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AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA O que é sociologia Rural ? A sociologia rural é importante porque as áreas rurais são muitas vezes esquecidas pelas pesquisas sociológicas, que tendem a se concentrar nas áreas urbanas. Segundo José de Souza Martins, os sociólogos têm certo preconceito em estudar as ruralidades, se preocupando principalmente com a sociologia urbana. Além disso, as áreas rurais têm suas próprias características únicas e suas próprias dinâmicas sociais, e compreender essas dinâmicas pode nos ajudar a entender melhor a sociedade como um todo. Sociologia rural: características, autores e abordagens teóricas: Diversos autores contribuíram para o desenvolvimento da sociologia rural, como Emile Durkheim, Max Weber e Pierre Bourdieu. Cada um deles trouxe importantes contribuições teóricas para a compreensão das realidades rurais, enfatizando aspectos como a solidariedade social, a racionalização da vida rural e as formas de dominação e reprodução social no campo. Definição do conceito de sociologia rural: compreendendo a interação entre comunidades e ambiente agrícola. Os sociólogos rurais investigam as estruturas sociais, os valores, as tradições e os modos de vida presentes nas comunidades rurais. Eles buscam compreender os desafios enfrentados por essas populações, as formas de organização social e a relação com a atividade agrícola, que muitas vezes é o principal meio de subsistência dessas comunidades. Principais temas abordados na sociologia rural: uma análise detalhada e abrangente: A sociologia rural é um campo de estudo que se dedica a compreender as dinâmicas sociais, econômicas e culturais que ocorrem no meio rural. Diversos temas são abordados por pesquisadores e estudiosos dessa área, visando aprofundar o conhecimento sobre a vida no campo e suas interações com o meio urbano. Características da sociologia rural e urbana: diferenças e semelhanças na análise sociológica das populações. A sociologia rural e urbana são duas áreas de estudo dentro da sociologia que se dedicam a analisar as populações que vivem em ambientes diferentes. Enquanto a sociologia rural se concentra nas comunidades que habitam áreas rurais, a sociologia urbana trata das populações que vivem em áreas urbanas. Algumas das principais diferenças entre a sociologia rural e urbana incluem a forma como as populações se organizam, as relações sociais estabelecidas, as práticas culturais e as atividades econômicas predominantes. Nas áreas rurais, por exemplo, é comum encontrar comunidades mais fechadas, com laços de solidariedade mais fortes e uma economia baseada principalmente na agricultura. Já nas áreas urbanas, a diversidade étnica e cultural é maior, as relações sociais são mais fluidas e a economia é mais diversificada. De onde surgiu a sociologia rural: uma breve análise de sua origem. A sociologia rural surgiu como um campo de estudo específico no início do século XX, em resposta às transformações sociais e econômicas que estavam ocorrendo nas áreas rurais. Com o avanço da industrialização e urbanização, os sociólogos começaram a se interessar por entender as dinâmicas sociais presentes no meio rural. Autores como Emile Durkheim e Max Weber foram pioneiros ao abordar questões relacionadas à vida rural em seus estudos sociológicos. Durkheim, por exemplo, analisou os laços de solidariedade e coesão social presentes nas comunidades rurais, enquanto Weber explorou as mudanças no modo de vida e nas relações de poder no campo. O que é Sociologia urbana? A sociologia urbana é uma área da sociologia que se concentra nas dinâmicas sociais nas cidades e nas relações entre as pessoas que vivem nessas áreas urbanas. Ela estuda como as cidades são estruturadas e organizadas, como as pessoas vivem nessas áreas e como as relações sociais são formadas e mantidas. Estuda como os diversos fatores sociais, econômicos, culturais e políticos interferem nas dinâmicas da cidade. FIM DA PARTE 1 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA PARTE 2 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Sociologia urbana e a escola de Chicago: A sociologia é uma ciência que surgiu para explicar o mundo moderno, industrial e urbano. Portanto, é uma ciência de certo modo “urbanocêntrica”. Em vários momentos históricos houve crescimentos urbanos desinfreados e foi nesses momentos que a sociologia urbana mais avançou. Um desses momentos foi durante no começo do século XX, onde se desenvolveu a escola de Chicago. A Escola de Chicago foi um movimento acadêmico que surgiu na Universidade de Chicago no início do século XX. Ela foi influenciada pelo positivismo lógico, uma