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Aqui estão três casos clínicos baseados no conteúdo do seu PDF, seguidos de perguntas 
relacionadas. 
 
--- 
 
### **Caso 1: Paciente idoso com múltiplas comorbidades** 
Um homem de 78 anos, hipertenso, diabético tipo 2 e com insuficiência renal crônica 
estágio 4, é admitido para uma cirurgia eletiva de colecistectomia videolaparoscópica. 
Durante a avaliação pré-anestésica, ele relata uso contínuo de metformina, enalapril e 
furosemida. O exame físico revela pressão arterial de 160/95 mmHg e creatinina de 2,5 
mg/dL. 
 
#### **Perguntas:** 
1. Qual a classificação ASA desse paciente? 
2. Quais os principais riscos anestésicos que esse paciente apresenta? 
3. Como a função renal alterada influencia o manejo anestésico? 
4. Há necessidade de ajustes na medicação antes da cirurgia? Se sim, quais? 
5. Como deve ser o manejo do jejum pré-operatório para esse paciente? 
 
--- 
 
### **Caso 2: Paciente jovem com suspeita de risco cardiovascular elevado** 
Uma mulher de 45 anos, tabagista há 20 anos, com histórico de hipertensão arterial e 
diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 2, será submetida a uma histerectomia por via 
abdominal. Na consulta pré-anestésica, ela relata cansaço aos esforços moderados e refere 
episódios de dor torácica atípica nos últimos meses. 
 
#### **Perguntas:** 
1. Qual o principal fator de risco cardiovascular dessa paciente? 
2. Como a capacidade funcional pode ser avaliada na consulta pré-anestésica? 
3. Quais exames adicionais poderiam ser solicitados para estratificação do risco 
cardiovascular? 
4. Caso o risco cardiovascular seja alto, quais condutas podem ser tomadas antes da 
cirurgia? 
5. Essa paciente pode ser operada de imediato ou precisa de otimização clínica antes do 
procedimento? 
 
--- 
 
### **Caso 3: Paciente pediátrico com histórico de infecções respiratórias** 
Uma criança de 5 anos com histórico de infecções respiratórias frequentes e diagnóstico de 
asma leve controlada será submetida a uma amigdalectomia. Durante a consulta 
pré-anestésica, a mãe relata que a criança tem tosse ocasional e faz uso esporádico de 
broncodilatador. 
 
#### **Perguntas:** 
1. Qual a principal preocupação anestésica nesse paciente? 
2. Qual a importância de avaliar o controle da asma antes da cirurgia? 
3. Que medidas podem ser tomadas para reduzir o risco de complicações respiratórias no 
intra e pós-operatório? 
4. Caso a criança estivesse com uma infecção respiratória ativa, o que deveria ser feito? 
5. Essa criança tem um risco aumentado de laringoespasmo durante a anestesia? 
Justifique. 
 
--- 
Aqui estão mais três casos clínicos baseados no seu PDF, seguidos de perguntas 
relacionadas. 
 
--- 
 
### **Caso 4: Paciente com insuficiência cardíaca e risco anestésico elevado** 
 
Um homem de 65 anos, com histórico de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) classe 
funcional III, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2, será submetido a uma 
cirurgia de herniorrafia inguinal eletiva. Ele faz uso de carvedilol, furosemida, enalapril e 
insulina NPH. Durante a avaliação pré-anestésica, queixa-se de dispneia aos mínimos 
esforços e relata um episódio de internação recente por descompensação da ICC. 
 
#### **Perguntas:** 
1. Qual a classificação ASA desse paciente? 
2. A cirurgia eletiva pode ser realizada imediatamente ou deve ser adiada? Justifique. 
3. Quais exames complementares devem ser solicitados antes da cirurgia? 
4. Como deve ser feito o manejo da medicação anti-hipertensiva no dia do procedimento? 
5. Qual a principal preocupação anestésica nesse paciente e como minimizá-la? 
 
--- 
 
### **Caso 5: Paciente gestante para cirurgia de emergência** 
 
Uma mulher de 28 anos, grávida de 32 semanas, chega à emergência com um quadro de 
apendicite aguda complicada, necessitando de cirurgia de urgência. Durante a avaliação 
pré-anestésica, observa-se que a paciente tem refluxo gastroesofágico leve e pressão 
arterial de 110/70 mmHg. 
 
#### **Perguntas:** 
1. Qual a principal preocupação anestésica em gestantes submetidas a cirurgia? 
2. Que medidas podem ser adotadas para reduzir o risco de broncoaspiração nessa 
paciente? 
3. Como o posicionamento da gestante durante a cirurgia pode impactar a anestesia? 
4. Qual o tipo de anestesia mais indicado para esse procedimento? Justifique. 
5. Caso ocorra uma queda de pressão arterial significativa no intraoperatório, qual seria a 
conduta? 
 
--- 
 
### **Caso 6: Paciente jovem com alergia e histórico de reações adversas a anestésicos** 
 
Uma mulher de 30 anos, previamente saudável, será submetida a uma rinoplastia estética. 
Durante a avaliação pré-anestésica, ela relata histórico de alergia grave a látex e menciona 
que, em uma cirurgia anterior, teve um episódio de prurido intenso e vermelhidão após a 
administração de dipirona. 
 
#### **Perguntas:** 
1. Qual a principal preocupação anestésica nesse caso? 
2. Quais medidas devem ser tomadas para evitar uma reação alérgica intraoperatória? 
3. A alergia a látex pode ter relação com alergia a algum tipo de alimento? Justifique. 
4. A reação anterior à dipirona configura uma alergia verdadeira? Explique. 
5. Caso ocorra uma reação anafilática durante a cirurgia, qual deve ser a conduta? 
 
--- 
Aqui estão as respostas para os casos clínicos baseados no seu PDF: 
 
--- 
 
### **Caso 1: Paciente idoso com múltiplas comorbidades** 
 
1. **Classificação ASA:** 
 - ASA III, pois o paciente tem múltiplas comorbidades não totalmente controladas 
(hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e insuficiência renal crônica estágio 4). 
 
2. **Principais riscos anestésicos:** 
 - **Hipertensão arterial:** risco aumentado de eventos cardiovasculares perioperatórios, 
como infarto ou AVC. 
 - **Diabetes:** maior propensão a complicações metabólicas, hipoglicemia/hiperglicemia e 
distúrbios da cicatrização. 
 - **Insuficiência renal crônica:** risco de retenção de fármacos anestésicos que dependem 
de excreção renal, além de alterações eletrolíticas (hipercalemia). 
 
3. **Influência da função renal no manejo anestésico:** 
 - **Atenção à escolha dos fármacos anestésicos:** evitar drogas com metabolismo renal 
(como certos relaxantes musculares). 
 - **Monitoramento rigoroso dos eletrólitos:** risco de hipercalemia e acidose metabólica. 
 - **Redução da taxa de infusão de soluções que contenham potássio ou magnésio.** 
 
4. **Ajustes na medicação antes da cirurgia:** 
 - **Metformina:** deve ser suspensa 24-48h antes da cirurgia devido ao risco de acidose 
láctica, especialmente em pacientes com insuficiência renal. 
 - **Enalapril:** pode ser suspenso no dia da cirurgia para evitar hipotensão intraoperatória. 
 - **Furosemida:** depende do estado volêmico; pode ser mantida ou suspensa 
temporariamente se houver risco de desidratação. 
 
5. **Manejo do jejum pré-operatório:** 
 - **Líquidos claros:** permitidos até 2h antes da cirurgia. 
 - **Refeições leves (chá e torrada):** permitidas até 6h antes. 
 - **Refeições completas:** devem ser evitadas 8h antes da cirurgia. 
 - **Atenção especial à hidratação e controle glicêmico antes da cirurgia.** 
 
--- 
 
### **Caso 2: Paciente jovem com suspeita de risco cardiovascular elevado** 
 
1. **Principal fator de risco cardiovascular:** 
 - O tabagismo é o fator de risco mais importante, aumentando o risco de complicações 
respiratórias e cardiovasculares. 
 
2. **Avaliação da capacidade funcional:** 
 - O ideal é verificar se a paciente consegue realizar atividades equivalentes a 4 METs 
(subir um lance de escadas sem parar, caminhar rápido, dançar). 
 - Se a capacidade funcional for ruim, o risco cirúrgico aumenta. 
 
3. **Exames adicionais para estratificação do risco cardiovascular:** 
 - Eletrocardiograma (ECG). 
 - Ecocardiograma (se houver sinais de insuficiência cardíaca). 
 - Teste ergométrico ou cintilografiamiocárdica se houver suspeita de isquemia cardíaca. 
 - Dosagem de marcadores cardíacos (troponina, BNP, creatinina sérica para estimar 
função renal). 
 
4. **Condutas se o risco cardiovascular for alto:** 
 - Otimização da pressão arterial e do controle glicêmico antes da cirurgia. 
 - Considerar o adiamento da cirurgia para investigação e estabilização cardiovascular. 
 - Encaminhamento ao cardiologista para ajuste de medicações e possível estratificação 
invasiva. 
 
5. **Pode ser operada imediatamente?** 
 - Não, se o risco cardiovascular for considerado elevado. 
 - A cirurgia pode ser adiada para otimização clínica e melhor controle da pressão arterial e 
diabetes. 
 - Caso a avaliação revele risco muito alto, estratégias como revascularização miocárdica 
podem ser indicadas antes da cirurgia eletiva. 
 
--- 
 
### **Caso 3: Paciente pediátrico com histórico de infecções respiratórias** 
 
1. **Principal preocupação anestésica:** 
 - Risco aumentado de complicações respiratórias, como laringoespasmo e 
broncoespasmo. 
 
2. **Importância do controle da asma antes da cirurgia:** 
 - Pacientes asmáticos mal controlados têm maior risco de broncoespasmo e complicações 
respiratórias intra e pós-operatórias. 
 - Se necessário, a asma deve ser otimizada com corticosteroides e broncodilatadores 
antes da cirurgia. 
 
3. **Medidas para reduzir riscos intra e pós-operatórios:** 
 - Administração de broncodilatadores profiláticos antes da anestesia. 
 - Uso de agentes anestésicos menos irritantes para a via aérea (como sevoflurano). 
 - Monitoramento rigoroso da oximetria e suporte ventilatório adequado. 
 - Manutenção de um ambiente cirúrgico adequado, evitando fatores que possam 
desencadear crises. 
 
4. **Conduta se houver infecção respiratória ativa:** 
 - A cirurgia deve ser adiada até a resolução do quadro infeccioso. 
 - Infecções respiratórias ativas aumentam o risco de complicações pulmonares e 
laringoespasmo. 
 - O paciente deve ser reavaliado após recuperação para nova programação cirúrgica. 
 
5. **Risco aumentado de laringoespasmo?** 
 - Sim. Crianças com histórico de infecções respiratórias frequentes e asma têm maior 
predisposição ao laringoespasmo. 
 - Isso ocorre devido à hiperreatividade da via aérea e resposta exagerada à manipulação 
traqueal durante a anestesia. 
 
--- 
Aqui estão as respostas para os novos casos clínicos baseados no seu PDF: 
 
--- 
 
### **Caso 4: Paciente com insuficiência cardíaca e risco anestésico elevado** 
 
1. **Classificação ASA:** 
 - ASA III ou IV, dependendo da estabilidade da ICC. 
 - Se a insuficiência cardíaca estiver descompensada, o paciente pode ser ASA IV. 
 
2. **Cirurgia eletiva pode ser realizada imediatamente?** 
 - **Não.** Pacientes com ICC descompensada têm alto risco de complicações 
perioperatórias, como edema agudo de pulmão e choque cardiogênico. 
 - A cirurgia deve ser adiada até que a insuficiência cardíaca esteja otimizada, com 
controle da volemia e ajuste medicamentoso. 
 
3. **Exames complementares recomendados:** 
 - **Eletrocardiograma (ECG)** – avaliar arritmias ou isquemia. 
 - **Ecocardiograma** – verificar fração de ejeção e função ventricular. 
 - **BNP ou NT-proBNP** – biomarcadores de insuficiência cardíaca. 
 - **Eletrólitos e função renal** – avaliar hipocalemia ou hiponatremia associadas à ICC e 
ao uso de diuréticos. 
 
4. **Manejo da medicação anti-hipertensiva:** 
 - **Betabloqueadores (carvedilol):** devem ser mantidos, pois a retirada abrupta pode 
causar efeito rebote e piora cardiovascular. 
 - **Furosemida:** pode ser mantida para controle da volemia, ajustando conforme 
hidratação perioperatória. 
 - **Enalapril:** pode ser suspenso no dia da cirurgia para evitar hipotensão intraoperatória. 
 
5. **Principal preocupação anestésica e como minimizá-la:** 
 - **Risco de descompensação cardiovascular intraoperatória.** 
 - Monitoramento rigoroso da hemodinâmica (pressão arterial, diurese, débito cardíaco). 
 - Uso cuidadoso de fluidos para evitar sobrecarga hídrica. 
 - Preferência por técnicas anestésicas que minimizem depressão cardiovascular (como 
anestesia regional em alguns casos). 
 
--- 
 
### **Caso 5: Paciente gestante para cirurgia de emergência** 
 
1. **Principal preocupação anestésica:** 
 - **Risco aumentado de broncoaspiração, hipotensão materna e hipoxemia fetal.** 
 - O útero gravídico pode comprimir a veia cava inferior, reduzindo o retorno venoso e 
levando à síndrome da hipotensão supina. 
 
2. **Medidas para reduzir o risco de broncoaspiração:** 
 - **Jejum rigoroso** antes da cirurgia (se possível). 
 - **Uso de profilaxia para broncoaspiração:** 
 - Metoclopramida para acelerar o esvaziamento gástrico. 
 - Antiácidos (citrato de sódio) para reduzir a acidez gástrica. 
 - **Intubação em sequência rápida** com cricoide pressionada para evitar regurgitação. 
 
3. **Impacto do posicionamento da gestante na anestesia:** 
 - **Deve ser posicionada com inclinação lateral esquerda (15-30°)** para reduzir a 
compressão da veia cava inferior. 
 - Isso melhora o retorno venoso e evita hipotensão materno-fetal. 
 
4. **Tipo de anestesia mais indicada:** 
 - **Raquianestesia ou peridural** são preferíveis se o caso permitir, pois evitam a 
necessidade de intubação e reduzem o risco de broncoaspiração. 
 - **Se anestesia geral for necessária:** intubação rápida com pressão cricoide deve ser 
feita. 
 
5. **Conduta em caso de queda de pressão arterial:** 
 - **Mudança de posição** para melhorar retorno venoso (decúbito lateral esquerdo). 
 - **Administração de líquidos intravenosos** com cautela. 
 - **Uso de vasopressores (efedrina ou fenilefrina)** para restaurar a pressão e manter a 
perfusão fetal. 
 
--- 
 
### **Caso 6: Paciente jovem com alergia e histórico de reações adversas a anestésicos** 
 
1. **Principal preocupação anestésica:** 
 - **Reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia.** 
 - O látex pode estar presente em luvas, seringas, drenos e tubos endotraqueais. 
 
2. **Medidas para evitar reação alérgica intraoperatória:** 
 - **Sala látex-free:** evitar qualquer material que contenha látex. 
 - **Uso de medicamentos alternativos à dipirona:** considerar paracetamol ou AINEs 
seguros. 
 - **Teste pré-operatório, se necessário:** pode ser feita avaliação alérgica prévia. 
 - **Monitoramento rigoroso durante a indução anestésica.** 
 
3. **Relação entre alergia a látex e alimentos:** 
 - Sim, pacientes alérgicos a látex podem ter reatividade cruzada com alimentos como 
banana, abacate, kiwi e castanha. 
 - Isso ocorre porque esses alimentos contêm proteínas semelhantes ao látex. 
 
4. **Reação à dipirona foi uma alergia verdadeira?** 
 - Provavelmente **não**, pois prurido e vermelhidão podem indicar uma **pseudoalergia** 
ou efeito adverso, não uma reação imunológica grave. 
 - A alergia verdadeira a dipirona é rara, mas pode ocorrer (exemplo: anafilaxia, edema de 
glote). 
 
5. **Conduta em caso de reação anafilática durante a cirurgia:** 
 - **Suspender imediatamente a substância suspeita.** 
 - **Administrar adrenalina** IM ou IV em casos graves. 
 - **Expandir volume com cristaloides** para evitar choque anafilático. 
 - **Administrar corticoides e anti-histamínicos** para reduzir a resposta inflamatória. 
 - **Monitoramento contínuo** para evitar colapso cardiovascular e falência respiratória. 
 
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