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Anatomia das vias aéreas condutoras e 
respiratórias superiores e inferiores 
 Trajeto do ar - entra pelo nariz e progride até a 
faringe, alcança a laringe (onde encontra-se a 
epiglote, que veda a laringe), a traqueia, os 
brônquios principais, brônquios lobares, 
brônquios segmentares e bronquíolos que se 
ramificam inúmeras vezes, por várias gerações, 
até o bronquíolo terminal. Após o bronquíolo 
terminal, há os bronquíolos respiratórios, ducto 
alveolar e o alvéolo, estes três são chamados de 
ácino pulmonar. 
 
As vias aéreas condutoras possuem tecido 
elástico, músculo liso e cartilagem, sendo 
protegidas pela esteira mucociliar. Essa barreira 
de defesa é formada por células caliciformes, 
glândulas mucosas e cílios, que transportam 
muco e partículas para a epiglote, onde são 
deglutidas. O aparelho mucociliar remove 
substâncias potencialmente agressivas por meio 
da ação dos cílios, tosse ou espirro. 
O nariz é a primeira estrutura do sistema 
respiratório e tem a função de aquecer, umidificar 
e filtrar o ar. Pacientes intubados perdem essas 
funções, sendo necessário um filtro umidificador. 
Ele é dividido em nariz externo (visível na face) e 
nariz interno (cavidade nasal), que contém 
vibrissas e muco para a filtragem do ar. Sua 
estrutura é composta por ossos (etmoide e vômer) e 
cartilagem. 
 O nariz se comunica com a nasofaringe, conchas 
nasais, ouvidos e seios da face (maxilar, frontal, 
esfenoidal e etmoidal). 
 A faringe é um tubo fibromuscular dividido em 
nasofaringe (conectada ao nariz), orofaringe 
(conectada à boca) e laringofaringe (parte do 
sistema digestório). 
 A laringe tem funções respiratória e fonatória, 
composta por nove cartilagens (epiglótica, 
tireoide, cricoide (ímpares); já as aritenoides, 
corniculadas e cuneiformes ocorrem em pares.), 
destacando-se a epiglote, que evita a 
broncoaspiração. 
 Pacientes intubados têm a epiglote aberta, 
facilitando atelectasia (colapso pulmonar). 
 A glote é a região estreita entre as cordas vocais e 
pode sofrer edema, levando a obstrução das vias 
aéreas, exigindo atendimento médico emergencial. 
 A traqueia é um tubo com anéis cartilaginosos 
em C e fundo fibromuscular. 
 A carina marca a bifurcação dos brônquios 
principais: direito (mais curto e vertical) e 
esquerdo. 
 O brônquio direito é mais propenso a pneumonia 
aspirativa e intubação seletiva. 
 Os brônquios lobares se dividem em três à direita 
e dois à esquerda, seguidos pelos brônquios 
segmentares (10 à direita, 9 à esquerda). 
 À medida que as vias aéreas se ramificam, 
diminuem as células caliciformes, glândulas 
mucoides e cartilagem, enquanto o tecido 
muscular liso e elástico aumenta. 
 Os bronquíolos regulam a resistência das vias 
aéreas e terminam no bronquíolo terminal, seguido 
pelos sacos alveolares e ácinos pulmonares, onde 
ocorrem as trocas gasosas. 
 ventilação colateral é o mecanismo que permite 
a passagem de ar entre diferentes regiões dos 
pulmões sem precisar passar pelas vias aéreas 
principais. Isso ajuda a manter a oxigenação 
mesmo quando há obstruções nos brônquios ou 
bronquíolos. Se desenvolve até os 8 anos de idade. 
Ela ocorre por três tipos de conexões: 
- Poros de Kohn – Conectam alvéolos vizinhos. 
- Canais de Lambert – Ligam bronquíolos 
terminais aos alvéolos. 
- Canais de Martin – Conectam bronquíolos 
entre si. 
 Pulmões: órgãos na caixa torácica, compostos por 
90% ar e 10% tecido. 
 Alvéolos: cerca de 300 milhões, formados por 
pneumócitos tipo I (estrutura) e pneumócitos tipo 
II (produzem surfactante). 
 Pulmão direito: 3 lobos (superior, médio e 
inferior) com fissuras oblíqua e horizontal. 
 Pulmão esquerdo: 2 lobos (superior e inferior) 
com fissura oblíqua. 
 Hilo pulmonar: localizado no mediastino, é a 
entrada de vasos sanguíneos, linfáticos e 
brônquios. 
 Segmentos pulmonares são importantes na 
fisioterapia respiratória, especialmente para 
drenagem postural. 
 
 
Anatomia das pleuras 
- Pleura: saco fibrosseroso que reveste os pulmões, 
permitindo deslizamento, contenção e proteção. 
- Folhetos pleurais: 
 Visceral (interno): aderido ao pulmão. 
 Parietal (externo): aderido ao mediastino, 
diafragma e caixa torácica. 
- Líquido pleural: 5 a 10 ml, produzido e 
reabsorvido pelos capilares pleurais. 
- Inervação: garante sensação dolorosa em doenças 
pleurais. 
- Pressão pleural negativa: média de -5 cmH₂O, 
variando de -2 cmH₂O na base a -10 cmH₂O no 
ápice. 
 
Anatomia da caixa torácica 
Caixa torácica: estrutura óssea que protege os 
pulmões e permite a ventilação. 
Composição: 
 Esterno (anteriormente). 
 12 costelas: 
 7 verdadeiras: articulam-se diretamente ao 
esterno. 
 3 falsas (8ª, 9ª, 10ª): ligam-se indiretamente ao 
esterno. 
 2 flutuantes (11ª e 12ª): sem ligação ao esterno. 
Função: expande na inspiração e retrai na 
expiração. 
 Obliquidade das costelas: permite a movimentação 
em alça de balde e a expansão da caixa torácica 
durante o ciclo respiratório. 
 Função: facilita o movimento e a expansão do tórax 
durante a inspiração. 
 Desenvolvimento infantil: até os 7 anos, as costelas 
são mais horizontais, e o músculo diafragma tem a 
cúpula retificada, dificultando a ventilação, 
especialmente no recém-nascido. 
 
Fisiologia respiratória 
 Ventilação, perfusão e relação ventilação/perfusão 
A ventilação é definida como a renovação cíclica do ar, 
ou seja, é a entrada do ar (inspiração) e a saída 
(expiração). Os volumes e as capacidades pulmonares, 
definidos como a soma de dois ou mais itens, envolvidos 
neste processo são: 
• Volume corrente (VC): volume de ar inspirado ou 
expirado a cada ciclo respiratório. 
• Volume de reserva inspiratório (VRI): máximo 
volume de ar inspirado após uma inspiração basal. 
• Volume de reserva expiratório (VRE): máximo 
volume de ar expirado após uma expiração basal. 
• Volume residual (VR): volume de ar que permanece 
nas vias aéreas após uma expiração forçada. 
• Capacidade inspiratória (CI): soma do volume 
corrente e o volume de reserva inspiratória. 
• Capacidade residual funcional (CRF): volume de ar 
que permanece nas vias aéreas após uma expiração 
normal. É a soma do volume residual mais o volume de 
reserva expiratória. 
• Capacidade vital (CV): é o máximo volume de ar 
inspirado seguido do máximo volume de ar expirado. É a 
soma do volume corrente, volume de reserva inspiratório e 
volume de reserva expiratório. 
• Capacidade pulmonar total (CPT): é a soma de 
todos os volumes pulmonares e é alcançada na inspiração 
máxima. 
 
 
 
 
 Medição dos Volumes Pulmonares: A medição 
é realizada com espirômetro simples ou 
ventilômetro, exceto o volume residual (VR) e a 
capacidade residual funcional (CRF), que 
requerem um pletismógrafo corporal. 
 Volume Minuto (VM): Representa o volume 
de ar inspirado ou expirado a cada minuto, 
calculado por: 
VM:VC x f 
Exemplo: se o Volume Corrente (VC) é 500 ml e a 
frequência respiratória (f) é 12 rpm, o VM será de 
6000 ml (500 ml × 12). 
 Ventilação Alveolar (VA): Refere-se ao 
volume de ar que chega aos pulmões para 
participar da troca gasosa, calculada por: 
VA: (VC – EM) x f 
Exemplo: se o VC é 500 ml, o espaço morto 
anatômico (EM) é 150 ml e f é 12 rpm, a VA será 
4200 ml. 
Espaço Morto Anatômico (EM): Volume de ar 
nas vias aéreas condutoras que não participa da 
troca gasosa. Em adultos, é cerca de 150 ml. 
Espaço Morto Fisiológico: Inclui o ar que alcança 
as vias respiratórias, mas não participa da troca 
gasosa. 
Ventilação e CO2: 
 A ventilação alveolar tem uma relação 
direta com a quantidade de CO2 exalado e 
com a PaCO2 no sangue arterial. Quanto 
maior a ventilação, maior o CO2 exalado e 
menor a PaCO2. 
Hiperventilação: Aumento da ventilação alveolar, 
podendo ser causado por exercício físico ou 
condições patológicas (febre, dor, agitação). Isso 
aumenta o CO2 exalado e diminui a PaCO2. 
 Hipoventilação:Diminuição da ventilação 
alveolar, podendo ser causada por diminuição da 
frequência ou volume corrente, como em sedação, 
lesão medular, fraqueza muscular ou obstrução das 
vias aéreas. Isso diminui o CO2 exalado e aumenta 
a PaCO2, podendo levar a acidose, coma ou morte. 
 Ventilação Não Homogênea: A ventilação não é 
uniforme nos pulmões, variando conforme a 
posição do corpo. Em indivíduos em pé ou 
sentados, a ventilação é maior na base do pulmão 
(região dependente), devido à pressão pleural mais 
negativa no ápice e à ação da gravidade, que 
favorece o aumento da pressão pleural na base. 
 Posicionamento para Reversão de Atelectasia: 
Em casos de atelectasia (colapso alveolar) no 
pulmão direito, o paciente deve ser posicionado em 
decúbito lateral esquerdo, com o lado direito 
(afetado) para cima. Isso ajuda a aumentar a pressão 
alveolar na região superior do pulmão direito, 
favorecendo a abertura dos alvéolos colapsados. 
 Perfusão Pulmonar: O fluxo sanguíneo nos 
capilares pulmonares provém da artéria pulmonar, 
que transporta sangue venoso (rico em CO2 e pobre 
em oxigênio) para as trocas gasosas. 
 
