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SP 2.3 Células brancas TUTORIATUTORIA CONCEITOS INICIAIS: Vírus RNA envelopado, + prevalente no Brasil É uma arbovirose pois o mosquito é artrópode Já foi erradicada em 1967, origem é Egito Aedes é mosquito endofílico e antrofílico AGENTE ETIOLÓGICO: Arbovírus transmitido pela picada da femea Possui 5 sorotipos: DEN 1: maior taxa de morbilidade e menor taxa de mortalidade DEN 2: maior variabilidade de patogenicidade alguns genótipos nem apresentam doencas e outras apresentam doencas graves DEN 3: infeccao similar ao DEN 1 DEN 4: infeccao similar ao DEN 2 DEN 5: nao encontrado no Brasil FISIOPATOLOGIA O período de incubacao (intervalo data do primeiro contato ate o ínicio dos sintomas) varia de 5/6 dias Saliva do mosquito femea Homem Viramia Infeccoes O vírus penetra a corrente sanguinea e se desloca para 3 lugares: monócitos, linfonodos e musculatura esquelética. O objetivo nessa etapa é se multiplica RNA viral é interpretado nos lisossomos para ser produzida proteína viral, daí a maturacao dos virions vai ocorrer dentro de organelas, assim voltando para a corrente snguínea Ao se disseminar no corpo , estimula a produ- cao de citocinas pró inflamatórias (TNF-a e IL-6) iniciando a fase sintomática A partir do dia 6 de infeccao, fazemos exame IgM (1/2 meses), e a partir do dia 10/14, fazemos IgG (vida toda), esses anticorpos atacam a plaque- tas, em exame, isso pode dar plaqueta baixa SINTOMAS: Mialgia, dores nas articulacoes, febre alta, manchas vermelhas, vomito, diarreia, dor de cabeca, dor atras dos olhos TRATAMENTO Dengue clássica: nao há algo especifíco.; medicacao sintomática (paracetamol e dipirona) e muita hidratacao Febre hemorrágica: hidratacao endovenosa imediata com internacao hospitalar se necessá- rio CARACTERÍSTICAS GERAIS: Sao acelular e nao sao seres vivos Vírus DNA sao imutáveis, RNA sao mutáveis ESTRUTUTA Ácidos nucleicos: vírus contém DNA ou RNA; pode ser fita dupla ou simples Capsídeo: cobertura protéica composta por capsomeros; onde fica o DNA/RNA é chamado de necluocapsídeo Proteínas de superfície: sao os alvos dos anticorpos Envelope viral: membrana que contem lipí- deos, vírus envelopados sao transmitidos por contato direto com o sangue, nao envelopados podem sobreviver mais tempo e ser transmitido de forma indireta CARACTERÍSTICAS DE SINTOMAS GERAIS: Sintomas de infeccao viral sao causados pela morte de células infecctadas e perda da funcao (EX: poliovírus matam neuronios, causando paralisia) Imunopatogenese: sintomas de uma doenca viral sao causados pelo sistema imune SP 2.3 DNA fita dupla (HPV)1. DNA fita simples (parvovírus)2. RNA fita dupla (rotavírus)3. RNA fita simples senso + (flavivírus)4. RNA fita simples senso - (influenza)5. RNA com transcricao reversa - retrovírus (HIV) 6. DNA com transcricao reversa (hepatite B)7. FORMAS DE TRANSMISSAO: Por contato direto com secrecoes corporais (sangue, saliva, urina...), contato físico (beijo, ape- rto de maos), relaxao sexual desprotegida, trans- missao vertical... CLASSIFICACAO DE BALTIMORE Desenvolvido pelo biólogo David Baltimore ba- seada na síntese vital do RNA mensageiro: REPLICACAO VIRAL: Ocorre no interior da célula do hospedeiro Fases: Adsorcao: molécula presente na superfície da particula viral se liga a receptores da membrana celular do hospedeiro; para haver adsorcao, é ne- cessário uma ponte entre as proteínas de íons li- vres de cálcio e magnésio; fatores que podem influenciar é temperatura e ph Penetracao: entrada do vírus na célula; fusao é quando a membrana e o envelope do vírus se fundem, ou viropexia que é a invaginacao da mem- brana por receptores e proteínas denominadas clatrinas que revestem a membrana internamente Desnudamento/Decapsidacao: capsídeo é removido pela acao de enzimas celulares nos liso- ssomos, expondo o genoma viral; também observa a fase eclipse onde o vírus DNA faz síntese no núcleo e RNA no citoplasma Síntese viral: material genético do vírus afeta a atividade celular que passa a produzir proteínas necessárias para criacao de vírus Maturacao: proteínas vao se agregando ao genoma formando nucleocapsídeo; formacao de partículas virais completas (virions); DNA condensa no núcleo e RNA citoplasma Liberacao: poe ocorrer por lise celular (ciclo lítico) que é quando tem tanto vírus que a célula explode, espalhando os vírus, ou por brotamento que é quando os nucleocapsídeos migram para face interna da membrana e saem levando parte da membrana BARREIRAS NATURAIS CONTRA INFECCOES VIRAIS: NAO ESPECÍFICAS - INATA: Interfonas alfa e beta: proteínas produzidas pelas células humanas, inibem a multiplicacao viral bloqueado a síntese de preteínas virais por ribonuclease (degrada mRNA) e proteína cinase (inibe síntese proteica), divididas em: -Alfa - interferon: produzido por linfócitos B, monócitos e macrófragos -Beta - interferon: produzido por fibrolastos -Gama - interferon: produzido por linfócitos T ativados e células NK Células NK: linfócitos que destroem células infectadas por muitos vírus diferentes, nao possuem receptor de antígeno na superfície igual linfócitos Te B Febre: temperatura alta pode inativar parti- culas virais (principalmente envelopados) e pode inibir a replicacao ESPECÍFICAS -ADAPTATIVAS: Imunidade ativa: gerada por exposicao ao vírus ou imunizacao (natural - infeccao, artifici- al - vacinacao) Imunidade passiva: anticorpo pré formado em outra pessoa/animal (natural - leite materno e artificial - soro) Imunidade de rebanho: protecao de 1 indi- víduo que resulta na de outros IMUNOGLOBINAS: Sao glicoproteínas produzidas por linfócitos B SP 2.3 MECANISMO DE ACAO DOS ANTICORPOS: Neutralizacao: anticorpos se ligam na superfície dos agentes estranhos e inviabilizam Opsonizacao: anticorpos se ligam a antígenos e sinalizam as células efetoas Citotoxidade dependente do anticorpo: anticor- pos audam células NK e eosinófilos na destruicao de partículas estranhas Ativacao sistema complemento: grupo de pro- teínas plasmáticas que podem contribuir para op- sonizacao ou até na eliminacao direta de partículas estranhas ESTRUTURA ANTICORPOS: Fab: liga-se ao antígeno Fc: anticorpos secundários se ligam; reconhe- cimento de células imunes CLASSIFICACAO IMUNOGLOBULINAS: IgA: presente em secrecoes como saliva, leite materno e trato respiratório IgD: funcao ainda nao definida IgE: alergias e combate infeccoes parasitárias IgM: ativacao linfócitos B na fase inicial de infeccoes IgG: gerado de forma tardia, células de memó- ria mais eficaz que ativa sistema complemento (podem atravessar placenta e conferir imunidade neonatal) MECANISMO DE ACAO VIRAL: Entrada de um agente infeccioso1. Antígenos se ligam em linfócitos B naive por2. IgM na membrana celular 3. Linfócitos B comecam a proliferar e secretar IgM e IgG RESPOSTA IMUNE CELULAR: Linfócitos TCD4+ (auxiliares) TH: reconhece antígenos atraves da molécula MHC-II; o reconhe- cimento ativa linfócitos T CD4 que produzem cito- cinas estimulando linfócitos B para proliferar... Linfócito TCD8+ (citotóxico) Tc: identifica an- tígenos virais conjugados com moléculas MCH-I expostas na superfície celular, resulta na busca e destruicao específica de células infectadas TIPOS DE ANTICORPOS: Neutralizantes: melhor funcionamento durante a infeccao ativa e afetam a capacidade de replica- cao viral, interferindo na ligacao do vírus com o receptor Nao neutralizantes: nao possuem atividade neutralizante direta porem ajudam na degrada- cao viral MECANISMO DE PATOGENICIDADE/EVASAO CONCEITOS: Patógenos: agentes que podem causar do- encas no ser humano Patogenicidade: capacidade desse agente infeccioso infectar um hospedeiro Virulencia: intensidade que patógenos geram doenca MECANISMO DE PATOGENICIDADE: Inoculacao viral: entrada do vírus no orga- nismo; penetracao na célula, replicacao primária e disseminacao Tropismo: busca do vírus por células que tem mais afinidade (ex: HIV - linfócitos) Replicacao secundária:pode causar morte da célula que aciona sistema imune EVASAO VIRAL: Mecanismo utilizado pelos vírus para escapar do sistema imunológico, sao eles: Variacao antigenica: vírus pode sofrer mu- tacoes, essas mudancas podem tornar anticor- pos neutralizantes menos eficazes Latencia/localizacao: alguns vírus entram em um estado de latencia onde ficam inativos; sua reativacao pode se dar por infeccoes que indu- zem seu aparecimento Localizacao em sítios com baixo MHC I: po- dem se replicar em células que tem baixa expre- ssao de moléculas MHC I que sao essenciais para a apresentacao de antígenos aos linfócitos T citotóxicos, isso dificulta a deteccao e destrui- cao de células infectadas Resistencia ao sistema imune: interferencia de atividades de anticorpos ou capacidade dos linfócitos T de matar células infectadas Camuflagem de próprio/mimetismo: vírus que consegue fazer alteracao genética atráves da enzima nsp16 que modifica seu RNA Desarmamento do complemento: alguns ví- rus bloqueiam a ativacao do complemento Aumento do célsT reguladoras: hepatite c, HSV, HIV aumentam treg circulantes reduzindo SP 2.3 respostas citotóxicas Imunossupressao: exemplo o HIV que suprimi a resposta imune, enfraquecendo organismo de com- bater o vírus MECANISMO DE PATOGENICIDADE - HIV: Vírus HIV é RNA e célula humana é de DNA; TCD4 produz o energizante citocina; ao ser ativado fortalece as fagocitarias, quando atingida a citocina cai, sistema imune cai (ocorre por conta da enzima transcriptase reversa que transforma o RNA viral em DNA), o DNA é integrado ao genoma da célula hospedeira, a cél. hospedeira produz novas cópias do vírus, a protease ajuda a maturar os novos vírus que saem cél. hospedeiras e infectam outras. Vírus encontra-se em testículos, linfonodos... VACINA: Memória imunológica: capacidade do sistema imu- ne de reconhecer um antígeno invasor que ja tenha tido contato Memória imunológica é responsável pelo com- ponente adaptativo, constituido por células T e B VACINA: Uso de vacinas é para que o corpo tenha con- tato inicial com agentes atenuados fornecidos por imunizacoes TIPOS DE VACINA: Vírus inativado: vírus inteiro que foi inativado por processos químicos ou físicos; apesar de nao causar doenca, o vírus ainda é reconhecido no cor- po (ex: vip (vacina inativada da poliomielite), influ- enza, cólera, vacina hepatite A) Vírus atenuados: vírus vivo que foi enfraqueci- do em laboratório, nao causando doencas; ainda é capax de se multiplicar no corpo (ex: sarampo, caxumba e rebéola (mmr) e vacina oral contra po- liomielite (vop); nao devem ser aplicada em imuno- comprometido e gestantes Vacinas de subunidade: apenas partes especí- ficas do agente causador da doenca, como proteína ou polissacarídeos (ex: vacina contra gripe que con- tem proteínas do vírus da gripe) Vacinas de toxóides: toxinas inativadas produ- zidas por bactérias (ex: vacina tétano) Ácidos nucleicos: utilizam material genético do antígeno, o material genético é introduzido nas cél. do corpo, produzindo proteínas virais, desencade- ando resposta imunológica ADJUVENTES: Substancias adicionadas a vacina para poten- cializar a resposta imunológica TBLTBL IMUNIDADE ADAPTATIVA: SISTEMA IMUNOLÓGICO: Inato: resposta inespecífica e reconhecimen- to de padroes Adaptativo: resposta específica e memória imunológica Orgaos linfoides: separados em primário e secundários Células do siste,a: macrófagos, neutrófilos, monócitos, basófilos, eosinófilos, células den- dríticas, natural killer (NK) CÉLULAS LIGADAS A IMUNIDADE ADQUIRIDA: Células T maturam no timo e células B na medula óssea CÉLULAS T: Sao desenvolvidas a partir de células tronco e se direcionam ao timo onde aprendem a dis- tinguir e reconhecer antígenos Quando maduras circulam na corrente san- guínea e no sistema linfático ou ficam em orgaos linfoides secundários (linfonodos, baco, amig- dala, apendice e intestino; ela se multiplica quando o antígeno é apresentado a ela CÉLULAS B: Tambem formadas na medula óssea porem possuem receptores na superfície Produz anticorpo ou apresenta a célula T para combate-lo PLASMÓCITOS: Células B que amadurecem apos encontrar um antígeno Plasmócitos produzem anticorpo específico (resposta imunológica primária) sendo lenta, com IgM predominante, ja a resposta secundá- ria é mais rápida pois células B de memória re- conhecem antígeno mais rápido, transformando em plasmócitos com IgG predominante ANTICORPOS: Plasmócitos que produzem anticorpos sao denominados imunoglobilinas (Ig) 5 classes: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM SP 2.3 SISTEMA IMUNE ADAPTATIVO: Antígeno: pedaco/sequencia de proteína, car- boidrato ou lipídio que desencadeia resposta imune Antígenos so capazes de serem ligados por re- ceptores imunológicos como anticorpos mas nao evocam resposta imune por si só (ex: penincilina nao pode por si só induzir resposta humoral) Essas moléculas simples sao chamadas de haptenos MORFOMORFO BACO: Localizacao: regiao superior esquerdado abdomen, a esquerda do estomago e acima do rim esquerdo Relacao: anterior ao estomago, posterior ao diafragma, inferior a flexura cólica esquerda e me- dial ao rim esquerdo Características: maior orgao linfático, no perío- do fetal é hematopoiético, massa oval, carnosa e arroxeada, tamanho de uma mao fechada Funcao: após nascimento, local de proliferacao de linfócitos e vigilancia/defesa do organismo; re- move plaquetas e hemácias antigas, reservatório de sangue e recicla ferro e globina da hemoglobina Histologia: polpa branca é parte do sistema imunológico e polpa vermelha filtra sangue, contem glóbulos brancos denominados fagócitos, controla glóbulos vermelhos e destroi as anormais SP 2.3 TIMO: Localizacao: no mediastino Mediastino posterior: menor das divisoes do mediastino, posterior ao esterno e anterior ao pe- cárdio; porcao inferior do timo; gordura; tecido conectivo; linfonodos... Mediastino médio: origem dos grandes vasos; saco pericárdico; coracao, origem dos vasos: tronco pulmonar, aorta ascendente, veias pulmonares... Mediastino anterior: posterior ao pericárdio e anterior as vertebras; esofago e plexo esofágico; aorta toráxica; ducto toráxico Funcao: orgao fundamental para sistema imu- nológico; respnsável pela producao, maturacao e liberacao dos linfócitos T; mais ativo durante vida fetal e neonatal, involui depois de velho MED LABMED LAB EXTENSAO SANGUÍNEA/DIFERENCIACAO CÉ. NOMENCLATURAS: Neutrofilia: mais neutrófilos no sangue Neutropenia: menos neutrófilos Linfocitose: mais linfócitos no sangue Linfopenia: menos linfócitos no sangue Monocitose: mais monócitos Monopenia: menos monócitos Esinofilia: mais eosinófilos Eosinofilia: menos eosinófilos Hipocromia: reducao da cor vermelha das hemácias por conta da reducao de hemoglobina na célula Microcitose: deficiencia de ferro e com do- encas genéticas que afetam hemoglobina no sangue Plaquetas: células sanguíneas incolores que ajudam na formacao de coágulos Anisocitose: variacao tamanho hemácias SP 2.3 (podem indicar doencas autoimunes...) Poiquilocitose: eritrócitos com formas anormais SISTEMA HEMATOPOIÉTICO - SANGUE Tecido conjuntivo formado por células diferen- ciadas e mec (plasma) COMPONENTES DO SANGUE: Plasma 55% (água, elementos organicos/inor- ganicos, proteínas...) e elementos figurados 45% (hemácias, leucócitos e plaquetas) HEMATOPOIESE: Processo de divisao, diferenciacao e maturacao celular, desde hemocitoblasto HEMÁCIAS/ERITRÓCTIOS: Formato de disco biconcavo, anucleadas Funcao de gases da respiracao PLAQUETAS: Citoplasmáticas Originada de megacariócitos Coagulacao sanguínea, vida média: 10 dias VR: 150 a 400 mil/mm3 LEUCÓCITOS: Granulócitos apresentam granulos grossos Agranulócitos: apresentam granulos finos NEUTRÓFILOS: Núcleos muito denso com contornos irregular, quando jovem núcleos nao sao segmentados Motilidade, quimiotaxia, fagocitose e acao bac- teriana VR: 2.500 a 7.500 mm3 BASÓFILOS: Forma esférica Grande quantidade de granulacoesNos tecidos tornam-se mastócitos Sítios ativos de IgE VR: 20 a 90 mm3 MONÓCITOS: Células grandes Núcleo irregular (feijao) Nos tecidos amadurecem e se tornam macrofá- gos VR: 300 a 900 mm3 LINFÓCITOS: Núcleo ocupa quase todo espaco Dividido em T (75%) e B (25%)