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Maias Português (Ensino Médio - Portugal) Verifica para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por alguma faculdade ou universidade Maias Português (Ensino Médio - Portugal) Verifica para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por alguma faculdade ou universidade Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias https://www.studocu.com/pt/document/ensino-medio-portugal/portugues/maias/8939900?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias https://www.studocu.com/pt/course/portugues/4474598?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias https://www.studocu.com/pt/document/ensino-medio-portugal/portugues/maias/8939900?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias https://www.studocu.com/pt/course/portugues/4474598?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias 1. Título e subtítulo “N’Os Maias”, a intriga trágica interliga-se com um excecional retrato da sociedade. Eça de Queirós procura, com um sentido de compromisso crítico e fina ironia, construir uma enorme tela que reproduza com autenticidade os costumes da época. O título liga-se à história trágica que serve de pretexto para o desenvolvimento da comédia de costumes que o subtítulo – “Episódios da vida romântica” – sugere. O trajeto da família Maia entrelaça-se com a História do século XIX, servindo o conjunto das três gerações sucessivas – Afonso, Pedro e Carlos – para retratar a evolução de uma sociedade que continua a não encontrar um rumo certo de modernidade: 2. Visão global da estrutura do romance • Intriga secundária: surge como introdução a facultar a apresentação de Afonso da Maia, como fator de unidade, e a situar no tempo e no espaço o início da ação. Além disso, centra-se na personagem Pedro, dando conta do seu nascimento, formação, romance com Maria Monforte e drama. • Intriga principal: mantém a dimensão trágica e amplifica, provocando o desenvolvimento dos acontecimentos, incidindo nas relações incestuosas de Carlos e Maria Eduarda, culminando com a morte de Afonso da Maia. Com a desagregação da família, o último capítulo constitui o epílogo, onde Carlos e Ega, regressados a Lisboa, admitem o fracasso de uma vida e verificam o atrasamento do país. Ação secundária (centrada em Pedro) Pedro da Maia vê Maria Monforte (pág.22) Pedro namora Maria Monforte (pág.26) Pedro casa com Maria Monforte contra a vontade do pai – rutura na relação pai/filho (pág.30) Maria Monforte foge com o napolitano Tancredo, levando consigo a filha (pág.44); Pedro suicida-se (pág.52) Ação principal (centrada em Carlos) Carlos vê Maria Eduarda (pág.156) Carlos visita Rosa, filha de Maria Eduarda, a pedido de Dâmaso (pág.257) Carlos conhece Maria Eduarda, quando vai à R. de S. Francisco, como médico, para tratar de miss Sara (pág.350) Declaração de Carlos a Maria Eduarda (pág.409) Consumação do incesto (pág.438) Encontro de Maria Eduarda com Guimarães (pág.537) Revelações de Guimarães a Ega (pág.615) Revelações de Ega a Vilaça/conversa Ega-Carlos (pág.640) Revelações de Carlos a Afonso (pág.645) Incesto consciente (pág.658) Morte de Afonso (pág.668) Revelações a Maria Eduarda (pág.683) •Caetano da Maia 1ªgeração •Afonso da Maia •Maria Eduarda Runa 2ªgeração •Pedro da Maia •Maria Monforte 3ªgeração •Carlos da Maia •Maria Eduarda Maia •Rosa Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias Partida de Maria Eduarda para Paris (pág.687) Carlos viaja durante 10 anos pela Europa e quando regressa a Portugal defende a teoria de existência – o fatalismo muçulmano. 2.1. Ação trágica • Tema da intriga: incesto. • Protagonista: de condição superior (Carlos e Maria Eduarda). • Fatum (destino): agente de destruição do protagonista. • Peripécia: encontro de Guimarães com Ega. • Reconhecimento: revelações de Guimarães a Ega sobre a identidade de Maria Eduarda; revelações fatídicas contidas na carta de Maria Monforte. • Catástrofe: morte de Afonso; Partida de Maria Eduarda vestida de negro para França; Viagem de Carlos (abandona Lisboa) – separação definitiva dos irmãos. • Mensageiro: Guimarães. In tr o d u çã o C a p . I e II Localização no tempo: “no outono de 1875”; Localização no espaço: o Ramalhete – “a casa que os Maias vieram a habitar em Lisboa”; A personagem central: os Maias “uma antiga família da Beira”; “reduzida a dois varões, o senhor da casa, Afonso da Maia, um velho já, quase um antepassado, mais idoso que o século, e o seu neto Carlos que estudava medicina em Coimbra”; P re p a ra çã o d a in tr ig a p ri n ci p a l In tr ig a se cu n d á ri a Juventude, exílio e casamento de Afonso com Maria Eduarda Runa; Infância e educação de Pedro; Paixão de Pedro por Maria Monforte; Namoro “á antiga, plantado numa esquina”; Casamento (contra a vontade de Afonso); Traição e fuga de Maria Monforte; Suicídio de Pedro; D e se n v o lv im e n to d a a çã o II I- IV In tr ig a p ri n ci p a l Infância e educação de Carlos em Santa Olávia Estudos em Coimbra Viagem de Carlos pela Europa IV -V Carlos da Maia em Lisboa: o consultório, o laboratório; O diletantismo de Carlos e Ega; V I Apresentação de Carlos à sociedade Lisboeta: jantar no Hotel Central; Carlos vê Maria Eduarda; V II Carlos e as suas paixões: o romance com a Gouvarinho, a obsessão pela “brasileira” (Maria Eduarda); V II I Viagem a Sintra; IX Carlos, como médico, visita, no Hotel Central, Rosa, filha de seis anos de Maria Eduarda; X As corridas; X I Carlos conhece Maria Eduarda; X II Jantar em casa dos Gouvarinho; Declaração de Carlos a Maria Eduarda; Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 X II I A toca – lugar dos encontros amorosos de Carlos e Maria Eduarda; A consumação da relação; Rutura de Carlos com a Gouvarinho; X IV Paixão de Carlos e Maria Eduarda; Semelhança de Carlos com a mãe de Maria Eduarda; As revelações de Castro Gomes sobre a relação com Maria Eduarda; X V A vida e educação de Maria Eduarda; Encontro de Maria Eduarda com Guimarães; Episódio da Corneta do Diabo; Episódio no Jornal a Tarde; X V I O Sarau no Teatro da Trindade; Revelações de Guimarães a Ega, entregando-lhe um cofre para Carlos ou para a “irmã”; X V II Revelações de Ega a Carlos, entregando-lhe o cofre; Revelações de Carlos a Afonso; Incesto consciente de Carlos; Encontro de Carlos com Afonso; Morte de Afonso; Revelações a Maria Eduarda; Partida de Maria Eduarda; E p íl o g o X V II I Viagem de Carlos; Regresso a Lisboa dez anos depois: Carlos e Ega desiludidos; estagnação de Portugal. 3. Educação O tema da educação é frequentemente tratado por Eça de Queirós e surge “N’Os Maias” como um dos principais fatores comportamentais e da mentalidade do Portugal romântico por oposição ao Portugal novo, voltado para o futuro. Assim, podemo-nos deparar com dois sistemas de ensino completamente opostos – a educação tradicionalista e conservadora e a educação inglesa. 3.1. A educação tradicionalista e conservadora (representada por Pedro e Eusebiozinho) • Pedro da Maia: ➢ Educação segundo os conceitos da mãe, uma mulher emocionalmente frágil(característica que transmitiu ao filho), que não gostava de viver em Inglaterra e, por isso, mandou vir o padre Vasques para o educar. Afonso, como a amava, não a contrariava. ➢ Típica educação portuguesa oitocentista conservadora e católica; ➢ Apelo à memória; ➢ Primado da Cartilha; ➢ Aprendizagem de uma língua morta (latim); ➢ Educação doutrinária sem fins práticos (fuga ao contacto direto com a natureza e às realidades práticas da vida). Fim trágico: o fim de Pedro deveu-se à sua educação, meio social e hereditariedade (dado que saiu aos Runas, exceto nos olhos negros) Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias • Eusebiozinho: ➢ Resistência à mudança; ➢ Típica de um romantismo decadente; ➢ Debilidade física; ➢ Deformação da vontade própria através do suborno; ➢ Imersão na atmosférica melancólica e doentia do romantismo decadente; ➢ Desvalorização da criatividade e do juízo crítico; 3.2. A educação inglesa (representada por Carlos) ➢ Educado por Afonso; ➢ Educação moderna e laica; ➢ Apelo ao conhecimento prático das coisas; ➢ Aprendizagem de línguas vivas; ➢ Exercício físico (mens sana in corpore sano); ➢ Privilégio de vida ao ar livre; Vida de Pedro da Maia (intriga secundária; amores infelizes) Vida de Carlos da Maia (intriga principal; amores incestuosos) Vida dissoluta Vida dissoluta Encontro ocasional com Maria Monforte Encontro ocasional com Maria Monforte Procura de Maria Monforte Procura de Maria Eduarda Encontro através de Alencar Encontro através de Dâmaso Oposição real de Afonso à “Negreira” Oposição