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ATUALIZAÇÕES RESIDÊNCIA MÉDICA 2024 Clínica Médica DPOC (Doença Pulmonar Obstutriva Crônica) Em 2023 houve uma importante mudança nas diretrizes da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) através do GOLD 2023, mantido também na sua versão 2024, em que uniram-se os antigos grupos C e D em um único grupo E (lembrar “E” de Exacerbador!). Mantém- se a indicação do uso de LABA+LAMA tanto para esse grupo quanto para o grupo não exacerbador mas bastante sintomático (B - mMRC ≥ 2 e/ou CAT>10). Atentar-se também para o número de eosinófilos que se acima do LSN (≥ 300) tem a indicação de adição de um corticoide inalatório junto ao esquema. Alguns pontos interessantes de 2024: Espirometria diagnóstica: O GOLD 2024 continua recomendando que o diagnóstico de DPOC seja feito com base em uma relação VEF1/CVF pós- broncodilatador 350 células/mm³, permitindo a investigação de infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB), substituindo o uso anterior do PPD. 2) Coinfecção Tb-HIV 2.1) A Terapia Antirretroviral (TARV) deve ser iniciada em até 7 dias após o início do tratamento da TB, independentemente dos níveis de CD4. Os estudos recentes mostraram o benefício significativos, de instituição precoce da TARV, nesses casos com redução de mortalidade em PVHIV com CD4 ≤ 50 células/mm3, ainda que a síndrome inflamatória da reconstituição imune (SIRI) tenha sido mais frequente. 2.2) A Primeira escolha da TARV é Tenofovir 300mg + Lamivudina 300mg 1x/dia e Dolutegravir 3x/dia. Antes o esquema preferencial era Tenofovir + Lamivudina e Efavirenz; Além disso, o novo protocolo enfatiza que o Dolutegravir não está associado a defeitos do tubo neural, desde que as pacientes que planejam engravidar façam uso de ácido fólico dois meses antes e após a concepção para evitar malformações congênitas do tubo neural. Vocês poderão encontrar questões desatualizadas para nossa época, mas que no período em que foram lançadas levavam justamente em consideração os guidelines vigentes. HEPATITE B No ano de 2023 já tivemos atualização no PCDT da Hepatite B, Rastreio com HBsAg e Anti-HBc em algumas situações (HBV oculta) [Imunossuprimidos, hemodiálise, doação de órgão] 1. Indicação de tratamento: PCR-HBV > 2.000 e ALT(TGP) >1,5x (anteriormente 2x)2. Outras indicações1. Elastografia ≥ F3 ou F2 (sendo homem, 40a, familiar cirrótico, comorbidades) 1. Terapia profilática ou preemptiva em imunossuprimidos2. Dosar PCR-HBV em gestantes com 24sem (anteriormente era no 3º trimestre)3. Tratar profissionais de saúde (que fazem procedimentos de alto risco - cirurgiões, dentista) 4. Em situações excepcionais, quando não possível utilização de tenofovir (TDF) ou entecavir (ETV), o uso do TAF (tenofovir+alafenamida) foi liberado 5. 6. Rastreio CHC (USG abdominal 6/6m) em só algumas situações (idade ou fatores de risco) Contudo em abril de 2024, através da nota técnica Nº 92/2024-CGAHV/. DATHI/SVSA/MS, tiveram algumas mudanças após alteração da bula do medicamento TAF (tenofovir alafenamida) liberando seu uso em pacientes com cirrose CHILD B ou C. Nessa nota técnica: Mantém-se TDF como tratamento preferencial para HBV1. Esquema alternativo mantém-se como no PCDT: cirrose hepática, alteração da função renal, alteração óssea ou uso de terapia imunossupressora/quimioterapia. 2. O principal fator para escolha entre ETV ou TAF segue sendo o uso prévio de lamivudina 3. Uso prévio de lamivudina: TAFa. Sem uso prévio de lamivudina: ETVb. Resumindo: pacientes com cirrose CHILD B ou C e com histórico de uso de lamivudina têm indicação para utilizar TAF no tratamento de HBV DM2 - DIAGNÓSTICO Em agosto de 2024 tivemos uma importante atualização no documento da SBD sobre diagnóstico da DM! Faremos um resumo: Critérios de diagnóstico do Diabetes Mellitus (DM) Para começar, é essencial que todos tenham bem frescos os critérios de diagnóstico do Diabetes Mellitus (DM). Em adultos, recomenda-se que uma glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl, uma HbA1c maior ou igual a 6,5%, ou a glicemia no Teste de Tolerância à Glicose (TTGO) de 1 hora maior ou igual a 209 mg/dl sejam utilizados. Se apenas um desses exames estiver alterado, ele deve ser repetido para confirmação. Além disso, se um paciente apresenta sintomas típicos de hiperglicemia, o diagnóstico pode ser estabelecido com uma glicemia plasmática ao acaso ≥ 200 mg/dl. Também é recomendável que o diagnóstico seja confirmado com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl e HbA1c ≥ 6,5% na mesma amostra. Quando se realiza o Teste de Tolerância à Glicose, o TTGO-1h é preferido, pois é mais prático e superior para detectar DM2 e pré-diabetes. Para DM2, o ponto de corte para o TTGO-1h deve ser ≥ 209 mg/dl e para pré-diabetes, ≥ 155 mg/dl. Rastreamento da DM Agora, falando sobre rastreamento, é fundamental lembrar que todos os indivíduos com 35 anos ou mais, assim como aqueles com sobrepeso/obesidade, devem ser rastreados, especialmente se tiverem fatores de risco adicionais. E para adultos com pré-diabetes, a realização adicional do TTGO-1h é recomendada para detectar DM2 não previamente identificado. Em relação a comorbidades, a triagem deve ser realizada em indivíduos que apresentam condições relacionadas ao diabetes, como endocrinopatias ou doenças pancreáticas. Pacientes que irão iniciar medicamentos com potencial efeito hiperglicemiante, como glicocorticoides, também devem ser rastreados antes e após o início do tratamento. Além disso, crianças e adolescentes a partir de 10 anos com sobrepeso/obesidade e pelo menos um fator de risco devem ser avaliados. Por fim, é vital que médicos estejam atualizados sobre a utilizaçãoMÉDICA 2024 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3148_15_02_2024.html https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-5.201-de-15-de-agosto-de-2024-579010765 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-5.201-de-15-de-agosto-de-2024-579010765de autoanticorpos em familiares de primeiro grau de pessoas com DM1, o que pode ajudar na detecção precoce e na prevenção de complicações. Referência: Diagnóstico de diabetes mellitus – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2024 