas 
Interações que ocorrem entre os seres vivos dentro dos ecossistemas; podem ser entre 
indivíduos da mesma espécie (intraespecífica) ou de espécies diferentes (interespecíficas). As 
relações ecológicas podem ser benéficas (positivas) ou prejudiciais (negativas). 
Teias alimentares 
Várias cadeias alimentares que se relacionam, representando o que ocorre na natureza. 
 
Informações Extras 
Acredita-se que, na Amazônia, haja 30 milhões de espécies animais. Os macacos estão entre os 
animais mais abundantes da região. 
 
As grandes árvores amazônicas abrigam coatás, cuxiús, barrigudos e outros primatas, além de 
mamíferos, como onças, tamanduás, peixes-bois e botos, que habitam outros nichos. A maior 
densidade de répteis está neste bioma, com lagartos, jacarés, tartarugas, serpentes, além de 
anfíbios, como rãs, sapos e pererecas. Mais de mil espécies de aves foram descobertas, incluindo 
araras, papagaios, periquitos e tucanos. 
 
Rios, lagos e igarapés abrigam 17 de cada 20 espécies de peixes de toda a América do Sul. 
Contudo a maior parte das espécies de animais amazônicos é formada por insetos, como 
besouros, mariposas, formigas e vespas. 
 
O desmatamento para exploração da madeira ou para a criação de gado e a ocorrência de 
queimadas são as principais ameaças à Amazônia, pois podem levar à extinção de várias espécies 
animais e vegetais. 
 
Cadeia alimentar: conceito e componentes 
A cadeia alimentar pode ser compreendida como as relações alimentares entre os seres vivos 
que constituem uma biota, na qual se realiza o fluxo contínuo de energia e matéria entre eles. 
Essa cadeia tem seu início com os produtores e termina com os decompositores, que promovem 
a absorção final de nutrientes e energia entre os seres vivos. 
 
No que diz respeito aos seres vivos que compõem a cadeia alimentar, eles são classificados em 
produtores, consumidores e decompositores, os quais se encontram em nível trófico distinto. 
Componentes 
Os produtores são os seres vivos capazes de produzir ou fabricar o seu próprio alimento a partir 
da realização da fotossíntese e, por isso, são chamados de seres vivos autótrofos. Estes 
representam o primeiro nível trófico da cadeia alimentar e não têm a necessidade de se 
alimentar de outros organismos, por exemplo, as plantas e o fitoplâncton. 
Os consumidores são os seres heterótrofos, ou seja, não produzem o seu próprio alimento e, 
por isso, necessitam de outros seres para obter a energia necessária para sobreviver. Os 
consumidores são classificados em: 
• primários (herbívoros que se alimentam dos seres produtores); 
• secundários (carnívoros que se alimentam dos consumidores primários); 
• terciários (carnívoros de grande porte e outros predadores que se alimentam dos 
consumidores secundários). 
Também neste nível trófico estão os detritívoros ou animais que se alimentam de restos 
orgânicos. 
Os decompositores são seres vivos que se alimentam da matéria orgânica em decomposição 
(obtendo nutrientes e energia), transformando-a em matéria inorgânica a ser utilizada pelos 
produtores. A partir disso, ocorre o recomeço do ciclo de energia e matéria orgânica na cadeia 
alimentar. 
Importante! 
• O nível trófico representa a ordem em que a energia flui em uma determinada cadeia 
alimentar. 
• As pirâmides ecológicas representam as interações tróficas entre as diferentes espécies 
em uma comunidade localizada em um determinado ambiente. 
Cadeia alimentar: classificações 
As cadeias alimentares podem ser terrestres ou aquáticas. 
 
