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PERÍCIA CONTÁBIL
UNIDADE 1 TÓPICO 1 - PROVA PERICIAL
- Litigantes: Indivíduo que é parte do processo judicial, seja autor ou réu.
- Ônus da prova: É de quem acusa, assim, tem que comprovar o que foi dito.
- Carta precatória: Instrumento para requisitar a outro juiz o cumprimento de algum ato necessário ao andamento do processo.
- Perito do juízo: Contador para exercício da perícia contábil;
- Perito arbitral: Contador em arbitragem para exercício da perícia contábil;
- Perito oficial: Contador na função por lei e pertencente a órgão especial do Estado;
- Diligência pericial: Todos os meios, lícitos, necessários, para obtenção de provas que possam estar fora dos autos.
PROVA PERICIAL
Com base no Código de Processo Penal (CPP) e Código de Processo Civil (CPC), a função é fornecer ao juiz elementos de convicção sobre fatos que dependem de conhecimento técnico ou científico. 
MODALIDADES DA PROVA PERICIAL
- Exame: Inspeção de pessoas, animais, coisas ou bens móveis, objetivo de extrair informações. 
- Vistoria: Análise da situação de coisa ou bem imóvel, objetivo de verificar se há dano ou avaria. 
- Avaliação: Verificação de valor a coisa, bem ou obrigação. Exemplo: avaliação de bens feita em inventário.
Classificadas também quanto processo:
- Perícia Judicial: Realizada dentro dos procedimentos do Poder Judiciário, por solicitação das partes e determinação do juiz. 
- Perícia Extrajudicial: Realizada fora do Poder Judiciário, por vontade das partes, quando não há necessidade de decisão judicial. 
- Perícia Arbitral: Aplicação na produção de provas. Meio privado de solução através da intervenção de pessoas que recebem seus poderes de uma convenção privada.
TÓPICO 2 - PERÍCIA CONTÁBIL
Verifica fatos ao patrimônio individual, realiza exames, vistorias, indagações. Traz a solução de litígio com laudo ou parecer pericial contábil.
OBJETO E OBJETIVO DA PERÍCIA CONTÁBIL
- OBJETO: Fatos patrimoniais são verificados, pela técnica do perito contador, considerando limites:
Limitação da matéria: Traçado pelo objeto sob julgamento ou pelo julgador dos pontos controvertidos quando decisão judicial ou audiência;
Pronunciamento adstrito à questão ou questões propostas: O perito contador deve manifestar-se somente ao quesito levantado no processo;
Meticuloso e eficiente exame do campo prefixado: Adotar procedimentos de exame das questões patrimoniais prefixadas no litígio;
Escrupulosa referência à matéria periciada: Identificar as fontes informativas, sendo fiel nas referências do objeto do trabalho pericial;
Imparcialidade absoluta de pronunciamento: O laudo deverá ter uma posição imparcial.
- OBJETIVO: Fundamentar as informações, verificando sua veracidade, tornando instrumentos de prova e subsidiar a emissão de laudo pericial contábil ou parecer técnico-contábil. 
PROCEDIMENTOS PERICIAIS
Fundamenta conclusões no laudo pericial contábil, a natureza e complexidade da matéria, determinação de valores ou solução de controvérsia:
- Exame e Vistoria;
- Indagação: Informações na entrevista com conhecedores do objeto da perícia;
- Investigação: Laudo pericial contábil ou parecer técnico-contábil o que está oculto por quaisquer circunstâncias;
- Arbitramento: Valores ou solução de controvérsia por critério técnico-científico;
- Mensuração: Qualificação e quantificação física de bens, direitos e obrigações;
- Certificação: Atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo perito-contador, conferindo o caráter do profissional;
 -Avaliação;
- Testabilidade: Verifica os elementos comprobatórios juntados aos autos e confronto as premissas estabelecidas. 
APLICAÇÕES DA PERÍCIA CONTÁBIL
Inspeção judicial; Direito autoral; Prestação de contas; Parecer técnico e laudo pericial na liquidação por arbitramento; Dissolução de sociedades.
TÓPICO 3 – PERÍCIA JUDICIAL
Deverá ter capacidade o contador de: Adaptabilidade, Responsabilidade, Criatividade, Conhecimento da área, Capacidade de decisão, Experiência, Conhecimento do que seja relevante, Metodologia, Percepção, Aparência pessoal, Autoconfiança, Bom humor.