DM2 - Manejo da Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM) no Diabetes Tipo 2 e Pré Diabetes Tem novidade no documento emitido em Julho de 2024 sobre a Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM). Em primeiro lugar, a definição de DHEM agora incorpora fatores metabólicos e exclui a necessidade de álcool como critério diagnóstico (grande mudança!), enfatizando a relação com a síndrome metabólica e seus componentes, como obesidade e resistência à insulina. https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes-mellitus/#ftoc-tabela-de-recomendacoes https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes-mellitus/#ftoc-tabela-de-recomendacoes No manejo, sugere uma abordagem multidisciplinar, focando em intervenções que abrangem desde a modificação do estilo de vida até o uso de terapias farmacológicas. Para pacientes com DHEM avançada ou não responsiva às intervenções iniciais, são recomendados medicamentos como os agonistas dos receptores GLP-1, que mostram benefícios tanto no controle glicêmico quanto na redução de gordura hepática. Por fim, a estratificação do risco de progressão para cirrose e carcinoma hepatocelular também foi aprimorada, integrando exames laboratoriais e de imagem para monitoramento a longo prazo. Referência: Manejo da Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM) no Diabetes Tipo 2 e Pré Diabetes – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2024 Hiperglicemia Hospitalar no Paciente Não-Crítico Tivemos divulgação em Julho de 2024 um documento da SBD sobre hiperglicemia hospitalar! Deixamos alguns destaques bem condensados para vocês: Indicação e abordagem com insulina: A terapia com insulina subcutânea é a primeira linha para pacientes não críticos, reservando a infusão de insulina intravenosa para situações específicas, como cirurgia ou hiperglicemia persistente acima de 300 mg/dL. Em exames, é importante lembrar a meta de controle glicêmico hospitalar, que geralmente fica entre 140–180 mg/dL para esses pacientes, evitando metas muito restritas para minimizar o risco de hipoglicemias, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. Protocolos de transição para o pós- alta: As provas frequentemente abordam o manejo pós-hospitalar, onde é essencial ajustar a terapia glicêmica para continuidade ambulatorial, garantindo que o paciente mantenha o controle após a alta. Para pacientes que precisam continuar com insulina, as diretrizes recomendam revisar as dosagens conforme os níveis glicêmicos obtidos no hospital, evitando mudanças abruptas e priorizando uma reavaliação precoce ambulatorial. Situações específicas e contraindicações: Questões de prova podem focar em contraindicações e adaptações. Por exemplo, é contraindicado o uso de insulina intravenosa fora das condições críticas (em UTI, cirurgias complexas ou cetoacidose diabética). Referências: Hiperglicemia Hospitalar no Paciente Não-Crítico – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2024 https://diretriz.diabetes.org.br/doenca-hepatica-esteatotica-metabolica-dhem/ https://diretriz.diabetes.org.br/doenca-hepatica-esteatotica-metabolica-dhem/ https://diretriz.diabetes.org.br/hiperglicemia-hospitalar-em-paciente-nao-critico/ https://diretriz.diabetes.org.br/hiperglicemia-hospitalar-em-paciente-nao-critico/ Tratamento da hiperglicemia em pacientes com DM2 e Insuficiência Cardíaca Crônica (IC) Em Maio de 2024 a SBD divulgou um documento que é fundamental para as provas, pois trata de 2 assuntos campeões em todas as bancas: DM e IC! Preparamos um condensadíssimo resumo e deixamos o link no final: No manejo de pacientes adultos com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), é fundamental realizar uma história médica detalhada e um exame clínico para identificar fatores de risco de insuficiência cardíaca (IC). Na presença de sinais sugestivos de IC, a avaliação laboratorial deve incluir NT-ProBNP, ECG, Raio-X de tórax e ecocardiograma para confirmar o diagnóstico (R2). Recomendações Chave: Rastrear: Considerar o NT-ProBNP em pacientes assintomáticos de alto risco. Controle Glicêmico: Buscar metas de HbA1c de 6,5-7,5% em pacientes com IC. SGLT2 como Primeiro Passo: Usar inibidores de SGLT2 como tratamento de primeira linha, independentemente do nível de HbA1c. Abordagem terapêutica: A metformina é recomendada em associação com inibidores de SGLT2, desde que a TFG esteja acima de 30 ml/min. Para pacientes com ICFEP, a semaglutida deve ser considerada para controle glicêmico e redução de peso. Já para aqueles com ICFEr, agonistas do GLP-1 podem ser considerados, mas com cautela em casos graves de IC. Evitar sulfonilureias e pioglitazona, que aumentam riscos associados à IC, enquanto insulina pode ser considerada, mas deve ser usada com cuidado. Referências: https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-da-hiperglicemia-em-pacientes-com-dm2-e- insuficiencia-cardiaca-cronica-ic/ https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-da-hiperglicemia-em-pacientes-com-dm2-e-insuficiencia-cardiaca-cronica-ic/ https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-da-hiperglicemia-em-pacientes-com-dm2-e-insuficiencia-cardiaca-cronica-ic/ Avaliação e tratamento da doença renal do diabetes A diretriz de 2024 da SBD veio recheada de atualizações. E várias com temas muito importantes, como a DRC no contexto da DM! Vamos condensar o que há de mais importante: Rastreamento da DRD Para começar, é essencial que o rastreamento da Doença Renal Diabética (DRD) seja feito corretamente. O primeiro rastreamento deve incluir uma amostra de urina aleatória para determinação da Razão Albumina-Creatinina (RAC) e a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe), com a equação CKD-EPI, sendo realizado no diagnóstico do DM2 e após cinco anos do diagnóstico de DM1, repetindo-se de 1 a 4 vezes ao ano. Cada teste anormal da RAC deve ser confirmado em pelo menos 2 de 3 amostras, dadas as variações diárias. Para controle glicêmico, a meta de HbA1c recomendada é entre 6,5% e 7%, em pacientes com TFGe acima de 60 ml/min/1,73m² e RAC > 30 mg/g, reduzindo assim a progressão da albuminúria e da DRD a longo prazo. Quando a TFGe é inferior a 60 ou o paciente está em