corrente filosófica que valorizava a ciência e a razão como fontes de conhecimento. Em resumo, a sociologia urbana é uma área da sociologia que se concentra nas dinâmicas sociais, culturais e políticas nas cidades. Ela investiga como as características da cidade afetam as relações sociais e a vida cotidiana das pessoas que vivem nela, bem como as desigualdades e as tensões que existem nas cidades. Os sociólogos urbanos utilizam várias técnicas de pesquisa para entender essas dinâmicas e trabalham em colaboração com outros profissionais para promover o desenvolvimento urbano sustentável e justo. Algumas das principais contribuições da sociologia urbana incluem: 1. Análise da segregação residencial: A sociologia urbana examina como as dinâmicas econômicas, políticas e culturais influenciam a separação de grupos étnicos e de classe nas cidades. 2. Estudo das redes de relacionamento: A sociologia urbana investiga como as pessoas se relacionam umas com as outras em contextos urbanos e como essas redes de relacionamento podem afetar a vida das pessoas. 3. Análise da gentrificação: A sociologia urbana examina como o processo de gentrificação, que é a revitalização de áreas urbanas com a chegada de novos habitantes de classe média ou alta, afeta as comunidades existentes e a estrutura da cidade. 4. Estudo da mobilidade e acesso: A sociologia urbana investiga como as pessoas se deslocam nas cidades e como o acesso a diferentes recursos e serviços é influenciado por fatores como a localização geográfica, o acesso a transporte e a renda. 5. Análise das desigualdades urbanas: A sociologia urbana examina como as desigualdades de renda, raça e gênero se manifestam e se perpetuam nas cidades, bem como como essas desigualdades podem ser mitigadas. Bem como, como se cria a ideia de “centro” e “periferia”. Tais conceitos não são conceitos geométricos e sim políticos uma vez que o centro da cidade não é necessariamente o ponto mais equidistante. https://cafecomsociologia.com/o-que-e-envelhecimento/ O que é sociologia rural? A sociologia rural é a parte da sociologia que estuda as relações sociais e nas estruturas sociais presentes em áreas rurais e na cultura da ruralidade. Ela se preocupa em compreender como se dá a dinâmica entre o capitalismo e o mundo rural, como as relações sociais são formadas e mantidas nesses ambientes e como as estruturas sociais das áreas rurais se relacionam com as estruturas sociais das áreas urbanas. Sociologia rural e o papel das relações familiares ● Outra questão importante na sociologia rural é o papel das relações familiares e comunitárias nas áreas rurais. Muitas vezes, as áreas rurais são caracterizadas por uma forte coesão comunitária e por relações familiares mais próximas do que nas áreas urbanas. A sociologia rural se preocupa em compreender como essas relações afetam a vida das pessoas nas áreas rurais e como elas podem ser usadas para promover o bem-estar e a justiça social. No Brasil, um tema amplamente debatido por essa especialização da sociologia é a reforma agrária e agricultura familiar em razão da história de desigualdade do nosso país. ● Outros tópicos importantes na sociologia rural incluem a mudança demográfica nas áreas rurais, a preservação do meio ambiente rural e o papel das tecnologias na vida rural. A sociologia ruraltambém se preocupa em compreender como os processos de globalização afetam as áreas rurais e como elas podem ser mais incluídas nas decisões políticas que afetam suas vidas. A sociologia rural pode contribuir de várias maneiras para o entendimento das dinâmicas sociais presentes nas áreas rurais e subsidiar estudos que podem servir de base para a promoção do bem-estar e da justiça social nessas áreas. Algumas das principais contribuições da sociologia rural incluem: 1.Compreensão das desigualdades econômicas e sociais presentes nas áreas rurais: Ela pode nos ajudar a compreender os fatores que contribuem para a desigualdade econômica e social nas áreas rurais, assim como os impactos dessas desigualdades na vida das pessoas. 2.Identificação de soluções para problemas sociais nas áreas rurais: Ela pode fornecer informações valiosas sobre como abordar problemas sociais como a pobreza, o desemprego e a falta de acesso a serviços básicos nas áreas rurais. 3.Compreensão do papel das relações familiares e comunitárias nas áreas rurais: Ela pode nos ajudar a entender como as relações familiares e comunitárias afetam a vida das pessoas nas áreas rurais e como elas podem ser usadas para promover o bem-estar e a justiça social. 4.Análise dos impactos da globalização nas áreas rurais: A sociologia rural pode nos ajudar a entender como os processos de globalização afetam as áreas rurais e como essas áreas podem ser mais incluídas nas decisões políticas que afetam suas vidas. 