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Exemplo: ferro, ouro, cobre etc.
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios 
arqueológicos e pré-históricos;
Exemplo: Sítio Arqueológico, Parque Nacional do 
Catimbau, localizado no estado de Pernambuco. 
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
Exemplo: a terra tradicionalmente ocupada pelos 
indígenas no oeste de Santa Catarina, localizado entre 
os rios Chapecó e Chapecósinho, a 70 km de Chapecó, 
denominada como terra indígena Xapecó.
Ainda, a redação do § 1º do mencionado dispo-
sitivo foi modificada pela Emenda Constitucional 
nº 102/2019, conforme a atual redação a Constitui-
ção prevê possibilidade da participação da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios no 
resultado da exploração de petróleo ou gás natural, 
de recursos hídricos para fins de geração de energia 
elétrica e de outros recursos minerais.
Por conseguinte, a Constituição consagra a terra 
designada como faixa de fronteira, sendo esta a fai-
xa de até cento e cinquenta quilômetros de largura, 
ao longo das fronteiras terrestres, considerada fun-
damental para defesa do território nacional, ainda 
determina que a sua ocupação e utilização devem ser 
reguladas em lei. (art. 20 § 2º).
ESTADOS
Os estados possuem autonomia para se organiza-
rem (auto-organização) caracterizado por um auto-
governo, autoadministração e autolegislação, onde o 
povo que escolhe diretamente os seus representantes 
no poder legislativo e executivo local, sem que haja 
subordinação por parte da União (arts. 27, 28 e 125 
da CF). 
 z autogoverno: autonomia política para eleger seus 
representantes, por exemplo, eleição de Governa-
dor (art.27 e 28 da CF/88). 
 z autoadministração: decorre das competências 
administrativas conferidas aos Estados, por exem-
plo, os estados poderão, mediante lei com-
plementar, instituir regiões metropolitanas, 
aglomerações urbanas e microrregiões, consti-
tuídas por agrupamentos de municípios limítro-
fes, para integrar a organização, o planejamento 
e a execução de funções públicas de interesse 
comum (art. 25, § 3º da CF).
 z autolegislação: tem competência de elaborar sua 
própria Constituição, ou seja, cada estado tem 
autonomia de criar a sua própria constituição esta-
dual, entretanto esta deve sempre obedecer à lei 
maior (CF/88).
Os estados organizam-se e regem-se pelas Consti-
tuições e leis que adotarem. Ainda, conforme estudado 
no título do poder constituinte derivado decorrente, 
o art. 25 da CF consagra aos Estados federados auto-
nomia política e administrativa, com capacidade de 
elaborar suas próprias Constituições estaduais, obe-
decendo às diretrizes da Constituição Federal 1988. 
LEGISLATIVO EXECUTIVO JUDICIÁRIO
Assembleia Legislativa Governador do Estado Tribunais e Juízes
Formação de novos estados
Na forma prevista do art. 18 e art. 48, VI da CF/88 
a estrutura territorial do Brasil poderá ser modifica-
da por meio de alteração dos limites territoriais dos 
diferentes entes federados existentes. Por exemplo, 
em 1988 o norte do estado de Goiás foi desmembrado, 
formando o estado de Tocantins.
Art. 18. A organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil compreende a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos 
autônomos, nos termos desta Constituição.
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, sub-
dividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a 
outros, ou formarem novos Estados ou Territórios 
Federais, mediante aprovação da população direta-
mente interessada, através de plebiscito, e do Con-
gresso Nacional, por lei complementar.
INCORPORAÇÃO SUBDIVISÃO DESMEMBRAMENTO
Fusão Cisão Separar uma ou mais 
partes de um estado
Art. 48 Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção 
do Presidente da República, não exigida esta para 
o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre 
todas as matérias de competência da União, espe-
cialmente sobre: [...]
