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Autorização será por maioria absoluta e por 
decreto legislativo (art. 49, IV da CF/88).
3º: Presidente da República decreta estado de sítio. 
Art. 84 IX e 137 caput da CF.
4º: Controle Político feito pelo Congresso Nacional:
Controle político concomitante (ao mesmo tem-
po) –A partir do momento que o estado de sítio é auto-
rizado, o Congresso designa cinco membros da mesa 
do Congresso Nacional para acompanhar e fiscalizar 
as execuções das medidas referente ao estado de sítio. 
Art. 49, IV e art. 140 da CF/88.
Controle político sucessivo (no final) - Ocorre nos 
termos do art. 141, parágrafo único da CF, o qual deter-
mina que após cessar o estado de defesa as medidas apli-
cadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente 
da República em mensagem ao Congresso Nacional.
O direito de reunião pode ser limitado por decreto 
presidencial no estado de defesa e estado de sítio. A 
censura também se torna possível no estado de sítio.
Ainda, caso decretado estado de sítio por comoção 
grave de repercussão nacional ou ineficácia da medi-
da tomada durante o estado de defesa, só poderão ser 
tomadas contra as pessoas as medidas consagradas no 
art. 139 da CF, vejamos:
I - obrigação de permanência em localidade 
determinada;
II - detenção em edifício não destinado a acusados 
ou condenados por crimes comuns;
III - restrições relativas à inviolabilidade da corres-
pondência, ao sigilo das comunicações, à prestação 
de informações e à liberdade de imprensa, radiodifu-
são e televisão, na forma da lei;
IV - suspensão da liberdade de reunião;
V - busca e apreensão em domicílio;
VI - intervenção nas empresas de serviços públicos;
VII - requisição de bens.
Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do 
inciso III a difusão de pronunciamentos de parla-
mentares efetuados em suas Casas Legislativas, 
desde que liberada pela respectiva Mesa.
ESTADO DE 
DEFESA ESTADO DE SÍTIO
TÍTULO V
ART. 136 A 141
Seção I
Art. 136 da CF
Seção II
Art. 137 da CF
PRESSUPOSTOS
Preservar ou rees-
tabelecer ordem 
pública e a paz 
social ameaçada 
por grave e imi-
nente instabilidade 
institucional;
Calamidade de 
grande proporção 
da natureza.
Comoção grave de 
repercussão nacio-
nal ou ineficácia 
da medida tomada 
durante o estado de 
defesa;
Declaração de esta-
do de guerra ou res-
posta a agressão 
armada estrangeira.
ESTADO DE 
DEFESA ESTADO DE SÍTIO
PRAZO
30 dias podendo ser 
prorrogado somen-
te uma vez por igual 
período.
Exemplo: 30 + 30
Comoção grave de 
repercussão nacio-
nal ou ineficácia 
da medida tomada 
durante o estado de 
defesa;
30 dias podendo 
se for o caso ser 
prorrogado suces-
sivamente 30 + 30 
+ 30 [...]
Declaração de esta-
do de guerra ou res-
posta a agressão 
armada estrangeira.
Decretado pelo 
tempo que durar a 
guerra ou agressão 
armada.
COMPETÊNCIA Presidente da 
República
Presidente da 
República
CONTROLE 
POLÍTICO
Posterior:
Depois de decreta-
do estado de defesa 
o Presidente da Re-
pública comunica 
congresso nacional 
que pode confirmar 
ou cessar.
Prévio:
Presidente da Re-
pública depende de 
autorização pelo 
Congresso Nacio-
nal para decretar o 
estado de sítio.
FORÇAS ARMADAS 
As forças armadas estão consagradas no título V da 
Constituição Federal, conforme art. 142, as forças arma-
das são constituídas pela Marinha, Exército e Aeronáu-
tica, a qual são instituições nacionais permanentes e 
regulares, organizadas com base na hierarquia e dis-
ciplina, sob autoridade do Presidente da República. As 
funções das forças armadas, além da defesa da pátria, 
também englobam a defesa do estado e das instituições 
democráticas (garantidoras da lei e da ordem).
Dica
As forças armadas estão inseridas na estrutura 
do Poder Executivo.
Os membros das forças armadas são denomina-
dos como militares e tem função subsidiária, ou seja, 
desempenham funções que originalmente são de 
competência das forças da segurança pública (polícia 
federal, civil e militar dos estados e DF). 
Ainda, conforme dispõe o art. 142 do texto constitu-
cional, as forças armadas estão sob a autoridade supre-
ma do Presidente da República, e destinam-se à defesa 
da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por 
iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
FORÇAS ARMADAS PRESIDENTE DA REPÚBLICA É 
AUTORIDADE SUPREMA
Marinha Exército Aeronáutica
330
Internamente são subordinadas aos seus respecti-
vos comandantes, integrados no Ministério da Defesa 
com obediência ao Presidente da República. Assim, as 
patentes são conferidas pelo Presidente da República, 
entretanto a perda desta só ocorrerá se for julgado 
indigno do oficialato ou com ele incompatível, por 
decisão de tribunal militar de caráter permanente, 
em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo 
de guerra, conforme incisos I e VI do art. 142 da CF/88.
Aos militares é proibida a sindicalização e greve. 
Ainda, no serviço ativo não pode estar filiado a parti-
do político. 
STF já se posicionou sobre o tema:
 z O exercício do direito de greve, sob qualquer for-
ma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e 
a todos os servidores públicos que atuem direta-
mente na área de segurança pública. 
 z É obrigatória a participação do poder público em 
mediação instaurada pelos órgãos classistas das 
carreiras de segurança pública, nos termos do art. 
165 do CPC, para vocalização dos interesses da cate-
goria. (STF. ARE 654.432, rel. Min. Alexandre de 
Moraes, j. 5-4-2017, P, DJE de 11.60.2018, Tema 541)
Conforme dispõe o § 2º do art. 142 da CF, não cabe 
habeas corpus em caso de punição militar, sendo que 
este segue as próprias regras de hierarquia e disciplina. 
Mas cuidado! A doutrina e jurisprudência enten-
de que se aplica o mencionado dispositivo quanto ao 
mérito das punições militares, ou seja, quando for 
o caso de ilegalidade dos pressupostos, como com-
petência e cumprimento de regras estabelecidas no 
regulamento militar é cabível a impetração de habeas 
corpus para análise do poder judiciário.
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMI-
NAL. PUNIÇÃO DISCIPLINAR MILITAR. Não há que se 
falar em violação ao art. 142, § 2º, da CF, se a con-
cessão de habeas corpus, impetrado contra puni-
ção disciplinar militar, volta-se tão-somente para 
os pressupostos de sua legalidade, excluindo a 
apreciação de questões referentes ao mérito. Con-
cessão de ordem que se pautou pela apreciação dos 
aspectos fáticos da medida punitiva militar, invadindo 
seu mérito. A punição disciplinar militar atendeu aos 
pressupostos de legalidade, quais sejam, a hierarquia, 
o poder disciplinar, o ato ligado à função e a pena sus-
ceptível de ser aplicada disciplinarmente, tornando, 
portanto, incabível a apreciação do habeas corpus. 
Recurso conhecido e provido.” (STF. RE 338.840, rel. 
min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 12.09.2003)
A Constituição também prevê o serviço militar 
obrigatório, conforme art. 143, entretanto o inciso 
VIII do art. 5º desobriga o alistado do serviço militar 
por motivo de crença religiosa, convicção filosófica ou 
política, desde que cumpra prestação alternativa, que 
é de competência das forças armadas atribuir. 
Art. 143 O serviço militar é obrigatório nos termos 
da lei.
§ 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, 
atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de 
paz, após alistados, alegarem imperativo de cons-
ciência, entendendo-se como tal o decorrente de 
crença religiosa e de convicção filosófica ou políti-
ca, para se eximirem de atividades de caráter essen-
cialmente militar.
§ 2º - As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do 
serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujei-
tos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir.   
Exemplo prático de uso das Forças Armadas!
Em 20/10/2020 foi publicado no DOU decreto pre-
sidencial que autoriza o uso das Forças Armadas nas 
eleições municipais de 2020.
O objeto é garantir a ordem pública durante a 
votação e segurança do processo eleitoral.