RECUSA, IMPEDIMENTOS E SUSPEIÇÃO
- Recusa: Estado de saúde, indisponibilidade de tempo, falta de recursos humanos ou materiais; desconhecimento da matéria ou formação.
- Impedimento e suspeição: Quando existe relação profissional com as partes, amigo/inimigo dos litigantes, interesse direto ou indireto na causa, parentesco ou credor ou devedor do perito ou do seu cônjuge. O perito-assistente técnico não está sujeito ao impedimento ou suspeição.
PERITO ASSISTENTE
É de livre contratação das partes e estas responsáveis por seus honorários, são de confiança da parte que os contratou.
UNIDADE 2 TÓPICO 2 - ATOS PREPARATÓRIOS
Tudo aquilo que precede e decorre da nomeação do perito pelo magistrado. São nomeação e indicação, motivos e decorrências, fundamentos e situações decorrentes do perito e assistentes. Depois da intimação, o perito pode acessar o processo no sistema eletrônico ou pedir ao próprio juiz os autos do cartório ou secretaria para inteirar-se do conteúdo, e deve decidir se aceita ou se escusa da função para a qual foi nomeado.
Rotinas do processo durante a produção da prova pericial
- Nomeia perito e determina diligências: Nomeação de ofício e requerida; indicação simultânea e de assistente; intimação; escusa/declinatória;
- Recebe e elabora intimação ao perito e às partes: Secretaria recebe e elabora intimação ao perito e às partes;
- Recebe e inclui nos autos o orçamento elaborado e protocolado pelo perito e manifestações das partes: Secretaria;
- Analisa, decide e determina diligências: Juiz;
- Dá cumprimento à decisão do juiz: Secretaria faz encaminhamento da decisão ao perito e decisão às partes;
- Recebe e inclui nos autos as provas periciais: Secretaria inclui laudo de autoria do perito; pareceres de autoria dos assistentes técnicos;
- Agenda audiência de conciliação e julgamento e determina diligências: Juiz;
- Prepara intimações: Secretaria dá conhecimento ao perito, às partes e aos assistentes técnicos do agendamento da audiência; recebe das partes quesitos de esclarecimentos. Secretaria prepara intimações: intima perito e assistentes técnicos dos quesitos de esclarecimentos; 
- Preside audiência de instrução e julgamento onde é gerado o Termo de Audiência: Juiz;
Os atos de execução compõem:
- Obtenção de provas dos fatos: Diligências e fundamentos para a obtenção de provas dos fatos; Laudo, parecer e termo de audiência, e os caminhos para a produção da prova pericial.
- Produção da prova pericial: Fundamentos na produção da prova pericial em forma de laudo, de parecer e de termo de audiência.
PLANEJAMENTO DA PERÍCIA CONTÁBIL
O perito estabelece as diretrizes e a metodologia a serem aplicadas:
- Pedido de perícia; - Nomeação do perito judicial; - Apresentação dos quesitos pelas partes e indicação de assistente pericial;
- Aceitação da nomeação e da proposição de honorários; - Intimação das partes para pronunciamento da proposta de honorários do perito;
- Intimação do perito judicial; - Fixação do prazo para depósito dos honorários; - Concessão de prazo para início da perícia; 
 - Perícia propriamente dita; - Elaboração e entrega do laudo; - Solicitação do levantamento de honorários;
- Intimação das partes; - Intimação do perito; - Fim do trabalho pericial.
PLANEJAMENTO X PLANO DE TRABALHO
Planejamento é um processo de tomada de decisões. Plano de trabalho é a formalização das diferentes etapas ou momentos do planejamento.
Desenvolvimento do planejamento
O plano de trabalho deve evidenciar todas as etapas à execução da perícia,
como: diligências, deslocamentos, trabalho de terceiros, pesquisas, cálculos, planilhas, respostas aos quesitos, reuniões com os assistentes técnicos, prazo para apresentação do laudo pericial contábil ou oferecimento do parecer pericial contábil.
Honorários
O perito contábil deve considerar os seguintes fatores na proposta dos honorários:
- Relevância: Importância da perícia no contexto social e para tirar as dúvidas de caráter técnico-contábil;
- Vulto: Valor da causa no objeto da perícia, à dimensão determinada pelo volume de trabalho e à abrangência pelas áreas de conhecimento.