5.Compreensão do papel das tecnologias nas áreas rurais: A sociologia rural pode nos ajudar a entender como as tecnologias, como a internet e a tecnologia da informação, estão mudando as dinâmicas sociais nas áreas rurais e como elas podem ser usadas para promover o bem-estar e a justiça social. Espaço urbano e rural Os espaços urbano e rural inserem-se como diferentes expressões materializadas no espaço geográfico, compreendidas por suas distintas dinâmicas econômicas, culturais, técnicas e estruturais. Embora componham meios considerados distintos, suas inter-relações são bastante complexas. Por isso, muitas vezes é difícil separar ou compreender a especificidade de cada um desses conceitos. Outra diferença entre urbano e rural está na amplitude dos respectivos conceitos. Em termos de escala, a abrangência espacial do meio rural é muito maior, pois ele reúne tantos as áreas transformadas e cultivadas (espaço agrário) pelo homem quanto o espaço natural, pouco transformado ou mantido totalmente sem intervenções antrópicas. Por outro lado, a cidade, embora possua uma maior dinâmica econômica, apresenta-se em espaços mais circunscritos, mesmo com o crescimento desordenado dos espaços urbanos na maioria dos países periféricos e emergentes. Setor primário corresponde ao campo das atividades econômicas referente à produção de matérias-primas, que também são chamadas de “produtos primários” por serem, em geral, recursos cultivados ou extraídos da natureza e que, posteriormente, são consumidos ou transformados em mercadorias. As atividades pertencentes ao Setor Primário são a agricultura, a pecuária e o extrativismo vegetal, animal e mineral. Existem algumas análises que não mais consideram o Setor Primário envolvendo as atividades agrícolas mecanizadas, sobretudo os latifúndios, vinculando essas ao setor secundário, uma vez que tais produções mais se assemelham às indústrias (ou agroindústrias). Vale lembrar que os órgãos oficiais não consideram essa premissa. Apesar da menor empregabilidade em relação a tempos anteriores, o Setor Primário continua sendo de fundamental importância para as sociedades, pois é nele que são produzidos ou extraídos os recursos naturais utilizados tanto para o consumo quanto para a elaboração de mercadorias industrializadas. FIM DA PARTE 2 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA PARTE 3 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Setor secundário O Setor Secundário da economia é o responsável pela transformação dos bens e matérias-primas advindos do setor primário em mercadorias, que são transferidas para a comercialização no setor terciário. Assim, o setor secundário corresponde à produção fabril, com vários tipos de indústrias que se estruturam em diferentes áreas e aspectos do mercado. Quando o setor secundário passa a crescer e a dinamizar-se em um dado local, dizemos que está ocorrendo o processo de industrialização, ou seja, a produção mecanizada ou manufaturada de mercadorias. Existem três tipos de indústrias, categorizadas conforme a sua especialização produtiva: a) Indústrias extrativas: são aquelas que operam a partir da extração vegetal ou mineral, seja com a retirada direta ou com a transformação de bens extrativistas, tais como o petróleo, a madeira, entre outros. b) Indústrias de base: são responsáveis pela produção de maquinários utilizados para estruturar outras indústrias e também possuem a função de produzir materiais que não são diretamente destinados ao consumo, mas que são novamente utilizados para outras produções industriais. Exemplo: produção do aço. c) Indústrias de bens de consumo: são as responsáveis pela produção ou montagem de mercadorias em sua fase final, que serão diretamente direcionadas ao setor terciário. É segmentada em indústria de bens duráveis (mercadorias não perecíveis) e bens não duráveis (mercadorias perecíveis). O setor secundário da economia, inicialmente, era o ramo de atividade que mais gerou empregos. No entanto, com a modernização dos sistemas produtivos e dos transportes, além da implantação do toyotismo ou produção flexível, a maior parte da mão de obra vem deslocando-se das fábricas para o comércio e os serviços. Além disso, os empregos na área industrial exigem cada vez mais uma maior qualificação profissional por parte do trabalhador. Setor terciário Reúne todas as atividades formais e informais associadas ao comércio e à prestação de serviços, como segurança, limpeza, finanças, turismo, educação e outros. É uma das áreas mais importantes da economia, por compreender ofícios essenciais à sociedade