Prévia do material em texto
GAMETOGÊNESE FEMININA E MASCULINA Profa Dra Maria Fernanda Piffer Tomasi Baldez da Silva HABILIDADES E COMPETÊNCIAS • Compreender os mecanismos neuroendócrinos envolvidos na regulação do ciclo reprodutivo (na mulher e no homem). • Descrever os processos da gametogênese (ovogênese e espermatogênese), revisando os processos de mitose e meiose. • Reconhecer as estruturas e relações anatômicas do sistema reprodutor feminino e masculino. • Descrever a constituição histológica dos órgãos e estruturas do sistema reprodutor feminino: ovário, tuba uterina, útero e vagina, associando às respectivas funções. • Compreender os mecanismos regulatórios da foliculogênese (recrutamento folicular, desenvolvimento folicular, seleção folicular, atresia folicular e ovulação). • Compreender o ciclo uterino (menstrual). • Descrever os estágios da formação, armazenamento e liberação do sêmen. REFERÊNCIAS Ross MH, PAWLINA W. Histologia - Texto e Atlas - 7ª Ed. 2016. Guanabara Koogan Kierszenbaum AL, Tres LL. Histologia e Biologia Celular - Uma Introdução À Patologia - 4ª Ed. 2016 – Elsevier Carlson BM. Embriologia humana e biologia do desenvolvimento. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014 Garcia, SML; Fernandez CG. Embriologia 3ª ed. Ed Artmed 2012. Silverthorn DU. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017 Langman.Embriologia Médica - 13ª ed – Guanabara Koogan, 2016 Moore KL, Persaud TVN, Torchia MG. Embriologia básica - 9ª ed – Elsevier, 2016 Esta aula é um guia do conteúdo. A literatura o norteará sobre o conhecimento do referido tema!! OVOGÊNESE Ocorre nos ovários Desde a vida intrauterina 5 milhões ovócitos feto 600 a 800 mil ovócitos vida pós uterina 400 ovócitos maturam vida reprodutiva Célula germinativa Gônia Gônia Gônia Cito II Óvulo Corpúsculo polar Corpúsculo polar Corpúsculo polar Corpúsculo polar Diferenciação Mitoses Meiose fase I Meiose fase II Cito I Crescimento FASE GERMINATIVA FASE DE CRESCIMENTO E MATURAÇÃO 46 46 46 46 46 23 23 23 23 23 23 Meiose fase II EM CASOS DE FECUNDAÇÃO FASE OVULATÓRIA FASE FOLICULAR DETALHANDO A OVÔGENESE VIDA EMBRIONÁRIA ATÉ O NASCIMENTO ovário 40X Células do epitélio da superfície do ovário Células foliculares Gene FIGα Diferenciação e migração PUBERDADE: Início do ciclo menstrual 15 a 20 folículos maturam por mês ovário Hipotálamo Hormônio liberador de gonadotrofina Hipófise FSH LH Estrogênios Progesterona Menstrual Proliferativa Lútea Isquêmica Menstrual 1 5 14 27 28 5 Fase Folicular (germinativa, crescimento e maturação) Fase ovulatória Fase lútea Secretora GnRH Ciclo uterino Ciclo ovariano Hormônio folículo estimulante Hormônio luteinizante Estradiol FSH FASE FOLICULAR CICLO OVARIANO ovário crescimento folicular 10X RELACIONANDO CICLO OVARIANO E OVÔGÊNESE Granulosa com receptores FSH FSH F. Primário imaturo F. Unilaminar FASE FOLICULAR CICLO OVARIANO ovário Crescimento folicular ↑ Grânulos corticais Com proteases para fecundação Receptores FSH 10x FSH F. Primário maduro F. Secundário imaturo F. Multilaminar F. Primário imaturo F. Unilaminar Teca interna receptores LH Granulosa Receptores FSH Preparação endometrial Aumento folicular Teca externa fibras mm contração expulsão ovócito Líquido folicular (ácido hialurônico) 10x FASE FOLICULAR CICLO OVARIANO ovário FSH F. Secundário maduro F. Pré antral F. Primário maduro F. Secundário imaturo F. Multilaminar ↑ Estrogênios Estimula produção de receptores LH na teca Crescimento folicular F. Secundário maduro F. Pré antral 10x FASE FOLICULAR CICLO OVARIANO ovário FSH LH F. Maduro F. Graaf F. Vesicular F. Terciário Pico de Estrogênios F. Maduro F. Graaf F. Vesicular F. Terciário Aumento do volume de líquido Depósito de glicosaminoglicanos entre o ovócito e camada granulosa Proteólise enzimática da parede folicular Aumento da pressão folicular Contração de fibras musculares da teca externa AMPOLA Istmo Infundíbulo FASE OVULATÓRIA CICLO OVARIANO ovário → tuba Durante o 1º ano após a menarca pode não haver ovulação FSH LH AMPOLA Istmo Infundíbulo Ovário – fase folicular 10 dias após DUM Ovário – fase folicular 13 dias após DUM Ovário – fase folicular 15 dias após DUM Endométrio – fase folicular 10 dias após DUM Endométrio – fase folicular 13 dias após DUM Endométrio – fase folicular 15 dias após DUM Se não houver fecundação Ovócito II degenera em 24hrs Ficam aderidos ao ovócito e depois ao óvulo Meiose II Meiose II NA AMPOLA DA