diálise, a meta de HbA1c passa para entre 7% e 7,9%, para evitar mortalidade excessiva. Tratamentos Em termos de tratamento farmacológico, inibidores de SGLT2 são recomendados para pacientes com TFGe ≥ 60 e RAC ≥ 30 mg/g, independentemente da HbA1c. Para pacientes com TFGe entre 30 e 60, os inibidores de SGLT2 continuam indicados, mas com cautela na escolha da canagliflozina, que não deve ser iniciada com TFGe menor que 35. Em TFGe entre 20 e 30, os inibidores de SGLT2 ainda são recomendados, exceto empagliflozina e dapagliflozina, que têm limites inferiores de 20 e 25 ml/min/1,73m², respectivamente. Quando TFGe está abaixo de 20 os ISGLT2 não devem ser iniciados, mas podem ser mantidos. Além disso, a metformina é recomendada junto ao ISGLT2 para melhora glicêmica, mas a dose deve ser reduzida para até 1g/dia se a TFGe estiver entre 30-45 ml/min/1,73m² e suspensa se menor que 30. Em casos de TFGe > 25 e RAC > 100, a semaglutida deve ser considerada para reduzir desfechos renais. Agonistas do GLP- 1 também são opções em TFGe > 20. O uso de insulina é indicado para pacientes com TFGe > 30 com DRD e meta de HbA1c não atingida, sendo obrigatório se TFGe foros esteroidais (como espironolactona e eplerenona) podem ser considerados em TFGe ≥ 25 com potássio ≤ 4,8. A finerenona, um antagonista não-esteroidal, deve ser considerada para proteção renal em TFGe entre 25 e 60, RAC > 30 mg/g e potássio ≤ 5,0 mEq/L. Estatinas de alta potência são recomendadas para reduzir eventos cardiovasculares em pacientes com TFGe 6h 3) MODIFICOU a ausência de melhora. Agora são 24h de reposição volêmica adequada. O novo artigo diz CONTRA esperar 48h de reposição de albumina como critério diagnóstico. 4) ALIVIOU a pressão por uma outra causa aparente. Buscamos uma possível outra causa, porém pela possibilidade de mais de uma causa, caso não haja uma convincente evidência dela, iremos considerar Síndrome Hepatorrenal. Referência: Acute kidney injury in patients with cirrhosis: Acute Disease Quality Initiative (ADQI) and International Club of Ascites (ICA) joint multidisciplinary consensus meeting - Journal of Hepatology Esclerose Múltipla Mais uma atualização importante em 2024: Os critérios de McDonald para esclerose múltipla! Sabemos que é um tema importante e denso. Nosso objetivo aqui não será destrinchar cada item (por exemplo, detalhes dos exames de imagem), mas chamar atenção para onde tivemos as atualizações. Então resumimos o que há no documento: Imagens As atualizações sugerem a inclusão de novas tecnologias de imagem no diagnóstico da esclerose múltipla (EM), como tomografia de coerência ótica, ressonância magnética (RM) com foco hiperintenso ponderado em T2 e a imagem da veia central (SVC) e do nervo óptico. https://www.journal-of-hepatology.eu/article/S0168-8278(24)00214-9/fulltext#:~:text=According%20to%20the%20Acute%20Disease%20Quality%20Initiative%20%28ADQI%29,and%2For%20urine%20output%20%E2%89%A40.5%20ml%2Fkg%20for%20%E2%89%A56%20h. https://www.journal-of-hepatology.eu/article/S0168-8278(24)00214-9/fulltext#:~:text=According%20to%20the%20Acute%20Disease%20Quality%20Initiative%20%28ADQI%29,and%2For%20urine%20output%20%E2%89%A40.5%20ml%2Fkg%20for%20%E2%89%A56%20h. Biomarcadores Além das imagens, as atualizações detalham o uso de biomarcadores como a cadeia leve kappa (kFLC) e a neurofilamento leve no soro (NfL), além de biomarcadores no líquor (LCR). RIS (Sindrome radiologicamente isolada): As revisões recomendam diagnosticar RIS como EM em casos específicos com base na medição de lesões de CVS. DIT (Disseminação no tempo): Sugerem deixar o DIT não mais necessário. E há também atualização da Disseminação no espaço (DIS) no diagnóstico de EM. Pacientes Idosos com EM: As diretrizes revisadas propõem critérios mais rígidos para diagnosticar EM em pacientes com mais de 50 anos e com dor de cabeça ou distúrbios vasculares. Mastigando ainda mais, é proposto que fechemos o diagnóstico em pacientes com quadro sugestino nos seguintes casos: Se em 2 ou mais topografias clássicas OU 2 lesões medulares com mais de 12 meses de progressão, diagnosticamos se um dos seguintes: LCR positivo SVC positivo DIT Lesão em 4 das 5 topografias Se apenas 1: LCR + SVC LCR + LPR DIT + SVC DIT + LPR Referência: https://ectrims.eu/app/uploads/2024/08/ECTRIMS_Winter-School- 2025_scientific_programme_Homepage.pdf Atualização de Recomendação de Teste Germinativo para Câncer de Mama Sabemos que muitos não são fãs de Onco e acham muito difícil. Mas houve uma atualização sobre esse ponto que achamos importante reforçar! Seremos bem diretos: Todos os pacientes recém-diagnosticados com câncer de mama nos estágios I- III ou doença metastática de novo no estágio IV, com 65 anos ou menos, devem ser oferecidos testes para BRCA1/2. 1. Pacientes com mais de 65 anos devem ser oferecidos testes para BRCA1/2 se:2. https://ectrims.eu/app/uploads/2024/08/ECTRIMS_Winter-School-2025_scientific_programme_Homepage.pdf https://ectrims.eu/app/uploads/2024/08/ECTRIMS_Winter-School-2025_scientific_programme_Homepage.pdfForem candidatos à terapia com inibidores de PARP (a positividade do BRCA é o que indica essa classe!), Tiverem câncer de mama triplo-negativo, Histórico pessoal ou familiar sugerir variante patogênica, Foram designados como sexo masculino ao nascimento, São de ascendência judaica ashkenazi ou de populações com maior prevalência de mutações fundadoras Referência: Germline Testing in Patients With Breast Cancer: ASCO–Society of Surgical Oncology Guideline | Journal of Clinical Oncology Síndrome Antifosfolípide (SAF) Critérios classificatórios ACR/EULAR 2022 Desde a criação de critérios classificatórios (isto é, para fins de pesquisa) em 1999 e a última revisão destes em 2006 (Sydney) houve uma necessidade de elaboração de novos critérios (com objetivo de aumentar especificidade) que foram publicados em 2023 pelo ACR/EULAR, que levam em consideração justamente os domínios clínicos associados a pelo menos um antifosfolípide (aPL) positivo dentro de 3 anos da manifestação clínica. Sendo então classificados como SAF se ≥ 3 pontos clínicos E ≥ 3 pontos laboratoriais, lembrando que os critérios são classificatórios e não diagnósticos. https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.23.02225 