- Risco: Possibilidade do não recebimento integral dos honorários periciais e antecipação das despesas necessárias à execução do trabalho. 
- Complexidade: Dificuldade técnica para a realização do trabalho pericial devido ao grau de especialização exigido.
- Horas estimadas: Para a realização da perícia judicial;
- Pessoal técnico: Auxiliares que integram a equipe de trabalho do perito do juízo.
- Prazo: Determinado nas perícias judiciais ou nas extrajudiciais deve ser considerado nas propostas de honorários. 
- Forma de reajuste: Considera o parcelamento dos honorários.
- Laudos interprofissionais: Peças técnicas executadas por perito qualificado;
Levantamento dos honorários
O juiz pode autorizar o pagamento de até 50% dos honorários arbitrados ao perito no início dos trabalhos, e o restante ser pago ao final, depois de entregue o laudo e prestados todos os esclarecimentos necessários.
Responsabilidade de pagamento dos honorários periciais
São custos processuais, cabe às partes prover tais despesas, antecipando-lhe o valor, que ficará consignado em juízo. Cada parte adiantará a remuneração do perito-assistente técnico que houver indicado. A do perito do juízo será adiantada pela parte que tiver requerido a perícia ou rateada quando a perícia for determinada de ofício ou requerida por ambas as partes.
- Honorários pagos no final do processo: O perito nomeado pelo juiz realiza a perícia as suas próprias custas e recebe os honorários no final. 
- Parcelamento de honorários periciais: Quando a parte que deve arcar com o ônus da perícia judicial não tem condições de efetuar o depósito. Sendo a primeira pago como honorários prévios, segunda na entrega do laudo pericial contábil e a terceira após trinta dias da entrega do laudo.
- Honorários periciais provisórios: Se o perito do juízo constar que o trabalho é complexo e difícil a estimativa dos honorários, será feito honorários prévios provisórios. Ao concluir, pedirá ao juiz o arbitramento dos honorários definitivos, requerendo, o depósito complementar.
- Tributação dos honorários do perito: Tributado pelo Imposto de Renda, devendo ser retido o IRRF, por ocasião do depósito judicial. O perito, pode deduzir as despesas pertinentes à perícia realizada (as despesas de viagem), desde que comprovadas.
- Execução de honorários periciais: Se não quitados podem ser executados, judicialmente, pelo perito.
DILIGÊNCIAS
Providências tomadas pelo perito, para dar condições ao laudo pericial contábil. Se materializa por meio da elaboração de termo de diligência, para aceitação e assinatura do representado legal da parte diligenciada.
TÓPICO 2 – QUESITOS ORDINÁRIOS
Quesitos básicos, formulados pelo magistrado ou pelas partes, antes do início das diligências, que serão respondidas pelo perito do juízo. A data limite é 15 dias após a nomeação do perito. Tem o objetivo de esclarecer os fatos em discussão. 
QUESITOS DA PERÍCIA CONTÁBIL
Primeiramente, são transcritos e respondidos, os quesitos oficiais, na sequência, os das partes. Não sendo aceito respostas como sim ou não.
Quesitos impertinentes
Aspectos não relacionados à demanda judicial, fogem do objeto da perícia contábil, e cabe ao perito do juízo denunciá-las.
 Quesitos suplementares
Acarreta trabalho adicional, não previstos no pedido inicial e pode ter acréscimo no valor do honorário. O perito pode tomar ciência desses quesitos antes da audiência, respondê-los no próprio laudo ou em laudo complementar na própria audiência. Após a conclusão da perícia, não podem mais ser feitos quesitos suplementares, apenas pedido de esclarecimentos.
Quesitos para esclarecimento
O perito protocolará o laudo em juízo, pelo menos 20 dias antes da audiência de instrução e julgamento. As partes podem se manifestar sobre o laudo do perito do juízo no prazo de 15 dias. Nesse prazo deve esclarecer caso exista dúvida de quaisquer partes, do juiz ou do órgão do Ministério Público; divergente do apresentado no parecer do assistente técnico da parte.
