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6-Execução Trabalhista Parte II - COMPLETO

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DIREITO PROCESSUAL DO 
TRABALHO
Execução Trabalhista – Parte II
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
230727146244
 
GUSTAVO DEITOS
Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do 
Tribunal Superior do Trabalho (Gabinete de Ministro). 
Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do 
TRF da 3ª Região. Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Eike mattiuzzo - 38083539880, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DIrEITo ProcEssual Do Trabalho
Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Execução Trabalhista – Parte II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Exceção de Pré-Executividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.1. Resumo: Exceção de Pré-Executividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2. Embargos de Terceiro (ET) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3. Fraude à Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4. Execução contra a Massa Falida e a Empresa em Recuperação Judicial . . . . . . . 22
4.1. Peculiaridades da Massa Falida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
4.2. Peculiaridades da Empresa em Recuperação Judicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5. Execução contra a Fazenda Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5.1. Requisição de Pequeno Valor (RPV) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
5.2. Precatório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
6. Aplicação Subsidiária da Lei de Execuções Fiscais (n. 6.830/1980) . . . . . . . . . . . 36
7. Arrematação, Adjudicação e Remição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
7.1. Adjudicação e Arrematação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
7.2. Remição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
8. Impenhorabilidade do Bem de Família (Lei n. 8.009/1990) . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
9. Súmulas e OJs do TST sobre Liquidação e Execução Trabalhista . . . . . . . . . . . . . 48
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
 
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
 
aPrEsENTaÇÃoaPrEsENTaÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran! Espero encontrá-lo(a) muito bem! Neste curso, 
apresento-lhe várias aulas autossuficientes de direito processual do trabalho, com 
o objetivo de lhe disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo 
necessário para ter o melhor desempenho possível na prova.
Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa 
tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo 
e capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo.
A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno, que, individualmente, 
avalia suas facilidades e necessidades, a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. 
Dessa forma, o aluno pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente com 
um ou outro meio.
Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de 
contar com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo desta aula. De 
qualquer forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos 
de forma aliada com as aulas em vídeo do Gran. Tudo depende, unicamente, da preferência 
de cada aluno.
Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual do 
Trabalho, no tocante à execução trabalhista:
• Aplicação subsidiária da Lei de Execuções Fiscais;
• Execução contra a massa falida e a empresa em recuperação judicial;
• Exceção de pré-executividade;
• Embargos de Terceiro;
• Fraude à execução;
• Arrematação, Adjudicação e Remição;
• Execução contra a Fazenda Pública: precatório e requisição de pequeno valor;
• Impenhorabilidade do bem de família (Lei n. 8.009/1990).
 Obs.: os aspectos iniciais da execução são tratados em outra aula de nosso curso, em 
conjunto com a temática da liquidação de sentença.
A aula é acompanhada de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger todos 
os pontos importantes da aula, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais solidificado. 
O número de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: complexidade 
do conteúdo e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o número de 
exercícios disponibilizados é determinado de modo que seu conhecimento sobre os temas 
seja efetivamente testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta.
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Execução Trabalhista – Parte II
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Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. 
Considero o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade 
da produção e edição de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações 
quanto à qualidade do material.
Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau de 
satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso 
você tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material, ou tenha constatado algum 
problema, por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar 
sua avaliação. Procuro sempre fazer todo o possível para sanarpartes, cada uma terá direito à aplicação 
do regime aplicável ao seu próprio crédito. Logo, se o valor global do débito da Fazenda Pública 
for enquadrado em categoria que somente autoriza o pagamento mediante precatórios, 
e o crédito de cada exequente (ação com litisconsórcio facultativo), em si considerado, 
for enquadrado em categoria que autoriza pagamento mediante RPV, cada exequente terá 
direito a exigir pagamento de seu crédito mediante RPV.
Esse entendimento do STF, originalmente, era aplicado aos casos em que parte do débito 
da Fazenda Pública consistia em honorários advocatícios. Na ocasião, o STF manifestou o 
seguinte entendimento:
JURISPRUDÊNCIA
ALEGADO FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA DE ESTADO-
MEMBRO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. VERBA DE NATUREZA ALIMENTAR, A QUAL 
NÃO SE CONFUNDE COM O DÉBITO PRINCIPAL. AUSÊNCIA DE CARÁTER ACESSÓRIO. 
TITULARES DIVERSOS. POSSIBILIDADE DE PAGAMENTO AUTÔNOMO. REQUERIMENTO 
DESVINCULADO DA EXPEDIÇÃO DO OFÍCIO REQUISITÓRIO PRINCIPAL. VEDAÇÃO 
CONSTITUCIONAL DE REPARTIÇÃO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO 
POR PRECATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DO ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.
[RE 564.132, rel. min. Eros Grau, red. p/ o ac. min. Cármen Lúcia, P, j. 30-10- 2014, DJE 
27 de 10-2-2015, Tema 18.]
A finalidade do preceito acrescentado pela EC 37/2002 (art. 100, § 4º) ao texto 
da CF/1988 é a de evitar que o exequente se valha simultaneamente, mediante o 
fracionamento, repartição ou quebra do valor da dívida, de dois sistemas de satisfação 
de crédito: o do precatório para uma parte dela e o do pagamento imediato (sem 
expedição de precatório) para outra. 23. Daí que a regra constitucional apenas se 
aplica a situações nas quais o crédito seja atribuído a um mesmo titular. E isso de sorte 
que, a verba honorária não se confundindo com o principal, o preceito não se aplica 
quando o titular do crédito decorrente de honorários pleiteie o seu recebimento. Ele 
não sendo titular de dois créditos não incide, no caso, o disposto no art. 100, § 4º, da 
Constituição do Brasil. 24. A verba honorária consubstancia direito autônomo, podendo 
mesmo ser executada em separado. Não se confundindo com o crédito principal que 
cabe à parte, o advogado tem o direito de executar seu crédito nos termos do disposto 
nos arts. 86 e 87 do ADCT. 25. A única exigência a ser, no caso, observada é a de que 
o fracionamento da execução ocorra antes da expedição do ofício requisitório, sob 
pena de quebra da ordem cronológica dos precatórios.
[RE 564.132, voto do rel. min. Eros Grau, red. p/ o ac. min. Cármen Lúcia, P, j. 30-10-
2014, DJE 27 de 10-2-2015, Tema 18.]
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Em momento posterior, o STF fortaleceu ainda mais sua jurisprudência a respeito do tema, 
esclarecendo que “a execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes 
integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8º (originariamente 
§ 4º) do art. 100 da Constituição Federal” (RE 568.645).
Outro precedente que aplicou esse entendimento foi o seguinte:
JURISPRUDÊNCIA
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. 
AJUIZAMENTO DE EXECUÇÕES DISTINTAS PARA O PAGAMENTO DOS HONORÁRIOS 
DE SUCUMBÊNCIA DECORRENTES DE UMA AÇÃO PROPOSTA EM LITISCONSÓRCIO 
FACULTATIVO ATIVO. IMPOSSIBILIDADE. FRACIONAMENTO DA VERBA. (...) 2. A 
controvérsia submetida pelo recurso extraordinário ao exame desta Corte diz respeito 
à legitimidade do pagamento individualizado, por Requisição de Pequeno Valor, de 
honorários advocatícios em casos de execução de sentença contra a Fazenda Pública 
decorrente de ação de conhecimento com litisconsórcio ativo facultativo. A questão 
se assemelha a dois temas da repercussão geral já apreciados pelo Plenário do 
Supremo Tribunal Federal no RE 568.645 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 13/11/2014, 
Tema 148) e no RE 564.132 (Redator (a) p/ acórdão Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 
10/2/2015, Tema 18). No RE 568.645, o STF assentou que a execução ou o pagamento 
singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo 
simples não contrariam o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição 
Federal. Embora a questão do fracionamento dos honorários advocatícios constasse 
do recurso extraordinário, não foi conhecida, na ocasião, em razão da ausência de 
prequestionamento. No RE 564.132, por sua vez, o Pleno firmou a orientação de que 
é possível a execução autônoma dos honorários advocatícios, por se tratar de verba 
de natureza alimentar, que não se confunde com o débito principal, pertencente a 
titular diverso. Conquanto a Corte não tenha decidido matéria idêntica à presente no 
RE 564.132, é certo que foram fornecidas as balizas necessárias para o deslinde deste 
caso. É que, ao defender a legitimidade da execução dos honorários advocatícios de 
forma autônoma do débito principal, o voto condutor do acórdão, da lavra do Min. 
Eros Grau, ressaltou o fato de que as quantias (a) possuem naturezas distintas; (b) 
podem ser, segundo o Estatuto da Advocacia, executadas de forma autônoma; e, o 
que é mais importante, (c) têm titulares diversos. Veja-se: 18. O Estatuto da Ordem 
dos Advogados do Brasil, Lei n. 8.906, de 4 de julho de 1994, dispõe, em seu artigo 
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23, que os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, 
pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença 
nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando necessário, seja expedido 
em seu favor. 19. O § 1º do artigo 24 dessa mesma lei estabelece que a execução dos 
honorários pode ser promovida nos mesmos autos da ação em que tenha atuado o 
advogado, se assim lhe convier. 20. É evidente o direito do advocado de executar de 
forma autônoma os honorários advocatícios. Esses honorários, como se vê, não se 
confundem com o principal. 21. Temos então que [i] os honorários advocatícios são 
dotados de caráter alimentício; [ii] o entendimento fixado no RE n. 141.639, Relator 
o Ministro Moreira Alves, não se aplica aos casos em que o precatório ainda não foi 
expedido, [iii] o advogado tem o direito a executar os honorários de forma autônoma. 
22. A finalidade do preceito acrescentado pela Emenda Constitucional n. 37/2002 
[artigo 100, parágrafo 4º] ao texto da Constituição é a de evitar que o exequente 
se valha simultaneamente, mediante o fracionamento, repartição ou quebra do 
valor da dívida, de dois sistemas de satisfação de crédito: o do precatório para 
uma parte dela e o do pagamento imediato [sem expedição de precatório] para 
outra. 23. Daí que a regra constitucional apenas se aplica a situações nas quais o 
crédito seja atribuído a um mesmo titular. E isso de sorte que, a verba honorária não 
se confundindo com o principal, o preceito não se aplica quando o titular do crédito 
decorrente de honorários pleiteie o seu recebimento. Ele não sendo titular de dois 
créditos não incide, no caso, o disposto no artigo 100, § 4º, da Constituição do Brasil. 
No caso dos autos, a parte recorrente pretende promover a execução dos honorários 
advocatícios, não apenas de forma autônoma do débitoprincipal, mas também de 
forma fracionada, levando-se em conta o número de litisconsortes ativos. Ora, como 
a verba honorária pertence a um mesmo titular, é evidente que seu pagamento de 
forma fracionada, por RPV, encontra óbice no art. 100, § 8º, da Constituição Federal. 
3. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário. (STF – RE: 919050 
RS – RIO GRANDE DO SUL 0004556-16.2015.8.21.7000, Relator: Min. TEORI ZAVASCKI, 
Data de Julgamento: 24/02/2016)
Na Justiça do Trabalho, a regra é a mesma. Se houver mais de um reclamante/exequente, 
o valor a ser considerado para enquadramento da obrigação como de “pequeno valor”, a 
ser requisitada mediante RPV, será o valor devido a cada reclamante, individualmente. 
Essa compreensão já era fixada na OJ n. 9 do Tribunal Pleno do TST:
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JURISPRUDÊNCIA
OJ 9, TP, TST
Tratando-se de reclamações trabalhistas plúrimas, a aferição do que vem a ser 
obrigação de pequeno valor, para efeito de dispensa de formação de precatório e 
aplicação do disposto no § 3º do art. 100 da CF/1988, deve ser realizada considerando-se 
os créditos de cada reclamante.
5 .2 . PrEcaTÓrIo5 .2 . PrEcaTÓrIo
O pagamento dos valores devidos pela Fazenda Pública é demorado. A ordem de 
pagamento de precatórios consiste numa fila de pessoas que devem receber valores, na 
estrita ordem cronológica de entrada dos formulários de precatórios.
Os valores destinados ao pagamento dos precatórios serão incluídos na dotação 
orçamentária do ente público sem mencionar números de processos ou pessoas específicas 
que devam receber parte dos valores. Vide art. 100, caput, da CF:
Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em 
virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação 
dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas 
nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
Apesar de o pagamento observar a estrita ordem temporal (cronológica) de entrada 
dos precatórios, há sujeitos específicos que, em razão de uma condição pessoal ou da 
natureza dos valores devidos, receberão o valor dos precatórios numa fila preferencial. 
Veja a norma dos §§ 1º e 2º do art. 100 da CF:
§ 1º Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, 
vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, benefícios previdenciários e 
indenizações por morte ou por invalidez, fundadas em responsabilidade civil, em virtude de 
sentença judicial transitada em julgado, e serão pagos com preferência sobre todos os demais 
débitos, exceto sobre aqueles referidos no § 2º deste artigo.
§ 2º Os débitos de natureza alimentícia cujos titulares, originários ou por sucessão hereditária, 
tenham 60 (sessenta) anos de idade, ou sejam portadores de doença grave, ou pessoas 
com deficiência, assim definidos na forma da lei, serão pagos com preferência sobre todos os 
demais débitos, até o valor equivalente ao triplo fixado em lei para os fins do disposto no § 3º 
deste artigo, admitido o fracionamento para essa finalidade, sendo que o restante será pago 
na ordem cronológica de apresentação do precatório.
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Para você visualizar, de forma organizada, as regras dos dispositivos anteriores, apresento 
a seguinte ilustração:
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Não opostos embargos ou transitada em julgado a decisão que os rejeitar, deverá ser 
expedido precatório ou RPV, conforme o caso.
Fique atento quanto à regra do § 2º: a pessoa com 60 anos ou mais, com doença grave 
ou a pessoa com deficiência terá preferência, nos créditos alimentícios, na primeira fila 
MESMO QUE o crédito devido seja decorrente de sucessão hereditária.
EXEMPLO
Jorge, que foi servidor público municipal, ajuíza ação na Justiça Estadual postulando 
diferenças de vencimentos que o Município deixou de pagar ao exonerá-lo, além do valor de 
uma gratificação que Jorge deveria ter recebido durante todo o período trabalhado, mas 
não recebeu. O Município foi condenado a pagar R$ 100.000,00 a Jorge.
Jorge, um mês após o trânsito em julgado da sentença, faleceu. Seu único herdeiro, Fábio, é 
Pessoa com Deficiência, pois tem impedimento de longo prazo de natureza mental.
Imagine que o valor-limite das RPVs do referido Município equivale, exatamente, a R$ 20.000,00.
Fábio, em razão de sua condição, deverá receber na primeira fila preferencial o montante de 
R$ 60.000,00, que equivale ao triplo do valor-limite do RPV daquele Município.
Os outros R$ 40.000,00 deverão ser pagos a Fábio na segunda fila preferencial, pois o valor 
devido pelo Município tem natureza alimentícia (vencimentos e gratificações).
Quanto ao momento de pagamento dos precatórios, devemos observar a regra do art. 
100, § 5º, da CF:
§ 5º É obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito público de verba necessária 
ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado constantes de 
precatórios judiciários apresentados até 2 de abril, fazendo-se o pagamento até o final do 
exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional n. 114, de 2021)
Explico com exemplo:
EXEMPLO
PRECATÓRIO APRESENTADO EM 2/4/2024: pagamento ocorrerá até o dia 31/12/2025 (data 
que equivale à expressão “até o final do exercício seguinte”).
PRECATÓRIO APRESENTADO EM 3/4/2024: pagamento ocorrerá até o dia 31/12/2026.
O pagamento dos precatórios, diferentemente dos RPVs, deve ser cobrado do ente 
público pelo Presidente do Tribunal, se a decisão exequenda for de juiz ou do próprio 
Tribunal, ou pelo Presidente do STJ ou do STF, se a decisão exequenda for do respectivo 
tribunal superior. É a regra do art. 100, § 6º, da CF:
§ 6º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder 
Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda determinar 
o pagamento integral e autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente para os casos de 
preterimento de seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária do valor necessário 
à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia respectiva.
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Execução Trabalhista – Parte II
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No caso dos Precatórios, o sequestro da quantia devida só poderá ocorrer em duas hipóteses:
1. Fila dos precatórios é “furada” (preterição de uma pessoa na lista ordinal).
2. Ente público não incluio valor devido em sua dotação orçamentária (nem na Lei 
Orçamentária Anual, nem em crédito adicional).
O regime de pagamento por precatórios, por natureza do próprio instituto, somente se 
aplica às obrigações de pagar quantia da Fazenda Pública. Portanto, se a Fazenda Pública 
for condenada ao cumprimento de obrigação de fazer, não fazer ou entregar coisa, o regime 
de precatórios, por certo, não terá lugar.
Essa compreensão foi manifestada pelo STF no seguinte precedente:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL 
FINANCEIRO. SISTEMÁTICA DOS PRECATÓRIOS (ART. 100, CF/1988). EXECUÇÃO 
PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. SENTENÇA 
COM TRÂNSITO EM JULGADO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000.
1. Fixação da seguinte tese ao Tema 45 da sistemática da repercussão geral: “A execução 
provisória de obrigação de fazer em face da Fazenda Pública não atrai o regime 
constitucional dos precatórios.”
2. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido da inaplicabilidade ao Poder Público 
do regime jurídico da execução provisória de prestação de pagar quantia certa, após 
o advento da Emenda Constitucional 30/2000. Precedentes.
3. A sistemática constitucional dos precatórios não se aplica às obrigações de fato 
positivo ou negativo, dado a excepcionalidade do regime de pagamento de débitos 
pela Fazenda Pública, cuja interpretação deve ser restrita. Por consequência, a situação 
rege-se pela regra geral de que toda decisão não autossuficiente pode ser cumprida 
de maneira imediata, na pendência de recursos não recebidos com efeito suspensivo.
4. Não se encontra parâmetro constitucional ou legal que obste a pretensão de execução 
provisória de sentença condenatória de obrigação de fazer relativa à implantação de 
pensão de militar, antes do trânsito em julgado dos embargos do devedor opostos 
pela Fazenda Pública.
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Execução Trabalhista – Parte II
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5. Há compatibilidade material entre o regime de cumprimento integral de decisão 
provisória e a sistemática dos precatórios, haja vista que este apenas se refere às 
obrigações de pagar quantia certa.
6. Recurso extraordinário a que se nega provimento.
(RE 573872, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 24/05/2017, 
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-204 DIVULG 08-09-2017 PUBLIC 11-09-2017)
6 . aPlIcaÇÃo subsIDIÁrIa Da lEI DE EXEcuÇÕEs FIscaIs 6 . aPlIcaÇÃo subsIDIÁrIa Da lEI DE EXEcuÇÕEs FIscaIs 
(N. 6.830/1980)(N. 6.830/1980)
No processo de execução trabalhista, aplicam-se supletiva e subsidiariamente as normas 
do CPC (art. 15 do CPC e 769 da CLT), e isso não é novidade para você.
Todavia, há outro diploma legal que, por disposição expressa da CLT, aplica-se supletiva 
e subsidiariamente ao processo do trabalho: a Lei de Execuções Fiscais (Lei n. 6.830/1980). 
Tal previsão está no art. 889 da CLT:
Art. 889. Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo em que não 
contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para 
a cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal.
A Lei das Execuções Fiscais tem lugar no processo do trabalho nos processos em que a 
Fazenda Pública cobra a chamada “dívida ativa”, que consiste em todos os débitos que as 
pessoas têm com a Fazenda Pública, com natureza tributária ou não.
É muito comum ver-se, na prática, a União cobrando, por intermédio da Procuradoria 
da Fazenda Nacional (PFN), contribuições previdenciárias incidentes sobre o valor da 
condenação ou do acordo.
Outro caso relativamente comum é a cobrança de multas impostas aos empregadores 
pelo órgão fiscalizador das relações de trabalho (Auditoria Fiscal do Trabalho).
Nas demais ações trabalhistas, a Lei de Execuções Fiscais também tem aplicação 
supletiva e subsidiária.
Na fase de execução, a aplicação subsidiária da Lei de Execuções Fiscais é preferencial e 
prevalece sobre a aplicação do CPC. Logo, o CPC somente se aplicará subsidiariamente à 
execução trabalhista em duas situações:
• 1) Se a Lei de Execuções Fiscais também for omissa;
• 2) Se a própria CLT indicar que deve ser aplicado o CPC primeiramente.
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EXEMPLO
O art. 882 da CLT indica, expressamente, que a ordem de penhora a ser observada na execução 
trabalhista é a prevista no art. 835 do CPC. Portanto, embora a Lei de Execuções Fiscais tenha 
uma ordem de penhora nela estabelecida, aplica-se, nesta situação, excepcionalmente, o 
CPC com prioridade sobre tal lei.
Nesses procedimentos executivos em que a Fazenda Pública apareça como exequente, 
serão aplicadas, no que não contrariar as normas gerais da CLT, as disposições da Lei de 
Execuções Fiscais, com destaque para as seguintes (não são as únicas):
• Prazo de 30 DIAS para o executado (pessoa privada devedora) pagar o débito, contados 
da garantia da execução, por qualquer de suas formas possíveis (art. 16);
• Extinção da execução sem ônus para as partes, em caso de cancelamento da inscrição 
da dívida ativa (art. 26);
• Ônus do arrematante de pagar os honorários do leiloeiro (art. 23, § 2º);
• Não será admitida reconvenção, nem compensação, e as exceções, salvo as de suspeição, 
incompetência e impedimentos, serão arguidas como matéria preliminar e serão 
processadas e julgadas com os embargos (art. 16, § 3º);
• Nos embargos do executado, podem ser ouvidas ATÉ 3 TESTEMUNHAS, ou, a critério 
do juiz, até SEIS (art. 16, § 2º);
• Além das formas de garantia do juízo elencadas na CLT, o executado também pode 
fazê-lo mediante fiança bancária.
7 . arrEMaTaÇÃo, aDJuDIcaÇÃo E rEMIÇÃo7 . arrEMaTaÇÃo, aDJuDIcaÇÃo E rEMIÇÃo
Arrematação e adjudicação são formas de expropriação dos bens penhorados na execução, 
sejam os bens penhorados por iniciativa do juiz ou por nomeação do próprio executado.
7 .1 . aDJuDIcaÇÃo E arrEMaTaÇÃo7 .1 . aDJuDIcaÇÃo E arrEMaTaÇÃo
Adjudicação é o fenômeno processual que ocorre quando o próprio exequente, credor 
trabalhista, toma para si o bem penhorado, isto é, incorpora-o ao seu próprio patrimônio. 
No mundo dos fatos, a adjudicação assemelha-se à dação em pagamento, instituto material 
do direito civil.
Conforme o art. 888, § 1º, da CLT, a Adjudicação TEM PREFERÊNCIA sobre a arrematação. 
Isto significa que a arrematação só pode ocorrer se a adjudicação for oportunizada 
anteriormente. Tal regra apresenta-se da seguinte forma:
A arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados e os bens serão vendidos pelo maior 
lance, tendo o exequente preferência para a adjudicação.
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Se o valor devido ao exequente for inferior ao dos bens adjudicados por ele, o requerente 
da adjudicação (exequente) depositará de imediato a diferença em favor do executado 
(art. 876, § 4º, inciso I, CPC).
Todavia, se o valor devido ao exequente for superior ao dos bens adjudicadospor ele, 
a execução prosseguirá pelo saldo remanescente, até a integral satisfação dos créditos 
trabalhistas devidos (art. 876, § 4º, inciso II, CPC).
Nos autos, o executado terá a oportunidade de manifestar-se sobre a adjudicação, 
afirmando o que entender de direito. Após o prazo de 5 dias a contar da última intimação ao 
executado, e após a decisão de eventuais questões levantadas por ele, será expedido auto 
de adjudicação (art. 877, caput, CPC). Com relação a este ato judicial, é muito importante 
conhecer as regras do § 1º do art. 877 do CPC:
§ 1º Considera-se perfeita e acabada a adjudicação com a lavratura e a assinatura do auto 
pelo juiz, pelo adjudicatário, pelo escrivão ou chefe de secretaria, e, se estiver presente, pelo 
executado, expedindo-se:
I – a carta de adjudicação e o mandado de imissão na posse, quando se tratar de bem imóvel;
II – a ordem de entrega ao adjudicatário, quando se tratar de bem móvel.
A adjudicação, embora tenha preferência à arrematação e seja oportunizada antes 
dela, também poderá ser oportunizada se a arrematação for frustrada. Esta é a regra do 
art. 878 do CPC:
Frustradas as tentativas de alienação do bem, será reaberta oportunidade para requerimento 
de adjudicação, caso em que também se poderá pleitear a realização de nova avaliação.
Agora, vamos tratar da arrematação.
A arrematação consiste na alienação (grosso modo, venda) do bem em hasta pública. 
Por hasta pública, entenda LEILÃO JUDICIAL.
Antes da entrada em vigor do Novo CPC, havia duas espécies de hasta pública: leilão 
para bens móveis e praça para bens imóveis. Agora, tanto para móveis como para imóveis, 
a hasta pública para alienação do bem ocorrerá mediante LEILÃO PRESENCIAL ou LEILÃO 
ELETRÔNICO, com preferência para o Leilão Eletrônico.
Para o estudo aprofundado da arrematação, é importante considerarmos individualmente 
cada dispositivo do art. 888 da CLT, que trata, também, da arrematação. Vamos a eles:
Art. 888. Concluída a avaliação, dentro de dez dias, contados da data da nomeação do avaliador, 
seguir-se-á a arrematação, que será anunciada por edital afixado na sede do juízo ou tribunal 
e publicado no jornal local, se houver, com a antecedência de vinte (20) dias.
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O edital de hasta pública, que anunciará a ocorrência do Leilão, deverá ser publicado na 
sede do juízo, no Diário de Justiça Eletrônico e em jornal de grande circulação na localidade 
com antecedência de, no mínimo, 20 DIAS do leilão.
§ 1º A arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados e os bens serão vendidos pelo maior 
lance, tendo o exequente preferência para a adjudicação.
Conforme o art. 888, § 1º, a arrematação do bem será garantida àquele que oferecer 
o MAIOR LANCE (maior valor para aquisição do bem).
O leilão judicial de bem penhorado é como se fosse uma licitação: os candidatos à 
arrematação (aquisição) do bem são chamados de “licitantes”, e o ganhador dessa “licitação” 
deve observar o único critério de julgamento: maior lance.
Como vimos anteriormente, a arrematação do bem mediante leilão será tentada caso 
a adjudicação do bem não seja aceita pelo exequente.
§ 2º O arrematante deverá garantir o lance com o sinal correspondente a 20% (vinte por cento) 
do seu valor.
§ 4º Se o arrematante, ou seu fiador, não pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas o preço da 
arrematação, perderá, em benefício da execução, o sinal de que trata o § 2º deste artigo, voltando 
à praça os bens executados.
Comentarei, em conjunto, os §§ 2º e 4º, tendo em vista a conexão da regra neles existente.
O arrematante – ganhador do leilão – deve depositar em juízo o equivalente a 20% do 
valor que tiver oferecido para ganhar o leilão. Se ofereceu o valor de R$ 100.000,00, 
deverá depositar 20.000,00.
Se, no prazo de 24 HORAS, a complementação do valor da arrematação (os outros 
80%) não for depositada, o então ganhador do leilão PERDERÁ O SINAL DE 20% que tiver 
depositado. Esses 20% serão revertidos em proveito da execução, isto é, servirão para pagar 
o valor devido ao exequente.
§ 3º Não havendo licitante, e não requerendo o exequente a adjudicação dos bens penhorados, 
poderão os mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo Juiz ou Presidente.
É possível que o leilão seja deserto, isto é, não tenha nenhum interessado na arrematação 
do bem. Neste caso, o juiz poderá dar prazo ao leiloeiro para que realize a venda direta do 
bem penhorado, oferecendo-o a possíveis compradores de acordo com suas maneiras, 
fora de um leilão.
Professor, o bem poderá ser arrematado em qualquer caso, bastando apenas que haja Professor, o bem poderá ser arrematado em qualquer caso, bastando apenas que haja 
licitantes e que alguém ofereça o maior lance?licitantes e que alguém ofereça o maior lance?
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Não é bem assim, caro(a) aluno(a). Existe uma coisa chamada “preço vil”. Imagine que 
o leilão tenha somente um interessado. Se este licitante oferecer um preço qualificado 
como vil, ele não poderá receber o bem, mesmo que o valor por ele oferecido seja o maior.
A definição do que é preço vil está no art. 891 do CPC:
Art. 891. Não será aceito lance que ofereça preço vil.
Parágrafo único. Considera-se vil o preço inferior ao mínimo estipulado pelo juiz e constante 
do edital, e, não tendo sido fixado preço mínimo, considera-se vil o preço inferior a cinquenta 
por cento do valor da avaliação.
Se o juiz fixar, em decisão, que o valor mínimo aceitável no leilão é de R$ 50.000,00, 
qualquer valor abaixo disso será considerado vil, e o licitante não poderá arrematar o bem 
por valor inferior, ainda que sua proposta seja a maior de todas.
Todavia, se a avaliação do bem tiver apontado que ele vale R$ 200.000,00, qualquer 
valor ofertado em montante inferior a R$ 100.000,00 será considerado vil e o licitante não 
poderá arrematar o bem, ainda que sua proposta seja a maior de todas.
Por fim, a arrematação será considerada perfeita, acabada e irretratável quando o AUTO 
DE ARREMATAÇÃO for assinado pelo arrematante, pelo juiz e pelo leiloeiro.
Se o bem arrematado for móvel, o juiz expedirá ordem de entrega. Se for imóvel, 
expedirá carta de arrematação com mandado de imissão na posse.
7 .2 . rEMIÇÃo7 .2 . rEMIÇÃo
A remição da execução é o fenômeno que decorre do pagamento integral da execução 
pelo executado. Quando se diz que o executado remiu a execução, diz-se que ele pagou 
todo o valor nela devido.
No art. 826 do CPC, prevê-se a remição da execução pelo executado, da seguinte forma:
Art. 826. Antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado pode, a todo tempo, remir 
a execução, pagando ou consignando a importância atualizada da dívida, acrescida de juros, 
custas e honorários advocatícios.
Com a remição, o executado impede que eventuais bens penhorados sejam levados a 
leilão ou adjudicados pelo exequente. A remição é, de certa forma, um meio de “salvar” o 
bem penhorado no processo.
Para salvar o bem, o executado deve remir a execução ANTES da assinatura do Auto de 
Adjudicação ou do Auto de Arrematação, oferecendo preço igual ao da avaliação, se ainda 
não tiver havido leilão, ou preço igual ao do maior lance oferecido, se já tiver havido leilão.
Em qualquer caso(havendo leilão ou não), a remição NÃO será possível se já tiver sido 
assinado Auto de Adjudicação (sem leilão) ou Auto de Arrematação (com leilão).
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São as regras do art. 877, § 3º, do CPC:
No caso de penhora de bem hipotecado, o executado poderá remi-lo até a assinatura do auto 
de adjudicação, oferecendo preço igual ao da avaliação, se não tiver havido licitantes, ou ao do 
maior lance oferecido.
8. IMPENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA (LEI N. 8. IMPENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA (LEI N. 
8.009/1990)8.009/1990)
A Lei n. 8.009/1990 dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família. A lei trata de 
conceituar o bem de família, para fins de impenhorabilidade, e traçar limites a essa garantia.
A proteção legislativa ao bem de família, a partir do instituto da impenhorabilidade, 
destina-se a proteger a dignidade da pessoa humana e, além de vários direitos fundamentais 
individuais, o direito social à moradia (art. 6º da Constituição Federal).
De modo a entender cada peculiaridade da impenhorabilidade do bem de família no direito 
brasileiro, estudaremos, de forma individualizada, cada dispositivo da Lei n. 8.009/1990.
Art. 1º O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não 
responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, 
contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, 
salvo nas hipóteses previstas nesta lei.
Parágrafo único. A impenhorabilidade compreende o imóvel sobre o qual se assentam a 
construção, as plantações, as benfeitorias de qualquer natureza e todos os equipamentos, 
inclusive os de uso profissional, ou móveis que guarnecem a casa, desde que quitados.
O caput do art. 1º é conceitual, e responsável pelo estabelecimento claro da regra geral 
do instituto da impenhorabilidade quanto ao bem de família.
O bem de família, nos termos da Lei n. 8.009/1990, é a casa ocupada pela família, 
com fins de moradia permanente. Conforme veremos na regra do art. 5º, a garantia da 
impenhorabilidade aplica-se a apenas um imóvel ocupado pela família.
Nenhuma execução em andamento, independentemente da matéria envolvida no 
processo, poderá albergar a penhora desse imóvel residencial ocupado pela família como 
moradia permanente. Essa é a extensão objetiva da impenhorabilidade do bem de família, 
que é complementada, ainda, pelo parágrafo único.
Conforme o parágrafo único, a impenhorabilidade da casa ocupada permanentemente 
pela família é estendida ao imóvel sobre o qual se assentam a construção, as plantações 
e as benfeitorias de qualquer natureza (terreno na sua integralidade, limitadamente ao 
espaço em que se situe a casa e as necessidades de passagem) e todos os equipamentos, 
inclusive os de uso profissional, ou móveis que guarnecem a casa.
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Gustavo Deitos
O parágrafo único, ao final, utiliza-se da expressão “desde que quitados”. Modernamente, 
essa expressão encontra conteúdo normativo no art. 833, § 1º, do CPC, que dispõe: “A 
impenhorabilidade não é oponível à execução de dívida relativa ao próprio bem, inclusive 
àquela contraída para sua aquisição”.
Portanto, basta imaginarmos que um conjunto de maquinários de uso profissional, 
instalado na casa, tenha sido adquirido mediante cheque sem provisão de fundos, ou outro 
método fraudulento. Numa situação como essa, por certo, eventual execução do débito 
contraído para a aquisição desses equipamentos poderá abranger a penhora dos próprios 
equipamentos. É essa a razão que inspira a afirmação “desde que quitados”.
A extensão subjetiva dessa garantia encontra-se no fato de que não importa quem 
contraiu a dívida executada/cobrada: se foi o proprietário formal do imóvel, seu cônjuge, 
um de seus pais ou quaisquer de seus filhos que residam na mesma casa. Em todo caso, 
aquele imóvel residencial será impenhorável.
Repetimos algumas vezes expressões que aludem à “família”. No entanto, já se discutiu 
na jurisprudência a respeito da aplicabilidade da garantia de impenhorabilidade do bem de 
família em relação à pessoa solteira, separada/divorciada ou viúva que viva sozinha.
Confira a Súmula n. 364 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 364 do STJ
O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel 
pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas.
O entendimento acima mencionado reconhece que, muito embora a garantia da 
impenhorabilidade do bem de família seja juridicamente direcionada ao resguardo da 
incolumidade material da família, existe uma dimensão individual nessa garantia.
Se o direito tutela a família, como maneira de proteger o núcleo essencial da dignidade da 
pessoa humana, certamente os destinatários concretos dessa tutela, em análise fragmentada 
de efetividade jurídica, serão os respectivos membros da família em sua individualidade. 
Logo, cada um dos membros da família forma a dimensão individual de uma garantia 
idealizada e levada a efeito com vistas a um núcleo familiar.
Ninguém é obrigado a morar em conjunto com outras pessoas. Como expressão da 
tutela da autodeterminação de cada indivíduo, e da liberdade, a jurisprudência tratou 
de estender a mesma garantia àqueles que ocupam imóvel residencial com finalidade de 
moradia permanente.
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A entidade familiar, portanto, é apenas o destinatário tradicional do instituto, o que 
não significa que a garantia por ele assegurada não seja valiosa a indivíduos que resolvam 
viver singularmente.
Agora, confira a Súmula n. 449 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 449 do STJ
A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui 
bem de família para efeito de penhora.
A existência de matrícula própria, no Cartório de Registro de Imóveis, em relação a uma 
garagem denota a autonomia do imóvel destinado à guarda de veículos ou outros bens 
móveis. A tutela da Lei n. 8.009/1990 restringe-se ao direito social à moradia.
Se um outro imóvel pertencente ao devedor, ainda que vizinho daquele ocupado com 
fins residenciais, tiver destinação autônoma (separada da residência), será penhorável, se 
não for destinatário da garantia de impenhorabilidade por outros fundamentos.
Confira, ainda, a Súmula n. 486 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 486 do STJ
É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, 
desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia 
da sua família.
EXEMPLO
Imagine que o devedor tenha um único imóvel, possivelmente valioso, e resolve locá-lo a 
outra pessoa para, com a renda do contrato de locação, custear outra residência, ainda que 
mais simples.
Neste caso, eventual penhora do imóvel alugado, no fim das contas, prejudicaria o mesmo 
bem jurídico que a Lei n. 8.009/1990 busca protegerao delimitar a impenhorabilidade do 
bem de família ao único imóvel utilizado para moradia permanente.
Por isso, se comprovado que o devedor tinha, como único imóvel, aquele penhorado, e que 
a renda deste imóvel era destinada à própria subsistência e à de sua família, inclusive com 
custeio de moradia, tal imóvel será impenhorável, com o mesmo tratamento do imóvel 
ocupado pela própria família.
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Art. 2º Excluem-se da impenhorabilidade os veículos de transporte, obras de arte e 
adornos suntuosos.
Parágrafo único. No caso de imóvel locado, a impenhorabilidade aplica-se aos bens móveis 
quitados que guarneçam a residência e que sejam de propriedade do locatário, observado o 
disposto neste artigo.
A regra do caput pode ser compreendida à luz do já narrado elemento finalístico da 
legislação. Os veículos de transporte, bem como obras de arte e adornos suntuosos, não 
se destinam a garantir o direito fundamental social à moradia. Logo, por serem bens 
autônomos e separados daquela destinação, são penhoráveis, se por outro fundamento 
não forem protegidos pela impenhorabilidade.
A regra do parágrafo único do art. 1º serve de embasamento à do parágrafo único do 
art. 2º. Os móveis pertencentes ao locatário, quando sobre eles não penda litígio sobre sua 
aquisição, são protegidos pela impenhorabilidade.
Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, 
trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:
O art. 3º da Lei n. 8.009/1990 é o dispositivo que traz as limitações da garantia por ela 
instituída. São as situações em que até mesmo o bem de família poderá ser penhorado. 
Abordaremos cada uma individualmente:
I – (Revogado pela Lei Complementar n. 150, de 2015)
O inciso I, atualmente revogado, autorizava a penhora de bem de família (tanto a casa 
como os bens móveis nela situados) para a satisfação de créditos dos trabalhadores que 
tivessem prestado serviços na própria residência (empregados ou não) e as contribuições 
previdenciárias devidas.
Como a revogação do dispositivo é relativamente recente, é importante lembrar-se 
dela, a fim de destacar a inexistência dessa hipótese de restrição de impenhorabilidade 
nos dias atuais. As bancas podem utilizar uma informação envelhecida contra o candidato, 
a fim de induzi-lo em erro.
II – pelo titular do crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à aquisição 
do imóvel, no limite dos créditos e acréscimos constituídos em função do respectivo contrato;
Imóveis construídos ou comprados mediante financiamento podem ser penhorados 
se o respectivo financiamento não for pago, até a concorrente quantia. É uma extensão da 
regra do art. 833, § 1º, do CPC.
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DIrEITo ProcEssual Do Trabalho
Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Na Edição n. 44 do documento “Jurisprudência em Teses”, produzido pela Secretaria de 
Jurisprudência do STJ, foi publicada a seguinte tese sobre este dispositivo: “A exceção à 
impenhorabilidade prevista no artigo 3º, II, da Lei n. 8.009/1990 abrange o imóvel objeto 
do contrato de promessa de compra e venda inadimplido”.
III – pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu coproprietário 
que, com o devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as hipóteses em que ambos 
responderão pela dívida; (Redação dada pela Lei n. 13.144 de 2015)
O pagamento de pensão alimentícia, se inadimplido, pode ensejar a penhora do 
bem de família do devedor. No entanto, mesmo assim, se o cônjuge ou companheiro 
do devedor for coproprietário do imóvel, terá ele direito à sua parcela na execução. 
Somente o valor restante será destinado à satisfação do débito exequendo, em favor 
do credor de pensão alimentícia.
Na Edição n. 44 do documento “Jurisprudência em Teses”, produzido pela Secretaria de 
Jurisprudência do STJ, foi publicada a seguinte tese sobre este dispositivo: “A impenhorabilidade 
do bem de família prevista no art. 3º, III, da Lei n. 8.009/1990 não pode ser oposta ao credor 
de pensão alimentícia decorrente de vínculo familiar ou de ato ilícito”.
Veja que, para o STJ, a pensão alimentícia que causa a restrição da impenhorabilidade 
não é somente aquela decorrente de parentesco, mas, também, a oriunda de ato ilícito 
praticado pelo devedor contra o credor.
IV – para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas em função 
do imóvel familiar;
V – para execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia real pelo casal ou pela 
entidade familiar;
O débito relativo ao IPTU pode ensejar a penhora do respectivo imóvel, caso a respectiva 
execução fiscal não seja satisfeita com outros bens.
A mesma lógica vale para o imóvel dado como garantia em hipoteca (direito real 
de garantia).
VI – por ter sido adquirido com produto de crime ou para execução de sentença penal condenatória 
a ressarcimento, indenização ou perdimento de bens.
Se o imóvel foi adquirido com dinheiro oriundo de atividade criminosa, por certo, tal 
imóvel poderá ser penhorado, em especial como forma de ressarcimento no respectivo 
processo criminal ou cível.
Ademais, a sentença penal condenatória que impuser pena de ressarcimento, indenização 
ou perdimento de bens poderá ser executada e satisfeita, inclusive, mediante penhora e 
expropriação do bem de família. Trata-se de uma importante restrição dessa garantia.
VII – por obrigação decorrente de fiança concedida em contrato de locação. (Incluído pela Lei 
n. 8.245, de 1991)
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DIrEITo ProcEssual Do Trabalho
Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
O inciso VII foi objeto de controvérsias judiciais que deram origem ao entendimento 
consolidado na Súmula n. 549 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 549 do STJ
É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação.
Art. 4º Não se beneficiará do disposto nesta lei aquele que, sabendo-se insolvente, adquire 
de má-fé imóvel mais valioso para transferir a residência familiar, desfazendo-se ou não da 
moradia antiga.
§ 1º Neste caso, poderá o juiz, na respectiva ação do credor, transferir a impenhorabilidade para 
a moradia familiar anterior, ou anular-lhe a venda, liberando a mais valiosa para execução ou 
concurso, conforme a hipótese.
EXEMPLO
Imagine que o devedor tenha dois imóveis: um avaliado em R$ 100.000,00, e outro, em R$ 
500.000,00. Este último foi adquirido logo após o devedor tomar ciência de que deverá sofrer 
ato constritivo sobre seus bens. Neste caso, mesmo que o devedor vá residir no imóvel mais 
valioso, a impenhorabilidade do bem de família existirá apenas sobre o imóvel em que residia 
anteriormente, isto é, o de menor valor. Logo, o imóvel de R$ 500.000,00 poderá ser objeto 
de penhora, respondendo pelo débito.
Conforme cada caso concreto, o juiz poderá simplesmente transferir a impenhorabilidade 
para o imóvel de menor valor, ou, até mesmo, anular o negócio jurídico que originou a vendado imóvel de menor valor. Afinal, é possível que o devedor aliene seu imóvel de menor valor 
para, com todo o restante do patrimônio, adquirir um imóvel mais valioso, apenas com o 
fim de fazer com que todo seu patrimônio (preso ao novo imóvel) seja impenhorável.
§ 2º Quando a residência familiar constituir-se em imóvel rural, a impenhorabilidade restringir-
se-á à sede de moradia, com os respectivos bens móveis, e, nos casos do art. 5º, inciso XXVI, da 
Constituição, à área limitada como pequena propriedade rural.
A pequena propriedade rural é impenhorável por determinação constitucional (art. 5º, 
XXVI, Constituição Federal). Ademais, tal bem é protegido até contra o poder do Estado de 
desapropriar bens de particulares. Além de impenhorável, a pequena propriedade rural é, 
em regra, inexpropriável (art. 185, I, Constituição Federal).
Portanto, toda a área que constitua a pequena propriedade rural é impenhorável. Não 
apenas a sede da moradia, mas, também, toda a propriedade.
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Execução Trabalhista – Parte II
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No entanto, quanto às demais propriedades rurais, a princípio, somente será impenhorável 
a área territorial consistente na sede da moradia da família, com todos seus bens móveis.
Art. 5º Para os efeitos de impenhorabilidade, de que trata esta lei, considera-se residência um 
único imóvel utilizado pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente.
Parágrafo único. Na hipótese de o casal, ou entidade familiar, ser possuidor de vários imóveis 
utilizados como residência, a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor, salvo se outro 
tiver sido registrado, para esse fim, no Registro de Imóveis e na forma do art. 70 do Código Civil.
Como salientado, o objetivo da Lei n. 8.009/1990 é ampliar o núcleo de proteção da 
dignidade humana, assegurando a todo indivíduo o direito social à moradia. Logo, somente 
um imóvel, com destinação à moradia, pode ser protegido pela impenhorabilidade.
Se a entidade familiar tiver vários imóveis, a impenhorabilidade será restrita ao imóvel 
em que eles residam permanentemente.
No entanto, é possível que a entidade familiar resida permanentemente, de maneira 
alternada, em vários imóveis de sua propriedade. Nessa hipótese, a impenhorabilidade 
somente protegerá o imóvel de menor valor. Contudo, essa regra não é absoluta.
É possível que a família registre, no Cartório de Registro de Imóveis, determinado imóvel 
como, oficialmente, bem de família para os fins legais.
O art. 1.711 do Código Civil dispõe: “Podem os cônjuges, ou a entidade familiar, mediante 
escritura pública ou testamento, destinar parte de seu patrimônio para instituir bem de 
família, desde que não ultrapasse um terço do patrimônio líquido existente ao tempo da 
instituição, mantidas as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecida 
em lei especial”. Portanto, se a pessoa declarar que determinada fração do patrimônio 
constitui seu bem de família, a impenhorabilidade ficará restrita a essa fração, e demais 
bens possivelmente enquadráveis como bens de família poderão ser penhorados. É a 
situação tratada pelo art. 5º, parágrafo único: da pessoa que vive alternadamente em duas 
ou mais residências.
Art. 6º São canceladas as execuções suspensas pela Medida Provisória n. 143, de 8 de março de 
1990, que deu origem a esta lei.
Art. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário.
Por fim, é relevante citarmos, para fins didáticos, a Súmula n. 205 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 205 do STJ
A Lei 8.009/1990 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência.
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Execução Trabalhista – Parte II
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A garantia da impenhorabilidade do bem de família, como dito, surgiu para tutelar 
direitos inseridos no núcleo essencial da dignidade da pessoa humana. Trata-se de uma 
garantia que, enquanto ainda não existia, pecava, justamente, por não existir.
Logo, mesmo que um ato constritivo (penhora) tivesse ocorrido antes de a Lei n. 
8.009/1990 entrar em vigor, a impenhorabilidade do bem de família já podia ser alegada 
de plano nos processos.
O mesmo não se pode dizer das expropriações já levadas a efeito até a época. Essas, 
por serem acobertados pela proteção constitucional do ato jurídico perfeito (art. 5º, 
XXXVI, Constituição Federal), não poderiam ser desfeitas, a menos que por outras razões 
fossem viciadas.
9. SÚMULAS E OJS DO TST SOBRE LIQUIDAÇÃO E 9. SÚMULAS E OJS DO TST SOBRE LIQUIDAÇÃO E 
EXEcuÇÃo TrabalhIsTaEXEcuÇÃo TrabalhIsTa
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 200 do TST
Os juros de mora incidem sobre a importância da condenação já corrigida monetariamente.
Súmula 211 do TST
Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, ainda que omisso 
o pedido inicial ou a condenação.
Os juros e a correção são bens jurídicos que o juiz pode dar à parte mesmo que ela não 
peça. Trata-se de uma hipótese de aplicação do princípio da extrapetição, que se opõe 
ao princípio da adstrição, que é seria a regra geral. Essa regra também é positivada no art. 
322, § 1º, do CPC.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 439 do TST
Nas condenações por dano moral, a atualização monetária é devida a partir da data da 
decisão de arbitramento ou de alteração do valor. Os juros incidem desde o ajuizamento 
da ação, nos termos do art. 883 da CLT.
CORREÇÃO DO VALOR DEVIDO POR DANO MORAL: devida a partir da fixação do valor 
do dano moral (sentença, acórdão etc.)
JUROS DEVIDOS: a partir do ajuizamento da reclamação trabalhista
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JURISPRUDÊNCIA
Súmula 304 do TST
Os débitos trabalhistas das entidades submetidas aos regimes de intervenção ou 
liquidação extrajudicial estão sujeitos a correção monetária desde o respectivo 
vencimento até seu efetivo pagamento, sem interrupção ou suspensão, não incidindo, 
entretanto, sobre tais débitos, juros de mora.
Em caso de execução contra empresa em liquidação extrajudicial (procedimento 
destinado a instituições financeiras), é devida a correção monetária dos valores nos moldes 
normais (do vencimento da obrigação até seu pagamento).
Todavia, NÃO incidem sobre o débito da empresa em recuperação extrajudicial os juros 
de mora, que normalmente incidiriam.
Cuidado para não confundir a regra desta Súmula com a regra da OJ comentada a seguir.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 408 da SDI-I do TST:
É devida a incidência de juros de mora em relação aos débitos trabalhistas de empresa 
em liquidação extrajudicial sucedida nos moldes dos arts. 10 e 448 da CLT. O sucessor 
responde pela obrigação do sucedido, não se beneficiando de qualquer privilégio a 
este destinado.
Esta OJ quer dizer que, se a empresa em liquidação extrajudicial for SUCEDIDA POR 
OUTRA, que esteja em condições normais (sem procedimento de falência ou recuperação 
pendente), essa empresa sucessora será RESPONSÁVEL pelos juros incidentes sobre os 
débitos trabalhistas dasucedida.
O privilégio da não incidência de juros de mora só seria mantido se o processo começasse 
e terminasse com a empresa em liquidação extrajudicial como executada. Se o alvo da 
execução se tornar outra empresa, em condições normais, os juros serão computados como 
se tudo estivesse ocorrendo normalmente.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 400 da SDI-I do TST
Os juros de mora decorrentes do inadimplemento de obrigação de pagamento em 
dinheiro não integram a base de cálculo do imposto de renda, independentemente 
da natureza jurídica da obrigação inadimplida, ante o cunho indenizatório conferido 
pelo art. 404 do Código Civil de 2002 aos juros de mora.
