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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Radiografia do Tórax 
RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA
RADIOGRAFIA DO
TÓRAX 
Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
ÍNDICE
3 
4 
14 
15 
20 
22 
32 
CASO CLÍNICO #1
- DISCUSSÃO
CASO CLÍNICO #2
- DISCUSSÃO
CASO CLÍNICO #3
DISCUSSÃO
Bibliografia
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
CASO CLÍNICO #1
Paciente do sexo feminino, 20 anos, portadora de doença de Crohn há 12 
anos. Já passou por diversos tratamentos, mantendo atividade 
inflamatória da doença e agora tem indicação de iniciar tratamento com 
medicação imunobiológica. Realizou radiografia de tórax para triagem 
infecciosa antes de iniciar a medicação. Está assintomática.
 
Figura 1. Radiografia de Tórax (PA). Fonte: Acervo Medway.
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 2. Radiografia de Tórax (perfil). Fonte: Acervo Medway.
DISCUSSÃO
Antes de avaliar a radiografia de tórax da nossa paciente, precisamos 
entender como estas imagens foram formadas!
 
Os raios X são uma forma de radiação ionizante. O feixe de raios X que 
foi emitido pelo tubo vai interagir com a matéria (o nosso corpo, no caso), 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
alguns raios serão atenuados (ou seja, alguns não vão passar pelo nosso 
corpo e sua energia será absorvida pelos tecidos), enquanto outros 
passarão com energia suficiente para "queimar" o filme ou sensibilizar o 
detector digital, formando assim a imagem.
 
Entenda que o osso, que é muito denso, vai determinar uma maior 
dificuldade à passagem destes raios-x, que chegarão em menor 
quantidade e com menor energia no detector, "queimando-o" pouco 
(isso significa que a imagem ficará branca). Já o ar, que é menos denso, 
não oferece nenhuma barreira à passagem destes raios-x, que chegarão 
até o detector muito facilmente, "queimando-o" bastante (isso significa 
que a imagem ficará preta).
 
Veja que estamos falando, então, de um exame que é a projeção de uma 
estrutura tridimensional (nosso corpo) em um filme, que é 
bidimensional. Esta característica básica da radiografia também 
corresponde ao seu principal "defeito". O fato de estarmos lidando com 
uma projeção, gera problemas de interpretação gerados pela 
sobreposição das estruturas torácicas. Para tentar resolver estes 
problemas, a radiografia do tórax geralmente é obtida, 
preferencialmente, em duas incidências.
 
As duas incidências básicas são a frontal e o perfil, obtidas de forma 
ortogonal, isto é, em planos perpendiculares entre si. Com estas duas 
incidências conseguimos localizar as lesões tanto no eixo laterolateral 
(no frontal), quanto no eixo anteroposterior (no perfil).
 
A incidência frontal pode ser obtida de duas formas, dependendo do 
sentido dos raios X: em AP (anteroposterior), com os raios entrando pela 
porção anterior do tórax e saindo pela porção posterior do tórax, e em PA 
(posteroanterior); caso contrário. 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
A preferida (considerada a incidência padrão da radiografia do tórax) é a 
incidência frontal em PA, em que o(a) paciente, de pé ou sentado(a), 
encosta seu peito no detector ou filme. Com isso, o coração fica bem 
colado no filme, reduzindo sua ampliação artificial, que observamos na 
imagem em AP. Além disso, as escápulas são jogadas para fora dos 
campos pulmonares, melhorando nossa imagem. Para ser considerado 
um exame tecnicamente ótimo, o paciente tem que estar em posição 
ortostática, distando 1,8 metros do filme e em inspiração máxima.
 
