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APOL 1 – Filosofia Política – Nota 100 C Questão 1/10 - Filosofia Política De acordo com Maquiavel, podemos compreender que, para governar, ‘o príncipe precisa lançar mão de boas leis: um príncipe deve bem alicerçar o seu poderio; de outra maneira arruinar-se-á seu remédio. Os principais alicerces de todos os Estados, tanto os novos como os antigos e os mistos, são as boas leis e as boas armas’ (...) Se boas leis não bastam para a conservação do poder pelo governante, também é importante que este tenha à sua disposição boas armas para uso'. Fonte: QUADROS, Doacir Gonçalves de. O Estado na Teoria Política Clássica: Platão, Aristóteles, Maquiavel e os Contratualistas. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 3. Tendo como base a contextualização acima e o conteúdo de Teoria Política Clássica, examine as assertivas abaixo e, em seguida, selecione a alternativa que faz uma análise correta sobre elas. I. Além de boas leis e das boas armas, é preciso que o príncipe possua a arte de governar. II. A arte de governar para Maquiavel consiste em ter as virtú (virtudes) humanas. III. Por as virtú (virtudes) humanas podemos compreender: qualidades da energia, do vigor, da resolução, do talento, do valor bravio. IV. A virtú também se refere às habilidades de adaptação que os governantes devem manejar de acordo com as particularidades de cada momento. E As assertivas I, II, III e IV estão corretas. Você assinalou essa alternativa (E) Você acertou! Todas as assertivas estão corretas. “Além de boas leis e das boas armas, é preciso que o príncipe possua a arte de governar, que consiste em ter as virtú (virtudes) humanas, as quais, segundo Maquiavel, referem-se às qualidades da energia, do vigor, da resolução, do talento, do valor bravio, bem como as habilidades de adaptação que os governantes devem manejar de acordo com as particularidades de cada momento.” Fonte: QUADROS, Doacir Gonçalves de. O Estado na Teoria Política Clássica: Platão, Aristóteles, Maquiavel e os Contratualistas. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 3. Questão 2/10 - Filosofia Política Leia o trecho abaixo e depois responda: “Essa visão sobre a democracia era muito comum no tempo em que Platão viveu; porém, no decorrer dos séculos seguintes, sofreu profundas alterações, principalmente durante o período da Idade Média, mais precisamente entre os séculos XII e XV”. Fonte: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016. De acordo com o conteúdo visto nas aulas e no material didático, analise as sentenças abaixo, acerca da visão de Platão sobre a democracia: I. A democracia é tida como um governo em que o povo ocupa o poder e dispõe de liberdade sem limites, o que leva a uma falta de responsabilidade diante da sociedade. II. A democracia é tida, por Platão, como a única forma de governo ideal, quer dizer, como a forma que não se deixa corromper por nenhum tipo de paixão. III. A classificação de Platão adota o ponto de vista do governante, tendo como principal preocupação a unidade do poder dele. Assim, a democracia, ao propiciar maior liberdade aos governados, ameaça a ordem social e o interesse governante. Após a análise das sentenças acima, assinale a alternativa correta: A As sentenças I e III estão corretas. Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! É preciso atentar para dois pontos, a fim de compreender a avaliação que Platão faz da forma de governo democrática: 1) primeiramente, que sua classificação adota o ponto de vista do governante, tendo como principal preocupação a unidade do poder dele. Ass im, a democracia, ao propiciar maior liberdade aos governados, ameaça a ordem social e o interesse governante, sendo, portanto, uma forma corrompida; 2) em segundo lugar, a democracia é tida como um governo em que o povo ocupa o poder e dispõe de liberdade sem limites, o que leva a uma falta de responsabilidade diante da sociedade. Referência: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 1. Questão 3/10 - Filosofia Política “Na teoria política, o modelo contratualista é uma das alternativas que podemos usar para entender a origem e o fundamento do Estado (...) entre os modelos alternativos ao contratualismo estão o modelo da sociedade natural ou familiar e o modelo de origem violenta.” Fonte: QUADROS, Doacir Gonçalves de. O Estado na Teoria Política Clássica: Platão, Aristóteles, Maquiavel e os Contratualistas. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 3, adaptado Tendo como base a contextualização acima, e os conteúdos da disciplina Teoria Política Clássica, examine as assertivas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que faz uma análise correta sobre elas. I. O modelo de sociedade natural faz parte do pensamento político de Aristóteles. II. No modelo de sociedade natural, a origem e a justificativa para a existência do Estado estão relacionadas à união entre agregados familiares. III. De acordo com o modelo de sociedade natural, o Estado surge para garantir a proteção e a sobrevivência dos membros que formam a cidade. IV. Entre os pensadores que adotam o modelo de explicação da sociedade natural estão Aristóteles, Tomás de Aquino, Jean Bodin e Marsílio de Pádua. E As assertivas I, II, III e IV estão corretas Você assinalou essa alternativa (E) Você acertou! Todas as assertivas estão corretas. “No modelo de sociedade natural, como observamos ao refletirmos sobre o pensamento político de Aristóteles, a origem e a justificativa para a existência do Estado estão relacionadas à união entre agregados familiares, os quais, ao se juntarem à outras famílias, formam o povoado e, posteriormente a cidade. O Estado surge, então, para garantir a proteção e a sobrevivência dos membros que formam a cidade. Entre os pensadores que adotam esse modelo de explicação estão Aristóteles, Tomás de Aquino, Jean Bodin e Marsílio de Pádua”. Fonte: QUADROS, Doacir Gonçalves de. O Estado na Teoria Política Clássica: Platão, Aristóteles, Maquiavel e os Contratualistas. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 3. Questão 4/10 - Filosofia Política Leia o trecho abaixo e depois responda: “Democracia é uma palavra cunhada há, ao menos, 2500 anos pelos gregos antigos. Como geralmente acontece com termos de longa história, diferentes significados foram sendo acrescentados àquilo que os gregos concebiam originalmente como governo do povo. Quando atualmente, nas primeiras décadas do século XXI, nos referimos a um regime político como democrático, são todos esses diferentes significados, muitas vezes abertamente contraditórios, que vêm à tona”. Fonte: MEDEIROS, P. Uma introdução à teoria da democracia. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 19. De acordo com o conteúdo visto nas aulas e no material didático, assinale a alternativa abaixo que descreve, corretamente, qual foi a mudança, ocorrida a partir do século XII, que alterou a definição de democracia: B À época de Platão, pensava-se na forma democrática como o exercício direto do poder político pelo povo; posteriormente, passou-se a conceber a democracia como um governo representativo do povo. Você assinalou essa alternativa (B) Você acertou! A mudança pode ser explicada pela transformação na maneira como a democracia era definida: à época de Platão, por exemplo, pensava-se na forma democrática como o exercício direto do poder político pelo povo. A partir do século XII, a democracia passou a ser praticada e concebida como uma forma de governo em que o povo exerce de maneira indireta o poder, elegendo representantes que irão governar em nome dos interesses da população. Referência: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 1. Questão 5/10 - Filosofia Política Leia o trecho abaixo e depois responda: Segundo Quadros, o livro de Maquiavel, “Comentáriossobre a primeira década de Tito Lívio”, destaca a cidade de Roma como modelo de república livre, na qual desenvolveu-se a forma de governo mista, em que a plebe e o senado gozavam da mais perfeita liberdade. Ao ler o texto, ficaria então claro que o autor florentino é favorável à república como forma de governo ideal para organizar o Estado. Fonte: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016. De acordo com o conteúdo visto nas aulas e no material didático, leia e analise as assertivas abaixo – sobre a visão de Maquiavel a respeito da forma de governo republicana –, identificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F): ( ) Maquiavel considera que a república é, em toda circunstância, superior ao principado. ( ) Maquiavel considera que a república é uma forma de governo que privilegia a ordem e a estabilidade do Estado. ( ) República e principado são formas de governo que privilegiam, respectivamente, a liberdade e a ordem. ( ) O exemplo da antiga república romana animava Maquiavel pela liberdade cívica que promovia. Assinale a alternativa abaixo que apresenta a sequência correta: A F,F,V,V. Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! Maquiavel admirava o exemplo da antiga república romana, por conta da liberdade cívica que promovia, considerando ser justamente a promoção da liberdade, uma das características primordiais da forma de governo republicana. Ainda assim, por vezes tal liberdade excessiva poderia degenerar em conflitos não mais canalizados pelos mecanismos legais, colocando em xeque a estabilidade do Estado. Daí a necessidade de uma complementaridade entre a liberdade republicana e a estabilidade produzida pelos principados. Referência: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 65. Questão 6/10 - Filosofia Política A palavra oligarquia, nos escritos de Platão, indica uma forma de governo em que são os ricos que mandam e não partilham com os pobres as benesses do governo e do poder. Para Platão, na oligarquia, o poder supremo está nas mãos de um restrito grupo de pessoas que podem estar ligadas por vínculos de sangue, de ideias ou de riquezas e que têm como propósito final de seu governo gozar de privilégios particulares. Fonte: QUADROS, Doacir Gonçalves de. O Estado na Teoria Política Clássica: Platão, Aristóteles, Maquiavel e os Contratualistas. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 1. Tendo como base a contextualização acima e o conteúdo da disciplina “Teoria Política Clássica”, examine as assertivas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que faz a análise correta sobre elas: I. Mas como diferenciar a boa da má oligarquia? A boa oligarquia tem como fonte de poder a legitimidade do voto popular e, no exercício do poder, leva em conta os interesses da oposição. II. A má oligarquia tem como fonte de poder o voto dirigido como única opção para o povo e, no exercício do poder, não reconhece a oposição e a persegue. E As duas assertivas estão corretas e a segunda contém elementos que complementam a primeira. Você assinalou essa alternativa (E) Você acertou! As duas assertivas estão corretas e a segunda contém elementos que complementam a primeira. “Mas como diferenciar a boa da má oligarquia? A boa oligarquia tem como fonte de poder a legitimidade do voto popular e, no exercício do poder, leva em conta os interesses da oposição. A má oligarquia tem como fonte de poder o voto dirigido como única opção para o povo e, no exercício do poder, não reconhece a oposição e a persegue”. Fonte: QUADROS, Doacir Gonçalves de. O Estado na Teoria Política Clássica: Platão, Aristóteles, Maquiavel e os Contratualistas. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 1, adaptado. Questão 7/10 - Filosofia Política Na obra de Maquiavel, “Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio”, pode-se inferir que o autor é favorável à república como forma de governo ideal para organizar o Estado. De acordo com Chevallier, “Republicano de coração, Maquiavel imaginara, sem dúvida, a realização de uma república italiana, herdeira da república romana segundo Tito Lívio, pela liberdade cívica à antiga, animando um exército nacional”. Fonte: CHEVALLIER, J.-J. As grandes obras políticas: de Maquiavel a nossos dias. Rio de Janeiro: Agir, 1982, p. 42. De acordo com o conteúdo visto nas aulas e no material didático, analise as sentenças abaixo acerca do motivo pelo qual, mesmo republicano, Maquiavel insistia no caráter complementar entre república e principado: I. A república, sendo uma forma de governo que promove a liberdade cívica, pode, em algumas situações, se corromper pelas disputas políticas excessivas, tornando necessária a instauração de um principado, forma ideal para o restabelecimento da ordem no Estado. II. O principado, por promover a liberdade cívica dos cidadãos, pode degenerar-se em conflitos que não são mais canalizados pelos mecanismos legais, o que torna a república, a forma de governo que privilegia a ordem e a estabilidade, necessárias. III. A república e o principado são vistos como formas de governo complementares, porque a primeira promove o desenvolvimento econômico, enquanto a segunda fortalece as relações diplomáticas do Estado. Após analisar as sentenças, assinale abaixo a alternativa correta: C Apenas a sentença I está correta. Você assinalou essa alternativa (C) Você acertou! Para Maquiavel, a forma de governo deve se ajustar ao caráter do povo ou do Estado: se corrompido pelo conflito e pelas disputas políticas, faz-se necessário o principado, como maneira de restabelecer a ordem; se, ao contrário, a ordem já impera, então é possível promover a liberdade cívica por meio da república. Referência: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 65-66. Questão 8/10 - Filosofia Política Leia o texto abaixo e depois responda: “Platão, no livro A república, desenvolve sua teoria e sua classificação sobre as formas de governo com base na observação histórica. Ele usa como modelos as formas como os