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N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 297 Exemplo: ferro, ouro, cobre etc. X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; Exemplo: Sítio Arqueológico, Parque Nacional do Catimbau, localizado no estado de Pernambuco. XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. Exemplo: a terra tradicionalmente ocupada pelos indígenas no oeste de Santa Catarina, localizado entre os rios Chapecó e Chapecósinho, a 70 km de Chapecó, denominada como terra indígena Xapecó. Ainda, a redação do § 1º do mencionado dispo- sitivo foi modificada pela Emenda Constitucional nº 102/2019, conforme a atual redação a Constitui- ção prevê possibilidade da participação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais. Por conseguinte, a Constituição consagra a terra designada como faixa de fronteira, sendo esta a fai- xa de até cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terrestres, considerada fun- damental para defesa do território nacional, ainda determina que a sua ocupação e utilização devem ser reguladas em lei. (art. 20 § 2º). ESTADOS Os estados possuem autonomia para se organiza- rem (auto-organização) caracterizado por um auto- governo, autoadministração e autolegislação, onde o povo que escolhe diretamente os seus representantes no poder legislativo e executivo local, sem que haja subordinação por parte da União (arts. 27, 28 e 125 da CF). z autogoverno: autonomia política para eleger seus representantes, por exemplo, eleição de Governa- dor (art.27 e 28 da CF/88). z autoadministração: decorre das competências administrativas conferidas aos Estados, por exem- plo, os estados poderão, mediante lei com- plementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, consti- tuídas por agrupamentos de municípios limítro- fes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum (art. 25, § 3º da CF). z autolegislação: tem competência de elaborar sua própria Constituição, ou seja, cada estado tem autonomia de criar a sua própria constituição esta- dual, entretanto esta deve sempre obedecer à lei maior (CF/88). Os estados organizam-se e regem-se pelas Consti- tuições e leis que adotarem. Ainda, conforme estudado no título do poder constituinte derivado decorrente, o art. 25 da CF consagra aos Estados federados auto- nomia política e administrativa, com capacidade de elaborar suas próprias Constituições estaduais, obe- decendo às diretrizes da Constituição Federal 1988. LEGISLATIVO EXECUTIVO JUDICIÁRIO Assembleia Legislativa Governador do Estado Tribunais e Juízes Formação de novos estados Na forma prevista do art. 18 e art. 48, VI da CF/88 a estrutura territorial do Brasil poderá ser modifica- da por meio de alteração dos limites territoriais dos diferentes entes federados existentes. Por exemplo, em 1988 o norte do estado de Goiás foi desmembrado, formando o estado de Tocantins. Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, sub- dividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população direta- mente interessada, através de plebiscito, e do Con- gresso Nacional, por lei complementar. INCORPORAÇÃO SUBDIVISÃO DESMEMBRAMENTO Fusão Cisão Separar uma ou mais partes de um estado Art. 48 Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, espe- cialmente sobre: [...] VI - Incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as res- pectivas Assembleias Legislativas; Ainda, conforme o art. 235 da Constituição, nos dez primeiros anos de sua criação a Assembleia Legislati- va será composta de dezessete Deputados se a popula- ção do Estado for inferior a seiscentos mil habitantes, e de vinte e quatro, se igual ou superior a esse núme- ro, até um milhão e quinhentos mil, o Governo terá no máximo dez Secretarias, o Tribunal de Contas terá três membros, nomeados, pelo Governador eleito, den- tre brasileiros de comprovada idoneidade e notório saber, o Tribunal de Justiça terá sete Desembargado- res, os primeiros Desembargadores serão nomeados pelo Governador eleito, escolhidos conforme dispõe o inciso V do mencionado dispositivo: a) cinco dentre os magistrados com mais de trinta e cinco anos de idade, em exercício na área do novo Estado ou do Estado originário; b) dois dentre promotores, nas mesmas condições, e advogados de comprovada idoneidade e saber jurídico, com dez anos, no mínimo, de exercício profissional, obedecido o procedimento fixado na Constituição; Caso o novo estado seja proveniente de Território Federal, os cinco primeiros Desembargadores pode- rão