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ATUALIZAÇÕES 
RESIDÊNCIA 
MÉDICA 2024
Clínica Médica
DPOC (Doença Pulmonar Obstutriva Crônica)
Em 2023 houve uma importante
mudança nas diretrizes da doença
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
através do GOLD 2023, mantido também
na sua versão 2024, em que uniram-se os
antigos grupos C e D em um único grupo
E (lembrar “E” de Exacerbador!). Mantém-
se a indicação do uso de LABA+LAMA
tanto para esse grupo quanto para o
grupo não exacerbador mas bastante
sintomático (B - mMRC ≥ 2 e/ou CAT>10).
Atentar-se também para o número de
eosinófilos que se acima do LSN (≥ 300)
tem a indicação de adição de um
corticoide inalatório junto ao esquema.
Alguns pontos interessantes de 2024:
Espirometria diagnóstica: O GOLD
2024 continua recomendando que o
diagnóstico de DPOC seja feito com
base em uma relação VEF1/CVF pós-
broncodilatador 350
células/mm³, permitindo a investigação
de infecção latente pelo Mycobacterium
tuberculosis (ILTB), substituindo o uso
anterior do PPD.
2) Coinfecção Tb-HIV
2.1) A Terapia Antirretroviral (TARV) deve
ser iniciada em até 7 dias após o início
do tratamento da TB,
independentemente dos níveis de CD4.
Os estudos recentes mostraram o
benefício significativos, de instituição
precoce da TARV, nesses casos com
redução de mortalidade em PVHIV
com CD4 ≤ 50 células/mm3, ainda que
a síndrome inflamatória da
reconstituição imune (SIRI) tenha sido
mais frequente.
2.2) A Primeira escolha da TARV é
Tenofovir 300mg + Lamivudina 300mg
1x/dia e Dolutegravir 3x/dia.
Antes o esquema preferencial era
Tenofovir + Lamivudina e Efavirenz;
Além disso, o novo protocolo enfatiza que o
Dolutegravir não está associado a defeitos
do tubo neural, desde que as pacientes
que planejam engravidar façam uso de
ácido fólico dois meses antes e após a
concepção para evitar malformações
congênitas do tubo neural.
Vocês poderão encontrar questões
desatualizadas para nossa época, mas que
no período em que foram lançadas
levavam justamente em consideração os
guidelines vigentes.
HEPATITE B
No ano de 2023 já tivemos atualização no PCDT da Hepatite B,
Rastreio com HBsAg e Anti-HBc em algumas situações (HBV oculta)
[Imunossuprimidos, hemodiálise, doação de órgão]
1.
Indicação de tratamento: PCR-HBV > 2.000 e ALT(TGP) >1,5x (anteriormente 2x)2.
Outras indicações1.
Elastografia ≥ F3 ou F2 (sendo homem, 40a, familiar cirrótico,
comorbidades)
1.
Terapia profilática ou preemptiva em imunossuprimidos2.
Dosar PCR-HBV em gestantes com 24sem (anteriormente era no 3º trimestre)3.
Tratar profissionais de saúde (que fazem procedimentos de alto risco -
cirurgiões, dentista)
4.
Em situações excepcionais, quando não possível utilização de tenofovir (TDF) ou
entecavir (ETV), o uso do TAF (tenofovir+alafenamida) foi liberado
5.
6. Rastreio CHC (USG abdominal 6/6m) em só algumas situações (idade ou fatores
de risco)
Contudo em abril de 2024, através da nota técnica Nº 92/2024-CGAHV/.
DATHI/SVSA/MS, tiveram algumas mudanças após alteração da bula do
medicamento TAF (tenofovir alafenamida) liberando seu uso em pacientes com
cirrose CHILD B ou C. Nessa nota técnica:
Mantém-se TDF como tratamento preferencial para HBV1.
Esquema alternativo mantém-se como no PCDT: cirrose hepática, alteração da
função renal, alteração óssea ou uso de terapia
imunossupressora/quimioterapia.
2.
O principal fator para escolha entre ETV ou TAF segue sendo o uso prévio de
lamivudina
3.
Uso prévio de lamivudina: TAFa.
Sem uso prévio de lamivudina: ETVb.
Resumindo: pacientes com cirrose CHILD B ou C e com histórico de uso de
lamivudina têm indicação para utilizar TAF no tratamento de HBV
DM2 - DIAGNÓSTICO
Em agosto de 2024 tivemos uma importante atualização no documento da SBD
sobre diagnóstico da DM! Faremos um resumo: 
Critérios de diagnóstico do
Diabetes Mellitus (DM)
Para começar, é essencial que todos
tenham bem frescos os critérios de
diagnóstico do Diabetes Mellitus
(DM). Em adultos, recomenda-se que
uma glicemia de jejum maior ou igual
a 126 mg/dl, uma HbA1c maior ou igual
a 6,5%, ou a glicemia no Teste de
Tolerância à Glicose (TTGO) de 1 hora
maior ou igual a 209 mg/dl sejam
utilizados. Se apenas um desses
exames estiver alterado, ele deve ser
repetido para confirmação.
Além disso, se um paciente apresenta
sintomas típicos de hiperglicemia, o
diagnóstico pode ser estabelecido com
uma glicemia plasmática ao acaso ≥ 200
mg/dl. Também é recomendável que o
diagnóstico seja confirmado com glicemia
de jejum ≥ 126 mg/dl e HbA1c ≥ 6,5% na
mesma amostra. Quando se realiza o Teste
de Tolerância à Glicose, o TTGO-1h é
preferido, pois é mais prático e superior
para detectar DM2 e pré-diabetes. Para
DM2, o ponto de corte para o TTGO-1h deve
ser ≥ 209 mg/dl e para pré-diabetes, ≥ 155
mg/dl.
Rastreamento da DM
Agora, falando sobre rastreamento, é fundamental lembrar que todos os indivíduos
com 35 anos ou mais, assim como aqueles com sobrepeso/obesidade, devem ser
rastreados, especialmente se tiverem fatores de risco adicionais. E para adultos com
pré-diabetes, a realização adicional do TTGO-1h é recomendada para detectar DM2
não previamente identificado.
Em relação a comorbidades, a triagem
deve ser realizada em indivíduos que
apresentam condições relacionadas ao
diabetes, como endocrinopatias ou
doenças pancreáticas. Pacientes que irão
iniciar medicamentos com potencial
efeito hiperglicemiante, como
glicocorticoides, também devem ser
rastreados antes e após o início do
tratamento. Além disso, crianças e
adolescentes a partir de 10 anos com
sobrepeso/obesidade e pelo menos um
fator de risco devem ser avaliados.
