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N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 329 Autorização será por maioria absoluta e por decreto legislativo (art. 49, IV da CF/88). 3º: Presidente da República decreta estado de sítio. Art. 84 IX e 137 caput da CF. 4º: Controle Político feito pelo Congresso Nacional: Controle político concomitante (ao mesmo tem- po) –A partir do momento que o estado de sítio é auto- rizado, o Congresso designa cinco membros da mesa do Congresso Nacional para acompanhar e fiscalizar as execuções das medidas referente ao estado de sítio. Art. 49, IV e art. 140 da CF/88. Controle político sucessivo (no final) - Ocorre nos termos do art. 141, parágrafo único da CF, o qual deter- mina que após cessar o estado de defesa as medidas apli- cadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República em mensagem ao Congresso Nacional. O direito de reunião pode ser limitado por decreto presidencial no estado de defesa e estado de sítio. A censura também se torna possível no estado de sítio. Ainda, caso decretado estado de sítio por comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia da medi- da tomada durante o estado de defesa, só poderão ser tomadas contra as pessoas as medidas consagradas no art. 139 da CF, vejamos: I - obrigação de permanência em localidade determinada; II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns; III - restrições relativas à inviolabilidade da corres- pondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifu- são e televisão, na forma da lei; IV - suspensão da liberdade de reunião; V - busca e apreensão em domicílio; VI - intervenção nas empresas de serviços públicos; VII - requisição de bens. Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronunciamentos de parla- mentares efetuados em suas Casas Legislativas, desde que liberada pela respectiva Mesa. ESTADO DE DEFESA ESTADO DE SÍTIO TÍTULO V ART. 136 A 141 Seção I Art. 136 da CF Seção II Art. 137 da CF PRESSUPOSTOS Preservar ou rees- tabelecer ordem pública e a paz social ameaçada por grave e imi- nente instabilidade institucional; Calamidade de grande proporção da natureza. Comoção grave de repercussão nacio- nal ou ineficácia da medida tomada durante o estado de defesa; Declaração de esta- do de guerra ou res- posta a agressão armada estrangeira. ESTADO DE DEFESA ESTADO DE SÍTIO PRAZO 30 dias podendo ser prorrogado somen- te uma vez por igual período. Exemplo: 30 + 30 Comoção grave de repercussão nacio- nal ou ineficácia da medida tomada durante o estado de defesa; 30 dias podendo se for o caso ser prorrogado suces- sivamente 30 + 30 + 30 [...] Declaração de esta- do de guerra ou res- posta a agressão armada estrangeira. Decretado pelo tempo que durar a guerra ou agressão armada. COMPETÊNCIA Presidente da República Presidente da República CONTROLE POLÍTICO Posterior: Depois de decreta- do estado de defesa o Presidente da Re- pública comunica congresso nacional que pode confirmar ou cessar. Prévio: Presidente da Re- pública depende de autorização pelo Congresso Nacio- nal para decretar o estado de sítio. FORÇAS ARMADAS As forças armadas estão consagradas no título V da Constituição Federal, conforme art. 142, as forças arma- das são constituídas pela Marinha, Exército e Aeronáu- tica, a qual são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e dis- ciplina, sob autoridade do Presidente da República. As funções das forças armadas, além da defesa da pátria, também englobam a defesa do estado e das instituições democráticas (garantidoras da lei e da ordem). Dica As forças armadas estão inseridas na estrutura do Poder Executivo. Os membros das forças armadas são denomina- dos como militares e tem função subsidiária, ou seja, desempenham funções que originalmente são de competência das forças da segurança pública (polícia federal, civil e militar dos estados e DF). Ainda, conforme dispõe o art. 142 do texto constitu- cional, as forças armadas estão sob a autoridade supre- ma do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. FORÇAS ARMADAS PRESIDENTE DA REPÚBLICA É AUTORIDADE SUPREMA Marinha Exército Aeronáutica 330 Internamente são subordinadas aos seus respecti- vos comandantes, integrados no Ministério da Defesa com obediência ao Presidente da República. Assim, as patentes são conferidas pelo Presidente da República, entretanto a perda desta só ocorrerá se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra, conforme incisos I e VI do art. 142 da CF/88. Aos militares é proibida a sindicalização e greve. Ainda, no serviço ativo não pode estar filiado a parti- do político. STF já se posicionou sobre o tema: z O exercício do direito de greve, sob qualquer for- ma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem direta- mente na área de segurança pública. z É obrigatória a participação do poder público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da cate- goria. (STF. ARE 654.432, rel. Min. Alexandre de Moraes, j. 5-4-2017, P, DJE de 11.60.2018, Tema 541) Conforme dispõe o § 2º do art. 142 da CF, não cabe habeas corpus em caso de punição militar, sendo que este segue as próprias regras de hierarquia e disciplina. Mas cuidado! A doutrina e jurisprudência enten- de que se aplica o mencionado dispositivo quanto ao mérito das punições militares, ou seja, quando for o caso de ilegalidade dos pressupostos, como com- petência e cumprimento de regras estabelecidas no regulamento militar é cabível a impetração de habeas corpus para análise do poder judiciário. “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMI- NAL. PUNIÇÃO DISCIPLINAR MILITAR. Não há que se falar em violação ao art. 142, § 2º, da CF, se a con- cessão de habeas corpus, impetrado contra puni- ção disciplinar militar, volta-se tão-somente para os pressupostos de sua legalidade, excluindo a apreciação de questões referentes ao mérito. Con- cessão de ordem que se pautou pela apreciação dos aspectos fáticos da medida punitiva militar, invadindo seu mérito. A punição disciplinar militar atendeu aos pressupostos de legalidade, quais sejam, a hierarquia, o poder disciplinar, o ato ligado à função e a pena sus- ceptível de ser aplicada disciplinarmente, tornando, portanto, incabível a apreciação do habeas corpus. Recurso conhecido e provido.” (STF. RE 338.840, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 12.09.2003) A Constituição também prevê o serviço militar obrigatório, conforme art. 143, entretanto o inciso VIII do art. 5º desobriga o alistado do serviço militar por motivo de crença religiosa, convicção filosófica ou política, desde que cumpra prestação alternativa, que é de competência das forças armadas atribuir. Art. 143 O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. § 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados, alegarem imperativo de cons- ciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou políti- ca, para se eximirem de atividades de caráter essen- cialmente militar. § 2º - As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujei- tos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir. Exemplo prático de uso das Forças Armadas! Em 20/10/2020 foi publicado no DOU decreto pre- sidencial que autoriza o uso das Forças Armadas nas eleições municipais de 2020. O objeto é garantir a ordem pública durante a votação e segurança do processo eleitoral. DECRETONº 10.522, DE 19 DE OUTUBRO DE 2020 Autoriza o emprego das Forças Armadas para a garantia da ordem pública durante a votação e a apu- ração das eleições de 2020. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso das atribui- ções que lhe confere o art. 84, caput , incisos IV e XIII, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 15 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e no art. 23, caput , inciso XIV, da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral, DECRETA: Art. 1º Fica autorizado o emprego das Forças Arma- das para a garantia da ordem pública durante a vota- ção e a apuração das eleições de 2020. Art. 2º As localidades e o período de emprego das Forças Armadas serão definidos conforme os ter- mos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral. Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. SEGURANÇA PÚBLICA A segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, a qual objetiva a preserva- ção da ordem pública e da incolumidade de pessoas e do patrimônio, conforme consagra o art. 144 do texto constitucional. É exercido por meio de órgãos federais e esta- duais como a polícia federal, polícia rodoviária fede- ral, polícia ferroviária federal, polícias civis, polícias militares, o corpo de bombeiros militares e as polícias penais federal, estadual e distrital, esta última acres- centada pela Emenda Constitucional nº 104/2019. Conforme o § 8º do art. 144 da CF os municípios podem constituir guardas municipais destinados à proteção de seus bens, serviços e instalações (deve atuar somente na municipalidade). Cuidado! Esse órgão não integra a estrutura de segurança pública para exercer a função de polícia ostensiva. Para o STF os órgãos que compõe a segurança pública estão relacionados nos incisos I ao VI do art. 144 da CF, sendo esse rol taxativo, ou seja, não podem os municípios ou estados criarem outros órgãos para integrarem à segurança pública. Art. 144 A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preser- vação da ordem pública e da incolumidade das pes- soas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 331 Sobre o Departamento de Trânsito o STF já manifestou: Os Estados-membros, assim como o Distrito Fede- ral, devem seguir o modelo federal. O art. 144 da Cons- tituição aponta os órgãos incumbidos do exercício da segurança pública. Entre eles não está o Departamen- to de Trânsito. Resta, pois, vedada aos Estados-mem- bros a possibilidade de estender o rol, que esta Corte já firmou ser numerus clausus, para alcançar o Depar- tamento de Trânsito. [ADI 1.182, voto do rel. min. Eros Grau, j. 24-11- 2005, P, DJ de 10-3-2006.] Vide ADI 2.827, rel. min. Gilmar Mendes, j. 16-9- 2010, P, DJE de 6-4-2011 Serviços da segurança pública são custeados mediante impostos, sendo que não é permitida a cria- ção de taxa para esta finalidade, ainda, a remunera- ção dos servidores será exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, na forma do § 4º do art. 39 da CF/88. Art. 39 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de admi- nistração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. [...] § 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclu- sivamente por subsídio fixado em parcela úni- ca, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. z Polícia Federal (art. 144, § 1º da CF) é órgão per- manente, organizado e mantido pela União. Exer- ce a função de polícia judiciária da União, que está disposto nos incisos I ao IV, vejamos: § 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: I - apurar infrações penais contra a ordem polí- tica e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárqui- cas e empresas públicas, assim como outras infra- ções cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segun- do se dispuser em lei; II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entor- pecentes e drogas afins, o contrabando e o desca- minho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; Conforme considerações do STF, na busca e apreen- são de tráfico de drogas o cumprimento da ordem judicial pela polícia militar não contamina o flagrante e a busca e apreensão realizadas. III - exercer as funções de polícia marítima, aero- portuária e de fronteiras; IV - exercer, com exclusividade, as funções de polí- cia judiciária da União. z Polícia Rodoviária Federal (art. 144, § 2º da CF) é órgão permanente, organizado e mantido pela União, tem como função o patrulhamento ostensi- vo das rodovias federais. z Polícia Ferroviária Federal (art. 144, § 3º da CF) é órgão permanente, organizado e mantido pela União, tem como função o patrulhamento ostensi- vo das ferrovias federais. A Polícia Ferroviária Federal surgiu no Brasil em 1852 por Decreto Imperial, nessa época era denomi- nada como “Polícia dos Caminhos de Ferro” e tinha o objetivo de cuidar das riquezas que eram transporta- das pelos trilhos de ferro. Entretanto, apesar de ter autorização na atual constituição, hoje essa polícia não existe de fato. z Polícias Civis (art. 144, § 4º da CF) são dirigidas por delegados de carreiras e subordinadas aos Governadores dos estados ou DF têm função de polícia judiciária (exercício da segurança pública) e apuração de infrações penais, salvo as militares. Art. 144 [...] § 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a compe- tência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. Fique atento que o art. 144 § 4º não menciona a ati- vidade penitenciária como atividade da polícia civil. A Constituição do Brasil – art. 144, § 4º – define incumbir às polícias civis “as funções de polícia judi- ciária e a apuração de infrações penais, exceto as mili- tares”. Não menciona a atividade penitenciária, que diz com a guarda dos estabelecimentos prisionais; não atribui essa atividade específica à polícia civil. (STF. ADI 3.916, rel. min. Eros Grau, DJE de 14-5-2010) z Polícias militares e Corpo de Bombeiros Militar (art. 144, § 5º da CF): as polícias militares cabem à polícia ostensiva sendo atribuído a preservação da ordem pública e ao corpo de bombeiros milita- res objetivam a execução das atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndios, buscas e salvamentos públicos. Ainda, conforme consagra § 6º do art. 144 da CF ambos “subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”. z Polícias Penais Federal, estaduais e distrital (art. 144 § 5º-A) foi incluído pela Emenda Constitucio- nal nº 104 de 2019, às polícias penais cabe à segu- rança dos estabelecimentos penais, vinculadas ao órgão administrador do sistema penal da unidade federativa a que pertencem. EXERCÍCIOS COMENTADOS 1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Conforme a CF, às polí- cias civis, dirigidas por delegados de polícia de carrei- ra, cabe a) exercer as funções de polícia marítima, aérea e de fronteiras. b) patrulhar ostensivamente as ferrovias federais. c) apurar as infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviçose interesses da União. d) exercer as funções de polícia judiciária e apurar as infrações penais, exceto as de natureza militar. e) responder pelo policiamento ostensivo, pela preserva- ção da ordem pública e pela defesa civil. 332 O item “d” está em consonância com o Art. 144. § 40º: “Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a compe- tência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares”. Resposta: Letra D. 2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) A CF, em seu art. 144, apresenta o rol dos órgãos encarregados da seguran- ça pública. Esse rol é a) taxativo para a União e inaplicável aos estados e ao Distrito Federal. b) taxativo para a União e exemplificativo para os esta- dos e o Distrito Federal. c) exemplificativo para a União e taxativo para os esta- dos e para o Distrito Federal. d) taxativo para a União, para os estados e para o Distrito Federal. e) exemplificativo para a União, para os estados e para o Distrito Federal. Conforme entendimento do STF os órgãos que com- põe a segurança pública estão relacionados nos incisos I ao VI do art. 144 da CF são rol taxativo, numerus clausus (ADI 1.182, voto do rel. min. Eros Grau, j. 24-11-2005, P, DJ de 10-3-2006.) Fique aten- to! A Emenda Constitucional nº 104 de 2019 incluiu no rol também às Polícias Penais Federal, estaduais e distrital. Resposta: Letra D. 3. (CESPE-CEBRASPE – 2018) As polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, subordinam-se a) as polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, subordinam-se somente ao governador do Distrito Federal e dos territórios. b) ao governador do Distrito Federal e aos governadores de estado e dos territórios. c) à União e ao governador do Distrito Federal e dos territórios. d) somente aos governadores de estado. e) aos governadores de estado e à União. Em consonância com o art. 144, § 6º As polícias milita- res e os corpos de bombeiros militares, forças auxilia- res e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital (novidade incluída pela Emenda Constitucio- nal n 104/2019), aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Resposta: Letra B. 4. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Com relação à defesa do Estado e das instituições democráticas, julgue o item que se segue. A exclusividade atribuída pela Constituição Federal de 1988 à Polícia Federal para o exercício das funções de polícia judiciária da União impede a realização de ativi- dade de investigação criminal pelo Ministério Público. ( ) CERTO ( ) ERRADO O Ministério Público tem poder de investigação, conforme entendimento do STF em tema de reper- cussão geral entendeu que o Ministério Público tem poder para promover, por autoridade própria investigações de natureza penal. Ainda, entendeu que “devem ser respeitados os direitos e garantias fundamentais dos investigados e que os atos inves- tigatórios – necessariamente documentados e pra- ticados por membros do MP – devem observar as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição, bem como as prerrogativas profissionais garanti- das aos advogados, como o acesso aos elementos de prova que digam respeito ao direito de defesa. Destacaram ainda a possibilidade do permanente controle jurisdicional de tais atos.” (STF. RE 593727 Tema de Repercussão Geral. Min. Cezar Peluso, jul- gado em 14.05.2015). Resposta: Errado. 5. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Conforme o STF, no que se refere às carreiras de segurança pública, o exercício do direito de greve é a) vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. b) permitido aos servidores públicos civis e aos militares. c) permitido apenas aos policiais civis, salvo em caso de estado de sítio e estado de defesa. d) permitido apenas aos policiais civis que atuem direta- mente na área de segurança pública. e) vedado aos policiais civis, salvo se essa atividade for suprida por órgão da iniciativa privada. Aos militares é proibida a sindicalização e greve, ainda, no serviço ativo não pode estar filiado a par- tido político. STF já se posicionou sobre em tema de repercussão geral, vejamos: 1 – O exercício do direito de greve, sob qualquer for- ma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. 2 – É obrigatória a participação do poder público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da cate- goria (ARE 654.432, rel. Min. Alexandre de Moraes, j. 5-4-2017, P, DJE de 11-6-2018, Tema 541). Respos- ta: Letra A. HORA DE PRATICAR! 1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Quanto à organização dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, jul- gue o item a seguir. É viável a extinção de órgãos públicos por meio de decreto do presidente da República na hipótese de redução de despesa para a União. ( ) CERTO ( ) ERRADO 2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) No que se refere ao exercício da competência privativa do presidente da República para dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal, assinale a opção correta. a) O presidente, como chefe de Estado, pode dispor sobre tal matéria mediante medida provisória nos casos de relevância e urgência. b) O presidente, como chefe de governo, pode dispor sobre tal matéria mediante medida provisória se não houver aumento de despesa.