ser escolhidos dentre juízes de direito de qualquer 298 parte do País e em cada Comarca, o primeiro Juiz de Direito, Promotor de Justiça e Defensor Público serão nomeados pelo Governador eleito após concurso público de provas e títulos. É possível a incorporação, subdivisão e o desmem- bramento de estado, vejamos: z Incorporação: quando dois ou mais estados se unem com outro nome, perdendo sua personali- dade por integrarem um novo estado. Por exem- plo, como se houvesse a incorporação do estado de Santa Catarina e Rio Grande do sul, passando a ser um só estado. z Subdivisão: quando um estado se divide em novos vários estados, todos estes com personalidades diferentes. Por exemplo, o estado do Rio Grande do Sul deixa de existir, ou seja, o estado foi dividido em dois ou mais estados, cada um com personali- dades distintas. z Desmembramento: Já na hipótese de separar uma ou mais partes de um estado sem que este perca sua identidade. Por exemplo, como ocorreu com o estado de Goiás, formando o estado de Tocantins. Vejamos os requisitos e procedimento para a incor- poração, a subdivisão e o desmembramento do estado (art. 18, § 3º da CF): FAVORÁVEL 1º Plebiscito Consulta prévias as popula- ções diretamente interessa- das. (Expressão da vontade e da opinião do povo, demons- trada através de votação); Atenção! O plebiscito é con- dição prévia, caso não hou- ver aprovação, não passará para a próxima fase. 2º Propositura de projeto de lei complementar Caso a população seja favo- rável no plebiscito será proposto projeto de lei com- plementar perante qualquer uma das casas do Congresso Nacional. 3º Oitiva da assembleia Oitiva das assembleias legisla- tivas dos estados interessados; Atenção! Mesmo que a assembleia seja desfavorá- vel, pode continuar o pro- cesso de formação do novo estado, não é vinculativo. 4º Lei complementar Aprovação de lei comple- mentar pelo Congresso Nacional. Congresso Nacional não é obrigado a aprovar, mas caso assim decida deverá ser conforme determina art. 69 da CF/88, pelo quórum de absoluta. MUNICÍPIOS No Brasil, não só os Estados membros, mas tam- bém os Municípios têm autonomia política, ou seja, o nosso pacto federativo é formado pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Tal autonomia está pre- vista no art. 18, caput da CF/88, vejamos. Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municí- pios, todos autônomos, nos termos desta Consti- tuição. (grifo nosso) Como exemplo da autonomia municipal, podemos citar a capacidade de normatização, em que consiste na capacidade do município de elaborar a sua própria lei orgânica e demais legislações municipais. Conformeart. 30 do texto constitucional, os muni- cípios tem competência legislativa local, ou seja, podem legislar sobre assuntos de interesse local e suplementando a legislação federal e estadual no que couber, por exemplo, é de competência do município a fixação do horário de funcionamento do comércio local. (Súmula 645 do STF). Ainda, os Municípios também tem autonomia polí- tica, por exemplo, têm a capacidade de eleger Prefeito, Vice-Prefeito e vereadores sem a intervenção do esta- do ou da União. Além de autonomia administrativa, ou seja, tem capacidade de atuar sobre assuntos de inte- resse local, por exemplo, cabe ao município promover a proteção do patrimônio histórico cultural local. Formação de novos municípios Os municípios também tem autorização constitu- cional para criação, incorporação, fusão e desmem- bramento de municípios. Vejamos os requisitos e procedimento para a incorporação, a subdivisão e o desmembramento de município (art. 18, § 4º da CF): 1º Lei Complementar Aprovação de lei comple- mentar, fixando o período dentro do qual poderá ocor- rer a criação, incorporação, fusão e o desmembramento; 2º Plebiscito + Estudo de viabilidade Consulta prévia, mediante plebiscito às populações dos municípios envolvidos, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apre- sentados e publicados na for- ma da lei; 3º Lei Estadual Aprovação de lei ordiná- ria estadual formalizando a criação, incorporação, fusão, ou desmembramento do município. DISTRITO FEDERAL A Constituição Federal 1988 conferiu ao Distri- to Federal natureza de ente federativo autônomo, com capacidade de auto-organização, autogoverno e autoadministração, sendo proibida a possibilidade de subdivisão em Municípios (art. 32, caput), como exemplo de autonomia do Distrito Federal podemos citar a capacidade do Distrito Federal para criar a sua lei orgânica, bem como na capacidade de