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GOVERNO DE SERGIPE 
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, DO ESPORTE E DA CULTURA 
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO – DRE’3 – ITABAIANA/SE 
COLÉGIO ESTADUAL GUILHERME CAMPOS 
Rua General Siqueira de Menezes, 361 
Campo do Brito- Sergipe 
Fone: (79) 3443-2360 
 
PROJETO POLÍTICO 
PEDAGÓGICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campo do Brito/SE 
 
 
 
 
GOVERNO DE SERGIPE 
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, DO ESPORTE E DA CULTURA 
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO – DRE’3 – ITABAIANA/SE 
COLÉGIO ESTADUAL GUILHERME CAMPOS 
Rua General Siqueira de Menezes, 361 
Campo do Brito- Sergipe 
Fone: (79) 3443-2360 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIREÇÃO: HELIANA MEIRELES DOS SANTOS BRITO 
SECRETÁRIO: DIOGO LUIZ PASSOS ROCHA 
COORDENADORES: JACKELINE ANDRADE SANTOS 
 MACELO SANTANA SALES 
 MILITÃO ALVES DE ANDRADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERÍODO DE EXECUÇÃO: 2021 
 
 
 
 
GOVERNO DE SERGIPE 
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, DO ESPORTE E DA CULTURA 
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO – DRE’3 – ITABAIANA/SE 
COLÉGIO ESTADUAL GUILHERME CAMPOS 
Rua General Siqueira de Menezes, 361 
Campo do Brito- Sergipe 
Fone: (79) 3443-2360 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO .............................................................................................................................................4 
1 - JUSTIFICATIVA ............................................................................................................................................5 
2 - REFERENCIAL TEÓRICO .............................................................................................................................16 
3 - IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL E DA MANTENEDOR ......................................................233 
4.1 - ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E METODOLÓGICA 
...................................................................................288 
5 - ESTRUTURA CURICULAR ...........................................................................................................................40 
6 - IN (FORMAÇÕES) e PRESSUPOSTOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM...................................................43 
7 - TIPOS DEAULA...........................................................................................................................................45 
8 - TRABALHANDO AVALIÇÃO E FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO COLÉGIO ............................................49 
 PLANO DE AÇÃO ......................................................................................................................................50 
 PROJETOS REALIZADOS NA ESCOLA.........................................................................................................79 
 ENSINO FUNDAMENTAL MENOR ....................................................................................................80 
ENSINO FUNDAMENTAL MAIOR, ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL, NOVO ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL E 
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJAEM) ......................................................................................89 
 9 - AVALIAÇÃO ...............................................................................................................................117 
10 - COMO OS ALUNOS SE BENEFICIAM COM O USO DAS NOVAS METODOLOGIAS DE APRENDIZAGEM NA SALA 
DE AULA? ....................................................................................................................................................124 
11 - ESTRATÉGIAS E CRONOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PPP ...................................126 
12 - METODOLOGIAS ATIVAS COMO FERRAMENTA INDISPENSÁVEL ............................................................130 
13 - CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................................................148 
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO .....................................................................................................................149 
ANEXOS.......................................................................................................................................................152 
 
 
 
 
 
4 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
O Colégio Estadual Guilherme Campos, circunscrito à Diretoria Regional de Educação – DRE’ 
3, apresenta o Projeto Político Pedagógico, que, seguindo as orientações do Referencial 
Curricular de Sergipe, elaborou o currículo assegurando os direitos de aprendizagens e as 
competências gerais contempladas na BNCC para a Educação Básica. 
O presente documento foi resultado de momentos de discussões e reflexões com a comunidade 
escolar, à luz da diretriz constitucional, não apenas para adequações à BNCC, mas também para 
discutir sobre a realidade, necessidades e anseios da escola, tendo em vista a visão dos 
Profissionais da Educação que compreendem a escola como um lugar privilegiado para realizar 
um trabalho pedagógico, visando à formação integral dos cidadãos de modo a torná-los críticos, 
participativos e criativos para fazer face às demandas cada vez mais complexas da sociedade 
moderna e buscando o exercício da cidadania por meio da participação e reflexão da realidade 
da comunidade escolar. 
Toda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar. O conjunto 
dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, é o que dá forma e vida ao projeto 
político-pedagógico. Esse Projeto Político Pedagógico e seus instrumentos de execução são 
elaborados com a participação da comunidade escolar e com base na legislação de ensino em 
vigor. Aqui, estão representadas as vozes de todos que integram a comunidade escolar, da 
equipe gestora, dos estudantes, dos professores, dos demais profissionais da educação e os pais 
ou responsáveis legais pelos estudantes. 
O Projeto Político Pedagógico é um instrumento da gestão que expressa à proposta educativa 
da instituição, define o rumo, a intenção e os processos que serão utilizados para cumprir as 
metas e objetivos estabelecidos sendo que, o mesmo estará em permanente avaliação e 
reelaboração. 
No sentido etimológico, Projeto significa “...lançar para adiante, plano, intento, desígnio, 
empresa, empreendimento. Redação provisória de lei. Plano geral de edificação” (FERREIRA 
1975, p 1144). O termo político refere-se ao fato de o projeto estar vinculado a um compromisso 
socioeconômico, com vistas à formação da cidadania e o pleno exercício desta. Já o termo 
pedagógico diz respeito à intencionalidade da escola, a qual define ações educativas necessárias 
para o cumprimento dessa intencionalidade. 
Segundo Vasconcellos (2004, p.19), discutindo sobre redundância da presença das palavras 
Político e Pedagógico, no termo Projeto Político-Pedagógico. Ele afirma que: 
[...] consideramos importante manter o “político” para jamais 
descuidarmos desta dimensão tão decisiva do nosso trabalho, não 
nos esquecermos dos coeficientes de poder presente nas práticas 
educativas e nas suas interfaces com a sociedade [...] não 
perdemos de vista que a algum interesse político nós sempre 
servimos, que não há neutralidade; se não temos um projeto 
explícito e assumido, com certeza estamos seguindo um projeto 
de alguém. 
 
O Colégio Estadual Guilherme Campos entende que não se constrói um projeto sem uma 
direção política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é também 
 
 
 
 
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político. Por isso, o Projeto Político Pedagógico é sempre um processo inconcluso, uma etapa 
em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola. 
1 - JUSTIFICATIVA 
 
O Colégio Estadual Guilherme Campos tem como função principal respeitar e 
valorizar as experiências de vida dos educandos e de suas famílias. O Projeto visa superar os 
conflitos, acabar com as relações competitivas
vai além das atividades acadêmicas em busca do significado da ação educacional para 
a integração social. 
 
Ensino Fundamental 
Todos os processos educacionais dessa etapa estão voltados para a inserção do 
estudante na vida em sociedade, valorizando a busca constante do conhecimento e da 
emancipação, o que já está expresso na progressão das competências e habilidades ano a ano. 
Essa é uma tarefa desafiadora para todos os educadores, principalmente, no aspecto de que a 
escola, enquanto instituição social, precisa resgatar a sua importância na vida dos estudantes. 
Essa realidade expressa a urgência de uma proposta curricular em que a aquisição das 
diversas competências (emocionais, culturais, sociais, intelectuais, políticas) minimizará o 
descompasso à progressão da aprendizagem e na permanência do estudante na escola. 
A (re) construção dos currículos escolares, a escolha das estratégias específicas que 
venham a garantir o direito de todos à educação, contribuindo para a inclusão de parcela da 
população que historicamente não tem seu direito reconhecido, é uma das medidas para 
fortalecimento da educação de Sergipe, segundo o Plano Estadual da Educação – PEE. 
No que tange à responsabilidade da escola, na intenção de erradicar a distorção 
idade/ano, revelada nos dados atuais de Sergipe (21% para os anos iniciais/2017 – 
INEP/Indicadores Educacionais – Anexo 4)) e minimizar os altos índices de reprovação e 
abandono (Anexos 5 e 6) a atuação dos profissionais pautar-se-á no exercício do planejamento 
educacional intencional, significativo e contemporâneo. 
Ao partir do pressuposto de que cada estudante expressa o saber construído de forma 
singular, o critério avaliativo deverá estar alinhado a uma perspectiva do acolhimento do sujeito 
com suas peculiaridades e sinéreses do desenvolvimento, respeitando e oportunizando, nesse 
processo, a evolução das operações do pensamento, descritas por Benjamin Bloom (1956) em 
sua Taxonomia: Reconhecer, compreender, aplicar, analisar, sintetizar, avaliar, privilegiando o 
 
 
 
 
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que preconiza a essência, descrita no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional 
Sobre Educação para o Século XXI, de Jacques Delors, entre 1992 e 1996, em que a construção 
do sujeito aprendiz perpassa pelo conhecer, fazer, conviver e ser. 
Importante ressaltar que a reconstrução curricular, para Sergipe, pautada à luz da 
BNCC, impactará numa mudança de paradigma, em que o foco será a formação integral do 
estudante por meio de competências a serem desenvolvidas, considerando- o como sujeito de 
aprendizagem. 
A motivação para a construção deste material intitulado Proposta Curricular dos Anos 
Iniciais do Ensino Fundamental surgiu da necessidade do Colégio Estadual Guilherme Campos 
organizar, revisar e atualizar os documentos orientadores em uso, repensando o currículo da 
unidade, tendo em vista a necessidade de promover o diálogo das experiências pedagógicas e 
construção do PPP- construídas pelos nossos professores e equipe pedagógica que atuam nas 
turmas do 1º ao 5º ano - com os documentos normatizadores do Ministério da Educação. O 
ponto de partida dessa construção foi a leitura e análise dos documentos nacionais da BNCC e 
Currículo Sergipano, referência desta etapa de escolarização. 
Objetivo geral 
Desenvolver a capacidade de aprendizagem, utilizando como meios as mais diversas formas de 
conhecimento cognitivo e metodologias ativas, além de despertar nos estudantes habilidades 
que os façam ser protagonistas do próprio conhecimento e saibam se colocar no lugar do outro 
sempre. 
Objetivos específicos 
 Compreender o ambiente natural, social, político e cultural no qual se integra de 
forma ativa; 
 Expressar-se utilizando diferentes linguagens: verbal, matemática, gráfica, 
plástica e corporal, para comunicar emoções, ideias e valores, reconstruindo e dando novos 
significados à realidade; 
 Valorizar povos e culturas em tempos e espaços diferentes com linguagens e 
valores específicos, estabelecendo relações que desenvolvam sua identidade social; 
 Conhecer, construir, divulgar e vivenciar valores no cotidiano escolar, 
favorecendo a prática da cidadania, na busca de qualidade de vida; 
 Promover o desenvolvimento integral através da construção de conhecimentos, 
habilidades, aprendendo a aprender; 
 
 
 
 
38 
 
 Incentivar a participação de todos os envolvidos na comunidade escolar, nos 
eventos sócio – político - culturais promovidos pela instituição com o objetivo de uma maior 
integração; 
 Considerar as diferentes opiniões dos grupos, buscando contínua atualização e 
qualificação; 
 Melhorar os índices de proficiência em leitura, escrita e matemática; 
 Estimular a construção dos projetos de vida dos estudantes 
 Elevar os índices de participação e aproveitamento nas avaliações externas 
oficiais 
 Reduzir os índices de alunos em distorção idade-ano 
 Fomentar e organizar momentos de estudos de formação continuada e troca de 
experiências. 
 
 
Ensino Médio Convencional e EJAEM 
O PPP do Colégio Estadual Guilherme Campos diferencia o Ensino Médio do EJAEM 
apenas em questão cronológica, visto que o primeiro tem duração de três anos e o outro passa 
a ter duração de 18 meses , sendo que ambos objetivam aprimorar os conhecimentos obtidos 
pelos estudantes no ensino fundamental I e II, além de prepará-los para o mercado de trabalho, 
seja para ingressar imediatamente em uma profissão (possível com a união entre ensino médio 
e técnico) ou conseguir uma vaga numa Universidade e assim construir aos poucos uma carreira 
de nível superior. 
Durante o ensino médio o adolescente/adulto já possui mais independência e está apto 
para tomar suas próprias decisões. Sendo assim, todo o esforço envolvendo os estudos deve 
partir dele, e não dos professores, que estão nas salas de aula prontos para ensinar e auxiliar no 
processo, mas só isso: estudar nas horas vagas, desenvolver trabalhos e pesquisas e investir no 
futuro profissional só o aluno pode fazer. 
Nesse sentido, a estruturação do ensino médio deve ser planejada sempre em 
consonância com as características sociais, culturais e cognitivas do sujeito, o referencial desta 
última etapa da Educação Básica: adolescentes, jovens e adultos. Para tanto, deve-se estar 
consciente do fato de que cada um desses tempos de vida tem a sua própria singularidade, como 
síntese do desenvolvimento biológico e da experiência social condicionada historicamente. Por 
https://www.educamaisbrasil.com.br/o-que-e-curso-tecnico
https://www.educamaisbrasil.com.br/o-que-e-curso-tecnico
 
 
 
 
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outro lado, se a construção do conhecimento científico, tecnológico e cultural é também um 
processo sócio-histórico, o ensino médio pode configurar-se como um momento em que 
necessidades, interesses, curiosidades e saberes diversos confrontam-se com os saberes 
sistematizados, produzindo aprendizagens socialmente e subjetivamente significativas. Num 
processo educativo centrado no sujeito, o ensino médio deve abranger, portanto, todas as 
dimensões da vida do sujeito, possibilitando o desenvolvimento pleno das potencialidades do 
educando. 
Objetivos específicos 
 Consolidar o processo de transição para o Ensino Médio, com foco na preparação para 
o vestibular e para o ENEM, trabalhar com orientação vocacional e orientação para uma 
educação empreendedora; 
 Preparar os alunos para que alcancem os melhores resultados em concursos externos e 
aprimorem a disciplina, a autonomia, os hábitos de estudo e trabalhar com a orientação 
profissional. 
 Atingir as metas propostas pela escola para que o aluno ao concluir o ensino médio, 
tenha condições de prosseguir seus estudos os vestibulares e principalmente para a preparação 
para o exame nacional do ensino médio – ENEM. 
 
Novo Ensino Médio Convencional 
 
A Lei nº 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional e 
estabeleceu uma mudança na estrutura do ensino médio, ampliando o tempo mínimo do 
estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais (até 2022) e definindo uma nova 
organização curricular, mais flexível, que contemple uma Base Nacional Comum Curricular 
(BNCC) e a oferta de diferentes possibilidades de escolhas aos estudantes, os itinerários 
formativos, com foco nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional. 
A proposta atual da BNCC, aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), 
mobiliza conhecimentos de todos os componentes curriculares em suas competências e 
habilidades e, portanto, torna seu desenvolvimento obrigatório. Os currículos de referência das 
redes e os Projetos Pedagógicos das escolas que irão definir a organização e a forma de ensino 
dos conteúdos e conhecimentos de cada um desses componentes, considerando as 
particularidades e características de cada região. Por isso, A escola deverá criar os espaços e 
tempos de diálogo com os estudantes, mostrando suas possibilidades de escolha, avaliando seus 
 
 
 
 
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interesses e, consequentemente, orientando-os nessas escolhas. Ou seja, é fundamental 
trabalhar o desenvolvimento do projeto de vida dos estudantes, para que sejam capazes de fazer 
escolhas responsáveis e conscientes, em diálogo com seus anseios e aptidões. 
Para isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Art. 61, IV) permite a atuação dos 
profissionais com notório saber exclusivamente para atender a formação técnica e profissional 
e estes profissionais deverão ser reconhecidos pelos respectivos sistemas de ensino, para 
ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência profissional, atestados por 
titulação específica ou prática de ensino em unidades educacionais da rede pública ou privada 
ou das corporações privadas em que tenham atuado. 
Objetivo geral 
 Garantir a oferta de educação de qualidade à todos os jovens brasileiros e aproximar as 
escolas à realidade dos estudantes de hoje, considerando as novas demandas e complexidades 
do mundo do trabalho e da vida em sociedade. 
Objetivos específicos 
 Consolidar o processo de transição para o Ensino Médio, com foco na preparação para 
o vestibular e para o ENEM, trabalhar com orientação vocacional e orientação para uma 
educação empreendedora; 
 Ofertar a chance do aluno se aprofundar nos conhecimentos de uma área do 
conhecimento (Matemáticas e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da 
Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas) e da formação técnica e 
profissional (FTP) ou mesmo nos conhecimentos de duas ou mais áreas e da FTP; 
 Garantir que os estudantes diferentes situações de aprendizagem e desenvolvam 
variadas habilidades; 
 Desenvolver habilidades centradas nas avaliações externas e que estão associadas aos 
quatro eixos estruturantes: investigação cientifica, processos criativos, mediação e intervenção 
sociocultural e empreendedorismo. 
 
 
5- ESTRUTURA CURRICULAR 
 
O Colégio Estadual Guilherme oferta as seguintes disciplinas: 
Ensino Fundamental Menor: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, 
História, Arte, Educação Física, Ensino Religioso. 
 
 
 
 
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Ensino Fundamental Maior: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, 
História, Arte, Educação Física, Ensino Religioso, Inglês, Produção Textual e Sociedade e 
Cultura. 
Ensino Médio Convencional: Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Geografia, 
História, Arte (apenas 1ª série), Educação Física, Química, Espanhol, Inglês, Filosofia e 
Sociologia. 
Novo Ensino Médio Convencional 
Nossa instituição de ensino tem autonomia para definir quais os itinerários formativos 
serão ofertados, considerando um processo que envolva a participação de toda a comunidade 
escolar. 
Formação geral básica: Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Geografia, História, 
Arte, Educação Física, Química, Inglês, Filosofia e Sociologia. 
Itinerários formativos: 
- Bloco 1: Itinerários Formativos Comuns e Integrados (IFC): De matrícula obrigatória 
para todos os estudantes de Ensino Médio da rede, seu objetivo é balizar e promover a 
maturação das escolhas do estudante no segundo bloco de flexibilização curricular; 
- Bloco 2: Itinerários Formativos de Área (IFA): Com foco no aprofundamento do 
conhecimento de área que o estudante escolhe, de acordo com seu plano individual de curso. 
Nos dois blocos, reforçamos que os quatro Eixos Estruturantes devem ser percorridos 
em sua totalidade e que são complementares. Por isso, é importante que os Itinerários 
Formativos incorporem e integrem todos eles, a fim de garantir que os estudantes experimentem 
diferentes situações de aprendizagem e desenvolvam um conjunto diversificado de habilidades 
relevantes para sua formação integral. Para o Ensino Médio Convencional, com 3000 horas, 
cada bloco possui 600 horas-720 módulos/aulas, composto por Unidades 
Curriculares/Atividades Integradoras que devem ser cursadas na ordem que aparece na Matriz 
Curricular. 
Bloco 1 - Itinerários Formativos Comuns e Integrados (IFC) 
Para o Ensino Médio Convencional, com 3000 horas, corresponde ao conjunto das 
Atividades Integradoras Eletivas e demais Unidades Curriculares que totalizam 600 horas-720 
módulos/aulas e que devem ser cursadas por todos os estudantes de Ensino Médio da Rede 
Estadual. Elas estão divididas em: 
Grupo 1: composto pelas Atividades Integradoras ELETIVAS, que podem ser de 
qualquer uma das áreas do conhecimento e Formação Técnica e Profissional e que garantem a 
presença de pelo menos cada um dos Eixos Estruturantes na formação dos estudantes. Estão 
 
 
 
 
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incluídas nessa classificação todas as atividades ligadas a uma ou mais Áreas do Conhecimento 
e à Formação Técnica Profissional. Ex: Cursos FIC, Atividades Científicas, Tecnológicas e 
Socioculturais, desde que atendidas as exigências dos Itinerários Formativos e respectivos 
Eixos Estruturantes com suas habilidades; e pelas Atividades Integradoras Complementares, 
que serão contabilizadas no Histórico Escolar e serão ofertadas quando o estudante matriculado 
no Ensino Médio Convencional desejar cursar outras atividades que extrapolam a carga horária 
mínima de 1200h nos Itinerários Formativos. 
- Grupo 2: composto pelas Unidades Curriculares que integram os Eixos 
Estruturantes, tais sejam: Projeto de Vida - que está presente em todos os anos do EM; 
Expressão Escrita, Expressão Matemática e Estudo Orientado; e Língua Espanhola (como 
segunda Língua Estrangeira de oferta prioritária), que não está contemplada na BNCC. 
ii. Bloco 2 - Itinerários Formativos de Área (IFA) 
Para o Ensino Médio Convencional, com 3000 horas, esse bloco agrega as Atividades 
Integradoras de Aprofundamento que totalizam as 600 horas-720 módulos/aulas que o 
estudante deverá cursar de acordo com sua escolha, a partir da 2a série, dentro do seu plano 
individual de curso, referente a cada uma das Áreas do Conhecimento propedêuticas e/ou 
Formação Técnica e Profissional. Inicialmente, as Atividades Integradoras de Aprofundamento 
ofertadas pela Rede serão as que constam no Catálogo de Itinerários Formativos, construído 
pela equipe ProBNCC no Currículo de Sergipe - Etapa do Ensino Médio. Posteriormente, as 
Instituições Educacionais poderão elaborar seus próprios Organizadores Curriculares de 
Itinerários Formativos (Planos de Atividade Docente), de acordo com as concepções e formato 
do Currículo de Sergipe. 
 
Importante salientar que, em cumprimento ao art. 26, § 3º da Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação nacional (Lei nº 9394/96), a prática da Educação Física, como componente 
curricular obrigatório, somente será facultativa, independentemente do turno de estudo, para os 
alunos que: 
 
• Cumpram uma jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; 
• Sejam maiores de trinta anos de idade;
• Encontrar-se prestando serviço militares inicial ou em situação similar, estejam 
obrigados à prática da Educação Física; 
• Amparados pelo Decreto-Lei nº 1.044, 21/10/1969; 
• Tenham prole. 
 
 
 
 
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Observação: A Matriz Curricular detalhada de todas as modalidades encontra-se em 
anexo. 
 
6 - IN (FORMAÇÕES ) e PRESSUPOSTOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM 
 
A aprendizagem é um processo ativo resultante de processos internos ou de atividade 
mental construtiva do sujeito. Outra pessoa pode nos ensinar, mas ninguém pode aprender por 
nós. A aprendizagem de novos conteúdos implica uma série de processos, tais como selecionar 
informação, estabelecer relações, deduzir, induzir etc. Aprender desde este ponto de vista 
significa que se produz uma mudança não apenas no que diz respeito às informações ou aos 
conhecimentos que se têm sobre um aspecto da realidade, mas também nas possibilidades de 
continuar aprendendo. 
A aprendizagem é um processo individual 
Aprender não é copiar a realidade ou a informação externa sem alterá-la, mas 
desenvolver uma representação pessoal e única de tal realidade. Esta representação não ocorre 
no vazio, mas tem como base os conhecimentos anteriores, experiências e motivações de cada 
pessoa, o que faz com que, em cada caso, o processo de aprendizagem seja único, sem condições 
de repetir-se. Aprender implica, portanto, atribuir sentido e construir significados em relação 
ao novo conteúdo objeto de aprendizagem, estabelecendo vínculos entre tal conteúdo e o que 
já sabemos. Mesmo que um grupo de crianças ou de adultos fosse submetido a uma mesma 
experiência, a aprendizagem seria diferente para cada indivíduo. 
Isto porque cada pessoa, criança ou adulto, incorpora a cada situação uma combinação 
singular de experiências anteriores. 
 A aprendizagem é um processo social 
Apesar da aprendizagem ser um processo interno e individual, isto acontece a partir 
dos processos de interação social com outras pessoas, sejam adultos ou crianças. Segundo 
Vygostky, todas as funções psicológicas superiores aparecem, primeiro, no plano da interação 
social ou inter-psicológica, estabelecida entre a criança e os diferentes agentes educativos, para 
depois passar ao plano individual ou intra-psicológico. Quer dizer, o que a criança pode fazer, 
em um primeiro momento, com a ajuda de outros, por meio da interação social, depois é capaz 
de fazer por si só. A chamada “zona de desenvolvimento próximal” localiza-se entre o que o 
aluno(a) é capaz de fazer com a ajuda de outros e o que pode fazer por si mesmo. A educação 
deve intervir na zona de desenvolvimento próximal, no que se refere às atividades que o 
 
 
 
 
44 
 
aprendiz ainda não é capaz de realizar por si só, mas que poderá chegar a realizar se receber a 
ajuda necessária. A natureza social da aprendizagem reflete-se no fato de que muitas 
aprendizagens ocorrem em grupos. 
Compartilhar a aprendizagem com outros pode tornar-se algo estimulante e 
enriquecedor. 
 Aprendizagem significa mudança 
Aprender de forma significativa implica modificar os esquemas anteriores em função 
de uma nova ideia, fato ou informação, para chegar a uma nova conceituação, mais ampla e rica 
em matizes. Para que isto aconteça, é preciso que a nova informação ou experiência provoque 
um conflito ou desequilíbrio nos conhecimentos e estruturas que já possuímos, de tal forma que 
nos obrigue a revisá-los e modificá-los, descartando dados, combinando informações, 
ampliando compreensões. Se os novos conteúdos mostram-se excessivamente distanciados dos 
conhecimentos anteriores, ou já são conhecidos, os conhecimentos prévios não serão alterados. 
A mudança de esquemas prévios implica, consequentemente, um processo de equilíbrio inicial 
– desequilíbrio – reequilíbrio posterior. Na língua chinesa, o sinal escrito para expressar 
mudança é uma combinação de dois outros que significam dor e oportunidade. Na condição de 
adultos, cabe-nos a responsabilidade de tornar exequível para cada criança, o equilíbrio entre 
ambos os aspectos. Para nós, a aprendizagem também pode significar mudanças dolorosas. Por 
vezes, temos que abandonar convicções profundamente arraigadas. O desafio da mudança 
mediante a aprendizagem pode ser experimentado como algo estimulante ou intimidante. 
Frequentemente, acontece ambos. 
 
 
 A aprendizagem nunca é completa 
A aprendizagem significativa é, por definição, uma aprendizagem compreensiva e 
interrelacionada, sendo que, diferentemente da aprendizagem do tipo mecânico e repetitivo 
jamais termina porque é suscetível a distintos níveis de aprofundamento. Os adultos continuam 
desenvolvendo a compreensão à medida que se confrontam novas ideias com conhecimentos 
prévios. As ideias antigas podem ser modificadas à luz de novas experiências, daí a sensação 
de que quanto mais sabemos sobre um assunto, mais conscientes estamos quanto ao que nos 
resta a aprender. 
 A aprendizagem poder ser agradável 
Trata-se de algo de que muitos adultos duvidam seriamente, ao recordarem seus anos 
escolares. A aprendizagem pode ser difícil, mas, ao mesmo tempo, agradável. Até mesmo 
 
 
 
 
45 
 
cometer erros pode ser estimulante. Quantas vezes uma pessoa cai ao aprender a andar de 
bicicleta? É preciso levar em conta que com os erros também se aprende. Os aspectos afetivos 
e emocionais têm grande influência na aprendizagem. A predisposição favorável para aprender 
e a autoestima são condições essenciais para construir aprendizagens significativas. Se os 
aluno(a)s se sentirem queridos e valorizados e se as situações de ensino forem prazerosas, mais 
facilmente estarão predispostos a aprender. 
 
 A Pirâmide da Aprendizagem 
A Pirâmide da Aprendizagem, primeiramente chamada de Cone da Experiência, traz 
a percepção de Edgar Dale (1946), especialista em educação áudio visual, sobre a média de 
apreensão das informações mediadas em função do tipo de método utilizado (Figura 1). 
 
Percebe-se que quanto mais ativo o estudante for em suas práticas acadêmicas, maiores 
são possibilidades de aprendizagem real e significação social (LALLEY; MILLER, 2007, p.68). 
 
 
7- TIPOS DE AULAS 
 
Antes de tudo, é importante entender o que é afetividade. Diferentemente do que se 
entende por convenção, afetividade não é sinônimo de constante adoração. Na verdade, os 
indivíduos podem ser afetados tanto negativamente quanto positivamente. Ser afetivo, portanto, 
é compreender que existem sensações boas e ruins e que ambas podem ser utilizadas para 
 
 
 
 
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favorecer o desenvolvimento do aluno. O francês Henri Wallon, importante nome nos estudos 
acerca da afetividade e educação, destaca o afeto como um reflexo da interação, seja do meio 
externo quanto interno. Além disso, ela evolui com o passar do tempo e resulta de fatores 
corporais e sociais. Ter afetividade em meio escolar envolve relacionar na prática pedagógica: 
Além desse aspecto de conhecimento, o ambiente escolar afetivo prepara os estudantes 
para a ação cidadã, constituindo uma sociedade mais junta e transformadora 
 
Uma aula, qualquer que seja, é afetiva, porém o professor, ao se impor enquanto 
educador afetivo, reconhece o papel das emoções para a aprendizagem e possui destreza para 
manuseá-las a favor do saber. A escola, portanto, caso almeje pela formação integral dos 
estudantes, deve priorizar abordagens amplas que valorizam o sentimento. 
 
 
AULA HUMANISTA 
Uma abordagem muito difundida, pioneira em colocar o aluno como protagonista, é a 
Humanista. De acordo com essa noção didática, o indivíduo motivado é aquele que melhor 
aprende. Há um destaque ao convívio com o outro, às predileções singulares, além de um 
respeito por parte da instituição quanto ao que o aluno aspira. A partir da consciência autônoma, 
os alunos atribuem significado às aprendizagens, possuindo liberdade escolher o que será 
desenvolvido. Um grande diferencial
dessa concepção é a motivação: fazer com que as pessoas 
sejam felizes com seus caminhos. Quando há opção para escolha, o indivíduo convive melhor 
com seu caminho percorrido, uma vez que não necessita ser nada além do que é pessoalmente 
ansiado. Por meio do desenvolvimento do senso de autenticidade, o aluno é guiado por seus 
impulsos singulares, não sentindo necessidade de “ter” o que não faz parte de seu imaginário 
próprio. Interessante destacar que o conhecimento nessa abordagem não é finito. Ele, na 
verdade, é configurado como dinâmico e em constante alteração, ou seja, nunca é adquirido 
completamente. A ideia é que a busca por aprender seja o motivador, não a quantidade de 
saberes acumulados. 
 
Como é a aula humanista? A aula humanista não é centrada na figura do educador. 
Na verdade, o profissional assume o papel de facilitador da aprendizagem, buscando sempre 
aceitar e confiar em seus alunos. Já aos estudantes, cabe direcionar sua própria aprendizagem, 
ou seja, são eles quem pesquisam e definem o que vão aprender. 
 
 
 
 
 
47 
 
Como é a escola humanista? Na escola humanista, há um grande respeito ao aluno. O 
ideal é que a instituição de ensino busque oferecer meios para que o aluno se desenvolva de 
forma autônoma. A gestão é democrática, em que todos os envolvidos empenham funções 
importantes para a manutenção da escola. Tanto alunos e professores quanto coordenador, 
diretor, demais funcionários, pais e responsáveis são responsáveis por estabelecer um clima 
propicio para a aprendizagem. 
 
AULA COGNITIVISTA 
O cognitivismo trouxe muitas contribuições para a educação, principalmente no que 
diz respeito a como as crianças e os adolescentes aprendem. A ideia dessa abordagem, que tem 
Piaget como um dos precursores, é destacar em processos cognitivos e na investigação 
científica. Essa abordagem entende a força da interação e considera seu impacto no processo 
de ensino-aprendizado. A noção de conhecimento na perspectiva cognitivista leva em 
consideração a afetividade, uma vez que toda e qualquer atividade humana a envolve. De acordo 
com estudos piagetianos, há duas fases de aquisição do conhecimento: 
 Exógena, que envolve cópia e repetição. 
 Endógena, relacionada à compreensão das relações, das combinações. 
Nesta abordagem, o aluno reinventa o mundo. A autonomia intelectual garante que o 
aluno aprenda por meio da socialização. Por aprendizagem, tem-se o desenvolvimento da 
singularidade e de aspectos instrumentais do campo da lógica e do raciocínio. 
 
Como é a aula cognitivista? A aula baseada na abordagem cognitivista está envolvida 
em princípios de liberdade para o aluno e na priorização do trabalho com conceitos. As 
atividades mais comuns nessa aula estão ligadas a pesquisa, a investigação e a solução de 
problemas. O clima de troca de saberes não envolve apenas professor e aluno: alunos colaboram 
entre si, compartilhando e discutindo aprendizados. O professor deve provocar desequilíbrios e 
permitir que os alunos “quebrem a cabeça” e “coloquem a mão na massa”, assumindo o papel 
de orientador da aprendizagem das turmas. 
 
Como é a escola cognitivista? Em suas veias, a escola cognitivista é democrática e 
flexível às mudanças que podem ser demandadas. Apesar de existir uma noção de liberdade, 
existem regras definidas por e para todo o grupo de pessoas que compõem a instituição. O 
ambiente escolar é propiciou ao desenvolvimento integral, permitindo que os alunos progridam 
 
 
 
 
48 
 
quanto suas várias inteligências (seja motora, verbal e mental). O objetivo envolve a formação 
integral para que o aluno seja capaz de realizar intervenções na sociedade. 
 
 AULA SOCIOCULTURALISTA 
A educação sociocultural leva em conta muito das contribuições de Paulo Freire. Parte 
de seu ideal liga-se a permitir que a cultura e os processos culturais sejam construídos e 
modificados pelas pessoas de forma abrangente. Com esse objetivo, a educação é uma forma 
de conscientização, que representa o motor para a ação humana na transformação de sua 
realidade. Por conscientização, entende-se a capacidade dos alunos — e de todos envolvidos 
no processo de ensino-aprendizagem — para refletirem de forma crítica. Quando os indivíduos 
conseguem enxergar os fatos de forma consciente, eles são motivados a elaborar propostas de 
intervenção e alterá-los. Com isso, o conhecimento não é marcado por um fim, mas por seu 
processo cíclico, visto que as novas realidades produzidas são novamente objeto de reflexão. 
Por meio da educação, ocorre a transformação de indivíduos em sujeitos. Os sujeitos, possuintes 
de consciência crítica, possuem poder de escolha, de decisão, aproximando-os da liberdade. Por 
esse motivo, essa abordagem também é chamada de Libertadora por alguns estudiosos. 
 
Como é a aula socioculturalista? A aula libertadora envolve compreender o lugar na 
sociedade no qual os alunos (e a instituição) estão inseridos. Assim, parte-se do assujeitamento 
para a conscientização. O professor, então, questiona os fatos juntos do aluno. Nesse processo, 
é fundamental valorizar a cultura e a linguagem do aluno, aproximando-o do processo de 
aprendizagem. Toda a didática da aula é baseada no diálogo e em seus desdobramentos. 
 
Como é a escola socioculturalista? A escola pautada na abordagem libertadora é 
marcada pela esperança: há nela o desejo por um mundo mais justo e unido. Sendo assim, a 
instituição permite e incentiva o crescimento tanto dos profissionais da educação quanto dos 
alunos. Qualquer onda opressora é combatida, visto que o ambiente que oprime é o maior 
inimigo da liberdade almejada por essa abordagem. As decisões escolares são dadas de modo 
horizontal, promovendo o diálogo como forma de resolução de entraves e conflitos. 
 
