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AGENDA 2025: Os desafios que o Brasil enfrentará para a COP30 transformar o planeta
V
ID
I 
N
o 28
Tercio B
orlenghi Jr.
VIDI 28 | Ano 04 
TERCIO 
BORLENGHI JR.
 “Os recursos 
naturais são finitos 
e essa é a única 
alternativa que existe 
para que os nossos 
netos e demais 
descendentes 
tenham um planeta 
para viver”
Presidente do Grupo Ambipar
 “Os recursos 
naturais são finitos 
e essa é a única 
alternativa que existe 
para que os nossos 
netos e demais 
descendentes 
tenham um planeta 
para viver”
www.forummulher.com.br
24 a 29 de julho de 2025
SAVE THE DATE!
Iniciativa e Realização Apoio Agência Oficial
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Editora-Chefe
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Conselho Editorial
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Patrícia Iglecias, Agostinho Turbian, Thiago Turbian, Jose Renato Nalini, Elmano Nigri, Mauricio Eugenio, Luiz Flávio Borges D’Urso, 
José De Podestá, Mario Garnero, Thyrso Meirelles, Bruno F. Gonçalves e Paulo Dimas de Bellis Mascaretti
Editor de Projetos Especiais
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Direção de Arte
Purim Comunicação Visual
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Disponível na Disponível na
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reciclar
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Tathiana Hardt Souto Turbian | tathiana@editorai.com.br
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Tathiana Hardt 
Souto Turbian 
Membros do Conselho 
Alessandra Mendes, Viviane Mansi, Liane Butin, 
Daiane Lima, Gabriela Cardoso, Carolina Lamaita, 
Viviane Brasil, Daniela Lacerda e Mary Elbe Queiroz 
Conselheira Internacional 
Mateja Kracun, 
Embaixadora da Eslovenia 
no Brasil
Av. Angélica, 688, conj. 704 - São Paulo - SP - Brasil - Atlanta Business Tower - 01228-000 | +55 11 3663.2242
Sumário
TERCIO BORLENGHI JR.,
presidente da Ambipar
Green 
Pages
26
Tathiana Hardt Souto Turbian
Editorial22
Embaixadores 
Estrangeiros e a COP30
Mundo52
Mercedes-Benz e seu objetivo 
de promover o desenvolvimento 
sustentável na produção 
de alumínio na região da 
floresta Amazônica
Case de Sucesso58 Belém do Sabor, da Brasilidade 
e da COP30
Turismo64
Brazil Economy: portal de 
informações estratégicas para 
tomadas de decisão
Empreendedorismo74
Duarte Nogueira lança 
livro sobre os oitos anos na 
Prefeitura de Ribeirão Preto
Cultura80
Cientistas, empresários 
e políticos criam movimento 
de apoio à COP30
COP3046
Nas entrelinhas88
Bruna Magatti
Mensagem 
para o planeta24
Apesar de um bom 
desempenho na COP29 em Baku, 
o Brasil enfrentará grandes desafios 
para fazer com que a COP30 seja 
transformadora para o planeta
Brasil38
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ÃO
22 VIDI
Editorial
altam dez meses da COP-
30, evento mundial es-
petacular que discutirá 
temas da maior impor-
tância para o futuro do 
planeta, de sistemas de 
produção, transição ener-
gética, mercado de carbono, mudanças 
climáticas e financiamento para a sus-
tentabilidade, entre outros. O evento 
F
Agora é a 
nossa vez!
no Pará, será uma grande oportunida-
de para o Brasil tomar as rédeas como 
protagonista, visto que somos pioneiros 
na matriz energética renovável e a sus-
tentabilidade na produção agropecuária 
com tecnologias inovadoras. Mas não é 
tão simples. A COP29 de Baku não trou-
xe os bons resultados esperados e as 
conversas ainda continuam a passos len-
tos. A primeira edição da VIDI de 2025 
traz uma série especial que será publi-
cada até novembro, quando ocorrerá 
a COP30. Nesta edição, a advogada e 
especialista em meio ambiente, Patrí-
cia Iglecias, trouxe sua experiência 
em Baku e suas impressões sobre o 
que o Pará precisará para mudar o 
jogo. E está claro: o Brasil precisa 
coordenar essa agenda mundial. É 
fundamental que as instituições re-
presentativas de todos os setores 
econômicos e sociais se articulem 
para que a agenda seja única e 
construtiva, não admitindo diferen-
ças ou conflitos de nenhum tipo ou o 
pior: brasileiros falando mal do Bra-
sil. Agora precisamos nos unir, 
como se tivéssemos ganhado o 
Globo de Ouro. Se der certo, 
o prêmio será melhor ainda. 
Um planeta limpo.
TATHIANA HARDT 
SOUTO TURBIAN 
Publisher VIDI 
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PR
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 F
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IK
24 VIDI
esta nova edição da 
VIDI, o presidente do 
Grupo Ambipar traz 
uma frase tão simples 
que choca com a pró-
pria simplicidade dela: 
“Não existe planeta B, 
vamos cuidar do planeta A!”. Logo aos 
19 anos de idade, onde nem sonhavam 
com o conceito de ESG e sustentabilida-
de, Tercio Borlenghi Jr. já havia entendi-
do que valorizar resíduos e reintegrá-los 
na economia era o futuro e que apoiar 
a jornada das organizações em prol da 
sustentabilidade, da economia circular 
e da redução de emissões de gases do 
efeito estufa poderia ser um excelente 
negócio. Foi com este pensamento pio-
Mensagem para o planeta
N
O que vamos 
deixar para as 
próximas gerações?
neiro que hoje, a Ambipar está entre os 
líderes do caminho para um planeta me-
lhor. O compromisso é simples: ajudar 
outras empresas a cuidarem do plane-
ta, aliando meio ambiente e desenvolvi-
mento econômico. Mas a tarefa é com-
plexa, sendo executada a décadas.
A primeira edição de 2025 da VIDI traz, 
páginas da Green Pages, a trajetória de 
Tercio e como a Ambipar está preparan-
do o futuro para as próximas gerações. 
A nova editoria especial sobre a COP30 
traz as novidades do evento que trará o 
Brasil como protagonista, o Pará como 
o destino da vez e a Mercedes Benz na 
case de sucesso! Confira nossas redes 
sociais (@mundovidi) e vamos juntos na 
transformação do planeta.
BRUNA MAGATTI 
Editora-Chefe 
da Revista VIDI 
PR
EM
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M
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RE
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A
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SO
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REALIZAÇÃO MEDIA PARTNERS
Content and Information for Leaders
Content and Information for Leaders
OFERECIMENTO
SAVETHEDATE
20/05/2025
 ESPECIAL MEDIA PARTNER
Os desafios da sustentabilidade: 
mudança cultural, investimentos, 
regulamentação e engajamento 
de stakeholders
PARCERIA SOCIAL
26 VIDI
Por Bruna Magatti Marques
“Entendemos que o 
reaproveitamento dos 
resíduos contribui para a
circularidade da economia, 
o que representa 
o futuro da indústria”
ercio Borlenghi Jr. é um 
empresário brasileiro que 
tem como missão de vida 
tornar o mundo mais sus-
tentável. Aos 19 anos, 
quando começou a traba-
lhar com gestão de resí-
duos, enxergou que boa parte de tudo que 
era descartado poderia ser reaproveitado. 
Foi do seu espírito empreendedor e do 
olhar atento ao potencial do cuidado com 
o meio ambiente que surgiu a ideia de 
criar, em 1995, a Ambitec,escola Domingos Canesin
pe, um projeto apresentado, compro-
missos assumidos, uma equipe técnica 
e eu tinha que fazer funcionar: pagar 
conta, pagar dívidas bilionárias e fazer 
entregas. O que a gente fez? Adotamos 
alguns segredinhos, que são de fácil 
compreensão. Os cinco P’s. Primeiro P 
é priorizar. Não dá para fazer tudo de 
82 VIDI
uma vez, você tem que escolher o que 
tem que ser feito antes, para depois en-
tregar e depois vir o que pode ser feito 
depois. Segundo P é planejar. Você reú-
ne todos os elementos necessários para 
entrega de compromissos, seja na área 
social, na área de infraestrutura, segu-
rança, mobilidade urbana, saneamento 
básico, destinação final dos resíduos, da 
melhor maneira entre o uso de recursos 
humanos financeiros, insumos e um ati-
vo importantíssimo na administração pú-
blica que é o ativo tempo. Porque você só 
tem quatro anos para cumprir com tudo 
aquilo que você disse que ia fazer. O ter-
ceiro P é propagar, que é o que eu estou 
fazendo aqui com você. O prefeito da ci-
dade tem que ser o Silvio Santos do mu-
nicípio. Ele está o tempo todo convidando 
as pessoas, informando as pessoas para 
que elas trabalhem favoravelmente para 
que as coisas deem certo e elas possam 
desfrutar do resultado dessas conquis-
tas. O quarto P é persistir. Não descansar. 
Não vai ter nada que vai impedir você de 
buscar aquele seu objetivo. Não pode ter 
cansaço, pois problemas vão ser encon-
trados no meio do caminho e você tem 
que buscar a solução e o resultado. E o 
quinto P é perenizar. A sociedade fez uma 
repactuação de uma política pública que 
ela entendeu ser o melhor caminho, nor-
matizando isso. Essa foi uma mecânica 
de metodologia que a gente utilizou. E 
além disso, obviamente, fomos buscar 
os elementos das cidades inteligentes”.
Nogueira também explicou a cronolo-
gia dos livros lançados:
Cultura
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Concretagem Viaduto Thomaz Brasil
www.thewinners.com.brTV GCSM
The Winners - 
Prime Leaders Magazine @revistathewinners
GOLDEN PAGES
A Golden Pages by The Winners foi criada com base na The Winners Prime Leaders 
Magazine. Por meio dela é possível pulverizar não apenas a personalidade de líderes 
e gestores que fazem a diferença no Brasil e no mundo, mas ações, realizações, ideais 
que podem contribuir no desenvolvimento da sociedade e servir de inspiração.
