Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

KARLYNE DA CONCEIÇÃO OLIVEIRA 
STEPHANIE LARA ANDRADE DOS SANTOS 
 
 
 
 
MÉTODOS DE TRATAMENTO DE EFLUENFES 
 
 
Orientador: Diego da Silva Vasconcellos 
Co-orientador: Milena Gouveia Oliveira de Lima 
 
 
 
 
 
Simões Filho, BA 
2024 
 
 
 
 
2 
 
 
 
KARLYNE DA CONCEIÇÃO OLIVEIRA 
STEPHANIE LARA ANDRADE DOS SANTOS 
 
 
 
MÉTODOS DE TRATAMENTO DE EFLUENFES 
 
 
Orientador: Diego da Silva Vasconcellos 
Co-orientador: Milena Gouveia Oliveira de Lima 
 
Trabalho apresentado à 
instituição Centro Estadual de 
Educação Profissional em 
Serviços e Processos Industriais 
Irmã Dulce como requisito 
avaliativo para aprovação no 
Curso Técnico de Química. 
 
 
Simões Filho, BA 
2024 
 
 
 
 
3 
Resumo 
 
Os tipos de efluente geram impactos ambientais diferentes, dependendo da maneira 
que sejam descartados. Os efluentes são resíduos gerados e liberados na natureza, 
em qualquer atividade humana, eles podem ser apresentados na forma líquida e 
gasosa. Em geral, são classificados em domésticos, industriais e agrícolas, a 
depender da fonte em qual é produzido, e demanda de diferentes tipos de tratamento. 
Os tipos de tratamento empregado em cada efluente, também, são relativos aos 
critérios do ambiente em que será descartado. No Brasil a Resolução CONAMA nº 
430/2011 estabelece limites para diversos poluentes. O processo de tratamento 
consiste em diversas etapas, até que o material resultante apresente características 
que garantam o seu descarte ou reuso. As etapas de tratamento incluem 
gradeamento, desaneração, floculação, sedimentação, filtração, dentre outros. 
Observa-se que o tipo e as etapas seguidas no tratamento dos efluentes determinarão 
o impacto que este poderá causar no meio ambiente. O presente trabalho tem o intuito 
de abordar o método de tratamento de efluentes e a eficiência de cada um deles. 
Palavras-chave: Efluentes; Classificação dos efluentes; Tratamento de efluentes. 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1.0 INTRODUÇÃO.......................................................................................................1 
2.0 OBJETIVOS...........................................................................................................3 
2.1 OBJETIVO GERAL................................................................................................3 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..................................................................................3 
3.0 CONCEITO DE EFLUENTES................................................................................4 
3.1 TIPOS DE EFLUENTES........................................................................................5 
3.2 PROCESSOS DE TRATAMENTOS DE EFLUENTES..........................................6 
3.3 CLASSIFICAÇÃO DOS TRATAMENTOS DE RESÍDUOS...................................7 
3.4 CONSEQUÊNCIAS DO DESCARTE INADEQUADO DE EFLUENTES...............9 
4.0 CONCLUSÃO......................................................................................................11 
REFERÊNCIAS .........................................................................................................12 
 
 
 
