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Tema 2 - Contextualização da Contabilidade de Custos

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Questões resolvidas

As passagens aéreas no Brasil já vêm aumentando por causa da alta do petróleo desde o ano passado, mas o impacto maior ainda está por vir, com a nova escalada das cotações após a guerra na Ucrânia. Segundo o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, o combustível de aviação já representa 50% do custo das companhias aéreas ‒ bem mais do que o patamar histórico de 35%.
Diante das informações apresentadas pelo Jornal Valor Econômico (2022), encontre a alternativa que apresenta a terminologia contábil correta para o gasto que as companhias áreas têm com o petróleo.
A - Investimento
B - Custo
C - Despesa
D - Passivo
E - Receita

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Questões resolvidas

As passagens aéreas no Brasil já vêm aumentando por causa da alta do petróleo desde o ano passado, mas o impacto maior ainda está por vir, com a nova escalada das cotações após a guerra na Ucrânia. Segundo o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, o combustível de aviação já representa 50% do custo das companhias aéreas ‒ bem mais do que o patamar histórico de 35%.
Diante das informações apresentadas pelo Jornal Valor Econômico (2022), encontre a alternativa que apresenta a terminologia contábil correta para o gasto que as companhias áreas têm com o petróleo.
A - Investimento
B - Custo
C - Despesa
D - Passivo
E - Receita

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Contextualização da Contabilidade de
Custos
A origem e as principais diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade de Custos, a
terminologia contábil e os princípios aplicados à Contabilidade de Custos e a outras nomenclaturas da
produção (custos primários, de transformação e fabris).
Prof. Rodrigo de Oliveira Leite, Stephanie Kalynka
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender a importância da Contabilidade de Custos e seu impacto no gerenciamento econômico e
financeiro das empresas, bem como conhecer os princípios e as terminologias mais importantes utilizados, a
fim de gerenciar de forma eficaz e eficiente os recursos das empresas, minimizando os custos e maximizando
os lucros.
Preparação
Antes de iniciar o estudo deste conteúdo, tenha em mãos papel, caneta, aplicativo de planilha eletrônica e
uma calculadora (ou use a calculadora de seu smartphone/computador).
Objetivos
Reconhecer os principais conceitos da Contabilidade de Custos, a sua origem e a diferença em relação 
à Contabilidade Financeira.
Descrever a terminologia contábil e os princípios aplicados à Contabilidade de Custos.
Identificar as nomenclaturas de produção (custos primários, de transformação e fabris).
Introdução
Neste conteúdo, abordaremos a maneira como as empresas usam a contabilidade para tomar decisões sobre
custos e como as regras contábeis se aplicam à contabilidade gerencial.
Discutiremos a diferença entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade de Custos.
Analisaremos, também, a terminologia contábil e os princípios aplicados à Contabilidade de Custos, além de
outras nomenclaturas da produção (custos primários, de transformação e fabris).
• 
• 
• 
1. Conceitos da Contabilidade de Custos
Introdução sobre a contabilidade financeira
A Contabilidade Financeira surgiu em 1494, com o livro Summa de arithmetica, geometria, proportioni et
proportionalita, do frei Luca Bartolomeo de Pacioli, amigo de Leonardo da Vinci. Nesse livro, ele aborda o
sistema de partidas dobradas pela primeira vez na Europa Continental, sendo tal sistema a base da
Contabilidade.
 
O sistema de partidas dobradas se refere ao fato de que toda transação que será computada pela
contabilidade tem um caráter duplo, sempre haverá:
A vantagem de tal sistema é que isso reduz a possibilidade de erros nos lançamentos, tendo em vista que
cada um é dobrado e a soma dos créditos deve ser igual à soma dos débitos.
 
Podemos entender o sistema de partidas dobradas como a maneira que a contabilidade financeira utiliza para
desenvolver a sua técnica de lançamento de todos os fatos que afetam o patrimônio das entidades. Vejamos
um exemplo para esclarecer melhor.
Exemplo
Em março de 2022, o Portal de Economia O Globo divulgou que distribuidoras correram para reforçar
estoques de diesel e evitar desabastecimento. Nessa situação, as distribuidoras adquiriram estoque para
revenda, sendo assim, a contabilidade financeira precisará registrar essa operação por representar um
fato contábil. Os profissionais contábeis utilizarão para tal procedimento o método das partidas
dobradas, o qual irão registrar um débito na conta estoque e um crédito na conta fornecedor. Ou seja, as
distribuidoras estão aplicando no estoque e a origem dessa aplicação é o fornecedor. 
Após tal marco introdutório, a Contabilidade Financeira continuou a se desenvolver cada vez mais, até o ponto
atual, em que temos a convergência contábil internacional. Desde 2008, o Brasil segue as regras da 
International Accounting Standards Board (IASB), que são chamadas de International Financial Reporting
Standards (IFRS).
No Brasil, essas regras são traduzidas e adaptadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(CPC) e, posteriormente, são regulamentadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC)
passando a serem Normas Contábeis.
Tais normas, que consistem mais em princípios do que em regras especificadamente ditas, compõem o corpo
da Contabilidade Financeira, e todas as empresas devem segui-las para preparar os seus documentos
contábeis. O motivo da contabilidade ser tão regulada se relaciona com relação ao conflito de agência.
 