Por fim, é vital que médicos estejam
atualizados sobre a utilizaçãoMÉDICA 2024
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3148_15_02_2024.html
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-5.201-de-15-de-agosto-de-2024-579010765
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-5.201-de-15-de-agosto-de-2024-579010765de
autoanticorpos em familiares de primeiro
grau de pessoas com DM1, o que pode
ajudar na detecção precoce e na
prevenção de complicações.
Referência: Diagnóstico de diabetes mellitus – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed.
2024
DM2 - Manejo da Doença Hepática
Esteatótica Metabólica (DHEM) no
Diabetes Tipo 2 e Pré Diabetes
Tem novidade no documento emitido em Julho de 2024 sobre a Doença Hepática
Esteatótica Metabólica (DHEM). Em primeiro lugar, a definição de DHEM agora
incorpora fatores metabólicos e exclui a necessidade de álcool como critério
diagnóstico (grande mudança!), enfatizando a relação com a síndrome metabólica e
seus componentes, como obesidade e resistência à insulina.
https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes-mellitus/#ftoc-tabela-de-recomendacoes
https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes-mellitus/#ftoc-tabela-de-recomendacoes
No manejo, sugere uma abordagem multidisciplinar, focando em intervenções que
abrangem desde a modificação do estilo de vida até o uso de terapias
farmacológicas. Para pacientes com DHEM avançada ou não responsiva às
intervenções iniciais, são recomendados medicamentos como os agonistas dos
receptores GLP-1, que mostram benefícios tanto no controle glicêmico quanto na
redução de gordura hepática.
Por fim, a estratificação do risco de progressão para cirrose e carcinoma
hepatocelular também foi aprimorada, integrando exames laboratoriais e de
imagem para monitoramento a longo prazo. 
Referência: Manejo da Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM) no Diabetes Tipo 2 e Pré
Diabetes – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2024
Hiperglicemia Hospitalar no 
Paciente Não-Crítico
Tivemos divulgação em Julho de 2024
um documento da SBD sobre
hiperglicemia hospitalar! Deixamos
alguns destaques bem condensados
para vocês:
Indicação e abordagem com insulina:
A terapia com insulina subcutânea é a
primeira linha para pacientes não
críticos, reservando a infusão de insulina
intravenosa para situações específicas,
como cirurgia ou hiperglicemia
persistente acima de 300 mg/dL. 
Em exames, é importante lembrar a
meta de controle glicêmico hospitalar,
que geralmente fica entre 140–180
mg/dL para esses pacientes, evitando
metas muito restritas para minimizar o
risco de hipoglicemias, especialmente
em idosos e pacientes com
comorbidades.
Protocolos de transição para o pós-
alta: As provas frequentemente
abordam o manejo pós-hospitalar, onde
é essencial ajustar a terapia glicêmica
para continuidade ambulatorial,
garantindo que o paciente mantenha o
controle após a alta. Para pacientes que
precisam continuar com insulina, as
diretrizes recomendam revisar as
dosagens conforme os níveis glicêmicos
obtidos no hospital, evitando mudanças
abruptas e priorizando uma reavaliação
precoce ambulatorial.
Situações específicas e
contraindicações: Questões de prova
podem focar em contraindicações e
adaptações. Por exemplo, é
contraindicado o uso de insulina
intravenosa fora das condições críticas
(em UTI, cirurgias complexas ou
cetoacidose diabética). 
Referências: Hiperglicemia Hospitalar no Paciente Não-Crítico – Diretriz da Sociedade Brasileira de
Diabetes – Ed. 2024
https://diretriz.diabetes.org.br/doenca-hepatica-esteatotica-metabolica-dhem/
https://diretriz.diabetes.org.br/doenca-hepatica-esteatotica-metabolica-dhem/
https://diretriz.diabetes.org.br/hiperglicemia-hospitalar-em-paciente-nao-critico/
https://diretriz.diabetes.org.br/hiperglicemia-hospitalar-em-paciente-nao-critico/
Tratamento da hiperglicemia em pacientes
com DM2 e Insuficiência Cardíaca Crônica (IC)
Em Maio de 2024 a SBD divulgou um
documento que é fundamental para as
provas, pois trata de 2 assuntos
campeões em todas as bancas: DM e IC!
Preparamos um condensadíssimo
resumo e deixamos o link no final: 
No manejo de pacientes adultos com
Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), é
fundamental realizar uma história
médica detalhada e um exame clínico
para identificar fatores de risco de
insuficiência cardíaca (IC). Na presença
de sinais sugestivos de IC, a avaliação
laboratorial deve incluir NT-ProBNP,
ECG, Raio-X de tórax e ecocardiograma
para confirmar o diagnóstico (R2).
Recomendações Chave:
Rastrear: Considerar o NT-ProBNP
em pacientes assintomáticos de alto
risco.
Controle Glicêmico: Buscar metas
de HbA1c de 6,5-7,5% em pacientes
com IC.
SGLT2 como Primeiro Passo: Usar
inibidores de SGLT2 como
tratamento de primeira linha,
independentemente do nível de
HbA1c.
Abordagem terapêutica: A metformina
é recomendada em associação com
inibidores de SGLT2, desde que a TFG
esteja acima de 30 ml/min. Para
pacientes com ICFEP, a semaglutida
deve ser considerada para controle
glicêmico e redução de peso. 
Já para aqueles com ICFEr, agonistas do
GLP-1 podem ser considerados, mas
com cautela em casos graves de IC.
Evitar sulfonilureias e pioglitazona, que
aumentam riscos associados à IC,
enquanto insulina pode ser considerada,
mas deve ser usada com cuidado. 
Referências: https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-da-hiperglicemia-em-pacientes-com-dm2-e-
insuficiencia-cardiaca-cronica-ic/
https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-da-hiperglicemia-em-pacientes-com-dm2-e-insuficiencia-cardiaca-cronica-ic/
https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-da-hiperglicemia-em-pacientes-com-dm2-e-insuficiencia-cardiaca-cronica-ic/
Avaliação e tratamento da
doença renal do diabetes
A diretriz de 2024 da SBD veio recheada de atualizações. E várias com temas muito
importantes, como a DRC no contexto da DM! Vamos condensar o que há de mais
importante:
Rastreamento da DRD
Para começar, é essencial que o rastreamento da Doença Renal Diabética (DRD)
seja feito corretamente. O primeiro rastreamento deve incluir uma amostra de
urina aleatória para determinação da Razão Albumina-Creatinina (RAC) e a taxa de
filtração glomerular estimada (TFGe), com a equação CKD-EPI, sendo realizado no
diagnóstico do DM2 e após cinco anos do diagnóstico de DM1, repetindo-se de 1 a 4
vezes ao ano. Cada teste anormal da RAC deve ser confirmado em pelo menos 2 de
3 amostras, dadas as variações diárias.