Fale com nossa equipe 
Estamos prontos para desenvolver a sua edição especial! 
comercial@editorai.com.br
VOCÊ EM DESTAQUE!
84 VIDI
Cultura
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“O primeiro livro, que é ‘Vida e Obra 
de um Líder’, foi feito na emoção e no 
carinho, que foi quando eu produzi 
a biografia do meu pai. A minha mãe 
havia falecido em 2015 e o lancei em 
fevereiro de 2019. O segundo livro já 
foi mais na razão e na responsabilida-
de, ao contar como vencemos a elei-
ção de 2016, montando o governo de 
transição e como nós transformamos 
a cidade de Ribeirão Preta de cidade 
quebrada e totalmente com baixo esti-
ma nas páginas policiais, em uma cida-
de mais próspera e que se desenvolve 
buscando a sustentabilidade e sobretu-
do, a qualidade de vida dos seus cida-
dãos. E estou lançando agora o último 
livro, que segue essa linha de desafios 
e soluções, o ‘Reconstruindo o Futuro’, 
que mostra como reconstruímos a ci-
dade nesses oito anos, através de uma 
grande equipe, conversando com a so-
ciedade, enfrentando desafios, algumas 
incompreensões, mas sempre na linha 
de procurar agir com a mais extrema 
prudência. Fazer a coisa certa do jeito 
certo, na hora certa”.
Confira a entrevista completa: 
Content and Information for Leaders
CONFIRA AS EDIÇÕES DA ECONOMY&LAW
no aplicativo da The Winners Prime Leaders Magazine 
(Apple Store para IOS e Google Play para Android) e nas principais bancas digitais
Disponível na Disponível na
88 VIDI
• A temperatura média global do planeta 
em 2024 ultrapassou pela primeira vez 
a marca de 1.5°C, comparado aos níveis 
pré-industriais, ao longo de 11 meses. A 
temperatura média global ficou 1.6°C mais 
quente, comparado ao período de 1850-
1900. Estamos falando de ‘alertas’ que a 
ciência está emitindo há muito tempo
O Papa Francisco nomeou a 
primeira mulher para liderança de 
um departamento importante do 
Vaticano: a irmã italiana Simona 
Brambilla, 59 anos, vai dirigir 
o Dicastério do Vaticano para os 
Institutos de Vida Consagrada e 
Sociedades de Vida Apostólica
Três companhias brasileiras 
aparecem entre as cem empresas 
mais sustentáveis do mundo, de 
acordo com a Corporate Knights: 
Banco do Brasil (17), Engie 
Energia (21) e Telefônica (74). 
Acesse a lista:
2024
AMÉM!
RANKING
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Por VIDI
Nas entrelinhas
• Em 2024, desastres climáticos relacionados à água causaram a morte de 
mais de 8.700 pessoas, o deslocamento de 40 milhões e danos econômicos 
acima dos US$ 550 bilhões
CONFIRA AS EDIÇÕES DA THE WINNERS
nas principais bancas digitais
90 VIDI
Nas entrelinhas
SOBE E DESCE
Na contramão do Vale do Silício, 
a fabricante do iPhone defende 
publicamente a manutenção de 
seus programas de diversidade, 
desafiando acionistas que pedem 
o fim das iniciativas de inclusão. 
“A proposta é desnecessária, já 
que a Apple tem um programa de 
compliance bem estabelecido”, 
afirmou o conselho da empresa
APPLE
A empresa alterou a política contra 
discurso de ódio em posts no 
Instagram, Facebook e Threads, 
passando a permitir que termos 
referentes a doenças mentais 
sejam associados a gênero ou 
orientação sexual, anunciando 
também o fim da checagem de 
fatos nas plataforma
META
Os maiores bancos dos Estados 
Unidos estão deixando as principais 
coalizões climáticas do setor bancário 
do mundo, atraindo o desprezo 
de ativistas que temem que a 
indústria financeira esteja perdendo 
o que pareceu ser determinação 
de tomar medidas de redução de 
crédito para projetos envolvendo 
combustíveis fósseis
BANCOS DE WALL STREET
Com a meta de restaurar até 
35 mil hectares em sete anos, a 
iniciativa Floresta Viva recebeu 
um investimento de R$ 10 milhões 
do BNDES e da Heineken para 
realizar uma primeira ação de 
reflorestamento na Caatinga
BNDES X HEINEKEN
O Departamento do Trabalho 
dos EUA disse que firmou 
um acordo com a JBS USA 
(unidade norte-americana da 
JBS SA do Brasil) pelo qual a 
empresa fornecerá 4 milhões de 
dólares para ajudar indivíduos e 
comunidades afetados por práticas 
ilegais de trabalho infantil
JBS
Depois de um ano marcado pela 
tragédia climática no Rio Grande do 
Sul, queimadas recordes no Pantanal 
e seca histórica na Amazônia, o 
governo federal decidiu reduzir o 
orçamento usado para gerenciar e 
reduzir riscos de desastres ambientais
GOVERNO FEDERAL CONFIRA AS EDIÇÕES DA VIDI
nas principais bancas digitais
90 VIDI
Nas entrelinhas
SOBE E DESCE
Na contramão do Vale do Silício, 
a fabricante do iPhone defende 
publicamente a manutenção de 
seus programas de diversidade, 
desafiando acionistas que pedem 
o fim das iniciativas de inclusão. 
“A proposta é desnecessária, já 
que a Apple tem um programa de 
compliance bem estabelecido”, 
afirmou o conselho da empresa
APPLE
A empresa alterou a política contra 
discurso de ódio em posts no 
Instagram, Facebook e Threads, 
passando a permitir que termos 
referentes a doenças mentais 
sejam associados a gênero ou 
orientação sexual, anunciando 
também o fim da checagem de 
fatos nas plataforma
META
Os maiores bancos dos Estados 
Unidos estão deixando as principais 
coalizões climáticas do setor bancário 
do mundo, atraindo o desprezo 
de ativistas que temem que a 
indústria financeira esteja perdendo 
o que pareceu ser determinação 
de tomar medidas de redução de 
crédito para projetos envolvendo 
combustíveis fósseis
BANCOS DE WALL STREET
Com a meta de restaurar até 
35 mil hectares em sete anos, a 
iniciativa Floresta Viva recebeu 
um investimento de R$ 10 milhões 
do BNDES e da Heineken para 
realizar uma primeira ação dereflorestamento na Caatinga
BNDES X HEINEKEN
O Departamento do Trabalho 
dos EUA disse que firmou 
um acordo com a JBS USA 
(unidade norte-americana da 
JBS SA do Brasil) pelo qual a 
empresa fornecerá 4 milhões de 
dólares para ajudar indivíduos e 
comunidades afetados por práticas 
ilegais de trabalho infantil
JBS
Depois de um ano marcado pela 
tragédia climática no Rio Grande do 
Sul, queimadas recordes no Pantanal 
e seca histórica na Amazônia, o 
governo federal decidiu reduzir o 
orçamento usado para gerenciar e 
reduzir riscos de desastres ambientais
GOVERNO FEDERAL CONFIRA AS EDIÇÕES DA VIDI
nas principais bancas digitaisque nasceu 
O presidente do Grupo Ambipar, TERCIO BORLENGHI JR., 
traz sua trajetória e os desafios de transformar uma empresa 
criada em 1995, em um grande Grupo que atualmente é líder 
na conciliação do mercado e a indústria com a sustentabilidade 
Green Pages
T
26 VIDI
num momento no qual a pauta ambien-
tal ainda engatinhava e a agenda ESG 
nem tinha essa nomenclatura. Foi essa 
visão de mundo que deu origem ao ne-
gócio que se transformou no que é hoje 
a Ambipar. À época, o conceito de cir-
cularidade já existia na cabeça do em-
preendedor. Isso aconteceu antes mes-
mo do termo Economia Circular ganhar 
notoriedade no Brasil. Tercio entendeu 
que valorizar resíduos e reintegrá-los 
na economia era o futuro e que apoiar 
a jornada das organizações em prol da 
VIDI 27 
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28 VIDI
Green Pages
sustentabilidade, da economia circular 
e da redução de emissões de gases do 
efeito estufa poderia ser um excelente 
negócio. E assim nasceu a Ambipar. Uma 
empresa que reflete a visão empreen-
dedora e o compromisso de seu funda-
dor com os seguintes pilares: não existe 
planeta B; quando o tema é meio am-
biente, a maior responsabilidade, tanto 
da sociedade civil como das empresas, 
é preservá-lo para as futuras gerações. 
Atualmente, a companhia possui duas 
verticais de negócio, a Ambipar Respon-
se, que atua em emergências ambien-
tais e climáticas, e a Ambipar Environ-
ment, focada em soluções ambientais
Com ajuda de tecnologia e auxiliada 
por um Centro de Pesquisa, Desenvol-
vimento e Inovação, a Ambipar hoje é 
uma multinacional brasileira, líder glo-
bal em soluções ambientais, com atua-
ção em 41 países, em seis continentes, 
com 23 mil colaboradores e detentora 
de 25 patentes de soluções ambientais 
que auxiliam outras empresas a serem 
mais sustentáveis. Conta com equipes 
de biólogos, oceanógrafos, geólogos, 
geógrafos e engenheiros e oferece ser-
viços de reabilitação de fauna e flora, 
licenciamento, auditoria e diligência am-
biental, remediação de solo, estudos de 
risco, elaboração e execução de progra-
mas de monitoramento ambiental e ge-
ociências. O portfólio também inclui os 
planos de resposta à emergência, para 
evitar contaminações e mitigar impactos 
ambientais. As soluções desenvolvidas 
pela empresa são complementares e 
envolvem a gestão e a valorização de 
resíduos, a descarbonização, a econo-
mia circular e a consultoria em ESG. 
Entre as tecnologias de coleta de resí-
duos pós-consumo estão máquinas que 
entregam soluções para o recolhimento 
de embalagens para a reciclagem, com 
a possibilidade de gerar descontos aos 
usuários. A empresa desenvolve ain-
da parceria com cooperativas de reci-
clagem, em projetos que possuem um 
forte impacto social e oferece serviços 
de apoio para empresas, pessoas e en-
tidades diante do desafio de compensar 
as emissões de gases de efeito estufa. 
Na frente de combate às mudanças cli-
máticas, a empresa gera créditos de 
carbono em projetos de conservação 
florestal, Redução de Emissões prove-
nientes de Desmatamento e Degrada-
ção Florestal (REDD+) e restauração 
florestal Afforestation, Reforestation e 
Revegetation (ARR).
28 VIDI
Temos como 
compromisso 
ajudar outras 
empresas a 
cuidarem do planeta,
aliando meio 
ambiente e 
desenvolvimento 
econômico
VIDI 29 VIDI 29 
Atualmente, a Ambipar possui pro-
jetos de conservação e restauração de 
florestas que contribuem para a recu-
peração do solo, preservação dos re-
cursos hídricos, desenvolvimento da 
fauna e flora local. Seu portfólio conta 
com projetos dedicados à preservação 
de mais de 2,5 milhões de hectares na 
Amazônia, com potencial de geração 5 
milhões de toneladas de crédito de car-
bono por ano. Com isso, a empresa via-
biliza programas criados para minimizar 
os impactos gerados pelas mudanças 
climáticas e atua, por meio da Ambify, 
uma plataforma de tokens que simpli-
fica projetos de neutralização e a redu-
ção de pegada de carbono de clientes e 
parceiros. A expansão dos negócios para 
a criação de uma plataforma completa 
de soluções ambientais foi impulsiona-
da a partir dos processos de abertura de 
capital. Em 2020, a companhia estreou 
na B3, no Brasil, e em 2021, a Ambipar 
Response fez o mesmo na Bolsa de Valo-
res de Nova York, a Nyse. Após os IPOs, 
foram realizadas diversas aquisições que 
transformaram a Ambipar na empresa 
que é hoje. Como resultado, a compa-
nhia subiu 147 posições no ranking Valor 
1000, além de, em 2024, ser reconheci-
G
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IL
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ER
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LI
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A
30 VIDI
Green Pages
30 VIDI
da como ação verde (green equity) pela 
B3 e certificada pela Standard & Poors, 
sendo a primeira empresa privada da 
América Latina a obter tal certificação. O 
reconhecimento veio após a companhia 
comprovar que mais de 50% das suas re-
ceitas advêm de negócios sustentáveis, 
além de operar com menos de 5% do fa-
turamento proveniente de combustíveis 
fósseis. A empresa também foi eleita por 
quatro vezes a melhor desenvolvedo-
ra de projetos florestais do mundo pelo 
Green Project Awards, prêmio interna-
cional que reconhece produtos e servi-
ços sustentáveis. Para conduzir todo o 
processo de integração das aquisições, 
em junho de 2023, Tercio, que estava 
na presidência do Conselho, retornou 
para o cargo de diretor-presidente da 
companhia. Sua liderança trouxe mais 
confiança e segurança aos investidores 
no futuro da companhia e um grande 
crescimento da empresa. Isso resultou, 
também, da expansão das atenções do 
mercado para o tema sustentabilidade 
— e apoiado pela expertise desenvolvi-
D
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ÃO
André Passos Cordeiro e Tercio, firmando a parceria entre Abiquim e Ambipar
VIDI 31 VIDI 31 
da pela Ambipar em diversos segmentos 
e sua capacidade de oferecer serviços e 
produtos completos voltados à gestão 
ambiental, incluindo economia circular, 
regeneração, transição energética, des-
carbonização, prevenção, gestão e res-
posta a emergências e crises climáticas.
Nas próximas páginas, Tércio fala 
sobre sua trajetória e os desafios da 
Ambipar em controlar os números do 
mercado e ser líder no caminho da sus-
tentabilidade rumo ao futuro, ao mesmo 
tempo. Confira!
VIDI – Você fundou a Ambipar em 
1995, um momento onde a pauta am-
biental não era tão valorizada quanto 
atualmente. Como surgiu a ideia inicial 
e como foi esse processo?
Tercio Borlenghi Jr. – Aos 19 anos eu co-
mecei a atuar com gestão de resíduos. 
Olhando todo aquele material, percebi 
que boa parte de tudo que era descartado 
poderia ser reaproveitado. Foi então que 
em 1995 fundei a Ambipar, uma empre-
sa para valorizar os resíduos descartados 
com foco na descarbonização e na eco-
nomia circular. Em 2008, criei a empresa 
que se tornou a Ambipar Response, para 
atendimento de emergências climáticas e 
ambientais. Desse modo criei um ecos-
sistema visando sempre a proteção do 
Planeta e da sociedade.
VIDI – Em 2023 você voltou ao comando 
da empresa, em um momento em que a 
Ambipar enfrentava o desafio de reener-
gizar seu ritmo de crescimento. Após 
mais de um ano, como você enxerga o 
cenário da companhia no mercado?
TBJr. – A Ambipar está colhendo os 
frutos do período pós abertura de capi-
tal e de todos esses 30 anos de história, 
completados este ano. Aumentamos de 
tamanho e agora, estamos em processo 
de integração das empresas que adquiri-
mos após os IPOs. Ampliamos o nosso le-
que de atuação dentro das soluções am-
bientais, desenvolvendo uma plataforma 
de serviços no formato one stop shop, 
ou seja, capaz de atender praticamente 
todas as demandas de sustentabilidade 
e responsabilidade ambiental dos nos-
sos clientes. Em 2024, fechamos muitas 
parcerias com empresas, associações e 
instituições comprometidas com a sus-
tentabilidade, com o estabelecimento de 
metas internas, redefinimos as nossas 
prioridades e expandimos a nossa atu-
ação para 41 países, em 6 continentes. 
Com isso, vejo a Ambipar cada vez mais 
assumindo o seu papelde liderança glo-
bal na oferta de soluções ambientais.
É responsabilidade 
da nossa geração 
começar a 
compensar e 
 mitigar todo 
o impacto 
ambiental gerado 
até agora
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VIDI – A Ambipar é líder em gestão am-
biental e constantemente anuncia no-
vos projetos e iniciativas voltadas para a 
sustentabilidade no Brasil todo. Dentro 
de um cenário atual, onde as empresas 
começam a se movimentar para trazer o 
ESG em suas políticas e se aproximar de 
seus consumidores que se preocupam 
cada vez mais com a questão, quais são 
os desafios em ser o fundador e CEO de 
uma empresa que respira a pauta?
TBJr. – Temos como compromisso 
ajudar outras empresas a cuidarem do 
planeta, aliando meio ambiente e desen-
volvimento econômico. Aqui, entendemos 
que o reaproveitamento dos resíduos con-
tribui para a circularidade da economia, o 
que representa o futuro da indústria. Os 
recursos naturais são finitos e essa é a 
única alternativa que existe para que os 
nossos netos e demais descendentes te-
nham um planeta para viver. É respon-
sabilidade da nossa geração começar a 
compensar e mitigar todo o impacto am-
biental gerado até agora. As mudanças 
climáticas estão aí. É cada vez maior a 
recorrência de secas extremas e enchen-
tes que afetam a produção de alimentos e 
colocam em risco a existência de diversas 
espécies de animais e até a segurança fí-
sica e alimentar das pessoas. O planeta é 
um só. Se não cuidarmos dele, estamos 
colocando em risco a nossa própria sobre-
vivência como seres humanos. 
VIDI – Durante o Climate Week 2024, 
em Nova York, a Ambipar anunciou o 
serviço “Net Zero as a Service”, uma 
solução desenvolvida em parceria com 
a SAP, que tem como objetivo apoiar 
empresas na gestão de suas emissões 
de carbono e na busca pela neutralida-
de. Também foi anunciada a parceria 
com a Dow Química para expandir a 
oferta de resina feita 100% de material 
reciclado. Poderia nos contar mais so-
bre essas novidades?
TBJr. – Por meio da parceria firmada 
entre a Ambipar e SAP oferecemos aos 
clientes o serviço ‘Net Zero as a Service’, 
em apoio ao combate às mudanças cli-
máticas. O serviço combina as robustas 
soluções em nuvem da SAP, que incluem 
o SAP Sustainability Footprint Manage-
ment, SAP Green Token, SAP Sustaina-
bility Data Exchange and SAP Sustaina-
bility Control Tower, associados à nossa 
Acordo SAP e Ambipar: Pedro Correa 
e Tercio Borlenghi Junior
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VIDI 33 VIDI 33 
expertise na geração e comercialização 
de créditos de carbono. Com isso, a Am-
bipar ajuda os clientes da SAP a geren-
ciar e compensar emissões de carbono 
de forma integrada. Isso é possível a 
partir de uma plataforma que foi desen-
volvida pelas equipes da SAP e da Ambi-
par na América Latina. A ferramenta for-
nece aos clientes globais soluções para 
toda a jornada de descarbonização, po-
dendo neutralizar emissões adquirindo 
créditos de carbono internacionalmente 
certificados por meio da plataforma de 
tecnologia da Ambipar, a Ambify. Já a 
Dow tem um forte compromisso com a 
Economia Circular, o que é um desafio 
para a indústria química. Por isso, a em-
presa buscou a Ambipar para cooperar 
com ela na coleta de material reciclável 
e no desenvolvimento de tecnologias 
capazes de transformar os diversos re-
síduos plásticos em novas resinas. Essa 
parceria envolve tanto as unidades de 
negócio de gestão de resíduos e indús-
trias da Ambipar, quanto os centros de P, 
D&I de ambas as empresas.