O processo de ensino aprendizagem tem sido aplicado segundo diferentes enfoques a 
depender dos professores. Essa reflexão auxilia no entendimento do papel da didática para a 
formação do educador e sua importância nas atividades de ensinar e aprender. Vale esclarecer 
que, no nosso entender, o processo de ensino e aprendizagem é composto de duas partes: 
 
 
 
 
49 
 
ensinar, que exprime uma atividade, e aprender, que envolve certo grau de realização de uma 
determinada tarefa com êxito. 
Os referenciais teóricos desse processo são analisados e comparados em 4 aspectos 
relevantes: a escola, o aluno, o professor e o processo ensino aprendizagem. Das diferentes 
abordagens do processo de ensino e aprendizagem, temos: a abordagem tradicional, em que o 
professor é o transmissor dos conteúdos aos alunos. Mas predomina como autoridade; temos a 
comportamentalista, em que o educador que seleciona, organiza e aplica um conjunto de 
meios que garantem a eficiência e eficácia do ensino; a humanista, em que o professor é o 
facilitador da abordagem e o conteúdo é selecionado de acordo com os interesses do aluno; a 
cognitivista, em que o professor cria situações desafiadoras e desequilibradas, pela orientação 
e estabelece condições de reciprocidade e cooperação ao mesmo tempo moral e racional, 
baseado no ensaio e no erro, na pesquisa e na investigação facilitando o “aprender e o pensar”. 
Trabalhos em equipe e jogos; e sociocultural, em que o professor é o educador que direciona 
e conduz o processo de ensino e aprendizagem. Ambos se posicionando como sujeitos do ato 
de conhecimento. Relação horizontal entre professor e aluno. 
 
Considerando esse histórico de modelos de aulas, adotamos os processos de ensino-
aprendizagem que se fundamentem, predominantemente, na abordagem sociocultural. Para 
Paulo Freire, a educação assume carácter amplo, não restrita à escola em si e nem em um 
processo de educação formal, ou seja, o ambiente escolar deve ser um local onde seja possível 
o crescimento mútuo, do professor e dos alunos, no processo de conscientização, o que implica 
uma escola diferente da que se tem atualmente,
com seus currículos e prioridades. 
 
8 - TRABALHANDO AVALIÇÃO E FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO 
COLÉGIO 
 
A formação continuada de professores é o processo permanente de aperfeiçoamento 
dos saberes necessários à atividade docente, realizado ao longo da vida profissional, com o 
objetivo de assegurar uma ação docente efetiva que promova aprendizagens significativas. 
Essa necessidade sempre existiu, já que a ação docente é uma ação complexa que 
depende da eficácia da relação interpessoal e de processos subjetivos como a capacidade de 
captar a atenção e de criar interesse. As mudanças de paradigmas impostas pela sociedade nas 
últimas décadas intensificaram sobremaneira essa necessidade. Formar-se continuamente 
tornou-se obrigatoriedade para os professores numa escola que precisa lidar com gerações 
 
 
 
 
50 
 
interativas, inquietas e tecnológicas. Lidar com o Bullying, com a diversidade cultural, com a 
questão ambiental, com o avanço tecnológico e com as dificuldades de aprendizagem, por 
exemplo, não fez parte do currículo de formação do professor, mas se constitui numa 
necessidade crescente em seu cotidiano profissional. 
Uma característica crucial de um processo de Formação Continuada efetivo é 
contemplar as três dimensões da formação docente: a dimensão científica, a dimensão 
pedagógica e a dimensão pessoal. A dimensão científica se ocupa do desenvolvimento e 
atualização dos conteúdos a serem ensinados e da forma pela qual o ser humano aprende. Os 
professores precisam estar atualizados com relação ao que ensinam e com relação às 
descobertas das ciências cognitivas, hoje, bem representadas pelas neurociências. A dimensão 
pedagógica se ocupa dos métodos, técnicas e recursos de ensino. Um sem fim de possibilidades 
metodológicas se apresentam aos professores em função do avanço da tecnologia em todas as 
áreas. A atividade de troca de experiências através de oficinas e workshops mostra-se bastante 
eficaz na concretização dessa dimensão. Por fim, a formação continuada de professores não 
pode prescindir da dimensão pessoal através de atividades que permitam profundas reflexões 
sobre crenças, valores e atitudes que permeiam a ação docente. 
A dimensão pessoal regula a intenção e a intensidade das atitudes do professor no 
processo de promoção de aprendizagens. Ao acreditar, por exemplo que um aluno não consegue 
aprender, as atitudes docentes viabilizam esse resultado. Refletir sobre sua realidade subjetiva 
ajuda o docente a repensar suas atitudes e ressignificar sua prática. 
Logo, o Colégio Estadual Guilherme Campos enfatiza a necessidade de reuniões e 
encontros pedagógicos, marcados previamente no nosso calendário, a fim de realizar estudos 
de reflexão sobre a prática pedagógica juntamente com o corpo docente, assim como avaliamos 
e analisamos as ações propostas no PPP. Reunimo-nos também com o Conselho Escolar e 
Coordenação Pedagógica, com o intuito de verificarmos o andamento de todo o processo Ensino 
Aprendizagem e assuntos relacionado aos demais profissionais. 
 
PLANO DE AÇÃO 
 
O Plano de Ação da escola consiste em um instrumento de trabalho dinâmico com o 
intuito de propiciar ações, ressaltando seus principais problemas e os objetivos dentro de metas 
a serem alcançadas, com critérios de acompanhamento e avaliação pelo trabalho desenvolvido. 
A elaboração do Plano de Ação é uma prática que vem sendo adotada pela Secretaria de Estado 
da Educação nos últimos anos. 
 
 
 
 
51 
 
Assim, ele deve integrar: 
 As Experiências de Educação existentes e conhecidas no sistema de ensino e na 
educação não formal; 
 O Diagnóstico do contexto escolar partindo de uma leitura da realidade escolar, 
identificando as necessidades e o potencial da escola; 
 O Planejamento de Ações Educativas, articulando as metas aos objetivos, os 
fundamentos, os conteúdos e as estratégias metodológicas, considerando os contextos 
comunitário e escolar, as condições e o ambiente educacional, os sujeitos envolvidos, a 
qualidade, a habilidade e a experiência dos educadores (as) e o processo de avaliação e 
acompanhamento (SILVA; ZENAIDE, s/d). 
 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN) n.º 9.394/96 estabelece que as 
escolas precisam ser organizadas e administradas tendo como pressupostos os princípios da 
Gestão Democrática (BRASIL, 1996). Em uma Gestão Democrática as relações não são 
verticais. Objetiva-se formar indivíduos e cidadãos e as decisões e responsabilidades na escola 
estão a cargo do coletivo. Essa gestão é um objetivo e um percurso. É um objetivo porque define 
uma meta a ser sempre aprimorada; e é um percurso porque se revela como um processo que, 
a cada dia, se avalia e se reorganiza. 
Refletindo sobre essas informações, elaboramos nosso Plano de Ação, o qual será 
detalhado abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
PLANO DE AÇÕES PARA 2021 
ESCOLA: Colégio Estadual Guilherme Campos 
RESPONSÁVEL: Jackeline Andrade Santos, Militão Alves de Andrade, Macelo Santana Sales 
 
Frente de 
atuação (Metas) 
O queserá feito 
 
 
 
Quemestar 
responsável 
 
 
AtéQuandoserá 
feito 
 
 
Ondeserá 
desenvolvida a ação 
 
Porque estaremos desenvolvendo 
esta ação 
 
 
Comopretendem
os desenvolver a ação 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alunos em situação 
de risco. 
 
 
 
Realizar 
acompanhamento 
sistemático em todas 
as turmas através de 
instrumental de 
frequência diária. 
 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Discutir aspectos necessários para 
o trabalho em equipe que serão 
desenvolvidas e repensadas 
durante todo o ano. 
Promovendo encontros 
mensais com os docentes 
para análise do resultado da 
escola. 
 
 
 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Fortalecer o trabalho em equipe. Proporcionando momentos 
de reflexão a partir da 
análise do cotidiano 
escolar. 
 
 
 
53 
 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Para analisar o desempenho dos 
discentes nas atividades diárias do 
processo de ensino aprendizagem. 
Acompanhando, através de 
instrumental próprio, o 
rendimento escolar. 
 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Mensalmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Desenvolver novas metodologias 
que aprimorem o processo de 
ensino aprendizagem. 
Avaliando os resultados 
obtidos durante o mês, 
objetivando o planejamento 
das atividades seguintes 
seguinte. 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Mensalmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Mapear os alunos que possuem 
acesso à internet. 
Criação de estratégias para 
os alunos que não possuem 
acesso à internet, como 
entrega de atividades 
impressas, entrega de livros 
na escola em horário 
agendado pela equipe. Para 
os que não conseguirem 
nenhuma dessas duas 
opções sugerimos um prazo 
após o retorno das aulas 
presenciais, visando a 
participação deles em todas 
as atividades que já tenham 
sido desenvolvidas. 
 
 
 
 
54 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá feito 
 
 
Quemestará 
responsável 
 
 
AtéQuandoserá 
feito 
 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo 
esta ação 
Comop
retendemos 
desenvolver 
a ação 
 
 
 
 
 
 
Alunos em situação de 
risco. 
 
 
 
Realizar 
acompanhamento 
sistemático em todas 
as turmas através de 
instrumental de
frequência diária. 
 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental 
maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Diariamente 
 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Para acompanhar 
o 
desenvolvimento 
da aprendizagem 
dos discentes. 
Analisando 
as práticas 
pedagógicas 
segundo o 
cotidiano na 
sala de aula 
virtual. 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental 
maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Para evitar o 
abandono doa 
discentes. 
Orientando 
os 
professores 
realizar o 
acompanha
mento da 
frequência 
dos alunos 
nos diários 
de classe. 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental 
maior: Macelo 
Anualmente Por meio das 
plataformas 
digitais 
Para identificar os 
alunos faltosos. 
Criando 
instrumenta
l próprio de 
frequência 
diária. 
 
 
 
55 
 
Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Estagiária Naiane 
Nascimento 
 
Diariamente 
 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
 
Para identificar de 
forma ágil os 
alunos faltosos. 
Realizar 
frequência 
diária. 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental 
maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Semanalmente 
 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Consultand
o os 
instrumenta
is de 
frequência. 
Fundamental 
menor: Jackeline 
Andrade 
Fundamental 
maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Semanalmente 
 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Para viabilizar o 
retorno dos 
alunos faltosos a 
escola. 
Entrando 
em contato 
com os 
pais/respons
áveis. 
 Jackeline Andrade Mensalmente 
 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Informar aos 
órgão 
competentes para 
que os mesmos 
tomem as 
providências 
Preencher a 
ficha do 
FICAI e 
encaminhar 
as 
autoridade 
 
 
 
56 
 
legais. competente
s e 
alimentar o 
site Busca 
ativa 
Escola. 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá feito 
 
 
Quemestará 
responsável 
 
AtéQuandoserá 
feito 
 
 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo 
esta ação 
Comopretend
emos desenvolver 
a ação 
 
 
 
 
 
 
 
Alunos com 
distorção idade-
série 
 
 
 
Sistematização e 
elaboração de ações 
que orientem os 
docentes e discente 
na realização das 
atividades on- lines. 
Corpo docente 
 
Diariamente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Para os alunos que 
apresentam 
distorção idade/série 
acompanhem o 
nível da turma. 
Buscando metodologias 
adequadas para que os 
alunos que apresentam 
distorção idade/série. 
Heliana Meireles Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Proporcionar novos 
momentos de 
aprendizagem aos 
discentes. 
Mobilizando todos os 
professores para o 
cumprimento da Portaria de 
Estudos de Intensificação 
da Aprendizagem. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Diariamente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Garantir a 
aprendizagem dos 
alunos com 
necessidades 
especiais. 
Garantindo que os 
conteúdos sejam adaptados, 
oferecendo uma 
aprendizagem eficiente para 
os alunos com necessidades 
especiais. 
 
 
 
57 
 
 
 
Heliana Meireles No início de cada semestre 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Garantir a 
permanência dos 
alunos na escola. 
Ampliando a modalidade de 
EJAEM de acordo com as 
condições e necessidades da 
escola, assegurando a 
permanência na escola dos 
alunos que apresentam 
distorção idade/série. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Mensalmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Para avaliar se as 
metas de 
aprendizagem estão 
sendo cumpridas. 
Acompanhando o trabalho 
do corpo docente através de 
diários de classe, 
planejamentos e atividades 
desenvolvidas diariamente 
em sala de aula 
 
 
 
58 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá 
feito 
 
 
Quemestará 
responsável 
 
AtéQuandoserá 
feito 
 
Ondeserá 
desenvolvida a ação 
 
Porque estaremos 
desenvolvendo esta ação 
Comopretende
mos desenvolver a 
ação 
 
 
 
 
 
 
 
Alfabetização dos 
alunos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fortalecer a 
parceria entre 
família e 
escola. 
Heliana Meireles Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Para que a família possa 
ajudar no processo de 
ensino aprendizagem. 
Promovendo reunião 
de pais e mestres na 
busca de fortalecer 
parceria 
família/escola. 
Heliana Meireles 
 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Analisar o desempenho dos 
discentes e docentes nas 
atividades diárias do 
processo de 
ensino/aprendizagem. 
Incentivando o uso de 
estratégias junto aos 
pais/responsáveis 
para o 
acompanhamento 
diário das ANP’S 
seguindo o 
cronograma de 
estudos sugerido pela 
instituição de ensino. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente 
 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
 
Propor novas metodologias 
e consequentemente novas 
oportunidades de 
aprendizado. 
Realizando semana de 
avaliação baseada nas 
matrizes curriculares, 
a fim de promover 
novas oportunidades 
de estudo. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Proceder ao 
acompanhamento e 
avaliação dos alunos, 
dando prioridade aos 
aspectos qualitativos 
em relação aos 
quantitativos. 
 
 
 
59 
 
 
Mobilizar toda 
a comunidade 
escolar para 
participar das 
atividades e 
simulados do 
projeto Aprova 
Brasil. 
 
Heliana Meireles Anualmente Por meio das 
plataformas digitais 
 
 
 
Para familiarizar os alunos 
com o modelo da prova 
SAEB e revisar os 
principais conteúdo. 
Desenvolver as 
atividades e 
simulados seguindo o 
cronograma do 
projeto Aprova 
Brasil. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Reunir a equipe de 
docentes para 
sensibilizar quanto a 
importância de 
participação na 
avaliação SAEB, 
orientando-os quanto 
ao cumprimento 
participação no 
projeto Aprova 
Brasil. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente 
 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Avaliar se as metas 
nos níveis de 
aprendizagem nas 
proficiências em 
língua portuguesa e 
matemática estão 
sendo atingidos. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente 
 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Monitorando a 
aplicação das 
atividades simulados 
do Projeto Aprova 
Brasil 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá 
feito 
 
Quemestará 
responsável 
 
AtéQuandose
rá feito 
 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo esta 
ação 
Comopretend
emos desenvolver 
a ação 
 
 
 
60 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alfabetização dos 
alunos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Criar estratégias 
que ajudem os 
discentes no 
processo de 
ensino 
aprendizagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lidiane Santos 
 
Bimestralmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Para ajudar os alunos 1º 
Ano/Ensino Fundamental 
serem alfabetizados na 
idade certa. 
Contação de estórias 
através de vídeo 
produzido pela 
professora, leitura 
individual através de 
chamadas de vídeos 
no Whatsaap, ditado 
virtual através Power 
point animado e 
resolução de 
atividades 
acompanhado de 
material impresso
entregue aos pais na 
escola para todos os 
alunos. 
Jhoan Pablo 
Edileuza Rocha 
Marilene Gois 
Katia Virginia 
Ana Luisa 
Elidayse Cristina 
Elineide Santos 
Quinzenalmente 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Para ajudar os alunos serem 
alfabetizados na idade 
certa. 
2º, 3º, 4º e 5º 
anos/Ensino 
Fundamental: 
produção de vídeos no 
canal do youTube 
explicando os 
conteúdos 
programados 
utilizando o livro 
didático, envio para o 
grupo de whatssap da 
turma material 
complementar através 
de arquivos PDF e 
WORD e entrega de 
material impresso 
 
 
 
61 
 
 para os alunos sem 
acesso à internet. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente 
 
 
Por meio das 
plataformas digitais 
Para ajudar o processo de 
alfabetização dos alunos. 
6º ao 9º ano/Ensino 
Fundamental e 1ª ao 3ª 
séries do Ensino Médio 
e EJAEM:- Uso do 
Portal e da TV Aperipê 
para assistir as 
Videoaulas;- Indicação 
de filmes de acordo com 
cada componente 
curricular.- Criação de 
cinco etapas do 
desenvolvimento de 
ensino:1º etapa- 
desenvolvimento de 
conteúdo escrito.2º 
etapa- vídeo explicativo 
seja ele do próprio 
professor ou do 
youtube.3º etapa- 
realização de 
atividades.4º etapa- 
realização de 
videoconferências para 
retirada de dúvidas.5º 
etapa- receber e realizar 
correção das atividade.- 
Uso do livro didático e 
material complementar 
enviado para o grupo de 
whatssap da turma 
através de arquivos PDF 
e WORD e entrega de 
material impresso para 
os alunos sem acesso à 
internet. 
 
 
 
 
62 
 
 
 
 
 
 
 
Inserir a questão Étnico-
racial durante o
 ano letivo 
Promover a 
implementação das 
Diretrizes 
Curriculares para a 
Educação das 
Relações Étnico- 
Raciais e para o 
Ensino de História e 
Cultura Afro- 
brasileira, Africana e 
indígena, 
mobilizando a 
comunidade escolar 
para a realização das 
atividades. 
 
 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão Alves 
Bimestralmente Durante a 
pandemia, as ações 
serão desenvolvid as 
de forma online, para 
serem publicadas 
posteriorme nte nas 
redes sociais do 
colégio. 
Porque precisamos discutir 
cada 
dia mais sobre 
questões de 
pluralidade, respeito às 
diferenças e à 
diversidade, bem como 
focar em umas 
competências gerais 
da BNCC que pode 
nos ajudar muito 
quando se tratar do 
outro: empatia. 
Realizando 
encontros 
virtuais 
bimestrais 
com os 
docentes, 
para que 
possamos 
ajuda-los 
na 
formação 
continuad
a sobre 
essa 
temática, 
partilhand
o 
experiênci
as 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá feito Quemestar á 
responsável 
AtéQuando 
será feito 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
Porque estaremos 
desenvolvendo esta ação 
ComoPretende
mos desenvolver 
a ação 
 
 
 
 
Redução do conceito 
Classificação Progressiva 
80 % 
 
 
 
 
 
Promover a 
recuperação dos 
alunos com 
defasagem 
educacional 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Bimestralmente Na escola/ 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Discutir aspectos necessários para o 
trabalho em equipe que serão 
desenvolvidas e repensadas durante 
todo o ano. 
Promovendo 
encontros bimestrais 
(on-line ou 
presencialmente) com 
os docentes para 
análise do resultado 
da escola. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Bimestralmente Na escola/ 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Para fortalecer o trabalho em equipe. Proporcionando 
momentos de reflexão 
a partir da análise do 
cotidiano 
escolar. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: 
Militão Alves 
Bimestralmente Na escola/ 
Por meio das 
plataformas 
digitais 
Para analisar o desempenho 
dos discentes nas atividades 
diárias do processo de ensino 
aprendizagem. 
Acompanhando, através 
de instrumental 
próprio, o rendimento 
escolar. 
Heliana Meireles Anualmente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas 
digitais 
Para desenvolver novas 
metodologias que aprimorem o 
processo de ensino 
aprendizagem. 
Avaliando os 
resultados obtidos 
durante o ano 
letivo, objetivando 
o planejamento do 
ano seguinte. 
 
 
 
64 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá feito Quemestará 
responsável 
AtéQuandoserá 
feito 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo 
esta ação 
Comopretendemos 
desenvolver a ação 
 
 
 
Redução do conceito 
Classificação 
Progressiva 
80 % 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Realizar acompanhamento 
pedagógico em todas as 
turmas 
Corpo docente Diariamente Na escola/ Por meio 
das plataformas digitais 
Para acompanhar o 
desenvolvimento da 
aprendizagem dos 
discentes. 
Analisando as práticas 
pedagógicas segundo o 
cotidiano em sala de aula. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Anualmente Na escola/ Por meio 
das plataformas digitais 
Buscar novas 
metodologias. 
Identificar em cada turma 
quem são os alunos com 
distorção idade/série. 
Corpo docente Diariamente Na escola Para os alunos que 
apresentam distorção 
idade/série 
acompanhem o nível 
da turma. 
Buscando metodologias 
adequadas para que os 
alunos que apresentam 
distorção idade/série. 
Heliana Meireles Bimestralmente Na escola/ Por meio 
das plataformas digitais 
Proporcionar novos 
momentos de 
aprendizagem aos 
discentes. 
Mobilizando todos os 
professores para o 
cumprimento da Portaria de 
Estudos de Intensificação da 
Aprendizagem. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Diariamente Na escola/ Por meio 
das plataformas digitais 
Garantir a 
aprendizagem dos 
alunos com 
necessidades 
especiais. 
Garantindo que os conteúdos 
sejam adaptados, oferecendo 
uma aprendizagem eficiente 
para os alunos com 
necessidades especiais. 
Heliana Meireles No início de cada semestre Na escola/ Por meio 
das plataformas digitais 
Garantir a 
permanência dos 
alunos na escola 
ou de forma 
remota. 
Ampliando a modalidade de 
EJAEM de acordo com as 
condições e necessidades da 
escola, assegurando a 
permanência na escola dos 
alunos que apresentam 
distorção idade/série. 
 
 
 
65 
 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Mensalmente Na escola/ Por meio 
das plataformas digitais 
Para avaliar se as 
metas de 
aprendizagem estão 
sendo cumpridas. 
Acompanhando o trabalho 
do corpo docente através de 
diários de classe, 
planejamentos e atividades 
desenvolvidas diariamente 
em sala de aula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá feito Quemestará 
responsável 
AtéQuandoserá 
feito 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo 
esta ação 
Comopretendemos 
desenvolver a ação 
 
 
 
 
 
Redução do abandono 
em 80% 
 
 
 
 
 
 
 
 
Realizar acompanhamento 
sistemático em todas as 
turmas através de 
instrumental de frequência 
diária. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Para evitar o 
abandono doa 
discentes. 
Orientando os professores 
realizar o acompanhamento da 
frequência dos alunos nos 
diários de classe. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Anualmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Para identificar os 
alunos faltosos. 
Criando instrumental próprio 
de frequência diária. 
Larrysa Mendonça Diariamente Na escola/ Por meio das 
plataformas
digitais 
 
 
Para identificar de 
forma ágil os alunos 
faltosos. 
Realizar frequência diária. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Semanalmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Consultando os 
instrumentais de frequência. 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Semanalmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Para viabilizar o 
retorno dos alunos 
faltosos a escola. 
Entrando em contato com os 
pais/responsáveis. 
 
 
 
67 
 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Mensalmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Informar aos órgão 
competentes para que 
os mesmos tomem as 
providências legais. 
Preencher a ficha do FICAI e 
encaminhar as autoridade 
competentes. 
Quem muito atrapalha, muit 
oaprende? 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Diariamente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Compreender as 
regras de convivência 
em grupo, como uma 
unidade social que 
articula processos 
individuais e coletivos. 
Realizando as atividades 
perdidas (quando os discentes 
forem expulsos da sala de aula 
regular) em turno oposto. 
 
Controle do segundo horário 
E participação nas aulas on-
line 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo 
Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Diariamente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Combater a evasão 
escolar, segurança dos 
alunos. 
Acompanhando o aluno a 
entrada dos alunos, os 
chegarem duas vezes na 
semana no segundo horário 
deverá comparecer no turno 
contrário. Caso nao entre nas 
aulas on-line ou não entrgue as 
atividades, ligar para pais e 
responsáveis para ver o que 
está acontecendo. 
 
 
 
68 
 
 
Frente 
de 
atuação 
(Metas) 
O queSerá 
feito 
Quemestará 
responsável 
AtéQuando 
será feito 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo esta 
ação 
Comopretendemos 
desenvolver a ação 
 
 
 
 
 
 
Redução do 
abandono em 80% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Envolver a 
participação da 
comunidade escolar 
no processo 
educativo 
Heliana Meireles No início do ano 
letivo 
Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Para proporcionar aos 
alunos um momento 
acolhedor e que 
possamos juntos 
construir as regras de 
convivência necessárias 
no cotidiano escolar. 
Realizando o acolhimento dos discentes, 
abrindo espaço para que os mesmos e 
seus pais/responsáveis conheçam os 
professores, a equipe diretiva, os 
funcionários e os colegas de turma. 
Heliana Meireles Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Para fortalecer a parceria 
entre família e escola. 
Promovendo reunião de pais e mestres na 
busca de fortalecer parceria família/escola. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão Alves 
Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Analisar o desempenho 
dos discentes e docentes 
nas atividades diárias do 
processo de 
ensino/aprendizagem. 
Incentivando o uso de estratégias junto aos 
pais/responsáveis para o acompanhamento 
diário das atividades extraclasse seguindo o 
cronograma de estudos sugerido pela 
instituição de 
ensino. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
 
 
Propor novas 
metodologias e 
consequentemente novas 
oportunidades de 
aprendizado. 
Realizando semana de avaliação baseada 
nas matrizes curriculares, a fim de 
promover novas oportunidades de estudo. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Proceder ao acompanhamento e avaliação 
dos alunos, dando prioridade aos aspectos 
qualitativos em relação aos quantitativos. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Para acompanhar a 
aprendizagem de cada 
aluno através de 
conversas entre os 
pais/responsáveis com os 
professore e/ou equipe 
diretiva. 
Promovendo a reunião de conselho de classe 
e buscando dialogar com os estudantes em 
situação difícil, a fim de detectar possíveis 
problemas. 
 
 
 
69 
 
Frente 
de 
atuação 
(Metas) 
O queserá 
feito 
Quemestará 
responsável 
AtéQuando 
será feito 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo 
esta ação 
Comopretendemos 
desenvolver a ação 
 
 
 
 
Melhoria da 
proficiência em 
Resolução Leitura 
do nível 3 para o 
nível 5. 
 
 
 
 
 
 
Mobilizar toda a 
comunidade escolar 
para participar das 
avaliações SAEB/ 
externas 
Heliana Meireles Anualmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
 
 
 
 
 
Para familiarizar os 
alunos com o modelo da 
prova SAEB e outras e 
revisar os principais 
conteúdo. 
Reunir a equipe de docentes para 
sensibilizar quanto a importância de 
participação nas avaliações externas, 
orientando-os quanto ao 
cumprimento 
dos critérios de participação. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
 
Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Avaliar se as metas nos níveis de 
aprendizagem nas proficiências em 
língua portuguesa e matemática 
estão sendo atingidos. 
Corpo docente Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Aplicar simulados das avaliações 
SAEB. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
 
Bimestralmente Equipe diretiva Monitorar a aplicação dos simulados e 
das avaliações SAEB. 
 
 
 
70 
 
Frente 
de 
atuação 
(Metas) 
O queserá 
feito 
Quemestará 
responsável 
AtéQuandose
rá feito 
Ondeserá 
desenvolvida a ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo 
esta ação 
Comopretendemos 
desenvolver a ação 
 
 
 
 
 
 
Melhoria da 
proficiência em 
Resolução 
Leitura do nível 3 
para 
o nível 5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fomentar a 
participação dos 
alunos no ENEM 
Heliana Meireles Anualmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
 
 
 
 
 
 
Para familiarizar os 
alunos com o modelo 
das provas do ENEM, 
revisar os principais 
conteúdo e incentivá- 
los a participar. 
Orientar os professores para 
incluir no planejamento ações 
voltadas para o ENEM. 
Militão Alves De acordo com o 
cronograma divulgado 
pelo INEP 
Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Divulgar através de redes 
sociais vinculadas a instituição de 
ensino os cronogramas do ENEM. 
Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Realizar ciclos de palestras on-line 
para estimular os alunos a 
descobrirem suas futuras 
profissões. 
Corpo docente Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Aplicar simulados do ENEM. 
Corpo docente e 
Militão Alves 
A confirmar Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Promover aulas intensivas para 
o ENEM. 
Corpo docente Semanalmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Promover momentos de dicas de 
redação. 
Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio das 
plataformas digitais 
Envolver os professores das 
turmas na elaboração, aplicação e 
correção dos simulados, das 
revisões e das redações. 
Heliana Meireles e 
 
Militão Alves de Andrade 
De acordo com o 
cronograma da 
SEDUC 
 Por meio das 
plataformas digitais/na 
escola 
Para aperfeiçoar o 
aprendizado dos 
alunos. 
Incentivar a participação dos alunos 
da 3ª série a participar dos eventos 
realizados pela Secretária de 
Educação, Esporte e da Cultura
relacionados com o ENEM: 
simulados, aulões e 
Revisões nas diveras plataformas 
digitais. 
 
 
 
71 
 
Frente 
de 
atuação 
(Metas) 
O 
queserá 
feito 
Quemestar á 
responsável 
AtéQuand 
oserá feito 
Ondeserá 
desenvolvida 
a ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo 
esta ação 
Comopretendemos desenvolver a 
ação 
 
 
 
 
Melhoria da 
proficiência em 
Resolução de 
Problemas do nível 
2 para o nível 4. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fomentar a 
participação 
dos alunos no 
ENEM 
Heliana Meireles e 
 
Militão Alves de 
Andrade 
Anualmente Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
 
 
 
 
 
Para familiarizar os 
alunos com o modelo 
das provas do ENEM, 
revisar os principais 
conteúdo e incentiva- 
lós a participar. 
Orientando os professores para incluir no 
planejamento ações voltadas para o ENEM. 
Corpo docente e 
 
Militão Alves 
Bimestralmente Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
Realizando ciclos de palestras para estimular os 
alunos a descobrirem suas futuras profissões. 
Corpo docente Bimestralmente Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
Aplicando simulados do ENEM. 
Corpo docente e 
Militão Alves 
De 23 a 31 do 10 e de 
04 a 07 do 11 
Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
Promovendo aulas intensivas para o ENEM. 
Militão Alves Bimestralmente Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
Envolvendo os professores das turmas na 
elaboração, aplicação e correção dos 
simulados. 
Heliana Meireles e 
 
Militão Alves de 
Andrade 
De acordo com o 
cronograma da 
SEDUC 
Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
Incentivando a participação dos alunos da 3ª série e 
EJAEM a participar dos eventos realizados pela 
Secretária de Educação, Esporte e da Cultura 
relacionados com o ENEM: simulados, aulões 
e revisões. 
Propor momentos de 
reflexão sobre a 
prática 
pedagógica, o 
trabalho em 
equipe e a troca de 
experiência 
Toda a comunidade 
escolar 
Durante todo o ano 
letivo 
Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
Para incentivar os 
alunos melhorarem o 
nível de proficiência. 
Realizado projetos interdisciplinares de 
aprendizagem com foco nas datas 
comemorativas, que envolvam toda a comunidade 
escolar. 
Heliana Meireles e 
 
Militão Alves de 
Andrade 
Até o fim do ano 
letivo de 2021 
Na escola/ Por meio 
das plataformas 
digitais 
Para motivar os alunos 
ampliarem o 
aprendizado. 
Organizando dinâmicas com metodologias 
diversificadas que envolvam os alunos nas 
atividades, com foco na melhoria da proficiência 
em resolução de problemas. 
 
 
 
72 
 
 
Frente 
de 
atuação 
(Metas) 
O queserá 
feito 
Quemestará 
responsável 
AtéQuando 
será feito 
Ondeserá 
desenvolvida 
a ação 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo esta 
ação 
Comopretendemos 
desenvolver a ação 
 Participar das atividades Alunos Diariamente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas digitais 
Para incentivar os alunos a Organizar dinâmicas com metodologias 
 desenvolvidas pela melhorarem a proficiência diversificadas para envolver os alunos 
 instituição de ensino em leitura e resolução de nas atividades, com foco na melhoria da 
 com foco na proficiência problemas para os níveis proficiência em leitura e resolução de 
 em leitura e resolução adequados. problemas. 
Protagonism o 
Estudantil 
em problemas 
Oficina “não perda 
quem você é” 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Mensalmente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas digitais 
Humanizar e 
sentimentalizar as 
abordagens e informações 
sobre o suicídio, levando à 
reflexão, conscientização e 
consolo a todos sobre a 
seriedade do problema. 
Realizando encontros de forma on-
line com estudantes que se sentem 
com a autoestima baixa, realizando 
debates, palestras e ações reflexivas 
sobre o valor da vida. 
 Turma da vez 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
A cada duas semanas Na escola/ Por 
meio das 
plataformas digitais 
Contribuir para a formação 
do aluno cidadão 
consciente de seu papel na 
sociedade contemporânea. 
A turma selecionada apresentará 
o projeto em forma de 
documentário, cartazes, 
maquetes, sendo que, em alguns 
casos, a intervenção do problema 
será executada pela 
comunidade escolar em geral. 
 
 
 
73 
 
 Escola solidária, 
sociedade humanizada 
Fundamental menor: 
Jackeline Andrade 
Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Diariamente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas digitais 
Estabelecer e ampliar as 
relações sociais, 
aprendendo articular 
interesses e pontos de 
vista, interagindo, 
respeitando a diversidade, 
e desenvolvendo atitudes 
de generosidade e 
colaboração. 
A comunidade escolar deverá estar 
unida para oferecer objetos que não 
podem ser partilhados no momento e 
que às vezes podem estar fazendo 
falta ao outro. 
 
 
 
 
 
 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá 
feito 
Quemestará responsável AtéQuandoserá 
feito 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
Porque estaremos 
desenvolvendo esta ação 
Comopretendemos desenvolver a ação 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formação de 
Professores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Difundir as 
diretrizes 
do 
currículo 
Sergipano 
e a Base 
Nacional 
Comum 
Curricular 
 
 
 
Fundamental menor: Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão Alves 
 
Heliana Meireles 
No início de cada 
semestre 
Na escola/ Por 
meio das 
plataformas 
digitais 
 
 
 
 
 
 
Para Promover troca de 
experiências sobre boas 
práticas, baseadas nas 
habilidades e competências 
da BNCC e do Currículo 
Sergipano. 
Organizando momentos de 
estudos sobre as competências e 
habilidades previstas na Base Nacional 
Comum Curricular e no 
Currículo Sergipano. 
Fundamental menor: Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão Alves 
 
Heliana Meireles 
Bimestralmente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas 
digitais 
Traçando cronograma de 
planejamento dos planos de curso baseados 
nos Currículo Sergipano e da Base 
Nacional Comum Curricular. 
Toda a comunidade 
escolar 
Anualmente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas 
digitais 
Renovando o Projeto Político 
Pedagógico baseados no Currículo 
Sergipano e a Base Nacional Comum 
Curricular. 
Fundamental menor: Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão Alves 
 
Heliana Meireles 
Bimestralmente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas 
digitais 
Incentivando os docentes 
atualizar seus planos de curso e de aula 
adaptados a BNCC, ao Currículo 
Sergipano e ao PPP. 
Fundamental menor: Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão Alves 
 
 
Bimestralmente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas 
digitais 
Acompanhando a elaboração do plano de 
curso e de aula da unidade de ensino. 
 
