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Autores: Prof. Bruno Vieira Caputo Prof. Renato Fernandes Profa. Daclé Juliani Macrini Colaboradores: Prof. Thiago Macrini Profa. Laura Cristina da Cruz Dominciano Biossegurança Professores conteudistas: Bruno Vieira Caputo / Renato Fernandes / Daclé Juliani Macrini Bruno Vieira Caputo É doutor em Diagnóstico Bucal pela Universidade de São Paulo (USP), em 2014. Possui mestrado em Odontologia pela Universidade Paulista (UNIP), em 2011. Também possui especialização em Endodontia pela UNIP (2014). Graduado em Odontologia pela UNIP (2008), atua como cirurgião dentista e trabalha na UNIP desde 2012, como professor nas disciplinas de Ergonomia e de Bioética no curso de Odontologia. No curso de Gestão Hospitalar, é professor da modalidade presencial e EaD da disciplina Biossegurança. Renato Fernandes Engenheiro mecânico formado em 1996, foi responsável por diversos projetos dentro de indústrias alimentícias. Participou de comissões de implantação de APPCC como instrutor e também como auditor de normas de Boas Práticas de Fabricação de Alimentos. Em 2003, formou-se mestre em Engenharia Química, enfocando o projeto de equipamentos industriais para tratamento térmico de alimentos. Trabalha na Universidade Paulista (UNIP) desde 2009, atuando como professor de Biossegurança, Bioética e Química. Daclé Juliani Macrini Farmacêutica, graduada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de São Paulo (FCFUSP), em 1982, especialista em Fitoterapia pelo Instituto Brasileiro de Homeopatia E (FACIS IBEHE), em 2000, mestre em Produção e Controle de Medicamentos na área de Cosmetologia pela Universidade de São Paulo (FCFUSP), em 2004 e Doutora em Patologia Ambiental e Experimental pela Universidade Paulista (UNIP), em 2014. Possui diversos artigos publicados em revistas nacionais e internacionais e livros na área da saúde. Possui vasta experiência em montagem, gestão, coordenação e biossegurança em laboratórios, em orientação de pesquisas científicas, e em docência em nível básico, médio, técnico, superior, pós-graduação (presencial e a distância) e em cursos livres de aprimoramento. Na UNIP, atua como coordenadora do curso de Estética e é docente nos cursos superiores do Instituto de Ciências da saúde nas disciplinas de Biossegurança, Fitocosmetologia entre outras. © Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) C255b Caputo, Bruno Vieira. Biossegurança. / Bruno Vieira Caputo, Renato Fernandes, Daclé Juliani Macrini. – São Paulo: Editora Sol, 2022. 136 p., il. Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230. 1. Biossegurança. 2. Equipamentos de proteção. 3. Gestão de qualidade. I. Fernandes, Renato. II. Macrini, Daclé Juliani. III. Título. CDU 614.4 U514.33 – 22 Prof. Dr. João Carlos Di Genio Reitor Profa. Sandra Miessa Reitora em Exercício Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez Vice-Reitora de Graduação Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini Vice-Reitora de Administração Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia Vice-Reitor de Extensão Prof. Fábio Romeu de Carvalho Vice-Reitor de Planejamento e Finanças Profa. Melânia Dalla Torre Vice-Reitora de Unidades do Interior Unip Interativa Profa. Elisabete Brihy Prof. Marcelo Vannini Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar Prof. Ivan Daliberto Frugoli Material Didático Comissão editorial: Profa. Dra. Christiane Mazur Doi Profa. Dra. Angélica L. Carlini Profa. Dra. Ronilda Ribeiro Apoio: Profa. Cláudia Regina Baptista Profa. Deise Alcantara Carreiro Projeto gráfico: Prof. Alexandre Ponzetto Revisão: Vitor Andrade Giovanna Oliveira Sumário Biossegurança APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7 INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7 Unidade I 1 INTRODUÇÃO À BIOSSEGURANÇA ..............................................................................................................9 1.1 Histórico e evolução ao longo dos anos ........................................................................................9 1.2 Biossegurança na atualidade........................................................................................................... 13 1.2.1 Definições de biossegurança, saúde e higiene ............................................................................ 14 2 NOÇÕES BÁSICAS EM BIOSSEGURANÇA E ACIDENTE DE TRABALHO ....................................... 15 2.1 Perigo versus riscos.............................................................................................................................. 17 2.2 Tipos de riscos ........................................................................................................................................ 17 2.3 Acidente de trabalho........................................................................................................................... 18 Unidade II 3 RISCOS OCUPACIONAIS ................................................................................................................................ 25 3.1 Riscos físicos........................................................................................................................................... 25 3.2 Riscos químicos ..................................................................................................................................... 27 3.3 Riscos biológicos ................................................................................................................................... 