 
1 
1. Introdução 
Os efluentes são resíduos provenientes de indústrias, esgotos domésticos e redes 
pluviais lançados no meio ambiente, nas formas líquidas e gasosas, são resultado 
das diversas atividades humanas. Eles podem causar sérios impactos ambientais se 
não forem tratados adequadamente antes de ser lançado em copos d’água, 
prejudicando o ecossistema. Por isso, é essencial que haja tratamento adequado para 
minimizar esses impactos (SAUTCHUK, 2004). 
Os efluentes podem ser classificados em efluentes domésticos, industriais e agrícolas. 
O tratamento adequado aos efluentes é crucial para proteger o meio ambiente, a 
saúde pública e os recursos hídricos. É de alta importância o estudo desses métodos 
de tratamento, e eles podem ser classificados de diferentes maneiras. Alguns deles 
são o tratamento físico, que envolve processos mecânicos para remoção de sólidos 
suspensos e partículas, por exemplo, a sedimentação, filtração e flotação. Tratamento 
químico utiliza reações químicas para remover contaminantes, isso pode incluir 
processos como coagulação, floculação e desinfecção por cloro ou ozônio por 
exemplo. Tratamento Biológico usa microorganismos para decompor matéria orgânica 
presente nos efluentes, os métodos mais comuns são os lodos ativados e os leitos 
biológicos. Tratamento Avançado ele é utilizado para remover poluentes específicos 
que não foram eliminados nos tratamentos anteriores. Pode incluir processos como 
osmose reversa, troca iônica ou adsorção. Tratamento Natural utiliza sistemas 
naturais, que aproveitam a capacidade das plantas e microorganismos para tratar os 
efluentes (SILVA FILHO, 2009). 
Cada tipo de tratamento tem suas vantagens e é escolhido com base nas 
características do efluente a ser tratado e nas exigências de qualidade final do 
material. As indústrias têm várias abordagens para lidar com seus efluentes, com 
finalidade de minimizar os impactos ambientais. As indústrias devem seguir normas 
e regulamentações para o descarte de efluentes, que variam de acordo com o país e 
a região. No Brasil, algumas das principais norma incluem a Constituição Federal, que 
estabelece o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a lei de crimes 
ambientais (lei número 9.605/1998) que define a penalidade para atividades que 
causam poluição e degradação ambiental, a resolução CONAMA n° 357/2005 que 
 
 
 
2 
estabelecem as condições e critério para a classificação das águas e padrões de 
qualidade (VON SPERLING 1995). 
Existem compostos que são proibidos ou que têm limites rigorosos nos efluentes, isso, 
no entanto, varia de acordo com a legislação de cada país. No Brasil a Resolução 
CONAMA nº 430/2011 estabelece limites para diversos poluentes. Alguns dos 
compostos frequentemente proibidos ou com limites muito restritivos são os metais 
pesados, tais como mercúrio, chumbo, cádmio e arsênio, tóxicos ao meio ambiente e 
prejudiciais à saúde, os óleos e graxas, pois a presença de óleos podem causar 
poluição em corpos d’água e prejudicar a fauna aquática, nutrientes em excesso, 
sendo os principais nitrogênio e fósforo, que podem causar eutrofização em corpos 
d’água, materiais agrotóxicos, que são substâncias químicas utilizadas na agricultura 
que podem ser extremamente tóxicas para a vida aquática, substâncias radioativas 
pois, altos níveis de radiação são deletérios a saúde dos seres vivos e os compostos 
fenólicos e orgânicos voláteis, a maioria destes são proibidos devido à sua toxicidade 
e potencial carcinogênico. Esses compostos são monitorados para garantir que os 
efluentes não causem danos ao meio ambiente ou à saúde pública (CONAMA N° 
430/2011). 
 É de suma importância o estudo desses efluentes antes de serem descartados ou 
reutilizados e também deve-se escolher métodos eficientes para seus devidos 
tratamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
2. Objetivos 
 
2.1. Objetivo geral 
 O presente trabalho tem o objetivo avaliar a eficiência do sistema de tratamento de 
efluentes gerados, com foco na remoção de poluentes e na melhoria da qualidade 
final da água tratada, atendendo às normas ambientais vigentes. 
 
2.2. Objetivos específicos 
 Estudar detalhadamente o processo de tratamento, desde a caracterização dos 
efluentes até a análise dos parâmetros operacionais que influenciam a eficiência do 
tratamento; 
 Identificar processos de otimização do sistema de tratamento de efluentes; 
 Verificar a conformidade dos efluentes tratados em relação às normas ambientais 
vigentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
3. Conceito de efluentes 
Efluentes são resíduos líquidos ou gasosos que resultam de processos industriais, 
agrícolas ou domésticos. Os processo indústriassão as fontes de efluentes, 
domésticos que são provenientes de residências, como esgoto sanitário, os efluentes 
industriais são os gerados por processos industriais, que muitas vezes contêm 
substâncias tóxicas ou poluentes específicos e os efluentes agrícolas que são 
resultantes da irrigação e do uso de fertilizantes e pesticidas, que podem contaminar 
corpos d’água. A diferença entre efluentes líquidos e gasosos está relacionada ao 
estado físico dos poluentes e à forma como eles são gerados e tratados. As principais 
distinções dos dois são as técnicas utilizadas e os métodos de tratamento. Os 
efluentes líquidos são descartados em forma líquida que resultam de processos 
industriais, domésticos ou agrícolas. Eles podem conter sólidos suspensos, nutrientes 
(como nitrogênio e fósforo), metais pesados, produtos químicos e patógenos. 
Geralmente seus tratamentos requerem processos de tratamento físico, químico e 
biológico (METCALF E EDDY, 1991) 
Os efluentes gasosos são emitidos no estado gasoso que resultam de processos 
como, combustão, reações químicas ou volatilização de compostos voláteis, são 
exemplos os gases emitidos por indústrias, veículos, usinas de energia e processos 
de fabricação. Podem incluir dióxido de carbono (CO2), óxidos de nitrogênio (NOx), 
compostos orgânicos voláteis (COV’s), partículas em suspensão e outros poluentes 
atmosféricos. Os controles desses efluentes geralmente envolve a utilização de filtros, 
precipitadores eletrostáticos, lavadores de gases e sistemas de tratamento químico 
para reduzir as emissões antes que entrem na atmosfera (VON SPERLING, 1995). 
Uma das diversas maneiras que as indústrias lidam com esses efluentes é com 
tratamentos internos, reuso de água, descartes controlados, valorização energética, 
disposição em aterros e monitoramento dos efluentes. O tratamento de efluentes que 
são considerados o mais viável e necessário é o líquido. Isso se da pelo fato de que 
o tratamento de gases é muito mais complexo e caro exigindo tecnologias como 
absorção, adsorção dentre outros, embora os efluentes gasosos sejam produzidos em 
uma menor escala, quando comparado aos efluentes líquidos, a maioria produzida 
pode ser considerado tóxico ao homem e meio ambiente. Enquanto os efluentes 
líquidos encontram-se na maior parte do resíduos gerados, e é largamente 
 
 
 
5 
reutilizados pela própria indústria retornando ao processo de produção (MIERZWA, 
J.C., 2005.). 
 
3.1. Tipos de efluentes 
 
Os efluentes podem ser classificados em efluente doméstico, efluentes industriais e 
efluentes agrícolas. Os Efluentes Domésticos são provenientes de residências, 
incluem esgoto sanitário, água da lavanderia, chuveiros e pias, podem conter matéria 
orgânica, nutrientes (como nitrogênio e fósforo), óleos e graxas, além de 
microrganismos patogênicos. Geralmente são tratados em estações de tratamento de 
esgoto (ETEs), onde passam por processos como a remoção de sólidos, degradação 
biológica e desinfecção antes de serem devolvidos ao meio ambiente (SILVA FILHO, 
2009). 
 Efluentes industriais são os gerados por processos industriais, como fabricação, 
mineração ou processamento de alimentos. Eles podem incluir uma variedade de 
substâncias, como metais pesados, solventes orgânicos, produtos químicos perigosos 
e resíduos sólidos. E seu tratamento é muitas vezes mais complexo devido à 
diversidade e toxicidade dos poluentes. Isso pode envolver processos físicos 
(filtração, sedimentação), químicos (neutralização, precipitação) e biológicos (LEME, 
F.P, 1979). 
Efluentes agrícolas resultantes da irrigação após uso de fertilizantes e pesticidas na 
agricultura. Eles contêm nutrientes em excesso (como nitrogênio e fósforo), pesticidas 
e sedimentos que podem ser arrastados pela água da chuva. Podem levar à 
eutrofização em corpos d’água, causando crescimento excessivo de algas que 
consomem oxigênio e prejudicam a vida aquática. O uso inadequado pode também 
afetar a qualidade da água potável (KARPUZCU M., 2002). A gestão adequada 
desses efluentes é crucial para proteger os recursos hídricos e a saúde pública. A 
conscientização sobre as práticas sustentáveis no tratamento e descarte é 
fundamental para minimizar os impactos ambientais. 
As principais produtoras de efluentes são as industrias alimentícias, que geram 
resíduos orgânicos e outras substâncias químicas, a indústria têxtil, que podem liberar 
 
 
 
6 
na natureza corantes e produtos químicos, a indústria química, que utilizam produtos 
químicos perigosos e metais pesados, a indústria farmacêutica, que gera, 
principalmente, resíduos de medicamentos e microrganismos, a indústria do papel e 
celulose, gerando resíduos de matéria orgânica e lignina, a indústria metalúrgica, 
produzindo resíduos de metais pesados e óleos, a indústria petrolífera responsáveis 
por gerar resíduos contendo óleos e sal e a indústria da construção civil, sendo os 
principais resíduos sedimentos e produtos químicos (PRAZERES A.R., 2012). 
 
3.2. Processos de tratamento de efluentes 
 
Cada processo de tratamento de efluentes tem um papel importante na sua 
purificação e remoção de poluentes, eles são divididos em oito etapas cada uma delas 
mais importante quanto a outras. São exemplos de tratamentos, o gradeamento que 
é o primeiro passo no tratamento de efluentes, onde são utilizados dispositivos, como 
grades ou telas, para remover sólidos grandes (plásticos, folhas, madeira) que podem 
causar danos aos equipamentos posteriores. Esse tratamento protege os sistemas de 
tratamento, evitando entupimentos e desgastes (LEME F.P, 1979). 
A Desarenação, que visa remover partículas mais pesadas, como areia e sedimentos, 
que podem estar presentes na água. Normalmente, é realizado em tanques onde a 
água é mantida em repouso para permitir que os sólidos se depositem no fundo. Ele 
vista a abrasão em bombas e outros equipamentos e melhora a eficiência do 
tratamento subsequente (CAMPOS, I.C, 2013). 
A Sedimentação, utilizada após o pré-tratamento, ela é realizada em tanques 
específicos onde a água é deixada em repouso. Os sólidos suspensos se depositam 
no fundo do tanque formando o lodo. Ela reduz a carga de sólidos e matéria orgânica 
antes dos processos biológicos. 
Filtração é um processo que utiliza meios filtrantes (como areia ou carvão ativado) 
para remover partículas menores da água. É muito eficaz para retirar sólidos 
suspensos e alguns contaminantes químicos. Ela melhora a qualidade da água, 
tornando-a mais limpa antes da desinfecção (OENNING JR, A., 2006). 
 
 
 
7 
Coagulação envolve a adição de produtos químicos (coagulantes) à água para 
aglomerar pequenas partículas em flocos maiores. Facilita a remoção de sólidos 
suspensos durante a floculação subsequente (NALCO, 1988). 
Floculação após a coagulação, o processo de floculação envolve uma agitação suave 
da água para promover a formação de flocos maiores que podem ser facilmente 
removidos durante a sedimentação ou filtragem. Aumenta a eficiência da remoção de 
sólidos e melhora a qualidade final da água tratada (NALCO, 1988; SATOS FILHO, 
1976). 
Flotação é um processo onde bolhas de ar são introduzidas na água, fazendo com 
que partículas sólidas flutuem para a superfície, formando uma camada chamada 
“escuma”. Essa escuma pode ser removida facilmente. Ela tem sua eficiência na 
remoção de óleos, graxas e sólidos finos que não sedimentam facilmente (MIERXWA, 
2002). 
Desinfecção é o último passo do tratamento antes da liberação da água tratada, pode 
ser realizada por métodos químicos (como cloro) ou físicos (como luz ultravioleta). Ele 
elimina microrganismos patogênicos, garantindo que a água esteja segura para o 
meio ambiente e para uso humano (REIS, J.L, 1999; 2006). 
Esses processos são fundamentais para garantir que os efluentes sejam tratados 
adequadamente antes de serem devolvidos ao meio ambiente ou reutilizados 
 
3.3. Classificaçãodos tratamentos de resíduos 
 
O tratamento de efluentes industriais é essencial para minimizar impactos ambientais 
ocasionados pela disposição de seus efluentes e cumprir a legislação posta. Os 
métodos e tipos de tratamentos podem variar dependendo da composição dos 
efluentes e dos padrões de descarga exigidos, mas, em geral, incluem as seguintes 
etapas, tratamento preliminar, gradeamento, que auxilia na remoção de sólidos 
grandes, como plásticos, papéis e resíduos sólidos maiores, que podem danificar ou 
entupir equipamentos posteriores e a Desarenação que é a separação de partículas 
pesadas, como areia e cascalho, para evitar abrasão nos equipamentos (MIERZWA, 
2008). 
 
 
 
8 
 Tratamento Primário, decantação, utilizado na remoção de sólidos em suspensão 
pela sedimentação em tanques. Os sólidos sedimentados (lodo primário) são 
removidos do fundo do tanque e a flotação, processo que utiliza bolhas de ar para 
remover óleos, graxas e partículas finas em suspensão.(MOREIRA D.A, 1999). 
Tratamento Secundário (Biológico), no qual são utilizados lodos ativados por 
microrganismos que auxiliam na degradação da matéria orgânica presentes nos 
efluentes em um ambiente aeróbico (presença de oxigênio). O efluente é agitado em 
tanques aerados para manter a concentração de oxigênio. Reatores Anaeróbios para 
tratamento em ambiente sem oxigênio, onde microrganismos anaeróbios degradam a 
matéria orgânica produzindo biogás (metano e dióxido de carbono) que pode ser 
usado como fonte de energia e lagoas de estabilização que são grandes tanques ou 
lagoas onde a matéria orgânica é decomposta por microrganismos ao longo de 
semanas ou meses. Pode ser aeróbia, anaeróbia ou facultativa (OENNINGJR, 2006). 
Tratamento terciário, filtração utilizado para a remoção de sólidos suspensos finos 
restantes, utilizando filtros de areia, carvão ativado ou membranas, desinfecção, com 
a utilização de cloro, ozônio ou radiação ultravioleta (UV) para eliminar 
microrganismos patogênicos e a remoção de nutrientes, compostos nitrogenados e 
fosforados (BAKER, R.W., 2004). 
Tratamento de Lodo, espessamento que é a redução do volume de lodo pela remoção 
de água, digestão anaeróbia, promovendo a decomposição do lodo em ausência de 
oxigênio para reduzir o volume e produzir biogás e a desidratação para remoção 
adicional de água do lodo, geralmente por centrifugação ou filtros prensa, resultando 
em um lodo mais seco que pode ser descartado ou reutilizado (VON SPERLING, 
2007). 
Reutilização e reciclagem, após o tratamento, a água pode ser reutilizada na própria 
indústria, por exemplo, em processos de limpeza ou resfriamento e recuperação de 
produtos químicos algumas indústrias implementam processos para recuperar 
produtos químicos valiosos dos efluentes (HACH, 1999). 
Vale ressaltar que cada etapa é escolhida com base nas características dos efluentes 
gerados e nos objetivos do tratamento. Em uma indústria de bebidas, a carga orgânica 
geralmente é alta, devido aos resíduos de açúcares, corantes e outros compostos, o 
que faz com que o tratamento biológico seja uma etapa essencial. 
 
 
 
9 
 
3.4. Consequências do descarte inadequado de efluentes 
Se os efluentes não forem tratados de maneira adequada, diversos problemas podem 
surgir, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde pública. Alguns desses 
problemas são a poluição da água, caracterizada pela contaminação de rios e lagos 
tornando a água imprópria para consumo e prejudicando a fauna e a flora aquáticas 
e a eutrofização caracterizada pelo excesso de nutrientes, como nitrogênio e fósforo 
levando à morte de peixes e outros organismos aquáticos (LEME, 1979). 
Poluição do solo por contaminação, pois os efluentes que infiltram no solo e podem 
contaminar lençóis freáticos, afetando a qualidade da água potável e a degradação 
do solo por substâncias tóxicas afetando a fertilidade do solo e a saúde das plantas 
(MIERZWA, J.C; SILVA, 2008). 
Impactos na biodiversidade, perda de habitat, pois a poluição pode destruir habitats 
aquáticos e terrestres, levando à extinção de espécies e o desequilíbrio ecológico, 
introdução de substâncias tóxicas podem alterar as cadeias alimentares e o equilíbrio 
dos ecossistemas (VON SPERLING, 2007). 
Consequências econômicas, custo de descontaminação, a contaminação ambiental 
pode resultar em altos custos para remediação, perda de áreas turísticas áreas 
afetadas pela poluição geralmente perdem apelo turístico, impactando a economia 
local (METCALF e EDDY, 1991). 
O tratamento adequado dos efluentes é essencial para proteger o meio ambiente, a 
saúde pública e a economia e é de alta importância que todos que gerem efluentes 
industriais tenham a conscientização do prejuízo desses resíduos químicos, físicos e 
biológicos, não tratados da maneira recomendada, quando descartados na natureza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
4. Conclusões 
 Com o presente estudo concluiu-se os processos de tratamento são divididos em 
diversas etapas, cada etapa necessita da outra para que os parâmetros operacionais 
que influenciam a eficiência dos efluentes estejam de acordo com a conformidade em 
relação as normais ambientais existentes. os seguintes resultados, cada efluente tem 
suas definições e cada um tem seu modo de tratamento. E de alta importância o 
estudo e a análise desses resíduos em qualquer indústria que se trabalhar com ele, 
caso não haja um bom tratamento e análise esses resíduos podem vim a geral altos 
donos para o meio ambiente, a saúde, a biodiversidade e até a economia. Temos 
entoa os resultados que todos os método utilizados para tratar os efluentes é de alta 
importância, todos tem seus níveis de recomendação mas todos são de alta 
necessidades. As indústrias que não tratarem os efluentes da maneira correta podem 
até receber penalidades jurídicas sérias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Referências 
 
ALMEIDA, E. R. L. “ Avaliação da biodegradabilidade aeróbia De efluentes vinícolas 
“Aveiro: Universidade de Aveiro –Departamento de Ambiente e Ordenamento, 2008. 
 
CAMPOS, J. C. Evaluation of coagulation/flocculation process in the landfill Leachate 
treatment at the Municipal Wastewater Treatment Plant. Universidade Federal do Rio de 
Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro, RJ, Brasil Departamento de Processos Inorgânicos. Rio de 
Janeiro – RJ. 2013. 
 
CARDOSO, Artur Renato Albeche. Termos técnicos e capitulação jurídica sobre a água. Porto 
Alegre: Sérgio Antonio Fabris Ed., 2005. 
 
GERDAU RIOGRANDENSE. Relatório de Gestão Ambiental da Gerdau Riograndense 2008. 
2008. Sapucaia do Sul. Disponível em:http://www.gerdau.com.br/relatorios-Emissoes-
efluentes/7.brasil.pt-BR.force.axd Acesso em 01 nov. 2010. 
 
HACH, 1999, DR870 – Procedimento de Análise. Tradução Cristiane Xavier, Departamento 
de Aplicação. 
 
KARPUZCU M., DIMOGLO A., AKBULUT H.Y., Purification of agro-industrial wastewater from 
the grease-protein mixture by means of electroflotocoagulation, Water Sci. Technol., v. 45, 
2002. 
 
LEME, F. P., Teoria e técnicas de tratamento de água, São Paulo: CETESB – Companhia de 
Tecnologia de Saneamento Ambiental, 1979. 
 
Lei n° 6.938, Política Nacional de Meio Ambiente de 31/08/1981, Diário Oficial Da União, 
02/09/1981. 
 
Metcalf & Eddy. Wastewater Engineering: Treatment, Disposal, Reuse. 3.ed. Singapore, 
McGraw Hill, 1991. 
 
MIERZWA, J. C., HESPANHOL, I. Água na Indústria – Uso Racional e Reúso. 1. Ed. São 
Paulo: Oficina de Textos, 2005. 
 
11 
http://www.gerdau.com.br/relatorios-Emissoes-efluentes/7.brasil.pt-BR.force.axd
http://www.gerdau.com.br/relatorios-Emissoes-efluentes/7.brasil.pt-BR.force.axd
 
 
 
12 
MIERZWA, J.C., O Uso Racional e o Reúso com Ferramenta para o Gerenciamento de Águas 
e Efluentes na Indústria – Estudo de Caso Kodak Brasileira. Tese de Doutorado. USP/SP, 
2002. 
 
MIERZWA, J.C.; SILVA, M. C. C. DA; RODRIGUES, L. D.B; HESPANOL, I. Tratamento de 
água para abastecimento público por ultrafiltração: avaliação comparativa através dos custos 
diretos de implantação e operação com os sistemas Convencional e convencional com carvão 
ativado. Engenharia Sanitária e Ambiental v. 13, p. 78-87; 2008. 
 
MOREIRA, D. A.; Administração da produção e operações. 5.ed. Pioneira; São Paulo, 1999. 
 
NALCO; The Nalco Water Handbook. 2ª ed, New York: McGraw-Hill, 1988. 
 
OENNING JR, A. Avaliação de tecnologias avançadas para o reúso de água emIndústria 
metal-mecânica. 2006. 223 p. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal do Paraná, 
Setor de Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Recursos Hídricos e 
Ambiental. – Curitiba, 2006. 
 
REIS, J. L. R. Estudo Biodegradabilidade do Efluente da Indústria de Borracha Sintética – 
Universidade do Rio de Janeiro, 1999. Rio de Janeiro. Apud BREIA, G. C. Aplicação dos 
Processos de Coagulação/Floculação e Adsorção em Carvão Ativo no Tratamento Primário 
dos Efluentes de Indústrias de Defensivos Agrícolas. 2006. 175. P. Dissertação de Mestrado. 
Universidade do Estado do Rio De Janeiro – Instituto de Química. 
 
SANTOS FILHO, D. F., Clarificação de água e remoção de alguns elementos Indesejáveis. 
Tecnologia de Tratamento de Água – Água para Indústrias. Rio de Janeiro: Almeida Neves. 
P.18-27, 1976. 
 
SAUTCHUK, C. A.; Formulação de diretrizes para implantação de programas de conservação 
de águas em edificações. 2004. 332 p. Dissertação de Mestrado – Escola Politécnica, 
Universidade de São Paulo. 
 
SILVA FILHO, A. Tratamento terciário de efluente de uma indústria de refrigerantes visando 
ao reúso: um estudo de caso. Dissertação de mestrado. Escola de Química/UFRJ, março de 
2009. 
 
 
 
 
13 
VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. Belo 
Horizonte: Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, UFMG, 1995. 240 p. 
(Princípios do tratamento biológico de águas residuáias, v. 1). Wiesmann et al. Fundamentals 
of biological wastewater treatment. Weinheim: Willey VCH Verlag GmbH & Co. 2007, 355p. 
 77. 
 
2007 Sistema de tratamentos de efluentes indústrias ( universidade federal do rio 
grande do sul) 03. 08 
 
2024 tratamento de efluentes indústrias( unidade Taboão da Serra/ SP) 17. 02 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	Simões Filho, BA
	2024
	Simões Filho, BA
	2024
	1. Introdução
	3. Conceito de efluentes
	3.1. Tipos de efluentes
	ALMEIDA, E. R. L. “ Avaliação da biodegradabilidade aeróbia De efluentes vinícolas “Aveiro: Universidade de Aveiro –Departamento de Ambiente e Ordenamento, 2008.

Mais conteúdos dessa disciplina