 
 
 
 
Fundamental menor: Jackeline Andrade 
Fundamental maior: Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão Alves 
Heliana Meireles 
Anualmente Na escola/ Por 
meio das 
plataformas 
digitais 
Avaliando a elaboração e 
execução dos planos de curso, segundo o 
Currículo 
Sergipano através de instrumental 
próprio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Frente de 
atuação 
(Metas) 
O queserá 
feito 
 
 
Quemestará 
responsável 
 
 
AtéQuandoserá 
feito 
 
 
Ondeserá 
desenvolvida a 
ação 
 
Porque 
estaremos 
desenvolvendo esta 
ação 
Comopretendemos desenvolver a 
ação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formação de 
Professores 
 
 
 
 
 
Difundir as diretrizes 
do currículo 
Sergipano e a Base 
Nacional Comum 
Curricular 
 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
 
Heliana Meireles 
No início de cada semestre
Por meio das 
plataformas 
digitais/na escola 
 
 
 
 
Para Promover troca de 
experiências sobre boas 
práticas, baseadas nas 
habilidades e 
competências da BNCC 
e do Currículo 
Sergipano. 
Organizando momentos de estudos sobre as 
competências e habilidades previstas na Base 
Nacional Comum Curricular e no Currículo 
Sergipano. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
 
Heliana Meireles 
Bimestralmente Por meio das 
plataformas 
digitais/na escola 
Traçando cronograma de planejamento dos 
planos de curso baseados nos Currículo 
Sergipano e da Base Nacional Comum 
Curricular. 
Toda a comunidade escolar Anualmente Por meio das 
plataformas 
digitais/na escola 
Incentivando os docentes atualizar seus planos 
de curso e de aula adaptados a BNCC, ao 
Currículo Sergipano e ao PPP. 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
Bimestralmente Por meio das 
plataformas 
digitais/na escola 
Acompanhando a elaboração do plano de curso 
e de aula da unidade de ensino. 
 
 
 
 
 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
 
Heliana Meireles 
Mensalmente Por meio das 
plataformas 
digitais/na escola 
Avaliando a elaboração e execução dos planos 
de curso, segundo o Currículo Sergipano através 
de instrumental próprio 
Fundamental menor: Jackeline 
Andrade Fundamental maior: 
Macelo Sales 
Ensino Médio: Militão 
Alves 
 
Heliana Meireles 
Anualmente Por meio das 
plataformas 
digitais/na escola 
Capacitação dos professores pelos 
coordenadores sobre ferramentas digitas que 
poderiam ser utilizadas por eles para o 
desenvolvimento das aulas não presenciais, a 
saber: Zoom, Google Meet, Whatssapp, Blog, 
Canal no Youtube, google classroom. 
O Programa 
Saúde na 
Escola (PSE) 
contribuir para a 
formação integral 
dos estudantes. 
Toda comunidade escolar 
Diretora do PSE municipal 
Amanda Andrade 
Covid e Dengue- 
mensalmente 
Gravidez na adolescência- 
anualmente 
Outras ações- 
esporadicamente 
Por meio das 
plataformas 
digitais/na escola 
Promoção, prevenção 
e atenção à saúde, 
com vistas ao 
enfrentamento das 
vulnerabilidades que 
comprometem o pleno 
desenvolvimento de 
crianças e jovens da 
rede pública de 
ensino. 
Avaliando as Condições de Saúde das 
crianças, adolescentes e jovens que estão 
na escola pública. 
http://sistemas.aids.gov.br/saudenaescola2010/index.php?q=node/67
http://sistemas.aids.gov.br/saudenaescola2010/index.php?q=node/67
http://sistemas.aids.gov.br/saudenaescola2010/index.php?q=node/67
 
 
 
 
79 
 
PROJETOS REALIZADOS NA ESCOLA 
 
Há alguns anos O Colégio Estadual Guilherme Campos vem investindo na melhoria 
dos resultados de aprendizagem dos discentes em parceria com toda a comunidade escolar, 
promovendo o protagonismo estudantil, por meio de atividades associadas a temas de interesse 
deste público alvo desenvolvendo projetos como: 
 Feira do Conhecimento- colocar a teoria em prática, despertando nos estudantes a 
curiosidade científica, treinando-os na utilização da metodologia científica, estimulando-os a 
formular questões científicas baseadas na realidade cotidiana por eles vivenciada e despertando 
um maior interesse elos estudos. 
 Defile Cívico- Despertar a consciência sobre os deveres com o patrimônio escolar, valor 
e respeito aos colegas, professores e demais funcionários. Valorizar os símbolos da nossa Pátria. 
Estudar o passado histórico e a significação da data “Sete de Setembro”. 
 Talent´s Night e Proyecto Hispano Hablante- Possibilitar aos alunos maior percepção 
de sua própria cultura por meio do conhecimento da cultura de outros povos, além de contribuir 
para uma reflexão dos alunos sobre sua própria língua por meio de comparações de uma forma 
prática e motivadora. 
 Noite Literária e Chá e Literatura- resgatar a cultura de contar histórias, recitar poesias, 
despertar o gosto pela leitura, envolvendo a comunidade escolar interna e externa para assistir 
boas peças teatrais, em um momento de descontração e inovação. 
 Por onde anda seu sorriso?- proporcionar ao estudante um momento de empatia e 
solidariedade, visando diminuir doenças mentais entre jovens e adolescentes. 
 Semana do sonho das crianças- revelar o lado inocente, imaginativo e sábio das crianças, 
despertando o gosto pela aprendizagem de forma dinâmica e inesquecível. 
 Webgincana- motivar os estudantes em meio ao período de aulas online. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 
 
ENSINO FUNDAMENTAL MENOR 
 
Componente Curricular - Língua Portuguesa 
A proposta curricular de Língua Portuguesa deve ser articulada no decorrer dos anos, 
visto que os conteúdos aparecem ao longo de toda a escolaridade, variando apenas o grau de 
aprofundamento e sistematização. Por isso, é preciso selecionar/organizar os conteúdos 
segundo critérios que possibilitem continuidade/progressão das aprendizagens, a saber: 
 
 Levar em consideração conhecimentos anteriores dos alunos em relação ao que 
se pretende ensinar, identificando até que ponto os conteúdos ensinados foram realmente 
aprendidos. 
 Mediar os variados conteúdos como definidor do grau de autonomia possível aos 
alunos, na realização das atividades, nos diferentes anos. 
 
Vale ressaltar também que o conceito de ensino da língua que se almeja prioriza a 
articulação dos eixos/dimensões/unidades temáticas organizadoras, as quais são muito 
importantes para o processo de apropriação da linguagem escrita: a oralidade, a leitura, a escrita, 
os conhecimentos linguísticos (em especial as relações sons e letras e letras e sons) e 
gramaticais, a educação literária. Acredita-se que o real articulador dessas dimensões é o texto, 
tanto na modalidade oral quanto na escrita. O texto é, portanto, a unidade de ensino da língua, 
em especial, com situações concretas de interação social. 
Dessa forma, é evidente a necessidade de planejar e colocar em prática estratégias 
diferenciadas ampliam a possibilidade em proporcionar condições para que todos os alunos 
aprendam, ou melhor, engajem-se ativamente em atividades de aprendizagem. Por isso, a 
atividade do professor deve ser um conjunto de ações intencionais, conscientes, dirigidas para 
um fim específico, de modo a permitir que os alunos interajam, participando ativamente do 
processo de apropriação do saber. Logo, a atividade pedagógica não pode ser caracterizada 
como automatizada e reprodutora de forma mecânica de conteúdos presentes no livro didático, 
bem como, não deve ser marcada pelo simples fato de ficar esperando, na sala de aula, o tempo 
passar enquanto os alunos realizam tarefas sem sentido. 
 
 
 
 
81 
 
Objetivos específicos: 
 
 Reconhecer a língua como meio de construção de identidades de seus usuários e 
da comunidade a que pertencem; 
 Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, 
heterogêneo e sensível aos contextos de uso; 
 Demonstrar atitude respeitosa diante de variedades linguísticas, rejeitando 
preconceitos linguísticos; 
 Valorizar a escrita como bem cultural da humanidade; 
 Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequado 
à situação comunicativa, ao interlocutor e ao gênero textual; 
 Analisar argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios 
de comunicação, posicionando-se criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que 
ferem direitos humanos e ambientais; 
 Reconhecer o texto como lugar de manifestação de valores e ideologias, lugar 
de correlações, lugar de entrada do diálogo com outros textos que remetem a textos passados e 
que farão surgir textos futuros; 
 Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos e 
interesses pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento,
e autoritárias e dinamizar a rotina da instituição, 
num processo educativo continuo, de forma cooperativa e participativa dentro dos princípios 
da gestão democrática. 
O referido colégio, foi criado através do decreto n° 224 de 07 de novembro de 1953, 
no governo de Arnaldo Rolemberg Garcez jurisdicionado a Diretoria Regional de Educação 
DRE’03. O Colégio encontra-se localizado na Rua: Siqueira de Menezes n° 361, Campo do 
Brito- Se, mantido pelo governo do Estado. 
A princípio foi edificado com a finalidade de atender a cliente estudantil com a faixa 
etária de 07 a 14 anos no Ensino fundamental. Chegou a ofertar a Educação de Jovens e Adultos 
EJAEF II. A partir do ano de 2007, passou a ofertar o Ensino Médio Regular. Atualmente oferta 
a Educação de Jovens e Adultos para o Ensino Médio - EJAEM seriado, no turno noturno. Onde 
oferta, atualmente, o Ensino Fundamental Menor, Ensino Fundamental Maior, o Ensino Médio 
regular e o EJAEM. Através do decreto n° 24.174 de 228 de dezembro de 2006, transformou-
se no Colégio Estadual Guilherme Campos, onde funciona nos três turnos. O nome da 
instituição foi em homenagem ao Dr. Guilherme de Souza Campos, ilustre sergipano que 
assumiu relevantes cargos, inclusive o de Presidente do Estado de Sergipe, o patrono da escola 
nasceu no engenho Periquito, no município de Itabaianinha, é filho do coronel José Vicente de 
Sousa e de Dona Porfhiria de Campos Sousa, no dia 10 de fevereiro de 1850 e faleceu em 
Aracaju em 03 de outubro de 1923. Fez o primário naquela vila e em Estância; Cursou 
Humanidades em Recife em cuja a faculdade de Direito Bacharelou- se em Ciências Jurídicas 
e Sociais, em 22 de novembro de 1871 foi Promotor Público de Lagarto; Juiz municipal, Juiz 
de Direito (do Maranhão) chefe de polícia do Espirito Santo; Desembargador do Tribunal da 
Relação, chefe de polícia de Sergipe; Presidente do Estado, Senador Federal. 
 As residências ao redor do colégio são feitas em alvenaria, sendo as ruas de acesso 
todas asfaltadas, e sem rede de esgoto. O principal hábito de laser é o futebol, onde é praticado: 
na quadra do colégio, ginásio de esportes, campos de futebol society, campos de futebol dos 
povoados e também nas ruas. No quesito trabalho e rendimento, segundo dados do IBGE de 
 
 
 
 
6 
 
2017, o salário médio mensal, dos trabalhadores formais, era de 1,7 salários mínimos. As 
principais fontes de renda são: o comércio, a pecuária, a produção de farinha de mandioca, o 
funcionalismo público, o trabalho com a castanha, a construção civil, fábrica de móveis, dentre 
outros. O colégio é composto por alunos de diversas etnias religiosas como: Igreja Católica, 
Adventista do 7° Dia, Centro Espirita, Testemunhas de Jeová, Assembleia de Deus, Batista, 
Candomblé, entre outros. O município disponibiliza de uma Clínica da Família e postos de 
saúde em alguns povoados, para atendimentos básicos. O principal meio de transporte entre os 
povoados e a cidade é a motocicleta, e alguns ônibus privados que partem de alguns povoados 
mais distantes até o centro da cidade. A feira livre é tradicionalmente às sextas-feiras, onde as 
famílias encontram diversos tipos de produtos, muitos deles são produzidos no próprio 
município como a farinha de mandioca e a castanha. De modo geral, os alunos possuem um 
perfil predominante de classe baixa. Percebe-se, no entanto, que atualmente devido a ocupação 
da área por novos moradores, em face do fenômeno da expansão da cidade, sua característica 
socioeconômica cultural tem muita influência na vida escolar de alguns alunos, porque 
aproximadamente 35% não dispõe de condições dignas de vida, não possuem renda fixa, 
alimentação adequada, vestuário e moradia. Tendo em vista que a escola é o reflexo da 
sociedade e vice-versa, a grande maioria de nossos alunos está em situação de vulnerabilidade 
social, em especial, pela desestrutura familiar, ocasionada pela ausência de uma figura de 
autoridade que possa servir de referência para esses jovens, o que exige do nosso Colégio a 
necessidade constante de aprimoramento e revisão dos nossos conceitos pedagógicos, com 
vistas a realização de uma prática pedagógica, fundamentalmente, alicerçada em uma educação 
integral, que compreenda o jovem estudante como um ser político, refletindo-se a partir de 
contextos sócio-histórico-culturais. 
 
Diagnóstico 
Atualmente temos um total de 847 alunos matriculados em todas as modalidades de 
ensino, conforme tabela abaixo: 
ALUNOS – 2021 
 Modalidade 
Turno 
Educação 
especial 
Fundamental 
Menor 
Fundamental 
Maior 
Ensino 
Médio 
EJAEM 
Matutino 18 - 244 189 - 
 
 
 
 
7 
 
Vespertino - 169 121 - - 
Noite - - - - 106 
Total por 
modalidade 
18 169 365 189 106 
TOTAL GERAL 847 
 
O quadro funcional é composto por 46 professores, desses 02 estão adaptados, 42 
efetivos, 01 contratado e 01 técnica-pedagógica, conforme tabela abaixo: 
 
Quadro demonstrativo dos professores e respectivas áreas de atuação 
Docente Disciplina 
Ademária Santana Sales Santos Espanhol 
Adriana Bispo Calderaro Educação Física (adaptada) 
Alex Sandro Santana De Almeida Educação Física 
Alexsander da Costa Souza Educação Física 
Alisson de Carvalho Oliveira Matemática 
Ana Luisa Ribeiro de Oliveira Polivalente 
Andreza Monique Santana Carvalho Geografia (licença) 
Cleidiane da Silva Vieira Oliveira Português 
Cristiane do Nascimento C. Santos Português 
Dernival Dos Santos Geografia 
Edileuza Rocha Barreto Polivalente 
Edilvan Lima Meireles História 
Elidayse Cristina Santana Santos Polivalente 
 
 
 
 
8 
 
Elineide Santos Meireles Polivalente 
Gilvante pereira de Aquino Mendonça Técnica-pedagógica 
Irlamarques Azevedo Do Nascimento Matemática 
Jaeldson Santos De Aquino Física 
Jomarks De Oliveira Matias Biologia 
Jorge Correia de Lima História 
José Almeida Dos Santos Irmão Pedagogo (Adaptado) 
José Carlos Santos História 
José Cleverton Da Conceição Passos Física 
José Rosemberg Oliveira Menezes Português 
Joseana Souza Da Fonseca Inglês 
Josefa Almeida Da Silveira Português 
Joan Pablo de Andrade Polivalente 
Kátia Virgínia Nunes Bezerra dos Santos Polivalente 
Lidiane Dos Santos Rocha Polivalente 
Liliane Brito Santos Química 
Luciano Santos Química 
Luciene Meireles Santos Dantas História 
Maria Domingas Santos Andrade Educação Física 
Maria Lucivânia dos Santos Polivalente 
Marcos Antônio Ribeiro De Andrade Matemática 
Marilene Góis De Andrade Polivalente 
Mônica De Jesus Andrade Inglês 
Monise de Jesus Siqueira Biologia 
Morgana Santana De Freitas Lima Polivalente 
 
 
 
 
9 
 
Roquenedy Lima Passos Matemática 
Sandra Machado Mendonça Polivalente (licença) 
Sandra Mara Ferreira Ribeiro Português 
Sérgio De Jesus Matemática 
Tatiane Silva Cruz Geografia 
Wesley Paes da Costa Geografia 
 
Atualmente a administração compõe-se de 01 Diretora, 01 Secretário e 03 
Coordenadores Pedagógicos, conforme tabela abaixo: 
 
Temos também no quadro de funcionários efetivos 04 merendeiras, 04 vigilantes, 02 
oficiais administrativos, 04 executores de serviços básicos. 
Equipe Diretiva 
Nome Função Formação Especialização 
Heliana Meireles dos S. 
Brito 
Diretora Licenciatura em 
Pedagogia 
Pós-Graduada Em 
Educação em Gestão 
Diogo Luiz Passos Rocha Secretário Lincenciatura em 
História 
 
- 
Jackeline Andrade Santos Coordenadora Lincenciatura em 
Pedagogia 
 
- 
Macelo Santana Sales Coordenador Lincenciatura em 
Matemática 
Pós-Graduado em 
Metodologia do 
Ensino da Matemática 
Militão Alves de Andrade Coordenador Licenciatura em 
Letras Português 
- 
 
 
 
 
10 
 
 
Temos a participação ativa do Conselho Escolar composto por 07 membros que se 
reúnem para discutir o destino do colégio no que se refere a ações ligadas ao projeto pedagógico, 
decisões conjuntas e aplicações de recurso. 
 
Representantes do Conselho Escolar 
Quadro demonstrativo
pesquisa, trabalho etc.); 
 Ler textos que circulam no contexto escolar e no meio social com compreensão, 
autonomia, fluência e criticidade; 
 Valorizar a literatura e outras manifestações culturais como formas de 
compreensão do mundo e de si mesmo; 
 
 
 
 
 
 
 
82 
 
Componente Curricular - Matemática 
Matemática é produção dos sujeitos na história, nas relações dialógicas veiculadas 
na língua materna, em outras palavras “é fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que 
varia ao longo do tempo e de acordo com falantes: ela se manifesta no seu funcionamento e é 
sensível ao contexto” (MARCUSCHI, 2008). 
O estudo da Matemática deve ser visto como um processo em permanente construção, 
como nos mostra a História da Matemática. O conhecimento matemático tem, em suas origens, 
a busca pelo ser humano, de respostas a problemas oriundos de suas práticas sociais, de seus 
problemas reais. Essa busca derivou em novos saberes, que geraram novas perguntas. A 
Matemática não é, e não pode ser vista pela escola, como um aglomerado de conceitos antigos 
e definitivos a serem transmitidos aos estudantes. Ao contrário, no processo escolar, é sempre 
fundamental que eles sejam provocados a atribuir significado aos conhecimentos matemáticos. 
Logo, o ensino de Matemática deve contribuir para que os estudantes façam observações 
sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos da realidade, estabelecendo inter-relações 
entre eles, utilizando conhecimentos relativos à aritmética, à geometria, às medidas, à álgebra, 
à estatística e à probabilidade. Desse modo, a Matemática poderá contribuir para a compreensão 
da realidade e nela atuar e desenvolver formas de raciocínio, que envolvem as ações de 
questionar, imaginar, deduzir, induzir, comparar, inferir, refletir, estimar, decidir, argumentar, 
representar/registrar, criar, comunicar, potencializando a análise e comunicação sobre o que 
pensou. 
Vale apena saber que a evolução do conhecimento matemático como ciência veio 
acompanhada de organizações em eixos/blocos/dimensões/campos/unidades de conhecimento. 
No documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foram denominadas unidades 
temáticas e são elas: Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e Medidas, Probabilidade e 
Estatística. Essa separação deve ser vista tão somente como um elemento de organização, pois 
não há separação rígida entre o conhecimento tradicionalmente considerado como escolar e o 
conhecimento das práticas cotidianas dos sujeitos envolvidas no currículo. Quando nos 
propomos a estudar problemas reais, em vez dos objetos de conhecimento geralmente 
demarcados para uma disciplina ou unidade temática, necessariamente adotamos uma 
abordagem interdisciplinar, pois raramente um problema se encaixa unicamente dentro dos 
limites de uma só área, disciplina e/ou componente curricular. Superar a perspectiva de limitar 
 
 
 
 
83 
 
os objetos em unidades temáticas isoladas e estanques tem sido um dos principais desafios a 
serem vencidos com relação às práticas escolares de trabalho com a Matemática. Assim sendo, 
a discussão sobre a seleção e a organização de objetivos, habilidades e competências, 
conteúdos, objetos de conhecimento, procedimentos de ensino, orientações didáticas e critérios 
de avaliação trata-se de uma discussão complexa que não se resolve somente com a 
apresentação de uma listagem comum a ser desenvolvida nacionalmente, visto que é impossível 
de se pensar a escola no singular, pois podemos dizer que existem muitos currículos em ação 
nas escolas. O mundo está cada vez mais matematizado e o grande desafio que se coloca à 
escola e aos seus professores é construir um currículo de matemática que transcenda o ensino 
de algoritmos e cálculos mecanizados, principalmente nos Anos Iniciais, onde está a base da 
alfabetização matemática. 
Desse modo, no trabalho em sala de aula, as articulações/conexões/integrações entre 
os conhecimentos/ conteúdos/conceitos matemáticos e das demais áreas do saber devem ser o 
foco da atenção. Aprender e ensinar Matemática no Ensino Fundamental pressupõe a análise 
de variáveis envolvidas nesse processo – estudante, professor e saber matemático -, assim como 
das relações entre elas. Ao planejar, é de fundamental importância ao professor: Identificar as 
principais características dessa ciência, de seus métodos, de suas ramificações e aplicações. 
Conhecer a história de vida dos/das estudantes, sua vivência de aprendizagens fundamentais, 
seus conhecimentos prévios sobre um dado assunto/tema/conceito. Ter clareza de suas próprias 
concepções sobre a Matemática, uma vez que a prática em sala de aula, as escolhas pedagógicas, 
a definição de objetivos e conteúdos de ensino e as formas de avaliação estão intimamente 
ligadas a essas concepções. 
 
Objetivos específicos: 
 Encarar a matemática de uma maneira mais natural, para que ele seja capaz de 
construir o seu próprio conhecimento matemático; 
 Perceber que o estudo da matemática nos leva a evoluir como cidadãos, 
conseguir compreender melhor tudo o que acontece em nosso planeta, ampliando assim a nossa 
visão de mundo; 
 Desenvolver o seu raciocínio lógico e estimular a sua curiosidade; 
 
 
 
 
84 
 
 Interligar o estudo da matemática com seu cotidiano, perceber a presença da 
matemática em tudo que fizermos; 
 Desenvolver e resolver situações-problemas, criando e elaborando técnicas de 
resolução válidas no encontro das soluções; 
 Interagir todas as vertentes da matemática, ou seja, ver relações entre a geometria 
e a álgebra, entre as quatro operações e os números; 
 Saber comunicar matematicamente, ou seja, utilizar corretamente os símbolos 
matemáticos. 
Componente Curricular - Ciências da Natureza 
No tocante ao estudo das Ciências da Natureza, desde os anos iniciais, entende-se 
como uma construção humana que envolve a capacidade de compreender e interpretar o mundo 
(natural, social e tecnológico), além de transformá-lo com base nos aportes teóricos e 
processuais da ciência. Esta Área do Conhecimento fornece ferramentas culturais para que as 
crianças possam observar sistematicamente o mundo material, com seus objetos, substâncias, 
espécies, sistemas naturais e artificiais, fenômenos e processos, estabelecendo relações causais, 
compreendendo desde interações e fenômenos de seu ambiente natural, que fazem parte do 
cotidiano, até temáticas sociais que envolvem conhecimentos dessa área para, assim, fazer uma 
leitura de mundo. Nesse sentido, o ensino de Ciências deve estar inserido em um processo 
contínuo de contextualização histórica, social e cultural, no qual os conhecimentos ganham 
sentido para os/as estudantes, uma vez que contribuem efetivamente para questionar, investigar, 
compreender, explicar e intervir no mundo em que vivem. O ponto de partida para novos 
conhecimentos nessa área deve considerar a percepção prévia dos estudantes sobre o mundo 
natural e social. Depois de serem expostas aos conhecimentos científicos, as crianças precisam 
se envolver, de fato, em processos de aprendizagem nos quais formulem e verifiquem hipóteses 
presentes em seu ambiente. 
Então, ao longo do Ensino Fundamental, crianças e jovens constroem juízos de valor 
cada vez mais abrangentes, a partir de vivências em processos de investigação, de apropriação 
de linguagens, e do estabelecimento de relações entre a ciência, a tecnologia e a sociedade. O 
ensino das Ciências da Natureza pode ser desafiador para crianças, adolescentes, jovens e 
adultos, levando-os a refletir sobre as culturas das quais participam, em uma sociedade em que 
 
 
 
 
85 
 
a ciência é um instrumento importante para a interpretação de fenômenos e problemas sociais, 
contribuindo para buscar formas de intervenção pessoais e coletivas, para promover consciência 
e assumir responsabilidades, com o entusiasmo de quem não precisa memorizar respostas, mas
pode fazer perguntas, apresentar e enfrentar dúvidas, uma vez que as crianças têm vivências, 
saberes, interesses e curiosidades que, tratadas em atividades que favoreçam a sua exploração, 
podem ser pontos de partida para se estabelecerem relações entre diferentes visões de mundo, 
construindo-se conhecimentos sistematizados das Ciências da Natureza. 
 
Sendo assim, no Ensino Fundamental, os conhecimentos abordados no componente 
curricular Ciências estão articulados com as competências gerais da Base Nacional Comum 
Curricular da Área de Ciências da Natureza, garantindo aos estudantes o desenvolvimento de 
competências específicas. 
 
Objetivos específicos: 
 Compreender as ciências como uma conquista humana, reconhecendo que o 
conhecimento científico é provisório, cultural, histórico e social. 
 Ler e encantar-se com o mundo e com suas transformações, bem como com as 
potencialidades humanas de interagir com o mundo e de produzir conhecimento e outros modos 
de vida mais humanizados, apoiando-se em conhecimentos das Ciências da Natureza. 
 Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte 
integrante e agente de transformações do mundo em que vive, assumindo atitudes e valores de 
admiração, respeito e preservação para consigo, com outros grupos, com outras espécies e a 
natureza. 
 Desenvolver o gosto e o interesse pelo conhecimento científico, analisando, 
compreendendo e explicando as características, os fenômenos e os processos relativos ao 
mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, 
exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. 
 Conhecer e desenvolver ações relacionadas ao cuidado – para consigo mesmo, 
com a sociedade, com a natureza, com outras espécies - como um modo de proteger a vida, a 
 
 
 
 
86 
 
saúde, a segurança, a dignidade, a integridade física, moral, intelectual, ambiental recorrendo 
aos conhecimentos das Ciências da Natureza. 
 Reconhecer e avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e 
culturais da ciência e da tecnologia, propondo alternativas aos desafios do mundo 
contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho, para a organização dos 
modos de vida na sociedade e no ambiente. 
 Desenvolver procedimentos de investigação e a capacidade de buscar e fazer uso 
de informações para compreender questões e propor soluções para problemas que envolvem 
conhecimentos científicos. 
 Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e 
condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica. 
 Desenvolver senso crítico e autonomia intelectual (inventar, interpretar, 
perguntar, observar, planejar, testar, avaliar, explicar...) interagindo socialmente para tomar 
decisões éticas no cotidiano, no enfrentamento de problemas e na busca de soluções, visando 
transformações sociais e construção da cidadania. 
 
Componente Curricular - História e Geografia 
A História é a geografia no tempo e a Geografia é a história no espaço". 
 Élisee Reclus 
 É necessário que sejam trabalhados o desenvolvimento do pensamento histórico e 
geográfico de forma contextualizada, a fim de que possibilitem não uma mera constatação, 
contudo a ampliação dos conhecimentos e vivências dos estudantes por meio de questões 
problematizadoras e que os levem a compreender como e por quais razões as coisas acontecem 
e aconteceram. Logo, cabe à Geografia e à História, consideradas as especificidades de cada 
componente, desenvolver conhecimentos que permitam uma compreensão da temporalidade e 
da espacialidade, da diversidade cultural, religiosa, étnica, de gênero e etnias, na perspectiva 
dos direitos humanos e da interculturalidade, do acolhimento das diferenças, valorizando a 
crítica sistemática à ação humana, às relações sociais e de poder e, especialmente, à produção 
 
 
 
 
87 
 
de conhecimentos e saberes frutos de diferentes circunstâncias históricas e espaços geográficos. 
Estimular os estudantes a desenvolver uma melhor compreensão do mundo, não só favorece o 
desenvolvimento autônomo de cada indivíduo, como também os torna aptos a uma intervenção 
responsável no mundo em que vivem. 
Dessa maneira, as Ciências Humanas precisam estimular uma formação ética, 
elemento fundamental para a formação das novas gerações, auxiliando os estudantes a construir 
um sentido de responsabilidade para valorizar: os direitos humanos, o respeito ao meio 
ambiente e à própria coletividade, o fortalecimento de valores sociais, tais como a solidariedade, 
a participação e o protagonismo voltados para o bem comum; e, sobretudo, a preocupação com 
as desigualdades sociais. 
Nesse viés, no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, valorizam-se e problematizam-se 
as vivências e experiências individuais e familiares trazidas pelos estudantes, por meio do 
lúdico, de trocas, da escuta e de falas sensíveis, nos diversos ambientes educativos (bibliotecas, 
pátio, praças, parques, museus, arquivos, entre outros). Essa abordagem privilegia o trabalho 
de campo, as entrevistas, a observação, o desenvolvimento de análises e de argumentações, de 
modo a potencializar descobertas e estimular o pensamento criativo e crítico, porque é nessa 
fase que os estudantes começam a desenvolver procedimentos de investigação em Ciências 
Humanas, como a pesquisa sobre diferentes fontes documentais, a observação e o registro – de 
paisagens, fatos, acontecimentos e depoimentos – e o estabelecimento de comparações. Esses 
procedimentos são fundamentais para que compreendam a si mesmos e àqueles que estão em 
seu entorno, suas histórias de vida e as diferenças dos grupos sociais com os quais se 
relacionam. 
Por essa razão, os conhecimentos de Geografia e de História nos anos iniciais do 
Ensino Fundamental, em articulação com os saberes de outros componentes curriculares e 
outras áreas do conhecimento, contribuem para o desenvolvimento de diferentes raciocínios 
que permitem atribuir sentidos para as dinâmicas das relações entre pessoas, grupos sociais e 
desses com a natureza, nas atividades de trabalho e lazer. Isto é, o ensino dessas áreas deve ser 
desenvolvido de modo interdisciplinar, num trabalho de cooperação, enriquecida, por meio de 
propostas temáticas trabalhadas transversalmente ou em redes de conhecimentos e de 
aprendizagem, priorizando um planejamento sistemático, integrado e disposto ao diálogo. 
 
 
 
 
 
88 
 
Componente Curricular - Arte 
A proposta curricular de Arte está centrada em quatro diferentes subcomponentes: 
Artes Visuais, Dança, Teatro e Música, bem como de suas práticas integradas. Cada 
subcomponente tem seu próprio contexto, objeto e estatuto. 
Assim, este campo do saber articula diferentes formas de cognição: saberes do corpo, 
da sensibilidade, da intuição, da emoção, etc., constituindo um universo conceitual e de práticas 
singulares, que contribuem para que o estudante possa lidar com a complexidade do mundo, 
por meio do pensamento artístico. 
Nesse campo, a Arte se caracteriza por trabalhar com o processo criativo em seus 
diferentes subcomponentes, englobando o fazer, o fruir e a reflexão sobre o fazer e o fruir. O 
componente se configura como um campo no qual o sujeito tem a possibilidade de ter 
experiências por intermédio de práticas artísticas e culturais heterogêneas e plurais. 
Em outros termos, a Arte é uma área do conhecimento e patrimônio histórico e cultural 
da humanidade e, no Ensino Fundamental, essas linguagens articulam saberes referentes a 
produtos e fenômenos artísticos e envolvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, 
exteriorizar e refletir sobre formas artísticas. A sensibilidade, a intuição, o pensamento, as 
emoções e as subjetividades se manifestam como formas de expressão no processo de 
aprendizagem em Arte. 
Logo, é necessário reconhecer a diversidade de saberes,
experiências e práticas 
artísticas como modos legítimos de pensar, de experienciar e de fruir a Arte, o que coloca em 
evidência o caráter social e político dessas práticas. 
 
Objetivos específicos: 
 Explorar, conhecer, fruir e analisar, criticamente, práticas e produções artísticas 
e culturais do seu entorno social e de diversas sociedades, em distintos tempos e contextos, para 
reconhecer e dialogar com as diversidades. 
 Compreender as relações entre as linguagens da Arte e suas práticas integradas, 
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação, 
 
 
 
 
89 
 
pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares de produção, na prática de cada 
linguagem e nas suas articulações. 
 Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e culturais – especialmente 
aquelas manifestas na arte e na cultura brasileira –, sua tradição e manifestações 
contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte. 
 Experienciar a ludicidade, a percepção, a expressividade e a imaginação, 
ressignificando espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte. 
 Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e criação 
artística. 
 Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e consumo, compreendendo, de 
forma crítica e problematizadora, modos de produção e de circulação da arte na sociedade. 
 Problematizar questões políticas, sociais, econômicas, científicas, tecnológicas 
e culturais, por meio de exercícios, produções, intervenções e apresentações artísticas. 
 Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo e colaborativo 
nas artes. 
 Analisar e valorizar o patrimônio artístico nacional e internacional, material e 
imaterial, com suas histórias e diferentes visões de mundo. 
 
 
ENSINO FUNDAMENTAL MAIOR, ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL, NOVO 
ENSINO MÉDIO CONVENCIONAL E EDUCAÇÃO DE JOVENS E 
ADULTOS(EJAEM) 
Os componentes serão descritos no mesmo tópico porque os objetivos se encaixam em 
qualquer uma das modalidades descritas, salientando que a divisão curricular de cada uma delas 
está em anexo neste documento. 
Componente Curricular - Língua Portuguesa e Produção Textual 
 
 
 
 
90 
 
O conceito de ensino de língua materna adotado privilegia a articulação dos 
eixos/dimensões/unidades temáticas organizadoras, a saber: oralidade, leitura, escrita, 
conhecimentos linguísticos e gramaticais, educação literária. Nessa perspectiva, entende-se que 
o texto, seja na modalidade oral, seja na escrita, pode ser concebido como resultado parcial de 
nossa atividade comunicativa, que compreende processos, operações e estratégias que têm lugar 
na mente humana, e que são postos em ação em situações concretas de interação social. 
Nesse viés, a língua deve ser concebida como um conjunto aberto e múltiplo de 
práticas sociointeracionais, desenvolvidas por sujeitos historicamente situados. E, frente às 
novas tendências trazidas pelas tecnologias digitais, surge a necessidade de alinhamento, o que 
possibilitará aos alunos uma forma de aprender mais atrativa. Tal adequação garante, além de 
status social, um instrumento de poder aos discentes. A linguagem pensada assim não existe 
em si só; acontece, conquanto, no contexto das relações sociais. Dessa forma, o elemento 
linguístico parte das múltiplas relações e se constitui gradativamente. 
De forma alguma, deve-se compreender o aluno/falante como mero aplicador de regras 
de um sistema gramatical ou como mero reprodutor de certo monumento linguístico 
cristalizado; ou, menos ainda, como mero usuário de um instrumento externo. Ensinar 
português é, essencialmente, oferecer a oportunidade de amadurecer e ampliar o domínio que 
se têm das práticas de linguagem, internalizadas a partir do contexto familiar e social. Nesse 
contexto, a Língua Portuguesa está voltada para a leitura, interpretação, produção e análise, de 
forma crítica e comprometida com o coletivo. O objetivo é criar condições para que esse 
domínio seja aprimorado, tornando-se mais amplo. 
Portanto, a aprendizagem sistemática da língua materna possui uma extrema 
relevância na formação do indivíduo. Gera comportamentos, sentimentos e atitudes; atua na 
construção e alteração da sensibilidade e do imaginário coletivo; proporciona o entendimento 
do mundo; é fonte de prazer e de sabedoria. A escola, na maioria das vezes, torna-se o veículo 
de interação de alunos com textos, cabendo a ela oferecer leituras e produções textuais de 
qualidade e diversificadas, prazerosas e eficazes. E, consequentemente, forma leitores e 
escritores proficientes. Para tanto, faz-se necessário que se oportunizem espaços que favoreçam 
tais práticas. 
 