OJ 382 da SDI-I do TST
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Execução Trabalhista – Parte II
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A Fazenda Pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas 
devidas pela empregadora principal, não se beneficia da limitação dos juros, prevista 
no art. 1º-F da Lei n. 9.494, de 10.09.1997.
Súmula 187 do TST
A correção monetária não incide sobre o débito do trabalhador reclamante.
Se o trabalhador for reclamante (o que é mais comum) e terminar o processo devendo – 
em razão de reconvenção do empregador – eventual valor que ele deva pagar ao empregador, 
seja a título de indenização por dano contra ele cometido ou por adiantamento não devolvido, 
não será aplicada correção monetária para aumentar o débito do trabalhador.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 381 do TST
O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido não está 
sujeito à correção monetária. Se essa data limite for ultrapassada, incidirá o índice 
da correção monetária do mês subsequente ao da prestação dos serviços, a partir 
do dia 1º.
Na CLT, há previsão de que os salários do trabalhador devem ser pagos até o 5º dia útil 
do mês seguinte ao trabalhado.
Se essa data-limite for ultrapassada, incidirá correção monetária a partir do primeiro 
dia do mês subsequente ao trabalhado.
Se o pagamento dos salários ocorrer dentro do referido limite, não haverá que se falar 
em correção monetária, pois a regra foi cumprida.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 302 da SDI-I do TST
Os créditos referentes ao FGTS, decorrentes de condenação judicial, serão corrigidos 
pelos mesmos índices aplicáveis aos débitos trabalhistas.
OJ 343 da SDI-I do TST
É válida a penhora em bens de pessoa jurídica de direito privado, realizada anteriormente 
à sucessão pela União ou por Estado-membro, não podendo a execução prosseguir 
mediante precatório. A decisão que a mantém não viola o art. 100 da CF/1988.
É possível que um ente público estatize uma empresa privada, colocando-a para 
prestar serviço público fora da concorrência no mercado. Isto é raro, mas existe uma regra 
determinando se as execuções contra esta empresa devem, ou não, prosseguir no regime 
da execução contra a Fazenda Pública (precatórios e RPVs).
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DIrEITo ProcEssual Do Trabalho
Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Se a penhora do bem ocorrer antes da estatização, a execução fluirá normalmente.
Se a estatização ocorrer antes, deverá a execução prosseguir mediante precatório ou 
RPV, a depender do valor executado.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 417 do TST
I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora 
em dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece 
à gradação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973).
II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado 
direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados 
no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 
666, I, do CPC de 1973).
O executado NÃO pode impetrar mandado de segurança para impugnar a decisão 
interlocutória do juiz que determine a penhora em dinheiro, porque a penhora em dinheiro 
(penhora online) é a forma preferencial e prioritária de penhora.
Ademais, o devedor pode pedir que os valores penhorados fiquem na sua própria conta 
bancária, até a expropriação. Todavia, se o credor (exequente) não concordar com esse 
pedido, os valores penhorados deverão permanecer em conta judicial, e o executado nada 
poderá fazer contra isso.
Devo destacar que esta súmula, até 2016, tinha um terceiro item, segundo o qual o 
executado poderia impetrar mandado de segurança contra a decisão do juiz que determinasse 
a penhora de dinheiro em sede de execução provisória, nas ocasiões em que o executado 
tivesse nomeado outros bens à penhora.
Todavia, o cancelamento deste item parece transparecer que o atual entendimento do 
TST é de que, mesmo em execução provisória, o juiz PODE determinar a penhora de dinheiro 
do executado, AINDA QUE ele tenha indicado outros bens à penhora.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 59 da SDI-II do TST
A carta de fiança bancária e o seguro garantia judicial, desde que em valor não inferior 
ao do débito em execução, acrescido de trinta por cento (30%), equivalem a dinheiro 
para efeito da gradação dos bens penhoráveis, estabelecida no art. 835 do CPC de 
2015 (art. 655 do CPC de 1973).
OJ 153 da SDI-II do TST
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DIrEITo ProcEssual Do Trabalho
Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário 
existente em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja 
limitado a determinado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para 
fundo de aplicação ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC de 1973 contém norma 
imperativa que não admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 
649, § 2º, do CPC de 1973 espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, 
não englobando o crédito trabalhista.
OJ 93 da SDI-II do TST
Nos termos do art. 866 do CPC de 2015, é admissível a penhora sobre a renda 
mensal ou faturamento de empresa, limitada a percentual, que não comprometa 
o desenvolvimento regular de suas atividades, desde que não haja outros bens 
penhoráveis ou, havendo outros bens, eles sejam de difícil alienação ou insuficientes 
para satisfazer o crédito executado.
O faturamento da empresa é penhorável, eis que se encontra previsto na ordem do 
art. 835 do CPC, especificamente no seu inciso X. Basta que a penhora se dê em grau que 
não atrapalhe o desenvolvimento normal da atividade empresarial, e não haja outros bens 
passíveis de penhora.
Mesmo havendo outros bens penhoráveis, será possível a penhora do faturamento 
de empresa se a alienação dos outros bens penhoráveis for difícil (Ex.: mansão de valor 
milionário) ou se os bens disponíveis forem insuficientes para a integral satisfação da 
execução (Ex.: título de crédito de pequeno valor).
JURISPRUDÊNCIA
OJ 54 da SDI-II do TST
Ajuizados embargos de terceiro (art. 674 do CPC de 2015 – art. 1.046 do CPC de 1973) 
para pleitear a desconstituição da penhora, é incabível mandado de segurança com 
a mesma finalidade.
Aqui, trata-se de uma questão de singularidade e economiaprocessual. Se estiver 
pendente processo de Embargos de Terceiro, não há razão para a impetração de mandado 
de segurança com base em suposta violação que teria sido causada pela mesma penhora.
Repito, agora, a lógica que vem sendo dita com frequência: o mandado de segurança, 
em regra, só é cabível contra atos processuais quando, contra eles, não houver ferramenta 
de impugnação cabível. Trata-se de evidência da característica da subsidiariedade do 
mandado de segurança.
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Execução Trabalhista – Parte II
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JURISPRUDÊNCIA
OJ 143 da SDI-I do TST
A execução trabalhista deve prosseguir diretamente na Justiça do Trabalho mesmo 
após a decretação da liquidação extrajudicial. Lei n. 6.830/1980, arts. 5º e 29, aplicados 
supletivamente (CLT art. 889 e CF/1988, art. 114).
A empresa em liquidação extrajudicial SERÁ executada na Justiça do Trabalho. Não 
se aplicam a ela as regras das empresas com falência decretada ou com recuperação 
judicial deferida.
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Execução Trabalhista – Parte II
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (2018/FCC/TRT – 15ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Sobre embargos de terceiros e custas na execução,
a) considera-se terceiro, para ajuizamento dos embargos de terceiro, quem sofre constrição 
judicial de seus bens por força de desconsideração da personalidade jurídica, de cujo 
incidente fez parte.
b) das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, em 
execução de sentença, inclusive em processo incidente de embargos de terceiro, não caberá 
Recurso de Revista, salvo na hipótese de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal.
c) a mera ameaça de constrição de bens, ou de bens sobre os quais tenha direito incompatível 
com o ato constritivo, não autoriza a oposição de embargos de terceiro.
d) as custas do processo de execução são de responsabilidade do executado, devendo ser 
pagas no momento da garantia da execução ou da nomeação de bens à penhora.
e) a execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo 
Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes demorarem mais de 90 dias para 
promovê-la, a contar da prolação da sentença.
002. 002. (2018/FCC/TRT – 15ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Sobre execução,
a) é vedada a oitiva de testemunhas, uma vez que a discussão está restrita aos valores 
objeto da execução, à quitação ou prescrição da dívida.
b) garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 dias para apresentar 
embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação.
c) a arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados, e os bens serão vendidos pelo 
maior lance, tendo o executado preferência para a adjudicação.
d) a exigência da garantia ou penhora nos embargos à execução é igualmente aplicável 
às entidades filantrópicas e/ou àqueles que compõem ou compuseram a diretoria 
dessas instituições.
e) não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, 
tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e 
juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for prolatada 
a sentença.
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Execução Trabalhista – Parte II
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003. 003. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
ADMINISTRATIVA) Orlando, empregado doméstico devidamente representado no processo 
por procurador constituído, obteve sentença de parcial procedência em reclamatória 
trabalhista ajuizada perante a Justiça do Trabalho em face de Eustáquio, a qual transitou 
em julgado em 26 de mar. de 2018. Liquidada a sentença, obteve-se o importe total de R$ 
35.500,00, aí incluso principal, encargos, custas, contribuições previdenciárias e honorários. 
Diante do exposto, no que se refere à execução dos créditos perseguidos na reclamatória 
em análise, assinale a alternativa correta.
a) Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 8 dias úteis para oposição 
de embargos à execução.
b) O mandado de citação deverá conter, obrigatoriamente, a decisão exequenda.
c) Os embargos e as impugnações à liquidação apresentadas pelos credores trabalhista e 
previdenciário serão julgados separadamente.
d) Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 15 dias úteis para oposição 
de embargos à execução.
e) A citação do executado poderá ser feita por carta com aviso de recebimento. Se o 
executado, procurado por duas vezes no período de 48 horas, não for encontrado, far-se-á 
citação por edital, publicado no jornal oficial ou, na falta deste, afixado na sede do Juízo, 
durante 5 dias.
004. 004. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA 
ADMINISTRATIVA) Considerando os temas: citação, nomeação de bens, mandado e penhora, 
bens penhoráveis e impenhoráveis, no Direito Processual do Trabalho, pautados na Lei n. 
13.467/2017, assinale a alternativa correta.
a) A Consolidação das Leis Trabalhistas faz menção expressa sobre o artigo de lei do Código 
de Processo Civil que traz a ordem preferencial de penhora, tendo como primeira opção o 
dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira.
b) Requerida a execução, o juiz do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, 
a fim de que cumpra a decisão ou o acordo no prazo pelo modo e sob as cominações 
estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições 
sociais devidas à União, para que o faça em 72 (setenta e duas) horas ou garanta a execução, 
sob pena de penhora.
c) Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos 
quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, sem custas e juros de mora.
d) São impenhoráveis os móveis pertences e utilidades domésticas que guarnecem a 
residência do executado, inclusive os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades 
comuns correspondentes a um médio padrão de vida.
e) O executado que não pagar a importância reclamada perderá o direito de garantir a execução 
mediante depósito da quantia correspondente atualizada e sem as despesas processuais.
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Execução Trabalhista – Parte II
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005. 005. (2021/CEBRASPE/PGE-CE/PROCURADOR DO ESTADO) Com referência ao processo 
de execução e aos recursos no processo de execução na justiça do trabalho, assinale a 
opção correta.
a) A interposição de agravo de petição suspende todos os atos da execução.
b) A justiça do trabalho é competente para a execução,de ofício, da contribuição referente 
ao seguro de acidente do trabalho.
c) Se o credor manifestar discordância quanto aos valores penhorados em dinheiro, em 
execução definitiva, o executado terá direito líquido e certo de que esses valores fiquem 
depositados em seu próprio banco.
d) Na execução por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos no juízo 
deprecante como regra.
006. 006. (2018/FGV/OAB) Jéssica trabalhou na sociedade empresária Móveis Perfeitos Ltda. por 
4 (quatro) anos, quando foi dispensada sem justa causa, sem receber as verbas resilitórias. 
Em razão disso, ajuizou reclamação trabalhista pelo rito ordinário postulando os direitos 
relativos à sua saída, além de horas extras, equiparação salarial, adicional de insalubridade 
e indenização por dano moral porque foi privada da indenização que serviria para pagar as 
suas contas regulares.
Na audiência designada, após feito o pregão, a sociedade empresária informou, e comprovou 
documentalmente, que conseguira no mês anterior a sua recuperação judicial, motivo pelo 
qual requereu a suspensão da reclamação trabalhista por 180 dias, conforme previsto em 
Lei, sob pena de o prosseguimento acarretar a nulidade do feito.
Diante da situação concreta e dos termos da legislação em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária está correta, porque, em havendo concessão de recuperação 
judicial, a Lei determina a suspensão de todas as ações.
b) A Lei não traz nenhuma previsão a respeito, daí porque ficará a critério do prudente 
arbítrio do juiz deferir a suspensão processual requerida.
c) A sociedade empresária está equivocada, pois a suspensão da reclamação trabalhista 
somente ocorreria na fase executória, o que não é o caso.
d) O Juiz do Trabalho, tendo sido deferida a recuperação judicial, deve suspender o processo, 
declarar sua incompetência e enviar os autos à Justiça Estadual.
007. 007. (2012/FGV/OAB) Um dos princípios norteadores do Processo do Trabalho é o da 
celeridade, dada a natureza salarial do crédito trabalhista. Entretanto, por força de Lei, 
algumas causas especiais possuem preferência na tramitação. Das situações listadas a 
seguir, assinale aquela que terá preferência em todas as fases processuais.
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Execução Trabalhista – Parte II
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a) a que será executada contra a União, Estados ou Municípios.
b) a que será executada perante o juízo da falência.
c) a que será executada em face de empregador doméstico
d) a que será executada em face de empresa pública.
008. 008. (2016/FGV/OAB) Em determinada reclamação trabalhista, o empregador foi condenado 
ao pagamento de diversas parcelas, havendo ainda condenação subsidiária da União na 
condição de tomadora dos serviços.
Na execução, depois de homologado o cálculo e citado o empregador para pagamento, as 
tentativas de recebimento junto ao devedor principal fracassaram, daí porque a execução 
foi direcionada contra a União, que agora pretende questionar o valor da dívida.
Diante da situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) A União pode embargar a execução no prazo legal, após a garantia do juízo.
b) A CLT não permite que a União, por ser devedora subsidiária, ajuíze embargos de devedor.
c) A garantia do juízo para ajuizar embargos de devedor é desnecessária, por se tratar de 
ente público.
d) A União, por se tratar de recurso, terá o prazo em dobro para embargar a execução.
009. 009. (2017/FGV/PREFEITURA DE SALVADOR (BA)/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR) Priscila 
presta serviços junto à Prefeitura Municipal de Salvador como auxiliar de serviços gerais 
terceirizada. Ao ser dispensada, porque o contrato com o ente público foi rompido em abril 
de 2016, Priscila ajuizou reclamação contra o ex-empregador e o Município de Salvador.
Na sentença, o Juiz do Trabalho determinou que o ex-empregador pagasse as verbas 
resilitórias, no valor total de R$ 3.000,00, tendo condenado o Município de forma subsidiária 
em razão da terceirização havida. Adveio, então, o trânsito em julgado da sentença nesses 
termos, e Priscila tentou executar o ex-empregador, não tendo sucesso. Assim, requereu 
que a execução fosse direcionada contra o Município de Salvador e que ele fosse citado 
para pagar a dívida em 48 horas, sob pena de penhora de seus bens.
Em relação à situação apresentada e à legislação em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) O pedido está correto porque a questão envolve direito do trabalhador, de caráter 
alimentar, pelo que a ausência de pagamento importará a penhora de bens do Município.
b) Os autos deverão ser enviados à Justiça Estadual, caso o crédito não tenha sido pago 
pelo ex-empregador, tendo em vista que a Justiça do Trabalho não tem competência para 
executar ente público.
c) O ente público não se submete à execução direta, devendo ser citado para opor embargos, 
e, ao final, pagará a dívida por requisição de pequeno valor.
d) O Juiz do Trabalho deve desafetar o bem público que pretende penhorar para levá-lo à 
hasta pública, pois, na Justiça do Trabalho, o ente público equipara-se ao particular.
e) Os bens públicos são, em regra, impenhoráveis, daí porque é inviável o requerimento de 
citação do Município para pagamento direto, pois a dívida será paga por precatório.
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Execução Trabalhista – Parte II
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010. 010. (2016/CESPE/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO) Com referência à execução no 
processo do trabalho e aos seus recursos, julgue o item que se segue.
Segundo o STF, o prazo de trinta dias para a fazenda pública embargar a execução é 
constitucional e não ofende os princípios da isonomia e do devido processo legal.
011. 011. (2016/VUNESP/IPSMI/PROCURADOR) Tratando-se de execução em reclamações plúrimas, 
em face da Fazenda Pública,
a) não é possível a dispensa de formação do precatório.
b) para efeito de dispensa de formação do precatório e aplicação da requisição de pequeno 
valor (art.100, § 3º, CF) deve ser considerado o valor total da execução.
c) para efeito de dispensa de formação do precatório e aplicação da requisição de pequeno 
valor (art.100, § 3º, CF) deve ser considerado o valor do crédito de cada reclamante.
d) caberá ao magistrado decidir se expede o precatório, de acordo com sua livre convicção.
e) caberá aos reclamantes o fornecimento das peças para formação do precatório, 
independentemente do valor do crédito exequendo.
012. 012. (2014/FGV/PGM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/ADAPTADA) Um Município foi condenado de 
forma definitiva numa reclamação trabalhista plúrima movida por dois autores, no valor total 
de R$ 50.000,00 – sendo R$ 50.000,00 para um dos exequentes e R$ 20.000,00 para o outro.
Sabendo-se que o Município em questão não possui Lei própria regrando a matéria, informe, 
à luz da Lei e do entendimento do TST, como se processará o pagamento.
a) O Município será citado para imediato pagamento da dívida total, sob pena de penhora.
b) Ambos os credores receberão por RPV, a ser pago em 60 dias, porque os créditos são 
vistos individualmente.
c) O credor de R$ 50.000,00 receberá por precatório e o credor de R$ 20.000,00, por RPV, 
pois os créditos devem ser vistos individualmente.
d) Ambos receberão através de precatório, que deverá ser pago até o final do exercício 
financeiro seguinte, pois o que importa é o valor global.
e) O credor de R$ 20.000,00 receberáeventuais dúvidas ou corrigir 
quaisquer problemas nas aulas.
Cordialmente, torço para que a presente aula que seja de profunda valia para você e sua 
prova, uma vez que foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, 
que, para nós, é sagrado.
Caso fique com alguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a a mim por 
meio do Fórum de Dúvidas, e eu, pessoalmente, a responderei o mais rápido possível. Será 
um grande prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo e profundidade, e com o grande 
respeito que você merece.
Bons estudos!
Seja imparável!
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Execução Trabalhista – Parte II
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EXECUÇÃO TRABALHISTA – PARTE IIEXECUÇÃO TRABALHISTA – PARTE II
1 . 1 . EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADEEXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE
A exceção de pré-executividade é uma peça que não tipificada na legislação processual, 
tampouco na CLT. Basicamente, tal exceção é decorrência de criação doutrinária e 
jurisprudencial, que considera válida a existência de um petitório específico destinado às 
alegações de questões de ordem pública, que impeçam o prosseguimento da execução.
As questões de ordem pública, como é de se pensar, extrapolam os interesses 
subjetivos das partes do processo. Por essa razão, os fundamentos alegáveis na exceção 
de pré-executividade não levam em conta a situação de fato vivenciada pelo exequente 
ou pelo executado.
Questões de ordem pública, no direito processual, são os pressupostos processuais e 
as condições da ação. A exceção de pré-executividade entra em jogo quanto tais questões 
forem perceptíveis somente na fase de execução, após a formação da coisa julgada, isto 
é, do título executivo.
 Obs.: matérias de ordem pública podem, inclusive, ser reconhecidas DE OFÍCIO PELO 
JUIZ. São exatamente estas matérias que podem ser alegadas em sede de exceção 
de pré-executividade: questões cognoscíveis de ofício pelo juiz.
A exceção de pré-executividade tem uma remota previsão no CPC, que não é expressa, 
mas os termos do dispositivo fazem-nos lembrar dessa exceção. Trata-se do art. 518:
Todas as questões relativas à validade do procedimento de cumprimento da sentença e dos 
atos executivos subsequentes poderão ser arguidas pelo executado nos próprios autos e nestes 
serão decididas pelo juiz.
Na exceção de pré-executividade, NÃO podem ser invocadas questões de complexidade 
fática, por envolverem discussão da situação de fato que persegue a relação jurídica 
mantida entre as partes.
Justamente em razão de as questões de ordem pública serem os únicos fundamentos 
que justifiquem a exceção de pré-executividade, os elementos utilizáveis como álibis nas 
razões da exceção são:
1. Matéria exclusivamente de direito: dispositivo da lei, da CF etc.
2. Fato documentalmente comprovado: por exemplo, sentença que excluiu a empresa 
executada do polo passivo, ou a isentou de responsabilidade.
Ademais, a exceção de pré-executividade NÃO depende de garantia do juízo. A garantia 
do juízo (garantia da execução) somente se exige para a oposição dos Embargos à Execução, 
que é a peça apropriada para a discussão do suporte fático que envolve a lide, como quitação, 
prescrição da dívida, cumprimento do acordo, inexigibilidade da obrigação etc.
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Execução Trabalhista – Parte II
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Alguns exemplos de questões de ordem pública que podem ser levantadas na fase de 
execução são:
• Executado não participou da fase de conhecimento, fato que o impediu de exercer 
o contraditório e a ampla defesa.
• Juízo da execução é incompetente.
• Executado não é parte legítima para a fase de execução, pois o título executivo 
judicial o eximiu de qualquer responsabilidade.
• Prescrição intercorrente.
O momento processual adequado para a oposição de exceção de pré-executividade na 
Justiça do Trabalho é APÓS A CITAÇÃO PARA PAGAMENTO, e, sempre, ANTES DA PENHORA.
A exceção de pré-executividade consiste numa pretensão deduzida por meio de 
SIMPLES PETIÇÃO. Tal exceção não possui natureza de incidente processual, mas, sim, de 
petição simples. Incidentes processuais que possam acarretar ônus como pagamento de 
custas, surgimento de prazos e possibilidades preclusivas devem, no mínimo, ter previsão 
e estruturação legal, o que não é o caso da exceção de pré-executividade.
Por não ter natureza de incidente processual, a exceção de pré-executividade, por si 
só, NÃO cria o dever de pagamento de custas processuais ou honorários advocatícios pela 
parte sucumbente.
 Obs.: se a exceção de pré-executividade for acolhida e, consequentemente, houver 
Extinção da Execução por sentença, SERÃO DEVIDOS honorários advocatícios e custas 
processuais, mas não em razão da exceção, e sim em razão da sentença extintiva 
da execução, que poderia ser prolatada mesmo que a exceção não fosse oferecida.
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Execução Trabalhista – Parte II
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EXEMPLO
Mário ajuizou reclamação trabalhista contra duas empresas: ABC S/A e Limpeza Legal 
Terceirizações Ltda., postulando verbas rescisórias. Na reclamação, houve acordo homologado 
pelo juiz, de acordo com o qual a empresa ABC S/A pagaria o valor de R$ 10.000,00 a Mário, 
isentando-se a empresa Limpeza Legal Terceirizações Ltda. de qualquer responsabilidade, 
quer direta, quer subsidiária.
A empresa ABC S/A descumpriu o acordo, o que levou Mário a pedir a sua execução. O juiz, 
equivocadamente, citou para pagamento da execução ambas as empresas, e não somente 
a ABC S/A. A outra empresa, Limpeza Legal Terceirizações Ltda., opõe exceção de pré-
executividade, alegando que foi isenta de qualquer responsabilidade pelo próprio título 
executivo judicial (sentença).
A respeito da exigibilidade de honorários advocatícios de sucumbência decorrentes 
do julgamento de exceção de pré-executividade, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem 
seguido posição muito clara: são, sim, cabíveis honorários advocatícios de sucumbência 
pelo acolhimento total ou parcial da exceção de pré-executividade, quando o julgamento 
da exceção ocasionar a extinção da execução em relação a parte do objeto da execução ou 
a algum dos sujeitos executados.
Cito, a seguir, ementa do precedente que originou a tese:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. 
IMPUGNAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PROVIMENTO. 1. Os honorários 
fixados no início ou em momento posterior do processo de execução, em favor do 
exequente, deixam de existir em caso de acolhimento da impugnação ou exceção de 
pré-executividade, com extinção do procedimento executório, ocasião em que serão 
arbitrados honorários únicos ao impugnante. Por outro lado, em caso de rejeição da 
impugnação, somente os honorários fixados no procedimento executório subsistirão. 
2. Por isso, são cabíveis honorários advocatícios na exceção de pré-executividade 
quando ocorre a extinção, ainda que parcial, do processo executório. 3. No caso 
concreto, a exceção de pré-executividade foi acolhida parcialmente,por precatório e o credor de R$ 50.000,00, por RPV, 
pois os créditos devem ser vistos individualmente.
013. 013. (2014/FCC/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Na Execução em 
face da Fazenda Pública,
a) compete ao Juiz do Trabalho ordenar o sequestro de valores contra a Fazenda Pública 
em caso de não pagamento.
b) a ordem cronológica de apresentação dos precatórios sujeita toda e qualquer obrigação 
da Fazenda Pública.
c) a Fazenda Pública dispõe de prazo de 15 dias para os embargos à execução.
d) todas as obrigações da Fazenda Pública sujeitam-se ao precatório.
e) as obrigações consideradas pela lei como de pequeno valor não estão sujeitas ao precatório.
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Execução Trabalhista – Parte II
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014. 014. (2016/TRT 2/BANCA DO ÓRGÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Em se tratando 
da expropriação dos bens do devedor, considerando a legislação vigente, analise as 
seguintes proposições:
I – Se o arrematante, ou seu fiador, não pagar no quinquídio legal o preço da arrematação, 
perderá, em benefício da execução, o sinal, voltando à praça os bens executados.