Circulação pulmonar e circulação sistêmica 
Circulação Pulmonar e Sistêmica 
 Circulação pulmonar: baixa pressão (~15 mmHg). 
 Circulação sistêmica: alta pressão (~100 mmHg). 
 A resistência vascular pulmonar é baixa devido a: 
 Maior elasticidade da artéria pulmonar em 
comparação à aorta. 
 Ausência de arteríolas (que aumentariam a 
resistência). 
 Capacidade de distensão e recrutamento dos 
capilares pulmonares. 
 Perfusão Pulmonar 
Não homogênea e varia com a posição corporal. 
Em pé ou sentado: maior perfusão na base. 
Ápice: pressão alveolar (PA) maior que a arterial 
(Pa) → fluxo reduzido. 
Base: pressão arterial (Pa) maior que a alveolar 
(PA) → maior fluxo sanguíneo. 
 Zonas de West 
Zona 1 (ápice): relação V/Q alta (muita ventilação, 
pouca perfusão). 
Zona 2 (terço médio): melhor troca gasosa 
(equilíbrio entre ventilação e perfusão). 
Zona 3 (base): relação V/Q baixa (muita perfusão, 
ventilação relativamente menor). 
 Shunt Fisiológico: Nem todo sangue passa 
pelo pulmão para ser oxigenado. Parte do 
sangue das artérias coronárias e 
brônquicas é misturado diretamente ao 
sangue arterial, reduzindo a oxigenação. 
 Relação Ventilação/Perfusão (V/Q) 
Ventilação e perfusão são maiores na base , mas a 
troca gasosa é melhor no terço médio, pois há uma 
relação mais equilibrada. 
Resultado: menor adição de oxigênio ao sangue 
arterial, gerando uma diferença alvéolo-arterial de 
oxigênio. 
Troca Gasosa e Hipoxemia: Quando a troca gasosa 
não é ideal, ocorre hipoxemia, que é a diminuição da 
PaO2 (pressão arterial de oxigênio). 
 Principais Causas Patológicas da Hipoxemia 
Hipoventilação: Redução da ventilação alveolar, 
diminuindo a renovação de ar. Consequências: 
Diminuição da pressão alveolar e arterial de 
oxigênio (hipoxemia). Aumento da retenção de 
CO₂ (hipercapnia). 
Exemplo: Paciente com fadiga muscular 
respiratória devido ao aumento do trabalho 
respiratório. 
Alteração na Difusão: Dificuldade na passagem de O₂ 
através da membrana alvéolo-capilar. Causas: 
Aumento da espessura da membrana alvéolo-capilar 
(ex.: fibrose pulmonar). Diminuição da área pulmonar 
disponível para troca gasosa. Baixa pressão parcial de 
O₂ em altas altitudes. 
Alteração V/Q do Tipo Shunt (Desvio): Áreas 
pulmonares perfundidas, mas não ventiladas. Exemplo: 
Atelectasia (colapso parcial ou total do pulmão). 
Pneumonia (alvéolos cheios de secreção impedem a 
ventilação). 
Observação: Única causa de hipoxemia que não 
melhora com oxigenoterapia, pois o oxigênio não 
consegue alcançar os alvéolos colapsados. 
Alteração V/Q do Tipo Espaço Morto: Áreas 
pulmonares ventiladas, mas não perfundidas. 
Exemplo: Embolia pulmonar (bloqueio dos capilares 
pulmonares por êmbolos). 
Oxigenoterapia e Hipoxemia 
A maioria das causas de hipoxemia pode ser revertida 
com suplementação de oxigênio (cateter nasal, 
máscaras de O₂). Exceção: O shunt não melhora com 
oxigênio suplementar, pois não há ventilação na área 
afetada. 
Difusão e Transporte de Gases para a Periferia 
A difusão pulmonar é o processo passivo de 
troca de gases entre os alvéolos pulmonares e o sangue 
capilar, seguindo a Lei de Fick. Esse processo ocorre 
sem gasto energético e depende de vários fatores para 
ser eficaz. 
Caminho do Oxigênio na Difusão: Para que o oxigênio 
passe dos alvéolos para o sangue, ele precisa atravessar 
várias barreiras: 
 Surfactante alveolar 
 Epitélio alveolar 
 Espaço intersticial 
 Endotélio vascular 
 Parede da hemácia 
Esse processo ocorre de forma extremamente 
rápida. O sangue atravessa o capilar em 0,75s, e em 
0,25s toda a difusão já aconteceu, demonstrando a 
eficiência desse sistema. Essas informações 
explicam detalhadamente como o oxigênio e o 
dióxido de carbono são transportados no sangue e 
como fatores fisiológicos podem influenciar esse 
processo. Aqui estão alguns pontos-chave: 
Transporte de Oxigênio (O₂) no Sangue 
Ligado à Hemoglobina (Hb) – 98% 
O oxigênio se liga ao ferro da hemoglobina, formando a 
oxi-hemoglobina. Cada molécula de hemoglobina pode 
transportar quatro moléculas de O₂. A SaO₂ (saturação de 
oxigênio) indica a porcentagem de hemoglobina ligada ao 
oxigênio. No sangue arterial saudável, a SaO₂ é cerca de 
98%. 
Dissolvido no Plasma – 2% 
 Uma pequena parte do O₂ circula dissolvida no 
plasma e é representada pela PaO₂ (pressão arterial de 
oxigênio). Normalmente, a PaO₂ varia entre 80 e 100 
mmHg. 
Curva de Dissociação da Hemoglobina 
Mostra a relação entre PaO₂ e SaO₂. Após 60 mmHg de 
PaO₂, a saturação de hemoglobina (SaO₂) atinge um platô, 
indicando que a hemoglobina já está próxima do seu limite 
de carga de oxigênio. Desvio da curva para a direita (Hb 
libera mais O₂): Ocorre em situações como exercício físico, 
febre, acidose, aumento de CO₂. Facilita a entrega de 
oxigênio aos tecidos. 
Transporte de Dióxido de Carbono (CO₂) no Sangue 
Bicarbonato (HCO₃⁻) – 70% O CO₂ reage com a água 
(H₂O) dentro da hemácia, formando ácido carbônico 
(H₂CO₃), que se dissocia em bicarbonato (HCO₃⁻) e H⁺. 
Essa reação é catalisada pela enzima anidrase 
carbônica. 
Ligado à Hemoglobina – 20% O CO₂ se liga à 
hemoglobina formando carboemoglobina. 
Dissolvido no Plasma – 10% Pequena fração do CO₂ 
circula livremente no plasma. Esses mecanismos 
garantem o equilíbrio gasoso necessário para a 
sobrevivência e são ajustados conforme a demanda 
metabólica do organismo. 
AVALIAÇÃO FISIOTERAPEUTICA 
 Identificação do paciente 
Podemos obter, por meio da coleta de dados, as 
informações pessoais do paciente, como: nome, 
idade, gênero, raça, endereço, número do registro 
hospitalar, naturalidade, nacionalidade, além do 
diagnóstico de internação. 
 História da doença atual: informações clínicas 
relevantes que resumem as doenças atuais do 
paciente. 
 História da doença pregressa: doenças e 
cirurgias prévias às quais o paciente foi 
submetido. 
 Antecedente pessoal: comorbidades que o 
paciente possa apresentar, assim como lista de 
 Medicamentos atuais, com prescrição médica. 
 Antecedente familiar: doenças familiares como 
cardiovasculares e oncológicas. 
 Hábitos de vida: como tabagismo e/ou 
alcoolismo. Essa seção deve conter a ocupação 
profissional atual e passada do paciente. 
 