TÓPICO 3 - LAUDO PERICIAL CONTÁBIL
Contém as opiniões do perito do juízo sobre as questões formuladas. Deve conter: A exposição do objeto da perícia; Análise técnica ou científica realizada pelo perito; Indicação do método utilizado; E resposta aos quesitos apresentado pelo juiz, pelas partes e órgão do Ministério Público.
Qualidades de um laudo: Objetividade, Rigor tecnológico, Concisão, Argumentação, Exatidão, Clareza. Deve constar:
- Forma circunstanciada: Definir de forma clara a finalidade da perícia;
- Resumo dos autos: Relato sucinto, que resulte em leitura compreensiva dos fatos relatados sobre as questões básicas;
- Diligência: lato sensu (todos os atos adotados pelo perito) e stricto sensu (trabalho de campo na busca de elementos que não estão nos autos);
- Critério: Distinguir como proceder em torno dos fatos alegados;
- Método: Procedimento de análise que instruíram a demanda;
- Conclusão: Exposição sintética, indicando o suporte técnico-científico que justifica as conclusões;
- Apêndices: Documentos e Anexos, com o intuito de complementar a argumentação ou elementos de prova.
- Esclarecimentos: Informações prestadas pelo perito aos pedidos de esclarecimentos sobre trabalho pericial.
PARECER PERICIAL CONTÁBIL
Peça escrita na qual o contador, expressa os estudos, observações e as diligências que realizou e as conclusões nos trabalhos realizados. Sempre que o parecer técnico-contábil for contrário às posições do laudo pericial contábil, o perito-assistente técnico deve fundamentar suas manifestações. Pode ser apresentado por uma das partes já na abertura do processo, antes mesmo que seja designado um perito do juízo, ou na contestação. Se o juiz considerar suficiente poderá dispensar a nomeação de um perito do juízo. 
- Esfera judicial: Serve para subsidiar o juiz e as partes, e analisar de forma técnica e científica o laudo pericial contábil;
- Esfera extrajudicial: Serve para subsidiar as partes nas suas tomadas de decisões.
- Esfera arbitral: Subsidiará o árbitro e as partes nas suas tomadas de decisão. 
UNIDADE 3 TÓPICO 1 – ARBITRAGEM
Método extrajudicial de resolução de conflito, um árbitro decide um litígio. Utilizado quando as partes não querem levar ao Poder Judiciário.
PRINCÍPIOS DA ARBITRAGEM
- Princípio da autonomia privada: Poder de autodeterminação de seus interesses;
- Princípio da boa-fé: Veda o abuso de direito, o comportamento contraditório;
- Princípio da autonomia da cláusula da convenção de arbitragem em relação ao contrato: A nulidade do contrato não implica a nulidade da cláusula arbitral.
- Princípio da autonomia da vontade: É voluntária e a sua utilização depende de manifestação de vontade das partes;
- Princípio Competência-Competência: Cabe ao árbitro decidir se possui competência para julgar o conflito, inclusive sobre a existência;
- Princípio do contraditório: Não há processo justo sem que se assegure à parte o direito ao contraditório;
- Princípio da igualdade das partes: Dispensar tratamento isonômico às partes durante todo o procedimento arbitral;
- Princípio da imparcialidade do árbitro: Atuar com imparcialidade durante todo o procedimento;
- Princípio do livre convencimento motivado: O julgamento deve ser feito com o seu livre convencimento a respeito das provas e das circunstâncias
do procedimento arbitral.
- Princípio da não revisão do mérito da sentença arbitral: Não cabe ao Poder Judiciário rever o mérito da sentença arbitral. A anulação da sentença relaciona-se aos casos de erros no procedimento e não à justiça material da decisão arbitral.
LIMITE GERAL IMPOSTO À POSSIBILIDADE DE SOLUÇÃO ARBITRAL
Se limita à capacidade de contratar e aos direitos patrimoniais e disponíveis. 
- Direitos patrimoniais: Encontram sua origem nos contratos, nos atos ilícitos e nas declarações unilaterais de vontade;
- Direitos não patrimoniais: Direitos da personalidade, como o direito à vida, à honra, à imagem, ao nome e ao estado das pessoas;
Não são passíveis de arbitragem questões penais, questões relativas ao estado das pessoas, alusivas à matéria tributária e direitos pessoais concernentes ao direito de família.