Cadeia alimentar terrestre 
A cadeia alimentar terrestre pode ser demostrada pela figura a seguir, em que as plantas 
correspondem aos produtores, que são consumidos pelos consumidoresprimários (insetos), 
que, por sua vez, são consumidos pelos consumidores secundários (anfíbios). Em seguida, estes 
são consumidos pelos consumidores terciários (répteis). Finalmente estes, pelos consumidores 
finais (aves de rapina). 
Depois de mortos, os restos orgânicos de todos estes seres serão utilizados como fonte de 
energia e para os organismos decompositores que, depois de realizarem o processo de 
mineralização (transformação de substâncias orgânicas em inorgânicas), levam ao início de um 
novo ciclo, no qual as substâncias inorgânicas serão utilizadas pelos consumidores primários 
(plantas). 
 
Na cadeia alimentar terrestre, o Sol fornece energia para que os produtores realizem 
fotossíntese. Depois, os produtores são consumidos pelos consumidores primários. Estes são 
consumidos pelos consumidores secundários e depois pelos consumidores terciários e 
consumidores finais. O processo termina com a ação dos organismos decompositores. 
Relevo com escarpas. 
Cadeia alimentar aquática 
A cadeia alimentar aquática, representada na figura a seguir, demonstra que os produtores 
(fitoplâncton) são consumidos pelos consumidores primários (zooplâncton) que, por sua vez, 
são ingeridos pelos consumidores secundários (peixes de pequeno porte). Estes são 
consumidores pelos consumidores terciários (peixes de médio porte), que finalmente serão 
ingeridos pelos consumidores quaternários (superordem Selachimorpha). Todos estes, ao 
morrerem, serão fonte de energia e matéria para os organismos decompositores presentes no 
fundo do mar. Depois de realizarem o processo de mineralização (transformação de substâncias 
orgânicas em inorgânicas), tem início um novo ciclo. 
 
Resultados preliminares de um estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da 
Amazônia (INPA) apontaram que as mudanças climáticas estão afetando a cadeia alimentar 
aquática na Amazônia. A análise comprovou que o aumento da temperatura está influenciando 
negativamente os insetos fragmentadores, resultando na diminuição da produção de matéria 
orgânica, que é o alimento para determinados organismos (como outros insetos e peixes). Os 
fragmentadores são animais que se alimentam de folhas, gravetos ou troncos e, assim, cortam 
esses materiais em pedaços bem pequenos. Estes fragmentos podem ser usados como alimento 
por outros animais que não conseguem se alimentar diretamente das folhas. 
 
Teias alimentares 
 
Na natureza, alguns seres vivos podem ocupar vários papéis em diversas cadeias alimentares, 
uma vez que diferentes espécies animais podem buscar um cardápio variado, alimentando-se 
de diferentes consumidores na cadeia, ou servindo de alimento para outros consumidores na 
mesma ou em outra cadeia alimentar. Isso leva a um cruzamento de cadeias alimentares 
chamado teia alimentar. 
Na teia alimentar, uma mesma espécie animal pode ocupar diferentes papéis, dependendo de 
qual cadeia está envolvida. A teia representa o que ocorre na natureza, pois demonstra as 
diversas relações que existem entre os seres vivos. 
 
 
Importante! 
Em uma cadeia alimentar, o fluxo das setas é unidirecional, ao passo que, na teia alimentar, 
existem várias setas pelo maior número de interações alimentares e fluxo de energia entre os 
organismos envolvidos. 
 
Veja a figura a seguir. Nela é possível observar um exemplo de teia alimentar em que os vegetais 
são os produtores e são consumidos tanto por herbívoros quanto por insetos. Os insetos podem 
ser consumidos pelos roedores e aves, e estes são consumidos por raposas e aves predadoras. 
Os lobos podem tanto consumir os herbívoros quanto as raposas. 
 
