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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL 
POLO DE APOIO PRESENCIAL DE ALEXÂNIA 
CURSO TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO 
 
 
 
JORDANA WOLPP VIEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O IMPACTO DO USO DE BIOINSUMOS NA CULTURA DO FEIJÃO 
(PHASEOLUS VULGARIS L.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALEXÂNIA – GO 
2024
 
Jordana Wolpp Vieira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O IMPACTO DO USO DE BIOINSUMOS NA CULTURA DO FEIJÃO 
(PHASEOLUS VULGARIS L.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao 
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) 
como parte dos requisitos exigidos para a obtenção de 
habilitação Técnica em Agronegócio. 
 
Tutor orientador presencial: Anna Paula Rodrigues dos 
Santos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALEXÂNIA – GO 
2024
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Deus, fonte de toda sabedoria e força. Ao 
meu esposo, pela incansável parceria e amor 
incondicional, que tornaram tudo possível. À 
minha filha Lara Júlia, por sua generosidade em 
cuidar da pequena Maria Eduarda, permitindo 
que eu me dedicasse a este projeto.
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço imensamente à minha tutora, Anna Paula, pela sua paciência e apoio 
incondicional durante todo o desenvolvimento deste trabalho. 
Sou grata ao SENAR pela oportunidade de realizar este curso e pela formação 
profissional de qualidade que me proporcionou. 
Agradeço à coordenadora Tatiane por seus conselhos e incentivo, que foram essenciais 
para que eu não desistisse. 
À banca examinadora, meus sinceros agradecimentos pelas valiosas contribuições e 
sugestões, que enriqueceram significativamente este trabalho. 
Agradeço à Dra. Tayline Walverde, especialista em desenvolvimento sustentável, por 
ter acreditado no meu tema e me apoiado em minha pesquisa. 
Ao meu amigo Lincoln França, agradeço pela amizade e por ter compartilhado seus 
conhecimentos, contribuindo para o sucesso deste trabalho. 
Sou grata a todos os excelentes professores do Curso Técnico em Agronegócio, que 
transmitiram seus conhecimentos com excelência e nos proporcionaram uma formação de alta 
qualidade. 
Agradeço aos meus colegas de curso por todos os momentos de aprendizado, 
companheirismo e amizade. 
 
 
Muito obrigada! 
 
 
 
 
 
 
EPÍGRAFE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que a tua vida não seja uma vida estéril. 
Sê útil. 
Deixa rasto. 
(São Josemaria Escrivá) 
6 
 
RESUMO 
 
A agricultura é a principal fonte de riqueza do Brasil. Por outro lado, o modelo agrícola atual 
ainda está associado ao uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Os bioinsumos estão se 
tornando um substituto popular para os agroquímicos convencionais. Ao integrar bioinsumos 
aos sistemas de produção, especialmente na combinação com insumos tradicionais, os 
agricultores melhoram a eficiência do uso desses recursos, contribuindo para a redução de 
custos e melhorando o desempenho agronômico de seus trabalhos. A intencionalidade deste 
estudo é descobrir como os bioinsumos afetam a agricultura brasileira e são eficazes porque o 
feijão é uma das leguminosas mais populares do país e é fundamental para que os agricultores 
ganhem dinheiro e tenham comida suficiente. A aplicação de bioinsumos na cultura do feijão 
pode aumentar a produtividade, melhorar a qualidade do solo, diminuir o impacto ambiental e 
promover uma agricultura mais sustentável. O objetivo principal deste estudo é investigar as 
vantagens e eficácia dos bioinsumos na cultura do feijão no cerrado, com ênfase na 
produtividade e na sustentabilidade ambiental. Os produtos e serviços derivados de organismos 
vivos ou de seus processos de transformação, incluindo a produção primária, a pós-colheita, o 
processamento e o armazenamento, são conhecidos como bioinsumos. As práticas 
agroecológicas e orgânicas frequentemente utilizam tecnologias e insumos que vêm de fontes 
renováveis, reduzindo a dependência de produtos químicos sintéticos e não renováveis e 
importados. 
 
Palavras- chave: Sistema de produção agrícola. Agronegócio. Cultura do feijão. Bioinsumos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS E TABELAS 
Figura 1 – Área da Fazenda Sítio Novo ................................................................................... 29 
Figura 2 - Bacillus amyloliquefaciens no Combate aos Nematoides. ...................................... 31 
Figura 3 – Máquina de tratamento e Tratamento da semente (on farm). ................................. 32 
Figura 4– Semente tratada na plantadeira................................................................................. 33 
Figura 5 – Lavoura estabelecida. .............................................................................................. 33 
Figura 6 – Resultado do volume de raiz do tratamento biológico. ........................................... 34 
Figura 7 – Sanidade do baixeiro das plantas – Controle preventivo funcionou. ...................... 34 
Figura 8– Produtividade do feijão e sanidade das vagens. ....................................................... 35 
Figura 9– Feijão em processo de dessecagem. ......................................................................... 36 
Figura 10– Processo de colheita ............................................................................................... 36 
Figura 11– Resultado final da colheita ..................................................................................... 37 
Figura 12– Químicos X Biológicos. ......................................................................................... 38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 1– Comparativo de valores por ha................................................................................39 
Tabela 2 – Colheita...................................................................................................................39 
Tabela 3 – Lucratividade/ha – 01.10.2024................................................................................39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE SIGLAS 
 
CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. 
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. 
PNB – Programa Nacional de Bioinsumos. 
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 
GO – Goiás 
CVT – Consultor Técnico de Vendas 
sp. – espécie 
spp. - espécies 
Bt – Bacillus Thuringiensis 
ha – hectares 
kg – quilogramas 
sc – sacas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO...........................................................................................................11 
1. JUSTIFICATIVA........................................................................................................13 
2. OBJETIVOS................................................................................................................13 
2.1.Objetivo Geral......................................................................................................13 
2.2.Objetivos Específicos............................................................................................13 
3. REFERENCIAL TEÓRICO.....................................................................................14 
4. O USO DE BIOINSUMOS NA AGRICULTURA BRASILEIRA.......................17 
4.1. O que são Bioinsumos?.......................................................................................19 
5. A EFICÁCIA DOS BIOINSUMOS NO CULTIVO DO FEIJÃO........................21 
5.1. Os principais bioinsumos disponíveis para o cultivo do feijão.......................23 
5.2. O custo benefício da aplicação de bioinsumos no cultivo do feijão................25 
6. MATERIAIS E MÉTODOS.....................................................................................27de 
microrganismos, como bactérias, fungos e outros agentes biológicos, apresentam uma eficácia 
relevante na proteção e no desenvolvimento do feijão, oferecendo uma alternativa sustentável 
aos insumos químicos convencionais, neste estudo objetivamos analisar a eficácia dos 
bioinsumos na cultura de feijão da agricultura brasileira. 
Observou-se que uso de fungos antagonistas, como Trichoderma spp., e bactérias 
benéficas, como Bacillus spp., auxiliam no controle de patógenos do solo, exerce influência 
sobre as pragas e doenças comuns no cultivo do feijão, como nematoides e fungos patogênicos. 
Bioinsumos como bactérias fixadas de nitrogênio e fungos micorrízicos auxiliam na nutrição 
da planta, favorecendo o desenvolvimento de raízes e proporcionando maior absorção de 
nutrientes, o que resulta em plantas mais vigorosas e produtivas. 
No caso do feijão, o uso de Rhizobium como inoculantes é um exemplo clássico de 
bioinsumo de sucesso. Ele permite que as plantas fixem nitrogênio diretamente do ar, reduzindo 
a necessidade de fertilizantes nitrogenados, que são caros e ambientalmente problemáticos. 
Como resultado, o agricultor pode reduzir seus custos com fertilizantes químicos e, ao mesmo 
tempo, aumentar a produtividade, gerando um ótimo custo-benefício. 
Percebeu-se após a análise dos dados que o uso de bioinsumos afeta a agricultura 
brasileira e são eficazes no cultivo do feijão. É importante que os agricultores vejam os 
bioinsumos e agentes de controle biológico como parte de um processo contínuo de manejo, e 
não como soluções isoladas. 
Portanto, a adoção de bioinsumos no feijão se apresenta como uma prática vantajosa 
que beneficia diretamente o agricultor e contribui para uma produção agrícola mais sustentável 
e eficiente no Brasil. O controle biológico muitas vezes requer a manutenção de condições 
adequadas para a sobrevivência e eficácia dos agentes liberados. Além de garantir que o 
material biológico esteja disponível em quantidade e qualidade adequadas, com informações 
claras sobre o uso correto e as condições ideais para aplicação. 
Além do retorno financeiro direto, o uso de bioinsumos proporciona benefícios 
ambientais, como a redução da contaminação do solo e da água, preservação da biodiversidade 
e maior resiliência a mudanças climáticas. Esses fatores também agregam valor econômico, 
uma vez que os consumidores estão cada vez mais interessados em produtos sustentáveis e 
41 
 