Crédito 
Refere-se à origem do recurso.
Débito 
Refere-se à aplicação do recurso.
O conflito de agência se refere ao fato de que, muitas das vezes, a administração da empresa e as decisões
contábeis são feitas por pessoas que não têm os mesmos interesses dos usuários dessa informação contábil.
Vejamos dois exemplos distintos a seguir:
Exemplo 1
Uma empresa pode contabilizar suas transações de modo a esconder
eventos que podem atrapalhá-la a conseguir um empréstimo bancário.
Nesse caso, o banco tem interesses diferentes da empresa, e daí surgem
o conflito e o dilema. Um caso real que muito repercutiu pelo Mundo foi o
caso da empresa Enron Corporation, onde tinha passivos que não foram
registrados na contabilidade, superestimando os lucros. Os executivos
conseguiram atrair novos investimentos ao aplicar essa fraude e
valorizaram os preços das ações da empresa, mas em pouco tempo
depois a empresa precisou liquidar suas operações, distribuir suas
posses aos credores e os executivos foram condenados a prisão.
Exemplo 2
O CEO de uma empresa de capital aberto pode ter interesses diferentes
dos acionistas e manipular os números contábeis para lhes mostrar que a
situação da empresa parece ser melhor do que realmente é, a fim de
obter um salário maior e receber bônus de produtividade.
Podemos citar o caso da empresa WorldCom que registrou na
contabilidade investimentos que na verdade representavam despesas,
fazendo com que a empresa tivesse lucro ao invés de prejuízo.
Portanto, as regras contábeis são feitas para proteger os usuários da contabilidade do conflito de agência que
surge do fato que quem prepara a informação contábil muitas vezes não é quem a usará. Porém, esse não é o
único objetivo das regulações contábeis.
As regulações contábeis também existem para uniformizar a contabilidade entre todos os entes que
a utilizam.
Assim, uma empresa no Brasil e outra no Canadá utilizarão regras e princípios contábeis muito parecidos,
facilitando o acesso a financiamentos e investimentos de fontes internacionais, bem como ajudando na
comparabilidade dos demonstrativos contábeis. Agora que já conhecemos um pouco da Contabilidade
Financeira, vamos falar da Contabilidade de Custos.
Introdução sobre a contabilidade de custos
A Contabilidade de Custos surgiu com a Revolução Industrial a partir dos séculos XVIII e XIX. Com o
surgimento de indústrias, fábricas e manufaturas de forma sistemática, também houve a necessidade de se
contabilizar de forma eficiente os custos no processo de fabricação, a fim de se obter um registro confiável
para um planejamento da margem de lucro, e assim gerir de forma mais eficiente a empresa.
Antes da Revolução Industrial, não existia, de forma sistêmica, essa transformação em massa de produtos
pelo processo industrial ou fabril. Com o surgimento desse processo, veio uma pergunta importante:
Quanto me custou o produto que eu estou vendendo?
Para uma empresa comercial, a resposta é fácil: o produto custou o quanto foi pago para comprá-lo a
fim de revendê-lo. Porém, para uma empresa que utiliza diversas matérias-primas e mão de obra para
transformar tais materiais em um produto acabado, é muito mais difícil calcular o custo de um produto
específico, pois não existe uma transação específica na qual o custo do produto pode ser calculado.
O principal desafio da Contabilidade de Custos é justamente alocar esses custos, sejam eles custos 
“tangíveis”, tais como matérias-primas, ou custos “intangíveis”, sejam como mão de obra. A Contabilidade de
Custos, portanto, tem como objetivo primordial:
Oferecer um framework nos quais os custos possam ser contabilizados e repartidos entre os
produtos, a fim de se obter um custo de produto vendido o mais fiel possível à realidade.
Esses custos precisam ser fiéis à realidade porque, caso não sejam, o lucro que a empresa está aferindo
também não é real, e isso poderá gerarproblemas de falta de capital no futuro, pois os lucros estariam
superestimados. Vejamos o exemplo a seguir:
Exemplo
Noticiários diversos, como o Jornal Valor Econômico e o Portal de Economia G1, publicaram reportagens
em março de 2022 sobre o aumento no preço das passagens áreas. O setor enfrentava fortes
promoções desde o início da pandemia da covid-19, mas as passagens voltaram a subir no início de
2022 e um dos motivos apontados pelas companhias aéreas foi o impacto da alta do petróleo, causado
pela guerra na Ucrânica. O petróleo representa um custo significativo para esse setor. 
Podemos perceber diante desse aumento das passagens aéreas que o cálculo correto dos custos é muito
importante, pois, caso sejam calculados de maneira errada, podem afetar o gerenciamento e o lucro de uma
empresa. Essa é uma parte importante da Contabilidade de Custos e utilizada tanto para a parte interna da
empresa (Contabilidade Gerencial), como para demonstrações de propósito geral (Contabilidade Financeira),
cujo objetivo é informar usuários externos. É justamente sobre isso que iremos falar a partir de agora: as 
diferenças entre a Contabilidade de Custos e a Contabilidade Financeira.
Principais diferenças entre a contabilidade financeira e a
contabilidade de custos
Podemos definir a Contabilidade Financeira e a Contabilidade de Custos da seguinte maneira:
A contabilidade de custos também entrega informações para a Contabilidade Gerencial, a fim de preparar
demonstrativos a serem utilizados internamente pelas empresas.
A Contabilidade Gerencial, diferentemente da Contabilidade Financeira, só é utilizada dentro da organização
que a prepara, não sendo utilizada fora da empresa. Assim sendo, não há conflito de agência, pois quem
Contabilidade Financeira 
Procura sistematizar a contabilidade como
um todo com a finalidade de realizar
demonstrações de propósito geral.
Contabilidade de Custos 
Busca entregar informações de
qualidade que serão utilizadas pela
Contabilidade Financeira para a
realização dessas demonstrações de
propósito geral.
prepara as informações são as mesmas pessoas que a utilizarão. Além disso, não há de se falar em
padronização, pois cada empresa pode decidir o que é melhor para ela e como pode preparar as informações
para serem consumidas de forma mais útil pela entidade. Portanto, diferentemente da Contabilidade
Financeira, a Contabilidade Gerencial não é regulada.
Já a Contabilidade de Custos é regulada pela NBC TG 16, que trata de estoques. Porém, essa norma é
bastante flexível, dando às entidades opções para calcularem os seus custos de formas diferentes, sendo
cada opção mais aplicável a uma situação.
Atenção
Um ponto importante é que tanto a Contabilidade Financeira como a de Custos são históricas. Ou seja,
são contabilidades que têm como objetivo registrar e mensurar eventos passados. Já a Contabilidade
Gerencial tem como objetivo ser um apoio para a decisão da administração da entidade (empresa ou
organização) e, assim, tem ênfase no futuro. 
Adicionalmente, conforme já mencionado anteriormente, a Contabilidade Financeira é pública, pois é tornada
pública por meio da publicação das demonstrações contábeis de propósito geral (também conhecidas como
demonstrações financeiras). Porém, a Contabilidade Gerencial é confidencial, pois é direcionada apenas para
os usuários internos. Já a Contabilidade de Custos é híbrida, pois suas informações alimentam a Contabilidade
Financeira e, portanto, são públicas, enquanto outra parte alimenta a Contabilidade Gerencial e, portanto, tais
informações são confidenciais. Assim sendo, vemos que:
1
Contabilidade Financeira
Visa produzir demonstrações de propósito geral para usuários externos, é bastante regulada e é
pública.
2
Contabilidade Gerencial
Tem como objetivo produzir demonstrações de propósito específico para usuários internos, não
sofre regulação e é confidencial.
3
Contabilidade de Custos
Busca gerar informações para ambas as contabilidades, tanto a Gerencial como a Financeira e, por
isso, é um pouco regulada, já que também é híbrida (parte da informação é pública e parte é
confidencial).
Diferenças entre contabilidade financeira e contabilidade de custos
O especialista Paulo Roberto Miller Fernandes Vianna Junior fala sobre a origem da Contabilidade Financeira e
da Contabilidade de Custos, seus propósitos, seu público-alvo e suas principais semelhanças e diferenças:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Importância da contabilidade de custos
Neste tópico, tivemos uma introdução à Contabilidade de Custos, bem como estudamos as principais
diferenças entre a Contabilidade Financeira, a Gerencial e a de Custos. Também comentamos como a
Contabilidade Financeira surgiu na Idade Média, enquanto a Contabilidade de Custos só veio a surgir com a
Revolução Industrial.
Comentário
A Contabilidade de Custos é uma ferramenta indispensável para empresas que precisam alocar os
custos para produtos, a fim de gerar relatórios gerenciais para tomada de decisão e cumprir com suas
obrigações societárias e tributárias, tais como cálculo de tributos e preparação das demonstrações
financeiras. 
Agora que já temos uma introdução à Contabilidade de Custos, os próximos módulos tratarão das principais
terminologias e princípios da Contabilidade de Custos.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Conflito de agência
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A contabilidade Custos
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o Aprendizado
Questão 1
A empresa Multilaser divulgou, em março de 2022, que fabricará motos elétricas. O Jornal Valor Econômico
(2022) divulgou que a companhia está ampliando a produção local eletroportáteis para reduzir os custos de
importação da China, especialmente frete. No primeiro trimestre, iniciou a produção de ventiladores em
Extrema (MG) e pretende fabricar caixas de som, além de ampliar a manufatura de TVs em Manaus, no
segundo trimestre.Diante dessa declaração da empresa, assinale a alternativa correta.
A
A contabilidade de custos será responsável pela elaboração das Demonstrações Contábeis que será
publicada pela empresa Multilaser.
B
A Contabilidade Financeira será responsável pelo envio das informações para os usuários internos da empresa
Multilaser.
C
A Contabilidade Gerencial será responsável pelo envio de informações para os usuários externos da empresa
Multilaser.
D
A Contabilidade de Custos será responsável por prestar informações tanto para a contabilidade financeira
quanto para a contabilidade gerencial da empresa Multilaser.
E
A Contabilidade Gerencial será responsável pelo envio de informações híbridas, ou seja, tanto para a
contabilidade financeira, quanto para a contabilidade de custos.
A alternativa D está correta.
A Contabilidade de Custos é responsável por prestar informações tanto para a contabilidade financeira
quanto para a contabilidade gerencial, logo será assim que conseguirá auxiliar a empresa Multilaser.
Questão 2
No dia 31 de março termina o prazo para as companhias de capital aberto entregarem seus números (um mês
antes das assembleias gerais ordinárias, que têm que acontecer até o fim de abril). Como a maioria dos
balanços já foi publicada, já se sabe que o aumento de custos fez um estrago considerável e que esse
problema está longe de terminar.
 
Diante da pubicação realizada pelo Jornal Valor Econômico, em 28 de março de 2022, assinale a alternativa
que representa a área da contabilidade que é responsável pela elaboração das Demonstrações Contábeis das
companhias de capital aberto.
A
Contabilidade Financeira
B
Contabilidade de Custos
C
Contabilidade Gerencial
D
Contabilidade Pública
E
Contabilidade de Entidades sem Fins lucrativos
A alternativa A está correta.
A contabilidade possui 3 grandes áreas: Financeira, de Custos e Gerencial, sendo cada uma com suas
particularidades.A Contabilidade Financeira é a responsável pela elaboração das Demonstrações
Contabéis.
2. Princípios da contabilidade de custos
Terminologias Contábeis
A fim de aplicarmos de forma correta a Contabilidade de Custos para controlar, classificar e mensurar os
custos para serem apropriados pelos produtos, precisamos entender as principais terminologias contábeis,
bem como os princípios aplicados à Contabilidade de Custos. Neste módulo, trataremos de ambas as partes,
tanto da terminologia contábil como dos princípios da Contabilidade de Custos. Vamos começar pelas
terminologias contábeis.
Ativo
A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL (2019) define ativo da seguinte forma: "Ativo é um recurso
econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Recurso
econômico é um direito que tern o potencial de produzir benefícios econômicos". Exemplos de ativos
são: caixa, imóveis, clientes a receber, veículos, e assim por diante.
Passivo
A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL (2019) define passivo da seguinte forma: “Passivo é uma
obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de eventos
passados”. Exemplos de passivos são: empréstimos, financiamentos e contas a pagar.
Patrimônio Líquido
O patrimônio líquido de uma entidade é a diferença entre os ativos e os passivos de uma empresa,
denotando, assim, o patrimônio da empresa que pertence aos cotistas ou acionistas. Portanto, o valor
do ativo de uma empresa é igual à soma do passivo com o patrimônio líquido.
Estoques
De acordo com a NBC TG 16 (2017), “estoques são ativos mantidos para venda no curso normal dos
negócios, em processo de produção para venda, ou na forma de materiais ou suprimentos a serem
consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação de serviços”. Portanto,
podemos ter estoques de produtos para vendas, estoques de produtos que estão semiacabados (ou
seja, ainda em processo de produção) ou estoques de matérias-primas. Conforme descrito na NBC
TG 16 (2017), os estoques são contabilizados na conta de ativo da entidade.
Receitas
Receitas são ingressos de recursos na entidade. A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL (2019) define
receitas da seguinte forma: “Receitas são aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que
resultam em aumentos no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores
de direitos sobre o patrimônio”. Ou seja, com a venda de um produto, a empresa aufere receita, ou
quando um banco cobra juros por um empréstimo, o banco aufere receita. As “contribuições de
detentores de direitos sobre o patrimônio” são os valores que os sócios colocam na empresa, e não
são classificadas como receita, mas, sim, como capital social no patrimônio líquido.
Gastos
Os gastos representam compra de um bem ou serviço que geram sacrifício financeiro (MARTINS,
2018). Para a Contabilidade de custos tudo que uma empresa compra que precisa pagar, entregando
outro ativo, é chamado de gasto. Esses gastos são divididos em Investimentos, Custos e Despesas.
Investimentos
Os investimentos representam Gastos Ativados em função da sua vida útil e de benefíciso futuros
atribuíveis (MARTINS, 2018). Ou seja, são gastos que vão para o ativo da empresa, que tem
durabilidade e ajudam a empresa a obter benefícios.
Podemos citar como exemplo de investimento as máquinas que as empresas adquirem. Normalmente
ao adquirir máquinas, a intenção das empresas é melhorar a capacidade produtiva das operações,
gerando benefícios para a entidade, além disso as máquinas precisam ser ativadas (ser colocada no
ativo) pela contabilidade. Erroneamente muitos acreditam que os gastos com propaganda e
publicidade representam investimento para as empresas, mas não podem ser classificadas assim
porque não cabem no conceito do termo.
Custo
Custo representa os gastos utilizados na produção de um bem ou serviço. A NPC (Norma de
Procedimento de Contabilidade) 2 do IBRACON (Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes)
define custo da seguinte maneira: “Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para a
aquisição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e
localização atuais, e compreende todos os gastos incorridos na sua aquisição ou produção, de modo
a colocá-los em condições de serem vendidos, transformados, utilizados na elaboração de produtos
ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da entidade, ou realizados de qualquer
outra forma”. Exemplos de custos são: matéria-prima, mão de obra e qualquer outro gasto utilizado
para produzir um produto ou prestar um serviço.
Os custos vão sempre depender do tipo de operação da empresa. Por exemplo, quando analisamos
uma companhia aérea, chamamos de custos todos os gastos utilizados na prestação do serviço da
empresa, ou seja nas viagens. Podemos citar o combustível utilizado pelo aviões como um custo
porque são gastos que a empresa apresenta para prestar o serviço em si. Assim como também todos
os gastos com a tripulação, que representam nessa situação a mão de obra da prestação do serviço.
Os custos são contabilizados nos estoques de produto em elaboração das empresas. Quando os
produtos ficam prontos, os custos são alocados para a conta de estoque de produtos acabados e
quando a empresa vende seus produtos ou presta seus serviços os valores que foram alocados como
custo passam a ser despesa e são lançadas na Demonstração do Resultado como Custo dos
Produtos Vendidos ou Custo dos Serviços Prestados.
Despesas
Despesas são saídas de recursos na entidade que ajudam a obter receitas. A NBC TG ESTRUTURA
CONCEITUAL (2019) define despesas da seguinte forma: “Despesas são reduções nos ativos ou
aumentos nos passivos, que resultam em reduções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a
distribuições aos detentores de direitos sobre o patrimônio”. Ou seja, quando a empresa paga uma
conta de água ou de luz, um aluguel ou juros de um empréstimo, está tendo despesas, desde que não
sejam classificadas como custo.
As despesas representam gastos, que de maneira direta ou indireta, auxiliam a obter receitas. Por
exemplo, uma empresa ao optar por gastar com propaganda e publicidade está buscando obter
vendas, ou seja, receita. Por esse motivo, gastos com propaganda e publicidade representam
despesas.
Ao observarmos os gastos de uma empresa, podemos entender que os gastos que são ativos
representam investimento, os que são utilizados na produção/prestação de serviço são custos e os
demais são despesas. Lembrando que as despesas precisam ser registradas na Demonstração do
Resultado e diminuem o resultado (lucro/Prejuízo).
Balanço Patrimonial
O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil e retrata a posição das contas de ativo, passivo e
patrimônio líquido de uma entidade. É uma “fotografia” da posição patrimonial da empresa em
determinado momento.
Demonstração do Resultado
Conhecida como DRE, também representa uma demonstração contábil e retrata o lucro da empresa
como a diferença entre receitas e despesas. Se esse resultado for negativo, significa que a empresa
obteve prejuízo.
Aprender essas terminologias contábeis é muito importante, tendo em vista que, embora possa parecer
redundante, saber o que elas significam ajuda a empresa a tomar melhores decisões na sua Contabilidade de
Custos e, assim, fazer uma gestão mais eficaz e eficiente.
Conforme vimos, o custo representa os gastos que são utilizados na produção ou prestação do serviço das
empresas e quando os produtos são vendidos ou os serviços prestados esses valores são registrados para
despesas, diminuindo o lucro das empresas na Demonstração do Resultado. Assim como existem gastos que
são lançados diretamente para despesas, reduzindo no mesmo momento o resultado. Portanto, ao se ter um 
controle mais profundo e atento dos custos, é possível um ganho na lucratividade. Um controle mais profundo
sobre os custos também pode ajudar as empresas a tomarem decisões mais assertivas sobre seus negócios.
Vejamos um exemplo:
ExemploUm exemplo sobre como conhecer os custos pode ajudar as empresas a tomarem decisões mais
assertivas sobre seus negócios foi o caso das editoras brasileiras, que, em março de 2022 resolveram
encolher as tiragens de livros e histórias de quadrinhos por conta do aumento dos custos,
principalmente o aumento no preço do papel. 
Porém, um ponto importante da Contabilidade de Custos é justamente separar os custos das despesas.
Lembre-se os custos são os gastos utilizados na produção e as despesas não. Se estivermos analisando a
Tesla, a fabricante de carros elétricos, como exemplo, podemos citar como custos todos os gastos utilizados
na produção dos carros elétricos e as despesas aqueles gastos que não tem relação com a produção. Saber
diferenciar os custos das despesas pode auxiliar as empresas a cortarem gastos de forma efetiva, por
exemplo, em uma estratégia de corte de gastos, o adequado é iniciar pelo corte das despesas para que a
produção da empresa não fique prejudicada.
Agora que já falamos das principais terminologias contábeis, abordaremos os princípios da Contabilidade de
Custos mais importantes.
Princípios aplicados à Contabilidade de Custos
Vamos analisar alguns princípios fundamentais da Contabilidade, porém, com um olhar relacionado à
Contabilidade de Custos. Vamos falar de três princípios norteadores da Contabilidade de Custos:
Custo como base de valor Matching principle
Materialidade
Assim sendo, vamos começar com o princípio do “custo como base de valor”. A Contabilidade é uma ciência
que busca registrar os fatos econômico-financeiros já ocorridos, portanto não é surpresa que ela “olhe para
trás”, ou seja, apenas registre gastos já ocorridos, e não potenciais (apenas em situações específicas quando
um gasto potencial se relaciona com um evento que já aconteceu, tal como uma ação judicial).
Portanto, esse princípio se relaciona com o fato de que os custos são a base de valor de um produto, e tal
base de valor se relaciona apenas aos valores já pagos. Assim, o valor de um estoque é a soma dos custos
atribuídos aos produtos, custos esses que são incorridos em períodos anteriores e são contabilizados nos
produtos acabados.
Atenção
Consequentemente, o princípio do “custo como base de valor” dita que apenas os custos efetivamente
incorridos devem ser incluídos no valor dos estoques, não levando em conta o valor de revenda do
produto, tendo em vista que tal valor é especulativo. 
O matching principle dita que os custos devem ser reconhecidos na DRE quando da apuração da receita. Ou
seja, juntamente com o reconhecimento da receita de venda de produtos, é reconhecido o custo dos produtos
vendidos como despesa. Vejamos um exemplo:
Exemplo
A empresa Tesla apenas irá registrar os custos dos carros vendidos na Demonstração do Resultado
quando vendê-los, ou seja, no momento do registro da receita, também será registrado o custo dos
produtos vendidos. Enquanto o produto não é vendido, o valor correspondendo ao custo fica no estoque. 
Finalmente, vamos falar do princípio da materialidade (relevância), o qual guia quais tipos de custos devem ser
contabilizados e alocados aos produtos. Tal princípio diz que a informação contábil deve ser relevante e de
valor material para ser reconhecida de forma separada. Caso contrário, essa informação pode ser agrupada
com outras em uma rubrica contábil generalista.
O principal motivo de existir esse princípio é a economicidade das demonstrações contábeis e financeiras.
Não faz sentido gastar recursos e tempo para preparar uma informação contábil que não seja relevante ou
material para os usuários. Portanto, para manter os custos da informação contábil de uma maneira que não
onere demais a instituição, deve-se utilizar esse princípio.
Obviamente, não se deve abusar desse princípio e agrupar contas que sejam relevantes ou materiais para a
empresa. Ao fazer isso, a informação contábil não iria representar de forma fidedigna a realidade econômico-
financeira da empresa.
O custo como base de valor, o matching principle e a materialidade são princípios da contabilidade de custos
que guiam uma contabilização de custos eficiente, a fim de gerar informação correta e precisa, ao mesmo
tempo que não onera muito as empresas ou organizações.
Princípios da contabilidade de custos
O especialista Paulo Roberto Miller Fernandes Vianna Junior fala sobre os Princípios da Contabilidade de
Custos:
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Custos
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Matching principle
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Verificando o Aprendizado
Questão 1
O aumento dos custos superou o avanço de receita e volumes da fabricante de biscoitos e massas secas M.
Dias Branco no último trimestre de 2021, fazendo com que o lucro da companhia recuasse quase na mesma
proporção que a receita cresceu. No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido foi de R$151,1 milhões,
queda de 27,7% ante um ano antes.
 
A empresa brasileira M. Dias Branco é uma indústria e comércio de Alimentos que fabrica, comercializa e
distribui biscoitos, massas, mistura para bolos, dentre outros. Considerando a atuação da empresa, encontre a
alternativa que apresenta um exemplo de custo de produção da empresa.
A
Utilização da matéria-prima, como trigo.
B
Combustível para entrega dos produtos vendidos.
C
Salário dos vendedores das massas e bolos.
D
Gasto com propaganda e publicidade para divulgação da empresa.
E
Honorários do contador da empresa.
A alternativa A está correta.
Todas as demais alternativas representam despesa para a empresa.
Questão 2
As passagens aéreas no Brasil já vêm aumentando por causa da alta do petróleo desde o ano passado, mas o
impacto maior ainda está por vir, com a nova escalada das cotações após a guerra na Ucrânia. Segundo o
presidente da Gol, Paulo Kakinoff, o combustível de aviação já representa 50% do custo das companhias
aéreas ‒ bem mais do que o patamar histórico de 35%.
 
Diante das informações apresentadas pelo Jornal Valor Econômico (2022), encontre a alternativa que
apresenta a terminologia contábil correta para o gasto que as companhias áreas têm com o petróleo.
A
Investimento
B
Custo
C
Despesa
D
Passivo
E
Receita
A alternativa B está correta.
O petróleo representa para as companhias aéreas custo.
3. Custos primário, de transformação e fabril
Custos Primários
Neste módulo, trataremos sobre algumas nomenclaturas aplicadas à produção, a saber: custos primários, de 
transformação e fabris. Essas nomenclaturas são importantíssimas, pois são necessárias para entendermos e
classificarmos os custos de forma correta. Assim, poderemos alocar os custos aos produtos de forma eficaz e
eficiente.
Começaremos abordando os custos primários de produção. Depois, falaremos sobre o custo de
transformação e, em seguida, sobre o custo fabril. Por fim, abordaremos a relação entre esses três tipos
diferentes de custos e como eles podem ser calculados um a partir do outro.
Os custos primários de produção são aqueles que se enquadram como matéria-prima direta ou mão
de obra direta, ou seja representam os primeiros custos de um produto.
Portanto, o custo primário de produtos pode ser calculado como a soma da matéria-prima com a mão de obra
direta (nesse caso, excluímos a mão de obra indireta). Podemos descrever a fórmula do custo primário do
seguinte modo:
Veremos a seguir um exemplo de como é feita a contabilização dos custos primários:
Aluguel da fábrica: R$10.000,00.
Telefone, internet, luz e água: R$6.000,00.
Matéria-prima: R$18.000,00.
Salário dos operários: R$12.000,00.
Salário dos gerentes e administradores: R$6.000,00.
Salário dos vendedores: R$2.000,00.
A partir das informações passadas acima, qual o valor dos custos primários de produção?
Para descobrir, vamos ter que achar a matéria-primae a mão de obra direta. Nesse caso, a matéria-prima é de
R$18.000,00 e a mão de obra direta é de R$12.000,00 (apenas o salário dos operários, já que os
administradores não estão envolvidos na produção e representam despesas). Portanto, o valor dos custos
primários de produção é de R$18.000,00 + R$12.000,00 = R$30.000,00.
Suponha que agora tenham sido produzidos 4.500 produtos:
Qual o valor do custo primário unitário?
Os custos primários unitários são de 30.000/4.500 = R$6,67. Nesse caso, para a fabricação de cada
produto acabado, são gastos R$6,67 de matéria-prima e mão de obra direta.
Veremos, a seguir, os custos de transformação e como eles se relacionam com os custos primários.
C P = M P + M O D 
Onde CP é o custo primário, MP é a matéria-prima e MOD é a mão de obra direta.
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Custos de Transformação
Os custos de transformação representam os custos incorridos pela empresa para transformar a matéria-prima
em produto acabado. Assim sendo, são a soma da mão de obra direta (que vimos no custo primário), mais os
custos indiretos de fabricação. Esse valor é, consequentemente, o esforço econômico incorrido pela empresa
na transformação industrial do produto.
Os custos indiretos de fabricação são a soma de todos os custos que não podem ser diretamente atribuídos
aos produtos e, portanto, são indiretamente ligados à produção, tais como mão de obra indireta, aluguéis,
energia elétrica, água e demais custos. Assim sendo, podemos definir os custos de transformação da seguinte
forma:
Utilizando o mesmo exemplo anterior, calcularemos os custos de transformação com os seguintes dados:
Aluguel da fábrica: R$10.000,00.
Energia Elétrica da fábrica: R$6.000,00.
Matéria-prima utilizada: R$18.000,00.
Salário dos operários: R$12.000,00.
Salário dos administradores: R$6.000,00.
Salário dos vendedores: R$2.000,00.
Nesse caso, temos que a mão de obra direta é de R$12.000,00, conforme já vimos no cálculo do valor dos
custos primários. Os custos indiretos de fabricação são a soma dos demais custos menos o salário dos
administradores e vendedores, pois não atuam na produção do produto e representam despesas. Os custos
indiretos de fabricação somam, então, R$10.000,00 + R$6.000,00 = R$16.000,00. Agora devemos somar a
mão de obra direta para obter o custo de transformação: R$16.000,00 + R$12.000,00 = R$28.000,00.
Conforme também já vimos no exemplo anterior, a empresa produziu 4.500 produtos. Nesse caso, os custos
de transformação unitários são de R$28.000,00 / 4.500 = R$6,22. Esse valor pode ser interpretado da
seguinte maneira: para cada produto, a empresa gasta R$6,22 para transformar a matéria-prima em produto
acabado.
Agora abordaremos o tema de custos fabris, que também são importantes para determinar os custos de um
produto.
Custos Fabris
Os custos fabris são a soma total dos custos associados à produção do bem. Ou seja, englobam todos os
custos, sejam eles mão de obra, matéria-prima ou custos indiretos de fabricação. Portanto, os custos fabris
representam todos os custos necessários para a produção do bem. Assim sendo, podemos analisar o custo
fabril utilizando a seguinte fórmula:
Onde CT é o custo de transformação, MOD é a mão de obra direta e CIF são os custos indiretos de fabricação.
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• 
• 
Onde CF é o custo fabril, MP é a matéria-prima, MOD é mão de obra direta e CIF são os custos indiretos de fabricação.
Veremos, então, o seguinte exemplo, que já utilizamos para calcular os dois casos anteriores, e aplicaremos a
fórmula apresentada para calcular o custo fabril. Assim sendo, utilizaremos novamente os seguintes dados:
Aluguel da fábrica: R$10.000,00.
Energia elétrica da fábrica R$6.000,00.
Matéria-prima utilizada: R$18.000,00.
Salário dos operários: R$12.000,00.
Salário dos administradores: R$6.000,00.
Salário dos vendedores: R$2.000,00.
Já sabemos, pelos cálculos anteriores, que a matéria-prima é R$18.000,00, a mão de obra direta é de
R$12.000,00 e os custos indiretos de fabricação são de R$ 16.000,00. Portanto, os custos fabris são de
R$18.000,00 + R$12.000,00 + R$16.000,00 = R$46.000,00. Assim sendo, os custos totais em que a empresa
incorreu na fabricação dos produtos foi de R$46.000,00.
Agora, como fizemos nos exemplos anteriores, calcularemos o custo fabril unitário. Lembre-se de que foram
produzidas 4.500 unidades de produtos. Portanto, ao dividirmos o valor de R$46.000,00 por 4.500, teremos o
custo fabril unitário, que, no caso, é de R$10,22.
Atenção
Esse valor pode ser interpretado como os custos unitários do produto que englobam todos os custos
associados à sua produção. Assim sendo, a empresa deve, minimamente, cobrar acima desse valor, caso
contrário, estaria vendendo um produto abaixo do custo em que incorreu na fabricação. 
Relação entre os custos primários, de transformação e fabris
Conforme já verificamos, cada um dos três custos que estudamos tem um objetivo diferente e comunica uma
informação diferente. Vejamos melhor a seguir:
1
Custos Primários
Os custos primários são aqueles que são, primária e diretamente, associados ao produto. Uma
análise desses custos verifica quais são os custos “básicos” do produto. Ao alterarmos esses custos,
mexeremos diretamente no produto final. Portanto, uma redução nos custos primários pode afetar a
qualidade do produto acabado.
2
Custos de Transformação
Os custos de transformação trazem o esforço econômico e financeiro da empresa em transformar a
matéria-prima em produto final. A empresa pode, então, avaliar se pode reduzir esses custos se
mudando para uma outra localidade, alterando a estrutura administrativa ou gerencial ou mexendo
em outros custos indiretos. Tais custos podem ser alterados sem efeito “direto” no produto.
• 
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• 
3Custos Fabris
Os custos fabris são a totalidade dos custos, e esse valor ajuda a empresa a adotar uma política de
formação de preços que possa dar a ela uma margem de lucro satisfatória de modo a pagar pelos
custos incorridos e gerar uma remuneração aos acionistas.
Agora, trataremos da relação matemática entre os custos. Começaremos com as fórmulas que já vimos, dos
custos primários, de transformação e fabris:
Veja, então, que podemos determinar tanto o CT quanto o CF pelo CP, com alguns ajustes:
Podemos fazer a mesma coisa com o CT e o CF:
Além disso, como o custo fabril é a soma total dos custos dos produtos, podemos determinar o CF com base
no CT e no CP da seguinte forma:
Note que tivemos de retirar a mão de obra direta, tendo em vista que foi somada duas vezes nas fórmulas.
Vejamos um exemplo em que podemos aplicar essa fórmula:
Exemplo 1
Uma empresa tem custos primários de R$25.000,00 e custos de transformação de R$40.000,00.
Sabendo que a sua mão de obra direta custa R$7.000,00, qual é o seu custo fabril?
Aplicamos a fórmula CF = CP + CT – MOD e chegamos ao valor de CF = R$25.000,00 + R$40.000,00 –
R$7.000,00 = R$58.000,00. Portanto, o custo fabril é de R$58.000,00.
Exemplo 2
Utilizando os mesmos dados do exemplo anterior (CP = R$25.000,00, CT = R$40.000,00 e MOD =
R$7.000,00), calcule o valor da matéria-prima utilizada, bem como os custos indiretos de fabricação.
Sabemos que a fórmula do custo primário é CP = MP + MOD. Então, temos que R$25.000,00 = MP +
R$7.000,00, então MP = R$25.000,00 – R$7.000,00 = R$18.000,00.
A partir disso, podemos calcular o CIF a partir da fórmula dos custos de transformação (CT = CP – MP
+ CIF): R$40.000,00 = R$25.000,00 – R$18.000,00 + CIF, então temos que CIF = R$40.000,00 –
R$7.000,00 = R$33.000,00. 
Portanto, temos que a matéria-prima utilizada na produção dos produtos é de R$18.000,00 e o custo
indireto de fabricação é de R$33.000,00.
Portanto, agora já podemos calcular cada um desses três custos a partir dos outros custos, fazendo apenas
pequenos ajustes, tal como a retirada dos custos de matéria-prima do valor do custo fabril para chegarmos ao
custo de transformação, e assim por diante.
Síntese sobre os custos
Vejamos a síntese dos custos a seguir:
Custos Primários
São aquelesmais diretamente associados aos
produtos, a saber: a mão de obra direta e as
matérias-primas.
Custos de Transformação
Os custos de transformação representam o
esforço produtivo da empresa ao transformar a
matéria-prima em um produto acabado.
Custos Fabris
São a soma de todos os custos, de forma a se
determinar o custo total a ser apropriado para
os produtos. Tal custo é também
importantíssimo para as empresas calcularem
suas margens de lucro e, assim, o seu preço
final.
É importante perceber que esses três tipos de custos podem ser combinados a fim de se obter um valor de
custo a partir de outro. Isso é de vital importância, pois, a partir da comparação das fórmulas, fica mais fácil se
compreender a relação entre esses três principais tipos de custos e quais tipos de informação eles trazem.
Relação entre os custos Primário, de Transformação e Fabris
O especialista Paulo Roberto Miller Fernandes Vianna Junior fala sobre a relação entre os custos primário, de
transformação e fabris.
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
O cálculo dos custos primários
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Cálculo dos custos de transformação
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Verificando o Aprendizado
Questão 1
Apesar da inflação e da retração no poder de compra do consumidor, os grandes fabricantes de chocolate
terão, neste ano, uma produção de ovos maior do que na Páscoa de 2021, quando o país ainda atravessava
um momento difícil da pandemia.
 
A Mondelez, dona da Lacta, diz que elevou em 10% o volume. A empresa lançou uma linha de pequenos ovos
recheado, com preço mais baixo, e aposta na venda das caixas de bombom.
 
Diante dos dados divulgados pelo Jornal Valor Econômico (2022) referente à situação das fábricas de
chocolate, encontre a alternativa que representa os custos primários das empresas.
A
CP = MP + CIF
B
CP = CF – CIF
C
CP = CF + CIF
D
CP = CF + MOD + CIF
E
CP = CT – CIF
A alternativa B está correta.
O custo primário é calculado como CP = MP + MOD. Temos que olhar para a relação do custo primário com
o custo de transformação e o custo fabril; essa relação é dada por CP = CT + MP – CIF, e CP = CF – CIF.
Questão 2
Uma empresa tem os seguintes custos: aluguel R$2.000,00; mão de obra direta R$8.000,00; matéria-prima
R$7.000,00. Quais os valores do custo primário, do custo de transformação e do custo fabril,
respectivamente?
A
R$15.000,00, R$10.000,00, e R$17.000,00.
B
R$10.000,00, R$15.000,00, e R$17.000,00.
C
R$17.000,00, R$15.000,00, e R$10.000,00.
D
R$10.000,00, R$17.000,00, e R$15.000,00.
E
R$17.000,00, R$10.000,00, e R$15.000,00.
A alternativa A está correta.
Podemos calcular os custos da seguinte forma: CP = MP + MOD, CT = MOD + CIF e CF = MP + MOD + CIF.
Aplicando as fórmulas, temos: CP = R$7.000,00 + R$8.000,00 = R$15.000,00; CT = R$8.000,00 +
R$2.000,00 = R$10.000,00; CF = R$7.000,00 + R$8.000,00 + R$2.000,00 = R$17.000,00.
4. Conclusão
Considerações finais
Este conteúdo teve como objetivo contextualizar a Contabilidade de Custos e dar uma introdução aos
principais conceitos dessa área da Contabilidade e como ela se relaciona com a Contabilidade Financeira e a
Contabilidade Gerencial.
Primeiramente, abordamos as principais diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade de
Custos, explicando que a Contabilidade Financeira, embora gere informações que aparecerem no balanço
patrimonial e na demonstração de resultados do exercício da empresa (além de informações para serem
usadas na Contabilidade Gerencial), não gera nenhum demonstrativo sozinha, apenas auxilia outras áreas da
Contabilidade e da Administração.
Em seguida, estudamos as principais terminologias contábeis relacionadas com os custos, como receita,
despesa, custo e outras que são importantes de conhecer a fim de entender de forma mais profunda os
próprios princípios e as terminologias da Contabilidade de Custos. Ademais, também falamos de três
princípios extremamente importantes para a Contabilidade de Custos: o custo como base de valor, o matching
principle e a relevância/materialidade das informações financeiras.
No último módulo, falamos sobre os custos primários, de transformação e fabris. Explicamos seus objetivos e
como são calculados, utilizando fórmulas que levam em conta os gastos com matéria-prima, mão de obra
direta e outros custos de fabricação. Também vimos como calcular cada um desses três custos a partir dos
outros. Abordamos também como dividir esses custos pelo número de produtos produzidos e, assim, chegar
ao valor unitário de cada um dos três tipos de custos abordados.
Agora que você finalizou o estudo deste conteúdo, já está familiarizado com a terminologia básica da
Contabilidade de Custos, além de ter aprendido formas básicas de calcular alguns tipos de custos que são
muito usados na tomada de decisão das empresas.
Podcast
Agora, o especialista Paulo Roberto Miller Fernandes Vianna Junior encerra respondendo o que é a
Contabilidade de Custos e como ela se diferencia da Contabilidade Financeira.
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Contabilidade de Custos, da Editora Atlas, agora em sua 11ª edição. Esse livro é considerado por muitos como
o guia definitivo da Contabilidade de Custos no Brasil, sendo também um dos mais antigos do gênero. O autor
é Eliseu Martins, professor da Universidade de São Paulo (USP), um dos expoentes em Contabilidade no
Brasil, tendo servido em diferentes conselhos de empresas e em posições governamentais na área contábil. O
livro é um manual de fácil consulta e leitura que aborda a Contabilidade de Custos de forma completa e
profunda.
Referências
NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE NBC TG 16 (R2), de 24 de fevereiro de 2017.
 
NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, de 21 de novembro de 2019.
 
GELBCKE, E.; DOS SANTOS, A.; IUDiCIBUS, S.; MARTINS, E. Manual de Contabilidade Societaria: Aplicável a
Todas as Sociedades de Acorda com as Normas lnternacionais e do CPC. 3. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2018.
 
INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL. IBRACON. Consultado na Internet em: 05 abr.
2021.
 
LEONE, G. S. G.; LEONE, R. J. G. Curso de Contabilidade de Custos. 4. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2010.
 
MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 11. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2018.
 
MARTINS, E; ROCHA, W. Contabilidade de Custos: Livro de Exercfcios. 11. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2015.
	Contextualização da Contabilidade de Custos
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Conceitos da Contabilidade de Custos
	Introdução sobre a contabilidade financeira
	Exemplo
	Exemplo 1
	Exemplo 2
	Introdução sobre a contabilidade de custos
	Quanto me custou o produto que eu estou vendendo?
	Exemplo
	Principais diferenças entre a contabilidade financeira e a contabilidade de custos
	Atenção
	Contabilidade Financeira
	Contabilidade Gerencial
	Contabilidade de Custos
	Diferenças entre contabilidade financeira e contabilidade de custos
	Conteúdo interativo
	Importância da contabilidade de custos
	Comentário
	Vem que eu te explico!
	Conflito de agência
	Conteúdo interativo
	A contabilidade Custos
	Conteúdo interativo
	Verificando o Aprendizado
	2. Princípios da contabilidade de custos
	Terminologias Contábeis
	Ativo
	Passivo
	Patrimônio Líquido
	Estoques
	Receitas
	Gastos
	Investimentos
	Custo
	Despesas
	Balanço Patrimonial
	Demonstração do Resultado
	Exemplo
	Princípios aplicados à Contabilidade de Custos
	Custo como base de valor
	Matching principle
	Materialidade
	Atenção
	Exemplo
	Princípios da contabilidade de custos
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Custos
	Conteúdo interativo
	Matching principle
	Conteúdo interativoVerificando o Aprendizado
	3. Custos primário, de transformação e fabril
	Custos Primários
	Qual o valor do custo primário unitário?
	Custos de Transformação
	Custos Fabris
	Atenção
	Relação entre os custos primários, de transformação e fabris
	Custos Primários
	Custos de Transformação
	Custos Fabris
	Exemplo 1
	Exemplo 2
	Síntese sobre os custos
	Custos Primários
	Custos de Transformação
	Custos Fabris
	Relação entre os custos Primário, de Transformação e Fabris
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	O cálculo dos custos primários
	Conteúdo interativo
	Cálculo dos custos de transformação
	Conteúdo interativo
	Verificando o Aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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