potencial de Afonso à “Amante” Encontros e casamento Encontros e relações Elemento desencadeador do drama – o napolitano Elemento desencadeador da tragédia – Guimarães Infidelidade de Maria Monforte – reações de Pedro Descoberta de incesto – reações de Carlos Encontro de Pedro com Afonso e suicídio de Pedro Encontro de Carlos com Afonso – morte de Afonso • Carlos da Maia e o fracasso O projeto de Carlos da Maia de desenvolver um trabalho útil e produtivo (o exercício da medicina) fracassa, mergulhando a personagem numa existência ociosa. As causas do fracasso de Carlos, ao contrário das causas do fracasso de seu pai, não são atribuíveis à educação que recebeu, a qual, segundo o modelo inglês, o formara nos valores do trabalho e do conhecimento virado para a ação. Na verdade, apesar de culturalmente superior, Carlos deixa-se contagiar pela carência de vitalidade e de motivações no meio social que o envolve, o que terá sido causa determinante do seu fracasso. Apoiado no seu estatuto económico, entrega-se facilmente às suas tendências para o diletantismo e para o dandismo. Para além disso, a paixão romântica que dele se apossa e o desfecho trágico desta aventura afastam-no definitivamente de quaisquer desígnios de atividade produtiva. Por isso, em determinado momento do seu percurso, o desencanto e a desistência serão assumidos pela personagem como filosofia de vida. 4. Crónica de Costumes • Composta por 6 episódios da vida romântica: A) Jantar no Hotel Central; B) As corridas no Hipódromo; C) O jantar em casa dos Gouvarinho; Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 D) O jornalismo português; E) O sarau literário no Teatro da Trindade; F) O passeio final. A) Jantar no Hotel Central • Organizado por Ega, tendo como finalidade: ➢ Homenagear o banqueiro Cohen, marido de Raquel Cohen, amante de Ega (situação moralmente incorreta); ➢ Apresentar Carlos ao meio social lisboeta; • Funciona como elo de ligação entre a Crónica de Costumes e a intriga principal, pois Carlos vê pela primeira vez Maria Eduarda, à porta do Hotel; • Temas abordados durante o jantar: ➢ Literatura, que põe em confronto o realismo e o naturalismo, através dos seus representantes Carlos, Ega e Alencar. E ainda o ultrarromantismo, defendido por Alencar; ➢ Finanças – Cohen aposta nos empréstimos; Carlos acredita que o país caminha a passos largos para a bancarrota; Ega acredita que a solução passa pela invasão espanhola. ➢ História e política: • Personagens que se destacam: ➢ Ega (cujas opiniões, por vezes, refletem as do autor) que juntamente com Alencar e Dâmaso são pessoas que não pertencem à respetiva classe social, pois não têm personalidade e cultura; ➢ Cohen demonstra ser calculista; ➢ Carlos e Craft são os únicos que estão à altura, fruto da educação inglesa que receberam. CONCLUSÃO: • O jantar termina com grande confusão, mostrando a falta de cultura e civismo que domina as classes mais importantes. B) Corridas no Hipódromo • Tem ligação com a intriga principal – Carlos espera encontrar Maria Eduarda nas corridas, mas esta não foi. • Retrata um tentativa de imitar o meio social inglês – os portugueses querem parecer aquilo que não são (crítica social), pois tudo à volta das corridas se mostra inapropriado para a ocasião: ➢ A entrada era uma “abertura escalavrada num muro de quintarola”; ➢ Os interveniente não se vestiram bem – relativamente aos homens, alguns usavam jaquetões claros e chapéu-coco, outros uma sobrecasaca e binóculo a tiracolo (“pareciam embaraçados e quase arrependidos do seu chique”); as mulheres apresentaram-se com “vestidos sérios de missa” e chapéus emplumados. ➢ A atitude das pessoas também se revelou inadequada – ninguém sabia bem que atitude tomar perante as corridas (“Carlos, por divertimento, sem mesmo Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias saber porquê, declarou que tomava Vladimiro. Então, em roda, foi uma surpresa; e todo o mundo quis apostar). • Personagens que se destacam: ➢ Dâmaso – soube preparar-se para a ocasião, mas não se soube comportar; ➢ Mais uma vez, Carlos e Craft foram os únicos que mostraram estar à altura. CONCLUSÃO: • Este público de elite nada tem a ver com o evento que fora preparado – as corridas. C) Jantar em casa dos Gouvarinho • Permite observar a perda de valores sociais, o