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AULA 8
SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
O que é sociologia Rural ?
A sociologia rural é importante porque as 
áreas rurais são muitas vezes esquecidas 
pelas pesquisas sociológicas, que tendem a 
se concentrar nas áreas urbanas. Segundo 
José de Souza Martins, os sociólogos têm 
certo preconceito em estudar as ruralidades, 
se preocupando principalmente com a 
sociologia urbana. Além disso, as áreas rurais 
têm suas próprias características únicas e 
suas próprias dinâmicas sociais, e 
compreender essas dinâmicas pode nos 
ajudar a entender melhor a sociedade como 
um todo.
Sociologia rural: características, autores e abordagens teóricas:
Diversos autores contribuíram para o 
desenvolvimento da sociologia rural, como Emile 
Durkheim, Max Weber e Pierre Bourdieu. Cada um 
deles trouxe importantes contribuições teóricas para a 
compreensão das realidades rurais, enfatizando 
aspectos como a solidariedade social, a racionalização 
da vida rural e as formas de dominação e reprodução 
social no campo.
Definição do conceito de sociologia rural: compreendendo a interação entre 
comunidades e ambiente agrícola.
Os sociólogos rurais investigam as estruturas 
sociais, os valores, as tradições e os modos de vida 
presentes nas comunidades rurais. Eles buscam 
compreender os desafios enfrentados por essas 
populações, as formas de organização social e a 
relação com a atividade agrícola, que muitas vezes é o 
principal meio de subsistência dessas comunidades.
Principais temas abordados na sociologia rural: uma análise detalhada e 
abrangente:
A sociologia rural é um campo de estudo que se dedica a 
compreender as dinâmicas sociais, econômicas e culturais 
que ocorrem no meio rural. Diversos temas são abordados 
por pesquisadores e estudiosos dessa área, visando 
aprofundar o conhecimento sobre a vida no campo e suas 
interações com o meio urbano.
Características da sociologia rural e urbana: diferenças e 
semelhanças na análise sociológica das populações.
A sociologia rural e urbana são duas áreas de estudo dentro da 
sociologia que se dedicam a analisar as populações que vivem em 
ambientes diferentes. Enquanto a sociologia rural se concentra nas 
comunidades que habitam áreas rurais, a sociologia urbana trata 
das populações que vivem em áreas urbanas.
Algumas das principais diferenças entre a sociologia rural e 
urbana incluem a forma como as populações se organizam, as 
relações sociais estabelecidas, as práticas culturais e as atividades 
econômicas predominantes. Nas áreas rurais, por exemplo, é 
comum encontrar comunidades mais fechadas, com laços de 
solidariedade mais fortes e uma economia baseada principalmente 
na agricultura. Já nas áreas urbanas, a diversidade étnica e cultural 
é maior, as relações sociais são mais fluidas e a economia é mais 
diversificada.
De onde surgiu a sociologia rural: uma breve análise de sua origem.
A sociologia rural surgiu como um campo de estudo específico no 
início do século XX, em resposta às transformações sociais e 
econômicas que estavam ocorrendo nas áreas rurais. Com o avanço 
da industrialização e urbanização, os sociólogos começaram a se 
interessar por entender as dinâmicas sociais presentes no meio 
rural.
Autores como Emile Durkheim e Max Weber foram pioneiros ao 
abordar questões relacionadas à vida rural em seus estudos 
sociológicos. Durkheim, por exemplo, analisou os laços de 
solidariedade e coesão social presentes nas comunidades rurais, 
enquanto Weber explorou as mudanças no modo de vida e nas 
relações de poder no campo.
O que é Sociologia urbana?
A sociologia urbana é uma área da sociologia que se concentra 
nas dinâmicas sociais nas cidades e nas relações entre as 
pessoas que vivem nessas áreas urbanas. Ela estuda como as 
cidades são estruturadas e organizadas, como as pessoas 
vivem nessas áreas e como as relações sociais são formadas e 
mantidas. Estuda como os diversos fatores sociais, 
econômicos, culturais e políticos interferem nas dinâmicas da 
cidade.