VIDI – O mercado de carbono foi apro-
vado no Brasil ao mesmo tempo que 
o acordo para a pauta foi aprovado na 
COP 29, em novembro, sob críticas dos 
especialistas que acreditam na falta de 
debate para instaurar o mercado regu-
lado. Qual sua opinião sobre o panora-
ma do mercado de carbono no Brasil e 
no mundo, neste momento? 
Tercio Borlenghi Junior e Leticia Jensen – Vice-Presidente de Embalagens 
e Plásticos de Especialidades para a Dow América Latina 
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ÃO
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TBJr. – A sanção da lei que regula-
menta o mercado de carbono no Brasil 
fortalece o trabalho conjunto entre os 
mercados regulado e voluntário, o que 
possibilita às empresas com metas de 
descarbonização utilizarem créditos vo-
luntários como solução complementar. 
Essa legislação envia uma mensagem 
clara ao mundo: de que o Brasil está 
comprometido com o mercado de car-
bono e que o entende como ferramen-
ta essencial para apoiar na redução das 
emissões dos gases de efeito estufa. 
Além disso, a lei vai colaborar com as 
regulamentações internacionais, como o 
Artigo 6.4 do Acordo de Paris, que per-
mite a troca bilateral de créditos entre 
países. Mas, para o Brasil maximizar 
essa oportunidade, será fundamental in-
vestir em acordos bilaterais e fortalecer 
a diplomacia climática. 
VIDI – Qual o objetivo da Ambipar com 
o acordo fechado com a Be8, durante 
o Fórum Econômico Mundial, em Da-
vos, para uso de biocombustíveis para 
abastecer operações e equipamentos 
da companhia? 
TBJr. – O acordo da Ambipar com a 
Be8 tem como objetivo nos ajudar no 
processo de descarbonização das nos-
sas operações. Em 2023, 91,6% de 
toda a energia que consumimos foi pro-
veniente de fontes renováveis, como 
energia solar, hidrelétrica e eólica, ad-
quirida no mercado livre e com certifi-
cado I-REC, que garante a rastreabili-
dade da energia consumida. Nosso foco 
é promover transição energética ali-
nhada aos nossos valores de economia 
circular e descarbonização, mas ainda 
temos uma parte da operação que uti-
liza combustíveis fósseis, que resultou 
em emissões de 80,6 mil toneladas de 
CO₂ equivalente, considerando as emis-
sões diretas de combustão móvel (Es-
copo 1) e emissões indiretas (Escopo 
3), em 2023. Por isso, temos buscado 
continuamente reduzir essas emissões 
por meio de tecnologias mais limpas e 
uma maior integração de combustíveis 
alternativos em nossas operações. O 
biocombustivel da Be8, o Be8 BeVant, 
foi visto como uma alternativa por ser 
capaz de ser utilizado 100% puro subs-
tituindo o diesel para reduzir em mais 
de 90% as emissões de gases de efeito 
estufa no uso em veículos em compara-
ção ao diesel. Na primeira fase de tes-
tes, vamos utilizá-lo em 10 caminhões, 
uma embarcação e equipamentos de 
uma operação de gestão de resíduos 
que ainda adotam combustíveis fósseis. 
A partir dos resultados, vamos analisar 
a possibilidade de ampliar a utilização 
em nossas frotas e de parceiros. 
VIDI – A Ambipar sempre esteve enga-
jada com as instituições de ensino. Um 
grande destaque foi a parceria com a 
Universidade Mackenzie para promo-
ver a valorização de resíduos e a eco-
nomia circular no desenvolvimento dos 
profissionais. Agora, a parceria é com 
a USP, para promover as pesquisas de 
economia circular, em especial com 
o biodigestor de resíduos orgânicos e 
tornar a USP uma das primeiras univer-
sidades carbono neutro do país. Pode-
ria nos contar mais sobre? 
VIDI 35 VIDI 35 
TBJr. – A Ambipar investirá R$ 5 mi-
lhões e apoiará a USP no desenvolvimen-
to de iniciativas de descarbonização para 
que a universidade seja carbono neutro 
até o fim de 2025. Com isso, a Univer-
sidade de São Paulo se tornará uma das 
primeiras universidades no mundo com 
esse título. Para a promoção das pesqui-
sas, foi inaugurado no fim do ano o USP 
proClima, que fica no campus da uni-
versidade em São Paulo. Ele terá cinco 
áreas de pesquisas, sendo Gerenciamen-
to de Carbono e Soluções Baseadas na 
Natureza, Prevenção de Desastres, ESG, 
Economia Circular, Gestão de Resíduos 
Sólidos e Geração de Energia Renovável. 
No centro de pesquisa, serão utilizadas 
tecnologias como energia fotovoltaica 
e biodigestor, um sistema inovador que 
transforma resíduo orgânico em energia, 
licenciado pela Companhia Ambiental do 
Estado de São Paulo (Cetesb), modelo 
que pode ser replicado em diversas ci-
dades. O USPproClima é coordenado 
pela professora Patrícia Iglecias, que foi 
secretáriado meio ambiente do estado 
de São Paulo e presidente da CETESB e 
é conselheira de sustentabilidade da Am-
bipar e tem entre os conselheiros a ex-
-ministra do Meio Ambiente e presidente 
do Comitê Global de Sustentabilidade da 
Ambipar, Izabella Teixeira, além de espe-
cialistas, pesquisadores e docentes, que 
atuarão em parceria com a empresa para 
desenvolver soluções que beneficiem a 
sociedade e o planeta.
VIDI – Com os Millenials e a Geração 
Z dominando a internet, ditando as 
novas tendências do mercado e mos-
trando-se cada vez mais preocupados 
com o consumo consciente e impacto 
ambiental, como o senhor enxerga o 
futuro do planeta? 
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Tyler Li - presidente da BYD, Stella Li - CEO da BYD Américas e Tercio, firmando parceria 
estratégica para transformar desafios ambientais em soluções inovadoras
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36 VIDI
TBJr. – O futuro do planeta é hoje. Se 
não cuidarmos do planeta hoje, não te-
remos nada amanhã. Não existe plane-
ta B e, independentemente da geração, 
é dever de todos cuidar do planeta A, 
esse que temos. No entanto, eu vejo 
a juventude muito mais engajada, co-
nectada com o meio ambiente e com 
o olhar mais atento para a sustenta-
bilidade no cotidiano, mais consciente 
em relação ao consumo e à economia 
circular, mais preocupada em reciclar, 
em separar o lixo, em preservar as 
matas e florestas e sensibilizada com 
as mudanças climáticas. O olhar dessa 
juventude para a sustentabilidade bem 
como essas pequenas ações no dia a 
dia são muito importantes para o pre-
sente e para o futuro porque é o que 
semeamos hoje que garantirá um pla-
neta amanhã.
VIDI – O que podemos esperar da Ambipar 
para 2025 e o futuro? 
TBJr. – Em 2025, a Ambipar está com 
um foco muito grande na integração 
de seus processos, bem como na con-
solidação da sua posição de liderança, 
ampliando sua atuação e buscando si-
nergias que resultem em mais solidez 
financeira e excelência na sua atuação. 
Seguiremos ampliando nossa atuação 
global, desenvolvendo parcerias que 
ajudem a impulsionar a adoção de pro-
cessos sustentáveis na cadeia produti-
va, além de continuar trabalhando nas 
respostas em emergências, que estão 
cada vez mais urgentes em meio ao 
cenário de mudanças climáticas. Se-
guiremos apoiando nossos clientes e 
parceiros na busca por soluções que 
os tornem cada vez mais sustentáveis. 
Queremos ainda trabalhar bastante em 
prol de resultados positivos na COP30, 
em novembro, no qual vemos uma ex-
celente oportunidade para o Brasil lide-
rar o avanço na agenda de redução das 
emissões de gases do efeito estufa e 
na busca por financiamento do proces-
so de descarbonização da economia de 
países em desenvolvimento, com foco 
em compensação e mitigação.
Eu vejo a juventude 
muito mais engajada, 
conectada com o meio 
ambiente e com o 
olhar mais atento para 
a sustentabilidade 
no cotidiano, 
mais consciente em 
relação ao consumo 
e à economia circular, 
mais preocupada em 
reciclar, em separar o 
lixo, em preservar as 
matas e florestas e 
sensibilizada com as 
mudanças climáticas
VIDI 37 VIDI 37 
Livro: Ecomodernismo – as 
setes faces da ecologia política, 
do filósofo Luc Ferry
Filme: Lixo extraordinário, 
de Vik Muniz
Música: clássica
Ping Pong VIDI
Hobby: o trabalho 
Maior sonho: diminuir 
a pobreza no planeta
Sua mensagem para o mundo: 
Não existe planeta B, vamos cuidar 
do planeta A!
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Por Patrícia Iglecias* e Gabriel Wedy**
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Brasil
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VIDI 39 VIDI 39 
Emergência Climática: 
a Agenda 2025
Apesar de um bom desempenho na COP29 
em Baku, o Brasil enfrentará grandes 
desafios para fazer com que a COP30 
seja transformadora para o planeta
40 VIDI
Brasil
a COP28, em Dubai, 
pela primeira vez des-
de que as nações co-
meçaram a se reunir, 
há três décadas, para 
enfrentar as mudanças 
climáticas, foi aprova-
do um pacto global que pede explici-
tamente uma transição energética que 
afaste em definitivo a humanidade dos 
combustíveis fósseis, como o petróleo, 
o gás e o carvão, que estão entre os 
principais fatores do aquecimento do 
planeta em decorrência de ações an-
trópicas. Entretanto, passados mais de 
um ano, as notícias sobre o tema não 
N são positivas, pois carecemos de ações 
efetivas no sentido do cumprimento 
do compromisso assumido em Dubai, 
como podemos constatar nos debates 
dos quais participamos em Baku, no 
Azerbaijão, e também daqueles outros 
que podemos acompanhar de perto du-
rante a 29ª. Conferência das Nações 
Unidas sobre Mudança Climática. Ali-
ás, referida COP apresentou resultados 
pífios, o que reforça a necessidade da 
adoção de medidas efetivas, com me-
tas mensuráveis, de modo a promover 
efetivos avanços na agenda climática.