eleger seu Governador e Vice-Governador, sem interferência da União nas eleições. A sede do governo do Distrito Federal é Brasília, conforme consagra a Lei Orgânica do DF, art. 6º. Conforme art. 32, § 1º da CF, ao Distrito Federal são atribuídas às competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios, cumulativamente. Entre- tanto, conforme o § 4º do dispositivo em comento a lei federal disporá sobre a utilização pelo Governo do N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 299 DF, da polícia civil, da polícia penal, da polícia mili- tar e do corpo de bombeiros militar, ou seja, estes são mantidos diretamente pela União. TERRITÓRIOS Os Territórios Federais são divisões administra- tivas da União, sem pertencer a qualquer Estado; podem surgir da divisão de um Estado membro ou desmembramento, existindo autonomia administrati- va, mas não política, ou seja, os Estados podem subdi- vidir-se ou desmembrar-se para formarem Territórios Federais, mediante aprovação da população direta- mente interessada, por meio de plebiscito e do Con- gresso Nacional, por intermédio de lei complementar. Entretanto, no caso de criação de um Território o texto constitucional não exige a realização de plebisci- to, porém nada impede que possa ocorrer. Sendo que os Territórios a partir da CF/88 não são considerados entes federativos, servem para que a União administre áreas que não possuem um governo estadual, ou seja, trata-se apenas de uma mera autar- quia em regime especial que é designada para admi- nistrar parcela de território do país. Atualmente não existem mais Territórios Federais no Brasil, inclusive a própria Constituição Federal 1988 no Ato das Disposições Gerais Transitórias art. 14 transformou os Territórios Federais de Roraima e do Amapá em Estados Federados. Como vimos, atualmente no Brasil não existem mais Territórios Federais, entretanto conforme art. 18, § 2° da CF há uma autorização constitucional para sua criação, a qual deve ser regulada em lei comple- mentar, vejamos. Art. 18 A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 1º Brasília é a Capital Federal. § 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei comple- mentar. (grifo nosso) REPARTIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS A repartição das competências são atribuições que a Constituição dá aos Entes federados, de natureza administrativa e legislativa. O legislador se preocupou em dividir essas atribuições (competências) com base no chamado princípio da predominância do interes- se, ou seja, as atribuições de interesse nacional são de competência da União (exemplo: declarar guerra e celebrar paz), já as atribuições de interesse Estadual são de competência dos estados (exemplo: exploração de serviço de transporte de passageiros intermunici- pal) e atribuições de interesse local de competência dos municípios (exemplo: expedição de alvará de esta- belecimento comercial). Dica Não existe hierarquia entre os Entes da Federação. A divisão de competências é basicamente por dois modelos, modelo horizontal, quando a Constituição dá atribuição a um único ente (exclusiva e privativa), por exemplo, art. 21 da CF que consagra a competên- cia exclusiva da União. Bem como, pelo modelo verti- cal, que atribui a mais de um ente a competência, por exemplo, é o caso da competência legislativa concor- rente da União, do Estado e do Distrito Federal previs- ta no art. 24 da CF. z Espécies de competências Na nossa Carta Magna a repartição das competên- cias tem previsão nos artigos 21, 22, 23 e 24 e tem o objetivo de partilhar entre os entes federados as ati- vidades do Estado, classificada como competência administrativa e competência legislativa. � Competência administrativa A competência administrativa também pode ser chamada de competência material, pois trata-se da organização do Estado para efetuar tarefas e realização de atividades referente às matérias nela relacionadas, podem ser classificadas como competência exclusiva da União e competência comum entre os Entes Federados. COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA GERENCIAL OU MATERIAL Art. 21 da CF EXCLUSIVA DA UNIÃO INDELEGÁVEL Como memorizar? Os incisos fazem menção à atuação e ação. Art. 23 da CF COMUM Entes federados.União, Es- tados, DF e Municípios. Competência exclusiva da União é indelegável, ou seja, não pode ser delegada a outro ente federativo, prevista no art. 21 da CF. Perceba que os incisos fazem menção a atuação e ação, vejamos: IMPORTANTE Colocamos o art. 21 da CF da íntegra, pois