Figura 3. À esquerda, vemos a técnica adequada para realização do raio-X em PA. À 
direita, um raio-X de tórax normal nesta incidência. Fonte: The Chest X-Ray: A Survival 
Guide, 1ª edição, páginas 3 e 2.
A incidência em perfil é muito útil para avaliar as regiões posteriores 
dos lobos inferiores do pulmão, já que elimina a sobreposição do 
coração e do diafragma, o que pode esconder alterações (pneumonias 
retrocardíacas, por exemplo). Esta incidência também é bastante útil 
para localizarmos com mais precisão as alterações, que podem estar nas 
partes moles ou até mesmo fora do corpo do(a) paciente, sendo 
projetadas nos campos pulmonares na visão frontal. Prefere-se deixar a 
face lateral esquerda do tórax mais próxima do(a) receptor(a), para 
também reduzir a magnificação da imagem cardíaca. 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
 
Figura 4. À esquerda, vemos a técnica adequada para realização do raio-X em perfil. À 
direita, um raio-X de tórax normal nesta incidência. Fonte: The Chest X-Ray: A Survival 
Guide, 1ª edição, página 15.
Agora que você já entendeu como a imagem é formada e as incidências 
básicas da radiografia do tórax, podemos entender as densidades 
radiográficas básicas e como elas são a base para chegar a qualquer 
diagnóstico interpretando as radiografias.
 
Imagine que uma quantidade "A" de raios x é emitida pela fonte. Estes 
raios vão interagir com a matéria, e dependendo da densidade da 
mesma, uma quantidade "a" de raios x transmitidos chega ao detector, já 
que muitos destes raios vão ser atenuados ou absorvidos pelo corpo do 
paciente. Esta quantidade de raios-x que chega, vai determinar os tons 
de cinza que vamos identificar na imagem. Quanto mais raios x 
chegarem ao detector, mais escuro o tom de cinza na imagem (mais 
próximo do preto), já que o filme será mais "queimado". Veja a 
imagem abaixo:
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 5. Interação dos raios x com a matéria e as densidades básicas radiográficas. 
Fonte: Medway.
Existem 5 densidades radiológicas básicas correspondem aos 5 tons de
cinza que nossos olhos conseguem distinguir bem na radiografia do 
tórax, sendo: ar, gordura, água (ou partes moles), osso e metal. 
 
 
None 8
Usuario
Nota
Efeito do RX na matéria:
Hiperdenso - hiperatenuante
Hipodenso - hipoatenuante
Usuario
Nota
Para ter contorno, há que se ter diferença de densidade
Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 6. Densidades básicas na radiografia. Fonte: Adaptado de freepik.com.
Estas densidades formam contrastes entre si, gerando os tons de
cinza e os contornos das estruturas que interpretamos nos estudos 
radiográficos. É por este motivo que conseguimos distinguir o 
mediastino do parênquima pulmonar. Como suas densidades físicas são 
diferentes, observamos também diferentes densidades (tons de cinza) na 
radiografia, o que gera contraste entre elas e torna possível sua
diferenciação. 
 
Note que não conseguimos distinguir bem o coração dos grandes vasos 
da base, por exemplo, e isto ocorre justamente porque suas densidades 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
radiológicas são muito próximas (que é a densidade da água ou de 
partes moles), não permitindo que nossos olhos identifiquem contraste 
entre estas estruturas. Quando não há contraste entre as estruturas 
em uma radiografia de tórax, elas vão aparecer todas "fundidas".
 
Entendidas as incidências e as densidades básicas, podemos começar a 
interpretar a radiografia da nossa paciente! Veja que ela foi realizada em 
duas incidências, uma frontal PA e uma perfil. 
 
Você conseguiu identificar alguma coisa fora do normal nestas 
radiografias? De fato, tem um "corpo estranho", certo? 
 