Uma notícia positiva proporcionada 
pela agenda climática de nosso país foi 
o anúncio da BIP – Plataforma Brasil de 
Investimentos Climáticos e Transforma-
ção Ecológica, cujo objetivo central é 
mobilizar capital em apoio aos planos 
de transformação ecológica. A ideia é 
alinhar recursos financeiros nacionais e 
internacionais com as metas climáticas 
brasileiras, conforme estabelecido na 
nossa NDC, também apresentada em 
Baku no final do último ano. Os setores 
prioritários são energia renovável, bio-
economia, descarbonização industrial e 
mobilidade urbana sustentável, de for-
ma a contribuir para uma economia de 
baixo carbono. Agora, após o anúncio 
oficial ocorrido em novembro do ano 
passado, espera-se a divulgação de 
projetos concretos e que possam pro-
porcionar uma descarbonização profun-
da da economia.
O planeta clama por ajuda! Como 
amplamente divulgado, 2024 foi o ano 
mais quente da história, no qual pela 
primeira vez a temperatura global es-
*PATRÍCIA IGLECIAS - Professora e Superintendente 
de Gestão Ambiental da USP; Coordenadora do 
USPproCLIMA – Centro de Inovação em Clima 
e Sustentabilidade da USP; Presidente do Instituto 
o Direito por um Planeta Verde; Sócia de Iglecias 
Advogados; Foi Secretária do Meio Ambiente 
de São Paulo e Presidente da CETESB
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VIDI 41 
Os setores 
prioritários são 
energia renovável, 
bioeconomia, 
descarbonização 
industrial e 
mobilidade urbana 
sustentável, de forma 
a contribuir para uma 
economia de 
baixo carbono **GABRIEL WEDY - Juiz federal, professor do PPG 
em Direito da Universidade do Vale do Rio dos 
Sinos, pós-doutor, doutor e mestre em Direito, visiting 
scholar pela Columbia Law School e pela Universität 
Heidelberg, integrante da IUCN World Comission on 
Environmental Law (WCEL), do European Law Institute 
(ELI), vice-presidente nacional do Instituto O Direito Por 
um Planeta Verde (IDPV) e ex-presidente da Associação 
dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe)
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teve acima do limite de 1,5oC superior 
a média de 1850 a 1900, superando o 
limiar climático, conforme dados do ob-
servatório Copernicus, da União Euro-
peia. Isso não significa a frustração da 
meta de longo prazo, mas impõe gran-
des desafios para o seu cumprimento, 
inclusive colocando um peso maior so-
bre as iniciativas que precisam ser im-
plantadas em 2025, bem como sobre a 
COP30, que ocorrerá em Belém, tendo 
o Brasil como anfitrião. Mal encerrou o 
ano de 2024, que foi repleto de even-
tos extremos como o desastre ambien-
tal ocorrido em maio no Rio Grande do 
Sul e as queimadas na Amazonia, o ano 
de 2025 inicia com os incêndios flores-
tais na Califórnia mostrando claramente 
que os efeitos nefastos do aquecimento 
global não atingem somente as nações 
mais vulneráveis aos eventos climáticos 
extremos e/ou países em desenvolvi-
mento. Por sinal, Eric Holthaus, meteo-
rologista, afirmou no The Guardian, de 
9 de janeiro do corrente ano, que Los 
Angeles teve apenas 2% da chuva que 
normalmente ocorre no início da tempo-
rada chuvosa. Segundo ele, houve uma 
mistura de condições climáticas sem 
precedentes que contribuiu para os in-cêndios no Sul da Califórnia: a falta de 
chuva somada à histórica tempestade 
de vento Santa Ana, com rajadas de até 
160 km/h, algo próximo à força de um 
furacão. Conforme referido pelo cientis-
ta, o impacto desta catástrofe ambien-
42 VIDI
Brasil
tal é de dezenas de bilhões de dólares. 
Os incêndios Palisades e Eaton, ocorridos 
perto de Pasadena, apenas para exem-
plificar, estão classificados como os mais 
destrutivos da história de Los Angeles, 
atingindo mais de 13 mil hectares.
Tais desastres climáticos, mais uma 
vez, reforçam a necessidade de elimi-
nação progressiva dos combustíveis 
fósseis da economia, com a prometida e 
necessária transição energética previs-
ta com todas as letras no bojo do Acor-
do de Dubai. Segundo os cientistas, as 
nações devem reduzir as suas emissões 
de gases com efeito estufa em cerca 
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O vice-presidente e Ministro, Geraldo Alckmin, em Baku, durante a COP29, com a comitiva brasileira
Segundo os 
cientistas, as nações 
devem reduzir as suas 
emissões de gases com 
efeito estufa 
em cerca de 43% 
durante esta década 
se quiserem limitar 
o aquecimento 
global total 
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Professora Fernanda Brando, da 
Universidade de São Paulo, Ministra 
dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara 
e Patrícia Iglecias
Ministro Herman Benjamin, 
Presidente do STJ e Patrícia Iglecias
de 43% durante esta década se quise-
rem limitar o aquecimento global total. 
Resta saber se os países vão cumprir o 
mencionado Acordo e, por outro lado, 
se o cético Presidente Donald Trump vai 
cumprir sua promessa de retirar os Es-
tados Unidos do Acordo de Paris (não é 
demais lembrar que quando do seu últi-
mo mandato, em outra situação de gra-
ves incêndios florestais, ele negou aju-
da financeira ao já mencionado estado 
da Califórnia). Por outro lado, há uma 
questão primordial: é preciso recursos 
para a mitigação das emissões de GEE. 
Nesse sentido, a COP de Baku terminou 
com resultado frustrante em NCQG, a 
nova meta de financiamento para os pa-
íses em desenvolvimento fazerem suas 
ações climáticas, ajustado em US$ 300 
bilhões por ano até 2035, valor conside-
rado insuficiente para as devidas ações. 
Além disso, esperava-se a previsão de 
aportes e financiamentos apenas de fon-
tes públicas, mas ao contrário, previu-se 
também que estes recursos venham de 
grupos financeiros privados, o que au-
menta a possibilidade de endividamento 
dos países mais pobres e vulneráveis. 
Os países estão em fase de atualização 
das NDCs, que são compromissos assu-
midos e apresentados pelas nações e, 
considerando os tantos eventos extre-
mos ocorridos no último ano, a expec-
tativa é que estes possam refletir maior 
ambição para que seja possível limitar o 
aumento da temperatura média global. É 
imperativa a redução das emissões, com 
uma transição profunda para energias 
mais limpas, como a solar, a eólica e o hi-
drogênio de baixo carbono, por exemplo. 
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44 VIDI
Incluem-se, ainda, neste 
pacote verde, a restauração 
ecológica e a agricultura 
regenerativa, bem 
como o fortalecimento 
da bioeconomia, 
com apoio para a inovação 
e o empreendedorismo, 
com o desenvolvimento 
pautado na conservação 
da biodiversidade
Brasil
Assim, diante da realidade desse iní-
cio de 2025, o papel do Brasil como anfi-
trião da COP 29 mostra-se fundamental 
como indutor da adoção das soluções 
baseadas na natureza, como a restau-
ração de mangues, recifes de corais e 
florestas. Estas medidas podem amor-
tecer os impactos de eventos extremos 
como ciclones e grandes tempestades, 
protegendo a costa e regulando o clima 
local. Incluem-se, ainda, neste pacote 
verde, a restauração ecológica e a agri-
cultura regenerativa, bem como o for-
talecimento da bioeconomia, com apoio 
para a inovação e o empreendedorismo, 
com o desenvolvimento pautado na con-
servação da biodiversidade. Na agenda 
urbana, a gestão de resíduos sólidos e a 
geração de energia a partir dos resídu-
os como formas relevantes de promover 
a economia circular, além da descarbo-
nização da economia, em especial de 
setores como aço, alumínio e cimento. 
Está presente entre nós, igualmente, 
um desafio que é global: a educação 
ambiental e climática das comunidades 
que leve a mudança de postura, com 
adaptação e planejamento urbano vi-
sando a resiliência. Não são pequenos, 
portanto, os desafios impostos pelo 
aquecimento global ante a humanidade 
que necessitará, dentro de uma pers-
pectiva holística, de boa governança, 
calcada em princípios éticos, indissoci-
áveis da ciência e, acima de tudo, do 
bom senso dos grandes players públi-
cos e privados, nos cenários doméstico 
e internacional. Os entes estatais, entes 
privados e players têm o dever constitu-
cional de concretizar os direitos funda-
mentais ao meio ambiente equilibrado e 
a um sistema climático estável em be-
nefício das presentes e futuras gerações 
de seres humanos e não humanos. Geraldo Alckmin e Patrícia Iglecias
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Por VIDI
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COP30
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VIDI 47 
Cientistas, 
empresários e 
políticos criam 
movimento 
de apoio 
à COP30
Mais de 130 personalidades de 
diferentes áreas defende novas 
estratégias ambientais no Pará 
em preparação para receber 
conferência do clima da ONU
VIDI 47 
48 VIDI
COP30
m grupo de 138 nomes 
de destaque em diver-
sas áreas no Brasil se 
reuniu para formar o 
Todos Pela COP30, mo-
vimento que preten-
de traçar planos para 
apoiar e amplificar o potencial do even-
to no combate às mudanças climáticas. 
A 30ª conferência da ONU sobre mu-
danças climáticas, que reunirá líderes 
mundiais, pesquisadores, ONGs e so-
ciedade civil, está marcada para ocor-
rer de 10 a 21 de novembro de 2025 
em Belém. Os nomes que assinam o 
manifesto do coletivo vão da ciência ao 
U entretenimento, como o climatologista 
Carlos Nobre, reconhecido internacio-
nalmente por suas pesquisas na área, 
e o apresentador de TV e empresário 
Luciano Huck, que tem investimentos 
na área ambiental. No coletivo, com-
posto por 47 mulheres e 91 homens, 
estão ainda o economista Arminio Fra-
ga, ex-presidente do Banco Central; 
Candido Bracher, ex-presidente do Itaú 
Unibanco e o engenheiro agrônomo 
Guto Quintella, que já ocupou o car-
go de diretor global da Vale. Políticos 
como o governador do Pará, Helder 
Barbalho (MDB), a vice-governadora 
do estado, Hana Ghassan (MDB), e a 
deputada federal Tabata Amaral (PSB) 
também fazem parte do grupo.
Em carta publicada pelo movimento 
em anúncios na imprensa, o grupo diz 
enxergar na COP30 uma oportunidade 
para o Brasil exibir ao mundo sua na-
tureza e mostrar que sabe ser respon-
sável por ela. a origem do movimento 
data de mais de um ano, quando um 
pequeno grupo apoiou o Governo do 
Pará para formalizar uma estratégia 
ambiental com 13 compromissos. En-
tre as ações estão a restauração de 
100 mil hectares de florestas —20 mil 
deles antes da COP30— e o desenvol-
vimento de um plano de adaptação 
climática para todos os municípios. 
Medidas como a implantação da ras-
treabilidade do rebanho bovino, mi-
rando uma pecuária sustentável, e a 
ampliação das brigadas de combate a 
queimadas e desmatamento também 
estão contempladas.
Confira a carta na íntegra:
Entre as 
ações estão 
a restauração de 
100 mil hectares 
de florestas —
20 mil deles 
antes da COP30 — e 
o desenvolvimento 
de um plano 
de adaptação 
climática 
para todos os 
municípios
VIDI 49 
Somos um grupo de cidadãos dispos-
tos a colaborar com o Brasil. Vemos uma 
oportunidade para isso: a realização da 
COP 30 em Belém. Será uma oportu-
nidade para mostrar a nossa natureza, 
especialmente a amazônica. Mas será 
também uma oportunidade única para 
mostrar que sabemos ser responsáveis 
por ela, mais do que qualquer outro. A 
COP 30 é uma reunião da ONU, portanto 
mundial. Será realizada no Brasil - por-
tanto organizada pelos três poderes na-cionais e a sociedade, ou seja, a Nação. 
Terá sede em Belém - portanto o governo 
estadual terá a especial responsabilidade 
de receber as pessoas. Mas, sobretudo 
de demonstrar, de dar o exemplo. Muita 
coisa está sendo feita por todos. O Con-
gresso Nacional acaba de aprovar uma 
regulação do mercado de carbono. O Exe-
cutivo está analisando o texto e a tratar 
de sua regulamentação. Essa lei iguala o 
Brasil a todas as nações desenvolvidas, o 
que melhora a posição de negociação do 
interesse nacional para receber investi-
mentos e fazer entregas nesse mercado. 
O balanço de carbono do Brasil já vem 
melhorando sensivelmente, graças es-
pecialmente aos esforços conjuntos do 
poder central, das unidades federativas 
e da pressão da sociedade. Esses impor-
tantes resultados ajudarão a impulsionar 
a presença nacional na COP 30. Um Pla-
no de Carbono Neutro, que consolide os 
muitos esforços em direção coordenada, 
pode ajudar ainda mais.
TODOS PELA COP30
Esse passo já foi dado pelo estado do 
Pará, que aprovou seu Plano de Carbo-
no Neutro e começa a buscar tal obje-
tivo já em 2030. Não mais na base do 
caso a caso, mas através de um conjun-
to de metas quantitativas, verificáveis, 
coordenáveis. Entre elas, as seguintes: 
restauração de 100 mil hectares de flo-
restas (sendo 20 mil até a COP 30); 
rastreabilidade de todo o rebanho bovi-
no, para permitir chegar a uma pecuá-
ria sustentável; pagamento de serviços 
ambientais para 20 mil famílias até 2030 
(e 2 mil até a COP 30); ordenação terri-
torial, focada inicialmente na APA Triun-
fo do Xingu; treinar forças estaduais e 
formar brigadas privadas para combater 
incêndios; regularização fundiária, espe-
cialmente com a arrecadação e destina-
ção de 100% das áreas públicas; validar 
100% de todos os Cadastros Ambientais 
Rurais (CAR) até 2026; criar mecanis-
mos de adaptação humana em todos 
os municípios; e buscar US$ 2 bilhões 
em financiamento ESG, para colocar em 
prática os programas.
Todas essas medidas andam numa úni-
ca direção: construir uma posição gover-
namental e administrativa capaz de levar 
o Brasil a uma posição na qual interesse 
nacional e imagem coincidam de maneira 
positiva. Divulgamos essas ideias e fare-
mos o que estiver ao nosso alcance como 
cidadãos para vê-las realizadas. A sobre-
vivência do planeta e a melhoria da vida 
das pessoas depende disso.
50 VIDI
COP30
Adriano Candido Stringhini
Alexandre Bossi
Alice Ferraz
Ana Carla Abrão
Ana Carolina Alves
Ana Funaro Camargo
Ana Lúcia Villela
Anderson Baranov
Andrea Azevedo
André Kaufmann
Antonio Lacerda
Armínio Fraga
Arnaldo Jardim
Átila Denys
Bernardo Strassburg
Beto Verissimo
Bruna Rezende
Bruno Igel
Camila Camargo Dantas
Candido Bracher
Carlos Kayath
Carlos Nobre
Caroline Dihl Prolo
Clarissa Lins
Claudia Sender
Célia Pompeia
Denis Minev
Eduardo Mufarej
Eduardo Neves
Eduardo Sirotsky Melzer
Eleazar Carvalho
Estêvão Ciavatta
Fernanda Rennó
Fábio Alperowitch
Fábio Barbosa
Fábio Sakamoto
Gabriella Seiler
Guilherme Quintella
Gustavo Pimenta
Gustavo Tosello Pinheiro
Guto Quintella
Hana Ghassan
Helder Barbalho
Horácio Lafer Piva
Hugo Aguilaniu
Hugo Barreto
Ilona Szabó
Irlau Machado
Ivaldo Ledo
Ivan Lima
Izabella Teixeira
Joana Chiavari
João Camargo
João Doria
João Sampaio
Joaquim Levy
Johannes van de Ven
Jorge Caldeira
José Carlos Carvalho
Jose Fernando Gomes
Juliana Strobel
Juliano Assunção
Kalil Cury Filho
Leandro Modé
Leon Tondowski
Lilian Esteves
Lucia Lohmann
Luciana Ribeiro
Luciano Huck
QUEM SÃO:
VIDI 51 
Luiz Furlan
Luiz Lara
Mailson da Nóbrega
Marcello Brito
Marcelo Furtado
Marcelo Hallack
Marcelo Medeiros
Marcelo Thomé
Marcos Nisti
Maria Silvia Marques
Mariano Cenamo
Marina Grossi
Mario Haberfeld
Maristela Miguel
Maristela Temer
Marta DeVito
Matthew Govier
Michel Farah
Monica Sodre
Márcia Hirota
Natalie Unterstell
Nizan Guanaes
Oscar Bernardes
Oscar Graça Couto
Oskar Metsavaht
Patricia Audi
Patricia Daros
Patricia Ellen
Paula Goto
Paulo Hartung
Paulo Pianez
Pedro Camargo Neto
Pedro Wongtschowski
Philip Yang
Rachel Maia
Raphael Falcioni
Raphael Medeiros
Raquel Machado
Raul Jungmann
Raul Protazio
Rebeca Bianco
Regina Esteves
Renata Piazzon
Roberto Ferreira
Roberto Giannetti
Roberto Klabin
Roberto Waack
Rodolfo Marino
Rodolpho Bastos
Rodrigo Sodre Santoro
Rose Setubal
Rosana Vazoller
Rubens Barbosa
Salo Coslovsky
Sergio Galluci
Sonia Quintella
Sylvia Brasil Coutinho
Synesio Sampaio Goes Filho
Tabata Amaral
Teresa Bracher
Thiago Picolo
Tiago Gomes
Valmir Ortega
Vera Oliveira
Virgilio Viana
Viviane Mansi
Walfredo Schindler
Wilson Quintella Filho
Zeca Martins
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Por Marcos Junior Oliveira
52 VIDI
Mundo
VIDI 53 
As autoridades 
conversaram com 
a equipe da VIDI e 
manifestaram alguns 
pontos interessantes
PR
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IK
Conferência das Nações 
Unidas sobre as Mudan-
ças Climáticas de 2025, 
também chamada de 
COP30, será a 30ª, pre-
vista para ocorrer em 
novembro de 2025, em 
Belém, no Pará. Desde o anúncio oficial 
durante a COP 27, realizada em Sharm 
el-Sheikh, Egito, muitos países já arti-
culavam suas participações. Alguns em-
baixadores estrangeiros conversaram 
com a equipe da VIDI e manifestaram 
alguns pontos interessantes:
A
Embaixadores 
Estrangeiros 
e a COP30
54 VIDI
Mundo
O embaixador da Liga Arabe no Brasil, QAIS SHQAIR, res-
saltou que “o Secretariado-Geral da Liga dos Estados Árabes, 
a organização regional e internacional mais antiga do mundo, 
que reúne vinte e dois Estados Árabes, tem a honra de partici-
par da próxima Cúpula COP30 em Belém. Nesses eventos internacionais que 
visam preservar o planeta que compartilhamos, com ambiente seguro, está-
vel e limpo, além deles estão as três últimas Cúpulas: COP 27 no Egito, COP 
28 nos Emirados Árabes Unidos e COP 29 no Azerbaijão, no ano passado”. 
“A Liga Árabe participou recentemente pela primeira vez, na Cimeira do G20 
no Rio de Janeiro, em novembro passado, onde assinou a Aliança Interna-
cional contra a Fome e a Pobreza. É uma iniciativa do Presidente Lula da 
Silva, que vemos com profundo respeito como um compromisso brasileiro 
de uma diplomacia multilateral para servir a humanidade em geral; um 
objetivo final que compartilhamos com a amigável República Federativa do 
Brasil”, pontuou Shqair.