é muito cobrado em provas, recomenda-se a lei- tura do dispositivo reiteradas vezes! Art. 21 Compete à União: I - manter relações com Estados estrangeiros e par- ticipar de organizações internacionais; II - declarar a guerra e celebrar a paz; III - assegurar a defesa nacional; IV - permitir, nos casos previstos em lei complemen- tar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal; Exemplo: Em 2018 foi decretada a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro (Decreto nº 9.288 de 2018), uma medida excepcional de natureza mili- tar com o objetivo de reestabelecer a ordem pública e resolver algumas questões de segurança pública prin- cipalmente nas comunidades. 300 VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico; VII - emitir moeda; VIII - administrar as reservas cambiais do País e fis- calizar as operações de natureza financeira, espe- cialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de seguros e de previdência privada; Exemplo: Compete a União administrar os ativos financeiros em moeda estrangeira, ou seja, são as reser- vas internacionais, denominadas como reservas cam- biais, é como um ativo do Banco Central do Brasil, assim cabea União optar por vender esses ativos ou não. IX - elaborar e executar planos nacionais e regio- nais de ordenação do território e de desenvolvimen- to econômico e social; X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional; XI - explorar, diretamente ou mediante autoriza- ção, concessão ou permissão, os serviços de teleco- municações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; XII - explorar, diretamente ou mediante autoriza- ção, concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos; c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estru- tura aeroportuária; d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território; e) os serviços de transporte rodoviário interesta- dual e internacional de passageiros; f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territó- rios e a Defensoria Pública dos Territórios; XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a polícia militar e o corpo de bombeiros mili- tar do Distrito Federal, bem como prestar assistên- cia financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; XV - organizar e manter os serviços oficiais de esta- tística, geografia, geologia e cartografia de âmbito nacional; XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão; XVII - conceder anistia; XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações; XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos; XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o siste- ma nacional de viação; XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio esta- tal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e median- te aprovação do Congresso Nacional; b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisóto- pos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e industriais; c) sob regime de permissão, são autorizadas a pro- dução, comercialização e utilização de radioisóto- pos de meia-vida igual ou inferior a duas horas; d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa; XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho; XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem, em forma associativa. No que tange à competência comum, que também pode ser chamada de competência paralela, concor- rente ou cumulativa, todos os Entes podem agir de for- ma independente, é a competência comum da União, Estados, Distrito Federal e Munícipios, consagrada no art. 23 da CF, vejamos: Art. 23. É competência comum da União, dos Esta- dos, do Distrito Federal e dos Municípios: I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monu- mentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracte- rização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação; VI - proteger o meio ambiente e combater a polui- ção em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produção agropecuária e organi- zar o abastecimento alimentar; IX - promover programas de construção de mora- dias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as conces- sões de direitos de pesquisa e exploração de recur- sos hídricos e minerais em seus territórios; XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Ainda, o parágrafo único do mencionado dispositivo estabelece que tendo em vista o equilíbrio do desenvol- vimento e do bem-estar em âmbito nacional as leis com- plementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.