PROCEDIMENTO DA ARBITRAGEM
- O procedimento na convenção de arbitragem é definido pelas partes;
- O órgão arbitral definirá o procedimento, considerando a complexidade, ou pelo árbitro ou tribunal arbitral, conforme convenção arbitral;
- Na ausência acerca da estipulação do procedimento, será disciplinado pelo árbitro ou colégio arbitral.
SENTENÇA ARBITRAL PODEM SER
- Terminativas: Conteúdo meramente processual, quando, reconhecem a invalidade do compromisso arbitral ou impedimento, suspeição sem que haja possibilidade de substituição do árbitro;
- Definitivas: Reconhecem o direito de uma das partes e podem ser condenatórias, constitutivas ou declaratórias. 
Quanto à abrangência, a sentença arbitral pode ser:
- Parcial: A parte interessada pode exigir o cumprimento daquilo que já foi decidido e prosseguir na parte que ainda dependa de decisão arbitral;
- Total: Na exata medida em que enfrentar a integralidade da pretensão deduzida no processo.
ÁRBITRO
Pessoa capaz e que tenha a confiança das partes. Dois contratos bem distintos são realizados:
- Convenção de arbitragem: Submissão do litígio à jurisdição privada mediante acordo das partes;
- Contrato do árbitro: Direitos e obrigações recíprocos entre os árbitros e partes, tratando-se de contrato autônomo.
TÓPICO 2 - LEI DE ARBITRAGEM
CAPÍTULO I DA LEI DE ARBITRAGEM (Disposições Gerais)
- As pessoas capazes de contratar e a administração pública direta e indireta pode utilizar para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais.
- A autoridade da administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações.
- Pode ser de direito ou de equidade, a critério das partes.
- Pode as partes escolher as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem;
- Pode as partes acordar que se realize com base nos princípios gerais de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio.
- Envolve a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade.
CAPÍTULO II DA LEI DE ARBITRAGEM (Convenção de Arbitragem e seus Efeitos)
- As partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante convenção de arbitragem, assim entendida a: 
- Cláusula compromissória: Convenção na qual as partes em um contrato comprometem a submeter à arbitragem os litígios que possam surgir.
Cláusula compromissória cheia: Definição prévia de todas as questões necessárias à instituição do procedimento arbitral;
Cláusula compromissória vazia: Apenas define a submissão do contrato à arbitragem sem definição da instituição que irá gerir o procedimento arbitral ou quanto ao procedimento a ser seguido para a instauração da arbitragem. 
- Compromisso arbitral: Convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem de uma ou mais pessoas, podendo ser:
Judicial: Implementado por decisão judicial; 
Extrajudicial: Firmado pelas próprias partes, por instrumento particular, assinado por duas testemunhas, ou por instrumento público.
Extingue-se o compromisso arbitral:
. Dispensa qualquer dos árbitros, antes de aceitar a nomeação, desde que as partes tenham declarado, não aceitar substituto;
. Falecendo ou impossibilitado de dar seu voto algum dos árbitros, desde que as partes declarem, não aceitar substituto;
. Tendo expirado o prazo a que se refere o Art. 11, inciso III, desde que a parte interessada tenha notificado o árbitro, ou o presidente do tribunal arbitral, concedendo-lhe o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da sentença arbitral.
- Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim.
- A sentença que julgar procedente o pedido valerá como compromisso arbitral.
CAPÍTULOS III DA LEI DE ARBITRAGEM (Trata dos árbitros)
- As partes nomearão árbitros, sempre em número ímpar, e os respectivos suplentes.
- Elegerão o presidente do tribunal arbitral. Não tendo consenso, será designado presidente o mais idoso.
CAPÍTULO IV DA LEI DE ARBITRAGEM (Procedimento Arbitral)
- A instituição da arbitragem interrompe a prescrição, retroagindo à data do requerimento de sua instauração, ainda que extinta a arbitragem por ausência de jurisdição.
- Obedecerá ao procedimento estabelecido pelas partes na convenção de arbitragem, que poderá reportar-se às regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada, facultando-se, ainda, às partes delegar ao próprio árbitro, ou ao tribunal arbitral, regular o procedimento.
- Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para a concessão de medida cautelar ou de urgência. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada não requerer a instituição da arbitragem no prazo de 30 dias, contado da data de efetivação da respectiva decisão.