TUBA UTERINA Se houver fecundação Após a entrada do spz → término da meiose II ÓVULO LH Luteinização da camada granulosa e das tecas CORPO LÚTEO FASE LÚTEA CICLO OVARIANO ovário Camada granulosa luteínica Estrogênio (testosterona e diidrosterona) Progesterona Inibina Células da teca luteínicas Androgênio (estradiol e estriol) Progesterona LH Blastocisto (futuro embrião) hCG Corpo albicans 10 a 14 dias Corpo lúteo de menstruação ↓Progesterona Descamação do endométrio Menstruação FASE LÚTEA CICLO OVARIANO ovário SE HOUVER FECUNDAÇÃO Blastocisto (futuro embrião) hCG Corpo albicans 20 semanas SE NÃO HOUVER FECUNDAÇÃO Correlação clínica: Síndrome do ovário policístico CARACTERÍSTICAS: 12 ou mais folículos pequenos no ovário no exame de ultrassom Ovários 1,5 a 3 vezes maiores que o normal “Prisão folicular“ → “Cadeia de pérolas” CAUSAS: Anovulação ou disfunção ovulatória e excesso de androgênio Aumenta a produção de androgênios SINTOMAS: Obesidade leve, hirsutismo leve e menstruação irregular, acne, afinamento capilar temporal, mudanças de humor, depressão, ansiedade e cefaleia TRATAMENTO: Corrigir sintomas Uso de progestinas ou contraceptivos orais intermitente Túbulos seminíferos A partir da puberdade Cada testículo = 900 túbulos Formação do spz = 74 dias Cada ejaculação = 300 milhões spzs ESPERMATOGÊNESE Escroto 12 4 5 6 6 6 6 7 3 40X PRODUÇÃO ABP (proteína ligadora de testosterona) ATÉ A PUBERDADE → QUASE 100% APÓS A PUBERDADE → 10% Fagocitose do excesso de citosol das espermátides CÉLULAS DE SERTOLI OU DE SUSTENTAÇÃO proteínas GDNF Secreção de fluido para transporte dos spz Impede contato entre anticorpos e céls espermatog. em desenvolvimento Estímulo da espermatogênese REATIVIDADE CELULAR PUBERDADE FSH PRODUÇÃO inibina ativina - + Manutenção da ↑testosterona Ocitocina Células mióides CÉLULAS DE LEYDIG OU INTERSTICIAL Contração para movimentação dos spzs Fonte de INSL3 circulante Testosterona Espermatogênese Desenvolvimento de caracteres sexuais secundários Exame para detecção de nível de INSL p/ índice de capacidade da espermatogênese PUBERDADE REATIVIDADE CELULAR PROLACTINA LH PRODUÇÃO Célula germinativa Gônia Gônia Gônia Cito II Célula Cito II Célula Célula Célula Diferenciação Mitoses Meiose Fase I Meiose fase II Diferenciação Espermatozóide Cito I Crescimento FASE GERMINATIVA FASE DE MATURAÇÃO FASE DE CRESCIMENTO FASE DE DIFERENCIAÇÃO ou ESPERMIOGÊNSE 46 46 4646 46 2323 23 23 23 23 23 Meiose fase II DETALHANDO A ESPERMATOGÊNESE PROLACTINA LH FSH Espermatogônia (2n) Tipo A escura → célula-tronco de reserva Tipo A clara → célula-tronco de renovação Tipo B → célula que continua a espermatogênese ESPERMATOZÓIDE X 2,8% mais DNA Morfologia menos propícia Migração mais lenta Maior resistência FASE DE GOLGI FASE DE CAPUZ FASE ACROSSÔMICA FASE DE MATURAÇÃO Alguns livros podem trazer com outros nomes: o que importa é a sequencia de eventos ok?! CG GRÂNULOS ACROSSÔMICOS VESÍCULA ACROSSÔMICA Proacrosina Hialuronidase Neuroaminidase CENTRÍOLOS FLAGELO EM FORMAÇÃO Opostos ao CG Detalhando a espermiogênese Vesícula com enzimas do CG CAPUZ ACROSSÔMICO VESÍCULAACROSSÔMICA ADERIDA AO NÚCLEO NÚCLEO MAIS ALONGADO FLAGELO EM FORMAÇÃO Capuz acrossômico sobre o núcleo ALONGAMENTOESPERMÁTIDE SE REORIENTA DESPRENDIMENTO DE CITOSOL FLAGELO EM FORMAÇÃO CORPOS RESIDUAIS MITOCÔNDRIAS PARA AS LATERIAIS • Spzs morfologicamente maduros, mas são imóveis e incapazes de fertilizar PASSO-A-PASSO: 1. Transporte passivo dos spzs, via líquido testicular • Túbulos seminíferos → cabeça do epidídimo a) pressão do líquido provocada nos túbulos seminíferos b) contrações do músculo liso c) correntes ciliares nos dutos eferentes MATURAÇÃO PRÉ- EJACULATÓRIA 2. Spzs ficam 12 dias no duto epididimário → maturação bioquímica • Modificações das glicoproteínas da membrana plasmática da cabeça dos spzs • Modificações de pH • Alterações de Ca2+ intracelular • Spzs → duto deferente → ganham secreções líquidas das vesículas seminais e da próstata a) líquido prostático: rico em ácido cítrico, fosfatase ácida, íons zinco e magnésio b) líquido seminal: rico em frutose e prostaglandinas MATURAÇÃO EJACULATÓRIA 2 mL a 6 mL de ejaculado 40 a 250 milhões spzs Líquido seminal (60% do total) Secreções prostáticas (30% do total) • Ocorre após entrada do espermatozoide no trato feminino e quando ele alcança o ovócito • Capacitação espermática VEREMOS EM DETALHES NA PRÓXIMA AULA MATURAÇÃO PÓS-EJACULATÓRIA OBRIGADA!!!