O Nepal é um país que sofre diretamente com as mudanças cli-
máticas. “Apesar da emissão insignificante de carbono, o Nepal 
está sofrendo enormes consequências do aquecimento global. 
Tanto o Nepal quanto o Brasil enfrentam efeitos desproporcio-
nais do colapso climático, como inundações e deslizamentos de 
terra. Ambos contribuíram significativamente para salvar o planeta — 
seja por meio das vastas florestas amazônicas ou dos Himalaias cobertos de 
neve”, pontua NIRMAL RAJ KAFLE, embaixador nepalês em Brasília. O Nepal 
estabeleceu metas ambiciosas, incluindo emissões líquidas zero de GEE até 
2045, apesar dos recursos limitados. “Na COP30, o Nepal reafirmará os com-
promissos, enfatizando a justiça climática e o financiamento climático. O Fun-
do de Perdas e Danos está operacional, mas devemos garantir que os países 
vulneráveis se beneficiem dele. O Nepal exigirá transferência de tecnologia e 
capacitação. Da mesma forma, meu país há muito defende o desenvolvimen-
to sustentável das montanhas e as estratégias integradas que conectam os 
ecossistemas de montanha e oceano” conclui o diplomata asiatico.
LIGA ÁRABE
NEPAL
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VIDI 55 
O recém-chegado a Brasília, embaixador de Ruanda, LAWRENCE 
MANZI, é outro que tem um envolvimento forte com temas glo-
bais, uma vez que seu país está no coração do continente africano e 
é impactado pelo turismo de aventura. “Devemos ter programas espe-
cíficos comunicados em breve! Normalmente participamos das edições da COP com 
delegações de alto nível e do setor privado. O que vai acontecer em Belém, no Para”, 
afirmou Manzi à reportagem. Em Baku, a delegação ruandesa defendeu: maioresreduções de emissões globais, maior financiamento para resiliência e adaptação e se 
posicionou como o país como um destino ideal para investimentos verdes e inovação.
Uma diplomata muito envolvida 
com temas de sustentabilidade é 
PAVLA HAVRLÍKOVÁ, da Repú-
blica Tcheca. A embaixadora visi-
tou Belém em setembro de 2024 
com o objetivo de conhecer en-
tidades que já se preparam para 
receber a COP30. Na oportunida-
de, conheceu a organização não 
governamental Instituto Peabiru, 
que atua no Pará e especialmente 
Nordeste do Estado, Ilha do Marajó 
e região metropolitana da capital. A 
República Tcheca ainda não desen-
volveu atividades no âmbito da co-
operação para o desenvolvimento. 
O tema sustentabilidade e garantia 
dos direitos dos povos 
indígenas é prioridade 
para o estado do Pará, 
inclusive no contex-
to dos preparativos 
para a COP 30.
Na cúpula da COP29 
em Baku, o Ministro 
da Energia austra-
liano, Chris Bowen, 
elogiou o estabeleci-
mento de uma nova 
Autoridade de Ação Climática por Malta, 
descrevendo-a como a “melhor prática” e 
a “primeira na Europa”. “Quero parabeni-
zar Malta por sua nova política muito boa 
de uma Autoridade de Ação Climática”, 
Bowen declarou. “É uma boa governança. 
Ela fornece rigor. E acho que Malta e as 
conquistas da Ministra Dalli devem ser ce-
lebradas.” A delegação de Malta, liderada 
pela Ministra MIRIAM DALLI, destacou 
o progresso da nação no desenvolvimento 
de uma estrutura de governança unificada 
para ação climática. Ela enfatizou a impor-
tância da colaboração entre setores e na-
ções para enfrentar os desafios globais da 
mudança climática. “A mudança climática 
é uma questão global urgente que afeta a 
todos nós”, observou a ministra. “Precisa-
mos de respostas ousadas e unidas.”
RUANDA
REPÚBLICA TCHECA
MALTA
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Por VIDI
Mercedes-Benz e seu 
objetivo de promover 
o desenvolvimento 
sustentável na 
produção de alumínio 
na região da 
floresta Amazônica
58 VIDI
Case de Sucesso
VIDI 59 
A Mercedes-Benz e a empresa de alumínio 
norueguesa Hydro estendem parceria 
para apoiar o desenvolvimento das 
comunidades locais na fabricação de 
alumínio no estado do Pará 
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Case de Sucesso
Mercedes-Benz A.G. e 
a empresa noruegue-
sa Hydro – uma empre-
sa norueguesa líder em 
alumínio e energia que 
constrói negócios e par-
cerias para um futuro 
mais sustentável – anunciaram um 
aumento em sua parceria estratégica, 
durante a Semana do Clima de Nova 
Iorque, melhorando a integração ver-
tical da produção de alumínio e lan-
çando o programa “Corredor” para 
o desenvolvimento a longo prazo na 
Amazônia. As empresas assinaram um 
“Memorando de Entendimento” (MoU) 
para a colaboração com ONGs locais 
e parceiros do Governo do Estado do 
Pará, tendo como objetivos o respei-
A
to aos direitos humanos, a geração de 
renda para as comunidades locais e o 
desenvolvimento de cadeias de valor 
de alta biodiversidade e baixo teor de 
carbono na Amazônia brasileira. 
O novo programa “Corredor” visa 
criar um impacto positivo para as co-
munidades ao longo do mineroduto de 
244 quilômetros de polpa de bauxi-
ta operado pela Hydro, que atravessa 
sete municípios no Estado do Pará - da 
mina de bauxita em Paragominas até 
a refinaria de alumínio, em Barcarena. 
O objetivo principal é envolver as co-
munidades locais na cadeia de forneci-
mento de alumínio e capacitá-las para 
melhorar o seu bem-estar econômico, 
ecológico e social. A Mercedes-Benz 
fará parte do programa de governan-
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VIDI 61 
ça, ajudando a estabelecer as estru-
turas necessárias e a construir conhe-
cimento para a gestão sustentável do 
risco nas cadeias de fornecimento de 
matérias-primas. O modelo de negócio 
do Grupo Mercedes-Benz conduz a mu-
danças significativas na tecnologia, nos 
produtos e na força de trabalho. Tem o 
potencial de se tornar um modelo para 
o envolvimento das comunidades locais 
e de se envolver verticalmente em áreas 
mineiras vulneráveis.
O programa está fundamentado em 
três pilares estratégicos:
Desenvolvimento Ecológico: Iden-
tificar os obstáculos ao desenvolvimen-
to Ecológico e encontrar soluções para 
melhorar as condições econômicas ba-
seadas na natureza no território. 
O modelo de negócio do 
Grupo Mercedes-Benz 
conduz a mudanças 
significativas na 
tecnologia, nos produtos 
e na força de trabalho.
Tem o potencial de se 
tornar um modelo para 
o envolvimento das 
comunidades locais e de 
se envolver verticalmente 
em áreas mineiras 
vulneráveis
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Mercedez-Benz e Hydro juntou 
forças na Amazônia brasileira para 
promover o desenvolvimento a 
longo prazo ao longo da sua cadeia 
de fornecimento de alumínio
Seguindo seu roteiro de 
descarbonização conjunta, 
a Mercedes-Benz e a Hydro 
assinaram um Memorando 
de Entendimento (MoU) 
para colaborar.
Os objetivos incluem 
promover os direitos 
humanos, gerar renda para as 
comunidades locais, aumentar 
a biodiversidade e as cadeias 
de valor de baixo carbono na 
Amazônia brasileira.
A coalizão visa gerar um 
impacto socialmente positivo 
para as comunidades ao 
longo do oleoduto de lama de 
bauxita operado pela Hydro.
Programa 
Corredor 01
02
03
62 VIDI
Case de Sucesso
Desenvolvimento Social: Aborda-
gem em larga escala ao desenvolvi-
mento social, visando as necessidades 
humanas básicas, o bem-estar e as 
oportunidades. O programa irá procurar 
formas práticas de implementar melho-
rias nas condições de vida das comuni-
dades, tanto nos centros urbanos como 
principalmente nas zonas rurais. 
Conservação do ambiente e da 
biodiversidade: Trabalhar na conser-
vação da biodiversidade na Amazônia, 
necessária para garantir ganhos positi-
vos para a natureza e para as pessoas. 
O programa tem como objetivo identifi-
car oportunidades para reduzir a degra-
dação das florestas como primeiro ob-
jetivo, mas com a ambição de contribuir 
para a regeneração da natureza.
Os projetos funcionarão em estrita con-
formidade com as leis e regulamentos lo-
cais. Além disso, o programa será imple-
mentado por uma organização de projeto 
multi-institucional composto por empresas 
e organizações. Os parceiros incluem (mas 
não se limitam a) Hydro Brasil, Alunorte, 
MPSA, Mercedes-Benz, IPAM Amazônia, 
IMAZON (Instituto do Homem e Meio Am-
biente da Amazônia), CEA (Centro de Em-
preendedorismo da Amazônia), Fundo de 
Sustentabilidade Hydro e BCG.
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Inscreva-se no nosso canal e participe 
das discussões que moldam o futuro!
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Por Marcos Junior Oliveira
Turismo
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Belém do 
Sabor, da 
Brasilidade 
e da COP30
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Estação 
das Docas
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Turismo
ma viagem para Belém 
é uma ida a uma cida-
de que tem muito mais 
a oferecer, muito mais 
do que muitos recomen-
dam. Uma dessas para-
das obrigatórias é uma 
visita ao famoso, e patrimônio cultural 
do Brasil, Mercado Ver-o-Peso. Quem vi-
sita a parte antiga da Praça da Sé con-
segue ter uma visão panorâmica, e níti-
da, do que o aguarda na multidão junto 
ao complexo popular paraense. Agora 
com a COP30 - 30ª Conferência da ONU 
sobre o Clima - e as diversas obras de 
infraestrutura que a metrópole está re-
U cebendo, tudo ficará muito melhor. O 
Ver-o-Peso começou como um ancora-
douro simples, onde embarcações detodo mundo aportavam na Baía do Gua-
jará, formada pelos rios Guamá, Moju 
e Acará. A história do mercado, inau-
gurado em 1901, coincide com o ápice 
econômico da região, durante o ciclo da 
borracha (1879-1912), quando Belém 
ganhou edifícios no estilo art nouveau. 
