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1. INTRODUÇÃO Diabetes tipo 2 de acordo com (Costa, 2007) é quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia. O diabetes tipo 2, segundo (Costa, 2007) é o tipo mais frequente de diabetes, aparece na idade adulta e seus portadores podem controlar seus níveis de açúcar com medicamentos orais, sempre associado à dieta saudável, e exercícios físicos regulares. Podem vir a necessitar uso de insulina dependendo da evolução da doença. É mais comum em adultos acima de 45 anos. TIPOS DE DIABETES TIPO 2 De Acordo Com A (ADA) e a (OMS), a diabetes tipo 2 pode ser classificada das seguintes formas: Diabetes tipo 2 não complicada São Aquelas em que o paciente apresenta Diabetes tipo 2 sem complicações significativas ou doenças associadas. Diabetes tipo2 com complicações São aquelas em que o paciente apresenta Diabetes tipo 2 com a associação de complicações microvasculares ou macrovasculares como retinopatia Diabética, neuropatia diabética, nefropatia Diabética. Diabetes tipo 2 com doenças relacionadas São aquelas em que o paciente apresenta Diabetes tipo 2 associadas as outras doenças como hepatite gordurosa não alcoólica, distúrbios endócrinos. SAZONALIDADE Não há informações sobre sazonalidade de diabetes em 2022, segundo (SBD) mas tem algumas informações sobre diabetes: · Em 2023, a pesquisa Vigitel Brasil apontou que 10,2% da população brasileira tem diabetes, o que representa um aumento em relação a 2021. · A diabetes tipo 2 é mais comum em pessoas com idade entre 30 e 59 anos. · O diagnóstico de diabetes é mais frequente em mulheres do que em homens. · A diabetes tipo 2 não tem cura, mas é possível entrar em remissão da doença se o paciente emagrecer cerca de 15% do peso corporal e controlar a glicemia sem medicação. · O aumento dos níveis de glicose no sangue pode danificar os olhos, rins e nervos, e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. · A expectativa de vida de pessoas com diabetes tipo 2 é menor em cerca de 6 a 7 anos do que a de pessoas da mesma idade sem diabetes. ALIMENTOS BOA FONTE, EXCELENTES FONTES De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), os chamados alimentos in natura, gorduras saudáveis, carnes magras, entre outros tipos de comida, devem ser consumidas para o melhor controle glicêmico e prevenção de complicações derivadas da condição São eles: brócolis; espinafre; verduras com folhas; carnes magras; peixes; ovos; azeite e óleos vegetais; frutas (dar preferência para o consumo com bagaço); leite; iogurte natural; arroz integral; aveia; farinha integral; feijão; ervilha; lentilhas; grão de bico; nozes; castanhas; sementes de girassol e abobóra. PREVENÇÃO DA DIABETES TIPO 2 Segundo (Douglas, 2006) a prevenção da complicação da Diabetes tipo 2 se dá pela intervenção alimentar ter uma dieta equilibrada com alimentos saudáveis, incluindo vegetais, frutas, grãos integrais, proteínas magras, gorduras saudáveis, evitando alimentos processados que são ricos em açúcar e gorduras saturadas, e aumentar o consumo de água. De acordo com (Douglas, 2006), o exercício físico é importante para quem tem Diabetes tipo 2 pois melhora a condição física, aumenta força muscular e a flexibilidade e evita as complicações da doença. 1.3. TRATAMENTO DO DIABETES TIPO 2 O tratamento do diabetes tipo 2 possui diversas opções terapêuticas Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). A base do tratamento para o diabetes tipo 2 e a mudança do estilo de vida, com dieta e exercício físico adequados e tratamento medicamentoso visando controle da hiperglicemia, dos fatores de risco e das complicações. Abandono do tabagismo, perda de peso e tratamento das doenças associadas como hipertensão e dislipidemia fazem parte do tratamento do paciente com diabetes. O modelo atual de tratamento e o paciente‑centrado, e a escolha dos agentes farmacológicos devem se basear nas preferencias dos pacientes, características individuais como níveis glicêmicos/hemoglobina glicada, IMC, idade, comorbidades/doenças associadas, duração do diabetes, expectativa de vida, risco de hipoglicemia. Segundo a (ADA) recomenda que a Metformina seja a droga de escolha para início do tratamento do diabetes tipo 2, se tolerada e caso não haja contra indicações. Atualmente, existe novo modelo paciente‑centrado, médico e paciente têm maior liberdade para escolher a terapia medicamentosa, podendo‑se escolher, dentre as diversas opções orais ou injetáveis atualmente disponíveis, qual droga usar para o início do tratamento seja em monoterapia ou combinação, dependendo das características do paciente, hemoglobina glicada. A eficácia do tratamento deve ser avaliada frequentemente, através de monitorização glicêmica, dosagem de hemoglobina glicada, assim como frequência de hipoglicemia, efeitos colaterais. De acordo com a (ADA) recomenda reavaliação e ajuste da dose a cada 3 meses até a obtenção do alvo, porém a Sociedade Brasileira de Diabetes sugere reavaliação mensal até que o paciente atinja os alvos estabelecidos. REFERENCIAS Conduta Terapêutica no Diabetes Tipo 2: Algoritmo SBD 2014 – Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2014‑2015. COSTA, E.A. Manual de Fisiopatologia e Nutrição. Petrópolis: Vozes, 2007. DOUGLAS, C.R. Fisiologia aplicada à Nutrição. 2ª. Ed. São Paulo: Guanabara-Koogan, 2006.