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Sumário AULA 01 – ORTOGRAFIA OFICIAL........................................................2 AULA 02 – INTERPRETAÇÃO DE TEXTO...........................................16 AULA 03 - MORFOLOGIA......................................................................20 AULA 04 – SEMÂNTICA E TIPOS TEXTUAIS.....................................38 AULA 05 - VERBOS.................................................................................42 AULA 06 - PONTUAÇÃO........................................................................50 AULA 07 - CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL.........................55 AULA 08 – SINTAXE...............................................................................62 AULA 09 – SINTAXE DO PERÍODO COMPOSTO – RELAÇÕES DE SUBORDINAÇÃO E COORDENAÇÃO.................................................73 AULA 10 – REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL || CRASE....................84 AULA 11 – COESÃO TEXTUAL – ELEMENTOS DE REFERENCIAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO E REPETIÇÃO. USO DE CONECTORES..........................................................................................93 AULA 12 – REESCRITA DE FRASES.....................................................96 AULA 13 – CORRESPONDÊNCIA OFICIAL.........................................99 AULA 08 - SINTAXE A sintaxe estuda a construção da frase. Lembrando: Morfologia estuda a palavra. Semântica estuda os sentidos Frase: enunciado de sentido completo. Começa na letra maiúscula e termina no ponto final/exclamação/interrogação. Nem toda frase tem verbo Fogo: Não é frase, é uma palavra solta Fogo!: É frase, possui sentido completo Período: frase com verbo. Pode ser simples ou composto Simples: um verbo Composto: dois ou mais verbos Oração: toda a estrutura organizada em torno de um verbo ou locução verbal. Para saber quantas orações há num período, veja quantos verbos existem nele Uma oração termina no conector. Esse conector é formado por conjunções ou pronomes relativos. Exceção: orações coordenadas assindéticas. Nesse caso, não haverá conjunções ou pronomes PERÍODO SIMPLES Período simples é a própria oração, já que nele só há um verbo. Uma oração é composta de sujeito + predicado O sujeito e o predicado são chamados de termos essenciais da oração. Entretanto, há orações que não possuem sujeito. Estrutura de uma oração: O = S + V + Cvs O = Oração S = Sujeito V = Verbo CVs = Complementos verbais Sujeito: Termo do qual se declara algo em uma oração. Logo, o predicado é o que se declara sobre esse sujeito. O sujeito pode ser existente ou inexistente, determinado ou indeterminado e oculto Sujeito determinado simples: será simples quando for composto por apenas um núcleo Ex.: O aluno comeu na aula Quem comeu? O aluno → sujeito Existente Determinado: é possível identificar o sujeito na oração Um núcleo: aluno Sujeito determinado composto: será determinado composto quando tiver dois ou mais núcleos Ex.: O aluno e o professor estudaram no final de semana Quem estudou? Auno e professor → sujeito Existente Determinado → é possível identificar os sujeitos na oração Dois núcleos → aluno e professor Sujeito oculto: é um sujeito existente, porém não é possível determiná-lo Ex.: Cumprimentamos os alunos Quem cumprimentou? Nós. Sabemos disso por causa da desinência de número e pessoa Existente? Sim, é nós Determinado? Sim, é possível identificar ele na oração Oculto: É oculto porque não está implícito, está subentendido Sujeito indeterminado: quando não é possível identificar um termo que funcione como sujeito. Existem duas formas de indeterminar o sujeito 1. Sujeito indeterminado por verbo na 3° pessoa do plural Ex.: quebraram a luz do quarto Quem quebrou? Não sei, não dá pra saber. Existente? Sim, alguém quebrou, só não se sabe quem 2. Sujeito indeterminado por índice de indeterminação do sujeito “SE” Ex.: Vive-se bem lá. Quem vive? Não dá pra saber. Pode ser eu, você, ele… Para ser índice de indeterminação do sujeito, a partícula SE deve estar ladeada de verbos VTI, VI ou VL. Se o verbo tiver complemento direto (VTD ou VTDI), a partícula SE será apassivadora Lembrando que a partícula apassivadora transforma o objeto direto em sujeito paciente Sujeito inexistente: ocorre a