Na teia alimentar terrestre, os produtores podem ser consumidos por diferentes espécies 
animais, ocorrendo o mesmo com os consumidores primários, secundários e terciários. O 
processo termina com o envolvimento dos predadores do topo da cadeia alimentar. 
Fonte: Adaptada de https://www.todamateria.com.br/cadeia-alimentar/ 
 
Um exemplo de teia alimentar mais complexa é representado nesta outra figura, a seguir, em 
que ocorre o fluxo de energia e matéria envolvendo seres vivos aquáticos e terrestres. 
Os produtores são representados pelo plâncton vegetal, consumido por plâncton animal, 
moluscos de água doce e camarões de água doce. O plâncton animal é ingerido por larvas de 
insetos; as plantas aquáticas, por castores e pássaros; e os moluscos de água doce, por pássaros 
e peixes. Os besouros são consumidos por rãs e peixes, e os peixes menores são consumidos por 
peixes maiores, e estes, por ursos e lontras. 
https://www.todamateria.com.br/cadeia-alimentar/
 
Nesta teia alimentar, o plâncton vegetal e as plantas aquáticas atuam como produtores, que são 
consumidos por diferentes consumidores primários, e assim sucessivamente, de modo que o 
ciclo alimentar termina com a participação dos predadores do topo. 
Fonte: Adaptada de https://www.todamateria.com.br/cadeia-alimentar/ 
Na prática 
No início dos anos 1950, com o intuito de promover o controle da densidade de 
mosquitos próximo a um lago dos EUA, foi utilizado um inseticida pertencente a um grupo de 
substâncias que se manteve no ambiente por muito tempo, em decomposição lenta. Após cinco 
anos, apareceram mergulhões mortos no lago devido à intoxicação causada pelo inseticida que 
entrou na cadeia alimentar, primeiramente, por meio da absorção por algas microscópicas 
presentes no lago que, posteriormente, foram ingeridas por peixes pequenos que serviram de 
alimento para os maiores que, por sua vez, foram consumidos pelos mergulhões. 
 
https://www.todamateria.com.br/cadeia-alimentar/
A ecologia é uma ciência voltada para a natureza que investiga as relações entre os seres vivos 
e o ambiente onde eles vivem. 
 
Em função de seu nível de organização, pode ser subdividida em autoecologia e a 
sinecologia. A autoecologia corresponde ao estudo de uma determinada espécie, seu 
comportamento e os mecanismos adaptativos que garantem a sobrevivência dessa espécie em 
determinado ambiente. A sinecologia estuda os diferentes grupos de organismos que 
interagem entre si e também com o ambiente em que se encontram e vivem. 
 
O ambiente onde os organismos vivem é constituído por um ambiente abiótico e um ambiente 
biótico. O abiótico é formado por fatores estáveis que o envolvem e por fatores variáveis, 
como o clima e a disponibilidade de nutrientes. O ambiente biótico envolve as interações entre 
os organismos vivos. 
 
A cadeia alimentar representa as relações alimentares entre os seres vivos que constituem 
uma biota, na qual se realiza o fluxo contínuo de energia e matéria entre os seres vivos. Essa 
cadeia sempre se inicia com os seres vivos produtores e termina com os seres vivos 
decompositores, que promovem a absorção final de nutrientes e energia entre os seres vivos, 
ou seja, os componentes da cadeia alimentar são os produtores, consumidores e 
decompositores, estando cada um deles em um nível trófico distinto. 
Os produtores são os seres vivos que fabricam o seu próprio alimento através da fotossíntese 
(seres autótrofos) e não têm a necessidade de se alimentar de outros organismos, como as 
plantas e o fitoplâncton. 
Os consumidores são os seres heterótrofos (não produzem o próprio alimento) que necessitam 
de outros seres para obter a energia necessária para sobreviver e são classificados em 
consumidores primários, secundários ou terciários. 
Os decompositores são seres vivos que se alimentam da matéria orgânica em decomposição, 
obtendo nutrientes e energia, transformando-a em matéria inorgânica a ser utilizada pelos 
produtores. 
 
Na teia alimentar, uma mesma espécie animal pode ocupar diferentes papéis, dependendo de 
qual cadeia está envolvida.

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