e, ainda, por alocar grande parte da mão de obra. Esse setor apresentou um rápido crescimento à medida que se deu o desenvolvimento tecnológico e informacional, estando relacionado ainda à industrialização e à urbanização. À tendência de crescimento do setor terciário dá-se o nome de terciarização da economia. Características do setor terciário: O setor terciário é um dos três setores da economia e compreende todas as atividades formais e informais de comércio e prestação de serviços; Abrange profissionais como professores, advogados, técnicos de informática, profissionais da saúde, designers, faxineiros, motoristas, comerciantes e muitos outros; Possui importância produtiva e econômica, uma vez que alia produtos e serviços essenciais a outros setores da economia e à sociedade, e é responsável por boa parte do PIB dos países, sobretudo os desenvolvidos, e pela concentração da mão de obra; Cresce de forma proporcional à industrialização, à urbanização e ao desenvolvimento tecnológico, que, por um lado, gera novas profissões e, por outro, extingue postos de trabalho e obriga a realocação de trabalhadores. No Brasil, o setor terciário responde por 70% da mão de obra. O que é setor terciário? Setor terciário é um dos três setores da economia. Ele compreende todas as atividades econômicas de comércio e prestação de serviços, tanto formais quanto informais. É atualmente o setor que mais cresce em todo o mundo, tanto no que diz respeito à mão de obra quanto à participação na economia, e é bastante significativo nos países desenvolvidos. Atividades do setor terciário: O setor terciário da economia compreende a maior diversidade de profissões e atividades profissionais. Na lista que trazemos abaixo, constam algumas das principais delas, mas existem muitas outras, de igual importância para a economia e para a sociedade.Educação; Informática e comunicação; Programação; Design; Advocacia; Mecânica; Transporte e logística (por exemplo, motoristas); Telemarketing e atendimento ao cliente;Vendas e comércio; Segurança;Limpeza (urbana ou residencial); Turismo (agentes, guias); Finanças (profissionais do mercado financeiro); Atividades hospitalares e da saúde em geral; Restaurantes e bares. Importância do setor terciário Do ponto de vista produtivo, o setor terciário é um dos mais importantes setores da economia, por agrupar atividades essenciais ao funcionamento de outras integrantes dos demais setores (primário e secundário). Ademais, ele é fundamental por causa da prestação de serviços básicos, extremamente úteis para a sociedade. FIM DA PARTE 3 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA PARTE 4 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Desenvolvimento do setor terciário O desenvolvimento tecnológico, a informatização da indústria e a adoção de maquinário moderno na atividade agropecuária são alguns dos fatores que contribuíram enormemente para o desenvolvimento do setor terciário da economia, uma vez que, nas demais atividades, muitos postos de trabalho acabaram sendo extintos. Pensando no processo de industrialização crescente e no surgimento de novos ramos produtivos, houve a criação de novas áreas demandantes de serviços específicos, como, por exemplo, a logística e a assistência técnica." Setor terciário no Brasil Seguindo o processo de terciarização da economia, o Brasil experimentou rápido crescimento no setor terciário a partir da segunda metade do século XX, que coincidiu com a expansão das grandes cidades e aumento do processo de industrialização. Já na década de 1950, o setor terciário respondia por quase 50% do PIB brasileiro, muito à frente da indústria e da agropecuária. Atualmente, de acordo com os dados do IBGE para 2021, sabe-se que os serviços e o comércio representam uma parcela de pouco mais de 60% da economia do país. Urbanização É o crescimento das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração populacional do tipo campo–cidade que, quando ocorre de forma intensa e acelerada, é chamada de êxodo rural. Resumo sobre urbanização • O processo de urbanização refere-se ao crescimento das cidades em virtude do aumento populacional. • O aumento da população nas grandes cidades está associado ao êxodo rural, ou seja, ao fato de a população deixar a zona rural para dirigir-se aos centros urbanos. • O processo de urbanização ocorre segundo fatores atrativos, como a industrialização, e fatores repulsivos, como a modernização do campo. • Atualmente mais da metade da população mundial vive na zona urbana. • De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente 80% da população brasileira vive nos centros urbanos. Espaço urbano e espaço rural Em termos de