 Avaliação do Nível de Consciência: 
Qualquer rebaixamento do nível de consciência 
aumenta o risco de aspiração e complicações 
pulmonares. Condições como hipoxemia (PaO2 
reduzido) e hipercapnia (PaCO2 aumentado) 
podem alterar o nível de consciência. 
Classificação do nível de consciência: 
 Orientado: Alerta, boa orientação temporal, 
espacial e pessoal. 
 Desorientado/confuso: Falta de orientação em 
tempo, espaço e pessoa. 
 Sonolento: Responde a estímulos verbais ou táteis 
leves. 
 Torporoso:Pouca reação a estímulos, estado 
entre sonolência e coma. 
 Comatoso: Sem reação a estímulos, quadro 
neurológico grave. 
Escala de Glasgow: 
Desenvolvida para traumatismo craniano, 
mas atualmente usada em diversas situações 
clínicas para avaliar profundidade de 
comprometimento neurológico. Escore de 3 a 15, 
onde pontuações menores indicam maior gravidade. 
 
 
 Avaliação do Nível de Consciência de 
Pacientes com Sedação: 
Contexto da sedação: Utilizada em pacientes 
críticos, especialmente sob ventilação mecânica 
invasiva (VMI). Objetivo: Reduzir ansiedade e 
estresse, facilitar os cuidados e promover conforto 
sem causar complicações adicionais. 
Importância na UTI: A sedação facilita os cuidados 
multiprofissionais e melhora a tolerância ao 
tratamento intensivo. 
Escalas de Sedação e Agitação: Desenvolvidas para 
monitorar a profundidade da sedação e quantificar 
níveis de agitação, garantindo o uso adequado de 
sedativos. Essas escalas auxiliam no ajuste de doses 
e na prevenção de complicações relacionadas ao 
excesso ou falta de sedação. 
Escala de sedação e agitação de RASS 
(Richmond Agitation-Sedation Scale) 
Escala de sedação de Ramsay 
 Avaliação hemodinâmica 
Verificamos se o paciente encontra-se estável 
ou instável e se faz uso de drogas vasoativas 
(DVAs). 
A frequência cardíaca (FC) é a quantidade de 
batimentos por minuto. Devem ser avaliados a 
frequência, o ritmo e o pulso periférico. 
- normal no adulto é de 60 a 100 batimentos por 
minuto. 
Causas de taquicardia “ acima de 100 bpm”: febre, 
anemia, medo, ansiedade, exercício, hipotensão 
(pressão arterial baixa), hipoxemia (níveis 
reduzidos de oxigênio no sangue arterial) e o efeito 
de alguns medicamentos. 
Causas de bradicardia “ abaixo de 60”: hipotermia 
(temperatura corpórea abaixo do normal), efeito 
colateral de medicamentos e arritmias cardíacas. 
Pressão arterial (PA) Trata-se da força exercida 
pelo sangue contra a parede das artérias. É 
determinada pela interação da contração do 
ventrículo esquerdo, da resistência vascular 
sistêmica e do volume sanguíneo. 
- Temos a pressão arterial sistólica e a pressão 
arterial diastólica. 
A pressão arterial sistólica é a força máxima 
exercida nas artérias principais durante a contração 
(sístole) do ventrículo esquerdo. A faixa normal em 
um adulto é de 90 a 140 mmHg. 
A pressão arterial diastólica é a força exercida nas 
principais artérias que permanece após o 
relaxamento (diástole) ventricular. O valor de 
referência é de 60 a 90 mmHg. 
 Avaliação do estado geral 
Temperatura corporal 
Resulta do equilíbrio entre o calor produzido 
e aquele gasto pelo organismo. É mantida dentro da 
faixa de 36 0 C a 37,5 0C. 
Febre (hipertermia): é a elevação da temperatura 
corporal e está associada ao aumento do 
metabolismo. 
Hipotermia: temperatura corpórea abaixo do 
normal. Suas causas incluem: exposição prolongada 
ao frio (mais comum), traumatismo craniano, 
acidente vascular encefálico, diminuição da 
atividade da tireoide e infecções graves, como 
sepse. 
Avaliação da coloração da pele 
• Cianose: coloração azulada de pele, ocorre devido 
ao déficit de oxigenação do sangue arterial. Pode 
ser central ou periférica. 
• Cianose central: coloração azulada da mucosa da 
boca, face e tórax. Ocorre por déficit no transporte 
de oxigênio (O2) até os tecidos. 
• Cianose periférica: coloração azulada das 
extremidades por vasoconstrição. Pode ocorrer em 
diversas condições, tais como quando o débito 
cardíaco for baixo ou por exposição ao frio. 
Quando o paciente apresenta cianose, 
descrevemos que ele está cianótico; na ausência de 
cianose, denomina-se acianótico. 
Icterícia: A coloração amarela na pele e nos olhos é 
causada pelo acúmulo de bilirrubina, que é definida 
como uma substância amarela a qual o organismo 
produz quando metaboliza hemácias velhas ou 
danificadas. 
Quando o paciente apresenta icterícia, 
descrevemos que ele está ictérico; na sua ausência, 
denomina-se anictérico. 
Avaliação de edema periférico 
O edema, além de ser um importante sinal 
de insuficiência cardíaca, pode ser encontrado em 