livres de resíduos químicos, o que pode aumentar a demanda e os preços do feijão produzido 
de maneira ecológica. 
O controle biológico deve ser visto como uma parte de um sistema mais amplo de 
manejo de pragas, que pode incluir práticas culturais, monitoramento, controle físico e, quando 
necessário, uso restrito de produtos químicos. Desenvolver planos de manejo que integrem 
controle biológico com outras práticas de MIP, como rotação de culturas, escolha de variedades 
resistentes, e manejo adequado do solo e da irrigação. 
A eficácia dos bioinsumos no cultivo de feijão é evidente e oferece diversos benefícios 
que vão além do aumento de produtividade, incluindo a promoção da sustentabilidade e a 
melhoria da saúde do solo. A aplicação de bioinsumos como bactérias fixadas de nitrogênio e 
fungos antagonistas, tem mostrado resultados positivos no desenvolvimento das plantas, no 
fortalecimento contra pragas e doenças e na qualidade geral do solo. 
Esses insumos biológicos são capazes de substituir, em parte, os fertilizantes e pesticidas 
químicos, reduzir custos e o impacto ambiental, além de apoiar uma agricultura regenerativa e 
sustentável. Para a cultura do feijão, bioinsumos como Rhizobium e Trichoderma têm se 
mostrado eficazes no aumento de vigor das plantas, na fixação de nitrogênio e no biocontrole 
de patógenos, o que se traduz em trabalhos mais saudáveis e produtivos. 
O suporte técnico e a disponibilidade de materiais de alta qualidade são fundamentais 
para apoiar essa mudança e garantir que os bioinsumos proporcionem os benefícios esperados 
na produção agrícola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
REFERÊNCIAS 
ALVES, E. R. D. A.; SOUZA, G. D. S. E.; MARRA, R. Papel da Embrapa no desenvolvimento 
do agronegócio. In: TEIXEIRA, E. C.; PROTIL, R. M.; LIMA, A. L. R. A contribuição da 
ciência e da tecnologia para o desenvolvimento do agronegócio. Viçosa: UFV: Suprema, 2008. 
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ARAÚJO, A. S. F.; MONTEIRO, R. T. R. Indicadores biológicos de qualidade do solo. Biosci. 
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BOTELHO, F. J. E.; GUIMARÃES, R. M.; OLIVEIRA, J. A.; EVANGELISTA, J. R. E.; 
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https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/inovacao/bioinsumos/material-paraimprensa
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Acesso em: ago. 2024. 
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44 
 
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Sustentável, v.1, n.2, p.1-10, 2022. 
45 
 
SOUZA, F. P.; CASTILHO, T. P.; MACEDO, L. O. Um marco institucional para os 
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VIDAL, Mariane Carvalho; SALDANHA, Rodolfo; VERISSIMO, Mario Álvaro Aloisio 
Bioinsumos: o programa nacional e a sua relação com a produção sustentável. In: GINDRI, D. 
M.; MOREIRA, P. A. B., VERISSIMO, M. A. A. (org.). Sanidade vegetal: uma estratégia 
global para eliminar a fome, reduzir a pobreza, proteger o meio ambiente e estimular o 
desenvolvimento econômico sustentável. 1 ed. Florianópolis: CIDASC, 2020. 
VIDAL, Mariane Carvalho; DIAS, Rogério Pereira. Bioinsumos a partir das contribuições da 
agroecologia. Revista Brasileira de Agroecologia, v. 18, n. 1, p. 171-192, 2023. ISSN: 1980-
9735. DOI: https://doi.org/10.33240/rba.v18i1.23735. 
YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Tradução: Daniel Grassi. 2. ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2001. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://doi.org/10.33240/rba.v18i1.237357. FAZENDA SÍTIO NOVO – SANTO ANTÔNIO DESCOBERTO (GO): do 
tratamento ao cultivo da semente..............................................................................29 
8. RESULTADOS E DISCUSSÃO.............................................................................30 
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................40 
10. REFERÊNCIAS..........................................................................................................42 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
INTRODUÇÃO 
A agropecuária é, de fato, uma das principais atividades econômicas do Brasil, 
desempenhando um papel crucial no crescimento econômico do país. O agronegócio brasileiro 
abrange desde a produção de grãos, como soja, feijão e milho, até a pecuária, com destaque 
para a produção de carne bovina, suína e de frango. Essa atividade impulsiona não apenas o 
comércio interno, mas também as exportações, gerando divisas significativas e fortalecendo a 
balança comercial (CNA, 2021). 
Além disso, o agronegócio contribui diretamente para a geração de empregos, 
especialmente em cidades de pequeno e médio porte, e ajuda a impulsionar o desenvolvimento 
local. Com isso, muitas regiões conseguem melhor infraestrutura, serviços públicos mais 
eficientes e uma elevação na qualidade de vida da população. O impacto positivo vai além do 
campo, com uma cadeia produtiva que movimenta indústrias e serviços ligados ao setor, como 
transporte, tecnologia, e insumos agrícolas. 
Porém, o crescimento da agropecuária também levanta desafios, como a necessidade de 
práticas mais sustentáveis e a preservação ambiental, questões que estão cada vez mais 
presentes nas discussões sobre o futuro do setor no Brasil (EMBRAPA, 2014). 
A transformação do setor agropecuário brasileiro nas últimas décadas é impressionante. 
O Brasil passou de uma posição de importador de alimentos, nos anos 1960 e 1970, para se 
consolidar como um dos principais produtores e exportadores mundiais de commodities 
agrícolas. Esse crescimento se deve a uma combinação de fatores, incluindo avanços 
tecnológicos, políticas governamentais, aumento da área cultivada e melhorias na infraestrutura 
de escoamento (CNA, 2021). 
A introdução de novas tecnologias como: o uso de bioinsumos, de sementes 
geneticamente modificadas, o uso de máquinas agrícolas mais modernas e técnicas de 
agricultura de precisão, permitiram o aumento da produtividade e a redução dos custos de 
produção. 
Regiões como o Centro-Oeste brasileiro, antes considerado inadequado para a 
agricultura, foi transformado em grandes polos produtivos graças a técnicas de manejo de solo 
e à adaptação de cultivos a diferentes climas e solos. A produção de grãos, especialmente soja 
e milho, é um exemplo claro dessa expansão (EMBRAPA, 2014). 
Podemos citar a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), cujo papel, 
foi fundamental no desenvolvimento de pesquisas adaptadas às condições climáticas e de solo 
do Brasil, permitindo a modernização do setor agrícola. Além disso, políticas governamentais 
12 
 
que incentivaram a exportação e a abertura de novos mercados ajudaram a consolidar o Brasil 
como um dos maiores exportadores de commodities. 
Embora ainda seja um desafio, melhorias na infraestrutura de transporte, como estradas, 
ferrovias e portos, permitiram o escoamento da produção para os principais mercados 
consumidores. A ampliação da capacidade logística facilitou o acesso do Brasil a mercados 
internacionais, especialmente na Ásia e Europa (EMBRAPA, 2014). 
A ascensão do Brasil como potência agrícola foi impulsionada por uma série de fatores 
que, juntos, transformaram o país em um dos maiores produtores e exportadores de alimentos 
do mundo (ALVES, SOUZA e MARRA, 2008). 
Neste estudo desatacamos como o feijão, uma das culturas mais tradicionais e 
importantes no Brasil, tanto no aspecto econômico quanto na segurança alimentar, pode se 
beneficiar amplamente com o uso de bioinsumos. A adoção dessa prática na produção de feijão 
oferece vantagens significativas, especialmente no contexto de uma agricultura mais sustentável 
e de menor impacto ambiental (BRASIL, 2020). 
Diante dos desafios da agricultura moderna e do potencial dos bioinsumos, este estudo, 
visa analisar a eficácia dos bioinsumos na cultura de feijão da agricultura brasileira. O objetivo 
é fornecer informações consistentes que auxiliem os produtores na tomada de decisão sobre a 
adoção dessa tecnologia. 
A aplicação de bioinsumos na cultura do feijão também pode contribuir para a 
resiliência do cultivo frente às mudanças climáticas, fortalecendo o sistema agrícola e 
garantindo maior segurança alimentar. Isso é particularmente importante para os produtores, 
que podem encontrar nos bioinsumos uma alternativa mais acessível e sustentável para 
aumentar sua produtividade e garantir renda no campo (BRASIL, 2020). 
Pois, o uso de bioinsumos promove a saúde do solo, estimulando a atividade de 
microrganismos benéficos que melhoram a estrutura e a fertilidade do solo. Esses 
microrganismos ajudam a disponibilizar nutrientes importantes para a planta, além de fortalecer 
as interações biológicas que equilibram o ecossistema agrícola. Um solo saudável, por sua vez, 
contribui para a sustentabilidade em longo prazo da área cultivada (BRASIL, 2020). 
Através da pesquisa bibliográfica e análise de dados, espera-se contribuir para a 
promoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e para o desenvolvimento sustentável do 
agronegócio brasileiro. A pesquisa sobre a efetividade dos bioinsumos na cultura do feijão é 
crucial para impulsionar a agricultura sustentável no Brasil. Os resultados deste estudo podem 
auxiliar na construção de um futuro mais próspero e sustentável para o agronegócio brasileiro. 
 
13 
 
1. JUSTIFICATIVA 
O agronegócio brasileiro enfrenta o desafio de buscar práticas agrícolas mais 
sustentáveis, especialmente na produção de cereais, que ocupa grande parte da área plantada do 
país. Nesse contexto, os bioinsumos se apresentam como um complemento promissor aos 
defensivos tradicionais, oferecendo diversos benefícios como a redução do impacto ambiental, 
a melhoria da saúde do solo, o aumento da produtividade e a promoção da biodiversidade. 
As práticas agrícolas tradicionais, baseadas no uso intensivo de produtos químicos 
sintéticos, causam diversos impactos negativos, como a contaminação do solo e da água, a 
proliferação de pragas resistentes, o declínio da biodiversidade e o risco de intoxicação para 
agricultores e consumidores. 
O feijão é uma das principais leguminosas cultivadas no Brasil, sendo fundamental para 
a segurança alimentar e a geração de renda no campo. A aplicação de bioinsumos na cultura do 
feijão pode trazer diversos benefícios, como aumento da produtividade, melhoria da qualidade 
do solo, redução do impacto ambiental e promoção da agricultura sustentável. 
A substituição ou redução no uso de fertilizantes e defensivos químicos pela utilização 
de bioinsumos diminui a contaminação do solo e dos corpos d'água, além de reduzir a emissão 
de gases de efeito estufa associados à produção e aplicação de insumos sintéticos. Isso torna a 
produção de feijão mais ecológica e contribui para a preservação dos recursos naturais. 
 
