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Como se dar muito bem no EnEm – quEstõEs COmEntADAs 490 D De acordo com o texto, os melhores projetos para a região são os que conseguem (a) manter sistemas naturais como a Floresta Amazônica e valorizar o trabalho de pequenos agricultores. (B) acelerar a derrubada de matas para plantio, extrativismo mineral e exploração madeireira. (C) implementar os mecanismos da agricultura moderna, como o uso de máquinas agrícolas e adubos químicos. (d) intensificar o uso de recursos como solos férteis e água e reduzir a biodiversidade local. De acordo com o texto, os melhores projetos para a região amazônica são aqueles que propiciam novas possibilidades de aproveitamento dos recur- sos naturais, preservando os sistemas naturais (como a Floresta Amazôni- ca) e valorizando o trabalho de pequenos agricultores.Gabarito “A” 266. (eXaMes do MeC) A água dos rios é utilizada de várias formas. No sertão nordestino a água do “Velho Chico” – levada a uma distância de 40 quilômetros por bombas e canais – é borrifada por mangueiras especiais e garante o êxito da plantação. A forma de utilização da água descrita acima se refere (a) ao abastecimento urbano. (B) à irrigação agrícola. (C) ao transporte fluvial. (d) à produção de energia elétrica. A forma de utilização da água descrita no texto (“borrifada por mangueiras especiais”) se refere à irrigação agrícola.Gabarito “B” 267. (eXaMes do MeC) O ministro dos Transportes afirmou que o governo desis- tiu do projeto original da Hidrovia Paraguai-Paraná. Conhecida como Hidrovia do Mercosul, tem 3.442 quilô- metros e vai de Cáceres, no Pantanal de Mato Grosso, a Nueva Palmira, no Uruguai. o estado de s. Paulo, 10 de janeiro de 2001. Entre as causas das resistências à criação de algumas hidro- vias hoje no Brasil está(ão) (a) o elevado custo de implantação e a baixa eficiência desse sistema de transporte. (B) a preocupação com eventuais impactos ambientais. (C) a comprovada eficiência do transporte de cargas e pessoas pelas rodovias. (d) a pobreza de recursos hídricos no território brasileiro. Alguns projetos de hidrovias brasileiras têm sido criticados por ONGS am- bientalistas, destacadamente os das hidrovias Paraná-Paraguai e Tocan- tins-Araguaia. A principal resistência à criação de algumas hidrovias é a preocupação com eventuais impactos ambientais nos rios e nas áreas do entorno causados pelas obras necessárias à implantação e pelo transporte de cargas perigosas.Gabarito “B” 268. (eneM 2002) Considere o papel da técnica no desenvolvi- mento da constituição de sociedades e três invenções tec- nológicas que marcaram esse processo: invenção do arco e flecha nas civilizações primitivas, locomotiva nas civiliza- ções do século XIX e televisão nas civilizações modernas. A respeito dessas invenções são feitas as seguintes afirmações: i. A primeira ampliou a capacidade de ação dos braços, pro- vocando mudanças na forma de organização social e na utilização de fontes de alimentação. ii. A segunda tornou mais eficiente o sistema de transporte, ampliando possibilidades de locomoção e provocando mudanças na visão de espaço e de tempo. iii. A terceira possibilitou um novo tipo de lazer que, envol- vendo apenas participação passiva do ser humano, não provocou mudanças na sua forma de conceber o mundo. Está correto o que se afirma em: (a) I, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (d) II e III, apenas. (e) I, II e III. I: correta, pois a invenção do arco e flecha provocou mudanças na forma de organização social das civilizações primitivas, tendo incrementado a capa- cidade de caçar e de guerrear; II: correta, porque a invenção da locomotiva ampliou as possibilidades de locomoção no século XIX, tendo mudado a noção de espaço e de tempo por causa do encurtamento relativo das dis- tâncias; III: incorreta, já que a invenção da televisão provocou mudanças na forma de conceber o mundo no século XX, tendo ampliado as possibilida- des de informação e de comunicação.Gabarito “B” 269. (eneM 2001) A Mata Atlântica, que originalmente se esten- dia por todo o litoral brasileiro, do Ceará ao Rio Grande do Sul, ostenta hoje o triste título de uma das florestas mais devastadas do mundo. Com mais de 1 milhão de quilô- metros quadrados, hoje restam apenas 5% da vegetação original, como mostram as figuras. Adaptado Atlas Nacional do Brasil, IBGE, 1992/ Considerando as características histórico-geográficas do Brasil e a partir da análise das figuras é correto afirmar que (a) as transformações climáticas, especialmente na Região Nordeste, interferiram fortemente na diminuição dessa flo- resta úmida. (B) nas três últimas décadas, o grau de desenvolvimento regio- nal impediu que a devastação da Mata Atlântica fosse maior do que a registrada. (C) as atividades agrícolas, aliadas ao extrativismo vegetal, têm se constituído, desde o período colonial, na principal causa da devastação da Mata Atlântica. (d) a taxa de devastação dessa floresta tem seguido o sentido oposto ao do crescimento populacional de cada uma das Regiões afetadas. (e) o crescimento industrial, na década de 50, foi o principal fator de redução da cobertura vegetal na faixa litorânea do Brasil, especialmente da região Nordeste. A Mata Atlântica é o bioma mais devastado do Brasil desde a colonização. O desenvolvimento de atividades agrícolas e extrativistas na faixa ao longo do litoral brasileiro, onde se concentrou a ocupação humana, foi o principal responsável pela devastação desse bioma, podendo ser destacada a explo- ração do pau-brasil, a cultura da cana-de-açúcar no Nordeste e a cafeicul- tura no Sudeste. No século XX, esse processo foi acelerado pelo grande crescimento populacional e urbano nessa faixa de terra.Gabarito “C” Ciências Humanas e suas Tecnologias 491 D 270. (eneM 1999) Se compararmos a idade do planeta Terra, avaliada em quatro e meio bilhões de anos (4,5 x 109 anos), com a de uma pessoa de 45 anos, então, quando começaram a florescer os primeiros vegetais, a Terra já teria 42 anos. Ela só conviveu com o homem moderno nas últimas quatro horas e, há cerca de uma hora, viu-o começar a plantar e a colher. Há menos de um minuto percebeu o ruído de máquinas e de indústrias e, como denuncia uma ONG de defesa do meio ambiente, foi nes- ses últimos sessenta segundos que se produziu todo o lixo do planeta! O texto permite concluir que a agricultura começou a ser prati- cada há cerca de (a) 365 anos. (B) 460 anos. (C) 900 anos. (d) 10 000 anos. (e) 460 000 anos. A agricultura começou a ser praticada há cerca de 10 mil anos, no Período Neolítico. A partir das informações do texto, é possível calcular o surgimen- to aproximado da agricultura por meio de uma regra de três: 45 anos (45 * 365 dias * 24 horas) - 4,5 * 109 anos / 1 hora - X. O resultado aproximado é 10 mil anos.Gabarito “D” 4.2. impacto ambiental das atividades econômicas no Brasil 271. (eneM 2015) BRASIL. Ministério do Meio Ambiente/IBGE. Biomas. 2004 (adaptado). No mapa estão representados os biomas brasileiros que, em função de suas características físicas e do modo de ocupação do território, apresentam problemas ambientais distintos. Nesse sentido, o problema ambiental destacado no mapa indica (a) desertificação das áreas afetadas. (B) poluição dos rios temporários. (C) queimadas dos remanescentes vegetais. (d) desmatamento das matas ciliares. (e) contaminação das águas subterrâneas. O problema ambiental destacado no mapa atinge a região nordeste do páis onde predomina o bioma da caatinga, caracterizado pelo clima semiárido, temperaturas elevadas e chuvas escassas. Esse bioma tem passado por um intenso desmatamento, intensificando o processo de desertificação, tendo em vista que a remoção da vegetação deixa o solo mais exposto e, por isso, altamente propenso à erosão e salinização. Gabarito “A” 272. (eneM 2015) Sabe-se o que era a mata do Nordeste, antes da mono- cultura da cana: um arvoredotanto e tamanho e tão basto e de tantas prumagens que não podia homem dar conta. O canavial desvirginou todo esse mato grosso do modo mais cru: pela queimada. A fogo é que foram se abrindo no mato virgem os claros por onde se estendeu o canavial civilizador, mas ao mesmo tempo devastador. FREYRE, G. nordeste. São Paulo: Global, 2004 (adaptado). Analisando os desdobramentos da atividade canavieira sobre o meio físico, o autor salienta um paradoxo, caracterizado pelo(a) (a) demanda de trabalho, que favorecia a escravidão. (B) modelo civilizatório, que acarretou danos ambientais. (C) rudimento das técnicas produtivas, que eram ineficientes. (d) natureza da atividade econômica, que concentrou riqueza. (e) predomínio da monocultura, que era voltada para exportação. No trecho “o canavial civilizador, mas ao mesmo tempo devastador”, o au- tor salienta um paradoxo caracterizado pelo modelo civilizatório, que acar- retou danos ambientais. Gabarito “B” 273. (eneM 2015) Confidência do itabirano De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil; este São Benedito do velho santeiro Alfredo Durval; este couro de anta, estendido no sofá de visitas; este orgulho, esta cabeça baixa. Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói. ANDRADE, C. D. sentimento do mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012 (fragmento). O poeta pensa a região como lugar, pleno de afetos. A longa his- tória da ocupação de Minas Gerais, iniciada com a mineração, deixou marcas que se atualizam em Itabira, pequena cidade onde nasceu o poeta. Nesse sentido, a evocação poética indica o(a) (a) pujança da natureza resistindo à ação humana. (B) sentido de continuidade do progresso. (C) cidade como imagem positiva da identidade mineira. (d) percepção da cidade como paisagem da memória. (e) valorização do processo de ocupação da região. O poema Confidência do Itabirano retrata o aspecto memorialista presen- te na obra de Carlos Drummond de Andrade. Em diversos poemas, estão presentes referência à sua cidade natal (Itabira), a Minas Gerais e à sua infância, partindo desse tempo e desse espaço para uma universalidade. No trecho destacado na questão, a evocação poética indica a percepção da cidade como paisagem da memória. Gabarito “D” Como se dar muito bem no EnEm – quEstõEs COmEntADAs 492 D 274. (eneM 2012) A irrigação da agricultura é responsável pelo consumo de mais de 2/3 de toda a água retirada dos rios, lagos e len- çóis freáticos do mundo. Mesmo no Brasil, onde achamos que temos muita água, os agricultores que tentam produ- zir alimentos também enfrentam secas periódicas e uma competição crescente por água. MARAFON, G. J. et aI. o desencanto da terra: produção de alimentos, ambiente e sociedade. Rio de Janeiro: Garamond, 2011. No Brasil, as técnicas de irrigação utilizadas na agricultura pro- duziram impactos socioambientais como (a) redução do custo de produção. (B) agravamento da poluição hídrica. (C) compactação do material do solo. (d) aceleração da fertilização natural. (e) redirecionamento dos cursos fluviais. A: incorreta: para se obter água, são utilizadas técnicas diversas que encarecem o custo de produção; B: incorreta: o agravamento da poluição hídrica ocorre, sobretudo, pelo uso indiscriminado de agrotóxicos; C: incorreta: a compactação do solo ocorre pela passagem de tratores e colheitadeiras e o deslocamento de animais sobre o solo; D: incorreta: a carência hídrica gera menor presença de elementos orgânicos. Sem eles, o solo fica com menor fertilidade natural; E: correta: cresce o número de produtores rurais que desviam e redirecionam um patrimônio coletivo – o rio – para satisfazer seus próprios interesses. Gabarito “E” 275. (eneM 2011) Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2010. A imagem retrata a araucária, árvore que faz parte de um importante bioma brasileiro que, no entanto, já foi bastante degradado pela ocupação humana. Uma das formas de inter- venção humana relacionada à degradação desse bioma foi (a) o avanço do extrativismo de minerais metálicos voltados para a exportação na região Sudeste. (B) a contínua ocupação agrícola intensiva de grãos na região Centro-Oeste do Brasil. (C) o processo de desmatamento motivado pela expansão da atividade canavieira no Nordeste brasileiro. (d) o avanço da indústria de papel e celulose a partir da explo- ração da madeira, extraída principalmente no Sul do Brasil. (e) o adensamento do processo de favelização sobre áreas da Serra do Mar na região Sudeste. A Floresta Ombrófila Mista, também conhecida como Mata das Araucá- rias, é um ecossistema encontrado na região Sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) e em algumas áreas de relevo mais elevado e frio de São Paulo e Minas Gerais. Ao longo dos séculos XIX e XX, esse ecossistema sofreu intenso desmatamento em razão da expansão agrope- cuária e do crescimento das cidades. Nas últimas décadas, a exploração ilegal de madeira destinada à indústria de móveis e de papel e celulose reduziu drasticamente a extensão desse ecossistema, que corresponde atualmente a 3% de sua cobertura original.Gabarito “D” 276. (eneM 2011) soBradinHo O homem chega, já desfaz a natureza Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar O São Francisco lá pra cima da Bahia Diz que dia menos dia vai subir bem devagar E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o Sertão ia alagar. SÁ E GUARABYRA. disco Pirão de peixe com pimenta. Som Livre, 1977 (adaptado). O trecho da música faz referência a uma importante obra na região do rio São Francisco. Uma consequência socioespacial dessa construção foi (a) a migração forçada da população ribeirinha. (B) o rebaixamento do nível do lençol freático local. (C) a preservação da memória histórica da região. (d) a ampliação das áreas de clima árido. (e) a redução das áreas de agricultura irrigada. O trecho da música faz referência à construção da represa de Sobradinho no rio São Francisco, norte do Estado da Bahia, na década de 1970. Essa obra provocou a migração forçada da população ribeirinha, pois cerca de 70 mil pessoas que habitavam a área a ser alagada foram retiradas com- pulsoriamente pelo Estado e reassentadas em núcleos localizados a vários quilômetros de distância das margens originais do rio.Gabarito “A” 277. (eneM 2011) A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai estar aí para sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros quadrados ao ano, na última década do século XX, para que uma pequena parcela de brasileiros se desse conta de que o maior patrimônio natural do país está sendo torrado. AB’SABER, A. amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, 1996. Um processo econômico que tem contribuído na atualidade para acelerar o problema ambiental descrito é: (a) Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos à chegada de novas empresas mineradoras. (B) Difusão do cultivo da soja com a implantação de monocul- turas mecanizadas. (C) Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região Norte ao restante do país. (d) Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras para os chamados povos da floresta. (e) Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair empresas nacionais e estrangeiras. Atualmente, a expansão da fronteira agropecuária tem exercido forte pressão predatória sobre a Floresta Amazônica, especialmente nas áreas de transição para o Cerrado (Arco do Desmatamento). Dentre as ativida- des econômicas que mais têm contribuído para acelerar o desmatamento recente da Amazônia, destacam-se a pecuária bovina e o cultivo da soja, esta realizada em monoculturas mecanizadas e impulsionada pelos altos preços dessa commodity no mercado internacional. As demais alternativas não trazem um processoeconômico que esteja causando, na atualidade, o desmatamento da floresta, pois fazem referência a projetos empreendidos nas décadas de 60, 70 e 80.Gabarito “B”