- O árbitro ou o tribunal arbitral poderá expedir carta arbitral para que o órgão jurisdicional nacional pratique ou determine o cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato solicitado pelo árbitro. No cumprimento da carta arbitral será observado o segredo de justiça, desde que comprovada a confidencialidade estipulada na arbitragem.
CAPÍTULO V DA LEI DE ARBITRAGEM (Sentença Arbitral)
- Será proferida no prazo estipulado pelas partes. Nada tendo sido convencionado, o prazo para a apresentação da sentença é de seis meses, contado da instituição da arbitragem ou da substituição do árbitro. São requisitos obrigatórios da sentença arbitral:
- O relatório, que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio;
- Os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as questões de fato e de direito, mencionando-se, se os árbitros julgaram por eqüidade;
- O dispositivo, em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e estabelecem o prazo para o cumprimento da decisão;
- A data e o lugar em que foi proferida.
- É nula a sentença arbitral se: for nula a convenção de arbitragem; emanou de quem não podia ser árbitro; não contiver os requisitos do Art. 26 desta Lei; for proferida fora dos limites da convenção de arbitragem; comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou corrupção passiva; proferida fora do prazo; forem desrespeitados os princípios.
CAPÍTULO VI DA LEI DE ARBITRAGEM (Reconhecimento e execução de sentenças estrangeiras)
- Para ser reconhecida ou executada no Brasil, está sujeita, unicamente, à homologação do Superior Tribunal de Justiça.
- A homologação de sentença arbitral estrangeira será requerida pela parte interessada, devendo a petição inicial conter as indicações da lei processual e ser instruída, necessariamente, com:
. O original da sentença arbitral ou uma cópia devidamente certificada, autenticada pelo consulado brasileiro e acompanhada de tradução oficial;
. O original da convenção de arbitragem ou cópia devidamente certificada, acompanhada de tradução oficial.
- Poderá ser negada a homologação para o reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira, quando o réu demonstrar que:
. As partes na convenção de arbitragem
eram incapazes;
. A convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a submeteram, ou, na falta de indicação, em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferida;
. Não foi notificado da designação do árbitro ou do procedimento de arbitragem, ou tenha sido violado o princípio do contraditório, impossibilitando a ampla defesa;
. A sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem, e não foi possível separar a parte excedente daquela submetida à arbitragem;
. A instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral ou cláusula compromissória;
. A sentença arbitral não se tenha, ainda, tornado obrigatória para as partes, tenha sido anulada, ou, ainda, tenha sido suspensa por órgão judicial do país onde a sentença arbitral for prolatada. 
- A homologação para o reconhecimento ou a execução da sentença arbitral estrangeira também será denegada se o Superior Tribunal de Justiça constatar que:
. Segundo a lei brasileira, o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido por arbitragem;
. A decisão ofende a ordem pública nacional.
TÓPICO 3 – MEDIAÇÃO
Processo formal, no qual as partes conflitantes recebem auxílio de um terceiro. Cabe ao autor da ação indicar de maneira explícita na petição inicial se deseja ou não a audiência de mediação. Utilizada sob duas maneiras:
- Esfera judicial: Ligada aos trâmites legais formais;
- Esfera extrajudicial: Ligada nível de informalidade e, maior rapidez para as partes envolvidas na controvérsia.
Existem duas maneiras pelas quais pode-se escolher a mediação:
- Cláusula compromissória: Explícita nos contratos, poderá ser o meio utilizado para dirimir os eventuais conflitos que ocorram.
- Compromisso de mediação: Envolvidos em uma lide qualquer de utilização do processo de mediação. 
CONCILIAÇÃO
Implica na atividade do conciliador, na tentativa da solução dos conflitos sugerindo a solução sem impor sua sugestão compulsoriamente, como se permite ao árbitro ou ao juiz. É oriundo de ajustes de interesses entre as partes discordantes e tem o objetivo de dirimir os conflitos a partir da interposição de um acordo. Diferentemente do mediador, o conciliador apenas sugere uma solução para a lide. Ele não impõe qualquer possibilidade às partes, ficando tal prerrogativa ao árbitro ou a um juiz. 
- Esfera judicial: Atuando como auxiliar da justiça nas audiências de conciliação;
- Esfera extrajudicial: Sem que haja lei específica para regular o procedimento ou requisitos para sua atuação.

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