Para controle glicêmico, a meta de HbA1c recomendada é entre 6,5% e 7%, em
pacientes com TFGe acima de 60 ml/min/1,73m² e RAC > 30 mg/g, reduzindo assim
a progressão da albuminúria e da DRD a longo prazo. Quando a TFGe é inferior a 60
ou o paciente está em diálise, a meta de HbA1c passa para entre 7% e 7,9%, para
evitar mortalidade excessiva.
Tratamentos
Em termos de tratamento farmacológico, inibidores de SGLT2 são recomendados
para pacientes com TFGe ≥ 60 e RAC ≥ 30 mg/g, independentemente da HbA1c.
Para pacientes com TFGe entre 30 e 60, os inibidores de SGLT2 continuam
indicados, mas com cautela na escolha da canagliflozina, que não deve ser iniciada
com TFGe menor que 35. Em TFGe entre 20 e 30, os inibidores de SGLT2 ainda são
recomendados, exceto empagliflozina e dapagliflozina, que têm limites inferiores de
20 e 25 ml/min/1,73m², respectivamente. Quando TFGe está abaixo de 20 os ISGLT2
não devem ser iniciados, mas podem ser mantidos.
Além disso, a metformina é recomendada junto ao ISGLT2 para melhora glicêmica,
mas a dose deve ser reduzida para até 1g/dia se a TFGe estiver entre 30-45
ml/min/1,73m² e suspensa se menor que 30. Em casos de TFGe > 25 e RAC > 100, a
semaglutida deve ser considerada para reduzir desfechos renais. Agonistas do GLP-
1 também são opções em TFGe > 20.
O uso de insulina é indicado para pacientes com TFGe > 30  com DRD e meta de
HbA1c não atingida, sendo obrigatório se TFGe foros esteroidais (como
espironolactona e eplerenona) podem ser considerados em TFGe ≥ 25 com potássio
≤ 4,8. A finerenona, um antagonista não-esteroidal, deve ser considerada para
proteção renal em TFGe entre 25 e 60, RAC > 30 mg/g e potássio ≤ 5,0 mEq/L.
Estatinas de alta potência são recomendadas para reduzir eventos cardiovasculares
em pacientes com TFGe 6h
3)     MODIFICOU a ausência de melhora.
Agora são 24h de reposição volêmica
adequada. O novo artigo diz CONTRA
esperar 48h de reposição de albumina
como critério diagnóstico.
4)     ALIVIOU a pressão por uma outra
causa aparente. Buscamos uma possível
outra causa, porém pela possibilidade de
mais de uma causa, caso não haja uma
convincente evidência dela, iremos
considerar Síndrome Hepatorrenal. 
Referência: Acute kidney injury in patients with cirrhosis: Acute Disease Quality Initiative (ADQI) and
International Club of Ascites (ICA) joint multidisciplinary consensus meeting - Journal of Hepatology
Esclerose Múltipla
Mais uma atualização importante em 2024: Os critérios de McDonald para esclerose
múltipla! Sabemos que é um tema importante e denso. Nosso objetivo aqui não
será destrinchar cada item (por exemplo, detalhes dos exames de imagem), mas
chamar atenção para onde tivemos as atualizações. Então resumimos o que há no
documento: 
Imagens
As atualizações sugerem a inclusão de novas tecnologias de imagem no
diagnóstico da esclerose múltipla (EM), como tomografia de coerência ótica,
ressonância magnética (RM) com foco hiperintenso ponderado em T2 e a imagem
da veia central (SVC) e do nervo óptico.
https://www.journal-of-hepatology.eu/article/S0168-8278(24)00214-9/fulltext#:~:text=According%20to%20the%20Acute%20Disease%20Quality%20Initiative%20%28ADQI%29,and%2For%20urine%20output%20%E2%89%A40.5%20ml%2Fkg%20for%20%E2%89%A56%20h.
https://www.journal-of-hepatology.eu/article/S0168-8278(24)00214-9/fulltext#:~:text=According%20to%20the%20Acute%20Disease%20Quality%20Initiative%20%28ADQI%29,and%2For%20urine%20output%20%E2%89%A40.5%20ml%2Fkg%20for%20%E2%89%A56%20h.
Biomarcadores
Além das imagens, as atualizações detalham o uso de biomarcadores como a
cadeia leve kappa (kFLC) e a neurofilamento leve no soro (NfL), além de
biomarcadores no líquor (LCR).
RIS (Sindrome radiologicamente isolada): As revisões recomendam diagnosticar
RIS como EM em casos específicos com base na medição de lesões de CVS.
DIT (Disseminação no tempo): Sugerem deixar o DIT não mais necessário. E há
também atualização da Disseminação no espaço (DIS) no diagnóstico de EM.
Pacientes Idosos com EM: As diretrizes revisadas propõem critérios mais rígidos
para diagnosticar EM em pacientes com mais de 50 anos e com dor de cabeça ou
distúrbios vasculares.
Mastigando ainda mais, é proposto que fechemos o diagnóstico em pacientes com
quadro sugestino nos seguintes casos:
Se em 2 ou mais topografias clássicas
OU 2 lesões medulares com mais de
12 meses de progressão,
diagnosticamos se um dos
seguintes: 
LCR positivo
SVC positivo
DIT
Lesão em 4 das 5 topografias 
Se apenas 1:
LCR + SVC 
LCR + LPR
DIT + SVC
DIT + LPR 
Referência: https://ectrims.eu/app/uploads/2024/08/ECTRIMS_Winter-School-
2025_scientific_programme_Homepage.pdf
Atualização de Recomendação de Teste
Germinativo para Câncer de Mama
Sabemos que muitos não são fãs de Onco e acham muito difícil. Mas houve uma
atualização sobre esse ponto que achamos importante reforçar! Seremos bem
diretos: 
Todos os pacientes recém-diagnosticados com câncer de mama nos estágios I-
III ou doença metastática de novo no estágio IV, com 65 anos ou menos, devem
ser oferecidos testes para BRCA1/2.
1.