área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem mais amplo do que o espaço urbano. Isso ocorre porque o primeiro exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a agropecuária, o extrativismo mineral e vegetal, além da delimitação de áreas de preservação ambiental e florestas em geral. No entanto, em termos populacionais e em atividades produtivas no contexto econômico e capitalista, a cidade, atualmente, vem sobrepondo-se ao campo. Caso tenha mais interesse nesse tema, leia nosso texto: espaço urbano e espaço rural. Processo de urbanização O processo de formação das cidades ocorre desde os tempos do período neolítico. No entanto, sob o ponto de vista estrutural, elas sempre estiveram vinculadas ao campo, pois dependiam deste para sobreviver. O que muda no atual processo de urbanização capitalista, que se intensificou a partir do século XVIII, é que agora é o campo quem passa a ser dependente da cidade, pois é nela que as lógicas econômico-sociais que estruturam o meio rural são definidas. Urbanização mundial Ao longo dos anos, a sociedade tem sofrido diversas modificações, especialmente no que tange à apropriação do espaço geográfico. Em meados de 1800, a população mundial era praticamente rural, apenas cerca de 3% viviam em áreas urbanas. Contudo, um fato marcou toda uma transformação social, modificando por completo a estrutura populacional no mundo todo. O aumento das indústrias, vinculado a um expressivo desenvolvimento tecnológico, fez com que as pessoas migrassem para as cidades à procura de trabalho. Portanto, as oportunidades de emprego nesse período são consideradas fatores atrativos, ao passo que a intensa mecanização do campo era considerada um fator repulsivo. Urbanização brasileira O processo de industrialização, propiciado pela Revolução Industrial iniciada na Europa, foi o fator propulsor da urbanização no Brasil, que teve seu início no século XX. A modernização do campo vivida no período da industrialização provocou um expressivo êxodo rural. Vale ressaltar que, até por volta de 1950, a população brasileira vivia, em sua maioria, nas zonas rurais. FIM DA PARTE 4 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA PARTE 5 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Consequências da urbanização O processo de urbanização, além de ocorrer de forma desigual, não só no Brasil mas em diversas partes do mundo, dá-se de forma desordenada, apontando então a falta de planejamento. Isso acarreta diversos problemas urbanos de ordem social e ambiental. São alguns deles: ● A favela Rocinha, localizada no Rio de Janeiro, é a maior favela do Brasil. ● Favelização: A falta de planejamento e de políticas públicas faz com que muitas pessoas (ao dirigirem-se às cidades e não encontrar locais para abrigarem-se) ocupem áreas terrenas, muitas vezes em áreas de risco. ● A favelização é uma consequência do inchaço urbano e da ocupação desordenada das cidades. ● Excesso de lixo: Visivelmente, onde há maior concentração de pessoas, há também maior produção de lixo. ● O aumento do número de habitantes nas grandes cidades fez com que houvesse maior produção de lixo, que, por vezes, é descartado de maneira incorreta, provocando outros problemas urbanos e também problemas ambientais. ● Segundo o IBGE, no Brasil, cerca de 50% do lixo gerado é depositado em locais incorretos, a céu aberto. ● Poluição: A questão da poluição pode ter diversas naturezas. As grandes cidades concentram, além de um elevado número de habitantes, também um grande número de indústrias e automóveis, que, diariamente, emitem diversos gases poluentes à atmosfera, causando poluição do ar. A poluição sonora e visual também é um grande problema vivido nos centros urbanos, comprometendo o bem-estar da população. ● Violência: Processos como a marginalização da população por meio da favelização ou da ocupação desordenada contribuem para o aumento da violência. O inchaço das cidades associado à incapacidade de abrigar toda a população, às condições insalubres de moradia e à falta de políticas públicas que atendam essa parcela da população tem como consequência direta o aumento da criminalidade. ● Inundações: O processo de urbanização está atrelado a diversas questões, como o aumento da produção de lixo associado à impermeabilização do solo. O asfaltamento das cidades e o mau planejamento prejudicam o escoamento das águas, provocando inundações. Hierarquia das cidades no Brasil As cidades são diferentes, não somente pelo número de habitantes, mas também pela concentração de serviços nelas contidos. Um aspecto que caracteriza a urbanização brasileira é referente a uma extrema concentração de uma vasta parcela da população em grandes cidades, dando