FIM DA PARTE 1
AULA 8 SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
PARTE 2
AULA 8 SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
Sociologia urbana e a escola de Chicago:
A sociologia é uma ciência que surgiu para explicar o mundo
moderno, industrial e urbano. Portanto, é uma ciência de certo
modo “urbanocêntrica”. Em vários momentos históricos
houve crescimentos urbanos desinfreados e foi nesses
momentos que a sociologia urbana mais avançou. Um desses
momentos foi durante no começo do século XX, onde se
desenvolveu a escola de Chicago.
A Escola de Chicago foi um movimento acadêmico que surgiu
na Universidade de Chicago no início do século XX. Ela foi
influenciada pelo positivismo lógico, uma corrente filosófica
que valorizava a ciência e a razão como fontes de
conhecimento.
Em resumo, a sociologia urbana é uma área da sociologia que
se concentra nas dinâmicas sociais, culturais e políticas nas
cidades. Ela investiga como as características da cidade
afetam as relações sociais e a vida cotidiana das pessoas
que vivem nela, bem como as desigualdades e as tensões
que existem nas cidades. Os sociólogos urbanos utilizam
várias técnicas de pesquisa para entender essas dinâmicas e
trabalham em colaboração com outros profissionais para
promover o desenvolvimento urbano sustentável e justo.
Algumas das principais contribuições da sociologia urbana incluem:
1. Análise da segregação residencial: A sociologia urbana examina como as dinâmicas econômicas, 
políticas e culturais influenciam a separação de grupos étnicos e de classe nas cidades.
2. Estudo das redes de relacionamento: A sociologia urbana investiga como as pessoas se relacionam 
umas com as outras em contextos urbanos e como essas redes de relacionamento podem afetar a 
vida das pessoas.
3. Análise da gentrificação: A sociologia urbana examina como o processo de gentrificação, que é a 
revitalização de áreas urbanas com a chegada de novos habitantes de classe média ou alta, afeta as 
comunidades existentes e a estrutura da cidade.
4. Estudo da mobilidade e acesso: A sociologia urbana investiga como as pessoas se deslocam nas 
cidades e como o acesso a diferentes recursos e serviços é influenciado por fatores como a 
localização geográfica, o acesso a transporte e a renda.
5. Análise das desigualdades urbanas: A sociologia urbana examina como as desigualdades de renda, 
raça e gênero se manifestam e se perpetuam nas cidades, bem como como essas desigualdades 
podem ser mitigadas. Bem como, como se cria a ideia de “centro” e “periferia”. Tais conceitos não 
são conceitos geométricos e sim políticos uma vez que o centro da cidade não é necessariamente o 
ponto mais equidistante.
https://cafecomsociologia.com/o-que-e-envelhecimento/
O que é sociologia rural?
A sociologia rural é a parte da sociologia que 
estuda as relações sociais e nas estruturas 
sociais presentes em áreas rurais e na cultura 
da ruralidade. Ela se preocupa em 
compreender como se dá a dinâmica entre o 
capitalismo e o mundo rural, como as relações 
sociais são formadas e mantidas nesses 
ambientes e como as estruturas sociais das 
áreas rurais se relacionam com as estruturas 
sociais das áreas urbanas.
Sociologia rural e o papel das relações familiares
● Outra questão importante na sociologia rural é o papel das relações familiares e
comunitárias nas áreas rurais. Muitas vezes, as áreas rurais são caracterizadas por
uma forte coesão comunitária e por relações familiares mais próximas do que nas
áreas urbanas. A sociologia rural se preocupa em compreender como essas relações
afetam a vida das pessoas nas áreas rurais e como elas podem ser usadas para
promover o bem-estar e a justiça social. No Brasil, um tema amplamente debatido por
essa especialização da sociologia é a reforma agrária e agricultura familiar em razão
da história de desigualdade do nosso país.
● Outros tópicos importantes na sociologia rural incluem a mudança demográfica nas
áreas rurais, a preservação do meio ambiente rural e o papel das tecnologias na vida
rural. A sociologia ruraltambém se preocupa em compreender como os processos de
globalização afetam as áreas rurais e como elas podem ser mais incluídas nas
decisões políticas que afetam suas vidas.