https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.23.02225 🚨 FIQUE DE OLHO! Os critérios de Duke são sugestivos quando temos: 2 critérios maiores; 1 critério maior e 3 critérios menores; 5 critérios menores Confira nossa matéria completa para mais informações: Endocardite Infecciosa: Atualização dos critérios de Duke Endocardite Infecciosa: Atualização dos critérios de Duke Classificação e Manejo da dengue O Ministério da Saúde, frente o grande surto de dengue do ano, atualizou o documento que não mudava desde 2019. Aquele fluxograma famoso também está lá em nova versão. Um destaque é a hemoconcentração que já conduz como grupo C! É importante o acessarem pelo link que enviaremos, pois é muito fácil achar versões diferentes na internet! Critérios de Duke Modificado Desse modo, os critérios de Duke modificado baseia o diagnóstico de EI a partir da avaliação da presença de critérios menores e maiores. Endocardite Bacteriana Critérios de Duke (2023) A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção das válvulas cardíacas ou do endocárdio mural, podendo provocar sopros cardíacos, petéquias, anemia, febre, fenômenos embólicos e vegetações endocárdicas. https://grupomedcof.com.br/blog/endocardite-infecciosa-atualizacao-dos-criterios-de-duke/ https://grupomedcof.com.br/blog/endocardite-infecciosa-atualizacao-dos-criterios-de-duke/ https://grupomedcof.com.br/blog/endocardite-infecciosa-atualizacao-dos-criterios-de-duke/ Referência:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue- diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianc IGRA no SUS + LF-LAM e LF-CRAG O IGRA está incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreio da ILTB em: a) Pessoas vivendo com HIV (PVHIV) com contagem de linfócitos T-CD4+ > 350 células/mm³; b) Crianças ≥ 2 anos eVacina de dengue para adolescentes 10-14 anos em municípios selecionados - Qdenga, 2 doses com intervalo de 3 meses. Particular: Qdenga liberada de 4 a 60 anos PNI: Considerando taxas de hospitalização por dengue nos últimos 5 anos, o grupo inicial contemplado pela vacinação é de adolescentes de 10-14 anos que residem em municípios de grande porte (população maior ou igual a 100 mil habitantes) com alta transmissão de dengue, predominância do sorotipo DENV-2 (reemergência recente) e pelo maior número de casos no monitoramento 2023/2024. Portanto: A estratégia inicial de vacinação contra a dengue no Brasil contemplará, inicialmente, indivíduos de 10 a 11 anos, progressivamente até atingir todos na faixa etária de 10 a 14 anos 11 meses e 29 dias; que residem em localidades prioritárias, com critérios definidos a partir do cenário epidemiológico da doença no país. O esquema vacinal recomendado são 2 (duas) doses, com intervalo de 3 (três) meses entre elas. Indivíduos soronegativos e soropositivos podem receber a vacina, mas recomenda- se aguardar por seis meses para início do esquema vacina após infecção pelo vírus da dengue. Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas- tecnicas/2024/nota-tecnica-no-8-2024-cgici-dpni-svsa-ms/view Vacina HPV: dose única para adolescente 9-14 anos Referência: Adolescentes meninas e meninos de 9 a 14 anos: esquema agora em dose única. Se imunodeficiente: segue em 3 doses (0-2-6 meses) Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas- tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-8-2024-cgici-dpni-svsa-ms/view https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-8-2024-cgici-dpni-svsa-ms/view https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms Manejo da Dengue O último guia de manejo da dengue do Ministério da Saúde era de 2016. Houve essa atualização em 2024. Vamos focar apenas nos pontos cruciais do manejo da dengue. Classificação Em relação a classificação, nenhuma novidade, continuamos com os mesmos critérios para encaixar nosso paciente nos respectivos grupos: A, B, C e D. O foco no tratamento manteve-se na hidratação do paciente. Preconizado por via oral para os grupos A e B; via endovenosa para os grupos C e D. Faixa etária Agora, vamos para uma informação importante, em especial para faixa etária pediátrica. Para o grupo A, hidratação preconizada anteriormente era fixa e agora ela passa a variar conforme a faixa etária e de peso: Sinais de alarmes e tratamento Em relação, ainda ao grupo A, antes o fluxograma da dengue, propunha, além da orientação de retorno imediato diante dos sinais de alarme, reavaliar paciente entre 3o e 6o dia doença. Agora, além de manter a orientação em relação aos sinais de alarme, na persistência da febre, o paciente deve retornar no 5° dia de doença para ser reavaliado. O grupo B permanece como grupo que não tem sinais de alarme, bem como grupo A, mas se diferencia dele por incluir paciente que tenham prova do laço positiva, risco social, comorbidade ou condição clínica especial. A novidade foi a inclusão de mais três condições clínicas especiais, mantendo as demais já presentes no fluxograma anterior: asma, obesidade e hepatopatias. Nesse grupo, permanece a indicação de coleta de hemograma completo obrigatória. Se hematócrito normal, deverá continuar seguindo fluxograma do grupo A, mantendo reavaliação clínica e laboratorial diária até 48 horas da remissão da febre. No entanto, se houver aparecimento de sinais de alarme enquanto aguarda resultado do exame ou hemoconcentração ao avaliar resultado hemograma, paciente deverá ser manejado como grupo C. Anteriormente, o fluxograma possuía uma etapa a mais nessa fase: fazia-se uma etapa de hidratação oral em 4 horas, com reavaliação clínica e laboratorial. Apenas em caso de aumento do hematócrito em relação ao primeiro hemograma que o paciente modificava sua classificação para seguimento conforme grupo C. No grupo C, mudou-se o volume e momento da reavaliação após expansão volêmica. Antes falava-se em 20 ml/kg/hora com SF ou RL e reavaliar clínica e laboratorial em 2 horas. Em 2024, a indicação é de reposição volêmica imediata com 10 mL/kg de SF na primeira hora, independentemente do nível de atenção e complexidade, mesmo na ausência de exames complementares. Reavaliar o paciente clinicamente após 1 hora (sinais vitais, PA, diurese desejável de 