partir de um verbo impessoal. Quando isso ocorrer, flexiona-se o verbo para a 3° pessoa do singular Verbos que denotam fenômenos da natureza Amanheceu chovendo Choveu repentinamente Esfriou pela manha Verbo haver no sentido de existir, ocorrer, acontecer Havia muitas dúvidas na prova Há várias soluções para esse caso Obs.: só será impessoal no sentido de existir, ocorrer, acontecer. Se não for nesses casos, precisa flexionar o verbo Ex.: Os alunos da Comunidade haviam baixado todas as aulas Verbos FAZER e HAVER no sentido de tempo decorrido Faz dez meses que a comunidade existe Fazia muito tempo que eu não estudava Não estudava há mais de 2 anos Verbos SER, ESTAR, PARECER, FICAR, FAZER, “PASSAR DE” indicando tempo meteorológico, cronológico ou condições naturais Fez muito frio no mês de julho. Já é tarde da noite! Estava muito quente naquela sala. Parecia noite durante a tempestade. Verbos auxiliares impessoais “por tabela” Deve fazer dez anos desde o último jogo Deve haver aulas na faculdade Perceba que o deve acompanha verbos impessoais (haver e fazer), logo, eles também se tornarão impessoais Aprofundando: o sujeito não aceita ser regido de preposição, o que impede a contração de preposição e sujeito. Apesar do Brasil estar em crise, muitas empresas tiveram lucro nesse país (ERRADO) Apesar de o Brasil estar em crise, muitas empresas tiveram lucro nesse país (CERTO) O fato dele não ter aceitado o convite já demonstra a firmeza de seu caráter. (ERRADO) O fato de ele não ter aceitado o convite já demonstra a firmeza de seu caráter. (CERTO) Predicado: tudo que não é sujeito, é predicado Termos associados ao verbo: complementos verbais (objeto direto e indireto), adjuntos adverbiais e agente da passiva Verbos: os verbos podem ser intransitivos, quando possuem o sentido completo, sem precisar de complemento, ou transitivos, quando precisam de complemento. Se for transitivo, pode ser direto, indireto ou direto indireto: Direto: quando o complemento não é introduzido por preposição Indireto: quando o complemento é introduzido por preposição Direto indireto: junção dos dois casos Ex.: Verbo falar Aquele aluno fala muito →VI Aquele aluno fala com os prof. → VTI Aquele aluno fala coisas interessantes → VTD Aquele aluno fala coisas interessantes para os outros alunos →VTDI Objeto direto preposicionado: Algumas vezes, o objeto direto vem precedido de preposição. Isso ocorre em função de recursos estilísticos ou para evitar ambiguidade, e não por exigência do verbo Não bebo dessa água → a proposição DE é por estilo. Quer-se dar ênfase à água. Ao filho o pai ofendeu → precisa da preposição para evitar ambiguidade. Se fosse escrito “O filho o pai ofendeu” não daria pra saber quem ofendeu quem Objeto direto pleonástico: Os objetos pleonásticos – diretos ou indiretos – são representados por pronomes oblíquos átonos e fazem menção a complementos já citados na frase. Ex.: Aquele carro lindo finalmente o comprei Adjuntos adverbiais: os adjuntos adverbiais servem para modificar o verbo, agregando-lhe uma circunstância Ex.: Eu fiz ontem, de maneira inteligente, durante o intervalo dos estudos, uma leitura bíblica Eu fiz o que? Uma leitura, logo, esse é o complemento do verbo – no caso, um OD Quando fez? Como fez? Ontem, de maneira inteligente… esses termos não necessariamente precisariam estar na frase para você entendê-la, mas agregam circunstância Os adjuntos podem indicar várias circunstâncias: Tempo: amanha estudarei Modo: estudei rapidamente o capítulo Lugar: estudei aqui Intensidade: estudei muito Causa: devido à chuva, fiquei estudando Afirmação: certamente estudarei esse livro Negação: não podemos deixar de estudar Dúvida: talvez haja algumacoisa para estudar Finalidade: estudei para passar no concurso Meio: viajarei de ônibus Companhia: estudei com meus amigos Instrumento: respostas devem ser escritas de caneta Assunto: estudei sobre o princípio da legalidade Agente da passiva: termo que complementa o sentido de um verbo na voz passiva. Indica quem praticou a ação verbal. Ex.: Todos os alunos foram atrapalhados pelo barulho Normalmente o agente da passiva será introduzido pela preposição “por” Passo a passo da análise sintática: não pule nenhuma das etapas, se pular, pode cometer erros: Passo 1: Localize o dono da oração, ou seja, o verbo. Passo 2: Identifique