DECRETONº 10.522, DE 19 DE OUTUBRO DE 2020
Autoriza o emprego das Forças Armadas para a 
garantia da ordem pública durante a votação e a apu-
ração das eleições de 2020. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso das atribui-
ções que lhe confere o art. 84, caput , incisos IV e XIII, 
da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 15 
da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e no 
art. 23, caput , inciso XIV, da Lei nº 4.737, de 15 de julho 
de 1965 - Código Eleitoral, DECRETA:
Art. 1º Fica autorizado o emprego das Forças Arma-
das para a garantia da ordem pública durante a vota-
ção e a apuração das eleições de 2020. 
Art. 2º As localidades e o período de emprego das 
Forças Armadas serão definidos conforme os ter-
mos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral. 
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua 
publicação.
SEGURANÇA PÚBLICA
A segurança pública é dever do Estado, direito e 
responsabilidade de todos, a qual objetiva a preserva-
ção da ordem pública e da incolumidade de pessoas e 
do patrimônio, conforme consagra o art. 144 do texto 
constitucional. 
É exercido por meio de órgãos federais e esta-
duais como a polícia federal, polícia rodoviária fede-
ral, polícia ferroviária federal, polícias civis, polícias 
militares, o corpo de bombeiros militares e as polícias 
penais federal, estadual e distrital, esta última acres-
centada pela Emenda Constitucional nº 104/2019.
Conforme o § 8º do art. 144 da CF os municípios 
podem constituir guardas municipais destinados à 
proteção de seus bens, serviços e instalações (deve 
atuar somente na municipalidade). Cuidado! Esse 
órgão não integra a estrutura de segurança pública 
para exercer a função de polícia ostensiva.
Para o STF os órgãos que compõe a segurança 
pública estão relacionados nos incisos I ao VI do art. 
144 da CF, sendo esse rol taxativo, ou seja, não podem 
os municípios ou estados criarem outros órgãos para 
integrarem à segurança pública. 
Art. 144 A segurança pública, dever do Estado, direito 
e responsabilidade de todos, é exercida para a preser-
vação da ordem pública e da incolumidade das pes-
soas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros 
militares.
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital.    
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Sobre o Departamento de Trânsito o STF já manifestou:
Os Estados-membros, assim como o Distrito Fede-
ral, devem seguir o modelo federal. O art. 144 da Cons-
tituição aponta os órgãos incumbidos do exercício da 
segurança pública. Entre eles não está o Departamen-
to de Trânsito. Resta, pois, vedada aos Estados-mem-
bros a possibilidade de estender o rol, que esta Corte 
já firmou ser numerus clausus, para alcançar o Depar-
tamento de Trânsito.
[ADI 1.182, voto do rel. min. Eros Grau, j. 24-11-
2005, P, DJ de 10-3-2006.]
Vide ADI 2.827, rel. min. Gilmar Mendes, j. 16-9-
2010, P, DJE de 6-4-2011
Serviços da segurança pública são custeados 
mediante impostos, sendo que não é permitida a cria-
ção de taxa para esta finalidade, ainda, a remunera-
ção dos servidores será exclusivamente por subsídio 
fixado em parcela única, na forma do § 4º do art. 39 
da CF/88.
Art. 39 A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios instituirão conselho de política de admi-
nistração e remuneração de pessoal, integrado por 
servidores designados pelos respectivos Poderes.     
[...]
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato 
eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários 
Estaduais e Municipais serão remunerados exclu-
sivamente por subsídio fixado em parcela úni-
ca, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, 
adicional, abono, prêmio, verba de representação 
ou outra espécie remuneratória, obedecido, em 
qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI.
 z Polícia Federal (art. 144, § 1º da CF) é órgão per-
manente, organizado e mantido pela União. Exer-
ce a função de polícia judiciária da União, que está 
disposto nos incisos I ao IV, vejamos:
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão 
permanente, organizado e mantido pela União e 
estruturado em carreira, destina-se a:
I - apurar infrações penais contra a ordem polí-
tica e social ou em detrimento de bens, serviços e 
interesses da União ou de suas entidades autárqui-
cas e empresas públicas, assim como outras infra-
ções cuja prática tenha repercussão interestadual 
ou internacional e exija repressão uniforme, segun-
do se dispuser em lei; 
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entor-
pecentes e drogas afins, o contrabando e o desca-
minho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros 
órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; 
Conforme considerações do STF, na busca e apreen-
são de tráfico de drogas o cumprimento da ordem 
judicial pela polícia militar não contamina o flagrante 
e a busca e apreensão realizadas.
III - exercer as funções de polícia marítima, aero-
portuária e de fronteiras;
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polí-
cia judiciária da União.
 z Polícia Rodoviária Federal (art. 144, § 2º da CF) 
é órgão permanente, organizado e mantido pela 
União, tem como função o patrulhamento ostensi-
vo das rodovias federais. 
 z Polícia Ferroviária Federal (art. 144, § 3º da CF) 
é órgão permanente, organizado e mantido pela 
União, tem como função o patrulhamento ostensi-
vo das ferrovias federais.
A Polícia Ferroviária Federal surgiu no Brasil em 
1852 por Decreto Imperial, nessa época era denomi-
nada como “Polícia dos Caminhos de Ferro” e tinha o 
objetivo de cuidar das riquezas que eram transporta-
das pelos trilhos de ferro. 
Entretanto, apesar de ter autorização na atual 
constituição, hoje essa polícia não existe de fato.
 z Polícias Civis (art. 144, § 4º da CF) são dirigidas 
por delegados de carreiras e subordinadas aos 
Governadores dos estados ou DF têm função de 
polícia judiciária (exercício da segurança pública) 
e apuração de infrações penais, salvo as militares. 
Art. 144 [...]
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de 
polícia de carreira, incumbem, ressalvada a compe-
tência da União, as funções de polícia judiciária e a 
apuração de infrações penais, exceto as militares.
Fique atento que o art. 144 § 4º não menciona a ati-
vidade penitenciária como atividade da polícia civil. 
A Constituição do Brasil – art. 144, § 4º – define 
incumbir às polícias civis “as funções de polícia judi-
ciária e a apuração de infrações penais, exceto as mili-
tares”. Não menciona a atividade penitenciária, que 
diz com a guarda dos estabelecimentos prisionais; 
não atribui essa atividade específica à polícia civil. 
(STF. ADI 3.916, rel. min. Eros Grau, DJE de 14-5-2010)
 z Polícias militares e Corpo de Bombeiros Militar 
(art. 144, § 5º da CF): as polícias militares cabem 
à polícia ostensiva sendo atribuído a preservação 
da ordem pública e ao corpo de bombeiros milita-
res objetivam a execução das atividades de defesa 
civil, prevenção e combate a incêndios, buscas e 
salvamentos públicos. 
Ainda, conforme consagra § 6º do art. 144 da CF 
ambos “subordinam-se, juntamente com as polícias 
civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos 
Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios”. 
 z Polícias Penais Federal, estaduais e distrital (art. 
144 § 5º-A) foi incluído pela Emenda Constitucio-
nal nº 104 de 2019, às polícias penais cabe à segu-
rança dos estabelecimentos penais, vinculadas ao 
órgão administrador do sistema penal da unidade 
federativa a que pertencem.
 EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Conforme a CF, às polí-
cias civis, dirigidas por delegados de polícia de carrei-
ra, cabe
a) exercer as funções de polícia marítima, aérea e de 
fronteiras.
b) patrulhar ostensivamente as ferrovias federais.
c) apurar as infrações penais contra a ordem política e 
social ou em detrimento de bens, serviçose interesses 
da União.
d) exercer as funções de polícia judiciária e apurar as 
infrações penais, exceto as de natureza militar.
e) responder pelo policiamento ostensivo, pela preserva-
ção da ordem pública e pela defesa civil.
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O item “d” está em consonância com o Art. 144. § 
40º: “Às polícias civis, dirigidas por delegados de 
polícia de carreira, incumbem, ressalvada a compe-
tência da União, as funções de polícia judiciária e a 
apuração de infrações penais, exceto as militares”. 
Resposta: Letra D. 
2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) A CF, em seu art. 144, 
apresenta o rol dos órgãos encarregados da seguran-
ça pública. Esse rol é
a) taxativo para a União e inaplicável aos estados e ao 
Distrito Federal.
b) taxativo para a União e exemplificativo para os esta-
dos e o Distrito Federal.
c) exemplificativo para a União e taxativo para os esta-
dos e para o Distrito Federal.
d) taxativo para a União, para os estados e para o Distrito 
Federal.
e) exemplificativo para a União, para os estados e para o 
Distrito Federal.
Conforme entendimento do STF os órgãos que com-
põe a segurança pública estão relacionados nos 
incisos I ao VI do art. 144 da CF são rol taxativo, 
numerus clausus (ADI 1.182, voto do rel. min. Eros 
Grau, j. 24-11-2005, P, DJ de 10-3-2006.) Fique aten-
to! A Emenda Constitucional nº 104 de 2019 incluiu 
no rol também às Polícias Penais Federal, estaduais 
e distrital. Resposta: Letra D. 
3. (CESPE-CEBRASPE – 2018) As polícias civis, dirigidas 
por delegados de polícia de carreira, subordinam-se
a) as polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de 
carreira, subordinam-se somente ao governador do 
Distrito Federal e dos territórios.
b) ao governador do Distrito Federal e aos governadores 
de estado e dos territórios.
c) à União e ao governador do Distrito Federal e dos 
territórios.
d) somente aos governadores de estado.
e) aos governadores de estado e à União.
Em consonância com o art. 144, § 6º As polícias milita-
res e os corpos de bombeiros militares, forças auxilia-
res e reserva do Exército subordinam-se, juntamente 
com as polícias civis e as polícias penais estaduais e 
distrital (novidade incluída pela Emenda Constitucio-
nal n 104/2019), aos Governadores dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Territórios. Resposta: Letra B.
4. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Com relação à defesa do 
Estado e das instituições democráticas, julgue o item 
que se segue.
 A exclusividade atribuída pela Constituição Federal de 
1988 à Polícia Federal para o exercício das funções de 
polícia judiciária da União impede a realização de ativi-
dade de investigação criminal pelo Ministério Público.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
O Ministério Público tem poder de investigação, 
conforme entendimento do STF em tema de reper-
cussão geral entendeu que o Ministério Público 
tem poder para promover, por autoridade própria 
investigações de natureza penal. Ainda, entendeu 
que “devem ser respeitados os direitos e garantias 
fundamentais dos investigados e que os atos inves-
tigatórios – necessariamente documentados e pra-
ticados por membros do MP – devem observar as 
hipóteses de reserva constitucional de jurisdição, 
bem como as prerrogativas profissionais garanti-
das aos advogados, como o acesso aos elementos 
de prova que digam respeito ao direito de defesa. 
Destacaram ainda a possibilidade do permanente 
controle jurisdicional de tais atos.” (STF. RE 593727 
Tema de Repercussão Geral. Min. Cezar Peluso, jul-
gado em 14.05.2015). Resposta: Errado.
5. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Conforme o STF, no que 
se refere às carreiras de segurança pública, o exercício 
do direito de greve é 
a) vedado aos policiais civis e a todos os servidores 
públicos que atuem diretamente na área de segurança 
pública.
b) permitido aos servidores públicos civis e aos militares.
c) permitido apenas aos policiais civis, salvo em caso de 
estado de sítio e estado de defesa.
d) permitido apenas aos policiais civis que atuem direta-
mente na área de segurança pública.
e) vedado aos policiais civis, salvo se essa atividade for 
suprida por órgão da iniciativa privada.
Aos militares é proibida a sindicalização e greve, 
ainda, no serviço ativo não pode estar filiado a par-
tido político. STF já se posicionou sobre em tema de 
repercussão geral, vejamos: 
1 – O exercício do direito de greve, sob qualquer for-
ma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a 
todos os servidores públicos que atuem diretamente 
na área de segurança pública. 
2 – É obrigatória a participação do poder público 
em mediação instaurada pelos órgãos classistas das 
carreiras de segurança pública, nos termos do art. 
165 do CPC, para vocalização dos interesses da cate-
goria (ARE 654.432, rel. Min. Alexandre de Moraes, 
j. 5-4-2017, P, DJE de 11-6-2018, Tema 541). Respos-
ta: Letra A. 
 HORA DE PRATICAR!
1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Quanto à organização 
dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, jul-
gue o item a seguir.
 É viável a extinção de órgãos públicos por meio de 
decreto do presidente da República na hipótese de 
redução de despesa para a União.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) No que se refere ao 
exercício da competência privativa do presidente 
da República para dispor sobre a organização e o 
funcionamento da administração federal, assinale a 
opção correta.
a) O presidente, como chefe de Estado, pode dispor sobre 
tal matéria mediante medida provisória nos casos de 
relevância e urgência.
b) O presidente, como chefe de governo, pode dispor 
sobre tal matéria mediante medida provisória se não 
houver aumento de despesa.

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