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CURSO SUPERIOR DE BACHARELADO EM ENGENHARIA MECÂNICA
UNIDADE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – CAMPUS JK
APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
ESTAMPAGEM, USINAGEM E CONTROLE DE QUALIDADE
DANIEL QUEIROZ DE MEDEIROS, RA: N636HC7 
ITALO OLIVEIRA SILVA, RA: F215EG7
LEONARDO BATISTA DE SOUZA, RA: F33CFI0 
LUCAS VICENTE CARDOSO, RA: N6105G2 
LUIZ GUILHERME OCANHA ITAVO, RA: N6296B1 
RICHARD NATHANAEL BAPTISTA, RA: N662123 
TURMA: EM7P28
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP
2023/7
DANIEL QUEIROZ DE MEDEIROS, RA: N636HC7 
ITALO OLIVEIRA SILVA, RA: F215EG7
LEONARDO BATISTA DE SOUZA, RA: F33CFI0 
LUCAS VICENTE CARDOSO, RA: N6105G2 
LUIZ GUILHERME OCANHA ITAVO, RA: N6296B1 
RICHARD NATHANAEL BAPTISTA, RA: N662123 
ESTAMPAGEM, USINAGEM E CONTROLE DE QUALIDADE
Trabalho de Atividades Práticas Supervisionadas (APS) do curso de Engenharia Mecânica apresentado à Universidade Paulista (UNIP) para a obtenção de nota na disciplina Atividades Práticas Supervisionadas, primeiro semestre. Com a orientação do professor Me. André Bosso.
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP.
2023/7
ESTAMPAGEM, USINAGEM E CONTROLE DE QUALIDADE
Trabalho de pesquisa e desenvolvimento apresentado a Universidade Paulista – São José do Rio Preto, Campus JK, como exigência parcial para aprovação no 7º semestre do curso de Engenharia Mecânica. 
Orientador: Prof. Me. André Bosso.
Aprovado em __/__/__
BANCA EXAMINADORA
Prof. Me. André Bosso
Coordenador do curso de Engenharia Mecânica e Mecatrônica
Universidade Paulista São José do Rio Preto Campus JK
FICHA CATALOGRÁFICA
Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte.
	 
 
 BAPTISTA, Richard Nathanael
 CARDOSO, Lucas Vicente
 ITAVO, Luiz Guilherme Ocanha
 MEDEIROS, de Daniel Queiroz
 OLIVEIRA, Italo Oliveira
 SOUZA, de Leonardo Batista 
Relatório de Atividades Práticas Supervisionadas sobre Estampagem, usinagem e controle de qualidade. − 2023
 
             Universidade Paulista - UNIP - Campus São José do Rio Preto - JK, 2023
               Orientação: Prof. Me. André Bosso
 1.Estampagem. 2.Usinagem. 3. Controle de Qualidade. 
DEDICÁTORIA 
Dedico este trabalho a todos os amantes Engenharia Mecânica e suas contribuições para nossa sociedade.
AGRADECIMENTOS
	Agradeço, primeiramente, à UNIP – Universidade Paulista, pela infraestrutura e por disponibilizar um curso excelente com professores altamente qualificados para a formação de bacharéis em Engenharia Mecânica
	A todos os professores do curso de Engenharia Mecânica que estão contribuindo para a nossa formação profissional e pessoal.
	De modo especial, quero agradecer ao meu orientador, referência de profissionalismo, Prof. Me. André Bosso, pela parceria, pela confiança e por todos os ensinamentos.
	A todos aqueles que contribuíram, de alguma forma, para a realização deste trabalho. A todos que participaram, direta ou indiretamente do desenvolvimento deste trabalho de pesquisa, enriquecendo o meu processo de aprendizado.
	Às pessoas com quem convivi ao longo desses anos de curso, que me incentivaram e que certamente tiveram impacto na minha formação acadêmica.
	
“O engenheiro é um tipo de ser que abriga e protege”.
(Gil Nunes)
RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo discutir as técnicas de estampagem e usinagem, bem como a importância do controle de qualidade nesses processos industriais. Inicialmente, aborda-se a estampagem, processo que consiste em deformar a chapa metálica por meio da aplicação de uma força externa, destacando seus tipos, vantagens e desvantagens. Em seguida, são apresentados os princípios da usinagem, processo de remoção de material através do uso de ferramentas de corte, destacando seus principais tipos e aplicações. Posteriormente, aborda-se a importância do controle de qualidade no processo de estampagem e usinagem, ressaltando a necessidade de monitoramento e avaliação constante das peças produzidas. São apresentadas as principais técnicas e ferramentas utilizadas para o controle de qualidade, como inspeção visual, ensaios não destrutivos, análise dimensional, entre outros.
Palavras-chave: Estampagem. Usinagem. Controle de Qualidade.
LISTA DE IMAGENS
Figura 1 – Estampagem profunda	13
Figura 2 – Prensa Hidráulica e Matriz de corte e dobra	14
Figura 3 – Carroceria de carro de utensílios domésticos de metal, componentes eletrônicos e peças para maquinário industrial	15
Figura 4 – Processo de usinagem	17
Figura 5 – Equipamentos que utilizam usinagem (torno mecânico e mandriladora)	18
Figura 6 – Classe da Rugosidade	22
Figura 7 – Avarias no processo de Usinagem	24
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	11
2 OBJETIVOS	12
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS	12
3 REFERENCIAL TEÓRICO SOBRE ESTAMPAGEM, USINAGEM E CONTROLE DE QUALIDADE	13
3.1 ESTAMPAGEM	13
3.1.1 Desvantagens e Vantagens da Estampagem	16
3.2 USINAGEM	16
3.2.1 Desvantagens e Vantagens da Usinagem	19
3.3 CONTROLE DE QUALIDADE	21
3.3.1 Defeitos nos estampados e usinagens	21
3.3.2 Importância do controle de qualidade	25
4 METODOLOGIA	26
5 CONCLUSÃO	28
REFERÊNCIAS	29
FICHAS DOS ALUNOS	31
1 INTRODUÇÃO
	A indústria metal-mecânica é um dos principais pilares da economia brasileira, sendo responsável pela produção de diversos tipos de peças e componentes utilizados em diferentes setores, como automotivo, aeronáutico, naval, entre outros. Nesse contexto, técnicas de estampagem e usinagem se destacam como importantes processos de fabricação, com ampla aplicação na produção de peças metálicas de diferentes formatos e tamanhos (SILVA; DIAS, 2021, p.34-37).
	No entanto, para que a qualidade dessas peças seja garantida, é fundamental que haja um controle de qualidade eficiente, que permita monitorar todo o processo produtivo, desde a matéria-prima até o produto final. Desse modo, o objetivo deste trabalho é discutir as técnicas de estampagem e usinagem, bem como a importância do controle de qualidade nesses processos industriais (BATALHA; CAMPOLINA, 2014).
	Justifica-se a realização deste trabalho pelo fato de que a estampagem e a usinagem são processos amplamente utilizados na indústria metal-mecânica, e que a qualidade das peças produzidas é um aspecto crucial para a satisfação dos clientes e a competitividade das empresas no mercado. Além disso, o controle de qualidade é um fator chave para garantir a conformidade dos produtos às especificações técnicas e normas de segurança (BONNEMAISON; SILVA, 2015).
	Assim, este trabalho será dividido em três partes principais. Na primeira parte, serão abordadas as técnicas de estampagem, destacando seus tipos, vantagens e desvantagens. Na segunda parte, serão apresentados os princípios da usinagem, processos de remoção de material através do uso de ferramentas de corte, bem como seus principais tipos e aplicações. Já na terceira parte, será discutida a importância do controle de qualidade no processo de estampagem e usinagem, com destaque para as principais técnicas e ferramentas utilizadas para monitoramento e avaliação constante das peças produzidas.