pacientes com administração de altas dosagens de 
esteroides, com baixo nível de albumina (proteína) 
ou função linfática e/ou venosa reduzida. Nos 
pacientes acamados, o edema pode ser 
consequência do mau posicionamento. 
Avaliação respiratória 
Inspeção inicial: Observar a respiração do paciente, 
verificando se está em respiração espontânea ou se 
está utilizando oxigenoterapia. 
Oxigenoterapia: Caso o paciente esteja com 
oxigênio suplementar, é necessário identificar: O 
tipo de dispositivo (cateter nasal, máscara de 
Venturi, tenda de O2). A fração inspirada de 
oxigênio (FIO2) administrada. 
Ventilação mecânica: Se o paciente estiver em 
ventilação mecânica invasiva (VMI) ou não 
invasiva (VNI), deve-se observar: A interface da 
ventilação (máscara, tubo traqueal, traqueostomia). 
As modalidades e os parâmetros 
ventilatórios. Identificação de sintomas 
respiratórios: Avaliar se os sintomas respiratórios 
são relacionados a uma doença pulmonar primária 
ou a uma doença sistêmica que afeta o pulmão. 
Principais sintomas das doenças respiratórias 
Dispneia: é a sensação de falta de ar, 
relatada pelo paciente, que pode ser subjetiva ou 
objetiva. 
Subjetiva: não vem acompanhada de manifestações 
clínicas. 
Objetiva: vem acompanhada de manifestações 
clínicas, como: taquipneia, uso de musculatura 
acessória, tiragens intercostais, batimentos de asa de 
nariz, hipoxemia, cianose, entre outras. 
Tosse: A tosse é um reflexo de proteção que livra 
as vias aéreas de secreções ou corpos estranhos. 
Classificação dos tipos de tosse: 
• eficaz: tosse forte o suficiente para eliminar 
secreções, caso elas existem. 
• ineficaz: tosse fraca, não consegue eliminar 
secreções caso elas estejam presentes. 
• Seca/improdutiva: sem secreção. 
• produtiva: produz secreção. 
Expectoração: Devemos avaliar a quantidade, o 
aspecto, a cor e a frequência da expectoração, pois 
isso pode esclarecer o diagnóstico e a gravidade da 
doença. 
Os tipos de secreção são: 
• Mucoide: muco viscoso e transparente. 
Geralmente caracteriza irritação da árvore 
brônquica. 
• Purulenta: secreção espessa, opaca, tem cor 
amarela ou esverdeada. Característica de infecção. 
• Serosa: espumosa, rósea. Característica de edema 
agudo de pulmão. 
• Escarro hemoptoico: secreção purulenta com 
filamentos ou estrias de sangue. 
• Hemoptise: eliminação de sangue “vivo” pelas 
vias aéreas do paciente. Geralmente ocorre em 
situações de neoplasias pulmonares, tuberculose e 
bronquiectasia. 
Dor torácica: As dores devem ser avaliadas quanto 
à sua localização, intensidade, duração, irradiação, 
qualidade, evolução, fatores desencadeantes, 
agravantes ou de alívio. 
É bom lembrar que o parênquima pulmonar e as 
pequenas vias aéreas não possuem fibras sensitivas 
e dolorosas, portanto, a dor torácica em pacientes 
com doenças respiratórias comumente se origina da 
inflamação pleural, traqueal ou musculoesquelética. 
Tipos de dor 
• Dor pleural: é súbita e em “pontada”, dor 
ventilatório-dependente, ou seja, depende de 
esforço inspiratório para ocorrer. São suas causas: 
derrame pleural, pneumotórax, pneumonia, entre 
outras. 
Observação: 
A pleura parietal é inervada, portanto dói! 
Já a pleura visceral não tem inervação, portanto, o 
paciente não consegue identificar exatamente o 
local da dor quando o acometimento é de 
parênquima pulmonar. Então, a dor será relatada 
como difusa e de difícil identificação. 
• Dor parietal: ocorre por acometimento de 
estruturas da parede torácica, como pele, músculos, 
ossos e nervos. 
• Dor muscular: maior identificação à palpação. 
Ocorre quando um músculo é estirado ou passa por 
estresse. 
• Dor osteoarticular: também pode ocorrer por 
estiramento, excesso de exercícios, doençaosteoarticular e traumas. 
• Dor precordial: dor de forte intensidade, em 
“pontadas” e irradiada, pode estar relacionada ao 
esforço. São suas causas: doenças coronarianas, por 
exemplo, o infarto agudo do miocárdio. 
Frequência respiratória (FR): é a quantidade de 
ciclos respiratórios por minuto. A FR normal em 
um adulto é de 12 a 20 respirações por minuto. Em 
relação à frequência respiratória, seguem algumas 
definições: 
• Eupneia: denominação dada quando a frequência 
respiratória encontra- se normal, ou seja, quando o 
paciente apresenta de 12 a 20 respirações por 
minuto. 
• Taquipneia: definida como frequência respiratória 
maior que vinte respirações por minuto. 
• Bradipneia: definida como frequência respiratória 
menor que dez respirações por minuto. 
• Apneia: ausência de ciclos respiratórios por mais 
de 15 segundos. 
 