 
Figura 7. Radiografia de tórax do caso clínico 1 - normal, com piercings nos mamilos. 
Fonte: Acervo Medway.
Você deve ter identificadoa alteração como um piercing em cada 
mamilo (círculo azul), certo? Mas o que te permitiu tirar esta conclusão? 
Na verdade, o que permitiu que você chegasse a este "diagnóstico" foi o 
conhecimento das incidências radiológicas e das densidades básicas que 
acabamos de revisar. 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
 
Podemos ver que a imagem suspeita tem densidade maior que a do 
osso adjacente (dê uma comparada com a costela), o que sugere uma 
densidade metálica. Além disso, a incidência em perfil foi essencial para 
garantir que a alteração está projetada no subcutâneo , mais 
especificamente nas mamas. Se não tivéssemos uma imagem em perfil, 
poderíamos ter dúvida se estas imagens estavam dentro do pulmão, no 
espaço pleural ou mesmo no dorso da paciente.
 
Pronto! Nossa paciente está pronta para iniciar sua medicação! Apesar 
dos adereços estilosos, a radiografia do tórax está normal.
 
Vamos só abrir um pequeno parênteses aqui, antes de finalizar nossa 
análise. 
 
Apesar de parecerem inofensivos, estes artefatos como piercings, joias, 
zíperes, entre outros não devem estar presentes nas imagens de 
radiografia. Eles podem mimetizar doenças, principalmente quando a 
densidade for semelhante à das partes moles. O correto seria o técnico 
solicitar à paciente que retirasse antes do exame. 
 
A avaliação da qualidade técnica do exame é o primeiro passo para a 
análise de uma radiografia. Muitos erros técnicos simulam ou
obscurecem alterações. Fique atento!
 
Segue um resuminho do que você deve analisar para certificar-se de que 
o exame está tecnicamente adequado para ser analisado:
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Tabela 1. Avaliação da adequação técnica das radiografias de tórax. Fonte: Organizado por 
Medway.
CASO CLÍNICO #2
Paciente do sexo masculino, 67 anos, sofreu um acidente de moto há 3 
meses e estava com um fixador externo na tíbia direita. Evoluiu com 
osteomielite aguda e choque séptico. Está na UTI há 21 dias para 
tratamento e em melhora. Realizou radiografia de tórax para controle. O 
paciente está assintomático do ponto de vista respiratório.
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 14. Radiografia de Tórax (AP). Fonte: Acervo Medway.
DISCUSSÃO
Ao avaliar este paciente, observamos que foi obtida uma radiografia de 
tórax em incidência frontal, mas já podemos notar que a radiografia está 
meio feia, né? Basta comparar com a radiografia do primeiro caso clínico 
deste estudo dirigido. O que aconteceu? Por que esta radiografia está 
tão diferente, sendo que ambas foram obtidas em incidência frontal?
Neste caso, nosso paciente está acamado na UTI. Desta forma, sua 
radiografia de tórax foi obtida em decúbito dorsal, com os raios-X 
seguindo em direção anteroposterior, ou seja, entrando pela porção 
anterior do tórax e saindo pela porção posterior. Esta incidência é 
chamada frontal em AP (anteroposterior) e é a técnica padrão para 
aquisição de exames no leito quando o paciente não tem condições 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
clínicas de realizar o exame com a técnica ótima (PA e perfil), que requer 
ortostase ou pelo menos que o paciente fique sentado. 
 
Figura 15. Técnica adequada para realização do raio-X em frontal com raios em direção 
anteroposterior. Veja que o coração está na porção anterior do tórax, longe do filme, o que 
gera uma magnificação artefatual do coração, simulando cardiomegalias. Fonte: The 
Chest X-Ray: A Survival Guide, 1ª edição, página 15.
 
 
A incidência em AP é nossa alternativa para pacientes acamados(as), 
com restrição de movimentação e gravemente doentes (em leitos de UTI, 
por exemplo), mas carrega algumas questões técnicas que limitam um 
pouco a sua interpretação e que precisam ser conhecidas pois podem 
simular alterações.
 
O principal problema é a ampliação artificial das estruturas 
mediastinais, dificultando a avaliação do coração e dos vasos 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
mediastinais, por exemplo. Por este motivo, devemos evitar tirar 
conclusões sobre a presença de cardiomegalia ou dilatação aórtica, 
quando esta técnica for utilizada. A ampliação das estruturas 
mediastinais também pode simular massas hilares ou linfonodomegalias 
por ampliar as estruturas vasculares hilares normais.
 