A sociologia rural pode contribuir de várias maneiras para o entendimento das dinâmicas
sociais presentes nas áreas rurais e subsidiar estudos que podem servir de base para a
promoção do bem-estar e da justiça social nessas áreas. Algumas das principais contribuições
da sociologia rural incluem:
1.Compreensão das desigualdades econômicas e sociais presentes nas áreas rurais: Ela pode nos
ajudar a compreender os fatores que contribuem para a desigualdade econômica e social nas
áreas rurais, assim como os impactos dessas desigualdades na vida das pessoas.
2.Identificação de soluções para problemas sociais nas áreas rurais: Ela pode fornecer
informações valiosas sobre como abordar problemas sociais como a pobreza, o desemprego e a
falta de acesso a serviços básicos nas áreas rurais.
3.Compreensão do papel das relações familiares e comunitárias nas áreas rurais: Ela pode nos
ajudar a entender como as relações familiares e comunitárias afetam a vida das pessoas nas
áreas rurais e como elas podem ser usadas para promover o bem-estar e a justiça social.
4.Análise dos impactos da globalização nas áreas rurais: A sociologia rural pode nos ajudar a
entender como os processos de globalização afetam as áreas rurais e como essas áreas podem
ser mais incluídas nas decisões políticas que afetam suas vidas.
5.Compreensão do papel das tecnologias nas áreas rurais: A sociologia rural pode nos ajudar a
entender como as tecnologias, como a internet e a tecnologia da informação, estão mudando as
dinâmicas sociais nas áreas rurais e como elas podem ser usadas para promover o bem-estar e a
justiça social.
Espaço urbano e rural
Os espaços urbano e rural inserem-se como diferentes expressões 
materializadas no espaço geográfico, compreendidas por suas 
distintas dinâmicas econômicas, culturais, técnicas e estruturais. 
Embora componham meios considerados distintos, suas inter-relações 
são bastante complexas. Por isso, muitas vezes é difícil separar ou 
compreender a especificidade de cada um desses conceitos.
Outra diferença entre urbano e rural está na amplitude dos respectivos 
conceitos. Em termos de escala, a abrangência espacial do meio rural é 
muito maior, pois ele reúne tantos as áreas transformadas e cultivadas 
(espaço agrário) pelo homem quanto o espaço natural, pouco 
transformado ou mantido totalmente sem intervenções antrópicas. Por 
outro lado, a cidade, embora possua uma maior dinâmica econômica, 
apresenta-se em espaços mais circunscritos, mesmo com o crescimento 
desordenado dos espaços urbanos na maioria dos países periféricos e 
emergentes.
Setor primário
corresponde ao campo das atividades econômicas referente à 
produção de matérias-primas, que também são chamadas de 
“produtos primários” por serem, em geral, recursos cultivados ou 
extraídos da natureza e que, posteriormente, são consumidos ou 
transformados em mercadorias. As atividades pertencentes ao 
Setor Primário são a agricultura, a pecuária e o extrativismo 
vegetal, animal e mineral.
Existem algumas análises que não mais consideram o Setor 
Primário envolvendo as atividades agrícolas mecanizadas, 
sobretudo os latifúndios, vinculando essas ao setor secundário, 
uma vez que tais produções mais se assemelham às indústrias (ou 
agroindústrias). Vale lembrar que os órgãos oficiais não consideram 
essa premissa.
Apesar da menor empregabilidade em relação a tempos anteriores, 
o Setor Primário continua sendo de fundamental importância para 
as sociedades, pois é nele que são produzidos ou extraídos os 
recursos naturais utilizados tanto para o consumo quanto para a 
elaboração de mercadorias industrializadas.
FIM DA PARTE 2
AULA 8 SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
PARTE 3
AULA 8 SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
Setor secundário
O Setor Secundário da economia é o responsável pela transformação 
dos bens e matérias-primas advindos do setor primário em 
mercadorias, que são transferidas para a comercialização no setor 
terciário. Assim, o setor secundário corresponde à produção fabril, 
com vários tipos de indústrias que se estruturam em diferentes áreas 
e aspectos do mercado.
