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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI DALILA PEREIRA DE FREITAS ARTES VISUAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL COLNIZA-MT 2025 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI DALILA PEREIRA DE FREITAS ARTES VISUAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL COLNIZA-MT 2025 Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título de 2 ª LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS. ARTES VISUAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL Dalila Pereira de Freitas Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). RESUMO- Este estudo tem como foco principal explorar o surgimento das artes visuais no Brasil e a sua inclusão nas diretrizes do ensino fundamental, destacando sua relevância na formação de cidadãos críticos e conscientes. Além disso, pretende analisar sua importância na vida diária, visto que muitos alunos do ensino fundamental I afirmam que "artes visuais é um tempo para desenhar, pintar e se divertir". Diante disso, é essencial esclarecer neste trabalho a finalidade do ensino de Arte no fundamental, evidenciando que aprender sobre arte vai além da pura diversão. Também examinaremos a interação entre alunos e a disciplina, bem como o modo como a linguagem das artes visuais pode ser utilizada em seu dia a dia e na sua socialização. Cada matéria a ser incluída nos currículos escolares possui uma justificativa específica, ou seja, tem metas a serem alcançadas pelos estudantes durante seu desenvolvimento. O objetivo também é demonstrar como a ludicidade tem impactado positivamente o processo de ensino-aprendizagem na contemporaneidade. O aprendizado das artes é algo que existe há muito tempo em nossa sociedade e sempre fez parte da trajetória humana. Na época das cavernas, muito antes do advento da escrita, os seres humanos já empregavam desenhos narrativos como forma de comunicação e expressão. Por isso, aqui vamos destacar a relevância da criação de imagens como meio de expressão e a necessidade de compreender essa criação como parte das artes visuais. PALAVRAS-CHAVE: Palavras-chave: Ensino de Arte; aluno/disciplina; contexto histórico. INTRODUÇÃO As artes visuais desempenham um papel essencial na formação integral dos estudantes do ensino fundamental. Elas contribuem para o desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social das crianças, proporcionando uma forma de expressão que vai além das palavras. O estudo das artes visuais na escola permite que os alunos desenvolvam a criatividade, a percepção estética e a capacidade crítica, além de ampliar sua compreensão sobre diferentes culturas e contextos históricos. Segundo Barbosa (2012), o ensino de arte nas escolas deve ser visto como um campo do conhecimento que possibilita a experimentação e a reflexão, contribuindo para a construção de um pensamento artístico e crítico. Dessa forma, o contato com diferentes manifestações artísticas permite que os alunos ampliem sua visão de mundo e desenvolvam uma leitura mais sensível da realidade ao seu redor. A aprendizagem em artes visuais envolve não apenas a prática artística, mas também a análise e a reflexão sobre diferentes movimentos, técnicas e estilos. E de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais: O conhecimento da arte abre perspectivas para que o aluno tenha uma compreensão do mundo na qual a dimensão poética esteja presente: a arte ensina que é possível transformar continuamente a existência, que é preciso mudar referências a cada momento, ser flexível. Isso quer dizer que criar e conhecer são indissociáveis e a flexibilidade é condição fundamental para aprender. (BRASIL, 1997, p. 19) Dessa forma, os alunos têm a oportunidade de experimentar materiais diversos, explorar diferentes formas de expressão e compreender como a arte se relaciona com a sociedade ao longo do tempo. Além disso, o ensino da arte nas escolas ajuda a desenvolver habilidades como a coordenação motora, a comunicação visual e a sensibilidade para diferentes perspectivas. O ensino da arte, segundo Duarte Júnior (2007), possibilita a expressão e a comunicação de emoções, favorecendo o autoconhecimento e o desenvolvimento da subjetividade. Dessa maneira, a arte não apenas enriquece a formação acadêmica dos alunos, mas também fortalece sua identidade e senso de pertencimento. Este trabalho tem como objetivo analisar a relevância do ensino de artes visuais no ensino fundamental e como ele impacta o aprendizado e a formação dos alunos. Serão abordadas questões relacionadas ao contexto histórico da arte, à sua presença na BNCC e aos desafios e oportunidades que envolvem o ensino dessa disciplina no ambiente escolar. DESENVOLVIMENTO ARTE E QUAL SUA FUNÇÃO NO CURRÍCULO ESCOLAR A arte pode ser definida como uma forma de expressão humana que comunica ideias, sentimentos e visões de mundo por meio de diferentes linguagens, como pintura, escultura, música, dança e teatro. Ao longo da história, a arte desempenhou funções variadas, desde a comunicação e o registro de acontecimentos até a crítica social e a representação estética. No contexto escolar, a arte tem um papel fundamental na formação dos alunos, pois permite que eles desenvolvam a criatividade, a sensibilidade e a capacidade de interpretação. No currículo do ensino fundamental, a disciplina de artes visuais contribui para o desenvolvimento integral das crianças, estimulando habilidades motoras, cognitivas e emocionais. Além disso, promove a valorização da cultura e da diversidade, incentivando os estudantes a explorarem sua identidade e expressarem suas emoções de forma autêntica. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de 1997 declara que a Arte no ensino fundamental contribui com o ensino de outras áreas específicas. A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas (PCN, 1997, p. 15). O ensino de artes visuais também favorece a interdisciplinaridade, conectando- se com outras áreas do conhecimento, como história, matemática e ciências. Dessa maneira, a arte se torna uma ferramenta essencial para o aprendizado, ajudando os alunos a construírem conhecimento de forma lúdica e significativa. CONTEXTO HISTÓRICO DA ARTE A arte está presente na história da humanidade desde os tempos pré-históricos, quando os primeiros humanos registravam suas experiências e crenças por meio de pinturas rupestres. No Egito Antigo, a arte era usada para representar deuses e faraós, enquanto na Grécia e Roma a busca pelo realismo e pela expressão da beleza foi amplamente explorada. Durante a Idade Média, a arte esteve fortemente ligada à religião, enquanto o Renascimento trouxe uma nova perspectivabaseada no humanismo e na ciência. Nos séculos seguintes, movimentos como o Barroco, o Romantismo, o Impressionismo e as vanguardas do século XX transformaram continuamente a maneira como a arte era produzida e percebida. Esses avanços influenciam até hoje o ensino das artes visuais nas escolas, permitindo um olhar crítico e contextualizado sobre as diferentes manifestações artísticas. ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA A arte na Pré-História é considerada uma das primeiras formas de comunicação humana. Segundo Gombrich (1999), as primeiras manifestações artísticas conhecidas são as pinturas rupestres, encontradas em cavernas como as de Lascaux, na França, e Altamira, na Espanha. Essas pinturas retratavam cenas de caça, animais e símbolos abstratos, indicando uma tentativa de registrar experiências e crenças do grupo. Além das pinturas, esculturas como a Vênus de Willendorf evidenciam a preocupação com a representação do corpo humano e possíveis rituais de fertilidade. Conforme afirma Chauvet (1996), as pinturas rupestres possuíam um significado simbólico e ritualístico, sendo utilizadas não apenas como forma de comunicação, mas também em práticas de magia e crença no sobrenatural. Dessa forma, a arte pré- histórica tinha funções sociais, mágicas e religiosas, sendo fundamental para a organização das primeiras comunidades humanas. Para Leroi-Gourhan (1964), a disposição das figuras nas cavernas indicava uma estruturação do pensamento simbólico, mostrando que esses registros não eram meramente decorativos, mas possuíam uma lógica interna e uma relação com a organização social do grupo. ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA DO BRASIL No Brasil, a arte pré-histórica também deixou registros importantes, especialmente nas regiões do Piauí, Minas Gerais e Bahia. O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, é um dos sítios arqueológicos mais relevantes do país, contendo milhares de pinturas rupestres datadas de até 12 mil anos atrás (GUIDON, 1985). Essas pinturas retratam cenas do cotidiano, como caça, danças e rituais, evidenciando a vida e a cultura dos primeiros habitantes do território brasileiro. Outros locais de destaque incluem as cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, e a região de Lagoa Santa, que também apresentam registros artísticos que ajudam a compreender a ocupação humana na Pré-História brasileira. A arte rupestre no Brasil demonstra a diversidade cultural e a complexidade das sociedades que habitavam o território antes da chegada dos colonizadores europeus. A ARTE NA BNCC A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece diretrizes para o ensino das artes visuais no ensino fundamental, garantindo que todos os alunos tenham acesso a uma educação artística de qualidade. A BNCC propõe o ensino de artes de forma abrangente, considerando diferentes linguagens artísticas e incentivando a experimentação, a criatividade e o pensamento crítico. Isso nos leva a compreender que os componentes curriculares vão contribuir para a formação dos estudantes a interação crítica com a complexidade do mundo. Encontramos a seguinte declaração no texto original: O componente curricular contribui, ainda, para a interação crítica dos estudantes com a complexidade do mundo, além de favorecer o respeito às diferenças e o diálogo intercultural, pluriétnico e plurilíngue, importantes para o exercício da cidadania. A Arte propicia a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre elas. Nesse sentido, as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de códigos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os estudantes sejam protagonistas e criadores. A prática artística possibilita o compartilhamento de saberes e de produções entre os estudantes por meio de exposições, saraus, espetáculos, performances, concertos, recitais, intervenções e outras apresentações e eventos artísticos e culturais, na escola ou em outros locais. Os processos de criação precisam ser compreendidos como tão relevantes quanto os eventuais produtos. Além disso, o compartilhamento das ações artísticas produzidas pelos estudantes, em diálogo com seus professores, pode acontecer não apenas em mostras e datas comemorativas, mas ao longo do ano, sendo parte de um trabalho em processo. A prática investigativa constitui o modo de produção e organização dos conhecimentos em Arte. É no percurso do fazer artístico que os estudantes criam, experimentam, desenvolvem e percebem uma poética pessoal. Os conhecimentos, processos e técnicas produzidos e acumulados ao longo do tempo em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro contribuem para a contextualização dos saberes e das