VI - Incorporação, subdivisão ou desmembramento 
de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as res-
pectivas Assembleias Legislativas;
Ainda, conforme o art. 235 da Constituição, nos dez 
primeiros anos de sua criação a Assembleia Legislati-
va será composta de dezessete Deputados se a popula-
ção do Estado for inferior a seiscentos mil habitantes, 
e de vinte e quatro, se igual ou superior a esse núme-
ro, até um milhão e quinhentos mil, o Governo terá no 
máximo dez Secretarias, o Tribunal de Contas terá três 
membros, nomeados, pelo Governador eleito, den-
tre brasileiros de comprovada idoneidade e notório 
saber, o Tribunal de Justiça terá sete Desembargado-
res, os primeiros Desembargadores serão nomeados 
pelo Governador eleito, escolhidos conforme dispõe o 
inciso V do mencionado dispositivo:
a) cinco dentre os magistrados com mais de trinta 
e cinco anos de idade, em exercício na área do novo 
Estado ou do Estado originário;
b) dois dentre promotores, nas mesmas condições, 
e advogados de comprovada idoneidade e saber 
jurídico, com dez anos, no mínimo, de exercício 
profissional, obedecido o procedimento fixado na 
Constituição;
 Caso o novo estado seja proveniente de Território 
Federal, os cinco primeiros Desembargadores pode-
rão ser escolhidos dentre juízes de direito de qualquer 
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parte do País e em cada Comarca, o primeiro Juiz de 
Direito, Promotor de Justiça e Defensor Público serão 
nomeados pelo Governador eleito após concurso 
público de provas e títulos.
É possível a incorporação, subdivisão e o desmem-
bramento de estado, vejamos:
 z Incorporação: quando dois ou mais estados se 
unem com outro nome, perdendo sua personali-
dade por integrarem um novo estado. Por exem-
plo, como se houvesse a incorporação do estado de 
Santa Catarina e Rio Grande do sul, passando a ser 
um só estado. 
 z Subdivisão: quando um estado se divide em novos 
vários estados, todos estes com personalidades 
diferentes. Por exemplo, o estado do Rio Grande do 
Sul deixa de existir, ou seja, o estado foi dividido 
em dois ou mais estados, cada um com personali-
dades distintas.
 z Desmembramento: Já na hipótese de separar uma 
ou mais partes de um estado sem que este perca 
sua identidade. Por exemplo, como ocorreu com o 
estado de Goiás, formando o estado de Tocantins. 
Vejamos os requisitos e procedimento para a incor-
poração, a subdivisão e o desmembramento do estado 
(art. 18, § 3º da CF):
FAVORÁVEL
1º
Plebiscito
Consulta prévias as popula-
ções diretamente interessa-
das. (Expressão da vontade e 
da opinião do povo, demons-
trada através de votação);
Atenção! O plebiscito é con-
dição prévia, caso não hou-
ver aprovação, não passará 
para a próxima fase.
2º
Propositura de projeto de 
lei complementar
Caso a população seja favo-
rável no plebiscito será 
proposto projeto de lei com-
plementar perante qualquer 
uma das casas do Congresso 
Nacional.
3º
Oitiva da assembleia
Oitiva das assembleias legisla-
tivas dos estados interessados; 
Atenção! Mesmo que a 
assembleia seja desfavorá-
vel, pode continuar o pro-
cesso de formação do novo 
estado, não é vinculativo.
4º
Lei complementar
Aprovação de lei comple-
mentar pelo Congresso 
Nacional. 
Congresso Nacional não é 
obrigado a aprovar, mas 
caso assim decida deverá 
ser conforme determina art. 
69 da CF/88, pelo quórum de 
absoluta.
MUNICÍPIOS
No Brasil, não só os Estados membros, mas tam-
bém os Municípios têm autonomia política, ou seja, o 
nosso pacto federativo é formado pela União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios. Tal autonomia está pre-
vista no art. 18, caput da CF/88, vejamos.
Art. 18. A organização político-administrativa 
da República Federativa do Brasil compreende a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municí-
pios, todos autônomos, nos termos desta Consti-
tuição. (grifo nosso)
Como exemplo da autonomia municipal, podemos 
citar a capacidade de normatização, em que consiste 
na capacidade do município de elaborar a sua própria 
lei orgânica e demais legislações municipais.
Conformeart. 30 do texto constitucional, os muni-
cípios tem competência legislativa local, ou seja, 
podem legislar sobre assuntos de interesse local e 
suplementando a legislação federal e estadual no que 
couber, por exemplo, é de competência do município 
a fixação do horário de funcionamento do comércio 
local. (Súmula 645 do STF).
Ainda, os Municípios também tem autonomia polí-
tica, por exemplo, têm a capacidade de eleger Prefeito, 
Vice-Prefeito e vereadores sem a intervenção do esta-
do ou da União. Além de autonomia administrativa, ou 
seja, tem capacidade de atuar sobre assuntos de inte-
resse local, por exemplo, cabe ao município promover 
a proteção do patrimônio histórico cultural local. 
Formação de novos municípios
Os municípios também tem autorização constitu-
cional para criação, incorporação, fusão e desmem-
bramento de municípios. Vejamos os requisitos e 
procedimento para a incorporação, a subdivisão e o 
desmembramento de município (art. 18, § 4º da CF):
1º
Lei Complementar
Aprovação de lei comple-
mentar, fixando o período 
dentro do qual poderá ocor-
rer a criação, incorporação, 
fusão e o desmembramento;
2º
Plebiscito + Estudo de 
viabilidade
Consulta prévia, mediante 
plebiscito às populações dos 
municípios envolvidos, após 
divulgação dos estudos de 
viabilidade municipal, apre-
sentados e publicados na for-
ma da lei;
3º
Lei Estadual
Aprovação de lei ordiná-
ria estadual formalizando a 
criação, incorporação, fusão, 
ou desmembramento do 
município.
DISTRITO FEDERAL
A Constituição Federal 1988 conferiu ao Distri-
to Federal natureza de ente federativo autônomo, 
com capacidade de auto-organização, autogoverno 
e autoadministração, sendo proibida a possibilidade 
de subdivisão em Municípios (art. 32, caput), como 
exemplo de autonomia do Distrito Federal podemos 
citar a capacidade do Distrito Federal para criar a sua 
lei orgânica, bem como na capacidade de eleger seu 
Governador e Vice-Governador, sem interferência da 
União nas eleições.
A sede do governo do Distrito Federal é Brasília, 
conforme consagra a Lei Orgânica do DF, art. 6º.
Conforme art. 32, § 1º da CF, ao Distrito Federal são 
atribuídas às competências legislativas reservadas 
aos Estados e Municípios, cumulativamente. Entre-
tanto, conforme o § 4º do dispositivo em comento a 
lei federal disporá sobre a utilização pelo Governo do 
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DF, da polícia civil, da polícia penal, da polícia mili-
tar e do corpo de bombeiros militar, ou seja, estes são 
mantidos diretamente pela União. 
TERRITÓRIOS 
Os Territórios Federais são divisões administra-
tivas da União, sem pertencer a qualquer Estado; 
podem surgir da divisão de um Estado membro ou 
desmembramento, existindo autonomia administrati-
va, mas não política, ou seja, os Estados podem subdi-
vidir-se ou desmembrar-se para formarem Territórios 
Federais, mediante aprovação da população direta-
mente interessada, por meio de plebiscito e do Con-
gresso Nacional, por intermédio de lei complementar. 
Entretanto, no caso de criação de um Território o 
texto constitucional não exige a realização de plebisci-
to, porém nada impede que possa ocorrer. 
Sendo que os Territórios a partir da CF/88 não são 
considerados entes federativos, servem para que a 
União administre áreas que não possuem um governo 
estadual, ou seja, trata-se apenas de uma mera autar-
quia em regime especial que é designada para admi-
nistrar parcela de território do país. 
 Atualmente não existem mais Territórios Federais 
no Brasil, inclusive a própria Constituição Federal 
1988 no Ato das Disposições Gerais Transitórias art. 
14 transformou os Territórios Federais de Roraima e 
do Amapá em Estados Federados.
Como vimos, atualmente no Brasil não existem 
mais Territórios Federais, entretanto conforme art. 
18, § 2° da CF há uma autorização constitucional para 
sua criação, a qual deve ser regulada em lei comple-
mentar, vejamos.