Quando o setor secundário passa a crescer e a dinamizar-se em um 
dado local, dizemos que está ocorrendo o processo de 
industrialização, ou seja, a produção mecanizada ou manufaturada de 
mercadorias.
Existem três tipos de indústrias, categorizadas conforme a sua 
especialização produtiva:
a) Indústrias extrativas: são aquelas que operam a partir da extração 
vegetal ou mineral, seja com a retirada direta ou com a transformação 
de bens extrativistas, tais como o petróleo, a madeira, entre outros.
b) Indústrias de base: são responsáveis pela produção de maquinários 
utilizados para estruturar outras indústrias e também possuem a 
função de produzir materiais que não são diretamente destinados ao 
consumo, mas que são novamente utilizados para outras produções 
industriais. Exemplo: produção do aço.
c) Indústrias de bens de consumo: são as responsáveis pela produção 
ou montagem de mercadorias em sua fase final, que serão diretamente 
direcionadas ao setor terciário. É segmentada em indústria de bens 
duráveis (mercadorias não perecíveis) e bens não duráveis (mercadorias 
perecíveis).
O setor secundário da economia, inicialmente, era o 
ramo de atividade que mais gerou empregos. No 
entanto, com a modernização dos sistemas produtivos e 
dos transportes, além da implantação do toyotismo ou 
produção flexível, a maior parte da mão de obra vem 
deslocando-se das fábricas para o comércio e os 
serviços. Além disso, os empregos na área industrial 
exigem cada vez mais uma maior qualificação 
profissional por parte do trabalhador.
Setor terciário
Reúne todas as atividades formais e informais associadas ao comércio e à 
prestação de serviços, como segurança, limpeza, finanças, turismo, educação e 
outros. É uma das áreas mais importantes da economia, por compreender 
ofícios essenciais à sociedade e, ainda, por alocar grande parte da mão de obra.
Esse setor apresentou um rápido crescimento à medida que se deu o 
desenvolvimento tecnológico e informacional, estando relacionado ainda à 
industrialização e à urbanização. À tendência de crescimento do setor terciário 
dá-se o nome de terciarização da economia.
Características do setor terciário:
O setor terciário é um dos três setores da economia e 
compreende todas as atividades formais e informais de comércio 
e prestação de serviços;
Abrange profissionais como professores, advogados, técnicos 
de informática, profissionais da saúde, designers, faxineiros, 
motoristas, comerciantes e muitos outros;
Possui importância produtiva e econômica, uma vez que alia 
produtos e serviços essenciais a outros setores da economia e à 
sociedade, e é responsável por boa parte do PIB dos países, 
sobretudo os desenvolvidos, e pela concentração da mão de 
obra;
Cresce de forma proporcional à industrialização, à urbanização e 
ao desenvolvimento tecnológico, que, por um lado, gera novas 
profissões e, por outro, extingue postos de trabalho e obriga a 
realocação de trabalhadores.
No Brasil, o setor terciário responde por 70% da mão de obra.
O que é setor terciário?
Setor terciário é um dos três setores da economia. Ele 
compreende todas as atividades econômicas de comércio e 
prestação de serviços, tanto formais quanto informais. É 
atualmente o setor que mais cresce em todo o mundo, tanto 
no que diz respeito à mão de obra quanto à participação na 
economia, e é bastante significativo nos países desenvolvidos.
Atividades do setor terciário:
O setor terciário da economia compreende a maior diversidade de 
profissões e atividades profissionais. Na lista que trazemos abaixo, 
constam algumas das principais delas, mas existem muitas outras, 
de igual importância para a economia e para a sociedade.Educação; Informática e comunicação; Programação;
Design; Advocacia; Mecânica; Transporte e logística (por exemplo, 
motoristas); Telemarketing e atendimento ao cliente;Vendas e 
comércio; Segurança;Limpeza (urbana ou residencial); Turismo 
(agentes, guias); Finanças (profissionais do mercado financeiro); 
Atividades hospitalares e da saúde em geral; Restaurantes e bares.
