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Lei de Engrenamento INTRODUÇÃO •Engrenagens são utilizadas para transmitir movimento de um eixo rotativo para outro ou de um eixo rotativo para outro que translada (rotação em relação a um eixo no infinito, exemplo: cremalheira) •Transmissão de movimento com razão de velocidade angular constante. LEI FUNDAMENTAL DE ENGRENAMENTO •Para um par de engrenagens transmitir uma razão de velocidade angular constante, a forma dos perfis de contato deve ser de tal forma que a normal comum passe através de um ponto fixo na linha dos centros (P). A = AO B BO NOMENCLATURA • Superfícies cilíndricas; • Dentes retos e paralelos aos eixos. ENGRENAGENS RETAS •Transmitem potência entre eixos paralelos; ENGRENAGENS RETAS NOMENCLATURA ENGRENAGENS RETAS •Diâmetro primitivo D é o diâmetro da circunferência primitiva; •Passo frontal é a distância de um ponto de um dente até o ponto correspondente no próximo dente medido ao longo da circunferência primitiva; •O `diametral pitch´ (passo diametral) P é usado com sistema de unidades inglesas e é a razão do número de dentes em uma engrenagem e o diâmetro primitivo em polegadas. P = N D Exemplo de engrenagem de passo diametral P = 2, N = 20 e N = 40 respectivamente. P = N D Exemplo de engrenagem de passo diametral P = 2, N = 20 e N = 40 respectivamente. P = N D Exemplo de engrenagem de passo diametral P = 2 e 4, respectivamente, N = 20. EXEMPLO No sistema SI, usa-se o módulo m. Razão entre o diâmetro (D) em milímetros e o número de dentes (N). m = D N Exemplo de engrenagem de módulo m = 1, N = 20 e N = 40 respectivamente. NOMENCLATURA Exemplo de engrenagem de módulo m = 1 e m = 2, respectivamente, para N = 20. Como p = D •Tanto o passo frontal, módulo ou diametral pitch é uma medida do tamanho dos dentes. •Altura da cabeça ou saliência: é a distância radial da circunferência primitiva à circunferência de cabeça; •Profundidade ou altura de pé: é a distância radial da circunferência primitiva à circunferência de pé; N N p = (m N ) = m C = D2 + D3 2 •Profundidade de trabalho (hk): é a profundidade total de um dente (soma de addendum e dedendum); •Folga do fundo do dente: é a quantidade na qual o dedendum(profundidade) excede o addendum (saliência); •Espessura do dente é a espessura do dente medida ao longo do círculo pitch; •Distância entre-centros C: é a distância dos centros das engrenagens; 23 D2 N •Jogo primitivo (Backlash): é a quantidade na qual a espessura do dente em uma engrenagem excede a espessura do dente na outra engrenagem •Deveria ser zero, mas não é para evitar jamming do dente devido a erros de fabricação e expansão térmica. •Pinhão: a menor das duas engrenagens; •Engrenagem: a maior das duas engrenagens. 2 = D3 = N3 Razão/relação de engrenamento 2 3 Transmissão •Transmitir movimento de um eixo a outro usando engrenagens. Conjunto de engrenagens simples •Apenas uma engrenagem em cada eixo. V = R 2 R2 =3 R3 3 = 2 2 R3 R Onde = vel. Angular V = vel. Linear R = Raio Exemplo • A P E N A S U M A E N G R EN AGEM E M C A DA E I XO. 3 2 3 V V = R 2 R2 =3 R3 2 R3 3 = R2 Conjunto de engrenagens simples •Apenas uma engrenagem em cada eixo. V = R Conjunto de engrenagens simples •O módulo usado no SI é a relação entre o diâmetro primitivo e o número de dentes. m = D N D2 = m N2 D3 = m N3 3 = m N2 / 2 = N2 2 m N3 / 2 N3 B NA A = NB V C NB B = NC D NC C = ND E ND D = NE Conjunto de engrenagens simples V NA NB NC ND = NB NC ND NE= A B C D D EE B C VR= A •VR: razão de velocidade angular ou relação de transmissão. Conjunto de engrenagens simples V AE = NE N VR= A •Sinal de VR: + ; se a primeira e última engrenagem giram no mesmo sentido. - ; se elas giram em sentidos opostos. Conjunto de engrenagens simples V • A relação de transmissão é ditada apenas pelo número de dentes da primeira e última engrenagens. • Engrenagens intermediárias: IDLER GEARS: usadas para conectar engrenagens onde a distância entre centros é grande e controlar a questão do sentido de rotação requerido. Conjunto de engrenagens simples EXERCÍCIO 1 • Determinar a relação de transmissão para o conjunto abaixo, onde o diâmetro do pinhão é 50 mm, e o diâmetro da engrenagem é 150 mm. Determinar a velocidade angular da engrenagem, se a velocidade do pinhão é de 1000 RPM. Se o torque de entrada for 10 N.m, qual o torque de saída 3 2 = N3 3 N2 VR= 2 = R3 3 R2 VR= 2 3 R2 3 2 R = 150 mm 3 =1000 RPM 50 mm = 333,33 RPM Determinação da Velocidade de saída T = F R F = T2 = T3 R2 R3 2 3 3 2 R R T = T 50 mm 3 T =10 Nm 150 mm = 30 Nm Determinação do torque de saída CONJUNTO DE ENGRENAGENS COMPOSTOS T E M - S E M A I S D E U M A E N G R EN AG EM E M U M D O S E I XO S . CONJUNTO DE ENGRENAGENS COMPOSTOS T E M - S E M A I S D E U M A E N G R EN AG EM E M U M D O S E I XO S . =1600 30 = −960 50B B A N NA = C =B 40 = 20 (960) = 480 40 CED = 20 = 36 = 18 480 = −240 36 EF = 18 240F VR = A = − 1600 = −6,66 EXERCÍCIO 2 •Determinar a velocidade de saída sendo a velocidade angular da engrenagem A de 1600 RPM. relação de transmissão. 