A radiografia do tórax do paciente acamado também fica prejudicada 
quanto à avaliação do parênquima pulmonar por dois motivos:
As escápulas ficam projetadas nos campos pulmonares 
superiores e médios, o que pode simular opacidades.
Raramente o paciente consegue fazer uma inspiração adequada, 
por isso a radiografia pode parecer "suja" nas bases pulmonares 
onde o parênquima fica parcialmente expandido, simulando 
opacidades.
Acho que você já percebeu que devemos sempre avaliar com muito 
cuidado as radiografias em decúbito dorsal (AP). Mas também não se 
assuste! Apesar de raramente as radiografias em decúbito dorsal 
atingirem os critérios de qualidade que são esperados na radiografia em 
PA, elas geralmente são solicitadas para uma avaliação mais grosseira da 
transparência dos pulmões (limpos ou não) ou mesmo para avaliação do 
posicionamento de dispositivos. Na dúvida, uma tomografia 
computadorizada vai trazer mais informações.
 
Bom, vamos voltar à radiografia do nosso paciente. 
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 16. Radiografia em AP do caso clínico 2. Seta vermelha = indicação de que o exame 
foi realizado no leito e do lado direito do paciente. Linha tracejada amarela = escápulas no 
campo. Linha rosa = cateter venoso central. Área verde: brônquios e estruturas vasculares 
aglomeradas pela hipoexpansão pulmonar. Linha pontilhada azul = silhueta mediastinal. 
Números de 1 a 8 = contagem das costelas nos campos pulmonares. Fonte: Acervo 
Medway.
Veja que por convenção, o técnico de radiologia deve sinalizar que o 
exame foi realizado no leito, como podemos ver no canto superior direito 
(seta vermelha). O técnico também nos sinalizou que aquele é o lado 
direito do paciente. Ótimo! O primeiro critério de qualidade que é a 
orientação já está OK! Além disso, todo o tórax foi incluído no estudo, a 
penetração dos raios está boa e a radiografia está bem alinhada. 
 
Já quando vamos observar os campos pulmonares, não está tão legal, 
né? O que está te incomodando provavelmente é a presença das 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
escápulas no campo (linha tracejada amarela). Veja como ela simula 
opacidades pulmonares. 
 
Os pulmões também estão hipoexpandidos devido a uma inspiração 
incompleta, o que gera um aspecto confluente dos vasos e brônquios 
dos campos pulmonares inferiores (área verde) , também simulando 
opacidades pulmonares.
 
Além disso, veja como o mediastino parece alargado (linha pontilhada 
azul). Um colega desavisado poderia considerar patológico.
 
Por fim, o paciente tem um cateter venoso central (linha rosa), com 
extremidade na projeção do átrio direito.
 
Veja que depois de alguma reflexão sobre a técnica, uma radiografia 
que parecia alterada já nos parece mais tranquila. Nosso paciente está 
pronto para receber alta da UTI! 
 
Assim que ele chegou no quarto da enfermaria foi possível realizar uma 
radiografia em PA (figura abaixo) que nos prova que as opacidades nas 
bases e o alargamento mediastinal eram meramente artefatuaisdevido à 
aquisição em decúbito dorsal.
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 17. Radiografia em PA do caso clínico 2 - exame normal. Fonte: Acervo Medway.
CASO CLÍNICO #3
Paciente do sexo feminino, 32 anos, vem realizar radiografia de tórax para 
exame admissional depois de passar em concurso público. 
Assintomática. Foi solicitada radiografia de tórax em PA e perfil.
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 18. Radiografia de Tórax (PA). Fonte: Acervo Medway.
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 19. Radiografia de Tórax (Perfil). Fonte: Acervo Medway.
DISCUSSÃO
Pessoal, caso moleza! Paciente assintomática, exame de check up para 
ser admitida no novo emprego. A radiografia está completamente 
normal. Mas e a coragem pra chamar uma radiografia de normal? 
 