Importância do setor terciário
Do ponto de vista produtivo, o setor terciário é um dos 
mais importantes setores da economia, por agrupar 
atividades essenciais ao funcionamento de outras 
integrantes dos demais setores (primário e secundário). 
Ademais, ele é fundamental por causa da prestação de 
serviços básicos, extremamente úteis para a sociedade.
FIM DA PARTE 3
AULA 8 SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
PARTE 4
AULA 8 SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
Desenvolvimento do setor terciário
O desenvolvimento tecnológico, a informatização da indústria e 
a adoção de maquinário moderno na atividade agropecuária 
são alguns dos fatores que contribuíram enormemente para o 
desenvolvimento do setor terciário da economia, uma vez que, 
nas demais atividades, muitos postos de trabalho acabaram 
sendo extintos. Pensando no processo de industrialização 
crescente e no surgimento de novos ramos produtivos, houve a 
criação de novas áreas demandantes de serviços específicos, 
como, por exemplo, a logística e a assistência técnica."
Setor terciário no Brasil
Seguindo o processo de terciarização da economia, o Brasil 
experimentou rápido crescimento no setor terciário a partir da 
segunda metade do século XX, que coincidiu com a expansão das 
grandes cidades e aumento do processo de industrialização.
Já na década de 1950, o setor terciário respondia por quase 50% do 
PIB brasileiro, muito à frente da indústria e da agropecuária. 
Atualmente, de acordo com os dados do IBGE para 2021, sabe-se que 
os serviços e o comércio representam uma parcela de pouco mais de 
60% da economia do país.
Urbanização
É o crescimento das cidades, tanto em população quanto em 
extensão territorial. É o processo em que o espaço rural 
transforma-se em espaço urbano, com a consequente 
migração populacional do tipo campo–cidade que, quando 
ocorre de forma intensa e acelerada, é chamada de êxodo 
rural.
Resumo sobre urbanização
• O processo de urbanização refere-se ao crescimento das cidades 
em virtude do aumento populacional.
• O aumento da população nas grandes cidades está associado ao 
êxodo rural, ou seja, ao fato de a população deixar a zona rural para 
dirigir-se aos centros urbanos.
• O processo de urbanização ocorre segundo fatores atrativos, como 
a industrialização, e fatores repulsivos, como a modernização do 
campo.
• Atualmente mais da metade da população mundial vive na zona 
urbana.
• De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 
aproximadamente 80% da população brasileira vive nos centros 
urbanos.
Espaço urbano e espaço rural
Em termos de área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem 
mais amplo do que o espaço urbano. Isso ocorre porque o primeiro 
exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a 
agropecuária, o extrativismo mineral e vegetal, além da delimitação 
de áreas de preservação ambiental e florestas em geral.
No entanto, em termos populacionais e em atividades produtivas no 
contexto econômico e capitalista, a cidade, atualmente, vem 
sobrepondo-se ao campo. Caso tenha mais interesse nesse tema, 
leia nosso texto: espaço urbano e espaço rural.
Processo de urbanização
O processo de formação das cidades ocorre desde os 
tempos do período neolítico. No entanto, sob o ponto de 
vista estrutural, elas sempre estiveram vinculadas ao 
campo, pois dependiam deste para sobreviver.
O que muda no atual processo de urbanização capitalista, 
que se intensificou a partir do século XVIII, é que agora é o 
campo quem passa a ser dependente da cidade, pois é nela 
que as lógicas econômico-sociais que estruturam o meio 
rural são definidas.
Urbanização mundial
Ao longo dos anos, a sociedade tem sofrido diversas modificações, 
especialmente no que tange à apropriação do espaço geográfico. Em meados 
de 1800, a população mundial era praticamente rural, apenas cerca de 3% 
viviam em áreas urbanas. Contudo, um fato marcou toda uma transformação 
social, modificando por completo a estrutura populacional no mundo todo.