o sujeito do verbo. Passo 3: Identifique os complementos verbais. Passo 4: Identifique os adjuntos adverbais. Ex.: Resta uma esperança ao time Muitos marcaria “uma esperança” como OD, mas, na verdade, trata-se do sujeito da oração. • Verbo: Resta • Sujeito: uma esperança • Complementos verbais: ao time Adjunto adnominal: O Adjunto Adnominal é o termo que modifica um substantivo de forma direta, sem intermediação de um verbo. Trata-se de uma função adjetiva, desempenhada por adjetivos e locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos Não confundamos o adjunto adverbial com o adjunto adnominal. O primeiro está associado a verbo, adjetivo ou outro advérbio, ao passo que o último está associado ao substantivo. Ex.: Praticamos dança de salão. • O termo “de salão” modifica o substantivo “dança” • Trata-se de um adjunto adnominal. Ex.: Praticamos dança no salão. • O termo “no salão” modifica o verbo “praticar” (praticar ONDE?) • Trata-se de um adjunto adverbial. Predicativo: Termo que caracteriza um nome (núcleo do sujeito ou do objeto) tendo um verbo como intermediário. O fato de haver intermediação por parte de um verbo na ligação do nome ao predicativo é o que diferencia este do adjunto adnominal Predicativo do Sujeito: normalmente possui a presença de um verbo de ligação. Esse verbo pode estar explícito ou implícito O professor ficou irritado com a falta de respeito do aluno. Note a presença explícita do verbo ligação “ficar”. O atributo que o acompanha – “irritado” – é o Predicativo do Sujeito O secretário saiu da sala de reuniões irritado. Não temos agora um verbo de ligação explícito na frase, mas é possível subtendê-lo. No caso, seria o verbo “estar” Veja que a frase pode ser assim reescrita: O secretário saiu da sala de reuniões (e estava) irritado. O atributo que o acompanha – “irritado” – é o Predicativo do Sujeito Atenção!! Nem sempre o verbo será de ligação. Só será se tiver ligado ao predicativo. Eu fiquei em casa: verbo intransitivo, não está ligado a predicativo Eu fiquei em casa pensativo: verbo de ligação, está ligado ao predicativo “pensativo” Predicativo do objeto: normalmente ocorrem com verbos responsáveis por indicar julgamento, opinião ou designação, sejam eles: julgar, achar, considerar, deixar, nomear, etc Obs.: esses verbos são chamados de transobjetivos, pois estarão acompanhados de um objeto seguido de um predicativo do objeto. A população o considerou um salvador da Pátria. Deixei minhas alunas revoltadas. Julguei impossível a classificação do time para a série A. Achei bem organizado seu projeto. Chamaram-lhe de impostor. Adjunto adnominal vs predicativo: pode haver confusão entre essas duas funções O Adjunto adnominal se liga diretamente ao nome, sem intermediação de verbo O predicativo precisa de intermediação de verbos (explícitos ou implícitos) O adjunto é atributo intrínseco ao ser O predicativo normalmente é momentâneo. O adjunto nunca pode ser isolado do substantivo por pontuação, nem pode sofrer grandes deslocamentos na frase. O predicativo pode ser isolado e distanciado do nome a que se refere Na dúvida, substitua o objeto por um pronome substantivo: Ex.: Eu tenho um caderno bonito = Eu o tenho. Bonito veio pra dentro do pronome, logo, é inerente ao caderno = adjunto Ex.: Eu acho meu caderno bonito = Eu o acho bonito. Bonito ficou de fora, logo, não é intrínseco, é apenas um juízo de valor = predicativo Complemento nominal: os complementos nominais preenchem as lacunas deixadas por substantivos, adjetivos ou advérbios. Ele será sempre preposicionado Ex.: Nós temos amor por nossa família. Amor por quem? Por nossa família = complemento nominal Ex.: Interesse por problemas nos estudos é um bom indício de evolução Interesse por quê? Por problemas no estudo = complemento nominal Adjunto Adnominal vs Complemento nominal: outro ponto de muita confusão entre os estudantes e que sempre aparece em prova: Adjunto adnominal nem sempre é preposicionado, mas as vezes pode ser. Já o Complemento nominal sempre é preposicionado Adjunto adnominal modifica apenas substantivos. Já o Complemento nominal modifica substantivo, adjetivo ou advérbio Adjunto adnominal se liga a substantivo concreto e abstrato. Já o Complemento nominal só se liga a abstrato Adjuntos adnominais estabelecem com o substantivo uma relação de