Pacientes com mais de 65 anos devem ser oferecidos testes para BRCA1/2 se:2.
https://ectrims.eu/app/uploads/2024/08/ECTRIMS_Winter-School-2025_scientific_programme_Homepage.pdf
https://ectrims.eu/app/uploads/2024/08/ECTRIMS_Winter-School-2025_scientific_programme_Homepage.pdfForem candidatos à terapia com inibidores de PARP (a positividade do BRCA é o
que indica essa classe!),
Tiverem câncer de mama triplo-negativo,
Histórico pessoal ou familiar sugerir variante patogênica,
Foram designados como sexo masculino ao nascimento,
São de ascendência judaica ashkenazi ou de populações com maior prevalência
de mutações fundadoras
Referência: Germline Testing in Patients With Breast Cancer: ASCO–Society of Surgical Oncology
Guideline | Journal of Clinical Oncology
Síndrome Antifosfolípide (SAF)
Critérios classificatórios ACR/EULAR 2022
Desde a criação de critérios classificatórios (isto é, para fins de pesquisa) em 1999 e
a última revisão destes em 2006 (Sydney) houve uma necessidade de elaboração de
novos critérios (com objetivo de aumentar especificidade) que foram publicados em
2023 pelo ACR/EULAR, que levam em consideração justamente os domínios clínicos
associados a pelo menos um antifosfolípide (aPL) positivo dentro de 3 anos da
manifestação clínica.
Sendo então classificados como SAF se ≥ 3 pontos clínicos E ≥ 3 pontos laboratoriais,
lembrando que os critérios são classificatórios e não diagnósticos.
https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.23.02225
https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.23.02225
🚨 FIQUE DE OLHO! Os critérios de Duke são sugestivos quando temos:
2 critérios maiores;
1 critério maior e 3 critérios menores;
5 critérios menores
Confira nossa matéria completa para mais informações: Endocardite Infecciosa: Atualização dos
critérios de Duke
Endocardite Infecciosa: Atualização dos critérios de Duke
Classificação e 
Manejo da dengue
O Ministério da Saúde, frente o grande
surto de dengue do ano, atualizou o
documento que não mudava desde
2019. Aquele fluxograma famoso
também está lá em nova versão. Um
destaque é a hemoconcentração que
já conduz como grupo C! É importante
o acessarem pelo link que enviaremos,
pois é muito fácil achar versões
diferentes na internet! 
Critérios de Duke Modificado
Desse modo, os critérios de Duke modificado baseia o diagnóstico de EI a partir da
avaliação da presença de critérios menores e maiores.
Endocardite Bacteriana
Critérios de Duke (2023)
A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção das válvulas cardíacas ou do
endocárdio mural, podendo provocar sopros cardíacos, petéquias, anemia, febre,
fenômenos embólicos e vegetações endocárdicas.
https://grupomedcof.com.br/blog/endocardite-infecciosa-atualizacao-dos-criterios-de-duke/
https://grupomedcof.com.br/blog/endocardite-infecciosa-atualizacao-dos-criterios-de-duke/
https://grupomedcof.com.br/blog/endocardite-infecciosa-atualizacao-dos-criterios-de-duke/
Referência:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-
diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianc
IGRA no SUS + LF-LAM e LF-CRAG
O IGRA está incorporado no Sistema
Único de Saúde (SUS) para o rastreio da
ILTB em:
 
a) Pessoas vivendo com HIV (PVHIV) com
contagem de linfócitos T-CD4+ > 350
células/mm³; 
b) Crianças ≥ 2 anos eVacina de dengue para adolescentes 10-14 anos em
municípios selecionados - Qdenga, 2 doses com intervalo
de 3 meses.
Particular: Qdenga liberada de 4 a 60 anos
PNI: Considerando taxas de hospitalização por dengue nos últimos 5 anos, o grupo
inicial contemplado pela vacinação é de adolescentes de 10-14 anos que residem
em municípios de grande porte (população maior ou igual a 100 mil habitantes)
com alta transmissão de dengue, predominância do sorotipo DENV-2
(reemergência recente) e pelo maior número de casos no monitoramento
2023/2024.
Portanto: A estratégia inicial de vacinação contra a dengue no Brasil contemplará,
inicialmente, indivíduos de 10 a 11 anos, progressivamente até atingir todos na faixa
etária de 10 a 14 anos 11 meses e 29 dias; que residem em localidades prioritárias,
com critérios definidos a partir do cenário epidemiológico da doença no país.
O esquema vacinal recomendado são 2 (duas) doses, com intervalo de 3 (três)
meses entre elas.
Indivíduos soronegativos e soropositivos podem receber a vacina, mas recomenda-
se aguardar por seis meses para início do esquema vacina após infecção pelo vírus
da dengue.
Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-
tecnicas/2024/nota-tecnica-no-8-2024-cgici-dpni-svsa-ms/view
Vacina HPV: 
dose única para
adolescente 9-14 anos
Referência: Adolescentes meninas e
meninos de 9 a 14 anos: esquema
agora em dose única. 
Se imunodeficiente: segue em 3 doses
(0-2-6 meses)
Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-
tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-8-2024-cgici-dpni-svsa-ms/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-8-2024-cgici-dpni-svsa-ms/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms
Manejo da Dengue 
O último guia de manejo da dengue do Ministério da Saúde era de 2016. Houve essa
atualização em 2024. Vamos focar apenas nos pontos cruciais do manejo da
dengue.
Classificação
Em relação a classificação, nenhuma novidade, continuamos com os mesmos
critérios para encaixar nosso paciente nos respectivos grupos: A, B, C e D. O foco no
tratamento manteve-se na hidratação do paciente. Preconizado por via oral para os
grupos A e B; via endovenosa para os grupos C e D.
Faixa etária
Agora, vamos para uma informação importante, em especial para faixa etária
pediátrica. Para o grupo A, hidratação preconizada anteriormente era fixa e agora
ela passa a variar conforme a faixa etária e de peso:
Sinais de alarmes e tratamento
Em relação, ainda ao grupo A, antes o
fluxograma da dengue, propunha, além
da orientação de retorno imediato
diante dos sinais de alarme, reavaliar
paciente entre 3o e 6o dia doença.
Agora, além de manter a orientação em
relação aos sinais de alarme, na
persistência da febre, o paciente deve
retornar no 5° dia de doença para ser
reavaliado.
O grupo B permanece como grupo que não tem sinais de alarme, bem como
grupo A, mas se diferencia dele por incluir paciente que tenham prova do laço
positiva, risco social, comorbidade ou condição clínica especial. A novidade foi a
inclusão de mais três condições clínicas especiais, mantendo as demais já
presentes no fluxograma anterior: asma, obesidade e hepatopatias.
Nesse grupo, permanece a indicação de
coleta de hemograma completo
obrigatória. Se hematócrito normal, deverá
continuar seguindo fluxograma do grupo A,
mantendo reavaliação clínica e laboratorial
diária até 48 horas da remissão da febre. No
entanto, se houver aparecimento de sinais
de alarme enquanto aguarda resultado do
exame ou hemoconcentração ao avaliar
resultado hemograma, paciente deverá ser
manejado como grupo C.