O aumento das indústrias, vinculado a um expressivo desenvolvimento 
tecnológico, fez com que as pessoas migrassem para as cidades à procura de 
trabalho. Portanto, as oportunidades de emprego nesse período são 
consideradas fatores atrativos, ao passo que a intensa mecanização do campo 
era considerada um fator repulsivo.
Urbanização brasileira
O processo de industrialização, propiciado pela Revolução 
Industrial iniciada na Europa, foi o fator propulsor da 
urbanização no Brasil, que teve seu início no século XX. A 
modernização do campo vivida no período da 
industrialização provocou um expressivo êxodo rural. Vale 
ressaltar que, até por volta de 1950, a população brasileira 
vivia, em sua maioria, nas zonas rurais.
FIM DA PARTE 4
AULA 8 SOCIOLOGIA 
RURAL E URBANA
PARTE 5
AULA 8
SOCIOLOGIA RURAL 
E URBANA
Consequências da urbanização
O processo de urbanização, além de ocorrer de forma 
desigual, não só no Brasil mas em diversas partes do 
mundo, dá-se de forma desordenada, apontando então 
a falta de planejamento. Isso acarreta diversos 
problemas urbanos de ordem social e ambiental.
São alguns deles:
● A favela Rocinha, localizada no Rio de Janeiro, é a maior favela do Brasil.
● Favelização: A falta de planejamento e de políticas públicas faz com que muitas pessoas (ao 
dirigirem-se às cidades e não encontrar locais para abrigarem-se) ocupem áreas terrenas, 
muitas vezes em áreas de risco. 
● A favelização é uma consequência do inchaço urbano e da ocupação desordenada das 
cidades.
● Excesso de lixo: Visivelmente, onde há maior concentração de pessoas, há também maior 
produção de lixo. 
● O aumento do número de habitantes nas grandes cidades fez com que houvesse maior 
produção de lixo, que, por vezes, é descartado de maneira incorreta, provocando outros 
problemas urbanos e também problemas ambientais. 
● Segundo o IBGE, no Brasil, cerca de 50% do lixo gerado é depositado em locais incorretos, 
a céu aberto.
● Poluição: A questão da poluição pode ter diversas naturezas. As grandes cidades 
concentram, além de um elevado número de habitantes, também um grande número de 
indústrias e automóveis, que, diariamente, emitem diversos gases poluentes à 
atmosfera, causando poluição do ar. A poluição sonora e visual também é um grande 
problema vivido nos centros urbanos, comprometendo o bem-estar da população.
● Violência: Processos como a marginalização da população por meio da favelização ou da 
ocupação desordenada contribuem para o aumento da violência. O inchaço das cidades 
associado à incapacidade de abrigar toda a população, às condições insalubres de 
moradia e à falta de políticas públicas que atendam essa parcela da população tem como 
consequência direta o aumento da criminalidade.
● Inundações: O processo de urbanização está atrelado a diversas questões, como o 
aumento da produção de lixo associado à impermeabilização do solo. O asfaltamento 
das cidades e o mau planejamento prejudicam o escoamento das águas, provocando 
inundações.
Hierarquia das cidades no Brasil
As cidades são diferentes, não somente pelo número de 
habitantes, mas também pela concentração de serviços nelas 
contidos. Um aspecto que caracteriza a urbanização brasileira é 
referente a uma extrema concentração de uma vasta parcela da 
população em grandes cidades, dando origem assim às 
metrópoles.
Os grandes centros urbanos abrigam empresas e serviços de alto 
padrão e sofisticação, neles estão presentes universidades, 
centros de pesquisas, laboratórios, clínicas especializadas, além 
dos meios de comunicação de massa erevenda de produtos 
importados.
A partir dessas considerações, a malha urbana brasileira é classificada da seguinte forma:
Centro regional: possui uma influência restrita em relação a outras cidades, trata-se de cidades médias
que são subordinadas às capitais, mas ao mesmo tempo é um centro para núcleos urbanos menores.
Capital regional: exerce uma grande influência e abriga vários centros regionais, porém seu domínio se
limita à fronteira estadual. Nesse caso, trata-se de cidade de grande e médio porte, que apesar de não
se enquadrar na categoria de metrópole, possui indústrias e prestação de serviços como hospitais,
bancos, centro comercial e muitos outros.