 
 
 
 
91 
 
Componente Curricular - Arte 
A arte é um conhecimento sensível-cognitivo, voltado para um fazer e apreciar 
artístico e estético, juntamente a uma reflexão sobre sua história e contexto na sociedade. Sabe-
se que não existe arte sem pensamento racional, nem ciência sem imaginação e sensibilidade. 
Tanto uma como a outra são ações criadoras, produtos que expressam as representações de 
diferentes culturas no percurso da história. 
Os conteúdos de artes são componentes fundamentais no desenvolvimento da 
aprendizagem do aluno e o professor deve ser o responsável pela mediação dos conteúdos de 
tal forma que possibilite a reflexão dos alunos em busca de aprendizagem mais efetiva e que 
desperte a criatividade artística de cada um. É importante destacar que o trabalho educacional 
com artes não visa formar artistas, mas ampliar a capacidade criativa dos alunos e possibilitar 
que eles conheçam a linguagem artística e mantenham olhar sensível para o mundo, aprendendo 
a representá-lo. 
Neste sentido, o valor educativo das Artes no Ensino Fundamental se destaca, na 
medida em que reconhece este componente curricular com imprescindível na formação do 
indivíduo e para o exercício da vida cidadã. Os saberes que decorrem deste objeto permitem 
que a Arte seja entendida como um conjunto de linguagem, cada uma com seus elementos e 
códigos. 
Entende-se, então, que os saberes em Arte, abordados em sala de aula em diversas 
situações de aprendizagem, têm o propósito de possibilitar a ampliação do conhecimento 
estético (pela análise e experimentação) presente nas diferentes linguagens e no processo de 
produção das manifestações artísticas. 
 
Objetivos específicos: 
 Adquirir sensibilidade e cognição em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro; 
 Exercitar a cidadania cultural; 
 Experimentar e explorar as possibilidades de cada linguagem artística; 
 Compreender e utilizar a arte como linguagem; 
 
 
 
 
92 
 
 Contextualizar a arte fazendo relações com períodos históricos; 
 Experimentar diferentes materiais expressivos; 
 Levar o aluno à percepção de formas visuais, sonoras e gestuais, através do uso da 
observação, imaginação e articulação dos elementos na estrutura formal; 
 Estimular a interpretação e análise de obras de arte. 
 
Componente Curricular - Educação Física 
A Educação Física Escolar ao deixar de ser considerada opcional por lei (LDB 
5.692/71), para a ser considerada por lei (LDB 9.394/96), como componente curricular, e 
assumi um novo papel no contexto educacional. Esse vem atender aos longos processos de 
discussões e produções mais fortemente iniciados nos anos oitenta. Trata-se de um papel 
pedagógico formativo e informativo de nossas crianças, jovens e adolescentes, integrantes do 
processo educacional. Formativo no sentido de estar contribuindo com aspectos relacionados 
ao desenvolvimento físico, social e psicológico e, informativo, no sentido de estar contribuindo 
com os aspectos relacionados à transmissão e produção do conhecimento vinculado ao objeto 
de estudo da área – o movimento humano. 
Esse entendimento exige que a Educação Física Escolar seja estudada e organizada de 
forma a atender
o máximo possível a condição formativa e informativa. Para tanto, coloca-se 
como ponto central dessa inserção pedagógica o planejamento, etapa imprescindível à 
estruturação e desenvolvimento de um componente curricular. 
A Educação Física é responsável pela disseminação de saberes acerca do movimento 
humano, necessário para toda e qualquer interação do ser humano com o meio ambiente em que 
vive. Ela parte de referências motoras, pertencentes à cultura de movimento universalmente 
reconhecida, como, por exemplo, ginástica, jogo, esporte, dança, atividades rítmicas, lutas, mas 
também tem por finalidade a apropriação dos conhecimentos relativos a esses movimentos que 
são relevantes para a busca de uma melhor qualidade de vida. É importante que a Educação 
Física não seja privada da oferta de materiais Teórico/Prático para seus professores e alunos. 
Que para a legitimação do componente oficialmente regulamentado se traduza na construção 
destes materiais, e estes, possam traduzir os anseios da Educação Física ideal. 
 
 
 
 
93 
 
Ela apresenta múltiplas possibilidades de ação dentro e fora do espaço escolar. No 
âmbito da unidade escolar é importante e imprescindível atrelar seu papel pedagógico à 
formação integral do estudante, contribuindo para umas práxis que corrobore com a assimilação 
de valores voltados à cidadania, ao respeito à diversidade e aos direitos humanos. Possui o papel 
de mediadora no processo de aprendizagem, integrando e interligando as práticas corporais, 
indispensáveis para o desenvolvimento global dos sujeitos, de forma mais reflexiva e 
contextualizada, caminhando rumo a uma educação transformadora. 
Assim, amparada na concepção de corporeidade, do movimento humano e do respeito 
aos valores regionais, a Educação Física escolar reúne condições de atuar em todas as etapas e 
modalidades da educação básica do Estado de Sergipe. Como atendimento complementar, a 
mesma apresenta alguns desafios, dentre eles, a articulação da cultura corporal com as 
demandas que se desenvolvem nas múltiplas dimensões da vida em suas diversas formas de 
codificação e significação social. Dessa forma, é oportunizada a construção de conhecimentos 
teórico-práticos contextualizados sobre a cultura corporal com o intuito de promover a 
participação coletiva consciente e individual autônoma, bem como a ampliação dos recursos do 
cuidado de si e dos outros. Nas últimas décadas a Educação Física brasileira vem empreendendo 
esforços para se alinharem aos propósitos republicanos que regem a Educação Básica em nosso 
país: possibilitar a preservação e a reconstrução da herança científica e cultural acumulada pela 
humanidade sob a forma de conhecimentos sistematizados. 
Para o Coletivo de Autores (1992) a EF é tida como prática pedagógica que através da 
reflexão sobre a cultura corporal, realiza uma ação pedagógica sobre o acervo de formas de 
representação do mundo que os seres humanos constroem no decorrer da história, 
exteriorizados pela expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos, esporte, 
malabarismo, contorcionismo, mímica e outros. 
De Marco (1995 p. 77) complementa dizendo que a EF também deve ser: “(...) um 
espaço educativo privilegiado para promover as relações interpessoais, a autoestima e a 
autoconfiança, valorizando-se aquilo que cada indivíduo é capaz de fazer em função de suas 
possibilidades e limitações pessoais (...)”. 
Nessa perspectiva, esse componente curricular trata das práticas corporais em suas 
diversas formas de codificação e significação social, entendidas como manifestações das 
 
 
 
 
94 
 
possibilidades expressivas dos sujeitos e do patrimônio cultural da humanidade, produzidas por 
diversos grupos sociais no decorrer da história. Oportuniza a construção de conhecimentos 
teórico-práticos contextualizados sobre a cultura corporal, capazes de promover a participação 
confiante e autoral dos estudantes na sociedade, bem como a ampliação dos recursos do cuidado 
de si e dos outros. 
A responsabilidade da Educação Física é tratar das práticas corporais na escola como 
fenômeno cultural dinâmico, diversificado, pluridimensional, singular e contraditório, 
assegurando aos estudantes a construção de um conjunto de conhecimentos necessários à 
formação plena do cidadão. Desse modo, cabe a esse componente curricular problematizar, 
desnaturalizar e evidenciar a multiplicidade de sentidos/significados que os grupos sociais 
conferem às diferentes manifestações da cultura corporal, não se limitando, apenas a reproduzi-
las. 
As práticas corporais, nessa perspectiva, são entendidas como forma de relação do ser 
humano com o mundo e de interação com os outros sujeitos, que, ao possibilitarem a construção 
de sentidos e significados singulares, configuram-se como produções diversificadas da cultura. 
Suas diferentes manifestações assumem, no mundo contemporâneo, uma importância cada vez 
maior no cotidiano das pessoas e na história social, constituindo subjetividades e identidades, 
quer seja na dimensão do lazer, quer seja na dimensão da saúde. 
Portanto, a Educação Física é movimento. É perceptível, durante o processo 
pedagógico, que várias questões precisam ser abordadas, tais como: a questão de gênero 
(divisão entre meninas e meninos nas aulas e nos elementos da cultura corporal), a constituição 
da sexualidade (corpo, saúde, preconceitos e discriminações) e a violência (drogas, pobreza, 
gangues). A construção de um processo educativo ininterrupto, capaz de incluir e oferecer 
condições de aprendizagem a todos os estudantes não deve deixar lacunas. A Educação Física 
proporciona através de recursos dinâmicos, oportunidades diárias de recomposição de 
conteúdos faltantes, mas é a observação do professor que se constitui num recurso primoroso 
na detecção das necessidades da criança ou adolescente em formação. 
 
 
 
 
 
 
95 
 
Objetivos específicos: 
 Propiciar um espaço para que se desenvolva o processo criativo e espontâneo 
dos alunos; 
 Orientar sobre a importância da prática regular de atividade física; 
 Proporcionar o desenvolvimento motor das crianças; 
 Construir um processo de conscientização corporal; 
 Valorizar a experiência trazida pelos alunos como meio de construção de 
identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem. 
 
Componente Curricular- Língua Inglesa 
O ensino e aprendizagem da LEM têm se estruturado, modificado e se adaptado de 
acordo com as necessidades, expectativas, níveis de compreensão e importância como 
instrumento fundamental para o desenvolvimento do pensamento. Destaca-se, então, a grande 
contribuição da língua inglesa na construção das identidades dos alunos, auxiliando-os na 
interação entre a comunidade local e global. Para tal, os significados culturais são abordados 
essencialmente através do discurso que se dá pela interação verbal entre os falantes da língua 
em questão considerando o contexto vivido e os usuários, para então se atingir a finalidade da 
comunicação. Objetiva-se que os alunos analisem as questões de nova ordem global e suas 
implicações de tal maneira que sejam capazes de desenvolver uma consciência crítica a respeito 
do papel das línguas na sociedade. 
A Base Nacional Comum Curricular nos orienta que a “língua inglesa pode possibilitar 
a todos o acesso aos saberes linguísticos necessários para engajamento e participação no mundo, 
contribuindo para o agenciamento crítico dos estudantes e para o exercício da cidadania ativa 
[...] abrindo novos percursos de construção de conhecimentos e de continuidade nos estudos” 
(BRASIL, 2017, p. 239). Desse modo, com base nos documentos que regem o ensino público 
brasileiro, justifica-se a relevância do ensino da língua estrangeira – inglês- na formação do 
cidadão atuante neste mundo globalizado. 
 
Objetivos específicos: 
 
 
 
 
96 
 
 Ampliar o acervo linguístico do educando para
que este tenha suas oportunidades de 
inclusão no mundo social, educacional e trabalhista ampliadas. 
 Interpretar os mais distintos gêneros textuais a partir do desenvolvimento de estratégias 
de leitura e do estudo de estruturas sintáticas contextualizadas e de vocabulário geral e 
específico. 
 Conhecer e usar a língua estrangeira moderna, inglês, como instrumento de acesso a 
informações e a outras culturas e grupos sociais. 
 Aproximar o aluno às fronteiras internacionais, a globalização, ao discurso transglobal 
e a necessidade de adaptações causadas pela tecnologia; 
 Evidenciar que o uso da língua Inglesa interfere positivamente na comunicação e no seu 
posicionamento enquanto estudante e/ ou profissional na atualidade; 
 Fortalecer o conhecimento de mundo que o aluno já traz em sua bagagem de estudos na 
língua materna; 
 Aumentar o conhecimento do educando sobre sua língua materna. 
 
Componente Curricular - Matemática 
A Matemática, enquanto campo do saber, deve ser vista como um processo em 
permanente construção, como nos mostra a História da Matemática. O conhecimento 
matemático tem, em suas origens, a busca pelo ser humano, de respostas a problemas oriundos 
de suas práticas sociais, de seus problemas reais. Essa busca derivou em novos saberes, que 
geraram novas perguntas. A Matemática não é, e não pode ser vista pela escola, como um 
aglomerado de conceitos antigos e definitivos a serem transmitidos aos estudantes. Ao 
contrário, no processo escolar, é sempre fundamental que eles sejam provocados a atribuir 
significado aos conhecimentos matemáticos. Portanto, o ensino de Matemática deve contribuir 
para que os estudantes façam observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos 
da realidade, estabelecendo inter-relações entre eles, utilizando conhecimentos relativos à 
aritmética, à geometria, às medidas, à álgebra, à estatística e a probabilidade. Desse modo, a 
Matemática poderá contribuir para a compreensão da realidade e nela atuar e desenvolver 
 
 
 
 
97 
 
formas de raciocínio que envolvem as ações de questionar, imaginar, deduzir, induzir, 
comparar, inferir, refletir, estimar, decidir, argumentar, representar/registrar, criar, comunicar, 
potencializando a análise e comunicação sobre o que pensou. 
O processo ensino-aprendizagem da Matemática deve direcionar a uma compreensão 
abrangente de mundo e da comunidade local em que o discente está inserido. Deve, também, 
qualificar a inserção do aluno no mundo do trabalho, o capacitando para tornar a sua 
argumentação consistente, bem como lhe dar segurança para lidar com problemas e desafios de 
origens diversas. Para tanto, é de suma importância que o processo de ensino-aprendizagem 
seja contextualizado e interdisciplinar, permitindo ao aluno usar a sua imaginação e criatividade 
para expandir os conceitos aprendidos para situações mais abrangentes e em diversos contextos. 
 
Objetivos específicos: 
 Proporcionar os conhecimentos necessários que possibilitem a integração do educando 
na sociedade em que vive, estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem, o conceito da 
vida real e a linguagem matemática formal com destaque à resolução de problemas e ao 
desenvolvimento de conceitos matemáticos. 
 Apresentar a matemática em diversos usos, com linguagem peculiar e estruturas 
específicas, ampliando, fundamentando e solidificando o conhecimento matemático, 
favorecendo o desenvolvimento de hábitos de leitura, de estudo e organização. 
 Reconhecer que a matemática deverá acompanhar e atender as exigências de uma 
sociedade ao alcance de todas as informações, criando assim condição de inserção em um 
mundo de constantes mudanças. 
 Capacitar o educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o 
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. 
 
Componente Curricular- Ciências 
É necessário que se recrie o método do ensino de ciências baseado em uma proposta 
de ensino para a vida, um método que permita uma nova abordagem, que sensibilize o aluno 
 
 
 
 
98 
 
para o mundo natural, mas que não se limite a isso, que também faça com que esse aluno 
aprenda, pense, questione e principalmente queira saber mais. 
É indispensável aulas e professores que estimulem e proporcionem dúvidas aos alunos 
durante as aulas a fim de que recebam e assimilem as várias informações transmitidas, para que 
viajem por diversos lugares, diferentes aspectos que não se resumam à mera descrição dos ossos 
de nosso corpo ou das partes de uma árvore, mas que proporcione enxergar além destes aspectos 
restritos. É necessário um ensino de ciências que faça com que o aluno tenha oportunidade de 
ver os detalhes das coisas (como uma flor ou espinhos de cacto) que nunca parariam para prestar 
atenção, por falta de oportunidade, tempo ou motivação. 
Além disso, e principalmente, ter espaço para satisfazer suas dúvidas e curiosidades. 
Nessa perspectiva o ensino de ciências de modo transversal a todos os componentes curriculares 
deve focar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para o mundo. 
 
Objetivo específico: 
Fazer com que os alunos tenham condições de serem protagonistas na escolha de 
posicionamentos que valorizem as experiências pessoais e coletivas, e representem o 
autocuidado com seu corpo e o respeito com o do outro, na perspectiva do cuidado integral à 
saúde física, mental, sexual e reprodutiva. 
 
Componente Curricular - Biologia 
A Biologia é uma das áreas fundamentais das ciências, tendo vinculada a ela uma gama 
de especializações e áreas do conhecimento. É, portanto, a ciência que estuda os seres vivos em 
todos os aspectos de abrangência e diversidade de manifestações, quer sejam anatômicos, 
funcionais, genéticos, comportamentais, evolutivos, geográficos ou taxionômicos, bem como 
as leis, os princípios e fenômenos que regem a existência desses seres. Seu objeto de estudo, a 
vida, volta-se para a compreensão das características e evolução dos seres vivos, suas estruturas 
e funções, suas relações com os mais diferentes ambientes e sua reprodução, incitando a 
curiosidade em observar e fazer conexões com o dia a dia. 
 
 
 
 
99 
 
 
Objetivo específico: 
Preparar o aluno para um mundo em constante mudança, possibilitando a compreensão 
das mais diversas formas de vida do planeta, suas relações, associações com a humanidade e 
possibilidades de intervenção no meio, reunindo conhecimento específico, valores e atitudes 
que proporcionem a sua formação acadêmica, ética e crítica. 
 
 
Componente Curricular – Química 
Nas sociedades contemporâneas, muitos são os exemplos da presença da Ciência e da 
Tecnologia, e de sua influência no modo como vivemos, pensamos e agimos: do transporte aos 
eletrodomésticos; da telefonia celular à internet; dos sensores óticos aos equipamentos médicos; 
da biotecnologia aos programas de conservação ambiental; dos modelos submicroscópicos aos 
cosmológicos; do movimento das estrelas e galáxias às propriedades e transformações dos 
materiais. Além disso, questões globais e locais com as quais a Ciência e a Tecnologia estão 
envolvidas – como desmatamento, mudanças climáticas, energia nuclear e uso de transgênicos 
na agricultura – já passaram a incorporar as preocupações de muitos brasileiros. Nesse contexto, 
a Ciência e a Tecnologia tendem a ser encaradas não somente como ferramentas capazes de 
solucionar problemas, tanto os dos indivíduos como os da sociedade, mas também como uma 
abertura para novas visões de mundo. 
A construção do conhecimento químico deve ter como princípio uma abordagem que 
considere os aspectos relacionados aos fenômenos, às teorias e à linguagem específica da 
Química. 
Os fenômenos de interesse da Química são os processos de mudanças dos materiais, 
que ocorrem em diversos ambientes. Para explicá-los, os químicos utilizam teorias e, para 
descrevê-los, utilizam símbolos,
fórmulas e equações químicas. Assim, um dos aspectos do 
ensino de Química consiste em familiarizar-se com a linguagem química. Entre os fenômenos 
de interesse da Química, que fazem parte dos conteúdos curriculares, há aqueles que são visíveis 
ou diretamente observáveis e outros que só podem ser detectados com o uso de aparelhos. Deve-
 
 
 
 
100 
 
se salientar que os fenômenos da Química ocorrem também nos espaços de nossas atividades 
diárias e não apenas em laboratórios. Os fenômenos estudados na escola devem ser aqueles, 
que ocorrem em nossas vidas, tornando-se, assim, significativos para os estudantes. 
 Todavia, é notório que poucas pessoas aplicam os conhecimentos e procedimentos 
científicos na resolução de seus problemas cotidianos (como estimar o consumo de energia de 
aparelhos elétricos a partir de suas especificações técnicas, ler e interpretar rótulos de alimentos 
etc.). Tal constatação corrobora a necessidade de a Educação Básica – em especial, a área de 
Ciências da Natureza – comprometer-se com o letramento científico da população. 
É importante destacar que aprender Ciências da Natureza vai além do aprendizado de 
seus conteúdos conceituais. Pretende-se, também, que os estudantes aprendam a estruturar 
discursos argumentativos que lhes permitam avaliar e comunicar conhecimentos produzidos, 
para diversos públicos, em contextos variados, utilizando diferentes mídias e tecnologias 
digitais de informação e comunicação (TDIC), e implementar propostas de intervenção 
pautadas em evidências, conhecimentos científicos e princípios éticos e socioambientalmente 
responsáveis. 
 
Objetivos específicos: 
 Compreender a química, as transformações e informações básicas necessárias para a 
participação e análise efetiva na sociedade, ou seja, um ensino socializador e integrador que 
propicie aos alunos conhecimentos químicos relacionando-os com fatos de suas vidas 
cotidianas tornando-os agentes transformadores do meio em que vivem. 
 Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos; 
 Utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos; 
 Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e 
tecnológico e suas implicações no mundo; 
 
Componente Curricular - Física 
A Física tem como objeto de estudo o universo, em toda a sua complexidade. Dessa 
forma entende-se que a Física deve educar para cidadania contribuindo para o desenvolvimento 
 
 
 
 
101 
 
de um sujeito crítico, capaz de admirar a beleza da produção cientifica ao longo da história e 
compreender a necessidade desta dimensão do conhecimento para o estudo e o entendimento 
do universo de fenômenos que o cerca. Assim, elaborou-se a proposta de conteúdos 
estruturantes, os quais foram indicados, tendo em vista e evolução histórica das ideias e 
conceitos da física, a prática docente e o entendimento, pelos professores, de que o Ensino 
Médio deve estar voltado à formação de sujeitos que, em sua formação e cultura, agreguem a 
visão da natureza, das produções e das relações humanas. Esses conteúdos estruturantes 
indicam campos de estudo da Física como: movimento, termodinâmica e eletromagnetismo, 
que a partir de desdobramentos em conteúdos pontuais, possam garantir os objetos de estudo 
da disciplina em toda a sua complexidade. O universo, sua evolução, suas transformações e as 
interações que nele se apresentam. Ressalta-se a importância de um enfoque conceitual que não 
leve em conta apenas uma equação matemática, mas que considere o pressuposto teórico que 
afirma que o conhecimento cientifico é uma construção humana com significado histórico e 
social. 
 
Objetivos específicos: 
 Promover uma discussão a respeito da Física, principalmente enquanto construção 
humana (ciência do conhecimento do homem sobre a natureza, paradigmas, contradições e 
dúvidas, progresso e miséria, aventura do espírito humano). 
 Destacar as inúmeras questões ligadas à Física, como sua relação com a natureza, o 
método científico, sua relação com a matemática e a tecnologia, assim como seu destacado 
papel no mundo moderno (os fenômenos naturais, os vários ramos da fisica, a matemática como 
instrumento sintetizador na compreensão dos fenômenos naturais, as novas tecnologias e a 
socialização das mesmas. 
 Discutir os movimentos naturais e os inventados pelo homem. 
 Analisar os movimentos, suas leis e propriedades gerais. 
 Interpretar e utilizar diferentes formas de representação (tabelas, gráficos e relações 
matemáticas). 
 
 
 
 
102 
 
 Discutir a ideia de que o movimento é uma característica do Universo, que sua 
compreesão não é só uma atividade teórica, que a mecânica tem importância nos transportes, 
nas atividades desportivas, na indústria e em muitas outras atividade humanas. 
 Utilizar notações e escalas adequadas de medida para expressar grandezas físicas. 
 Evidenciar a capacidade humana de admirar, compreender e se apropriar de movimentos 
naturais no desenvolvimento dos esportes, transportes e outros movimentos. 
 Descobrir que a Física da natureza – teórica ou experimental – e suas leis têm valor 
universal, independentes das qualidades sensíveis das coisas. Terra, mar e ar obedecem às 
mesmas leis naturais. A natureza é a mesma em todas as partes e para todos os seres não 
existindo hierarquias ou graus de imperfeição/perfeição, inferioridade/superioridade. Se houver 
uma única exceção a lei está mal formulada e é preciso voltar a investigar para descobrir outra, 
onde a exceção não ocorra. 
 Descobrir que quando se trata do ser humano, esse bicho complexo, não basta apenas às 
ciências da natureza para estabelecer as regras, é necessária, ainda, uma ciência social ou 
humana na elaboração de regras e leis que nem sempre são universais, porém, de alguma forma, 
regem o convívio social. 
 Descobrir que existem leis que regem tanto os movimentos naturais quanto os sociais. 
Entretanto as leis dos movimentos naturais são aquelas que não precisam de punição, pois, em 
princípio, é impossível deixar de cumpri-las. 
 Descobrir que a visão contemporânea do Universo não é uma simples negação das 
práticas religiosas e convicções míticas, mas sim uma nova elaboração conceitual e 
experimental com respeito de quem examina o próprio passado, a fim de compreender como as 
civilizações, que nos distinguem dos demais seres vivos, se fundaram. Enfim, reconhecer que 
investigar o Universo também implica em garimpar no passado, e, compreender a astronomia 
através dos tempos e as sociedades humanas é descobrir o nosso lugar Universo. 
 Apresentar uma visão global da evolução tecnológica proporcionada pela Física no 
universo da comunicação, informação, medicina e astronomia. 
 Propiciar ao aluno a percepção de como a Física está inserida nos processos de 
armazenamento e transmissão de informações, associando sempre que possível, o 
conhecimento a suas próprias vivencias. 
 
 
 
 
103 
 
 Mostrar que as alterações nas relações sociais estão de certa forma, ligadas ao 
desenvolvimento de novas tecnologias e estas, por sua vez, são atreladas ao desenvolvimento 
da Física. 
 Possibilitar o entendimento de que a Física está vinculada ao mundo real e não constitui 
um campo isolado de estudos hermético e distante, carregado de fórmulas complexas e 
compreendido apenas por especialistas. Afinal, o ensino de Física é necessário à formação do 
cidadão contemporâneo, para que ele possa compreender o mundo em que vive. 
 Apresentar uma visão global das características quânticas das radiações, átomos, 
núcleos e materiais, a fim de possibilitar a compreensão de princípios científicos e tecnológicos 
que presidem a produção, a pesquisa cientifica, as atividades e as utilidades modernas. 
 Desenvolver competências e habilidades de investigação e compreensão, como utilizar 
um rádio e um controle remoto para analisar o comportamento das ondas
eletromagnéticas ao 
incidirem sobre diferentes materiais; de representação e comunicação, como realizar entrevistas 
com familiares sobre equipamentos de diagnóstico ou terapia e apresentar relatórios; e de 
contextualização sociocultural, como reconhecer e explicar os diferentes percentuais que ocupa 
a energia nuclear na matriz energética de países como o Brasil e EUA. 
 Resolver aplicações de vestibulares. 
 
Componente Curricular- Geografia 
O universo escolar vive em constante transformação, viabilizada através da 
materialização de saberes e práticas pedagógicas, que buscam dinamizar o processo de ensino-
aprendizagem de maneira a contribuir para a formação do aluno enquanto sujeito social inserido 
no espaço. Esse método, busca a diversificação do ensino padronizado nos moldes tradicionais, 
baseado no que Paulo Freire (1981) chama de concepção bancária do ensino, no qual, apenas 
se depositam conteúdos para os alunos, focando somente na explanação de ideias, de maneira 
monótona, na maior parte das aulas. O que se deve levar em consideração é que a aula 
tradicional não deve ser extinguida, porém, precisa ser reelaborada visando às especificidades 
de cada turma e/ou comunidade escolar, baseando-se nas concepções de espaço vivido e 
utilizando-se de ferramentas didático-metodológicas as quais possibilitarão o avanço das aulas 
de maneira lúdica, contribuindo para a formação, aprendizagem e emancipação dos alunos. 
 
 
 
 
104 
 
Para o ensino da geografia, muitas são as ferramentas que podem ser utilizadas visando 
a essa contribuição para a transformação do universo escolar. Seja, por exemplo, no uso de 
geotecnologias, seja por meio de aulas de campo, ou atividades lúdicas, o objetivo é o mesmo: 
apresentar uma geografia escolar crítica, interessante, pautada na aprendizagem a partir da 
formação do aluno enquanto sujeito do espaço e protagonista da sua história. Essa abordagem 
possibilita a formação integral dos discentes, baseando-se na ideia de levar o aluno a ler e pensar 
o espaço a partir do seu lugar, interligando os conteúdos ao seu espaço vivido, percebido e 
concebido. 
A geografia tem assumido um papel importante em uma época em que as informações 
são transmitidas pela mídia com muita rapidez e em grande volume. É impossível acompanhar 
e entender as mudanças e os fatos ou fenômenos que ocorrem no mundo, sem conhecimentos 
geográficos. O impacto ambiental provocado pelo processo de industrialização, as relações de 
poder entre as nações e as territorialidades expressas pelos movimentos sociais, são algumas 
das questões desafiadoras da atualidade. Para se posicionar diante dessas questões, é preciso 
que se exercite a capacidade de questionamento e argumentação e se disponha a reavaliar 
constantemente os próprios sonhos e valores. Acredita-se que essa atitude crítica e dinâmica 
tornará mais interessante a relação com o conhecimento geográfico. 
 É no espaço geográfico – conceito fundamental da ciência geográfica que se realizam 
as manifestações da natureza e as atividades humanas. Por isso compreender a organização e 
as transformações sofridas por esse espaço é essencial para a formação do cidadão consciente 
e crítico dos problemas do mundo em que vive. Por consequência entende-se o aluno como 
agente atuante e modificador do espaço geográfico, dentro de uma proposta educacional que 
requer responsabilidade de todos. 
 
Objetivos específicos: 
 Conhecer o espaço geográfico como uma construção histórica e seu uso nos diferentes 
tempos e espaços. 
 Compreender a natureza e a sociedade como conceitos fundamentais para a construção 
do espaço geográfico, mantendo a relação homem natureza. 
 
 
 
 
105 
 
 Entender as construções humanas como documento importante que as sociedades, em 
diferentes momentos, imprimem sobre a base natural. 
 Tomar consciência do uso racional dos recursos naturais em compatibilidade, com as 
necessidades aproveitando também as fontes alternativas de energia. 
 Ampliar o conceito da Geografia para além da economia. 
 
Componente Curricular- História 
 
História é um ramo da ciência que trata dos fenômenos humanos ao longo do tempo. 
Caracteriza-se pelos estudos de mudanças e permanências ocorridas na sociedade. 
Enquanto disciplina curricular, é um saber necessário para a formação de crianças e 
jovens estudantes, através da elucidação de questões do passado e do presente que impulsionam 
o processo de ensino-aprendizagem, possibilitando o principal objetivo do conhecimento 
histórico através da compreensão dos processos e dos sujeitos, assim como das relações 
estabelecidas entre os grupos humanos ao longo do tempo e do espaço. 
 Nesse contexto, o processo de ensino-aprendizagem da disciplina supramencionada 
no Colégio Estadual Guilherme Campos desempenha papel social relevante, na medida em que 
contempla pesquisa e reflexão, cuja finalidade é a formação de cidadãos livres, ativos e críticos, 
capazes de refletir sobre suas próprias vidas, seus valores e suas práticas cotidianas, 
relacionando-as às problemáticas históricas inerentes ao seu grupo, localidade, nação e mundo. 
 Embasados nas teorias cognitivas de Jean Piaget (Construtivismo) e Lev Vigotsky 
(sociointeracionista), e na ideia de autonomia do educando na busca por abordagens sociais, 
econômicas, políticas e culturais, objetivamos conduzir nosso alunado ao desenvolvimento da 
criticidade e consequentemente da percepção de que não existe uma verdade histórica absoluta. 
Para tanto, dotamos estratégias de ensino que abordam eixos temáticos e consultas a diversos 
tipos de fontes de pesquisa que caracterizam a relação entre passado e presente e nos direcionam 
para o futuro. 
 
 
 
 
106 
 
Por fim, a referida disciplina possibilita aos discentes a construção de noções, valores 
e práticas que os possibilitam mudanças no modo de entender a si mesmos, entender o outro e 
o mundo que os cerca. 
 
Objetivos específicos: 
 Identificar relações sociais no seu próprio grupo de convívio, na localidade, na região e 
no país, e outras manifestações estabelecidas em outros tempos e espaços; 
 Situar acontecimentos históricos e localizá-los em uma multiplicidade de tempos; 
 Reconhecer que o conhecimento histórico é parte de um conhecimento interdisciplinar; 
 Compreender que as histórias individuais são partes integrantes de histórias coletivas; 
 Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos, em diversos tempos e 
espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo 
semelhanças e diferenças entre eles, continuidades e descontinuidades conflitos e contradições 
sociais; 
 Questionar sua realidade, identificando problemas e possíveis soluções, conhecendo 
formas político-institucionais e organizações da sociedade civil que possibilitem modos de 
atuação; 
 Dominar procedimentos de pesquisa escolar e de produção de texto, aprendendo a 
observar e colher informações de diferentes paisagens e registros escritos, iconográficos, 
sonoros e materiais 
 Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade social, considerando 
critérios éticos; 
 Valorizar o direito de cidadania dos indivíduos, dos grupos e dos povos como condição 
de efetivo fortalecimento da democracia, mantendo-se o respeito às diferenças e a luta contra 
as desigualdades. 
 
Componente Curricular- Ensino Religioso 
Conforme está estabelecido na BNCC, através do Ensino Religioso o ser humano se 
constrói a partir de um conjunto de relações tecidas em determinado contexto histórico-social, 
 
 
 
 
107 
 
em um movimento ininterrupto de apropriação e produção cultural. Nesse processo, o sujeito 
se constitui enquanto ser de imanência (dimensão concreta, biológica) e de transcendência 
(dimensão subjetiva, simbólica). Ambas as dimensões possibilitam que os humanos se 
relacionem entre si e com
a natureza a partir de mediações simbólicas tecidas na experiência do 
sagrado, percebendo-se como iguais e diferentes. 
Cabe ao Ensino Religioso tratar os conhecimentos religiosos a partir de pressupostos 
éticos e científicos, sem privilégio de nenhuma crença ou convicção. Isso implica abordar esses 
conhecimentos com base nas diversas culturas e tradições religiosas, sem desconsiderar a 
existência de filosofias seculares de vida. 
 
Objetivos específicos: 
 Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a 
partir das manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos; 
 Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no 
constante propósito de promoção dos direitos humanos; 
 Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre 
perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e 
o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição Federal; 
 Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a partir de 
valores, princípios éticos e da cidadania. 
 