origem assim às metrópoles. Os grandes centros urbanos abrigam empresas e serviços de alto padrão e sofisticação, neles estão presentes universidades, centros de pesquisas, laboratórios, clínicas especializadas, além dos meios de comunicação de massa erevenda de produtos importados. A partir dessas considerações, a malha urbana brasileira é classificada da seguinte forma: Centro regional: possui uma influência restrita em relação a outras cidades, trata-se de cidades médias que são subordinadas às capitais, mas ao mesmo tempo é um centro para núcleos urbanos menores. Capital regional: exerce uma grande influência e abriga vários centros regionais, porém seu domínio se limita à fronteira estadual. Nesse caso, trata-se de cidade de grande e médio porte, que apesar de não se enquadrar na categoria de metrópole, possui indústrias e prestação de serviços como hospitais, bancos, centro comercial e muitos outros. Metrópole regional: são cidades que exercem grande influência em seu próprio estado, além de avançar a fronteira de outros, essas correspondem a centros urbanos que concentram um número superior a um milhão de habitantes e detêm uma economia diversificada. Metrópole nacional: graças à sua importância, exerce influência nos centros regionais, capitais regionais e nas metrópoles regionais, ou seja, preponderância em diferentes estados. Metrópole mundial: são cidades de grande importância cultural e econômica que exercem influência sobre todo o território e são os centros urbanos mais conhecidos internacionalmente, no caso do Brasil, destacam-se duas cidades com essas características, São Paulo e Rio de Janeiro. Êxodo rural É o processo de migração de pessoas do campo para a cidade. Muitas causas podem ser associadas a ele, como a modernização da produção agrícola, a concentração fundiária, a busca por melhores condições de vida e melhores empregos, entre outros fatores. Entre as suas consequências estão o esvaziamento das zonas rurais e o crescimento desordenado das cidades. No Brasil, o êxodo rural ganhou força com a industrialização e se intensificou entre 1970 e 1980, quando mais da metade da população passou a viver nas cidades. O que é êxodo rural? O êxodo rural é um processo de migração que se dá quando as pessoas saem do campo e se mudam para a cidade. Assim como o próprio termo nos sugere, trata-se de um processo de emigração e acontece necessariamente no sentido da zona rural para a zona urbana. Quais são as causas do êxodo rural? A partida de um grande número de pessoas das áreas rurais em direção aos centros urbanos pode ocorrer de forma espontânea ou forçada, da mesma forma como acontecem com as migrações no geral. Os motivos que levam a esse deslocamento são diversos, estando associados à reestruturação produtiva de um determinado território – portanto, um fator estrutural –, à conjuntura econômica ou questões financeiras particulares e até mesmo a condicionantes naturais (desastres naturais, secas severas e outros). A concentração fundiária é outra razão para a emigração de pessoas da zona rural. De um dos problemas estruturais mais antigos do Brasil e é definido como a posse de grandes extensões de terras por um pequeno número de proprietários. Essas áreas são comumente usadas para o plantio de monoculturas destinadas à exportação. Muitos pequenos e médios proprietários de terras que não conseguem incorporar o modelo produtivo do agronegócio acabam por vender ou arrendar suas propriedades para os grandes proprietários, mudando-se para as cidades. O processo de industrialização se tornou um atrativo para pessoas que viviam nas zonas rurais, representando uma oportunidade de mudança de vida. A busca de melhores condições compreende as razões pelas quais o êxodo rural acontece, e não se trata apenas de uma questão financeira, mas também de acesso a serviços básicos, que muitas vezes não abrangem a zona rural, como saneamento e hospitais. Entretanto, nem sempre o cenário que esses indivíduos encontram nas cidades é o mais favorável. Características do êxodo rural: ● O êxodo rural pode ser classificado como um tipo de migração que chamamos de emigração, uma vez que representa um movimento de saída de pessoas de um local em direção a outro. Nesse caso em específico, o local de partida é a zona rural, e o de chegada, a zona urbana ou cidade. ● A mudança a que esse processo se refere é definitiva, e as causas atreladas a ela podem ser muito variadas, como vimos anteriormente. ● A migração entre campo e cidade pode ocorrer em qualquer país (desenvolvido e subdesenvolvido) e a qualquer momento, independentemente da conjuntura econômica ou política do local. ● É, na verdade, um movimento bastante comum e