	Dessa forma, espera-se com esta APS, contribuir para a compreensão dos processos de estampagem e usinagem, bem como para a conscientização da importância do controle de qualidade na produção de peças metálicas de qualidade e segurança.
2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
	O objetivo geral deste trabalho é analisar a importância do controle de qualidade na estampagem e usinagem, que visa melhorias nos processos e aumento da competitividade das empresas.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 	
· Identificar as principais técnicas de estampagem e usinagem utilizadas na indústria;
· Analisar a importância do controle de qualidade para garantir a conformidade dos produtos fabricados;
· Avaliar os métodos utilizados parao controle de qualidade na estampagem e usinagem;
· Verificar os impactos da implementação de um sistema de controle de qualidade eficiente nos processos produtivos.
3 REFERENCIAL TEÓRICO SOBRE ESTAMPAGEM, USINAGEM E CONTROLE DE QUALIDADE
3.1 ESTAMPAGEM
	Estampagem é um processo de conformação mecânica que consiste em deformar uma chapa metálica, utilizando-se uma ferramenta de corte e/ou dobra, a fim de produzir uma peça com formato e dimensões definidos. Esse processo é utilizado na fabricação de diversos produtos, desde componentes automotivos até utensílios domésticos (CUSTÓDIO, 2013).
	Outra definição de estampagem segundo Castro (2016) é um processo fundamental para a indústria metalúrgica, que consiste na conformação de chapas metálicas para produção de diversos tipos de produtos. Esse processo é realizado utilizando-se uma ferramenta de corte e/ou dobra para deformar a chapa em uma forma desejada. É um processo comum na produção de componentes automotivos, embalagens de alimentos, utensílios domésticos e peças para a construção civil.
	A estampagem profunda é uma variação da estampagem convencional, que consiste em deformar a chapa metálica a partir de um furo, utilizando-se ferramentas especiais para alcançar maior profundidade. Esse processo é utilizado na fabricação de pr0.odutos como latas de alumínio para bebidas e componentes de motor (MELLO, 2016).
Figura 1 – Estampagem profunda
Fonte: Santos, 2007.
	Na Figura 1, podemos ver como ocorre a estampagem profunda, um processo para produzir peças metálicas com formato complexo a partir de uma chama de metal, existem várias forças envolvidas no processo de estampagem profunda, entre elas a força de compressão, força de atração, força de cisalhamento, força de fricção, força de compressão radial, força de expansão lateral, força de recuperação elástica. Todas essa forças devem se cuidadosamente equilibradas durante o processo de estampagem profunda para evitar defeitos na peça estampada, como rupturas ou enrugamento.
	Os produtos estampados possuem propriedades como resistência mecânica, dureza e ductilidade, que variam de acordo com o tipo de material utilizado e com o processo de estampagem escolhido. A escolha adequada do material e do processo de estampagem é fundamental para garantir que as propriedades desejadas sejam alcançadas (BUTTON, 2005).
	Segundo Custódio (2013) para realizar o processo de estampagem, são utilizados equipamentos como prensas mecânicas e hidráulicas, matrizes de corte e dobra, além de dispositivos de alimentação e de controle de qualidade.
	Na Figura 2 abaixo, vemos esses equipamentos são fundamentais para garantir a precisão e a qualidade das peças produzidas.
Figura 2 – Prensa Hidráulica e Matriz de corte e dobra
Fonte: Adaptado de Loja do Mecânico
	Na Figura 3 abaixo, podemos ver algumas imagens de alguns dos exemplos de produtos estampados que são: carrocerias de veículos, componentes eletrônicos, utensílios domésticos, embalagens de alimentos, peças para maquinário industrial, componentes para construção civil e peças para eletrodomésticos.
Figura 3 – Carroceria de carro de utensílios domésticos de metal, componentes eletrônicos e peças para maquinário industrial
Fonte: Adaptado de BTC Decor e WebMotors
	Por isso, a estampagem é um processo importante para a produção de diversos produtos, e o conhecimento sobre suas propriedades e equipamentos utilizados é fundamental para garantir a qualidade e a precisão das peças produzidas (ALMEIDA, 2019).
3.1.1 Desvantagens e Vantagens da Estampagem 
	A estampagem e a estampagem profunda são técnicas de fabricação que têm como objetivo transformar chapas metálicas em peças com formato específico. Ambas as técnicas têm vantagens e desvantagens que devem ser consideradas antes de escolher qual delas utilizar (TONINI, 2015).
Vantagens da estampagem:
· Velocidade de produção: a estampagem é um processo rápido, o que a torna uma opção viável para produções em larga escala;
· Precisão dimensional: a estampagem permite a criação de peças com medidas exatas, o que é importante em muitas aplicações;
· Baixo custo de produção: a estampagem é relativamente barata, principalmente em comparação com outros processos de fabricação.
Desvantagens da estampagem profunda:
· Custo de ferramentas: a estampagem profunda requer ferramentas específicas, o que pode aumentar o custo de produção;
· Maior tempo de produção: a estampagem profunda é um processo mais lento em comparação com a estampagem convencional;
· Limitações de material: nem todos os materiais podem ser utilizados na estampagem profunda, o que pode limitar as opções de escolha de material.
3.2 USINAGEM
	A usinagem é um processo de fabricação que envolve a remoção de material de uma peça bruta para produzir uma peça com a geometria e características desejadas. É um processo muito importante na fabricação de peças de precisão para vários setores industriais, como aeronáutica, automotiva, naval, médica, entre outros (LAZZAROTTO, 2006).
Figura 4 – Processo de usinagem
Fonte: Escola Politécnica da Universidade de SP.
	Na Figura 4, vemos o processo de usinagem com algumas grandezas desse processo, que segundo Lazzarotto (2006), são:
· A profundidade de corte é um dos parâmetros mais importantes no processo de usinagem, e consiste na distância entre a superfície a ser usinada e a profundidade alcançada pela ferramenta durante o corte. Ela é medida em milímetros e pode variar de acordo com o material a ser usinado, a geometria da peça, a ferramenta utilizada e outras variáveis do processo.
· O avanço por revolução é outro parâmetro importante na usinagem e se refere à distância percorrida pela ferramenta a cada volta da peça. Ele é medido em milímetros por revolução e influencia diretamente na rugosidade da superfície usinada, na produtividade do processo e na vida útil da ferramenta.
· A largura de usinagem é a distância percorrida pela ferramenta durante o corte em uma direção perpendicular à profundidade de corte. Ela é medida em milímetros e determina a largura da superfície usinada.
· A espessura de usinagem é a distância percorrida pela ferramenta durante o corte em uma direção paralela à profundidade de corte. Ela é medida em milímetros e determina a espessura da camada usinada.
· A seção de usinagem se refere à área da superfície a ser usinada e pode ser dividida em duas partes: a seção de usinagem a, que é a área da superfície em contato com a ferramenta durante o corte, e a seção de usinagem b, que é a área da superfície que não está em contato com a ferramenta durante o corte, mas que pode sofrer deformações devido à ação da força de corte.
· Todos esses parâmetros devem ser cuidadosamente escolhidos e ajustados durante o processo de usinagem para garantir a qualidade da peça usinada, a produtividade do processo e a vida útil da ferramenta.
	Equipamentos utilizados na usinagem incluem tornos mecânicos, fresadoras, mandriladoras, retificadoras, furadeiras, entre outros. Cada equipamento tem sua própria função e é utilizado para produzir peças com formas específicas (INOUE, 2010). A escolha do equipamento a ser utilizado depende do tipo de peça a ser produzida, da precisão requerida e do material a ser trabalhado.
	Na Figura 5 abaixo, podemos ver algumas imagens de alguns dos exemplos de equipamentos que utilizam usinagem citados anteriormente. 
Figura 5 – Equipamentos que utilizam usinagem (torno mecânico e mandriladora)
Fonte: Adaptado de Knuth e Loja do Mecânico
	A usinagem é amplamente utilizada em diversos setores. Por exemplo, na indústria aeronáutica, peças críticas, como as asas e motores, são produzidas com grande precisão para garantir a segurança dos passageiros. Na indústria automotiva, os motores são usinados para garantir que todas as peças se ajustem perfeitamente, garantindo a eficiência do motor. Na indústria médica, próteses e implantes são usinados para garantir que se ajustem perfeitamente ao corpo do paciente (DORIAN, 2016).
	Um processo essencial na fabricaçãode peças de alta precisão em diversos setores industriais. Os equipamentos utilizados na usinagem são variados e cada um tem sua própria função. A usinagem permite a produção de peças complexas e precisas, além de ser um processo eficiente em termos de tempo e custo (PESSOA, 2001).
3.2.1 Desvantagens e Vantagens da Usinagem
	Segundo Dorian (2016), algumas das vantagens oferecidas pela usinagem, tornando-a uma das técnicas de fabricação mais amplamente utilizadas em diversos setores da indústria.
Vantagens
· Alta precisão, qualidade da superfície usinada e grande variedade de materiais que podem ser usinados;
· Flexibilidade: a usinagem pode ser usada para fabricar uma grande variedade de peças, desde pequenas até grandes e complexas;
· Baixo custo de ferramentas: muitas vezes as ferramentas utilizadas na usinagem são reutilizáveis e têm um custo relativamente baixo em comparação a outros processos de fabricação;
· Capacidade de usinagem de peças únicas: a usinagem é capaz de produzir peças personalizadas em pequenas quantidades, o que é especialmente útil em aplicações com requisitos específicos;
· Flexibilidade de produção: a usinagem pode ser usada tanto em produção em massa quanto em produção de peças únicas, permitindo uma grande flexibilidade na produção;
· Facilidade de automatização: a usinagem é facilmente automatizável, o que permite uma maior eficiência e redução de custos de mão de obra;
· Possibilidade de usinagem de materiais duros: a usinagem é capaz de trabalhar com materiais duros, como metais endurecidos e cerâmicas, que podem ser difíceis de usinar com outros processos.
Desvantagens: 
	Assim como qualquer outro processo de fabricação, a usinagem também tem suas desvantagens. Algumas das principais desvantagens da usinagem incluem (PESSOA, 2001).
· Custo elevado: A usinagem pode ser um processo bastante caro, especialmente quando são necessários equipamentos e máquinas de alta precisão. O custo de produção de peças usinadas pode ser mais elevado em comparação a outros métodos de fabricação.
· Tempo de produção: A usinagem pode ser um processo demorado, especialmente quando a peça a ser produzida é complexa. O tempo de produção pode ser ainda mais longo quando são necessárias várias etapas de usinagem para produzir uma única peça.
· Geração de resíduos: A usinagem gera uma grande quantidade de resíduos, como cavacos e aparas de material. Estes resíduos precisam ser removidos do local de trabalho e, muitas vezes, descartados de forma apropriada, o que pode aumentar o custo de produção.
· Limitações de tamanho: A usinagem pode ter limitações em relação ao tamanho da peça que pode ser usinada. Peças muito grandes podem não caber no equipamento de usinagem ou podem ser difíceis de serem movimentadas.
· Risco de acidentes: A usinagem envolve a operação de máquinas pesadas e perigosas, o que aumenta o risco de acidentes no ambiente de trabalho.
	Embora a usinagem seja um processo muito importante na fabricação de peças de alta precisão, ele também tem suas desvantagens, como custo elevado, tempo de produção demorado, geração de resíduos, limitações de tamanho e risco de acidentes. É importante avaliar cuidadosamente se a usinagem é o método mais adequado para produzir a peça desejada, levando em consideração todos os aspectos envolvidos no processo (LAZZAROTTO, 2006).
3.3 CONTROLE DE QUALIDADE
	Controle de qualidade é o processo de garantir que um produto ou serviço atenda às especificações, padrões e requisitos definidos pelo cliente ou pela empresa, por meio da realização de inspeções, testes e avaliações durante o processo de produção ou após a conclusão do produto (CAMPOS, 2004).
3.3.1 Defeitos nos estampados e usinagens 
	No caso de produtos estampados, alguns dos defeitos mais comuns são:
· Rugosidade excessiva na superfície: pode ser causada por problemas na ferramenta de estampagem ou no material utilizado.
· Distorção da peça: pode ser causada por problemas na matriz ou na pressão de estampagem.
· Trincas ou rupturas na peça: podem ser causadas por problemas na lubrificação ou por tensões excessivas no material.
	Na figura 6 abaixo, é possível ver a tabela de rugosidade que é um instrumento de padronização da indústria mecânica que define as características de superfície de uma peça. Essa tabela é baseada em valores numéricos que indicam a profundidade média das irregularidades presentes na superfície, sendo expressos em micrômetros (µm).
Figura 6 – Classe da Rugosidade
Fonte: Denis Vaneti.
	A tabela é dividida em classes, que vão desde a mais lisa (classe 1) até a mais áspera (classe 12). Cada classe é identificada por um número que representa um intervalo de valores de rugosidade. Por exemplo, a classe 6 representa um intervalo de valores de rugosidade entre 3,2 µm e 6,3 µm.
	A rugosidade da superfície é medida com o auxílio de um equipamento chamado rugosímetro, que gera um perfil da superfície da peça. Esse perfil é analisado e comparado com a tabela de classe de rugosidade para determinar a classe a que a superfície pertence (DIAS; DINIZ, 2013).
	A tabela de classe de rugosidade é importante porque permite a padronização das características de superfície das peças, facilitando a comunicação entre as diferentes áreas da indústria mecânica e garantindo a qualidade e a precisão dos produtos fabricados. Além disso, a escolha da classe de rugosidade adequada também pode influenciar na vida útil da peça, na aderência de revestimentos e na eficiência de lubrificação.
	Para corrigir esses defeitos, é necessário avaliar a causa raiz do problema e realizar ajustes na ferramenta, no processo ou no material utilizado.
	No processo de estampagem, testes de simulação de materiais a serem deformados podem ser realizados para avaliar a resistência do material à deformação e identificar possíveis defeitos que podem ocorrer durante o processo. Além disso, a lubrificação da estampagem é essencial para reduzir o atrito e o desgaste das ferramentas, além de melhorar a qualidade da superfície da peça estampada (CARPINETTI, 2018).
	No caso de produtos usinados, alguns dos defeitos mais comuns são:
· Desvios dimensionais: podem ser causados por problemas na máquina, na ferramenta ou na programação CNC;
· Superfície irregular: pode ser causada por problemas na ferramenta de corte ou na fixação da peça;
· Falhas de acabamento: podem ser causadas por problemas na lubrificação ou na velocidade de corte.
	A definição do fim de vida de uma ferramenta de corte é determinada pelo grau de desgaste estabelecido previamente, o qual pode ser influenciado por diversos fatores, como a preocupação com a quebra da cunha cortante, altas temperaturas, entre outros. Segundo a norma ISO 3685 (1993), há diversas maneiras de expressar a vida útil da ferramenta, como o número de peças produzidas, percurso de avanço, percurso efetivo de corte e outros aspectos. Por meio do controle de diversos fatores durante a operação de usinagem, é possível determinar o momento adequado para a substituição da ferramenta e estabelecer o limite econômico do seu uso, prolongando sua vida útil. Normalmente, avarias e falhas catastróficas ocorrem em processos de corte interrompido, como o fresamento, devido aos choques térmicos e mecânicos que ocorrem nessas operações (DIAS; DINIZ, 2013).
Figura 7 – Avarias no processo de Usinagem
Fonte: Sandvik e Coromant (2002).
· Item1: Representa o desgaste de flanco;
· Item 2: Representa o desgaste de cratera;
· Item 3: Representa o desgaste de entalhe;
· Item 4: Representa uma deformação plástica;
· Item 5: Representa o desgaste por lascamento;
· Item 6: Representa novamente o desgaste de flanco.
	Para garantir a qualidade de produtos usinados, é necessário realizar uma inspeção de qualidade durante e após o processo de usinagem, utilizando ferramentas de medição como micrômetros, paquímetros e rugosímetros. Além disso, é importante garantir que a máquina esteja adequadamente configurada e a ferramenta de corte esteja em boas condições, e realizar lubrificação adequadapara reduzir o atrito e o desgaste (CAMPOS, 2004).
3.3.2 Importância do controle de qualidade
	O controle de qualidade é uma etapa crucial na fabricação de produtos, pois é por meio dele que se verifica a conformidade dos produtos em relação às especificações técnicas, normas e padrões estabelecidos. O controle de qualidade é importante para garantir a qualidade e a segurança dos produtos fabricados, atender às expectativas dos clientes e evitar prejuízos decorrentes de defeitos ou falhas de fabricação (LACERDA; SANTOS, 2016).
	Ainda segundo o mesmo autor, na estampagem e usinagem, os métodos utilizados para o controle de qualidade podem variar, mas geralmente incluem inspeções visuais, medição de dimensões, testes de resistência e testes de conformidade com as especificações técnicas. Na estampagem, por exemplo, pode-se utilizar o teste de tração para verificar a resistência do material, enquanto na usinagem pode-se utilizar o teste de dureza para avaliar a resistência à deformação.
	De acordo com Paladini (2016) a implementação de um sistema de qualidade eficiente nos processos produtivos pode trazer vários benefícios, como a redução de custos com retrabalho e perda de materiais, aumento da eficiência e produtividade, melhoria da imagem da empresa perante clientes e fornecedores, e aumento da satisfação do cliente.
	A implementação de um sistema de qualidade eficiente pode ajudar a identificar e corrigir problemas no processo produtivo antes que eles causem defeitos nos produtos, aumentando assim a confiabilidade e a segurança dos produtos fabricados (CAMPOS, 2004).
	Fundamental para garantir a conformidade dos produtos fabricados, atender às expectativas dos clientes e evitar prejuízos decorrentes de defeitos ou falhas de fabricação. Um sistema de qualidade pode trazer diversos benefícios para os processos produtivos, a produtividade e a satisfação do cliente.
4 METODOLOGIA 
	A metodologia utilizada nesta APS foi a pesquisa bibliográfica, que consiste na busca, seleção e análise crítica de informações presentes em documentos escritos, tais como livros, artigos científicos, teses, dissertações e outros materiais bibliográficos relevantes para o tema em questão. 
	Segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica é um método amplamente utilizado na pesquisa científica e pode ser realizada como um estudo em si ou como um complemento a outras metodologias. O autor destaca ainda que essa metodologia é especialmente útil quando se trata de temas pouco explorados ou quando há dificuldades em obter informações de outras fontes.
	Ainda segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica deve seguir algumas etapas, como a identificação e seleção das fontes de informação, a leitura e análise crítica dos textos, a organização das informações e a redação do trabalho.
	Vários autores renomados, nacionais e internacionais, foram utilizados nesta APS para fomentar o assunto e abordar com clareza os assuntos dessa APS.
	Encontrou-se o número de 10 publicações com as palavras-chave “estampagem”, “usinagem” e “controle de qualidade” nos últimos 20 anos utilizando a plataformas de busca Google acadêmico para realizar a pesquisa bibliográfica de artigos relacionados a temática deste estudo, demonstrados no Quadro 1 abaixo.
Quadro 1 – Artigos selecionados para a pesquisa bibliográfica deste estudo
	
Nome do artigo
	
Autor (a) (as) (es)
	Ano de publicação
	
Análise do controle estatístico de processo em uma indústria metal-mecânica.
	
Juliana Alves da Silva
Robson Cristiano Tavares
	
2021
	
Proposta de um sistema de gestão da qualidade para indústrias de usinagem de precisão.
	Gilson Fernandes Batalha
José Fernando Campolina
	
2014
	
Controle de qualidade em usinagem por torneamento
	
Sabrina Bonnemaison
Jair Antonio Silva
	
2015
	
Estampagem de chapas metálicas - processos e tecnologias
	
José de Paula Custódio
	
2013
	
Controle de qualidade em estampagem: estudo de caso em uma indústria automotiva.
	
Fernanda Mendes de Castro
	
2016
	Análise comparativa entre a estampagem convencional e a estampagem incremental.
	Sérgio Tonini Button
	2005
	
Avaliação do processo de estampagem profunda utilizando a simulação computacional e técnicas de sensoriamento.
	
Henrique Barcelos Mello 
	
2016
	
Controle da qualidade na usinagem de peças metálicas
	
Valter Braga de Almeida
	
2019
	Usinagem a alta velocidade
	José Lazzarotto
	2006
	Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia
	
Vicente Falconi Campos 
	
2004
Fonte: Os autores, 2023.
	Dessa forma, a pesquisa bibliográfica se mostrou adequada para a elaboração desta APS, permitindo a coleta de informações relevantes sobre o tema e possibilitando uma análise crítica consistente da literatura existente sobre o assunto.
5 CONCLUSÃO
	A estampagem e usinagem são processos fundamentais na indústria mecânica, permitindo a fabricação de peças com alta precisão dimensional e geometrias complexas. No entanto, a qualidade dos produtos fabricados depende diretamente do controle de qualidade adotado durante os processos produtivos.
	A implementação de um sistema de controle de qualidade eficiente é essencial para garantir a conformidade dos produtos em relação às especificações técnicas, normas e padrões estabelecidos, atender às expectativas dos clientes e evitar prejuízos decorrentes de defeitos ou falhas de fabricação.
	O controle de qualidade pode envolver desde inspeções visuais e medições de dimensões até testes de resistência e conformidade com as especificações técnicas. É importante que esses métodos sejam aplicados de forma sistemática e consistente, para que sejam capazes de identificar problemas no processo produtivo antes que eles causem defeitos nos produtos.
	A implementação de um sistema de qualidade eficiente pode trazer diversos benefícios para os processos produtivos, como a redução de custos com retrabalho e perda de materiais, aumento da eficiência e produtividade, melhoria da imagem da empresa perante clientes e fornecedores, e aumento da satisfação do cliente.
	Portanto, a estampagem, usinagem e controle de qualidade são processos fundamentais na indústria mecânica, e a implementação de um sistema de controle de qualidade eficiente é fundamental para garantir a conformidade dos produtos, atender às expectativas dos clientes e evitar prejuízos decorrentes de defeitos ou falhas de fabricação.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Valter Braga de. Controle da qualidade na usinagem de peças metálicas. Revista Tecnologia & Ciência, São Paulo, v. 10, n. 19, p. 73-81, 2019.
BATALHA, G. F.; CAMPOLINA, J. F. Proposta de um sistema de gestão da qualidade para indústrias de usinagem de precisão. In: Anais do Congresso Brasileiro de Engenharia de Fabricação, 2014.
BONNEMAISON, S. G.; SILVA, J. A. Controle de qualidade em usinagem por torneamento. In: Anais do 15º Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2015.
BUTTON, Sérgio Tonini. Análise comparativa entre a estampagem convencional e a estampagem incremental. Revista da Sociedade Brasileira de Engenharia de Materiais, São Paulo, v. 19, n. 2-3, p. 347-352, 2005.
CAMPOS, Vicente Falconi. Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 2004.
CARPINETTI, Luiz Cesar Ribeiro. Gestão da qualidade: conceitos e técnicas. São Paulo: Atlas, 2018.
CASTRO, F. M. Controle de qualidade em estampagem: estudo de caso em uma indústria automotiva. In: Anais do 12º Congresso Nacional de Excelência em Gestão, 2016.
CUSTÓDIO, José de Paula. Estampagem de chapas metálicas - processos e tecnologias. São Paulo: Edgard Blücher, 2013.
DIAS, J. B., & DINIZ, A. E. (2013). Rugosidade: Fundamentos e Tecnologia. LTC.
DORIAN, Renato; DAVIM, Paulo. Processos de usinagem. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
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FICHAS DOS ALUNOS
DANIEL QUEIROZ DE MEDEIROS, RA: N636HC7 
ITALO OLIVEIRA SILVA, RA: F215EG7
LEONARDO BATISTA DE SOUZA, RA: F33CFI0 
LUCAS VICENTE CARDOSO, RA: N6105G2 
LUIZ GUILHERME OCANHA ITAVO, RA: N6296B1 
RICHARD NATHANAEL BAPTISTA, RA: N662123 
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