Componente Curricular - Filosofia 
A Filosofia tem a sua origem na Grécia antiga e é constituída como pensamento há 
mais de 2600 anos, traz consigo o problema de seu ensino a partir do embate entre o pensamento 
de Platão e as teorias dos sofistas. Naquele período, tratava-se de compreender a relação entre 
o conhecimento e o papel da retórica no ensino. Por um lado, Platão admitia que, sem uma 
noção básica das técnicas de persuasão, a prática do ensino da filosofia teria efeito nulo sobre 
os jovens. Por outro lado, também pensava que se o ensino de Filosofia se limitasse à 
transmissão de técnicas de sedução do ouvinte, por meio de discursos, o perigo seria outro: a 
 
 
 
 
108 
 
Filosofia favoreceria posturas polêmicas, como o relativismo moral ou o uso pernicioso do 
conhecimento. 
Posteriormente no Brasil, a filosofia é vista como instrumentos de formação moral e 
intelectual da Igreja Católica, dos interesses das elites coloniais e do poder cartorial local. Com 
a proclamação da República, a filosofia passa a ser instaurada como disciplina obrigatória, o 
que não configurou um movimento de crítica social e política, por ser a Filosofia uma disciplina 
que busca desvelar a realidade, levando o indivíduo a criar consciência da sua existência no 
mundo, como agente histórico, portanto um ser de relações e em constante transformação. 
Sendo assim, a filosofia gira em torno de problemas e conceitos criados no decorrer 
de sua longa história, os quais, devidamente aplicados, geram discussões criativas, muitas 
vezes, ações e transformações, um dos objetivos é de oferecer aos estudantes a possibilidade de 
compreender a complexidade do mundo contemporâneo e tem como papel fundamental 
viabilizar interfaces com as outras disciplinas para a compreensão do mundo em todos os 
aspectos. 
Cabe a Filosofia recuperar a prática reflexiva, questionadora que contribui para a 
compreensão de quem somos em que mundo vivemos, quais são as relações sociais existentes 
na sociedade, permitindo ampliar a visão de mundo trazida pela Ciência e outras expressões de 
cultura, apresentadas na escola como saber escolar. 
A Filosofia tem como objeto de estudo o pensar ou raciocinar, que se apresenta como 
conteúdo filosófico e como exercício que possibilita ao estudante desenvolver estilo próprio de 
pensamento. O ensino de Filosofia é um espaço para análise e criação de conceitos, que une a 
Filosofia e o filosofar como atividades indissociáveis que dão vida ao ensino de Filosofia. 
Dessa forma, a Filosofia tem um papel fundamental na formação do cidadão e da 
cidadania, deve fornecer elementos para a construção deste. Não se pode pensar em nenhum 
homem que não seja solicitado a refletir e agir, isso significa que todo homem tem (ou deveria 
ter) uma concepção de mundo, uma linha de conduta moral e política, e deveria atuar no sentido 
de manter ou modificar a maneira de pensar e agir do seu tempo. 
Portanto, a Filosofia assim como as outras disciplinas, têm um papel árduo, frente aos 
novos desafios que a sociedade nos apresenta, logo, tem uma especificidade que se concretiza 
 
 
 
 
109 
 
na relação do estudante com os problemas suscitados, na busca de soluções nos textos 
filosóficos por meio da investigação, no trabalho em direção a criação de conceitos. 
 
Objetivo específico: 
Oportunizar o exercício de interpretação e reflexão através da compreensão de 
elementos da filosofia. A reflexão filosófica permite ao ser humano uma consciência plena, em 
cada momento, de todos os fatores que envolvem cada situação e cada evento de sua existência, 
produzir a decisão certa no momento certo e oportuno, com sabedoria, a partir de valores éticos 
de respeito a vida em todas as formas. 
 
Componente Curricular - Sociologia 
A sociologia é uma das formas de pensamento moderno cujo surgimento está situado 
num contexto histórico científico, o das transformações econômicas, políticas e culturais do 
século XIX, por conta da consolidação do sistema capitalista. 
Inicialmente esta aparece como um pensamento sobre a sociedade de cunho 
conservador que se desenha mais como uma forma cultural de concepção do mundo, uma 
filosofia social preocupada em questionar a gênese da sociedade e a sua evolução. 
Daí, a nostalgia de um tempo de “ordem social” presente no pensamento social 
conservador e o providencial recurso instrumental da ciência para restabelecer uma “nova 
ordem social”, que aparecem como forma de salvação nos círculos sociais mais apegados à 
tradição a balançar diante da inovação social. Com a missão de prever, prover e intervir na 
realidade social, a Sociologia faz emergir a ordem e a mudança como as faces de um mesmo 
problema colocado para reflexão e busca de solução pelos primeiros pensadores sociais, – 
Comte, Durkheim, Weber, Marx, Tocqueville - que mesclavam pensamentos prático e teórico 
(DCE, p. 40). 
Para Florestan Fernandez (1960), talvez o legado mais notável para o surgimento da 
Sociologia como ciência tenha sido o alargamento da percepção social além dos limites do 
sancionado pela tradição, pela religião ou pela metafísica. Houve ousadia no pensar e essa 
 
 
 
 
110 
 
transformação básica do horizonte intelectual médio favoreceu ultrapassar o senso comum e 
incorporar o pensamento racional na formação do ponto de vista sociológico. 
A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. É um 
empreendimento fascinante e irresistível, já que seu objeto de estudo é nosso próprio 
comportamento como seres sociais (GIDDENS, 2005). A abrangência do estudo sociológico é 
extremamente vasta, incluindo desde a análise de encontros ocasionais entre indivíduos na rua 
até a investigação de processo sociais globais. 
De acordo com Giddens (2005, p.24) a maioria de nós vê o mundo a partir de 
características familiares a nossas próprias vidas. A sociologia mostra a necessidade de assumir 
uma visão mais ampla sobre por que somos como somos e por que agimos como agimos. Ela 
nos ensina que aquilo que encaramos como natural, inevitável, bom ou verdadeiro, pode não 
ser bem assim e que os “dados” de nossa vida são fortemente influenciados por forças históricas 
e sociais. Entender os modos sutis, porém complexos e profundos, pelos quais nossas vidas 
individuais refletem os contextos de nossa experiência social é fundamental para a abordagem 
sociológica. 
E, embora sejamos influenciados pelos contextos sociais em que nos encontramos, 
nenhum de nós está simplesmente determinado em nosso comportamento por aqueles 
contextos. Possuímos e criamos nossa própria individualidade. É trabalho da sociologia 
investigar as conexões entre o que a sociedade faz de nós e o que fazemos de nós mesmos. 
Nossas atividades tanto estruturam – modelam
– o mundo social ao nosso redor como, ao 
mesmo tempo, são estruturadas por esse mundo social. 
A sociologia é uma disciplina com importantes implicações práticas. Ela pode 
contribuir para a crítica social e para a reforma social prática de várias formas. Para começar, a 
compreensão aperfeiçoada de um dado cenário de circunstâncias sociais frequentemente nos dá 
uma melhor chance de controlá-las. Ao mesmo tempo, a sociologia nos fornece os meios de 
aumentar nossas sensibilidades culturais, permitindo que as políticas se baseiem em uma 
consciência de valores culturais divergente. Em termos práticos, podemos investigar as 
consequências da adoção de programas políticos particulares. Finalmente, e talvez mais 
importante, a sociologia fornece auto esclarecimento, oferecendo aos grupos e aos indivíduos 
uma oportunidade aperfeiçoada de alterar as condições de suas próprias vidas. 
 
 
 
 
111 
 
Já especificamente no Brasil, a Sociologia como uma disciplina no conjunto dos 
demais ramos da ciência, especialmente das Ciências Sociais, não se produz de forma 
independente do trabalho pedagógico que a traduz como parte curricular nas escolas de níveis 
médio e superior (PARANÁ/SEED, 2008). São intercomunicantes os caminhos dos estudos e 
pesquisas acadêmicas e as atividades curriculares no magistério. Fazer ciência mediante a 
reflexão acadêmica com base na pesquisa científica e esta alimentar a dimensão da formação 
do indivíduo são faces de um mesmo problema. É pensando uma e outra que se realiza a 
dimensão histórica da ciência e, desse modo, é aqui situada a Sociologia. 
Os anos 1930 foram de plena efervescência da Sociologia que se institucionalizou, no 
Brasil, graças a um conjunto de iniciativas na área da educação, campo da pesquisa e editoração 
(IANNI, 2000). Nasce o ensino da disciplina e alavanca a reflexão sobre as peculiaridades da 
cultura e sociedade brasileiras. 
A trajetória da produção sociológica brasileira é uma prova de que ela se constitui 
disciplina no debate entre diferentes concepções teóricas responsáveis por respostas a questões 
que a sociedade se coloca em momentos diversos e, por isso, não está livre de contradições. A 
história das Ciências Sociais, no Brasil, atesta a vitória de uma estratégia de afirmação quando 
o quadro social e político do país era adverso. A Sociologia demonstra, paradoxalmente, que as 
condições de democracia para uma ciência com baixo prestígio social e mercado profissional 
escasso não foram decisórias, pois ela se cria e se expande sob a égide de duas ditaduras: a dos 
anos trinta e a dos anos sessenta (DCE, p. 47, 2008). 
São diversas as abordagens que encontramos para estudar sociologia, pois esta nunca 
foi uma disciplina em que há um corpo de ideias que todos aceitam como válida. Os sociólogos 
frequentemente discutem entre si sobre como abordar o estudo do comportamento humano e 
sobre como os resultados das pesquisas podem ser mais bem interpretados, já que a sociologia 
diz respeito às nossas vidas e ao nosso próprio comportamento, e estudar nós mesmos é o mais 
complexo e difícil esforço que podemos empreender. 
O estudo objetivo e sistemático da sociedade e do comportamento humanos é um 
desenvolvimento relativamente recente, cujos primórdios datam de fins do século XVIII 
(PARANÁ/SEED, 2008). E, os clássicos são a ponta de lança que arremessa o conhecimento 
da realidade social e ainda os faz presentes na Sociologia contemporânea. Pensaram a sociedade 
 
 
 
 
112 
 
europeia da sua época, valendo-se da ciência para compreender o sentido da crise que a 
acometia e cada qual lhe lançou um olhar: Karl Marx (1818-1883) decompôs a sociedade 
capitalista; Émile Durkheim (1858-1917) viu a sociedade industrial na sociedade moderna; e 
Max Weber (1864-1920) a concebeu qual um feixe de possibilidades históricas carreadas pela 
racionalidade. São considerados clássicos porque suas ideias ainda detêm força explicativa para 
uma realidade em transformação. 
 
Componente Curricular- Sociedade e Cultura 
Texto introdutório em conformidade com a Nota Técnica DED/SEED/2019 consta nos 
anexos. 
 
Componente Curricular - Língua estrangeira Espanhol 
No Ensino médio, ofertamos o Ensino de Língua Espanhola, como uma ferramenta de 
ampliar o universo de possibilidades em relação à vida pessoa e profissional dos estudantes. A 
aprendizagem do Espanhol, permitirá aos alunos uma melhor percepção e posicionamento 
crítico através de outras formas de organização lexical. Além do compartilhamento de 
informações e conhecimentos por meio de uma língua estrangeira moderna. 
 
Objetivos Gerais: 
 Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas culturais (artísticas, 
corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos 
diferentes campos de atuação e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participação 
social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e 
para continuar aprendendo. 
 Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as 
práticas sociais de linguagem, respeitando a diversidade e a pluralidade de ideias. 
 
Projeto de Vida: um compromisso com o futuro de nossos estudantes 
 
 
 
 
113 
 
Para promover o protagonismo juvenil e colaborar com a efetiva construção de um 
projeto de vida do estudante, sugerimos algumas iniciativas que enveredam pela centralidade 
do jovem, elencadas no Manual de Orientação Pedagógica para trabalho com Projeto de Vida 
enquanto componente curricular, elaborado pelo Ministério da Educação (PEREIRA; 
TRANJAN, 2020), tais como: discussão a respeito dos modelos de avaliação; participação em 
decisões no Conselho Escolar e também no Conselho de Classe; na definição dos eventos a 
serem realizados na escola; envolver os jovens na organização dos intervalos da escola; 
participação nas decisões de uso dos recursos recebidos pela escola; envolver líderes na 
discussão das regras para utilização dos espaços comuns da escola; etc. Em vista disso, o Projeto 
de Vida ao longo do Ensino Médio deve pautar-se num protagonismo autêntico, isto é, em que 
o “educando planeja, executa, avalia e replaneja suas ações de maneira autônoma, contando 
apenas com o suporte dos adultos quando solicitado pelo jovem” (PEREIRA; TRANJAN, 
2020). Para isso, um caminho precisa ser delineado ao longo das três séries do Ensino Médio, 
em que o estudante possa, inicialmente, conhecer a si próprio, suas fragilidades e 
potencialidades na busca de um projeto para si; depois expandir e explorar suas capacidades, 
com vistas a amadurecer a trajetória desenhada; e, por fim, focar no planejamento e execução 
do plano de vida, idealizado ao fim de uma caminhada e também início de uma jornada para a 
vida, que será repleta de escolhas e exigirá decisões assertivas. 
Nesse sentido, as aprendizagens propostas também servirão como instrumentos para 
avaliar e acompanhar o percurso de cada estudante, seus ganhos e desafios, definindo ações 
para avançar ou retomar processos de ensino, considerando-se as características do 
conhecimento visto e os critérios implícitos nos objetivos estabelecidos. 
Quando se discute sobre o processo avaliativo do componente Projeto de Vida, sugere-
se realizá-lo numa perspectiva diagnóstica, contínua, processual e sistemática, possibilitando, 
assim, que tanto os registros dos docentes quanto as produções dos estudantes contribuam para 
analisar as práticas pedagógicas, entendidas como instrumentos norteadores de aprendizagem 
que permitem a retomada e reorganização do processo de ensino. Reitera-se, portanto, o 
posicionamento de Sant’Anna (2005) ao definir a avaliação a partir de um prisma processual e 
contínuo, isto é, em que ela se apresenta no espaço pedagógico de forma dinâmica, contínua, 
integrada, progressiva, voltada para o aluno, abrangente, cooperativa
e, também, versátil. 
 
 
 
 
114 
 
Como forma de organização curricular, essa disciplina exige de cada série e do EJAEM 
o seguinte: 
1ª série: AUTOCONHECIMENTO (Descoberta de interesses, aspiração, pontenciais 
e desafios pessoas: o encontro consigo, com ênfase na dimensão pessoal). 
2ª série: EXPANSÃO E EXPLORAÇÃO (Reflexão sobre relações sociais e ampliação 
de horizontes e possibilidades: o encontro com o outro e o mundo, com ênfase na dimensão 
cidadã). 
3ª série: PLANEJAMENTO (Construção de caminhos para a vida pessoal, profissional 
e a ação cidadã: o encontro com futuro e o nós, com ênfase na dimensão profissional). 
 
Ressaltamos, para além dos processos avaliativos referentes às competências e 
habilidades socioemocionais propostas acima, seja construído pelo estudante um plano de ação, 
com etapas a serem consolidadas ao final de cada série e que possa funcionar como mecanismo 
de acompanhamento e avaliação da sua trajetória. 
Por esse motivo, esse plano deverá contemplar, ao final da 1a série, a escolha das áreas 
a serem aprofundadas no Itinerário Formativo. Ao término da 2a série, o estudante deverá ter 
mapeado as possibilidades de percursos a partir das áreas que foram escolhidas para o 
aprofundamento. No decurso da 3a série, o estudante deverá executar o plano de ação que foi 
elaborado desde a 1a série, o que irá nortear suas escolhas para o “pós médio”, de forma 
assertiva, em consonância com as competências e habilidades desenvolvidas nos três anos. 
 
Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio (EJAEM), Sempre é bom saber 
mais 
É no contexto da escola, numa ação coletiva que a organização, seleção e formas de 
conhecimentos que são destinados aos alunos da EJA funcionam positivamente ou 
negativamente, atendendo aos interesses dos dominantes ou negando os interesses dos 
dominados. 
 
 
 
 
115 
 
No nosso contexto, entende-se que a escola pública deve estar a serviço dos povos das 
classes menos favorecidas, pois são esses sujeitos que ao longo da história são privados dos 
bens simbólicos e materiais, sobretudo de uma educação de qualidade, que possibilite a 
apropriação da leitura e da escrita como instrumentos de autonomia do saber e do fazer. 
 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos passaram a 
valorizar ainda: as especificidades de tempo e espaço para seus educandos; o tratamento 
presencial dos conteúdos curriculares; a importância em se distinguir as duas faixas etárias 
(jovens e adultos) consignadas nesta modalidade de educação; e a formulação de projetos 
pedagógicos próprios e específicos dos cursos noturnos regulares e os de EJA. As Diretrizes 
lançadas em 2000 também ressaltaram a EJA como direito e substituíram a ideia de 
compensação pelos princípios de reparação e equidade. Ainda, regulamentaram a realização de 
exames, oferecendo o Ensino Fundamental a maiores de 15 anos e o Ensino Médio a maiores 
de 18 anos (BRASIL, 2000). 
A respeito dessa autonomia, Freire (2003, p. 59) afirma que “o respeito à autonomia e 
à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder 
aos outros”. 
É nesse sentido rigoroso da ética que concebemos uma escola que a partir do seu 
currículo, organize uma prática pedagógica que respeite os sujeitos da EJA como seres 
inacabados, pensantes, criativos e autônomos. 
O papel fundamental da construção curricular para a formação dos educandos desta 
modalidade de ensino é fornecer subsídios para que se afirmem como sujeitos ativos, críticos, 
criativos e democráticos. Tendo em vista esta função, a educação deve voltar-se a uma formação 
na qual os educandos possam: aprender permanentemente; refletir de modo crítico; agir com 
responsabilidade individual e coletiva; participar do trabalho e da vida coletiva; comportar-se 
de forma solidária; acompanhar a dinamicidade das mudanças sociais; enfrentar problemas 
novos construindo soluções originais com agilidade e rapidez, a partir do uso 
metodologicamente adequado de conhecimentos científicos, tecnológicos e sócio-históricos 
(KUENZER, 2000, p. 40). 
A escola é um dos espaços em que os educandos desenvolvem a capacidade de pensar, 
ler, interpretar e reinventar o seu mundo, por meio da atividade reflexiva. A ação da escola será 
 
 
 
 
116 
 
de mediação entre o educando e os saberes, de forma que ele assimile conhecimentos como 
recursos de transformação de sua realidade. 
A Educação de Jovens e Adultos tem um papel fundamental na socialização dos 
sujeitos, agregando elementos e valores que os levem à emancipação e à afirmação de sua 
identidade cultural. 
O tempo que um educando participa da EJA tem valor próprio e significativo e, 
portanto, a escola deve superar o ensino de caráter enciclopédico, centrado mais na quantidade 
de informações do que na relação qualitativa com o conhecimento. Quanto aos conteúdos 
específicos de cada disciplina, deverão estar articulados à realidade, considerando sua dimensão 
sócio-histórica, articulada ao mundo do trabalho, à ciência, às novas tecnologias, dentre outros. 
Com relação às perspectivas dos educandos e seus projetos de vida, a EJA poderá 
colaborar para que eles ampliem seus conhecimentos de forma crítica, viabilizando a reflexão 
pela busca dos direitos de melhoria de sua qualidade de vida. Além disso, contribuirá para que 
compreendam as dicotomias e complexidades do mundo do trabalho contemporâneo, no 
contexto mais amplo possível. 
No transcorrer do processo educativo, a autonomia intelectual do educando deve ser 
estimulada para que ele continue seus estudos, independentemente da educação formal. Cabe 
ao educador incentivar a busca constante pelo conhecimento produzido pela humanidade, 
presente em outras fontes de estudo ou pesquisa. Esta forma de estudo individual é necessária, 
quando se trata da administração do tempo de permanência desse educando na escola e 
importante na construção da autonomia. 
Esses educandos trazem uma bagagem de conhecimentos de outras instâncias sociais, 
visto que a escola não é o único espaço de produção e socialização dos saberes. Essas 
experiências de vida são significativas e devem ser consideradas na elaboração do currículo 
escolar, o qual tem uma metodologia diferenciada porque apresenta características distintas do 
ensino regular. 
O reconhecimento das peculiaridades de quem vive no campo contribui para afirmar a 
identidade e valorizar o trabalho desses povos, sua história, sua cultura e seus conhecimentos. 
 
 
 
 
117 
 
 Os pressupostos teórico-metodológicos e a organização curricular dentro da 
contextualização da escola buscam valorizar os temas transversais, a interdisciplinaridade, 
diminuir a distância entre as áreas de conhecimento e a enfatizar as regras de convivência 
seguindo o Regimento Escolar da instituição, fazendo valer os valores eminentes dos princípios 
de igualdade, participação e democratização do ensino, inovação, qualidade e eficácia dos 
nossos serviços. 
 
 
9 - AVALIAÇÃO 
 
Outro ponto importante a ser entendido na implementação da BNCC é que o 
conhecimento cognitivo puro deixa de ser o maior enfoque da formação. Sendo assim, as provas 
e avaliações deverão ser repensadas para abrangerem mais do que apenas o nível de 
informações absorvidas por cada estudante, tornando-se mais próximas da avaliação formativa 
e do acompanhamento a longo prazo dos alunos. 
A própria Base dá pistas sobre como isso deve ser trabalhado. 
Cada habilidade propõe que o conteúdo deve ter em si uma finalidade e uma 
intencionalidade pedagógica. Assim, saímos de uma formação conteudista para uma formação 
que considera o que é possível fazer com o conhecimento adquirido. 
O aluno passa a entender seus conhecimentos em História, por exemplo, para saber 
por que é necessário lutar por direitos hoje. Passa a entender o que aprende em Língua 
Portuguesa porque precisa
de Funcionários 
Nome Cargo/ Função 
Adenilson Silva Santana Vigilante 
Ana Chirle de Jesus S. Menezes Merendeira 
Amauri Silva Brito Oficial Administrativo 
Anderson Gomes dos Santos Vigilante 
Gicelia Ribeiro de Santana Executor de Serv. Básicos 
Gicelma Amaro de Jesus Merendeira 
Gedalva Lima de S. Andrade Merendeira 
José Carlos Ribeiro dos Passos Vigilante 
Josevaldo de Santana Executor de Serv. Básicos 
Laelson Silveira Andrade Oficial Administrativo 
Lucimaria de Jesus Almeida Executor de Serv. Básicos 
Marcelo Pires de Jesus Executor de Serv. Básicos 
Matheus Almeida Andrade Vigilante 
Simone Teixeira Santos Merendeira 
Nome Função 
Josefa Almeida da Silveira Presidente 
José Rosemberg Oliveira Menezes Vice-Presidente 
Heliana Meireles dos Santos Brito Membro Nato 
Vanuza Souza Silva Representante dos Pais 
 
 
 
 
11 
 
 
 
O Conselho de Classe 
O Conselho de Classe é órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em 
assuntos didático-pedagógicos, fundamentado no Projeto Político Pedagógico da escola e no 
Regimento Escolar. 
É o momento em que professores, equipe pedagógica e direção se reúnem para discutir, 
avaliar as ações educacionais e indicar alternativas que busquem garantir a efetivação do 
processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. 
O Conselho de Classe pode ser organizado em três momentos: 
Pré-conselho: levantamento de dados do processo de ensino e disponibilização aos 
conselheiros (professores) para análise comparativa do desempenho dos estudantes, das 
observações, dos encaminhamentos didático-metodológicos realizados e outros, de forma a dar 
agilidade ao Conselho de Classe. É um espaço de diagnóstico. 
Conselho de Classe: momento em que todos os envolvidos no processo se posicionam 
frente ao diagnóstico e definem em conjunto as proposições que favoreçam a aprendizagem dos 
alunos. 
Pós-conselho: momento em que as ações previstas no Conselho de Classe são 
efetivadas. 
As discussões e tomadas de decisões devem estar respaldadas em critérios qualitativos 
como: os avanços obtidos pelo estudante na aprendizagem, o trabalho realizado pelo professor 
para que o estudante melhore a aprendizagem, a metodologia de trabalho utilizada pelo 
professor, o desempenho do aluno em todas as disciplinas, o acompanhamento do aluno no ano 
seguinte, as situações de inclusão, as questões estruturais, os critérios e instrumentos de 
avaliação utilizados pelos docentes e outros. 
Amauri Silva Brito Representante dos Demais Servidores 
Marcelo Pires de Jesus Representante dos Demais Servidores 
Gilma Alves Souza Fonseca Representante da Comunidade Local 
 
 
 
 
12 
 
Cabe à equipe pedagógica a organização, articulação e acompanhamento de todo o 
processo do Conselho de Classe, bem como a mediação das discussões que deverão favorecer 
o desenvolvimento das práticas pedagógicas. 
São atribuições do Conselho Escolar: 
 Coordenar o processo de elaboração, propor alteração e aprovar o Projeto 
Político Pedagógico da escola, incluindo o Currículo Escolar; 
 Elaborar e aprovar o Regimento Escolar; 
 Propor alterações e aprovar, no todo ou em parte, o Plano Administrativo anual 
que será elaborado pela direção da escola; 
 Elaborar e aprovar alterações no Regimento Escolar; 
 Convocar a Assembleia Escolar e as Plenárias Escolares ordinariamente, quando 
necessário; 
 Elaborar, acompanhar e divulgar para a Comunidade escolar o Plano de 
Aplicação dos recursos financeiros da escola; 
 Elaborar, aprovar e divulgar, semestralmente, a prestação de contas da utilização 
dos recursos e, posteriormente, encaminhá-la para a Secretaria de Estado da Educação-SEDUC, 
para análise e emissão de parecer final; 
 Definir, em consonância com a legislação vigente e com as diretrizes gerais 
expedidas pela SEDUC, o calendário escolar anual e suas alterações; 
 Zelar pelo cumprimento da Lei (Federal) nº 8.069, de 13 de julho de 1990, no 
que tange à defesa dos direitos da criança e do adolescente; 
 Fiscalizar, avaliar e deliberar sobre a gestão administrativa, pedagógica e 
financeira da escola; 
 Cumprir com as obrigações sociais, trabalhistas e previdenciárias e com a 
Receita Federal no prazo legal; 
 Zelar pelo patrimônio material e imaterial da unidade escolar; 
 Recorrer às instâncias competentes no que concerne às questões que não se 
encontrem entre as suas atribuições legais e regimentais ou sobre as quais não se julgue apto a 
decidir; 
 Acompanhar o desenvolvimento dos indicadores educacionais, propondo ações 
pedagógicas de intervenção prol da melhoria de resultados. 
 
 
 
 
13 
 
Essas decisões devem estar de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional e com as normas e diretrizes dos Conselhos Nacional e Estadual de Educação, e ainda 
com os princípios gerais da Administração Pública. 
A participação da comunidade escolar em Conselhos Escolares é um dos princípios da 
gestão democrática do ensino público na educação básica, conforme estabelece a Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) e contam com os seguintes 
representantes: 
 
 GRÊMIO ESTUDANTIL 
O grêmio estudantil é uma organização que não possui fins lucrativos e que tem como 
objetivo representar o interesse dos estudantes. Dentre as funções do grêmio estão fins cívicos, 
desportivos, culturais, sociais e educacionais. Numa escola o grêmio é o órgão máximo para 
representar os alunos. 
Os alunos que atuam nele defendem os direitos e interesses dos demais. A importância 
da existência do grêmio estudantil numa escola se deve ao fato de que nele os alunos se 
envolvem em discussões a respeito de seus direitos e deveres além de criar um amplo leque de 
possibilidades de ação no ambiente da escola e na comunidade. 
Dentre os principais objetivos de um grêmio estudantil está: aumentar a participação 
dos alunos nas atividades da escola como organização de palestras, projetos, campeonatos e 
muito mais. Os alunos passam a ter voz ativa e participar das realizações da escola junto aos 
funcionários, pais, diretores, professores e coordenadores. 
Através da representação do grêmio estudantil é possível que os alunos participam da 
tomada de decisões da escola bem como se torna mais fácil a exposição de ideias e opiniões 
que tornem o ambiente escolar mais atrativo para os estudantes. Com isso podemos dizer que a 
existência desse órgão de representação aproxima os alunos da direção da escola. 
 
PROPOSTA ANUAL DE TRABALHO 
Nossa proposta curricular somada ao Plano de Trabalho Anual propõe assegurar a 
permanência dos alunos na escola, reduzindo a reprovação e a evasão no Ensino Fundamental 
I, II, Ensino Médio e EJAEM (Educação de Jovens e Adultos), aumentar o IDEB no Ensino 
Fundamental I, II e no Ensino Médio, promover a recuperação dos alunos com defasagem 
educacional, promover ações que elevem a participação dos alunos da 3ª série do Ensino Médio 
e do EJAEM na prova do ENEM, apoiar e orientar os docentes na elaboração dos Planos de 
 
 
 
 
14 
 
Curso Anual de acordo com o currículo Sergipano, a Base Nacional Comum Curricular, buscar 
parcerias para realização de novos projetos pedagógicos voltados às dificuldades enfrentadas 
pelos estudantes, seja no âmbito escolar, seja no âmbito familiar e por fim fortalecer a 
integração escola- comunidade. 
Veja a tabela abaixo a qual mostra que nosso colégio vem diminuindo gradativamente 
as taxas de reprovação e abandono, consequentemente aumentou o índice de aprovação. 
 
 
TAXAS DE APROVAÇÃO/ REPROVAÇÃO E ABANDONO 
ANO LETIVO APROVAÇÃO REPROVAÇÃO ABANDONO TOTAL DE 
ALUNOS 
2016 377 99 53 529 
2017 468 63 27 558 
2018 513 95 20 628 
2019 595 119 41 
755 
2020 648 
 
 112* - 760 
 
*Esse resultado foi considerado pelo CEE como PC- progressão Continuada devido ao novo 
planejamento 
Esta Unidade de Ensino reconhece
estabelecer uma boa argumentação para conseguir discutir, debater 
e chegar a consensos durante a vida. Passa a entender a importância do que aprende em Biologia 
para reconhecer a necessidade da conservação da natureza e do combate às práticas que 
prejudicam o meio ambiente. 
O conteúdo, então, passa a ter significado para além das provas e é sob esse 
fundamento que as avaliações curriculares devem ser reformuladas. 
 
 
 
 
 
118 
 
 Avaliação 
 O facilitador e os participantes realizam em conjunto a avaliação do trabalho em grupo 
e a exposição, que pode ser completado com uma avaliação individual. 
A estrutura do grupo de pesquisa permite que cada componente do grupo tenha 
condições de participar e desenvolver aquilo em que se considera melhor preparado ou que mais 
lhe interessa, beneficiando-se igualmente dos aportes oferecidos pelos colegas. 
 
O multiplicador(a) ou o docente deverá considerar os seguintes elementos: 
• ter altas expectativas quanto à contribuição que todos podem oferecer ao grupo: 
expectativa alta quanto à capacidade de aprender e contribuir para a aprendizagem do colega 
gera um ambiente positivo favorece o desenvolvimento da autoestima. 
• valorizar o conhecimento e contribuição de todos os participantes e oferecer 
comentários positivos e construtivos: é importante evitar situações nas quais são emitidos juízos 
negativos que impliquem desclassificação. Quando houver discordância ou conflito entre 
membros do grupo, o facilitador da oficina ou o docente deve adotar uma atitude de respeito, 
mediação e conciliação. 
• ouvir atentamente as opiniões de todos e ajudar os integrantes do grupo a 
expressarem sem temor suas ideias: para fomentar a participação, é preciso que o facilitador 
considere e aprecie às perguntas, sugestões, opiniões e comentários de todos os integrantes do 
grupo. 
• estimular os participantes a assumir riscos em sua aprendizagem: é uma forma de 
transmitir segurança e ânimo no desenvolvimento das atividades. 
• divertir-se: a aprendizagem não precisa ser um processo difícil ou desagradável, ao 
contrário, deve constituir um entretenimento através da utilização de estratégias participativas, 
interessantes e desafiadoras para todos. 
• possibilitar a escolha: dentre várias atividades propostas, os participantes devem 
poder escolher aquelas que mais correspondam às suas expectativas, ritmos e estilos de 
aprendizagem. 
 
 
 
 
119 
 
• organizar o espaço físico de modo a criar um ambiente agradável que favoreça a 
interação, participação e a colaboração entre os pares. 
Assim, a avaliação constitui um processo flexível e dinâmico, cuja principal finalidade 
é orientar as decisões dos docentes no contexto escolar. Para que a avaliação cumpra a 
finalidade de orientar o processo educacional, os professore(a)s devem levar em conta três 
aspectos diferentes (Coll,1988): 
• para decidir o tipo de ajuda a ser prestada aos aluno(a)s, é necessário saber onde 
ele(a)s se situam em relação aos objetivos educacionais estabelecidos. É necessário, ainda, 
conhecer os meios de que dispomos para propiciar-lhes a ajuda de que necessitam. 
• a avaliação deve fornecer dados que nos permitam adaptar o processo de ensino e 
aprendizagem a uma realidade que se modifica continuamente, a um aluno(a) que evolui e cujas 
necessidades se modificam na medida em que se desenvolve o processo educacional. 
• a avaliação deve proporcionar informação que permita comprovar e decidir se os 
objetivos educacionais propostos foram ou não atingidos e até que ponto foram realizados. 
Esses três tipos de informação determinam três momentos diferentes no processo de 
avaliação, os quais, por sua vez, têm funções distintas: 
(a) Avaliação inicial 
Este é um momento muito importante, já que os docentes e as equipes (ou profissional) 
de apoio devem colher informações relevantes sobre todos os fatores que intervêm no processo 
de ensino-aprendizagem, com o fim de decidir a resposta educacional, o tipo e o apoio a serem 
oferecidos a todos os aluno(a)s. É necessário identificar: 
• as possíveis dificuldades que os aluno(a)s podem enfrentar com sucesso os desafios 
que emergem na escolarização; 
• as condições que devem estar presentes na sala de aula para atender à diversidade; e 
• as necessidades da família, no sentido de garantir que apoiem de forma efetiva a 
aprendizagem de seus filhos. 
(b) Acompanhamento do estudante 
 
 
 
 
120 
 
À medida que os aluno(a)s vão desenvolvendo a aprendizagem, surgem progressos, 
dificuldades e obstáculos não previstos. A finalidade desta avaliação é ajustar a ajuda 
pedagógica às demandas dos aluno(a)s e verificar a evolução dessas necessidades de 
aprendizagem, com vistas a dar suporte ao prosseguimento da aprendizagem e adotar medidas. 
A identificação das aquisições permite ao docente determinar o nível de progresso 
educacional dos aluno(a)s. É necessário organizar atividades a partir das quais o docente possa 
verificar o que cada estudante aprendeu. Também é fundamental criar oportunidades na sala de 
aula para que as crianças possam compartilhar suas aprendizagens entre si, transformando-as 
em recurso relevante para todos. 
 
 Avaliação final 
A avaliação final tem como função informar se os objetivos propostos foram 
alcançados e até que ponto. Essa prática é necessária para saber se o nível de aprendizagem 
alcançado pelos aluno(a)s em relação a determinados conteúdos é suficiente para enfrentar com 
sucesso a aprendizagem de novos conteúdos. Em última instância, a avaliação final constitui o 
indicador de sucesso ou fracasso do processo de ensino-aprendizagem (Alonso, 1991). 
Além de contribuir para a tomada de decisões relativamente à promoção dos aluno(a)s, 
a avaliação final deve servir para avaliar o trabalho realizado pelo professor(a) e o cumprimento 
dos objetivos educacionais, o que ajuda na constituição de uma opinião mais sólida sobre o grau 
de êxito ou fracasso do processo de ensino. 
 