Atualmente ali encostam tanto os barcos 
de pesca modernos quanto as pequenas 
canoas mais simples. O símbolo mais fa-
moso do complexo é a estrutura do mer-
cado de peixes e partindo deste ponto 
dê a partida à visita para experimentar 
Mercado Ver-o-Peso
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Vista aérea de Belém e destaque 
para as mangueiras
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novas experiências, tamanhos, formas 
– lisas e enrugadas -, aromas fortes e 
delicados, cores com tonalidades escu-
ras e claras, que o mundo conhecera em 
novembro próximo. 
Na barraca da Dona Carmelita - uma 
senhora com rosto marcado pelo tra-
balho, mas de uma alegria sentida nos 
olhos – admira-se todas as frutas que 
no Pará dá. Cupuaçu, Bacuri, taperebá, 
murici, araçá, tucumã, bacaba, açaí, 
uxi, pupunha, castanha-do-pará, biribá, 
jambo. São algumas das sílabas repeti-
das todos os dias pelos feirantes do Ver-
-o-Peso. Muitas vezes soam como um 
trem que segue rumo aos ouvidos, mas 
chegam como música. Tudo não dei-
xa de ser um elixir, mas neste caso de 
sons que, provados, transformam-se em 
manjares dos deuses.
Com mais de uma centena de espé-
cies comestíveis, são as frutas regionais 
as responsáveis diretas pelo indefinível, 
requintado e, muitas vezes, exótico sa-
bor das deliciosas sobremesas que enri-
quecem a mesa paraense. E essa salada 
A história do mercado, 
inaugurado em 1901, 
coincide com o ápice 
econômico da região,
durante o ciclo da 
borracha (1879-1912), 
quando Belém ganhou 
edifícios no estilo 
art nouveau
68 VIDI
Turismo
de frutas fonéticas será um trava língua 
para os estrangeiros que se aventura-
rem a provar essas gostosuras da Ama-
zônia. Inclusive, Belém também tem um 
título inusitado de cidade das Manguei-
ras, pois tem grande quantidade dessas 
árvores plantadas por toda região cen-
tral. As mudas foram trazidas da Índia 
pelos portugueses em meados do séc. 
19. Um detalhe que vai chamar a aten-
ção de muitos na COP30. 
No encanto das frutas típicas, a sequ-
ência vale uma parada especial no setor 
de ervas e elixires. Mandingas, encanta-
rias e remédios para todos os males são 
uma atração à parte na maior feira-livre 
do Brasil. As mandingueiras, chamadas 
de bruxas por muitos, são mulheres que 
vivem de misturar ervas, perfumes e pe-
daços de animais, criando “poções má-
gicas”, as famosas erveiras. 
VISITA GASTRONÔMICA 
De uma natureza rica em ervas, fru-
tos, sabores e cheiros nasceu a impor-
tante gastronomia paraense. Conside-
rada autêntica e exótica é responsável 
por colocar o Pará em destaque nos 
roteiros turísticos gastronômicos nacio-
Tacacá
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VIDI 69 
nais e internacionais. Caranguejo, toc-
-toc, unha de caranguejo, tacacá, pato 
no tucupi, maniçoba, vatapá paraense, 
jambu, farinha d´água, pimenta-de-
-cheiro, pirarucu, são algumas iguarias 
que são ofertadas por lá.
A mandioca, cultivada em todas as re-
giões do País, é o tubérculo que possui 
muitos sinônimos nacionalmente, tais 
como: aipi, aipim, castelinha, macaxei-
ra, mandioca-doce, mandioca-mansa, 
maniva, maniveira e pão-de-pobre. Vá-
rios pratos típicos da cozinha paraense 
são elaborados com ele e seus deriva-
dos. Nomes peculiares como tacacá, tu-
cupi e maniçoba chamam a atenção.
O tacacá não é considerado uma re-
feição. É uma espécie de bebida ou 
sopa, servida em cuias e vendida pelas 
“tacacazeiras”, geralmente ao entarde-
cer, no prato é servido com o jambu, 
uma planta rasteira, companheira in-
separável do tucupi na preparação dos 
pratos paraenses, sobretudo do tacacá 
e do pato no tucupi. Suas folhas, quan-
do mastigadas, produzem leve tremor 
nos lábios e, talvez por isso, muitos o 
apontam como afrodisíaco. O tacacá 
pode ser provado em vários pontos da 
cidade ao preço de R$15. Os turistas da 
COP 30 levarão em suas memórias es-
sas peculiaridades regionais.
NATUREZA, 
ATRATIVOS E CORES
Além de todo esse universo gastronô-
mico da capital paraense, não deixe de 
visitar alguns ícones da região. Um dos 
marcos amazônicos é o famoso Museu 
Emílio Goeldi, que preserva um acervo 
natural da Amazônia e está em pleno 
centro da cidade. Quem quiser apre-
ciar a cidade de longe e ver aves típi-
cas, o Mangal das Garças é o lugar. Com 
Parque Mangal das Garças 
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De uma natureza rica 
em ervas, frutos, 
sabores e cheiros 
nasceu a importante 
gastronomia paraense. 
Considerada autêntica 
e exótica é responsável 
por colocar o Pará em 
destaque nos roteiros 
turísticos gastronômicos 
nacionais e internacionais
70 VIDI
Turismo
40.000 metros quadrados e às margens 
do Rio Guamá, por lá é possível apre-
ciar, ao vivo, o colorido das espécies da 
fauna e flora locais. Um passeio que não 
pode ficar de fora da agenda A Estação 
das Docas também é uma das atrações 
imperdíveis. Este complexo fica no an-
tigo porto de Belém e foi construído no 
século XIX. E dali, partem muitos barcos 
para quem quiser apreciar as paisagens 
da Baía do Guajará. 
AS FACHADAS E 
EDIFÍCIOS PARAENSES 
A Arquitetura de Belém tem muitos 
atrativos que chamam a atenção por 
Forte do Presépio
suas fachadas e cores imponentes. O 
Espaço São José Liberto foi um conven-
to, quartel militar, hospital e abrigou um 
presídio. Hoje, é um ponto que mistura 
polo joalheiro, centro comercial e cultu-
ral. O icônico Theatro da Paz é outra ex-
periência imperdível, pois é um edifício 
em estilo neoclássico, com 900 lugares 
e construído em 1878, em plena época 
Ciclo da Borracha. Sendo uma réplica do 
Scala de Milão. Como a capital do Pará 
é mundialmente conhecida pelo turis-
mo religioso, vale a pena conhecer al-
gumas igrejas como a Basílica Santuário 
Nossa Senhora de Nazaré e a Catedral 
Metropolitana, projetada pelo arquiteto 
italiano Antônio Landi, em 1782. Ainda 
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72 VIDI
Turismo
Catedral Metropolitana de Belém
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não deixe de visitar o Forte do Presépio, 
também conhecido por Forte do Caste-
lo de Belém, construído em 1616. Onde 
está o pequeno Museu do Encontro é 
possível apreciar um belo acervo raro 
de cerâmicas tapajônicas e marajoaras. 
Além dele, o Museu de Arte Sacra - com-
posto pela Igreja de Santo Alexandre e 
pelo Palácio Episcopal - reúne um acervo 
que chama a atenção e é um belo exem-
plo da arquitetura jesuítica no Brasil. 
Neste universo, aventure-se na próxima 
viagem para Belém do Pará, Belém do 
Brasil, Belém da COP30.
A Arquitetura de Belém 
tem muitos atrativos 
que chamam a atenção 
por suas fachadas e 
cores imponentes. 
O Espaço São José 
Liberto foi um convento, 
quartel militar, hospital e 
abrigou um presídio
74 VIDI
Por Paulo Pandjiarjian, Editor-chefe da Economy & Law
Empreendedorismo
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VIDI 75 
Brazil Economy: 
portal de informações 
estratégicas para 
tomadas de decisão
m fevereiro de 2025, o 
mercado de comunica-
ção econômica ganha 
um reforço de peso. O 
Brazil Economy, novo 
portal digital dedicado 
ao jornalismo de eco-
nomia e negócios, promete preencher 
uma lacuna com análises profundas e 
histórias que não estão sendo contadas. 
Para entender mais sobre o projeto, 
conversamos com Flávio Pestana, um 
dos fundadores do portal e profissional 
renomado do mercado de comunicação.
Pestana é uma das maiores referên-
cias em comunicação econômica no Bra-
sil. Com uma carreira sólida e extensa, 
ele foi um dos fundadores do Valor Eco-
nômico e ocupou posições de destaque 
na gestão de grandes grupos de mídia, 
como Folha de S.Paulo, UOL, O Estado 
de S. Paulo e o próprio Valor. Suareflorestamento na Caatinga
BNDES X HEINEKEN
O Departamento do Trabalho 
dos EUA disse que firmou 
um acordo com a JBS USA 
(unidade norte-americana da 
JBS SA do Brasil) pelo qual a 
empresa fornecerá 4 milhões de 
dólares para ajudar indivíduos e 
comunidades afetados por práticas 
ilegais de trabalho infantil
JBS
Depois de um ano marcado pela 
tragédia climática no Rio Grande do 
Sul, queimadas recordes no Pantanal 
e seca histórica na Amazônia, o 
governo federal decidiu reduzir o 
orçamento usado para gerenciar e 
reduzir riscos de desastres ambientais
GOVERNO FEDERAL CONFIRA AS EDIÇÕES DA VIDI
nas principais bancas digitais

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