Metrópole regional: são cidades que exercem grande influência em seu próprio estado, além de
avançar a fronteira de outros, essas correspondem a centros urbanos que concentram um número
superior a um milhão de habitantes e detêm uma economia diversificada.
Metrópole nacional: graças à sua importância, exerce influência nos centros regionais, capitais
regionais e nas metrópoles regionais, ou seja, preponderância em diferentes estados.
Metrópole mundial: são cidades de grande importância cultural e econômica que exercem influência
sobre todo o território e são os centros urbanos mais conhecidos internacionalmente, no caso do
Brasil, destacam-se duas cidades com essas características, São Paulo e Rio de Janeiro.
Êxodo rural
É o processo de migração de pessoas do campo para a cidade. Muitas causas podem ser 
associadas a ele, como a modernização da produção agrícola, a concentração fundiária, a 
busca por melhores condições de vida e melhores empregos, entre outros fatores.
Entre as suas consequências estão o esvaziamento das zonas rurais e o crescimento 
desordenado das cidades. No Brasil, o êxodo rural ganhou força com a industrialização e 
se intensificou entre 1970 e 1980, quando mais da metade da população passou a viver 
nas cidades.
O que é êxodo rural?
O êxodo rural é um processo de migração que se
dá quando as pessoas saem do campo e se
mudam para a cidade. Assim como o próprio
termo nos sugere, trata-se de um processo de
emigração e acontece necessariamente no
sentido da zona rural para a zona urbana.
Quais são as causas do êxodo rural?
A partida de um grande número de pessoas das áreas rurais em
direção aos centros urbanos pode ocorrer de forma espontânea ou
forçada, da mesma forma como acontecem com as migrações no
geral.
Os motivos que levam a esse deslocamento são diversos, estando
associados à reestruturação produtiva de um determinado
território – portanto, um fator estrutural –, à conjuntura econômica
ou questões financeiras particulares e até mesmo a condicionantes
naturais (desastres naturais, secas severas e outros).
A concentração fundiária é outra razão para a emigração de pessoas da
zona rural.
De um dos problemas estruturais mais antigos do Brasil e é definido como a
posse de grandes extensões de terras por um pequeno número de
proprietários. Essas áreas são comumente usadas para o plantio de
monoculturas destinadas à exportação.
Muitos pequenos e médios proprietários de terras que não conseguem
incorporar o modelo produtivo do agronegócio acabam por vender ou
arrendar suas propriedades para os grandes proprietários, mudando-se
para as cidades.
O processo de industrialização se tornou um atrativo para pessoas 
que viviam nas zonas rurais, representando uma oportunidade de 
mudança de vida. 
A busca de melhores condições compreende as razões pelas quais o 
êxodo rural acontece, e não se trata apenas de uma questão 
financeira, mas também de acesso a serviços básicos, que muitas 
vezes não abrangem a zona rural, como saneamento e hospitais. 
Entretanto, nem sempre o cenário que esses indivíduos encontram 
nas cidades é o mais favorável.
Características do êxodo rural:
● O êxodo rural pode ser classificado como um tipo de migração que chamamos de 
emigração, uma vez que representa um movimento de saída de pessoas de um 
local em direção a outro. Nesse caso em específico, o local de partida é a zona 
rural, e o de chegada, a zona urbana ou cidade. 
● A mudança a que esse processo se refere é definitiva, e as causas atreladas a ela 
podem ser muito variadas, como vimos anteriormente.
● A migração entre campo e cidade pode ocorrer em qualquer país (desenvolvido e 
subdesenvolvido) e a qualquer momento, independentemente da conjuntura 
econômica ou política do local. 
● É, na verdade, um movimento bastante comum e que sempre esteve presente na 
formação e desenvolvimento dos territórios nacionais. O que muitos deles 
possuem em comum, além disso, são as consequências que o grande influxo de 
pessoas pode trazer para o espaço urbano.