 
2. OBJETIVOS 
2.1. Objetivo Geral: 
• Analisar a eficácia e benefícios dos bioinsumos na cultura do feijão no cerrado, com 
foco na produtividade, na sustentabilidade ambiental. 
2.2. Objetivos Específicos: 
• Identificar e caracterizar os principais tipos de bioinsumos disponíveis para a cultura do 
feijão; 
• Identificar o custo benefício da aplicação de bioinsumos na cultura do feijão; 
• Discutir as vantagens e desvantagens da utilização de bioinsumos na cultura do feijão; 
 
 
 
14 
 
 
3. REFERENCIAL TEÓRICO 
Até o final do século XIX, as atividades agrícolas no Brasil e em outras partesdo mundo 
eram profundamente ligadas ao conhecimento tradicional transmitido de geração em geração. 
Os métodos de cultivo e manejo eram baseados nas experiências e observações acumuladas 
pelos antepassados, que dependiam dos recursos naturais disponíveis e da força de trabalho, 
muitas vezes familiar ou comunitária (FERREIRA, 2008). 
As técnicas agrícolas eram adaptadas ao ambiente físico local, aproveitando as 
condições naturais, como a disponibilidade de água, a fertilidade do solo e o clima. A 
agricultura de subsistência, predominante nesse período, envolvia o cultivo de alimentos para 
o consumo próprio, com pouca ou nenhuma mecanização. No entanto, a produção agrícola 
dependia quase exclusivamente do trabalho humano e, em alguns casos, da força animal. O uso 
de ferramentas manuais, como enxadas e arados, era comum, e o ritmo da produção estava 
diretamente ligado à capacidade de trabalho dos agricultores (FERREIRA, 2008). 
Desse modo, as práticas agrícolas eram moldadas pelas características regionais. 
Diferentes regiões do Brasil, por exemplo, desenvolveram culturas e técnicas distintas, 
conforme suas condições ambientais e suas heranças culturais. Na região Norte tem uma 
agricultura mais voltada ao extrativismo e à preservação, enfrentando o desafio de conciliar a 
produção com a conservação da Amazônia, o Centro-Oeste é o coração do agronegócio 
brasileiro, com grandes extensões de soja, feijão, milho e algodão, além de uma pecuária 
robusta. Ambas as regiões têm papéis fundamentais na economia agrícola do Brasil, cada uma 
com suas particularidades e desafios próprios. No Nordeste, a produção de cana-de-açúcar 
prosperou em função do clima e da infraestrutura estabelecida durante o período colonial, 
enquanto no Sul, o cultivo de milho e trigo foi mais comum, influenciado pela imigração 
europeia (FERREIRA, 2008). 
A produção era voltada principalmente para atender às necessidades locais, com uma 
economia agrícola voltada para o autoconsumo e o comércio em mercados regionais. A oferta 
e a demanda eram ajustadas às condições locais, e os excedentes eram trocados ou vendidos em 
pequena escala (FERREIRA, 2008). 
Essa relação íntima entre a agricultura, o ambiente natural e o contexto sociocultural 
começou a mudar com o avanço da Revolução Industrial e o desenvolvimento de novas 
tecnologias agrícolas. No início do século XX, a mecanização, o surgimento de fertilizantes 
químicos e o uso de novas variedades de plantas começaram a transformar radicalmente a forma 
15 
 
como a agricultura era praticada, resultando em maiores rendimentos e na criação de mercados 
globais para os produtos agrícolas (PENNA, S/D). 
Nas últimas décadas, a agricultura em larga escala, especialmente nas regiões de 
expansão como o Centro-Oeste e partes da Amazônia, trouxe grandes avanços em termos de 
produção de alimentos e commodities, consolidando o Brasil como um dos maiores 
exportadores agrícolas do mundo. No entanto, essa abordagem também gerou diversas 
preocupações e discussões no cenário ambiental (RENE et al., 2023). 
Para fornecer alimentos, fibras e matérias primas para a subsistência, a agricultura tem 
um papel importante na história da humanidade. Porém, com o aumento da população e as 
mudanças climáticas, a preocupação com a sustentabilidade, a preservação ambiental e a 
segurança alimentar têm aumentado. Neste contexto, os bioinsumos se mostram uma solução 
inovadora e ambientalmente benéfica. (MATOS et al., 2022; SANTOS et al.,2022). 
A mecanização, o melhoramento genético de variedades e os insumos voltados para o 
controle de pragas contribuíram para a transição da agricultura tradicional para a agricultura 
moderna. O resultado foi um aumento significativo das monoculturas no início do século XXI. 
91% dos 1,5 bilhão de hectares de terras agrícolas no mundo são reservados para plantações 
extensivas de milho, soja, arroz, trigo e outras monoculturas (FERREIRA, 2008). 
A diversidade das culturas cultivadas em terras cultiváveis diminuiu com a expansão da 
agricultura industrial, e o uso de terras agrícolas se concentrou em mãos de alguns produtores 
e grandes corporações (CASTRO et al., 2019). Diante desse exposto, podemos salientar a 
importância do solo a ser utilizado para a agricultura. 
Pois, o homem usa o solo, um recurso natural, para construir casas, cidades, indústrias, 
hospitais e estradas (MENDES et al., 2018). Antes disso, porém, o solo é a base de sustentação 
de todo habitat vegetal e animal devido às interações dos fatores de sua formação, que incluem 
clima, relevo, tempo, material de origem e organismos (SILVA et al., 2020). O solo é 
considerado um sistema natural vivo e dinâmico que regula a produção de alimentos e o balanço 
global do ecossistema. 
O solo ajuda as plantas a crescer fornecendo suporte físico, disponibilidade de água, 
nutrientes e oxigênio para as raízes. O solo também pode desempenhar um papel na regulação 
do fluxo de água no ambiente, bem como na transformação e degradação de substâncias 
poluentes. Ele representa um equilíbrio entre os fatores físicos, químicos e biológicos e garante 
a sustentação dos ecossistemas terrestres (EMBRAPA, 2020). 
A disponibilidade de nutrientes depende da capacidade do solo de filtrar e armazenar 
água e minerais, servir como fonte de matérias-primas, participar dos ciclos naturais e 
16 
 
desempenhar um papel importante nas questões ecológicas. A agricultura é diretamente afetada 
por processos fisiológicos da planta, microrganismos e solo, bem como suas interações 
(FERREIRA, 2008). 
Desse modo, observamos que, os solos que foram bem administrados mantêm sua 
estrutura, favorecendo a infiltração de água, aumentando a recarga dos lençóis freáticos e 
evitando o escorrimento superficial e as enxurradas, o que resulta em uma redução da erosão e 
das enchentes (EMBRAPA, 2020). 
Ao observar a importância do solo e de sua preparação para o cultivo, ressaltamos 
também o uso de insumos de combate a pragas e doenças, como os defensivos agrícolas por 
exemplo. Pois, de acordo com o artigo 1º do Decreto no 4.074/2002, os químicos são, 
Art. 1º Para os efeitos deste Decreto entende-se por: 
(...) 
IV - agrotóxicos e afins - produtos e agentes de processos físicos, químicos ou 
biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e no 
beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, 
nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas e de ambientes urbanos, 
hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da 
fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados 
nocivos, bem como as substâncias e produtos empregados como desfolhantes, 
dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento (...) (BRASIL, 2002). 
É comum que eles sejam conhecidos por combater e prevenir pragas agrícolas. 
Inseticidas, fungicidas, herbicidas, nematicidas, acaricidas, rodenticidas, moluscicidas, 
formicidas, reguladores e inibidores de crescimento são alguns dos vários tipos de defensivos 
agrícolas disponíveis para compra no mercado (BELCHIOR et al., 2014). 
Ao examinar o papel dos defensivos agrícolas, até mesmo no contexto da Revolução 
Verde, é evidente o grande avanço e o desenvolvimento obscuro que esta invenção trouxe para 
o setor agropecuário. Os defensivos agrícolas aumentam a produtividade e diminuem a 
insegurança alimentar. Sendo, impossível ignorar as desvantagens evidentes à saúde da 
natureza, à saúde humana e as violações graves dos direitos humanos (SERRA et al., 2016). 
Contudo, os problemas ambientais causados pelo uso de defensivos agrícolas mostram 
que é necessário mudar a forma como as sociedades produzem, agem e se relacionam com o 
ambiente. A sociedade está procurando uma solução para aumentar a produtividade agrícola 
sem comprometer a capacidade de carga do planeta (EMBRAPA, 2014). 
Uma das áreas que foram consideradaspara análise é o setor agrícola, tanto em termos 
de ação quanto de aplicabilidade. Isso incluiu o desenvolvimento de técnicas e recursos para 
avaliar a sustentabilidade. 
 
17 
 
 
4. O USO DE BIOINSUMOS NA AGRICULTURA BRASILEIRA 
Novos padrões de produção agrícola foram desenvolvidos para promover a 
sustentabilidade e, em oposição, os insumos biológicos – também conhecidos como 
"bioinsumos" – surgiram como uma alternativa aos insumos tradicionais em busca de 
sustentabilidade. Eles incluem produtos, processos e tecnologias de origem animal, vegetal ou 
microbiana que têm o potencial de melhorar a produção agrícola (FERREIRA, 2008). 
No Brasil, há um aumento na participação dos produtores rurais em práticas agrícolas 
sustentáveis e econômicas que usam bioinsumos. O Programa Nacional de Bioinsumos, criado 
em 2020, tem ajudado os produtores rurais a adotar essas inovações. No entanto, o manejo 
inadequado pode causar externalidades negativas que poderiam ser evitadas, os resultados 
mostram vários benefícios associados ao uso desses produtos. É necessário um marco 
institucional que guie a produção e o uso de bioinsumos no país (CALIGARIS, 2022). 
O uso de bioinsumos na agricultura brasileira está se consolidando como uma 
importante ferramenta para promover práticas agrícolas mais sustentáveis e menos dependentes 
de insumos químicos tradicionais. Os bioinsumos, que incluem produtos, processos ou 
tecnologias de origem animal, vegetal ou microbiana, oferecem alternativas que podem 
melhorar a produção agrícola, ao mesmo tempo em que reduzem os impactos ambientais 
(BRASIL, 2020). 
A criação do Programa Nacional de Bioinsumos (PNB), em 2020, foi um marco 
importante para estimular a adoção dessas práticas no Brasil. O programa busca fomentar o 
desenvolvimento, a produção e o uso de bioinsumos, promovendo uma transição para uma 
agricultura mais sustentável. A crescente adesão de produtores rurais a essas inovações reflete 
tanto o incentivo governamental quanto os benefícios observados no campo (FERREIRA, 
2008). 
Para o autor Carlos Magri Ferreira, 
O desenvolvimento sustentável também implica evolução constante, auto-
organização, e adaptação às mudanças. Para isso, um amplo leque de respostas 
adaptadas para os novos desafios deve estar disponível para potencial adoção. 
A diversidade é importante, pois aumenta a possibilidade de opções de 
resposta em tempo oportuno e com eficácia. Quanto maior a variabilidade do 
sistema, maiores são suas chances de encontrar soluções para os problemas 
derivados das alterações e pressões sofridas, significando maior 
competitividade ao sistema e ao território. (FERREIRA, 2008 p. 33). 
O conceito de desenvolvimento sustentável envolve, de fato, a capacidade de adaptação, 
auto-organização e evolução constante. Esses aspectos são fundamentais para que sistemas e 
18 
 
territórios possam responder de maneira eficaz às mudanças e pressões externas, como as 
alterações climáticas, a escassez de recursos ou as transformações socioeconômicas. A 
diversidade desempenha um papel essencial nesse processo, pois quanto mais variadas forem 
as opções e as respostas disponíveis dentro de um sistema, maiores serão as chances de 
encontrar soluções eficientes para os desafios que surgirem (EMBRAPA, 2014). 
A agricultura sempre foi uma ferramenta importante para o desenvolvimento econômico 
do Brasil. Podemos dizer que desde o início, a sociedade foi influenciada pelo sistema agrícola. 
A agricultura é a principal fonte de renda do país, produzindo uma grande quantidade de cereais, 
carnes, fibras, celulose, madeiras e biocombustíveis. Nesse contexto, o uso mais intensivo de 
terras e outros recursos naturais dificulta a produção sustentável (FERREIRA, 2008). 
O uso de bioinsumos na agricultura brasileira vem ganhando destaque como uma 
alternativa sustentável aos insumos químicos convencionais. Bioinsumos são produtos de 
origem biológica, como microrganismos, extratos vegetais, compostos orgânicos e 
biofertilizantes, utilizados para melhorar a fertilidade do solo, o controle de pragas e doenças, 
e a nutrição das plantas (SOUZA; CASTILHO; MACEDO, 2022). 
A produção de produtos agrícolas no Brasil nos últimos anos desenvolveu-se de tal 
forma que o Brasil se tornou um dos principais países na produção e exportação de produtos 
agrícolas, tornando o setor agroindustrial um componente importante da expansão da economia 
brasileira (CALIGARIS et al., 2022). 
Aplicada ao contexto dos bioinsumos, essa abordagem sugere que os processos de 
produção agrícola devem estar alinhados com a capacidade de regeneração dos ecossistemas. 
Isso significa que o uso de bioinsumos não deve apenas substituir insumos químicos, mas 
também ser parte de uma agricultura que respeite os ciclos naturais e a biodiversidade. 
Devido ao fato de que o agronegócio é responsável por progresso da balança comercial 
também é considerado um malfeitor porque também é responsável pela miséria ecológica e 
humana (SERRA et al., 2016). 
O uso de bioinsumos, quando inserido em um contexto de economia ecológica, não é 
apenas uma solução tecnológica, mas parte de uma reconfiguração dos sistemas agrícolas. Essa 
nova abordagem busca manter os ecossistemas funcionando em harmonia com a produção 
agrícola, promovendo um equilíbrio entre as necessidades humanas e a saúde ambiental. Dessa 
forma, a adoção de bioinsumos deve ser acompanhada de práticas agrícolas regenerativas que 
restabeleçam os ciclos ecológicos naturais, garantindo que a agricultura não apenas minimize 
seus impactos, mas também tenha um papel ativo na recuperação e preservação dos recursos 
naturais. 
19 
 
 
 
4.1. O QUE SÃO BIOINSUMOS? 
Bioinsumos são produtos de origem biológica, como microrganismos, extratos vegetais, 
compostos orgânicos e biofertilizantes, utilizados para melhorar a fertilidade do solo, o controle 
de pragas e doenças, e a nutrição das plantas (EMBRAPA, 2014). 
A inclusão do universo do que chamamos de bioinsumos é crucial porque é um termo 
relativamente novo. No sentido mais literal, o termo se refere a comidas biológicas, ou talvez 
de forma mais ampla, comidas que são feitas por organismos vivos. Por exemplo, 
biofertilizantes feitos de matérias-primas bioprocessadas para minerais são exemplos de 
comidas biológicas (BENITES, 2010). 
No entanto, é importante ter em mente que, diferentemente da matéria prima, os 
bioinsumos levam em consideração uma variedade de elementos que, quando combinados, 
podem resultar em um produto ou serviço. Portanto, o Decreto no 10.375, de 26 de maio de 
2020, que criou o Programa Nacional de Bioinsumos e forneceu a única legislação atual no 
Brasil sobre bioinsumos. O decreto definiu que, 
Para fins deste Decreto, um bioinsumo é qualquer produto, processo ou 
tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana que é usado na produção, 
armazenamento e beneficiamento de produtos agropecuários, bem como em 
sistemas de produção aquáticos ou de florestas plantadas. Esses bioinsumos 
também podem prejudicar o crescimento, o desenvolvimento e os mecanismos 
de resposta de animais, plantas, microrganismos e substâncias derivadas, bem 
como interagir com os produtos e os processos físico-químicos e biológicos. 
(BRASIL, 2020, p. 105) 
Observou-se que a palavra "bioinsumo" se refere a um produto, técnica ou tecnologia 
de origem vegetal, animal ou microbiológica que é usado na produção, armazenamento e 
enriquecimento de produtos agrícolas, bem como em sistemas de manufatura aquática ou 
plantações florestais. Mecanismos de crescimento, desenvolvimento e resposta de animais, 
plantas, microrganismos e substâncias derivadas, eles interagem com produtos e processos 
(BENITES, 2010). 
Ressaltando que o termo "bioinsumo" refere-se a uma variedade de produtos, processos 
e tecnologias derivadas de animais, vegetais ou microbianos e que são utilizados na agricultura, 
pecuária,sistemas aquáticos e florestas plantadas. 
Além de interagir com microrganismos e processos biológicos e físico-químicos, seu 
objetivo é promover o crescimento e desenvolvimento sustentável de plantas e animais. 
20 
 
Os bioinsumos podem ser usados em vários projetos de produção, incluindo beneficiamento 
e produtos agropecuários e armazenamento (BENITES, 2010). 
Seguindo esse pressuposto, e como já citado anteriormente, os bioinsumos são usados 
na produção agrícola no controlar pragas, alimentar e promover o crescimento das plantas e 
adaptar as plantas a estresse biótico e abiótico. Porém, podem ser usados nos setores 
agroindustrial, farmacêutico e veterinário, entre outros. Além disso, é importante destacar que 
os bioinsumos têm uma base biológica, o que os distingue dos insumos tradicionais, que são 
feitos com substâncias químicas sintéticas (VIDAL; DIAS, 2023). 
Eles são fundamentais para a criação de sistemas de produção mais sustentáveis e para 
a valorização da biodiversidade. Ao utilizar produtos e tecnologias baseadas em recursos 
renováveis, os bioinsumos ajudam a preservar e promover a diversidade genética local e 
regional, e a integração entre ensino, pesquisa e extensão é crucial para o sucesso dessas 
práticas. Isso garante que as soluções sejam bem adaptadas ao contexto local e que o 
conhecimento gerado seja aplicado de maneira eficaz (VIDAL; DIAS, 2023). 
Assim, como os bioinsumos são permitidos pela lei brasileira para a produção orgânica 
e melhoram as funções econômicas, sociais e ambientais dos setores agropecuário, aquícola e 
florestal, eles contribuem para os sistemas alimentares. Devido à importância da biodiversidade 
e aos benefícios que ela oferece ao ecossistema, é fundamental enfatizar que essa tecnologia de 
bioinsumos envolve uma variedade de espécies, processos, manejos e manejos realizados na 
propriedade. 
Para preparar sistemas mais sustentáveis para o futuro, o manejo de sistemas 
sustentáveis é uma alternativa interessante e sustentável para a agricultura e pecuária. Eles 
incluem uma variedade de produtos biológicos, como microrganismos, extratos vegetais e 
biofertilizantes, que podem promover a saúde do solo e das plantas de forma natural (VIDAL; 
DIAS, 2023). 
Esses produtos ajudam a melhorar a fertilidade do solo, controlar pragas e doenças e 
aumentar a resistência das culturas, reduzindo a necessidade de químicos sintéticos e 
promovendo uma agricultura mais ecológica e eficiente. Eles são adaptáveis a diferentes escalas 
e tipos de produção, o que os torna uma ferramenta versátil para uma agricultura mais 
sustentável (GLIESSMAN, 2018). 
Em um contexto de economia ecológica, o uso de bioinsumos é um componente de uma 
reestruturação dos sistemas agrícolas, além de uma solução tecnológica. Essa nova abordagem 
visa manter os ecossistemas em harmonia com a produção agrícola, promovendo um equilíbrio 
entre a saúde ambiental e as necessidades humanas. 
21 
 
