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ELEMENTO GRAFICO 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Elemento Gráfico “Chamamos de “elemento gráfico” cada uma das partes que compõe a imagem de um produto grá- fico: título, texto, foto, desenho, legenda, logotipo, marca, etc… Os elementos gráficos são trabalha- dos individualmente, desde a sua preparação até sua execução, pois têm características próprias e diferenciadas, sendo que cada um tem um papel e um objetivo de comunicação na peça.” Prof. José Maria Morais Conheça alguns dos elementos estéticos que ajudam a atrair a atenção do leitor du- rante a leitura do jornal: Imagem/Fotografia: Servem para ilustrar e descrever a reportagem; Título: É a vitrine da notícia, que chama ou distância o leitor; Bigode: Completa o título, trazendo mais informações sobre o que será abordado na matéria; Intertítulo: Colocado no meio do texto, para dividi-lo em seções e facilitar a leitura; Texto: É onde será colocado o conteúdo principal do jornal (matérias, colunas, artigos, etc); Janela e Olho: A janela é o espaço colocado no meio do texto, entre colunas e Olho é o conteúdo co- locado dentro da janela, com o intuito de ressaltar trechos da reportagem; Infográfico: Inclui mapas, gráficos estatísticos, sequenciais e esquemas visuais; Legenda: Fica logo abaixo da foto, normalmente com uma ou duas linhas. Serve para reforçar o po- der de comunicação da imagem; Assinatura: Onde o autor coloca o seu nome; Crédito: Onde o fotografo coloca o seu nome; Cabeçalho e Rodapé: Marcam o topo e a base da página, respectivamente, incluindo marcas básicas como editoria, data, número da edição e número da página; Box: É um espaço graficamente delimitado que normalmente inclui um texto explicativo ou sobre as- sunto relacionado à matéria principal (retranca). A edição de periódicos impressos depende da correta dosagem daquilo que dá o “tempero” de uma página, os elementos gráficos editoriais. A correria do dia a dia fez com que os leitores deixassem de ler de uma maneira linear, começando do título da matéria e percorrendo lentamente o seu conteúdo, ao contrário, a maneira mais comum de leitura atualmente se dá aos saltos, com uma passada de olho pelas páginas, identificando os itens que compõem a matéria e só se algo realmente interessante estiver sendo tratado, se algo chamar a antenção tanto visualmente quanto em termos de conteúdo, ler o texto propriamente dito. É nessa "passada de olho" que está a principal estratégia de edição de veículos de comunicação pe- riódicos como jornais, revistas e portais de notícia. Não é apenas em um ou dois elementos que está a captura da atenção, mas no conjunto de vário deles orquestrados ao mesmo tempo e fazendo com que a leitura seja de fato uma experiência. Por isso vamos apresentar aqui os principais elementos que compõem uma página impressa, lem- brando que eles não existem só estes e que a forma de cada um pode variar bastante de periódico para periódico e de edição para edição. Título O mais explícito dos elementos da página impressa, o título deve resumir o assunto da matéria de uma forma clara e ao mesmo tempo tentar prender a atenção do leitor. ELEMENTO GRAFICO 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Linha De Apoio Exemplo de linha de apoio no projeto gráfico da Revista “Print”, agosto de 2001 Exemplo de linha de apoio da Revista “Dale” de Gonzalo Nogues Como a função do título é resumir o assunto de uma forma atrativa, a linha de apoio deve comple- mentá-lo, entrando com um pouco mais de profundidade no conteúdo e tirando as dúvidas do leitor so- bre o teor da matéria. O formato da linha de apoio varia muito, mas geralmente ela fica próxima ao tí- tulo, é um pouco mais longa do que ele e deve contrastar visualmente com o título e com o corpo de texto. Lide Exemplo de lide no jornal “Diário Catarinense”. O lide ou lead, é um parágrafo de abertura da matéria. Junto com título e linha de apoio compõe a "pi- râmide invertida", uma técnica de redação que responde logo no início da matéria as seis perguntas primordiais de qualquer informação: Quem? O que? Quando? Como? Onde? Por quê? Editorias ou Cadernos O grande volume de informações dos periódicos aliados à necessidade de atender a mais de um perfil de público ao mesmo tempo obriga jornais, revistas e portais a se organizar em grandes blocos de in- formação, as editorias ou cadernos. Uma mesma publicação pode ter, por exemplo, três editorias ou cadernos: esporte, política e variedades. É importante