29 3.3.1 Classificação dos riscos biológicos .................................................................................................. 31 3.4 Riscos ergonômicos ............................................................................................................................. 33 3.5 Riscos de acidentes .............................................................................................................................. 36 3.6 Riscos psicossociais ............................................................................................................................. 36 3.7 Mapa de risco ......................................................................................................................................... 37 3.8 Níveis de biossegurança .................................................................................................................... 39 3.8.1 Doenças ocupacionais de origem biológica mais comuns: conduta e normas de biossegurança................................................................................................................................................ 42 3.8.2 Síndrome de burnout ou esgotamento profissional ................................................................ 43 3.8.3 Cipa ............................................................................................................................................................... 45 3.8.4 SESMT .......................................................................................................................................................... 47 4 LEGISLAÇÃO EM BIOSSEGURANÇA .......................................................................................................... 48 4.1 Conceito ...................................................................................................................................................49 4.2 Histórico ................................................................................................................................................... 49 4.3 Lei n. 11.105/2005 ................................................................................................................................ 50 4.4 Engenharia genética ........................................................................................................................... 51 4.5 Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) ........................................................................... 52 4.6 Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) ...................................................... 53 Unidade III 5 EPI (EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL) E EPC (EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA) ........................................................................................................................................ 63 5.1 Equipamentos de proteção .............................................................................................................. 63 5.1.1 EPI ................................................................................................................................................................. 63 5.1.2 EPC ................................................................................................................................................................ 70 6 INCÊNDIOS E COMBATE AO FOGO ........................................................................................................... 74 6.1 Tetraedro do fogo ................................................................................................................................. 74 6.2 Classificação de incêndios ................................................................................................................ 76 6.2.1 Métodos de extinção do fogo............................................................................................................ 78 6.3 Tipos de extintores ............................................................................................................................... 79 6.4 Medidas de prevenção e combate a incêndios ........................................................................ 81 Unidade IV 7 LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO .......................................................................................... 87 7.1 Limpeza .................................................................................................................................................... 87 7.1.1 Tipos de limpeza ...................................................................................................................................... 87 7.1.2 Tipos de detergentes.............................................................................................................................. 89 7.1.3 Limpeza dos instrumentais ................................................................................................................. 89 7.2 Desinfecção ............................................................................................................................................. 90 7.3 Esterilização ............................................................................................................................................ 93 7.3.1 Métodos de esterilização ..................................................................................................................... 