O(A) bom/boa radiologista tem sempre um check list mental de tudo 
que ele(a) precisa ver na imagem; chamamos isso de avaliação 
sistemática. Desta forma, toda vez que olhamos um exame, seguimos 
sempre a mesma sequência, para que isso fique automático e a gente 
não esqueça de olhar nenhum pedacinho. Desta forma, temos mais 
confiança que realmente o exame está normal. 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
 
Vamos fazer juntos nessa avaliação sistematizada e, de bônus, a gente 
ainda revisa a anatomia normal. Bora?
 
Uma sequência bem fácil é a famosa "de fora para dentro". Vamos 
seguir? :)
 
 
Parede torácica
 
Começando pelas estruturas mais externas do tórax, vamos avaliar a 
parede torácica: partes moles (músculos e subcutâneo), mamas nas 
mulheres, axilas e osso (costelas, escápulas, clavículas, esterno e as 
cabeças dos úmeros). Dê uma olhada nestas estruturas nas radiografias 
abaixo:
 
 
Figura 20. Radiografia de tórax normal: estruturas anatômicas da parede torácica. Fonte: 
Acervo Medway.
Aí você pode estar pensando: "Ah! Nada a ver ficar olhando essas coisas 
sem importância na parede torácica. Pra quê isso? Vamos direto ver o 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
pulmão". Calma! Esse pensamento é uma cilada. Quando ignoramos as 
estruturas, podemos perder informações valiosas para a condução do(a) 
nosso(a) paciente como fraturas, metástases ou infecções ósseas, 
enfisema subcutâneo etc.
Espaços pleurais
 
Seguindo nossa avaliação "de fora para dentro", chegamos nos espaços 
pleurais. Procuraremos principalmente derrames pleurais e 
pneumotórax. Veja abaixo as imagens do aspecto normal dos espaços 
pleurais na radiografia do tórax:
 
 
Figura 21. Radiografia de tórax normal: espaços pleurais. Fonte: Acervo Medway.
Para procurar alterações pleurais precisamos entender que o espaço 
pleural é uma cavidade virtual e que os líquidos, quando se acumulam 
nesta cavidade, vão sempre ocupar as porções mais inferiores pela lei da 
gravidade. 
 
Quando o(a) paciente está de pé ou sentado(a), o líquido escorre para os 
seios costofrênicos, que são ângulos profundos formados entre o gradil 
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Usuario
Nota
Ângulos costofrênicos (frênico = diafragma):
- Laterais
- Posteriores (são mais profundos))

Ângulo cardiofrênico
Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
costal e as cúpulas diafragmáticas. Nas incidências em PA ou perfil, 
vemos este líquido como uma obliteração dos seios costofrênicos laterais 
ou posteriores, sendo que, como os posteriores são mais profundos, são 
obliterados primeiro. A obliteração destes seios é a manifestação mais 
inicial dos derrames pleurais na radiografia.
Parênquima pulmonar
 
Agora que os espaços pleurais foram devidamente estudados, chegou a 
hora de olharmos para os pulmões. Você deve se lembrar das suas aulas 
de anatomia, quando vimos que o pulmão direito é dividido em três 
lobos: superior, médio e inferior; enquanto que o pulmão esquerdo é 
dividido apenas em dois: superior e inferior. Quem separa estes lobos são 
as fissuras ou cisuras pulmonares, sendo duas à direita (horizontal e 
oblíqua) e uma à esquerda (oblíqua). Esta anatomia é extremamente útil 
na hora de localizar as lesões observadas nas radiografias. 
 
Veja abaixo a topografia das fissuras pulmonares vistas na radiografia, 
dividindo os pulmões em lobos. Mas saiba que dificilmente conseguimos 
identificar as fissuras na radiografia, por isso preferimos nos referir a 
campos pulmonares quando avaliamos um exame de raio-X.
 
 
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 22. Radiografia de tórax normal: lobos pulmonares e fissuras - pulmão direito. 
Fonte: Acervo Medway.
 
 
Figura 23. Radiografia de tórax normal: lobos pulmonares e fissuras - pulmão esquerdo. 
Fonte: Acervo Medway.
 
 
 
Figura 24. Radiografia de tórax normal: campos pulmonares. Fonte: Acervo Medway.
O parênquima pulmonar é entremeado pela trama broncovascular, que 
é composta pelas artérias e veias pulmonares e pelos brônquios. 
None 26
Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Normalmente a trama broncovascular nos campos pulmonares 
superiores é menos calibrosa e evidente que nas bases pulmonares.
Mediastino
 
Como as estruturas mediastinais apresentam densidades semelhantes, 
fica difícil identificá-las individualmente. Desta forma, de maneira prática, 
o mediastino costuma ser avaliado de forma global, procurando por 
alargamentos mediastinais. Uma maneira de avaliar é medir o 
mediastino na altura do arco aórtico, se tiver acima de 8 cm é 
considerado alargamento mediastinal. O diagnóstico diferencial é bem 
amplo.
 
Outra forma de avaliar o mediastino é analisando os contornos 
mediastinais. Veja a imagem abaixo:
 
 
Figura 25. Radiografia de tórax normal: contornos mediastinais. Fonte: Acervo Medway.
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Nessas radiografias do tórax em PA (posteroanterior) e perfil, podemos 
caracterizar os contornos das principais estruturas vasculares 
mediastinais: 
Veia cava superior e inferior
Aorta torácica
Tronco da artéria pulmonar
Além das estruturas vasculares, existe um espaço chamado janela 
aortopulmonar, localizado entre o arco aórtico e o tronco da artéria 
pulmonar. A obliteração desta janela sugere a presença de 
linfonodomegalias mediastinais.
 
 
Figura 26. Radiografia de tórax alterada: obliteração da janela aortopulmonar. Fonte: 
Acervo Medway.
 
Podemos também inferir a posição e os contornos das câmaras 
cardíacas, ilustradas na imagem abaixo:
 
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• 
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Usuario
Nota
Aurícula esquerda (apêndice do átrio esquerdo). É fundo. Se for proeminente: pode ser aumento do AE, que está abaulando a aurícula esquerda.
Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 27. Radiografia de tórax normal: câmaras cardíacas. Fonte: Acervo Medway.
Nessas radiografias do tórax em PA (posteroanterior) e perfil, podemos 
caracterizar os contornos das principais estruturas cardíacas e vasos da 
base: 
Átrio direito (AD)
Ventrículo direito (VD)
Átrio esquerdo (AE)
Ventrículo esquerdo (VE)
Tronco da artéria pulmonar (TP)
Aorta (Ao)
Veja que estão delimitadas as projeções radiográficas das estruturas 
cardiovasculares, não sendo possível definir a diferenciação exata entre 
as câmaras cardíacas e os vasos da base. No entanto, perceba como cada 
estrutura é responsável por um contorno no mediastino. Por exemplo, a 
margem cardíaca direita na radiografia em PA é determinada pelo átrio 
direito, ao passo que a margem cardíaca esquerda é determinada pelo 
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• 
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Usuario
Nota
VD é mais anteriorizado.
Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
ventrículo esquerdo. Já a margem anterior do coração na radiografia em 
perfil é delimitada pelo ventrículo direito e a margem posterior pelo átrio 
esquerdo. 
 
Portanto, apesar de não ser possível a diferenciação exata entre as 
câmaras cardíacas e os vasos da base, conhecendo qual estrutura 
anatômica é responsável por cada contorno mediastinal, é possível 
detectar eventuais alterações, como o aumento das câmaras cardíacas 
ou aneurismas arteriais. 
 