Anteriormente, o fluxograma possuía uma etapa a mais nessa fase: fazia-se uma
etapa de hidratação oral em 4 horas, com reavaliação clínica e laboratorial.
Apenas em caso de aumento do hematócrito em relação ao primeiro
hemograma que o paciente modificava sua classificação para seguimento
conforme grupo C.
No grupo C, mudou-se o volume e
momento da reavaliação após
expansão volêmica. Antes falava-se em
20 ml/kg/hora com SF ou RL e reavaliar
clínica e laboratorial em 2 horas. Em
2024, a indicação é de reposição
volêmica imediata com 10 mL/kg de SF
na primeira hora, independentemente
do nível de atenção e complexidade,
mesmo na ausência de exames
complementares. Reavaliar o paciente
clinicamente após 1 hora (sinais vitais,
PA, diurese desejável de 1 ml/kg/hora).
Repetir a hidratação no mesmo
volume e tempo na segunda hora e
reavaliar hematócrito após.
Se houve estabilidade clínica e queda do
hematócrito, mantém a fase de
manutenção da mesma maneira indicada
anteriormente, mas agora não diferencia
mais adultos ou crianças, sendo o mesmo
volume indicado em todas as situações: 25
ml/kg em 6 horas e, após, 25 ml/kg em 8
horas. No entanto, deve ser realizada com
soro fisiológico e, não mais, associado ao
soro glicosilado. Paciente deverá ficar
internado por no mínimo 48 horas.
Os critérios de alta sofreram algumas modificações: necessária ausência de febre
por 24 horas e não mais 48 horas; plaquetas devem estar em elevação, mas não é
necessário valor mínimo para alta (antes, era necessário no mínimo 50.000/mm3);
e sintomas respiratórios deixam de fazer parte dos critérios. Permanece, então,
estabilidade por 48 horas, melhora visível do quadro clínico e hematócrito normal e
estável por 24 horas.
Por fim, no grupo D, o manejo inicial permanece o mesmo, até a reavaliação clínica
e laboratorial após 2 horas do atendimento. Nesse momento, se o paciente não tem
resposta adequada e está com hematócrito em elevação, deve seguir com uso de
expansores plasmáticos.
Anteriormente, preconizava-se uso de coloides sintéticos e na sua ausência uso de
albumina. Atualmente, prefere-se o uso de albumina e o uso de coloide vai ser
reservado na indisponibilidade da albumina. Importante saber que albumina
deve ser preparada em solução a 5% (25 ml de albumina a 20% + 75 ml de SF).
Na situação do hematócrito em queda, segue-se a mesma orientação, avaliar
presença de choque e sangramento. No caso de estarem ausentes, investigar hiper-
hidratação e insuficiência cardíaca congestiva. Na manutenção do choque e
sangramento, realizar transfusão de concentrado de hemácias; se houver sinais de
coagulopatia, usar plasma fresco, vitamina K e crioprecipitado. Mas aqui,
importante salientar, que a transfusão de plaquetas não fazia parte do
fluxograma e, agora, é reforçado quando ela deve ser realizada: sangramento
persistente não controlado, depois de corrigidos os fatores de coagulação e do
choque, e com trombocitopenia e INR > 1,5 vez o valor normal.
Houve também a inclusão do momento de interromper ou reduzir a infusão de
líquidos à velocidade mínima necessária: término do extravasamento
plasmático; normalização da PA, do pulso e da perfusão periférica; diminuição
do hematócrito, na ausência de sangramento; diurese normalizada; resolução
dos sintomas abdominais.
Portanto, não temos mudanças tão radicais, mas cruciais para a melhora do manejo
do nosso paciente com diagnóstico de dengue. Esse fato torna-se, ainda mais
importante, ao considerar o momento epidemiológico atual, com aumento tão
expressivo do número de casos confirmados em nosso país: coeficiente de mais de
2 mil de casos para cada 100 mil habitantes, confirmados (semanas epidemiológicas
01 a 18 – 07/05/2024):
Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianca
Tratamento de Tuberculose
 Pulmonar Não Grave
O objetivo dessa recomendação é a melhoria da adesão ao tratamento e menos
efeitos adversos, pela menor exposição aosmedicamentos.
Esse tratamento encurtado é baseado no estudo SHINE, que mostrou que o
tratamento por 4 meses não é inferior ao tratamento por 6 meses, nas seguintes
situações:
Mycobacterium tuberculosis sem resistência aos antituberculostáticos;
Quadro de tuberculose pulmonar não grave;
Crianças e adolescentes de 3 meses a 16 anos de idade;
Peso ≥ 4 Kg;
Baciloscopia negativa;
Incluindo crianças que vivem com HIV.
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianca
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianca
Mas o que é considerado tuberculose pulmonar não grave???
Sintomas clínicos leves, sem indicação de internação;
TB pulmonar com acometimento em linfonodos periféricos;
TB intratorácica sem sinais de obstrução de vias aéreas;
TB não cavitaria confinada a um lobo pulmonar sem padrão;
miliar
TB pleural não complicada
Doença paucibacilar, a saber:
* TRM-TB com MTB (Mycobacterium tuberculosis) não detectado
* TRM-TB detectado em traços, very low ou low
* Baciloscopia negativa
A decisão de incluir paciente no tratamento encurtado pode ser apenas clínica
ou ser baseada na associação da clínica com raio-X de tórax e/ou baciloscopia:
Decisão apenas clínica: paciente com sintomas leves que não indiquem
internação OU tuberculose ganglionar (periférica) isolada extratorácica (sem
envolvimentos extrapulmonares);
1.
Em caso de estar disponível a baciloscopia: deve ser negativa e o teste rápido
molecular para tuberculose não detectado ou detectado com traços, very low ou
low;
2.
Em caso de raio-X de tórax disponível (idealmente realizado antes do início do
tratamento) deve ser compatível com TB não grave:
3.
* TB em linfonodo intratorácico sem obstrução das vias aéreas4.
* TB pulmonar confinada em um lobo, sem cavidades e sem padrão miliar5.
* TB pleural não complicada (sem pneumotórax ou empiema);6.
Por fim, o paciente deve ser acompanhado mensalmente, especialmente ao final
do tratamento de 4 meses. Caso não esteja apresentando evolução clínica
satisfatória, avalia-se o prolongamento do tratamento por até 6 meses. Para
considerar tratamento adequado:
* Sintomas da TB devem desaparecer dentro de um mês após o início do
tratamento
* Estado nutricional deve ser normal (semelhante ao que tinha antes de desenvolver
TB), após 4 meses de tratamento.