práticas artísticas. Eles possibilitam compreender as relações entre tempos e contextos sociais dos sujeitos na sua interação com a arte e a cultura. Dessa forma, a arte é reconhecida como uma área essencial para o desenvolvimento integral dos estudantes, promovendo a sensibilidade estética e a valorização da diversidade cultural. BREVE RELATO DA CRIAÇÃO DA BNCC A BNCC foi criada com o objetivo de unificar e garantir a qualidade da educação no Brasil. Sua elaboração envolveu debates com educadores, especialistas e a sociedade civil, resultando em um documento que estabelece os direitos de aprendizagem dos estudantes em todas as etapas da educação básica. A versão final da BNCC foi homologada em 2017 e define as competências e habilidades essenciais para cada área do conhecimento, incluindo as artes visuais. O documento traz a seguinte definição: Base Nacional Comum Curricular é um documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Seu principal objetivo é ser a balizadora da qualidade da educação no País por meio do estabelecimento de um patamar de aprendizagem e desenvolvimento a que todos os alunos têm direito! A inclusão das artes na BNCC reforça sua importância no desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos alunos, assegurando um ensino artístico acessível e significativo para todos. PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES DA BNCC PARA A VALORIZAÇÃO DA DISCIPLINA A BNCC trouxe avanços significativos para a valorização da disciplina de artes visuais, garantindo que seu ensino seja obrigatório em todas as escolas do país. Segundo Barbosa (2018), a BNCC reconhece a arte como um direito dos estudantes, promovendo uma educação que valoriza a criatividade e a expressão individual. Encontramos a seguinte declaração no texto original: O componente curricular contribui, ainda, para a interação crítica dos estudantes com a complexidade do mundo, além de favorecer o respeito às diferenças e o diálogo intercultural, pluriétnico e plurilíngue, importantes para o exercício da cidadania. A Arte propicia a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre elas. Nesse sentido, as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de códigos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os estudantes sejam protagonistas e criadores. A prática artística possibilita o compartilhamento de saberes e de produções entre os estudantes por meio de exposições, saraus, espetáculos, performances, concertos, recitais, intervenções e outras apresentações e eventos artísticos e culturais, na escola ou em outros locais. Os processosde criação precisam ser compreendidos como tão relevantes quanto os eventuais produtos. Além disso, o compartilhamento das ações artísticas produzidas pelos estudantes, em diálogo com seus professores, pode acontecer não apenas em mostras e datas comemorativas, mas ao longo do ano, sendo parte de um trabalho em processo. A prática investigativa constitui o modo de produção e organização dos conhecimentos em Arte. É no percurso do fazer artístico que os estudantes criam, experimentam, desenvolvem e percebem uma poética pessoal. Os conhecimentos, processos e técnicas produzidos e acumulados ao longo do tempo em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro contribuem para a contextualização dos saberes e das práticas artísticas. Eles possibilitam compreender as relações entre tempos e contextos sociais dos sujeitos na sua interação com a arte e a cultura. Além disso, o documento enfatiza a importância da interdisciplinaridade, permitindo que as artes visuais dialoguem com outras áreas do conhecimento. Para Ferraz e Fusari (2009), a BNCC também amplia as possibilidades de abordagem no ensino de artes, incentivando a utilização de diferentes materiais e técnicas, além de promover a diversidade cultural e o patrimônio artístico brasileiro. Outro ponto fundamental é o estímulo ao pensamento crítico e reflexivo dos alunos, conforme destacado por Hernández (2000), que argumenta que o ensino de arte deve ir além da simples reprodução de técnicas, fomentando a interpretação e análise das produções artísticas. CONCLUSÃO O impacto das artes visuais na vida escolar é inegável. Como destaca Barbosa (2018), a arte contribui para a formação crítica dos estudantes, incentivando a criatividade e a expressão pessoal. Além disso, segundo Ferraz e Fusari (2009), a arte no currículo escolar amplia a percepção estética e a capacidade de análise dos alunos. Dessa forma, garantir um ensino de qualidade em artes visuais é essencial para promover o desenvolvimento integral dos estudantes e prepará-los para uma sociedade que valoriza a diversidade e a expressão cultural. REFERÊNCIAS AGUIAR, Rodrigo Simas. Arte Rupestre: conceitos introdutórios SILVA, Daniel Neves. "Arte na Pré-História"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/arte-pre-historia.htm. Acesso em 09 de outubro de 2020. LIMA, Eduardo Henrique de Matos. A arte-educação no processo de ensino- aprendizagem através da cultura popular (2005) Disponível em: Acesso em: 25/09/2012 FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCN). Introdução aos parâmetros curriculares nacionais (1997) Disponível em: Acesso em: 25/09/2012 BRASIL. Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional nº 9394, 20 de dezembro de 1996. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte. Brasília, 1997. BRASIL. Parecer do Conselho Federal de Educação nº 540 de 10 de fevereiro de 1977. Sobre o tratamento a ser dado aos componentes curriculares previstos no art. 7º da Lei nº 5.692/71. Brasília, 1977. http://www.gedest.unesc.net/seilacs/arteeduca_eduardolima.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf