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também psicológicos, como
medo de morrer, medo de enlouquecer, sensação de irrealidade e distanciamento social.
_____ A síndrome da cabana não é considerada uma doença, pois consiste em um fenômeno natural
do corpo que não
19 está acostumado a mudanças bruscas de rotina ou comportamento, observa a psicóloga. Ela se
manifesta quando a pessoa
precisa se adaptar a uma nova realidade de forma rápida e, em geral, sem que tenha total controle
da situação, causando
angústia, irritabilidade, inquietação, distúrbios do sono e de alimentação, dificuldade de
concentração e desconfiança das
22 pessoas.
_____ Já o TOC, distúrbio psiquiátrico de ansiedade identificado pela presença de crises recorrentes
de obsessões e
compulsões, está relacionado com a necessidade de controle do ambiente, diz Karin. Nesse caso, a
preocupação da pessoa
25 é maior com o fim da quarentena e a retomada da vida menos controlável fora de casa.
_____ A agorafobia é o medo de ter crises de ansiedade, com sintomas parecidos com os de um
ataque de pânico, mas
em locais públicos ou em lugares em que o atendimento médico seja dificultado, como em túneis e
elevadores. “A
28 pandemia pode propiciar o surgimento desse transtorno em pessoas que já apresentam um perfil
ansioso, em razão das
muitas mudanças causadoras de estresse e de situações difíceis, como perda do emprego, incerteza
sobre o futuro, medo
do contágio pessoal ou de familiares e da morte”, afirma Karin.
31 _____ De acordo com a psicóloga, algumas práticas ajudam a controlar a ansiedade e,
consequentemente, diminuem as
chances de fobias e transtornos se intensificarem. Porém, se os sintomas persistirem, é importante
buscar ajuda de um
profissional de saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo.
Internet: (com adaptações).
Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 10.
20. [Q2284414]
Depreende-se da leitura do texto que a ansiedade é um fator que propicia a intensificação de
distúrbios mentais.
c) Certo
e) Errado
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa
Fonte: Instituto Quadrix - Quadrix 2022 / Conselho Regional de Psicologia da 10º Região CRP 10 - PA / Analista - Área: Psicólogo /
Questão: 3
Texto para responder às questões de 01 a 05.
-
Homem no mar
-
De minha varanda vejo, entre árvores e telhados, o mar. Não há ninguém na praia, que
resplende ao sol. O vento é nordeste, e vai tangendo, aqui ali, no belo azul das águas, pequenas
espumas que marcham alguns segundos e morrem, como bichos alegres e humildes; perto da terra a
onda é verde.
Mas percebo um movimento em um ponto do mar; é um homem nadando. Ele nada a uma
certa distância da praia, em braçadas pausadas e fortes; nada a favor das águas e do vento, e as
pequenas espumas que nascem e somem parecem ir mais depressa do que ele. Justo: espumas são
leves, não são feitas de nada, toda sua substância é água e vento e luz, e o homem tem sua carne,
seus ossos, seu coração, todo seu corpo a transportar na água.
Ele usa os músculos com uma calma energia; avança. Certamente não suspeita de que um
desconhecido o vê o admira porque ele está nadando na praia deserta. Não sei de onde vem essa
admiração, mas encontro nesse homem uma nobreza calma, sinto-me solidário com ele, acompanho
o seu esforço solitário como se ele estivesse cumprindo uma bela missão. Já nadou em minha
presença uns trezentos metros; antes, não sei; duas vezes o perdi de vista, quando ele passou atrás
das árvores, mas esperei com toda confiança que reaparecesse sua cabeça, e o movimento alternado
de seus braços. Mais uns cinquenta metros, e o perderei de vista, pois um telhado o esconderá. Que
ele nade bem esses cinquenta ou sessenta metros; isto me parece importante; é preciso que
conserve a mesma batida de sua braçada, e que eu o veja desaparecer assim como o vi aparecer, no
mesmo rumo, no mesmo ritmo, forte, lento, sereno. Será perfeito; a imagem desse homem me faz
bem.
É apenas a imagem de um homem, e eu não poderia saber sua idade, nem sua cor, nem os
traços de sua cara. Estou solidário com ele, e espero que ele esteja comigo. Que ele atinja o telhado
vermelho, e então eu poderei sair da varanda tranquilo, pensando — “vi um homem sozinho,
nadando no mar; quando o vi ele já estava nadando; acompanhei-o com atenção durante todo o
tempo, e testemunho que ele nadou sempre com firmeza e correção; esperei que ele atingisse um
telhado vermelho, e ele o atingiu”.
Agora não sou mais responsável por ele; cumpri o meu dever, e ele cumpriu o seu. Admiro-o.
Não consigo saber em que reside, para mim, a grandeza de sua tarefa; ele não estava fazendo
nenhum gesto a favor de alguém, nem construindo algo de útil; mas certamente fazia uma coisa
bela, e a fazia de um modo puro e viril.
Não desço para ir esperá-lo na praia e lhe apertar a mão; mas dou meu silencioso apoio,
minha atenção e minha estima a esse desconhecido, a esse nobre animal, a esse homem, a esse
correto irmão.
-
BRAGA, Rubem. Homem no mar. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos
(Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro:
Objetiva, 2007, pp. 110-111
21. [Q2598354]
No trecho “O vento é NORDESTE, e vai tangendo, aqui e ali, no belo azul das águas, pequenas
espumas que marcham alguns segundos e morrem, como bichos alegres e humildes”, a palavra
destacada expressa o valor semântico de:
a) nomeação.
b) indefinição.
c) ação.
d) qualificação.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa
Fonte: Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo - IBADE 2018 / Prefeitura de Manaus - AM / Professor de Nível
Superior - Área História / Questão: 3
Texto CB1A1BBB
1------- Estranhamente, governos estaduais cujas despesas
com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que
estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela
4 Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria

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