Tipo de respiração ou padrão ventilatório 
Em uma respiração normal, os 
compartimentos torácico e abdominal se elevam, 
porém, pode haver um predomínio dessa elevação, 
o que é determinado pelo segmento do tronco que 
predominar durante os movimentos respiratórios. 
Seguem os tipos respiratórios normais: 
• Respiração torácica ou costal: normalmente 
relacionada com a ventilação utilizando os ápices 
pulmonares, ou seja, há predomínio da elevação do 
tórax sobre o abdome, mais comum no sexo 
feminino. 
• Respiração abdominal ou diafragmática: 
ventilação com predomínio da elevação do abdome 
em relação ao tórax durante a inspiração, é mais 
comum no sexo masculino e em crianças. 
• Respiração mista: é quando os dois 
compartimentos (torácico e abdominal) se movem 
com a mesma amplitude, não ocorrendo 
predomínio. 
Tipos de respiração anormais ou patológicos: 
• Respiração paradoxal: trata-se de um tipo de 
respiração patológico, geralmente encontrado em 
pacientes com insuficiência respiratória aguda. 
• Respiração de Cheyne-Stokes: caracteriza-se por 
apneia seguida de incursões inspiratórias profundas, 
com volumes correntes crescentes até atingir 
novamente a apneia. Frequentemente associado a 
pacientes neurológicos, por exemplo, com: 
hipertensão intracraniana, acidentes vasculares 
encefálicos e traumatismos cranioencefálicos. 
 