atraso e estagnação do país e a ignorância das classes dirigentes. • Os temas abordados durante o jantar são: ➢ O atraso e estagnação do país, por intermédio de uma conversa entre Carlos e D. Maria, onde este afirma – “Creio que não há nada de novo em Lisboa, minha senhora, desde a morte do senhor D. João VI”). ➢ A educação da mulher, onde nos são apresentadas diferentes conceções. Por um lado, o conde Gouvarinho defende que é agradável que uma mulher possa falar sobre coisas amenas, como livros ou um artigo de revista. Por outro lado, Ega opõe-se a esta perspetiva, pois para ele uma mulher só deveria ter duas prendas, a que se devia dar mais importância – cozinhar bem e amar bem. Pois ele acredita que “uma mulher com prendas, sobretudo prendas literárias (…)é um monstro”, minimizando assim, as mulheres. Perante isto, o conde mudou de opinião – “sim, decerto o lugar da mulher era junto ao berço, não na biblioteca” (facilmente influenciável). ➢ O estrangeiro é outro dos temas abordados, é lhes apelativo, falando dos países como se lá já estivessem estado, mas uma vez evidenciam-se as limitações culturais de Sousa Neto. • Personagens que se destacam: ➢ Conde Gouvarinho: ❖ Voltado para o passado; ❖ Tem lapsos de memória e revela enorme falta de cultura; ❖ Não compreende a ironia sarcástica de Ega; ❖ Fala de modo depreciativo das mulheres; ❖ Representa a incompetência do poder político. ➢ Sousa Neto: ❖ Personagem muito criticada pelo autor; ❖ Superficial nas suas intervenções – “e de repente calou-se, embaraçado, levando a chávena aoslábios”; ❖ Desconhece o sociólogo Proudhon – “(…)murmurou que Proudhon era um autor de muita nomeada”; ❖ Valoriza o estrangeiro e a literatura de folhetins – “Encontra-se por lá, em Inglaterra, desta literatura amena, como entre nós, folhetinistas, poetas de pulso?”. Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 CONCLUSÃO: • Assim, verifica-se o atraso e estagnação do país, e aqueles que poderiam fazer alguma coisa para inverter esta situação são os primeiros a preferir o luxo e a diversão às obrigações. D) Jornalismo português • A “Corneta do Diabo” era um jornal de difamação e escândalos – “e na impressão, no papel, na abundância dos itálicos, no tipo gasto, todo ele relevava imundice e malandrice” – cujo diretor, Palma Calavão, um corrupto, publicou um artigo injurioso sobre Carlos, onde exponha a intimidade deste com Maria Eduarda, a pedido de Dâmaso Salcede. • Ao saber disto, Ega entrou em ação e conseguiu uma carta de Dâmaso onde este pede perdão, declarando que estava bêbado quando escreveu a carta sobre Carlos. Assim, Ega consegui vingar Carlos, mas também a sua pessoa – dada a possível ligação entre Dâmaso e Raquel Cohen, sua ex-amante. • Assim, Ega dirigiu-se ao jornal “A Tarde” a fim de publicar a carta sobre Dâmaso. Inicialmente, o Neves, diretor do jornal e político, recusou a publicação da carta por pensar que se tratava de Dâmaso Guedes, seu amigo do partido político. Desfeito o engano, Neves publicou a carta. CONCLUSÃO • Eça expõe o baixo nível e decadência do jornalismo português da altura, movido pela corrupção, parcialidade e interesses políticos e económicos, onde a realidade dos jornais reflete a realidade do país – “Tais jornais, tal país”. E) Sarau no Teatro da Trindade • O sarau destinava-se a ajudar as vítimas das cheias do Ribatejo; • Revela-nos aspetos caricatos da sociedade lisboeta: o gosto pela verborreia oca; a total falta de sensibilidade estética para apreciar o talento; a lágrima fácil perante o exagero poético romântico; a superficialidade das conversas; • O primeiro interveniente é Rufino, um orador tido como sublime; a sua retórica vazia, traduz a sensibilidade literária da época; • Cruges representa o raro talento verdadeiro, incompreendido e alvo de risos; • O último interveniente é Alencar, após “um intervalo de dez minutos, como no ciro”. O poeta declamou a “Democracia”, aliando poesia e política, numa encenação exuberante e sentimentalista, ultrarromântica que termina entre fortes aplausos. • É neste episódio que Ega entra em contacto com o Sr. Guimarães, personagem que se revela fundamental para o final trágico da intriga. F) O passeio final • Este passeio dá-nos a conhecer aspetos fundamentais da sociedade lisboeta: ➢ Imobilismo total: “nada mudara”; ➢ Provincianismo: “…com uma curiosidade de província, examinavam aquele homem de tão alta elegância”; Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias ➢ Falta de fôlego nacional para terminar os grandes empreendimentos: “ora aí tens tu essa avenida! hem?... já não é mau (…) E ao fundo a colina verde, salpicada de árvores, os terrenos de Vale de Pereiro, punham em bruco remate campreste aquele curto rompante de luxo barato – que partira para transformar a velha cidade, e estacara logo, com o fôlego curto, entre montões de cascalho”; ➢ Imitação do estrangeiro; ➢ Decadência dos valores genuínos; CONCLUSÃO • A “regeneração” do país não se efetivara de facto; este termo deveria ter significado o progresso a todos os níveis, de modo a colocar Portugal entre os povos civilizados; porém após as lutas liberais o país não renascera. De salientar ainda que Carlos e Ega criticam muito o estado do país, mas nada fazem para inverter a situação, pois no fundo são como ele. Neste passeio é ainda apresentada a teoria definitiva de Carlos e Ega: vivem debaixo do fatalismo muçulmano – não ter vivências agradáveis nem desagradáveis para não sofrer. É uma filosofia de vida comodista, que leva à recusa dos desejos, dos apetites, das ambições, conduzindo a uma vida inútil. 5. Personagens • Afonso da Maia: baixo, maciço, de ombros quadrados e fortes. A sua cara larga, o nariz aquilino e a pele corada. Os cabelos eram branco, muito curto e a barba branca e comprida. Provavelmente o personagem mais simpático do romance e aquele que o autor mais valorizou. Não se lhe conhecem defeitos. É um homem de caráter culto e requintado nos gostos. Enquanto jovem adere aos ideais do Liberalismo e é obrigado, pelo seu pai, a sair de casa; instala-se em Inglaterra mas, falecido o pai, regressa a Lisboa para casar com Maria Eduarda Runa. Dedica a sua vida ao neto Carlos. Já velho passa o tempo em conversas com os amigos, lendo com o seu gato – Reverendo Bonifácio – aos pés, opinando sobre a necessidade de renovação do país. É generoso para com os amigos e os necessitados. Ama a natureza e o que é pobre e fraco. Tem altos e firmes princípios morais. Morre de uma apoplexia, quando descobre os amores incestuosos dos seus netos. Personagem que funciona como sustentáculo da família Maia e é para ele que todos se voltam nos momentos de crise. • Maria Eduarda Runa: Oposição em termos ideias e sociais relativamente a Afonso; Mulher de caprichos; Ideais religiosos (educação Pedro com apoio padre Vasques). • Maria Monforte: Fã dos jogos de sedução; Formosa, doida, excessiva; Pessoa séria e responsável aquando o nascimento de Maria Eduarda; Leviana e nada moral, é nela que radicam todas as desgraças da família Maia (o drama em causa). • Pedro Da Maia: pequenino, face oval de "um trigueiro cálido", olhos belos – "assemelhavam-no a um belo árabe". Valentia física. Pedro da Maia apresentava um temperamento nervoso, fraco e de grande instabilidade emocional. Tinha assiduamente crises de "melancolia negra que o traziam dias e dias, murcho, amarelo, com as olheiras fundas e já velho". O autor dá grande importância à vinculação desta personagem ao ramo familiar dos Runa e à sua semelhança psicológica com estes. Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 Pedro é vítima do meio baixo lisboeta e de uma educação retrógrada. O seu único sentimento vivo e intenso fora a paixão pela mãe. Apesar da robustez física é de uma enorme cobardia moral (como demonstra a reação do suicídio face à fuga da mulher). Falha no casamento e falha como homem. • Carlos da Maia: belo e magnífico rapaz. Era alto, bem constituído, de ombros largos, olhos negros, pele branca, cabelos negros e ondulados. Tinha barba fina, castanha escura, pequena e aguçada no queixo. O bigode era arqueado aos cantos da boca. Como diz Eça, ele tinha uma fisionomia de "belo cavaleiro da Renascença". Carlos era culto, bem-educado, de gostos requintados. Ao contrário do seu pai, é fruto de uma educação à Inglesa. É corajoso e frontal. Amigo do seu amigo e generoso. Destaca-se na sua personalidade o cosmopolitismo, a sensualidade, o gosto pelo luxo, e diletantismo (incapacidade de se fixar num projeto sério). Todavia, apesar da educação, Carlos fracassou. Não foi devido a esta mas falhou, em parte, por causa do meio onde se instalou – uma sociedade parasita, ociosa, fútil e sem estímulos e também devido a aspetos hereditários – a fraqueza e a cobardia do pai, o egoísmo, a futilidade e o espírito boémio da mãe. Eça quis personificar em Carlos a idade da sua juventude, a que fez a questão Coimbrã e as Conferências do Casino e que acabou no grupo dos Vencidos da Vida, de que Carlos é um bom exemplo. • Maria Eduarda: bela mulher: alta, loira, bem-feita, sensual e delicada, "com um passo soberano de deusa", é "flor de uma civilização superior, faz relevo nesta multidão de mulheres miudinhase morenas", era bastante simples na maneira de vestir. Maria Eduarda nunca é criticada, é uma personagem delineada em poucos traços, o seu passado é quase desconhecido o que contribui para o aumento e encanto que a envolve. A sua caracterização é feita através do contraste entre si e as outras personagens femininas, e ao mesmo tempo, chega-nos através do ponto de vista de Carlos da Maia, para quem tudo o que viesse de Maria Eduarda era perfeito. • João da Ega: usava "um vidro entalado no olho", tinha "nariz adunco, pescoço esganiçado, punhos tísicos, pernas de cegonha". João da Ega é a projeção literária de Eça de Queirós. É um personagem contraditório. Por um lado, romântico e sentimental, por outro, progressista e crítico, sarcástico do Portugal Constitucional. Amigo íntimo de Carlos desde os tempos de Coimbra, onde se formara em Direito (muito lentamente). A mãe era uma rica viúva e beata que vivia ao pé de Celorico de Bastos, com a filha. Boémio, excêntrico, exagerado, caricatural, anarquista sem Deus e sem moral. É leal com os amigos. Sofre também de diletantismo. Terminado o curso, vem viver para Lisboa e torna-se amigo inseparável de Carlos. Ele teve a sua grande paixão – Raquel Cohen. Um falhado, corrompido pela sociedade. Encarna a figura defensora dos valores da escola realista por oposição à romântica. Na prática, revela- se um eterno romântico. Nos últimos capítulos ocupa um papel de grande relevo no desenrolar da intriga. É a ele que Guimarães entrega o cofre. É juntamente com ele, que Carlos revela a verdade a Afonso. É ele que diz a verdade a Maria Eduarda e a acompanha quando esta parte para Paris definitivamente. • Eusebiozinho: O oposto de Carlos (lado negativo) no que respeita à educação; doentio, mergulhado nas educações da sua mãe e tia. • Dâmaso Salcede: personagem mais caracterizado por Eça, tornando-se um cabide de defeitos: defeitos de origem (filho de um agiota); presumido; cobarde; não tem dignidade; mesquinho; enfatuado e gabarola; provinciano e tacanho, somente uma preocupação na vida o ‘chique a valer’. Fisicamente é baixote, gordo, frisado como um noivo de província, mas a quem não falta pretensiosismo. Aproxima-se de Carlos, que admira e inveja, por interesse e desejo de condição social. Tenta convencer-se e convencer os outros do seu fascínio irresistível face ao sexo oposto, não obstante as Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias suas conquistas estarem confinadas a espanholas de reputação muito duvidosa. Possuidor de grande bazofia e sendo um enorme cobarde, difama pública e anonimamente Carlos, mas retrata-se logo em seguida. Nada tem de inteligente, de honrado ou de nobre. Consegue casar com a uma filha dos Condes de Águeda que se apressa a trai-lo. Condensa toda a estupidez, futilidade e ausência de valores da sociedade. Decalca qualquer comportamento importado do estrangeiro, principalmente de França. • Alencar: incoerente; condena no presente o que cantara no passado; contradição entre aquilo que ele diz e aquilo que ele faz. Falso moralista; refugia-se na moral, por não ter outra arma de defesa. Acha o Realismo/Naturalismo imoral. Desfasado do seu tempo. Defensor da crítica literária de natureza académica (preocupação com questões de natureza formal em detrimento da dimensão temática; obcecado pelo plágio) pouca credibilidade e seriedade da crítica literária em Portugal. 6. Tempo 6.1. Tempo cronológico/tempo da história Trata-se do tempo em que decorre a ação e é sugerido através do tempo histórico, das referências cronológicas, do tempo cósmico e do desenrolar da ação. Nos Maias a ação passa- se no século XIX, entre 1820 e 1887. Narrando a história da uma família ao longo de três gerações - embora não tendo todas o mesmo destaque — o autor dá-nos referências cronológicas concretas e refere-se a acontecimentos reais da evolução da sociedade portuguesa dessa época. A ação não abrange meio século mas apenas catorze meses, do outono de 1875 a finais de 1876; e, enquanto os antecedentes familiares, de cerca de 1820 a 1875, só ocupam oitenta e cinco páginas, os catorze meses da ação, de que são protagonistas Carlos e Maria Eduarda, espraiam-se por mais de quinhentas e noventa páginas. Preparação da ação Ação Conclusão Antes de 1800 1820-1822 1830, 1848, 1858 e 1870 1875 a 1877 1887 Nascimento de Afonso (“mais idoso que o século) Afonso “a atirar foguetes de lágrimas à Constituição” Referências ao Ramalhete e aos Maias; Relação Pedro/Monforte; Nascimento de Carlos e Maria Eduarda; Morte de Pedro; Educação de Carlos; Relação Carlos/Maria Eduarda; Morte de Afonso; “luminosa e macia manhã de janeiro de 1887” Carlos regressa 6.2. Tempo narrativo Há que distinguir entre o tempo da novela e o tempo do romance: ➢ Tempo da novela: tem um rápido encadeamento de factos que se sucedem uns aos outros num apressado fluir temporal, encontramos exatamente esse processo no que consideramos a primeira parte da obra, na qual ela obedece a uma estrutura novelesca. Rapidamente, em breves períodos, dotados de uma poderosa dinâmica Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 narrativa, o narrador conta, sinteticamente, os casos fundamentais da história das três gerações. ➢ Tempo do romance: ocupa grande parte da história e só descreve um ano e poucos meses da vida de Carlos. Tendo início no outono de 1875, quando Carlos regressa a Lisboa, após uma longa viagem de fim de curso. Maria Eduarda parte, em janeiro de 1877 é a vez de Carlos deixar definitivamente o Ramalhete. Trata-se da conclusão do romance. No universo do romance, o tempo demora, acompanhando o fluir dos dias, o escorrer das horas, ou para mesmo, asfixiado pelas múltiplas descrições, pelos diversos comentários do narrador. 6.3. Tempo do discurso É revelado através da forma como o narrador relata os acontecimentos, os quais podem ser apresentados de forma linear ou contados episódios passados para explicar situações presentes, ou ainda adiantados factos, retrocedendo depois, ao momento narrativo em que se encontrava. Pode ainda contar alguns acontecimentos de forma reduzida e omitir outros, pelo que é o tempo do discurso que determina a apresentação da história e a sua sequência. 6.3.1. Analepses • Serve para: dar a conhecer a família; justificar a presença de Carlos em Lisboa; Explicar as razões para alguns acontecimentos do presente. • História de Afonso da Maia: Tem dois objetivos: 1º -apresentar dois espaços históricos, sociais e culturais: o espaço miguelista – representado por Caetano da Maia; o espaço liberal – representado por Afonso da Maia; 2º -mostrar Maria Eduarda Runa presa a um catolicismo retrógrado (Padre Vasques e Cartilha – catecismo antiquado) e ligada a uma misteriosa doença – religião e doença que a consumirão e marcarão o seu filho Pedro. • História de Pedro da Maia: Intriga secundária de índole naturalista. Percurso biográfico de Pedro só é explicável à luz dos chamados fatores naturalistas: raça (paralelismo de identidade entre mãe e filho); educação (impede o desenvolvimento físico, moral e intelectual, tornando-o “um fraco em tudo”); meio (após a morte da mãe frequenta um meio moralmente baixo). Fica provada a tese de que o ser humano é um produto destes fatores naturalistas que o condicionam irremediavelmente. • O 1º encontro de Carlos e Maria Eduarda está repleto de indícios: -nomes semelhantes, destino semelhante (hipótese de consanguinidade); -três lírios (murchavam), três gerações dos Maias prestes a acabar; -a cor vermelha, o fogo da paixão; -a pele de tigre, amor incestuoso; -a coincidência do nome da cadelinha com o nome do galguinho de Carlos; -a coincidência de gostos; -o acesso gradualao interior do quarto, intimidade; - a semelhança entre ela e o avô, consanguinidade; -a sensação de uma felicidade ideal, desgraça. • O jantar dos Gouvarinhos: Superficialidade dos juízos dos mais destacados funcionários do Estado; incapacidade de diálogo por manifesta falta de cultura. • Epílogo: Completo fracasso de Carlos e Ega: o seu permanente Romantismo – indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento e não pela razão. Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias 7. Espaço 7.1. Espaço físico • Espaço geográfico: ➢ Coimbra: espaço de boémia estudantil, artística e literária; espaço de formação de Carlos cuja existência surge ainda marcada pelo Romantismo que a sua geração procura rejeitar. Ambiente propício ao diletantismo e ociosidade. ➢ Lisboa: é o grande espaço privilegiado ao longo da obra. As suas ruas, as suas praças, os seus hotéis, os seus locais de convívio, os seus teatros constituem- se quase como personagens ao longo do romance. Polariza tudo o que constituía a morna ocupação da camada dirigente do país (ociosidade). É o símbolo da sociedade portuguesa da Regeneração, incapaz de se modernizar (obras da Avenida da Liberdade) e que agoniza na contemplação de um passado glorioso. ➢ Sintra: A ida a Sintra de Carlos, Cruges e Alencar constitui um dos momentos mais poéticos e hilariantes da obra. Sintra é o paraíso romântico perdido, é o refúgio campestre e purificador. ➢ Santa Olávia: É um lugar mágico para onde a família se desloca recuperar as forças perdidas, para esquecer a dor e encarar o futuro. • Espaços interiores: ➢ Ramalhete: constitui um marco de referência fundamental e o seu apogeu e/ou degradação acompanham o percurso da família e a passagem de Carlos por Lisboa. Símbolo desse percurso é a descrição do jardim (aspeto simbólico oposto ao racionalismo naturalista): -1º momento: o jardim tem um aspeto de abandono e degradação; corresponde ao desgosto de Afonso após a morte de Pedro; - 2º momento: é o renascimento da esperança, renovação da casa por Carlos; -3ª momento: «areado e limpo, mas sombrio e solitário», simboliza o fim de um sonho e a morte de uma família. ➢ O consultório: A descrição do consultório revela-nos algumas facetas de Carlos: diletantismo, entusiasmos passageiros, projetos inacabados. ➢ A casa de Dâmaso: a ornamentação espampanante contrasta ironicamente com a baixeza moral da personagem e com a sua embaraçada aflição no episódio da carta. ➢ Redações respetivamente de «A corneta do Diabo» e de «A Tarde»: À degradação ética destes jornais corresponde «um cubículo, com uma janela gradeada por onde resvalava uma luz suja de saguão» e uma entrada mal cheirosa. 7.2. Espaço social • Jantar no Hotel Central; • Episódio das corridas de cavalo; • Jantar nos Gouvarinhos; • Episódio do jornal “A Tarde” e “Corneta do Diabo”; • Sarau literário do Teatro da Trindade; Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 8. Simbolismo • Quintal do ramalhete: sofre uma evolução. No primeiro capítulo a cascata está seca porque o tempo da ação d' Os Maias ainda não começou. No último capítulo, o fio de água da cascata é símbolo da eterna melancolia do tempo que passa, dos sentimentos que leva e traz; mostra-nos também que o tempo está mesmo a esgotar-se e o final da história d' Os Maias está próximo. Este choro simboliza também a dor pela morte de Afonso da Maia. • Estátua de Vénus: enegrece com a fuga de Maria Monforte, no último capítulo, coberta de ferrugem, simboliza o desaparecimento de Maria Eduarda; os seus membros agora transformados dão-lhe uma forma monstruosa fazendo lembrar Maria Eduarda e a monstruosidade do incesto. Esta estátua marca, então, o início e o fim da ação principal. Ela é também símbolo das mulheres fatais d' Os Maias - Maria Eduarda e Maria Monforte. Não é difícil lermos o percurso da família Maia, nas alterações sofridas pelo Ramalhete. No início o Ramalhete não tem vida, em seguida habitado, torna-se símbolo da esperança e da vida, é como que um renascimento; finalmente, a tragédia abate-se sobre a família e eis a cascata chorando, deitando as últimas gotas de água, a estátua coberta de ferrugem; tudo tem um caráter lúgubre. Note-se que as paredes do Ramalhete foram sempre sinal de desgraça para a família Maia. O cedro e o cipreste, são árvores que pela sua longevidade, significam a vida e a morte, foram testemunhas das várias gerações da família. Mas também, simbolizam a amizade inseparável de Carlos e João da Ega. Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278 https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=maias Descarregado por Maria ferreira (rimalshikh22@gmail.com) lOMoARcPSD|34045278