 
 
 
 
 
 
121 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
122 
 
 
 
Novo Ensino Médio e o sistema avaliativo 
O Novo Ensino Médio traz possibilidades para que a avaliação possa assumir uma 
dimensão orientadora, permitindo ao aluno tomar consciência de seus avanços e dificuldades e 
continuar progredindo na construção do próprio conhecimento, como também assimilar 
informações e utilizá-las em contextos adequados, servindo-se dos conhecimentos adquiridos 
para tomar decisões autônomas e socialmente relevantes. 
Nessa perspectiva, as Instituições Educacionais não devem se limitar a separar no 
calendário escolar a aplicação de provas escritas ao final de um período e sim adequar seus 
modelos a estratégias para que a avalição priorize os aspectos qualitativos, processuais e 
formativos, bem como o acompanhamento do desenvolvimento das competências e habilidades 
propostas pela BNCC e pelos Referenciais Curriculares para Elaboração de Itinerários 
Formativos. 
Os estudantes serão avaliados nas Unidades Curriculares, com obrigatoriedade de 
registro bimestral, semestral e anual, expresso em notas, numa escala de 0 (zero) a 10 (dez). 
Não estarão submetidas ao registro dos processos avaliativos em notas, numa escala de 0 (zero) 
a 10 (dez), as Unidades Curriculares – Projeto de Vida, Estudo Orientado, Expressão 
Matemática, Expressão Escrita e as Atividades Integradoras Eletivas, que terão o registro dos 
processos avaliativos por meio de conceitos1 , sem efeito para promoção ou retenção dos 
estudantes; e Atividades Integradoras Complementares, que constarão no Histórico Escolar do 
 
 
 
 
123 
 
estudante com o registro do nome da Atividade Complementar, a carga horária de participação 
e o período de desenvolvimento. 
A composição da nota para fins de registro bimestral, semestral e anual ficará a critério 
do docente, em conformidade com o Projeto Pedagógico da Instituição Educacional e
seus 
instrumentos de execução, respeitando os formatos das Unidades Curriculares que podem exigir 
processos avaliativos formativos diferenciados para mensurar o desenvolvimento das 
competências e habilidades propostos em cada uma delas, tanto na FGB como nos IF. 
 Promoção 
Formação Geral Básica: Todas as Unidades Curriculares devem ser cursadas 
exatamente na ordem em que aparecem na Matriz Curricular, organizadas em blocos 
correspondentes às 03 (três) séries do Ensino Médio. 
Para fins de aprovação na série, o estudante deverá obter média final igual ou superior 
a 5,0 (cinco) em cada uma das 04 (quatro) áreas de conhecimento. As médias finais serão 
calculadas a partir das médias finais das Unidades Curriculares que compõem cada área. 
 
AI – (APRENDIZAGEM INICIADA) - Participa(ou) das Atividades Escolares - 
Demonstra interesse em realizar as 
Atividades Escolares - Lê símbolos, signos e imagens compatíveis com sua idade/série 
- Identifica informações e conceitos adequadamente 
AD - (Aprendizagem em Desenvolvimento) - Participa(ou) das Atividades Escolares 
- Demonstra interesse em realizar as 
Atividades Escolares - Identifica, Compreende conceitos, fatos e princípios 
compatíveis com sua idade/série - Conhece e utiliza raciocínio lógico/crítico e interpretativo - 
Compreende textos e dados. 
AC - (Aprendizagem Consolidada) - Participa(ou) das Atividades Escolares - 
Demonstra interesse em realizar as Atividades 
Escolares - Identifica, Compreende e aplica conceitos, fatos e princípios - Desenvolve 
raciocínio lógico/crítico e interpretativo 
 
 
 
 
124 
 
- Compara dados e argumenta - Interpreta e/ou produz textos com desenvoltura - 
Vivencia situações-problema que lhe permitem a aproximação de novos conhecimentos. 
 
10- COMO OS ALUNOS SE BENEFICIAM COM O USO DAS NOVAS 
METODOLOGIAS DE APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA? 
 
Para os alunos, podemos citar: a autonomia impactando no melhor aproveitamento e 
o protagonismo na aprendizagem, assim como autoconfiança, melhoria na tomada de decisão, 
e, a longo prazo, a formação de profissionais com habilidades mais buscadas pelo mercado, 
adquirindo, assim, valorização e realização profissional. No caso do corpo docente e das 
instituições de ensino destacam-se benefícios como: menor desgaste dos profissionais 
envolvidos, aumento das possibilidades no plano de aulas, melhor percepção de pais e alunos 
diante da instituição, com consequente aumento nos índices de desempenho gerais, menor 
evasão e reconhecimento da instituição e dos profissionais docentes no mercado da educação. 
Fazer com que os discentes absorvam melhor o conhecimento e sejam capazes de fazer 
uma síntese daquele conteúdo, de forma que faça sentido para sua própria realidade, a curto e 
longo prazo, é apenas um dos fatores que ressaltam a extrema importância de inovar. Para que 
tudo isso seja possível, é necessário pensar em pequenas ações que gerem impacto como 
metodologias inovadoras. Os conteúdos e os recursos devem estar unidos de forma que a 
aprendizagem seja o mais interativa, dinâmica e eficiente possível. Tudo sempre respeitando as 
limitações e as obrigatoriedades dentro do currículo, bem como o nível, as particularidades e as 
ações que vão sendo melhor aceitas pela turma. 
Alguém que detém todo o conhecimento, de forma inquestionável, que através de 
leituras e memorização, reproduz uma maneira em sua essência desestimulante para grande 
parte dos alunos. Esse desestímulo leva ao desinteresse pelo conhecimento, com desvios de 
atenção recorrentes e altos índices de evasão. Tudo isso são consequências de um sistema que, 
ao se recusar a implementar aos poucos métodos inovadores, acaba perpetuando um sistema 
educacional falido. Em nosso sistema atual, o país ocupa o penúltimo lugar no ranking mundial 
em qualidade na educação. Dados como esses, publicados em 2019 pela Organização para a 
 
 
 
 
125 
 
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), para além de um alerta, devem servir 
como estímulo. 
 
Através desta metodologia inovadora, buscamos promover uma educação com mais 
inclusão e empatia. Além disso, temos como objetivo exercitar fatores essenciais para a 
formação da criança, tais como: liderança, cooperação, negociação, criatividade e 
responsabilidade social, por meio do trabalho em equipe da divisão de tarefas e participação 
total no projeto, contribuindo com a aplicação do conteúdo programático proposto pela Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC). 
 
Logo, o Colégio Estadual Guilherme Campos realizará a avaliação de desempenho do 
estudante através de acompanhamento contínuo do aluno e dos resultados por ele obtido nos 
exercícios escolares realizados durante o período letivo e nos exames finais. A avaliação tem a 
função didático-pedagógico de diagnóstico e de controle em relação à verificação do 
rendimento escolar de forma contínua e compreenderá o acompanhamento do processo de 
aprendizagem nos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Serão atribuídas notas a todos 
os trabalhos e/ou avaliação realizadas pelos estudantes, apurando- se as médias aritméticas no 
fim de cada bimestre, totalizando quatro notas durante o ano letivo. 
Serão asseguradas também, oportunidades de Estudos de Intensificação da 
Aprendizagem aos estudantes considerados em situação de menor rendimento escolar que não 
alcançar a média 5,0 (Cinco) nas avaliações bimestrais de forma contínua e processual, 
observando as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos estudantes durante o percurso 
educacional e considerando o rendimento nas avaliações bimestrais. Além disso, a avaliação 
dos estudantes considerados em situação de menor rendimento poderá ser realizada através de 
Recuperação Paralela/Bimestral em horário oposto ao das aulas a qual será efetuada atribuindo 
notas por tarefas, exercícios e trabalhos, além de uma prova escrita. Isso não impossibilita o 
professor da classe de realizar uma avaliação contínua, a partir da avaliação diagnóstica, desde 
o início do ano letivo. 
 
 
 
 
126 
 
Assim é garantido aos discentes o direito de aprendizagem para que possam promover 
continuamente avanços escolares através de atividades significativas e diversificadas que 
atendam à pluralidade e a partir dos resultados, seja possível planejar ou replanejar as ações 
pedagógicas visando a melhoria do rendimento escolar dos alunos. 
 
11 - ESTRATÉGIAS E CRONOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO 
DO PPP 
O Colégio Estadual Guilherme Campos busca nortear suas ações a partir do seu Projeto 
Político Pedagógico (PPP), construído e reformulado de forma coletiva, objetivando alcançar 
suas metas. Para isso, o PPP deverá ser avaliado e revisado por todos que integram a escola, a 
cada início de ano ou quando houver necessidade. 
Acreditamos que os segmentos que fazem a escola não podem perder de vista a 
necessidade de identificação dos responsáveis por determinadas ações assumidas no coletivo. 
Para assegurar isso, é fundamental encontros periódicos com o coletivo da escola para a 
discussão e avaliação de como as ações estão sendo encaminhadas efetivamente. Tais encontros 
serão feitos no próprio ambiente escolar. Onde os diversos atores da escola podem: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO-2021 
O
R
D
E
M
 CÓDIGOS 
 
METAS 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 
01 
Preencher o plano 
de ação. 
 
X X X X X X X X X X X X 
02 
Retomar as ações, 
corrigindo o seu 
fluxo, com base na 
avaliação de como 
estão sendo 
desenvolvidas 
 X X XX XX X XX XX XX XX XX 
03 
Avaliar se as ações 
definidas como 
prioridades pelos 
X X X XX XX XX XX XX XX XX XX 
XX 
 
 
 
 
 
 
 
segmentos são 
realmente viáveis, 
ou seja, realistas 
 
 
04 
 Acrescentar 
ou sugerir novas 
ações para alcançar 
com melhor êxito 
as metas sugeridas 
X X XX XX XX
XX XX XX XX XX XX XX 
05 
Encontros 
pedagógicos para 
ver e rever as 
atividades e 
relacioná-las ao 
PPP 
 X XX XX XX XX XX XX XX XX XX 
06 X X 
 
 
 
 
 
 
129 
 
12- METODOLOGIAS ATIVAS COMO FERRAMENTA INDISPENSÁVEL 
Inovar vem de “renovar”, “fazer algo como não era feito antes”, sempre com foco no 
máximo de efetividade. Assim, quando falamos do processo de ensino-aprendizagem, o cenário 
não é diferente. 
Nesse sentido, abandonar “tradições” não precisa ser algo negativo se olharmos para 
a efetividade das novas metodologias que são propostas. 
 
AFINAL, O QUE QUEREMOS DIZER COM “METODOLOGIAS DE ENSINO”? 
Um “método” refere-se ao caminho para atingir um objetivo que, nesse caso, é a 
aprendizagem efetiva. Dessa forma, é inegável a importância de tentar garantir que o processo 
ocorra de forma clara, sem ruídos e efetiva. Para isso, conta-se com a figura do professor – que 
também pode ser um instrutor, mentor ou facilitador (de acordo com o contexto) – como um 
guia nesse processo. 
No contexto tradicional isso ocorre tendo como suporte o tempo de imersão e a 
experiência que o professor acumula na área, assim como a construção de um plano para as 
aulas e a articulação de formas para avaliar a eficácia da metodologia utilizada. Nesse sentido, 
deve-se buscar responder: 
O que ensinar? Qual o melhor caminho para transmitir esse conteúdo? Como “medir” 
o desempenho dos alunos? Os objetivos foram alcançados com esse método? 
“Fora do tradicional”, as novas metodologias de aprendizagem, em sua maioria, 
propõem um protagonismo maior do aluno, ou seja, ele participa ativamente desse processo. 
Assim, surgem as chamadas “metodologias ativas” e alternativas semelhantes, partindo de um 
determinado método que, ao promover mais autonomia ao aluno, estaria colaborando para uma 
aprendizagem mais rápida e eficaz. 
 
 
 
 
 
 
 
130 
 
METODOLOGIA ATIVA 
As metodologias ativas de ensino e aprendizagem são relevantes no contexto da 
educação profissional porque, quando objetivadas, colocam os estudantes como protagonistas 
de seu processo de ensino e aprendizagem, exigindo mudança de postura acadêmica, dedicação, 
autonomia e responsabilidade para dar sentido e aplicabilidade social ao que se apreende em 
sala de aula. 
As metodologias ativas de ensino e aprendizagem podem trazer os estudantes ao centro 
da discussão às quais os conhecimentos são mediados, responsabilizando-se pela construção de 
novas perspectivas, estímulo ao trabalho em equipe, consideração e respeito ao erro (MELO; 
SANT’ANA, 2012), mas ainda contam com fragilidades tais como a exigência pela maturidade 
discente e a falta de suporte do docente como facilitador do ensino. 
Segundo Cotta et al. (2012, p. 788), as metodologias ativas de ensino e aprendizagem 
se baseiam em “estratégias de ensino fundamentadas na concepção pedagógica crítico- 
reflexiva, que permitem uma leitura e intervenção sobre a realidade, favorecendo a interação 
entre os diversos atores e valorizando a construção coletiva do conhecimento e seus diferentes 
saberes e cenários de aprendizagem”, e incita, portanto, a aprendizagem significativa que 
ocorre quando o aluno interage com o assunto em estudo – ouvindo, falando, perguntando, 
discutindo, fazendo e ensinando – sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés de 
recebê-lo de forma passiva do professor. Em um ambiente de aprendizagem ativa, o professor 
atua como orientador, supervisor, facilitador do processo de aprendizagem, e não apenas como 
fonte única de informação e conhecimento (BARBOSA; MOURA, 2013, p.55) 
Logo, as metodologias ativas envolvem os estudantes e os engajam ativamente em 
todos os processos de sua aprendizagem, trazem benefícios como o protagonismo estudantil, a 
apreensão das informações mediadas, habilidades comunicacionais, habilidades de raciocínio 
avançadas, trabalho em equipe, motivação, novos recursos de aprendizagem e respeito aos 
vários estilos de aprendizagem. 
Como afirmou Gemignani (2012, p.1), a utilização de métodos inovadores para 
ultrapassar os limites do técnico e do tradicional ainda é um desafio, mas sua busca é essencial 
para que se alcance a “formação do sujeito como um ser ético, histórico, crítico, reflexivo, 
 
 
 
 
131 
 
transformador e humanizado”. A Figura 2 traz uma cena que incita a importância de dar 
significado ao que é ensinado em sala. 
O uso de planejamento e estratégias educacionais geralmente traz consigo 
características que promovem a aprendizagem ativa: 
 Estudantes mais ativos e envolvidos à aula. 
 Menos ênfase em transmitir a informação e mais estímulo ao desenvolvimento 
de competências para os estudantes. 
 Estudantes mais envolvidos em pensamentos de ordem mais complexas como 
análise, síntese e avaliação. 
 Estudantes engajados nas atividades como leitura, escrita e discussão. 
 Maior ênfase na exploração dos próprios valores e atitudes dos estudantes. 
Os estudantes aprendem mais quando estão envolvidos, pois refere suas energias 
físicas e psicológicas às experiências acadêmicas (ASTIN, 1985, p.133-34). Questionamento 
ativo, não aquisição passiva, é o que motiva os estudantes e isso deve permear o currículo 
(JOHNSON et al., 1989, p.68). 
Nesse contexto, O professor da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador de 
mudanças na Educação José Moran afirma que, o processo de ensinar e aprender acontece numa 
interligação simbiótica, profunda, constante entre o que chamamos mundo físico e mundo 
digital. Não são dois mundos ou espaços, mas um espaço estendido, uma sala de aula ampliada 
– que se mescla, hibridiza constantemente. 
 
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS (PROBLEM BASED LEARNING). 
 
Você, com certeza, já deve ter escutado do seu aluno a frase clássica: “Por que eu estou 
aprendendo isso?”. Numa época dominada por avanços tecnológicos, em que o dinamismo e é 
palavra-chave para descrever a atmosfera social em que estamos, usar ferramentas que 
despertem o engajamento do estudante é indispensável para alcançar um processo de 
aprendizado satisfatório. 
 
 
 
 
132 
 
Por que ensinar através de projetos? Num contexto globalizado, que fervilha com 
mudanças rápidas e convive com a criação de novas áreas e novos desafios, a superação de 
obstáculos é essencial para estarmos preparados para os cenários seguintes. Não há mais espaço 
para a divisão entre teoria e prática, devendo estar ambas em sintonia para que o aprendizado 
seja, de fato, efetivo. Assim, habilidades além das tradicionais tornam-se necessárias, como a 
análise crítica, a resolução de problemas e a empatia. E aprender através de projetos significa 
ter contato com desafios do mundo real, desenvolvendo competências cognitivas e não-
cognitivas, fundamentais para qualquer contexto. 
 
A associação de um conhecimento abstrato a uma aplicação real dá significado e 
propósito àquele conteúdo. Os benefícios são diversos, tais como: Desenvolvimento de 
habilidades de vida (responsabilidade, confiança, comunicação, colaboração, empatia, senso 
crítico e criatividade) Alunos e professores mais engajados Os alunos aprendem de forma mais 
significativa e conseguem lembrar com mais facilidade o que aprenderam Escolas com PBL no 
programa tendem a ter um crescimento na taxa de frequência e aprovação dos alunos Escolas 
com PBL têm menos problemas disciplinares. 
 
 
O encadeamento de ações dele que servirão para o professor avaliar os alunos. Por 
exemplo: em uma aula de geografia em que os alunos devem ser introduzidos aos princípios de 
cartografia, é possível que se proponha: “Quais os caminhos mais percorridos pelos alunos de 
casa até chegarem à escola?”. Individualmente, cada um poderia fazer o mapa do seu trajeto e, 
em um outro momento, todos comparam seus trajetos. Em grupos, eles podem unificar seus 
mapas em um maior e mais completo, para que, em
um momento final, alcançarem 
coletivamente a solução da questão dada. O resultado final é apenas uma culminância, mas o 
aprendizado ocorreu durante todo o processo. 
 
 Habilidades 
Além das competências que cada disciplina requer que os alunos desenvolvam 
(álgebra, números inteiros, divisão silábica, pontuação, etc.), existem as habilidades 
socioemocionais (ou habilidades de vida). Em outras palavras, são habilidades fundamentais 
 
 
 
 
133 
 
para que os sujeitos desse século deem conta de suas emoções e saibam como conduzir suas 
vidas de forma serena (com empatia, resiliência, autonomia etc). 
 Pergunta motivadora 
É uma pergunta instigante, que dialogue com o universo dos alunos que farão o projeto 
para tornar esse aprendizado mais significativo para eles. Um problema que necessite de 
investigação para solução. Sugerimos que professores (às vezes com os estudantes) elaborem 
uma Pergunta Motivadora amigável aos estudantes e que dê foco às tarefas, como uma tese 
orienta um artigo de um pesquisador. Exemplo: “Como podemos melhorar a reciclagem aqui 
na escola, para evitarmos o desperdício?” 
A força da Pergunta Motivadora é justamente a necessidade de se buscar mais sobre o 
tema para elaborar soluções. Então, após apresentados à proposta, é fundamental que os 
estudantes passem por um período de investigação. Ou seja: que tenham em mente a diferença 
entre “dar uma olhada” e investigar a fundo um tema. A ideia é que uma pergunta traga a 
próxima, que, por sua vez, traz outra ainda mais profunda e que esse processo se repita até que 
se chegue a uma resposta ou possível solução satisfatória para o problema geral. Eles podem se 
utilizar de meios distintos para tal: pesquisas no Google, em livros, entrevistas com pessoas 
mais velhas, com especialistas, com representantes públicos etc. 
Um projeto pode ser autêntico de várias formas e essa autenticidade pode estar 
relacionada ao impacto comunitário - como quando a escola atua em cima de uma demanda do 
bairro ou da comunidade escolar, por exemplo, ao refazer o jardim de uma praça pública, ajudar 
os refugiados da cidade ou plantar uma horta na escola. 
 Autenticidade 
O mais importante é que a autenticidade anule aquela pergunta tão ouvida na sala de 
aula “Mas, professora, por que eu tenho que aprender isso?”. Tendo um resultado concreto, esse 
projeto contribui para motivação e aprendizagem dos estudantes. 
 Reflexão 
Um dos “pais” da Aprendizagem por Projetos, John Dewey dizia: “Nós não 
aprendemos pela experiência, aprendemos refletindo sobre a experiência”. Nesse sentido, é 
importante haver um momento onde se olhe para trás em conjunto, professor e alunos, para 
refletirem pontos como: “O que estamos aprendendo? Por que estamos aprendendo? E como 
 
 
 
 
134 
 
estamos aprendendo?”. Esse momento pode ser bem simples, como uma roda de conversa para 
troca de impressões, todos com igual poder de fala e dever de escutar. 
 
Durante essa abordagem, após uma exploração do conteúdo de forma tradicional e 
expositiva, os alunos são desafiados a resolver uma espécie de problema, colaborando entre si 
na busca por possíveis soluções. Aqui, os estudantes utilizam de estudos fora da sala de aula, e 
de habilidades como a investigativa, reflexiva, criativa e claramente a própria capacidade 
colaborativa. 
 
Seu objetivo primário, então, é resolver o problema proposto a partir do 
desenvolvimento de hipóteses que serão comprovadas ou não por meio de testes. Essas 
atividades são realizadas sempre com a facilitação e a mediação do professor, com intervenções, 
auxílio e estímulos, sempre que necessário. Afinal, os alunos devem encontrar a solução correta 
e/ou a melhor fundamentada, com autonomia. Durante o processo podem ser utilizados recursos 
como novas tecnologias, rascunhos físicos, produções audiovisuais, dentre outros. Tudo sempre 
com o retorno dos professores, visando trazer reflexão diante das soluções apresentadas, 
contribuindo para o pensamento crítico e para a construção do conhecimento. 
 
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS (PROJECT BASED LEARNING) 
Semelhante à aprendizagem baseada em problemas, nessa abordagem o aluno também 
recebe uma espécie de desafio a ser solucionado, a partir dos recursos que considerar 
necessários. Essa abordagem é fundamentada em partes no conceito da “baseada em 
problemas”. O maior diferencial de uma abordagem para a outra é que, no caso da baseada em 
projetos, o estímulo para que a busca pela solução é muito mais voltado aos caminhos práticos 
do que aos teóricos, sendo vital que o aluno coloque a “mão na massa” durante a formulação e 
teste das hipóteses. Essa aprendizagem é considerada um dos métodos mais adequados para a 
preparação dos alunos como futuros profissionais, uma vez que no mercado de trabalho é 
comum que eles passem por desafios a serem resolvidos com soluções práticas. Isso se deve ao 
fato de que a capacidade de resolver problemas complexos com eficiência e agilidade é uma 
das habilidades mais procuradas em profissionais na atualidade. 
 
 
 
 
 
135 
 
APRENDIZAGEM BASEADA EM ENSINO E PESQUISA 
A proposta ABEP prevê uma metodologia estruturada em quatro principais etapas, 
cada uma com suas atividades específicas, e que possibilitam o trabalho de conceitos e práticas 
que permeiam as dimensões cognitivas, afetivas e psicomotoras: 
 Situação-problema: análise de caso. 
Nesta etapa, a situação problema é apresentada e demanda a habilidade de leitura. Sob 
uma perspectiva inclusiva, pode-se associar alguma técnica de leitura, de modo a dirigir a 
leitura dos estudantes, oportunizando maior entendimento sobre o tema. Também é nesta etapa 
que se faz a avaliação diagnóstica para saber o que os estudantes já sabem, ou não sabem, sobre 
a temática em estudo. A relação de conexões com outros contextos é muito importante para 
esta etapa como alternativa para considerar as experiências e conhecimento prévios dos 
estudantes e conferindo-lhes maior significação social sobre o que está em estudo. Levantam- 
se, então, questões sobre o que os estudantes sabem e sobre o que precisam saber. 
Trata-se de uma etapa onde surge a necessidade por informação. 
 Solução de problemas: investigando questões. 
Definidas as questões sobre a temática em estudo, passa-se à atividade de 
reconhecimento e busca por referências adicionais sobre o tema. Esta atividade também pode 
ser dirigida de modo a guiar os estudantes às fontes de informações científicas e acadêmicas. 
Pode-se acompanhar a atividade, inclusive, até a identificação das principais referências sobre 
o tema. Trata-se de uma etapa de busca e uso da informação. Espera-se que nesta etapa, após 
a leitura das novas referências, surjam novos conceitos e questões que serão compartilhadas 
com os demais estudantes na próxima etapa. 
 Argumentação em grupos: métodos e raciocínios. 
Nesta etapa, são apresentadas conclusões, por meio de desenvolvimento de análises e 
relatos que serão compartilhadas de forma expositiva e dialogada, momento no qual os 
estudantes poderão argumentar sobre suas novas concepções acerca da temática e do estudo e 
levantar os novos questionamentos, provocando novas discussões com os demais estudantes. 
A pesquisa não estará completa a não ser que as questões sejam respondidas e os pares estejam 
 
 
 
 
136 
 
convencidos sobre os conceitos argumentados, respeitando-se a controvérsia e o debate 
(BIOQUEST, 1996). 
 Avaliação do uso do método. 
A ABEP admite várias formas de avaliação. Quando formativa, a avaliação pode 
considerar: participação e colaboração em trabalho em grupos; identificação e criação de 
questões; proposições de novas pesquisas; uso de fonte de informações científicas; 
apresentação; possíveis soluções de problemas, entre outros. 
As etapas metodológicas da ABEP estão muito próximas aos procedimentos 
metodológicos que Latorre
e Gonzáles (1992) e Lampert (2008) fundamentaram para a 
investigação em sala de aula e envolvem fases de dúvida e indagação; argumentação como 
operação discursiva do pensamento; e comunicação dos resultados. O uso de ensino com 
pesquisa – a pesquisa como recurso didático – é um compromisso docente capaz de orientar os 
estudantes em seus projetos de vida, consolidando valores de cidadania e preparando para a 
vida na sociedade contemporânea, tendo por base suas crenças sobre o modo como os 
estudantes aprendem. 
 
 
 
 
 SALA DE AULA INVERTIDA (FLIPPED CLASSROOM) 
 Observando o nome, podemos deduzir que essa abordagem inverte a forma pela qual 
os alunos terão contato com os conteúdos, em comparação ao método mais tradicional. Muito 
 
 
 
 
137 
 
mais voltada para a autonomia e liberdade, essa abordagem se volta para a absorção dos 
conteúdos em outros espaços, como a própria casa, por exemplo, substituindo a monotonia das 
aulas expositivas. Seja com suportes tradicionais como livros e apostilas ou através de um 
aparato tecnológico, como videoaulas, e-books, dentre outros, a sala de aula invertida busca 
otimizar a aprendizagem ao transformar qualquer hora e lugar em um bom contexto para 
adquirir conhecimento. O cotidiano do aluno passa a ser visto como uma grande escola e, por 
sua vez, a escola não é mais uma parte segregada de sua vida. Ademais, segundo o professor 
americano Jonathan Bergmann, pioneiro nessa metodologia, em entrevista ao G1, no contexto 
da sala de aula invertida, ela se transforma em um ambiente em que “estratégias de 
aprendizagem ativa podem ser usadas para aprofundar a compreensão do aluno, esclarecer as 
suas dúvidas e criar relacionamentos de qualidade”. A aprendizagem, assim, é otimizada a partir 
do momento em que os alunos passam a contar com os professores apenas como guias e 
facilitadores no processo, seja na resolução de dúvidas, análise de conteúdos e soluções ou 
articulação de projetos. Ao frequentarem as aulas regulares mais preparados com o 
conhecimento absorvido previamente, há muito mais participação, interesse e interação durante 
as aulas. 
A partir disso, os professores conseguem ampliar os horizontes do planejamento das 
aulas, contar com recursos diversos e aumentar a eficácia no processo de ensino-aprendizagem, 
partindo do pressuposto de que cada aluno tem o potencial de aprender melhor de modos 
diferentes (textos, vídeos, áudios, dentre outros). 
 
 AULA COOPERATIVISTA 
 
 Características da aprendizagem cooperativa 
Obviamente, para que a aprendizagem tenha um caráter cooperativo, os integrantes de 
um grupo devem aceitar o fato de que só serão capazes de alcançar seus objetivos se os demais 
também alcançarem os seus próprios. A isto se pode chamar interdependência positiva, ou seja, 
a ideia de que “não se pode ter sucesso sem os demais”. 
A interdependência positiva pode ser estabelecida de diferentes maneiras, segundo o 
tipo de atividade realizada, o conteúdo dos exercícios e as experiências anteriores dos aluno(a)s. 
 
 
 
 
138 
 
Eis alguns exemplos: pode-se pedir aos aluno(a)s que trabalhem em pares na preparação de uma 
exposição conjunta sobre um determinado tema, que será apresentado à classe; 
• pode-se propor a um grupo uma atividade que somente possa ser realizada se tiver 
um tema em comum e cujas partes (ou subtemas) tenham sido previamente preparados pelos 
membros do grupo, individualmente; 
• pode-se indicar cada integrante de um grupo para determinada função, como, por 
exemplo, presidente, secretário, relator, etc. 
• pode-se pedir a cada aluno(a) que realize a primeira fase de um exercício que deve 
ser terminado em grupo; 
• pode-se anunciar ao grupo que sua classificação será o resultado combinado do 
trabalho realizado individualmente por seus membros. 
Não se pode esquecer que o fato de escalar os aluno(a)s para trabalhar em equipe 
implica impor-lhes novas exigências. Na verdade, estaremos promovendo o desenvolvimento 
de novas habilidades. Além dos objetivos curriculares, os estudantes deverão ter em mente 
outros objetivos relacionados com a capacidade de trabalhar com outros colegas. Deste modo, 
o professor(a) deve preparar e supervisionar cuidadosamente o desenrolar dessas atividades. 
Isto significa que a complexidade e as exigências do trabalho baseado na cooperação devem ser 
introduzidas aos poucos e dosadas com cuidado. 
Quando o professor(a) começa a usar interdependência de objetivos, as dificuldades 
podem ser reduzidas pedindo-se a cada aluno(a) que comece a exercitar com tarefas simples, 
junto com um colega que conheça bem. Conforme vá aumentando o nível de segurança e de 
competitividade dos aluno(a)s, deve-se ir aumentando as dificuldades das tarefas, o tamanho 
dos grupos e a complexidade do trabalho. Os materiais a serem utilizados como parte do 
trabalho em grupo, em particular, qualquer tipo de material escrito, deverão ser selecionados e 
apresentados com cuidado. Também é necessário dispor de metodologia que ajude os aluno(a)s 
a utilizar com mais eficácia a leitura ao longo do currículo. 
Este enfoque se baseia na opinião de que a leitura é uma atividade fundamental que os 
aluno(a)s devem desenvolver para trabalhar com maior autonomia. Ou seja, consiste em ler um 
texto, compreender o que contém e relacioná-lo a conhecimentos prévios. Mediante tais 
processos, formulam-se juízos, os conhecimentos se ampliam e se modificam. Aprender a ler 
 
 
 
 
139 
 
um texto escrito de forma cooperativa implica que será necessário ensinar técnicas de análise 
de textos aos aluno(a)s, como o exemplo a seguir: 
Durante uma aula de ciências ou de humanidades, pode-se solicitar que tentem 
juntamente com seus colegas: 
• localizar e identificar determinada informação no material. Isto pode consistir em 
sublinhar partes dos textos, a fim de indicar onde se encontra referida informação; 
• assinalar, de algum modo, a informação encontrada como ajuda à compreensão. 
Por exemplo, algumas partes do texto podem ser classificadas em diferentes 
categorias; 
• organizar a informação e apresentá-la de forma diferente, por exemplo, fazendo 
uma lista de pontos localizados no texto, ou preenchendo algum tipo de formulário ou quadro; 
e • também se pode pedir aos grupos que reflitam sobre questões ou problemas não citados no 
texto, ou não abordados de maneira adequada. Isto pode fazê-los pensar para além do conteúdo 
do material escrito, por meio de indagações como: “o que aconteceria se...?‘, ou “qual seria o 
resultado de ...?”. 
Outras técnicas úteis para introduzir modificações em textos são, por exemplo: 
• atividades em que o grupo preenche textos em que tenham sido apagadas algumas 
palavras ou frases; 
• apresentação de um texto dividido em frases ou parágrafos soltos, cuja sequência 
correta deve ser encontrada pelo grupo; e 
• imaginar possíveis formas de continuidade de um texto antes de ler a página seguinte 
ou o parágrafo consecutivo. 
É importante sublinhar o fato de que todas essas técnicas pressupõem uma explicação 
clara por parte do professor(a) e, se possível, uma breve demonstração do exercício, antes de 
pedir aos grupos que deem início ao trabalho. Além disso, a tarefa deve ser apresentada passo 
a passo, de forma a garantir que todos os educando(a)s possam acompanhar o trabalho em 
grupo. 
 
Estimular a aprendizagem cooperativa significa prestar toda a atenção a: 
• Planejamento de tarefas ou atividades que necessitem de colaboração; 
 
 
 
 
140 
 
• Que as crianças reconheçam que seu sucesso depende do sucesso que os outros 
também obtenham; 
• Que os integrantes e o tamanho do grupo sejam adequados às tarefas que lhes são 
designadas; 
• Desenvolvimento de habilidades, em termos de capacidade de comunicação, 
organização, planejamento, tomar decisões etc; 
• Critérios e procedimentos de avaliação do processo e sucesso de aprendizagem.
Estudo de caso 
A simulação se desenvolve em torno de um caso extraído da vida real e demonstrado 
em jornal, filme ou vídeo. O importante é que durante a simulação os aluno(a)s ou docentes se 
identifiquem, de algum modo, 
 
 Role-playing 
Esta técnica é baseada na dramatização de uma situação posteriormente analisada pelo 
grupo. O docente propõe um ‘caso’ que interesse ao grupo e solicita aos aluno(a)s que definam 
algumas características dos respectivos personagens. Escolhem-se os atores que irão representar 
o caso e o resto do grupo faz o papel de observador ou público. Tão logo encerrada a 
representação, procede-se a uma análise conjunta da situação, seguida de uma discussão sobre 
a solução que os atores deram à situação. Tal discussão pode basear-se nas seguintes 
indagações: a solução proposta é factível? Que modificações seria preciso considerar? Que 
outras soluções viáveis poderiam ser adotadas? É importante que o facilitador encerre a 
simulação com um fechamento, que envolva uma reflexão e avaliação do que foi vivenciado. 
 
 Improvisação 
Diferentes técnicas visando ao desenvolvimento da criatividade e intuição podem ser 
utilizadas. Uma possibilidade é a criação de histórias a partir de uma série de perguntas dirigidas 
ao grupo pelo facilitador, como, por exemplo: Quem é? O que faz? Como é? 
Cada integrante do grupo responde à pergunta que lhe corresponde, o que permite que 
se construa, em conjunto, uma história ou os personagens. 
 