Outra informação importante fornecida pela radiografia torácica é o 
índice cardiotorácico. Esse índice representa a proporção entre o 
diâmetro da sombra cardíaca (vermelho) e a largura transversal do tórax 
(amarelo) na incidência PA. Quando maior que 0,5 cm, podemos dizer 
que o índice cardiotorácico está elevado, tendo causas como 
cardiomegalia ou derrame pericárdico. 
 
None 30
Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Figura 28. Radiografia de tórax normal: índice cardíaco. Fonte: Acervo Medway.
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Radiografia do Tórax 
Princípios Básicos da Radiografia do Tórax 
Bibliografia
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Curso de preparação anual para a fase teórica das provas de 
residência médica, incluindo as mais concorridas do estado de 
São Paulo, como USP, Unifesp e Unicamp. Conheça as opções:
• Extensivo Base (1 ano): fundamentos teóricos para quem 
está no 5º ano da faculdade e vai iniciar a sua preparação
• Extensivo São Paulo (1 ano): ideal para quem quer passar 
na residência em São Paulo. Oferece acesso ao Intensivo 
São Paulo, liberado a partir do segundo semestre 
• Extensivo Programado (2 anos): a opção mais completa 
e robusta para quem busca se preparar de forma contínua 
desde o quinto ano. É composto por 4 cursos: Medway 
Mentoria e Extensivo Base no primeiro ano e Extensivo 
São Paulo e Intensivo São Paulo no segundo
Todos os Extensivos oferecem videoaulas completas, 
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provas de residência médica, incluindo dicas para direcionar o 
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Preparação direcionada para quem quer alcançar a sua 
melhor performance na reta final dos estudos para as provas 
de residência médica. Estudo planejado com base em guias 
estatísticos, aulas específicas por instituição e simulados para 
que você foque no conteúdo que realmente cai na prova que 
vai prestar, seja em São Paulo, na Bahia, em Minas Gerais, no 
Paraná ou Enare.
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Disponíveis em todas as plataformas de áudio e também no 
YouTube. Conheça os programas:
• Finalmente Residente: dicas sobre carreira e entrevistas 
com especialistas de diversas áreas que mandam o papo 
reto sobre como é cada residência.
• Projeto R1: dicas de estudos, preparação e entrevistas 
inspiradoras com quem já passou na residência. 
Blog da Medway 
Informe-se com artigos sobre editais, concorrências, notas de 
corte, atualizações nos processos seletivos, especialidades e 
medicina de emergência.
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o que você precisar, seja uma dica de estudos, um desabafo ou uma 
dúvida em relação aos cursos ou ao conteúdo. Estamos com você até 
o final, combinado?
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SOBRE A MEDWAY
A Medway existe para ser a marca de confiança do Médico. Estamos 
sempre com você, principalmente durante a jornada de aprovação 
para a residência médica. 
Acreditamos que um ensino de qualidade faz toda a diferença na 
carreira do profissional de medicina e impacta de forma positiva a 
assistência lá na ponta. 
Só nos últimos 3 anos, aprovamos 3.600 alunos na residência médica 
em todo o Brasil, sendo 61% deles no estado de SP. Em 2022, quase 
50% dos aprovados nas instituições mais concorridas de São Paulo 
(USP-SP, USP-RP, Unifesp, Unicamp e Iamspe) foram alunos Medway.
Conseguimos isso unindo alguns elementos que são as nossas 
marcas registradas: proximidade com os alunos, aulas e professores 
excelentes, estudo direcionado e uma plataforma com mais de 41 
mil questões comentadas, personalizável para suas necessidades.
Seguimos focados em acompanhar você rumo à aprovação na 
residência médica dos seus sonhos, seja na Bahia, em Minas Gerais, 
no Paraná, em São Paulo ou em instituições espalhadas pelo Brasil 
(Enare). 
Com a Medway, o R1 é logo ali!
	Podemos também inferir a posição e os contornos das câmaras cardíacas, ilustradas na imagem abaixo: