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O que é auriculoterapia?
A auriculoterapia é um método terapêutico que se baseia no princípio de que a orelha representa um feto de cabeça para baixo, considerando que pontos específicos no pavilhão auricular podem ser chaves para o tratamento de diversas doenças. 
Exatamente por isso é reconhecida como uma terapia de microssistema: uma parte do corpo, nesse caso a orelha, representa ele como um todo.
Cada ponto corresponde a uma parte do corpo e pode apresentar reações através de mudanças morfológicas, de coloração ou dor, em casos de doenças. Inclusive, tais coisas podem acontecer antes mesmo da condição se manifestar.
A estimulação dos pontos desse microssistema pode ser realizada através de agulhas, sementes, cristais, laser, moxa, infravermelho etc, e é a base para os benefícios da auriculoterapia. 
“A terapia tem como foco o ouvido por conta da presença de nervos espinhais do plexo cervical e alguns ramos dos nervos vago e simpático, podendo ter efeito na modulação do sistema nervoso central. Assim, quando estimulamos essas inervações, podemos ter uma pequena estimulação do sistema nervoso com efeitos biológicos, como relaxamento e analgesia”, explica o Dr. Marcus Yu Bin Pai.
Não se sabe exatamente qual a origem da auriculoterapia e nem mesmo de onde vieram os seus primeiros registros. Sabe-se, contudo, que se trata de uma técnica bastante antiga, já que os egípcios acalmavam algumas dores pela estimulação de pontos no pavilhão auricular.
O documento mais antigo conhecido sobre o tema é o livro Geração de Hipócrates (século IV AC), considerado o pai da Medicina. O material afirmava que pequenas cauterizações atrás da orelha eram úteis no tratamento de casos de esterilidade.
Os chineses também já usavam a técnica dentro da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e seus pontos deram origem a cartografias muito conhecidas atualmente. Segundo a teoria chinesa, são aproximadamente 200 pontos auriculares de tratamento. 
No século XVII os estudos de Hipócrates foram estudados pelo médico português Zacutus Lusitanus, que passou a usar pontos na orelha no tratamento de dores de quadril. 
Dr. Paul Nogier, um médico francês, já em 1951, se surpreendeu quando uma paciente afirmou ter sido curada de dores ciáticas após uma curandeira cauterizar alguns pontos em sua orelha. Curioso, dedicou 20 de anos a estudar o método e descreveu cerca de 43 pontos na orelha com correspondência com órgãos e sistemas do corpo humano. 
Suas publicações tornaram conhecida a Auriculoterapia Francesa, que foi sendo aperfeiçoada ao longo do tempo. 
A teoria é amparada pelos fundamentos da neurofisiologia, mais recentemente confirmados por estudos de ressonância magnética funcional.
Hoje em dia a auriculoterapia é reconhecida como parte da Medicina Geral pela Organização Mundial de Saúde e está presente em mais de 80 países, incluindo  Alemanha, França, EUA, Itália, Holanda, China, Japão e o Brasil. 
Para que serve a auriculoterapia?
A auriculoterapia é recomendada para alívio de dores e para sintomas físicos e emocionais, atuando como coadjuvante no tratamento de diversas doenças e condições clínicas. 
De acordo com a Agência Nacional de Acreditação e Avaliação em Saúde, órgão francês que equivale ao Ministério da Saúde brasileiro, as principais indicações da terapia são:
· Dores agudas e crônicas;
· Enxaqueca;
· Insônia;
· Transtornos emocionais, como ansiedade e depressão;
· Vícios, incluindo tabagismo;
· Distúrbios funcionais digestivos;
· Compulsão alimentar;
· Retenção de líquido;
· Patologias funcionais urogenitais;
· Alergias, especialmente as respiratórias;
· Problemas motores.
A técnica também pode ser útil para perda de peso, por isso, também é recomendada para pacientes obesos. A explicação para sua contribuição nesses casos está na sua capacidade de estimular o funcionamento intestinal e de ajudar a controlar o apetite. 