 
 
 
 
141 
 
É importante, porém, combinar atividades de trabalho cooperativo com atividades de 
trabalho individual. Os métodos que combinam individualização com cooperação parecem ser 
os mais eficazes, em termos de aprendizagem. Isto, por não exigirem que todos os aluno(a)s 
trabalhem no mesmo nível, ao mesmo tempo em que não prejudicam o progresso nos objetivos 
individuais de cada aluno. 
 Grupos de discussão 
Nesta técnica é apresentada uma série de perguntas ou propostas para reflexões que 
devem ser debatidas em grupos (entre seis e quinze pessoas). Um coordenador deve ser indicado 
para organizar a discussão, bem como um secretário para registrar as opiniões e conclusões do 
grupo. A discussão tem importantes repercussões educacionais por permitir detectar conceitos 
equivocados, clarear ideias e conhecer os valores, atitudes e sentimentos dos participantes. Esta 
técnica exige várias aptidões: 
• Aprender a ouvir. Ouvir e ser ouvido é fundamental em toda interação comunicativa. 
É preciso promover o interesse pelo o que os outros dizem e opinam assim como é 
fundamental esperar a vez de se colocar. 
• Aprender a expressar opiniões e sentimentos. Muitas pessoas têm dificuldade em 
expressar suas impressões acerca de algum assunto, ou em expressar de forma adequada o que 
desejam transmitir. As atividades devem procurar respeitar as diferenças pessoais e ao mesmo 
tempo estimular a participação igualitária de todos. 
• Aprender a descrever situações ou experiências. Descrever de modo articulado e 
sequencial alguma situação, especialmente algo que ocorre em determinada experiência, sem 
julgar ou criticar de forma negativa qualquer iniciativa ou opinião contrária à da maioria. 
• Aprender a formular perguntas para obter informação. Determinadas atividades de 
aprendizagem implicam buscar informação sobre certo tema, sendo, pois, importante aprender 
a formular perguntas pertinentes, a fi m de que posteriormente as informações sejam buscadas 
através de entrevistas, pesquisa documental ou outros métodos de coleta de dados. 
• Aprender a organizar e sintetizar a mensagem antes de falar. Este é um aspecto 
muito importante, já que muitas pessoas fazem muitos rodeios ou não têm uma ideia clara do 
que desejam transmitir, fazendo com que os outros percam o interesse em continuar ouvindo e 
o tempo não seja usado de forma produtiva. 
 Chuva de ideias 
 
 
 
 
142 
 
Trata-se de uma técnica que é utilizada para explorar as relações, temas, tópicos que 
são relacionados a um único assunto. A chuva de ideias pode ser aplicada a grupos pequenos 
ou grandes e pode ser usada para refletir sobre um assunto ou buscar soluções para um problema 
específico. Nesta atividade deve ser solicitado que um membro do grupo – ágil em escrita – 
assuma a tarefa de escrever todas as palavras oferecidas por todos, inclusive as suas próprias 
sugestões. Em um primeiro momento, cada integrante do grupo expressa livremente uma 
palavra relacionada ao assunto central (ou problema a ser resolvido) em um minuto, sem que 
haja um debate sobre o que é dito e sem que se faça qualquer avaliação sobre o que foi 
expressado. Todas as palavras ditas – mesmo as repetidas – devem ser escritas pelo redator. 
Antes da aplicação da técnica é interessante realizar um exercício demonstrativo para se 
assegurar que todos entenderam como funciona. Também é interessante contar e compartilhar 
o número de palavras de cada grupo. 
Outra variante desta técnica é a denominada “técnica nominal”, em que cada 
participante apresenta uma ideia que não pode ser repetida pelos demais. Ao final da rodada, o 
grupo realiza uma votação para escolher as três ideias ou soluções mais relevantes dentre todas 
as oferecidas. 
 Reflexão individual 
Sempre que os participantes tiverem condições de proceder a uma reflexão individual, 
suas respostas serão melhores do que se o fizerem conjuntamente. Além de promover uma 
reflexão sobre determinada pergunta, esta técnica permite que todos relacionem diferentes 
ideias e reflitam sobre o que aprenderam. 
 Pensar - formar duplas - compartilhar 
Nesta técnica o docente ou o multiplicador formula uma pergunta e solicita aos 
participantes que reflitam sobre a mesma durante alguns minutos. Em seguida, formam-se 
duplas, a fim de compartilharem suas ideias e respostas. Finalmente, socializam-se todas as 
ideias em sessão plenária. Nesta última fase, pode-se solicitar voluntários para compartilhar ou 
solicitar que todas as duplas expressem seus pontos de vista. 
 Perguntas em duplas com um observador 
Uma forma eficaz de aprender é criar situações em que os participantes formulam 
perguntas uns aos outros e as respondam. Nesta técnica formam-se trios, nos dos quais dois 
alunos(a)s perguntam e respondem, enquanto um terceiro atua como observador. 
 
 
 
 
143 
 
Esta técnica é apropriada para situações em que se queira proceder a uma retrospectiva 
do trabalho realizado pelas duplas. O observador anota todas as perguntas formuladas pelos 
integrantes da dupla, classificando-as com base em determinado critério, e, ao final, fornece 
uma retrospectiva de cada um. 
 Agrupar e voltar a agrupar (2-4-8) 
Esta técnica se inicia com a formação de duplas, a fim de que ofereçam suas ideias ou 
propostas sobre certo tema ou problema. Depois se juntam duas duplas formando grupos de 
quatro e, finalmente, juntam-se dois grupos de quatro, formando grupos de oito pessoas. 
Esta técnica estimula os participantes a compartilhar suas ideias, a ter noção de como 
as ideias de uns e outros se complementam e a aprender a chegar a um consenso sobre 
determinado tema. É importante que, ao juntar as ideias, estas não sejam consideradas todas 
corretas, mas que sirvam de base para debate e negociação acerca da síntese final (conclusão 
do grupo). 
O trabalho em duplas pode também consistir na resolução de determinado problema, 
como, por exemplo, difíceis situações de convivência. Concluído o diálogo, o observador 
procede a uma avaliação da atuação de cada um e atua como mediador de entendimento e 
cooperação. 
 Grupos de retroalimentação positiva 
Esta técnica é realizada com grupos de quatro ou seis pessoas, sendo muito útil para 
ajudar os participantes a avaliar a qualidade de seu próprio trabalho e do trabalho dos demais. 
Um participante oferece ao colega um comentário positivo sobre algo que lhe agradou 
a respeito do trabalho que foi realizado pelo
colega, e faz um comentário indicando algo que 
faria de outra maneira, justificando a sugestão. 
Por meio de rodízio, cada integrante do grupo compartilha seus comentários com o 
colega que está passando por uma retrospectiva. Este ouve o que comentam a respeito de seu 
trabalho e as modificações que fariam e, em seguida, agradece às contribuições/ comentários 
de todos sem defender-se nem explicar por que fez tal coisa. Após encerrar a apresentação dos 
comentários sobre o primeiro participante, prossegue-se com o seguinte até completar a 
retrospectiva de todos os membros do grupo. Em seguida, o docente dá um tempo para que cada 
aluno (a) considere todas as sugestões recebidas e decida sobre quais poderá levar em conta e 
como incorporá-las em seu trabalho, procedendo às modificações que se tornarem necessárias. 
 
 
 
 
144 
 
 Quebra-cabeças 
Trata-se de técnica especialmente útil para trabalhar certos temas passíveis de serem 
“fragmentados” em diferentes partes. A técnica apresenta três momentos distintos e inclui as 
etapas: 
• formam-se grupos heterogêneos, de quatro ou seis membros cada, denominados 
“grupos-base”. O material objeto de estudo se fraciona em tantas partes quantos forem os 
integrantes da equipe, de maneira que cada um deles receba uma parte da informação do tema 
que vem sendo estudado globalmente por todas as equipes. 
Cada membro da equipe prepara seu subtema a partir da informação que lhe tenha sido 
dada pelo professor(a) ou que tenha obtido. 
• desfazem-se os grupos-base e formam-se os “grupos de especialistas. ” 
Constituídos pelos integrantes das equipes que trabalharam o mesmo subtema, seu 
objetivo é a troca de informações e o aprofundamento do tema, enriquecendo-o com os aportes 
e as reflexões de todos os especialistas; analisam detidamente os conceitos-chave, elaboram 
esquemas e mapas conceituais, esclarecem dúvidas etc. 
• os especialistas voltam a integrar seu grupo-base original e compartilham o que foi 
trabalhado no grupo de especialistas. Cada integrante, então, apresenta uma parte do ‘quebra-
cabeças’, sendo, assim, construído e compreendido o tema global. Deste modo, todos os alunos 
precisam uns dos outros e se veem com a responsabilidade parar cooperar, uma vez que cada 
um dispõe apenas de uma peça do quebra-cabeças, enquanto seus colegas têm as outras, 
imprescindíveis para que a tarefa proposta seja concluída com êxito, isto é, o domínio de um 
tema objeto de estudo, previamente fragmentado. 
Ao final da atividade, pode-se fazer uma avaliação individual ou por equipe. No caso 
da avaliação individual, é importante que esta refira-se ao tema em seu conjunto e não apenas 
ao subtema trabalhado pela pessoa. A avaliação por equipe baseia-se no trabalho que o grupo 
realizou a respeito do tema global. A divisão de temas pode ajudar a trabalhar tanto com a 
diversidade de interesses e aptidões de algum grupo quanto com os diferentes níveis de 
dificuldade apresentados pelos alunos. 
 Grupos de pesquisa 
Esta técnica é também denominada “método de projetos” e implica as seguintes etapas: 
 
 
 
 
145 
 
• Escolha de um tema e distribuição de subtemas ou tarefas entre os integrantes do 
grupo. Os participantes escolhem, segundo suas aptidões ou interesses, subtemas ou tarefas 
específicas no contexto do tema ou problema geral. 
• Formação de grupos de quatro a seis alunos. A composição dos grupos pode ser de 
livre escolha ou dirigida pelo facilitador (docente ou multiplicador), a fim de que sejam 
heterogêneos. 
• Planejamento do trabalho. Os participantes e o facilitador planejam os objetivos e os 
procedimentos a serem utilizados para alcançá-los, ao mesmo tempo em que distribuem as 
tarefas a serem realizadas (encontrar a informação, sistematizá-la, resumi-la, esquematizá-la 
etc.) 
• Desenvolvimento do plano. Os participantes (aluno (a) s) desenvolvem o plano e o 
facilitador acompanha o progresso de cada grupo, oferecendo-lhes ajuda. 
• Análise e síntese. Os participantes avaliam e analisam a informação obtida e 
preparam um resumo para apresentar ao restante da classe. 
• Apresentação do trabalho. Uma vez exposto o trabalho ao restante da classe, são 
feitas perguntas e responde-se às eventuais questões ou dúvidas que possam surgir. 
 Torneios entre equipes de aprendizagem 
Nesta técnica combinam-se cooperação e competição entre grupos e consiste no 
seguinte: 
Constituem-se grupos heterogêneos de quatro ou seis membros. 
• O facilitador apresenta um tema a todo o grupo, com as explicações e os exemplos 
que considere necessários. 
• Formam-se grupos de trabalho, nos quais os participantes formulam perguntas, 
comparam respostas, debatem, complementam a informação, preparam esquemas e resumos, 
esclarecem conceitos e certificam-se de que todos os integrantes assimilaram o material 
proposto. 
• Em seguida, os participantes têm que mostrar o que aprenderam em um torneio no 
qual os integrantes dos diversos grupos competem entre si. 
• Formam-se “mesas de torneio”, de três pessoas cada, homogêneas em termos de 
aptidões: os três participantes que tiverem obtido a pontuação mais alta no último torneio 
formam a equipe número um, os três seguintes a de número dois, e assim por diante. Caso seja 
 
 
 
 
146 
 
a primeira vez em que se realiza um torneio, o facilitador designará os participantes para as 
mesas em função do respectivo rendimento. 
Os participantes competem em cada mesa representando sua equipe e cada um tem a 
oportunidade de contribuir para a pontuação de seu grupo. Ao final, o facilitador avalia cada 
participante individualmente ou a atuação do grupo. 
Nesta técnica compara-se o rendimento de cada participante apenas em relação a um 
grupo de referência de nível similar ao seu e verifica-se se cada um tem igualmente condições 
de contribuir para o êxito de seu grupo, em função de suas possibilidades. Inclusive, é possível 
que um participante com menor rendimento consiga para seu grupo mais pontos que outro 
membro de uma equipe de maior rendimento, pelo fato de conseguir melhor desempenho em 
sua “divisão” do que o outro. 
 Equipes de apoio à aprendizagem individual 
Neste método não há competição. Sua principal característica é combinar a 
aprendizagem cooperativa com a instrução individualizada, ou seja, todos os participantes 
trabalham sobre o mesmo assunto, mas cada um deles seguindo um programa específico. Quer 
dizer, a tarefa de aprendizagem comum é estruturada a partir de programas personalizados, para 
cada integrante de equipe. Nessas equipes os participantes responsabilizam-se por ajudar uns 
aos outros, para que sejam alcançados os objetivos pessoais de cada membro de equipe. 
 Tutoria entre colegas 
Nesta técnica, um participante é indicado como tutor e apoia outro colega, sob 
orientação e supervisão do facilitador. É importante que haja troca de papéis e que o participante 
que recebe ajuda também possa proporcioná-la a outro colega. Para que a tutoria entre os 
colegas resulte na melhoria do rendimento dos participantes envolvidos, as seguintes condições 
são necessárias: 
• O aluno “tutor” deve atender às necessidades de ajuda de seu colega. 
• A ajuda do tutor a seu colega se dará sob a forma de explicações detalhadas acerca 
do processo de resolução de um problema, sem jamais dar-lhe a solução final. 
É importante destacar que os métodos descritos não precisam ser aplicados ao pé da 
letra. 
Ao contrário, o facilitador (docente) tem que adaptá-los em função das características 
do grupo e do tipo de conteúdo que se deseja abordar. Entretanto, seja qual for a adaptação 
 
 
 
 
147 
 
feita, sempre há que ser observado o princípio da interdependência positiva entre os alunos, 
com todos participando, sentindo-se úteis e agregando algo ao grupo. 
 
 Aprendizagem em times 
As metodologias pautadas na aprendizagem em times, como o nome sugere, giram em 
torno da formação
de grupos que serão orientados pelo professor dentro da atividade proposta. 
Esse tipo de metodologia, conforme visto anteriormente nos tópicos anteriores, pode pautar 
métodos como o “baseado em projetos” ou o “baseado em problemas”, tendo em vista o caráter 
colaborativo presente em todos estes. A proposta principal, aqui, é o compartilhamento, seja de 
ideias, hipóteses ou conteúdos, para que, partindo de pontos de vista distintos, se possa ter uma 
visão ampla da atividade, assim como maiores possibilidades na aprendizagem. Nesse tipo de 
metodologia, acima de tudo, é fortalecida a habilidade de relacionar-se, construindo reflexões, 
pensamento crítico e resoluções de problemas em grupo com eficiência. Assim, essa abordagem 
também é qualificada como uma das melhores para a preparação para o mercado de trabalho. 
 
 
EXCURSÕES E TRABALHOS “IN LOCO” 
Há centenas de exemplos de como incluir no currículo as excursões e as atividades “in 
loco”, as quais deveriam ser realizadas periodicamente, ao longo do ano. As excursões não só 
são divertidas para os aluno(a)s como também, se devidamente organizadas, podem servir para 
aplicar a situações da vida real os conteúdos já aprendidos. Os trabalhos “in loco” são 
interessantes para os aluno(a)s porque permitem que apliquem o que aprenderam e consolidem 
sua aprendizagem no contexto real da vida. 
 
 JOGOS 
Existem muitos materiais pedagógicos com ideias sobre jogos e maneira de organizá-
los, que permitem aos aluno(a)s aplicar os conhecimentos de forma divertida. Quanto maior for 
a experiência dos professor(a)e(a)s na utilização dos jogos, mais capacidade terão de idealizar 
seus próprios jogos. É possível estimular os aluno(a)s a terminar sua tarefa na classe com 
rapidez e precisão oferecendo-lhes jogos como recompensa. 
 
 
 
 
148 
 
As estratégias mencionadas anteriormente podem ser aplicadas a todas as disciplinas 
ministradas na escola, tais como matemática, ciências, estudos sociais, linguagem etc., sendo 
recomendáveis sua utilização especialmente naquelas aparentemente desvinculadas da vida do 
aluno(a) ou mais abstratas. Vale ressaltar que tais estratégias não são as únicas utilizadas na 
preparação de uma oficina pedagógica. É recomendável incorporar outras metodologias quando 
necessário, como, por exemplo, exercitação, repetição e memorização de dados. Ainda que 
essas estratégias não pareçam ter sentido para os aluno(a)s, muitas vezes servem para aumentar 
o nível de eficiência e rapidez na resolução de problemas, como no caso da memorização das 
tabelas de multiplicação ou do exercício do cálculo mental. 
Ao ensinar uma nova matéria, o professor(a) deve procurar ilustrá-la com exemplos 
extraídos das experiências cotidianas dos aluno(a)s. Isto esclarecerá a pertinência do que lhes 
está sendo ensinado. 
 
 INTERRELACIONAR AS DIFERENTES DISCIPLINAS NA APRENDIZAGEM 
Ensinamos as distintas matérias como se fossem completamente independentes umas 
das outras, quando na realidade os conteúdos curriculares costumam estar inter-relacionadas e 
ser interdependentes. Por conseguinte, para que os aluno(a)s não tenham uma ideia 
compartimentada dos conhecimentos, é conveniente que o professor(a) mostre, sempre que seja 
possível, o relacionamento existente entre os diferentes âmbitos de aprendizagem. 
 
13-CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A elaboração do Projeto Pedagógico é de grande importância, pois promove a 
competência do Sistema Escolar na utilização de novos processos, métodos e tecnologias 
educacionais que consideram as dimensões individuais, sociais e transcendentais do ser humano 
e as maneiras adequadas de proporcionar o desenvolvimento dessas funções inseparáveis e 
complementares, sendo uma delas assegurar não só o sucesso na aprendizagem do aluno como 
um todo, mas também sua permanência numa escola de qualidade. 
Ressalta-se que é recomendável que este Projeto Político Pedagógico seja (re)avaliado 
anualmente por todos os atores sociais que o compuseram (comunidade escolar) através de um 
relatório no qual se evidenciem os objetivos e as metas alcançadas pois, ao estabelecer metas, 
 
 
 
 
149 
 
o projeto é incorporado ao mecanismo de avaliação, que, por sua vez faz parte de seu 
aprimoramento. 
Então, o Colégio Estadual Guilherme Campos assume o desafio de oferecer aos 
discentes e à sociedade uma escola de qualidade, onde a melhoria do processo ensino-
aprendizagem constitui o foco central, tendo como estratégia uma gestão democrática, 
consciente da importância do trabalho coletivo, que prime por uma educação integral do 
estudante, assegurando uma formação acadêmica plausível, ou seja, a formação para a vida e 
para o mercado de trabalho. 
 
 
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 
 
AZEVED, Fernando de. Princípios de Sociologia: pequena introdução ao estudo da 
sociologia geral. 11ª Ed. – São Paulo: Duas Cidades, 1973. 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional. Brasília, 1996. 
D.; GOWIN, D. B. Aprender a aprender. 2. ed. Lisboa: Plátano Edições Técnicas. 1999. 
GADOTTI, Moacir. Pressupostos do projeto pedagógico. In: MEC, Anais da 
Conferência Nacional de Educação para Todos. Brasília, 28/8 a 2/9/94. 
GIDDENS, Antony. Sociologia. 6ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. 
KOCH, Ingedore. G. V. Argumentação e linguagem. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2002. 
KÜLLER. A. Metodologia de desenvolvimento de competências. Rio de Janeiro: 
Senac Nacional, 2013. 
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, Análise de Gêneros e 
Compreensão. São Paulo: Parábola, 2010. 
MARX, Karl. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. PARANÁ/SEED. 
Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná. Sociologia, 
2008. 
 
 
 
 
150 
 
MORAN, J. M. Mudando a educação com metodologias ativas. In Convergências Midiáticas, 
Educação e Cidadania: aproximações jovens. Coleção Mídias Contemporâneas. 2015 
Disponível em 
http://www2.eca.usp.br/moran/wpcontent/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf NOVAK, J. 
MEDEIROS, Amanda. Docência na socioeducação. Brasília: Universidade de 
Brasília, Campus Planaltina, 2014. 
MORAN, Jose. Mudanças necessárias na educação, hoje. Ensino e Aprendizagem 
Inovadores com apoio de tecnologias. In: MORAN, Jose. Novas Tecnologias e Mediação 
Pedagógica. Campinas: Papirus, 21ª Ed. 2014 ; p. 21-29. 
MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. In: SOUZA, Carlos 
Alberto de; MORALES, Ofelia Elisa Torres (orgs.). Coleção Mídias Contemporâneas. 
Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Vol. II. PG: Foca 
Foto-PROEX/UEPG, 2015. Disponível em: . Acesso em: 27 ago. 2019 
MOREIRA, Marco A. Aprendizagem significativa: a teoria e textos complementares. 
São Paulo: Livraria da Física, 2011a. 
PARANÁ/SEED. Orientações curriculares. 2006. PARANÁ/SEED. Sociologia/vários 
autores. Livro didático público. Curitiba, 2008. 
SERGIPE. Currículo de Sergipe: construir e integrar. Educação infantil e ensino 
fundamental. Regulamentado no Sistema Estadual de Ensino por meio do Parecer Nº 
388/2018/CEE e da Resolução Nº04/2018/CEE. Aracaju, 2018. 
VASCONCELLOS, Celso S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e 
Projeto Político Pedagógico. São Paulo: Libertad,2000. 
 
Base Nacional Comum Curricular 
Descritivo do PPP a Luz do Currículo de Sergipe. PROJETO POLÍTICO 
PEDAGÓGICO À LUZ DO CURRÍCULO DE SERGIPE 
Resolução Normativa nº 4/2018/CEE 
 
 
 
 
151 
 
Resolução Normativa nº 5/2015/CEE 
http://www.qedu.org.br/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.qedu.org.br/
 
 
 
152 
 
ANEXOS 
 
 
BASE NACIONAL COMUM 
CURRICULAR/BNCC E 
PARTE DIVERSIFICADA QUE DEVERÃO 
SER CONTEXTUALIZADAS E INTEGRADAS 
AO CURRÍCULO DE SERGIPE 
 
 
ANOS ESCOLARES E CARGA HORÁRIA SEMANAL E ANUAL 
Área do 
Conhecimento
Componentes 
Curriculares 
1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANO 6º ANO 7º ANO 8º ANO 9º ANO 
S A S A S A S A S A S A S A S A S A 
LINGUAGENS 
 
Língua 
Portuguesa 
06 240 06 240 06 240 06 240 06 240 05 200 05 200 05 200 05 200 
Arte 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 
Educação Física 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 
Língua Inglesa - - - - - - - - - - 02 80 02 80 02 80 02 80 
MATEMÁTICA Matemática 04 160 04 160 04 160 04 160 04 160 05 200 05 200 05 200 05 200 
CIÊNCIAS DA 
NATUREZA 
Ciências 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 03 120 03 120 03 120 03 120 
CIÊNCIAS 
HUMANAS 
História 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 
Geografia 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 02 80 
ENSINO RELIGIOSO Ensino Religioso 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 
PARTE 
DIVERSIFICADA 
Sociedade e 
Cultura 
01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 01 40 
Produção 
Textual 
- - - - - - - - - - 01 40 01 40 01 40 01 40 
TOTAL DE MÓDULOS/AULA 21 840 21 840 21 840 21 840 21 840 25 1000 25 1000 25 1000 25 1000 
TOTAL DE HORAS - AULA 20h30 820 20h30 820 20h30 820 20h30 820 20h30 820 20h50 833h2
0 
20h50 833h20 20h50 833h20 20h50 833h20 
 
 
 
 
 
 
Diretrizes da Matriz Curricular do Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, turno 
matutino e vespertino, do Colégio Estadual Guilherme Campos, localizado no município 
de Campo do Brito /SE, a partir de 2020: 
 BASE LEGAL: Lei Federal 9.394/96; Resolução CNE/CEB 4/2010; Resolução 
CNE/CEB 7/2010; Resolução CNE/CP 2/2017; Resolução 4/2018/CEE-SE e Parecer 
389/2018/CEE-SE; Resolução 1/2019/CEE-SE; 
 As áreas do conhecimento e os componentes curriculares dialogaram entre si, 
com a parte e com as múltiplas linguagens e práticas sociais, 
 Toda a aprendizagem está direcionada ao desenvolvimento das dez 
competências gerais; 
 Do 1º ao 5º ano cada módulo- aula terá duração de 60 minutos; cada dia 
letivo terá 04 módulos e o ano letivo terá 40 semanas. O Ensino Religioso será de 30 
minutos, acrescentado em um dia por semana, conforme horário da disciplina. 
 Do 6º ao 9º ano cada módulo-aula terá duração de 50 minutos; cada dia 
letivo terá 05 módulos, semanal 25 módulos e o ano letivo terá 40 semanas/ 200 dias letivos; 
 Horário de funcionamento: Manhã- das 7h30 às 11h50; Tarde- das 13h às 
17h30. Intervalo de 20 minutos. 
 O componente curricular Ensino Religioso, conforme prevê a Lei 9.394/1996, 
será de oferta obrigatória, porém a matrícula facultativa para os alunos do Ensino Fundamental; 
 
A instituição educacional incluirá a abordagem de forma transversal e 
integradora, de temas exigidos por legislação e normas específicas e temas 
contemporâneos relevantes para o desenvolvimento da cidadania, que afetam a vida 
humana em escala local, regional e global, observando-se a obrigatoriedade os temas tais 
como: 
 
1. Estudo obrigatório da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena, em 
atendimento ao art. 26-A da Lei n 9.394, de 1996, acrescido pela Lei Federal nº 10.639, de 
2003, e com redação dada pela Lei Nº 11.645, DE 2008, que trata do tema; 
2. Artes visuais, dança, música e teatro, nos termos da lei Federal nº 13.278, de 2016; 
 
 
 
 
 
 
3. Inclusão dos princípios da proteção e defesa civil e a educação ambiental de forma 
integrada aos conteúdos obrigatórios, nos termos da Lei Federal nº 12,608, de 2012; 
4. Exibição de filmes de produção nacional como componente curricular 
complementar integrado à proposta pedagógica, sendo obrigatória por, no mínimo, duas horas 
mensais, com base na Lei Federal nº 13.006, de 2014; 
5. Inclusão do conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo 
como diretriz a Lei Federal nº 8.069, de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do 
Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado, contemplando 
o que assevera a lei nº 11.525, de 2007, que acrescenta o § 5º ao art. 32 da LDBEN; 
6. Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de 
violência contra a criança e o adolescente serão incluídos, como temas transversais, nos 
currículos escolares de que trata o caput, tendo como diretriz a Lei Federal nº 8.069, de 1990, 
observada a produção e distribuição de material didático adequado, conforme determina a Lei 
Federal nº 13.010, de 2014; 
7. Inserção de temas voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à 
valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a 
matéria, e atendendo à Lei Federal nº 10.741, de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso; 
8. Atendimento à Lei Federal nº 9.503, de 1997, que versa sobre a Educação para o 
Trânsito; 
9. Estudo sobre os símbolos nacionais como tema transversal fundamental, nos termos 
da Lei Federal nº 12.472, de 2011; 
10. Educação alimentar e nutricional, nos termos da Lei Federal 13.666, de 2018; 
11. Inclusão de temas curriculares referentes à ecologia, educação para a saúde e 
introdução à ciência política, conforme prevê o § 1º, do Art. 215, da Constituição do Estado de 
Sergipe; 
12. Obrigatoriedade da inclusão de temas específicos sobre a Geografia, a História e a 
Literatura de Sergipe, nos termos do que assevera o § 2º, do Art. 215, da Constituição do Estado 
de Sergipe; 
13. Inclusão de conteúdos programáticos relativos aos direitos da mulher e outros 
assuntos com o recorte de gênero, com base na Resolução Normativa 1/2013/CEE; 
 
 
 
 
 
 
14. Temas contemporâneos relevantes para o desenvolvimento da cidadania, que 
afetam a vida humana em escala local, regional e global, bem como às temáticas da diversidade 
cultural, étnica, linguística e epistêmica, na perspectiva do desenvolvimento de práticas 
educativas ancoradas no interculturalismo e no respeito ao caráter pluriétnico e plurilíngue da 
sociedade brasileira, bem como promoverão medidas de conscientização, de prevenção e de 
combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying e 
ciberbullying) e estabelecerão ações destinadas a promover a cultura de paz, nos termos das 
Resoluções CNE/CP nº 2/2017 e 4/2018/CEE; 
 
Observação 1 – O previsto nos itens 1 a 14 deverão, obrigatoriamente, ser registrados 
nos Diários de Classe.
que as dificuldades enfrentadas no sistema de 
ensino confrontam com as práticas discriminatórias, desta forma, visa criar alternativas para 
superá-las. A Educação Inclusiva assume espaço neste colégio no ano de 2011 com a 
implantação da sala de recursos, que hoje atende 18 alunos, fundamentando na concepção de 
direitos humanos que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e no 
reconhecimento das diferenças e na participação dos alunos em razão de características físicas, 
culturais, sociais e linguísticas, entre outras, estruturantes do modelo tradicional de educação 
escolar garantindo que os alunos com deficiência não sejam excluídos e que possam ter acesso 
ao ensino de qualidade e gratuito, em igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola e a continuidade nos níveis mais elevados de ensino. 
 
 
 
 
15 
 
Desde 2012, os alunos das séries iniciais do ensino fundamental fazem parte do bloco 
de Alfabetização e Letramento em consonância com a Secretaria de Estado da Educação 
(SEED), através da portaria n° 7339/2011 de 29 de novembro. A partir da criação desse bloco, 
os alunos farão os três anos iniciais do ensino fundamental, que tem duração de nove anos, 
mantendo-se sistema seriado de Ensino com a doação da progressão automática de um ano para 
o outro. Essa medida foi implementada gradativamente, para os alunos do ensino fundamental 
terão a oferta dos três primeiros anos de estudos organizados em bloco sequencial, não possível 
de interrupção. Os alunos não poderão interromper os estudos de uma série para a outra, mesmo 
que o estudante vá para outra escola de rede estadual de ensino. Ao final dos três anos que 
compõem o Bloco de Alfabetização e Letramento, o aluno será aprovado se tiver cursado com 
frequência mínima de 75% da carga horária total e média igual ou superior a 5,0. Quem não 
obtiver esses índices ficará retido no terceiro ano. O Bloco de Alfabetização e Letramento tem 
como meta a melhoria da qualidade da educação, da aprendizagem e a elevação do IDEB e a 
diminuição do abandono escolar. 
Veja os quadros abaixo que confirma o que foi dito anteriormente: 
 
 
* O resultado do IDEB não foi computado porque não tivemos 80% de participação 
de nossos estudantes, visto que o número geral era contabilizado pelo censo inicial. 
Estes resultados mostram que nossa instituição, vem melhorando gradativamente o 
processo de ensino aprendizagem. Isso dar- se mediante ao trabalho desenvolvido pelos 
professores, a equipe diretiva e o empenho dos alunos através da expansão de várias ações que 
visam a melhoria dos resultados de aprendizagem dos alunos e aumento do número de 
EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
– IDEB 
 IDEB OBSERVADO METAS PROJETADAS 
5ºANO 9ºANO Ensino Médio 5ºANO 9ºANO Ensino Médio 
2013 2,3 2,8 - 4,5 3,4 - 
2015 3,5 3,3 - 4,8 3,8 - 
2017 4,8 3,6 4,2 5,1 4,0 4,6 
2019* * * 
 
 
 
 
16 
 
matriculas. Por isso, apresentam-se aqui algumas ideias, valores, convicções e entendimentos 
do que deva ser uma gestão democrática e participativa. Além disso, tais propostas têm a 
finalidade de buscar o crescimento e a consolidação cada vez maior do colégio, sempre visando 
melhores resultados para os estudantes em todas as esferas do conhecimento. Por esse motivo 
que estamos com o programa Maleta digital do Profuturo (despertar nos alunos o interesse 
maior pelas aulas, saindo um pouco do tradicional, além de ficar mais fácil de lidar com recursos 
tecnológicos) e o Alfabetizar pra Valer (garantir a alfabetização completa na idade certa). 
 
2 - REFERENCIAL TEÓRICO 
 
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é o documento elaborado coletivamente, por toda 
a comunidade escolar para nortear as ações da escola, é através dele que a escola escolhe de 
que forma vai trabalhar, que subsídios vai oferecer aos docentes, discentes e comunidade 
escolar. 
 O PPP define a identidade da escola, pois aqui estão contidas informações que 
identificam todos os aspectos que tem e pretende adquirir no decorrer do ano letivo, é um 
instrumento que indica a direção a seguir não apenas para gestores e professores, mas também 
funcionários, alunos e famílias. 
Segundo a LDBEN 9394 (1996), o parágrafo primeiro do artigo 12º, Título IV, diz 
que: 
Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas 
comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de 
elaborar e executar sua proposta pedagógica. Neste sentido a 
proposta pedagógica ou o projeto político pedagógico da escola, 
deve ser elaborado pelo coletivo da instituição de ensino e revista 
periodicamente. A construção do projeto político pedagógico, 
deve ser coletivo, ou seja, deve ser pensado por todos aqueles que 
fazem parte da escola: professores, direção, coordenação, 
funcionários, alunos, membros do conselho da escola, e demais 
representantes da comunidade. Este trabalho de construção do 
projeto político pedagógico, tem como objetivo de organizar o 
próprio trabalho pedagógico da escola. Através da reflexão de 
 
 
 
 
17 
 
concepções, ideais, interesses, necessidades, bem como, planejar, 
projetar a vida da escola, para pequeno, médio e longo prazo. 
 
Segundo Vasconcellos (2000), o PPP pode ser entendido como a sistematização, nunca 
definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na 
caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. Assim, o 
planejamento participativo é a base para o Projeto Político Pedagógico, poder construir a 
identidade da escola e dos sujeitos que a congregam. Desta forma, educando e educador, bem 
como a comunidade em geral podem exercer sua cidadania, percebendo-se como sujeitos sócio 
histórico na construção de uma nova sociedade. 
O Projeto Político Pedagógico não é apenas um conjunto de metas, objetivos e 
procedimentos arquivados para cumprir as tarefas burocráticas. Veiga (1996), afirma que o 
projeto político pedagógico define uma direção a ser seguida, a contínua expressão da ideia 
sobre a educação e sua função social exigindo uma reflexão da concepção e finalidade da 
educação com a sociedade. Isto traz a construção da identidade da escola. 
Em outas palavras o PPP é global da instituição e sua sistematização, nunca é 
definitiva, de um processo de Planejamento Participativo. Trata-se de um importante caminho 
para a construção da identidade da instituição, um instrumento teórico-metodológico que exige 
uma sistematização e elaboração, para a transformação da realidade. O mesmo deve ser 
disponibilizado, construindo e reconstruído por todos aqueles que participam da comunidade 
escolar e querem efetivamente uma mudança. 
 