governos se organizaram nas cidades gregas, e sua tipologia dos Estados apresenta um determinismo inafastável”. Fonte: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016. Tendo como base os conteúdos abordados na disciplina, leia e analise as assertivas abaixo – acerca da teoria das formas de governo em Platão –, identificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F): ( ) A teoria das formas de governo de Platão pode ser caracterizada como “pessimista” porque, para o filósofo grego, todas as cidades da Grécia antiga eram governadas por formas de governo “corrompidas ou imperfeitas”. ( ) A teoria das formas de governo de Platão pode ser caracterizada como “prescritiva”, pois exprime também uma preferência por determinada forma de governo. ( ) A teoria das formas de governo de Platão é notória pelo elogio que faz à forma de governo democrática. ( ) A teoria das formas de governo de Platão é exclusivamente descritiva, valendo-se das informações acerca dos tipos de governo à época. Assinale a alternativa abaixo que apresenta a sequência correta: A V,V,F,F Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! A teoria das formas de governo de Platão pode ser caracterizada como “pessimista” porque, para o filósofo grego, todas as cidades da Grécia antiga eram governadas por formas de governo “corrompidas ou imperfeitas”, uma vez que eram guiadas pelos vícios de seus governantes, mesmo no caso de democracias. Essa teoria é, também, prescritiva, pois estabelece uma preferência clara pelo governo monárquico ou aristocrático, forma única da constituição ideal, segundo o autor. Referência: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 1. Questão 9/10 - Filosofia PolíticaLeia o trecho abaixo e depois responda: “Resta ver agora como deve comportar-se um príncipe com os súditos ou com os amigos. [...] Mas sendo minha intenção escrever coisa útil, destinada a quem por ela se interessar, pareceu-me mais conveniente ir diretamente à efetiva verdade do que comprazer-me em imaginá-la. Muita gente imaginou repúblicas e principados que jamais foram vistos ou de cuja real existência jamais se teve notícia. E é tão diferente o como se vive do como se deveria viver”. Fonte: Maquiavel, N. O príncipe. São Paulo: Cultrix, 1998, p. 101. Com base na citação lida e no conteúdo das aulas, assinale a alternativa abaixo que destaca, corretamente, uma das principais qualidades da obra “O príncipe”, de Maquiavel: A Na obra “O príncipe”, Maquiavel apresenta, de maneira pioneira, uma abordagem realista que privilegia a descrição e a explicação da política realmente existente. Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! O trecho de “O príncipe”, citado na questão, refere-se à postura realista de Maquiavel, ao privilegiar a descrição e a explicação do funcionamento efetivo de governos realmente existentes, em detrimento da tentativa de imaginar, sem base empírica, como seria a forma de governo perfeita ou ideal. Referência: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 56-57. Questão 10/10 - Filosofia Política Leia o trecho abaixo e depois responda: “Na filosofia política e na teoria política contemporânea, a corrupção é vista como uma prática frequente dos governantes e se mostra como uma prática generalizada na vida pública. Assim é porque, de acordo com a filosofia política, a origem da corrupção está na própria natureza humana, quando há a degradação dos costumes e a violação das leis”. Fonte: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016. De acordo com o conteúdo visto nas aulas e no material didático, analise as sentenças abaixo acerca da visão de Aristóteles sobre a “corrupção”: I. A corrupção está presente, sobretudo, nas seguintes formas de governo: monarquia, aristocracia e politia. II .A corrupção está ligada à degradação dos costumes da comunidade. III. A corrupção acontece quando os homens deixam de agir e defender os interesses públicos e passam a se orientar pelos desejos pessoais. Após analisar as sentenças, assinale abaixo a alternativa correta: D Apenas as sentenças II e III estão corretas. Você assinalou essa alternativa (D) Você acertou! Para Aristóteles, a corrupção acontece quando os homens deixam de agir e defender os interesses públicos e passam a se orientar pelos desejos pessoais. A corrupção, nesse sentido, é enfatizada nos costumes dos cidadãos, os quais fazem prevalecer seus próprios anseios em detrimento dos interesses da sociedade em geral, fato típico de formas de governo degradadas. Referência: QUADROS, D. O Estado na Teoria Política Clássica. Curitiba: Intersaberes, 2016, capítulo 1.