II – Não havendo licitante, e não requerendo o exequente a remição dos bens penhorados, 
poderão os mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo juiz ou presidente.
III – O arrematante deverá garantir o lance com sinal de 20% (vinte por cento) do seu valor e 
se não efetuar o pagamento dentro de 24 (vinte e quatro) horas do preço da arrematação, 
perderá esse sinal, em benefício da execução, voltando à praça os bens penhorados.
IV – É lícito ao exequente requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados, podendo 
oferecer preço inferior ao da avaliação.
V – Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo em que não 
contravierem as normas específicas da CLT, os preceitos que regem o processo dos executivos 
fiscais para a cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal.
Responda:
a) Somente as proposições III e IV estão corretas.
b) Somente as proposições II e V estão corretas.
c) Somente as proposições I, III e IV estão incorretas.
d) Somente as proposições I, II e IV estão incorretas.
e) Somente as proposições II, III e V estão incorretas.
015. 015. (2016/CESPE/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO) Com referência à execução no 
processo do trabalho e aos seus recursos, julgue o item que se segue.
É inadmissível a penhora de dinheiro em execução provisória.
016. 016. (2015/FCC/TRT – 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Heitor 
arrematou um conjunto comercial em leilão ocorrido na fase de execução da reclamação 
trabalhista “X” pelo valor de R$ 300.000,00. No momento da arrematação Heitor garantiu 
a arrematação com um sinal de R$ 60.000,00. Após 30 horas da arrematação, Heitor ainda 
não depositou o restante do valor. Neste caso, Heitor,
a) ainda está no prazo para pagamento do restante do valor, uma vez que a Consolidação das 
Leis do Trabalho prevê o prazo de 48 horas para complementação do valor da arrematação.
b) perderá, em benefício da execução, metade do sinal, ou seja, R$ 30.000,00, voltando à 
praça o bem executado.
c) terá direito a devolução integral do sinal, voltando à praça o bem executado.
d) perderá, em benefício da execução, 1/3 do sinal, ou seja, R$ 20.000,00 voltando à praça 
o bem executado.
e) perderá, em benefício da execução, o sinal de R$ 60.000,00, voltando à praça o 
bem executado.
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017. 017. (2019/FGV/OAB) No curso de uma ação trabalhista que se encontra em fase de execução 
de sentença, a executada, citada para pagar e garantir o juízo, apresentou exceção de 
pré-executividade almejando a nulidade de todos os atos, uma vez que não havia sido 
regularmente citada.
Após regular trâmite, o juiz julgou procedente a exceção de pré-executividade e anulou todos 
os atos processuais praticados desde a citação, concedendo ainda prazo para a reclamada 
contestar a reclamação trabalhista.
Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o recurso cabível, a ser manejado pelo exequente, 
contra a decisão da exceção de pré-executividade.
a) Apelação.
b) Recurso Ordinário.
c) Agravo de Instrumento.
d) Agravo de Petição.
018. 018. (2017/FGV/OAB) Em reclamação trabalhista que se encontra na fase de execução, 
o executado apresentou exceção de pré- executividade. Após ser conferida vista à parte 
contrária, o juiz julgou-a procedente e reconheceu a nulidade da citação e de todos os atos 
subsequentes, determinando nova citação para que o réu pudesse contestar a demanda. 
Considerando essa situação e o que dispõe a CLT, assinale a opção que indica o recurso que 
o exequente deverá apresentar para tentar reverter a decisão.
a) Apelação.
b) Agravo de Petição.
c) Recurso de Revista.
d) Recurso Ordinário.
019. 019. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Na execução por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos no juízo 
deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida a carta.
020. 020. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
A correção monetária não incide sobre o débito do trabalhador reclamante.
021. 021. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Não é devida a incidência de juros de mora em relação aos débitos trabalhistas de empresa 
em liquidação extrajudicial, quando esta for sucedida por outra empresa, na forma da lei.
022. 022. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido 
e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco
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023. 023. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Nas condenações por dano moral, a atualização monetária é devida a partir da data do 
ajuizamento da ação. Os juros incidem desde a data da decisão de arbitramento ou de 
alteração do valor.
024. 024. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
A alienação em fraude à execução é causa de invalidade do negócio jurídico.
025. 025. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
No processo do trabalho, a exceção de pré-executividade deve ser apresentada após a 
citação para pagamento, mas antes da penhora.
026. 026. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Em exceção de pré-executividade, a parte pode alegar questões de ordem pública, cognoscíveis 
de ofício pelo magistrado.
027. 027. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
A oposição de exceção de pré-executividade depende de prévia garantia do juízo.
028. 028. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido não está sujeito 
à correção monetária. Se essa data limite for ultrapassada, incidirá o índice da correção 
monetária do mês subsequente ao da prestação dos serviços, a partir do dia 1º.
029. 029. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Os créditos referentes ao FGTS,decorrentes de condenação judicial, serão corrigidos pelos 
mesmos índices aplicáveis aos débitos trabalhistas.
030. 030. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
O prazo para a Fazenda Pública opor embargos, na execução, é de 5 dias.
031. 031. (2017/CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA – CE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o 
item subsequente, a respeito de recursos, execução, mandado de segurança e ação rescisória 
em processo do trabalho.
No caso de ação coletiva em que sindicato atue como substituto processual na defesa 
de direitos individuais homogêneos, o entendimento do TST é de que o pagamento 
individualizado do crédito devido pela fazenda pública aos substituídos não afronta a proibição 
de fracionamento do valor da execução para fins de enquadramento em pagamentos da 
obrigação como requisição de pequeno valor.
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Execução Trabalhista – Parte II
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032. 032. (2014/CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO) Acerca de recursos, execução 
trabalhista e dissídio coletivo, julgue os itens seguintes. Segundo entendimento do TST, a 
fazenda pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas devidas 
pela empregadora principal, não se beneficia da limitação dos juros, prevista no art. 1º-F 
da Lei n. 9.494/1997.
033. 033. (2013/CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL) Em relação ao direito processual do trabalho, 
julgue os itens a seguir.
Tendo em vista a natureza alimentar do crédito trabalhista, o TST tem entendimento firmado 
no sentido de que a execução contra autarquia não se sujeita ao regime de precatório.
034. 034. (2009/CESPE/ANTAQ/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO – ENGENHARIA AMBIENTAL OU 
BIOLOGIA) Considere a situação de um empregado público de empresa pública federal, 
prestadora de serviços públicos, que tenha sido demitido por justa causa e, por discordar 
do fundamento da demissão, tenha ingressado na justiça do trabalho com reclamação 
trabalhista, pleiteando verbas rescisórias, já que estaria submetido ao regime da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT). Com relação a essa situação e acerca da organização administrativa 
da União e da sua administração indireta, julgue os itens seguintes.
Julgada procedente a reclamação trabalhista descrita acima, os bens da referida empresa 
pública, mesmo aqueles destinados à sua atividade fim, poderão ser penhorados.
035. 035. (2008/CESPE/SEMAD-ARACAJU/PROCURADOR MUNICIPAL) Acerca do processo do 
trabalho, seus princípios, exigências, ritos, recursos e outras modalidades de impugnação, 
reexame ou rescisão de decisões exaradas pela justiça do trabalho, assim como liquidação 
e execução de sentenças, julgue os itens de 91 a 96.
A fazenda pública não pode prescindir de garantir o juízo para opor embargos à execução 
de sentença trabalhista, ainda quando a execução deva efetivar-se por precatório ou por 
requisição de pequeno valor.
036. 036. (2008/CESPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO) Com relação à pessoa jurídica de 
direito público como parte em processo trabalhista, julgue os itens que se seguem.
A execução, contra a fazenda pública, de quantia enquadrada como de pequeno valor dispensa 
a expedição de precatório, não sendo ilegal a determinação de sequestro da importância 
devida pelo ente público na hipótese.
037. 037. (2019/CESPE/PGM – CAMPO GRANDE – MS/PROCURADOR MUNICIPAL) De acordo com 
a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o item subsequente.
Na execução trabalhista por carta precatória, se indicado pelo juízo deprecante o 
bem constrito ou se já devolvida a carta, os embargos de terceiro serão oferecidos 
no juízo deprecante.
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Execução Trabalhista – Parte II
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038. 038. (2014/CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO) Acerca de recursos, execução 
trabalhista e dissídio coletivo, julgue os itens seguintes.
Realizada a hasta pública na execução, o bem deverá ser vendido ao interessado que ofertar 
o maior lance, e o arrematante deverá garantir o lance com sinal correspondente a 10% do 
valor inicialmente orçado.
039. 039. (2007/CESPE/TRT – 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Julgue os itens a seguir.
Garantida a execução ou penhorados os bens, o executado, exceto quando se tratar da 
Fazenda Pública, terá o prazo de 10 dias para apresentar embargos.
040. 040. (2019/CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA – RR/PROCURADOR MUNICIPAL) No item a 
seguir é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a 
respeito de processo de execução e ação popular.
A pedido do exequente, o juízo deferiu a penhora de um imóvel de propriedade do executado. 
No entanto, o exequente não procedeu à averbação do ato no respectivo cartório de registro 
de imóveis. Após a penhora, o executado alienou o imóvel penhorado. Nessa situação, o ato 
de alienação do imóvel caracteriza fraude à execução.
041. 041. (2018/VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO/ADAPTADA) Acerca das regras 
especiais da execução trabalhista, julgue o item subsequente.
Os atos praticados em fraude de execução são juridicamente inexistentes, independentemente 
de o executado ter ficado insolvente ou não.
042. 042. (2016/FCC/TRT – 14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Paula ajuizou ação de indenização contra Maria postulando uma 
indenização no importe equivalente a R$ 300.000,00, decorrente de dano causado em imóvel 
residencial. A ação é julgada procedente e o pedido inicial integralmente acolhido. Iniciada a 
fase de cumprimento de sentença, não são localizados bens passíveis de constrição judicial 
em nome da devedora Maria, que possui apenas um bem imóvel em seu nome, exatamente 
onde reside com a família. Inconformada Paula começa a diligenciar e apura que durante o 
trâmite da ação indenizatória Maria vendeu para terceiros um imóvel e um veículo. Neste caso, 
noticiado o fato no processo com comprovação documental, o Magistrado deverá reconhecer 
a fraude à execução e considerar o ato da executada como atentatório à dignidade da justiça, 
condenando-a ao pagamento de multa, exigível na própria execução, NÃO superior a
a) 5% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
b) 1% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
c) 10% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
d) 20% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
e) 30% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
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Execução Trabalhista – Parte II
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043. 043. (2019/CESPE/TJ-DFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS – PROVIMENTO/
ADAPTADA) A propósito de fraude à execução, julgue o item subsequente.
A alienação em fraude à execução é nula em relação ao exequente.
044. 044. (2022/INSTITUTO AOCP/DPE-PR/DPE-PR/DEFENSOR PÚBLICO/ADAPTADA) Em relação 
à possibilidade de penhora de bens, julgue o item a seguir:
É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locadoa terceiros, 
desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia 
da sua família.
045. 045. (2013/FCC/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A 
impenhorabilidade do bem de família prevista na Lei no 8.009/1990 NÃO alcança
a) o imóvel residencial de irmãos que vivem juntos.
b) o terreno sem benfeitorias, único bem do casal.
c) o apartamento onde reside sozinho o devedor.
d) a casa que serve de residência à união entre pessoas do mesmo sexo.
e) o imóvel que serve de residência aos companheiros que vivem em união estável.
046. 046. (2013/MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO) Consoante jurisprudência uniforme 
do STJ, em relação à caracterização do bem de família para fins de impenhorabilidade na 
execução, assinale a alternativa INCORRETA:
a) a Lei n. 8.009/1990 não se aplica à penhora realizada antes da sua vigência.
b) é impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, 
desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia 
da sua família.
c) a vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem 
de família para efeito de penhora.
d) o conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente 
a pessoas solteiras, separadas e viúvas.
e) não respondida.
047. 047. (2013/FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS) Analise as seguintes 
assertivas sobre os bens de família:
I – O único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros é impenhorável, 
desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência da família ou 
para o pagamento de outra moradia.
II – O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente 
a pessoas solteiras, separadas e viúvas.
III – A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui 
bem de família para efeito de penhora.
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Execução Trabalhista – Parte II
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De acordo com o entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça está correto o 
que se afirma em
a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
048. 048. (2014/FMP CONCURSOS/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO/ADAPTADA) Julgue o item 
subsequente:
É impenhorável o único imóvel residencial do devedor, desde que nele resida ou que esteja 
locado a terceiro, revertendo tal verba para subsistência ou moradia da família do devedor.
049. 049. (2014/VUNESP/EMPLASA/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO) João figurou como fiador em 
contrato de locação de imóvel residencial, tendo renunciado ao benefício de ordem. Em 
razão do inadimplemento do locatário, foi ajuizada ação de despejo por falta de pagamento, 
cumulada com cobrança dos aluguéis não pagos, tendo o fiador participado dessa relação 
processual. Após o trâmite processual, que culminou com a procedência do pedido, acabou 
sendo penhorado o único imóvel de propriedade de João, destinado à sua moradia. Nesse caso,
a) João poderá se insurgir contra a penhora, mediante embargos de terceiro, alegando 
impenhorabilidade por se tratar de bem de família.
b) João poderá se insurgir contra a penhora, mediante embargos à execução, alegando 
impenhorabilidade por se tratar de bem de família.
c) João poderá se insurgir contra a penhora, mediante impugnação ao cumprimento de 
sentença, alegando impenhorabilidade por se tratar de bem de família.
d) João poderá oferecer impugnação ao cumprimento de sentença, alegando benefício de 
ordem e pleiteando sejam excutidos em primeiro lugar os bens do devedor principal, eis 
que a renúncia por ele feita deverá ser considerada nula de pleno direito
e) a alegação de impenhorabilidade de bem de família feita por João não será acolhida, eis 
que esta cede perante o fiador.
050. 050. (2016/TRT 2R (SP)/TRT – 2ª REGIÃO (SP)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Quanto à 
impenhorabilidade de bens assinale a alternativa correta:
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a) O casal, proprietário de vários imóveis, não pode escolher, por ato voluntário e antes da 
constituição de dívida civil, um deles como sendo bem de família, ainda que de valor mais 
alto que os demais, pois somente é protegido como bem de família, o imóvel residencial 
de menor valor.
b) É impenhorável o único imóvel residencial do devedor, ainda que esteja locado a terceiros, 
desde que a renda destine-se à sua mantença mínima ou da sua família.
c) Somente o casal, com ou sem filhos, ainda que homo afetivo, tem direito à arguição de 
impenhorabilidade de imóvel residencial.
d) Os materiais para obra de construção de imóvel que servirá de única residência do devedor 
podem ser livremente penhorados.
e) É impenhorável o benefício previdenciário do devedor, salvo unicamente se a dívida for 
decorrente de prestação alimentícia.
051. 051. (2022/FCC/TRT – 14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Após a penhora de imóvel pertencente à empresa executada, Sílvio 
(exequente) tomou conhecimento da definição das datas da praça e leilão marcados. O valor 
avaliado do referido imóvel é de R$ 500.000,00 e o valor devido a Sílvio é de R$ 350.000,00, 
acrescido das custas processuais, recolhimentos previdenciários e demais encargos. Na 
hasta pública, o bem foi arrematado pelo maior lance, no importe de R$ 400.000,00, sendo 
pago o sinal de 20%. Ocorre que o arrematante se arrependeu, preferindo adquirir outro 
imóvel, deixando de depositar o valor restante em 24 horas, como deveria. Neste caso, de 
acordo com a CLT,
a) o arrematante perderá o valor do sinal pago, em benefício da execução, sendo liberada a 
penhora sobre o imóvel, iniciando-se novamente a fase de execução e constrição de bens 
da empresa executada.
b) a Juíza do Trabalho determinará a devolução de 10% do sinal em favor do arrematante, 
determinando que os outros 10% fiquem nos autos em benefício da execução, pelos danos 
que ocasionou com seu arrependimento.
c) o arrematante poderá reaver o valor do sinal pago, já que o imóvel continua penhorado, com 
designação de nova data para hasta pública, possibilitando, inclusive, a Sílvio a adjudicação 
do bem.
d) o arrematante, além de perder o sinal pago em benefício da execução, será cobrado por 
perdas e danos, uma vez que movimentou todo o procedimento da praça e leilão, sendo 
devidos os honorários do Leiloeiro, em valor a ser fixado pela Juíza do Trabalho.
e) o arrematante perderá o valor do sinal pago, em benefício da execução, sendo que o bem 
penhorado voltará à praça para nova hasta pública.
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Execução Trabalhista – Parte II
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052. 052. (2022/FCC/TRT – 17ª REGIÃO (ES)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) A 
distribuidora de água mineral Cristalina sofreu a penhora em um bem de sua propriedade, 
decorrente de uma execução trabalhista que é devedora, em um domingo, no dia 09/01/2022. 
Considerandoo que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, a penhora revelou-se
a) ilegal, uma vez que no período de 20/12/2021 a 20/01/2022 os prazos processuais 
encontravam-se suspensos, além do que os atos judiciais não podem se realizar em nenhuma 
hipótese fora dos dias úteis.
b) legal, desde que tenha havido expressa autorização judicial para sua realização em dia 
não útil, sendo que de 20/12/2021 a 20/01/2022 os prazos processuais encontravam-se 
suspensos, não podendo se realizar apenas audiências e sessões de julgamento.
c) ilegal, uma vez que no período de 20/12/2021 a 20/01/2022 os prazos processuais 
encontravam-se interrompidos, além do que os atos judiciais não podem se realizar em 
nenhuma hipótese fora dos dias úteis.
d) legal, uma vez que no período de 20/12/2021 a 19/01/2022 os prazos processuais 
encontravam-se suspensos, além do que os atos judiciais não podem se realizar em nenhuma 
hipótese fora dos dias úteis.
e) legal, ficando a critério do oficial de justiça sua realização em dia não útil, se caso 
entenda dessa forma para salvaguardar a realização do ato, sendo que de 20/12/2021 a 
19/01/2022 os prazos processuais encontravam-se suspensos, não podendo se realizar 
apenas audiências e sessões de julgamento.
053. 053. (2022/FGV/TRT – 13ª REGIÃO (PB)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Em determinada reclamação trabalhista que tramita perante a 25ª 
Vara do Trabalho de Santa Rita/PB, já na fase de execução definitiva, o executado, que é 
uma pessoa física, foi citado para pagar o valor homologado judicialmente, mas quedou-se 
inerte. Então, o exequente peticionou requerendo a prisão civil do executado, como forma 
de pressioná-lo a cumprir a obrigação.
Considerando o fato narrado e os princípios norteadores da execução trabalhista, assinale 
a afirmativa correta.
a) É possível a prisão civil do devedor trabalhista porque a execução definitiva deve ser 
feita da maneira mais gravosa, mas a retenção do cidadão não pode ultrapassar 60 dias.
b) Em razão do princípio da utilidade, e considerando-se que a eventual prisão não garantirá 
o pagamento da dívida, o pedido não pode ser aceito.
c) Em virtude do princípio da efetividade, a prisão pode ser decretada até que a dívida seja paga.
d) Para que a prisão seja concedida, o TRT da 13ª Região deve ser consultado previamente 
pelo juiz de 1º grau.
e) O pedido de prisão do executado não pode ser aceito em razão do princípio da 
patrimonialidade.
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Execução Trabalhista – Parte II
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054. 054. (2022/FGV/TRT – 16ª REGIÃO (MA)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Em determinada reclamação trabalhista que tramita perante a 30ª Vara do Trabalho de 
Barreirinhas/MA, foi homologada a quantia de R$ 10.000,00 devida ao exequente a título de 
dano moral, pois a sentença foi proferida de forma líquida e ambas as partes concordaram 
com o valor. Ocorre que, no dia seguinte, a sociedade empresária teve a falência decretada.
Diante dos fatos narrados e da norma de regência, sobre o destino da execução, assinale 
a afirmativa correta.
a) Diante da falência decretada, o juiz deverá expedir requisição de pequeno valor para o 
pagamento da dívida.
b) Deverá ser expedida certidão de crédito ao reclamante pelo valor homologado para 
habilitação junto à massa falida.
c) A execução prosseguirá normalmente porque a falência foi posterior à homologação, 
ocorrendo o bloqueio de numerário caso a empresa não cumpra voluntariamente a obrigação.
d) A partir da decretação de falência o juízo trabalhista cessa a sua competência, devendo 
anular a decisão homologatória e enviar os autos para o juízo falimentar.
e) A Lei determina que metade do valor seja pago perante a Justiça do Trabalho em razão 
do caráter alimentar da verba e a outra metade, paga perante o juízo falimentar.
055. 055. (2022/FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Hipócrates foi nomeado Oficial de Justiça e Avaliador de determinada 
Vara do Trabalho. Ao cumprir mandado de penhora por determinação do Juiz Titular, 
encontrou um imóvel de propriedade da executada livre e desembaraçado. Nessa situação, 
deverá o servidor efetuar a avaliação do bem em até
a) 48 horas.
b) 5 dias.
c) 15 dias.
d) 72 horas.
e) 10 dias.
056. 056. (2022/FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) O Hospital Curo Suas Dores Sociedade Empresarial Ltda. está sendo 
executado por um acordo inadimplido entabulado na Justiça do Trabalho com o seu ex-
empregado Sócrates. Expedido mandado de citação para pagamento da quantia de R$ 
12.000,00, o hospital terá prazo de...I... para quitação, ou garantia do juízo, sob pena de 
penhora, sendo que nessa situação o Oficial de Justiça deverá priorizar a penhora em 
dinheiro em primeiro lugar, e, na sua ausência, como segunda opção...II...
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, as lacunas I e II são preenchidas, correta 
e respectivamente, com
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Execução Trabalhista – Parte II
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a) 48 horas − títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com 
cotação em mercado
b) 72 horas − títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com 
cotação em mercado
c) 24 horas − bens imóveis
d) 48 horas − títulos e valores mobiliários com cotação em mercado
e) 72 horas − bens imóveis
057. 057. (2022/FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Conforme orienta a jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, na execução 
de sentença trabalhista por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos
a) no juízo deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já 
devolvida a carta.
b) em qualquer hipótese no juízo deprecante, eis que é o competente para os atos decisórios 
da execução.
c) em qualquer hipótese no juízo deprecado, eis que é o competente para os atos decisórios 
referentes à constrição do bem.
d) tanto no juízo deprecante como no deprecado, sendo faculdade do exequente a escolha, 
eis que ambos os juízos possuem competência funcional.
e) em qualquer hipótese no juízo deprecante, eis que a execução obedece ao princípio da 
territorialidade, vinculada ao trânsito em julgado da sentença da fase de conhecimento.
058. 058. (2022/FCC/TRT – 4ª REGIÃO (RS)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Frustrada 
a execução de sentença trabalhista em face da empresa Sol e Chuva Climatizadores de Ar 
Ltda., o exequente Arquimedes direciona a execução para bem imóvel pessoal do sócio 
Sócrates, um terreno de 5.000 m2, passível de divisão, deferindo o juiz e determinando 
a expedição de mandado de penhora do referido bem. Vênus, esposa de Sócrates, nessa 
hipótese, conforme a legislação em vigor, poderá
a) opor embargos de terceiro, para defender a sua meação, tratando-se de bem indivisível, 
no prazo de 10 dias após a ciência da penhora.
b) interpor agravo de petição, no prazo de 8 dias da ciência da penhora, para defender a 
sua meação.
c) opor embargos de terceiro, para defender a sua meação, tratando-se de bem divisível, 
no prazo de 5 dias após a ciência da penhora.
d) interpor agravo de petição, no prazo de 8 dias da ciência da penhora, para defender ailegalidade da medida constritiva.
e) apresentar embargos à execução no prazo de 15 dias da ciência da penhora, a fim de 
resguardar a sua meação.
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GABARITOGABARITO
1. b
2. b
3. b
4. a
5. b
6. c
7. b
8. c
9. c
10. C
11. c
12. c
13. e
14. d
15. E
16. e
17. d
18. b
19. C
20. C
21. E
22. C
23. E
24. E
25. C
26. C
27. E
28. C
29. C
30. E
31. C
32. C
33. E
34. E
35. E
36. C
37. C
38. E
39. E
40. E
41. E
42. d
43. E
44. C
45. b
46. a
47. e
48. C
49. e
50. b
51. e
52. b
53. e
54. b
55. e
56. a
57. a
58. c
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (2018/FCC/TRT – 15ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Sobre embargos de terceiros e custas na execução,
a) considera-se terceiro, para ajuizamento dos embargos de terceiro, quem sofre constrição 
judicial de seus bens por força de desconsideração da personalidade jurídica, de cujo 
incidente fez parte.
b) das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, 
em execução de sentença, inclusive em processo incidente de embargos de terceiro, 
não caberá Recurso de Revista, salvo na hipótese de ofensa direta e literal de norma 
da Constituição Federal.
c) a mera ameaça de constrição de bens, ou de bens sobre os quais tenha direito incompatível 
com o ato constritivo, não autoriza a oposição de embargos de terceiro.
d) as custas do processo de execução são de responsabilidade do executado, devendo ser 
pagas no momento da garantia da execução ou da nomeação de bens à penhora.
e) a execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo 
Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes demorarem mais de 90 dias para 
promovê-la, a contar da prolação da sentença.
a) Errada. O art. 674, § 2º, III, do CPC dispõe que é terceiro, para fins de embargos de terceiro, 
“quem sofre constrição judicial de seus bens por força de desconsideração da personalidade 
jurídica, de cujo incidente não fez parte”.
b) Certa. É a regra do art. 896, § 2º, da CLT. É um tema afeto ao sistema recursal, relacionado 
à fase de execução.
c) Errada. A ameaça de constrição também consubstancia o interesse processual concernente 
à oposição de embargos de terceiro (art. 674, caput, CPC).
d) Errada. Na fase de execução trabalhista, as custas, que são de responsabilidade do 
executado, são pagas apenas ao final, e não compõem o preparo dos recursos.
e) Errada. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo 
juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem 
representadas por advogado (art. 878, caput, CLT).