PERSPECTIVA PEDAGÓGICA 
 
A formação integral trazida pela BNCC propõe repensar a escola como um todo. Não 
se trata de adequar somente as aulas, mas também o ambiente, as rotinas, as relações e as 
práticas. 
Vemos, então, que as competências gerais da Base já preveem um trabalho 
multidimensional das habilidades e dos conhecimentos cognitivos. Vale destacar que para 
trabalhar habilidades socioemocionais não basta ajustar o conteúdo: é preciso criar condições 
para seu desenvolvimento. Isso passa também por um estímulo e uma maior mediação nas 
 
 
 
 
18 
 
relações sociais entre os próprios alunos, entre os alunos e os professores e entre os alunos e os 
demais funcionários da escola. 
Vemos, então, que as competências gerais da Base já preveem um trabalho 
multidimensional das habilidades e dos conhecimentos cognitivos. Vale destacar que para 
trabalhar habilidades socioemocionais não basta ajustar o conteúdo: é preciso criar condições 
para seu desenvolvimento. Isso passa também por um estímulo e uma maior mediação nas 
relações sociais entre os próprios alunos, entre os alunos e os professores e entre os alunos e os 
demais funcionários da escola. Não basta promover as mudanças com
os alunos: é necessário 
repensar as próprias práticas pedagógicas e se dispor, acima de tudo, a se renovar e se 
transformar enquanto educador, com mente aberta para entender por que as mudanças previstas 
pela Base se fazem necessárias. 
Também por conta desse enfoque no conteúdo significativo, a BNCC prevê que o 
volume de assuntos seja mais enxuto e direcionado. A abundância de matérias dá lugar ao 
conteúdo realmente essencial à formação, que tenha aplicabilidade no dia a dia e cujo sentido 
possa ser percebido pelo estudante. Trata-se de substituir um excesso de informações por um 
aprendizado de maior qualidade, que esteja relacionado à sociedade e à vida do estudante de 
forma mais clara. 
Um ponto decorrente dessa nova estrutura de ensino, com base na intencionalidade 
pedagógica e na aprendizagem significativa, é o conteúdo contextualizado. Isso significa que 
tudo que é aprendido deve fazer parte de um contexto maior relacionado à vida do estudante e 
com algum nível de aplicação prática. Ou seja, não basta apenas ensinar o conceito, sendo 
necessário também que o aluno entenda por que aquilo é importante, qual o sentido por trás do 
conteúdo e como ele pode se apropriar dele, tornando-o útil para a sua vida além da realização 
da prova. 
Vygotsky entende o homem e seu desenvolvimento numa perspectiva sociocultural, 
ou seja, percebe que o homem se constitui na interação com o meio em que está inserido, por 
isso, sua teoria ganhou o nome de socioconstrutivismo, sendo também denominada 
sociointeracionismo. 
O Sociointeracionismo é um processo de interação com mediação. Essa é uma 
concepção importante no processo de leitura, já que o contato com a leitura quando se dá por 
meio da interação há mais produtividade e o desenvolvimento infantil é visto como um processo 
dinâmico, pois, as crianças são passivas. Através do contato com seu próprio corpo, com as 
 
 
 
 
19 
 
coisas do seu ambiente, e com a interação de outras crianças e adultos, as mesmas vão 
desenvolvendo as capacidades afetivas, e seu raciocínio lógico, e consequentemente 
aperfeiçoando a linguagem. 
Para Vigostsky, a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem 
em um sujeito capaz de construir seu próprio conhecimento. Através da interação dos 
aprendestes é que acontece o desenvolvimento de suas capacidades cognitivas, e, 
consequentemente o aperfeiçoamento das relações interpessoais. Assim não é possível separar 
o âmbito psicológico do mundo material e social, pois o pensamento vai ter a forma que a 
cultura o faz ter. E é através do contato com a cultura já constituída que vai se dá o 
desenvolvimento. A existência primeiramente exterior e social para depois ser internalizada 
como pensamento. É, portanto, no processo de apropriação do mundo externo, por meio das 
relações sociais, que se desenvolvem o mundo interno da individualidade, mas o processo é 
bilateral, ou seja, conforme a pessoa atua no mundo e se relaciona com os outros, esse mundo 
social também vai sendo construído, uma relação de troca e transformação mútua. 
Vygotsky viu o desenvolvimento baseado em dois processos diferentes mais 
complementares: a maturação e o aprendizado. O processo de maturação é o que cria certas 
capacidades que vão tornar possível certas aprendizagens, para isso a linguagem falada ou 
pensada tem um papel de destaque e se desenvolvem em uma sequência: primeiro a função 
significativa, ou seja pensamentos por complexos e pôr fim a função formal que envolve a 
criação de conceitos simbólicos. É aí que entra o papel da escola que seria ajudar a desenvolver 
o pensamento formal. Porém para educar uma criança é preciso levar em conta que nem todos 
aprendem de uma mesma forma. O nível de desenvolvimento real de uma pessoa se refere a 
capacidade de resolver problemas de forma independente por meio de funções já amadurecida. 
Na comparação com o nível de desenvolvimento potencial, que é a capacidade de solução de 
problema sobre orientação ou em conjunto com alguém de maior capacidade. A intervenção 
pedagógica para Vygotsky é muito importante para direcionar o desenvolvimento, sendo a 
escola o local principal onde se dá essa orientação do sujeito. 
Assim, o ato de ensinar-aprender deve ser um conjunto de atividades articuladas, nas 
quais aluno/professor, aluno/aluno, professor/professor, escola/comunidade compartilham, 
cada vez mais, parcelas de responsabilidade e comprometimento. As novas exigências 
pressupõem que o aluno precisa assumir um papel cada vez mais ativo, descondicionando-se 
da atitude de mero receptor de conteúdo, buscando efetivamente conhecimentos relevantes aos 
problemas e aos objetivos da aprendizagem. Iniciativa criadora, curiosidade científica, espírito 
 
 
 
 
20 
 
crítico reflexivo, capacidade para auto avaliação, cooperação para o trabalho em equipe, senso 
de responsabilidade, ética e sensibilidade, como características fundamentais a serem 
desenvolvidas em seu perfil. Esse percurso inicia-se e termina nas Competências Gerais da 
BNCC, irradiando-se por todo o currículo, a saber: 
 
1. Conhecimento 
2. Pensamento científico, crítico e criativo 
3. Repertório cultural 
4. Comunicação 
5. Cultura digital 
6. Trabalho e projeto de vida 
7. Argumentação 
8. Autoconhecimento e autocuidado 
9. Empatia e cooperação 
10. Responsabilidade cidadã 
 
Por essa razão, o Colégio Estadual Guilherme Campos acredita na necessidade do 
trabalho com os pilares da educação, porque, conforme os estudos de Jacques Delors (1998), 
existe uma necessidade de aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro 
pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada, a saber: 
Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, 
descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se 
mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção 
permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. 
Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do 
trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a 
enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito 
cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao 
trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-
se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem 
trabalhadas. 
Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por 
ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a 
 
 
 
 
21 
 
percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter 
prazer no esforço comum. 
Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, 
responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa 
e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, 
não negligenciando para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar 
as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, aprender a usar o 
poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, cultivar 
o sentimento de solidariedade, lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, 
acreditar sempre no poder transformador da educação. 
Com base na visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes 
consequências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de 
conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar 
ao ensinar a
pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e 
elaborações teóricas, ser independente e autônomo, enfim, ser socialmente competente. 
Por essa razão, o colégio citado propõe um método de ensino baseado em metodologias 
ativas de ensino e aprendizagem, as quais são relevantes no contexto da educação profissional 
porque, quando objetivadas, colocam os estudantes como protagonistas de seu processo de 
ensino e aprendizagem, exigindo mudança de postura acadêmica, dedicação, autonomia e 
responsabilidade para dar sentido e aplicabilidade social ao que se apreende em sala de aula. 
As metodologias ativas de ensino e aprendizagem podem trazer os estudantes ao centro 
da discussão às quais os conhecimentos são mediados, responsabilizando-se pela construção de 
novas perspectivas, estímulo ao trabalho em equipe, consideração e respeito ao erro (MELO; 
SANT’ANA, 2012), mas ainda contam com fragilidades tais como a exigência pela maturidade 
discente e a falta de suporte do docente como facilitador do ensino. 
Segundo Cotta et al. (2012, p. 788), as metodologias ativas de ensino e aprendizagem 
se baseiam em “estratégias de ensino fundamentadas na concepção pedagógica crítico- 
reflexiva, que permitem uma leitura e intervenção sobre a realidade, favorecendo a interação 
entre os diversos atores e valorizando a construção coletiva do conhecimento e seus diferentes 
saberes e cenários de aprendizagem”, e incita, portanto, a aprendizagem significativa que 
ocorre quando o aluno interage com o assunto em estudo – ouvindo, falando, perguntando, 
discutindo, fazendo e ensinando – sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés de 
 
 
 
 
22 
 
recebê-lo de forma passiva do professor. Em um ambiente de aprendizagem ativa, o professor 
atua como orientador, supervisor, facilitador do processo de aprendizagem, e não apenas como 
fonte única de informação e conhecimento (BARBOSA; MOURA, 2013, p.55) 
Logo, as metodologias ativas envolvem os estudantes e os engajam ativamente em 
todos os processos de sua aprendizagem, trazem benefícios como o protagonismo estudantil, a 
apreensão das informações mediadas, habilidades comunicacionais, habilidades de raciocínio 
avançadas, trabalho em equipe, motivação, novos recursos de aprendizagem e respeito aos 
vários estilos de aprendizagem. 
Como afirmou Gemignani (2012, p.1), a utilização de métodos inovadores para 
ultrapassar os limites do técnico e do tradicional ainda é um desafio, mas sua busca é essencial 
para que se alcance a “formação do sujeito como um ser ético, histórico, crítico, reflexivo, 
transformador e humanizado”. 
Além disso, a instituição de ensino entende que a Base Nacional Comum Curricular é 
um grande avanço para a educação brasileira, pois abre oportunidades para uma educação mais 
inclusiva, que parta do olhar para o aluno e suas singularidades. Ela amplia as possibilidades 
para que as escolas busquem novas alternativas para ensinar a todos. Neste contexto, novas 
modalidades de ensino foram as soluções encontradas para dar continuidade ao processo de 
ensino-aprendizagem da instituição durante a crise ocasionada pela pandemia do novo 
Coronavírus (Sars-CoV-2) e não comprometer o tempo de formação dos estudantes. O ensino 
híbrido, ou blended learning, vem sendo considerado uma forte opção para as atividades 
educativas. Essa abordagem possibilita a combinação entre o ensino presencial e propostas de 
ensino online, agregando Educação à Tecnologia, que já estão inseridos em diversos aspectos 
da vida do estudante. Nessa modalidade não necessariamente as aulas ocorrem em tempo real, 
e são utilizados diversos recursos didáticos como, por exemplo, a criação de conteúdos 
assíncronos, que podem ser em formato de áudio, vídeo, texto entre outros. Já no ensino remoto 
a transmissão das aulas se dá em tempo real em plataformas de streaming. Tanto o professor 
como os alunos realizam as atividades nos mesmos horários em que as aulas da disciplina 
ocorreriam no modelo presencial. Ou seja, a rotina de sala de aula continua alterando-se apenas 
o ambiente, que agora é virtual e, que também, pode ser acessado de diferentes localidades. O 
ensino remoto também utiliza recursos didáticos tecnológicos, como os conteúdos assíncronos, 
para enriquecer as aulas. 
 
 
 
 
23 
 
Muitos paradigmas deverão ser quebrados para se entrar em um novo tempo da 
educação. 
Assim, é necessário repensar o papel da escola frente ao desafio de desenvolver um projeto 
educacional vivo, dinâmico e comprometido com a diversidade e com o compromisso de 
acolher, verdadeiramente, a todos, dando-lhes efetivas oportunidades de aprendizagem, uma 
vez que todos podem aprender, possibilitando uma reflexão crítica sobre a escola atual e o 
paradigma da educação especial na perspectiva da educação inclusiva na educação básica, 
frente as normativas da BNCC. 
Portanto, o Colégio Estadual Guilherme Campos escolhe a concepção 
Sociointeracionista por pensar no educando como ser ativo, que constrói seus conhecimentos 
nas relações interpessoais, no meio cultural e histórico, valorizando a capacidade individual e 
coletiva, legitimando o prazer de descobrir, aprender de acordo com os conhecimentos prévios 
e o professor interage como mediador da dinâmica de cooperação de aprendizagem com a 
família e os demais autores do processo educativo, seja ele pelo ambiente virtual ou 
presencialmente. 
 
3 - IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL E DA MANTENEDORA 
 
O Colégio Estadual Guilherme Campos, instituição educacional pertencente à Rede 
Estadual de Ensino, criado através do Decreto de Criação n° 244 de 07/11/1953, oferta a 
Educação Básica nos termos da legislação educacional vigente. 
O Colégio Estadual Guilherme Campos está localizado na rua General Siqueira de 
Menezes, nº 361, bairro Centro, no município de Campo do Brito/SE, CEP 49520-000, com 
CNPJ Nº 01.899.741/0001-19, endereço virtual cegcampos.seed@seed.se.gov.br e telefone 
(79) 3443-2360. 
A referida instituição de ensino ministra a Educação Básica, nos níveis de Ensino 
Fundamental Maior- 6° ao 9° ano (matutino e vespertino ), Fundamental Menor- 1° ao 5° ano 
( vespertino) Médio- 1ª a 3ª série (matutino), EJAEM (noturno), Educação Especial (matutino 
e vespertino) e proposta do Novo Ensino Médio Convencional no ano 2022 (matutino).
O Ensino Fundamental foi autorizado pela Resolução nº 057-77/CEE de 05/09/1977. 
A Implementação do Ensino Fundamental com duração de nove anos foi concedida através da 
 
 
 
 
24 
 
Resolução nº 038/08/CEE, de 06/03/2008. O Ensino Médio Convencional foi autorizado pela 
Resolução nº 182/07/CEE de 24/05/2007. 
A oferta da Educação de Jovens e Adultos na modalidade de Ensino Médio funciona 
nos termos estabelecidos no programa da Secretaria de Estado da Educação, devidamente 
aprovado pelo CEE. O Reconhecimento do Ensino de 1º grau foi outorgado pela Resolução nº 
225/93/CEE, de 27/05/1993. O Ensino Médio foi autorizado através da Resolução nº 
225/12/CEE, de 23/08/2012. A Renovação do Reconhecimento do Ensino Fundamental foi 
concedida pela Resolução nº 045/2017/CEE de 16/2/2017. O reconhecimento da oferta do 
Ensino Médio foi autorizado através da Resolução nº 046/2017/CEE de 16/2/2017 e o Novo 
Ensino Médio Convencional pela Resolução nº 24 CEE de 06/05/2021. 
 
INSTALAÇÕES FÍSICAS E EQUIPAMENTOS 
 
Espaço físico 
 
Quant. 
Utilização 
Situação Adequada Inadequada 
Sala de aula 112 x Necessita pequenos reparos 
Biblioteca - 
Sala dos 
professores 
11 x Necessita de um sanitário 
Laboratório de 
Informática 
11 x 
Sala de 
coordenação 
 
Secretaria 11 x 
Área de 
convivência 
 
 
 
 
 
25 
 
Quadra 
poliesportiva 
11 Interditada 
Pátio coberto 11 x 
Depósito da 
merenda 
11 x 
Diretoria 11 x 
Cozinha 11 x 
Banheiros dos 
funcionários 
12 x 
Sala de vídeo 
Sala de 
Recurso 
Multifuncional 
11 x 
Sala de arquivo 
morto 
 
Almoxarifado 11 x 
Banheiros dos 
alunos 
02( sendo 1 
masc e 1 
fem) 
 Cada banheiro possui 5 
gabinetes- sendo 3 c/vasos , 
1 c/ chuveiro e 1 para alunos 
c/ necessidades especiais. 
Pátio 
 
 
 
 
26 
 
 
 
Recursos Materiais e Equipamentos de Apoio Pedagógico 
Materiais e equipamentos Quantidade 
 
Atende às 
necessidades 
Necessidade 
Material esportivo Sim 
Fogão industrial 01 sim 
Geladeira 02 Sim 
Liquidificador industrial 01 Sim 
Computadores lab. 
Informática 
10 Sim 
Impressoras 03 Sim 
Estante vasada p/ arquivo 
escolar 
05 Sim 
Televisor 3 Sim 
Suporte p/ tv 2 Sim 
Data show 5 Não Aquisição de 8 
unidades 
Caixa amplificadora de som 4 Sim 
Notebook 6 Não Aquisição de 4 
unidades 
Ventiladores de parede 25 Sim 
Freezer horizontal 2 Sim Revisão preventiva 
Kits pratos / copos 
colher/garfo 
10 Sim 
Extintores de incêndio 5 Sim Encontram-se dentro 
do prazo de validade 
 
 
4 - PROPOSTA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
27 
 
A presente Proposta Curricular tem por objetivo nortear e fundamentar as práticas 
pedagógicas dos docentes do Colégio Estadual Guilherme Campos, a fim de contribuir para 
construção de uma escola democrática, ou seja, que garanta o acesso e a permanência dos 
alunos, a qualidade de ensino e, consequentemente, a socialização do conhecimento científico. 
Além dos princípios da LDB-9394/94, o PPP do Colégio Estadual Guilherme 
Campos também segue os princípios norteadores do Currículo de Sergipe que são: 
 I-Colaboração; 
 II-Respeito à diferença; 
 III- Criticidade; 
 IV-Inclusão; 
 V-Equidade; 
 VI-Autonomia; 
 VII-Sustentabilidade; 
 VIII- Democracia. 
Dessa forma, é importante investir na melhoria dos resultados de aprendizagem dos 
discentes em parceria com toda a comunidade escolar, promovendo o protagonismo estudantil, 
por meio de atividades associadas a temas de interesse deste público alvo, pretendendo: 
 Assegurar a permanência dos alunos na escola, reduzindo a reprovação e a 
evasão escolar em no mínimo 20% no ano letivo de 2021 no Ensino Fundamental I, II, 
Ensino Médio e EJAEM (Educação de Jovens e Adultos); 
 Aumentar o IDEB em 25% no Ensino Fundamental I, II e no Ensino Médio, no 
ano letivo de 2021; 
 Promover a recuperação dos alunos com defasagem educacional; 
 Promover ações que elevem de 89% para 100% a participação dos alunos da 3ª 
sério do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJAEM) na prova do ENEM 2021; 
 Apoiar e orientar os docentes na elaboração dos Planos de Curso Anual de 
acordo com o currículo Sergipano, a Base Nacional Comum Curricular e o Projeto Político 
Pedagógico da instituição de ensino; 
 Elaborar propostas para a implementação do Novo Ensino Médio Convencional, 
regimentado pela Resolução 24, de 6 de maio de 2021; 
 Buscar parcerias para realização de novos projetos pedagógicos voltados às 
dificuldades enfrentadas pelos estudantes, seja no âmbito escolar, seja no âmbito familiar; 
 Fortalecer a integração escola- comunidade. 
 
 
 
 
28 
 
 
Nessa perspectiva, acreditamos que avaliação tem a função didático-pedagógica de 
diagnóstico e de controle em relação à verificação do rendimento escolar de forma contínua e 
compreenderá o acompanhamento do processo de aprendizagem nos aspectos qualitativos sobre 
os quantitativos. 
 
4.1 - ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E METODOLÓGICA 
 
CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO 
É primordial ressaltar que o currículo escolar abrange as experiências de 
aprendizagens implementadas pelas instituições escolares e que deverão ser vivenciadas pelos 
estudantes. Nele estão contidos os conteúdos que deverão ser abordados no processo de ensino-
aprendizagem e a metodologia utilizada para os diferentes níveis de ensino. 
Ele deve contribuir para construção da identidade dos alunos na medida em que 
ressalta a individualidade e o contexto social que estão inseridos. Além de ensinar um 
determinado assunto, deve aguçar as potencialidades e a criticidade dos alunos. 
Sendo assim, o Colégio Estadual Guilherme Campos baseia-se num currículo que visa 
não só o desenvolvimento de todos os estudantes, mas também o desenvolvimento de práticas 
colaborativas na escola, almejando resultados positivos para todos os envolvidos na educação. 
 
Educação Especial 
 
A Base Nacional Comum Curricular é um grande avanço para a educação brasileira, 
pois abre oportunidades para uma educação mais inclusiva, que parta do olhar para o aluno e 
suas singularidades. Ela amplia as possibilidades para que as escolas busquem novas 
alternativas para ensinar a todos. 
Por tudo isso, elaborar o plano pedagógico 2021 da escola será um desafio diferente. 
Muitos paradigmas deverão ser quebrados para entrarmos em um novo tempo da educação. E 
essa mudança precisa começar com o professor rompendo seu próprio padrão de funcionamento 
e se abrindo para enxergar a educação, como propõe Silvia Ferraresi, além do desempenho no 
boletim, algo já vivenciado e que se tornou uma constante no âmbito socioeducacional, visto 
 
 
 
 
29 
 
que a pandemia do ano de 2020 rompeu a teoria do modelo bancário proposto pelo teórico Paulo 
Freire. Nesse momento tão complicado para todo o mundo, o educador teve que aprender novas 
formas de ensinar e usar a tecnologia a favor de si e do alunado. 
Logo, é pertinente o repensar da escola frente ao desafio de desenvolver um projeto 
educacional vivo, dinâmico e comprometido com a diversidade e com o compromisso de 
acolher, verdadeiramente, a todos, dando-lhes efetivas oportunidades de aprendizagem, uma 
vez que todos podem aprender, possibilitando uma reflexão crítica sobre a escola atual e o 
paradigma da educação especial na perspectiva da educação inclusiva na educação básica, 
frente as normativas da BNCC. De acordo com as novas exigências educacionais, postuladas 
em diversos documentos norteadores, dentre eles, a BNCC e o Currículo de Sergipe, a escola 
precisa reconhecer as diferenças e promover a inclusão, tendo em vista que todos os são capazes 
de aprender, para isso, basta que as estratégias metodológicas de ensino e a concepção de 
aprendizagem sejam adequadas as especificidades dos alunos. 
Nessa perspectiva, a escola passa a oferecer uma Educação Integral, voltando-se
totalmente à a integralidade do sujeito e, respeitando os tempos e limites singulares da tarefa de 
aprender. É essa a realidade que a Educação Especial vem perseguindo nos últimos tempos, 
conforme a definição a seguir. 
A Educação Especial, definida pela Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional – 
Lei 9394/96, é a modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, oferecida 
preferencialmente na rede regular de ensino para alunos que por possuírem características 
próprias e diferentes dos demais alunos no domínio das aprendizagens curriculares, necessitam 
de recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas e adaptadas para que possam 
apropriar-se dos conhecimentos oferecidos pela escola. 
As características apresentadas pelos alunos público-alvo dessa modalidade de ensino 
ocorrem em função de deficiências intelectual, sensoriais (auditiva, visual e surdocegueira) e 
físicas; transtornos globais do desenvolvimento (autismo clássico, síndrome de Asperger, 
síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem 
outra especificação) e de altas habilidades ou superdotação (apresentam um potencial elevado 
e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas, o 
intelectual, a liderança, a psicomotora, as artes e a criatividade). 
 Diante das especificidades da educação especial, a escola precisa colocar em prática 
o que vem sendo referendado por documentos norteadores que primam pela garantia dos 
 
 
 
 
30 
 
direitos humanos e que em suas entrelinhas defendem o modelo, já mencionado, de educação 
integral. 
 Começando pela Constituição Federal de 1988 que no artigo 205, trata a educação 
como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da 
cidadania e a qualificação para o trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade 
de condições de acesso e permanência na escola” como um dos princípios para o ensino e 
garante como dever do Estado, a oferta do atendimento educacional especializado, 
preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). Perpassando o Estatuto da Criança e do 
Adolescentes – ECA, Lei nº 8.069/90; a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990); 
Declaração de Salamanca (1994); a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 
9.394/96, que no seu artigo 59 afirma que: 
[...] os sistemas de ensino devem assegurar aos estudantes 
currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às 
suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não 
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em 
virtude de suas deficiências; e assegura a aceleração de estudos aos 
superdotados para conclusão do programa escolar. (BRASIL, 1996). 
Continuando nesse percurso temos as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial 
na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001; a Lei nº 10.436/02 que reconhece a 
Língua Brasileira de Sinais – Libras e a Portaria nº 2.678/02 do MEC que aprova diretrizes e 
normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do sistema Braille em todas as modalidades 
de ensino; o Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002; o Plano de 
Desenvolvimento da Educação – PDE, em 2007; o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas 
diretrizes do Compromisso Todos pela Educação; o Decreto n° 6571/2008, incorporado pelo 
Decreto n° 7611/2011, que define o atendimento educacional especializado; a Resolução 
CNE/CEB, 04/2009, que institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional 
Especializado – AEE na Educação Básica; a Resolução CNE/CEB n°04/2010, que institui 
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica; a Lei nº 12.764/2012, além de 
consolidar um conjunto de direitos, esta lei em seu artigo 7º, veda a recusa de matrícula à 
pessoas com qualquer tipo de deficiência e estabelece punição para o gestor escolar ou 
autoridade competente que pratique esse ato discriminatório; a Resolução nº 7, de 06 de 
novembro de 2014 que instituiu as Diretrizes Operacionais para a Educação Especial na 
 
 
 
 
31 
 
Educação Básica, nas instituições educacionais integrantes do Sistema de Ensino do Estado de 
Sergipe; 
Condensando todos esses documentos tem-se a Lei n° 13.146, de 06 de julho de 2015, 
Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - LBI, também conhecida como Estatuto 
da Pessoa com Deficiência. No que tange a educação, essa lei assegura sistema educacional 
inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida do estudante, de forma a 
alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, 
intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem. 
Observa-se, portanto, que por força de lei, a escola precisa considerar em sua proposta 
pedagógica e curricular as múltiplas dimensões dos estudantes, adotando novas concepções de 
aprendizagem e avaliação, promovendo para isso as adaptações curriculares necessárias, 
visando o pleno desenvolvimento do aluno com deficiência. 
Assim, a educação inclusiva não constitui um nova expressão para designar a 
integração dos aluno(a)s com necessidades educacionais especiais. O conceito de inclusão é 
mais amplo que o de integração porque enfatiza o papel da escola comum na sua tarefa de 
atender à totalidade dos alunos. A inclusão constitui um enfoque inovador para identificar e 
abordar as dificuldades educacionais que emergem durante o processo ensino-aprendizagem. 
Assim, a educação Inclusiva contribui para assegurar que as diferenças culturais, 
socioeconômicas, individuais e de gênero não se transformem em desigualdades educacionais 
e, assim, em desigualdades sociais. 
 
Para Booth e Ainscow (2000), as características da educação inclusiva podem ser 
resumidas da seguinte maneira: 
A educação inclusiva implica processos para aumentar a participação dos estudantes e 
a redução de sua exclusão cultural, curricular e comunitária nas escolas locais. 
• A inclusão implica reestruturar a cultura, as políticas e as práticas dos centros 
educacionais, para que possam atender à diversidade dos alunos de suas respectivas localidades. 
• A inclusão se refere à aprendizagem e à participação de todos os estudantes 
vulneráveis que se encontram sujeitos à exclusão, não somente aqueles com de deficiência ou 
rotulados como apresentando necessidades educacionais especiais. 
• A inclusão visa à melhoria das escolas, tanto em relação ao corpo docente como aos 
alunos. 
 
 
 
 
32 
 
• A preocupação em superar as barreiras antepostas ao acesso e, em especial, à 
participação do aluno, pode servir para revelar as limitações de caráter mais geral da instituição 
de ensino, quando do atendimento à diversidade dos alunos. 
• Todos os estudantes têm direito à educação nas suas localidades. 
• A diversidade não pode ser considerada um problema a resolver, mas, sim, uma 
riqueza para auxiliar na aprendizagem de todos. 
• A inclusão diz respeito ao esforço mútuo de relacionamento entre estabelecimentos 
de ensino e suas comunidades. 
• A educação inclusiva é um aspecto da sociedade inclusiva. (In Desarrollando el 
aprendizaje y la participación en las escuelas. Booth, T. & Ainscow M.; UNESCO 2000.) 
Para avançar em direção ao desenvolvimento da educação inclusiva é necessário que 
as escolas criem progressivamente uma série de condições que facilitam a oferta de resposta à 
diversidade. A experiência mostra que as escolas que conseguem bons resultados com todos os 
seus aluno (a)s caracterizam-se por: 
• terem atitudes de aceitação e valorização da diversidade por parte da comunidade 
educacional, 
• possuírem um projeto educacional institucional que contemple a atenção à 
diversidade, 
• evidenciarem presença de liderança e comprometimento, por parte da direção da 
escola, com
a aprendizagem e a participação de todos os alunos e alunas, enfoque da educação 
inclusiva 
• realizarem trabalho conjunto e coordenado do corpo docente, permitindo a unificação 
de critérios, a adoção de um contexto conceitual compartilhado e a colaboração em torno de 
objetivos comuns, 
• apresentarem adequação no nível de formação dos docentes, em termos de 
necessidades educacionais especiais e estratégias de atendimento à diversidade, 
• desenvolverem um currículo o mais amplo, equilibrado e diversificado possível e 
passível de ser adequado às necessidades individuais e socioculturais dos alunos, 
• terem estilo de ensino aberto e flexível, baseado em metodologias ativas e variadas, 
que permitam personalizar os conteúdos da aprendizagem e promovam o maior grau possível 
de interação e participação de todos os alunos, 
• estabelecerem critérios e procedimentos flexíveis de avaliação e promoção, 
• desenvolverem uma cultura de apoio e colaboração entre pais, professores e alunos, 
• contarem com a participação ativa e o compromisso dos chefes de família, 
 
 
 
 
33 
 
• disponibilizarem serviços permanentes de apoio e assessoramento, voltados para 
docentes, alunos e pais, 
• desenvolverem relações de colaboração e intercâmbio com outras escolas comuns da 
comunidade e com escolas especiais, 
• terem abertura e relação de colaboração com outros setores da comunidade. 
 
Oferecer uma educação que assegure participação e aprendizagem de qualidade para 
todos os alunos não apenas exige o desenvolvimento da escola como um todo, mas é 
imprescindível que o processo de melhoria da escola se traduza em mudanças concretas na 
maneira de conduzir o processo de ensino e aprendizagem na sala de aula. Sem dúvida, a sala 
de aula e os processos educacionais que envolvem docente - e estudantes – constituem o 
contexto que explica em grande parte o êxito ou o fracasso acadêmico dos educandos. 
Portanto, sem dúvida alguma, o resultado educacional é o que definitivamente 
expressa a qualidade da educação e a capacidade que a escola tem (ou não) de potencializar ao 
máximo a aprendizagem de todos e de cada um dos aluno(a)s. 
 
Atendimento Educacional Especializado – AEE 
O AEE é um serviço educacional de caráter complementar ou suplementar, ministrado 
por professor especializado com conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de 
Sinais, da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, 
do Soroban, da orientação e mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação 
alternativa, do desenvolvimento dos processos mentais superiores, dos programas de 
enriquecimento curricular, da adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos, da 
utilização de recursos ópticos e não ópticos, da tecnologia assistiva e outros. 
Esse atendimento foi implementado pelo Decreto n° 6571/2008 e incorporado pelo 
Decreto n° 7611/2011, visando ao desenvolvimento inclusivo dos sistemas públicos de ensino 
e traz em seu artigo 3º os seguintes objetivos: 
I - promover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular e 
garantir serviços de apoio especializados de acordo com as necessidades individuais dos 
estudantes; 
II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular; 
 
 
 
 
34 
 
III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem 
as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e 
IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis, etapas e 
modalidades de ensino. (BRASIL, 2011) 
Nesse mesmo contexto a Resolução CNE/CEB nº 4, de 2 de outubro de 2009, em seu 
artigo 5º postula que: 
O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos 
multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, 
no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes 
comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento 
Educacional Especializado da rede pública ou de instituições 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, 
conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos 
Estados, Distrito Federal ou dos Municípios. (BRASIL, 2009) 
As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equipamentos, 
mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos, que podem atender estudantes da escola onde 
está implantada ou estudantes de outras unidades do entorno, ainda não estruturadas para a 
oferta do AEE. 
Ainda de acordo com a Resolução nº 04/2009, o professor que atua na SRM, tem as 
seguintes atribuições: 
 Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de 
acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo 
da Educação Especial; 
 Elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando 
a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade; 
 Organizar o tipo e o número de atendimentos para os estudantes, público da 
Educação Especial; 
 Estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e 
na disponibilização de recursos de acessibilidade; 
 Orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade 
utilizados pelo estudante; 
 
 
 
 
35 
 
 Ensinar e usar a tecnologia assistivas de forma a ampliar habilidades funcionais 
dos estudantes, promovendo autonomia e participação. 
 
Dinâmica do Atendimento 
 A regularidade do atendimento deve ser definida de acordo com a necessidade do 
estudante, sendo recomendado o mínimo de quatro horas semanais, ocorrendo de preferência 
em dias alternados, duas horas cada dia. Os atendimentos podem ser individuais ou em 
pequenos grupos, dependendo dos objetivos do trabalho. 
O professor da SRM deve elaborar o horário de atendimento, segundo a demanda do 
estudante, podendo ser flexível com a quantidade de dias e o tempo dispensado para cada um. 
No entanto, a avaliação inicial é que apontará as necessidades do estudante e, também, as 
demandas do seu processo de ensino-aprendizagem na classe comum. Esse horário deve ser 
aprovado e assinado pelo Diretor escolar e fixado em local visível, na sala de recursos, na sala 
dos professores e na secretaria ou direção da escola. 
O professor deve prever também no seu horário, um tempo, que deverá ser cumprido 
na escola ou quando não for o caso, ser devidamente justificado a equipe diretiva mediante 
instrumental. Esse horário corresponde a um turno de trabalho, destinado a rede colaborativa – 
visitas aos professores da sala regular e a família dos alunos, formação continuada por meio de 
cursos, momentos de estudo e pesquisa, e confecção de recursos pedagógicos. 
O número de alunos que cada SRM comporta depende das especificidades dos 
educandos, no entanto, deve conter no mínimo 03 alunos devidamente matriculados para que 
possa se manter funcionando. 
O AEE (Atendimento Educacional Especializado) do Colégio Estadual “Guilherme 
Campos” apresenta no ano em curso o quantitativo de 14(quatorze) crianças, que são atendidas 
pela professora Morgana Santana de Freitas Lima, Graduanda em Educação Especial e 
Inclusiva e curso tecendo saberes em AEE. Seu público são crianças com síndrome de Down, 
surdos, autistas e deficientes intelectuais. 
As atividades desenvolvidas no AEE diferenciam-se das realizadas na sala comum, 
não sendo substitutivas à escolarização. 
 
 
 
 
36 
 
O ensino colaborativo é realizado entre o professor da sala regular com o da sala de 
recursos multifuncional, os alunos do AEE contam com um trabalho de atividade funcional na 
aula de natação acompanhados pela professora da sala de recursos. 
A avaliação do processo de ensino aprendizagem contempla adequações de 
instrumentos e procedimentos que atendem às diversidades dos alunos. Nesse sentido, a 
avaliação

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