lembrar que a editoria é um recurso fixo, se mantém de edição para edição. ELEMENTO GRAFICO 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Olho ou Janela Exemplo de “olho” aplicado ao projeto de revistas de Cody Wallis. É um elemento tipicamente gráfico, e tem a explícita intenção de criar dinamismo e contraste na pá- gina, e assim atrair a atenção do leitor para o conteúdo. Ele geralmente reapresenta de forma desta- cada uma frase importante do texto. Cartola ou antetítulo Exemplo de cartola no jornal “Zero Hora”. A cartola (ou antetítulo) serve como mais um elemento de introdução do grande tema ou do assunto da matéria. Ele é uma palavra ou frase muito curta geralmente posicionada próxima ao título ou à edi- toria. Ao contrário da editoria, o termo utilizado cartola pode mudar com muita frequência, mesmo den- tro de um mesmo periódico. Exemplo de cartola em um projeto gráfico de revista, por Tarien Lampen. ELEMENTO GRAFICO 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A formatação da cartola também é bem variada e pode ser bastante evidente, como é o caso do pro- jeto gráfico do jornal “Zero Hora”, ou bem discreta, como em muitas revistas. Assinatura Exemplo de assinatura usada no projeto gráfico do jornal “Washington Post”. Qualquer documento publicado deve ter creditado o seu autor, seja por questões de direito autoral ou de declaração de responsabilidade. A assinatura pode ter somente o nome do responsável pela maté- ria, ou a referência de outros profissionais envolvidos, como fotógrafos e ilustradores. Capitulares Exemplo de palavra capitular. Exemplo de letra capitular. Um recurso muito comum para indicar o início de matérias é o uso de letras, palavras ou mesmo frases capitulares. Elas geralmente tem uma tipografia que contrasta com o corpo de texto a que se referem para reforçar a sua função como elemento inicial e auxiliar no dinamismo da página. ELEMENTO GRAFICO 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Entretítulos, intertítulos ou subtítulos Entretítulos no projeto gráfico do jornal “The New York Times”. Outro recurso para atrair e manter a atenção do leitor é o uso de entretítulos (também chamados de subtítulos ou intertítulos) “quebrando” a matéria em partes menores, e consequentemente fazendo a leitura mais suave. Além disso, os entretítulos ajudam o leitor a conhecer de antemão os principais pontos que trata a matéria. Imagens e Legendas De longe o elemento que mais atrai a atenção do leitor é a imagem, porém, em ás vezes ela não con- segue explicar-se sozinha, ou melhor, não consegue sozinha indicar o sentido que o editor quer dar a ela. Por isso, é muito comum e até recomendável que todas as imagens de cunho informativo sejam acompanhadas de uma legenda, que as explica e complementa. O formato das legendas varia bastante, mas em geral elas são um pequeno texto que pode ou não ser acompanhado de um título. Ilustrações Ao contrários das imagens de cunho informacional, as ilustrações criam o "clima" da matéria e auxiliam sobremaneira a propor uma experiência de leitura agradável. Por não ter uma função explicitamente informativa geralmente as ilustrações não têm legendas. Título Corrente O título corrente é um recurso de identificação discreto e constante na publicação, ele geralmente in- dica o nome da veículo mais o número ou a data de edição. Os títulos correntes servem como referên- cia quando partes da publicação se perdem pelo manuseio do dia adia. As Características Do Papel A propriedade do papel tem grande influência sobre a qualidade final dos impressos, sendo uma das principais variáveis da produção gráfica. Sendo assim, esta é uma questão que gera dúvidas, princi- palmente para quem esta iniciando na área. O designer procura empregar sua criatividade, personalidade e embasamento teórico em uma peça gráfica. Mas sem a escolha correta do papel, pode-se prejudicar o desempenho de seus elementos e perder o diferencial do produto. Porém, para que a escolha seja correta, é necessário considerar a mensagem, tinta, métodos de impressão e as demais possibilidades de acabamento. A classificação básica do papel é dada através das seguintes características: ELEMENTO GRAFICO 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Peso O peso do papel pode variar de 50 a 350 gramas, definindo o peso e o volume final do impresso. Quanto maior a gramatura, mais grossa é a folha e, consequentemente, maior o peso do material. Outros pontos que são influenciados pela gramatura é sua opacidade e o custo. Formato