Letra b.
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Gustavo Deitos
002. 002. (2018/FCC/TRT – 15ª REGIÃO (SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Sobre execução,
a) é vedada a oitiva de testemunhas, uma vez que a discussão está restrita aos valores 
objeto da execução, à quitação ou prescrição da dívida.
b) garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 dias para apresentar 
embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação.
c) a arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados, e os bens serão vendidos pelo 
maior lance, tendo o executado preferência para a adjudicação.
d) a exigência da garantia ou penhora nos embargos à execução é igualmente aplicável 
às entidades filantrópicas e/ou àqueles que compõem ou compuseram a diretoria 
dessas instituições.
e) não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, 
tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de 
custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que 
for prolatada a sentença.
a) Errada. De acordo com o art. 884, § 2º, da CLT, “se na defesa tiverem sido arroladas 
testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente do Tribunal, caso julgue necessários seus 
depoimentos, marcar audiência para a produção das provas, a qual deverá realizar-se dentro 
de 5 (cinco) dias”. Portanto, cabe, sim, prova testemunhal na fase de execução.
b) Certa. É a regra do art. 884, caput, da CLT.
c) Errada. Conforme o art. 888, § 1º, da CLT, a preferência para a adjudicação é do exequente.
d) Errada. Tais sujeitos são isentos da garantia da execução (art. 884, § 6º, CLT).
e) Errada. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos 
bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de 
custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que 
for ajuizada a reclamação inicial (art. 883, caput, CLT).
Letra b.
003. 003. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
ADMINISTRATIVA) Orlando, empregado doméstico devidamente representado no processo 
por procurador constituído, obteve sentença de parcial procedência em reclamatória 
trabalhista ajuizada perante a Justiça do Trabalho em face de Eustáquio, a qual transitou 
em julgado em 26 de mar. de 2018. Liquidada a sentença, obteve-se o importe total de R$ 
35.500,00, aí incluso principal, encargos, custas, contribuições previdenciárias e honorários. 
Diante do exposto, no que se refere à execução dos créditos perseguidos na reclamatória 
em análise, assinale a alternativa correta.
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a) Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 8 dias úteis para oposição 
de embargos à execução.
b) O mandado de citação deverá conter, obrigatoriamente, a decisão exequenda.
c) Os embargos e as impugnações à liquidação apresentadas pelos credores trabalhista e 
previdenciário serão julgados separadamente.
d) Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 15 dias úteis para oposição 
de embargos à execução.
e) A citação do executado poderá ser feita por carta com aviso de recebimento. Se o 
executado, procurado por duas vezes no período de 48 horas, não for encontrado, far-se-á 
citação por edital, publicado no jornal oficial ou, na falta deste, afixado na sede do Juízo, 
durante 5 dias.
a) Errada. O prazo é de 5 dias (art. 884, caput, CLT).
b) Certa. O mandado de citação deverá conter a decisão exequenda ou o termo de acordo 
não cumprido (art. 880, § 1º, CLT).
c) Errada. Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos e as impugnações à liquidação 
apresentadas pelos credores trabalhista e previdenciário (art. 884, § 4º, CLT).
d) Errada. O prazo é de 5 dias (art.884, caput, CLT).
e) Errada. A citação para pagamento, em fase de execução, é um ato pessoal, que deve ser 
realizado prioritariamente mediante oficial de justiça. É uma regra extraída dos §§ 2º e 3º 
do art. 880 da CLT.
Letra b.
004. 004. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA 
ADMINISTRATIVA) Considerando os temas: citação, nomeação de bens, mandado e penhora, 
bens penhoráveis e impenhoráveis, no Direito Processual do Trabalho, pautados na Lei n. 
13.467/2017, assinale a alternativa correta.
a) A Consolidação das Leis Trabalhistas faz menção expressa sobre o artigo de lei do Código 
de Processo Civil que traz a ordem preferencial de penhora, tendo como primeira opção o 
dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira.
b) Requerida a execução, o juiz do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, 
a fim de que cumpra a decisão ou o acordo no prazo pelo modo e sob as cominações 
estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições 
sociais devidas à União, para que o faça em 72 (setenta e duas) horas ou garanta a execução, 
sob pena de penhora.
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c) Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, 
tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, sem custas e 
juros de mora.
d) São impenhoráveis os móveis pertences e utilidades domésticas que guarnecem a 
residência do executado, inclusive os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades 
comuns correspondentes a um médio padrão de vida.
e) O executado que não pagar a importância reclamada perderá o direito de garantir a execução 
mediante depósito da quantia correspondente atualizada e sem as despesas processuais.
a) Certa. Tal menção é realmente expressa no art. 882 da CLT.
b) Errada. O prazo é de 48 horas (art. 880 da CLT).
c) Errada. O art. 883 da CLT é expresso ao determinar o acréscimo de correção monetária 
e juros de mora.
d) Errada. O art. 883, II, do CPC dispõe:
São impenhoráveis: (...) II – os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem 
a residência do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades 
comuns correspondentes a um médio padrão de vida.
e) Errada. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução 
mediante depósito da quantia correspondente (art. 883, caput, primeira parte, CLT).
Letra a.
005. 005. (2021/CEBRASPE/PGE-CE/PROCURADOR DO ESTADO) Com referência ao processo 
de execução e aos recursos no processo de execução na justiça do trabalho, assinale a 
opção correta.
a) A interposição de agravo de petição suspende todos os atos da execução.
b) A justiça do trabalho é competente para a execução, de ofício, da contribuição referente 
ao seguro de acidente do trabalho.
c) Se o credor manifestar discordância quanto aos valores penhorados em dinheiro, em 
execução definitiva, o executado terá direito líquido e certo de que esses valores fiquem 
depositados em seu próprio banco.
d) Na execução por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos no juízo 
deprecante como regra.
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a) Errada. O agravo de petição, como tratamos em aula sobre o sistema recursal, não tem 
efeito suspensivo.
b) Certa. É o entendimento fixado na Súmula 454 do TST.
c) Errada. Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado 
direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no 
próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (Súmula 
417, II, TST).
d) Errada. Na execução por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos no 
juízo deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida 
a carta (Súmula 419 do TST).
Letra b.
006. 006. (2018/FGV/OAB) Jéssica trabalhou na sociedade empresária Móveis Perfeitos Ltda. por 
4 (quatro) anos, quando foi dispensada sem justa causa, sem receber as verbas resilitórias. 
Em razão disso, ajuizou reclamação trabalhista pelo rito ordinário postulando os direitos 
relativos à sua saída, além de horas extras, equiparação salarial, adicional de insalubridade 
e indenização por dano moral porque foi privada da indenização que serviria para pagar as 
suas contas regulares.
Na audiência designada, após feito o pregão, a sociedade empresária informou, e comprovou 
documentalmente, que conseguira no mês anterior a sua recuperação judicial, motivo pelo 
qual requereu a suspensão da reclamação trabalhista por 180 dias, conforme previsto em 
Lei, sob pena de o prosseguimento acarretar a nulidade do feito.
Diante da situação concreta e dos termos da legislação em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária está correta, porque, em havendo concessão de recuperação 
judicial, a Lei determina a suspensão de todas as ações.
b) A Lei não traz nenhuma previsão a respeito, daí porque ficará a critério do prudente 
arbítrio do juiz deferir a suspensão processual requerida.
c) A sociedade empresária está equivocada, pois a suspensão da reclamação trabalhista 
somente ocorreria na fase executória, o que não é o caso.
d) O Juiz do Trabalho, tendo sido deferida a recuperação judicial, deve suspender o processo, 
declarar sua incompetência e enviar os autos à Justiça Estadual.
A suspensão da reclamação, pelo prazo máximo de 180 dias, somente pode ocorrer na fase 
de execução. O motivo disto é a ausência de liquidação das verbas devidas, e o art. 6º, § 
1º, da Lei n. 11.101/2005 diz que as ações prosseguirão normalmente enquanto o valor da 
condenação não for líquido.
Letra c.
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Execução Trabalhista – Parte II
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007. 007. (2012/FGV/OAB) Um dos princípios norteadores do Processo do Trabalho é o da 
celeridade, dada a natureza salarial do crédito trabalhista. Entretanto, por força de Lei, 
algumas causas especiais possuem preferência na tramitação. Das situações listadas a 
seguir, assinale aquela que terá preferência em todas as fases processuais.
a) a que será executada contra a União, Estados ou Municípios.
b) a que será executada perante o juízo da falência.
c) a que será executada em face de empregador doméstico
d) a que será executada em face de empresa pública.
Conforme o art. 768 da CLT, “terá preferência em todas as fases processuais o dissídio cuja 
decisão tiver de ser executada perante o Juízo da falência”.
Letra b.
008. 008. (2016/FGV/OAB) Em determinada reclamação trabalhista, o empregador foi condenado 
ao pagamento de diversas parcelas, havendo ainda condenação subsidiária da União na 
condição de tomadora dos serviços.
Na execução, depois de homologado o cálculo e citado o empregador para pagamento, as 
tentativas de recebimento junto ao devedor principal fracassaram, daí porque a execução 
foidirecionada contra a União, que agora pretende questionar o valor da dívida.
Diante da situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) A União pode embargar a execução no prazo legal, após a garantia do juízo.
b) A CLT não permite que a União, por ser devedora subsidiária, ajuíze embargos de devedor.
c) A garantia do juízo para ajuizar embargos de devedor é desnecessária, por se tratar de 
ente público.
d) A União, por se tratar de recurso, terá o prazo em dobro para embargar a execução.
Como estudamos, os entes fazendários NÃO precisam garantir a execução para opor 
embargos à execução, uma vez que seus bens são impenhoráveis e inalienáveis. Ademais, 
conforme o art. 1º-B da Lei n. 9.494/1997, a Fazenda tem, sim, direito a opor embargos à 
execução, cujo prazo, para ela, será de 30 dias. Logo, como a lei prevê prazo próprio para a 
Fazenda, NÃO se aplica a regra do prazo dobrado para recorrer.
Letra c.
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009. 009. (2017/FGV/PREFEITURA DE SALVADOR (BA)/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR) Priscila 
presta serviços junto à Prefeitura Municipal de Salvador como auxiliar de serviços gerais 
terceirizada. Ao ser dispensada, porque o contrato com o ente público foi rompido em abril 
de 2016, Priscila ajuizou reclamação contra o ex-empregador e o Município de Salvador.
Na sentença, o Juiz do Trabalho determinou que o ex-empregador pagasse as verbas 
resilitórias, no valor total de R$ 3.000,00, tendo condenado o Município de forma subsidiária 
em razão da terceirização havida. Adveio, então, o trânsito em julgado da sentença nesses 
termos, e Priscila tentou executar o ex-empregador, não tendo sucesso. Assim, requereu 
que a execução fosse direcionada contra o Município de Salvador e que ele fosse citado 
para pagar a dívida em 48 horas, sob pena de penhora de seus bens.
Em relação à situação apresentada e à legislação em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) O pedido está correto porque a questão envolve direito do trabalhador, de caráter 
alimentar, pelo que a ausência de pagamento importará a penhora de bens do Município.
b) Os autos deverão ser enviados à Justiça Estadual, caso o crédito não tenha sido pago 
pelo ex-empregador, tendo em vista que a Justiça do Trabalho não tem competência para 
executar ente público.
c) O ente público não se submete à execução direta, devendo ser citado para opor embargos, 
e, ao final, pagará a dívida por requisição de pequeno valor.
d) O Juiz do Trabalho deve desafetar o bem público que pretende penhorar para levá-lo à 
hasta pública, pois, na Justiça do Trabalho, o ente público equipara-se ao particular.
e) Os bens públicos são, em regra, impenhoráveis, daí porque é inviável o requerimento de 
citação do Município para pagamento direto, pois a dívida será paga por precatório.
Como o valor do débito do Município é inquestionavelmente enquadrado como Obrigação 
de Pequeno Valor (inquestionavelmente porque não ultrapassa nem mesmo o valor mínimo 
que deve ser definido como valor-limite – teto do RGPS), o Município deverá pagar mediante 
RPV. Como o juiz ordenou pagamento em 48 horas sob pena de penhora (procedimento 
equivocado), o Município deverá opor embargos à execução em 30 dias, solicitando que o 
procedimento correto seja adotado (expedição de RPV).
Letra c.
010. 010. (2016/CESPE/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO) Com referência à execução no 
processo do trabalho e aos seus recursos, julgue o item que se segue.
Segundo o STF, o prazo de trinta dias para a fazenda pública embargar a execução é 
constitucional e não ofende os princípios da isonomia e do devido processo legal.
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Não há nenhum entendimento predominante ou cogente que impeça a Fazenda de embargar 
a execução em 30 dias. Portanto o art. 1º-B da Lei n. 9.494/1997 é constitucional, válido 
e, portanto, eficaz.
Certo.
011. 011. (2016/VUNESP/IPSMI/PROCURADOR) Tratando-se de execução em reclamações plúrimas, 
em face da Fazenda Pública,
a) não é possível a dispensa de formação do precatório.
b) para efeito de dispensa de formação do precatório e aplicação da requisição de pequeno 
valor (art.100, § 3º, CF) deve ser considerado o valor total da execução.
c) para efeito de dispensa de formação do precatório e aplicação da requisição de pequeno 
valor (art.100, § 3º, CF) deve ser considerado o valor do crédito de cada reclamante.
d) caberá ao magistrado decidir se expede o precatório, de acordo com sua livre convicção.
e) caberá aos reclamantes o fornecimento das peças para formação do precatório, 
independentemente do valor do crédito exequendo.
É a regra da OJ n. 9 do Tribunal Pleno do TST:
Tratando-se de reclamações trabalhistas plúrimas, a aferição do que vem a ser obrigação de 
pequeno valor, para efeito de dispensa de formação de precatório e aplicação do disposto no § 
3º do art. 100 da CF/1988, deve ser realizada considerando-se os créditos de cada reclamante.
Letra c.
012. 012. (2014/FGV/PGM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/ADAPTADA) Um Município foi condenado 
de forma definitiva numa reclamação trabalhista plúrima movida por dois autores, no 
valor total de R$ 50.000,00 – sendo R$ 50.000,00 para um dos exequentes e R$ 20.000,00 
para o outro.
Sabendo-se que o Município em questão não possui Lei própria regrando a matéria, informe, 
à luz da Lei e do entendimento do TST, como se processará o pagamento.
a) O Município será citado para imediato pagamento da dívida total, sob pena de penhora.
b) Ambos os credores receberão por RPV, a ser pago em 60 dias, porque os créditos são 
vistos individualmente.
c) O credor de R$ 50.000,00 receberá por precatório e o credor de R$ 20.000,00, por RPV, 
pois os créditos devem ser vistos individualmente.
d) Ambos receberão através de precatório, que deverá ser pago até o final do exercício 
financeiro seguinte, pois o que importa é o valor global.
e) O credor de R$ 20.000,00 receberá por precatório e o credor de R$ 50.000,00, por RPV, 
pois os créditos devem ser vistos individualmente.
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Originalmente, esta questão falava que o primeiro credor receberia R$ 30.000,00, dado que 
foi editado em razão da iminência de o valor do salário mínimo, se multiplicado por trinta, 
exceder ao referido valor, fato que tornaria esta questão desatualizada.
O enunciado deixou claro que o Município NÃO tem lei própria definindo valor-limite para 
execuções mediante RPV. Portanto, aplica-se o limite do art. 87, inciso II, do ADCT: 30 
salários mínimos. Ademais, foi necessário conhecer a OJ 9 do Tribunal Pleno do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Tratando-se de reclamações trabalhistas plúrimas, a aferição do que vem a ser obrigação 
de pequeno valor, para efeito de dispensa de formação de precatório e aplicação do 
disposto no § 3º do art. 100 da CF/1988, deve ser realizada considerando-se os créditos 
de cada reclamante.
Portanto, como os R$ 50.000,00 estão acima do limitede 30 salários mínimos e os R$ 
20.000,00 estão abaixo, o primeiro credor será pago mediante precatório, e o segundo, 
mediante RPV.
Letra c.
013. 013. (2014/FCC/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Na Execução em 
face da Fazenda Pública,
a) compete ao Juiz do Trabalho ordenar o sequestro de valores contra a Fazenda Pública 
em caso de não pagamento.
b) a ordem cronológica de apresentação dos precatórios sujeita toda e qualquer obrigação 
da Fazenda Pública.
c) a Fazenda Pública dispõe de prazo de 15 dias para os embargos à execução.
d) todas as obrigações da Fazenda Pública sujeitam-se ao precatório.
e) as obrigações consideradas pela lei como de pequeno valor não estão sujeitas ao precatório.
a) Errada. O sequestro de valores da Fazenda não é permitido assim tão genericamente. 
Ele só poderá ocorrer em hipóteses restritas: quando o RPV não for pago em 2 meses ou 
quando, no caso de Precatório, o direito do exequente for preterido ou o valor devido não 
for incluído no orçamento do ente público.
b) Errada. Vimos em aula que existem filas preferenciais na ordem de pagamento de 
precatório (art. 100, §§ 1º e 2º, CF). Ademais, existem obrigações (de pequeno valor) que 
nem por precatório passam.
c) Errada. O prazo é de 30 dias.
d) Errada. Algumas delas, definidas como de pequeno valor, sujeitam-se a RPV (mais simples 
e célere).
e) Certa. Tais obrigações são pagas mediante RPV.
Letra e.
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014. 014. (2016/TRT 2/BANCA DO ÓRGÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Em se tratando 
da expropriação dos bens do devedor, considerando a legislação vigente, analise as 
seguintes proposições:
I – Se o arrematante, ou seu fiador, não pagar no quinquídio legal o preço da arrematação, 
perderá, em benefício da execução, o sinal, voltando à praça os bens executados.
II – Não havendo licitante, e não requerendo o exequente a remição dos bens penhorados, 
poderão os mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo juiz ou presidente.
III – O arrematante deverá garantir o lance com sinal de 20% (vinte por cento) do seu valor e 
se não efetuar o pagamento dentro de 24 (vinte e quatro) horas do preço da arrematação, 
perderá esse sinal, em benefício da execução, voltando à praça os bens penhorados.
IV – É lícito ao exequente requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados, podendo 
oferecer preço inferior ao da avaliação.
V – Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo em que não 
contravierem as normas específicas da CLT, os preceitos que regem o processo dos executivos 
fiscais para a cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal.
Responda:
a) Somente as proposições III e IV estão corretas.
b) Somente as proposições II e V estão corretas.
c) Somente as proposições I, III e IV estão incorretas.
d) Somente as proposições I, II e IV estão incorretas.
e) Somente as proposições II, III e V estão incorretas.
I – Errado. O prazo não é um “quinquídio” (5 dias), e sim de 24 horas (art. 888, § 4º, CLT).
II – Errado. A única coisa que o exequente pode requerer é a adjudicação, e não a “remição”, 
que só o executado pode exercer.
III – Certo. É a regra do art. 888, §§ 2º e 4º, CLT).
IV – Errado. O preço a ser oferecido deve ser igual ou superior ao da avaliação, não inferior.
V – Certo. É a regra do art. 889 da CLT.
Letra d.
015. 015. (2016/CESPE/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO) Com referência à execução no 
processo do trabalho e aos seus recursos, julgue o item que se segue.
É inadmissível a penhora de dinheiro em execução provisória.
Esta questão cobrou do candidato o conhecimento do novo entendimento do TST, 
transparecido após o cancelamento do item III da Súmula 417 do TST, comentada nesta 
aula. Agora, mesmo em execução provisória, o juiz PODE determinar a penhora de dinheiro 
do executado, AINDA QUE ele tenha indicado outros bens à penhora.
Errado.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
016. 016. (2015/FCC/TRT – 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Heitor 
arrematou um conjunto comercial em leilão ocorrido na fase de execução da reclamação 
trabalhista “X” pelo valor de R$ 300.000,00. No momento da arrematação Heitor garantiu 
a arrematação com um sinal de R$ 60.000,00. Após 30 horas da arrematação, Heitor ainda 
não depositou o restante do valor. Neste caso, Heitor,
a) ainda está no prazo para pagamento do restante do valor, uma vez que a Consolidação das 
Leis do Trabalho prevê o prazo de 48 horas para complementação do valor da arrematação.
b) perderá, em benefício da execução, metade do sinal, ou seja, R$ 30.000,00, voltando à 
praça o bem executado.
c) terá direito a devolução integral do sinal, voltando à praça o bem executado.
d) perderá, em benefício da execução, 1/3 do sinal, ou seja, R$ 20.000,00 voltando à praça 
o bem executado.
e) perderá, em benefício da execução, o sinal de R$ 60.000,00, voltando à praça o 
bem executado.
É a regra dos §§ 2º e 4º do art. 888 da CLT. Como se passaram mais de 24 horas, o arrematante 
perderá o sinal dado. O único ponto a ser ressalvado é que, após a entrada em vigor do 
Novo CPC, não existe mais “praça”. Todas as hastas públicas, doravante, ocorrem por meio 
de Leilão, como dito em aula.
Letra e.
017. 017. (2019/FGV/OAB) No curso de uma ação trabalhista que se encontra em fase de execução 
de sentença, a executada, citada para pagar e garantir o juízo, apresentou exceção de 
pré-executividade almejando a nulidade de todos os atos, uma vez que não havia sido 
regularmente citada.
Após regular trâmite, o juiz julgou procedente a exceção de pré-executividade e anulou todos 
os atos processuais praticados desde a citação, concedendo ainda prazo para a reclamada 
contestar a reclamação trabalhista.
Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o recurso cabível, a ser manejado pelo exequente, 
contra a decisão da exceção de pré-executividade.
a) Apelação.
b) Recurso Ordinário.
c) Agravo de Instrumento.
d) Agravo de Petição.
O juiz julgou a exceção de pré-executividade na fase de execução, e contra decisões do juiz 
na fase de execução, em primeiro grau, cabe Agravo de Petição (art. 897, a, CLT).
Letra d.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
018. 018. (2017/FGV/OAB) Em reclamação trabalhista que se encontra na fase de execução, 
o executado apresentou exceção de pré- executividade. Após ser conferida vista à parte 
contrária, o juiz julgou-a procedente e reconheceu a nulidade da citação e de todos os atos 
subsequentes, determinando nova citação para que o réu pudesse contestar a demanda. 
Considerando essa situação e o que dispõe a CLT, assinale a opção que indica o recurso que 
o exequente deverá apresentar para tentar reverter a decisão.
a) Apelação.
b) Agravo de Petição.
c) Recurso de Revista.
d) Recurso Ordinário.
Veja como as questões se repetem. O juiz julgou a exceção de pré-executividade na fase 
de execução, e contra decisões do juiz na fase de execução, em primeirograu, cabe Agravo 
de Petição (art. 897, a, CLT).
Letra b.
019. 019. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Na execução por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos no juízo 
deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida a carta.
É a regra literal da Súmula 419 do TST, recentemente atualizada para adaptar-se ao CPC 
de 2015.
Certo.
020. 020. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
A correção monetária não incide sobre o débito do trabalhador reclamante.
É a regra literal da Súmula 187 do TST.
Certo.
021. 021. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Não é devida a incidência de juros de mora em relação aos débitos trabalhistas de empresa 
em liquidação extrajudicial, quando esta for sucedida por outra empresa, na forma da lei.
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Execução Trabalhista – Parte II
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Conforme a OJ 408 da SDI-I do TST, “É devida a incidência de juros de mora em relação aos 
débitos trabalhistas de empresa em liquidação extrajudicial sucedida nos moldes dos arts. 
10 e 448 da CLT. O sucessor responde pela obrigação do sucedido, não se beneficiando de 
qualquer privilégio a este destinado.”. Esta OJ quer dizer que, se a empresa em recuperação 
extrajudicial for SUCEDIDA POR OUTRA, que esteja em condições normais (sem procedimento 
de falência ou recuperação pendente), esta empresa sucessora será RESPONSÁVEL pelos 
juros incidentes sobre os débitos trabalhistas da sucedida.
Errado.
022. 022. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido 
e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco
É a regra literal da Súmula 417, item II, do TST.
Certo.
023. 023. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Nas condenações por dano moral, a atualização monetária é devida a partir da data do 
ajuizamento da ação. Os juros incidem desde a data da decisão de arbitramento ou de 
alteração do valor.
Conforme a Súmula 439 do TST, as regras de termos iniciais de correção e juros são 
contrárias:
JURISPRUDÊNCIA
Nas condenações por dano moral, a atualização monetária é devida a partir da data da 
decisão de arbitramento ou de alteração do valor. Os juros incidem desde o ajuizamento 
da ação, nos termos do art. 883 da CLT.
Errado.
024. 024. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
A alienação em fraude à execução é causa de invalidade do negócio jurídico.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Na verdade, conforme o art. 792, § 1º, do CPC, “a alienação em fraude à execução é ineficaz 
em relação ao exequente”. Aqui está a principal diferença entre a fraude à execução e a 
fraude contra credores: a primeira só causa ineficácia em relação ao exequente, e a segunda, 
esta sim, provoca a anulabilidade do negócio jurídico respectivo.
