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FEBRE Agatha Mayara Nunes Fontana Alessandra Melo dos Santos Andressa Pellicciotti Rebelo Pereira Maysa Aparecida Natasha Santos Thamyris Pereira da Silva REUMÁTICA A febre reumática é uma condição inflamatória após uma infecção (geralmente na garganta) provocada pela bactéria Streptococcus e que não tenha sido tratada adequadamente na maioria dos casos. É uma condição considerada rara atualmente e que já foi muito associada à infância e adolescência, já que era mais comum em indivíduos entre 5 e 15 anos (embora possa também afetar adultos). DEFINIÇÃO CAUSA A febre reumática é desencadeada por uma resposta imunológica exacerbada do corpo à infecção bacteriana. Com isso, as células de defesa do organismo passam a atacar os próprios tecidos do corpo, provocando inflamação no coração e nas articulações, entre outros. As manifestações clínicas mais comuns são febre e artrite, mas a manifestação mais grave é a cardite, pelo risco de evolução para cardite reumática crônica e óbito. A artrite é caracterizada como uma poliartrite de grandes articulações, assimétrica, migratória e autolimitada, com duração menor que quatro semanas, mesmo sem tratamento específico. Além disso, apresenta boa resposta aos anti-inflamatórios não hormonais. O acometimento cardíaco se dá, predominantemente, no endocárdio. Na maioria das vezes, ela ocorre associada à artrite e em seguida à coreia. As principais valvas afetadas são a mitral e a aórtica, sendo comum a associação de ambas. Na fase aguda, a lesão é de insuficiência valvar e na fase crônica, ocorrem lesões estenóticas. A coreia de Sydenham é a manifestação neuropsiquiátrica da FR. Apresenta um longo período de latência (2 a 4 meses). Ocorre em 15% dos pacientes e tem predomínio no sexo feminino. Apresenta forte associação com cardite clínica ou subclínica. Ocorrem movimentos involuntários, arrítmicos, breves, com acometimento principal das extremidades e da face, que desaparecem durante o sono. Pode haver ainda alterações na escrita, marcha, disfagia, tiques e hipotonia muscular. Usualmente é uma manifestação autolimitada, com remissão espontânea com 3 semanas. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Sintomas Maiores: • Artrite • Cardite (inflamação do coração); • Coreia de Sydeham • Eritema marginado (lesões avermelhadas na pele); • Nódulos subcutâneos. Menores: •Febre •Artralgia •Aumento de marcadores inflamatórios PCR/TSE •Prolongamento do intervalo PR no ECG AS DORES ARTICULARES PODEM SER BASTANTE INTENSAS E IMPEDIR O PACIENTE DE ANDAR. QUANDO ATINGE O CORAÇÃO, TAMBÉM PODEM OCORRER SINTOMAS COMO CANSAÇO CONSTANTE, FALTA DE AR E TAQUICARDIA. Os sintomas da febre reumática podem variar de acordo com a gravidade da doença e surgem cerca de duas semanas após a ocorrência da infecção. Os sintomas mais comuns na fase aguda da doença incluem: Critérios de Jones *Histórico de faringite estreptocócia recente ou teste positivo para estreptococos do grupo A. Eritema marginado Nódulos indolores Faringite estreptocócia O maior risco da condição é se transformar em uma condição crônica e causar danos permanentes aos órgãos nobres, como o coração, provocando insuficiência e mal funcionamento dele. Riscos Como previnir A prevenção mais eficaz é pelo tratamento adequado das infecções por Streptococcuspyogenes, como a faringite e a amigdalite. A profilaxia (prevenção) com antibióticos, como a penicilina benzatina é a mais recomendada. É essencial que o tratamento seja feito de forma completa e sob orientações médicas. Para pessoas que já tiveram pelo menos um episódio de sintomas de febre reumática, é necessário consultar um médico o quanto antes e seguir as orientações de tratamento, evitando que mais surtos aconteçam e haja risco maior de complicações. O diagnóstico da febre reumática é feito com base nos sintomas do paciente, no histórico de infecção pela bactéria Streptococcus, exames de sangue (para buscar anticorpos para a bactéria) e também cultura a partir de amostra coletada na garganta do paciente. Também podem ser requisitados exames de imagem e eletrocardiograma para avaliar os possíveis danos ao coração. DIAGNÓSTICO A partir do diagnóstico da febre reumática, o paciente receba anti- inflamatórios para controlar a evolução do quadro, e ainda, como forma de prevenir novos episódios, tomainjeções intramusculares de penicilina benzatina (um tipo de antibiótico) para evitar que a infecção retorne — o número de doses pode variar de acordo com a orientação médica. Tratamento Medicamentoso Tratamento Fisioterapêutico A fisioterapia possui o objetivo em minimizar dores e incapacidades geradas por tais patologias através da utilização de recursos eletro analgésicos, da aplicação de técnicas de terapia manual e de atividades que estimulem a movimentação articular buscando assim prevenir a instalação de deformidades, bem como evitar a progressão de deformidades já instaladas, buscando sempre manter uma boa qualidade de vida. Os métodos fisioterapêuticos mais utilizados nas alterações reumatológicas são: ultrassom, ondas curtas, crioterapia, laser e TENS que agem de forma analgésica, anti-inflamatória e cicatrizante. Além destes recursos existem exercícios específicos, massagens, alongamentos, mobilizações e outros. Por isso, sempre que for solicitada, a fisioterapia deve ser realizada com uma frequência maior, para que todos os recursos atinjam os efeitos necessários. https://nav.dasa.com.br/blog/febre-reumatica https://www.grupocentrofisio.com.br/centro-fisio/tratamentos/fisioterapia-reumatologica https://portaldareumatologia.com.br/febre-reumatica/ https://www.valesaude.com.br/doencas-e-sintomas/febre-reumatica/ BIBLIOGRAFIA