1 ml/kg/hora). Repetir a hidratação no mesmo volume e tempo na segunda hora e reavaliar hematócrito após. Se houve estabilidade clínica e queda do hematócrito, mantém a fase de manutenção da mesma maneira indicada anteriormente, mas agora não diferencia mais adultos ou crianças, sendo o mesmo volume indicado em todas as situações: 25 ml/kg em 6 horas e, após, 25 ml/kg em 8 horas. No entanto, deve ser realizada com soro fisiológico e, não mais, associado ao soro glicosilado. Paciente deverá ficar internado por no mínimo 48 horas. Os critérios de alta sofreram algumas modificações: necessária ausência de febre por 24 horas e não mais 48 horas; plaquetas devem estar em elevação, mas não é necessário valor mínimo para alta (antes, era necessário no mínimo 50.000/mm3); e sintomas respiratórios deixam de fazer parte dos critérios. Permanece, então, estabilidade por 48 horas, melhora visível do quadro clínico e hematócrito normal e estável por 24 horas. Por fim, no grupo D, o manejo inicial permanece o mesmo, até a reavaliação clínica e laboratorial após 2 horas do atendimento. Nesse momento, se o paciente não tem resposta adequada e está com hematócrito em elevação, deve seguir com uso de expansores plasmáticos. Anteriormente, preconizava-se uso de coloides sintéticos e na sua ausência uso de albumina. Atualmente, prefere-se o uso de albumina e o uso de coloide vai ser reservado na indisponibilidade da albumina. Importante saber que albumina deve ser preparada em solução a 5% (25 ml de albumina a 20% + 75 ml de SF). Na situação do hematócrito em queda, segue-se a mesma orientação, avaliar presença de choque e sangramento. No caso de estarem ausentes, investigar hiper- hidratação e insuficiência cardíaca congestiva. Na manutenção do choque e sangramento, realizar transfusão de concentrado de hemácias; se houver sinais de coagulopatia, usar plasma fresco, vitamina K e crioprecipitado. Mas aqui, importante salientar, que a transfusão de plaquetas não fazia parte do fluxograma e, agora, é reforçado quando ela deve ser realizada: sangramento persistente não controlado, depois de corrigidos os fatores de coagulação e do choque, e com trombocitopenia e INR > 1,5 vez o valor normal. Houve também a inclusão do momento de interromper ou reduzir a infusão de líquidos à velocidade mínima necessária: término do extravasamento plasmático; normalização da PA, do pulso e da perfusão periférica; diminuição do hematócrito, na ausência de sangramento; diurese normalizada; resolução dos sintomas abdominais. Portanto, não temos mudanças tão radicais, mas cruciais para a melhora do manejo do nosso paciente com diagnóstico de dengue. Esse fato torna-se, ainda mais importante, ao considerar o momento epidemiológico atual, com aumento tão expressivo do número de casos confirmados em nosso país: coeficiente de mais de 2 mil de casos para cada 100 mil habitantes, confirmados (semanas epidemiológicas 01 a 18 – 07/05/2024): Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianca Tratamento de Tuberculose Pulmonar Não Grave O objetivo dessa recomendação é a melhoria da adesão ao tratamento e menos efeitos adversos, pela menor exposição aosmedicamentos. Esse tratamento encurtado é baseado no estudo SHINE, que mostrou que o tratamento por 4 meses não é inferior ao tratamento por 6 meses, nas seguintes situações: Mycobacterium tuberculosis sem resistência aos antituberculostáticos; Quadro de tuberculose pulmonar não grave; Crianças e adolescentes de 3 meses a 16 anos de idade; Peso ≥ 4 Kg; Baciloscopia negativa; Incluindo crianças que vivem com HIV. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianca https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianca Mas o que é considerado tuberculose pulmonar não grave??? Sintomas clínicos leves, sem indicação de internação; TB pulmonar com acometimento em linfonodos periféricos; TB intratorácica sem sinais de obstrução de vias aéreas; TB não cavitaria confinada a um lobo pulmonar sem padrão; miliar TB pleural não complicada Doença paucibacilar, a saber: * TRM-TB com MTB (Mycobacterium tuberculosis) não detectado * TRM-TB detectado em traços, very low ou low * Baciloscopia negativa A decisão de incluir paciente no tratamento encurtado pode ser apenas clínica ou ser baseada na associação da clínica com raio-X de tórax e/ou baciloscopia: Decisão apenas clínica: paciente com sintomas leves que não indiquem internação OU tuberculose ganglionar (periférica) isolada extratorácica (sem envolvimentos extrapulmonares); 1. Em caso de estar disponível a baciloscopia: deve ser negativa e o teste rápido molecular para tuberculose não detectado ou detectado com traços, very low ou low; 2. Em caso de raio-X de tórax disponível (idealmente realizado antes do início do tratamento) deve ser compatível com TB não grave: 3. * TB em linfonodo intratorácico sem obstrução das vias aéreas4. * TB pulmonar confinada em um lobo, sem cavidades e sem padrão miliar5. * TB pleural não complicada (sem pneumotórax ou empiema);6. Por fim, o paciente deve ser acompanhado mensalmente, especialmente ao final do tratamento de 4 meses. Caso não esteja apresentando evolução clínica satisfatória, avalia-se o prolongamento do tratamento por até 6 meses. Para considerar tratamento adequado: * Sintomas da TB devem desaparecer dentro de um mês após o início do tratamento * Estado nutricional deve ser normal (semelhante ao que tinha antes de desenvolver TB), após 4 meses de tratamento. Referência: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2024/nota- informativa-no-5-2024-cgtm.pdf/view https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2024/nota-informativa-no-5-2024-cgtm.pdf/view https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2024/nota-informativa-no-5-2024-cgtm.pdf/view Vacinação Contra Covid-19 Inclusão da vacina monovalente XBB (Moderna) - SpikeVax, no lugar da Pfizer baby - Vacina de RNA mensageiro - Via: intramuscular MUDANÇA DO ESQUEMA VACINAL PRIMÁRIO: -6 meses a 4 anos SEM vacinação prévia: 2 doses da vacina com 6 e 7 meses (intervalo 4 semanas); -Se imunocomprometido: 3 doses (D1 - 4 semanas - D2 - 8 semanas - D3) -Maiores de 5 anos nunca vacinados: 1 dose REFORÇOS: -6 meses a 4 anos COM vacinação prévia completa (3 doses): realizar 1 dose da moderna -Imunocomprometidos maiores de 5 anos com esquema primário completo: reforço semestral/anual Referência: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19/esquemas-vacinais/esquema-vacinal- covid-19 Tratamento de Manutenção de Asma (GINA 2024) Quanto ao diagnóstico: Uso do PFE: É reforçado que, considerando situações em que não há acesso à espirometria, utilizar o PFE para o diagnóstico é preferível a confiar somente nos sintomas. 1. Asma variante tosse: situação em que a tosse é o único sintoma de asma. Dificuldade de distinguir com outras causas de tosse crônica. A espirometria nestes casos pode ser normal, podendo a variabilidade da limitação ao fluxo aéreo ser demonstrada somente por testes de broncoprovocação. 2. Confirmando o diagnóstico em pacientes já em uso de ICS: realizar espirometria; se houver ausência de variabilidade (diagnóstico não confirmado): 3. Repetir espirometria após suspensão do SABA por 4h e do LAMA por 24-48h ou durante período em que paciente apresenta sintomas. Regredir etapa de tratamento e repetir espirometria em 2 a 4 semanas. Opção no paciente sintomático e VEF1 ou PFE > 70% do predito e no paciente pouco sintomático com função pulmonar normal. Suspender o tratamento e repetir espirometria. Opção no paciente pouco sintomático com função pulmonar normal que se mantém dessa forma mesmo com regressão de etapa de tratamento. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19/esquemas-vacinais/esquema-vacinal-covid-19 https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/covid-19/esquemas-vacinais/esquema-vacinal-covid-19 Quanto ao tratamento: Escolha do tratamento inicial: principal mudança!1. CRIANÇAS DE 6 A 11 ANOS: Iniciar pelo: GINA 2023 GINA 2024 STEP 1 Sem tratamento contínuo (Alívio: ICS + SABA) Sintomas+ formoterol 100/6 mcg (mesma dose máxima). Doses de ICS + SABA de alívio em crianças: 2 jatos de beclometasona 50 mcg + 2 jatos de salbutamol 100 mcg. Reabilitação pulmonar: melhora a capacidade funcional ao exercício e qualidade de vida. É recomendado para pacientes com limitação aos exercícios ou dispneia devido à limitação persistente do fluxo aéreo. Step 5: associar anti-muscarínico de longa ação (LAMA) leva à redução em exacerbações graves que requerem corticoide sistêmico; que em pacientes bem controlados utilizando terapias guiadas (fenótipo tipo 2*) deve ser priorizada a redução do corticoide sistêmico. *Fenótipo 2: tipo mais comum em pessoas com asma grave. Caracterizado por citocinas com IL-4. IL-5 e IL-13 e elevada eosinofilia e IGE. Imunoterapia para aeroalérgenos para asma grave: esclarece seu perfil de segurança, treinamentos e protocolos. Siglas: PFE: pico de fluxo expiratório ICS: corticoide inalatório SABA: broncodilatador de curta ação. LAMA: broncodilatador de longa ação. VEF1: volume expiratório forçado no primeiro segundo. MART: terapia de manutenção e alívio com ICS+formote Referência: GINA 2024 Profilaxia de Conjuntivite Neonatal Não usar mais nitrato de prata. Usar iodopovidona ou eritromicina (proteção contra clamídia e gonococo). Referência:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas- tecnicas/2024/nota-tecnica-no-11-2024-cacriad-cgaci-dgci-saps-ms.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-11-2024-cacriad-cgaci-dgci-saps-ms.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-11-2024-cacriad-cgaci-dgci-saps-ms.pdf RN contactante de Tuberculose Bacilífera com BCG ao nascimento. Realizar profilaxia com Rifampicina por 4 meses, Não realizar prova tuberculínica, após os 4 meses - vacinar com BCG. Esquema alternativo: não vacinar com BCG ao nascimento. Realizar isoniazida por 3 meses, então realizar PPD. Se PPD e periodicidade do rastreamento. Enquanto isto, segue-se o rastreio com exame citopatológico em todas as unidades da atenção primária à saúde até que o novo método seja implementado. Além disso, esta nota técnica mencionou ações para os gestores de saúde, a saber: diagnosticar a situação local de prevenção e controle do câncer do colo do útero, organizar a rede de atenção à saúde (RAS) com foco na Atenção Primária à Saúde (APS), identificar e convocar mulheres que nunca foram rastreadas ou com rastreamentos desatualizados (mais de 3 anos), garantir acesso ao diagnóstico e tratamento em serviços de referência, como colposcopias e biópsias e promover capacitação profissional e monitorar as ações. Vale destacar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu seu plano de controle e eliminação do câncer de colo de útero, com a meta de vacinar 90% das meninas de até 15 anos contra o HPV, rastrear 70% das mulheres e tratar 90% das lesões precursoras. Sobre a vacinação, reforça ainda a determinação prévia de esquema em dose única para adolescentes de 9 a 14 anos e resgate dos não vacinados até 19 anos. Referências: BRASIL. Nota Informativa sobre DNA-HPV. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Disponível em: https://antigo.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//nota_informativa_sobre_dna- hpv.pdf. Acesso em: 7 nov. 2024. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-41-2024-cgici-dpni-svsa-ms https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-63-2023-cgici-dpni-svsa-ms.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-63-2023-cgici-dpni-svsa-ms.pdf https://antigo.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/nota_informativa_sobre_dna-hpv.pdf https://antigo.