Como é feita a auriculoterapia
O primeiro passo para o tratamento é uma consulta com o profissional especializado, que irá identificar os principais sintomas e, a partir disso, compreender quais os órgãos afetados. 
Em seguida será realizada a seleção dos pontos mais adequados para o tratamento. 
Como vimos, diversas são as formas de realizar pressão sobre esses pontos durante a sessão. As mais comuns são:
· Agulhas filiformes: aplicadas sobre os pontos durante 10 a 30 minutos.
· Agulhas intradérmicas: colocadas debaixo da pele por cerca de 7 dias.
· Esferas magnéticas: coladas na pele por aproximadamente 5 dias.
· Sementes de mostarda: podem ser aquecidas ou não e são coladas na pele durante 5 dias.
Quais são os pontos da auriculoterapia?
Existem diferenças significativas entre a escola francesa e a chinesa de auriculoterapia. A primeira registrou 43 pontos, enquanto a última descreveu mais de 200. 
Veja na imagem abaixo um exemplo de mapeamento dos pontos. 
É preciso ressaltar ainda a presença de variações anatômicas normais de pessoa para pessoa, o que pode dificultar a identificação das estruturas. 
Um amplo conhecimento e um treinamento prático são essenciais para que o profissional possa executar a técnica de forma adequada. 
Quantas sessões são necessárias?
O número de sessões necessárias para que o paciente desfrute dos benefícios esperados dependerá muito de cada caso. Quadros mais leves podem começar a apresentar melhora desde a primeira aplicação, enquanto outros precisarão de um maior estímulo para promoção do efeito esperado. 
Em geral, podem ser recomendadas até 10 sessões, conforme método escolhido. O profissional pode orientar ainda que a pessoa realize a terapia periodicamente a cada seis meses ou um ano, segundo a necessidade de cada uma.
Quem pode fazer?
Esta é uma das grandes vantagens da auriculoterapia: o tratamento pode ser feito por qualquer pessoa, independente da idade, sendo recomendado para crianças, adultos e idosos. 
Contudo, de acordo com o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, pacientes imunodeprimidos, diagnosticados com AIDS ou diabetes, em uso de anticoagulantes ou com alguma infecção ativa devem ser tratados com cautela.
Uma pesquisa realizada por autores chineses sobre a segurança do tratamento demonstrou que o efeito adverso mais comum é uma pequena irritação no local, mal-estar, pequenos sangramentos e náusea, presentes em menos de 5% dos pacientes tratados. 
Conheça os benefícios!
Em suma, os benefícios da auriculoterapia são a melhora dos sintomas tratados, em especial da dor. A terapia também contribui para alívio dos sintomas emocionais associados a diversas doenças, inclusive pode atuar diretamente sobre problemas como depressão e ansiedade. 
O método possui muitas vantagens, se destacam: 
· Fácil aplicação
· Ampla indicação
· Indolor
· Raros efeitos colaterais 
https://www.ceimec.com.br/acupuntura/auriculoterapia/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20auriculoterapia%3F,o%20tratamento%20de%20diversas%20doen%C3%A7as.
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AURICULOTERAPIA TRAZ BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE DO CORPO E DA MENTE
 
por Clínica Meitan
  postado 17 de agosto de 2020 
 em Acupuntura, Dores no nervo, Fisioterapia, Medicina de família
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A auriculoterapia é uma parte importante da Medicina Tradicional Chinesa e foi oficializada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma terapia de microssistema, sendo atualmente um ramo da acupuntura.
Por ser um método pouco invasivo e mostrar bons resultados, tem sido cada vez mais bem aceita pelos pacientes!
 
O que é auriculoterapia?
A estimulação de pontos específicos do pavilhão auricular pode ser a chave para o tratamento de doenças, dores e outros desequilíbrios. Além disso, pode ajudar a diagnosticar doenças através da observação de alterações nestes pontos.
A auriculoterapia baseia-se na teoria de que o corpo humano pode ser totalmente representado na orelha. Quando estimulamos os pontos corretos no pavilhão auricular, nosso corpo libera estímulos que ajudam a retomar o estado de equilíbrio.
Pontos auriculares são áreas específicas da superfície auricular que refletem fielmente a atividade
funcional de todo o organismo. Todas as regiões e órgãos do corpo humano estão representados na orelha. A maioria desses pontos se torna reativa quando há um processo patológico em sua zona correspondente no corpo.
Em caso de alguma doença, as reações se manifestam no ponto ou área específica da região comprometida, através de mudanças morfológicas, da coloração da pele, dor à palpação, presença de edemas ou nodulações, mudanças na resistência elétrica ou presença de pequenos vasinhos.
Todas estas reações podem aparecer antes mesmo que a enfermidade se manifeste e também desaparecer depois da cura da doença. Os pontos diagnosticados como positivos são selecionados para o tratamento.
 
Como funciona o tratamento com auriculoterapia?
Os estímulos podem ser produzidos por agulhas, esferas metálicas, sementes de mostarda e eletroestimuladores.
Ao estimular um ponto auricular podemos nos deparar com diferentes manifestações, como sensação de corrente, energia que corre pelo corpo, calor que corre pelo pavilhão da orelha e que se reflete em partes específicas do corpo. O paciente deve estimular as esferas várias vezes ao dia, evitando molhar ou deslocar o esparadrapo. As esferas colocadas podem permanecer por um período máximo de 1 semana, e observamos por um período mínimo de 24 horas com a orelha livre para repetir o tratamento.
A auriculoterapia pode ser indicada quando o paciente não deseja ou está impedido de tratar com agulhas de acupuntura, e também como complemento a essa terapia para continuar o tratamento em casa.
 
Quais os benefícios da auriculoterapia?
Qualquer pessoa pode fazer auriculoterapia, estando doente ou não, sendo ela indicada até mesmo para crianças.
Algumas das vantagens desta técnica são:
· É de fácil aplicação;
· É um procedimento econômico
· Tem ampla indicação
· Apresenta poucos efeitos colaterais
 
Confira algumas das aplicações da auriculoterapia:
Doenças do Trato Respiratório
Sinusite aguda; Rinite aguda; Resfriado; Amigdalite; Bronquite aguda; Asma
Distúrbios Gastrintestinais
Espasmos de esôfago; Soluços; Gastrite; Hiperacidez gástrica; Úlcera gástrica ou intestinal; Colites; Constipação; Diarréia; Íleo paralítico.
Distúrbios Ortopédicos e Neurológicos e Clínica de Dor
Enxaqueca; Neuralgia do trigêmeo; Paralisia facial; Paralisia Pós-AVC; Neuropatia periférica; Labirintite; Síndrome de Meniere; Disfunção neurogênica da Bexiga Urinária; Enurese noturna; Neuralgia intercostal; Artrites e espondilites; Dores Ciáticas; Lombalgias; Lúpus Eritematoso Sistêmico; Dor do trigêmeo; Fibromialgia; Distensões Musculares.
Psiquiatria
Distúrbios leves e moderados de depressão, Angústia, Ansiedade e Insônia.
Ginecologia
Distúrbios Menstruais; Infertilidade
Outros Benefícios
Aumento da vitalidade e energia; Redução do estresse e maior relaxamento; Rejuvenescimento da pele; Controle do peso; Controle de sintomas de abstinência em pessoas que desejam abandonar o fumo, álcool e drogas; Aumento das funções físicas e atléticas; Controle da dor; Regularidade dos batimentos cardíacos e pressão sanguínea; Estabilização do sistema imunológico.
https://www.clinicameitan.com.br/auriculoterapia-traz-beneficios-para-a-saude-do-corpo-e-da-mente/
Estudo confirma benefício da acupuntura auricular no tratamento da depressão
 
A acupuntura auricular, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já oferecida como prática integrativa pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, é segura em pacientes com depressão e foi capaz de reduzir sintomas da doença em um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Os resultados do trabalho foram publicados recentemente no periódico JAMA Network Open e reforçam o potencial da terapia como tratamento complementar de um problema que motiva cada vez mais atendimentos na rede pública, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
A depressão é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, segundo a OMS. No Brasil, a prevalência ao longo da vida está entre as mais altas: em torno de 15,5%. É responsável ainda por 10,3% dos anos de vida perdidos (conceito utilizado para quantificar o número de anos de vida que uma população deixa de viver em caso de morte prematura).
No entanto, menos da metade das pessoas afetadas no mundo recebe o tratamento considerado adequado, com psicoterapia e medicamentos – em alguns países, esse número é de menos de 10% –, por conta de entraves como alto custo e efeitos colaterais (por exemplo, desconforto gástrico e alteração na libido decorrentes do uso de fármacos). Esse cenário aumenta o interesse por opções mais em conta e não farmacológicas – nos Estados Unidos, um terço da população é adepta dessas alternativas.
É o caso da acupuntura auricular, técnica milenar chinesa que utiliza agulhas de preço acessível – para ter uma ideia, a cartela com 50 unidades, número suficiente para dez sessões, custa menos de R$ 10 – para estimular nervos do pavilhão auricular, principalmente o vago, e ativar áreas do cérebro ligadas à depressão. Simples e rápida (dura de cinco a 15 minutos), também não requer longos treinamentos por parte dos profissionais de saúde (enfermeiro, médico, acupunturista, fisioterapeuta, naturólogo) que a realizam, ao contrário da acupuntura tradicional. No entanto, sua eficácia e segurança para tratar o transtorno psiquiátrico específico ainda não estão completamente estabelecidas.
Foram evidências desse tipo que os pesquisadores buscaram no estudo financiado pela FAPESP, que acompanhou, entre março e julho de 2023, 74 pacientes com depressão moderada ou moderadamente grave (de acordo com pontuação no Patient Health Questionnaire-9, um questionário usado no diagnóstico, e sem aplicação prévia de acupuntura auricular ou risco de ideação suicida) submetidos a 12 sessões de 15 minutos cada durante seis semanas.
“Nossos resultados mostram que a acupuntura auricular específica para depressão recuperou quase 60% das pessoas, número semelhante à taxa de medicamentos, de acordo com outros estudos publicados sobre o tema”, diz Daniel Maurício de Oliveira Rodrigues, professor de naturologia da Unisul e primeiro autor do estudo. “Além disso, 46% desses participantes relataram não sentir mais sintomas, em contraste com 13% do grupo que passou pela técnica não específica – para efeitos de comparação, essa taxa gira em torno de 35% para fármacos. ”
Outro ponto positivo do tratamento foi a ausência de efeitos adversos severos, sem diferenças significativas entre os grupos. A maioria dos participantes (94% no grupo de acupuntura auricular específica e 91% no grupo da prática genérica) relatou apenas dor leve no local de aplicação da agulha. “Isso evidencia a segurança da intervenção por mais de seis semanas”, afirma Rodrigues.
Mais segurança
“Vivemos uma verdadeira epidemia de transtornos de humor – acredito que nunca estivemos tão ansiosos e deprimidos como neste pós-COVID – e a aceitação do padrão-ouro de tratamento está longe de ser a ideal”, diz Alexandre Faisal Cury, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (FM-USP). “Na prática clínica, nos deparamos com pacientes com depressão crônica, que tomam remédios há muito tempo, com efeitos colaterais e recaídas, e precisamos de opções complementares que tragam benefícios comprovados. ”
Faisal destaca as três principais repercussões do estudo: para o SUS, trata-se da validação de uma técnica já amplamente utilizada (é a prática integrativa mais realizada no sistema público); para o paciente, uma opção segura a mais no tratamento de saúde mental; e, para o profissional de saúde, a desestigmatização de uma terapia não alopática.
Mesmo com os resultados animadores, os pesquisadores lembram que, para investigar melhor a eficácia da acupuntura auricular no tratamento da depressão, são necessários estudos mais prolongados e com maior número de participantes, uma das principais limitações do trabalho atual. “Acredito que a participação de mais pessoas traria resultados ainda
mais favoráveis à intervenção”, finaliza Faisal.
https://bvsms.saude.gov.br/estudo-confirma-beneficio-da-acupuntura-auricular-no-tratamento-da-depressao/
Auriculoterapia é sucesso entre as Pics oferecidas na rede municipal
Terapia oriunda da Medicina Tradicional Chinesa é oferecida na maioria das unidades de saúde, a partir das capacitações organizadas pela área técnica de Saúde Integrativa
16:21 30/01/2023 
Dentre as várias práticas de medicina integrativa disponíveis na rede municipal, um dos destaques é a auriculoterapia. Na visão da medicina tradicional chinesa o corpo humano apresenta vários microssistemas, ou seja, uma parte do corpo, nesse caso a orelha, representa todo o corpo humano.
A auriculoterapia é uma técnica pouco invasiva, de eficácia comprovada, sendo empregada para o alívio das dores em geral, estresse, ansiedade, insônia e equilíbrio dos órgãos internos, entre outras indicações. Geralmente são utilizadas sementes de mostarda aderidas a um esparadrapo e previamente preparadas; depois, estas são inseridas em locais da orelha correspondentes ao órgão que se tem por objetivo trabalhar.
Reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS), as terapias integrativas possuem uma abordagem holística, propondo-se a auxiliar na resolução de problemas físicos, mentais e emocionais. Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a acupuntura auricular pode ser indicada após avaliação clínica por profissionais, sendo indicada como tratamento principal ou em associação com outros recursos terapêuticos.
Foi por meio da área técnica de Saúde Integrativa (Pics) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) que a acupuntura auricular passou a ser disponibilizada desde 2017 nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Centros de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CRPICS). Somente em 2022 ocorreram 213.567 procedimentos de auriculoterapia nas unidades da rede municipal de saúde.
Para ter acesso à terapia é necessário procurar a UBS mais próxima de sua residência. 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/noticias/?p=341785#:~:text=Dentro%20do%20Sistema%20%C3%9Anico%20de,associa%C3%A7%C3%A3o%20com%20outros%20recursos%20terap%C3%AAuticos.
O SUS das Práticas Integrativas: Auriculoterapia
Data de publicação: 05/07/2017
Em Cabreúva (SP), o recurso terapêutico das PICS foi um dos primeiros ofertados à população. É uma terapia de baixo custo e de resultados significativos
A história das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) em Cabreúva (SP) é recente. Há pouco mais de dois anos os cidadãos começaram a ter acesso à sessões de acupuntura e auriculoterapia, principalmente, pacientes com dores crônicas. Além de reduzir a prescrição de analgésicos, os usuários relataram melhora também no bem estar emocional.
Auriculoterapia é uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa que trata disfunções físicas, emocionais e mentais por meio de estímulos em pontos específicos da orelha, local onde há terminações nervosas correspondentes a determinados órgãos do corpo.
A oferta começou primeiro no Centro Especializado em Reabilitação (CER). Hoje, duas Unidades Básicas de Saúde fazem atendimentos. “A eficácia do tratamento com PICS mostra aos gestores que é um bom investimento dos recursos da saúde. Primeiro, porque diminui o gasto com medicamentos e, segundo, reduz os encaminhamentos, aumentando a resolutividade da Atenção Básica e dos outros níveis de assistência”, explica a terapeuta ocupacional e especialista em Gestão Pública Yara Christofoletti. Para a profissional, talvez a maior dificuldade encontrada para implantar e ampliar os serviços de PICS seja o desconhecimento por parte de alguns gestores e profissionais de saúde.
“Tive acesso a alguns artigos científicos que traziam evidências e estudos sobre a aplicação de Auriculoterapia. Comecei a me perguntar: Por que em Cabreúva não tem? Por que em Itu e Jundiaí, cidades próximas, os cidadãos têm acesso na rede municipal? A partir desses questionamentos e observações do histórico dos pacientes do CER, escrevi um projeto e apresentei à prefeitura. Fiz minha parte e creio que muitos cidadãos estão sendo beneficiados”, conta Yara Christofoletti, também terapeuta ocupacional.
A partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pelo Ministério da Saúde em 2006, a implantação das práticas deu início na cidade em 2016.
Os recursos para as PICS integram o Piso da Atenção Básica (PAB) de cada município, podendo o gestor local aplicá-los de acordo com sua prioridade. Alguns tratamentos específicos da acupuntura recebem outro tipo de financiamento que compõe o bloco de média e alta complexidade.
Projeto PICS
A proposta apresentada à prefeitura em 2015 mostrava a aderência e a evolução dos pacientes para conscientizar a gestão dos benefícios e despertar o interesse de outros profissionais da saúde. O projeto tinha como objetivos:
1. Implantar novas opções terapêuticas com cuidado humanizado, seguro, racional, com equidade, resolutivo e econômico aos usuários de Cabreúva;
2. Minimizar o consumo e dispensação de analgésicos e anti-inflamatórios na rede municipal da Farmácia Popular, com redução de dores crônicas;
3. Aumentar a satisfação dos usuários de saúde com a redução do impacto na fila de espera pela acupuntura realizada no serviço de referência secundária (Jundiaí);
4. Criação da Comissão de Práticas Integrativas e Complementares no Município de Cabreúva.
5. Colaborar na Formulação, regulamentação e implantação do Serviço de Práticas Integrativas e Complementares do Município (PICC) respaldados PNPIC;
“Hoje temos um protocolo unificado para as PICS, onde a auriculoterapia pode ser realizada para pacientes encaminhados pela Unidade de Avaliação e Controle (UAC) ou demanda interna do CER como complemento as terapias de reabilitação, permitindo grande efetividade na conjugação dessa rede de métodos de tratamento.”, fala Yara. Apenas neste ano, foram realizadas 313 sessões entre auriculoterapia e acupuntura, em 57 pacientes. “Queremos ampliar os atendimentos das práticas já implantadas e oferta também Liang Gong, prática corporal. Nossa missão é dar continuidade a uma nova cultura em saúde em Cabreúva”, pondera a terapeuta.
Curso
Para os profissionais de saúde que interessam se especializarem, o Ministério da Saúde oferece capacitação em Auriculoterapia. O curso é dividido em duas etapas: uma por Ensino à Distância (EAD), com carga horária de 75 horas e cinco módulos sequenciais; e uma parte presencial, com carga horária de cinco horas, realizada após a finalização da EAD. As edições do curso são realizadas em diferentes estados, com a etapa presencial ocorrendo em municípios dos polos regionais selecionados.
O curso é multiprofissional e voltado para profissionais de saúde de nível superior da atenção básica, lotados nas Equipes de Saúde da Família (ESF), Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e ou Unidades Básicas tradicionais — centros de saúde. A formação é totalmente gratuita.
Boas experiências
Histórias como a de Cabreúva (SP) têm em todo o país. Se no seu município há oferta de osteopatia, musicoterapia, quiropraxia, Ayurveda, Terapia comunitária integrativa ou Yoga, envie sua história para o e-mail: educomunicacao.dab@gmail.com. Queremos divulgar experiências bem sucedidas para incentivar outros municípios a investirem na estruturação das PICS, bem como na melhoria da promoção, prevenção e cuidado da população.
https://aps.saude.gov.br/noticia/2404
 
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