93 7.3.2 Classificação dos artigos ....................................................................................................................100 7.4 Higienização e lavagem das mãos ..............................................................................................102 7.4.1 Antissépticos utilizados ......................................................................................................................104 7.5 Gerenciamento de resíduos ...........................................................................................................107 7.5.1 Classificação dos resíduos de serviço da saúde ........................................................................109 8 CONSERVAÇÃO DE REAGENTES, INSUMOS, MEDICAMENTOS E PRODUTOS COSMÉTICOS ...............................................................................................................................112 8.1 Fatores extrínsecos causadores de alterações em produtos .............................................112 8.1.1 Calor ...........................................................................................................................................................112 8.1.2 Luz ...............................................................................................................................................................112 8.1.3 Umidade ...................................................................................................................................................113 8.1.4 Agentes microbianos ........................................................................................................................... 113 8.1.5 Oxigênio (O2) ...........................................................................................................................................113 8.1.6 Gás carbônico (CO2) ............................................................................................................................113 8.1.7 Natureza dos recipientes ................................................................................................................... 113 8.2 Fatores intrínsecos causadores de alterações em produtos .............................................114 8.3 Recursos específicos para minimizar as alterações ..............................................................114 8.3.1 Estabilizantes ..........................................................................................................................................114 8.3.2 Conservantes ..........................................................................................................................................115 8.3.3 Liofilização ...............................................................................................................................................115 7 APRESENTAÇÃO A disciplina pretende elucidar o aluno sobre noções básicas de saúde, higiene e segurança no ambiente ocupacional. Por meio do estudo, será possível reconhecer condições que oferecem risco e fazer uso de boas práticas clínicas e laboratoriais a fim de minimizar os riscos de exposição de agentes biológicos em trabalhadores da área de saúde. Dessa forma, a disciplina garante segurança e higiene nas práticas de rotina de trabalho, permitindo a manutenção da saúde profissional. Com esta obra, o aluno poderá minimizar os riscos que podem ser causados pelos agentes físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Cada risco terá sua forma de identificação e o devido meio para ser reduzido. INTRODUÇÃO A segurança no ambiente de trabalho é de extrema importância, haja vista os diversos perigos a que os profissionais ficam expostos. Ela é composta por um conjunto de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores da área de saúde. A aplicação consiste em serviços de saúde, qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e em todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. A biossegurança, inserida no contexto da segurança no trabalho, é considerada como um conjunto de medidas que possuem como objetivo limitar os acidentes de trabalho, protegendo não só o trabalhador como também o ambiente. Essa área também se preocupa com a saúde ocupacional, prevenindo as doenças que afastam o trabalhador. Mobile User 9 BIOSSEGURANÇA UnidadeI 1 INTRODUÇÃO À BIOSSEGURANÇA A biossegurança é considerada um processo progressivo, que deve ser sempre atualizado e supervisionado, pois está sujeito à exigência de respostas imediatas ao surgimento de micro-organismos mais resistentes e agressivos. É considerada a ciência com foco voltado ao controle, ao reconhecimento e à minimização do risco, protegendo de maneira efetiva a saúde humana, animal e o meio ambiente. Desse modo, a biossegurança tem a finalidade de reduzir os riscos e o controle da contaminação cruzada, protegendo todos envolvidos no ambiente de trabalho. 1.1 Histórico e evolução ao longo dos anos A finalidade de apresentar um conceito histórico de controle de infecção na área da saúde é facilitar a compreensão dos fatos atuais, de suas dificuldades e de suas perspectivas para o futuro. É preciso ter uma visão crítica dos acontecimentos, o que é fundamental para a mudança. Então, a partir dessa análise, colocamos em prática nossa condição de cidadãos e de profissionais qualificados, com capacidade de mudar a nossa história. A infecção é muito mais do que um desequilíbrio da convivência entre o ser humano e sua microbiota, é parte integrante da problemática de saúde. Se propostas para o seu controle estiverem dissociadas da compreensão, da análise e do interesse em suplantar essa realidade, fatalmente presenciaremos a vitória das doenças sobre a saúde do homem (GUIMARÃES JÚNIOR, 2001). A infecção faz parte da história da humanidade, que desde a sua existência vem lutando para combatê-la. Os micro-organismos antecedem a espécie humana, foram as primeiras formas de vida. Por outro lado, os registros da imunidade têm mais de 500 milhões de anos. Ela pode ser entendida como uma reação evolutiva das espécies parasitadas, que passaram a reconhecer como estranho o agente invasor, procurando eliminá-lo. Hipócrates (460-377 a.C.), considerado o pai da medicina, já recomendava a limpeza das mãos e unhas antes das operações e o uso de água fervente, vinho ou vinagre para higienização das feridas. Na obra O corpo hipocrático, ele reúne estudos feitos por si mesmo e por seus discípulos em relação ao corpo humano. Em 1163, na Idade Média, os monges eram os responsáveis por cuidar dos doentes nos mosteiros, porém eram proibidos de realizar cirurgias, pois eram considerados homens de Deus, sendo proibidos de lidar com sangue. Mobile User 10 Unidade I Como os barbeiros já auxiliavam os monges em alguns procedimentos com cuidados de pacientes, foram batizados de “barbeiros-cirurgiões”, e foram os primeiros a realizar extrações dentárias. Outro fato importante na História ocorreu no século XIV, época que ficou conhecida como o período da peste negra. A epidemia causada pela peste bubônica (doença pulmonar causada por bactéria transmitida por pulgas dos ratos trazidos por navios mercantes) devastou a população da Europa. Quando chegou a Veneza (1347), o conselho especial do local determinou que fosse feito o isolamento de quarenta dias dos pacientes que apresentavam sintomas da doença. Estima-se que no mínimo 25 milhões de pessoas morreram durante essa epidemia. Em 1677, ano da invenção do microscópio, o holandês Anton van Leewenhoeck (1632–1723) descreveu a existência de formas microscópicas de vida. Com o aparelho, era possível iniciar estudos a respeito das outras formas de vida, assunto pouco compreendido na época. No século XVIII, o médico inglês Edward Jenner utilizou a vacina para tentar prevenir a varíola, uma doença extremamente grave que levou à morte muitas pessoas na época. Com a vacina, a varíola foi controlada, tornando-se a primeira doença infecciosa erradicada por meio da vacinação. Saiba mais Leia sobre a descoberta a vacina e outras informações em: PERSONALIDADES: Edward Jenner (1749-1823). Revista da Vacina, [s.d.]. Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/personas/jenner. html. Acesso em: 5 nov. 2019. Já no século XIX, o cientista francês Louis Pasteur (1822–1895) desenvolveu a teoria microbiana das doenças. Acreditava que para cada infecção teríamos um tipo de micro-organismo relacionado. Também afirmava que os micro-organismos deviam ser considerados como fatores etiológicos de várias doenças que afetavam homens e animais. O estudioso desenvolveu a pasteurização, a morte de micróbios por aquecimento a 63 °C por um período de 30 minutos, dando origem à criação do forno de Pasteur, conhecido como estufa, que funciona com o processo de esterilização por meio do calor a seco. Outra importante descoberta foi o estudo das fermentações. Constatou-se que havia micro-organismos que sobreviviam na ausência completa de ar, chamados de anaeróbios, e o mesmo ocorria com os aeróbios. Robert Koch (1843–1910), médico e patologista alemão, estabeleceu definitivamente o papel das bactérias como principais agentes etiológicos das infecções. Teve papel muito importante ao difundir o uso da desinfecção. Testou diversas substâncias com o propósito de realizar a desinfeção e obteve resultados com os seguintes produtos: timol, cloro, bromo e sublimado de cloreto de mercúrio. 11 BIOSSEGURANÇA Na época, o médico obteve a colaboração de Julius Richard Petri, o inventor da placa de Petri, acessório utilizado até os dias de hoje para realizar o crescimento de micro-organismos com o objetivo de estudar formas de inativá-los. Outro nome de destaque é o de Ignaz Phillip Semmelweis (1818–1865), médico húngaro nomeado aos 28 anos como assistente do professor Johann Klein na clínica obstétrica do Hospital Geral da Escola de Medicina de Viena. Em 1846, verificou que a febre puerperal era responsável pela mortalidade de 10 a 30% das mulheres em parto no local. A febre puerperal é uma doença que ocorria nas maternidades, matando milhares de mães e crianças. Esse nome descrevia a fase em que a enfermidade se iniciava no puerpério, o período logo após o parto. Essa clínica obstétrica do hospital era dividida em duas alas: • Divisão I: médicos e estudantes realizavam o atendimento. • Divisão II: parteiras. A divisão I possuía maior número morte das mulheres. Então, Semmelweis passou a sustentar a hipótese de que a infecção contagiosa era transmitida de uma mulher para outra por meio das mãos dos médicos. Diferente dos médicos e estudantes de medicina, as parteiras não realizavam necropsias de cadáveres. Em 15 de maio de 1847, foi decidido que deveria haver uma bacia de água limpa na entrada da clínica, onde estudantes e médicos eram obrigados a lavar as mãos com água e sabão e ácido clórico para a devida assepsia. Com essa medida, a mortalidade foi reduzida e a ação comprovou que o simples ato de lavar as mãos antes do atendimento aos pacientes mostrou a importância dessa medida na profilaxia da infecção hospitalar (figura a seguir). 1841 M or ta lid ad e m at er na (% ) 0 4 8 12 16 1842 1843 1844 Médicos Parteiras 1845 1846 1847 1848 1849 1850 Semmelweis Intervenção na higiene das mãos Figura 1 – Gráfico demonstrando a taxa de mortalidade maternal devido à infecção pós-parto nas duas divisões do Hospital Geral de Vienna, Áustria, 1841–1850 12 Unidade I O cirurgião Inglês Joseph Lister (1827–1912) estudou a desinfecção de feridas cirúrgicas baseando-se nos trabalhos de prévios de Pasteur. Em 1865, inaugurou-se a antissepsia cirúrgica, e Lister aplicou panos embebidos no ácido carbólico (fenol) na perna de um menino com fratura exposta. Ele acreditava que poderia haver uma contaminação pelo ar, que então agravaria a região da fratura. Seu objetivo era reduzir a infecção pós-operatória. Foi somente em 1865 que o cirurgião alemão Gustav Neuber preconizou o uso do avental cirúrgico; até então os médicos operavam com a mesma roupa que usavam no dia a dia. Em determinada época, quanto mais manchado de sangue fosse o avental, mais respeito tinha o médico. Era um sinal de que realizava muitas cirurgias nos pacientes, o que fazia a comunidade local pensar que se tratava de um excelenteprofissional. Já em meados de 1890, o cirurgião americano William Stewart Halsted (1852–1922) foi o primeiro a introduzir o uso de luvas cirúrgicas de látex, até então um material muito grosso e desconfortável para a realização de cirurgias. Com o passar do tempo, na Europa, os cirurgiões passaram a utilizá-las, e as luvas tornaram-se cada vez mais confortáveis. O uso das máscaras pelos profissionais só foi introduzido no fim do século XIX, com Radecki Von Mikulicz (1850–1905). Primeiro, só eram utilizadas para cobrir a boca, depois, o nariz. O médico brasileiro Oswaldo Cruz (1872–1917) também teve um papel muito importante no controle da infecção. Entre 1904–1907, tornou obrigatória a vacinação contra varíola e febre amarela, principalmente no Rio de Janeiro. Contudo, quando o Governo instituiu a obrigatoriedade da vacinação, a população protestou contra a ação, e o período ficou marcado como a Revolta da Vacina. Pouco tempo depois, as medidas que Oswaldo Cruz havia sugerido prevaleceram, as doenças foram contidas e ele foi considerado como patrono da saúde pública brasileira. Um grande avanço na área da saúde e da biossegurança foi também a descoberta da penicilina por Alexandre Fleming, em 1928, contribuindo para o controle da disseminação de diversas doenças. Saiba mais Leia mais sobre a descoberta da penicilina em: CALIXTO, C. M. F.; CAVALHEIRO, E. T. G. Penicilina: efeito do acaso e momento histórico. Química Nova na Escola, v. 34, n. 3, p. 118-123, ago. 2012. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc34_3/03- QS-92-11.pdf. Acesso em: 7 nov. 2019. NOSSA CAPA: Alexander Fleming e a descoberta da penicilina. J. Bras. Patol. Med. Lab., Rio de Janeiro, v. 45, n. 5, p. 1, out. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v45n5/v45n5a01.pdf. Acesso em: 7 nov. 2019. 13 BIOSSEGURANÇA Em 1946, logo após a Segunda Guerra Mundial, os epidemiologistas americanos que cuidavam da prevenção de transmissão da malária organizaram em Atlanta, Estados Unidos, uma equipe para discutir ações de controle de doenças. Mais tarde esse grupo ficou conhecido como Centro de Controle e Prevenção de Doenças – CDC (Center for Disease Control and Prevention). Já na década de 1980, mais especificamente no ano de 1982, tornaram-se públicos os primeiros casos diagnosticados com Aids e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Acquired Immunodeficiency Syndrome). Dessa forma, inicia-se uma discussão a respeito do conhecimento do fator de possível transmissão, que seria contato sexual, uso de drogas ou exposição a sangue e derivados. Nascem as primeiras preocupações das autoridades de saúde pública nos EUA com uma nova e misteriosa doença. Nos anos seguintes, vários acontecimentos marcariam a história em relação ao controle da infecção. Em 1983, houve um relato de caso de possível transmissão heterossexual. No Brasil, é descrito como o primeiro caso de Aids no sexo feminino. No mesmo ano, também houve casos diagnosticados em profissionais de saúde. O CDC e outros órgãos criaram critérios para que se adotassem precauções universais de biossegurança. Então, todos os pacientes começaram ser tratados como potencialmente contaminados, ou seja, com os mesmos cuidados de biossegurança. Ainda em 1983, por meio da portaria 196, o Governo brasileiro torna obrigatória a presença de uma comissão de controle da infecção hospitalar. A seguir elencamos outras datas relevantes com relação ao tema: • 1984: criação do Programa da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo (primeiro plano de controle de Aids no Brasil). • 1985: descobre-se que a Aids é a fase final de uma doença causada pelo retrovírus denominado HIV, vírus da imunodeficiência humana ou vírus da imunodeficiência humana. • 1986: criação do Programa Nacional de DST e Aids (Ministério da Saúde). • 1990: cria-se a Divisão Nacional de Controle de Infecção Hospitalar. • 1992: por meio da portaria 930 do Ministério da Saúde Brasileiro, discute-se a existência de um enfermeiro responsável em tempo integral nos hospitais para exercer o controle de infecções cruzadas. 1.2 Biossegurança na atualidade Atualmente, a biossegurança possui relevância em todas as profissões. A segurança nas atividades, a garantia de saúde e a proteção do meio ambiente são essenciais em qualquer atividade profissional. Essa proteção em relação à vida necessita da prevenção e a redução de riscos de desenvolver doenças ocupacionais, ou seja, doenças adquiridas e associadas ao trabalho. 14 Unidade I Biossegurança é definida, segundo Teixeira e Valle (1996), como: Um conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos em atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando a saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados. O estudo da biossegurança requer conhecimentos em diversas áreas, como legislação trabalhista, química, física e biologia. Isso tudo exige atualizações, caso contrário não é possível aprimorar a segurança em diferentes profissões. 1.2.1 Definições de biossegurança, saúde e higiene A biossegurança é definida como um conjunto de medidas empregadas para proteger a equipe e os pacientes em um ambiente. Tais ações buscam a redução dos riscos ocupacionais e o controle da contaminação cruzada e têm o intuito de prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal, vegetal e o ambiente. Lembrete Não devemos nos ater apenas a memorizar ou decorar as definições, mas a entender o seu significado e sua importância. Higiene A origem da palavra vem do grego hygieiné ou hygeinos (o que é saudável) e de Higia que era a deusa grega da saúde, limpeza e sanitariedade. Higiene pode ser definida como: “A ciência que visa a preservação da saúde e a prevenção da doença, através de medidas profiláticas e educativas”. Entende-se que os resíduos retêm micro-organismos que podem, em algum momento, ser transmitidos tanto por contato direto como por meio de poeira suspensa no ar. A higiene do trabalhador na área da saúde é de extrema importância. Pequenas ações como tomar banho e trocar de roupas diariamente podem fazer a diferença quando se trata de higiene. E a ação de lavar as mãos é muito importante no controle de infecção cruzada. Na história de Ignaz Phillip Semmelweis, vimos que essa pequena ação trouxe como resultado a diminuição do índice de mortalidade nas mulheres que acabavam de realizar partos. Outro exemplo de higiene é a indústria alimentícia. Toda a manipulação dos alimentos deve ser feita em local limpo, desinfetado e com materiais esterilizados para que não ocorra o risco de contaminação. 15 BIOSSEGURANÇA Saúde De acordo com a OMS, a definição de saúde não é apenas a ausência de afecções (doenças), mas sim um estado de equilíbrio entre o bem-estar físico, mental e social. Para implantá-lo num ambiente de trabalho, é preciso estudar a biossegurança para conhecer os riscos e as maneiras de minimizá-los para então melhorar o local. Para conhecer e alcançar a saúde, deve-se levar em consideração diversos fatores, entre eles: • Fatores biológicos: — Caraterísticas físicas pessoais do indivíduo. — Genética herdada. • Fatores ambientais: — Físico: clima, relevo etc. — Social: ambiente familiar, de trabalho, na sociedade em geral, educação, segurança coletiva etc. — Econômico: salários, inflação etc. • Assistência médica: — Pública. — Privada. • Estilo de vida: — Hábitos de higiene: higiene pessoal, alimentação saudável, saneamento básico, educação, higiene e segurança no trabalho. Observação A biossegurança é considerada uma ciência multidisciplinar, em que é necessário conhecimento em diversas áreas, como legislação trabalhista, química, física e biologia. 2 NOÇÕES BÁSICAS EM BIOSSEGURANÇA E ACIDENTE DE TRABALHO O papel da biossegurança no ambiente de trabalho é o de classificar e quantificaros perigos e os riscos aos quais os funcionários podem se encontrar expostos quando exercem suas atividades. Essas 16 Unidade I atividades podem estar relacionadas ao setor industrial, farmacêutico, a áreas de pesquisa, à prestação de serviços ou a atividades relacionadas à saúde. Vejamos algumas ações que devem ser empregadas na segurança no trabalho: • Práticas seguras nas atividades (reduzir acidentes). • Medidas que visam a preservar a saúde e o meio ambiente. • Organização das atividades (adequar condições de trabalho). • Medidas de controle (práticas seguras). • Organização estrutural e operacional. • Avaliação dos riscos ambientais. • Uso adequado de equipamentos. • Manutenção preventiva de equipamentos. • Sinalização adequada das áreas de risco e das rotas de fuga. • Treinamento de combate a incêndios. • Sistema de geração elétrica de emergência. • Treinamento periódico de biossegurança aos trabalhadores. Lembrete Quem conhece os riscos aprende a se autoproteger, por isso o treinamento constante dos trabalhadores deve ser uma das principais ações de biossegurança. Em relação aos serviços de saúde, a norma regulamentadora NR 32 tem como objetivo estabelecer diretrizes básicas para implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde (BRASIL, 2011b). Essas diretrizes destacam os riscos a que os profissionais podem estar expostos, principalmente aos riscos biológicos, e quais os cuidados para diminuir sua exposição a eles. 17 BIOSSEGURANÇA 2.1 Perigo versus riscos Podemos dizer que todos os tipos de risco podem ser identificados no exercício profissional, e que nenhuma profissão está isenta de perigos. Primeiramente, façamos uma distinção entre perigo e risco. Considera-se como perigo qualquer situação ou agente que cause danos à integridade de uma pessoa. Já o risco pode ser tomado como a probabilidade e a severidade de ocorrência da situação de perigo. Em relação aos riscos, também podemos considerar uma ou mais condições de uma variável com potencial necessário para causar danos. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas, danos a equipamentos e instalações, prejuízos ao meio ambiente, perda de material em processo ou redução da capacidade de produção. Por esses motivos, a Portaria n. 25/1994, do Ministério do Trabalho, regulamentou e tornou obrigatória a elaboração do mapa de riscos. De acordo com o mapa de riscos, há cinco classificações para riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais. 2.2 Tipos de riscos Além de definir os riscos existentes no ambiente de trabalho, é importante classificá-los de forma objetiva e racional. Assim, quando observados no mapa de risco, eles podem ser bem interpretados pelos profissionais, que saberão quais barreiras podem utilizar para minimizar o risco e qual a sua intensidade. De acordo com a NR 9 – Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais: 9.3.3 O reconhecimento dos riscos ambientais deverá conter os seguintes itens, quando aplicáveis: a) a sua identificação; b) a determinação e localização das possíveis fontes geradoras; c) a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho; d) a identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos; e) a caracterização das atividades e do tipo da exposição; f) a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente do trabalho; 18 Unidade I g) os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica; h) a descrição das medidas de controle já existentes (BRASIL, 2014). Observação A presente obra destaca alguns exemplos dos riscos encontrados na biossegurança. Contudo, há riscos específicos para cada profissão, e é preciso consultar as normas específicas de mapas de risco da profissão desejada. 2.3 Acidente de trabalho O acidente de trabalho é definido como uma ocorrência não programada, inesperada ou não, que interrompe ou interfere no processo normal de uma atividade, ocasionando perda de tempo útil e/ ou lesões nos trabalhadores, e/ou danos materiais. Deve ser evitado e controlado por meio das várias técnicas prevencionistas. Do ponto de vista legal, considera-se acidente de trabalho aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão corporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte, a perda ou a redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. Causas de acidentes Como todos os eventos, os acidentes possuem uma ou mais causas, e uma ou mais consequências. Sua prevenção consiste em eliminar as causas (diminuir os riscos), evitando, então, sua ocorrência. A prevenção de acidentes interessa: • Ao trabalhador: — Assegura qualidade de vida. — Evita perda de rendimentos. — Mantém sua autoestima. — Melhora a execução do trabalho. • Ao empregador: — Garante os ganhos de produtividade. — Assegura a preservação da imagem da empresa perante a comunidade. 19 BIOSSEGURANÇA — Proporciona a redução dos custos diretos e indiretos. — Possibilita a diminuição de processos trabalhistas. — Propicia menor rotatividade da mão de obra. • À sociedade e ao governo: — Possibilita menores encargos previdenciários. — Proporciona uma imagem positiva da nação perante conselhos internacionais. — Assegura a valorização do ser humano por meio de políticas públicas. São considerados acidentes de trabalho: • Doença profissional ou do trabalho: doenças ocasionadas por problemas ergonômicos. • Doença por contaminação acidental: no exercício de sua atividade, podem acontecer intoxicações, dermatites de contato etc. • Acidentes sofridos nas instalações da empresa: quando ocorrer nos horários de refeição ou descanso ou no horário de trabalho. • Acidentes sofridos fora do local e do horário de trabalho: na execução de serviço pela empresa, no percurso da residência para o trabalho ou do trabalho para a residência, ou ainda no local de refeição. Não são considerados acidentes de trabalho: • Luta corporal. • Atividades esportivas. • Atividades fora da empresa por motivos pessoais: realizadas em horário de trabalho ou em horário de descanso. Tendo conhecimento do tipo de acidente eles podem ser classificados em: • Acidentes típicos: a serviço da empresa os limites da empresa ou fora de dela, provocando lesão corporal ou perturbação funcional. • Acidente de trajeto: acidente ocorrido nos trajetos conforme já citado. • Acidente no horário de descanso: que seja decorrente do processo do trabalho. 20 Unidade I Teoria de Heinrich Tanto o acidente como a lesão são causados por alguma causa anterior, na qual se encontra o homem. Todo acidente é causado, ele nunca acontece. O acidente ocorre porque o homem não está devidamente preparado e comete atos inseguros. Outra causa são as condições inseguras que comprometem a segurança do trabalhador Atos inseguros Os atos inseguros residem no fator humano. São decorrentes da não obediência às normas de segurança e podem ser conscientes e inconscientes, de acordo com a seguinte classificação: • Consciente: há conhecimento do perigo de seu procedimento, mas assume-se o risco; • Inconsciente: a pessoa desconhece o perigo que está correndo, por isso pratica o ato inseguro. Como exemplos de atos inseguros, podem ser citados: • Recusar a utilização dos EPI (Equipamentos de Proteção Individual). • Trabalhar desatento ou com sonolência. • Praticar brincadeiras em horário de trabalho. • Usar incorretamente ou inadequadamente as ferramentas e os equipamentos. • Usar ferramentas e equipamentos com defeitos. • Trabalhar em posição ou postura inadequadas. • Não observar as condições do ambiente. • Não obedecer a sinais e instruções de segurança. • Não seguir a rotina de trabalho estabelecida. Mais especificamente para a área da saúde, podemos citar: • Não utilizar lixo adequado para materiaiscontaminados. • Não utilizar técnicas adequadas de assepsia. • Não utilizar técnicas de armazenamento corretas. • Utilizar produtos com prazo de validade vencidos. 21 BIOSSEGURANÇA Condições inseguras As condições inseguras são as causas dos acidentes do trabalho que decorrem diretamente das condições do local ou ambiente de trabalho. São elas: • Insuficiência de espaço, passagens perigosas, locais confinados. • Local desorganizado e sujo. • Iluminação inadequada, temperaturas extremas. • Equipamentos de Proteção Coletivas (EPC) não funcionais ou defeituosos; Entre outros que ocorrem por falhas técnicas ou por alguns agentes ambientais que podem ocasionar acidentes. Estão relacionadas com os riscos classificados como mecânicos (ou de acidentes), físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais. Resumo A biossegurança é considerada a ciência voltada para o controle e a minimização do risco, em que o fundamento primário é certificar o avanço dos processos tecnológicos e proteger a saúde humana, animal e o meio ambiente. Não há profissão que seja considerada livre de perigos. Segundo a OMS, a definição de saúde não é apenas a ausência de afecções (doenças), mas um estado de equilíbrio entre o bem-estar físico, mental e social. A higiene do trabalhador na área da saúde é de extrema importância. Ações como tomar banho e trocar de roupas diariamente fazem a diferença quando se trata de higiene. E principalmente a ação de lavar as mãos, que é um dos pontos mais importantes no controle de infecção cruzada. O papel da biossegurança no ambiente de trabalho é o de classificar e quantificar os perigos e os riscos aos quais os funcionários podem se encontrar expostos quando exercem suas atividades. Estudamos que há uma diferença entre perigo e risco. Perigo é qualquer agente que cause danos à saúde ou à integridade física do objeto de trabalho, 22 Unidade I já o risco é a combinação entre a probabilidade de ocorrência de um fato e a sua severidade. Vimos ainda que todos os procedimentos de biossegurança e higiene devem ser seguidos para que sejam evitados os acidentes. Eles possuem uma ou mais causas e uma ou mais consequências. Sua prevenção consiste em eliminar as causas (diminuir os riscos), evitando então sua ocorrência. Os atos inseguros residem no fator humano. São decorrentes da não obediência às normas de segurança e podem ser conscientes e inconscientes. As condições inseguras são as causas dos acidentes do trabalho que decorrem diretamente das condições do local ou ambiente de trabalho. Exercícios Questão 1. (Sanepar 2004, adaptada). Os riscos ocupacionais são classificados em grupos de acordo com sua natureza. As cores correspondem a cada um dos riscos ocupacionais. Considerando essa informação, enumere a coluna da direita com base nos riscos listados na coluna da esquerda. 1. Riscos físicos ( ) Cor azul 2. Riscos químicos ( ) Cor vermelha 3. Riscos biológicos ( ) Cor verde 4. Riscos ergonômicos ( ) Cor marrom 5. Riscos de acidentes ( ) Cor amarela Assinale a alternativa que contém a sequência correta da coluna da direita, de cima para baixo: A) 5, 2, 1, 3, 4. B) 4, 3, 1, 5, 2. C) 1, 4, 3, 2, 5. D) 2, 3, 5, 1, 4. E) 3, 2, 4, 5, 1. Resposta correta: alternativa A. 23 BIOSSEGURANÇA Análise da questão Os riscos de acidentes sempre são simbolizados pela cor azul; os riscos químicos, pela cor vermelha; os riscos físicos, pela cor verde; os riscos biológicos, pela cor marrom; os riscos ergonômicos, pela cor amarela. Questão 2. (Vunesp 2019) A Análise Preliminar de Risco: A) Tem, entre seus objetivos, a determinação de como podem ser reduzidas as probabilidades de falhas dos componentes, montagens e subsistemas. B) Foi concebida para aplicação em sistemas homem-máquina pela capacidade de identificar aspectos cognitivos críticos existentes em seu funcionamento. C) Encontra sua melhor utilização em situações complexas, permitindo que, por meio da consideração sistemática dos fatores de risco, sejam aplicados dados probabilísticos às sequências de riscos identificadas. D) Visa identificar os problemas de operabilidade de uma instalação de processo contínuo, por meio da revisão sistemática do projeto da unidade ou da instalação e seu entorno. E) Consiste no estudo durante a fase de concepção ou planejamento de um novo sistema ou processo de trabalho com o fim de se determinar os riscos que poderão estar presentes em sua fase operacional. Resposta correta: alternativa E. Análise das alternativas A) Alternativa incorreta. Justificativa: tem, entre seus objetivos, a identificação de potenciais falhas em produtos e componentes individuais para classificar em termos de importância na avaliação de risco. B) Alternativa incorreta. Justificativa: foi concebida para aplicação em sistemas homem-máquina pela capacidade de identificar erro humano, falhas e condições inseguras que podem contribuir para ocorrência de acidentes. C) Alternativa incorreta. Justificativa: encontra sua melhor utilização em situações complexas, permitindo que se construa um processo lógico dedutivo, investigando uma hipótese para se chegar aos fatores de risco, dos quais há dados quantitativos disponíveis. 24 Unidade I D) Alternativa incorreta. Justificativa: visa identificar o perigo e a operabilidade de uma instalação de processo contínuo, por meio da revisão sistemática do projeto da unidade ou da instalação e seu entorno. E) Alternativa correta. Justificativa: consiste no estudo antecipado e detalhado das fases de trabalho para detectar possíveis problemas que podem vir a ocorrer durante o processo e execução da atividade.