posse ou de agente da ação. Já os Complementos nominais se portam como alvo da ação expressa pelo nome Ex.: A reforma do vizinho não está me deixando mais cochilar à tarde. O termo “do vizinho” está ligado ao substantivo abstrato “reforma” É o vizinho que faz a reforma. Logo, o vizinho é agente da ação expressa pelo nome – no caso, “reformar”. O termo “do vizinho” é, portanto, adjunto adnominal. Ex.: A reforma da praça foi adiada mais uma vez. O termo “da praça” está ligado ao substantivo abstrato “reforma”. É a praça que é reformada. Logo, a praça é alvo da ação expressa pelo nome – no caso, “reformar”. O termo “da praça” é, portanto, complemento nominal Ex.: O acesso do aluno ao site foi bloqueado. Os termos “do aluno” e “ao site” estão ligados ao substantivo abstrato “acesso” São os alunos que acessam. É o site que é acessado. Logo, o aluno é agente da ação expressa pelo nome – no caso, “acessar” e o termo “site” é alvo da ação expressa pelo nome – no caso, “acessar” O termo “do aluno” é, portanto, adjunto adnominal. O termo “ao site” é, portanto, complemento nominal Aposto: o aposto tem por função explicar, esclarecer, resumir, desenvolver ou especificar outro termo da oração Existem vários tipos de aposto, dentre eles, destacam-se: o especificador, o enumerativo, o resumidor/recapitulativo e o explicativo. Aposto Especificador: O aluno Lucas Felcker passou na prova do MP Aluno = Lucas Felcker Dentre todos os alunos, especifica-se um deles: o Lucas Trata-se de um aposto especificador Aposto Enumerativo: Um acidente aconteceu por diversas razões: o piloto não sabia pilotar direito, o mau tempo, a falta de manutenção do automóvel, as condições da pista, etc O aposto, nesse caso, é toda a enumeração de razões pela qual aconteceu o acidente Cuidado ao introduzir um aposto!! Ou se faz o uso de dois pontos ou se faz o uso de algum conector de enumeração Um acidente ocorreu por diversas razões: o piloto não sabia… (CERTO) Um acidente ocorreu por diversas razões, tais como o mau tempo…. (CERTO) Um acidente ocorreu por diversas razões, tais como: o mau tempo… (ERRADO) → aqui há uma redundância. Não precisa dos dois, escolha um! Aposto Resumidor: O piloto não sabia pilotar direito, o mau tempo, a falta de manutenção do automóvel, as condições da pista, tudo isso causou o acidente Tudo isso = aglutina o resto da frase Atenção!! Quando houver aposto resumidor, o verbo concorda com ele. Perceba que o sujeito é toda a frase inicial “o piloto… da pista”. Perceba também que este é um sujeito composto, mas o verbo “causou” fica no singular, pois concorda com o aposto resumidor “tudo isso” Aposto Explicativo: A Comunidade Felcker, a melhor comunidade de estudos, possui excelentes conteúdos O aposto explicativo consiste numa informação adicional referente a um nome. Caracteriza-se por ser isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. Tipos de predicado: o predicado pode ser verbal, nominalou verbo-nominal Predicado verbal: O predicado verbal é aquele cujo núcleo significativo é um verbo nocional. Não há verbos de ligação nem predicativos nesse tipo de predicado Os homens trabalhavam muito. (Núcleo do Predicado: trabalhavam) Chove muito nesta época do ano. (Núcleo do Predicado: chove) Predicado nominal: O predicado nominal é aquele cujo núcleo significativo é um predicativo. Nele há presença de verbo de ligação. Ela é muito bonita. (Verbo de Ligação + Predicativo Núcleo do Predicado) Antônio é um bom aluno. (Verbo de Ligação + Predicativo Núcleo do Predicado) Ele estava triste. (Verbo de Ligação + Predicativo Núcleo do Predicado) Predicado Verbo-nominal: O predicado verbo-nominal é aquele que tem como núcleos significativos um verbo que não seja de ligação e um predicativo. Ex.: O dia amanheceu ensolarado. • Núcleo verbal: amanheceu • Núcleo nominal: ensolarado (predicativo do sujeito) Ex.: Eu estudei preocupado. • Núcleo verbal: estudei • Núcleo nominal: preocupado (predicativo do sujeito) Vocativo: Utilizado para invocar alguém. É um chamamento, direcionado a um interlocutor. Sempre será isolado por vírgulas, esteja onde estiver na oração. Lucas, vem aqui Ajude-me, senhor Meu amigo, será que o senhor poderia levantar Gostou do nosso material? Tenha acesso ao RESUMO COMPLETO através do site clicando na imagem abaixo: https://blackhawkconcursos.com.br/