5. A EFICÁCIA DOS BIOINSUMOS NO CULTIVO DO FEIJÃO 
Os bioinsumos são uma nova promessa tecnológica que pode reconciliar os interesses 
agrícolas, fornecendo soluções inovadoras para atender ao crescimento crescente do uso 
expressivo de agrotóxicos por parte dos consumidores e do setor produtivo (VIDAL et al., 
2020). 
Porém, a eficácia dos bioinsumos na cultura do feijão tem sido cada vez mais 
reconhecida, especialmente em sistemas de produção sustentáveis. O uso de bioinsumos oferece 
uma série de benefícios que podem melhorar o desempenho da planta, aumentar a produtividade 
e reduzir a dependência de insumos químicos, além de preservar a saúde do solo. Desse modo, 
listamos alguns benefícios podem comprovar a eficácia dos bioinsumos na cultura do feijão 
(VIDAL et al., 2020): 
• Fixação biológica de nitrogênio: Um dos principais bioinsumos usados na produção 
de feijão é o inoculante à base de bactérias fixadoras de nitrogênio, como o Rhizobium. 
Essas bactérias formam simbiose com as raízes da planta, ajudando a converter o 
nitrogênio atmosférico em formas utilizáveis pela planta. Isso reduz a necessidade de 
fertilizantes nitrogenados sintéticos, além de melhorar a nutrição da planta e a saúde 
do solo. 
• Controle biológico de pragas e doenças: O feijão é suscetível a uma série de pragas 
e doenças, como o mofo-branco, antracnose e a lagarta Helicoverpa. Bioinsumos, 
como biopesticidas e agentes de controle biológico, podem ser eficazes na proteção 
contra essas ameaças. Produtos à base de fungos benéficos, como o Trichoderma, e 
bactérias como Bacillus Thuringiensis, ajudam a controlar patógenos e pragas de forma 
natural, diminuindo a necessidade de agrotóxicos. 
• Bioestimulantes: Bioestimulantes são outro tipo de bioinsumo usado na cultura do 
feijão, promovendo o crescimento das plantas e aumentando a resistência ao estresse 
hídrico ou térmico. Extratos vegetais e compostos orgânicos estimulam a produção de 
hormônios vegetais, como as auxinas e giberelinas, que auxiliam no desenvolvimento 
radicular, na floração e no enchimento de vagens. 
• Melhoria da saúde do solo: O uso de biofertilizantes e compostos orgânicos aumenta 
a matéria orgânica e promove a atividade microbiana benéfica no solo. Isso melhora a 
estrutura do solo, a capacidade de retenção de água e a disponibilidade de nutrientes, 
resultando em um ambiente mais propício para o crescimento do feijão. 
 
22 
 
Estudos mostram que o uso adequado de bioinsumos pode aumentar a produtividade do 
feijão, reduzir o custo de pesticidas e fertilizantes e reduzir os efeitos ambientais da agricultura 
intensiva. A aplicação de inoculantes pode oferecer resultados de produtividade comparáveis 
ou superiores ao uso de fertilizantes nitrogenados totalmente ou parcialmente. Ressaltamos que 
é um dos bioinsumos mais usados na agricultura, pois têm o potencial de aumentar a 
produtividade das culturas por meio de mecanismos mais eficientes e sustentáveis. 
Pois, são produtos biológicos compostos por microrganismos vivos, como bactérias, 
fungos ou outros microrganismos benéficos, que são aplicados nas plantas ou no solo com o 
objetivo de melhorar o crescimento das plantas e a saúde do solo. Esses microrganismos 
estabelecem relações simbióticas ou benéficas com as plantas, promovendo a absorção de 
nutrientes, a fixação de nitrogênio, o controle de patógenos ou o fortalecimento do sistema 
radicular. (VIDAL et al., 2020). 
A necessidade de explorar as propriedades tecnológicas do feijão é cada vez mais 
crescente no mercado, devido ao maior interesse em características como teor de proteína, teor 
de nutrientes e tempo de cozimento. Esses pontos de interesse visam um produto melhor para 
consumo puro como grão e até mesmo como uma fonte útil para novos produtos (MARQUEZI, 
2013). 
A diversidade produtiva é um aspecto importante da produção sustentável, pois o uso 
de bioinsumos aumenta a valorização e disseminação dos recursos locais. Além de promover a 
troca de produtos e conhecimentos, estes bioinsumos promovem a diversificação da produção 
e são facilmente acessíveis e disponíveis. Depois disso, os insumos biológicos oferecem aos 
agricultores uma oportunidade tecnológica acessível e sustentável para a transição para uma 
agricultura mais sustentável (CABANILLAS et al., 2017). 
Uma semente de alto vigor tem um grande potencial de desenvolvimento inicial devido 
ao fato de possui teores de proteína, amido e açúcares solúveis maiores, o que resulta em uma 
maior capacidade de mobilização de reservas para germinação, enquanto o inverso ocorre com 
sementes de baixo vigor (HENNING et al., 2010). 
Na cultura do feijão, o uso de inoculantes é fundamental para melhorar a fixação 
biológica de nitrogênio e promover o desenvolvimento saudável das plantas. Os inoculantes 
mais utilizados no cultivo de feijão são baseados principalmente em bactérias fixadoras de 
nitrogênio, além de outros microrganismos que promovem o crescimentoe a saúde da planta. 
A escolha correta do inoculante e o manejo adequado são essenciais para garantir que os 
benefícios da fixação biológica de nitrogênio e da promoção de crescimento sejam maximizados 
na cultura do feijão (MARQUEZI, 2013). 
23 
 
5.1. OS PRINCIPAIS BIOINSUMOS DISPONÍVEIS PARA O CULTIVO DO 
FEIJÃO 
A falta de um marco regulatório consolidado e específico para a fabricação de 
bioinsumos em biofábricas representa uma lacuna importante no setor. Embora o Programa 
Nacional de Bioinsumos, lançado em 2020, tenha dado um impulso à utilização de bioinsumos 
na agricultura, ainda não há um manual técnico oficial que oriente de maneira abrangente a 
produção e o controle de qualidade desses insumos. Isso pode gerar desafios na padronização, 
na segurança e na eficácia dos produtos (VIDAL, 2023). 
Assim, a bibliografia contém materiais técnico-teóricos que podem servir como 
referência na fabricação de vários tipos de bioinsumos. O guia publicado pela Embrapa é um 
exemplo disso, que fornece instruções detalhadas para a produção e controle de qualidade de 
produtos biológicos à base de Bacillus Thuringiensis, um dos biopesticidas mais populares para 
combater pragas agrícolas. 
Porém, a principal preocupação é sobre os bioinsumos utilizados para controlar o 
fitossanitário. A crescente demanda por bioinsumos por parte de grandes produtores de soja, 
milho e algodão pode gerar alguns conflitos na indústria. Este interesse foi demonstrado 
principalmente nos últimos anos. Para entender melhor a evolução atual dos bioinsumos no 
Brasil, é essencial compreender sua história. (VIDAL, 2023). 
De acordo com Vidal (2023), a cultura do feijão, o uso de bioinsumos é uma alternativa 
sustentável e eficiente para melhorar a produtividade e a saúde da planta, reduzindo a 
dependência de insumos químicos. Os principais tipos de bioinsumos disponíveis para a cultura 
do feijão incluem biofertilizantes, inoculantes, biopesticidas, bioestimulantes e condicionadores 
de solo. Os tipos mais comuns são: 
• Inoculantes: os mais utilizados na cultura do feijão são à base de bactérias do gênero 
Rhizobium, como Rhizobium Tropici E Rhizobium Etli. Essas bactérias fixam o 
nitrogênio atmosférico em formas assimiláveis pelas plantas, o que reduz a necessidade 
de fertilizantes nitrogenados sintéticos. Os fungos micorrízicos, como Glomus 
Intraradices, formam associações simbióticas com as raízes do feijão, aumentando a 
absorção de nutrientes como fósforo e água, além de melhorar a tolerância a estresses 
abióticos. 
• Biofertilizantes: contêm microrganismos que auxiliam na decomposição da matéria 
orgânica e na disponibilização de nutrientes essenciais para as plantas. Além de 
promoverem o crescimento da planta, eles contribuem para a melhoria da fertilidade do 
24 
 
solo. E os biofertilizantes líquidos que são ricos em nutrientes naturais e substâncias 
orgânicas, biofertilizantes líquidos podem ser aplicados tanto no solo quanto 
foliarmente, melhorando a nutrição da planta e o desenvolvimento das raízes. 
• Biopesticidas: biopesticidas contendo microrganismos como Bacillus Thuringiensis e 
Trichoderma são utilizados no controle biológico de pragas e doenças. Esses 
microrganismos atacam insetos e patógenos específicos, como fungos que causam 
podridão e outras doenças comuns no feijão. E a base de extratos vegetais que são 
produtos naturais à base de extratos de plantas (como neem e alho) são usados para 
combater pragas de forma natural, sem os efeitos colaterais dos pesticidas químicos. 
• Bioestimulantes: bioestimulantes contêm compostos naturais que promovem o 
crescimento vegetal, melhoram o desenvolvimento radicular e aumentam a resistência 
a estresses ambientais, como seca e salinidade. Produtos contendo algas marinhas, por 
exemplo, são ricos em hormônios vegetais que favorecem a floração e o 
desenvolvimento das vagens. E a base de ácidos fúlvicos e aminoácidos, esses 
compostos orgânicos ajudam a melhorar a eficiência da planta na absorção de nutrientes 
e aumentam sua resistência a condições adversas. 
• Condicionadores de solo: a aplicação de compostos orgânicos, como esterco e 
vermicomposto (húmus de minhoca), ajuda a aumentar a matéria orgânica do solo, 
melhorar a estrutura do solo e promover a retenção de umidade, além de alimentar a 
microbiota do solo. 
• Agentes de controle biológico: produtos biológicos contendo organismos que atuam 
como predadores naturais de pragas, como ácaros e nematoides que atacam as raízes do 
feijão, ajudam a manter o equilíbrio biológico do campo sem a necessidade de produtos 
químicos. 
O uso adequado desses bioinsumos na cultura do feijão contribui para uma agricultura 
mais sustentável e eficiente, maximizando o rendimento da lavoura ao mesmo tempo em que 
preserva o meio ambiente. 
Assim, o uso de bioinsumos na cultura do feijão oferece uma abordagem integrada e 
ecologicamente responsável para a produção agrícola, ao mesmo tempo em que maximiza a 
eficiência da lavoura. Isso permite que os agricultores melhorem a produtividade e a qualidade 
da produção de forma sustentável, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para a 
viabilidade econômica da agricultura em longo prazo. 
 
25 
 
5.2. O CUSTO-BENEFÍCIO DA APLICAÇÃO DE BIOINSUMOS NO CULTIVO 
DO FEIJÃO 
 
O custo-benefício da aplicação de bioinsumos na cultura do feijão é um dos principais 
fatores que levam os produtores a adotarem essa tecnologia. Embora o investimento inicial em 
bioinsumos possa ser mais elevado em comparação aos insumos convencionais, os benefícios 
a médio e longo prazo justificam o custo, tanto em termos de produtividade quanto de 
sustentabilidade. 
O Projeto de Lei no 658, de 2021, que ainda está em vigor, trata da classificação, 
tratamento e produção de bioinsumos por meio do manejo biológico on farm. Um dos pontos 
do projeto diz que os produtores rurais devem se registrar com o órgão estadual ou distrital de 
agricultura para produzir bioinsumo que tenha microrganismos como princípio ativo para uso 
próprio (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2021). 
Na Nota Técnica, a Embrapa sugere que os estabelecimentos produtores de bioinsumos 
para uso próprio devem ser cadastrados junto ao Ministério da Agricultura. Isso ocorre porque 
é necessário conhecer pelo menos um pouco sobre a realidade e as condições de fabricação 
desses insumos dentro das fazendas (EMBRAPA, 2021). 
O uso de produtos biológicos em sua propriedade deve ser claro para o agricultor. Para 
atingir esse objetivo, os benefícios esperados do tratamento biológico devem ser proporcionais 
aos custos ou investimentos necessários para o método. Além da ação direta do produto sobre 
o alvo, os bioinsumos também são bons porque são biodegradáveis, seguros para o homem e 
outros organismos, e não causam desequilíbrios em comparação com insumos químicos 
(LOPES, 2009). 
A clareza sobre os benefícios e custos dos produtos biológicos é essencial para a adoção 
eficaz por parte dos agricultores. Pois, devem entender claramente como os bioinsumos 
contribuem para melhorar a produtividade, saúde das plantas e do solo, e como podem reduzir 
a dependência de insumos químicos. Estudos e demonstrações práticas podem ajudar a ilustrar 
esses benefícios. 
Embora o custo inicial de bioinsumos possa ser mais alto, os agricultores precisam ser 
informados sobre os benefícios econômicos a longo prazo, como a redução dos custos com 
fertilizantes e pesticidas, e a melhoria da qualidade do solo, que pode levar a uma maior 
produtividade futura (LOPES, 2009). 
Os bioinsumos são projetados para se degradar rapidamente no ambiente, o que 
minimiza o risco de acúmulo de produtos químicos no solo e na água, diferentemente dos 
26 
 
insumos sintéticos que podem ter efeitos residuais prolongados. E são geralmente mais seguros 
para os seres humanos, animais e outros organismos não-alvo. Isso reduz o risco de impactos 
adversosna saúde e na biodiversidade local (LOPES, 2009). 
Ao contrário dos insumos químicos que podem causar desequilíbrios no ecossistema, se 
manejados de maneira incorreta, os bioinsumos tendem a promover um ambiente mais 
equilibrado e sustentável. Por exemplo, microrganismos benéficos ajudam a controlar pragas e 
doenças de forma natural, sem disrupturas ecológicas. 
Fornecer aos agricultores treinamento adequado e suporte técnico sobre como usar e 
aplicar bioinsumos é crucial. Isso inclui a correta aplicação dos produtos, o manejo das culturas 
e a interpretação dos resultados. Disponibilizar materiais informativos, guias e estudos de caso 
que detalhem a experiência de outros produtores com bioinsumos pode ajudar a aumentar a 
confiança e a adoção desses produtos (LOPES, 2009). 
Realizar demonstrações em campo pode ajudar os agricultores a ver os resultados reais 
do uso de bioinsumos e entender seu impacto na prática. Isso pode incluir parcelas de teste e 
comparações com práticas tradicionais. Ao mesmo tempo, compartilhar estudos de caso com 
exemplos concretos de sucesso na utilização de bioinsumos pode fornecer evidências tangíveis 
dos benefícios e ajudar a superar resistências à mudança. 
Outro fator de relevância é a de monitorar e avaliar os resultados do uso de bioinsumos 
ao longo do tempo permite ajustar as práticas e otimizar o uso dos produtos para obter o máximo 
benefício econômico e ambiental. Bem como coletar feedback dos agricultores sobre sua 
experiência com bioinsumos pode ajudar a melhorar os produtos e as práticas de aplicação, 
além de fornecer insights para futuros desenvolvimentos (LOPES, 2009). 
É fundamental que os agricultores entendam a abordagem de controle biológico de 
pragas como uma alternativa aos produtos químicos convencionais. A mudança em questão é 
mais profunda e, portanto, deve ser considerada a partir de uma perspectiva mais ampla e dentro 
de um contexto de manejo integrado. Devido a isso, é fundamental que o material biológico 
seja vendido e usado como um processo de controle em vez de um único produto (LOPES, 
2009). 
É essencial que os agricultores compreendam os princípios e benefícios do controle 
biológico. Isso inclui o entendimento de como os agentes biológicos atuam, quais pragas eles 
controlam e como integrá-los efetivamente com outras práticas de manejo. 
 
 
 
27 
 
6. MATERIAL E MÉTODOS 
Este estudo tem como base a revisão bibliográfica e pesquisa de campo em uma 
propriedade rural localizada no Município de Santo Antônio do Descoberto - GO com a 
intencionalidade de demonstrar o impacto dos bioinsumos na agricultura brasileira, assim como 
sua eficácia no cultivo do feijão. 
A pesquisa bibliográfica “é um tipo específico de produção científica feita com base em 
textos, como livros, artigos científicos, ensaios críticos, dicionários, enciclopédias, jornais, 
revistas, resenhas, resumos” sendo essencial para fundamentar teoricamente uma investigação 
científica, permitindo que o pesquisador se aproprie do conhecimento existente sobre o tema de 
estudo, identifique lacunas na literatura e desenvolva novas perspectivas ou hipóteses. 
(LAKATOS; MARCONI, 2023 p. 49). 
Para Gil (2024, p. 73), 
A revisão da literatura promove o levantamento acerca do que já se conhece 
em relação ao assunto que está sendo pesquisado. Possibilita, portanto, 
identificar lacunas no conhecimento existente e, consequentemente, orientar a 
pesquisa com o propósito de preenchê-las. 
Desse modo, é imprescindível que os materiais escolhidos estejam de acordo com o 
tema proposto possibilitando assim o entendimento mais expressivo tanto para o pesquisador 
quanto para o leitor. Utilizando bases de dados acadêmicas, bibliotecas e outras fontes de 
pesquisa. Analisar criticamente o conteúdo das fontes selecionadas, destacando os principais 
conceitos, teorias, resultados e lacunas de conhecimento. 
Como método de pesquisa, foi utilizada uma análise de estudo de caso sobre o Decreto 
Federal no 10.375/2020, que criou o Programa Nacional de Bioinsumos. O objetivo da pesquisa 
é compreendê-lo usando uma perspectiva econômica, ambiental e social. 
De acordo com Yin (2001, p. 32), 
[...] um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um 
fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, 
especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não 
estão claramente definidos. 
Desse modo, esse tipo de pesquisa é particularmente útil em situações onde o fenômeno 
em estudo não pode ser completamente isolado de seu contexto. Assim, o pesquisador utiliza o 
estudo de caso para explorar a complexidade da interação entre o fenômeno e o ambiente no 
qual ele ocorre, com o objetivo de entender nuances que, de outra forma, seriam difíceis de 
captar. 
28 
 
Este estudo se baseia em revisão bibliográfica para avaliar o uso de bioinsumos, levando 
em conta tanto os processos ecológicos quanto as funções e os impactos econômicos e 
ambientais desse uso nas lavouras. A abordagem parece estar centrada em uma perspectiva 
econômico-ecológica, ou seja, integrando questões ambientais com considerações econômicas. 
Para Gil (2024, 175), 
A análise qualitativa não difere da análise quantitativa unicamente porque 
envolve descrições verbais e não números. As diferenças têm a ver com a 
própria natureza das duas modalidades de investigação. A pesquisa 
quantitativa tem como fundamentos os pressupostos da abordagem positivista, 
que admitem a existência de uma única realidade objetiva. Já a pesquisa 
qualitativa, embora decorrente de múltiplas tradições, baseia-se no 
pressuposto de que a realidade pode ser vista sob múltiplas perspectivas. 
A análise qualitativa é uma abordagem de investigação que se concentra na 
compreensão dos fenômenos sociais a partir da perspectiva dos participantes envolvidos. Em 
seus trabalhos, Gil enfatiza que a análise qualitativa é caracterizada pela coleta e análise de 
dados não numéricos, como textos, entrevistas, observações e documentos, com o objetivo de 
identificar padrões, categorias e temas significativos. 
Além disso, o trabalho analisa as fragilidades do atual arcabouço legal e político que 
envolve os bioinsumos, por meio de uma abordagem analítica institucionalista, que é um 
método de estudo focado em como as instituições (como leis, normas e regulamentos) 
influenciam o comportamento social e econômico. 
O Programa Nacional de Bioinsumos lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária 
e Abastecimento em 2020, destacado nesse contexto, e os desafios para sua regulamentação são 
abordados, o que sugere uma análise crítica sobre as barreiras regulatórias e políticas para a 
implementação mais ampla de bioinsumos no setor agrícola. 
Os bioinsumos são produtos de origem natural ou biológica que são usados na 
agricultura para melhorar a saúde do solo e das plantas, controlar doenças e pragas e aumentar 
a produtividade das culturas. Como oferecem uma variedade de vantagens em comparação com 
os produtos químicos sintéticos, os bioinsumos parecem ser uma opção viável para a agricultura 
no Brasil. 
Produtos ecologicamente corretos ajudam na produção de alimentos mais saudáveis e 
seguros, promovem a agricultura familiar e podem agregar valor aos produtos agrícolas. Eles 
também não prejudicam o meio ambiente. 
 
 
29 
 
7. FAZENDA SÍTIO NOVO – SANTO ANTÔNIO DESCOBERTO (GO): do 
tratamento ao cultivo da semente. 
Este estudo de caso se passa na Fazenda Sítio Novo, localizada em Santo Antônio do 
Descoberto, de propriedade de Erlan William Kramer, possuindo 800 ha, sendo 150 ha irrigado 
(3 pivôs de 50 ha cada), 750 ha feijão sequeiro, possui secador de grãos e armazenamento de 
grãos. 
Figura 1 – Área da Fazenda Sítio Novo 
 
Fonte: Earth.google.com, 2024. 
Como já citado anteriormente, este estudo é de revisão bibliográfica e um estudo de 
caso, onde podemos observar durante a visita in loco, o manejo,beneficiamento e cultivo da 
semente do feijão, bem como os bioinsumos utilizados para tal feito. Durante a pesquisa de 
campo, tivemos a contribuição do Sr. Saldanha Bortolott, engenheiro agrônomo, CTV da 
Cropwinner, responsável pela aplicação dos bioinsumos na fazenda em estudo, que explicou 
como se dá o uso dos bioinsumos na fazenda. 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
8. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Segundo o profissional responsável, o produtor adquire vários insumos biológicos, entre 
eles o inoculante com bactérias bradyrhizobium em consórcio com o as bactérias do gênero 
Rhizobium, organismos que estabelecem relações simbióticas com plantas leguminosas e 
auxiliam na captação do nitrogênio do ar e transformação em nutrientes para a planta, podendo 
substituir a adubações nitrogenadas, proporcionando bons resultados de produtividade no 
campo. 
Desse modo foi observado que, o uso de inoculantes biológicos, como o 
Bradyrhizobium, é fundamental para a cultura do feijão, pois eles promovem a fixação biológica 
do nitrogênio. Essa interação simbiótica entre as bactérias e as raízes das plantas melhora a 
absorção de nutrientes e contribui para a produtividade. Além disso, a combinação com fungos 
micorrízicos pode potencializar ainda mais os benefícios, ajudando na absorção de água e outros 
minerais. Essa abordagem é uma ótima estratégia para melhorar a saúde do solo e a 
sustentabilidade da produção agrícola. 
Além dos inoculantes, há que se preocupar também, de acordo com o que foi observado, 
o controle de pragas que e doenças do solo, no qual se uso na lavoura de feijão combinados é 
Trichoderma com Bacillus subtilis ou Trichoderma com Bacillus amyloliquefaciens esses 
produtos servem como uma excelente estratégia para o controle de pragas e doenças no feijão. 
Salientando que, o Trichoderma atua como um fungo antagonista, ajudando a suprimir 
patógenos do solo, enquanto os Bacillus produzem substâncias que promovem o crescimento 
das plantas e também atuam como agentes de biocontrole. Essa combinação potencializa a 
resistência das plantas, a doenças, melhora a saúde do solo e promove uma agricultura mais 
sustentável (EMBRAPA 2020). 
Contudo, para que o Bacillus Subtilis ou Bacillus Amyloliquefaciens é uma bactéria que 
forma um biofilme na raiz e com isso a planta não vai emitir exsudados o deslocamento dos 
nematoides no solo é muito limitado. Para que a locomoção seja possível, eles utilizam de 
diversos meios como a água de irrigação e ventos fortes. 
Esses nematoides fitopatogênicos são pequenos parasitas que infestam as raízes das 
plantas, provocando lesões no sistema radicular, diminuindo a absorção de água e nutrientes, 
além de facilitarem a entrada de patógenos associados. Embora os nematoides causem prejuízos 
significativos às plantações, nem sempre o agricultor nota sua presença, já que seu tamanho 
reduzido os mantém no solo, prejudicando as raízes. 
31 
 
No Brasil, o manejo de nematoides em plantas através de microrganismos, 
particularmente Bacillus sp., já é uma realidade, seja na fruticultura ou nas plantações de grãos, 
como a soja. No Brasil, 89% da área destinada à soja é controlada com defensivos biológicos, 
enquanto apenas 11% ainda recorre a pesticidas químicos (EMBRAPA 2020). 
Figura 2 - Bacillus amyloliquefaciens no Combate aos Nematoides. 
 
Fonte: https://dillonbio.com.br/blog/controle-biologico/manejo-biologico-de-nematoides-uso-de-
bacillus-para-controle 
 
O Trichoderma sp. é visto como um fungo antagonista que desempenha um papel de 
biocontrole, uma vez que produz enzimas líticas que decompõem a quitina, um polímero que 
constitui a principal parte dos ovos dos nematoides. Ao degradar a quitina, o Trichoderma 
compromete a integridade dos ovos, impedindo o desenvolvimento de novos nematoides e, 
assim, restaurando sua tranquilidade nas áreas cultivadas (SANTIN, 2008). 
Além disso, o Trichoderma também atua competindo por espaço e nutrientes, 
colonizando a superfície da raiz e formando uma barreira física contra patógenos, além de 
induzir resistência sistêmica nas plantas. Por essas características, o uso do Trichoderma sp. é 
uma prática sustentável, contribuindo para o manejo integrado de pragas, evitando a 
necessidade de nematicidas químicos e promovendo a saúde do solo (SANTIN, 2008). 
Ressaltando que, essa interação é muito eficaz no manejo de pragas do solo. Já as 
bactérias do gênero Bacillus atuam de forma complementar, protegendo as raízes das plantas 
ao reduzir a emissão de exsudados que atraem nematoides e outros patógenos, como Fusarium 
e Isolates. A aplicação de Trichoderma via barra de pulverização é uma prática que não só 
controla os nematoides, mas também combate escleródios, como os causadores do mofo branco, 
melhorando a saúde do solo e a resistência das plantas a doenças. Essa abordagem integrada é 
uma ótima forma de promover a sustentabilidade na produção de feijão. 
Outra situação observada, é que outro produto biológico utilizado na propriedade, o 
Bacillus Thuringiensis, que é uma bactéria para controle de lagarta e larva-minadora no feijão 
https://dillonbio.com.br/blog/controle-biologico/manejo-biologico-de-nematoides-uso-de-bacillus-para-controle
https://dillonbio.com.br/blog/controle-biologico/manejo-biologico-de-nematoides-uso-de-bacillus-para-controle
32 
 
que aí é consorciado junto com o químico ou um Clorpirifós ou outro químico junto que vai 
fazer a ação o químico faz a ação de choque e se o inseto sobreviver, a lagarta sobreviver a ação 
do choque ele tem ainda a bactéria ou fungo que vai predar ele, trazer contaminação para dentro 
dele e matar a lagarta. 
Assim, o uso do Bacillus Thuringiensis (Bt) é uma estratégia eficaz no controle de 
lagartas e larvas-minadoras no feijão. Essa bactéria produz toxinas que são letais para os insetos, 
oferecendo uma ação mais específica e menos prejudicial ao meio ambiente, essa abordagem 
faz parte do manejo integrado de pragas, que visa utilizar práticas sustentáveis, minimizando a 
dependência de agroquímicos e promovendo uma agricultura mais equilibrada e sustentável, 
especialmente em culturas essenciais como o feijão. (EMBRAPA 2020). 
Figura 3 – Máquina de tratamento e Tratamento da semente (on farm). 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wollp, 2024. 
Nessa fase ressalta-se que, o tratamento de sementes "on farm" (na propriedade) é uma 
prática importante que permite ao produtor aplicar insumos biológicos ou químicos diretamente 
nas sementes antes do plantio. Isso pode melhorar a germinação, aumentar a resistência a pragas 
e doenças, e garantir um início mais saudável para as plantas. 
Para garantir que o uso de produtos biológicos seja bem-sucedido, é essencial que os 
benefícios esperados sejam claros e proporcionais aos custos envolvidos. A educação, a 
transparência e o suporte contínuo são fundamentais para ajudar os agricultores a perceberem 
o valor dos bioinsumos e a adotarem práticas mais sustentáveis e eficientes em suas 
propriedades. 
 
 
 
https://www.google.com.br/search?sca_esv=dc10ca3b9a9df2ee&sca_upv=1&sxsrf=ADLYWIL1gTs8QB_o4lZQxRcpw5joz3M2Eg:1726874868869&q=clorpirif%C3%B3s&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwiSnYWZ1tKIAxUBr5UCHeBzBhQQkeECKAB6BAgJEAE
33 
 
Figura 4– Semente tratada na plantadeira. 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
A aplicação de produtos é feita de forma uniforme, garantindo que todas as sementes 
recebam a mesma dose de insumo, o que melhora a germinação e o desenvolvimento inicial. 
Essa abordagem é especialmente benéfica para culturas como o feijão, onde o tratamento das 
sementes pode ajudar no controle de doenças e aumentar a eficiência do uso de nutrientes. 
Figura 5 – Lavoura estabelecida. 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
"Lavoura estabelecida" refere-se a um campo de cultivo que já foi plantado, onde as 
plantas estão enraizadas e crescidas o suficiente para se desenvolverem de forma sustentável(EMBRAPA, 2020). Nessa área foram plantados 759 ha de feijão, onde há uma variação de 
ciclo, como: Rachado 65 a 75 dias; Jalo 80 a 90 dias; Carioca 95 a 105 dias. 
 
34 
 
Figura 6 – Resultado do volume de raiz do tratamento biológico. 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
O resultado do volume de raiz em um tratamento biológico pode indicar a eficácia do 
bioinsumo em promover um crescimento radicular mais robusto, melhorando a absorção de 
nutrientes e água. 
Figura 7 – Sanidade do baixeiro das plantas – Controle preventivo funcionou. 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
Nesta fase observou-se que a sanidade do baixeiro das plantas, sem infestação de mofo 
branco, indica que as práticas de controle preventivo foram eficazes, ajudando a manter a saúde 
das culturas. 
35 
 
Figura 8– Produtividade do feijão e sanidade das vagens. 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
Por fim, percebe se que a produtividade do feijão e a sanidade das vagens estão 
interligadas, pois vagens saudáveis indicam que as plantas estão livres de doenças, resultando 
em melhores rendimentos na lavoura. O uso de bioinsumos melhora a resistência das plantas 
a estresses como seca, doenças e pragas, reduzindo as perdas durante a colheita e 
proporcionando uma produção mais estável mesmo em condições adversas. 
O uso de bioinsumos no processo de produção agrícola, especialmente em culturas como 
o feijão, traz uma série de benefícios que podem influenciar diretamente a colheita e o custo-
benefício da produção. 
Como já citado anteriormente, os bioinsumos, como inoculantes, biofertilizantes e 
biopesticidas, podem substituir ou complementar o uso de insumos químicos, reduzindo o custo 
total da produção. Como muitos bioinsumos são produzidos a partir de recursos renováveis e 
podem ser preparados localmente, há economia significativa, especialmente em longo prazo, 
quando comparado ao custo de produtos químicos. 
Ressaltando que o período da pesquisa de campo foi de 14 de junho a 01 de outubro de 
2024, abrangendo desde tratamento e plantio da semente, o processo de crescimento das plantas, 
maturação das vagens, até o período da colheita, onde se observou uma produtividade 
significativa com o uso de bioinsumos na lavoura de feijão bem como a relação custo X 
benefício do processo produtivo. 
 
36 
 
Figura 9– Feijão em processo de dessecagem. 
 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
Esse período refere-se ao processo de aplicação de produtos químicos ou biológicos 
(dessecantes) nas plantas de feijão próximo ao momento da colheita, visando secar de forma 
uniforme a parte aérea da planta, facilitando o processo de colheita mecânica. Esse processo é 
amplamente utilizado em sistemas de produção agrícola modernos e traz vantagens, mas 
também exige uma análise cuidadosa de custo-benefício, especialmente quando se fala em 
bioinsumos. 
Figura 10– Processo de colheita 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
Na fase final antes da colheita, como mencionado, a dessecação pode ser usada para 
uniformizar a maturação das plantas e facilitar a colheita mecânica. Se bioinsumos são usados 
no lugar de dessecantes químicos, como ácidos orgânicos ou biodessecantes, isso ajuda a evitar 
37 
 
o uso de glifosato ou outros dessecantes químicos que deixam resíduos, e manter a integridade 
do solo e reduzir impactos ambientais, tornando o produto final mais limpo. 
No entanto, uso contínuo de bioinsumos pode diminuir a necessidade de insumos 
externos, como fertilizantes e pesticidas químicos, que são mais caros e precisam ser comprados 
em maior quantidade. A médio e longo prazo, isso reduz significativamente o custo de 
produção. Embora o investimento inicial em bioinsumos possa ser maior, os benefícios 
superam os desafios, especialmente para produtores que buscam alinhar eficiência econômica 
com responsabilidade ambiental. 
Figura 11– Resultado final da colheita 
 
Acervo pessoal da autora Jordana Wolpp, 2024. 
O uso de bioinsumos no processo de dessecação ainda é menos comum do que os 
dessecantes químicos tradicionais, como o glifosato. No entanto, a busca por alternativas mais 
sustentáveis está em crescimento, e bioinsumos estão sendo desenvolvidos e testados para 
atender a essa demanda. A dessecação do feijão, com ou sem bioinsumos, é uma prática que 
pode aperfeiçoar a colheita e reduzir perdas. O uso de bioinsumos no processo de dessecação 
ainda está em fase de maior desenvolvimento, mas tem o potencial de agregar valor à produção 
ao reduzir o impacto ambiental e melhorar a aceitação do produto no mercado. A decisão sobre 
o custo-benefício deve levar em conta o tipo de mercado (convencional ou orgânico), a escala 
de produção e o acesso a tecnologias mais limpas. 
 
38 
 
Figura 12– Químicos X Biológicos. 
 
Fonte: Earth.google.com, 2024. 
Embora o investimento inicial em bioinsumos possa ser maior, os benefícios superam 
os desafios, especialmente para produtores que buscam alinhar eficiência econômica com 
responsabilidade ambiental. O uso de bioinsumos melhora a resistência das plantas a estresses 
como seca, doenças e pragas, reduzindo as perdas durante a colheita e proporcionando uma 
produção mais estável mesmo em condições adversas. 
Uma das vantagens é reduzir a aplicação de agrotóxicos e fertilizantes químicos com o 
uso de bioinsumos diminui a contaminação do solo e da água, preservando a biodiversidade 
local. Isso também atende a exigências de regulamentações ambientais mais rigorosas, evitando 
penalidades e custos de remediação. 
Vale ressaltar que, nem sempre os bioinsumos estão disponíveis para todos os 
agricultores, especialmente em regiões mais remotas. Além disso, o manejo com bioinsumos 
requer conhecimento técnico específico para ser eficaz. Portanto em algumas situações, 
bioinsumos podem ser menos rápidos na resposta em comparação aos insumos químicos, o que 
pode exigir ajustes no planejamento de manejo da lavoura. 
39 
 
Pode-se observar os dados das tabelas abaixo fazendo uma diferenciação entre a lavoura 
onde se utilizou somente produtos químicos e a lavoura que se utilizou produtos químicos e 
biológicos, conforme demonstrado nas tabelas abaixo. 
Tabela 1– Comparativo de valores por ha. 
Químicos Químicos + biológicos 
Crosptar 
Apron 
R$ 55,00/ha 
R$ 20,00/ha 
Crosptar 
Apron 
Eco Nema 
R$ 55,00/ha 
R$ 20,00/ha 
R$ 37,50/ha Total R$ 75,00/ha 
 Total R$ 112,50/ha 
 
Tabela 2 – Colheita. 
Químicos Químicos + biológicos 
Área: 5,53ha Área: 5,74ha 
Peso da bazuca: 18.448,08 kg Peso da bazuca: 20.078,52 kg 
Saco 60 kg/ha: 55,6 Saco 60 kg/ha: 58,3 
 
Tabela 3 – Lucratividade/ha – 01.10.2024. 
Preço as saca de feijão dia: R$ 280,00/sc. 
Comparativo: 58,3 (Q+B) - 55,6 (Q): 2,7/sc a mais X R$ 280,00 = R$ 756,00 
Lucro: R$ 756,00 – R$ 37,50 (tratamento) = R$ 718,50 lucro do produtor. 
 
Pode-se observar que, com o tratamento biológico das sementes, aumentou a renda do 
produtor em R$ 718,50/ha. 
O custo-benefício da aplicação de bioinsumos na cultura do feijão é amplamente 
favorável, especialmente a médio e longo prazo. A redução de custos com insumos químicos, 
a melhoria da produtividade e a preservação do solo geram um retorno financeiro significativo, 
além de tornar a produção mais sustentável e competitiva. 
Assim, o uso de bioinsumos no processo de colheita do feijão apresenta um ótimo 
potencial de melhoria na qualidade do produto final, sustentabilidade ambiental e redução de 
custos em longo prazo. Embora o investimento inicial em bioinsumos possa ser maior, os 
benefícios superam os desafios, especialmente para produtores que buscam alinhar eficiência 
econômica com responsabilidade ambiental. 
40 
 
9. CONCLUSÃO 
O impacto dos bioinsumos na agricultura brasileira, especialmente na cultura do feijão, 
é significativo e promissor. Os bioinsumos, que incluem produtos derivados

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