Errado.
025. 025. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
No processo do trabalho, a exceção de pré-executividade deve ser apresentada após a 
citação para pagamento, mas antes da penhora.
É como estudamos em aula. Este procedimento é retratado pela doutrina majoritária, com 
destaque para Carlos Henrique Bezerra Leite.
Certo.
026. 026. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Em exceção de pré-executividade, a parte pode alegar questões de ordem pública, cognoscíveis 
de ofício pelo magistrado.
É exatamente o pressuposto principal desta exceção. Mas não se esqueça de que tais questões 
devem ser perceptíveis somente na fase de execução. Se elas se referirem a nulidade que 
deveria ter sido percebida na fase de conhecimento, haverá preclusão, e a exceção de pré-
executividade não poderá provocar a nulidade pretendida.
Certo.
027. 027. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
A oposição de exceção de pré-executividade depende de prévia garantia do juízo.
Na verdade, tal exceção NÃO depende de qualquer garantia do juízo, pois se destina a 
veicular questões de ordem pública cognoscíveis de ofício pelo juiz. Ademais, tal exceção 
NÃO tem natureza de incidente processual propriamente dito, razão pela qual a exceção 
pode ser oposta mediante simples petição.
Errado.
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Execução Trabalhista – Parte II
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028. 028. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido não está sujeito 
à correção monetária. Se essa data limite for ultrapassada, incidirá o índice da correção 
monetária do mês subsequente ao da prestação dos serviços, a partir do dia 1º.
É a regra literal da Súmula 381 do TST.
Certo.
029. 029. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
Os créditos referentes ao FGTS, decorrentes de condenação judicial, serão corrigidos pelos 
mesmos índices aplicáveis aos débitos trabalhistas.
É a regra da OJ 302 da SDI-I do TST.
Certo.
030. 030. (QUESTÃO INÉDITA) Julgue o item subsequente:
O prazo para a Fazenda Pública opor embargos, na execução, é de 5 dias.
O prazo, na verdade, é de 30 DIAS (art. 1º-B da Lei n. 9.494/1997).
Errado.
031. 031. (2017/CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA – CE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o 
item subsequente, a respeito de recursos, execução, mandado de segurança e ação rescisória 
em processo do trabalho.
No caso de ação coletiva em que sindicato atue como substituto processual na defesa 
de direitos individuais homogêneos, o entendimento do TST é de que o pagamento 
individualizado do crédito devido pela fazenda pública aos substituídos não afronta a proibição 
de fracionamento do valor da execução para fins de enquadramento em pagamentos da 
obrigação como requisição de pequeno valor.
O TST utiliza deste entendimento tanto para a reclamação trabalhista plúrima, também 
conhecida como litisconsórcio ativo, e para as ações coletivas. O resultado, no fim, é o mesmo: 
cada empregado deve receber seu crédito em Requisição de Pequeno Valor específica e 
pessoal, se o valor a receber se enquadrar no limite da RPV. O entendimento consta da OJ 
n. 9 do Pleno do TST, citada em aula, e no Informativo de Execução n. 28 do TST.
Certo.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
032. 032. (2014/CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO) Acerca de recursos, execução 
trabalhista e dissídio coletivo, julgue os itens seguintes. Segundo entendimento do TST, a 
fazenda pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas devidas 
pela empregadora principal, não se beneficia da limitação dos juros, prevista no art. 1º-F 
da Lei n. 9.494/1997.
A questão cobrou a literalidade do entendimento consolidado na OJ n. 382 daSDI-I do TST.
Certo.
033. 033. (2013/CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL) Em relação ao direito processual do trabalho, 
julgue os itens a seguir.
Tendo em vista a natureza alimentar do crédito trabalhista, o TST tem entendimento firmado 
no sentido de que a execução contra autarquia não se sujeita ao regime de precatório.
A autarquia, por ser pessoa jurídica de direito público, submete-se ao regime dos precatórios. 
Até mesmo algumas empresas públicas e sociedades de economia mista específicas, por 
prestarem serviços públicos típicos de Estado, também se submetem a tal regime, a exemplo 
da ECT (Correios) e da CIDASC.
Errado.
034. 034. (2009/CESPE/ANTAQ/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO – ENGENHARIA AMBIENTAL OU 
BIOLOGIA) Considere a situação de um empregado público de empresa pública federal, 
prestadora de serviços públicos, que tenha sido demitido por justa causa e, por discordar 
do fundamento da demissão, tenha ingressado na justiça do trabalho com reclamação 
trabalhista, pleiteando verbas rescisórias, já que estaria submetido ao regime da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT). Com relação a essa situação e acerca da organização administrativa 
da União e da sua administração indireta, julgue os itens seguintes.
Julgada procedente a reclamação trabalhista descrita acima, os bens da referida empresa 
pública, mesmo aqueles destinados à sua atividade fim, poderão ser penhorados.
O STF possui jurisprudência robusta no sentido de que, em se tratando de empresas públicas 
e sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos típicos de Estado, os 
bens estritamente vinculados à prestação desses serviços são protegidos pela regra da 
inalienabilidade e impenhorabilidade dos bens públicos, do art. 100 do Código Civil.
Errado.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
035. 035. (2008/CESPE/SEMAD-ARACAJU/PROCURADOR MUNICIPAL) Acerca do processo do 
trabalho, seus princípios, exigências, ritos, recursos e outras modalidades de impugnação, 
reexame ou rescisão de decisões exaradas pela justiça do trabalho, assim como liquidação 
e execução de sentenças, julgue os itens de 91 a 96.
A fazenda pública não pode prescindir de garantir o juízo para opor embargos à execução 
de sentença trabalhista, ainda quando a execução deva efetivar-se por precatório ou por 
requisição de pequeno valor.
Por ser protegida pela garantia da inalienabilidade e da impenhorabilidade de seus bens, a 
Fazenda Pública não precisa efetuar o pagamento do valor da execução para opor embargos à 
execução, eis que se sujeita ao regime dos precatórios (pagamentos devem ser programados 
em precatórios e RPVs, e não feitos de imediato nos autos).
Errado.
036. 036. (2008/CESPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO) Com relação à pessoa jurídica de 
direito público como parte em processo trabalhista, julgue os itens que se seguem.
A execução, contra a fazenda pública, de quantia enquadrada como de pequeno valor dispensa 
a expedição de precatório, não sendo ilegal a determinação de sequestro da importância 
devida pelo ente público na hipótese.
Em caso de pagamento mediante RPV, é possível o sequestro da quantia devida, se a Fazenda 
não quitar o débito da RPV no prazo legal, que é de dois meses (art. 535, § 3º, inciso II, CPC).
Certo.
037. 037. (2019/CESPE/PGM – CAMPO GRANDE – MS/PROCURADOR MUNICIPAL) De acordo com 
a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o item subsequente.
Na execução trabalhista por carta precatória, se indicado pelo juízo deprecante o 
bem constrito ou se já devolvida a carta, os embargos de terceiro serão oferecidos 
no juízo deprecante.
O item abordou a exceção à regra. A regra geral é de que, na execução por carta precatória, 
os embargos de terceiro devem ser oferecidos no juízo deprecado. A exceção existe quando 
é indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida a carta, caso em que os 
embargos de terceiro devem ser oferecidos no juízo deprecante. É o entendimento fixado 
na Súmula 419 do TST:
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Execução Trabalhista – Parte II
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Na execução por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos no juízo 
deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida 
a carta (art. 676, parágrafo único, do CPC de 2015).
Certo.
038. 038. (2014/CESPE/PGE-BA/PROCURADOR DO ESTADO) Acerca de recursos, execução 
trabalhista e dissídio coletivo, julgue os itens seguintes.
Realizada a hasta pública na execução, o bem deverá ser vendido ao interessado que ofertar 
o maior lance, e o arrematante deverá garantir o lance com sinal correspondente a 10% do 
valor inicialmente orçado.
O sinal deve ser de 20% do valor do lance, conforme o art. 888, § 2º, da CLT.
Errado.
039. 039. (2007/CESPE/TRT – 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Julgue os itens a seguir.
Garantida a execução ou penhorados os bens, o executado, exceto quando se tratar da 
Fazenda Pública, terá o prazo de 10 dias para apresentar embargos.
O prazo para embargos dos executados em geral é de 5 dias, enquanto o da Fazenda Pública 
é de 30 dias.
Errado.
040. 040. (2019/CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA – RR/PROCURADOR MUNICIPAL) No item a 
seguir é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a 
respeito de processo de execução e ação popular.
A pedido do exequente, o juízo deferiu a penhora de um imóvel de propriedade do executado. 
No entanto, o exequente não procedeu à averbação do ato no respectivo cartório de registro 
de imóveis. Após a penhora, o executado alienou o imóvel penhorado. Nessa situação, o ato 
de alienação do imóvel caracteriza fraude à execução.
A presunção de fraude à execução dá-se após a averbação da penhora no bem alienado. 
Sem a averbação, deve ser comprovada, de outra forma, a má-fé do terceiro adquirente 
(art. 792, II, do CPC).
Errado.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
041. 041. (2018/VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO/ADAPTADA) Acerca das regras 
especiais da execução trabalhista, julgue o item subsequente.
Os atos praticados em fraude de execução são juridicamente inexistentes, independentemente 
de o executado ter ficado insolvente ou não.
O ato havido em fraude à execução é ineficaz em relação ao exequente (art. 792, § 1º, 
CPC). Logo, a fraude à execução atua sobre o plano da eficácia, e não sobre o da validade 
ou da existência.
Errado.
042. 042. (2016/FCC/TRT – 14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Paula ajuizou ação de indenização contra Maria postulando uma 
indenização no importe equivalente a R$ 300.000,00, decorrente de dano causado em imóvel 
residencial. A ação é julgada procedente e o pedido inicial integralmente acolhido. Iniciada a 
fase de cumprimento de sentença, não são localizados bens passíveis de constrição judicial 
em nome da devedora Maria, que possui apenas um bem imóvel em seucom extinção da 
execução em relação a oito, dos dez cheques cobrados, sendo devida a verba honorária 
proporcional. 4. Recurso especial provido. (STJ – REsp: 664078 SP 2004/0074171-7, 
Relator: Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Data de Julgamento: 05/04/2011, T4 – QUARTA 
TURMA, Data de Publicação: DJe 29/04/2011)
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Perceba que a razão de decidir (ratio decidendi) desse precedente é a efetiva extinção 
da execução, ainda que parcial. Ademais, outra consequência do acolhimento da exceção de 
pré-executividade bem-sucedida é a inexigibilidade de honorários advocatícios arbitrados 
antes do julgamento da exceção em favor dos advogados do exequente.
Esse posicionamento também é afirmado no Tema Repetitivo n. 410 do STJ.
No entanto, lamentavelmente, a banca Fundação Carlos Chagas (FCC), no ano de 2021, 
em questão de Direito Processual Civil, cobrou essa temática de forma descontextualizada. 
Confira a seguinte questão:
1. (2021/FCC/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO) No cumprimento definitivo de sentença que haja 
imposto condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação,
a) o executado, a requerimento do exequente, será intimado a pagar voluntariamente o 
débito no prazo de quinze dias, já acrescido de custas e honorários advocatícios, sob pena 
de multa de dez por cento.
b) serão arbitrados honorários em benefício do executado no caso de acolhimento, ainda 
que parcial, de impugnação ou de exceção de pré-executividade.
c) a incidência da multa demanda prévia intimação pessoal do executado.
d) se o executado realizar o pagamento tempestivo, ainda que parcial, não incidirá em multa.
e) não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, o juiz, a pedido do exequente, 
determinará a expedição de mandado de penhora e avaliação.
Na questão, reconhece-se que a banca embasa seu gabarito em decisão proferida pela 
4ª Turma do STJ no REsp n. 664078, mas o conteúdo da alternativa tida como correta, da 
forma como posto em prova, está totalmente dissociado do contexto que levou à formação 
desse precedente. Afinal, como regra geral, não são arbitrados honorários advocatícios em 
caso de acolhimento, total ou parcial, de exceção de pré-executividade, porque essa peça 
tem natureza de simples petição (art. 518 do CPC).
Letra b.
A fixação de honorários, em caso de êxito nessa exceção, decorre de eventual sentença 
extintiva que venha a ser proferida em consequência a tal êxito, como na hipótese de a 
exceção de pré-executividade versar sobre questão de ordem pública capaz de extinguir 
a execução em relação a uma das partes. É esta, justamente, a razão de decidir do próprio 
precedente em que a banca pretendeu se embasar.
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Gustavo Deitos
Para reforço argumentativo, ainda é possível indicar o seguinte precedente:
JURISPRUDÊNCIA
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE 
CONTROVÉRSIA DE NATUREZA REPETITIVA. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-
EXECUTIVIDADE. EXCLUSÃO DE SÓCIO DO POLO PASSIVO. PROSSEGUIMENTO DA 
EXECUÇÃO, EM RELAÇÃO AO EXECUTADO E/OU RESPONSÁVEIS. HONORÁRIOS 
ADVOCATÍCIOS. CABIMENTO. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO PARCIALMENTE, 
E, NESSA EXTENSÃO, IMPROVIDO. I. Recurso Especial interposto contra acórdão 
publicado na vigência do CPC/73. Não obstante isso, conforme já decidiu a Corte 
Especial deste Tribunal, “no que diz respeito ao procedimento recursal, deve ser 
observada a lei que vigorar no momento da interposição do recurso ou de seu efetivo 
julgamento, por envolver a prática de atos processuais independentes, passíveis de 
ser compatibilizados com o direito assegurado pela lei anterior” (EDcl no AgRg no 
MS 21.883/DF, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, DJe de 06/12/2016). Assim 
sendo, em atenção ao art. 1.036, § 5º, do CPC/2015 e ao art. 256, caput, do RISTJ, 
foram afetados para julgamento, sob o rito dos recursos repetitivos, além do Recurso 
Especial 1.358.837/SP, o presente recurso e o Recurso Especial 1.764.405/SP. II. Trata-se 
de Recurso Especial, interposto pela Fazenda Nacional, contra acórdão do Tribunal de 
origem que, ao dar parcial provimento a Agravo de Instrumento, reformou a decisão do 
Juízo a quo, que a isentara do pagamento de honorários de advogado à parte recorrida, 
em decorrência do acolhimento de Exceção de Pré-Executividade, que determinara 
a exclusão do excipiente do polo passivo das Execuções Fiscais 28/2004 e 219/2005, 
por ilegitimidade passiva, com o prosseguimento dos feitos, em relação à empresa 
executada. III. A controvérsia ora em apreciação, submetida ao rito dos recursos especiais 
representativos de controvérsia, nos termos do art. 543-C do CPC/73, restou assim 
delimitada: “Possibilidade de fixação de honorários advocatícios, em exceção de pré-
executividade, quando o sócio é excluído do polo passivo da execução fiscal, que não é 
extinta.” IV. Construção doutrinária e jurisprudencial, a Exceção de Pré-Executividade 
consiste em meio de defesa do executado, tal qual os Embargos à Execução. Difere deste 
último, sobretudo, pelo objeto: enquanto os Embargos à Execução podem envolver 
qualquer matéria, a Exceção de Pré-Executividade limita-se a versar sobre questões 
cognoscíveis ex officio, que não demandem dilação probatória. Ato postulatório que 
é, a Exceção de Pré-Executividade não prescinde da representação, em Juízo, por 
advogado regularmente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Por 
isso, antes mesmo da afetação do presente Recurso Especial ao rito dos repetitivos, 
a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificara o entendimento sobre 
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a matéria, no sentido de serem devidos honorários advocatícios, quando acolhida 
a Exceção de Pré-Executividade para excluir o excipiente, ainda que não extinta 
a Execução Fiscal, porquanto “a exceção de pré-executividade contenciosa e que 
enseja a extinção da relação processual em face de um dos sujeitos da lide, que para 
invocá-la empreende contratação de profissional, torna inequívoca o cabimento de 
verba honorária, por força da sucumbência informada pelo princípio da causalidade. 
(...) a imposição dos ônus processuais, no Direito Brasileiro, pauta-se pelo princípio da 
sucumbência, norteado pelo princípio da causalidade, segundo o qual aquele que deu 
causa à instauração do processo deve arcar com as despesas dele decorrentes” (...) V. 
O entendimento condiz com os posicionamentos do STJ em matéria de honorários de 
advogado. De fato, quando confrontado ou com a literalidade do art. 20 do CPC/73 
ou com a aplicação de regras isentivas dos honorários, este Tribunal vem, de modo 
sistemático, interpretando restritivamente as últimas normas, e extensivamente o 
primeiro dispositivo processual, considerando o vetusto princípio de direito segundo 
o qual a lei não pode onerar aquele em cujo favor opera. Tal foi o raciocínionome, exatamente 
onde reside com a família. Inconformada Paula começa a diligenciar e apura que durante o 
trâmite da ação indenizatória Maria vendeu para terceiros um imóvel e um veículo. Neste 
caso, noticiado o fato no processo com comprovação documental, o Magistrado deverá 
reconhecer a fraude à execução e considerar o ato da executada como atentatório à 
dignidade da justiça, condenando-a ao pagamento de multa, exigível na própria execução, 
NÃO superior a
a) 5% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
b) 1% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
c) 10% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
d) 20% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
e) 30% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor.
O percentual é de 20% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito 
do credor (exequente), conforme o art. 774, parágrafo único, do CPC.
Letra d.
043. 043. (2019/CESPE/TJ-DFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS – PROVIMENTO/
ADAPTADA) A propósito de fraude à execução, julgue o item subsequente.
A alienação em fraude à execução é nula em relação ao exequente.
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O ato havido em fraude à execução é ineficaz em relação ao exequente (art. 792, § 1º, 
CPC). Logo, a fraude à execução atua sobre o plano da eficácia, e não sobre o da validade 
ou da existência.
Errado.
044. 044. (2022/INSTITUTO AOCP/DPE-PR/DPE-PR/DEFENSOR PÚBLICO/ADAPTADA) Em relação 
à possibilidade de penhora de bens, julgue o item a seguir:
É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, 
desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia 
da sua família.
Trata-se de entendimento consolidado na Súmula 486 do STJ.
Certo.
045. 045. (2013/FCC/TRT – 1ª REGIÃO (RJ)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A 
impenhorabilidade do bem de família prevista na Lei no 8.009/1990 NÃO alcança
a) o imóvel residencial de irmãos que vivem juntos.
b) o terreno sem benfeitorias, único bem do casal.
c) o apartamento onde reside sozinho o devedor.
d) a casa que serve de residência à união entre pessoas do mesmo sexo.
e) o imóvel que serve de residência aos companheiros que vivem em união estável.
Não importam as circunstâncias que justificam a moradia de uma ou mais pessoas no imóvel. 
Ademais, o direito não tolera discriminações quanto às formas de constituição de família. Até 
mesmo o imóvel ocupado por pessoa solteira é protegido pela impenhorabilidade instituída 
pela Lei n. 8.009/1990 (Súmula 364 do STJ). Por outro lado, um terreno sem benfeitorias 
(isto é, sem relação com moradia) não é sequer objeto de tratamento da referida lei.
Letra b.
046. 046. (2013/MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO) Consoante jurisprudência uniforme 
do STJ, em relação à caracterização do bem de família para fins de impenhorabilidade na 
execução, assinale a alternativa INCORRETA:
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a) a Lei n. 8.009/1990 não se aplica à penhora realizada antes da sua vigência.
b) é impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, 
desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia 
da sua família.
c) a vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem 
de família para efeito de penhora.
d) o conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente 
a pessoas solteiras, separadas e viúvas.
e) não respondida.
a) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta contraria o entendimento da 
Súmula n. 205 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
A Lei n. 8.009/1990 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência.
b) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em consonância 
com a literalidade do entendimento fixado na Súmula 486 do STJ.
c) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em consonância 
com a literalidade do entendimento fixado na Súmula 449 do STJ.
d) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta, e esta encontra-se em consonância 
com a literalidade do entendimento fixado na Súmula 364 do STJ.
Letra a.
047. 047. (2013/FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS) Analise as seguintes 
assertivas sobre os bens de família:
I – O único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros é impenhorável, 
desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência da família ou 
para o pagamento de outra moradia.
II – O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente 
a pessoas solteiras, separadas e viúvas.
III – A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui 
bem de família para efeito de penhora.
De acordo com o entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça está correto o 
que se afirma em
a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
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I – Certo. Trata-se do entendimento consolidado na Súmula 486 do STJ.
II – Certo. Trata-se do entendimento consolidado na Súmula 364 do STJ.
III – Certo. Trata-se do entendimento consolidado na Súmula 449 do STJ.
Letra e.
048. 048. (2014/FMP CONCURSOS/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO/ADAPTADA) Julgue o item 
subsequente:
É impenhorável o único imóvel residencial do devedor, desde que nele resida ou que esteja 
locado a terceiro, revertendo tal verba para subsistência ou moradia da família do devedor.
O item traz a regra geral (art. 1º, caput, Lei n. 8.009/1990) e adaptação dessa regra ao 
entendimento consolidado na Súmula 486 do STJ.
Certo.
049. 049. (2014/VUNESP/EMPLASA/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO) João figurou como fiador em 
contrato de locação de imóvel residencial, tendo renunciado ao benefício de ordem. Em 
razão do inadimplemento do locatário, foi ajuizada ação de despejo por falta de pagamento, 
cumulada com cobrança dos aluguéis não pagos, tendo o fiador participado dessa relação 
processual. Após o trâmite processual, que culminou com a procedência do pedido, acabou 
sendo penhorado o único imóvel de propriedade de João, destinado à sua moradia. Nesse caso,
a) João poderá se insurgir contra a penhora, mediante embargos de terceiro, alegando 
impenhorabilidade por se tratar de bem de família.
b) João poderá se insurgir contra a penhora, mediante embargos à execução, alegando 
impenhorabilidade por se tratar de bem de família.
c) João poderá se insurgir contra a penhora, mediante impugnação ao cumprimento de 
sentença, alegando impenhorabilidade por se tratar de bem de família.
d) João poderá oferecer impugnação ao cumprimento de sentença, alegando benefício de 
ordem e pleiteando sejam excutidos emprimeiro lugar os bens do devedor principal, eis 
que a renúncia por ele feita deverá ser considerada nula de pleno direito
e) a alegação de impenhorabilidade de bem de família feita por João não será acolhida, eis 
que esta cede perante o fiador.
Conforme o art. 3º, VII, da Lei n. 8.009/1990, a impenhorabilidade de bem de família não 
pode ser alegada em processo movido por obrigação decorrente de fiança concedida em 
contrato de locação.
Letra e.
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050. 050. (2016/TRT 2R (SP)/TRT – 2ª REGIÃO (SP)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Quanto à 
impenhorabilidade de bens assinale a alternativa correta:
a) O casal, proprietário de vários imóveis, não pode escolher, por ato voluntário e antes da 
constituição de dívida civil, um deles como sendo bem de família, ainda que de valor mais 
alto que os demais, pois somente é protegido como bem de família, o imóvel residencial 
de menor valor.
b) É impenhorável o único imóvel residencial do devedor, ainda que esteja locado a terceiros, 
desde que a renda destine-se à sua mantença mínima ou da sua família.
c) Somente o casal, com ou sem filhos, ainda que homo afetivo, tem direito à arguição de 
impenhorabilidade de imóvel residencial.
d) Os materiais para obra de construção de imóvel que servirá de única residência do devedor 
podem ser livremente penhorados.
e) É impenhorável o benefício previdenciário do devedor, salvo unicamente se a dívida for 
decorrente de prestação alimentícia.
a) Errada. O art. 5º, parágrafo único, da Lei n. 8.009/1990 dispõe:
Na hipótese de o casal, ou entidade familiar, ser possuidor de vários imóveis utilizados como 
residência, a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor, salvo se outro tiver sido registrado, 
para esse fim, no Registro de Imóveis e na forma do art. 70 do Código Civil.
b) Certa. Trata-se do entendimento consolidado na Súmula 486 do STJ.
c) Errada. O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel 
pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas (Súmula 364 do STJ).
d) Errada. O art. 833, VII, do CPC dispõe:
São Impenhoráveis: (...) VII – os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas 
forem penhoradas.
e) Errada. Há outras exceções no ordenamento jurídico. Tema não tratado nesta aula.
Letra b.
051. 051. (2022/FCC/TRT – 14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Após a penhora de imóvel pertencente à empresa executada, Sílvio 
(exequente) tomou conhecimento da definição das datas da praça e leilão marcados. O valor 
avaliado do referido imóvel é de R$ 500.000,00 e o valor devido a Sílvio é de R$ 350.000,00, 
acrescido das custas processuais, recolhimentos previdenciários e demais encargos. Na 
hasta pública, o bem foi arrematado pelo maior lance, no importe de R$ 400.000,00, sendo 
pago o sinal de 20%. Ocorre que o arrematante se arrependeu, preferindo adquirir outro 
imóvel, deixando de depositar o valor restante em 24 horas, como deveria. Neste caso, de 
acordo com a CLT,
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a) o arrematante perderá o valor do sinal pago, em benefício da execução, sendo liberada a 
penhora sobre o imóvel, iniciando-se novamente a fase de execução e constrição de bens 
da empresa executada.
b) a Juíza do Trabalho determinará a devolução de 10% do sinal em favor do arrematante, 
determinando que os outros 10% fiquem nos autos em benefício da execução, pelos danos 
que ocasionou com seu arrependimento.
c) o arrematante poderá reaver o valor do sinal pago, já que o imóvel continua penhorado, 
com designação de nova data para hasta pública, possibilitando, inclusive, a Sílvio a 
adjudicação do bem.
d) o arrematante, além de perder o sinal pago em benefício da execução, será cobrado por 
perdas e danos, uma vez que movimentou todo o procedimento da praça e leilão, sendo 
devidos os honorários do Leiloeiro, em valor a ser fixado pela Juíza do Trabalho.
e) o arrematante perderá o valor do sinal pago, em benefício da execução, sendo que o bem 
penhorado voltará à praça para nova hasta pública.
A banca centralizou sua cobrança no art. 888, § 4º, da CLT:
Se o arrematante, ou seu fiador, não pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas o preço da 
arrematação, perderá, em benefício da execução, o sinal de que trata o § 2º deste artigo, voltando 
à praça os bens executados.
Letra e.
052. 052. (2022/FCC/TRT – 17ª REGIÃO (ES)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) 
A distribuidora de água mineral Cristalina sofreu a penhora em um bem de sua 
propriedade, decorrente de uma execução trabalhista que é devedora, em um domingo, 
no dia 09/01/2022. Considerando o que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, a 
penhora revelou-se
a) ilegal, uma vez que no período de 20/12/2021 a 20/01/2022 os prazos processuais 
encontravam-se suspensos, além do que os atos judiciais não podem se realizar em nenhuma 
hipótese fora dos dias úteis.
b) legal, desde que tenha havido expressa autorização judicial para sua realização em dia 
não útil, sendo que de 20/12/2021 a 20/01/2022 os prazos processuais encontravam-se 
suspensos, não podendo se realizar apenas audiências e sessões de julgamento.
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c) ilegal, uma vez que no período de 20/12/2021 a 20/01/2022 os prazos processuais 
encontravam-se interrompidos, além do que os atos judiciais não podem se realizar em 
nenhuma hipótese fora dos dias úteis.
d) legal, uma vez que no período de 20/12/2021 a 19/01/2022 os prazos processuais 
encontravam-se suspensos, além do que os atos judiciais não podem se realizar em nenhuma 
hipótese fora dos dias úteis.
e) legal, ficando a critério do oficial de justiça sua realização em dia não útil, se caso 
entenda dessa forma para salvaguardar a realização do ato, sendo que de 20/12/2021 a 
19/01/2022 os prazos processuais encontravam-se suspensos, não podendo se realizar 
apenas audiências e sessões de julgamento.
Ao contrário do que dispõe o CPC, a CLT condiciona a penhora em domingos e feriados à 
prévia autorização judicial (art. 770, parágrafo único, CLT). No mais, o examinador cobrou 
a regra do art. 775-A da CLT.
Letra b.
053. 053. (2022/FGV/TRT – 13ª REGIÃO (PB)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Em determinada reclamação trabalhista que tramita perante a 25ª 
Vara do Trabalho de Santa Rita/PB, já na fase de execução definitiva, o executado, que é 
uma pessoa física, foi citado para pagar o valor homologado judicialmente, mas quedou-se 
inerte. Então, o exequente peticionou requerendo a prisão civil do executado, como forma 
de pressioná-lo a cumprir a obrigação.
Considerando o fato narrado e os princípios norteadores da execução trabalhista, assinale 
a afirmativa correta.
a) É possível a prisão civil do devedor trabalhista porque a execução definitiva deve ser 
feita da maneira mais gravosa, mas a retenção do cidadãonão pode ultrapassar 60 dias.
b) Em razão do princípio da utilidade, e considerando-se que a eventual prisão não garantirá 
o pagamento da dívida, o pedido não pode ser aceito.
c) Em virtude do princípio da efetividade, a prisão pode ser decretada até que a dívida 
seja paga.
d) Para que a prisão seja concedida, o TRT da 13ª Região deve ser consultado previamente 
pelo juiz de 1º grau.
e) O pedido de prisão do executado não pode ser aceito em razão do princípio da 
patrimonialidade.
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O princípio da patrimonialidade (art. 789 do CPC) orienta o juiz a fazer incidir a execução 
apenas sobre os bens do devedor, e não sobre sua pessoa. Ademais, já é tradicional e pacífica 
a impossibilidade de prisão por dívidas civis, dado o comando da Convenção Americana de 
Direitos Humanos.
Letra e.
054. 054. (2022/FGV/TRT – 16ª REGIÃO (MA)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Em determinada reclamação trabalhista que tramita perante a 30ª Vara do Trabalho de 
Barreirinhas/MA, foi homologada a quantia de R$ 10.000,00 devida ao exequente a título de 
dano moral, pois a sentença foi proferida de forma líquida e ambas as partes concordaram 
com o valor. Ocorre que, no dia seguinte, a sociedade empresária teve a falência decretada.
Diante dos fatos narrados e da norma de regência, sobre o destino da execução, assinale 
a afirmativa correta.
a) Diante da falência decretada, o juiz deverá expedir requisição de pequeno valor para o 
pagamento da dívida.
b) Deverá ser expedida certidão de crédito ao reclamante pelo valor homologado para 
habilitação junto à massa falida.
c) A execução prosseguirá normalmente porque a falência foi posterior à homologação, 
ocorrendo o bloqueio de numerário caso a empresa não cumpra voluntariamente a obrigação.
d) A partir da decretação de falência o juízo trabalhista cessa a sua competência, devendo 
anular a decisão homologatória e enviar os autos para o juízo falimentar.
e) A Lei determina que metade do valor seja pago perante a Justiça do Trabalho em razão 
do caráter alimentar da verba e a outra metade, paga perante o juízo falimentar.
Trata-se da regra do art. 6º, § 2º, da Lei n. 11.101/2005.
Letra b.
055. 055. (2022/FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) Hipócrates foi nomeado Oficial de Justiça e Avaliador de determinada 
Vara do Trabalho. Ao cumprir mandado de penhora por determinação do Juiz Titular, 
encontrou um imóvel de propriedade da executada livre e desembaraçado. Nessa situação, 
deverá o servidor efetuar a avaliação do bem em até
a) 48 horas.
b) 5 dias.
c) 15 dias.
d) 72 horas.
e) 10 dias.
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Tal prazo consta do caput do art. 888 da CLT.
Letra e.
056. 056. (2022/FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) O Hospital Curo Suas Dores Sociedade Empresarial Ltda. está sendo 
executado por um acordo inadimplido entabulado na Justiça do Trabalho com o seu ex-
empregado Sócrates. Expedido mandado de citação para pagamento da quantia de R$ 
12.000,00, o hospital terá prazo de...I... para quitação, ou garantia do juízo, sob pena de 
penhora, sendo que nessa situação o Oficial de Justiça deverá priorizar a penhora em 
dinheiro em primeiro lugar, e, na sua ausência, como segunda opção...II...
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, as lacunas I e II são preenchidas, correta 
e respectivamente, com
a) 48 horas − títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com 
cotação em mercado
b) 72 horas − títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com 
cotação em mercado
c) 24 horas − bens imóveis
d) 48 horas − títulos e valores mobiliários com cotação em mercado
e) 72 horas − bens imóveis
O prazo de 48 horas consta do art. 880 da CLT. No mais, o examinador cobrou conhecimento 
sobre o segundo bem da ordem preferencial de penhora: os títulos da dívida pública da 
União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado (art. 835, II, CPC).
Letra a.
057. 057. (2022/FCC/TRT – 23ª REGIÃO (MT)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Conforme orienta a jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, na execução 
de sentença trabalhista por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos
a) no juízo deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já 
devolvida a carta.
b) em qualquer hipótese no juízo deprecante, eis que é o competente para os atos decisórios 
da execução.
c) em qualquer hipótese no juízo deprecado, eis que é o competente para os atos decisórios 
referentes à constrição do bem.
d) tanto no juízo deprecante como no deprecado, sendo faculdade do exequente a escolha, 
eis que ambos os juízos possuem competência funcional.
e) em qualquer hipótese no juízo deprecante, eis que a execução obedece ao princípio da 
territorialidade, vinculada ao trânsito em julgado da sentença da fase de conhecimento.
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A questão enfocou o entendimento consolidado na Súmula 419 do TST.
Letra a.
058. 058. (2022/FCC/TRT – 4ª REGIÃO (RS)/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Frustrada 
a execução de sentença trabalhista em face da empresa Sol e Chuva Climatizadores de Ar 
Ltda., o exequente Arquimedes direciona a execução para bem imóvel pessoal do sócio 
Sócrates, um terreno de 5.000 m2, passível de divisão, deferindo o juiz e determinando 
a expedição de mandado de penhora do referido bem. Vênus, esposa de Sócrates, nessa 
hipótese, conforme a legislação em vigor, poderá
a) opor embargos de terceiro, para defender a sua meação, tratando-se de bem indivisível, 
no prazo de 10 dias após a ciência da penhora.
b) interpor agravo de petição, no prazo de 8 dias da ciência da penhora, para defender a 
sua meação.
c) opor embargos de terceiro, para defender a sua meação, tratando-se de bem divisível, 
no prazo de 5 dias após a ciência da penhora.
d) interpor agravo de petição, no prazo de 8 dias da ciência da penhora, para defender a 
ilegalidade da medida constritiva.
e) apresentar embargos à execução no prazo de 15 dias da ciência da penhora, a fim de 
resguardar a sua meação.
A cônjuge do executado é pessoa estranha ao processo. Logo, ela é considerada terceiro, 
nos termos do art. 674, § 2º, I, do CPC, e o prazo de cinco dias é previsto no art. 675 do CPC.
Letra c.
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	Sumário
	Apresentação
	Execução Trabalhista – Parte II
	1. Exceção de Pré-Executividade
	1.1. Resumo: Exceção de Pré-Executividade
	2. Embargos de Terceiro (ET)
	3. Fraude à Execução
	4. Execução contra a Massa Falida e a Empresa em Recuperação Judicial
	4.1. Peculiaridades da Massa Falida
	4.2. Peculiaridades da Empresa em Recuperação Judicial
	5. Execução contra a Fazenda Pública
	5.1. Requisição de Pequeno Valor (RPV)
	5.2. Precatório
	6. Aplicação Subsidiária da Lei de Execuções Fiscais (n. 6.830/1980)
	7. Arrematação, Adjudicação e Remição
	7.1. Adjudicação e Arrematação
	7.2. Remição
	8. Impenhorabilidade do Bem de Família (Lei n. 8.009/1990)
	9. Súmulas e OJs do TST sobre Liquidação e Execução Trabalhista
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentadoque 
presidiu a edição da Súmula 153 do STJ: “A desistência da execução fiscal, após o 
oferecimento dos embargos não exime o exequente dos encargos da sucumbência”. 
VI. Semelhante razão inspirou o julgamento do Recurso Especial 1.185.036/PE, sob o 
regime dos recursos repetitivos, no qual se questionava a possibilidade de condenação 
da Fazenda Pública ao pagamento de honorários sucumbenciais, em decorrência da 
integral extinção da Execução Fiscal, pelo acolhimento de Exceção de Pré-Executividade. 
No aludido julgamento restou assentada “a possibilidade de condenação da Fazenda 
Pública ao pagamento de honorários advocatícios quando acolhida a Exceção de 
Pré-Executividade e extinta a Execução Fiscal” (STJ, REsp 1.185.036/PE, Rel. Ministro 
HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe de 01/10/2010). VII. O mesmo se passa 
quando a Exceção de Pré-Executividade, acolhida, acarreta a extinção parcial do 
objeto da execução, ou seja, quando o acolhimento da objeção implica a redução do 
valor exequendo. Precedentes do STJ: (...). O mesmo entendimento, pelo cabimento 
de honorários de advogado, firmou a Corte Especial do STJ, no REsp 1.134.186/RS, 
julgado sob o rito do art. 543-C do CPC/73, quando acolhida, ainda que parcialmente, 
a impugnação ao cumprimento da sentença, registrando o voto condutor do aludido 
acórdão que “o acolhimento ainda que parcial da impugnação gerará o arbitramento 
dos honorários, que serão fixados nos termos do art. 20, § 4º, do CPC, do mesmo 
modo que o acolhimento parcial da exceção de pré-executividade, porquanto, nessa 
hipótese, há extinção também parcial da execução” (STJ, REsp 1.134.186/RS, Rel. 
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, DJe de 21/10/2011). VIII. As hipóteses 
de acolhimento, ainda que parcial, da impugnação ao cumprimento de sentença e de 
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Execução Trabalhista – Parte II
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acolhimento da Exceção de Pré-Executividade, para reduzir o montante exequendo, 
são em tudo análogas à hipótese ora em julgamento, ou seja, acolhimento da Exceção 
de Pré-Executividade, para excluir determinado executado do polo passivo da execução 
fiscal, que não é extinta, prosseguindo, em relação à sociedade executada. Nenhuma 
delas põe fim ao processo, ou seja, a natureza dos pronunciamentos não é outra 
senão a de decisão interlocutória. A rigor, o que difere as primeiras hipóteses do caso 
em análise é o objeto sobre o qual recaem. O caso em julgamento opera a extinção 
parcial subjetiva do processo, aqueles, a extinção parcial objetiva. Sendo as hipóteses 
espécies de extinção parcial do processo, clara está a adequação de tratá-las por 
igual: ubi eadem ratio ibi idem jus. IX. Tese jurídica firmada: “Observado o princípio 
da causalidade, é cabível a fixação de honorários advocatícios, em exceção de pré-
executividade, quando o sócio é excluído do polo passivo da execução fiscal, que 
não é extinta.” X. Caso concreto: Recurso Especial conhecido parcialmente, e, nessa 
extensão, improvido. XI. Recurso julgado sob a sistemática dos recursos especiais 
representativos de controvérsia. (STJ – REsp: 1764349 SP 2018/0230130-5, Relator: 
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, Data de Julgamento: 10/03/2021, S1 – PRIMEIRA 
SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 29/03/2021)
A possibilidade de arbitramento de honorários advocatícios em consequência de 
acolhimento de exceção de pré-executividade é tema delicado, e merece toda a atenção 
que o candidato puder dar.
Na questão acima discutida, a FCC tratou como verdade tal possibilidade, sem exigir 
do candidato a devida ponderação, já que o STJ exige, como condição ao arbitramento 
dos honorários advocatícios, que a procedência da exceção acarrete extinção da execução, 
objetiva (quanto a parte dos valores ou bens envolvidos) ou subjetiva (quanto a pessoas 
inseridas no polo passivo da execução).
As questões de ordem pública que podem ser suscitadas na exceção de pré-executividade 
devem ser aquelas que só puderam ser percebidas na fase de execução. Se tais questões 
poderiam e deveriam ser debatidas na fase de conhecimento, mas não o foram por negligência 
da parte contrária, a decisão final transitada em julgado provocará preclusão máxima 
do direito de alegar qualquer nulidade. Registro que, como visto na aula sobre Nulidades, 
preclusão máxima é sinônimo de coisa julgada.
Portanto, não adianta que o executado, na fase de execução, alegue que o exequente, ao 
ajuizar reclamação trabalhista, não tinha interesse processual, por exemplo.
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Execução Trabalhista – Parte II
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PProfessor, apesar de a exceção de pré-executividade não ser um incidente processual rofessor, apesar de a exceção de pré-executividade não ser um incidente processual 
propriamente dito, é cabível algum recurso em espécie contra a decisão judicial que propriamente dito, é cabível algum recurso em espécie contra a decisão judicial que 
julga a exceção?julga a exceção?
Depende, caro(a) aluno(a).
Se a exceção for acolhida, de modo a causar extinção da execução, em sentido objetivo 
ou subjetivo, caberá AGRAVO DE PETIÇÃO.
Se a exceção for negada e não produzir nenhum efeito na execução, ou se for acolhida 
de modo a tão somente provocar a modificação ou a anulação de determinados atos 
processuais, sem extinção da execução, poderá a parte prejudicada garantir a execução 
e, em seguida, opor Embargos à Execução.
1.1. RESUMO: EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE1.1. RESUMO: EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE
NÃO DEPENDE de garantia do juízo.
É oponível mediante Simples Petição.
Deve ser oposta entre a citação para pagamento e a penhora (após a citação e antes 
da penhora).
Opõe-se com base em questões de ordem pública, cognoscíveis de ofício pelo juiz.
Não cria ônus de custas e honorários, salvo se a exceção provocar a extinção da execução.
Se for acolhida e causar extinção objetiva ou subjetiva do processo, caberá Agravo de 
Petição da respectiva decisão acolhedora. Caso contrário, caberá Embargos à Execução.
2. EMBARGOS DE TERCEIRO (ET)2. EMBARGOS DE TERCEIRO (ET)
Os embargos de terceiro são um incidente cabível tanto na fase de conhecimento 
quanto na fase de execução da reclamação trabalhista, por força do art. 675 do CPC:
Art. 675. Os embargos podem ser opostos a qualquer tempo no processo de conhecimento 
enquanto não transitada em julgado a sentença e, no cumprimento de sentença ou no processo 
de execução, até 5 (cinco) dias depois da adjudicação, da alienação por iniciativa particular ou 
da arrematação, mas sempre antes da assinatura da respectiva carta.
Tendo em vista que nosso edital insere os Embargos de Terceiro (ET) dentro do sistema 
da Execução Trabalhista, estudaremos este incidente à luz do processo de execução.
Na execução, o prazo para oposição dos ET é de 5 DIAS após a ocorrência de adjudicação, 
alienação por iniciativa particular ou de arrematação, no processo principal, do bem envolvido. 
Em qualquer caso, os ET devem ser opostos ANTES que o juiz assine a Carta de Adjudicação 
ou da Carta de Arrematação. Se a Carta for assinada antes desse prazo, os ET não poderão 
ser opostos.
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Execução Trabalhista – Parte II
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O legitimado ativo a opor os ET é o terceiro que sofrer constrição judicial supostamente 
indevida sobre seus bens, ou que for ameaçado de constrição, sejam bens móveis, imóveis 
ou, inclusive, dinheiro (como ocorre nos casos de bloqueio da conta judicial por engano). 
Essa é a regra do art. 674 do CPC:
Art. 674. Quem, não sendo parte no processo, sofrer constrição ou ameaça de constrição sobre 
bens que possua ou sobre os quais tenha direito incompatível com o ato constritivo, poderá 
requerer seu desfazimento ou sua inibição por meio de embargos de terceiro.
Por mais redundante que possa parecer, destaque que o terceiro legitimado para os ET 
é aquele que NÃO INTEGRA o processo em que ocorreu a constrição.
É majoritário na jurisprudência – embora com algumas discordâncias – que o sócio da 
empresa é um caso de terceiro para fins de ET.
Outro caso corriqueiro de terceiro opositor de ET é o cônjuge ou companheiro do 
executado, pretendendo defender a sua meação, quando a execução recai sobre bens de 
sua quota parte.
O art. 674, § 2º, do CPC esclarece quem são os terceiros, para fins de ET:
Art. 674, § 2º Considera-se terceiro, para ajuizamento dos embargos:
I – o cônjuge ou companheiro, quando defende a posse de bens próprios ou de sua meação, 
ressalvado o disposto no art. 843;
II – o adquirente de bens cuja constrição decorreu de decisão que declara a ineficácia da alienação 
realizada em fraude à execução;
 Obs.: é o caso que estudaremos em um dos títulos seguintes desta aula: o executado 
transfere bem para a propriedade do irmão, e o juiz declara essa alienação ineficaz 
por ser fraude à execução. Neste caso, o irmão laranja pode opor ET.
III – quem sofre constrição judicial de seus bens por força de desconsideração da personalidade 
jurídica, de cujo incidente não fez parte;
 Obs.: este caso ocorre geralmente quando, no processo principal, instaura-se incidente 
de desconsideração da PJ para atacar os bens dos sócios da empresa, mas um 
determinado sócio não é citado para manifestar-se sobre o incidente. Neste caso, 
tal sócio não pode ser executado, pois não teve a oportunidade de se manifestar 
(exercer o contraditório).
IV – o credor com garantia real para obstar expropriação judicial do objeto de direito real de 
garantia, caso não tenha sido intimado, nos termos legais dos atos expropriatórios respectivos.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
 Obs.: frequentemente, enquadram-se neste inciso os bancos, quando a constrição 
recai sobre veículos e imóveis financiados, pois pende sobre esses bens Alienação 
Fiduciária, que é um instituto que assegura ao banco a propriedade do móvel/imóvel 
até que todas as parcelas do financiamento sejam pagas. Há outros casos que se 
enquadram neste inciso, como hipoteca, anticrese, penhor, leasing, dentre outros.
Por constrição, entenda qualquer ato judicial que impeça o livre uso, gozo e disposição do 
bem (penhora, indisponibilidade etc.). O desfazimento da constrição deverá ser postulado 
quando ela já tiver ocorrido, e a inibição, quando há no momento somente ameaça de constrição.
O sujeito passivo (embargado) é a parte que se beneficia pela constrição do bem do 
terceiro. Normalmente, é o exequente.
Conforme o art. 676 do CPC, os ET serão distribuídos por dependência ao juízo que 
ordenou a constrição e autuados em apartado. Portanto, o juízo competente para conhecer 
dos ET é aquele que ordenou a constrição (penhora/bloqueio).
Todavia, é possível que a constrição seja realizada em cumprimento de Carta Precatória 
ou Carta de Ordem. Nesses casos, o juízo competente para julgar os ET, em regra, será o 
juízo deprecado, isto é, aquele que recebeu a Carta.
Mesmo quando se tratar de constrição em cumprimento de Carta, será competente 
o juízo deprecante (que expediu a Carta para o outro juízo) em duas situações (exceções 
à regra geral):
• 1. Carta já foi devolvida pelo juízo deprecado ao juízo deprecante, encontrando-se a 
execução, agora, sob os cuidados do deprecante
• 2. Juízo deprecante apontou para o bem que deveria ser constrito (bloqueado, 
penhorado), indicando-o para constrição, sem que o juízo deprecado precisasse fazer 
qualquer busca de bens.
As duas exceções acima estão no art. 676, parágrafo único, do CPC, e tratadas na Súmula 
419 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 419 do TST
Na execução por carta precatória, os embargos de terceiro serão oferecidos no juízo 
deprecado, salvo se indicado pelo juízo deprecante o bem constrito ou se já devolvida 
a carta (art. 676, parágrafo único, do CPC de 2015).
De acordo com o art. 679 do CPC, os ET poderão ser contestados pelo exequente no 
prazo de 15 DIAS.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Analisados os fundamentos do ET e a contestação do exequente do processo principal, 
o juiz julgará o mérito dos ET. Se os ET forem procedentes, o juiz cancelará o ato de 
constrição indevida sobre os bens do terceiro embargante, determinando que a posse 
do embargante seja mantida (em caso de ameaça de constrição) ou que o embargante seja 
reintegrado à posse do mesmo bem (em caso de já ter ocorrido efetiva constrição).
Entretanto, se os ET forem improcedentes, o juiz simplesmente ordenará o prosseguimento 
dos atos executórios, especialmente mencionando que a constrição deva ser mantida, 
indicando-se a próxima fase da execução (expropriação do bem mediante alienação ou 
adjudicação, por exemplo).
Essas regras são depreendidas do art. 681 do CPC:
Art. 681. Acolhido o pedido inicial, o ato de constrição judicial indevida será cancelado, com o 
reconhecimento do domínio, da manutenção da posse ou da reintegração definitiva do bem ou 
do direito ao embargante.
3 . FrauDE À EXEcuÇÃo3 . FrauDE À EXEcuÇÃo
Fraude à execução é uma conduta ilícita tomada pelo executado. Tal conduta consiste 
em evitar que o juiz encontre bens penhoráveis para a satisfação do exequente. A prática 
da fraude à execução assemelha-se muito com a “fraude contra credores”, estudada no 
direito civil. A diferença é que a fraude à execução é um instituto processual, só podendo 
ser verificado no curso de um processo judicial.
A execução pode ser fraudada de diversas maneiras possíveis, mas o resultado é sempre 
o mesmo: impedir que o exequente receba o pagamento do valor devido na execução.
Na prática, admite-se a comprovação da fraude à execução mesmo que o sujeito 
não tenha sido ainda citado para pagamento. Pode-se imaginar tal contexto quando o 
reclamado, sabendo de que perderá a ação, aliena seus bens a preço vil ou gratuitamente. 
Nessas situações, deve a parte contrária (exequente) convencer o juiz de que tais alienações 
tinham a finalidade de frustrar a futura execução.
Dessa maneira, é de se concluir que a configuração da fraude à execução tem dois requisitos:
• 1. Ação trabalhista pendente contra o reclamado (executado), seja em fase de 
conhecimento, seja em fase de execução;
• 2. Executado, em razão da conduta cometida, tornar-se insolvente, isto é, sem 
patrimônio que possibilite o pagamento da execução.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Como a CLT não tem dispositivo que elucide o instituto da fraude à execução, aplica-
se subsidiariamente o art. 792 do CPC (exceto o inciso I), que o faz, nos seguintes termos:
Art. 792. A alienação ou a oneração de bem é considerada fraude à execução:
I – (inaplicável ao processo do trabalho);
II – quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de execução, na 
forma do art. 828;
III – quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou outro ato de constrição 
judicial originário do processo onde foi arguida a fraude;
IV – quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor ação capaz de 
reduzi-lo à insolvência;
V – nos demais casos expressos em lei.
A fraude à execução tem vários exemplos: executado doa seus bens aos seus parentes; 
executado pratica venda simulada de seus bens a outras pessoas, dentre outros.