FIM DA AULA 8
SOCIOLOGIA RURAL 
E URBANA
	Slide 1: AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
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	Slide 7: De onde surgiu a sociologia rural: uma breve análise de sua origem. A sociologia rural surgiu como um campo de estudo específico no início do século XX, em resposta às transformações sociais e econômicas que estavam ocorrendo nas áreas rurais. C
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	Slide 9: FIM DA PARTE 1 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
	Slide 10: PARTE 2 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14: O que é sociologia rural? A sociologia rural é a parte da sociologia que estuda as relações sociais e nas estruturas sociais presentes em áreas rurais e na cultura da ruralidade. Ela se preocupa em compreender como se dá a dinâmica entre o cap
	Slide 15: Sociologia rural e o papel das relações familiares
	Slide 16
	Slide 17: Espaço urbano e rural
	Slide 18
	Slide 19: Setor primário
	Slide 20
	Slide 21: FIM DA PARTE 2 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
	Slide 22: PARTE 3 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
	Slide 23: Setor secundário
	Slide 24: Existem três tipos de indústrias, categorizadas conforme a sua especialização produtiva: a) Indústrias extrativas: são aquelas que operam a partir da extração vegetal ou mineral, seja com a retirada direta ou com a transformação de bens extrati
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	Slide 26: Setor terciário Reúne todas as atividades formais e informais associadas ao comércio e à prestação de serviços, como segurança, limpeza, finanças, turismo, educação e outros. É uma das áreas mais importantes da economia, por compreender ofícios
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	Slide 28
	Slide 29: Atividades do setor terciário: O setor terciário da economia compreende a maior diversidade de profissões e atividades profissionais. Na lista que trazemos abaixo, constam algumas das principais delas, mas existem muitas outras, de igual importâ
	Slide 30: Importância do setor terciário Do ponto de vista produtivo, o setor terciário é um dos mais importantes setores da economia, por agrupar atividades essenciais ao funcionamento de outras integrantes dos demais setores (primário e secundário). A
	Slide 31: FIM DA PARTE 3 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
	Slide 32: PARTE 4 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
	Slide 33: Desenvolvimento do setor terciário O desenvolvimento tecnológico, a informatização da indústria e a adoção de maquinário moderno na atividade agropecuária são alguns dos fatores que contribuíram enormemente para o desenvolvimento do setor terci
	Slide 34: Setor terciário no Brasil Seguindo o processo de terciarização da economia, o Brasil experimentou rápido crescimento no setor terciário a partir da segunda metade do século XX, que coincidiu com a expansão das grandes cidades e aumento do proce
	Slide 35: Urbanização É o crescimento das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração populacional do tipo campo–cidade que, quando ocorre de fo
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	Slide 37: Espaço urbano e espaço rural Em termos de área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem mais amplo do que o espaço urbano. Isso ocorre porque o primeiro exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a agropecuária,o 
	Slide 38: Processo de urbanização O processo de formação das cidades ocorre desde os tempos do período neolítico. No entanto, sob o ponto de vista estrutural, elas sempre estiveram vinculadas ao campo, pois dependiam deste para sobreviver. O que muda no
	Slide 39: Urbanização mundial Ao longo dos anos, a sociedade tem sofrido diversas modificações, especialmente no que tange à apropriação do espaço geográfico. Em meados de 1800, a população mundial era praticamente rural, apenas cerca de 3% viviam em áre
	Slide 40: Urbanização brasileira O processo de industrialização, propiciado pela Revolução Industrial iniciada na Europa, foi o fator propulsor da urbanização no Brasil, que teve seu início no século XX. A modernização do campo vivida no período da indus
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	Slide 42: FIM DA PARTE 4 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA 
	Slide 43: PARTE 5 AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
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	Slide 47: Hierarquia das cidades no Brasil As cidades são diferentes, não somente pelo número de habitantes, mas também pela concentração de serviços nelas contidos. Um aspecto que caracteriza a urbanização brasileira é referente a uma extrema concentraç
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	Slide 55: FIM DA AULA 8 SOCIOLOGIA RURAL E URBANA