Art. 18 A organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil compreende a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos 
autônomos, nos termos desta Constituição.
§ 1º Brasília é a Capital Federal.
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua 
criação, transformação em Estado ou reintegração 
ao Estado de origem serão reguladas em lei comple-
mentar. (grifo nosso)
REPARTIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS 
A repartição das competências são atribuições que 
a Constituição dá aos Entes federados, de natureza 
administrativa e legislativa. O legislador se preocupou 
em dividir essas atribuições (competências) com base 
no chamado princípio da predominância do interes-
se, ou seja, as atribuições de interesse nacional são 
de competência da União (exemplo: declarar guerra 
e celebrar paz), já as atribuições de interesse Estadual 
são de competência dos estados (exemplo: exploração 
de serviço de transporte de passageiros intermunici-
pal) e atribuições de interesse local de competência 
dos municípios (exemplo: expedição de alvará de esta-
belecimento comercial).
Dica
Não existe hierarquia entre os Entes da Federação.
A divisão de competências é basicamente por dois 
modelos, modelo horizontal, quando a Constituição 
dá atribuição a um único ente (exclusiva e privativa), 
por exemplo, art. 21 da CF que consagra a competên-
cia exclusiva da União. Bem como, pelo modelo verti-
cal, que atribui a mais de um ente a competência, por 
exemplo, é o caso da competência legislativa concor-
rente da União, do Estado e do Distrito Federal previs-
ta no art. 24 da CF. 
 z Espécies de competências
Na nossa Carta Magna a repartição das competên-
cias tem previsão nos artigos 21, 22, 23 e 24 e tem o 
objetivo de partilhar entre os entes federados as ati-
vidades do Estado, classificada como competência 
administrativa e competência legislativa.
 � Competência administrativa
A competência administrativa também pode ser 
chamada de competência material, pois trata-se da 
organização do Estado para efetuar tarefas e realização 
de atividades referente às matérias nela relacionadas, 
podem ser classificadas como competência exclusiva da 
União e competência comum entre os Entes Federados.
COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA
GERENCIAL OU MATERIAL
Art. 21 da CF
EXCLUSIVA DA UNIÃO
INDELEGÁVEL
Como memorizar? 
Os incisos fazem menção 
à atuação e ação.
Art. 23 da CF
COMUM
Entes federados.União, Es-
tados, DF e Municípios.
Competência exclusiva da União é indelegável, ou 
seja, não pode ser delegada a outro ente federativo, 
prevista no art. 21 da CF. Perceba que os incisos fazem 
menção a atuação e ação, vejamos:
IMPORTANTE
Colocamos o art. 21 da CF da íntegra, pois é 
muito cobrado em provas, recomenda-se a lei-
tura do dispositivo reiteradas vezes!
Art. 21 Compete à União:
I - manter relações com Estados estrangeiros e par-
ticipar de organizações internacionais;
II - declarar a guerra e celebrar a paz;
III - assegurar a defesa nacional;
IV - permitir, nos casos previstos em lei complemen-
tar, que forças estrangeiras transitem pelo território 
nacional ou nele permaneçam temporariamente;
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a 
intervenção federal;
Exemplo: Em 2018 foi decretada a intervenção 
federal no estado do Rio de Janeiro (Decreto nº 9.288 
de 2018), uma medida excepcional de natureza mili-
tar com o objetivo de reestabelecer a ordem pública e 
resolver algumas questões de segurança pública prin-
cipalmente nas comunidades. 
300
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio 
de material bélico;
VII - emitir moeda;
VIII - administrar as reservas cambiais do País e fis-
calizar as operações de natureza financeira, espe-
cialmente as de crédito, câmbio e capitalização, 
bem como as de seguros e de previdência privada;
Exemplo: Compete a União administrar os ativos 
financeiros em moeda estrangeira, ou seja, são as reser-
vas internacionais, denominadas como reservas cam-
biais, é como um ativo do Banco Central do Brasil, assim 
cabea União optar por vender esses ativos ou não. 