30 20 18 VR = 50 40 36 = 6,66 VR = produto do númerodedentes das movidas produto do númerodedentes das motoras Relação de Transmissão EXERCÍCIO 3 • Determinar a relação de transmissão para o conjunto abaixo, onde o n[umero de dentes de cada engrenagem encontra-se a seguir em milímetros e a velocidade angular de A é 1000 RPM: B RA A RB =1000 20 = −500 RPM 40 = C =B = −500 RPM D C 60 60 = 10 = 500 10 = 83,33 RPM R E RD DE = 83,33 60 =166,66 RPM 30 = G RF RFG =166,66 45 =150 RPM 50 = G 150 VR = A = 1000 = 6,66 VR = produto do númerodedentes das movidas = 40 6030 50 produto do númerodedentes das motoras 20 1060 45 TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA • A: engrenagem motora. •D, E, F e G: giram juntas •H: intermediária •B e C: deslizam axialmente; •Figura atual: posição neutra. 1a relação de transmissão: •Engrenagem C é deslocada para a esquerda ligando-se a F. C 14 18 VR = A = 31 27 = 3,32 AD 31 = 14 F =D ADC 27 27 31 = 18 14 = 18 TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA 2a relação de transmissão: •Engrenagem B é deslocada para a direita, ligando-se a E. C 14 25 VR = A = 31 20 =1,77 TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA 3a relação de transmissão: •Engrenagem B é deslocada para a esquerda, conectando- se ao eixo do motor por meio de uma embreagem. VR =1 TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA Reversa: •Engrenagem C é deslocada para a direita conectando-se com H. VR = 31 14 27 = −4,27 14 14 14 TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA Trem de engrenagem reversa: •A primeira e a última engrenagens são coaxiais. •Usadas em automotiva, redutores de velocidades industriais, relógios (eixo dos minutos e horas são coaxiais). TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA EXERCÍCIOS PARA CASA • 1. Determine a velocidade e direção de rotação da engrenagem G no conjunto de engrenagem mostrado. • 2. No conjunto de engrenagem , as engrenagens A e B têm módulo 2,5 mm e as engrenagens C e D módulo de 2 mm. Determinar o número de dentes em cada engrenagem se a razão de velocidades é 11,4 aproximadamente. O número de dentes em cada engrenagem é para ser um mínimo, mas não menos do que 24. EXERCÍCIOS Mas: DA = DB ZA ZB B A B Z ZAD = D DA + DB = 300 m ZA +m ZB = 300 m = D Z 2,5(ZA + ZB )= 300 (ZA + ZB )=120 Mas: =11,4 D A C R V Z Z = A = ZB ZD Inicial: = 32 220 = 88 80A B A D DBZ = Z DA = 80mm Z = DA = 80 mm = 32 m 2,5mm A DB = 300mm −80mm = 220mm = 4,1454=11,4 CD C R Z ZDV 32 Z = A = 88 ZD EXERCÍCIOS m ZC +m ZD = 300 2(ZC + ZD )= 300 (ZC + ZD )=150 ZD = 4,1454 ZC (ZC + 4,1454ZC )=150 (5,1454ZC )=150 ZC = 29,15 ZC = 29 ZD =150 −29 =121 C R = 88 121 =11,47 32 Z 32 29 = 88 ZDV DC = mZC = 2,5 29 = 72,5mm DD = mZD = 2,5 121= 302,5mm Refazendo para Z = 24: = 24 240 = 96 60A B A D DBZ = Z ZA = 24 DA = m ZA = 2,5 24 = 60 mm DB = 300mm − 60mm = 240mm = 2,85=11,4 CD C R Z ZDV 24 Z = A = 96 ZD m ZC +m ZD = 300 2(ZC + ZD )= 300 (ZC + ZD )=150 ZD = 2,85 ZC (ZC + 2,85ZC )=150 (3,85ZC)=150 ZC = 38,96 ZC = 39 ZD =150 −39 =111 C R = 96 111 =11,38 32 Z 24 39 = 88 ZDV DC = mZC = 2,5 39 = 97,5mm DD = mZD = 2,5 111= 277,5mm ZT = 270 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Martin, G.H., Kinematics and Dynamics of Machines, Second Edition, McGrawHill, 1982. Slide 1: Lei de Engrenamento Slide 2: INTRODUÇÃO Slide 3: LEI FUNDAMENTAL DE ENGRENAMENTO Slide 4: NOMENCLATURA Slide 5: ENGRENAGENS RETAS Slide 6: NOMENCLATURA Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10: EXEMPLO Slide 11 Slide 12: NOMENCLATURA Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17: Exemplo Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27: CONJUNTO DE ENGRENAGENS COMPOSTOS Slide 28: CONJUNTO DE ENGRENAGENS COMPOSTOS Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33: TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA Slide 34: TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA Slide 35: TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA Slide 36: TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA Slide 37: TRANSMISSÃO AUTOMOTIVA Slide 38 Slide 39: EXERCÍCIOS PARA CASA Slide 40 Slide 41: EXERCÍCIOS Slide 42 Slide 43: 2ZC ZD 300 Slide 44 Slide 45: 2ZC ZD 300 Slide 46: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Slide 47