•Respiração de Biot: seu ritmo é irregular, 
caracterizando uma apneia, seguida de movimentos 
inspiratórios e expiratórios anárquicos quanto à 
amplitude e ao ritmo. Suas causas são as mesmas da 
respiração de Cheyne-Stoke. 
 
• Respiração de Kussmaul: compõe-se de quatro 
fases: 
— Inspirações ruidosas, gradativamente mais 
amplas, alternando com expirações rápidas e de 
pequenas amplitudes. 
— Apneia em inspiração. 
— Expirações ruidosas, gradativamente mais 
profundas, alternando com inspirações rápidas e de 
pequenas amplitudes. 
— Apneia em expiração. 
Causada por acidose, principalmente a diabética. 
 
• Tiragem: durante a inspiração, a musculatura 
intercostal é “sugada” para dentro dos espaços 
intercostais. Ela pode ser difusa ou localizada, isto 
é, supraclavicular, infraclavicular, intercostal, 
epigástrica ou diafragmática. Ocorre em situações 
de aumento da pressão negativa, na cavidade 
pleural, durante a inspiração. É um sinal de 
insuficiência respiratória aguda. 
• Respiração suspirosa: caracterizada por 
movimentos inspiratórios de amplitude crescentes, 
seguidos de expiração breve. Traduz tensão 
emocional ou ansiedade. 
Tipos anormais de tórax 
Deformidades no tórax podem significar 
presença de patologias pulmonares e ósseas. 
• Tórax em tonel: também chamado de tórax em 
barril, enfisematoso, 
globoso, inspiratório ou 
ectásico. Caracteriza-se pelo 
aumento exagerado do 
diâmetro anteroposterior do 
tórax. Esse tórax é 
encontrado na doença 
pulmonar obstrutiva crônica 
(DPOC). 
 
• Tórax infundibuliforme ou pectus 
excavatum: também conhecido como tórax de 
sapateiro. Caracteriza-se por depressão do esterno. 
Geralmente é congênito, mas pode ser adquirido. 
 
• Tórax cariniforme ou pectus carinatum: 
também conhecido como peito de pombo, no qual o 
tórax apresenta 
proeminência do 
esterno, as costelas se 
dispõem retilíneas a 
partir de seus ângulos, 
determinando assim a 
proeminência. Pode ter 
origem congênita ou 
adquirida. 
• Tórax em sino ou cônico: tem como 
característica a parte inferior do tórax 
exageradamente alargada. Ocorre em 
hepatomegalia, esplenomegalia ou ascite volumosa. 
• Tórax cifótico: apresenta uma gibosidade 
formada pela curvatura da coluna dorsal. Pode ter 
origem congênita ou adquirida. 
• Tórax cifoescoliótico: além da cifose, o indivíduo 
apresenta desvio da coluna lateralmente. 
 