Antes de iniciar a arte do seu impresso, vale a pena realizar uma breve pesquisa sobre os formatos de papéis disponíveis. Muitas vezes, dois ou três centímetros podem representar uma diferença signi- ficativa no seu orçamento e uma grande economia para o planeta. Cor Ao definir sua linha de criação, pense na possibilidade e diversidade de cores dos papeis. Como as tintas offset contém transparência, suas cores podem sofrer variação. Por este motivo, normalmente utiliza-se papel de cor branca. Uma boa dica é utilizar tons amarelados ou caramelados para dar co- notação envelhecida a peça. Textura Podemos definir a textura como o aspecto do papel ou seu grau de rigidez: papéis lisos, calandrados, telados, entre outros. O importante é trabalhar a textura do impresso como mais um elementos do de- sign e deve ser escolhido de acordo com a sua arte. No processo de impressão offset, quanto mais liso for o papel maior será a nitidez da impressão. Po- rém, papéis com textura exprimem singularidade de impressão, mas não são indicados para artes com grande riqueza de detalhes. O importante é sempre verifique a possibilidade de aplicação do papel escolhido, pois há restrição de acordo com o método de impressão. Mesmo na impressão offset, sistema que aceita praticamente todos os papéis, pode haver divergências e uma qualidade diferente da esperada. ELEMENTO GRAFICO 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Você já deve ter ouvido um monte de termos ligados a papel, que ele é isso, aquilo, sendo que às ve- zes fica em dúvida do que é um termo ou outro? Neste post, iremos esclarecer algumas das dúvidas mais comuns sobre o maior companheiro dos projetos impressos de todos os tempos. Papel alcalino: neste papel são utilizados insumos no processo de fabricação, fazendo com que ele obtenha PH acima de 7 e, nessas condições, ele não muda sua cor por pelo menos 50 anos, ou seja, o papel não amarela com o tempo. Alvura: nome dado à coloração branca do papel e é medida em graus. O papel produzido com bagaço de cana de açúcar possui 89 graus de alvura, aproximadamente, já os papeis reciclados a partir de aparas de papel possuem alvura em torno de 48 graus. Gramatura: a gramatura do papel é convencionada por metro quadrado, ou seja, pesando uma folha que tenha 1 m² se estabelecer a gramatura do papel, por exemplo o papel para copiadora e impres- sora mais comum é o 75g. Espessura: não significa que um papel 75g é igual em todos os tipos e fabricantes, o mesmo papel pesando 75g pode ser mais fino ou mais grosso (no caso o correto é dizer ter mais corpo), pois cada fabricante utiliza um processo para dar lisura ao papel e isso impacta diretamente na espessura do mesmo. No caso, papel com mais corpo pode absorver mais umidade porque ele tem seus poros mais abertos. Opacidade: é a medida da obstrução da luz pelo papel. Quando a luz incide no papel, parte é refle- tida, parte é absorvida e parte é transmitida através do papel. O papel pode transmitir a luz de duas maneiras: como raios paralelos, que não sofrem difusão, ou na forma de raios dispersos ou difusos. A transmitância total de luz (paralela + difusa) determina a opacidade do papel. As fibras de celulose pura são transparentes, portanto a opacidade resulta da absorção e difusão da luz conforme esta passa do ar para as fibras e volta para o ar e, adicionalmente, para papéis con- tendo cargas minerais, nas interfaces: ar+fibra, ar+carga e fibra+carga. Falta de opacidade ou trans- parência reduz o contraste do impresso. Pigmentos e anilinas escuros adicionados ao papel aumen- tam sua opacidade visto que absorvem luz. Pasta mecânica e fibras não branqueadas também absorvem luz e, portanto, aumentam a opacidade do papel. Cargas minerais dispersam a luz e aumentam a opacidade do papel. O grau de opacidade depende de diversas propriedades do papel: composição fibrosa e não-fibrosa, alvura, tonalidade, gramatura, espessura etc. A transparência do impresso pode ser o resultado da falta de opacidade do papel ou do atravessamento causado por excessiva penetração da tinta no papel ou, ainda, uma combinação das duas coisas. Cor do papel: é o resultado da absorção seletiva de luz de determinados comprimentos de onda pela estrutura do papel. Anilinas ou pigmentos adicionados ao papel promovem absorção de luz de com- primento de onda especifico. A combinação dos comprimentos de onda refletidos pelo papel mais os comprimentos de onda refletidos pelas tintas determina a cor final do impresso. A seleção de cores deve ser feita de modo a compensar a influência do papel; caso contrário, o resul- tado obtido será diferente do previsto, a menos que as provas tenham sido executadas no mesmo papel da impressão. Brilho: é o atributo do papel que o torna reluzente ou lustroso. Conforme a superfície do papel se aproxima do nivelamento óptico, por meio de calandragem (máquina de alisamento, parece uma má- quina daquelas de abrir massa) ou outro tratamento superficial, os raios de luz incidentes são refleti- dos como raios paralelos, como acontece num espelho. No mercado há uma grande diversidade de tipos de papéis, o que acaba tornando o processo de defi- nição e escolha do material o primeiro passo para o resultado positivo da produção impressa. Um papel que apresenta as características necessárias para sua finalidade irá ter um bom desempe- nho e uma maior vida útil durante a sua utilização. Listamos alguns dos mais populares tipos de pa- péis e a forma de utilização para as quais eles mais são indicados. Confira: ELEMENTO GRAFICO 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Couchê: Esse papel apresenta uma ou ambas das partes recobertas por uma camada fina de subs- tâncias minerais, características que lhe dá um aspecto brilhante e cerrado e deixa-o próprio para im- pressão de imagens a meio-tom e de retículas finas. Couchê L1: Possui policromia e revestimento Couchê brilhante em um dos seus lados. É indicado para aplicações sobre capas, encartes e folhetos. Couchê L2: O revestimento Couchê brilhante é encontrado dos dois lados. Também apresenta poli- cromia e deve ser utilizado em livros, revistas, encartes e catálogos. Couchê Matte: Apresenta revestimento Couchê fosco nos seus dois lados. É empregado em impres- sões de livros em geral, livros de arte e catálogos. Cartão Duplex: Papel de três camadas sendo duas com celulose pré-branqueada e uma de celulose branca com cobertura Couchê. Utilizada em capas de livros, cartuchos, embalagens de disco, brin- quedos, eletroeletrônicos, vestuários, displays, entre outros. Cartão tríplex: É um material que dispõe de duas camadas de celulose branca, celulose pré-bran- queada no miolo e cobertura couchê em um dos seus lados. É geralmente indicada para capas de livro em geral, impressos publicitários e embalagens de produtos alimentícios. Off-Set: Contém uma superfície uniforme e livre de felpas, sendo preparadopara resistir de maneira eficiente à ação da umidade. É empregado na impressão de miolos, livros infantis, infanto-juvenis, re- vistas em geral e serviços de policromia. Jornal: Usa a pasta mecânica de alto rendimento como base. Possui opacidade, alvura e a sua su- perfície pode variar de áspera a acetinada. É aplicada em tiragens de jornais, livros, folhetos, material promocional, revistas, talões e blocos. Kraft: Material muito resistente e produzido com pastas de madeira trabalhadas no sulfato de sódio, simbolizando a sua força. Possui cor pardo-escuro e é usado para embrulho, sacolas e sacos. Vergê: Apresenta entre as suas características a marca d’água, a aparência artesanal, a resistência das cores à luz e a formação de folhas homogêneas. É indicado para ser usado em impressões de papeis de carta, envelopes, catálogos, cartões de visita, trabalhos publicitários, formulários e mala- direta. Os tamanhos de folha inteira mais utilizadas pela indústria gráfica são fornecidos com 66×96 cm, 64×88 cm ou 76×112 cm, que são divididos para entrada na máquina de acordo com o tamanho da arte final, se tem cores em ambos os lados, a montagem do fotolito e quantidade. Algumas vezes queremos inovar utilizando um formato diferente do A4, e quando orçamos nos sur- preendemos com o alto custo, inviabilizando a ótima idéia. Quando pensar em algo diferente, peça a opinião de um produtor gráfico experiente ou mesmo para a gráfica. Para reduzir o custo de impressão o ideal é adaptar o tamanho do trabalho aos formatos de aproveitamento mais comuns, eliminado perda de papel. A tabela abaixo pode auxiliá-lo na escolha do formato. Funciona assim: Seu material tem tamanho final A4 (21×29,7cm), considere a medida final somando a sangria de 5mm de cada lado. Então a medida fica 22×30,7cm. Com esta medida verifique na tabela o formato que melhor condiciona seu arquivo, no exemplo seria a figura “8 folhas” 24x33cm. Obs.: O tamanho da folha não pode ser totalmente aproveitado, é necessário uma folga para a má- quina puxar o papel (verifique a figura ao final da página). A margem deve ter 5mm de cada lado no comprimento do papel e 7mm de cada lado na largura (veja a ilustração) para as pinças e a “área de mancha” da máquina que não podem ter impressão. ELEMENTO GRAFICO 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Aproveitamento De Papel Para Formato 66x96cm Tabela de aproveitamento Aproveitamento de papel para formato germânico 76x112cm ou 77x113cm (triplex e duplex) ELEMENTO GRAFICO 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Pré-impressão e Premedia A pré-impressão faz parte do processo de produção gráfica e é um dos mais importantes itens de atenção e controle de qualidade. Qualquer erro que não seja detectado até o envio para a gráfica pode gerar altos custos e retrabalho. Por isso, geralmente esse processo envolve profissionais técni- cos e atentos aos detalhes, que conheçam softwares de criação e diagramação a fundo para garantir um fluxo rápido e seguindo as normas de fechamento de arquivos para impressão. A pré-impressão é a primeira etapa de um fluxo de impressão, responsável por receber arquivos dos clientes e prepará-lo para a máquina adequada. Cada máquina gráfica trabalha com um padrão de impressão que deve ser considerado pelo profissional de pré-impressão no momento do fechamento do arquivo. Uma vez decidido o equipamento impressor, o arquivo é fechado à partir do original do cliente. Além de perfil de máquina, o pré-impressor deve ainda preparar as páginas, montando-as de acordo com o material e formato. Ainda é de responsabilidade do pré-impressor o correto preenchimento da ficha de impressão, com detalhes técnicos e informações sobre o material que será produzido, como por exemplo: tipo e gra- matura do papel, quantidade de impresso, número de páginas, tipo de acabamento, equipamento de destino, entre outros. Problemas comuns na pré-impressão são fontes trocadas, resolução de imagens insuficientes, ima- gens sem link, arquivos incompatíveis, etc. Alguns departamentos de pré-impressão desenvolvem manuais de procedimentos na preparação e fechamento de arquivos para ser enviados aos clientes (geralmente agências de design gráfico e publicidade) com o objetivo de minimizar erros. Dessa forma, a pré-impressão é a ponte entre cliente e linha de produção, que traduz as necessida- des referentes ao material que será impresso. Pré-impressão - Fechamento de arquivos O processo de fechamento de arquivos é a atenção central do departamento de pré-impressão. Con- siste em preparar o arquivo original do cliente, convertendo-o para o formato compatível com o equi- pamento de revelação de fotolitos ou CTP. Vários são os formatos aceitos pelos departamentos de pré-impressão, porém os mais comuns são PDF ou EPS. Não existe um consenso para saber quem deveria ser responsável pelo fechamento do arquivo. Por isso, gráfica e cliente devem acertar com antecedência os procedimentos padrão do departamento de pré-impressão. Encontre na ExpoPrint 2014 tudo o que você precisa saber para se atualizar na área de pré-impressão e premedia. Na hora de imprimir, não é só o momento da impressão que interessa. Antes, há todo um processo de produção dessa impressão, é o chamado fluxo pré-impressão. Esse fluxo possui uma série de etapas que são responsáveis pelo resultado final de qualidade. Hoje em dia, divide-se esse fluxo em 3 grandes etapas: a pré-impressão, a impressão em si e o acabamento. Hoje vamos falar da primeira etapa. Tudo começa no Briefing, que nada mais é do que informações necessárias sobre o projeto gráfico. Com as informações em mãos, é feito o orçamento a fim de direcionar a criação. Depois vem a elabo- ração de textos e imagens de acordo com as informações do briefing, tudo em rascunho para visuali- zar a posição dos elementos de página. O layout é proveniente do rascunho, feito em programas de ELEMENTO GRAFICO 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR edição gráfica. A prova do layout, materializada por esses programas, é levada ao cliente para apro- vação e por fim a reprodução. Na arte final são feitos os últimos ajustes, garantindo que todos os elementos estejam de acordo com as exigências do cliente. Ajustes como resolução, espaço de cor, extensão das imagens, fontes digi- tais, overprint, trapping, etc. Após essa etapa, o arquivo é fechado e transformado em PDFx-1A. De- pendendo do PDF pode-se gerar 3 vertentes: fotolito, chapa (CTP) ou impressão digital (DTPr). O processo desses três tipos de impressão já foi explicado em artigos próprios. Os Processos de Impressão E Suas Características Ao desenvolver um projeto gráfico, é importante atentar-se à qualidade de impressão para que o la- yout seja valorizado e transmita a mensagem de maneira eficiente. Porém, é imprescindível definir, antes de iniciar o desenvolvimento do projeto, o sistema de impressão mais adequado, levando em consideração o tipo de papel, cores e acabamentos utilizados. Os processos de impressão são definidos pela forma como ocorre a transferência dos elementos grá- ficos para o papel e são classificados em diretos e indiretos. Selecionamos as formas de impressão mais comuns no mercado gráfico: Offset: É o processo de impressão adotado pela Printi e o mais utilizado no segmento gráfico, pois é favorá- vel para a impressão de grandes quantidades. O papel corre pela máquina sem precisar da interven- ção humana, porém a máquina necessita de ajustes durante o processo, na quantidade de tinta e água, por exemplo. Nesse processo, a imagem não é impressa diretamente no material, como o papel. Isso ocorre, pois a superfície da chapa é lisa e deixaria a imagem borrada. Os passos para uma impressão em offset são: Com uma chapa metálica foto-sensível, a área protegida da luz segura a tinta (gordura) e a desprote- gida água, que não chega ao papel. Prende-se a chapa em um cilindro que roda prensado em um outro menor (contendo a tinta).A tinta vai fixar-se na área que contém imagem, enquanto os demais espaços permanecem sem cor. Outro cilindro que possui uma blanqueta de borracha prensada no cilindro da chapa absorve a tinta, além de proporcionar melhor qualidade ao papel. A imagem está impressa na blanqueta. O papel passe entre o cilindro que possui a blanqueta e um terceiro cilindro que fará pressão. Assim, a figura é transferida da blanqueta para o papel. Conclui-se que a chapa imprime primeiramente na blanqueta e depois é passada para o papel. Uma das formas mais utilizadas para impressão é o sistema offset. Utilizado para impressões de grande e média quantidade, o offset oferece uma boa qualidade e é feito com grande rapidez. Entenda como funciona o processo mais utilizado na indústria gráfica atualmente. ELEMENTO GRAFICO 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O offset é um dos processos de impressão mais utilizados desde a segunda metade do século XX. Ele garante boa qualidade para médias e grandes tiragens, além de imprimir em praticamente todos os ti- pos de papéis além de alguns tipos de plástico (especialmente o poliestireno). A expressão “offset” vêm de “offset litography” (literalmente, litografia fora-do-lugar), fazendo menção à impressão indireta (na litografia, a impressão era direta, com o papel tendo contato direto com a ma- triz). A offset é ideal para grandes quantidades de impressos pois o papel corre pela máquina, e não precisa de nenhuma intervenção humana enquanto o processo é feito. Mas não pense que o humano não têm utilidade nessa hora. Pelo contrário, a máquina precisa de vários ajustes durante a impressão, seja na quantidade de tinta e água, ou seja, na hora em que um impresso for ter mais de uma cor. Rotogravura: Por possuir a imagem na matriz em baixo relevo no cilindro, a impressão rotogravura é conhecida, também, como processo em baixo relevo. Esta matriz é formada por um cilindro de cobre perfeitamente uniforme, gravado e cromado. É feito através de um processo conhecido como eletromecânico, onde a gravação das células é adquirida por meio de toques de diamantes industriais. A rotogravura é indicada para a impressão de um grande número de materiais, resultando impressos de qualidade sobre suportes de baixa gramatura. Serigrafia: Conhecido também como silk-screen, esse procedimento é feito em uma tela preparada, normal- mente em nylon, que é posto sobre uma moldura de madeira, alumínio ou aço, onde se vaza a tinta através de um rodo ou puxador. Executado pelo processo de foto-sensibilidade, a matriz é preparada com um produto químico foto- sensível e colocada sobre um fotolito, que são colocados sobre uma mesa de luz. Assim, os pontos que apresentaram cores escuras, indicam os locais que ficarão vazados na tela, admitindo a passa- gem da tinta pelo nylon, já os pontos de cores claras, são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão foto-sensível exposta a luz. Podemos encontrar esta impressão em materiais como adesivos, chaveiros, tecidos, canetas, PVC, vidro, madeira, entre outros, com variadas espessuras e tamanhos e diversas cores. Também podem ser feitas de forma mecânica ou através de maquinas. Tipografia: É simplesmente a impressão de tipos, ou seja, de letras em variados formatos. A cada nova configu- ração de um conjunto de letras, forma-se um novo conjunto tipográfico. Sendo assim, podemos dizer que a tipografia é a arte da letra e, atualmente é a principal forma de comunicação visual, já que esse tipo de impressão permite a expressividade do texto. Cada tipo de letra é utilizado de acordo com o assunto e o objetivo do texto, em livros, por exemplo, o mais adequado é o serifado. Para designers, o saber dessa forma de impressão é essencial, princi- palmente para os que trabalham na área de diagramação. ELEMENTO GRAFICO 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Flexografia: É um sistema de impressão de relevo, rotativa e tinta de secagem rápida. Funciona da seguinte ma- neira: a área que se encontra em relevo contém a imagem, o redor, por ser mais baixo, não recebe tinta e, portanto não imprime. A tinta é deslocada de uma matriz diretamente para um suporte, cha- mado filme de embalagem flexível, que é utilizado em embalagens de produtos. Tampografia: Sistema indireto de impressão que utiliza um clichê em baixo relevo. A imagem é transferida da matriz para o suporte através de uma peça de silicone denominado tampão. O tampão pode ter diferentes formatos e, aliado a sua flexibilidade, permite a impressão em superfícies irregulares, tais como: côn- cavas, convexas e em degraus (não planas). Atualmente utiliza-se em concorrência com a serigrafia no campo da estamparia de objetos tridimen- sionais. Hot-Stamp (estampa quente): É um sistema semelhante à tipografia, porém o clichê não recebe tinta, sendo apenas aquecido e pressionado sobre uma tira de material sintético revestida de uma finíssima camada metálica. Quando a camada metálica é pressionada pelo clichê quente, desprende-se da fita e adere à superfí- cie do material a ser impresso. Impressão digital: Dispensa o uso de fotolitos e é feita em copiadoras coloridas (para pequenas tiragens até 200 có- pias), plotters (para impressão de grandes formatos), impressoras de provas digitais e também as chamadas de impressoras digitais que imprimem grandes tiragens sem fotolitos. Ao longo do tempo a impressão digital foi ganhando espaço no mercado gráfico, conseguindo a mesma qualidade e durabilidade das impressões “offset”, permitindo praticamente todos os acaba- mentos e encadernações. Os desafios da impressão digital estão focados em reduzir os custos para a popularização de seu uso. Algumas gráficas de vanguarda aprimoraram o seu uso com a técnica de impressão híbrida, parte do material é produzido no tradicional offset e outra em processo de impres- são digital, permitindo um impresso de altíssima qualidade e aplicações de personalizações, tanto de texto quanto imagens. Dicas Para Finalizar Os Seus Arquivos Para Impressão Não é fácil aprender a ‘arte’ de arte-finalista. Dentro do universo do Design ele é fundamental, mas acaba ficando em segundo plano diante do gênio criativo do criador de materiais como o gráfico ou o editoral, porém sem ele as coisas ficariam bem complicadas. Comecei a trabalhar como Designer Gráfico em 2005 em uma estamparia aqui na periferia de Forta- leza, minha função era organizar as artes para a impressão das telas de serigrafia e foi lá que aprendi o básico de CorelDRAW (ainda estou devendo uma carta de defesa dele) e o Photoshop ainda na sua versão 7.0. Foi justamente nessa época que ouvi falar pela primeira vez de fechamento ou preparação de arquivo. O designer gráfico da loja sempre me reprendia por não “enviar o arquivo da forma cor- reta” e eu nos meus plenos 19 anos ficava grilado por não fazer a coisa do jeito certo. ELEMENTO GRAFICO 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Os apontamentos que irei fazer aqui são apenas coisas que normalmente os guias de gráficas apre- sentam como fundamentais para receber os matérias e arquivos então para os designers mais experi- entes não existe nada necessariamente novo aqui. Entenda a diferença entre RGB e CMYK RGB é a abreviatura de um sistema de cores aditivas em que o Vermelho (Red), o Verde (Green) e o Azul (Blue) são combinados de várias formas de modo a reproduzir um largo espectro cromático. O propósito principal do sistema RGB é a reprodução de cores em dispositivos eletrônicos como monito- res de TV e computador, retroprojetores, scanners e câmeras digitais, assim como na fotografia tradici- onal. CMYK ou Ciano, Magenta, Yellow (Amarelo) e Key (que muitos confundem com Preto quando não é o caso) é o padrão usado para impressão. Como o CMYK que se usa na indústria gráfica é baseado na mistura de tintas sobre o papel e o CMYK usado nos sistemas de computador não passa de uma vari- ação do RGB, nem todas as cores vistas no monitorpodem ser conseguidas na impressão, uma vez que o número de possibilidade de cores CMYK (gráfico) é significamente menor que o RGB. Eu falei mais sobre isso, o uso de cores Pantone® e um pouco sobre conversão de cores para ta- bela HEX no post abaixo. Super recomendado! Pra não dizer que não falei das cores #CI03 Entender de cores é a tabuada do design gráficomedium.com 2) Converta arquivos em PDF/X-1a PDF significa “Portable Document Format” ou em bom português “Formato de Documento Portátil”. Ele foi projetado para tornar os arquivos mais leves. Em seu “Novo Manual de Produção Gráfica”, David Bann (2011) explica mais: Uma vantagem do arquivo PDF é o fato de que é difícil alterá-lo sem conhecimento especializado o que diminui a ocorrência de erros na pré-impressão ou impressão. Todavia, qualquer erro detectado no arquivo fechado deve ser informado ao designer para que ele corrija e crie um novo PDF. Por outro lado, se o fornecedor for confiável, modificações e emendas podem ser feitas sem a criação de arqui- vos PDF completamente novos. Contudo, lembre-se de que alterações significativas devem ser inseri- das tanto no original quanto no arquivo PDF (BANN, 2011) Olha o que acontece quando a pessoa é super organizadinha como a minha amiga Iza Machado que me enviou o ebook dela na nossa disciplina de “Livros Digitais”. ELEMENTO GRAFICO 15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Isso sim que eu chamo de organização. 3) Envie os arquivos no formato correto Todos arquivos de um computador possui um formato. São eles que dão o caminho dos comandos de execução dos programas. No caso dos programas de edição gráfica é importante saber os quais os formatos de arquivos corretos para se enviar. Os mais conhecidos são: CorelDRAW ➡ CDR, EPS e PDF Adobe Ilustrator ➡ AI, EPS e PDF Adobe Photoshop ➡ PSD, PNG, JPEG PSB e TIFF Adobe Indesign ➡ INDD e PDF Porém evite a todo custo enviar qualquer arquivo do pacote Office ou similares como DOC, PPT, PPX e XLS e nem Autocad (DWG), porque além de não permitir a manipulação da forma adequada não es- tão dentro dos padrões de impressão. 4) Cuidados com as fontes Um cuidado redobrado deve estar nas fontes. Sempre incorpore as fontes no arquivo original ação também conhecida como transformar em curvas. fazer isso evita problemas com a possibilidade do arte-finalista ou gráfica não possuir aquele seu tipo irado que você achou no Dafont. Na dúvida mande em curvas e uma pasta com todas as fonte usadas no trabalho. Nenhuma gráfica tem interesse em mexer na sua arte e durante o processo de construção do projeto gráfico as fontes de texto funcionam como desenhos e por isso precisam ser exatamente da forma que você as definiu. Converter sua fonte “em curvas” garante que nada seja alterado. O que pode acontecer é a gráfica não ter aquela sua fonte super descolada. Na verdade, ela não tem a obrigação de ter todas as famílias de fontes criados no mundo. Exatamente por isso é superimpor- tante você ter isso em mente quando for fechar o seu arquivo e envia-lo. 5) O tamanho do arquivo importa sim! Dificilmente temos a real noção do tamanho de um arquivo. Arquivos muito grandes além de deixar os programas mais lentos exigem um maior cuidado na configuração de saída. porém se você entender um pouco de resolução, isso pode ajudar e muito a manipulação desde arquivos. DPI significa “Dots per inch” (no bom português, “ponto por polegada”) que é o número de pontos indi- viduais que existem em uma polegada linear na superfície onde a imagem é apresentada. E diferente do que a maioria de nós pensamos, menos é mais. Quanto MAIOR a arte realizada MENOS pontos por polegada são necessários. Sendo assim se ela for: ELEMENTO GRAFICO 16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Menor que 1m² ➡ Entre 200 e 300dpi Entre 1m² e 10m² ➡ Entre 100 e 200 dpi Maior que 10m² ➡Menos de 100dpi Então de onde veio aquela ideia de que arquivos para impressão devem ter 300dpi? O texto do desig- ner Ricardo Martins para o blog Café com Galo dá uma grande esclarecida sobre isso.Mas é impor- tante salientar que se a imagem estiver serrilhada isso não serve de nada. Verifique a qualidade das imagens usadas e tome cuidado para o arquivo não possui mais do 300MB de tamanho, pois isso difi- culta e muito o processo. __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________