IX - elaborar e executar planos nacionais e regio-
nais de ordenação do território e de desenvolvimen-
to econômico e social;
X - manter o serviço postal e o correio aéreo 
nacional;
XI - explorar, diretamente ou mediante autoriza-
ção, concessão ou permissão, os serviços de teleco-
municações, nos termos da lei, que disporá sobre a 
organização dos serviços, a criação de um órgão 
regulador e outros aspectos institucionais;         
XII - explorar, diretamente ou mediante autoriza-
ção, concessão ou permissão:
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e 
imagens;
b) os serviços e instalações de energia elétrica e 
o aproveitamento energético dos cursos de água, 
em articulação com os Estados onde se situam os 
potenciais hidroenergéticos;
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estru-
tura aeroportuária;
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário 
entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou 
que transponham os limites de Estado ou Território;
e) os serviços de transporte rodoviário interesta-
dual e internacional de passageiros;
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o 
Ministério Público do Distrito Federal e dos Territó-
rios e a Defensoria Pública dos Territórios;    
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia 
penal, a polícia militar e o corpo de bombeiros mili-
tar do Distrito Federal, bem como prestar assistên-
cia financeira ao Distrito Federal para a execução 
de serviços públicos, por meio de fundo próprio;          
XV - organizar e manter os serviços oficiais de esta-
tística, geografia, geologia e cartografia de âmbito 
nacional;
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, 
de diversões públicas e de programas de rádio e 
televisão;
XVII - conceder anistia;
XVIII - planejar e promover a defesa permanente 
contra as calamidades públicas, especialmente as 
secas e as inundações;
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento 
de recursos hídricos e definir critérios de outorga 
de direitos de seu uso
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento 
urbano, inclusive habitação, saneamento básico e 
transportes urbanos;
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o siste-
ma nacional de viação;
XXII - executar os serviços de polícia marítima, 
aeroportuária e de fronteiras;        
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares 
de qualquer natureza e exercer monopólio esta-
tal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e 
reprocessamento, a industrialização e o comércio 
de minérios nucleares e seus derivados, atendidos 
os seguintes princípios e condições:
a) toda atividade nuclear em território nacional 
somente será admitida para fins pacíficos e median-
te aprovação do Congresso Nacional;
b) sob regime de permissão, são autorizadas a 
comercialização e a utilização de radioisóto-
pos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e 
industriais;      
c) sob regime de permissão, são autorizadas a pro-
dução, comercialização e utilização de radioisóto-
pos de meia-vida igual ou inferior a duas horas;      
d) a responsabilidade civil por danos nucleares 
independe da existência de culpa;    
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do 
trabalho;
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o 
exercício da atividade de garimpagem, em forma 
associativa.
No que tange à competência comum, que também 
pode ser chamada de competência paralela, concor-
rente ou cumulativa, todos os Entes podem agir de for-
ma independente, é a competência comum da União, 
Estados, Distrito Federal e Munícipios, consagrada no 
art. 23 da CF, vejamos:
Art. 23. É competência comum da União, dos Esta-
dos, do Distrito Federal e dos Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das 
instituições democráticas e conservar o patrimônio 
público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da 
proteção e garantia das pessoas portadoras de 
deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens 
de valor histórico, artístico e cultural, os monu-
mentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios 
arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracte-
rização de obras de arte e de outros bens de valor 
histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à 
educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à 
inovação;      
VI - proteger o meio ambiente e combater a polui-
ção em qualquer de suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII - fomentar a produção agropecuária e organi-
zar o abastecimento alimentar;
IX - promover programas de construção de mora-
dias e a melhoria das condições habitacionais e de 
saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de 
marginalização, promovendo a integração social 
dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as conces-
sões de direitos de pesquisa e exploração de recur-
sos hídricos e minerais em seus territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação 
para a segurança do trânsito.
Ainda, o parágrafo único do mencionado dispositivo 
estabelece que tendo em vista o equilíbrio do desenvol-
vimento e do bem-estar em âmbito nacional as leis com-
plementares fixarão normas para a cooperação entre a 
União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

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