Ausculta pulmonar: é um método de exploração 
funcional que tem por objetivo identificar os sons 
fisiológicos e/ou patológicos que ocorrem no 
interior dos pulmões durante a ventilação. 
O tórax deve estar desnudo para que não haja 
interferência de sons extrínsecos e o terapeuta deve 
acoplar o estetoscópio na região a ser examinada e 
evitar receber o ar expirado pelo paciente. 
As regiões da ausculta são: anterior, 
posterior e lateral e sempre de forma comparativa. 
Podemos classificar a ausculta pulmonar em sons 
fisiológicos e sons patológicos. 
• Sons fisiológicos: referem-se ao murmúrio 
vesicular (MV), que é a passagem do ar pelas vias 
aéreas. Em casos patológicos, ele pode estar 
reduzido ou abolido. 
• Sons patológicos: referem-se aos ruídos 
adventícios. Eles não estão presentes em condições 
pulmonares normais, podem ser originados na 
árvore brônquica, nos alvéolos ou no espaço 
pleural. 
 Ruídos adventícios 
• Roncos: ruídos inspiratórios de tonalidade grave e 
encontrados com grande frequência. Indicam 
secreção brônquica em brônquios de grande e 
médio calibre. Seu som lembra um roncar de uma 
pessoa. 
• Sibilos: ruídos de tonalidade aguda, com 
predomínio na expiração. Caracterizam redução da 
luz brônquica por secreção em brônquios de 
pequeno calibre ou broncoespasmo, que é a 
contração da musculatura lisa, reduzindo o calibre 
dos brônquios. Seu som é semelhante a um miado 
de gato, habitualmente referido pelo paciente como 
“chiado” ou “chiadeira”. São mais comuns em 
pacientes com crise asmática. 
• Estertores: são divididos em crepitantes e 
subcrepitantes (bolhosos). 
— Crepitantes: exclusivamente inspiratórios, 
estertores finos, homogêneos, de mesmo timbre e 
intensidade. Resultam de transudato ou exsudato, 
ou seja, líquido não inflamatório ou inflamatório 
intra- alveolar. Frequentemente audíveis no 
edema agudo de pulmão e pneumonia. O som 
assemelha-se com o atritar de uma mecha de cabelo. 
— Subcrepitantes ou bolhosos: são ruídos mais 
grossos, que se assemelham ao rompimento de 
bolhas. Audíveis tanto na inspiração como na 
expiração. Resultam da mobilização de qualquer 
líquido presente em brônquios de médio e pequeno 
calibre. Ocorrem com maior frequência em edema 
agudo de pulmão, pneumonia e doença pulmonar 
obstrutiva crônica. 
• Cornagem: indica estreitamento de vias aéreas 
superiores. Som de grande intensidade, podendo ser 
audível sem o estetoscópio. Habitualmente ocorre 
em edema de glote, aspiração de corpo estranho e 
paralisia de cordas vocais. 
• Atrito pleural: pode ser ouvido e palpado tanto 
na inspiração quanto na expiração. Ocorre quando a 
integridade das pleuras parietal e visceral é 
acometida por alguma patologia que as deixem 
“ásperas”, como inflamação, infecção ou neoplasia. 
Em geral as pleuras parietal e visceral deslizam 
silenciosamente. 
Expansibilidade torácica 
Normalmente a parede torácica se expande 
de modo simétrico durante a inspiração profunda. É 
avaliada com o objetivo de verificar a expansão 
pulmonar e possíveis assimetrias entre os hemitórax 
direito e esquerdo. 
O procedimento consiste em colocar as 
mãos sobre o tórax, na borda inferior das últimas 
costelas, solicitando ao paciente que realize 
inspirações profundas.Redução bilateral na expansão do tórax são 
ocasionadas por doenças que afetam ambos os 
pulmões, como, por exemplo, em doenças 
neuromusculares ou doença pulmonar obstrutiva 
crônica (DPOC). 
Doenças respiratórias que diminuem a 
expansão de um pulmão, como atelectasia, derrame 
pleural, pneumotórax, provocam redução unilateral 
da expansão torácica. 
 
Frêmito toracovocal (FTV) 
Corresponde às vibrações das cordas vocais 
transmitidas à parede torácica. Para que possamos 
sentir essa vibração, devemos pronunciar palavras 
ricas em consoantes como o “trinta e três”. É 
avaliado com a mão do terapeuta sobre o tórax do 
paciente. 
• FTV normal: é mais nítido nos ápices do que nas 
bases pulmonares. 
• FTV diminuído: em situações que “afastem” o 
parênquima pulmonar da caixa torácica. Por 
exemplo: derrame pleural, pneumotórax. 
• FTV aumentado: situações que possam propagar o 
som até a região a ser examinada. Por exemplo: 
condensações pulmonares (pneumonias), desde que 
os brônquios estejam pérvios, pois a vibração. Não 
é transmitida pelo brônquio obstruído. 
Percussão torácica 
Devemos percutir o tórax de maneira 
simétrica e comparativa. A forma mais comum de 
realizar a percussão é apoiar suavemente umas das 
mãos do examinador no tórax do paciente com os 
dedos ligeiramente afastados. Com a outra mão, 
deve-se utilizar o terceiro dedo para percutir, sendo 
que a mão que percute deve ser a mais hábil. 
 
Podemos encontrar quatro sons na percussão 
torácica: 
• Som claro atimpânico: sonoridade pulmonar 
normal. 
• Som timpânico: som obtido quando existe uma 
quantidade de ar aumentada no parênquima 
pulmonar ou na caixa torácica. Por exemplo: 
enfisema pulmonar, crise aguda de asma e 
pneumotórax. 
• Som submaciço: som obtido quando se percute 
parênquima pulmonar com densidade aumentada e 
com diminuição da quantidade de ar devido aos 
espaços alveolares estarem preenchidos por líquido 
inflamatório ou sangue. Por exemplo: pneumonia e 
lesões tumorais periféricas. 
• Maciço: som obtido quando existe líquido entre a 
parede torácica e o parênquima pulmonar. Por 
exemplo: derrame pleural.

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