Referência: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2024/nota-
informativa-no-5-2024-cgtm.pdf/view
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2024/nota-informativa-no-5-2024-cgtm.pdf/view
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2024/nota-informativa-no-5-2024-cgtm.pdf/view
Vacinação Contra Covid-19
Inclusão da vacina monovalente XBB
(Moderna) - SpikeVax, no lugar da Pfizer baby
- Vacina de RNA mensageiro
- Via: intramuscular
MUDANÇA DO ESQUEMA VACINAL
PRIMÁRIO:
-6 meses a 4 anos SEM vacinação prévia:
2 doses da vacina com 6 e 7 meses
(intervalo 4 semanas);
-Se imunocomprometido: 3 doses (D1 - 4
semanas - D2 - 8 semanas - D3)
-Maiores de 5 anos nunca vacinados: 1
dose
REFORÇOS:
-6 meses a 4 anos COM vacinação prévia
completa (3 doses): realizar 1 dose da
moderna
-Imunocomprometidos maiores de 5 anos
com esquema primário completo: reforço
semestral/anual
Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19/esquemas-vacinais/esquema-vacinal-
covid-19
Tratamento de Manutenção
de Asma (GINA 2024)
Quanto ao diagnóstico: 
Uso do PFE: É reforçado que, considerando situações em que não há acesso à
espirometria, utilizar o PFE para o diagnóstico é preferível a confiar somente nos
sintomas. 
1.
Asma variante tosse: situação em que a tosse é o único sintoma de
asma.  Dificuldade de distinguir com outras causas de tosse crônica. A
espirometria nestes casos pode ser normal, podendo a variabilidade da limitação
ao fluxo aéreo ser demonstrada somente por testes de broncoprovocação. 
2.
Confirmando o diagnóstico em pacientes já em uso de ICS:  realizar
espirometria; se houver ausência de variabilidade (diagnóstico não confirmado): 
3.
Repetir espirometria após suspensão do SABA por 4h e do LAMA por 24-48h ou
durante período em que paciente apresenta sintomas. 
Regredir etapa de tratamento e repetir espirometria em 2 a 4 semanas. Opção
no paciente sintomático e VEF1 ou PFE > 70% do predito e no paciente pouco
sintomático com função pulmonar normal. 
Suspender o tratamento e repetir espirometria. Opção no paciente pouco
sintomático com função pulmonar normal que se mantém dessa forma mesmo
com regressão de etapa de tratamento. 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19/esquemas-vacinais/esquema-vacinal-covid-19
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19/esquemas-vacinais/esquema-vacinal-covid-19
Quanto ao tratamento: 
Escolha do tratamento inicial: principal mudança!1.
CRIANÇAS DE 6 A 11 ANOS: 
Iniciar pelo: GINA 2023 GINA 2024
STEP 1 
Sem tratamento
contínuo 
(Alívio: ICS + SABA)
Sintomas+ formoterol 100/6 mcg (mesma dose máxima). 
Doses de ICS + SABA de alívio em crianças: 2 jatos de beclometasona 50 mcg +
2 jatos de salbutamol 100 mcg.  
Reabilitação pulmonar: melhora a capacidade funcional ao exercício e
qualidade de vida. É recomendado para pacientes com limitação aos exercícios
ou dispneia devido à limitação persistente do fluxo aéreo. 
Step 5: associar anti-muscarínico de longa ação (LAMA) leva à redução em
exacerbações graves que requerem corticoide sistêmico; que em pacientes bem
controlados utilizando terapias guiadas (fenótipo tipo 2*) deve ser priorizada a
redução do corticoide sistêmico. *Fenótipo 2: tipo mais comum em pessoas com
asma grave. Caracterizado por citocinas com IL-4. IL-5 e IL-13 e elevada
eosinofilia e IGE. 
Imunoterapia para aeroalérgenos para asma grave: esclarece seu perfil de
segurança, treinamentos e protocolos.
Siglas: 
PFE: pico de fluxo expiratório
ICS: corticoide inalatório 
SABA: broncodilatador de curta ação.
LAMA: broncodilatador de longa ação.
VEF1: volume expiratório forçado no
primeiro segundo.
MART: terapia de manutenção e alívio
com ICS+formote
Referência: GINA 2024
Profilaxia de
Conjuntivite Neonatal
Não usar mais nitrato de prata. Usar
iodopovidona ou eritromicina (proteção
contra clamídia e gonococo).
Referência:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-
tecnicas/2024/nota-tecnica-no-11-2024-cacriad-cgaci-dgci-saps-ms.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-11-2024-cacriad-cgaci-dgci-saps-ms.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-11-2024-cacriad-cgaci-dgci-saps-ms.pdf
 
RN contactante de Tuberculose Bacilífera
com BCG ao nascimento. Realizar
profilaxia com Rifampicina por 4
meses, Não realizar prova
tuberculínica, após os 4 meses -
vacinar com BCG.
Esquema alternativo: não vacinar com
BCG ao nascimento. Realizar isoniazida
por 3 meses, então realizar PPD. Se PPD
e
periodicidade do rastreamento.
Enquanto isto, segue-se o rastreio com
exame citopatológico em todas as
unidades da atenção primária à saúde
até que o novo método seja
implementado.
Além disso, esta nota técnica mencionou
ações para os gestores de saúde, a saber: 
diagnosticar a situação local de
prevenção e controle do câncer do colo
do útero, organizar a rede de atenção à
saúde (RAS) com foco na Atenção
Primária à Saúde (APS), identificar e
convocar mulheres que nunca foram
rastreadas ou com rastreamentos
desatualizados (mais de 3 anos), garantir
acesso ao diagnóstico e tratamento em
serviços de referência, como colposcopias
e biópsias e promover capacitação
profissional e monitorar as ações.
Vale destacar que a Organização Mundial
de Saúde (OMS) estabeleceu seu plano de
controle e eliminação do câncer de colo
de útero, com a meta de vacinar 90% das
meninas de até 15 anos contra o HPV,
rastrear 70% das mulheres e tratar 90%
das lesões precursoras. Sobre a vacinação,
reforça ainda a determinação prévia de
esquema em dose única para
adolescentes de 9 a 14 anos e resgate dos
não vacinados até 19 anos.
Referências: BRASIL. Nota Informativa sobre DNA-HPV. Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Disponível em:
https://antigo.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//nota_informativa_sobre_dna-
hpv.pdf. Acesso em: 7 nov. 2024.