que sempre esteve presente na formação e desenvolvimento dos territórios nacionais. O que muitos deles possuem em comum, além disso, são as consequências que o grande influxo de pessoas pode trazer para o espaço urbano. FIM DA AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 1: AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7: De onde surgiu a sociologia rural: uma breve análise de sua origem. A sociologia rural surgiu como um campo de estudo específico no início do século XX, em resposta às transformações sociais e econômicas que estavam ocorrendo nas áreas rurais. C Slide 8 Slide 9: FIM DA PARTE 1 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 10: PARTE 2 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14: O que é sociologia rural? A sociologia rural é a parte da sociologia que estuda as relações sociais e nas estruturas sociais presentes em áreas rurais e na cultura da ruralidade. Ela se preocupa em compreender como se dá a dinâmica entre o cap Slide 15: Sociologia rural e o papel das relações familiares Slide 16 Slide 17: Espaço urbano e rural Slide 18 Slide 19: Setor primário Slide 20 Slide 21: FIM DA PARTE 2 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 22: PARTE 3 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 23: Setor secundário Slide 24: Existem três tipos de indústrias, categorizadas conforme a sua especialização produtiva: a) Indústrias extrativas: são aquelas que operam a partir da extração vegetal ou mineral, seja com a retirada direta ou com a transformação de bens extrati Slide 25 Slide 26: Setor terciário Reúne todas as atividades formais e informais associadas ao comércio e à prestação de serviços, como segurança, limpeza, finanças, turismo, educação e outros. É uma das áreas mais importantes da economia, por compreender ofícios Slide 27 Slide 28 Slide 29: Atividades do setor terciário: O setor terciário da economia compreende a maior diversidade de profissões e atividades profissionais. Na lista que trazemos abaixo, constam algumas das principais delas, mas existem muitas outras, de igual importâ Slide 30: Importância do setor terciário Do ponto de vista produtivo, o setor terciário é um dos mais importantes setores da economia, por agrupar atividades essenciais ao funcionamento de outras integrantes dos demais setores (primário e secundário). A Slide 31: FIM DA PARTE 3 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 32: PARTE 4 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 33: Desenvolvimento do setor terciário O desenvolvimento tecnológico, a informatização da indústria e a adoção de maquinário moderno na atividade agropecuária são alguns dos fatores que contribuíram enormemente para o desenvolvimento do setor terci Slide 34: Setor terciário no Brasil Seguindo o processo de terciarização da economia, o Brasil experimentou rápido crescimento no setor terciário a partir da segunda metade do século XX, que coincidiu com a expansão das grandes cidades e aumento do proce Slide 35: Urbanização É o crescimento das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração populacional do tipo campo–cidade que, quando ocorre de fo Slide 36 Slide 37: Espaço urbano e espaço rural Em termos de área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem mais amplo do que o espaço urbano. Isso ocorre porque o primeiro exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a agropecuária,o Slide 38: Processo de urbanização O processo de formação das cidades ocorre desde os tempos do período neolítico. No entanto, sob o ponto de vista estrutural, elas sempre estiveram vinculadas ao campo, pois dependiam deste para sobreviver. O que muda no Slide 39: Urbanização mundial Ao longo dos anos, a sociedade tem sofrido diversas modificações, especialmente no que tange à apropriação do espaço geográfico. Em meados de 1800, a população mundial era praticamente rural, apenas cerca de 3% viviam em áre Slide 40: Urbanização brasileira O processo de industrialização, propiciado pela Revolução Industrial iniciada na Europa, foi o fator propulsor da urbanização no Brasil, que teve seu início no século XX. A modernização do campo vivida no período da indus Slide 41 Slide 42: FIM DA PARTE 4 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 43: PARTE 5 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47: Hierarquia das cidades no Brasil As cidades são diferentes, não somente pelo número de habitantes, mas também pela concentração de serviços nelas contidos. Um aspecto que caracteriza a urbanização brasileira é referente a uma extrema concentraç Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55: FIM DA AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA