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CLÍNICA MÉDICA
Artrites
Mapa Mental
2024
Tipos de 
Dor
CLASSIFICAÇÃO
MECÂNICA
• Doença degenerativa
• Perda da integridade da cartilagem + dor 
mecânica + limitação funcional + alterações 
radiológicas (diminuição do espaço articular, 
osteófitos, esclerose subcondral)
• Mais comum em joelhos (hiperproliferação 
óssea + genu varum + creptações articulares) e 
mãos (Nódulos de Heberden e de Bouchard)
• Fatores de risco: História familiar, 
malformações, trauma, excesso de peso, 
sedentarismo, tabagismo, idade avançada, 
ocupacional
• Tratamento com analgesia (paracetamol) + 
fisioterapia + exercício + perda de peso + 
cirurgia (em último caso)
• Monoartrite (1), oligoartrite (2-4), poliartrite (>4)
• Aguda ( 1hr
• Sintomas sistêmicos presentes
• Dor em repouso
• PCR e VHS elevados
Monoart
rite 
Crônica
OSTEOARTRITE
Não é preciso ter todos os itens para 
se classificar como inflamatória
Artrites 
Soroposi
tivas
Epidemiologia: sexo feminino; 25-55 anos; FR presente em 70-80% dos casos; Anti-CCP é muito 
específico e pouco sensível; genes envolvidos (HLA DRB1 e HLA R4).
Fisiopatologia: formação de Pannus (membrana sinovial hipertrofiada com proliferação inflamatória 
que vai destruindo as estruturas articulares)
Fatores de risco: HLA DRB1, vírus (citomegalovírus, Chikungunya), tabagismo
Quadro: poliartrite simétrica, com Manifestações sistêmicas (febre, perda de peso, astenia) e extra-
articulares (vasculites cutâneas, manifestações pleuro-pulmonares, cardiovasculares)
Manifestações articulares: tende a cursar com deformidade articular irreversível que prejudicam 
muito a funcionalidade, especialmente o acometimento da mão → desvio ulnar, acometendo MTF, 
seguidas de interfalangianas proximais.
Deformidades articulares: dedo em abotoadura, pescoço de cisne, subluxação atlanto-axial.
Manifestações extra-articulares: nódulos reumatoides, vasculite cutânea, derrame pleural, fibrose 
pulmonar intersticial, síndrome de Sjogren, doença cardiovascular e síndrome de Felty 
(esplenomegalia + neutropenia)
Radiologia: Aumento de partes moles; Osteopenia justa-articular; Erosões ósseas marginais; 
Diminuição do espaço interarticular; Subluxações 
Fatores de mau prognóstico: FR e anti CPP em altos títulos; Limitação funcional; Manifestações 
extra-articulares (Esclerite; Nódulo reumatoide); Idade avançada ao diagnóstico; Erosões ósseas 
precoces; Tabagismo 
Tratamento: intervir de forma precoce e agressiva.
• Controle da dor: AINES (curto prazo) ou corticoide como ponte para o DARMD
• DARMDs: drogas antirreumatológicas modificadoras de doença.
1) Metotrexato: 1ª escolha; → EC: mielo/hepato/pneumotoxicidade, Contraindicado 
na gestação, doença hepática crônica, ClCr 2 semanas; rash rosa salmão; ferritina, 
leucograma e plaquetas elevadas; FAN e FR negativos
Tratamento: Oligoarticular (AINES → MTX); Poliarticular (MTX → Anti TNF); Sistêmica leve (AINES 
→ MTX ou Anti TNF); Sistêmica grave (Anti TNF)
ARTRITE 
REUMATOIDE
ARTRITE 
IDIOPÁTICA 
JUVENIL
Definição: entesite crônica ascendente e calcificante
Epidemiologia: homens jovens; gene HLA-B27 está presente em 75-90%; padrão inflamatório que dura 
>3 meses; acometimento preferencial do esqueleto axial; sacroileíte é obrigatório
Quadro: homem jovem (≥16 anos) com lombalgia crônica de padrão inflamatório + sacroileíte (exame 
físico ou RX/RM)
Manobras e Testes:
✔ Teste de Schober: avaliar a mobilidade da coluna lombar
✔ Manobras para avaliar sacroileíte: Volkmann, Lewin e Patrick (Fabere)
Imagem: radiografia; RM (mais sensível) / sidesmófitos → coluna em bambu → posição do esquiador
Manifestações extra-articulares: uveíte anterior aguda, fibrose bolhosa pulmonar, associação com DII
Tratamento: inicia com AINES 🡪 após 2-4 semanas não houver resposta, inicia anti-TNF (“mabes”)
FIBROMIALGIA
2ª doença reumatológica mais comum. Mais comum em mulheres (9:1) 30-50 anos. AUSÊNCIA de 
doença orgânica
QUADRO TÍPICO: Dor generalizada crônica (>3meses), tender points, parestesias | Diagnóstico CLÍNICO
Tratamento: Exercicios aeróbicos, Cognitivo- comportamental, Amitriptilina, pregabalina, ciclobenzatina
LOMBALGIA
Epidemiologia: 95% dos casos são benignos; aguda 3 meses
Clínica: espondilocistite 9dor lombar + febre); Estenose do canal medular: dor à extensão + claudicação. 
Hérnia de disco (L4-L5 e L5-S1): dor à flexão + laségue positivo. Síndrome de cauda equina: anestesia em 
sela + incontinência
Sinais de alarme: idade >50-70 anos; perda de peso; febre/infecção crônica; imunossupressão/drogas 
EV; trauma recente; dor >1 mês; história de neoplasia maligna; dor inflamatória; osteoporose; déficit 
neurológico; massa abdominal/pélvica; rotação de quadril
Tratamento: terapia multidisciplinar, analgésico comum, AINEs, miorrelaxantes.
Formas clínicas: poliartrite simétrica (mais comum), artrite axial (semelhante à EA), oligoartrite 
assimétrica (artrite reativa), artrite mutilante (mãos em telescópio), artrite de interfalangianas distais 
(lesão ungueal → pitting e onicólise)
• Erosão em ponta de lápis no RX: interfalangiana distal com erosão
• Lesão de psoríase: eritemato-descamativa que predominam em superfícies extensoras, joelhos, 
cotovelos e couro cabeludo → sinais de psoríase: sinal de Auspitz e da vela
• HLA-B27 em 50% dos casos de acometimento axial, FR positivo em 2-10%, FAN e Anti-CCP podem ser 
positivos
• Tratamento: artrite periférica (leve → AINES; moderada → metotrexato; severa → biológicos); 
esqueleto axial (leve → AINES; moderada/severa → biológicos)
Artrites 
Soronegati
vas
ESPONDILITE 
ANQUILOSANTE
ARTRITE 
PSORIÁSICA
Outras 
Formas
• Prinicipal agente: S. aureus
• Fatores de risco: Idosos > 80 anos, imunossuprimidos, 
DM, AR, cirurgia prévia, álcool, drogas IV, prótese 
articular, pacientes TXs, CVC
• Locais de acometimento: Joelho, seguido do quadril
• Clínica: Flogose intensa + impotência funcional + febre 
alta + leucocitose com desvio à esquerda + PCR elevada
• Diagnóstico: Artrocentese com líquido sinovial 
purulento
• TTO com ATB por 3-4 sem + drenagem periódica 
(ortopedia): RN (oxacilina + gentamicina); 1 mês a 5 
anos (oxacilina + ceftriaxone); > 5 anos (oxacilina); 
Gram+: oxacilina (vancomicina se MRSA); Gram-: 
ceftriaxone.
Monoart
rite 
Aguda
GOTA
ARTRITE SÉPTICA NÃO GONOCÓCICA
ARTRITE 
GONOCÓCICA
• Doença metabólica sistêmica que cursa com deposição de cristais de urato 
monossódico nas articulações 
• Mais comum em homens de 30-60 anos | mulheres (menopausa)
• Fatores de risco: álcool, obesidade, história familiar, carne vermelha, uso de 
hidroclorotiazida, MM, AAS, pirazinamida e etambutol
• Pode acometer qualquerarticulação, sendo a metatarsofalangiana (podagra) a 
mais comum na fase aguda
• Quadro típico (monoarticular) nos estágios iniciais e atípico (oligo/poliarticular) 
nos crônicos
• Gatilhos: Internação hospitalar; Jejum pré procedimento; Flutuações no ácido 
úrico; Excesso de álcool
• Tofos (achado crônico) são depósitos de cristais de urato monossódico que pode 
ter nas regiões articulares, regiões periarticulares e pavilhão auricular
• Erosões em saca bocado: achado na radiologia em casos graves e avançados em 
que há destruição articular
• Diagnóstico: artrocentese
• Tratamento: crise (AINE, colchicina ou corticoide se IR), intercrise (colchicina 
profilático por 6 meses + alopurinol)
• Não tratar hiperuricemia assintomática: > 13 g/dL em homens, > 9-10 g/dL em 
mulheres, Ácido úrico urinário > 1100 mg/24 horas após dieta
• Jovem sexualmente ativo → via sexual (hematogênica)
• N. gonorrohoeae (diplococo gram -)
• 2 fases: infecção disseminada (tenossinovite + dermatite + quadro 
poliarticular; líquido sinovial estéril; hemocultura pode ser positiva) e 
monoartrite aguda (pode conseguir isolar bactéria no líquido sinovial)
• TTO: Ceftriaxone
https://www.eumedicoresidente.com.br/
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