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-63-2023-cgici-dpni-svsa-ms.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-63-2023-cgici-dpni-svsa-ms.pdf
https://antigo.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/nota_informativa_sobre_dna-hpv.pdf
https://antigo.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/nota_informativa_sobre_dna-hpv.pdf
Recomendação da vacina contra vírus
sincicial respiratório para gestantes
Em abril de 2024, a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o
registro de vacina contra o vírus sincicial
respiratório (VSR) para gestantes,
tratando-se da vacina Abrysvo® (Pfizer)
- que já está disponível em clínicas
privadas no Brasil. A vacina visa prevenir
infecções graves do trato respiratório
inferior em recém-nascidos e lactentes
jovens por meio da transferência de
anticorpos maternos pela placenta.
Sobre a vacina Abrysvo® (Pfizer), é recombinante, bivalente (subgrupos A e B), e
está licenciada para gestantes entre 24 e 36 semanas, mas a recomendação
preferencial é entre 32 e 36 semanas, devido à maior eficácia nesta faixa e menor
risco de prematuridade. Também foi aprovada para idosos a partir de 60 anos, mas
não substitui outras vacinas como a Arexvy® (GSK), que não é indicada para
gestantes.
Membros da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo (Federação
Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) reforçam sua recomendação para gestantes
como a preferência por vacinação entre 32 e 36 semanas e possibilidade de
vacinação a partir de 24 semanas, caso haja risco gestacional, com a necessidade de
pelo menos 14 dias para que os anticorpos sejam produzidos e transferidos ao feto.
Ressalta-se o intervalo de 2 semanas recomendado entre a vacina contra VSR e a
vacina dTpa, enquanto a coadministração com a vacina contra gripe sazonal é
permitida.
Estudos estão em andamento para possível inclusão da vacina no Programa
Nacional de Imunizações e há necessidade de dados adicionais para determinar a
aplicação de doses em gestações subsequentes.
Referência: FEBRASGO. Recomendação da vacina contra Vírus Sincicial Respiratório para
gestantes. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da-
vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes. Acesso em: 7 nov. 2024.
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da-vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da-vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da-vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes
Restrição ao Uso de Hormônios
Manipulados Não Aprovados
Em outubro de 2024 a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou,
em edição extra do Diário Oficial da
União, a suspensão da manipulação, da
comercialização, da propaganda e do
uso de implantes hormonais
manipulados (ou seja, feitos em
farmácias de manipulação) em território
nacional - os quais também ficaram
conhecidos como “chips da beleza”. 
Estes produtos, frequentemente
divulgados em redes sociais com
promessas de benefícios estéticos como
aumento de massa magra e redução de
gordura corporal, são fabricados sem
controle rigoroso e não possuem
aprovação da ANVISA. O objetivo desta
medida é proteger as mulheres de
efeitos adversos graves associados ao
uso inadequado de implantes
hormonais manipulados.
Dentre estes efeitos colaterais graves
tem-se infarto, AVC,
tromboembolismo, e complicações
hepáticas, dermatológicas e
psiquiátricas. Incluem-se também
alterações irreversíveis, como
modificação da voz, aumento do
clitóris e infertilidade, além de
efeitos como queda de cabelo e acne
severa, foram relatados.
A FEBRASGO (Federação Brasileira de
Ginecologia e Obstetrícia) celebra a
proibição como uma vitória na
proteção da saúde das mulheres e
alerta para a importância da
fiscalização contínua e da
conscientização pública sobre os
perigos do uso inadequado de
hormônios.
Referência: FEBRASGO. ANVISA suspende manipulação, comercialização, propaganda e uso de
implantes hormonais manipulados. Disponível em:
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1976-anvisa-suspende-manipulacao-comercializacao-
propaganda-e-uso-de-implantes-hormonais-manipulados. Acesso em: 7 nov. 2024.
Recomendações diante do cenário
internacional de surtos de Coqueluche
Entre os meses de maio e junho de
2024, países da Europa e da Ásia
registraram aumento do número de
casos de coqueluche. Diante do cenário
global, o Ministério da Saúde divulgou
uma Nota Técnica com recomendações
de fortalecimento das ações de
vigilância epidemiológica da doença no
Brasil. 
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1976-anvisa-suspende-manipulacao-comercializacao-propaganda-e-uso-de-implantes-hormonais-manipulados
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1976-anvisa-suspende-manipulacao-comercializacao-propaganda-e-uso-de-implantes-hormonais-manipulados
A Nota Técnica Nº 92/2024-DPNI/SVSA/MS, emitida pelo Departamento do
Programa Nacional de Imunizações (DPNI), atualiza recomendações sobre a 
quimioprofilaxia pós-exposição (QPE) e vacinação seletiva de comunicantes de
casos suspeitos ou confirmados de coqueluche no Brasil.
A quimioprofilaxia pós-exposição é indicada para prevenir infecções graves em
pessoas vulneráveis e reduzir a transmissão para outros. Dentre os grupos
prioritários temos os comunicantes intradomiciliares, pessoas com risco de
complicações graves (ex.: crianças menores de 1 ano e imunocomprometidos) e
comunicantes com alto potencial de transmissão (ex.: gestantes no último trimestre
e profissionais em creches). Deve ser iniciada até 21 dias após a exposição, sendo a
primeira escolha a Azitromicina.
Já o esquema de vacinação seletiva está alinhado ao Calendário Nacional de
Vacinação, assim sendo:
Crianças de 2 meses a menores de 7 anos: completar esquema com vacinas
como DTP ou penta.
Pessoas a partir de 7 anos: reforço com dTpa, se última dose há mais de 10
anos.
Gestantes: dose única de dTpa a cada gestação após 20 semanas.
Ainda como considerações finais para prevenção e controle da coqueluche, tem-se
que casos suspeitos ou confirmados devem ser isolados por 5 dias após início do
tratamento. Os contatos expostos devemser monitorados, com início de
tratamento imediato em caso de sintomas.
Referência: BRASIL. Nota Técnica nº 92/2024-DPNI/SVSA/MS. Ministério da Saúde, Secretaria de
Vigilância em Saúde e Ambiente, Departamento do Programa Nacional de Imunizações.
Quimioprofilaxia pós-exposição (QPE) e vacinação seletiva de comunicantes de caso(s) suspeito(s) ou
confirmado(s) de coqueluche. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf. Acesso em: 7
nov. 2024.
Novas recomendações USPSTF para
Rastreamento do Câncer de Mama
Quando o assunto é sobre rastreamento para o câncer de mama, devemos nos
atentar para a referência utilizada, visto que há variações. Neste contexto, a USPSTF
(United States Preventive Services Task Force) publicou em abril de 2024 novas
recomendações sobre o rastreamento do câncer de mama. As principais mudanças
incluem a recomendação para mamografias bienais em mulheres de 40 a 74
anos, citando benefícios moderados para reduzir a mortalidade nessa faixa etária. A
recomendação visa melhorar a equidade e reduzir a mortalidade por câncer de
mama com base em evidências atualizadas.