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/nota_informativa_sobre_dna-hpv.pdf Recomendação da vacina contra vírus sincicial respiratório para gestantes Em abril de 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes, tratando-se da vacina Abrysvo® (Pfizer) - que já está disponível em clínicas privadas no Brasil. A vacina visa prevenir infecções graves do trato respiratório inferior em recém-nascidos e lactentes jovens por meio da transferência de anticorpos maternos pela placenta. Sobre a vacina Abrysvo® (Pfizer), é recombinante, bivalente (subgrupos A e B), e está licenciada para gestantes entre 24 e 36 semanas, mas a recomendação preferencial é entre 32 e 36 semanas, devido à maior eficácia nesta faixa e menor risco de prematuridade. Também foi aprovada para idosos a partir de 60 anos, mas não substitui outras vacinas como a Arexvy® (GSK), que não é indicada para gestantes. Membros da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) reforçam sua recomendação para gestantes como a preferência por vacinação entre 32 e 36 semanas e possibilidade de vacinação a partir de 24 semanas, caso haja risco gestacional, com a necessidade de pelo menos 14 dias para que os anticorpos sejam produzidos e transferidos ao feto. Ressalta-se o intervalo de 2 semanas recomendado entre a vacina contra VSR e a vacina dTpa, enquanto a coadministração com a vacina contra gripe sazonal é permitida. Estudos estão em andamento para possível inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações e há necessidade de dados adicionais para determinar a aplicação de doses em gestações subsequentes. Referência: FEBRASGO. Recomendação da vacina contra Vírus Sincicial Respiratório para gestantes. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da- vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes. Acesso em: 7 nov. 2024. https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da-vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da-vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1952-recomendacao-da-vacina-contra-virus-sincicial-respiratorio-para-gestantes Restrição ao Uso de Hormônios Manipulados Não Aprovados Em outubro de 2024 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, a suspensão da manipulação, da comercialização, da propaganda e do uso de implantes hormonais manipulados (ou seja, feitos em farmácias de manipulação) em território nacional - os quais também ficaram conhecidos como “chips da beleza”. Estes produtos, frequentemente divulgados em redes sociais com promessas de benefícios estéticos como aumento de massa magra e redução de gordura corporal, são fabricados sem controle rigoroso e não possuem aprovação da ANVISA. O objetivo desta medida é proteger as mulheres de efeitos adversos graves associados ao uso inadequado de implantes hormonais manipulados. Dentre estes efeitos colaterais graves tem-se infarto, AVC, tromboembolismo, e complicações hepáticas, dermatológicas e psiquiátricas. Incluem-se também alterações irreversíveis, como modificação da voz, aumento do clitóris e infertilidade, além de efeitos como queda de cabelo e acne severa, foram relatados. A FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) celebra a proibição como uma vitória na proteção da saúde das mulheres e alerta para a importância da fiscalização contínua e da conscientização pública sobre os perigos do uso inadequado de hormônios. Referência: FEBRASGO. ANVISA suspende manipulação, comercialização, propaganda e uso de implantes hormonais manipulados. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1976-anvisa-suspende-manipulacao-comercializacao- propaganda-e-uso-de-implantes-hormonais-manipulados. Acesso em: 7 nov. 2024. Recomendações diante do cenário internacional de surtos de Coqueluche Entre os meses de maio e junho de 2024, países da Europa e da Ásia registraram aumento do número de casos de coqueluche. Diante do cenário global, o Ministério da Saúde divulgou uma Nota Técnica com recomendações de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica da doença no Brasil. https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1976-anvisa-suspende-manipulacao-comercializacao-propaganda-e-uso-de-implantes-hormonais-manipulados https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1976-anvisa-suspende-manipulacao-comercializacao-propaganda-e-uso-de-implantes-hormonais-manipulados A Nota Técnica Nº 92/2024-DPNI/SVSA/MS, emitida pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), atualiza recomendações sobre a quimioprofilaxia pós-exposição (QPE) e vacinação seletiva de comunicantes de casos suspeitos ou confirmados de coqueluche no Brasil. A quimioprofilaxia pós-exposição é indicada para prevenir infecções graves em pessoas vulneráveis e reduzir a transmissão para outros. Dentre os grupos prioritários temos os comunicantes intradomiciliares, pessoas com risco de complicações graves (ex.: crianças menores de 1 ano e imunocomprometidos) e comunicantes com alto potencial de transmissão (ex.: gestantes no último trimestre e profissionais em creches). Deve ser iniciada até 21 dias após a exposição, sendo a primeira escolha a Azitromicina. Já o esquema de vacinação seletiva está alinhado ao Calendário Nacional de Vacinação, assim sendo: Crianças de 2 meses a menores de 7 anos: completar esquema com vacinas como DTP ou penta. Pessoas a partir de 7 anos: reforço com dTpa, se última dose há mais de 10 anos. Gestantes: dose única de dTpa a cada gestação após 20 semanas. Ainda como considerações finais para prevenção e controle da coqueluche, tem-se que casos suspeitos ou confirmados devem ser isolados por 5 dias após início do tratamento. Os contatos expostos devemser monitorados, com início de tratamento imediato em caso de sintomas. Referência: BRASIL. Nota Técnica nº 92/2024-DPNI/SVSA/MS. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Quimioprofilaxia pós-exposição (QPE) e vacinação seletiva de comunicantes de caso(s) suspeito(s) ou confirmado(s) de coqueluche. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf. Acesso em: 7 nov. 2024. Novas recomendações USPSTF para Rastreamento do Câncer de Mama Quando o assunto é sobre rastreamento para o câncer de mama, devemos nos atentar para a referência utilizada, visto que há variações. Neste contexto, a USPSTF (United States Preventive Services Task Force) publicou em abril de 2024 novas recomendações sobre o rastreamento do câncer de mama. As principais mudanças incluem a recomendação para mamografias bienais em mulheres de 40 a 74 anos, citando benefícios moderados para reduzir a mortalidade nessa faixa etária. A recomendação visa melhorar a equidade e reduzir a mortalidade por câncer de mama com base em evidências atualizadas. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-92-2024-dpni-svsa-ms.pdf Vamos aproveitar para revisar as demais recomendações para rastreamento de acordo com as diferentes referências: Ministério da Saúde: rastreamento bienal com mamografia em mulheres de 50 a 69 anos. FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) e SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia): rastreamento anual com mamografia para as mulheres entre 40 e 74 anos. A partir dos 75 anos, recomenda-se continuar o rastreamento se não houver comorbidades que reduzam a expectativa de vida e, se houver, que seja de pelo menos sete anos. Referências: NICHOLSON, Wanda K. et al. USPSTF recommendation: biennial screening mammography for women aged 40 to 74 years; evidence insufficient for women aged 75 years or older and those with dense breasts. Milken Institute of Public Health, George Washington University. Disponível em: chair@uspstf.net. Acesso em: 7 nov. 2024. Urban LA, Chala LF, Paula IB, Bauab SP, Schaefer MB, Oliveira AL, et al. Recomendações para o rastreamento do câncer de mama no Brasil do Colégio Brasileiro de Radiologia, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Femina. 2023;51(7):390-9. Ampliação do uso de teste para HTLV em gestantes no pré-natal Em abril de 2024, o Ministério da Saúde tornou pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o uso dos testes de triagem e complementares/confirmatórios para o diagnóstico do vírus HTLV (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas) 1/2 em gestantes. O HTLV afeta o sistema imunológico, e a transmissão ocorre por sangue, relação sexual ou amamentação. Cerca de 20- 30% das crianças amamentadas por mães infectadas contraem o vírus. A detecção da infecção é feita por exames de sangue, como ELISA (triagem), PCR e Western Blot (confirmação e tipificação). Os testes para detecção desta infecção já estão disponíveis no SUS, porém para outras indicações. A Conitec considera que o início desta medida durante o pré-natal é considerado seguro e aproveita os recursos já existentes. Além disso reforça o controle e a prevenção da transmissão vertical do HTLV, promovendo melhores cuidados no pré-natal. Referência: BRASIL. Portaria SECTICS/MS nº 13, de 3 de abril de 2024. Dispõe sobre a incorporação do exame pré-natal para detecção de infecção pelo HTLV 1/2 em gestantes no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 4 abr. 2024. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria- sectics/ms-n-13-de-3-de-abril-de-2024-551933905. Acesso em: 7 nov. 2024. https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-sectics/ms-n-13-de-3-de-abril-de-2024-551933905 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-sectics/ms-n-13-de-3-de-abril-de-2024-551933905 Preventiva Novo Modelo de Cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde A Portaria GM/MS 3.493, de 10 de abril de 2024, trouxe a nova metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no SUS. O novo modelo de financiamento revoga o nosso conhecido Previne Brasil, embora ainda mantenha com ele alguns pontos de similaridade. Em linhas gerais, o novo modelo retoma parcelas de pagamento fixo; traz incentivos à implantação e manutenção de equipes multiprofissionais e equipes de saúde bucal; propõe maior equidade no repasse de recursos segundo indicadores de vulnerabilidade; e condiciona o financiamento a critérios de qualidade dos serviços. Os componentes do novo financiamento são seis: Componente fixo e recurso de implantação;1. Componente de vínculo e acompanhamento territorial;2. Componente de qualidade;3. Componente para implantação e manutenção de programas, serviços, profissionais; e outras composições de equipes que atuam na APS; 4. Componente para Atenção à Saúde Bucal;5. Componente per capita de base populacional. 6. Por fim, confira na tabela abaixo os paralelos entre alguns dos componentes do novo modelo e os eixos do antigo Previne Brasil: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.493-de-10-de-abril-de-2024-553573811 Previne Brasil (Portaria 2.979/2019) Novo Modelo (Portaria 3.493/2024) Capitação ponderada Componente fixo e recurso de implantação Componente de vínculo e acompanhamento territorial Pagamento por desempenho Componente de qualidade Incentivo para ações estratégicas Componente para implantação e manutenção de programas, serviços, profissionais; e outras composições de equipes que atuam na APS Componente para Atenção à Saúde Bucal Referência: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3493_11_04_2024.html Atualizações na lista do SINAN Ao longo de 2024 tivemos três importantes grupos de atualizações na lista de notificação compulsória do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Portaria nº 3.148 de 2024: inclui na lista a “Infecção pelo Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV)” e a “Infecção pelo HTLV em gestante, parturiente ou puérpera e Criança exposta ao risco de transmissão vertical do HTLV”, ambas com periodicidade semanal; Portaria nº 5.201 de 2024: inclui 7 grupos de doenças e agravos relacionados ao trabalho (DARTs) na lista de notificação compulsória universal, com periodicidade semanal. Antes disso, tais condições não figuravam na lista universal do SINAN pois eram de notificação por Estratégia de Vigilância Sentinela: apenas unidades de saúde selecionadas eram responsáveis por realizar o monitoramento/notificação; https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3493_11_04_2024.html Portaria nº 5.201/2024 Como era? Como ficou? Estratégia de Vigilância Sentinela Notificação compulsória universal → semanal DARTs: Câncer relacionado ao trabalho Dermatoses ocupacionais Distúrbio de voz relacionado ao trabalho LER/DORT Perda auditiva relacionada ao trabalho Pneumoconioses relacionadas ao trabalho Transtornos mentais relacionados ao trabalho A Portaria nº 5.201 de 2024 ainda trouxe mais uma novidade: adicionou especificamente o item “Infecção pelo vírus da hepatite B em gestante, parturiente ou puérpera e Criança exposta ao risco de transmissão vertical da hepatite B”, com notificação semanal. Antes disso, apenas o item “hepatites virais” constava de forma genérica como sendo de notificação compulsória. Referências: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2024/prt3148_15_02_2024.html https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-5.201-de-15-de-agosto-de-2024- 579010765 ATUALIZAÇÕES RESIDÊNCIA