O juiz pode reconhecer a Fraude à Execução DE OFÍCIO, ou a requerimento do exequente.
A consequência processual da fraude à execução, quando assim reconhecida pelo juiz, 
é prevista no art. 792, § 1º, do CPC: “A alienação em fraude à execução é ineficaz em 
relação ao exequente”.
Ademais, a configuração de fraude à execução sujeita o executado ao pagamento de 
multa por Ato Atentatório à Dignidade da Justiça, prevista no art. 774, parágrafo único, 
do CPC. A multa terá valor de até 20% do valor atualizado da execução. Veja o que diz o 
referido dispositivo:
Art. 774. Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou omissiva do 
executado que:
I – frauda a execução;
(...)
Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, o juiz fixará multa em montante não superior a 
vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do 
exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza 
processual ou material.
Perceba: diferentemente das condutas de ato atentatório à dignidade da justiça 
cometidas na fase de conhecimento (art. 77, § 2º, CPC), a multa de até 20%, na execução, 
é revertida EM FAVOR DO EXEQUENTE.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
EXEMPLO
João, executado, doa todos seus veículos a Ricardo, seu irmão, a fim de evitar que o exequente 
Marcinho receba o pagamento das verbas deferidas em sentença.
O juiz, reconhecendo tal doação como fraude à execução, declara que o referido negócio 
jurídico constitui fraude à execução e, em seguida, ordena a penhora de alguns dos veículos, 
em valor suficiente para o pagamento dos créditos do exequente Marcinho, além da multa 
fixada por ato atentatório à dignidade da justiça, fixada pelo juiz em seu valor máximo: 20% 
do valor atualizado da execução.
Veja que a doação de João a Ricardo não produz efeitos em relação a Marcinho, que pode 
se aproveitar de eventual penhora e expropriação de tal bem.
Note que a consequência da fraude à execução sobre a alienação ou oneração de bens do 
executado é a ineficácia em relação ao exequente, o que é DIFERENTE de “anulabilidade” do 
negócio jurídico, que ocorre no instituto material da fraude contra credores, do Código Civil.
Antes de estudarmos cada hipótese de fraude à execução, veja o que enuncia a Súmula 
n. 375 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 375 do STJ
O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora no bem 
alienado ou da prova da má-fé do terceiro adquirente.
A Súmula n. 375 do STJ institui um requisito/pressuposto subjetivo imprescindível à 
configuração da fraude à execução: a scientia fraudis (ciência da fraude).
Quando a penhora de um bem é registrada em sua matrícula, a ciência da fraude por 
parte do terceiro adquirente é absolutamente presumida. Quando, todavia, tal registro 
não existir, deverá o exequente provar que o terceiro adquirente tinha ciência da fraude.
Tanto o registro da penhora como a prova da má-fé correspondem ao requisito da scientia 
fraudis. Quando há registro, este requisito é preenchido por ser abraçado por presunção 
absoluta; quando não há registro, este requisito deve ser provado pelo exequente/credor, 
não havendo que se falar em presunção do que quer que seja.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Agora, vamos aos comentários a cada hipótese de fraude à execução.
Art. 792. A alienação ou a oneração de bem é considerada fraude à execução:
I – quando sobre o bem pender ação fundada em direito real ou com pretensão reipersecutória, 
desde que a pendência do processo tenha sido averbada no respectivo registro público, se houver;
Diz-se que a alienação ou oneração do bem é considerada fraudulenta quando recai 
sobre objeto litigioso.
Quando a pendência do processo (de conhecimento ou de execução) for averbada/
registrada no Cartório, haverá fraude à execução independentemente de insolvência 
do devedor.
 Obs.: perceba que nem sempre o devedor deverá ser insolvente para que seja configurada 
a fraude à execução.
Havendo registro da pendência do processo em Cartório, ficará preenchido o requisito 
subjetivo scientia fraudis. Caso não tenha sido registrada a pendência do processo, deverá 
o credor provar a má-fé do terceiro adquirente (Súmula n. 375 do STJ).
Lembre-se de que, quando o bem não for sujeito a registro (como um bem móvel qualquer), 
o terceiro adquirente tem o ônus de provar que adotou as cautelas necessárias para a 
aquisição, mediante a exibição das certidões pertinentes, obtidas no domicílio do vendedor 
e no local onde se encontra o bem (art. 792, § 2º).
II – quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de execução, na 
forma do art. 828;
Conforme o art. 828 do CPC,
o exequente poderá obter certidão de que a execução foi admitida pelo juiz, com identificação 
das partes e do valor da causa, para fins de averbação no registro de imóveis, de veículos ou de 
outros bens sujeitos a penhora, arresto ou indisponibilidade.
Conforme o § 4º do art. 828, “presume-se em fraude à execução a alienação ou a oneração 
de bens efetuada após a averbação”. Eis aqui o requisito da scientia fraudis já esclarecido 
anteriormente. Havendo registro da execução em Cartório, presume-se (absolutamente) 
a má-fé do terceiro adquirente e, consequentemente, a fraude à execução.
III – quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou outro ato de constrição 
judicial originário do processo onde foi arguida a fraude;
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Esclareço, de início, que a hipoteca judiciária é um direitoreal de garantia sobre coisa 
alheia, pela qual determinado bem do patrimônio do devedor serve para a garantia de uma 
obrigação. A hipoteca judiciária tem por principais efeitos a concessão ao credor de direito 
de sequela e de direito de preferência (art. 495, § 4º, CPC). Tal dispositivo determina:
A hipoteca judiciária, uma vez constituída, implicará, para o credor hipotecário, o direito de 
preferência, quanto ao pagamento, em relação a outros credores, observada a prioridade 
no registro.
É possível, ainda, que tenha sido averbada em Cartório um ato judicial de constrição, 
como a penhora e o arresto em determinado processo. Neste caso, o bem penhorado/
arrestado fica vinculado ao cumprimento da obrigação reconhecida em sentença.
No final das contas, a hipótese do inciso III é a mais grave de fraude à execução, pois o 
bem alienado já estaria reservado como garantia de pagamento de determinada obrigação 
reconhecida por sentença. E o registro da hipoteca judiciária ou de outro ato constritivo 
na matrícula do bem torna absolutamente presumida a ciência da fraude por parte do 
terceiro adquirente.
IV – quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor ação capaz de 
reduzi-lo à insolvência;
Neste caso, a alienação ou oneração fraudulenta não incide sobre apenas determinada 
coisa litigiosa, mas sobre qualquer bem penhorável do executado.
Existem dois pressupostos para a configuração de fraude à execução com base 
no inciso IV:
• 1. Eventus damni: o ato praticado pelo devedor (alienação oneração) é capaz de levá-
lo à insolvência e, consequentemente, “impossibilita-o” de pagar a dívida.
• 2. Pendência de ação: o ato tenha sido praticado enquanto penda qualquer ação 
contra o devedor, seja ela de conhecimento, de execução, ou até mesmo uma ação 
penal ou probatória.
− Existe ação pendente para o réu somente a partir de sua citação efetiva, uma 
vez que, conforme o art. 240 do CPC, a citação induz litispendência para o réu. 
Portanto, é a partir da citação do réu que os atos de defasagem patrimonial 
podem ser considerados fraudulentos, quando reduzam ou possam reduzir o 
devedor à insolvência.
V – nos demais casos expressos em lei.
É possível que legislações processuais esparsas criem outras hipóteses de fraude 
à execução.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Vamos aos comentários aos parágrafos do art. 792.
§ 1º A alienação em fraude à execução é ineficaz em relação ao exequente.
§ 2º No caso de aquisição de bem não sujeito a registro, o terceiro adquirente tem o ônus de 
provar que adotou as cautelas necessárias para a aquisição, mediante a exibição das certidões 
pertinentes, obtidas no domicílio do vendedor e no local onde se encontra o bem.
§ 3º Nos casos de desconsideração da personalidade jurídica, a fraude à execução verifica-se a 
partir da citação da parte cuja personalidade se pretende desconsiderar.
§ 4º Antes de declarar a fraude à execução, o juiz deverá intimar o terceiro adquirente, que, se 
quiser, poderá opor embargos de terceiro, no prazo de 15 (quinze) dias.
Conforme o § 1º, diz-se que o ato fraudulento (alienação ou oneração em fraude à 
execução) considera-se válido e eficaz para o devedor e para o terceiro adquirente, mas 
não produz efeitos contra o credor-exequente, e não pode ser oposto contra este. O bem, 
que validamente pertence ao terceiro adquirente, responderá pela execução.
Reconhecida a fraude à execução e penhorado o bem do terceiro adquirente, terá este 
ação regressiva contra o devedor para cobrar-lhe a restituição do que pagou pelo bem e, 
quiçá, indenização por perdas e danos eventualmente comprovados.
Muitas bancas tentam confundir o candidato dizendo que a alienação havida em fraude à 
execução seria “inválida/nula” para o exequente, quando, na verdade, ela é ineficaz para o 
exequente (credor), conforme o art. 792, § 1º, do CPC.
Embora o juiz tenha o poder de declarar fraude à execução de ofício, ele não pode 
simplesmente declarar a fraude à execução e determinar a penhora do bem alienado. Neste 
caso, deve o juiz intimar o terceiro adquirente deste bem para que, querendo, oponha 
embargos de terceiro no prazo de 15 dias.
A necessidade de respeito ao contraditório do terceiro adquirente deve-se ao fato de que 
é necessária a má-fé do terceiro adquirente para a configuração de fraude à execução, nos 
casos em que a hipótese de fraude não envolver registro da execução na matrícula do bem.
Quanto ao § 3º, imagine que uma sociedade tenha sido citada para o processo de 
conhecimento no dia 01/10. A partir deste dia, eventuais alienações de bens por parte 
dos sócios dessa sociedade podem, a depender do caso, ser considerados como fraude à 
execução. O mesmo raciocínio vale para os negócios jurídicos praticados pela pessoa jurídica 
quando o sócio é citado como réu.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
O § 2º dispõe que deve o terceiro adquirente, nos casos em que o bem não seja sujeito a 
registro (como um veículo ou outro bem móvel), provar que adotou as cautelas necessárias 
para a aquisição, mediante a exibição das certidões pertinentes, obtidas no domicílio do 
vendedor e no local onde se encontra o bem. Esta regra torna necessário que eu lhe dê as 
seguintes dicas:
• 1. Quando o bem não for sujeito a registro, o adquirente do bem terá o ônus de 
provar sua boa-fé para não ser prejudicado.
• 2. Quando o bem for sujeito a registro, a situação dependerá do seguinte:
− Se tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência da execução, haverá pre-
sunção absoluta de fraude à execução. Isso mesmo: absoluta (regra do art. 828, 
§ 4º, do CPC).
− Caso não tenha sido averbada a pendência da execução no registro do bem, o cre-
dor/exequente terá o ônus de provar a má-fé do terceiro adquirente.
4 . EXEcuÇÃo coNTra a Massa FalIDa E a EMPrEsa EM 4 . EXEcuÇÃo coNTra a Massa FalIDa E a EMPrEsa EM 
rEcuPEraÇÃo JuDIcIalrEcuPEraÇÃo JuDIcIal
A Massa Falida é o conjunto patrimonial de uma empresa que teve sua falência decretada, 
de acordo com o procedimento da Lei n. 11.101/2005.
Já a empresa em recuperação judicial é aquela que, embora tenha muitas dívidas, 
pretende realizar acordo com cada um de seus credores, a fim de conseguir eliminar seu 
patrimônio passivo (dívidas) e prosseguir com o desempenho de sua atividade empresarial.
Em ambos os casos (massa falida e empresa em recuperação judicial), a Justiça do 
Trabalho tem competência para processar e julgar a reclamação trabalhista até a fase de 
liquidação, isto é, até o momento de tornar exato o valor devido pela reclamada (falida ou 
em recuperação judicial). Esta regra é prevista no art. 6º, § 1º, da Lei n. 11.101/2005:
Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se processando a ação que demandar quantia ilíquida.
Depois que houver a liquidação dos créditos do reclamante, a cobrança deverá ocorrer no 
juízo universal da falência ou recuperação judicial. Para tanto, o juiz do trabalho expedirá 
certidão de habilitação de crédito, para que esse crédito seja habilitado no quadro-geral 
de credores, no processo falimentar, conforme o art. 6º, § 2º, da Lei n. 11.101/2005:
2º É permitido pleitear, perante o administrador judicial, habilitação, exclusão ou modificação de 
créditosderivados da relação de trabalho, mas as ações de natureza trabalhista, inclusive as 
impugnações a que se refere o art. 8º desta Lei, serão processadas perante a justiça especializada 
até a apuração do respectivo crédito, que será inscrito no quadro-geral de credores pelo valor 
determinado em sentença.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Advirto, desde já, que todas as reclamações trabalhistas cujos valores finais tiverem 
de ser executados no juízo da falência terão preferência de tramitação na Justiça do 
Trabalho, inclusive durante a fase de conhecimento. Isso se observa na prática quando a 
empresa reclamada já é falida durante o curso da reclamação trabalhista. Esta regra está 
no art. 768 da CLT:
JURISPRUDÊNCIA
Art. 768 – Terá preferência em todas as fases processuais o dissídio cuja decisão tiver 
de ser executada perante o Juízo da falência.
Conforme o art. 6º, caput, da Lei n. 11.101/2005, a decretação da falência ou o 
deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição 
e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores 
particulares do sócio solidário.
Portanto, não correrá a prescrição intercorrente (dois anos, conforme o art. 11-A da CLT) 
em favor da massa falida ou da empresa em recuperação judicial. Ademais, as execuções 
contra tais empresas não terão prosseguimento enquanto durar a situação.
Em qualquer dos casos, os reclamantes PODERÃO instaurar o Incidente de Desconsideração 
da Personalidade Jurídica, a fim de que os sócios da empresa sejam responsabilizados e, 
consequentemente, executados. Neste sentido, é o entendimento fixado no Enunciado n. 
20 da 1ª Jornada sobre Execução na Justiça do Trabalho:
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado n. 20, 1ª Jornada sobre Execução na Justiça do Trabalho
A falência e a recuperação judicial, sem prejuízo do direito de habilitação de crédito no 
juízo universal, não impedem o prosseguimento da execução contra os coobrigados, os 
fiadores e os obrigados de regresso, bem como os sócios, por força da desconsideração 
da personalidade jurídica.
4 .1 . PEculIarIDaDEs Da Massa FalIDa4 .1 . PEculIarIDaDEs Da Massa FalIDa
No caso da massa falida, após liquidado o valor da condenação (devido pela reclamada), 
a execução terá prosseguimento no juízo universal da falência ou recuperação judicial 
(Órgão da Justiça Estadual).
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Esta regra parece bem tranquila, não é? Pois bem: existe um procedimento diferenciado, 
que é seguido diante de dois casos especiais:
• 1. Quando, na execução trabalhista, tiver ocorrido penhora de algum bem antes de a 
falência ser decretada, a hasta pública (leilão) que ainda não tiver acontecido será 
realizada na Justiça do Trabalho.
− Neste caso, o valor levantado na hasta pública será revertido ao juízo universal 
da falência.
• 2. Se o bem já tiver sido alienado em hasta pública na Justiça do Trabalho, antes da 
decretação da falência, os valores poderão ser revertidos ao exequente na Justiça 
do Trabalho, sem reversão ao juízo da falência.
− Neste caso, somente o valor remanescente da alienação do bem em hasta pública 
será revertido ao juízo universal da falência. Aquilo que bastar para o pagamento 
integral da execução trabalhista será desde logo entregue ao exequente.
Esses procedimentos diferenciados fundam-se na teoria eclética (defendida por Carlos 
Henrique Bezerra Leite), que disserta sobre a competência da Justiça do Trabalho na execução 
da massa falida e das empresas em recuperação judicial. Inclusive, o Enunciado n. 19 da 1ª 
Jornada sobre Execução na Justiça do Trabalho adotou tal teoria, nos seguintes termos:
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado n. 19, 1ª Jornada sobre Execução na Justiça do Trabalho
As execuções iniciadas antes da decretação da falência do empregador terão 
prosseguimento no juízo trabalhista, se já houver data definitiva para a expropriação dos 
bens, hipótese em que o produto da alienação deve ser enviado ao juízo falimentar 
a fim de permitir a habilitação do crédito trabalhista e sua inclusão no quadro geral 
de credores. Caso os bens já tenham sido alienados ao tempo da quebra, o credor 
trabalhista terá seu crédito satisfeito.
Na falência, os créditos trabalhistas habilitados no juízo da falência (falimentar) terão 
preferência nas seguintes hipóteses (art. 83, inciso I, Lei n. 11.101/2005):
• Créditos trabalhistas de até 150 salários mínimos por trabalhador (o montante 
que ultrapassar esse valor entrará na fila dos créditos quirografários – créditos sem 
garantia – a serem pagos durante o processo da falência).
• Créditos decorrentes de acidente de trabalho, sem limite de valor.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
4 .2 . PEculIarIDaDEs Da EMPrEsa EM rEcuPEraÇÃo JuDIcIal4 .2 . PEculIarIDaDEs Da EMPrEsa EM rEcuPEraÇÃo JuDIcIal
Já no caso da empresa em recuperação judicial, após liquidado o valor da condenação 
(devido pela reclamada), a execução ficará suspensa por 180 DIAS, prazo este que é 
prorrogável uma única vez por igual período. Essa prorrogação ocorre apenas em casos 
excepcionais, sempre condicionada ao fato de o devedor (empresa em recuperação judicial) 
não ter dado causa, ainda que concorrentemente, ao excesso de prazo.
Veja a regra do § 4º do art. 6º da Lei n. 11.101/2005, alterada pela Lei n. 14.112/2020:
§ 4º Na recuperação judicial, as suspensões e a proibição de que tratam os incisos I, II e III do 
caput deste artigo perdurarão pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado do deferimento 
do processamento da recuperação, prorrogável por igual período, uma única vez, em caráter 
excepcional, desde que o devedor não haja concorrido com a superação do lapso temporal. 
(Redação dada pela Lei n. 14.112, de 2020)
Há, no mesmo sentido, a Súmula 227 do STF:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 227 do STF
A concordata [antigo nome da recuperação judicial] do empregador não impede a 
execução de crédito nem a reclamação de empregado na Justiça do Trabalho.
Portanto, transcorrido o prazo de 180 dias do deferimento da recuperação judicial, se 
não houver prorrogação, ou se já decorridos os outros 180 dias inerentes à prorrogação, 
os exequentes trabalhistas poderão prosseguir com suas execuções na Justiça do Trabalho, 
a não ser que a suspensão da execução, por período maior, tenha outros fundamentos, 
conforme o arbítrio do juiz do trabalho.
5 . EXEcuÇÃo coNTra a FaZENDa PÚblIca5 . EXEcuÇÃo coNTra a FaZENDa PÚblIca
A execução contra as pessoas jurídicas inseridas no campo “Fazenda Pública” segue um 
procedimento um pouco diferenciado. De início, esclareço que a Fazenda Pública compreende:
• União;
• Estados;
• Distrito Federal;
• Municípios;
• Autarquias e Associações Públicas;
• Fundações Públicas de Direito Público;
• Correios (ECT);
• Empresas estatais exclusivamente prestadoras de serviços públicos sem concorrência 
no mercado (como a CIDASC).O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Eike mattiuzzo - 38083539880, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
A diferença no procedimento executório da Fazenda Pública consiste, principalmente, 
na forma como os valores serão destinados ao exequente.
A execução contra a fazenda pública não envolve penhora e expropriação de bens, 
tampouco bloqueio de contas bancárias, porque os bens públicos são impenhoráveis e, 
de regra, inalienáveis. Esta garantia consta do art. 100 do Código Civil, que dispõe:
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto 
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.
Quanto aos bens das empresas estatais prestadoras de serviços públicos, há uma peculiaridade. 
Dessas estatais, nem todos os bens são protegidos pela garantia da impenhorabilidade.
Quanto aos bens das empresas estatais, somente serão garantidos pela impenhorabilidade 
os bens vinculados à prestação do serviço público. Eventuais bens das estatais que não 
tenham relação com o serviço público, como terrenos vazios, podem ser penhorados e 
alienados, quando a empresa estatal não se submeter ao regime dos Precatórios e RPVs 
ou quando, em hipótese legal, forem sequestrados seus bens para garantia do pagamento 
do valor requisitado por meio de Precatório ou RPV.
Portanto, em vez de o juiz ordenar o pagamento em 48 horas sob pena de penhora de 
bens, ele ordenará a expedição de Precatório ou de Requisição de Pequeno Valor (RPV), 
a depender do valor devido na execução contra o ente fazendário.
Caso o juiz do trabalho ordene a penhora de bens da entidade fazendária ou o bloqueio 
de suas contas bancárias, a entidade poderá opor Embargos à Execução, mas o prazo e as 
condições para isso serão diferenciadas, da seguinte forma:
• Prazo para os Embargos (Fazenda Pública): 30 DIAS;
• A garantia do juízo NÃO é condição para os embargos da Fazenda.
Afinal, por que o prazo para embargos à execução da Fazenda Pública é diferenciado?Afinal, por que o prazo para embargos à execução da Fazenda Pública é diferenciado?
É porque se aplica à Fazenda, na execução, o prazo do art. 1º-B da Lei n. 9.494/1997, 
que estende o prazo para oposição de embargos à execução, por parte da Fazenda Pública, 
a 30 DIAS.
Já a desnecessidade de garantia da execução para embargar reside na premissa da 
impenhorabilidade/inalienabilidade dos bens públicos.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
5.1. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR (RPV)5.1. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR (RPV)
Lei de cada Estado, lei do DF e lei de cada Município definirá qual é o valor-limite para 
pagamento de execuções mediante Requisição de Pequeno Valor por parte do DF ou do 
respectivo Estado ou Município e suas autarquias, fundações e empresas prestadores de 
serviço público.
No caso da Fazenda Pública Federal, o valor-limite é de 60 salários mínimos (art. 17, 
§ 1º, Lei n. 10.259/2001).
Professor, e se o ente federado não tiver uma lei especificando o limite?Professor, e se o ente federado não tiver uma lei especificando o limite?
Neste caso, valerá o valor definido como subsidiariamente aplicável no art. 87 do Ato 
das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal:
Art. 87. Para efeito do que dispõem o § 3º do art. 100 da Constituição Federal e o art. 78 deste 
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias serão considerados de pequeno valor, até que 
se dê a publicação oficial das respectivas leis definidoras pelos entes da Federação, observado 
o disposto no § 4º do art. 100 da Constituição Federal, os débitos ou obrigações consignados 
em precatório judiciário, que tenham valor igual ou inferior a:
I – quarenta salários-mínimos, perante a Fazenda dos Estados e do Distrito Federal;
II – trinta salários-mínimos, perante a Fazenda dos Municípios.
UNIÃO ESTADOS e DF MUNICÍPIOS
60 salários mínimos 40 salários mínimos 30 salários mínimos
EXEMPLO
O Estado de Santa Catarina, por meio de lei estadual, fixou como limite para as Obrigações 
de Pequeno Valor (pagas por meio de RPV) o montante de 10 salários mínimos. Se tal lei 
não existisse, ou se ela viesse a ser revogada, seria aplicável o limite de 40 salários mínimos, 
definido no ADCT.
A mesma lógica vale para todos os Municípios.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
O valor-limite definido pelas leis estaduais/municipais NÃO PODE ser inferior ao valor do 
limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (teto do RGPS).
Por essa razão, não pode o ente federado fixar como valor-limite, por exemplo, “dois 
salários mínimos”.
É a regra do art. 100, § 4º, da CF:
Para os fins do disposto no § 3º, poderão ser fixados, por leis próprias, valores distintos às 
entidades de direito público, segundo as diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo 
igual ao valor do maior benefício do regime geral de previdência social.
A RPV será enviada diretamente pelo juiz ao ente público devedor, que deverá pagar o 
valor no prazo de 2 MESES. Se o ente não cumprir a obrigação neste prazo, o juiz determinará 
o sequestro do valor devido.
Nesta situação, o sequestro de valores do ente público pode ser determinado de ofício 
ou a requerimento do exequente.
É a regra do art. 535, § 3º, inciso II, do CPC:
II – por ordem do juiz, dirigida à autoridade na pessoa de quem o ente público foi citado para 
o processo, o pagamento de obrigação de pequeno valor será realizado no prazo de 2 (dois) 
meses contado da entrega da requisição, mediante depósito na agência de banco oficial mais 
próxima da residência do exequente.
Professor, e se o valor devido ao exequente for maior que o limite da RPV, será possível Professor, e se o valor devido ao exequente for maior que o limite da RPV, será possível 
fracionar os valores para que o exequente receba parte por RPV e a outra parte por fracionar os valores para que o exequente receba parte por RPV e a outra parte por 
meio de Precatório?meio de Precatório?
Não, caro(a) aluno(a), o fracionamento para fins de recebimento de parte como RPV e 
parte como precatório é proibido pela Constituição Federal (art. 100, § 8º).
Neste caso, o que pode ser feito é o exequente RENUNCIAR a parte excedente do limite 
para receber tudo por meio de RPV, o que é muito mais rápido.
No entanto, é preciso cuidado com o estudo da regra da proibição do fracionamento. 
O que a Constituição Federal proíbe é que uma mesma pessoa, individualmente, receba 
parte de seu crédito mediante precatórios e parte mediante RPV.
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Execução Trabalhista – Parte II
Gustavo Deitos
Desse modo, se um processo tiver duas ou mais