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1. Nesse capítulo discutimos que o fenômeno da globalização é a denominação de algo que já acontecia anteriormente na humanidade. Assinale a alternativa que conste corretamente o que sempre ocorreu na humanidade e o motivo de denominarmos o momento atual de globalização: Resp: Deslocamento de pessoas, informações e objetos. A globalização, termo que começou a ser utilizado mais amplamente a partir da década de 1980, foi a potencialização desse deslocamento. 2. O termo sociedade globalizada, que remete a compressão do espaço-tempo, é amplamente utilizado por vários teóricos da globalização. Assinale a alternativa que melhor explique esse fenômeno: Resp: A compressão refere-se a proximidade temporal entre espaços muito distanciados, de modo que a cultura de um determinado local está aproximada dos demais. No entanto, essa aproximação não é homogênea e igual entre as partes, de modo que a cultural de locais específicos (Estados Unidos é um exemplo) tem grande poder de influência no restante do globo. 3. A globalização abriu uma nova forma de estudo dos grupos sociais para os antropólogos, que antes comumente focavam-se somente nesse grupo. Assinale alternativa que corretamente explique como a globalização modificou, no plano analítico, para os estudos antropológicos. Resp: Começou a ser necessário, em alguns casos, analisar desde o plano local da comunidade até os campos mais gerais e amplos na qual essa comunidade está inserida, como a região e a nação. Juntamente a isso, alguns antropólogos contemporâneos defendem que a análise considere outros aspectos além do plano da cultura, como o posicionamento da comunidade dentro da divisão do trabalho internacional e a forma de inserção da mídia na comunidade 4. A globalização é um fenômeno marcado por uma ampla divisão do trabalho internacional, ou seja, diferentes grupos e nações se inserem nessa divisão do trabalho de forma diferenciada. Assinale a alternativa que explique corretamente uma consequência desse fenômeno: Resp: Os sujeitos vivem sobre uma forma relativamente uniforme de produção, ou seja, um modo de trabalho semelhante em sua lógica; no entanto há uma diversidade de grupos que estão trabalhando a partir de uma lógica única de trabalho, o que gera uma impressão de individualização do sujeito 5. (Enem 2012) As mulheres quebradeiras de coco-babaçu dos Estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins, na sua grande maioria, vivem numa situação de exclusão e subalternidade. O termo quebradeira de coco assume o caráter de identidade coletiva na medida em que as mulheres que sobrevivem dessa atividade e reconhecem sua posição e condição desvalorizada pela lógica da dominação, se organizam em movimentos de resistência e de luta pela conquista da terra, pela libertação dos babaçuais, pela autonomia do processo produtivo. Passam a atribuir significados ao seu trabalho e as suas experiências, tendo como principal referência sua condição preexistente de acesso e uso dos recursos naturais. ROCHA, M. R. T. A luta das mulheres quebradeiras de coco-babaçu, pela libertação do coco preso e pela posse da terra. In: Anais do VII Congresso Latino-Americano de Sociologia Rural, Quito, 2006 (adaptado). A organização do movimento das quebradeiras de coco de babaçu é resultante da: Resp: dificuldade imposta pelos fazendeiros e posseiros no acesso aos babaçuais localizados no interior de suas propriedades. 6. A hibridez descreve a cultura de pessoas que mantêm suas conexões com a terra de seus antepassados, relacionando-se com a cultura do local que habitam. Eles não anseiam retornar à sua “pátria” ou recuperar qualquer identidade étnica “pura” ou absoluta; ainda assim, preservam traços de outras culturas, tradições e histórias e resistem à assimilação. CASHMORE, E. Dicionário de relações étnicas e raciais. São Paulo: Selo Negro, 2000 (adaptado). Contrapondo o fenômeno da hibridez à ideia de “pureza” cultural, observa-se que ele se manifesta quando: Resp: intercâmbios entre diferentes povos e campos de produção cultural passam a gerar novos produtos e manifestações. 7. A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do processo cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate ingênuo do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente. MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em Minas Gerais. Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1988. Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas: Resp: derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira. 8. Para o intelectual Stuart Hall, a pós-modernidade empreende uma mudança de comportamento e de pensamento nos indivíduos, que se veem muito mais conectados em relação aos seus antepassados. No contexto da pós-modernidade, a identidade deve ser pensada como: Resp: heterogênea, pois, as singularidades não simplesmente se desfazem, mas, ao contrário, se combinam de diferentes modos. 9. Leia abaixo parte do discurso de Benjamim Constant no Parlamento francês no século XIX: “(...)não podemos mais gozar a liberdade dos antigos, que era composta pela participação ativa e constante no poder coletivo. A nossa liberdade, deve ser composta pelo gozo pacífico da independência privada. A parte que na antiguidade cada um tomava à soberania nacional não era, como nos nossos dias, uma suposição abstrata. A vontade de cada um tinha uma influência real: o exercício desta vontade era um prazer vivo e repetido. Em consequência, os antigos estavam dispostos a fazer muitos sacrifícios pela conservação de seus direitos políticos e de sua parte na administração do Estado. (...). Esta recompensa não existe mais para nós. Perdido na multidão, o indivíduo não percebe quase nunca a influência que ele exerce. Jamais sua vontade se imprime sobre o conjunto, nada dá a ver aos seus próprios olhos a sua cooperação. O exercício dos direitos políticos não nos oferece, portanto, mais que uma parte dos benefícios que os antigos encontravam nele, e ao mesmo tempo o progresso da civilização, a tendência comercial da época, a comunicação dos povos entre si, multiplicaram e diversificaram ao infinito os meios para o bem-estar particular”. (Liberdade dos Antigos comparada à liberdade dos modernos, 1819).No discurso, o autor se refere a dois sistemas políticos diferentes, são eles: Resp: a Democracia associada aos antigos e o Liberalismo associado aos modernos 10. Considerando-se que o atual processo de globalização é diferente de qualquer outro que tenha acontecido anteriormente e que, com esse processo, pela primeira vez, pode-se falar em uma economia global que inclui todas as nações do mundo, é correto afirmar que, nas últimas duas décadas, o processo de globalização Resp: inseriu-se no contexto de desenvolvimento do capitalismo no plano internacional.