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf
Vamos aproveitar para revisar as demais recomendações para rastreamento de
acordo com as diferentes referências:
Ministério da Saúde: rastreamento bienal com mamografia em mulheres de 50 a
69 anos.
FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) e SBM
(Sociedade Brasileira de Mastologia): rastreamento anual com mamografia para
as mulheres entre 40 e 74 anos. A partir dos 75 anos, recomenda-se continuar o
rastreamento se não houver comorbidades que reduzam a expectativa de vida
e, se houver, que seja de pelo menos sete anos.
Referências: NICHOLSON, Wanda K. et al. USPSTF recommendation: biennial screening
mammography for women aged 40 to 74 years; evidence insufficient for women aged 75 years
or older and those with dense breasts. Milken Institute of Public Health, George Washington
University. Disponível em: chair@uspstf.net. Acesso em: 7 nov. 2024.
Urban LA, Chala LF, Paula IB, Bauab SP, Schaefer MB, Oliveira AL, et al. Recomendações para o
rastreamento do câncer de mama no Brasil do Colégio Brasileiro de Radiologia, da Sociedade
Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
Femina. 2023;51(7):390-9.
Ampliação do uso de
teste para HTLV em
gestantes no pré-natal
Em abril de 2024, o Ministério da Saúde
tornou pública a decisão de incorporar,
no âmbito do Sistema Único de Saúde -
SUS, o uso dos testes de triagem e
complementares/confirmatórios para o
diagnóstico do vírus HTLV (Vírus
Linfotrópico de Células T Humanas) 1/2
em gestantes.
O HTLV afeta o sistema imunológico, e a
transmissão ocorre por sangue, relação
sexual ou amamentação. Cerca de 20-
30% das crianças amamentadas por
mães infectadas contraem o vírus. A
detecção da infecção é feita por exames
de sangue, como ELISA (triagem), PCR e
Western Blot (confirmação e tipificação).
Os testes para detecção desta infecção
já estão disponíveis no SUS, porém para
outras indicações.
A Conitec considera que o início desta
medida durante o pré-natal é
considerado seguro e aproveita os
recursos já existentes. Além disso reforça
o controle e a prevenção da transmissão
vertical do HTLV, promovendo melhores
cuidados no pré-natal.
Referência: BRASIL. Portaria SECTICS/MS nº 13, de
3 de abril de 2024. Dispõe sobre a incorporação do
exame pré-natal para detecção de infecção pelo
HTLV 1/2 em gestantes no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS). Diário Oficial da União: seção 1,
Brasília, DF, 4 abr. 2024. Disponível em:
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-
sectics/ms-n-13-de-3-de-abril-de-2024-551933905.
Acesso em: 7 nov. 2024.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-sectics/ms-n-13-de-3-de-abril-de-2024-551933905
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-sectics/ms-n-13-de-3-de-abril-de-2024-551933905
Preventiva
Novo Modelo de Cofinanciamento
da Atenção Primária à Saúde
A Portaria GM/MS 3.493, de 10 de abril de 2024, trouxe a nova metodologia de
cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no SUS. O novo
modelo de financiamento revoga o nosso conhecido Previne Brasil, embora ainda
mantenha com ele alguns pontos de similaridade. 
Em linhas gerais, o novo modelo retoma parcelas de pagamento fixo; traz incentivos
à implantação e manutenção de equipes multiprofissionais e equipes de saúde
bucal; propõe maior equidade no repasse de recursos segundo indicadores de
vulnerabilidade; e condiciona o financiamento a critérios de qualidade dos serviços.
Os componentes do novo financiamento são seis: 
Componente fixo e recurso de implantação;1.
Componente de vínculo e acompanhamento territorial;2.
Componente de qualidade;3.
Componente para implantação e manutenção de programas, serviços,
profissionais; e outras composições de equipes que atuam na APS;
4.
Componente para Atenção à Saúde Bucal;5.
Componente per capita de base populacional. 6.
Por fim, confira na tabela abaixo os paralelos entre alguns dos componentes do
novo modelo e os eixos do antigo Previne Brasil:
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.493-de-10-de-abril-de-2024-553573811
Previne Brasil (Portaria
2.979/2019)
Novo Modelo (Portaria
3.493/2024)
Capitação ponderada Componente fixo e recurso de
implantação
Componente de vínculo e
acompanhamento territorial
Pagamento por desempenho  Componente de qualidade
Incentivo para ações estratégicas Componente para implantação e
manutenção de programas, serviços,
profissionais; e outras composições de
equipes que atuam na APS
Componente para Atenção à Saúde
Bucal
Referência: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3493_11_04_2024.html
Atualizações na lista do SINAN
Ao longo de 2024 tivemos três importantes grupos de atualizações na lista de
notificação compulsória do Sistema de Informação de Agravos de Notificação
(SINAN).
Portaria nº 3.148 de 2024: inclui na lista a “Infecção pelo Vírus Linfotrópico de
Células T Humanas (HTLV)” e a “Infecção pelo HTLV em gestante, parturiente
ou puérpera e Criança exposta ao risco de transmissão vertical do HTLV”,
ambas com periodicidade semanal;  
Portaria nº 5.201 de 2024: inclui 7 grupos de doenças e agravos relacionados
ao trabalho (DARTs) na lista de notificação compulsória universal, com
periodicidade semanal. Antes disso, tais condições não figuravam na lista
universal do SINAN pois eram de notificação por Estratégia de Vigilância
Sentinela: apenas unidades de saúde selecionadas eram responsáveis por
realizar o monitoramento/notificação;       
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3493_11_04_2024.html
Portaria nº 5.201/2024
Como era? Como ficou?
Estratégia de Vigilância
Sentinela
Notificação compulsória
universal → semanal
DARTs:
Câncer relacionado ao trabalho
Dermatoses ocupacionais
Distúrbio de voz relacionado ao trabalho
LER/DORT
Perda auditiva relacionada ao trabalho
Pneumoconioses relacionadas ao trabalho
Transtornos mentais relacionados ao trabalho
A Portaria nº 5.201 de 2024 ainda trouxe mais uma novidade: adicionou
especificamente o item “Infecção pelo vírus da hepatite B em gestante,
parturiente ou puérpera e Criança exposta ao risco de transmissão vertical
da hepatite B”, com notificação semanal. Antes disso, apenas o item “hepatites
virais” constava de forma genérica como sendo de notificação compulsória.  
Referências: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3148_15_02_2024.html
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-5.201-de-15-de-agosto-de-2024-
579010765  
ATUALIZAÇÕES 
RESIDÊNCIA

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